Ler maisA existência comum se distanciava e deformava; conhecidos e transeuntes ganhavam caracteres das personagens do folhetim.
Frases sobre Literatura
Explore frases, pensamentos e citações sobre Literatura.
Ler maisA gente folheia o troço, bocejando, fazendo caretas, admite enfim que a leitura é desnecessária; solta-o, pega um papel, rabisca um título, um pseudônimo, um zero, às vezes qualquer reflexão enérgica.
Ler maisA glória das letras só as tem, quem a elas se dá inteiramente; nelas, como no amor, só é amado quem se esquece de si inteiramente e se entrega com fé cega.
Ler maisA literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa.
Ler maisA literatura honorária, escorada e oficial, vive sempre lá fora, chega aqui de passagem e quando aparece, é vista de longe, rolando em automóvel; a literatura efetiva, mal vestida e de segunda classe, mora no interior ou vegeta aqui, no subúrbio, e viaja a bonde, às vezes de pingente.
Ler maisA maioria ia para ela, porque era cômodo no fundo, pois não pedia se comunicasse qualquer emoção, qualquer pensamento, qualquer importante revelação de nossa alma que interessasse outras almas.
Ler maisÀ míngua de substância, é frequente rechearem-se artigos com adjetivos.
Ler maisA personagem, simples esboço, entra a viver no papel, cresce ou diminui, comporta-se às vezes contra os nossos desejos: os caracteres definem-se na ação.
Ler maisA primeira daria um salário (ou ordenado, que é o nome decente) à segunda, e esta faria livros que, com alguns consertos na ortografia e na sintaxe, poderiam ser assinados por ministro, conselheiro, desembargador e outros letrados deste gênero.
Ler maisA primeira é seca, miúda e pedestre. A segunda, considerável, roda nos automóveis e manifesta-se com abundante palavreado sonoro, isento de significação.
Ler maisA princípio a gente lê por gosto. Mas quando aquilo se torna obrigação e é preciso o sujeito dizer se a coisa é boa ou não é e porque, não há livro que não seja um estrupício.
Ler maisAgarrava-me ao livro, compreendia vagamente o que estava escrito, mas ficava-me a certeza de que havia ali vários trabalhos, feitos por muitos indivíduos. Chineses. Uns chineses brigões, revoltados.
Ler maisAinda hoje, se fingem tolerar-me um romance, observo-lhe cuidadoso as mangas, as costuras, e vejo-o como ele é realmente: chinfrim e cor de macaco.
Ler maisAmarelo, papudo, faria um grande livro, que seria traduzido e circularia em muitos países.
Ler maisAs minhas narrativas, confessemos, são chinfrins, mas foram construídas na terra, as minhas mãos bisonhas pretenderam cavar alicerces.
Ler maisAs mortas, empalhadas em bibliotecas, naturalmente se aborrecem disso, detestam o sr. Lins do Rego, que descobriu muitas verdades há séculos, escondidas no fundo dos canaviais.
Ler maisAs personagens branquearam. E, timidamente, aproximam-se da Academia.
Ler maisAtribuem, sem base alguma, a esse tal Tuque-Tuque a fundação da escola, apesar de nunca lhe terem lido as poesias nem a sua arte poética.
Ler maisCem anos de trabalho por dois contos de réis.
Ler maisCerca-nos um pequeno mundo contraditório, a desgraçar-se — e o nosso dever, parece-me, é referir miudezas e misérias, chagas e farrapos de almas, estudados, sentidos.