Os outros são para nós como os 'personagens' da ficção, eternos e incorrigíveis; as surpresas que nos dão resultam no final previsíveis — variações inesperadas sobre o tema de serem eles mesmos, do princípio da individuação. Mas é precisamente esse princípio que não podemos ver em nós mesmos.
Pode ser que os caprichos do acaso sejam realmente as importunidades do desígnio. Mas se há um desígnio, seu objetivo é parecer natural e fortuito; é assim que nos coloca em sua rede.
A sociedade é imoral e imortal; pode se permitir cometer qualquer tipo de loucura e se comprazer em qualquer tipo de vício; não se pode matá-la, e os fragmentos que sobreviverem sempre poderão rir dos mortos.
As pessoas malvadas às vezes realizam boas ações. Suponho que desejam ver se isso proporciona uma sensação de prazer tão grande quanto a virtuosa reivindicação da mesma.