Frequentemente me maravilho de que, embora cada homem se ame a si mesmo mais do que aos outros, dá menos valor à sua própria estima do que às opiniões dos outros.
A felicidade passiva, frouxa e insípida, logo se torna enjoativa e intolerável. É mister misturar-lhe um pouco de austeridade e negatividade invernosa, alguma aspereza, perigo, adstringência e esforço, alguns 'não! não!', a fim de produzir o sentido de uma existência com caráter, estrutura e poder.
A grosseria dos processos, a 'embromação' mútua, a hipocrisia e a bajulação, a dependência canina, é o que pede a nossa época para dar felicidade ao jeito burguês.