A vida é uma ópera e uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários.
Bem vedes, não sou eu o Pierrô bufo e belo, filho de Cassandrino ou de Polichinelo! Não! Eu sou o Mateus de vermelho e de preto. Sou o Diabo-Encourado, o Sangue-do-Esqueleto que procura espargir pelo Mundo tristonho, no sangue e ao pó da Morte o Galope do sonho, na Onça-do-imprevisto o guizo do Burlesco, no Mocho do fantástico o Tigre romanesco!