A comparação é uma armadilha porque parece razoável. Parece que olhar para fora é uma forma de calibrar o que é normal. Mas ela não calibra nada — ela distorce.
A distância entre o primeiro exame de sangue e um bebê nos braços ainda é enorme — e ninguém te avisa que o positivo não fecha essa distância, apenas a torna visível.
Existe um luto que a linguagem comum não consegue nomear bem. Não é o luto de quem perde alguém que o mundo conheceu. É o luto de quem perde alguém que só ela sabia que existia.
A febre terrena cessou, não se vê mais como o morrer continua, um erro parece ter sido resolvido, para os próprios viventes constitui uma oportunidade para respirar livremente.