A parte mais forte da nossa população rural está com Lampião — os indivíduos que dormem montados a cavalo, os que suportam as secas alimentados com raiz de imbu e caroços de mucunã, os que não trabalham porque não têm onde trabalhar, vivem nas brenhas, como bichos, ignorados pela gente do litoral.
Atinge também pessoas que não o ofenderam, caso lastimável, mas essa criatura irrefletida segue uma teoria que esteve em moda há pouco tempo, bem extravagante: 'Quem não é amigo é inimigo.'
Amar os próprios inimigos? Parece-me que se o tenha apreendido muito bem: percebemo-lo em mil circunstâncias, no pequeno e no grande; sim, quiçá bem melhor agora — chegamos a desprezar enquanto amamos, e precisamente quanto mais intensamente amamos.