A caridade, Sr. Soares, entra decerto no meu procedimento, mas entra como tempero, como o sal das coisas, que é assim que interpreto o dito de S. Paulo aos coríntios: 'Se eu conhecer quanto se pode saber, e não tiver caridade, não sou nada'.
Era uma espécie de resignação ativa, que é diferente de resignação passiva: a consciência de que ela havia feito o que estava no seu alcance fazer, de que o processo seguia, e de que a única coisa que estava no alcance dela naquele momento específico era não se destruir na espera.
O corpo que passou por um tratamento intenso viveu um longo período em que cada sensação tinha a possibilidade de ser sintoma. Sair desse modo exige intenção.