“Foi embora! Acabou!”, disse Anna consigo, parada junto à janela; e, em resposta a esse pensamento, a sensação de trevas que a assaltara no instante em que a vela se apagou e a sensação deixada pelo seu sonho aterrador fundiram-se em uma só e encheram seu coração de um terror frio.
Agora, tudo estava claro: partir ou não para Vozdvijénski, obter ou não o divórcio do marido — tudo era supérfluo. Só uma coisa se fazia necessária: castigá-lo.
E, de forma viva e clara, a morte afigurou-se a Anna como o único meio de restabelecer no coração de Vrónski o amor por ela, o único meio de castigá-lo e de alcançar a vitória na luta que um espírito maligno, alojado em seu coração, travava contra ele.