“Foi embora! Acabou!”, disse Anna consigo, parada junto à janela; e, em resposta a esse pensamento, a sensação de trevas que a assaltara no instante em que a vela se apagou e a sensação deixada pelo seu sonho aterrador fundiram-se em uma só e encheram seu coração de um terror frio.
Agora sou mais inseguro do que jamais fui. Só sinto a violência da vida. E estou em um vazio sem sentido. Realmente sou como uma ovelha perdida na noite que vaga pela montanha, ou como uma ovelha que segue essa ovelha.
Como os cães cavam desesperados no chão, assim cavavam em seus corpos; lambiam o rosto um do outro desamparados, decepcionados, para ainda recolher alguma felicidade.