"Gostaria de viver sempre aqui", disse Chateaubriand. "Oh, você se aborrecia mortalmente", replicou uma das damas. "O que quer dizer com isso, eu me aborreço sempre", respondeu sorrindo Chateaubriand.
Quando você abandona a tarefa impossível de decodificar sintomas e reconhece que eles não têm resposta para dar, algo acontece: você para de monitorar para tentar adivinhar e começa, talvez pela primeira vez em semanas, a viver.
Sofrer em silêncio pode ter sido necessário em determinados momentos. Mas o silêncio que protegeu durante o processo não precisa continuar depois dele.
A cura radical para o sofrimento está em ver que, assim como o espaço vazio, nossa natureza essencial de pura Consciência não conhece a resistência e, portanto, também não conhece o sofrimento.