A cultura não salva nada nem ninguém, ela não justifica. Mas é um produto do homem: ele se projeta, se reconhece nela; só este espelho crítico lhe oferece a própria imagem.
"Gostaria de viver sempre aqui", disse Chateaubriand. "Oh, você se aborrecia mortalmente", replicou uma das damas. "O que quer dizer com isso, eu me aborreço sempre", respondeu sorrindo Chateaubriand.
À mente, ao corpo e ao mundo pode faltar algo, mas o nosso Eu, a Consciência luminosa, aberta e vazia que conhece essa sensação de carência, está inerentemente livre dela. Desse modo, a felicidade é sua natureza.
A necessidade de sociedade que surge do vazio e da monotonia da vida dos homens os impele a se unir; mas suas muitas qualidades desagradáveis e repulsivas os separam novamente. A distância média que finalmente descobrem, e que lhes permite suportar estar juntos, é a cortesia.