A vida humana é uma cena tão entediante, e os homens geralmente têm disposições tão indolentes, que o que os diverte, ainda que por uma paixão misturada com a dor, lhes proporciona em geral um prazer sensível.
Enquanto estudamos com atenção a vaidade da vida humana, e dirigimos todos os nossos pensamentos para a natureza vazia e transitória das riquezas e das honras, estamos, talvez, adulando nossa indolência natural.
Os filósofos nunca se equilibram entre o benefício e a honestidade, porque suas decisões são gerais, e nem suas paixões nem sua imaginação se interessam pelos objetos.