A caridade, Sr. Soares, entra decerto no meu procedimento, mas entra como tempero, como o sal das coisas, que é assim que interpreto o dito de S. Paulo aos coríntios: 'Se eu conhecer quanto se pode saber, e não tiver caridade, não sou nada'.
...mas o homem, o homem orgulhoso / Vestido de uma breve e pequena autoridade... / Faz tais truques fantásticos diante do alto céu / Que fazem os anjos chorarem.
"Tudo é vaidade", diz o pregador. Mas se tudo fosse apenas vaidade, a quem importaria? Infelizmente, muitas vezes é pior do que a vaidade: a agonia, a escuridão, a morte também.
A ansiedade de ser admirado é uma paixão sem amor, sempre mais forte em relação àqueles por quem somos menos conhecidos e considerados, barulhentos nas corridas, alegres no salão de baile, mudos e carrancudos à lareira familiar.