A caridade, Sr. Soares, entra decerto no meu procedimento, mas entra como tempero, como o sal das coisas, que é assim que interpreto o dito de S. Paulo aos coríntios: 'Se eu conhecer quanto se pode saber, e não tiver caridade, não sou nada'.
A pessoa magnânima — ou pelo menos o tipo de magnanimidade que sempre foi considerado mais impressionante — me parece uma pessoa extremamente vingativa que contempla a satisfação tão de perto e a esgota tão completa e minuciosamente até a última gota, prevendo que uma tremenda e rápida náusea siga essa rápida orgia, e agora se eleva 'acima de si mesma'.