A alegria do homem consiste em fazer o que é próprio de homem. Próprio de homem é querer bem ao seu semelhante, desprezar as comoções dos sentidos, distinguir as idéias fidedignas, contemplar a natureza do universo e os acontecimentos conformes com ela.
A felicidade passiva, frouxa e insípida, logo se torna enjoativa e intolerável. É mister misturar-lhe um pouco de austeridade e negatividade invernosa, alguma aspereza, perigo, adstringência e esforço, alguns 'não! não!', a fim de produzir o sentido de uma existência com caráter, estrutura e poder.
A grosseria dos processos, a 'embromação' mútua, a hipocrisia e a bajulação, a dependência canina, é o que pede a nossa época para dar felicidade ao jeito burguês.