— Pois fique com ela, aquele urubu de novena! Minha paixão é mesmo Silviana! Eu ainda me desgraço por causa dessa garça, dessa veada de olhos verdes, dessa eguinha branca das crinas castanhas!
Agora, tudo era uma coisa só, pois o Reino me aparecia, ao mesmo tempo, como uma cena de Batalha bandeirosa e como uma bela Mulher nua, estendida e deitada sobre a grande cascata de ouro de seus próprios cabelos.
Depender completamente dela, ser o objeto de seu culto até a mais sincera piedade, jamais sermos abandonados, ter tão doce fragilidade a nos socorrer, apoiarmo-nos a esse bordão seguro, tocar com nossas mãos a Providência e como que tomar em nossos braços esse Deus palpável, que êxtase!
Durante muito tempo, Liévin nada conseguiu falar, não só porque temia corromper com palavras a elevação do seu sentimento, mas também porque, toda vez que queria falar alguma coisa, em lugar de palavras, sentia subirem aos olhos lágrimas de felicidade.