A alegria do homem consiste em fazer o que é próprio de homem. Próprio de homem é querer bem ao seu semelhante, desprezar as comoções dos sentidos, distinguir as idéias fidedignas, contemplar a natureza do universo e os acontecimentos conformes com ela.
A inteligência isenta de paixões é uma fortaleza; o homem não tem abrigo mais fortificado onde se refugie e se livre, para o futuro, de cair prisioneiro.
As coisas mesmas absolutamente não atingem a alma, não têm por onde chegar à alma, não podem fazê-la mudar, nem mesmo mover. Só ela mesma a si faz mudar e mover.
Depende de mim neste momento que nesta alma não haja maldade alguma, desejo algum, em síntese, perturbação alguma; ao invés, vendo tudo como é, trato cada coisa segundo o seu valor.