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Clínica de Fertilidade e Reprodução Humana
Atualizado: 2 horas 39 minutos atrás

Quais as chances de ter gêmeos na inseminação artificial?

sab, 03/06/2021 - 08:40

Quando opta pela inseminação artificial para conseguir engravidar, a mulher não experimenta apenas a satisfação pela busca de um sonho, mas também a preocupação pela possibilidade de ter uma gestação múltipla, ou seja, engravidar de gêmeos. Na maioria das vezes, não é esse o objetivo da mulher, uma vez que a gravidez gemelar provoca realmente uma mudança bastante radical na vida da família, além dos riscos provocados. Mas, quais são, de fato, as chances de uma mulher ter uma gestação múltipla durante o processo de inseminação artificial? Vamos falar um pouco mais sobre isso?

Como ocorre a gestação múltipla espontânea

Em primeiro lugar, precisamos saber por quais razões uma mulher tem uma gestação múltipla. Entendemos por gestação múltipla, ou gravidez gemelar, aquela em que mais de um óvulo é fecundado, podendo gerar dois ou mais bebês de uma única vez.

A gravidez gemelar ocorre, geralmente, 1 vez a cada 80 gestações. Além disso, ela também acontece de forma espontânea de acordo com alguns fatores específicos:

Idade da mulher

A partir dos 35 anos de idade, o ovário da mulher já não funciona de forma equilibrada como antes e passa por momentos de grande produção do hormônio FSH, que é o hormônio responsável por regular e selecionar os óvulos considerados mais saudáveis para a fecundação.

Ao executar essa ação, o FSH pode recrutar mais de um óvulo que se encontra perfeito para a fecundação, resultando em uma gestação múltipla naturalmente espontânea.

Casos de gravidez múltipla na família

Outra razão para a gravidez gemelar espontânea é a presença de casos na família. Isso se deve às questões de hereditariedade. Não é uma regra, mas as chances de uma mulher engravidar de gêmeos, tendo ela algum caso na família, são maiores.

Tratamento de fertilidade

Os tratamentos de fertilidade e reprodução assistida também influenciam na gestação múltipla porque os especialistas criam uma situação mais favorável para a fecundação dos óvulos. Há um tratamento antes, durante e depois da fecundação para garantir que a gravidez, de fato, aconteça.

Por que a inseminação artificial aumenta as chances de ter gêmeos?

Na inseminação artificial a mulher recebe a injeção de hormônios como o FSH que estimula a ovulação, a maturação dos óvulos e seleciona naturalmente aqueles mais fortes para receber o espermatozoide.

Por causa da atuação desse e de outros hormônios, a mulher pode liberar mais de um óvulo saudável e pronto para a fecundação e é por isso que ela pode alcançar uma gravidez gemelar.

A reprodução assistida consiste em um trabalho amplo, em conjunto com os pais, para o alcance de um objetivo em comum: a gravidez saudável.

Para isso, são realizados procedimentos diversos para que o homem produza espermatozoides saudáveis e fortes e a mulher ovule com toda a sua capacidade natural. Potencializando o funcionamento do próprio corpo, as chances de acontecer uma gravidez de gêmeos são bem maiores.

Probabilidade de ter gêmeos na inseminação artificial

Mas, então quais são as chances de ter gêmeos em uma inseminação artificial? Uma gravidez múltipla espontânea pode ocorrer entre 10% e 20% dos casos de gestação. Quando há inseminação artificial, esse número sobe um pouco mais.

De acordo com estudos e resultados já obtidos, as chances de mulheres engravidarem de gêmeos em uma inseminação artificial aumenta para 20% e 30% dos casos assistidos. Obviamente, esse número não é estático e nem definitivo e diversos fatores podem influenciar nessa porcentagem.

Quando uma mulher tem uma gravidez múltipla, com mais de dois bebês, normalmente as pessoas associam o acontecimento a algum tratamento de reprodução assistida. E, de fato, há mais chances de isso acontecer pelos motivos já citados.

Posso escolher ter gêmeos em uma inseminação artificial?

Como já dissemos, tratamentos de fertilidade aumentam as chances de ocorrer uma gestação gemelar. Contudo, apesar de muitos casais terem o sonho de ter filhos gêmeos, essa não é uma opção recomendada e nem permitida pelo Conselho Federal de Medicina.

Na fertilização in vitro, em que há introdução de óvulos fecundados no útero da mulher, existe uma quantidade limite de óvulos injetados. 

  • Em mulheres com até 35 anos de idade, podem ser inseridos até 2 óvulos;
  • Mulheres com idade entre 35 e 40 podem ter até 3 óvulos introduzidos no útero;
  • Em mulheres acima dos 40 anos, o CFM permite a aplicação de apenas 4 óvulos no útero.

Mas, por que esse cuidado? Para evitar que a gestação múltipla aconteça de forma recorrente, já que há uma possibilidade maior de isso acontecer com os tratamentos de fertilidade. E nem sempre esse é o desejo da mulher, além de todos os riscos que esse tipo de gravidez envolve.

Gravidez de gêmeos é de risco?

Gravidez múltipla aumenta sim as probabilidades de riscos diversos tanto para a mulher quanto para os bebês. Bebês gêmeos podem não se desenvolver todos ao mesmo tempo, além de vários tipos de doenças que podem surgir durante os nove meses de gestação.

Por esses motivos é que existe o controle do Conselho Federal de Medicina em relação à injeção de óvulos no útero da mulher e, claro, a não permissão de que casais possam escolher ter filhos gêmeos em uma inseminação artificial ou na fertilização in vitro.

Contudo, cabe salientar que na inseminação artificial a gravidez de gêmeos acontece de maneira natural, com a liberação de dois ou mais óvulos fortes e prontos para a fecundação. Ainda assim, pode implicar em algum risco por causa de inúmeros fatores já conhecidos pela mulher durante o tratamento, como idade, situação do útero e ovários, dentre outros.

Como reduzir os riscos de uma gravidez múltipla?

Além de evitar a fecundação de muitos óvulos, é fundamental o acompanhamento completo da gravidez através de um pré-natal bem realizado e bem orientado por toda a equipe que acompanha a gestante. É o que chamamos de pré-natal de risco.

Assim, a gestante precisa visitar o médico com frequência, realizar um número maior de exames e seguir todas as orientações relatadas pelo médico como ter repouso, manter uma boa alimentação e evitar fazer muito esforço físico.

Hoje vimos que a inseminação artificial aumenta a probabilidade da mulher ter gêmeos. Contudo, essa informação não deve preocupar a mulher e nem afastá-la do sonho de ser mãe. É importante que ela saiba de todas as possibilidades existentes para, junto com a equipe médica, seguir todas as orientações recomendadas. Afinal, o objetivo da reprodução assistida é que a mulher tenha não só um sonho realizado, mas uma gestação saudável para todos.

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Como é a primeira consulta para um tratamento de gravidez?

sab, 03/06/2021 - 08:32

A primeira consulta para um tratamento de gravidez é sempre envolta em muitas dúvidas, ansiedade e medo, mas também é cheia de esperança. Afinal, um grande sonho está prestes a ser realizado e é sempre muito difícil lidar com tantas transformações que estão por vir.

Pensando nisso, resolvemos falar um pouco mais sobre o primeiro encontro da família que pretende engravidar com o médico escolhido para participar desse processo tão delicado. O intuito é sanar algumas dúvidas e aliviar a ansiedade muito frequente nessa fase.

Primeira consulta para tratamento de gravidez: o que esperar?

Bem, o primeiro contato que a família terá com o médico responsável pelo processo de gravidez é básico e, ao mesmo tempo, é bem completo. É um acolhimento básico porque o médico precisa colher informações gerais sobre os futuros papais para ter uma visão ampla do caso.

E também é um encontro completo porque são captados dados essenciais ao sucesso do tratamento. São informações sobre a saúde do casal, doenças hereditárias e pontos similares.

Além disso, o médico pode usar esse encontro para explicar os diferentes tipos de tratamento para engravidar, riscos, possibilidades, sugestões e orientações, impedimentos físicos e legais, dentre outras dúvidas que sempre surgem a respeito. Veja tudo com mais detalhes a seguir.

Investigando a saúde do casal

Normalmente, quando o casal procura uma clínica de fertilidade é porque as tentativas de engravidar naturalmente não deram certo. Nesse momento, eles precisam de ajuda profissional para identificar o que está acontecendo de errado.

Sabendo disso, o médico inicia a conversa tentando entender como foram as tentativas de engravidar, quais técnicas já foram utilizadas, qual é o nível de conhecimento da mulher sobre o seu período de ovulação etc.

Depois, ele procura saber como está a saúde do casal, levando em conta a idade de cada um, sintomas frequentes, hábitos e estilo de vida. Esse momento exige muita honestidade e relato verdadeiro das informações. É a partir desses dados que o médico traçará um plano de ação para alcançar o resultado esperado.

O passo seguinte é o diagnóstico de possíveis impedimentos a uma gravidez natural. O médico solicita alguns exames para saber de onde vem o problema. Nem sempre a pessoa sabe que tem alguma dificuldade interna que impede a gravidez, o que só pode ser constatado através de exames.

Informações sobre a presença de doenças hereditárias

Outro ponto levantado é a existência de alguma doença hereditária na família que, também pode estar afetando algum dos pais, comprometendo a gravidez. Diante de alguma suposição do tipo, o médico também solicita exames para averiguar e confirmar ou não o diagnóstico.

Informações sobre familiares com dificuldade para engravidar

Casos de infertilidade na família também devem ser relatados porque podem estar relacionados a alguma doença genética. Portanto, é importante o casal fazer essa pesquisa com seus familiares para facilitar a análise médica.

Casos de menopausa precoce costumam ser averiguados, uma vez que é uma situação que pode se repetir entre as mulheres do mesmo grupo familiar. E também é um ponto que pode interferir na gravidez.

Solicitação de exames de diagnóstico

Os exames são solicitados para que o médico tenha uma visão mais próxima possível da saúde do casal que deseja engravidar. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em busca de pontos que possam dificultar uma gravidez.

Muitas vezes a mulher acredita que o problema está com ela, mas isso não é uma afirmação correta. O homem também pode ser o responsável pela não gestação. A ausência de sintomas não significa uma saúde em perfeito estado.

Portanto, o casal não deve se assustar com a quantidade ou com o tipo de exames solicitados pelo médico. Todos eles são necessários para um diagnóstico amplo, preciso e completo sobre a saúde de ambos.

Esclarecimentos e dúvidas

A primeira consulta para tratamento da gravidez também deve ser o momento utilizado pelo casal para tirar todas as suas dúvidas ou, pelo menos, aquelas que surgiram faz tempo.

Então, o casal é informado sobre os métodos de fertilidade existentes, possibilidades de uma gravidez múltipla, possíveis riscos da gestação, probabilidade de sucesso do tratamento dentre outras dúvidas que possam surgir.

É importante destacar que a primeira consulta não é utilizada para a indicação do tratamento ideal de gravidez. Apenas com o resultado dos exames em mãos é que o médico pode apresentar as opções que melhor se encaixam na realidade daquele casal.

Como se preparar para a primeira consulta?

Veja a seguir algumas dicas simples que facilitarão muito a sua primeira conversa com o médico responsável pelo seu tratamento.

Busque informações e anote as suas dúvidas

O primeiro contato com o médico tem o objetivo de formar uma base, o pilar do tratamento que será iniciado. Portanto, é importante que o casal tenha uma preparação prévia a respeito do assunto, que pode ser através de leituras e outras fontes de informação.

Em caso de dúvidas, estas podem e devem ser listadas para que, durante o encontro com o médico, elas sejam esclarecidas. Ter o cuidado de listar as dúvidas é importante porque impede o esquecimento momentâneo e a frustração depois.

Informe-se sobre a saúde da sua família

Outro ponto importante é a coleta de informações sobre a família. Fazer uma pesquisa ampla sobre a saúde geral dos familiares, saber se alguma mulher teve dificuldades para engravidar ou teve menopausa precoce é fundamental para ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso.

Seja honesto na entrega de informações

Por fim, precisamos destacar a honestidade nas informações e o cumprimento correto das solicitações. Como dissemos, o tratamento para gravidez cria um laço forte entre médico e casal e essa relação exige o compromisso com a verdade.

Então, é necessário responder a todos os questionamentos, ser verdadeiro nas respostas, ser paciente com a coleta de dados, realizar os exames solicitados e seguir todas as outras orientações repassadas pelo médico.

Como vimos, a primeira consulta para o tratamento de gravidez é um dos momentos mais importantes dessa nova fase na vida do casal que deseja ter um filho. É o momento de conhecer mais sobre o assunto, esclarecer dúvidas e alinhar expectativas. Também é hora de verificar como está a saúde desse casal e identificar o que está impedindo a gravidez espontânea. Por tudo isso, é essencial que a futura mamãe e o futuro papai estejam comprometidos com esse momento para que, juntos com a equipe médica, alcancem o objetivo tão aguardado que é a chegada de um lindo bebê.

 

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“Você é infértil”: como apresentar este diagnóstico a quem sonha engravidar

seg, 02/08/2021 - 14:16

Descobrir que é infértil é um momento muito difícil para as mulheres e homens que desejam ter filhos, pois esse diagnóstico dificulta a realização de um sonho. Mas, esse momento não é difícil só para eles.

Dar o diagnóstico de infertilidade para quem sonha engravidar também é uma ocasião complicada para os médicos. Afinal, eles precisam ser muito cuidadosos e dar a notícia da maneira mais adequada já que ela mexe com o emocional dos pacientes.

Por isso, é importante que os profissionais conheçam a forma correta de dar essa informação. Sendo assim, continue lendo nosso artigo para conferir 7 dicas sobre como apresentar o diagnóstico de infertilidade para seus pacientes.

Dê a notícia em um local reservado

Dizer “você é infértil” para seu paciente com certeza vai mexer com o emocional dele. Um casal pode, por exemplo, ficar sem reação, chorar ou demorar alguns minutos para digerir a informação.

Então, é fundamental que todos os pacientes tenham privacidade nesse momento difícil. Por isso, sempre dê a notícia em um local reservado, como seu consultório. Além disso, lembre-se de dar total atenção aos pacientes nessa ocasião, ou seja, converse olhando diretamente para eles e não fique mexendo em papéis, no computador ou celular.

Dessa forma, você vai passar mais segurança, credibilidade e tranquilidade para os pacientes.

Use uma linguagem simples

Durante a conversa, é essencial usar sempre uma linguagem simples e clara. Assim, os pacientes vão entender de primeira o que você está dizendo e vão poder assimilar a informação dada.

Então, evite usar palavras rebuscadas ou ficar dando voltas na conversa para comunicar qual é o diagnóstico dos exames. Enrolar para dar a notícia ou passá-la de uma forma difícil é ruim não somente porque os pacientes podem não compreender a mensagem, mas também pois eles podem ficar ainda mais ansiosos e angustiados tentando entendê-la.

Ademais de se preocupar com a linguagem, tenha sempre em mente que é necessário explicar bem para os pacientes o motivo da infertilidade para que os pacientes entendam também mais sobre o caso deles.

Repita as informações quando os pacientes não entenderem

Receber o diagnóstico de infertilidade mexe muito com as emoções de quem sonha engravidar. Essa notícia pode trazer, por exemplo, sentimento de frustração, tristeza, ansiedade, estresse e medo.

Então, é comum que durante a conversa a paciente ou o casal fique confuso e não compreenda bem todas as explicações fornecidas. Por isso, pergunte sempre se seus pacientes entenderam tudo.

Dê um tempo para eles e repita as informações, caso seja necessário. Lembre-se de que o importante é que eles não só recebam o diagnóstico, mas saiam de seu consultório entendendo o caso deles e conhecendo as melhores opções para os seus próximos passos.

Reconheça e acolha as emoções dos pacientes

Além de fornecer as informações necessárias sobre o diagnóstico, é muito importante também que os pacientes se sintam acolhidos em seu consultório nesse momento complicado.

Dessa maneira, eles vão se sentir mais confortáveis, compreendidos e melhores em sua companhia. Então, primeiro o ideal é que essa consulta não tenha que acabar rapidamente. Ou seja, separe um tempo maior para ela, porque pode ser necessário.

E, segundo, reconheça e acolha as emoções expressadas pelos pacientes. Isto é, mostre que elas são perfeitamente normais e dê um tempo para que eles assimilem tudo o que foi dito. Assim, você vai fazer com que esse momento seja um pouco mais fácil para eles.

Apresente outras maneiras adequadas de engravidar

Dar o diagnóstico de infertilidade é difícil, mas é nessa hora que você também pode dar esperanças para os pacientes de acordo com cada caso. Após explicar a situação, dar o tempo e espaço necessário para cada um deles, fale também das opções de tratamento de fertilidade que são adequadas para o cenário em questão.

Deixe bem claro qual é a melhor opção para a paciente ou o casal, diga como esse tratamento funciona, quais são as chances de ele ser bem-sucedido no caso, quanto tempo dura e até o valor do procedimento.

Se houver mais de uma opção interessante, apresente todas elas e mostre quais têm mais chances de sucesso no caso em questão para que o casal ou paciente possa analisá-las de maneira consciente.

Aconselhe a procura de um psicólogo

Como foi dito, o diagnóstico de infertilidade pode mexer bastante com os sentimentos de quem sonha engravidar. Por isso, é importante recomendar a procura de um psicólogo para que os pacientes consigam aceitar a realidade, lidar com o sofrimento e até passar por um tratamento de fertilidade, se desejarem.

Um psicólogo é o profissional mais adequado para esse trabalho, porque ele sabe como orientar os pacientes nesse momento. E, caso os indivíduos desejem passar por um tratamento, cuidar do emocional é uma tarefa ainda mais essencial.

Isso é fundamental, porque os medos e expectativas podem interferir na fertilidade e, consequentemente, nas chances de as pessoas terem filhos.

Fale da importância do apoio de amigos e familiares

Além de indicar um psicólogo para seus pacientes, fale também da importância dos amigos e familiares nesse período. É comum que algumas pessoas não sintam vontade de contar para os conhecidos sobre o diagnóstico, mas explique que esse desabafo para determinados indivíduos queridos pode ajudar.

Ter o apoio de pessoas queridas pode auxiliar, porque os pacientes conseguem se sentir mais leves após dar a notícia, ademais de ganharem alguém para conversar sobre suas dúvidas e para pedir ajuda com o tratamento no dia a dia. Um amigo ou familiar pode, por exemplo, acompanhar o paciente em um exame ou procedimento.

Se é um casal que está enfrentando esse diagnóstico e pensando em realizar um tratamento, fale ainda da importância de eles se apoiarem durante esse momento. Esse apoio é muito significativo, pois ajuda o casal a não se culpar e carregar mágoas do outro. Ele também auxilia os parceiros a dividirem o peso do diagnóstico e do tratamento.

Se você aplicar essas dicas e, principalmente, respeitar seus pacientes para dizer que eles são inférteis, essa ocasião será mais fácil para todos. Então, não se esqueça delas na hora de dar um diagnóstico de infertilidade.

Agora que você sabe como dizer “você é infértil” para quem sonha engravidar, veja também qual é a taxa de sucesso de inseminação artificial para mostrá-la aos seus pacientes!

 

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Qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial?

sex, 02/05/2021 - 18:59

A inseminação intrauterina (IIU), que também é conhecida como inseminação artificial, é um tratamento de baixa complexidade que auxilia casais a engravidar. Como ela não é uma opção tão complexa, muitos casais optam por esse tratamento para tentar ter um filho.

Antes de fazer essa escolha, os pacientes precisam se certificar de que a inseminação artificial é indicada para o caso deles e saber mais sobre o tratamento para que eles não tenham dúvidas sobre o procedimento. Dessa forma, o período do tratamento pode ser mais tranquilo.

Existem diversas informações importantes para o casal conferir sobre a inseminação intrauterina, sendo que uma delas é a taxa de sucesso do tratamento. É importante conhecê-la para entender qual é a ajuda que ela fornece e até para descobrir quais atividades podem auxiliar ou prejudicar essa taxa.

Então, neste artigo você vai conferir qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial e quais fatores influenciam nesse valor. Assim, o seu tratamento e de seu parceiro poderá ser mais seguro e tranquilo.

Taxa de sucesso da inseminação artificial

As taxas de sucesso de reprodução humana e de fertilidade variam de acordo com o país e com as clínicas em que os tratamentos são realizados. Afinal, as populações de cada local têm características diferentes, assim como os profissionais de cada clínica.

Um médico especialista em reprodução assistida que atua há bastante tempo, por exemplo, tem mais experiência que um profissional que acabou de começar a carreira e isso pode influenciar nas taxas de suas clínicas.

Por isso, é difícil determinar uma taxa exata de sucesso para os procedimentos. Mas, de acordo com estimativas feitas por especialistas, a taxa de sucesso da inseminação artificial na primeira tentativa oscila entre 15% e 20%.

Esse é um valor relativamente alto, o que é ótimo para quem está tentando engravidar. Mas, além da localização geográfica e da clínica, essa porcentagem também pode variar de acordo com as características do casal.

Fatores que influenciam na taxa de sucesso

Existem fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação artificial e, ainda, há fatores que impedem que esse tratamento seja uma opção para o casal. É fundamental conhecer esses elementos para entender, por exemplo, se você e seu parceiro vão ter essa taxa de 15% a 20% de sucesso, se ela será mais baixa e até se a inseminação não é uma boa alternativa para o seu caso.

Os principais fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação são:

  •         A idade da mulher;
  •         Qualidade do sêmen;
  •         A causa da infertilidade do casal.

A inseminação artificial não é indicada para mulheres com mais de 35 anos. Então, uma mulher de 37 anos, por exemplo, vai ter uma taxa de sucesso menor que a média.

Já a qualidade do sêmen do parceiro é importante, porque se ele não tiver espermatozoides suficientes ou estes tiverem problemas de mobilidade, ou na morfologia, dificilmente haverá a fecundação no útero da mulher.

A infertilidade do casal pode diminuir a taxa de sucesso quando ela interfere na permeabilidade das trompas ou quando o casal tem mais de um fator que provoca a infertilidade.

Mas, quando é uma infertilidade sem causa aparente, por exemplo, estudos indicam que a taxa de sucesso é de aproximadamente 19,9%. Ou seja, ela continua sendo relativamente alta.

Fatores que interferem na fertilidade

Além de fatores que influenciam especificamente na inseminação artificial, existem aqueles que interferem na fertilidade da mulher e também podem diminuir as chances de um tratamento para engravidar ser bem-sucedido.

Um exemplo é o peso da paciente. As taxas de fertilidade costumam diminuir em mulheres que são obesas ou muito magras. Os dados sobre o efeito de diversas dietas nesses casos ainda são escassos, mas existem determinadas ações que interferem na fertilidade e devem ser evitadas por quem está tentando engravidar.

Fumar ou beber regularmente bebidas alcoólicas, por exemplo, diminui os espermatozoides no homem e pode afetar a saúde do bebê. Então, essas práticas devem ser evitadas tanto pelos homens quanto pelas mulheres.

Por outro lado, manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos frequentemente melhora a saúde do casal. Consequentemente, as chances de ocorrer a gravidez também são aprimoradas.

Como saber se a inseminação artificial é para você

Na inseminação intrauterina, o especialista introduz o espermatozoide qualificado na cavidade uterina da mulher, quando ela está ovulando, para que ocorra a fertilização. Esse tratamento é recomendado principalmente nos casos em que há problemas no muco cervical, o parceiro possui poucos espermatozoides ou estes têm problemas na mobilidade.

Mas, a inseminação também pode ser uma opção de tratamento em outros cenários. É importante lembrar apenas que a mulher deve ter permeabilidade em pelo menos uma das trompas e o homem tem que ter um número mínimo de bons espermatozoides para que a inseminação tenha chances de ser bem-sucedida. Sem esses itens, o tratamento não funciona, porque é muito difícil ocorrer a fecundação.

Então, caso você ou seu parceiro apresentem algum desses problemas, a inseminação artificial não é o procedimento indicado para sua situação. Contudo, para ter certeza de qual é o tipo de tratamento mais adequado para o seu caso é necessário consultar um profissional especialista em reprodução assistida.

Isso é essencial, porque o médico vai analisar o diagnóstico de infertilidade do casal.  Após essa análise qualificada, ele saberá dizer com mais propriedade qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial para vocês ou se o melhor é fazer outro procedimento, como a fertilização in vitro.

Sendo assim, consulte um especialista na área para saber qual tratamento oferece a maior taxa de sucesso para vocês. Caso ainda não tenham feito exames para entender o motivo da dificuldade para engravidar, é necessário realizá-los para ter um diagnóstico.

Em seguida, o ideal é ir ao médico de reprodução assistida para saber qual é o melhor tratamento para vocês, saber mais sobre o procedimento e então decidir se vão realizá-lo.

A Clínica de Reprodução Humana do Amato – Instituto de Medicina Avançada possui uma equipe com profissionais de diferentes especialidades para ser capaz de oferecer uma ampla gama de tratamentos de fertilidade e, assim, ajudar diversos casais.

Então, se você e seu parceiro estão procurando um especialista na área, marque uma consulta conosco. Dessa forma, poderemos ajudá-los a encontrar o tratamento com a melhor taxa de sucesso para vocês. 

 

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Conheça alguns famosos que tiveram filhos graças ao tratamento de fertilidade

seg, 02/01/2021 - 20:29

Descobrir problemas de fertilidade não é um momento fácil para um casal, uma mulher ou um homem. Nessa ocasião, é normal que muitas pessoas se sintam sozinhas, acreditando que são umas das poucas a passarem por esse desafio.

Mas, isso não é realidade. Diversos casais enfrentam esse tipo de problema, até mesmo os famosos. É cada vez mais comum, inclusive, ver celebridades revelando que enfrentaram dificuldades para engravidar e realizaram tratamentos de fertilidade para atingir esse sonho.

Conhecer outros casos de infertilidade é importante para perceber que isso acontece com diversas pessoas e, ainda, para comprovar que tratamentos de fertilidade podem ajudar mulheres e homens a realizarem a vontade de serem pais.

Por isso, neste post listamos alguns famosos que divulgaram que tiveram filhos graças ao tratamento de fertilidade.

Famosas que fizeram tratamento de fertilidade Ivete Sangalo

A cantora Ivete Sangalo já tinha um filho, Marcelo, quando decidiu engravidar novamente. Aos 42 anos, ela começou a congelar óvulos para fazer a fertilização in vitro (FIV). Ivete gerou embriões com o marido por esse método e eles também foram congelados para que ela pudesse implantá-los no futuro.

Aos 45 anos, Ivete fez o procedimento da fertilização in vitro com alguns desses embriões e engravidou. Hoje, ela é mãe das gêmeas Marina e Helena graças a esse tratamento.

Nicole Kidman

Celebridades internacionais também passam por dificuldades para engravidar e um exemplo é a atriz Nicole Kidman. Ela tem dois filhos adotivos (Isabella Jane e Connor) com o ex-marido, Tom Cruise, e duas meninas de seu relacionamento com o cantor Keith Urban.

A primeira filha do relacionamento atual, Sunday Rose, nasceu em 2008. Nicole tinha 41 anos e engravidou graças a uma fertilização in vitro. A atriz disse que fez algumas tentativas antes de conseguir engravidar pela FIV. Sua filha mais nova, Faith, nasceu por meio de uma barriga de aluguel.

Carolina Ferraz

Vinte anos após engravidar de Valentina, sua primeira filha, Carolina Ferraz ficou grávida novamente aos 46 anos. Em entrevista, ela contou que chegou a engravidar de forma natural, mas perdeu o bebê.

Pela idade, Carolina disse que não ficou surpresa e decidiu fazer um tratamento de fertilidade. Ela ficou grávida na segunda tentativa e seu tratamento durou cerca de 4 meses. Hoje, ela é mãe de Isabel devido ao procedimento.

Fátima Bernardes

A apresentadora Fátima Bernardes é uma celebridade constantemente lembrada no Brasil quando se fala em reprodução assistida. Isso porque ela recorreu a um tratamento de fertilidade ainda nos anos 90, quando não era tão comum ver famosos falando sobre o assunto.

Depois de tentar engravidar de forma natural, a apresentadora, que tinha 35 anos e era casada com William Bonner, decidiu fazer um tratamento de fertilidade. Da FIV, nasceram os trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz.

Karina Bacchi

A apresentadora e atriz Karina Bacchi teve hidrossalpinge, uma doença em que as tubas uterinas ficam obstruídas devido a um acúmulo de líquido na região. A hidrossalpinge pode ocorrer por diferentes motivos, como endometriose, uma infecção ou ser resultante de uma cirurgia abdominal.

No caso da apresentadora, ela teve que retirar suas trompas devido a essa doença. Então, ela decidiu fazer a fertilização in vitro para realizar o sonho de ser mãe. Karina usou o espermatozoide de um doador anônimo e hoje é mãe de Enrico.

Bianca Rinaldi

Outro exemplo de famosa que teve filhos graças a um tratamento de fertilidade é a atriz Bianca Rinaldi. Ela e o marido, Eduardo Menga, tentaram ter um filho de maneira natural, mas não conseguiram.

Por isso, ela decidiu fazer a fertilização in vitro. Na época, ela tinha 35 anos e o marido 55. O sonho de Bianca era ser mãe de gêmeos, então o médico responsável pelo tratamento transferiu dois embriões para o útero da atriz no procedimento.  O tratamento deu certo e hoje Bianca é mãe das gêmeas Sofia e Beatriz.

Dira Paes

A atriz Dira Paes também já falou publicamente sobre sua dificuldade de engravidar e a decisão de fazer um tratamento para ter um filho. De acordo com ela, a ideia de ter um bebê veio de seu primeiro filho, Inácio.

Ela tentou engravidar por quatro anos e, inclusive, conseguiu duas vezes. Mas, em ambas, Dira perdeu os bebês com nove semanas de gravidez. Foi nesse momento que ela e o marido, Pablo Baião, começaram a amadurecer a ideia de fazer um tratamento de fertilidade. A atriz realizou a fertilização in vitro e engravidou aos 46 anos. Hoje, ela é mãe de Inácio e de Martim.

Além dessas famosas listadas aqui, existem outras que fizeram tratamentos para ter filhos. Essas histórias mostram que a infertilidade é um problema que afeta muitos casais e isso não significa que os parceiros não conseguirão mais ter filhos de forma nenhuma.

Então, não desanime caso você e seu parceiro tenham um diagnóstico de infertilidade. Lembre-se de que é possível conferir outros meios para engravidar e cabe a vocês a decisão de realizar ou não um procedimento para se tornarem pais.

Como decidir realizar um tratamento para engravidar

Para tomar a decisão de realizar um tratamento para ter um filho, você e seu parceiro precisam seguir certos passos. Em primeiro lugar, por exemplo, vocês devem consultar um especialista para confirmar se são inférteis.

Caso o diagnóstico seja positivo, vocês têm que se informar sobre os tipos de tratamento, saber como são os procedimentos, quanto tempo duram e quanto custam. Com essas informações em mente, será mais fácil decidir se o tratamento é a opção ideal para o cenário.

E, se vocês optarem por um tratamento de fertilidade, é muito importante conhecer a clínica e o profissional antes de iniciar o procedimento. Isso é essencial, porque o tratamento é um período cheio de medos e expectativas.

Sendo assim, você e seu parceiro precisam ter certeza de que estão escolhendo bons profissionais, com experiência e que também sejam adequados para seus perfis. Afinal, por mais que um médico tenha anos de experiência, se ele não der atenção para o caso da maneira que os pacientes esperam, dificilmente esse tratamento será eficiente.

Então, se você e seu parceiro desejam fazer um diagnóstico de infertilidade ou saber mais sobre as opções de tratamento, marque uma consulta conosco. Assim, nossa equipe pode lhes ajudar nesse período!

 

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Qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro?

sex, 01/29/2021 - 16:07

Há algumas décadas, geralmente as mulheres já estavam casadas e tinham filhos até os 30 anos. Atualmente, entre os 20 e 30 anos, boa parte das mulheres tem outras prioridades, como estudar, trabalhar e crescer no mercado de trabalho.

Sendo assim, as mulheres que têm vontade de gerar uma criança acabam deixando a gestação para mais tarde. Essa mudança é bastante compreensível e é importante deixar claro que não há uma idade certa na vida de ninguém para ter filhos, algo como o momento perfeito.

Contudo, as mulheres que desejam engravidar precisam saber que a idade influencia na fertilização e no sucesso de tratamentos de fertilidade. Dessa maneira, elas podem se planejar para realizar seus desejos.

Se você quer saber como esse fator influencia em sua fertilidade e qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro, continue lendo nosso artigo.

Relação entre idade e fertilidade

A idade influencia na fertilidade de uma mulher, porque toda menina já nasce com um número pré-definido de óvulos. Uma mulher costuma nascer com cerca de 5 milhões de óvulos e, ao longo do tempo, ela vai gastando esses gametas.

Quando acontece a menstruação, por exemplo, a mulher começa a gastar seus óvulos mensalmente já que ela ovula em todo ciclo menstrual. Então, aos 35 anos, normalmente a mulher já perdeu mais da metade de seus óvulos.

Por isso, os médicos afirmam que a idade ideal para uma mulher engravidar é até os 35 anos. Um casal fértil que não apresenta nenhum problema de saúde e tem menos de 35 anos, por exemplo, tem aproximadamente 20% de chance ao mês de engravidar de forma natural.

Essa porcentagem já é baixa, mas após os 35 anos ela diminui ainda mais. Cerca de 50% das mulheres com mais de 35 anos têm mais dificuldade para engravidar, sendo a chance mensal disso acontecer de 10% a 15%.

No caso dos homens, a idade não é um fator que prejudica tanto a fertilidade, porque eles continuam produzindo espermatozoides com o passar dos anos. Entretanto, é importante lembrar que a quantidade e qualidade dessa produção é afetada pela idade do homem.

Então, a idade do parceiro também pode diminuir as chances de gravidez do casal. O comum é que a partir dos 47 anos a qualidade e quantidade dos espermatozoides comecem a diminuir.

Melhor idade para fazer a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de fertilidade que ajuda casais a conseguirem engravidar, apesar de uma ou mais dificuldades que estejam impedindo os parceiros de realizarem esse desejo.

Nele, a fecundação é feita em laboratório e depois o embrião é transferido para o útero da paciente. Esse tratamento aumenta consideravelmente as chances de uma mulher engravidar, mas ele também é afetado pela idade da paciente. Isto é, as taxas de sucesso da FIV costumam diminuir conforme a idade da mulher avança.

Por essa razão, o indicado é que a mulher não deixe para fazer o tratamento com uma idade muito avançada. O Conselho Federal de Medicina recomenda fazer a fertilização até os 50 anos, pois depois dessa idade as possibilidades de haver complicações na gravidez aumentam.

Mas, assim como na forma natural, quanto mais nova a paciente, maiores serão as chances de o tratamento ser bem-sucedido. Então, se a mulher fizer o tratamento com 35 anos ou uma idade mais próxima dessa faixa, as chances de sucesso serão maiores.

Diferenças no tratamento de FIV de acordo com a idade

Existe uma ação realizada durante o tratamento da FIV que é usada como uma tentativa de fazer com que as chances de a paciente engravidar não diminuam drasticamente devido à sua idade.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que pode mudar conforme a idade da mulher é o número de embriões transferidos para seu útero. A regra é a seguinte:

  •         Até 35 anos: é permitido colocar 2 embriões, pois a chance de gravidez é alta;
  •         Dos 36 aos 40: é possível transferir 3 embriões para o útero da paciente;
  •         Acima dos 40 anos: até 4 embriões podem ser transferidos para o útero.

Essa é a legislação da Anvisa, porém é fundamental afirmar que o profissional especializado e a paciente decidem juntos quantos embriões serão transferidos para o útero. O número só não pode ultrapassar esses estipulados para cada faixa etária.

Além disso, é preciso lembrar que outros fatores influenciam no sucesso do tratamento, como a causa da infertilidade do casal. Mas, essa é uma técnica usada para diminuir a influência do fator idade.

Planejamento para engravidar

Além de aumentar a quantidade de embriões transferidos para o útero, o que toda mulher pode fazer para elevar suas chances de engravidar é um planejamento. Se a mulher tem certeza de que deseja ficar grávida no futuro, ela pode começar a se planejar anos antes da época em que deseja engravidar ou de ter um parceiro. Para isso, uma ótima opção é realizar um congelamento de óvulos.

Como funciona o congelamento de óvulos

No congelamento de óvulos, primeiro é feito um estímulo ovariano por meio de medicações para que seja possível recrutar vários óvulos da mulher. Em seguida, o especialista retira esses óvulos e os congela em laboratório para que a paciente possa usá-los no futuro.

Uma grande vantagem do congelamento de óvulos é que a idade em que esse procedimento é realizado é a idade que os gametas terão quando forem descongelados.

Então, digamos que uma mulher congelou seus óvulos com 33 anos. Se ela for utilizá-los quando tiver 40 anos, os seus óvulos ainda terão 33. Isso é muito relevante, porque quanto mais velho o óvulo, maiores são as chances de ele ter uma cromossomopatia.

Com o aumento da idade do óvulo, por exemplo, aumenta também a chance de o bebê nascer com algum tipo de síndrome, como a de Down. Sendo assim, ao congelar os óvulos, a mulher protege sua fertilidade e diminui as chances de ocorrer uma cromossomopatia na gravidez.

Por isso, se você deseja se tornar mãe após os 35 anos, fazer o congelamento de óvulos é uma forma interessante de se planejar, aumentar suas chances de engravidar e de ter uma gravidez mais tranquila.

Pense no assunto, analise suas vontades e caso queira saber mais sobre o congelamento de óvulos, marque uma consulta conosco. Dessa forma, vamos poder lhe ajudar em seu planejamento.

 

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Qual é a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

seg, 01/25/2021 - 20:20

Um casal que está procurando um tratamento de fertilidade hoje em dia logo percebe que existem diversos procedimentos disponíveis que auxiliam mulheres a engravidarem. Mas, cada um deles possui características distintas e é indicado para casos específicos.

Com tantas opções, é comum que as pessoas façam confusão e não entendam exatamente como funciona cada procedimento. Uma dúvida comum entre os pacientes, por exemplo, é qual é a diferença entre a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Para acabar com as incertezas sobre os dois tratamentos, vamos explicar a seguir quais são as diferenças entre eles.

Como é a inseminação artificial

A inseminação intrauterina, conhecida também como artificial, é um tratamento de baixa complexidade em reprodução assistida. Nesse modelo, primeiro é realizada a indução da ovulação e um controle ultrassonográfico para monitorar o crescimento dos folículos (que contêm os óvulos).

Em seguida, perto da ovulação, o parceiro faz a coleta de espermatozoides e um profissional seleciona os melhores entre os colhidos. Após a seleção, os espermatozoides com maior potencial são colocados na cavidade uterina da mulher por meio de uma sonda. Essa etapa acontece quando a paciente está ovulando.

A inseminação artificial é um procedimento simples realizado no consultório do especialista e a mulher nem precisa tomar anestesia. Ela tem duração aproximada de 12 dias. Depois da inseminação dos espermatozoides, o casal tem que esperar cerca de 15 dias para conferir se a mulher está grávida.

Como funciona a fertilização in vitro

Já a fertilização in vitro (FIV) é considerada um tratamento de alta complexidade entre os realizados atualmente. Nesse procedimento, primeiro é feita a indução da ovulação e um monitoramento do crescimento dos folículos por meio de ultrassons transvaginais. Aqui, o ideal é que cresçam diversos folículos para aumentar as chances de gravidez.

Quando a mulher está perto de sua ovulação, ela vai até um laboratório especializado em reprodução assistida para fazer a aspiração dos óvulos. Esse procedimento é realizado através da ultrassom vaginal guiada por agulha e a paciente precisa tomar uma anestesia para fazê-lo.

Enquanto a mulher faz a aspiração dos óvulos, o parceiro realiza a coleta dos espermatozoides em laboratório. Um biólogo separa os melhores espermatozoides e, em seguida, os reúne com os óvulos para que a fecundação aconteça em laboratório. É por essa razão que a FIV é muito conhecida também como “bebê de proveta”.

Após a formação dos embriões, alguns dos que mostraram maior potencial são transferidos para o útero da mulher por meio de um cateter. Essa transferência é tranquila e a paciente não precisa de anestesia.

A FIV acontece principalmente em um laboratório especializado e geralmente ela dura de 15 a 20 dias. Depois da transferência embrionária, é preciso esperar aproximadamente duas semanas para conferir se o tratamento foi bem-sucedido.

Diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro

Ao conhecer as etapas de cada procedimento, já é possível perceber certas distinções. Contudo, nem todas elas ficam claras somente com esses detalhes. Por isso, listamos abaixo as principais diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro:

Fecundação

A principal diferença entre os dois tratamentos é o local da fecundação. Na inseminação, a fecundação do embrião é feita no interior do útero da mulher. O tratamento apenas auxilia no encontro do espermatozoide com o óvulo, que pode não acontecer naturalmente devido a um problema da parceira ou do parceiro. 

Algumas condições que dificultam esse encontro são, por exemplo, problemas na ejaculação e irregularidade na ovulação.

Já na fertilização in vitro, a fecundação acontece em um laboratório, onde são reunidos os melhores óvulos e espermatozoides do casal. E após a fertilização, embriões já desenvolvidos são transferidos para o útero da mulher. É por essa razão que a FIV é considerada mais complexa que os demais procedimentos.

Local do tratamento

A inseminação artificial é realizada predominantemente no consultório do médico responsável pelo tratamento. Afinal, o acompanhamento do crescimento dos folículos e a transferência dos espermatozoides para a cavidade uterina são feitos na clínica do especialista. Somente a coleta dos espermatozoides é feita em laboratório.

Por outro lado, a fertilização in vitro é distribuída entre laboratório e clínica, sendo que as principais etapas são realizadas no primeiro ambiente. Lá é onde acontece a aspiração dos óvulos, a coleta dos espermatozoides e a fertilização do embrião. Já na clínica, são feitos o monitoramento da indução da ovulação e a transferência dos embriões para o útero.

Custo

Como têm complexidades distintas, os custos de cada tratamento também são diferentes. A inseminação tem um valor mais acessível, pois demanda menos equipamentos de laboratórios e é realizada com procedimentos mais simples. Sendo assim, o honorário da equipe é mais baixo.

A FIV possui um custo maior, porque precisa de mais procedimentos e esses são mais complexos, como a aspiração dos óvulos e a transferência embrionária. Além disso, esse tratamento demanda uma estrutura e equipamentos melhores. O laboratório, por exemplo, deve oferecer um ambiente organizado, limpo, equipado e seguro para a fecundação dos óvulos e espermatozoides.

Indicação

Cada tratamento tem suas particularidades, portanto, eles são indicados para diferentes casos de infertilidade. A inseminação intrauterina é recomendada especialmente para casais que têm menos de 35 anos e não apresentam um fator de risco ou problema de saúde que impeça a inseminação (como obstrução tubária ou baixo nível de espermatozoides).

A FIV geralmente é recomendada para os pacientes que:

  •         Têm mais de 35 anos;
  •         Apresentam um problema de saúde que causa a infertilidade, como obstrução tubária, azoospermia ou um fator associado entre o homem e a mulher;
  •         Parceiros que estão tentando engravidar a bastante tempo e ainda não obtiveram sucesso.

Esse procedimento também é interessante para mulheres que têm problemas na ovulação e necessitam da doação de óvulos para engravidar.

Apesar de haver essas recomendações, lembre-se de que somente um médico especialista na área pode dizer qual é o tratamento mais adequado para você e seu parceiro. 

Isso é essencial, porque o profissional analisa o histórico de ambos, a causa da infertilidade e assim indica o procedimento que tem mais chances de oferecer um bom resultado para o casal.

Então, agora que você sabe quais são as diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro, marque uma consulta conosco para descobrir qual procedimento é o melhor para seu caso. 

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Como funciona a fertilização in vitro?

sex, 01/22/2021 - 13:56

A fertilização in vitro (FIV) é um tipo de tratamento para fertilidade que é bastante falado, porém boa parte das pessoas não sabe realmente como ele funciona. É muito importante que os casais que estão pensando em fazer um tratamento para engravidar conheçam os detalhes desse procedimento.

Isso é fundamental, porque assim eles descobrem quais são as etapas do tratamento, entendem se ele é adequado para o cenário deles e ainda podem ficar mais tranquilos caso façam a FIV. Afinal, eles sabem por quais etapas têm que passar.

Então, se você e seu parceiro estão pensando em fazer um tratamento de fertilidade, precisam conhecer verdadeiramente a fertilização in vitro. Pensando nisso, vamos explicar neste post como ela funciona e suas principais características.

O que é a fertilização in vitro

A FIV é um tratamento de alta complexidade, em que é realizada a coleta de óvulos e espermatozoides, da mulher e do homem para que a fecundação seja feita em laboratório. Após a formação do embrião, esse é colocado no útero da mulher.

Muito conhecida também como bebê de proveta, a fertilização in vitro já é realizada no Brasil há mais de 30 anos, sendo que o primeiro bebê de FIV do país nasceu em 1984. Desde então, a técnica evoluiu e continua auxiliando casais inférteis a realizarem o sonho de serem pais.

Como funciona a FIV

A fertilização in vitro é realizada em etapas bem definidas e todos os pacientes que estão passando pelo tratamento precisam cumprir essas fases. Abaixo, explicamos detalhadamente cada etapa para que você entenda como funciona a FIV:

Indução da ovulação

O primeiro passo que deve ser realizado na FIV é sempre a indução da ovulação da mulher, que é feita por meio de medicações. Em casa, a paciente injeta em si mesma os medicamentos e a indução é monitorada com ultrassons transvaginais. Esses exames devem ser feitos em uma clínica  pelo médico ou médica especialista em tratamentos de fertilidade.

Com a indução da ovulação, os folículos da mulher crescem. A ideia na fertilização in vitro é justamente que mais de um folículo cresça, porque assim haverá um número maior de óvulos para realizar o tratamento. Dessa forma, as chances de a FIV ser bem-sucedida também são maiores.

Aspiração dos óvulos e coleta de espermatozoides

Quando a paciente está para ovular, começa a segunda etapa do tratamento: a aspiração dos óvulos e coleta dos espermatozoides. A aspiração dos óvulos deve acontecer sempre em um laboratório de reprodução assistida, que é o espaço onde é feita a manipulação de materiais biológicos.

No laboratório, a paciente toma uma anestesia e dorme entre 20 a 30 minutos. Nesse momento, por meio de um ultrassom transvaginal guiado por uma agulha, os óvulos são aspirados pelo profissional. Enquanto a paciente faz a aspiração dos óvulos, o parceiro realiza a coleta de espermatozoides.

Fertilização in vitro

Após a aspiração de óvulos e a coleta de espermatozoides, um biólogo especializado do laboratório seleciona os melhores entre todos os elementos coletados e faz a fertilização in vitro também em laboratório. Os embriões se formam e começam a evoluir ainda nesse ambiente.

Uma curiosidade é que essa escolha pelos melhores elementos pode levar até horas. Isso acontece porque o profissional responsável por essa etapa analisa diversos critérios para ter certeza de que está selecionando os melhores e, assim, está aumentando as chances de sucesso do tratamento.

Transferência do embrião

Após a formação dos embriões, os que mostrarem maior potencial são transferidos para o útero da paciente. Geralmente, mais de um embrião é colocado no útero para que haja mais chances de ocorrer a gravidez.

A transferência embrionária é um procedimento muito tranquilo, em que o médico insere os embriões no útero da mulher por meio de um cateter. Não é necessário tomar anestesia e após 20 ou 30 minutos, a paciente já pode ir para casa. Depois de, aproximadamente, duas semanas, a mulher deve fazer o teste de gravidez para descobrir se o tratamento funcionou.

Quanto tempo dura o tratamento

A fertilização in vitro, desde a ovulação até a fecundação em laboratório, dura aproximadamente de 15 a 20 dias. Depois da transferência embrionária, a paciente deve esperar cerca de duas semanas para realizar o exame de gravidez e conferir se o procedimento foi bem-sucedido.

Sendo assim, o tratamento completo da FIV geralmente dura cerca de 1 mês. Caso a primeira tentativa não funcione, se desejar, o casal pode tentar novamente a FIV. Nesse cenário, o indicado é descobrir o que motivou a falha na primeira tentativa e esperar pelo menos 2 ciclos naturais de ovulação para tentar novamente. Assim, os ovários da mulher já vão ter voltado ao tamanho normal e ao padrão de nível hormonal.

Para quem é indicado a FIV

Esse tipo de tratamento de fertilidade pode ser indicado em diversos casos. Em geral, ele é recomendado para:

  •         Casais que têm mais de 35 anos;
  •         Pacientes que têm algum problema de saúde conhecido que causa a infertilidade, como uma azoospermia, obstrução tubária ou quando há fator associado entre o homem e a mulher;
  •         Casais que estão tentando engravidar há bastante tempo e ainda não conseguiram.

A fertilização in vitro também é uma boa opção para as mulheres que têm dificuldades para produzir óvulos. Afinal, com a FIV, elas podem tentar engravidar com óvulos de doadoras.

Esse tratamento é considerado de alta complexidade, mas muitas pessoas optam por ele, porque a FIV é capaz de auxiliar em diversos casos e já trouxe bons resultados para milhares de famílias ao redor do mundo.

Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há algum tempo e ainda não obtiveram sucesso, a FIV pode ser uma boa opção para solucionar essa dificuldade. 

Contudo, lembre-se de que vocês devem consultar um especialista na área e fazer exames para que o profissional possa entender melhor o caso. Só então ele vai dizer se a fertilização in vitro é o tratamento adequado para vocês.

Aqui na Clínica Reprodução Humana e Fertilização do Amato – Instituto de Medicina Avançada temos profissionais capacitados e especializados em tratamentos de fertilidade. Então, se você e seu parceiro ainda não sabem aonde ir para descobrir mais sobre o seu caso, marque uma consulta conosco para que possamos ajudá-los. 


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Qual hormônio ajuda a engravidar?

ter, 01/19/2021 - 11:17

Hormônios são substâncias essenciais para o organismo humano, porque desempenham diversos papeis no corpo que contribuem para que ele funcione de forma adequada. Eles auxiliam, por exemplo, a regular a pressão arterial, a controlar a glicemia no organismo, no desenvolvimento dos indivíduos e até nas possibilidades de uma mulher engravidar.

Existe mais de um hormônio que influencia no sucesso de uma gravidez e, caso haja qualquer alteração neles, a mulher pode ter dificuldades para engravidar ou manter uma gestação.

É fundamental que uma mulher que deseja engravidar conheça esses hormônios, porque uma alteração em uma ou mais dessas substâncias pode ser a causa de infertilidade da paciente.

Então, para que você os conheça, listamos abaixo quais são os hormônios que ajudam uma mulher a engravidar!

Hormônios que ajudam a engravidar Estrogênio

O estrogênio é conhecido como o principal hormônio sexual feminino, porque ele é responsável pelo desenvolvimento físico e sexual das mulheres. É esse hormônio que atua, por exemplo, na formação e no amadurecimento do endométrio, do sistema reprodutor e dos seios.

Além disso, o estrogênio é importante para que ocorra a gravidez. Isso porque ele auxilia no crescimento folicular, no amadurecimento do óvulo, na circulação na membrana uterina e na união do espermatozoide com o óvulo.

Então, se uma mulher tiver pouco ou muito estrogênio no organismo, ela pode apresentar problemas para engravidar. Por isso, é muito importante que um especialista analise a quantidade de estrogênio no corpo da mulher que está tentando engravidar.

Dessa forma, ele saberá se a infertilidade é causada pelo estrogênio e qual é o melhor tratamento para o caso.

FSH e LH

O hormônio folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH) têm como principal função no organismo estimular o crescimento do folículo, que é um revestimento que protege o óvulo antes de ocorrer a ovulação.

O FSH e o LH também influenciam na produção e na liberação dos óvulos, porque eles atuam na regulação da função hormonal e do desenvolvimento dos ovários. Esses hormônios ainda são importantes para os homens que estão tentando ter filhos, pois eles atuam nos testículos aumentando a produção de espermatozoides.

Devido à importância do crescimento folicular para uma gravidez, atualmente existem diversos medicamentos de tratamento de fertilidade que possuem o FSH em suas composições.

Esses remédios podem ser usados em determinados tratamentos, como o de indução da ovulação e de inseminação artificial. Mas, é importante ressaltar que a utilização deles sempre deve ser recomendada e orientada pelo médico responsável pelo tratamento.

HCG

Gonadotrofina coriônica humana (HCG) é um hormônio que faz parte do mesmo grupo do FSH e LH, mas que possui diferentes funções no organismo. O HCG não auxilia a mulher a engravidar, porém ele é conhecido como hormônio da gravidez, porque só começa a ser produzido no corpo quando a mulher está grávida.

A função dele é manter o corpo lúteo, uma estrutura que se desenvolve no ovário após a ovulação, no início da gestação até que a placenta se forme e possa assumir a produção de estrogênio e progesterona. O HCG ainda é responsável por inibir a menstruação durante a gestação.

A molécula desse hormônio é dividida em duas partes. Uma é bem parecida com o FSH e o LH, já a outra é única. Esta, que é chamada de beta, é o elemento que os testes de gravidez verificam justamente porque ela geralmente só é produzida em altos níveis quando uma mulher está grávida.

Progesterona

A progesterona é um hormônio importante tanto antes da gravidez quanto durante. Ele é essencial para que a gestação aconteça, porque ele é produzido pelo ovário no ciclo menstrual justamente para preparar o endométrio para a implantação do embrião no útero. Ou seja, a progesterona prepara o organismo feminino para a gravidez.

Já durante a gestação, o hormônio garante que a gravidez seja segura e ainda atua na preparação das glândulas mamárias para a produção de leite depois que o bebê nascer.

Caso uma mulher grávida tenha um nível baixo de progesterona, ela pode tomar um suplemento do hormônio para que a gravidez seja mais segura. Entretanto, novamente quem deve indicar a suplementação é o médico que acompanha a gestação. 

Isso é essencial, porque ele sabe realmente se é necessário o suplemento e como a paciente deve consumir esse medicamento.

TSH

Os hormônios estimulantes da tireoide (TSH) realizam diversas atividades no organismo para garantir que ele vai funcionar de forma adequada. Em relação à gravidez eles são importantes, porque atuam com a progesterona e o estrogênio para promover o funcionamento dos ovários e auxiliar no amadurecimento dos óvulos.

Então, se a mulher apresenta falta ou excesso de TSH em seu organismo, ela pode ter problemas de infertilidade. Afinal, os ovários e o crescimento dos óvulos são afetados por essa alteração.

Por isso, quando uma mulher busca saber sua causa de infertilidade é necessário analisar os níveis de TSH em seu organismo.

Prolactina

A prolactina é bastante conhecida como o hormônio responsável pela produção de leite materno, já que atua nas glândulas mamárias estimulando a formação da bebida. Mas, ela também é importante para a gravidez, pois é a prolactina que libera a gonadotrofina (gnRH) no organismo durante o ciclo menstrual. E é a gnRH que libera o FSH e o LH que vão estimular o crescimento do folículo na mulher.

Sendo assim, níveis alterados de prolactina no organismo também podem prejudicar a fertilidade de uma mulher. Se uma moça apresenta esse hormônio em excesso, por exemplo, o cérebro entende que ela já está amamentando e para de colaborar com o desenvolvimento folicular.

Como os hormônios listados aqui ajudam a engravidar e a manter uma gestação segura, eles precisam estar equilibrados no organismo da mulher que deseja ter um filho.

Se você estiver enfrentando dificuldades para engravidar, deve se consultar com um especialista para que ele verifique se todos os hormônios estão equilibrados em seu organismo. De acordo com o diagnóstico, ele poderá lhe indicar o melhor tratamento para seu caso.

Agora que você sabe quais hormônios ajudam a engravidar, veja também se existem pré-requisitos para ser elegível a um tratamento de fertilidade!

Dra. Juliana Amato

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Quanto custa uma fertilização in vitro em 2021?

qui, 01/14/2021 - 15:01

Um novo ano se inicia e com ele muitos casais planejam começar um tratamento de fertilidade para realizarem o sonho de ter um bebê. Atualmente, existem diversos tipos de tratamento, sendo que a fertilização in vitro (FIV) é uma das mais conhecidas já que ela pode ser bem-sucedida até em casos mais complexos de infertilidade.

Por conseguir ajudar em casos mais complicados, o valor desse tratamento costuma ser mais elevado que outros, como a indução da ovulação ou a relação sexual programada. Sendo assim, seu valor gera curiosidade nos casais que desejam saber se conseguem realizar uma fertilização, caso seja necessário.

Para saber quanto custa uma fertilização in vitro em 2021, primeiro o casal deve conhecer bem o procedimento e entender quais são os custos envolvidos nesse tratamento. Por isso, a seguir, vamos explicar as etapas da FIV e quais custos devem ser considerados na hora de calcular o valor de todo o procedimento.

Procedimento da fertilização in vitro

De forma simplificada, na FIV é realizada a indução da ovulação na mulher para estimular o desenvolvimento e a liberação de óvulos que serão fecundados com o espermatozoide em um meio de cultura.

Após a formação do embrião, este é transferido para o útero da mulher. Depois de alguns dias da realização do procedimento, a paciente deve ir ao médico para conferir se o tratamento foi bem-sucedido. Veja, agora, os custos envolvidos em cada uma dessas etapas:

Estimulação da ovulação

A indução da ovulação é feita por meio de injeções diárias que a paciente aplica em si mesma em casa. A cada 2 ou 3 dias, ela deve fazer um ultrassom com seu médico para acompanhar o crescimento folicular.

Geralmente, nessa primeira etapa, a mulher vai acompanhar esse crescimento com o médico em torno de 5 vezes. Quando os folículos atingem um determinado tamanho, a paciente tem que usar outra medicação que a faz ovular 36 horas depois. 

Esse acompanhamento e a avaliação da estimulação da ovulação são feitos integralmente no consultório do médico. Então, nessa fase do tratamento, é necessário considerar entre os custos: os honorários do profissional que está acompanhando a paciente, o valor dos ultrassons realizados e dos medicamentos usados.

Aqui, é importante salientar que é muito difícil determinar o custo exato dos medicamentos, sem consulta prévia, porque cada paciente responde de uma maneira à medicação. Se a mulher tem uma baixa reserva ovariana, por exemplo, sua dosagem tem que ser maior que a de uma paciente que tem uma reserva ovariana mais alta.

O remédio receitado pelo médico também pode variar de acordo com a causa da infertilidade do casal. Uma mulher que tem endometriose geralmente deve tomar mais de um medicamento durante o tratamento, enquanto uma com ovário policístico possivelmente vai gastar menos com medicação.

Retirada de folículos

A segunda etapa da fertilização in vitro é a retirada dos folículos, que é realizada em uma sala cirúrgica de um laboratório de reprodução assistida. Após a retirada, os folículos são enviados para o laboratório, onde um biólogo faz a fertilização em um meio de cultura.

Por isso, nessa etapa, entre os custos devem ser considerados: a manutenção do espaço físico do laboratório, o honorário do biólogo para a fertilização e a avaliação diária do embrião, o valor dos equipamentos usados no procedimento (como pipetas, placa de petri e microscópios) e da incubadora.

Aqui, novamente é difícil definir um custo exato, porque há muitas variáveis envolvidas. O honorário do biólogo e o custo da manutenção do laboratório, por exemplo, podem mudar de acordo com o estabelecimento escolhido no tratamento. Obviamente o seu médico especialista em reprodução humana já tem seu laboratório de escolha, e poderá passar isso em consulta.

Como existem muitas variáveis, é importante lembrar que o tratamento não deve ser guiado somente pelo valor dos serviços. Ou seja, o casal não deve se decidir por um laboratório ou profissional porque eles cobram mais barato ou mais caro.

O fundamental é verificar a qualidade do serviço realizado, a estrutura do local, os equipamentos disponíveis para o procedimento e, se possível, conversar com ex-pacientes.

Transferência do embrião para o útero

Quando o embrião está formado, é a hora de fazer a transferência dele do meio de cultura para o útero da mulher. Após a realização do procedimento, a paciente tem que esperar alguns dias até verificar com o médico se o tratamento obteve sucesso.

Nessa terceira etapa, é preciso levar em conta os custos da sala onde é feita a transferência, do laboratório e do médico que vai realizar o procedimento. Novamente, são custos que podem variar.

Nem todos os profissionais especializados em reprodução assistida, por exemplo, cobram o mesmo valor pelos serviços realizados. O custo pode diminuir ou aumentar de acordo com a experiência do médico, seus estudos e a região em que atua.

Justamente por envolver custos muito variáveis que é difícil definir um valor fixo para a fertilização in vitro em 2021. Não é possível afirmar quanto o procedimento vai custar exatamente, porque isso depende do diagnóstico do casal e do profissional que eles escolherem para acompanhar o tratamento.

Então, mesmo que você veja um valor exato na internet ou em alguma clínica, lembre-se de que o custo mostrado pode não valer para o seu caso. Afinal, dependendo da causa da infertilidade, você pode ter que tomar mais ou menos medicamentos. Ainda, os honorários dos profissionais envolvidos podem ser maiores ou menores.

Por isso, o que é possível fazer é explicar essas variáveis para que os interessados se lembrem de considerá-las na hora de calcular quanto vai custar o tratamento para eles.

Como ter uma ideia mais exata do custo de uma inseminação para você?

A única forma de saber quanto custa uma fertilização in vitro para você é consultar um médico especialista em reprodução assistida para que ele possa avaliar o seu caso. Dessa forma, ele será capaz de calcular os custos de todo o procedimento, incluindo honorários e medicamentos, e passar um valor bem próximo do real.

Então, se você quer conhecer o valor do tratamento, marque uma consulta com um especialista! Depois de entender o que deve ser considerado no custo da fertilização in vitro em 2021, veja também quanto tempo pode durar um tratamento de fertilidade


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Calculadora de peso ideal

ter, 12/22/2020 - 09:42

Verifique se seu peso ideal nesta calculadora

 

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Reloginho biológico: idade e a possibilidade de engravidar

seg, 12/21/2020 - 18:47

Com base em estatísticas médias, esta calculadora fornecerá uma idéia de como a idade pode afetar a sua fertilidade. Inclui a probabilidade de gravidez a cada ciclo, a probabilidade de concepção ao longo do tempo, o risco de aborto e as chances de defeitos cromossômicos com base na idade materna. Os números gerados por esta calculadora são simplesmente diretrizes básicas e podem ser afetados por muitos fatores, incluindo a saúde da mãe e do pai, além de peso, etnia, influências ambientais e saúde emocional. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre sua fertilidade ou riscos de aborto espontâneo e defeitos congênitos, é melhor discuti-las com seu médico.

As estatísticas de probabilidade são apenas para mulheres com função reprodutiva normal. Os números representam o cenário “melhor caso” para a probabilidade de gravidez, se você estiver tentando engravidar naturalmente (sem nenhuma intervenção médica).

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Existe uma estimativa de custos de um tratamento de fertilidade?

sex, 12/18/2020 - 12:37

Quando um casal decide buscar ajuda para engravidar surgem diversas dúvidas sobre os tratamentos de fertilidade, como quais são os tipos oferecidos pelas clínicas, quanto tempo eles podem durar e quanto custam.

Em relação ao valor do tratamento, não é possível definir um custo fixo para ele, porque existem muitas variáveis envolvidas que influenciam no preço da atividade. Sendo assim, o que os casais podem fazer é uma estimativa considerando todos os elementos que podem ser necessários em um tratamento de fertilidade.

Por isso, a seguir, vamos listar todas as variáveis que devem ser consideradas por você e seu parceiro na hora de fazer os cálculos.

Variáveis que devem ser consideradas em uma estimativa de custos Exames e consultas

Antes de iniciar um tratamento de fertilidade, você e seu parceiro precisam fazer alguns exames para descobrir qual é a causa da esterilidade e, assim, encontrar o procedimento mais adequado para o caso.

Além disso, é necessário consultar médicos especialistas, como ginecologistas e urologistas, para conferir se vocês estão saudáveis e aptos para iniciar um tratamento de fertilidade.

Sendo assim, se tiverem um plano de saúde, vocês devem conferir se ele cobre as consultas e os exames pedidos pelos profissionais. Caso não tenham ou o plano não cubra tudo, é preciso adicionar os custos dos exames e consultas em sua estimativa.

Esse valor pode variar bastante, porque vai depender do valor cobrado pelos profissionais e dos exames solicitados, que podem ser diferentes em cada caso.

Medicamentos

A maior parte dos tratamentos de fertilidade demandam que a mulher tome medicamentos para induzir a sua ovulação e aumentar as chances de gravidez no procedimento escolhido.

Mas, os remédios indicados pelo médico vão variar de acordo com o tratamento, além das suas particularidades e de seu parceiro. Eles podem ser, por exemplo, orais ou injetáveis, de diferentes fabricantes e com componentes distintos.

Ainda, a quantidade de medicamento receitada pode mudar novamente conforme as suas necessidades. Então, o custo com medicamentos varia bastante, podendo ir de R$ 1.000,00 até R$ 8.000,00.

Definido causa e estratégia de tratamento é possível chegar num valor mais próximo do valor final, mas esteja sempre preparada para possíveis eventualidades.

Valor do procedimento

Atualmente, existem diversos tratamentos de fertilidade, sendo que alguns são mais simples e outros mais complexos. Alguns possuem poucas etapas, por exemplo, e demandam serviços mais básicos.

Já outros, como a fertilização in vitro (FIV), têm mais etapas, necessitam de equipamentos mais tecnológicos e processos mais trabalhosos para serem bem-sucedidos. Por isso, o valor dos procedimentos também varia bastante.

Abaixo, listamos algumas etapas dos principais tratamentos de fertilidade que interferem em seus custos:

Indução da ovulação

A indução da ovulação é um dos tratamentos mais simples de fertilidade, porque ele tem poucas etapas e a fecundação é feita por meio do coito programado. Sendo assim, o seu valor costuma ser mais baixo que o de outros procedimentos.

Nele, é necessário comprar os medicamentos para induzir a ovulação, fazer o monitoramento da ovulação e programar as relações sexuais para que as chances de gravidez aumentem consideravelmente. Então, os custos na indução da ovulação são basicamente com os medicamentos e com o acompanhamento do profissional especializado em reprodução humana.

Inseminação artificial intrauterina

A inseminação artificial intrauterina já é um pouco mais complexa que a indução da ovulação, porque nesse tratamento os espermatozoides são colocados diretamente no útero da mulher para que encontrem o óvulo e haja uma fecundação de forma natural.

Os espermatozoides injetados no útero podem ser do parceiro ou de um doador, dependendo da causa da esterilidade do casal. Caso eles sejam de seu parceiro, vocês vão precisar adicionar à estimativa os custos da coleta de sêmen, além da seleção dos melhores espermatozoides e do processo de inseminação.

É preciso lembrar que na inseminação, o médico também lhe acompanha para conferir como está a indução da ovulação e ela exige que o profissional tenha equipamentos de qualidade. Esses itens vão aumentar o custo final do tratamento, pois o médico precisa cobrar seu honorário e fazer a manutenção dos equipamentos.

Fertilização in vitro

Esse tratamento é considerado o mais complexo dos 3 listados, porque nele a fecundação do óvulo e do espermatozoide é feita em um meio de cultura. Dessa forma, além dos medicamentos para a indução da ovulação, esse procedimento ainda exige a coleta de óvulos, de sêmen, a manipulação deles para realizar a fecundação e a transferência do embrião para o útero.

Todos esses processos geram custos, já que demandam mão-de-obra e equipamentos da clínica de fertilidade escolhida. Na fertilização in vitro ainda é realizado o congelamento de óvulos, sêmens e embriões após a finalização do procedimento.

Ele é feito com os elementos que sobram da primeira tentativa para que, caso seja necessário fazer uma segunda tentativa, não seja necessário fazer a coleta ou a fecundação novamente. O congelamento de óvulos, sêmen ou embriões é um item que aumenta o valor do tratamento, porque custa em torno de R$ 2.500,00 e ainda é necessário pagar pelo armazenamento mensalmente.

Se não for necessário realizar uma segunda tentativa, os itens podem ser doados para outras pessoas ou eles podem continuar armazenados para uma segunda gravidez no futuro.

Custo da equipe especializada

Em sua estimativa de custo, ainda é necessário adicionar o custo da equipe especializada que será responsável pelo tratamento. Esse valor pode variar muito de acordo com a experiência dos profissionais, a possibilidade do uso do reembolso médico, o procedimento que será realizado e até a região em que se encontra a clínica. O honorário da equipe pode ir de R$ 5 mil, por exemplo, a R$ 15 mil dependendo dessas variáveis.

Como você pode perceber, o valor de um tratamento de fertilidade pode mudar bastante de um caso para o outro. Por isso, o mais indicado para saber quanto custaria esse serviço para você e seu parceiro é marcar uma consulta com um profissional.

Assim, ele pode analisar o caso de vocês, descobrir a razão da esterilidade, qual é o tratamento mais adequado e fazer uma estimativa mais próxima do custo real. 

Se você ainda não conhece um profissional especializado em reprodução humana, marque uma consulta conosco para que possamos lhe ajudar a fazer uma estimativa de custos e a realizar um tratamento de fertilidade de qualidade. 


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8 Dicas: Como lidar com os medos e as expectativas ao longo do tratamento de fertilidade?

qua, 12/16/2020 - 09:51

Passar por um tratamento de fertilidade é uma ação que gera muitas expectativas em um casal que está tentando engravidar e até em familiares e amigos. Sendo assim, esse momento pode gerar medo, ansiedade, estresse e outras tensões em você e seu parceiro.

Mas, além de prejudicar sua qualidade de vida, esses sentimentos podem afetar o tratamento de fertilidade. Por isso, é essencial saber como lidar com seus medos e expectativas ao longo do processo.

Para lhe ajudar nesse período, listamos 8 dicas para você e seu parceiro saberem lidar com os medos e expectativas durante o seu tratamento de fertilidade.

Encontre um profissional de confiança

O primeiro passo para lidar com seus sentimentos durante o tratamento de fertilidade é encontrar um médico com experiência e que lhe transmita confiança.

Isso é fundamental, porque se você e seu parceiro não confiarem no profissional que está realizando o tratamento, será praticamente impossível ter tranquilidade durante esse período. Então, mesmo que vocês realizem outras ações que vamos indicar para lidar bem com o medo e as expectativas, elas provavelmente não vão surtir efeito nesse cenário. 

Por isso, antes de decidir onde fará seu tratamento, marque uma consulta com o médico, tire dúvidas e tenha certeza de que o profissional escolhido vai lhe acompanhar em todas as etapas do processo.

Converse com outros casais que passaram pelo tratamento

Falar com pessoas que já passaram pela mesma situação é muito importante, pois elas sabem exatamente quais são suas preocupações e conhecem o passo a passo do tratamento.

Dessa forma, elas conseguem realmente compreender seus anseios e podem até dar conselhos para que você e seu parceiro enfrentem esse desafio de maneira mais tranquila. Contudo, lembre-se de que cada caso é um caso.

Por isso, não tome medicamentos ou utilize estratégias de amigos para aumentar as chances de engravidar sem conversar com seu médico. Afinal, o que funcionou para uma mulher nem sempre vai ser benéfico para outra paciente.

Não se compare com outras mulheres

Conversar com casais que passaram pelo mesmo tratamento é essencial para ter um apoio especializado, mas tenha em mente que você não deve se comparar com outras mulheres que passaram pelo mesmo procedimento.

Cada casal é único, porque eles têm personalidades diferentes e causas distintas de infertilidade. Sendo assim, não é porque sua amiga fez o procedimento diversas vezes antes de conseguir engravidar ou engravidou na primeira tentativa que o mesmo vai acontecer com você.

O seu corpo e tratamento são únicos, então não se compare com as outras mulheres e com os resultados obtidos por elas. Essa não é uma ação fácil, por isso você tem que se lembrar dela todos os dias.

Crie uma rotina de exercícios físicos

Praticar exercícios físicos é indispensável para lidar com suas emoções, porque esse tipo de atividade auxilia a aliviar estresse, ansiedade e outras tensões que você pode sofrer durante o tratamento.

Além disso, é interessante praticar exercícios durante o seu tratamento, pois eles melhoram o seu sistema imunológico e o condicionamento físico. Ou seja, eles aprimoram a sua saúde em geral.

Mas, lembre-se de que antes de começar a praticar uma atividade, é preciso conversar com seu médico para conferir qual é a opção mais adequada de exercício de acordo com o tratamento.

Procure um auxílio psicológico

Quando as emoções causadas pelo tratamento de fertilidade começam a aparecer, muitos casais silenciam esses sentimentos e continuam focados no procedimento. Mas, esse é um grande erro.

Ignorar os sentimentos que surgem e se intensificam nesse período é um grande problema, porque isso pode aumentar o sofrimento de ambos, prejudicar a saúde mental e até física do casal.

Sendo assim, o silenciamento é capaz de dificultar o seu tratamento. Por isso, é importante conversar com casais que já passaram por um tipo de tratamento para ter apoio de pessoas queridas, mas é preciso ir além.

Um auxílio psicológico é essencial, porque um profissional dessa área é capacitado para escutar suas preocupações, problemas e ajudá-la nessa situação. O psicólogo vai saber guiar tanto você quanto seu parceiro para a compreensão, aceitação e até uma mudança de perspectiva.  

Essa ajuda consegue aumentar tanto a união entre vocês, que pode até melhorar o relacionamento após a finalização do tratamento.

Divirta-se com pessoas queridas

Ademais de ter um suporte para lidar com suas emoções, não se esqueça de separar um tempo para se divertir com amigos e familiares. Passar bons momentos com pessoas queridas é uma ótima forma de se alegrar e se acalmar durante o processo.

Então, ligue para eles, converse e, quando possível, encontre-os. Em alguns casos, compartilhar com os amigos e familiares os anseios sobre o tratamento também é interessante para incluí-los nesse momento especial e para aliviar seus sentimentos.

Contudo, tenha em mente que você e seu parceiro podem decidir quando desejam compartilhar com pessoas próximas as novidades sobre o tratamento e até com quais indivíduos conversar sobre o procedimento.

Isto é, vocês não são obrigados a contarem tudo a todo momento ou desde o início. O importante é que vocês estejam confortáveis e contem com o apoio de pessoas queridas da forma que preferirem.

Descubra hobbys

Praticar atividades de lazer que lhe relaxam também é fundamental para lidar com os medos e as expectativas de seu tratamento. Elas fazem bem para o seu emocional, porque liberam hormônios que proporcionam bem-estar ao corpo, como a serotonina, endorfina e oxitocina.

Portanto, teste diferentes atividades, como ler, pintar, praticar artesanato, e descubra aquelas que mais lhe agradam. Se você já tinha um hobby que foi deixado de lado devido à rotina corrida, que tal voltar a praticá-lo durante o tratamento?

Caso seu hobby seja algo que pode impactar no procedimento, como um exercício físico, é melhor conversar com seu médico antes de voltar a realizá-lo. Se não, aproveite o momento para renovar seus hobbys e aumentar o bem-estar ao longo do tratamento.

Seguindo essas dicas, será mais fácil lidar com os medos e expectativas durante o processo de fertilidade. E, caso você e seu parceiro precisem de mais ajuda, lembrem-se de conversar com o especialista responsável pelo tratamento de fertilidade.

Após conferir como encarar os sentimentos causados por esse período, veja também o que observar antes de iniciar um tratamento em uma clínica

 

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Candidíase de repetição

sex, 12/11/2020 - 19:42

Este vídeo é especialmente dedicado às mulheres que sofrem com coceiras de repetição e que não melhoram com os tratamentos realizados. Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato explica a candidíase de repetição.


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— transcrição —

Olá meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre candidíase de repetição o que é candidíase. A candidíase é uma infecção vaginal. Normalmente ela ocorre como o corrimento esbranquiçado vaginal e que coça muito. A candidíase é causada por um fungo chamado Candida albicans que é o mais comum. Ele está presente na nossa vagina. Na vagina de todas as mulheres. Eles fazem parte da flora vaginal e ajudam a manter o pH nessa região com isso impedindo que outras infecções ocorram quando essa candidíase pode ocorrer? Principalmente quando a gente está com a imunidade mais baixa. Essa Candida aumenta sua população na região vaginal e ela com uma quantidade aumentada vai causar esses sintomas de coceira e corrimento esbranquiçado. O que mais pode propiciar é uma candidíase muito tempo em piscina muito tempo em praia biquíni molhado. Isso deixa a região muito úmida e também propicia ao desenvolvimento de mais candida nessa área. Mulheres imunosuprimidas também têm mais chances de ter candidíase de repetição. Assim como as usuárias de antibióticos em grande escala. Por exemplo têm uma infecção uma faringite ou uma amigdalite tomou um antibiótico não melhorou ou tomou da forma errada vai ter que repetir esse tratamento. A imunidade cai e com isso a candidíase pode proliferar. O que também ocorre e o uso de roupas muito apertadas então calça jeans muito apertada e shorts muito apertado, muito curto. Isso também causa uma atração nessa região vaginal, forma pequenas lesões e que podem infectar pelo fungo. Algumas dicas para prevenir a candidíase é ter uma boa alimentação e uma alimentação equilibrada. Evitar o uso excessivo de antibiótico quando não é necessário. Quando estiver na praia trocar o biquíni e não ficar muito tempo com esse biquíni molhado quando tiver na piscina tomar mais sol para secar esse biquíni. Evitar o uso de roupas muito apertadas também ajuda bastante a evitar candidíase. E se ela ocorrer. O que fazer?Procure seu médico porque nos casos de candidíase de repetição que ocorrem mais de três vezes em seis meses é feito um tratamento contínuo com medicações específicas. Se você curtiu o nosso vídeo inscreva no nosso canal comente aqui o seu like, ative o sininho de notificação para receber mais videos.

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O que observar antes de iniciar o tratamento em uma clínica de fertilidade?

sex, 12/11/2020 - 11:05

Após realizar diversas tentativas frustradas de engravidar, um casal que está desconfiando de infertilidade precisa procurar uma clínica especializada no assunto. Dessa forma, eles conseguirão descobrir a causa da infertilidade e fazer um tratamento para engravidar.

Mas, o casal não pode ir em qualquer clínica sem se informar sobre ela. É necessário observar vários itens antes de iniciar um tratamento, porque o consultório e o profissional escolhidos fazem muita diferença no sucesso do procedimento.

Pensando nisso, separamos aqui 8 ações que você deve realizar antes de iniciar o seu tratamento para escolher uma clínica de fertilidade adequada.

Faça pesquisas sobre a clínica e seus profissionais

Primeiro, você deve pesquisar sobre a clínica e seus profissionais para saber mais sobre ela. Verifique o site e as redes sociais da clínica para descobrir desde quando ela oferece serviços, ler os textos publicados, observar comentários de pacientes e conhecer sua equipe de profissionais.

Leia o currículo dos médicos e veja se eles têm experiência na área. Caso não haja muitas informações a respeito da equipe ou da clínica nas páginas oficiais, vale a pena pesquisar também em um buscador, como o Google, para conferir se há mais dados interessantes.

Lembre-se ainda de verificar se a equipe é composta por profissionais com diferentes especialidades. Um time diversificado e completo pensa em áreas distintas do seu bem-estar e faz com que o tratamento seja melhor.

Verifique quais tratamentos ela oferece

Durante a sua pesquisa sobre a clínica, dê uma atenção especial para a seção de tratamentos. Se você ainda não sabe qual é a causa de sua infertilidade, é interessante escolher uma clínica que forneça diversos tratamentos de diferentes complexidades, como indução da ovulação, fertilização in vitro e inseminação artificial.

Isso é importante, porque assim você tem uma garantia de que independente da causa da infertilidade, essa clínica poderá lhe atender. Já se ela oferecer apenas tratamentos mais simples ou só os mais complexos, talvez não seja possível continuar o tratamento neste local.

Descubra se o tratamento é individualizado

Um tratamento individualizado é aquele em que o médico analisa o seu caso e de seu parceiro para realizar o melhor procedimento de fertilidade para vocês. Ou seja, ele conhece o histórico do casal, solicita exames com base nas informações obtidas e busca descobrir qual é a causa da infertilidade.

Após essa etapa, ele ainda indica medicamentos e dosagens de acordo com suas características e necessidades. Fazer um tratamento individualizado é muito importante, porque os cenários de esterilidade e os casais não são sempre iguais. Sendo assim, o tratamento para cada caso também apresenta particularidades.

Confira as taxas de sucesso

Em um tratamento de fertilidade, existem diversas variáveis que podem influenciar no resultado, como a idade da mulher, a causa da infertilidade, a qualidade dos embriões, entre outros. Por isso, as taxas de sucesso desses procedimentos costumam variar bastante.

Mesmo com essa variação, é interessante analisar esse dado para saber mais sobre a clínica de fertilidade. O ideal é observar a taxa oferecida por ela e as taxas médias nacionais ou mundiais.

Se a clínica estiver muito abaixo dessas médias é um sinal de que talvez ela não seja tão qualificada. Por outro lado, se ela estiver bem acima das demais médias, desconfie da veracidade do dado. Afinal, existem diversas variáveis envolvidas nos tratamentos, o que dificulta o alcance de uma taxa muito alta.

Converse com ex-pacientes da clínica

Além de conferir informações na internet ou por telefone, peça a opinião de casais que já passaram pelo tratamento na clínica. Se você não conhecer ninguém, verifique com familiares e amigos se eles conhecem alguém que já realizou um tratamento de fertilidade neste local.

Peça indicações ainda para seu ginecologista e para outros casais que não necessariamente realizaram o procedimento na clínica que você está pesquisando. Dessa forma, você pode conseguir outras boas indicações.

Marque uma consulta com um médico da equipe

Marcar uma consulta com um médico da clínica é fundamental em sua escolha, pois você tem que confiar no profissional responsável pelo tratamento se deseja ter sucesso no processo.

E para ter certeza de que você confia no médico nada melhor que uma consulta presencial. Durante a visita, tire suas dúvidas, observe se ele tem paciência para respondê-las, para ouvir sua história e se é o tipo de profissional que vai lhe acompanhar durante todo o tratamento. Essas características com certeza lhe darão mais segurança e confiança para realizar o tratamento na clínica.

Avalie o valor do tratamento

Uma clínica de fertilidade não deve ser escolhida somente devido ao preço que ela oferece pelo tratamento, mas é importante avaliar o valor cobrado para saber se ele cabe em seu orçamento.

Além disso, se a clínica realizar o tratamento por um valor muito abaixo do mercado, desconfie. Os custos de equipamentos, medicamentos, processos de fertilidade e da manutenção de uma clínica não são baixos. Então, se o valor do tratamento é muito pequeno significa que talvez os profissionais não estejam utilizando produtos de qualidade.

Observe a estrutura e os equipamentos do espaço físico

Quando marcar sua consulta na clínica, peça para conhecer o espaço ou pergunte a respeito dele para o médico. Veja se o local tem estrutura para realizar exames e procedimentos, como ultrassons, coleta de óvulos e sêmen. Se tudo puder ser feito na própria clínica, o tratamento se torna mais prático e confortável para os pacientes.

Confira ainda com quais equipamentos a clínica trabalha e se eles são modernos. O ideal é que eles sejam bem tecnológicos, pois assim aumentam as chances de o procedimento ser bem-sucedido.

Com essas informações, será muito mais fácil saber qual é a clínica de fertilidade correta para o seu tratamento. Lembre-se de que observar a estrutura, os equipamentos e valores da clínica são atividades essenciais, mas se você não confiar no médico aquela não é a melhor opção.

Por essa razão, quando encontrar uma clínica que lhe agrade, marque uma consulta para tomar sua decisão. Caso ainda não tenha iniciado a sua pesquisa, navegue em nosso site para conhecer a nossa clínica e confirmar se ela é uma boa opção para você e seu parceiro. 

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A clamídia causa infertilidade?

sex, 12/11/2020 - 07:41

A clamídia afeta muitos homens e mulheres em algum momento de suas vidas e é muito comum entre os jovens. É uma doença sexualmente transmissível que pode ser facilmente tratada com antibióticos. No entanto, muitas vezes permanece sem sintomas e, se não for tratada, pode ter sérios efeitos a longo prazo para homens e mulheres.

 

Quais efeitos a longo prazo a clamídia pode causar em mulheres?

A clamídia pode causar uma série de efeitos a longo prazo em homens e mulheres.

 

Nas mulheres, a infecção pode causar:

 

Nos homens, a clamídia pode causar:

 

A clamídia no ânus pode causar complicações em ambos os sexos, pois pode causar uma inflamação da membrana mucosa do ânus. Isso pode levar a sintomas como dor, corrimento, cólicas ou diarreia.

A presença de bactérias da clamídia também aumenta o risco de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis, incluindo HIV.

E se a clamídia não for tratada por vários anos?

Não há um intervalo de tempo específico em que você possa ter complicações devido à clamídia. É possível transportar as bactérias durante vários anos sem sofrer efeitos a longo prazo. Cada paciente é diferente e é difícil prever se uma infecção existente causou alguma complicação se você não notou nenhum sintoma de clamídia.

Quanto mais tempo a DST permanecer sem tratamento, maior o risco de complicações e danos permanentes, como infertilidade.

A clamídia torna homens e mulheres inférteis?

Estima-se que 10% a 40% das mulheres que contraem clamídia desenvolvam a doença inflamatória pélvica (DIP) como resultado. DIP pode afetar o útero, ovários ou as trompas de falópio. Se a inflamação persistir por um longo período de tempo, pode causar cicatrizes e bloquear as tubas uterinas. Se as trompas de falópio estão bloqueadas, o espermatozoide não chega a um óvulo, o que significa que você pode ficar infértil. Isso significa que a clamídia pode causar infertilidade após causar uma DIP.  

Não se sabe o quão comum é para as mulheres se tornarem inférteis após uma infecção por clamídia, mas alguns especialistas estimam que a clamídia é responsável por até um em cada cinco casos de infertilidade em mulheres.

No entanto, a clamídia não afeta apenas a fertilidade feminina, mas também pode afetar a fertilidade masculina. Pode levar a uma menor contagem de espermatozoides e ter um impacto negativo na qualidade do esperma. Também aumenta o risco de uma inflamação chamada epididimite (que afeta o tubo que transporta o esperma), o que pode levar a cicatrizes e resultar em infertilidade.

Quanto tempo leva para a clamídia torná-lo infértil?

Quanto tempo leva para a clamídia causar danos permanentes ao seu sistema reprodutivo não é sabido. Se isso afeta sua fertilidade vai depender se a infecção se alastra. A regra geral é: quanto mais rápido você tratar, melhor.  

No entanto, o fato de você ter tido clamídia por vários anos não significa necessariamente que você é infértil. Muitas pessoas carregam as bactérias por um longo tempo sem sofrer consequências.

Você pode morrer de clamídia?

A clamídia não é uma ameaça à vida e não causa nenhum impacto permanente na sua saúde se for tratada logo após você ter sido infectada.

Os bebês que contraem clamídia durante o parto podem desenvolver complicações perigosas, como pneumonia. No Brasil não é oferecido de rotina teste de clamídia no início de sua gravidez para garantir que o bebê não seja exposto à bactéria da clamídia, somente havendo sintomas.

Como evitar complicações

Embora a clamídia possa causar complicações graves em algumas pessoas, ela também é uma infecção tratável. Você pode evitar pegá-la ou deixá-la sem tratamento seguindo estas três etapas simples:

  1. Sempre use preservativo ao fazer sexo com um novo parceiro.
  2. Certifique-se de que você e seu parceiro façam o exame antes de fazer sexo pela primeira vez.
  3. Faça o exame para as ISTs uma vez por ano.

 

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Endometriose

qui, 12/10/2020 - 07:59
Fatos e definição de endometriose
  • Endometriose é o crescimento anormal de células (células endometriais) semelhantes às que se formam dentro do útero, mas em um local fora dele. Endometriose é mais comumente encontrada implantada em outros órgãos da pelve.
  • A causa exata da endometriose ainda não foi identificada.
  • A endometriose é mais comum em mulheres que estão passando pelo problema da infertilidade do que em mulheres férteis, mas a endometriose nem sempre causa infertilidade.
  • A maioria das mulheres com endometriose não têm sintomas, mas quando têm podem apresentar:
    • Menstruação
    • Relações sexuais dolorosas
    • Micção ou Evacuações dolorosas (dor para ir ao banheiro)
    • Infertilidade
  • Dor pélvica durante a menstruação ou ovulação pode ser um sintoma de endometriose, mas também pode ocorrer em mulheres normais.
  • A suspeita de Endometriose pode ser com base no padrão dos sintomas da mulher e às vezes durante um exame físico, mas o diagnóstico definitivo é geralmente confirmado por cirurgia, mais frequentemente por videolaparoscopia.
  • O tratamento da endometriose inclui medicamentos e cirurgia para alívio da dor e tratamento da infertilidade, se a gravidez é desejada.
O que é endometriose?

Endometriose é o crescimento anormal de tecido endometrial semelhante àquele que reveste o interior do útero, mas em um local fora do útero. Tecido endometrial é renovado a cada mês durante a menstruação. Áreas de tecido endometrial, encontradas em localizações ectópicas (fora do normal) são chamadas de implantes endometriais. Estas lesões são mais comumente encontradas nos ovários, trompas de Falópio, superfície do útero, intestino e no revestimento da membrana da cavidade pélvica (ou seja, o peritônio). São menos comumente encontradas envolvendo a bexiga, colo do útero e vagina. Raramente, a endometriose pode ocorrer fora da pelve. Endometriose tem sido relatada no fígado, cérebro, pulmão e em  cicatrizes cirúrgicas antigas. Os implantes endometriais, embora possam se tornar problemáticos, são geralmente benignos (ou seja, não cancerosos).

Quais são as fases da endometriose?

Endometriose é classificada em uma das quatro fases (I – mínima, II – leve, III – moderada e IV – grave) com base na exata localização, extensão e profundidade dos implantes de endometriose, bem como na presença e gravidade de tecido cicatricial e com a presença e o tamanho dos implantes endometrióticos nos ovários. A maioria dos casos de endometriose é classificada como mínima ou leve, o que significa que existem implantes superficiais e cicatrizes suaves. A Endometriose moderada e grave normalmente resulta em cistos e cicatrizes mais graves. O estágio da endometriose não está relacionado com o grau de sintomas que uma mulher experimenta. A infertilidade é comum em endometriose de estágio IV.

 Quais são os sinais e sintomas da endometriose?

Na verdade, a maioria das mulheres que têm endometriose, não têm sintomas. Das que possuem, os mais comuns incluem:

  • Dor (geralmente pélvica) que normalmente ocorre apenas antes da menstruação e diminui após a menstruação
  • Relações sexuais dolorosas
  • Cólicas durante a relação sexual
  • Cólicas ou dor durante os movimentos intestinais ou durante a micção
  • Infertilidade
  • Dor em exames pélvicos

A intensidade da dor pode variar de mês para mês e pode variar muito entre as pacientes afetadas. Algumas mulheres experimentam uma piora progressiva dos sintomas, enquanto outras podem ter uma resolução da dor sem nenhum tratamento.

A Dor pélvica em mulheres com endometriose depende em parte de onde se situam os implantes endometriais.

  • Implantes mais profundos e implantes em áreas com mais terminações nervosas são mais capazes de produzir dor.
  • Os implantes também podem liberar substâncias na corrente sanguínea que são capazes de provocar dor.
  • A dor pode ser resultante de quando os implantes endometrióticos incitam a cicatrização dos tecidos circundantes. Parece não haver nenhuma relação entre a severidade da dor e a quantidade de doença anatômica que está presente.

A Endometriose pode ser uma das razões para a causa da infertilidade em casais saudáveis. Quando os exames laparoscópicos são realizados para avaliar a infertilidade, os implantes são frequentemente encontrados em pacientes que eram totalmente assintomáticas. As razões da diminuição da fertilidade em muitas pacientes com endometriose não são totalmente compreendidas. A endometriose pode incitar a formação de tecido cicatricial dentro da pelve. Se os ovários e as trompas de Falópio estiverem envolvidos, os processos mecânicos envolvidos na transferência dos óvulos fertilizados para as trompas podem ser alterados. Alternativamente, as lesões endometriais podem produzir substâncias inflamatórias que afetam adversamente a ovulação, a fertilização e a implantação.

Outros sintomas que podem estar relacionados à endometriose incluem:

  • Dor no abdômen inferior (dor na barriga baixa)
  • Diarréia e/ou constipação
  • Lombalgia
  • Fatiga crônica
  • Menstruação forte ou irregular
  • Dor ao urinar, ou
  • Sangue ao urinar (especialmente durante a menstruação).

Sintomas raros da endometriose incluem dor no peito ou tosse com sangue devido a endometriose nos pulmões, dor de cabeça e/ou convulsões devido a endometriose no cérebro.

E o risco de endometriose e câncer?

Alguns estudos têm postulado que as mulheres com endometriose têm um risco aumentado para o desenvolvimento de certos tipos de câncer de ovário, conhecido como câncer epitelial de ovário (CEO). Este risco é maior em mulheres com endometriose e infertilidade primária (aquelas que nunca passaram por uma gravidez). O uso da combinação de pílulas orais contraceptivas (POC), que são por vezes utilizadas no tratamento da endometriose, parece reduzir significativamente este risco.

As razões para a associação entre endometriose e câncer epitelial de ovário não são claramente compreendidas. Uma teoria diz que os implantes de endometriose se submetem a uma transformação maligna para o câncer. Outra possibilidade é que a presença da endometriose pode estar relacionada a outros fatores genéticos ou ambientais que servem para aumentar o risco das mulheres de desenvolverem câncer de ovário.

Quais as causas da endometriose?

A causa da endometriose é desconhecida. Uma teoria diz que o tecido endometrial é depositado em locais incomuns pelo fluxo retrógrado de detritos menstruais através das trompas de Falópio para as cavidades abdominais e pélvicas. A causa desta menstruação retrógrada não é entendida claramente. É claro que a menstruação retrógrada não é a única causa da endometriose, já que muitas mulheres que têm menstruação retrógrada não desenvolveram a condição.

Outra possibilidade é que áreas que alinham os órgãos pélvicos possuem células primitivas que são capazes de evoluir para outras formas de tecidos, tais como o endométrio. (Este processo é denominado coelomic metaplasia.)

Também é provável que a transferência direta dos tecidos endometriais no momento da cirurgia seja responsável pelos implantes de endometriose ocasionalmente encontrados em cicatrizes cirúrgicas (por exemplo, episiotomia ou cicatrizes de cesariana). A transferência de células endometriais através da corrente sanguínea ou do sistema linfático é a explicação mais plausível para os raros casos de endometriose que são encontrados no cérebro e outros órgãos distantes da pelve.

Finalmente, há evidências de que algumas mulheres com endometriose têm uma resposta imunológica alterada que pode afetar a habilidade natural do corpo para reconhecer o tecido endometrial ectópico.

O que dizer sobre a Endometriose e a infertilidade?

A Endometriose é mais comum em mulheres inférteis, em oposição a aquelas que passaram por uma gravidez. No entanto, muitas mulheres com endometriose confirmada são capazes de engravidar sem dificuldade, especialmente se a doença é leve ou moderada. Estima-se que acima de 70% das mulheres com endometriose leve ou moderada conseguirão engravidar no prazo de três anos sem qualquer tratamento específico.

As razões para uma diminuição na fertilidade quando a endometriose está presente não são completamente compreendidas. É provável que fatores anatômicos e hormonais sejam contributivos à diminuição da fertilidade. A presença da endometriose pode incitar a formação de cicatriz significativa (adesão) na pelve que pode distorcer as estruturas anatômicas normais. Alternativamente, a endometriose pode afetar a fertilidade através da produção de substâncias inflamatórias que têm um efeito negativo na ovulação, na fertilização do óvulo, e/ou na implantação do embrião. Infertilidade associada com endometriose é mais comum em mulheres com formas anatomicamente graves da doença.

Opções de tratamento para infertilidade associada à endometriose são variados, mas a maioria dos médicos acreditam que, para a endometriose, a cirurgia é superior ao tratamento médico. Quando apropriada, a tecnologia de reprodução assistida pode também ser utilizada como adjuvante ou alternativa ao tratamento cirúrgico.

A dieta afeta a endometriose?

Não existem dados bem estabelecidos que mostram que as modificações dietéticas podem evitar ou reduzir os sintomas da endometriose. Um estudo mostrou que um alto consumo de verduras e frutas foi associado com um risco menor de desenvolver endometriose, enquanto uma maior ingestão de carnes vermelhas foi associada com um risco mais elevado. Nenhuma associação foi vista com o consumo de café, leite ou álcool. Mais estudos são necessários para determinar se dieta desempenha um papel importante no desenvolvimento da endometriose.

Quais especialidades médicas tratam a endometriose?

A Endometriose é mais comumente tratada por ginecologistas/obstetras.

Há um exame para diagnosticar a endometriose?

A suspeita de Endometriose pode surgir com base nos sintomas de dor pélvica e descobertas durante exames físicos. Ocasionalmente, durante um exame reto-vaginal (um dedo na vagina e um dedo no reto), o médico pode sentir nódulos (implantes endometriais) atrás do útero e ao longo dos ligamentos que unem a parede pélvica. Outras vezes, nenhum nódulo é sentido, mas o exame em si causa dor incomum ou desconforto.

Infelizmente, nem os sintomas, nem o exame físico pode ser confiável para conclusivamente, estabelecer o diagnóstico da endometriose. Exames de imagem, tais como o ultrassom, podem ser úteis para excluir outras doenças pélvicas e podem sugerir a presença de endometriose nas áreas vaginais e na bexiga, mas eles não podem diagnosticar a endometriose com certeza absoluta. Para um diagnóstico preciso, uma inspeção visual direta dentro da pelve e no abdômen, assim como uma biópsia do tecido dos implantes são necessárias.

Portanto, o único método definitivo (de certeza) para diagnosticar a endometriose é a cirurgia. Requer videolaparoscopia (por furinhos) ou laparotomia (abertura do abdômen, fazendo uma grande incisão).

A laparoscopia é o procedimento cirúrgico mais comumente empregado, utilizado para o diagnóstico da endometriose. Este é um pequeno procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral, ou em alguns casos, sob anestesia local. É geralmente realizada como um procedimento ambulatorial (a paciente não fica internada durante a noite). A laparoscopia é realizada primeiro inflando a cavidade abdominal com um gás (dióxido de carbono), através de uma pequena incisão no umbigo. Um instrumento fino, de visão tubular (laparoscópio) é inserido na cavidade abdominal inflada para inspecionar o abdômen e a pelve. Os implantes endometriais então podem ser vistos diretamente.

Durante a laparoscopia, biópsias (remoção de amostras minúsculas de tecido para exame sob um microscópio) também podem ser realizadas a fim de obter um diagnóstico do tecido. Às vezes biópsias aleatórias obtidas durante a laparoscopia mostrarão a endometriose microscópica, mesmo que os implantes não sejam visualizados.

Laparoscopia e ultrassom pélvico também são importantes na exclusão de neoplasias malignas (como câncer de ovário) que podem causar muitos dos mesmos sintomas que imitam os sintomas da endometriose.

Qual é o tratamento para a endometriose?

Endometriose pode ser tratada com medicamentos e/ou cirurgia. Os objetivos do tratamento da endometriose podem incluir alívio dos sintomas e/ou aumento da fertilidade.

Quais os medicamentos que tratam a endometriose? Antiinflamatórios não-esteroides (AINEs)

Medicamentos antiinflamatórios não-esteroides ou AINEs são comumente prescritos para ajudar a aliviar a dor pélvica e as cólicas menstruais. Esses medicamentos para aliviar a dor não têm efeito sobre os implantes endometriais ou a progressão da endometriose. No entanto, eles diminuem a produção de prostaglandinas, e as prostaglandinas são conhecidas por ter um papel na causa da dor. Como o diagnóstico da endometriose só pode ser definitivamente confirmado com uma biópsia, muitas mulheres com queixas, suspeitas de que possuem endometriose são tratadas para dor primeiro sem um diagnóstico firme ser estabelecido. Sob tais circunstâncias, os AINEs são comumente usados como um tratamento empírico de primeira linha. Se eles forem eficazes no controle da dor, outros procedimentos ou tratamentos médicos não serão necessários. Se eles são ineficazes, tratamento e uma avaliação adicional será necessária.

Como a endometriose ocorre durante os anos reprodutivos, muitos dos tratamentos médicos disponíveis para endometriose se baiseiam na interrupção da produção hormonal cíclica normal dos ovários. Estes medicamentos incluem os análogos GnRH, pílulas contraceptivas orais e progesterona prescritos pelo ginecologista.

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH)

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH) têm sido efetivamente usados para aliviar a dor e reduzir o tamanho dos implantes de endometriose. Estas drogas suprimem a produção de estrogênio pelos ovários, inibindo a secreção de hormônios reguladores da glândula pituitária. Como resultado, para os períodos menstruais, imitando a menopausa. Formas nasais e injeção de agonistas de GnRH estão disponíveis.

Os efeitos colaterais são do resultado da falta de estrogênio e incluem:

  • ondas de calor
  • secura vaginal
  • sangramento vaginal irregular
  • alterações de humor
  • fadiga, e
  • Perda da densidade óssea (osteoporose).

Felizmente, repor pequenas quantidades de progesterona em forma de pílula (semelhante aos tratamentos, por vezes, utilizados para o alívio dos sintomas da menopausa), pode evitar muitos dos efeitos colaterais irritantes devido à deficiência de estrogênio. “Adicionar terapia de reposição” é um termo que se refere a esta forma moderna de administrar agonistas de GnRH juntamente com progesterona, de forma a garantir a conformidade, eliminando a maioria dos indesejados efeitos colaterais da terapia de GnRH.

Pílulas contraceptivas

Pílulas contraceptivas orais (combinação de estrogênio e progesterona) são também por vezes utilizadas para tratar a endometriose. A combinação mais comum usada é em forma de pílula contraceptiva oral (PCO). Às vezes as mulheres que têm dor menstrual severa são convidadas a tomar a PCO continuamente, significando ignorar o placebo (hormonalmente inerte) como parte do ciclo. O uso contínuo, dessa maneira, geralmente irá parar a menstruação por completo. Ocasionalmente, ganho de peso, mastalgia, náusea, e sangramento irregular podem ocorrer. Pílulas contraceptivas orais são geralmente bem toleradas em mulheres com endometriose.

Progesterona

Progesterona [por exemplo, acetato de medroxiprogesterona (Provera, Cycrin, Amen), acetato de noretisterona, acetato de norgestrel (Ovrette)] são mais potentes do que os anticoncepcionais e foram recomendadas para mulheres que não obtêm alívio da dor ou não podem tomar uma pílula anticoncepcional. Elas podem ser úteis para as mulheres que não respondem a, ou não podem tomar (por razões médicas) contraceptivos orais.

Efeitos colaterais são mais comuns e incluem:

  • mastalgia
  • distenção abdominal
  • ganho de peso
  • sangramento uterino irregular, e
  • depressão.

Como a ausência de menstruação (amenorreia) induzida pelas altas doses de progesterona podem durar muitos meses após o término da terapia, estas drogas não são recomendadas para mulheres que estão planejando uma gravidez imediatamente após o término da terapia.

Outras drogas usadas para tratar a endometriose Danazol (Danocrine)

Danazol (derivado da etisterona, esteróide sintético) é uma droga sintética que cria um alto andrógeno (hormônio do sexo masculino) e baixo nível hormonal de estrogênio por interferir na ovulação e na produção ovariana de estrogênio. Oitenta por cento das mulheres que tomam esta droga têm alívio da dor e encolhimento dos implantes de endometriose, mas até 75% das mulheres desenvolvem efeitos colaterais da droga significativos. Estes incluem:

  • ganho de peso
  • edema (inchaço)
  • encolhimento da mama
  • acne
  • pele oleosa
  • Hirsutismo (crescimento de cabelo de padrão masculino)
  • intensificação da voz
  • dor de cabeça
  • ondas de calor
  • alterações da libido, e
  • alterações de humor.

Exceto para as alterações de voz, todos esses efeitos colaterais são reversíveis. Em alguns casos, a resolução dos efeitos colaterais pode levar muitos meses. Danazol não deve ser tomado por mulheres com certos tipos de doenças no fígado, rim ou doenças do coração. Este produto é raramente usado.

Inibidores da aromatase

Uma abordagem mais atual para o tratamento da endometriose envolve a administração de medicamentos conhecidos como inibidores da aromatase (por exemplo, anastrozole [Arimidex] e letrozole [Femara]). Estas drogas atuam interrompendo a formação do estrogênio local dentro dos implantes de endometriose. Elas também inibem a produção de estrogênio dentro do ovário e do tecido adiposo. Pesquisas estão em andamento para avaliar a eficácia dos inibidores de aromatase no tratamento da endometriose. Inibidores da aromatase podem causar perda óssea significativa com o uso prolongado. Devem também ser empregados em combinação com outras drogas em mulheres pré-menopáusicas devido aos seus efeitos sobre os ovários.

Cirurgia para endometriose?

Tratamento cirúrgico para endometriose pode ser útil quando os sintomas são graves ou quando há uma resposta inadequada à terapia médica. A cirurgia é o tratamento preferido quando há distorção anatômica dos órgãos pélvicos ou obstrução do intestino ou do trato urinário. Ela pode ser classificada como conservadora, em que o útero e tecido ovariano são preservados, ou definitiva, que envolve histerectomia (remoção do útero), com ou sem remoção dos ovários. Obviamente implicando na fertilidade da mulher.

A cirurgia conservadora é normalmente realizada por laparoscopia. Implantes endometriais podem ser extirpados ou destruídos por diferentes fontes de energia (por exemplo, laser, corrente elétrica). Se a doença for extensa e de anatomia distorcida, a laparotomia pode ser necessária.

Enquanto os tratamentos cirúrgicos podem ser muito eficazes na redução da dor, estima-se que a taxa de recorrência da endometriose após tratamento cirúrgico conservador é tão elevada quanto 40%. Muitos médicos recomendam realizar terapia médica após a cirurgia na tentativa de evitar a recorrência da doença sintomática.

Quem desenvolve endometriose?

Endometriose afeta as mulheres durante seus anos reprodutivos. A prevalência exata da endometriose não é conhecida, uma vez que muitas mulheres que são identificadas mais tarde como tendo a condição são assintomáticas. Estima-se que a endometriose afeta mais de 1 milhão de mulheres (as estimativas variam de 3% a 18% das mulheres) nos Estados Unidos. É uma das principais causas de dor pélvica e é a responsável por muitas das laparoscopias e histerectomias realizadas por ginecologistas. As estimativas sugerem que 20% a 50% das mulheres em tratamento para infertilidade têm endometriose, e que até 80% das mulheres com dor pélvica crônica podem estar afetadas.

Enquanto a maioria dos casos de endometriose é diagnosticada em mulheres com idade entre 25 a 35 anos, a endometriose tem sido relatada em meninas a partir dos 11 anos de idade. Endometriose é rara em mulheres pós-menopáusicas. Estudos ainda sugerem que a endometriose é mais comum em mulheres mais altas, finas, com uma baixa massa corporal (IMC). Atrasar a gravidez até uma idade avançada, nunca dar à luz, ou início precoce da menstruação e menopausa tardia foram apontados como fatores de risco para endometriose. Também é provável que existam fatores genéticos que predispõem a mulher a desenvolver endometriose, uma vez que ter um parente de primeiro grau com a condição aumenta a chance de que uma mulher vá desenvolver a condição.

Endometriose pode ser prevenida?

Como a causa da endometriose é mal compreendida, não existem formas conhecidas efetivas para impedir o seu desenvolvimento.

Qual é o prognóstico para uma mulher com endometriose?

A endometriose é comumente uma doença dos anos reprodutivos, e os sintomas geralmente desaparecem depois que a mulher atinge a menopausa. Para as mulheres que experimentam sintomas, algumas terapias estão disponíveis para socorro. Tratamentos para a infertilidade associada com endometriose também estão disponíveis para ajudar a aumentar as chances de uma mulher engravidar

 

Qual a diferença entre endometriose e varizes pélvicas?

Veja o video sobre as diferenças nos sintomas das varizes pélvicas e endometriose.

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Endometriose e infertilidade

A infertilidade pode ser o primeiro sinal de endometriose em muitas mulheres. Cerca de 30% a 40% das mulheres com endometriose têm alguns problemas para engravidar. A razão para isso não é bem compreendida, e cicatrizes do trato reprodutivo podem desempenhar um papel importante. Fatores hormonais também podem estar envolvidos. Felizmente, tratamentos para tratar a infertilidade são eficazes para muitas mulheres.

 

 

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Categorias: Medicina

Aborto recorrente e tardio: exames e tratamento de casais

qua, 12/09/2020 - 20:27

Sofrer um aborto pode ser muito angustiante. Ter vários abortos ou um aborto tardio pode ser devastador. Esta página é para você que teve três ou mais abortos precoces ou um ou mais abortos tardios.

Vamos falar sobre

  • o que sabemos sobre as razões do aborto recorrente e aborto tardio
  • recomendações para exames e tratamento para casais nesta situação.


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Assim você pode se ajudar e a sua equipe de saúde pode tomar as melhores decisões sobre seus cuidados. Não substitui o aconselhamento de um médico.

O que é um aborto?

Se você perder um bebê antes das 24 semanas de gravidez, isso é chamado de aborto espontâneo. Se isso acontecer nos primeiros 3 meses da gravidez, é conhecido como um aborto precoce. Infelizmente, os abortos precoces são comuns, ocorrendo em cerca de 10 a 20 em cada 100 gestações (10-20%).

Abortos tardios, que ocorrem depois de 3 meses de gravidez, mas antes de 24 semanas, são menos comuns: 1 a 2 em cada 100 (1-2%) gestações culminam em aborto tardio.

O que é um aborto recorrente?

Quando um aborto espontâneo acontece três ou mais vezes seguidas, é chamado de aborto espontâneo recorrente. O aborto recorrente afeta 1 em cada 100 (1%) casais tentando ter um bebê.

Por que o aborto recorrente e o aborto tardio acontecem?

Às vezes, há uma causa encontrada para o aborto recorrente e tardio. Em outros casos, não há problema subjacente que possa ser descoberto. A maioria dos casais provavelmente terá uma gravidez bem sucedida no futuro, particularmente se os resultados dos exames e acompanhamento com médico estejam normais.

Há uma série de fatores que podem desempenhar um papel na causa do aborto recorrente e tardio:

  • Idade

Quanto mais idade, maior o risco de ter um aborto espontâneo. Se a mulher tem mais de 40 anos, mais de 1 em cada 2 gestações terminam em um aborto espontâneo. Abortos espontâneos também podem ser mais comuns se o pai for mais velho.

  • Síndrome antifosfolípide (APS)

APS (uma síndrome que torna o seu sangue mais provável coagular) é incomum, mas é uma causa de aborto recorrente e aborto tardio.

  • Trombofilia

Trombofilia (uma condição hereditária – genética ou não –  que significa que seu sangue está mais sujeito a coagular) pode causar aborto recorrente e, em particular, abortos tardios.

  • Fatores genéticos

Em aproximadamente 2 a 5 em cada 100 casais (2-5%) com aborto recorrente, um dos parceiro terá uma anormalidade em um dos seus cromossomos (estruturas genéticas dentro de nossas células que contêm o nosso DNA e as características que herdamos de nossos pais). Embora essa alteração possa não afetar o pai, às vezes pode causar um aborto.

  • Colo do útero fraco (insuficiência/imcompetência do colo uterino)

Fraqueza do colo do útero é conhecida por ser uma das causas de aborto entre 14 e 23 semanas de gravidez. Isto pode ser difícil de diagnosticar quando você não está grávida. Pode ser uma suspeita se em uma gestação anterior sua bolsa rompeu cedo, ou se o colo do útero abriu sem qualquer dor.

  • Problemas de desenvolvimento do bebê

Algumas anomalias do bebê podem levar a um aborto, mas é improvável que seja a causa de aborto espontâneo recorrente.

  • Infecção

Qualquer infecção que te fez muito mal pode provocar um aborto. Infecções mais leves que afetam o bebê também podem provocar um aborto. Desconhece-se o papel das infecções no aborto recorrente.

  • Forma do útero

Não é claro quanto um útero de forma anormal contribui para o aborto recorrente ou abortos tardios. No entanto, pequenas variações não parecem provocar aborto.

  • Problemas de tiroide e diabetes

Diabetes ou distúrbios da tireoide podem ser fatores dos abortos. Eles não causam aborto recorrente, enquanto são tratados e mantidos sob controle.

  • Fatores imunológicos

Tem sido sugerido que algumas mulheres abortam porque seu sistema imunológico não responde ao bebê da forma habitual. Isso é conhecido como uma reação auto-imune. Não há nenhuma evidência para apoiar essa teoria no momento. Pesquisa adicional é necessária.

Existem outros fatores de risco?

Excesso de peso aumenta o risco de aborto. Fumar e tomar muita cafeína também podem aumentar o risco. Excesso de álcool é conhecido por ser prejudicial para um bebê em desenvolvimento e beber cinco ou mais unidades por semana pode aumentar o risco de aborto.

A chance de mais um aborto aumenta ligeiramente com cada aborto. As mulheres com três abortos consecutivos têm uma chance de 4 em cada 10 de ter outro. Isto significa que 6 em cada 10 mulheres (60%) nesta situação vão ter um bebê na próxima vez.

Por que as investigações são úteis?

Descobrir se há uma causa para seu aborto recorrente ou aborto tardio é importante, pois assim seu médico será capaz de lhe dar uma ideia sobre a sua probabilidade de ter uma gravidez bem sucedida. Em um pequeno número de casos pode haver tratamento disponível para ajudá-la.

Que investigações/exames podem ser feitos?

Exames de sangue:

  • Para APS. APS é diagnosticada se der positivo em duas ocasiões com 12 semanas de intervalo, antes de você engravidar novamente.
  • Para trombofilia. Se você teve um aborto tardio, você pode fazer exames de sangue para certas trombofilias hereditárias.
  • Para checar os seus cromossomos e do seu parceiro para anormalidades. Você pode ser fazer este exame se seu bebê tiver demonstrado ter cromossomos anormais.

Exames para anomalias no bebê

Você pode precisar fazer exames para verificar se há anormalidades nos cromossomos de seu bebê. Isto não é sempre possível, mas pode ajudar a determinar a sua chance de abortar novamente.

Se você teve um aborto tardio, também pode ser indicado um exame pós-morte do seu bebê. Isto não acontecerá sem o seu consentimento, e você terá a oportunidade de discutir isso de antemão com sua equipe de saúde.

Exames para anormalidades na forma do seu útero.

Uma ultra-sonografia pélvica para verificar se há qualquer anormalidade na forma do seu útero. Se houver suspeita de uma anormalidade, outras investigações podem incluir uma histeroscopia (um procedimento para examinar o útero através de uma pequena câmera que é passada através da vagina e do colo do útero) ou uma laparoscopia (um procedimento no qual um cirurgião usa uma câmera bem fina para olhar dentro do abdômen e da pelve).

Exames para infecção

Se você já teve um aborto tardio, exames como amostras de sangue e papanicolau podem ser colhidos no momento para procurar por qualquer fonte de infecção.

Quais são minhas opções de tratamento?

Tratamento para APS

Se você tem APS e teve aborto irregular recorrente ou um aborto tardio, o tratamento com comprimidos de aspirina em baixa dose e injeções de heparina na gravidez podem aumentar sua chance de ter um bebê, desde que não tenha contra-indicações. Aspirina e heparina tornam o seu sangue menos provável de coagular e são seguras para tomar durante a gravidez.

Ter APS significa que você está com risco aumentado de complicações durante a gravidez, como pré-eclâmpsia, problemas com o crescimento do seu bebê e parto prematuro. Você deve ser monitorada cuidadosamente para que possa ser receber tratamento para quaisquer problemas que possam surgir.

Tratamento para trombofilia

Se você tem uma tendência genética de hipercoagulação do sangue (trombofilia) e teve um aborto espontâneo entre 12 e 24 semanas de gravidez, pode ser necessário receber tratamento com heparina.

Neste momento não há evidências suficientes para dizer se a heparina irá reduzir suas chances de aborto espontâneo, se você teve abortos precoces (até 12 semanas de gravidez). No entanto, você pode ser ainda indicada ao tratamento para reduzir o risco de um coágulo de sangue durante a gravidez. Seu médico irá discutir o que seria recomendado no seu caso em particular.

Encaminhamento para aconselhamento genético

Se você ou seu parceiro tem uma anomalia cromossômica, você deve ser indicada a oportunidade de ver um especialista chamado de geneticista clínico. Ele discutirá com você quais são suas chances para futuras gestações e irá explicar quais são as suas escolhas. Isso é conhecido como aconselhamento genético.

Monitoramento e tratamento para um colo do útero fraco

Se você já teve um aborto espontâneo entre 14 e 24 semanas e teve um diagnóstico de colo do útero fraco, pode ser necessário para uma cirurgia para colocar um ponto no colo do seu útero (cerclagem). Isso geralmente é feito através da vagina às 13 ou 14 semanas de gravidez sob anestesia geral ou raquianestesia. Seu médico deve discutir a cirurgia com você.

Se não está claro se seu aborto tardio foi causado por um cérvix fraco, podem ser indicados exames de ultra-som vaginal durante a gravidez para medir o comprimento do seu colo do útero. Isso pode dar informações sobre quão provável você está de abortar. Se o seu colo uterino é menor do que deveria ser antes de 24 semanas de gravidez, pode ser indicada uma operação para colocar um ponto no colo do seu útero.

Cirurgia do útero

Se uma anomalia é encontrada em seu útero, pode ser indicada uma operação para corrigir isso.

Tratamento hormonal

Foi tentado progesterona ou hormônios de gonadotrofina coriônica humana no início da gestação para evitar aborto recorrente, porém mais evidências são necessárias para mostrar se isso funciona.

Imunoterapia

O tratamento para prevenir ou modificar a resposta do sistema imunológico (conhecido como imunoterapia) não é recomendado para mulheres com aborto recorrente. Não foi provado que funciona, não melhora as chances de um nascimento vivo e pode levar a sérios riscos (incluindo a reação à transfusão, choque alérgico e hepatite).

E se nenhuma causa é encontrada?

Onde não há uma causa para o aborto recorrente ou aborto tardio, não há, atualmente, nenhuma evidência de que o tratamento de heparina e aspirina reduza a chance de um outro aborto espontâneo. Por esse motivo, este tratamento não é recomendado habitualmente, embora tenha relatos de êxito.

O que isso significa para nós no futuro?

Você e seu parceiro devem ser vistos juntos por um especialista em fertilidade. Dentro de uma clínica dedicada.

Seu médico conversará com você tanto sobre sua situação particular quanto a sua probabilidade de sofrer um novo aborto e uma gravidez bem sucedida. Se a causa foi encontrada, as opções possíveis de tratamento serão oferecidas para melhorar suas chances de uma gravidez bem sucedida.

As mulheres que têm cuidados de apoio com médico especialista desde o início da gravidez, têm mais chances de um parto bem sucedido. Para casais onde nenhuma causa para o aborto recorrente foi encontrada, 75 em cada 100 (75%) terão uma gravidez bem sucedida com este cuidado.

Vale lembrar que, estatisticamente, a maioria dos casais terá uma gravidez bem sucedida na próxima vez, mesmo depois de três abortos consecutivos

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Exames para mulheres

qua, 12/09/2020 - 07:14

A fertilidade de uma mulher declina com a idade. Isso significa que as chances de engravidar, ambas naturalmente ou através de tratamento de fertilidade, caem conforme você envelhece. Seu clínico geral deve dar mais informações sobre isso.


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Seu ginecologista deve perguntar qual a frequência e quão regular é a sua menstruação. Se você tem menstruações mensais regulares (a cada 26 a 36 dias), é provável que você esteja ovulando. Você não será aconselhada a usar tabelas da sua temperatura corporal (conhecida como temperatura corporal basal) para verificar se você está ovulando normalmente, já que não são um teste confiável para isso.

Verificando os seus níveis hormonais

Você deve realizar exames de sangue para verificar seus níveis hormonais para ver se você está ovulando. Estes devem incluir um exame para medir um hormônio chamado progesterona, que é produzido pelos ovários depois que os óvulos são liberados. O momento do exame variará dependendo do quão regular são as suas menstruações.

Se as suas menstruações são irregulares, você deve realizar também um exame para medir hormônios chamados gonadotrofinas, que estimulam os ovários a produzirem óvulos.

Verificando seus ovários

Você também deverá realizar exames para ver quão bem seus ovários podem responder aos medicamentos de fertilidade. Isso envolve um exame de sangue para medir os níveis de hormônios (chamados hormônio folículo-estimulante e hormônio anti Mülleriano) ou um ultrassom para contar o número de folículos nos seus ovários.

Verificando suas trompas de falópio

Quando os resultados dos seus exames e do exame de sêmen do seu parceiro forem conhecidos, também será requerido um exame para ver se as suas trompas de falópio estão bloqueadas. Dependendo de suas circunstâncias e histórico médico, isso pode ser feito usando raio-X, ultrassom, ou por uma operação chamada laparoscopia. Antes que você faça esse procedimento, você deverá ser testada para uma infecção chamada clamídia. Clamídia pode danificar suas trompas de falópio se não for diagnosticada e tratada com antibióticos. Se você está infectada, você e o seu parceiro (ou parceiros) devem ser encaminhados para tratamento. Se você não tiver feito exames para clamídia, pode ser que lhe seja dado antibióticos antes do procedimento como uma precaução no caso de você ter a infecção.

Exames que não necessariamente devem ser solicitados

Você normalmente não deve ter os seguintes exames solicitados porque eles não mostraram ser úteis:

  • Exames do seu muco cervical depois da relação sexual (conhecido como teste pós-coital)
  • Um exame de sangue para medir os níveis de um hormônio chamado prolactina
  • Uma biópsia (um procedimento para tomar uma pequena amostra de tecido) do revestimento do seu útero
  • Um exame do seu útero, chamado de histeroscopia (em algumas circunstâncias seu médico pode precisar realizar uma histeroscopia mas será realizada como parte da sua laparoscopia).

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Categorias: Medicina

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