Medicina

Exames para mulheres

Fertilidade - qua, 12/09/2020 - 06:14

A fertilidade de uma mulher declina com a idade. Isso significa que as chances de engravidar, ambas naturalmente ou através de tratamento de fertilidade, caem conforme você envelhece. Seu clínico geral deve dar mais informações sobre isso.


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Seu ginecologista deve perguntar qual a frequência e quão regular é a sua menstruação. Se você tem menstruações mensais regulares (a cada 26 a 36 dias), é provável que você esteja ovulando. Você não será aconselhada a usar tabelas da sua temperatura corporal (conhecida como temperatura corporal basal) para verificar se você está ovulando normalmente, já que não são um teste confiável para isso.

Verificando os seus níveis hormonais

Você deve realizar exames de sangue para verificar seus níveis hormonais para ver se você está ovulando. Estes devem incluir um exame para medir um hormônio chamado progesterona, que é produzido pelos ovários depois que os óvulos são liberados. O momento do exame variará dependendo do quão regular são as suas menstruações.

Se as suas menstruações são irregulares, você deve realizar também um exame para medir hormônios chamados gonadotrofinas, que estimulam os ovários a produzirem óvulos.

Verificando seus ovários

Você também deverá realizar exames para ver quão bem seus ovários podem responder aos medicamentos de fertilidade. Isso envolve um exame de sangue para medir os níveis de hormônios (chamados hormônio folículo-estimulante e hormônio anti Mülleriano) ou um ultrassom para contar o número de folículos nos seus ovários.

Verificando suas trompas de falópio

Quando os resultados dos seus exames e do exame de sêmen do seu parceiro forem conhecidos, também será requerido um exame para ver se as suas trompas de falópio estão bloqueadas. Dependendo de suas circunstâncias e histórico médico, isso pode ser feito usando raio-X, ultrassom, ou por uma operação chamada laparoscopia. Antes que você faça esse procedimento, você deverá ser testada para uma infecção chamada clamídia. Clamídia pode danificar suas trompas de falópio se não for diagnosticada e tratada com antibióticos. Se você está infectada, você e o seu parceiro (ou parceiros) devem ser encaminhados para tratamento. Se você não tiver feito exames para clamídia, pode ser que lhe seja dado antibióticos antes do procedimento como uma precaução no caso de você ter a infecção.

Exames que não necessariamente devem ser solicitados

Você normalmente não deve ter os seguintes exames solicitados porque eles não mostraram ser úteis:

  • Exames do seu muco cervical depois da relação sexual (conhecido como teste pós-coital)
  • Um exame de sangue para medir os níveis de um hormônio chamado prolactina
  • Uma biópsia (um procedimento para tomar uma pequena amostra de tecido) do revestimento do seu útero
  • Um exame do seu útero, chamado de histeroscopia (em algumas circunstâncias seu médico pode precisar realizar uma histeroscopia mas será realizada como parte da sua laparoscopia).

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Idade e Fertilidade Feminina

Fertilidade - ter, 12/08/2020 - 19:45

Nem todas as mulheres estão cientes do quanto sua fertilidade declina com a idade. Devido aos casos de celebridades dando à luz na faixa dos 40 anos, as mulheres são, às vezes, erroneamente levadas a acreditar que a concepção nesta idade é bastante possível. O que muito frequentemente não é revelado é que estas celebridades usaram um óvulo ou embrião doados.


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As mulheres nascem com todos os óvulos que elas irão ter por toda vida. Dos 1.000.000 de óvulos que uma recém-nascida tem ao nascimento, apenas 300.000 restam no momento que ela alcança a puberdade. Deste número, apenas em torno de 300 óvulos serão ovulados durante os anos reprodutivos da mulher… na taxa de um óvulo por mês.
Geralmente, as mulheres são mais férteis na casa dos 20 anos, então a fertilidade começa a declinar à medida que ela vai atingindo o final de seus 20 anos. É importante saber que após os 35 anos de idade, as chances de uma mulher ter um bebê naturalmente declinam em média em 50%. Após os 40 anos, as chances diminuem em torno dos 90%.
Assim que a menopausa se aproxima, as capacidades reprodutivas da mulher vão diminuindo e se tornam menos efetivas em produzir óvulos maduros e saudáveis. À medida que a mulher envelhece e chega próximo à menopausa, seus ovários já não respondem bem aos hormônios que são responsáveis por ajudar na ovulação.
 

Com o passar do tempo, os riscos para o bebê e para a mãe também aumentam.

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Quais os possíveis efeitos colaterais de um tratamento de fertilidade?

Fertilidade - ter, 12/08/2020 - 17:23

Os tratamentos de fertilidade vêm evoluindo muito com o passar dos anos, mas mesmo assim eles continuam sendo procedimentos médicos. Portanto, eles possuem possíveis efeitos colaterais que devem ser esclarecidos para o casal que deseja engravidar.

Dessa forma, os parceiros serão avisados do que pode acontecer e, assim, conseguirão decidir se querem ou não passar por um tipo de tratamento. Pensando nisso, separamos neste artigo os principais efeitos que podem surgir devido a esses procedimentos.

Contudo, é importante ressaltar que quem faz um tratamento de fertilidade está sujeito a passar por efeitos colaterais, mas isso não significa que todas as mulheres vão apresentar as consequências listadas.

Com isso em mente, confira agora quais podem ser as implicações dos tratamentos para quem deseja engravidar.

Possíveis efeitos colaterais de um tratamento de fertilidade

Os efeitos colaterais podem variar de acordo com o tratamento realizado pela mulher. Por isso, separamos aqui os principais tipos de tratamento de fertilidade e quais são os efeitos que cada um deles pode provocar:

Indução da ovulação

A indução da ovulação é um dos tratamentos mais simples de fertilidade, porque ele não é muito invasivo. Como já diz o nome, nesse método os ovários da mulher são estimulados para induzir a ovulação. Depois, a gravidez pode ocorrer a partir de uma relação sexual.

Para induzir a ovulação, a mulher precisa consumir determinados remédios indicados por seu médico. O remédio pode variar de acordo com os pacientes e o motivo da infertilidade do casal. Mas, geralmente, eles têm em sua composição o hormônio folículo estimulante (FSH) e podem ser ingeridos por via oral ou injeções.

Devido à medicação, a mulher pode sentir alguns efeitos colaterais. Os mais comuns são:

  •         Náuseas;
  •         Ondas de calor;
  •         Alterações de humor;
  •         Dor de cabeça;
  •         Dores abdominais e/ou nos seios;
  •         Sudorese.

Além desses, existem outros efeitos colaterais da indução da ovulação, mas que costumam ser bem mais raros. São eles:

  •         “Secura” na vagina;
  •         Cistos no ovário;
  •         Síndrome da hiperestimulação ovariana.

Esta síndrome provoca um aumento nos ovários, causando dor nessas estruturas. Ela pode ser leve ou mais grave, sendo que os casos severos são ainda mais raros que os leves.

Como pode apresentar efeitos colaterais, é importante que o profissional responsável pelo tratamento sempre acompanhe o desenvolvimento deste. Dessa forma, caso algo aconteça, ele sabe rapidamente o que fazer e é capaz de evitar o aparecimento de complicações.

Inseminação artificial

A inseminação artificial é um tratamento um pouco mais complexo que a indução da ovulação, mas ainda é relativamente simples. Nesse tratamento, a mulher também deve tomar um medicamento para induzir a ovulação, e depois o espermatozoide é injetado no útero ou no cérvix da paciente para facilitar a gestação.

Esse tipo de tratamento pode ser indicado em diversos casos, sendo que ele é recomendado principalmente quando há problemas com o espermatozoide do parceiro ou quando a mulher apresenta problemas que dificultam a passagem e a permanência dos espermatozoides no útero.

Como para fazer a inseminação artificial também é necessário tomar medicamentos para induzir a ovulação, a mulher pode ter alguns dos mesmos efeitos colaterais que a indução apresenta. A parceira pode ter, por exemplo, náuseas, dores de cabeça e alterações de humor.

Além desses efeitos, a inseminação pode ter complicações após a realização do procedimento. É possível que a mulher tenha:

  •         Sangramento;
  •         Uma gravidez ectópica (fora do útero);
  •         Aborto espontâneo;
  •         Gravidez de gêmeos.

Essas complicações não são frequentes, porém o casal que deseja fazer um tratamento de fertilidade precisa saber que há a chance de elas acontecerem. Em casos de sangramento, o médico responsável deve ser avisado o mais rápido possível.

Fertilização in vitro (FIV)

Na fertilização in vitro, os espermatozoides e os óvulos são fecundados em um meio de cultura e, depois, um ou mais embriões são injetados no útero da mulher. Esse tratamento de fertilidade é um dos mais conhecidos e é indicado geralmente nos casos mais complexos de esterilidade.

Para ser bem-sucedido, o tratamento também exige que a mulher tome medicamentos para melhorar sua fertilidade. Esses remédios podem causar certos efeitos colaterais, como:

  •         Náuseas e vômitos;
  •         Alterações de humor;
  •         Fadiga;
  •         Dores leves ou reações alérgicas no local da injeção;
  •         Síndrome de hiperestimulação ovariana.

Assim como na indução da ovulação e na inseminação artificial, o surgimento da síndrome de hiperestimulação é raro. E, quando acontece, geralmente são casos leves.

Ademais da ingestão dos medicamentos, a transferência dos embriões para a mulher também pode apresentar certas consequências. São elas:

  •         Dores abdominais e pélvicas (durante ou após o procedimento);
  •         Infecção pélvica;
  •         Lesão na bexiga, intestino ou em outros órgãos que ficam perto dos ovários.

Os efeitos colaterais do procedimento são mais raros, já que atualmente os médicos estão cada vez mais experientes e sabem como realizar a transferência de forma segura. Mas, é importante explicá-los.

As dores abdominais e pélvicas podem ser sentidas até dois dias após o procedimento, porém com medicamentos simples elas são aliviadas. Já as infecções podem ser leves ou graves, podendo precisar de hospitalização no último caso, mas elas dificilmente ocorrem hoje em dia.

As lesões também são bem incomuns e são citadas principalmente para avisar o casal sobre essa possibilidade. Quando são severas, a mulher pode necessitar de cirurgia.

A importância do acompanhamento de uma clínica especializada

Como foi mostrado neste artigo, os efeitos colaterais de tratamentos de fertilidade mais comuns são os leves, causados por medicamentos. Contudo, as implicações mais graves dos tratamentos não podem ser ignoradas por serem mais incomuns.

Sendo assim, ter um acompanhamento de uma clínica especializada durante todo o tratamento, inclusive após a finalização do procedimento, é essencial para que não haja complicações e esse momento seja o mais tranquilo possível para o casal.

Então, antes de escolher um médico para cuidar do seu tratamento de fertilidade é fundamental que você saiba de forma detalhada como ele realiza os procedimentos e como acompanha seus pacientes.

Depois de conferir quais os possíveis efeitos colaterais de um tratamento de fertilidade, você já sabe quais são os principais riscos envolvidos. E agora, que tal saber se existem pré-requisitos para ser elegível a um procedimento?

 

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A Contracepção com Base na Percepção da Fertilidade é a Ideal para Você?

Fertilidade - ter, 12/08/2020 - 07:19

Se você enviou uma mensagem de texto, uma mensagem direta ou pronunciou em voz alta as palavras “controle de natalidade”, ou “evitar gravidez” para seus amigos em algum momento nos últimos anos, provavelmente já viu anúncios proclamando que há um aplicativo para isso. Várias empresas prometem acompanhar seu ciclo menstrual com seu aplicativo e seu algoritmo que pode ajudar a evitar a gravidez – sem necessidade de hormônios, implantes ou inserções de DIU.

Todos os aplicativos de controle de natalidade dependem de uma técnica contraceptiva que existirá para sempre, chamada Percepção da Fertilidade (Tabelinha): Basicamente, você registra certas condições físicas todos os dias para rastrear seu ciclo menstrual até que você possa prever a ovulação como um relógio. Evite sexo desprotegido nos dias durante e ao redor da ovulação, e será improvável que você engravide. Quando feito corretamente, este método é relativamente efetivo – mas precisamente quão eficaz é, é uma questão que gera algum debate. Agora, se fiz o contrário, fazer sexo desprotegido nos dias durante e ao redor da ovulação pode aumentar a probabilidade de gestação. Para isso temos nossa calculadora de fertilidade online.

Esta é a raiz das recentes controvérsias em torno de aplicativos de controle de natalidade como Daysy e Natural Cycles. Como acontece com qualquer método de controle de natalidade, a eficácia da Percepção da Fertilidade depende de quão correta e consistentemente você está usando. Mas, ao contrário dos preservativos ou da pílula, não temos uma imagem clara do uso da percepção “média” da fertilidade – e há pouco consenso científico sobre a qualidade dos estudos por trás daqueles “93% de eficácia!”, afirma. Aprovado pela FDA, o aplicativo Natural Cycles teve suas alegações de eficácia investigadas e autorizadas pelas autoridades médicas suecas, mas o Reino Unido as considerou enganosas e baniu alguns dos seus anúncios. Apesar das alegações sérias de coleta e análise imprópria de dados, a Daysy ainda está no mercado hoje. Tudo isso torna complicado para as usuárias em potencial enxergarem além do hype e tomarem uma decisão contraceptiva informada.

Além disso, há muita desinformação por aí sobre contracepção com base na percepção da fertilidade em geral. Os maiores defensores frequentemente exageram sobre sua eficácia, enquanto os céticos são muito rápidos em descartá-la – fazendo algumas suposições bastante grosseiras ao longo do caminho sobre as pessoas que usam. Se você está intrigada com a ideia de um aplicativo para controle de natalidade, ou se você quer apenas saber mais sobre a Percepção da Fertilidade, aqui está (quase) tudo o que você precisa saber para decidir se é ideal para você.

O que é contracepção baseada na percepção da fertilidade?

Os métodos baseados na percepção de fertilidade, ou FABMs, visam evitar a gravidez, dividindo o ciclo menstrual em dias “férteis” e “não-férteis”. Em dias férteis, a probabilidade de engravidar por sexo desprotegido é mais alta; em dias não férteis, é mais baixa. Descobrir quais são os dias é feito por um rastreio cuidadoso dos biomarcadores ou indicadores físicos de há quanto tempo você está em seu ciclo.

Existem alguns biomarcadores relevantes que você pode acompanhar, o que significa que há vários FABMs para escolher. Estes são os tipos mais comuns:

Métodos de calendário, como o tradicional “método da tabelinha”, acompanha a fertilidade nos dias do calendário em um ciclo menstrual. Uma vez que você esteja familiarizada com a duração e a regularidade de seus ciclos, você pode usar o cronograma padrão do ciclo menstrual para identificar seus dias mais e menos férteis. No método de Dias Padrão, por exemplo, os dias do ciclo 8-19 são considerados férteis.

Métodos de muco cervical (ou ovulação) rastreie a ovulação observando as alterações no muco cervical, que é exatamente o que parece: muco que sai do colo do útero. Sua consistência e aparência mudam em resposta às flutuações hormonais do ciclo menstrual, tornando-se caracteristicamente elástico e escorregadio logo antes da ovulação. O método mais simples de muco é o método dos dois dias: qualquer dia que você observe, esse muco conta como fértil, como no dia anterior.

Métodos de temperatura corporal basal (BBT) também rastreia a ovulação, o que causa um ligeiro mas mensurável aumento na temperatura corporal. Todas as manhãs, antes de sair da cama, você mede a temperatura e grava a leitura em um aplicativo ou manualmente em papel milimetrado. No entanto, você registra as leituras e o objetivo é o mesmo: identificar os picos de temperatura que acompanham a ovulação. O popular e um pouco controverso aplicativo Natural Cycles é um exemplo de um método somente de BBT.

Métodos baseados em hormônios urinários usam um dispositivo chamado monitor de contracepção para testar os níveis de estrogênio e outros hormônios na sua urina. Essas medidas são inseridas em um algoritmo que calcula o período fértil.

Qualquer um desses métodos de biomarcador único pode prevenir a gravidez quando usado adequadamente, mas você também pode combiná-los para obter informações extras. Usar o método BBT em conjunto com métodos de calendário e/ou muco é um método sintotérmico; trocar BBT por hormônio urinário torna-se um método sintomatológico.

Isso parece muito com o Planejamento Familiar Natural (NFP). São a mesma coisa?

Sim e não. Cientificamente, não há diferença real – os NFP e os FABM usam as mesmas técnicas – mas muitas vezes há uma diferença significativa em suas estruturas sociais e morais. Como a Associação de Profissionais de Sensibilização em Fertilidade (AFAP) explica, O NFP é tradicionalmente ensinado em um contexto católico:

“A maioria dos métodos NFP defende abstinência pura (abstendo-se de toda atividade sexual) durante a fase fértil do ciclo, se um casal deseja evitar a gravidez. O NFP não tolera atividade sexual fora do casamento e frequentemente restringe a instrução a casais heterossexuais, noivos ou casados​​”.

Por outro lado, a Percepção da Fertilidade é deliberadamente inclusiva. A AFAP dá as boas-vindas a todas as pessoas, independentemente de sexo, orientação sexual, religião ou estado civil, e apoia explicitamente “toda a gama de opções reprodutivas” – incluindo preservativos, tratamentos de fertilidade e aborto.

Quais são os profissionais?

A coisa mais importante a lembrar sobre os FABMs é que eles são nada mais e nada menos que outra opção de controle de natalidade. Assim como qualquer outro método, você tem que pesar os prós e contras.

Nada de hormônio significa nada de efeitos colaterais

O controle de natalidade hormonal vem com efeitos colaterais; não há como evitar isso. Embora alguns possam ser positivos – fluxos mais leves, menos acne, TPM mais leve – encontrar o coquetel certo de hormônios pode literalmente levar anos de tentativa e erro. Por essa e outras razões, métodos não-hormonais como os FABMs têm suas vantagens: como o DIU de cobre e os preservativos, um FABM não causa efeitos colaterais hormonais desagradáveis. Mas, ao contrário dos DIUs, os FABMs não requerem nenhum processo doloroso de inserção e não alteram seus ciclos – e, diferentemente da maioria dos preservativos, a alergia ao látex não é um problema.

Muitos métodos são gratuitos ou de baixo custo

Acessibilidade física e financeira é outra vantagem para os FABMs. Depois de saber o que você está fazendo, o único equipamento que você precisa para verificar o seu muco cervical é o seu colo do útero, um dedo e um calendário ou gráfico. Você faz as medições sozinha, na sua própria programação, na privacidade da sua própria casa.

Naturalmente, algumas empresas estão ansiosas para monetizar a conscientização sobre a fertilidade, particularmente no campo da instrução. Em si, isso não é necessariamente uma coisa ruim: o uso adequado requer um nível de especialização. As aulas ou consultas individuais com profissionais licenciados não são gratuitas, mas muitas são de baixo custo ou levadas em uma escala móvel. E embora nenhuma delas seja estritamente necessária, um termômetro sofisticado e uma assinatura em um aplicativo ainda podem custar menos do que um compromisso com obstetra/ginecologista e uma receita mensal, dependendo do seu convênio.

Todo o poder está nas suas mãos (e do seu parceiro)

Rastrear e registrar biomarcadores todos os dias durante anos lhe dá uma visão mais completa da sua saúde reprodutiva do que tomar uma pílula ou, ocasionalmente, lembrar que seu DIU existe. Dependendo de quanto você gosta de acompanhar as métricas de saúde e suas experiências no sistema de assistência médica, isso pode ser extremamente estimulante.

Usar um FABM também requer uma forte comunicação com o seu parceiro(s) e médicos. Para as pessoas em relacionamentos saudáveis ​​e de apoio mútuo, o trabalho em equipe pode ser recompensador; do ponto de vista do clínico, tratar um paciente com um interesse informado e investido em sua saúde é um prazer. 

Quais são os contras?

Dependendo da sua perspectiva, a maior vantagem dos FABMs também pode ser sua maior desvantagem. Esses métodos são o oposto de “definir e esquecer” – eles exigem uma participação ativa diária de pelo menos duas pessoas, tornando-as especialmente suscetíveis a erros humanos. Mas, além disso, um dos obstáculos mais frustrantes ao aprender sobre os FABMs é quão pouco sabemos com certeza sobre seu uso e eficácia.

Não é imediatamente eficaz

Mudar para um FABM não é rápido e nem fácil. Há um período de adequação envolvido, durante o qual você rastreia seu(s) biomarcador(es) de escolha todos os dias, idealmente sem ter sexo algum. Mesmo que seus ciclos sejam como um relógio, esse período introdutório pode durar de um a três ciclos: você precisa saber o que é “normal”, mas também precisa de tempo para se acostumar com as técnicas.

Períodos irregulares complicam o processo de integração. Se você estiver saindo da pílula, recentemente após o parto e/ou amamentando, na perimenopausa ou tiver uma condição médica que cause períodos irregulares, pode levar mais tempo – até seis meses – para estabelecer essa linha de base. Até que você tenha realmente aprendido a seguir o rastreamento dos biomarcadores e feito por tempo suficiente para prever com precisão os dias férteis, você não pode confiar em um FABM sozinho para evitar a gravidez.

Não há proteção contra IST ou DST

Como acontece com qualquer contraceptivo sem barreira, os FABMs não protegem contra infecções ou doenças sexualmente transmissíveis. Se a sua vida sexual envolve algum risco de infecção e você confia em um FABM para prevenir a gravidez, certifique-se de usar um método de barreira, como preservativos.

Os FABMs realmente funcionam?

Quase todos os outros métodos contraceptivos foram estudados até a morte. Sabemos com um alto grau de certeza quantas pessoas usam a pílula, com que segurança elas a usam e com que frequência a pílula falha com o uso típico ou perfeito.

Praticamente nada disso vale para os FABMs, que raramente são o foco de testes clínicos. Como eles não são amplamente usados, isso faz algum sentido; o grupo potencial de participantes do estudo começa pequeno e continua encolhendo à medida que critérios de exclusão são aplicados. Os dados por trás dos aplicativos de fertilidade geralmente vêm de laboratórios financiados pelo setor privado, então são de propriedade exclusiva – você não pode simplesmente pesquisar os resultados do Google. Mesmo os artigos revisados ​​por pares sobre FABMs nem sempre são confiáveis: eles podem ser estatisticamente insuficientes, dependem de dados auto relatados ou escolhidos a dedo, exibem projetos experimentais seriamente falhos, ou todos os três. Alguns estudos até mesmo colocam todos os FABMs em um método, o que oculta a ampla variação em suas taxas de eficácia:

Infelizmente, tudo isso significa que há uma séria falta de dados revisados ​​por especialistas para os FABMs – e quando se trata de tomar decisões informadas, esse é o maior obstáculo para provedores e pacientes.

A eficácia do uso perfeito e típico não está bem definida

Dos aproximadamente zilhões de critérios a considerar ao escolher um contraceptivo, a maioria das pessoas se concentra em dois números: sua eficácia com uso perfeito, e sua eficácia com uso típico. Saber o que diferencia os dois – e sua tolerância a essa diferença – é crucialmente importante.

O uso perfeito é mais ou menos o que parece: usar o método contraceptivo exatamente como instruído a cada vez. Uso do método de forma correta e consistente. Obviamente, é quando a contracepção é mais eficaz; O uso perfeito resulta em alta eficácia ou baixas taxas de falha, dependendo da sua perspectiva.

O uso típico, é menos direto, mais próximo do real e factível. O uso típico é a eficácia que você pode esperar de uma pessoa comum… Inclui alguma margem de manobra para não seguir perfeitamente as instruções do método toda vez que você usá-lo. Isso significa que as taxas de eficácia de uso típico são menores (e as taxas de falha são mais altas) do que as que você obteria com o uso perfeito.

As definições de uso típico e perfeito não mudam de método para método, mas o que eles realmente parecem faz. No uso perfeito do FABM é necessário rastrear perfeitamente todos os biomarcadores envolvidos no uso desse método, interpretá-los perfeitamente e, então, evitar perfeitamente o sexo desprotegido em cada dia que é calculado como sendo fértil.

Se vocês puderem verificar consistentemente essas coisas, os FABMs são eficazes, mas dados confiáveis ​​de uso perfeito podem ser difíceis de obter.  Um estudo mostrou que o método de Ovulação Billings apenas do muco pode resultar em apenas uma gravidez não planejada a cada 100 pessoas-ano quando usado de forma absolutamente perfeita. Em outras palavras, se 100 pessoas usassem o método de Ovulação Billings perfeitamente durante um ano, esperamos ver uma gravidez não planejada. Para o método de calendário de Dias Padrão, esse número é 5; para o método de apenas dois dias de muco, é 3,5.

Dados típicos de uso para FABMs são um pouco mais fáceis de encontrar – por alguns métodos, é tudo o que temos -, mas os números são inconsistentes, mesmo dentro dos métodos. Com o uso típico, o método Billings pode resultar em apenas 10 ou até 33 gestações não planejadas por 100 pessoas-ano, dependendo do estudo. Para dias normais, são de 11 a 14 gestações; 14 para dois dias. Mesmo que você saiba que o uso típico reduz a eficácia e é realista em relação aos seus comportamentos, há uma grande diferença entre 10 e 33 gestações não planejadas.

Em grande parte, é por isso que o discurso em torno dos FABMs é tão maduro com desinformação. Sem dados de eficácia reprodutíveis e rigorosamente testados em estudos independentes, é difícil saber exatamente para o que você está se inscrevendo – especialmente quando o jargão de marketing se envolve. O Natural Cycles e o DaysyView, que usam o método BBT, recentemente enfrentaram reações adversas sobre suas taxas de eficácia de uso típicas anunciadas. Mas investigar o mérito dessas acusações e, em seguida, agir se elas são legítimas, pode ser um processo dolorosamente árduo. Uma crítica do estudo usado no marketing do DaysyView em Reproductive Health (que também publicou o estudo original), citando graves falhas analíticas e metodológicas. 

Como escolher um método que funcione para você

Se os prós e contras dos FABMs se alinharem com seu estilo de vida, e você gostaria de começar, você terá que fazer algumas pesquisas primeiro. Mas a pesquisa médica na Internet é complicada, confusa e potencialmente perigosa. Como você pode filtrar o trigo do joio?

Procure fontes de alta qualidade

A melhor coisa que você pode fazer é evitar o hype  e modinhas. Há muitas pessoas que gostariam de lucrar com sua decisão de usar um FABM, seja com um aplicativo elegante, um programa de treinamento caro ou até mesmo um livro. Tente evitar procurar por influenciadores de mídia social para ajudá-lo a tomar suas decisões contraceptivas. Com isso dito, é possível obter informações de qualidade de fontes com fins lucrativos contanto que você saiba o que procurar, que é uma explicação clara e detalhada de todos os riscos e benefícios.

Se você está apenas começando e não sabe para onde ir, temos muitos artigos sobre o assunto. 

Se você puder, encontre um profissional qualificado

Certos FABMs (especialmente o Método Billings, Marquette e Sensiplan) realmente exigem instrução de um profissional certificado para ensinar o método em particular. Não há um conselho de credenciamento federal; certificados variam por método. Se você está interessado em qualquer FABM, particularmente um que requeira instrução, converse com seu ginecologista.

Vale a pena notar que, embora um médico confiável possa ser um guia fantástico, seu obstetra/ginecologista pode não ser capaz de ajudar; os FABMs não fazem parte da educação formal de obstetrícia/ginecologia. A vantagem disso é que os médicos que o Fazem e oferecem aconselhamento sobre FABM geralmente fazem isso com uma paixão genuína pelo trabalho – então, se você puder encontrar um, eles provavelmente ficarão empolgados para trabalhar com você.

Seja honesto consigo mesma e com o seu médico

Ao aconselhar um paciente interessado nos FABMs, é entender seus planejamentos reprodutivos. Isso envolve muitas perguntas, todas as quais precisam ser respondidas de forma honesta e completa para que ela faça uma recomendação: “Você quer ter filhos? Você quer ter mais filhos? Quando você quer ter essas crianças? Como é seu relacionamento? … Quanto trabalho você quer fazer para garantir que seu método seja eficaz? Quais métodos de controle de natalidade você usou no passado, e como isso tem sido para você?” Ela também mencionou especificamente que a triagem de pacientes por violência causada pelo parceiro íntimo é uma parte crucial desta avaliação: FABMs requerem o tipo de confiança mútua, respeito, e honestidade que não existe em um relacionamento fisicamente ou emocionalmente abusivo.

Se isso parece muito para fazer, é. A escolha de um método contraceptivo é uma decisão maciça e potencialmente transformadora de vida – e você merece saber em que está se metendo. Conheça a si mesma, conheça suas opções e aproveite todo o tempo necessário para tomar a melhor decisão possível.

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Varizes podem causar trombose?

Vascular Pro - seg, 12/07/2020 - 22:41

Uma das maiores preocupações de quem sofre com varizes é o medo de que elas possam causar outra doença bem mais grave: a trombose. Estudos já confirmaram que a trombose pode ser, de fato, uma consequência das varizes. Portanto, quanto mais cedo procurar ajuda com um especialista e tratar as varizes, maiores são as chances de passar longe dessa e de outras complicações.

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, danificadas que dificultam a circulação sanguínea. Assim, o sangue circula mais lentamente favorecendo o surgimento de coágulos que, por sua vez, podem provocar a temida trombose.

As varizes possuem algumas causas, mas a mais comum delas é o fator genético. Isso quer dizer que é uma doença hereditária, mas que pode ser agravada por outros fatores como ficar muito tempo na mesma posição, estar acima do peso, ser sedentário, dentre outros.

Varizes provocam trombose?

Sim, as varizes podem ocasionar a trombose por causa da formação dos coágulos. Mas como isso acontece? Vamos tentar explicar de uma maneira simples.

A coagulação do sangue é benéfica para o corpo humano. Acontece quando sofremos um corte e o corpo coagula o sangue para que ele não escorra infinitamente. Com o tempo, naturalmente esse coágulo se dissipa e o sangue volta a circular normalmente.

No caso das varizes, o coágulo surge por causa da má circulação sanguínea, do aspecto viscoso do sangue e de algum dano na parede da veia. Esse coágulo acumulado é o que chamamos de trombose ou tromboflebite que quer dizer: trombo (coágulo) e flebite (inflamação).

A tromboflebite pode ser superficial, quando a veia que originou o problema está na parte mais externa da pele, ou pode ser profunda quando as varizes se encontram em uma região mais interna, como dentro dos músculos da perna. Nesse caso, chamamos de trombose venosa profunda, que é um problema bem mais grave.

Varizes também provocam embolia pulmonar

Como vimos, os coágulos são formados dentro das veias e, por terem uma consistência sólida, partes desse coágulo podem se desprender e chegar até os pulmões, seguindo o mesmo fluxo sanguíneo das veias dilatadas.

Ao chegar aos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos, impedindo a oxigenação da região, função que deveria ser executada pelo sangue que não conseguiu chegar até o seu ponto final, no caso, os pulmões. O resultado desse entupimento é a embolia pulmonar.

A embolia pulmonar é, portanto, uma consequência da trombose. É uma complicação grave que pode causar morte súbita e que tem como uma de suas causas a obstrução das artérias provocadas pela presença de coágulos sanguíneos.

Quer dizer que todo mundo que tem varizes vai ter trombose?

Não. Mas, a possibilidade de que a pessoa com varizes venha a sofrer com a trombose é muito maior do que se ela não tivesse. Portanto, é preciso procurar ajuda médica o quanto antes para investigar o problema e evitar futuras complicações.

Principais sintomas da trombose

Nos seus estágios iniciais, a trombose pode não apresentar sintomas e é por isso que muitas pessoas são pegas de surpresas quando acontece algo mais grave. Com o passar do tempo, alguns sinais podem surgir. São eles:

  • Pernas doloridas e cansadas;
  • Dor muscular;
  • Dor em uma veia específica;
  • Dor no braço;
  • Veias com aspecto endurecido;
  • Aspecto arroxeado ou avermelhado nos pés;
  • Inchaço, vermelhidão e calor na região das veias dilatadas.

No caso de embolia pulmonar, o principal sintoma é a falta de ar uma vez que o trombo (coágulo) causa entupimento das veias, impedindo que o pulmão receba a oxigenação necessária. A embolia pode, inclusive, levar à morte.

Fatores de risco para a trombose

A presença de varizes é um dos principais fatores de risco e aumenta a probabilidade de incidência da doença. Além disso, existem outras condições que facilitam o surgimento do problema.

  • Excesso de peso;
  • Sedentarismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Gestação;
  • Ficar muito tempo sentado ou em pé;
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida, muito comum em pessoas acamadas;
  • Fator genético;
  • Maus hábitos: fumar, ingerir álcool em excesso, dormir mal;
  • Doenças crônicas;
  • Pessoas com câncer;
  • Idade: ter mais de 60 anos é um fator de risco. No entanto, a trombose também acomete muitas mulheres com idade entre 20 e 40 anos já que é o período em que elas mais usam anticoncepcional que é um dos causadores dessas veias dilatadas.
Quando começar o tratamento das varizes?

Como dissemos, os sintomas da trombose são silenciosos no início, mas isso não quer dizer que a doença não esteja prejudicando a saúde do indivíduo. Por isso, o tratamento das varizes deve começar logo que elas começarem a surgir.

O tratamento precoce das varizes é uma maneira eficaz de evitar o surgimento da tromboflebite, da trombose venosa e também da embolia pulmonar, três graves problemas de saúde.

 Além disso, com a devida ajuda de um especialista é possível evitar que as varizes se transformem em úlceras na região das pernas que, além de muito dolorosas, são ferimentos de difícil cicatrização.

O tratamento das varizes varia de acordo com a extensão do problema. Após uma avaliação, o médico pode optar por prescrever medicamentos anticoagulantes ou até mesmo por uma cirurgia para desentupir as veias que estão obstruídas.

É possível prevenir a trombose?

Como vimos, uma das causas da trombose são as varizes que, por sua vez, têm origem hereditária, além de inúmeros fatores de risco. Dessa forma, para evitar a trombose é preciso investir no tratamento para as varizes logo que houver alguma alteração na região das pernas.

Além disso, claro, é importante aderir aos hábitos saudáveis, fazendo atividade física com frequência, melhorando a alimentação, deixando o cigarro de lado e tratando outras doenças que por acaso estejam interferindo na sua saúde.

Por fim, é preciso investigar o histórico familiar para saber se há alguém na família com o problema de varizes e, a partir de então, ficar ainda mais atenta aos sintomas e imperfeições na pele.

Pudemos perceber que as varizes podem causar trombose sim e que as consequências são bastante danosas ao corpo. Para evitar essas complicações é fundamental buscar ajuda médica com um especialista logo que notar alguma veia saliente ou dor na região das pernas.

 

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Existem pré-requisitos para ser elegível para um tratamento de fertilidade?

Fertilidade - sex, 12/04/2020 - 20:28

Atualmente, existem diversos tratamentos de fertilidade que aumentam muito as chances de casais conseguirem engravidar. Por isso, o mais indicado quando os parceiros começam a desconfiar de infertilidade é consultar um médico para descobrir qual é o melhor tratamento e já iniciá-lo.

Mesmo com bons tratamentos disponíveis, esse período costuma ser difícil para o casal, que geralmente chega ao consultório cheio de ansiedade e inseguranças. Então, é normal que apareçam dúvidas sobre os tratamentos.

Uma pergunta frequente que mulheres e homens fazem durante esse período é se existem pré-requisitos para ser elegível a um procedimento de fertilidade. Pensando em facilitar esse momento para você, vamos explicar aqui se há pré-requisitos e quais são as recomendações para casais que desejam realizar um procedimento para engravidar.

Existem pré-requisitos para fazer um tratamento de fertilidade?

A medicina está sempre evoluindo e, por isso, hoje em dia existem diversas opções disponíveis para casais que desejam engravidar, como o coito programado, fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial, entre outros.

Na maioria dos casos, não há pré-requisitos que impedem parceiros de realizarem um tratamento. O que existe são ações que são recomendadas ou devem ser realizadas pelo casal antes de iniciar um procedimento para fertilidade. Abaixo, listamos 5 pontos que têm que ser considerados por um casal antes de tentar iniciar um tratamento para engravidar:

Tentativas de engravidar de forma natural por pelo menos 1 ano

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, casais podem começar a pensar que são inférteis depois de manterem relações sexuais regulares por 1 ano sem usar métodos contraceptivos e não engravidarem.

Nos casos em que a mulher tem 35 anos ou mais, após 6 meses de tentativas sem o uso de contraceptivos já se pode pensar em infertilidade e procurar a ajuda de um médico especialista.

Antes desses períodos, não é indicado já procurar um profissional e tratamento, porque as tentativas frustradas não significam necessariamente que ambos ou um dos parceiros são inférteis. Existem casos que casais têm dificuldades para engravidar, mas não devido à infertilidade.

Então, antes de procurar um tratamento, tente engravidar por um desses 2 períodos, de acordo com sua idade. Dessa forma, se for necessário ir ao médico, você poderá relatar ao profissional escolhido porque desconfia que seu parceiro ou você são inférteis.

Idade máxima

Desde 2015, o Conselho Federal de Medicina (CFM) não obriga mais mulheres com mais de 50 anos a obterem uma autorização do órgão para realizarem tratamentos de fertilidade.

Atualmente, elas podem se submeter a tratamentos de fertilização desde que assumam os riscos de uma gravidez em idade avançada. Os médicos responsáveis por esse tipo de caso também devem orientar os riscos junto às suas pacientes.

O Conselho faz isso devido às complicações que podem aparecer quando uma mulher com mais de 50 anos engravida. Alguns dos riscos envolvidos nesse cenário são: hipertensão, diabetes gestacional, parto prematuro e o nascimento de um bebê com baixo peso.

Além disso, assumir o risco do caso é o suficiente em clínicas privadas de fertilidade. Se a mulher buscar um tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela só poderá ficar na fila se tiver no máximo 38 anos, já que o órgão não realiza tratamentos de fertilidade em mulheres que estão acima dessa idade.

Descoberta do que está causando a infertilidade

Após desconfiar de infertilidade, os casais devem procurar um médico especialista na área para descobrir qual é a causa de esterilidade dos parceiros. Essa etapa é fundamental, porque dependendo do motivo da infertilidade existem tratamentos que são mais ou menos indicados. E, sem um diagnóstico, nenhum médico de confiança irá indicar um tratamento.

Sendo assim, o profissional deve fazer uma pesquisa detalhada e completa sobre os parceiros para dar um diagnóstico e recomendar o melhor tratamento para o casal. Em alguns casos, mesmo após muitas análises, a causa da infertilidade não é descoberta.

Contudo, continua sendo essencial fazer essa pesquisa, porque mesmo sem um motivo específico, o médico terá analisado ambos os parceiros e saberá indicar tratamentos que têm mais chances de serem bem-sucedidos com o casal.

Escolha do tratamento

Cada tratamento de fertilidade possui suas particularidades, então a mulher e o homem que vão realizá-lo precisam ter certos pré-requisitos para serem elegíveis ao tratamento escolhido.

Porém, se eles não têm os pré-requisitos para participarem de um procedimento, pode ser que eles tenham para outro. Ou seja, não ter o que necessário para realizar um tratamento não significa que o casal não poderá fazer nenhum tratamento.

Para fazer uma inseminação artificial intrauterina, por exemplo, a mulher deve ter pelo menos uma tuba uterina que funciona bem. Afinal, o óvulo precisa ser capaz de encontrar os espermatozoides nessa cavidade.

Mas, se a causa da infertilidade da mulher for justamente uma deficiência nas tubas, ela pode optar pela fertilização in vitro. Nesse caso, o embrião é formado em um meio de cultura e depois só é injetado no útero da paciente.

Já se o homem produz somente espermatozoides de baixa qualidade, que estão impossibilitando a gravidez, o casal pode utilizar espermatozoides doados anonimamente. E o tratamento escolhido pode ser tanto inseminação artificial quanto a fertilização in vitro, de acordo com que o médico recomendar depois de analisar também as particularidades da mulher.

Concordar com as fases do tratamento

Os tratamentos sempre exigem algum tipo de procedimento, como o acompanhamento da ovulação da mulher, a ingestão de medicamentos para estimular os ovários e induzir a ovulação, a coleta de espermatozoides ou a injeção de embriões.

Então, um pré-requisito para fazer qualquer tipo de tratamento é concordar em realizar todas as etapas necessárias para que o processo seja feito de forma adequada.

Como mostram essas recomendações, para ser elegível a um tratamento de fertilidade é necessário ter um sinal real de esterilidade e estar disposto a realizar o processo. Ou seja, encontrar a causa do problema, concordar com as etapas e escolher um tratamento que se adeque às condições do casal.

Sendo assim, se você possui esses pré-requisitos, pode marcar uma consulta com um especialista na área para descobrir o que está atrapalhando suas tentativas de engravidar.

Agora que você sabe quais são os pré-requisitos para ser elegível a um tratamento de fertilidade, confira também quanto tempo pode durar esse tipo de procedimento

 

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Doença inflamatória pélvica

Fertilidade - sex, 12/04/2020 - 08:07

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. Geralmente ocorre quando as bactérias sexualmente transmissíveis se espalham da vagina para o útero, trompas de falópio ou ovários.

A doença inflamatória pélvica geralmente não causa sintomas ou dá sinais. Como resultado, você pode não perceber que tem a condição e não obter o tratamento necessário. A condição pode ser detectada mais tarde se você tiver problemas para engravidar ou se desenvolver dor pélvica crônica.

Sintomas

Sinais e sintomas da doença inflamatória pélvica podem incluir:

  • Dor no baixo ventre e na pelve
  • Corrimento vaginal pesado com odor desagradável
  • Sangramento uterino anormal, especialmente durante ou após a relação sexual, ou entre ciclos menstruais
  • Dor ou sangramento durante a relação sexual (dispareunia)
  • Febre, às vezes com calafrios (tremedeiras? temperatura acima de 38˚C?)
  • Micção dolorosa ou difícil (dói para fazer xixi?)

DIP pode causar apenas sinais e sintomas leves ou nenhum. Quando grave, a DIP pode causar febre, calafrios, dor abdominal ou dor pélvica grave – especialmente durante o exame pélvico – e desconforto intestinal.

Quando ver um médico

Consulte o seu médico ou procure assistência médica urgente se sentir:

  • Dor grave na parte baixa em seu abdome
  • Náuseas e vômitos, com uma incapacidade de manter qualquer coisa ingerida
  • Febre, com temperatura superior a 38,3°C
  • Corrimento vaginal

Se os seus sinais e sintomas persistirem, mas não forem graves, consulte o seu médico assim que possível. Corrimento vaginal com odor, micção dolorosa ou sangramento entre os ciclos menstruais pode estar associado a uma infecção sexualmente transmissível (DSTs). Se estes sinais e sintomas ocorrerem, pare de fazer sexo e consulte o seu médico o mais breve possível. O tratamento imediato de uma DST pode ajudar a prevenir a DIP.

Marque agora consulta com ginecologista

 

Causas

Muitos tipos de bactérias podem causar DIP, mas as infecções por gonorreia ou clamídia são as mais comuns. Essas bactérias geralmente são adquiridas durante o sexo desprotegido.

Menos comumente, as bactérias podem entrar no trato reprodutivo sempre que a barreira normal criada pelo colo do útero sofrer irritação. Isso pode acontecer após o parto, aborto ou aborto espontâneo.

Fatores de risco

Vários fatores podem aumentar o risco de doença inflamatória pélvica, incluindo:

  • Ser uma mulher sexualmente ativa com menos de 25 anos de idade
  • Ter múltiplos parceiros sexuais
  • Estar em um relacionamento sexual com uma pessoa que tenha mais de um parceiro sexual
  • Fazer sexo sem camisinha
  • Fazer ducha regularmente, o que perturba o equilíbrio das bactérias boas contra bactérias nocivas na vagina e pode mascarar os sintomas
  • Ter um histórico de doença inflamatória pélvica ou uma infecção sexualmente transmissível

A maioria dos especialistas agora concorda que ter um dispositivo intrauterino (DIU) inserido não aumenta o risco de doença inflamatória pélvica. Qualquer risco potencial ocorre geralmente dentro das primeiras três semanas após a inserção.

Complicações

Doença inflamatória pélvica não tratada pode causar cicatrizes. Você também pode desenvolver coleções de líquidos infectados (abscessos) nas trompas de Falópio, que podem danificar os órgãos reprodutivos.

Outras complicações podem incluir:

  • Gravidez ectópica.   DIP é uma das principais causas de gravidez tubária (ectópica). Em uma gravidez ectópica, o tecido cicatricial da DIP impede que o óvulo fertilizado atravesse a trompa de falópio para implante no útero. As gravidezes ectópicas podem causar hemorragias graves e potencialmente fatais e requerem atenção médica de emergência.
  • Infertilidade.   DIP pode danificar seus órgãos reprodutivos e causar infertilidade – a incapacidade de engravidar. Quanto mais vezes você tiver DIP, maior o risco de infertilidade. Atrasar o tratamento para a DIP também aumenta drasticamente o risco de infertilidade.
  • Dor pélvica crônica.   A doença inflamatória pélvica pode causar dor pélvica que pode durar meses ou anos. Cicatrizes nas trompas de falópio e outros órgãos pélvicos podem causar dor durante a relação sexual e a ovulação.
  • Abscesso tubo-ovariano.   DIP pode causar um abscesso – uma coleção de pus – que pode se formar em seu tubo uterino e ovários. Se não for tratada, você pode desenvolver uma infecção com risco de vida.

 

Prevenção

Para reduzir o risco de doença inflamatória pélvica:

  • Pratique sexo seguro.   Use preservativos sempre que fizer sexo, limite o número de parceiros e pergunte sobre o histórico sexual de um possível parceiro.
  • Converse com seu médico sobre contracepção.   Muitas formas de contracepção não protegem contra o desenvolvimento de DIP. Usar métodos de barreira, como preservativo, pode ajudar a reduzir seu risco. Mesmo se você tomar pílulas anticoncepcionais, ainda é importante usar preservativo toda vez que fizer sexo para se proteger contra DSTs.
  • Faça o exame.   Se você estiver em risco de contrair uma DST, como clamídia, marque uma consulta com seu médico para fazer o exame. Configure um cronograma de exames regulares com seu médico, se necessário. O tratamento precoce de um DST oferece a melhor chance de evitar a DIP.
  • Solicite que seu parceiro faça o exame.   Se você tiver doença inflamatória pélvica ou DST, aconselhe seu parceiro a fazer o exame e, se necessário, o tratamento. Isso pode impedir a propagação de DSTs e a possível recorrência da DIP.
  • Não faça ducha.   Fazer ducha perturba o equilíbrio de bactérias em sua vagina.

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6 DSTs que podem afetar a fertilidade

Fertilidade - qui, 12/03/2020 - 20:22

1. Clamídia

A clamídia é uma infecção bacteriana extremamente comum; há uma estimativa de três milhões de casos todos os anos nos Estados Unidos. Ela afeta desproporcionalmente jovens humanos com vaginas , como aquelas entre 15 e 24 anos, representando 68% de todos os casos relatados em 2013.

A clamídia pode resultar em doença inflamatória pélvica (DIP), que é quando os órgãos reprodutivos ficam inflamados porque são incomodados por bactérias indesejadas. Se você tem clamídia e órgãos reprodutivos femininos, você tem de 10 a 15% de chance de desenvolvimento de DIP. A DIP pode causar cicatrizes em seus órgãos pélvicos, o que pode causar uma barreira contra os espermatozoides, para que eles não consigam alcançar o seu óvulo. A DIP também pode causar gravidez tubária ou ectópica, uma situação extremamente perigosa na qual o óvulo e o espermatozoide se implantam na trompa de Falópio em vez do útero. Este é um grande problema, porque esses tubos não têm espaço suficiente para abrigar um feto em crescimento, para não mencionar toda a nutrição necessária para alimentá-lo; gravidez ectópica deve ser interrompida através da medicamentos ou cirurgia.

Além disso, a clamídia pode infectar as trompas de falópio, o que também pode resultar em infertilidade. Uma nova pesquisa também descobriu que se a pessoa com órgãos reprodutivos masculinos tiver clamídia, o casal tem cerca de um terço menos probabilidade de engravidar.

A clamídia, se não for tratada, também pode ser perigosa para os recém-nascidos. As mães podem passar as bactérias para os seus fetos, resultando em conjuntivite de inclusão, que você pode conhecer como olho cor-de-rosa. Cerca de 50% dos bebês nascidos de mães com clamídia não tratada adquirem essa doença ocular, o que faz com que seus pequenos olhos inchem e fiquem com pus. É importante ser curado; embora a clamídia provavelmente desapareça sozinha dentro de um ano, pode causar cicatrizes em seus pequeninos olhos.

Aqui está o problema: tudo isso pode acontecer sem você saber que tem clamídia, já que a maioria das pessoas não apresenta sintomas de infecção por clamídia. É importante fazer o exame rotineiramente para que você possa descobrir cedo, antes que cause estragos em seu bebê. Felizmente, a clamídia é curada com um ciclo de antibióticos, por isso, se você tiver um exame positivo para isso, o seu médico irá trata-la corretamente.

2. Gonorreia

Como a clamídia, a gonorreia é uma infecção bacteriana. Pode resultar em DIP, que sabemos agora não ser bom para o funcionamento interno do sistema reprodutivo feminino. Ela também pode mexer com a fertilidade em sistemas reprodutivos masculinos, especificamente, resultando em epididimite, que é quando o epidídimo (um tubo pelo qual o espermatozoide viaja antes de, você sabe, disparar em todos os lugares) fica inflamado. Se a epididimite não for tratada, pode levar a infertilidade.

Também como a clamídia, a bactéria que causa a gonorreia pode causar olho cor-de-rosa em recém-nascidos; quando isso resulta de gonorreia, é chamado de conjuntivite gonocócica. Se não for tratada, essa forma de conjuntivite pode causar cegueira – na verdade, costumava ser a principal culpada pela cegueira nos Estados Unidos.

Finalmente, como a clamídia, você também pode ser assintomático para a gonorreia. Há 820.000 casos anuais de gonorreia a cada ano nos Estados Unidos, então esta é outra que deve ser observada no exame regular de DSTs. Felizmente, como acontece com a clamídia, a gonorreia pode ser tratada com antibióticos. Infelizmente, algumas cepas de gonorreia estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, tornando-a menos facilmente tratável.

3. Papilomavírus Humano

Papilomavírus Humano, ou HPV para ser breve, é extremamente comum. Aproximadamente 79 milhões de pessoas nos Estados Unidos tem agora, e cerca de 14 milhões de pessoas são infectadas a cada ano. Essa DST é tão comum que, se você é sexualmente ativo, é basicamente inevitável que você tenha pelo menos uma estirpe dela em algum momento de sua vida.

Na verdade, existem mais de 100 cepas diferentes de HPV, e apenas cerca de 40 são sexualmente transmissíveis (as outras vivem em outro lugar da pele e causam verrugas). Destas 40, apenas algumas causam verrugas genitais, e apenas algumas causam câncer. O HPV atualmente não tem cura médica, mas, felizmente, na maioria dos casos, seu corpo limpa a própria infecção por HPV. Isso acontece muito rapidamente — a vida média de uma infecção pelo HPV é entre quatro e 20 meses, e a maioria dos corpos se livra dela dentro de dois anos.

Apenas ser positivo para o HPV não afeta suas habilidades para engravidar. Mas se você tem uma cepa cancerosa, você pode acabar com as células pré-cancerosas no colo do útero, e isso pode impactar a capacidade de fazer bebês no futuro. Especificamente, as técnicas médicas que removem essas células pré-cancerígenas podem mexer com o muco cervical, que ajuda os espermatozoides a alcançarem o óvulo. Se o procedimento remover uma quantidade significativa de tecido cervical, o colo do útero pode ficar enfraquecido. Isso aumenta o risco de aborto espontâneo, já que o colo do útero pode se abrir antes que o feto esteja pronto para sair.

O seu ginecologista verifica se você tem HPV toda vez que ela lhe faz um papanicolau, por isso é fácil saber o seu estado. Só porque você está infectada com uma cepa relacionada ao câncer, isso não significa que você terá células pré-cancerígenas e que terá que se submeter a qualquer tratamento que resulte em mais dificuldades para engravidar.

4. Sífilis

Um problema enorme antigamente, a sífilis é agora tratável com penicilina se pega em seus estágios iniciais. No entanto, está fazendo um tipo de retorno – em 2010, houve quase 46.000 casos de sífilis relatado nos Estados Unidos. Novos casos são principalmente atribuíveis a homens que fazem sexo com homens, mas a doença também está tendo um retorno problemático em humanos com vaginas.

Este ressurgimento é super importante para a fertilidade. Se engravidar enquanto estiver com sífilis não tratada, você tem 50% de aborto espontâneo ou natimorto. Se o seu bebê for infectado durante o parto, há 10% de chance de morte, muitas vezes apenas alguns dias depois de nascer. E se você contrair sífilis em algum momento nos quatro anos antes de engravidar, as chances de seu feto ser infectado é de 80%.

A sífilis também pode causar epididimite em pessoas com órgãos reprodutivos masculinos, que já sabemos que podem causar infertilidade. A sífilis também pode mexer com os testículos, o que pode afetar negativamente a fertilidade. Finalmente, se você deixar sua sífilis ficar sem tratamento por tempo suficiente, você pode desenvolver tabes dorsalis, que é quando a doença começa a degenerar seus nervos. Uma das consequências desta sífilis tardia é a disfunção erétil.

5. Herpes Genital

Herpes genital é causada pelo vírus de herpes simples (HSV). Humanos com vaginas são muito mais prováveis de obter esta infecção, que infelizmente é incurável (mesmo agora). Estima-se que um em cada quatro humanos com sistemas reprodutivos femininos têm herpes genital, comparado a quase um em oito com sistemas reprodutivos masculinos.

O herpes genital não atrapalha sua capacidade de engravidar, mas pode ser perigoso para o feto. Se você está grávida e tem um surto de herpes durante o terceiro trimestre, você pode passar o vírus ativado, que pode ser mortal para o seu recém-nascido. Felizmente, você pode impedir seu bebê de obter herpes através de medicação e por parto através de uma cesariana.

Estudos mostram a possíbilidade de influência em infertilidade, mas ainda é muito cedo para dizer.

6. HIV

Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) interfere em seu sistema imunológico, enfraquecendo-o para que ele não possa combater doenças. AIDS é a condição criada pelo HIV em que seu sistema imunológico está danificado e não pode lutar contra outras infecções, então você fica doente muito facilmente.

Como herpes, o HIV não impede sua capacidade de engravidar. No entanto, você pode transmitir HIV para um feto, dando-lhe uma doença que atualmente é vitalícia e incurável. Felizmente, se você souber o seu estado de HIV quando engravidar, você pode trabalhar com seu médico para obter medicação que irá garantir que seu bebê nasça HIV negativo. Você também pode fazer uma cesariana em vez de um parto vaginal para proteger ainda mais seu bebê. Seu novo ser humano será colocado sob medicação para o HIV nas primeiras seis semanas de sua vida para garantir que qualquer HIV que tenha chegado a esse minúsculo novo corpo seja erradicado. Finalmente, será solicitado que você não amamente, já que os bebês podem pegar o HIV através do leite materno.

Conclusão

Não compartilhamos essa informação para te assustar, mas a realidade é que se você pegar uma dessas DSTs e não a tratar (aquelas que são tratáveis) ou controlar ou mesmo tomar medidas preventivas, pode ser mais difícil para você ter um bebê saudável no futuro. É por isso que é super importante proteger-se (ou seja, usar preservativos com seus parceiros sexuais, a menos que você tenha certeza de que eles não têm uma DST) e fazer o exame regularmente – muitas dessas doenças não apresentam sintomas por um tempo, se alguma vez apresentam, você pode nem saber que você as tem, a menos que você as veja no resultado do exame.

Lembre-se de que nenhum sexo é 100% seguro; Estamos sempre assumindo um pouco de risco quando compartilhamos nosso corpo com outra pessoa. Mas é tão importante lembrar todas as coisas boas sobre sexo (seja o que for para você) e lembrar que as DSTs são um fato da vida. Faça o seu melhor para se proteger e para proteger a sua fertilidade, mas também não deixe o medo te paralisar.

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Categorias: Medicina

Qual o motivo de ter varizes?

Vascular Pro - qui, 12/03/2020 - 17:26

As varizes atingem cerca de 38% da população adulta no país, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Mulheres são as mais atingidas e correspondem à metade desse percentual. As varizes não causam apenas um desconforto estético. Suas consequências podem ser bem mais graves. Saiba agora as causas das varizes, sintomas e a melhor forma de lidar com elas.  

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, mais largas do que o normal, de formato tortuoso que saltam na pele. Elas têm cerca de 3mm de diâmetro e geralmente estão presentes nos membros inferiores devido à pressão que essa região sofre quando o indivíduo fica muito tempo em pé, por exemplo.

As veias são responsáveis pelo transporte do sangue no corpo humano e, para isso, contam com a ajuda das válvulas que servem para empurrar o sangue e evitar que ele retorne.

Nas pernas, esse processo é mais exigente já que as veias têm que lutar contra a força da gravidade que puxa naturalmente o sangue para baixo.

Quando as válvulas não funcionam corretamente por algum motivo, o sangue não flui. Ele fica acumulado nas veias fazendo com que elas fiquem mais saltadas do que o normal.

Quais são as causas das varizes?

Existem basicamente duas causas das varizes. A primeira é de ordem genética. A segunda causa tem a ver com doenças que a mulher já tenha adquirido em algum momento da vida e que ocasionou o surgimento das varizes.

Genética

Se você tem alguém na sua família que sofre com varizes, certamente também terá esse problema porque essa é uma doença hereditária.

Trombose

A trombose é uma doença que tanto pode ser provocada pelas varizes, quanto pode ser uma causa do surgimento dessas veias dilatadas.

A trombose é o surgimento de um coágulo que impede o fluxo de sangue na veia, provocando dor e inflamação local.

Fatores de risco para as varizes

Além disso, existem outros fatores de risco que podem agravar a doença ou acelerar o seu surgimento. Por exemplo:

Público feminino

Mulheres são as que mais sofrem com as varizes e a razão são os hormônios femininos que enfraquecem as veias, impedindo que elas executem o seu trabalho corretamente.

Com o avanço da idade, o colágeno diminui o que deixa as veias fragilizadas e sem forças para transportar o sangue normalmente. Além disso, o uso de anticoncepcionais também piora o estado das varizes.

Idade

Com o passar do tempo, o colágeno presente no organismo vai se dissipando e enfraquecendo a parede das veias que, por sua vez, também vai perdendo força.

Ficar muito tempo parado

Ficar em pé ou sentada por muito tempo seguido dificulta a circulação sanguínea, contribuindo para o surgimento de coágulos nas pernas. É por isso que os obesos e os sedentários também são um fator de risco para as varizes já que não se movimentam como deveriam.

Além da válvula existente na veia, há outro mecanismo importante no bombeamento do sangue: a panturrilha que é estimulada quando praticamos alguma atividade física. Logo, manter-se em movimento é fundamental.

Além disso, quem sofre com prisão de ventre tem uma tendência maior de apresentar problemas de circulação. Ao fazer muita força para evacuar, o indivíduo também faz muita pressão sobre as pernas. A longo prazo, esse esforço pode desencadear as temíveis varizes.

Sintomas das varizes

As veias salientes são os sintomas mais visíveis dessa doença, mas não são os únicos. Podemos listar também:

  • Coceira na região;
  • Inchaço e dor;
  • Cansaço e sensação de peso nas pernas;
  • Câimbras frequentes;
  • Formigamento.

Alguns sintomas são mais graves e exigem do indivíduo um olhar mais atento. São eles:

  • Acúmulo de líquido na região;
  • Manchas nas pernas e na área do tornozelo;
  • Pele extremamente seca;
Consequência das varizes para o corpo humano

Especialmente para as mulheres, as varizes provocam um enorme desconforto estético. Muitas delas, inclusive, passam a adotar roupas longas para cobrir as imperfeições nas pernas. Contudo, apesar de desconfortável, esse não é o único problema provocado pelas varizes.

Além das dores, cansaço e todos os sintomas listados acima, as varizes também podem causar complicações como:

  • Trombose;
  • Ferimentos dolorosos;
  • Úlceras de difícil cicatrização.

Para evitar todos esses problemas provocados pelas varizes é fundamental procurar um médico especialista o quanto antes, fazer o diagnóstico precoce e seguir o tratamento recomendado.

É possível prevenir as varizes?

Como vimos, as varizes têm como causa principal o fator genético. Ou seja, é uma doença que passa de uma pessoa para outra dentro da mesma família. Se a sua avó, mãe ou tia sofre com as varizes é provável que você também terá que lidar com essa doença em algum momento. Nesse caso, não há o que fazer para evitar.

O que pode ser feito é se atentar aos fatores de risco, que facilitam o surgimento da doença, e encontrar maneiras de reduzi-los. Também é importante praticar medidas de alívio do incômodo nas pernas provocado pelas varizes. Algumas dicas são:

Evite ficar muito tempo parado, seja em pé ou sentado. Movimentar o corpo é fundamental para a circulação sanguínea. A panturrilha é considerada o coração da perna e, para funcionar, ela precisa estar em movimento.

Movimente-se durante o trabalho e faça atividade física ao menos três vezes por semana. Mexer o corpo ajuda a perder peso, afastar o sedentarismo e a obesidade, dois fatores de risco para as varizes.

Ao final do dia, eleve as pernas por alguns minutos para que elas fiquem da altura do coração e a circulação possa ocorrer mais facilmente.

Use meias de compressão com frequência. Elas auxiliam na circulação, reduzem a pressão e diminuem o inchaço.

Procure orientação médica logo que possível. As varizes são muito comuns e quem sofre com esse problema acha que é normal passar por todos os desagradáveis sintomas. Mas, a verdade é que é possível aliviar esse sofrimento com o tratamento correto.

Como vimos, as varizes são veias que, por não funcionarem direito, se dilatam e se tornam mais visíveis devido ao acúmulo de sangue na região. De origem genética em sua maioria, as varizes são dolorosas e interferem na autoestima da mulher. Além de aderir a hábitos saudáveis, é essencial procurar ajuda médica para o tratamento eficaz do problema.


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Poderia um tipo misterioso do vírus da herpes desencadear a infertilidade feminina?

Fertilidade - qui, 12/03/2020 - 05:45

“O vírus misterioso pode ser causa de infertilidade inexplicada”, informa o The Independent.

Pesquisadores italianos encontraram cópias do vírus HHV-6A – um tipo de vírus da herpes – no revestimento do útero de 43% das mulheres com infertilidade inexplicada, em comparação com 0% em mulheres com histórico de gravidez bem-sucedida.

Este pequeno estudo analisou células dos revestimentos de 30 mulheres com infertilidade sem explicação e 36 mulheres que tiveram uma gravidez bem sucedida. Os pesquisadores encontraram o vírus HHV-6A em células de quase metade das mulheres com infertilidade inexplicada, mas nenhuma das mulheres que tiveram bebês tinha o vírus HHV-6A.

Houve também alguma diferença nos níveis de certas moléculas do sistema imunológico, que os pesquisadores sugerem que poderiam afetar a capacidade de sustentar uma gravidez – mas isso é apenas especulação.

A maioria das pessoas é infectada com o vírus HHV-6 na primeira infância. Estes vírus (há um tipo A e B), causam uma erupção cutânea geralmente leve chamada roséola. Como outros vírus da herpes, eles vivem no corpo e permanecem inativos por muitos anos. No entanto, formas reativadas do vírus têm sido ligadas por diferentes pesquisadores, nos últimos anos, a mais de 50 condições diferentes, variando de amnésia a uveíte. Seu impacto nos resultados de saúde permanece incerto.  

Em última análise, esta é uma pesquisa em estágio inicial que deixa muitas perguntas sem resposta e mais estudos são necessários para descobrir se o HHV-6A realmente é uma causa de infertilidade e, em caso afirmativo, se tratar o vírus com antivirais melhoraria as chances de uma gravidez bem-sucedida.

De onde veio a história?

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Genebra, Universidade de Ferrara e do Centro de Reprodução Humana do Hospital Brunico e foi financiado pela Regione Emila Romagna. O estudo foi revisado por pares e publicado na revista PLOS One, uma revista de livre acesso, e é grátis para ler online. O Independent fornece o resumo mais preciso do estudo. Outras fontes de notícias não funcionam tão bem. A história do Mail Online, embora basicamente correta, pode aumentar as esperanças de uma cura antes que a causa da fertilidade inexplicável seja estabelecida. Times diz: “Quase metade das mulheres com problemas inexplicáveis ​​de fertilidade estão infectadas com um vírus misterioso”, embora não saibamos se a proporção de mulheres que tiveram infecção por HHV-6A neste pequeno estudo seria válida para todas as mulheres com infertilidade inexplicada. O Daily Telegraph tem uma manchete bizarra que assusta as pessoas a terem “Cuidado com quem você beija”, com base no fato de que o vírus pode ser transmitido pela saliva, apesar do fato de que a maioria das pessoas é infectada quando criança. A história do Telegraph também diz que a infertilidade primária inexplicada significa “a incapacidade de gerar um filho”, quando na verdade significa que uma mulher não conseguiu engravidar após um ano ou mais de tentativas, sem nenhuma causa óbvia.

Que tipo de pesquisa foi essa?

Este foi um estudo de coorte italiano no qual os pesquisadores pegaram células do revestimento do útero de mulheres com e sem infertilidade para procurar o DNA do vírus HHV-6. O HHV-6 (vírus do herpes humano 6) é um vírus com o qual a maioria das pessoas é infectada na infância e depois fica dormente no corpo. Foi descoberto em 1986 e pouco se sabe sobre o papel que ele pode desempenhar em relação à saúde humana.

A reativação do vírus tem sido associada a várias doenças, incluindo condições imunes e inflamatórias. Pesquisas anteriores sugeriram que o sistema genital e reprodutivo feminino poderia ser um local para o vírus ser reativado e esta foi a base para esta pesquisa.

Estudos de coorte podem mostrar diferenças entre grupos e ligações entre um fator (neste caso, infecção viral) e outro (infertilidade), mas eles não podem provar que um causa o outro.

O que a pesquisa envolveu?

A pesquisa envolveu a análise de amostras do útero tiradas de 30 mulheres que haviam comparecido a uma clínica para tratamento de infertilidade, para as quais nenhuma causa óbvia de infertilidade havia sido encontrada. Essas mulheres teriam participado de um ensaio randomizado, embora nenhuma outra informação sobre isso seja dada. Elas foram comparadas com outro grupo de 36 mulheres que tiveram pelo menos um filho, que estavam dentro da mesma faixa etária. O recrutamento do coorte de controle, ou o motivo de terem obtido amostras de útero, não é claro.  

Coletaram amostras de células do revestimento do útero de cada mulher, durante a mesma fase do período menstrual. Eles analisaram as células quanto à presença de HHV-6A e do vírus HHV-6B ativado, tanto nas células quanto no suprimento de sangue.

Em estudos posteriores, os pesquisadores observaram como as células infectadas pelo HHV-6A se comportavam e se isso era diferente das células não infectadas pelo HHV-6A. Eles também analisaram outros fatores, como níveis hormonais.

Quais foram os resultados básicos?

Os pesquisadores descobriram:

  • Um número similar de mulheres com e sem infertilidade tinha DNA de HHV-6B em suas células sanguíneas (8 inférteis, 10 férteis)
  • Nenhuma mulher com ou sem infertilidade tinha DNA de HHV-6B em suas células de revestimento do útero
  • Nenhuma mulher com ou sem infertilidade tinha DNA de HHV-6A no sangue
  • 13 mulheres (43%) com infertilidade tinham DNA de HHV-6A nas células do revestimento do útero em comparação com nenhuma sem infertilidade

Em pesquisas adicionais, eles descobriram que mulheres com DNA de HHV-6A em células de revestimento do útero também tinham níveis mais altos de um tipo de hormônio reprodutivo (estradiol) e diferentes níveis de certas moléculas de sinalização do sistema imune comparadas a mulheres sem DNA de HHV-6A em mulheres inférteis e férteis.  

Como os pesquisadores interpretaram os resultados?

Os pesquisadores dizem: “mais estudos são necessários para confirmar a associação”, mas “nosso estudo indica que a infecção por HHV-6A pode ser um fator importante na inexplicada infertilidade primária feminina”.

Eles sugerem que o vírus reativado no útero pode desencadear mudanças no sistema imunológico que promovem “um ambiente uterino disfuncional”, ou em outras palavras, condições no útero que são inadequadas para a gravidez.

Conclusão

A infertilidade inexplicada causa sofrimento a milhares de casais que estão tentando engravidar. Pode ser difícil aceitar que os médicos não encontram razão para a incapacidade de um casal engravidar, e muitos casais gastam muito tempo e dinheiro tentando tratamentos de fertilidade.

Encontrar uma causa potencial para a infertilidade inexplicada pode levantar muitas esperanças nas pessoas. Este estudo tem resultados interessantes, mas foi muito pequeno e precisa ser replicado em uma escala maior para garantir que os resultados sejam verdadeiros. Também precisamos lembrar que este estudo pode não mostrar causalidade (nexo-causal) – não pode nos dizer se o vírus é uma causa de infertilidade, apenas que parece ser mais comum em mulheres com infertilidade que não é explicada de outra forma. O que pode ser uma coincidência por alguma razão.

Dito isto, estas mulheres tinham infertilidade inexplicada e ainda há muito que ainda não sabemos sobre isso. Os pesquisadores dizem que não tiveram endometriose, nenhum problema com a ovulação ou quaisquer anormalidades estruturais do sistema reprodutivo.

No entanto, não sabemos mais do que isso, como a exploração dos fatores masculinos para a infertilidade, por quanto tempo a mulher/casal estiveram tentando engravidar, abortos anteriores ou o sucesso do tratamento futuro para a fertilidade. Nós também não sabemos nada sobre o grupo de controle – por exemplo, como foram recrutadas ou por que amostras do útero foram coletadas – além de que elas tiveram um bebê. Elas mesmas podem ter tido problemas para engravidar, por tudo que sabemos.

No geral, não se pode dizer que as mulheres com problemas de infertilidade e HHV-6A teriam necessariamente menos probabilidade de engravidar ou obter um resultado bem-sucedido da reprodução assistida.

Mesmo se descobríssemos que o HHV-6A era responsável por alguns casos de infertilidade, isso não é o mesmo que ser capaz de curar a doença. Uma variedade de medicamentos antivirais foram usados ​​para tratar outras condições ligadas à reativação do HHV-6A, mas nenhum foi desenvolvido especificamente para este vírus e não sabemos se eles seriam úteis no tratamento da infertilidade.

Muito mais pesquisas são necessárias antes de sabermos se metade dos casos de infertilidade inexplicada, como afirmam algumas fontes de notícias, poderiam ser tratados com o objetivo de combater esse vírus.

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Categorias: Medicina

O que é a sífilis? por que é chamada de doença francesa? pode levar à infertilidade? quais são as curas e como é causada?

Fertilidade - qua, 12/02/2020 - 17:25

A SÍFILIS é uma infecção bacteriana que muitas vezes é transmitida por contato sexual ou relação sexual com alguém que está infectado.

Os casos na Inglaterra subiram 13% entre 2013 e 2017 em meio a preocupações de que a Inglaterra estivesse em uma “crise de saúde sexual”. No Brasil dados do Boletim Epidemiológico da Sífilis 2018 mostram que a taxa de detecção da sífilis adquirida aumentou de 44,1 para cada grupo de 100 mil habitantes, em 2016, para 58,1/100 mil em 2017. No mesmo período, a sífilis em gestantes cresceu de 10,8 casos por mil nascidos vivos para 17,2. Já a sífilis congênita, passou de 21.183 casos em 2016 para 24.666 em 2017. O número de óbitos por sífilis congênita foi de 206 casos em 2017, enquanto em 2016, haviam sido 195.

O que é a sífilis?

A sífilis é uma infecção bacteriana curável que pode causar dores de cabeça, dores nas articulações, cansaço e febre.

É por vezes conhecida como a “doença francesa”, já que os primeiros registros escritos de um surto ocorreram em Nápoles do século 15, após uma invasão francesa durante a guerra italiana de 1494-98.

Preocupante, a sífilis pode ter implicações para a saúde a longo prazo, incluindo problemas cerebrais e infertilidade.

As mulheres grávidas devem sempre ter cuidado com a infecção, pois ela pode ser transmitida a bebês não nascidos.

Os casos de sífilis podem passar despercebidos por anos, por isso é importante fazer check-ups regulares para garantir que você não a tenha contraído.

Como a sífilis se espalha?

A infecção bacteriana é tipicamente capturada após o contato próximo com uma ferida infectada.

Isso pode ocorrer através do sexo oral, vaginal ou anal, bem como compartilhar brinquedos sexuais com alguém que está infectado.

Assim como as pessoas sexualmente ativas estão em risco, os usuários de drogas podem pegar a infecção compartilhando agulhas.

Em casos extremamente raros, também pode ser infectado após uma transfusão de sangue – apesar das amostras serem sempre testadas para a sífilis.

Ao contrário da crença popular, você não pode pegar a infecção compartilhando o mesmo banheiro, roupa ou talheres com uma pessoa infectada.

Preocupante, os especialistas acreditam que a ascensão de aplicativos de namoro pode ser a razão pela qual a IST é a que mais cresce.

Outro estudo acredita que as doenças associadas à Era Vitoriana estão subindo rapidamente por causa da queda dos padrões de vida, da desigualdade financeira e da má alimentação.

Quais são os sintomas da sífilis?

A sífilis primária pode ser perceptível quando o doente experimenta dor e uma úlcera pequena e indolor chamada cancro.

A ferida normalmente estará no pênis, na vagina ou ao redor do ânus, embora às vezes possam aparecer na boca ou nos lábios, dedos ou nádegas.

A maioria das pessoas só tem uma ferida, mas algumas pessoas têm várias e você também pode ter glândulas inchadas no pescoço, virilha ou axilas.

Algumas semanas após esses sintomas iniciais, aqueles com sífilis podem reparar em…

  • Uma erupção cutânea vermelha que pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas geralmente se desenvolve nas palmas das mãos ou nas solas dos pés
  • Pequenos crescimentos cutâneos (semelhantes às verrugas genitais) – em mulheres, estas aparecem frequentemente na vulva e tanto para homens como para mulheres, podem aparecer ao redor do ânus
  • Manchas brancas na boca
  • Sintomas semelhantes aos da gripe, como cansaço, dores de cabeça, dores nas articulações e alta temperatura (febre)
  • Glândulas inchadas
  • Ocasionalmente, perda de cabelo irregular

Se não tratada, a infecção pode ter várias implicações para a saúde, levando à sífilis terciária.

Essas incluem…

  • Meningite
  • Apoplexia
  • Sintomas de demência
  • Perda de coordenação
  • Dormência
  • Problemas de visão ou cegueira
  • Problemas cardíacos
  • Aortite e Aneurisma

As mulheres grávidas que não sabem que contraíram a Sifilis podem ter consequências devastadoras para o seu feto.

Pode levar a aborto espontâneo, natimorto ou uma infecção grave no recém-nascido (sífilis congênita).

O que fazer se você acha que tem sífilis

As pessoas sexualmente ativas são incentivadas a fazer testes regulares de Sifilis.

Se você acredita ter contraído a infecção, é aconselhável visitar o seu médico o mais rápido possível.

Quanto mais rápida a sífilis for tratada, mais fácil será para o seu corpo combater o contágio.

Como a sífilis é tratada?

Você pode se proteger contra contrair a infecção usando preservativos durante a relação sexual.

Após o diagnóstico de sífilis, os pacientes recebem uma injeção de antibióticos nas nádegas ou um ciclo de comprimidos antibióticos.

A mulher grávida que tem sífilis também pode ser tratada com segurança com antibióticos.

Se a infecção não foi tratada por um longo período de tempo, pode demorar um pouco para o tratamento funcionar.

É aconselhável evitar contato sexual ou atividade por duas semanas após o término do tratamento.

Os casos de sífilis estão se tornando mais comuns?

Em Agosto de 2018, um aumento nos casos de sífilis foi atribuído à ascensão dos aplicativos de namoro – e a onda de calor do verão tornou as pessoas mais sexualmente ativas.

Um conselho de saúde no País de Gales relatou ter visto cinco vezes mais diagnósticos de sífilis nos últimos quatro meses em comparação com o mesmo período de 2017.

Um porta-voz para O Conselho de Saúde da Universidade Abertawe Bro Morgannwg disse: “Houve um aumento na sífilis em geral em todo o País de Gales.”

“Mas temos visto um aumento significativo em toda a área do conselho de saúde, particularmente nas últimas seis semanas.”

“É possível que a onda de calor no início do verão tenha levado as pessoas a se tornarem sexualmente mais ativas.”

“Também acreditamos que as mídias sociais e o crescimento de sites e aplicativos de namoro são outro fator que contribuem para isso”.

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Categorias: Medicina

Gonorreia

Fertilidade - qua, 12/02/2020 - 05:50
Visão Geral

A gonorreia é uma infecção causada por uma bactéria sexualmente transmissível que pode infectar homens e mulheres. A gonorreia afeta mais frequentemente a uretra, o reto ou a garganta. Nas mulheres, a gonorreia também pode infectar o colo do útero.

A gonorreia é mais comumente disseminada durante o sexo. Mas bebês podem ser infectados durante o parto se suas mães estiverem infectadas. Nos bebês, a gonorreia afeta mais comumente os olhos.

A gonorreia é uma infecção comum que, em muitos casos, não causa sintomas. Você pode nem saber que está infectado. Abster-se de sexo, usar preservativo se tiver relações sexuais e estar em um relacionamento mutuamente monogâmico são as melhores maneiras de se prevenir infecções sexualmente transmissíveis.

Sintomas

Em muitos casos, a infecção por gonorreia não causa sintomas. Quando os sintomas aparecem, a infecção por gonorreia pode afetar vários locais do seu corpo, mas geralmente aparece no trato genital.

Gonorreia afetando o trato genital

Sinais e sintomas de infecção por gonorreia em homens incluem:

  • Dor ao urinar
  • Corrimento semelhante a um pus da ponta do pênis
  • Dor ou inchaço em um testículo

Sinais e sintomas de infecção por gonorreia em mulheres incluem:

  • Corrimento vaginal aumentado
  • Dor ao urinar
  • Sangramento vaginal entre os ciclos menstruais, como após o coito vaginal
  • Relação sexual dolorosa
  • Dor abdominal ou pélvica
Gonorreia em outros locais do corpo

A gonorreia também pode afetar essas partes do corpo:

  • Reto.   Os sinais e sintomas incluem coceira anal, secreção semelhante a pus no reto, manchas de sangue vermelho-vivo no vaso sanitário e tensão muscular durante os movimentos intestinais.
  • Olhos.   A gonorreia que afeta os olhos pode causar dor ocular, sensibilidade à luz e secreção semelhante a pus de um ou dos dois olhos.
  • Garganta.   Sinais e sintomas de uma infecção na garganta podem incluir dor de garganta e inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço.
  • Articulações.   Se uma ou mais articulações forem infectadas por bactérias (artrite séptica), as articulações afetadas podem estar quentes, vermelhas, inchadas e extremamente doloridas, especialmente quando você move uma articulação afetada.
Quando ver seu médico

Marque uma consulta com seu médico se notar quaisquer sinais ou sintomas preocupantes, como sensação de queimação ao urinar ou secreção semelhante a pus no pênis, na vagina ou no reto.

Também marque uma consulta com seu médico se seu parceiro tiver sido diagnosticado com gonorreia. Você pode não sentir sinais ou sintomas que o levem a procurar atendimento médico. Mas sem tratamento, você pode reinfectar seu parceiro mesmo depois dele ter sido tratado para gonorreia.

 

Causas

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. As bactérias da gonorreia são mais frequentemente passadas de uma pessoa para outra durante o contato sexual, incluindo relações sexuais orais, anais ou vaginais.

Fatores de risco

Fatores que podem aumentar o risco de infecção por gonorreia incluem:

  • Idade mais jovem
  • Um novo parceiro sexual
  • Um parceiro sexual que tem múltiplos parceiros simultâneos
  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Diagnóstico prévio de gonorreia
  • Ter outras infecções sexualmente transmissíveis
Complicações

A gonorreia não tratada pode levar a complicações significativas, como:

  • Infertilidade em mulheres.   Gonorreia não tratada pode se espalhar para o útero e trompas de falópio, causando doença inflamatória pélvica (DIP), o que pode resultar em cicatrizes das trompas, maior risco de complicações na gravidez e infertilidade. DIP é uma infecção grave que requer tratamento imediato.
  • Infertilidade nos homens.   Os homens com gonorreia não tratada podem apresentar epididimite — inflamação de um pequeno tubo espiral na parte traseira dos testículos onde os ductos espermáticos estão localizados (epidídimo). A epididimite é tratável, mas se não for tratada, pode levar à infertilidade.
  • Infecção que se espalha para as articulações e outras áreas do seu corpo.   A bactéria que causa a gonorreia pode se espalhar pela corrente sanguínea e infectar outras partes do corpo, incluindo as articulações. Febre, erupção cutânea, feridas na pele, dor nas articulações, inchaço e rigidez são resultados possíveis.
  • Maior risco de HIV / AIDS.   Ter gonorreia torna você mais suscetível à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que leva à AIDS. As pessoas que têm gonorreia e HIV são capazes de transmitir as duas doenças mais prontamente aos seus parceiros.
  • Complicações em bebês.   Os bebês que contraem gonorreia de suas mães durante o parto podem desenvolver cegueira, feridas no couro cabeludo e infecções.
Prevenção

Tome medidas para reduzir o risco de gonorreia:

  • Use preservativo se você optar por fazer sexo.   Abster-se do sexo é o caminho mais seguro para prevenir a gonorreia. Mas se você optar por fazer sexo, use preservativo durante qualquer tipo de contato sexual, incluindo sexo anal, sexo oral ou sexo vaginal.
  • Peça ao seu parceiro para ser testado para infecções sexualmente transmissíveis.   Descubra se o seu parceiro foi testado para infecções sexualmente transmissíveis, incluindo gonorreia. Se não, pergunte se ele ou ela estaria disposto a ser testado.
  • Não faça sexo com alguém que tenha algum sintoma incomum.   Se o seu parceiro tiver sinais ou sintomas de uma infecção sexualmente transmissível, como ardor durante a micção ou uma erupção cutânea ou uma ferida, não faça sexo com essa pessoa.
  • Considere o rastreio regular de gonorreia.   Recomenda-se o rastreio anual para todas as mulheres sexualmente ativas com menos de 25 anos e para as mulheres mais velhas com risco aumentado de infecção, tais como as que têm um novo parceiro sexual, mais de um parceiro sexual, um parceiro sexual com parceiros concomitantes ou um parceiro sexual que tenha uma infecção sexualmente transmissível.

Para evitar a reinfecção com gonorreia, abstenha-se de sexo desprotegido por sete dias depois que você e seu parceiro tiverem completado o tratamento e após a resolução dos sintomas, se estiverem presentes.

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Idade gestacional com a FIV

Fertilidade - ter, 12/01/2020 - 18:22

A gestação humana é contada em semanas, com 40 semanas sendo considerado a gestação de termo. Muitas pessoas não percebem que quando é feito a fertilização in vitro (FIV), nós não iniciamos a conta a partir do dia de transferência do embrião para o útero.

A gestação é determinada pela idade do feto, e não pelo tempo que ele está sendo carregado. Desse modo, se você está tranferindo um embrião para o seu útero, o embrião já tem uma idade calculada.

Na gestação tradicional, a idade gestacional começa a contar a partir do último dia do período mentrual. No momento da concepção a idade gestação já está próxima de 2 semanas.

Portanto, ao calcular a idade gestacional na FIV, e também na barriga de aluguel, essa idade começa a ser calculada antes, e permite um calculo muito mais preciso, pois sabe-se a data exata da ovulação, da fertilização e da concepção. Toda essa informação ajuda a calcular precisamente a idade gestacional.

No geral, tranferindo um embrião de 3 dias vai dar uma idade de gestacional de 2 semanas e 2 dias logo após sair do laboratorio. Ao transferir um embrião de 5 dias, já sai com 2 semanas e 5 dias.

Após as 2 semanas de espera para realizar o teste de gravidez, pode chegar a 5 semanas de gestação, dependendo da idade do embrião ao ser tranferido.

A idade gestacional exata será estimada no primeiro ultrassom baseado no tamanho do saco gestacional e feto.

Gravidez múltipla é mais comum na FIV, e, nesses casos, o parto frequentemente ocorre antes das 40 semanas

Calcular a idade gestacional na FIV pode ser confuso. Existem várias calculadoras online para ajudar a fazer esse calculo, mas acredite no seu especialista em reprodução humana. A nossa calculadora de idade gestacional funciona para gestações normais.

 

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Categorias: Medicina

Quanto tempo pode durar um tratamento de fertilidade?

Fertilidade - ter, 12/01/2020 - 15:48

A gravidez é um evento muito esperado por diversos casais, mas dependendo de cada casal esse tempo de espera pode variar bastante. Depois de 1 ano tentando regularmente sem usar nenhum método contraceptivo, o mais indicado é consultar um médico para descobrir se um dos parceiros ou ambos são inférteis.  

Geralmente, quando a infertilidade se confirma, uma dúvida muito grande dos casais é sobre a duração do tratamento de fertilidade. Por isso, a seguir, vamos explicar quanto tempo pode durar um tratamento para engravidar.

 

Existe um tempo certo para tratamento de fertilidade?

Primeiramente, é preciso deixar claro que não existe um tempo exato de tratamento de fertilidade. A duração desse processo vai variar de acordo com o tipo de infertilidade do casal, o tratamento escolhido e dos pacientes.

Esses fatores influenciam no período do tratamento, porque certas causas são tratadas de maneira mais rápida enquanto outras exigem um procedimento mais demorado.

Além disso, o fator emocional do casal também pode influenciar na duração do tratamento, porque determinados sentimentos são capazes de interferir nas chances de gravidez. Ansiedade e estresse em excesso, por exemplo, podem dificultar as tentativas de engravidar.

É preciso lembrar ainda que um tratamento de fertilidade envolve o diagnóstico de infertilidade. Esse processo costuma ser a parte mais demorada do tratamento, sendo que ele pode levar até 3 meses.

Por isso, o indicado sempre é que o casal vá ao médico assim que começar a desconfiar da infertilidade. Geralmente, a ida ao especialista é recomendada após 1 ano de tentativas regulares sem o uso de contraceptivos. Quando a mulher tem 35 anos ou mais, o casal já pode consultar um médico depois de 6 meses de tentativas.

Duração média dos tratamentos

Apesar de não haver uma duração exata para os tratamentos de fertilidade, há um tempo médio que cada tipo de tratamento costuma durar. Sendo assim, vamos listar agora os principais tratamentos para fertilidade e suas durações médias para que você tenha uma ideia de quanto tempo seu processo para engravidar pode levar:

Coito programado

O coito programado é um tipo de tratamento em que medicamentos podem ou não serem utilizados. Normalmente, eles são indicados para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Nessa opção, primeiro é preciso analisar a ovulação da mulher para descobrir o seu período fértil. Em seguida, ela deve ingerir os medicamentos indicados pelo médico, que podem ser injetáveis ou orais, para realizar a estimulação ovariana.

Os injetáveis geralmente têm que ser tomados entre 8 e 12 dias, já os orais costumam ser receitados por 5 dias. O uso do remédio começa no início do ciclo menstrual da mulher, e após comprovar o estímulo realizado pela medicação, o casal deve ter relações sexuais em um período definido.

Por isso, esse tratamento é chamado de coito programado. Esse processo de medicação até a ovulação dura 15 dias em média. Após o coito programado, o casal precisa esperar mais 15 dias para saber se o tratamento funcionou. Então, esse método dura aproximadamente 1 mês.

Indução da ovulação

Nesse tratamento, a mulher deve tomar os remédios indicados pelo médico para fazer a indução da ovulação. Os medicamentos podem variar de acordo com cada caso, por isso, o tempo de medicação também não é exato.

Assim como no coito programado, os remédios começam a ser tomados no início do ciclo menstrual. Juntamente ao uso dos medicamentos, a mulher precisa fazer exames desde o começo de seu ciclo menstrual até a ovulação para descobrir se o tratamento está funcionando.

Após a verificação de que o óvulo foi liberado, o casal deve ter a relação sexual programada. O período do início da medicação até o coito programado costuma ser de 12 dias. Depois disso, o recomendado é esperar 15 dias para saber se o tratamento deu certo.

Caso ele não funcione de primeira, a mulher ainda pode fazer a indução da ovulação mais duas vezes. Se ela não funcionar depois de 3 tentativas, o mais indicado é pensar em outro tipo de tratamento.

Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro é um procedimento mais complexo e, por isso, ele pode durar até 45 dias. Mas, geralmente a FIV também tem uma duração média de 15 a 30 dias. Ela tem essa duração, porque primeiro é necessário fazer a estimulação ovariana com o auxílio de medicamentos e o acompanhamento dos resultados.

Depois, deve ser realizada a coleta de espermatozoides do parceiro, o cultivo embrionário, a transferência do embrião para a mulher e esperar para descobrir se ela está grávida. Ou seja, existem várias etapas que devem ser feitas com cuidado para que o tratamento possa ser bem-sucedido.

Em média, as etapas duram:

  •         Estimulação ovariana: de 9 a 12 dias;
  •         Coleta de espermatozoides e punção folicular: 1 dia;
  •         Cultivo embrionário: 1 a 5 dias;
  •         Transferência do embrião para o útero: 1 a 5 dias;
  •         Teste de gravidez: 15 dias após a punção ovariana.

Se não a FIV não funcionar na primeira tentativa, o casal pode tentar novamente, mas é necessário esperar algumas semanas. Geralmente, o recomendado é esperar pelo menos 1 mês entre as tentativas.

Inseminação artificial

Na inseminação artificial, o sêmen de um doador ou do parceiro é injetado na cavidade endometrial da parceira depois da realização da indução da ovulação. As etapas desse procedimento são: a estimulação da ovulação por meio de medicamentos, acompanhamento com o médico para verificar o progresso do tratamento, coleta do sêmen e a inseminação no período fértil da mulher.

Todas essas etapas duram em média 12 dias e, depois, é preciso esperar mais 15 dias para conferir se a inseminação artificial foi bem-sucedida. Caso não tenha sido, é possível tentar novamente antes mesmo de um novo ciclo.

Se você está pensando em fazer um tratamento de fertilidade, lembre-se de não se preocupar com o tempo de duração dele. Ele pode demorar menos ou um pouco mais que a média, porém o mais importante é realizá-lo com profissionais capacitados e experientes no ramo.

E, ainda, se você se preocupar muito pode afetar seu ciclo e sua fertilidade. Então, o ideal é encontrar um bom médico, ter empatia e confiar nele. Aqui na Clínica de Reprodução Humana e Instituto Amato temos uma equipe especializada e preparada para lhe ajudar em seu tratamento.

Sendo assim, se está desconfiada que você ou seu parceiro podem ser inférteis, marque uma consulta conosco. Dessa forma, podemos fazer um diagnóstico e começar um tratamento de fertilidade. 

 

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Categorias: Medicina

HIV e gestação

Fertilidade - ter, 12/01/2020 - 05:52

Esta informação é para você que foi diagnosticada com HIV (vírus de imunodeficiência humana) e está grávida ou planejando ter um bebê. Se você é um parceiro, parente ou amigo de alguém que está nesta situação, pode também ser útil. (Veja HIV no tratamento da infertilidade e reprodução humana)

Aqui você verá:

  • o que o HIV pode significar para você e seu bebê
  • quais são as maneiras mais eficazes de:
    • proteger o seu bebê no útero, durante o parto e nas primeiras semanas de vida
    • tratar-se durante a gravidez e trabalho de parto
  •  sobre o planejamento para a gravidez.

O que é HIV e o que isso pode significar para o meu bebê?

O HIV é um tipo de vírus chamado de retrovírus que impede o sistema imunológico do corpo de funcionar corretamente e dificulta a luta contra infecções. Se você tem o vírus, isso é reportado como sendo HIV positivo. O vírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra através da troca de fluidos corporais, incluindo sangue, sêmen, fluídos vaginais e leite materno. Você pode passar o vírus para seu bebê através da placenta durante a gravidez, durante o nascimento e através do seu leite materno. O cuidado que você receberá visa reduzir o risco de transmitir o HIV para seu bebê. 

Que extras no pré-natal posso esperar se eu sou HIV positiva?

Cuidados especializados e verificações regulares de saúde devem ser realizados. Você deve ser cuidada por uma equipe de especialistas que inclui:

  • médico que se especializa em HIV, o infectologista
  • obstetra (médico especializado no tratamento de mulheres grávidas)
  • pediatra (médico especializado na saúde da criança).

Você e seu bebê deverão ser monitorados durante a gravidez, e isto pode incluir exames de ultra-som extras.

A quantidade de vírus (carga viral) e anticorpos para HIV (CD4) em seu sangue será monitorada, assim como serão os níveis de drogas se você estiver em tratamento.

Infecção e vacinação

Se você é HIV positiva, é importante saber se você é imune a certas infecções. Como outras mulheres grávidas, você será recomendada a fazer exames no início da gravidez para hepatite B, rubéola e sífilis. No entanto, você também será indicada a exames para hepatite C, varicela-zoster/catapora, sarampo e toxoplasmose.

Mulheres grávidas são indicadas para a vacina contra coqueluche. Você também será recomendada a ter vacinação para hepatite B (se você não está imune), para vacina da gripe e pneumococo (nos meses de Outono/Inverno). Estas são seguras na gravidez.

As vacinas para a varicela, sarampo, caxumba e rubéola não são seguras na gravidez e, portanto, serão oferecidas após o nascimento do seu bebê, se você não está imune.

Se você estiver recebendo tratamento para o HIV para a sua própria saúde, você pode ser recomendada a tomar antibióticos para reduzir as chances de desenvolver uma pneumonia.

Você deve ser indicada a usar um cotonete para infecções vaginais logo cedo na gravidez e depois novamente em torno de 28 semanas de sua gravidez. Se o cotonete mostrar infecção, deve ser oferecido tratamento para reduzir o risco de passar o HIV para seu bebê.

Síndrome de Down

Todas as mulheres são indicadas para um exame de triagem para a síndrome de Down. Se seu exame mostra que está em risco aumentado de ter um bebê com síndrome de Down, você será encaminhada para uma unidade de medicina fetal para discutir suas opções adicionais. Há um risco de que os testes possam transferir HIV para seu bebê. Isto será discutido com você totalmente.

Diabetes gestacional

Se estiver tomando certos medicamentos para o HIV no início da gravidez, você pode ser aconselhada a fazer um exame para diabetes gestacional (diabetes que é diagnosticada pela primeira vez na gravidez) entre 24 e 28 semanas. 

Posso reduzir a chance de passar o HIV para meu bebê?

Sim. Você pode reduzir significativamente o risco de passar HIV para seu bebê se você:

  • tiver tratando com drogas anti-retrovirais (veja abaixo)
  • evitar o aleitamento materno e optar por alimentar seu bebê com leite em fórmula
  • tiver uma cesariana, se sua equipe especializada recomendar.

Devo ter tratamento anti-retroviral na gravidez?

Sim. As drogas usadas para tratar a infecção pelo HIV são conhecidas como anti-retrovirais. Às vezes três ou mais tipos são usados juntos, o que é conhecido como terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART). Seus médicos lhe oferecerão anti-retrovirais durante a gravidez e no nascimento de seu bebê (se já não estiver a tomá-los), para ajudar a reduzir a chance de passar o vírus para seu bebê. O tratamento anti-retroviral também pode ser benéfico para a sua saúde.

Se você não tiver tratamento anti-retroviral, há um risco muito maior de que você vá passar o vírus para seu bebê.

Tratamento anti-retroviral é seguro na gravidez?

Para você

Medicamentos anti-retrovirais são geralmente seguros, mas eles às vezes podem ter efeitos colaterais, incluindo problemas de estômago e digestivos, diabetes, erupções cutâneas, cansaço extremo, alta temperatura e falta de ar. É importante que informe o seu médico se você experimentar qualquer sintoma incomum enquanto estiver grávida.

Retrovirais às vezes também podem causar problemas hepáticos. Se você iniciou o HAART na gravidez, você deve fazer regularmente exames de sangue para verificar se seu fígado está funcionando normalmente. Algumas drogas podem reduzir os níveis de ferro no sangue (anemia) e você pode ser aconselhada a ter suplementos de ferro.

Você fica mais propensa a entrar em trabalho de parto mais cedo, se estiver tomando o HAART.

Para seu bebê

O tratamento anti-retroviral em si não parece ser prejudicial para os bebês. Não tomar a medicação é muito mais provável que seja prejudicial para seu bebê, porque o risco de transmitir o HIV para seu bebê será muito maior.

Que tratamento anti-retroviral devo fazer?

Você será recomendada a tomar os medicamentos, considerados o melhores para você. Também será informado quando deve começar e parar de tomá-los. 

Você já está tomando anti-retrovirais

Seus médicos recomendarão que você tome HAART durante a gravidez e depois de ter tido seu bebê. Se você esta tomado antes da gravidez, você não deve parar a medicação.

Você não está tomando anti-retrovirais

Deve ser indicado o tratamento para parar de passar o vírus para seu bebê. O tratamento usual é o HAART, conforme descrito acima. O tratamento com uma única droga anti-retroviral (zidovudina) pode considerar-se se sua carga viral for inferior a 10000, sua contagem de CD4 é de mais de 350 e se estiver preparada para ter uma cesariana.

Seu médico geralmente irá recomendar que você comece o tratamento entre 14 e 24 semanas de gravidez e continue até seu bebê nascer.

Qual é a melhor maneira de dar a luz ao meu bebê?

Sua equipe irá discutir com você a melhor maneira de dar à luz. O tratamento que você está tomando, sua carga viral e CD4 contam com 36 semanas e as gestações anteriores serão levadas em conta.

  • Você deve ser capaz de ter um parto vaginal, mesmo se você teve uma cesariana antes, se você estiver tomando o HAART, e tiver carga viral inferior a 50 e uma contagem de CD4 com mais de 350.
  • Se estiver tomando HAART e sua carga viral está entre 50 e 399, seus médicos podem recomendar uma cesariana, geralmente com 38 semanas. Isso vai depender do padrão de sua carga viral, há quanto tempo você esteve em tratamento e seus desejos.
  • Será informada que é melhor uma cesariana, geralmente com 38 semanas, se:
    • estiver tomando o HAART e tem uma carga viral de 400 ou mais
    • estiver tomando zidovudina sozinha
    • o vírus da hepatite C for detectado em seu sangue.

Se os seus médicos aconselham cesariana planejada, mas você quer um parto vaginal, sua vontade pode ser respeitada. No entanto, como com todas as mulheres, se há preocupações sobre você e seu bebê durante o trabalho de parto, pode ser necessária uma cesariana de emergência.

Para qualquer método que você escolher, uma amostra de seu sangue deve ser tomada no momento do nascimento para verificar a quantidade de vírus em seu sangue.

O que acontece se eu tenho uma cesariana planejada?

Se você estiver tomando o HAART, deve continuar a tomar como recomendado pelo seu médico.

Deve ser prescrita a zidovudina através de um soro, que será iniciado algumas horas antes de sua cesariana. Isso deve continuar até que seu bebê nasça e o cordão umbilical tenha sido fixado.

Porque é provável que você tenha sua cesariana antes de 39 semanas, deve ser indicada a um curso de duas a quatro injeções de corticoide durante um período de 48 horas para diminuir a chance de problemas respiratórios para o seu bebê. V

Se suas contrações começarem antes da sua cesariana planejada, vá direto para o hospital. A cesariana será feita assim que possível. Ocasionalmente, o trabalho de parto pode estar muito avançado e pode ser mais seguro para você e seu bebê ter um parto vaginal.

O que acontece se eu tiver um parto vaginal planejado?

Você deve receber tratamento HAART durante todo seu trabalho de parto. Quanto antes a sua bolsa estourar durante o trabalho de parto, maior o risco de transmitir o HIV para seu bebê.

Deve ser prescrita para uma infusão de zidovudina se sua bolsa rompeu ou se há o conhecimento de que tem uma carga viral muito alta.

Se passar da sua data de nascimento programada e sua carga viral não puder ser detectada, é possível ter o trabalho de parto iniciado (induzido).

E se minha bolsa estourar mais cedo?

Depois de 37 semanas

  • Parto vaginal planejado

Se sua bolsa estourar antes de você ir para o trabalho de parto e sua carga viral está a menos de 50, pode ser possível induzir o trabalho de parto com um soro para começar as contrações. Isto será iniciado imediatamente.

  • Cesariana planejada

Se sua bolsa estourar antes de sua cesariana planejada, vá direto para o hospital.

A cesariana será feita logo que possível.

 

Antes de 37 semanas

Se sua bolsa estourar antes de iniciarem suas contrações, sua equipe irá avaliar se seria melhor para seu bebê nascer, em vez de esperar. Isso vai depender de quão longe você está em sua gravidez e seu risco individual de transmitir o HIV para o seu bebê. 

Qual tratamento o meu bebê vai precisar após o nascimento?

Seu bebê deve receber medicamentos anti-retrovirais dentro de 4 horas e este deve ser continuado até que ele ou ela esteja entre 4 e 6 semanas de idade.

Seu bebê será testado para o HIV nos primeiros 2 dias, na alta do hospital, com 6 semanas e com 12 semanas. Se estes exames derem negativo e você não estiver amamentando, seu bebê não tem HIV. Será feito mais um exame para confirmar quando seu bebê tiver 18 meses de idade.

Qual é a melhor maneira de alimentar meu bebê?

Você pode reduzir significativamente o risco de transmitir o HIV, se você não amamentar e não usar seu próprio leite materno. Este é o meio mais importante de reduzir o risco do seu bebê. Se você é HIV positiva, é mais seguro usar leite de fórmula.

Ninguém será informado sobre meu status de HIV?

Sua equipe de saúde precisa estar ciente de que você é HIV positiva, para que possam fornecer o melhor cuidado possível para você e seu bebê. Essa informação constará em seu prontuário médico, de acesso restrito.

Se você ainda não disse a seu parceiro sexual que você é HIV positiva, a equipe irá incentivar e apoiar você para fazê-lo, a fim de reduzir o risco de transmissão.

Eles não devem contar a ninguém sobre seu estado de HIV sem sua permissão. Devem respeitar o seu direito à confidencialidade e usar do cuidado e sensibilidade, onde poderiam ser divulgadas informações sobre você para o seu parceiro ou parentes.

A única exceção é se você está colocando seu parceiro em risco. Nestas circunstâncias, os profissionais de saúde podem dizer ao parceiro sexual sobre seu estado de HIV. Mas sua equipe de saúde deve discutir isso com você primeiro. Eles devem ponderar os riscos envolvidos para você (por exemplo, violência e/ou abuso) antes de decidirem o que fazer.

O que devo fazer se eu estou planejando ter um bebê?

  • Se você ou seu parceiro é HIV positivo, deve ser informada sobre as práticas de sexo mais seguras e o uso de preservativos para prevenir a transmissão do HIV.
  • Você deve ser encaminhada para aconselhamento pré-gestacional e para conselhos sobre opções de concepção com uma equipe, que deve incluir um especialista em fertilidade e um especialista em HIV.
  • Você será aconselhada a esperar até que sua carga viral esteja baixa e para garantir que qualquer infecção seja tratada.
  • Todas as mulheres são aconselhadas a tomar ácido fólico (400 microgramas diários) por 3 meses antes de ficarem grávidas. Se estiver a tomar cotrimoxazol, você será aconselhada a tomar a dose mais elevada de ácido fólico (5 mg por dia).
  • Se o parceiro masculino for HIV positivo:
    • o risco de transmitir o HIV para a mulher é quase zero se ele estiver tomando o HAART, teve uma carga viral de menos de 50 por pelo menos 6 meses e não tem outras infecções e tem relação desprotegida apenas na época fértil do ciclo da mulher; nesta situação, a lavagem de esperma não pode reduzir o risco de transmissão do HIV e pode realmente reduzir a probabilidade de engravidar
    • você pode desejar considerar a concepção assistida com lavagem de esperma ou o esperma de um doador, se há uma grande chance de transmissão do HIV.

Há mais alguma coisa que eu deva saber?

Se você é HIV positiva, você deve obter aconselhamento contraceptivo de uma equipe especializada depois de ter tido seu bebê.

Mulheres com infecção pelo HIV são recomendadas a fazer esfregaços cervicovaginais anuais (papanicolau).

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Inseminação de Doador

Fertilidade - seg, 11/30/2020 - 18:16

Isso envolve usar sêmen doado por outro homem. Como um casal, vocês podem decidir considerar inseminação de doador como uma alternativa para a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Seu médico deve oferecer ambas as opções e explicar as vantagens e desvantagens de cada um. Sêmen doado pode ser usado para FIV se necessário.

Você pode ser indicado à inseminação de doador, se:

  • Há poucos espermatozoides no seu sêmen ou eles são de baixa qualidade e você decidiu fazer ao invés de realizar a ICSI ou
  • Você não tem espermatozoides no seu sêmen.

Você também pode ser indicado para inseminação de doador se tiver doença genética que poderia ser transmitida à criança, uma doença infecciosa que poderia ser transmitida à mulher ou à criança, ou se você e os grupos sanguíneos da sua parceira não são compatíveis.

Se você está considerando a inseminação de doador deve ser encaminhado para aconselhamento sobre as implicações para você e para as crianças que você puder ter. Todos os potenciais doadores de sêmen também devem ser indicados para aconselhamento independente para ajudá-los a pensar sobre as implicações da doação para si, seus próprios filhos e quaisquer crianças que possam ter como resultado da doação de sêmen.

Para as mulheres, antes de iniciar o tratamento com a inseminação do doador deve ser oferecido testes para confirmar que você está ovulando. Deve ser indicado exames para verificar suas trompas de falópio se houver algo no seu histórico médico que sugira que elas possam estar danificadas.

Se você estiver ovulando regularmente, deve ser indicada pelo menos 6 ciclos de inseminação de doador. Para reduzir o risco de gravidez múltipla pode ser indicada para uma inseminação ‘não estimulada’, que significa que você não receberá medicamentos de fertilidade para estimular seus ovários durante o tratamento. Você deve fazer inseminação intra-uterina em vez de inseminação intra-cervical porque isso pode dar uma chance maior de engravidar.

Se você não tiver engravidado após 3 ciclos de inseminação de doador, pode ser indicado exames para verificar suas trompas de falópio, se estes não tiverem sido feitos antes.

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Quais as principais causas de infertilidade?

Fertilidade - seg, 11/30/2020 - 09:28

A infertilidade é uma condição que acomete muitos homens e mulheres, mas boa parte dessas pessoas só pensa nisso quando tenta ter um filho e passa por dificuldades. Entretanto, ter dificuldades para engravidar é comum e não significa necessariamente que um dos parceiros é infértil.

Um casal deve considerar a infertilidade quando mantém relações sexuais regulares por 1 ano sem o uso de contraceptivos e ainda têm dificuldades. Nesse caso, o indicado é consultar um médico para fazer uma avaliação e receber auxílio. Se ambos ou um dos parceiros tiver 35 anos esse tempo de espera diminui para 6 meses.

Essa consulta é importante, porque existem diversos fatores que podem causar infertilidade e um especialista saberá qual é o melhor tratamento para cada caso. Abaixo, listamos as principais causas de infertilidade para que você as conheça e analise o que pode estar dificultando seus planos de engravidar.

Principais causas de infertilidade em mulheres Endometriose

Um dos principais motivos de infertilidade feminina é a endometriose, uma condição em que o endométrio (a mucosa que reveste a parede interna do útero e que descama na menstruação) cresce fora do útero.

Como ele pode se espalhar para outros órgãos, acaba mudando a anatomia do aparelho reprodutor da mulher e, assim, faz com que seja mais difícil ocorrer a gravidez.

A endometriose pode apresentar sintomas, como cólicas e sangramentos fortes, dor nas relações sexuais e menstruação irregular. Mas, às vezes ela é assintomática, por isso é importante ter o diagnóstico de um médico.

Além disso, ter o acompanhamento desse profissional é fundamental, porque se a endometriose for confirmada ele saberá qual é o melhor tratamento para o caso.

Síndrome dos ovários policísticos

A síndrome dos ovários policísticos, também conhecida como SOP, ocorre quando a mulher tem ovários com cistos, além de um excesso de hormônios masculinos e baixa quantidade de femininos. Essa situação faz com que a ovulação seja irregular e, em alguns casos, nem ocorra.

Entre os principais sintomas da síndrome do ovário policístico estão a menstruação irregular, presença de acnes, ganho de peso e excesso de pelos. Uma mulher que desconfia que tem SOP deve ir ao médico e realizar exames, como ultrassom e hormonais, para confirmar sua condição.

Caso ela seja confirmada, existe mais de um tratamento que pode melhorar a fertilidade da mulher e aumentar as chances de gravidez. Alguns exemplos são os tratamentos com remédios que incentivam a ovulação e a fertilização in vitro.

Problemas na ovulação

Algumas mulheres costumam apresentar problemas na ovulação provocados por diferentes motivos, por exemplo, por óvulos de baixa qualidade, presença pequena de óvulos liberados ou maduros.

Esses problemas nos óvulos também podem ser causados por várias razões, sendo a idade uma delas. Geralmente, depois dos 35 anos as mulheres diminuem consideravelmente a quantidade de óvulos produzidos e a qualidade é igualmente reduzida.

Se o problema na ovulação não for causado pela idade, ele pode apresentar alguns sintomas, como menstruação irregular e ausência de sintomas da TPM. Para melhorar a fertilidade nos casos de problema de ovulação é possível, por exemplo, utilizar medicamentos ou realizar a inseminação artificial.

Alterações nas tubas uterinas

Quando as tubas uterinas apresentam alterações, como um bloqueio ou um dano, elas dificultam bastante o caminho dos espermatozoides e do óvulo. Por isso, é difícil para a mulher conseguir engravidar.

Essas alterações podem ter várias causas, como doenças sexualmente transmissíveis ou uma doença inflamatória pélvica. Dependendo do quadro, a mulher pode passar por uma cirurgia para corrigir a alteração ou tentar engravidar com o método da fertilização in vitro. Às vezes o próprio exame de histerossalpingografia mostra o problema e em raras vezes pode acabar até desobstruindo as tubas.

Principais causas de infertilidade em homens Problemas na formação dos espermatozoides

Uma das causas mais comuns para a infertilidade dos homens é a presença de problemas na formação dos espermatozoides. Eles podem ser produzidos em baixa quantidade, em formatos irregulares ou até terem dificuldades para se locomover.

Para descobrir esses problemas, o homem deve fazer um espermograma, pois essa é a melhor forma de confirmar se ele tem alguma dessas condições. Caso o problema seja a quantidade de espermatozoides produzidos, é possível aumentá-la com um tratamento adequado.

Já se o problema for o formato ou a mobilidade, o casal pode optar pela fertilização in vitro ou por utilizar o espermatozoide de um doador.

Varicocele

Quando o homem tem um alto grau de veias aumentadas no testículo significa que ele tem varicocele. Essas veias são um tipo de varizes que prejudicam a produção de espermatozoides e podem causar a infertilidade.

Em alguns casos, a varicocele pode provocar dores no saco escrotal e a sensação de peso na região. Caso se confirme que o parceiro tem varicocele, ele pode fazer uma cirurgia simples ou embolização para tratar essa condição.

Dificuldades na ejaculação

Alguns homens têm problemas na ejaculação, o que pode dificultar bastante a fecundação. Os homens que apresentam esse tipo de problema podem ejacular pouco ou, em alguns casos, podem não ejacular.

Essa dificuldade na ejaculação pode ter diferentes origens, como uma inflamação, um ferimento e até a realização de uma vasectomia anteriormente. Se o homem apresentar essa dificuldade, o mais indicado é coletar seus espermatozoides para fazer a fertilização in vitro ou optar por um doador.

Dependendo do caso, uma cirurgia para desbloquear o canal da ejaculação também pode solucionar o problema.

Infertilidade sem motivo específico

Em alguns casos, mesmo após fazer uma análise completa, não é possível identificar o motivo de infertilidade de um casal. Quando isso acontece, o médico responsável pela avaliação pode passar o tratamento de fertilidade mais adequado para o casal, de acordo com os resultados dos exames e suas observações.

Se isso acontecer com você e seu parceiro é importante não desanimar, porque atualmente existem vários tratamentos para fertilidade. E mesmo desconhecendo a causa da infertilidade é possível encontrar um tratamento que tenha chances de ser bem-sucedido.

Então, se vocês estão tentando engravidar há algum tempo, marque uma consulta com um especialista. Dessa forma, ele poderá realizar uma avaliação e encontrar a melhor solução para vocês.

Para saber mais sobre as suas opções, inclusive, confira também os principais tipos de tratamento de fertilidade

 

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Qual a relação entre obesidade e infertilidade?

Fertilidade - seg, 11/30/2020 - 05:23

A obesidade é medida na prática com uma conta que usa o valor do peso e da altura. Essa conta representa um índice chamado índice de massa corporal ou IMC, de modo que quanto mais alto o índice mais acima do peso ideal a pessoa está. Esse excesso de peso já está associado aos mais diversos problemas de saúde, sendo considerado, por si só, uma condição que merece tratamento. Inúmeras pesquisas são feitas atualmente para compreender qual a relação entre a obesidade e a infertilidade. Será que, como a maioria dos aspectos da saúde humana, a capacidade reprodutiva também é negativamente influenciada por ela?
Um estudo* recentemente publicado na revista “Obstetrics and Gynecology Clinics of North America” procurou compreender melhor essa possível associação. Nele foi explicado que o tecido adiposo produz substâncias chamadas adipocinas, que influenciam a boa comunicação entre as células do corpo. Com essa comunicação dificultada, fica mais complicado executar corretamente as suas funções; essa influência pode inclusive ser exercida sobre as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório.
O tecido adiposo em excesso é considerado tóxico para o organismo porque também permite que a gordura seja estocada em diferentes células e tecidos, inclusive nos óvulos, afetando a sua qualidade.
O ciclo menstrual irregular, que pode estar presente em mulheres obesas, reflete o controle desregulado do organismo sobre a ovulação, mas parece que mesmo aquelas com o ciclo regular demoram mais para conseguir engravidar, assim como as chances de abortamento nessas mulheres também parecem ser maiores.
O aconselhamento por médico especialista antes da gravidez é muito importante para orientar a paciente obesa em relação a maneiras de como promover a sua capacidade reprodutiva, inclusive para aquelas que irão se submeter a tratamentos para infertilidade. Embora a perda de peso melhore de modo geral a função dos ovários e o desfecho da gravidez, o tratamento dessas pacientes deve ser individualizado, isto é, “cada caso é um caso”.

 

Veja também: Lipedema

*Obstet Gynecol Clin N Am 39 (2012) 479–493

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Doação de óvulos

Fertilidade - sex, 11/27/2020 - 08:23

Algumas mulheres não podem produzir óvulos, geralmente porque seus ovários não estão funcionando ou foram removidos. Se você está nessa situação, você pode desejar considerar receber doação de óvulos – ou seja, usar óvulos de outra mulher – para engravidar.

Você deve ser indicada para essa opção se:

  • seus ovários pararam de funcionar mais cedo, ou após a quimioterapia ou radioterapia ou
  • você tem uma anormalidade no cromossomo, como síndrome de Turner ou
  • seus ovários foram removidos.

Também pode ser indicado esta opção se você não teve sucesso com a FIV ou se há um alto risco de transmitir uma doença genética para seus filhos.

Se está considerando receber doação de óvulos, o especialista em reprodução humana vai aconselhar sobre o que o tratamento vai significar para você, para as crianças que você já tem, e para todas as crianças que você pode ter como resultado do tratamento.

Doando seus óvulos

Se você está considerando doar seus óvulos, seu médico deve oferecer à você informações sobre os riscos associados com a estimulação ovariana e a coleta de óvulos. Todos as doadoras de óvulos em potencial devem conversar com médico responsável para ajudá-las a pensar sobre as implicações da doação para si, seus próprios filhos e quaisquer crianças que possam ter como resultado da doação.

Ocasionalmente, uma mulher em tratamento de fertilidade pode optar por doar alguns dos seus óvulos em troca de um benefício, como a FIV com desconto. Seus óvulos são então doados para uma mulher que é incapaz de produzir seus próprios óvulos. Isso às vezes é chamado de “partilha de óvulos”. Qualquer pessoa que esteja considerando tomar parte em tal procedimento deve ser indicada à oportunidade de ver um conselheiro independente para falar sobre o que isso significará para elas.

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Infertilidade feminina

Fertilidade - qui, 11/26/2020 - 20:34

1 – Quais são as principais causas da infertilidade em mulheres em idade reprodutiva?
As principais causas de infertilidade em mulheres são de causa ovulatória (anovulação crônica, sindrome dos ovários policísticos), a endometriose e as má formações uterinas (útero sentado).INFERTILIDADE: CAUSAS E OPÇÕES DE TRATAMENTOS

2 – Como saber se uma mulher é fértil ou não? Existem exames específicos?
Para saber se a mulher é fértil existem alguns exames que podem ser realizados como, dosagens hormonais para avaliar reserva ovariana, ultrassonografia pélvica para avaliar má formações uterinas, cistos ovariano e endometriose e Hiterossalpingografia que avalia a permeabilidade das trompas uterinas. IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO E INVESTIGAÇÃO DA FERTILIDADE NA MULHER

3 – Depois de quanto tempo um casal deve buscar ajuda para a mulher conseguir engravidar?
O início da investigação pode ser imediata se ja for conhecido alguma dificuldade associada a fertilidade (endometriose, aderencias tubáreas). Se isto não ocorre, a investigação deve ser realizada após 1 ano em mulheres abaixo que 35 anos que estejam tentando engravidar e mantendo relações frequentes, e 6 meses em mulheres acima de 35 anos. QUANDO PROCURAR AJUDA DE UM MÉDICO ESPECIALISTA DE FERTILIZAÇÃO

4 – A obesidade pode ser um fator que reduz a capacidade reprodutiva da mulher?

A obesidade interfere na fertilidade feminina, ela altera a produção hormonal normal do corpo, ocorre um aumento dos andróginos que são hormônios masculinos, alterando assim o ciclo menstrual, a ovulação e a implantação do embrião no útero.

Leia também: 

5 – E o estresse? Ele também pode interferir na fertilidade feminina?
O estresse pode interferir na fertilidade feminina, a princípio não como causa principal mas associada a algum problema ja existente. Ocorrem alterações hormonais e neuroquímicas que podem afetar o ciclo menstrual e consequentemente a ovulação. REDUZINDO OS RISCOS DA INFERTILIDADE

6- Tabagismo e o consumo de álcool podem afetar o funcionamento do sistema reprodutivo?
O tabagismo e o álccol afetam a saúde reprodutiva, são substâncias tóxicas que agem no nosso corpo e alteram qualidade e número de espermatozóides, alteram a ovulação, ciclo menstrual, alteram trompas uterinas e diminuem a implantação do embrião no útero. CIGARRO PODE COMPROMETER FERTILIDADE FEMININA

7 – A gravidez após os 40 anos é um tema muito atual, pois é um reflexo da mudança do papel da mulher na sociedade nas últimas décadas. Por que é mais difícil engravidar a partir desta idade?
A gravidez após os 40 anos é mais difícil pois nesta idade a reserva ovariana esta diminuida, os óvulos existentes ja são mais envelhecidos e com taxa de fertilização pelo espermatozóide mais baixa. IDADE E FERTILIDADE FEMININA

8 – Em que casos de infertilidade feminina é possível buscar o recurso da reprodução assistida?
Na maioria dos casos existe uma indicação de tratamento de reprodução assistida. Casos de obstrucão tubárea podem ser contornados com fertilização in vitro. Casos de endometriose, dependendo do grau de acometimento podem ser conduzidos com inseminação artificial ou fertilização in vitro. E casos de anovulação dependendo da causa podem ser conduzidos com coito programado.
A verdade é que cada caso deve ser avaliado individualmente e indicado o melhor tratamento para o casal. Muitas vezes a dificuldade esta em ambos homem e mulher ou nenhuma causa é diagnosticada, no caso de esterilidade sem causa aparente. INFERTILIDADE FEMININA SEM EXPLICAÇÃO e INFERTILIDADE MASCULINA SEM EXPLICAÇÃO

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