Medicina

Cuidado com as complicações das varizes

Vascular Pro - sab, 02/27/2021 - 09:32

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que surgem, especialmente nas pernas de mulheres, por conta de vasos doentes. Apesar de gerar um desconforto estético muito grande, esse não é o problema mais grave que as varizes podem causar. Existem outras complicações muito mais danosas causadas pelas varizes e é sobre elas que falaremos a partir de agora.


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Principais complicações causadas pelas varizes

De imediato, quem sofre com varizes relata como a principal insatisfação o aspecto estético do corpo que fica comprometido. As varizes são muito mais comuns nas pernas de mulheres e essa é uma região que fica exposta com muito mais frequência, principalmente nos dias mais quentes.

Portanto, as veias tortas, sobressalentes, com formatos variados costumam mesmo constranger bastante. Muitas mulheres mudam o seu jeito de se vestir para esconder essas imperfeições na pele. Sendo assim, o efeito estético é sim uma complicação das varizes, mas não é a mais grave como as que serão relatadas a seguir.

 

Úlcera venosa

Essa é a pior complicação de todas. A úlcera é uma grande ferida que surge na perna varicosa quando a doença já está no estágio final. São ferimentos profundos, de difícil cicatrização e que provocam muita dor e desconforto.

A úlcera venosa costuma aparecer quando a pessoa que sofre com varizes passa muito tempo sem tratar o problema, que vai se agravando até chegar nesse ponto crítico. Pessoas que têm uma grave insuficiência venosa também são mais propícias a sofrerem com as úlceras venosas.

As úlceras podem ser únicas, mas também podem surgir de formas múltiplas, mais especificamente na região dos tornozelos. Há um risco alto de infecção que também favorece o surgimento de outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental evitar que as varizes cheguem até esse estado.

 

Trombose

A segunda maior complicação das varizes é a trombose, uma doença que se caracteriza pela presença de coágulos sanguíneos em lugares que não sofreram traumas e nem sangramentos. As varizes podem provocar dois tipos de trombose: a venosa profunda e a superficial.

 

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda é a mais perigosa porque apresenta coágulos sanguíneos, mais precisamente na região das pernas. Devido à textura rígida desse coágulo, alguma parte dele pode se desprender e seguir em direção à região dos pulmões, através do fluxo natural sanguíneo.

Ao chegar nos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos graves dependendo do seu tamanho e o resultado é a tão temida embolia pulmonar. A embolia pulmonar é, portanto, uma complicação grave das varizes e pode levar à morte súbita do paciente.

Os principais sintomas da trombose são:

  • Dor e inchaço local;
  • Pele avermelhada ou arroxeada;
  • Pernas mais quentes e com aspecto mais rígido do que o normal.

 

Trombose venosa superficial

A segunda variação da trombose é a tromboflebite superficial. É um pouco parecida com a trombose venosa, mas como o próprio nome diz, atinge a parte mais superficial da pele. Por isso, não é tão perigosa quanto a trombose venosa, apesar de também merecer muita atenção.

A tromboflebite é uma inflamação das veias menos profundas provocada pela presença de coágulos sanguíneos. As veias aparecem como verdadeiros cordões na pele, causando ao paciente alguns sintomas incômodos como dores, vermelhidão e inchaço.

 

Dermatite ocre

A dermatite ocre apresenta na região dos pés manchas de aspecto escurecido provocadas pela insuficiência venosa. Por causa dessa má circulação local, o sangue fica estagnado na região aumentando a pressão e causando as manchas.

Tais manchas são muito difíceis de serem removidas, mesmo após o tratamento das varizes. Por isso, é fundamental que se busque ajuda o mais rápido possível para evitar mais esse incômodo estético na pele.

 

Eczema

O eczema parece muito como uma descamação da pele, que pode vir acompanhado de uma coceira. Essa coceira, que parece inofensiva, pode virar uma ferida que, por sua vez, pode se transformar em uma úlcera venosa em um futuro bem próximo, se o tratamento tardar.

O paciente começa a sentir um desconforto na pele varicosa, coça a pele para aliviar esse incômodo, a coceira provoca feridinhas que podem evoluir para um problema mais grave como as úlceras. Mais uma vez, o tratamento das varizes é fundamental para evitar esse efeito colateral.

 

Varicorragia: veias que sangram

A varicorragia pode ser definida como uma veia saltada da pele que pode sangrar por qualquer motivo. É um acontecimento muito comum que se origina por causa da fragilidade das veias doentes.

Como há insuficiência venosa na perna que apresenta varizes, essa região fica com uma quantidade maior de sangue represado, aumentando a pressão local. Assim, as veias podem arrebentar sem um motivo aparente, exemplificando um caso de varicorragia.

É um episódio que acontece muito quando o indivíduo está tomando banho e é surpreendido por uma quantidade de sangue no chão que ele não sabe ao certo de onde vem, até identificar que o sangramento está partindo da perna que apresenta varizes.

Ao se deparar com uma situação como essas, o recomendado é que o paciente deite-se com as pernas elevadas, pressione o local para evitar a perda de mais sangue e faça, em seguida, um curativo para estancar o sangramento.

Depois, obviamente, é preciso procurar a orientação de um médico vascular. A varicorragia é uma complicação das varizes e um sinal de algo que já não estava bem, está começando a piorar.

 

Fator estético

Como já dissemos, a questão estética também é um fator a ser levado em consideração quando falamos em complicações das varizes. Quanto mais doente for a perna varicosa, quanto mais varizes ela tiver, mais vasinhos surgirão se espalhando pela região dos membros inferiores.

As varizes vêm acompanhadas de dores, inchaço, peso nas pernas e podem evoluir para doenças mais graves, como vimos ao longo deste artigo.

Então, a orientação sempre é procurar ajuda médica para tratar as varizes o quanto antes para que não surjam as complicações. Estas são muito mais agressivas, podendo, inclusive, levar o paciente a óbito, como é o caso da embolia pulmonar provocada pela trombose venosa. Portanto, observe o seu corpo e logo que constatar a presença de varizes, procure um médico. As varizes têm tratamento e buscar ajuda evita muitos incômodos futuros.

 

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Vein Camera – filtro do instagram

Vascular Pro - ter, 02/23/2021 - 15:33

Já havia criado há alguns anos o aplicativo Vein Camera para iPhone e iPad que permitia o realce de veias varicosas usando a camera de alta definição desses aparelhos. Infelizmente estava sem tempo de desenvolver o mesmo para o Android.

Mas uma tecnologia nova chegou, atrelada ao Instagram e ampliou as possibilidades. Aproveitei e criei um filtro para ver veias e varizes superficiais que roda em todos os dispositivos que tenham a última versão do Instagram instalado e funcionando.

Para acessar esse filtro, entre nesse link: Vein Camera para Instagram.

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Tornozelos e pés inchados: principais causas e o que fazer

Vascular Pro - ter, 02/23/2021 - 10:49

O inchaço, nome popular dado ao edema, é, basicamente, o acúmulo de líquido em determinada região do corpo. Quando ataca pés e tornozelos, pode ser o sinal de alguma doença venosa, linfática, resultado da má circulação sanguínea ou apenas consequência de maus hábitos. Veja a seguir as principais causas do inchaço e o que fazer para amenizar o problema.

Como identificar o inchaço nos pés e tornozelos?

A principal característica do inchaço é o aumento do volume da superfície afetada. Outro sinal de inchaço é o brilho da pele que se torna mais intenso. Além disso, a pessoa pode sentir peso nas pernas, cansaço excessivo, desconforto e até dor, dependendo da motivação do edema.

Uma técnica manual para identificar o inchaço é pressionar a área possivelmente inchada. Havendo uma depressão no local é sinal de que há sim acúmulo de líquido e é o momento, então, de procurar um médico, buscar o diagnóstico correto e começar o tratamento o quanto antes. (Sinal de Godet)

 

Principais causas do inchaço

Existem várias causas para o inchaço nos pés e nos tornozelos. Na maioria das vezes, não chega a ser algo grave e um dia é suficiente para que o edema desapareça. Contudo, quando vem acompanhado de outros sintomas como dor, ferimentos e vermelhidão e também quando dura muitos dias, o inchaço precisa ser analisado com mais cuidado por um especialista.

 

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma das principais causas do inchaço nos pés e nos tornozelos e também é um dos problemas mais delicados, que exigem atenção redobrada. A insuficiência venosa indica uma má circulação na região das pernas e dos pés.

Isso quer dizer que o sangue que deveria circular normalmente pelos membros inferiores não está conseguindo fazer esse trajeto devido a algum bloqueio, como os coágulos sanguíneos, refluxo, que seria o retorno do sangue, por falha das válvulas venosas, ou devido ao mau funcionamento dos músculos da panturrilha, responsável por bombear o sangue.

A má circulação nos membros inferiores originam as varizes que nada mais são do que veias doentes, com algumas variações de tamanho e grau de risco. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para úlceras doloridas e mais difíceis de serem curadas.

 

Linfedema

O linfedema é caracterizado pelo acúmulo de um líquido formado basicamente por proteínas, gorduras e água chamado de linfa. A linfa também é responsável pelo transporte das células de defesa do nosso corpo, os glóbulos brancos.

Os responsáveis pelo transporte da linfa são os vasos linfáticos que têm a ajuda dos gânglios linfáticos para purificar esse líquido e levá-lo de volta ao sangue, de onde a linfa se originou.

Quando acontece algum problema nos vasos ou nos gânglios, esse transporte não acontece e a linfa se acumula, geralmente na região inferior do corpo como as pernas e os pés.

O linfedema tem causa congênita, mas também pode surgir ao longo do tempo devido a inflamações e infecções locais como a erisipela. Também pode aparecer após a realização de cirurgias que comprometam os gânglios linfáticos, dentre outras razões.

O linfedema geralmente não causa dor, apenas o inchaço que pode comprometer um ou os dois pés. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento e quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhores serão os resultados.

 

Lipedema

O lipedema é uma doença muito confundida com a obesidade e também com o linfedema. Porém, tem causas e características diferentes. O lipedema é causado pelo acúmulo desproporcional de gordura doente em regiões específicas do corpo, mais precisamente nos membros inferiores e na região dos quadris.

O lipedema afeta principalmente as mulheres e pode surgir após fases de grande movimentação dos hormônios como a adolescência, a menopausa e a gravidez, por exemplo. Além do inchaço, o lipedema pode gerar dor na região afetada e assimetria no corpo. A parte de cima do tronco fica bastante desproporcional em relação à parte de baixo do corpo.

Como não é uma doença provocada pelo acúmulo de gordura normal, dietas e exercícios não direcionados não conseguem eliminar o lipedema, apenas reduzir um pouco o excesso. O tratamento envolve uma série de medidas, dentre elas a cirurgia para aspiração de gordura.

Além das doenças venosas, existem outras causas para o inchaço dos pés e tornozelos. Por exemplo:

  • Doenças renais;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Doenças hepáticas;
  • Gestação;
  • Uso excessivo de sal;
  • Ficar muito tempo em pé;
  • Artrose;
  • Traumas;
  • Uso de medicamentos para o tratamento de doenças etc.

Diante de tantas origens do inchaço, é muito importante que o indivíduo conheça o seu corpo e logo que identifique alguma alteração, procure um médico para encontrar a raiz do problema.

 

O que fazer para controlar o inchaço nos pés e tornozelos?

Depois de feito o diagnóstico, é preciso seguir as orientações do médico especialista para reduzir o inchaço e os outros sintomas que o acompanham. Lembrando que cada doença tem um tratamento específico e cabe ao médico prescrever o método mais adequado.

Algumas orientações que podem ser úteis em todos os casos são as relacionadas a seguir:

Fazer exercícios físicos: além de favorecer a circulação, se exercitar contribui para a perda de peso que também é excelente para diminuir o inchaço.

Manter uma alimentação saudável: beber bastante água, reduzir o sal, consumir menos industrializados, comer mais produtos naturais são maneiras de reduzir o acúmulo de líquido. Veja a dieta antiinflamatória.

Elevar as pernas: à noite, antes de dormir, ponha um travesseiro sob as pernas e mantenha-as elevadas para facilitar a circulação do sangue.

Meias de compressão: também são alternativas para estimular a circulação e aliviar o cansaço e o peso nas pernas.

Drenagem linfática: ótima indicação para eliminar líquidos, dissolver nódulos e aliviar as dores locais. Porém, vale lembrar que a drenagem deve ser feita por um profissional e é diferente daquela realizada por motivos estéticos.

Evite diuréticos: muitas pessoas tomam diuréticos na intenção de reduzir o inchaço, mas isso é um erro que deve ser evitado, principalmente sem avaliação médica. O diurético elimina água, mas também joga fora minerais e outras substâncias importantes para o corpo, causando a desidratação. Seu uso é restrito para algumas situações muito específicas.

Logo que o seu corpo consumir água novamente, volta à mesma situação anterior. O inchaço é apenas um sintoma e não a doença. Portanto, foque em tratar a causa do inchaço e não o sintoma.

O inchaço nos pés e nos tornozelos nem sempre é considerado um sintoma grave, mas dependendo da proporção, do tempo de duração e de outros sinais que o acompanham podem sim indicar uma doença que inspire cuidados imediatos, como as doenças venosas. O melhor a fazer é procurar orientação médica o quanto antes para solucionar de vez o problema.

 

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Quais os sintomas de problemas no sistema linfático

Vascular Pro - sab, 02/20/2021 - 10:54

O sistema linfático é um conjunto de vasos e linfonodos responsáveis por fazer o transporte de linfa, presente nos tecidos, para o sistema circulatório. Também é um sistema de defesa, com atuação direta na proteção de células e absorção de substâncias importantes para o corpo humano. Como a principal função do sistema linfático é o transporte de líquido, não é difícil identificar o momento em que essa atividade não está sendo executada corretamente. Logo que esse transporte é interrompido ou sofre algum dano, o corpo apresenta sinais e é sobre esses indicadores que falaremos mais adiante.

Sintomas de problemas no sistema linfático

Como saber se o seu sistema linfático está normal ou se está sofrendo com alguma alteração anormal? Conhecendo os sinais que o seu corpo apresenta. Vejamos agora quais são.

Edema (inchaço)

O edema, popularmente chamado de inchaço, é a principal demonstração de que há alguma coisa errada com o nosso sistema linfático. Ora, se os vasos linfáticos realizam o transporte de linfa pelo corpo é compreensível que, diante de uma falha, esse líquido fique estagnado.

O resultado é o acúmulo desse material dentro dos vasos, resultando no inchaço. Esse acúmulo pode ser gerado devido ao mal funcionamento dos vasos e também por algum tipo de obstrução local ou lesão.

Assim, sempre que o indivíduo apresenta inchaço no corpo de forma prolongada, sem uma causa aparente ou após alguma intervenção cirúrgica, precisa consultar um médico especialista para verificar a causa real desse edema.

Quando atinge pernas e pés, o edema é facilmente perceptível a olho nu e também quando a área afetada é pressionada. O retorno gradual da pele após a pressão indica o maior ou menor grau do problema.

O linfedema é uma das doenças mais comuns do sistema linfático que provoca inchaço, membros assimétricos e erisipela, da qual falaremos adiante.

Erisipela

A erisipela é uma infecção que atinge a parte mais externa da pele do indivíduo, provocada por uma bactéria. Essa bactéria entra no organismo através de pequenas fissuras como ferimentos, rachaduras e até mesmo micoses.

A erisipela atinge basicamente pernas e pés e os idosos são os mais propensos a sofrer com a doença por causa da fragilidade do sistema linfático. Os principais sintomas dessa infecção são:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Pele escurecida;
  • Febre;
  • Bolhas e ferimentos, nos casos mais graves.

Alguns pacientes também relatam sintomas como febre, indisposição, fadiga e mal-estar generalizado antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas físicos da erisipela.

Elefantíase

A elefantíase é o nome popular da Filariose, uma infecção provocada por um verme que entra na pele do indivíduo através da picada de um mosquito contaminado. Esse verme chega até os vasos linfáticos, provocando alterações na circulação local ocasionando o inchaço completamente anormal de um dos membros inferiores.

A perna afetada por essa infecção apresenta uma aparência deformada e rígida, extremamente diferente da perna não atingida, se assemelhando a pata de um elefante. Por isso, a popularização do nome “elefantíase”.

A elefantíase é uma das doenças mais incapacitantes do sistema linfático, além de causar no paciente severas crises de insatisfação com o próprio corpo, devido à deformidade estética.

Ausência de dor

A dor não é um sintoma clássico nas doenças do sistema linfático. É muito comum os pacientes não relatarem esse tipo de desconforto quando procuram um médico. Aliás, a dor é um excelente sintoma que ajuda a diferenciar do lipedema. Contudo, a ausência de dor não indica a ausência de um problema.

No caso do linfedema, por exemplo, o inchaço provocado pela distribuição irregular da linfa pelos vasos linfáticos, não causa dor ao paciente. Isso acaba por fazer com que ele pense que está tudo normal. Mesmo sem dor, é preciso observar os outros sintomas e procurar o médico diante de qualquer alteração significativa.

É importante lembrar que a dor pode aparecer caso haja alguma infecção local, como a própria erisipela, da qual falamos anteriormente. Por isso é tão importante ficar atento aos sinais e analisar cada novidade que o corpo apresentar.

Assimetria: uma perna diferente da outra

Outro sintoma muito comum das doenças do sistema linfático é a assimetria das pernas. Isto é, as pernas do paciente atingido não têm a mesma aparência quando comparadas entre si. Geralmente, uma é mais inchada do que a outra, evidenciando o acúmulo de líquido naquele local específico.

Nem sempre esse sintoma vem acompanhado de outros. O indivíduo pode não relatar dor, alteração de cor, ferimentos e nenhuma outra característica que sinalize algum problema a não ser uma perna mais grossa do que a outra. Porém, esse sintoma já é um sinal do linfedema, o inchaço provocado pela má circulação da linfa.

Pés também são atingidos

O corpo inteiro pode apresentar sintomas de que o sistema linfático não vai bem, inclusive os pés. Em muitos casos, inclusive, é observando os próprios tornozelos que o indivíduo percebe que há algo de errado com o seu corpo, que existe um inchaço anormal nos membros inferiores.

Com o passar do tempo, e na ausência de tratamento, esse inchaço pode se agravar, reduzindo cada vez mais a mobilidade do indivíduo que acaba ficando mais cansado ao executar atividades rotineiras, tendo que depender cada vez mais de outras pessoas.

Paciente sente piora ao ficar de pé

A posição vertical dos membros inferiores piora a situação de quem tem alguma doença do sistema linfático. O motivo é a dificuldade que os vasos apresentam em realizar o transporte do líquido de baixo para cima, uma vez que estão lesionados ou em mal funcionamento.

Por isso, ficar muito tempo em pé não é recomendado, pois é um hábito que sobrecarrega o sistema circulatório, além de provocar dores, cansaço nas pernas, além de outros desconfortos.

Paciente sente melhora ao elevar as pernas

Se ficar muito tempo em pé é desconfortável, elevar os membros inferiores gera um verdadeiro alívio para quem apresenta linfedema ou alguma outra doença linfática. Manter as pernas elevadas estimula a circulação, favorece o trajeto do líquido pelo corpo, de baixo para cima, reduzindo o inchaço.

O ideal é que o paciente apoie as pernas sobre algum travesseiro macio na hora de dormir e eleve as pernas outras vezes ao longo do dia para evitar o cansaço extremo e diminuir a retenção líquida.

Como vimos, os problemas do sistema linfático são facilmente perceptíveis através da observação minuciosa e atenta dos sinais que as doenças apresentam. Obviamente, é preciso uma consulta com um médico especialista para confirmar ou eliminar suspeitas. Contudo, é muito importante que o paciente aprenda a observar o seu corpo em busca de alterações que indiquem algum problema de saúde e busque ajuda logo que perceber alguma anormalidade.


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O que o linfedema pode causar?

Vascular Pro - ter, 02/16/2021 - 12:51

O linfedema se caracteriza pelo tamanho irregular de determinada região do corpo, provocado pelo acúmulo anormal de um líquido rico em proteínas, chamado linfa. O indivíduo que sofre com o linfedema apresenta inchaços, mais precisamente na região inferior do corpo. Além de todo o desconforto motivado por esse inchaço, o linfedema também pode causar complicações como a erisipela e a elefantíase. Saiba mais sobre as consequências do linfedema a seguir.

O que é o linfedema?

O linfedema é uma doença que provoca o acúmulo de linfa em todo o corpo, mas com foco maior nas pernas e nos pés. Esse excesso de linfa acontece quando os vasos linfáticos possuem alguma obstrução ou lesão que impede a circulação normal dessa substância.

Assim, o corpo não consegue fazer a drenagem correta do líquido, fazendo com que ele fique armazenado dentro dos canais linfáticos, causando o inchaço, principal sintoma da doença.

O linfedema pode ser de origem primária, quando tem causa genética e também pode ser resultado de uma intervenção externa, como procedimentos cirúrgicos, caracterizando assim uma origem secundária.

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento. Os cuidados começam com a visita ao médico e cumprimento das orientações repassadas que, geralmente, são:

  • A prática regular de atividade física;
  • O uso de roupas de compressão;
  • Drenagem linfática manual;
  • Cirurgia.

Todas as medidas de tratamento têm como objetivo reduzir a quantidade de líquido acumulado e assim garantir ao paciente uma vida com mais qualidade.

Complicações do linfedema?

Quando não tratado corretamente, o linfedema pode causar diversas complicações ao paciente. Dentre elas, destacamos o escurecimento da pele, dor local, vermelhidão, ferimentos, coceira, indisposição e baixa mobilidade. Além disso, outras duas complicações do linfedema merecem uma atenção especial: a erisipela de repetição e a elefantíase. Saiba mais a seguir.

Erisipela de repetição

A erisipela é uma infecção comum, causada por uma bactéria que se localiza no membro inferior, no tecido subcutâneo da pele. A infecção causada pela doença provoca vermelhidão na pele, também chamada de hiperemia.

A hiperemia é a grande circulação ou a congestão sanguínea em um local específico da pele.

Para que essa bactéria cause infecção, ela precisa de uma porta de entrada, um meio para chegar até a região interna do corpo humano. Esse acesso existe quando o paciente apresenta algum ferimento ou fissura na pele que, por menor que seja, permite a entrada da bactéria.

Até mesmo a micose, muito comum nos pés, pode ser porta de entrada para a ação da bactéria causadora da erisipela, uma vez que os fungos causadores da micose geram pequenas rachaduras na pele, favorecendo a entrada desses micro-organismos.

Além da pele avermelhada, a pessoa que sofre com erisipela pode apresentar:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Bolhas;
  • Pele com ferimentos indicando a necrose dos tecidos locais.

O tratamento da erisipela deve ser rápido com o uso de antibióticos orais indicados pelo médico, além de muito repouso e elevação do membro afetado para tentar reduzir o inchaço.

O profissional indicado para tratar essa doença é o cirurgião vascular, mas o médico que atende no posto de saúde pode perfeitamente fazer um acolhimento e acompanhamento inicial.

Isso porque a recomendação é procurar ajuda médica o quanto antes para evitar que o dano se torne maior e com consequências mais graves para o indivíduo.

Por isso, se você apresenta sinais da erisipela e a consulta com o seu médico vascular vai demorar, não espere. Procure um clínico geral o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para o paciente, pois ele sofrerá menos danos futuros.

Erisipela de repetição

Sabemos que aquele que tem erisipela, futuramente apresentará inchaço na pele, além da erisipela por repetição. A erisipela por repetição atinge o indivíduo que possui alguma doença venosa, insuficiência ou alteração vascular que serve como fator de risco para novos casos.

Além do linfedema, pessoas que têm diabetes descontrolada ou obesidade também estão mais suscetíveis à erisipela de repetição. A razão é a má circulação sanguínea, uma das consequências dessas enfermidades.

A erisipela é considerada de repetição porque se torna resistente aos medicamentos e aparece frequentemente, sempre que o linfedema ou outra doença venosa apresenta sinais mais aparentes, quando está em crise, por exemplo.

Vale lembrar que a erisipela é uma doença grave que pode levar o indivíduo a óbito, uma vez que a necrose de tecidos pode atingir regiões mais profundas da pele, elevando os níveis de amputações e de infecções.

Elefantíase

A elefantíase é a segunda consequência do linfedema, embora muitas vezes seja confundida com a própria doença. Ou seja, muitas pessoas acreditam que o linfedema e a elefantíase são a mesma coisa. Na verdade, a elefantíase pode ser uma complicação do linfedema.

A elefantíase é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em algumas partes do corpo, deixando a região atingida totalmente disforme e irregular, em comparação com outras áreas. Geralmente, as pernas são as mais atingidas.

A doença é provocada, normalmente, por um parasita que entra no organismo através da picada de um mosquito. Contudo, ela também é resultado do linfedema secundário, aquele que surge após alguma intervenção cirúrgica no corpo.

Também chamada de filariose, a elefantíase deixa a pele afetada com um aspecto muito enrugado e inchado, muito semelhante à pele de um elefante. Daí vem a denominação da doença.

Devido ao inchaço extremo, a elefantíase compromete gravemente a mobilidade do indivíduo, interferindo na sua autonomia, além de prejudicar bastante a estética e a autoestima do paciente. Outros sintomas da elefantíase são:

  • Coceira na pele;
  • Dor local;
  • Pele avermelhada e inchada;
  • Dores em diversos locais como cabeça, músculos e membros inferiores;
  • Febre e mal-estar.

O linfedema é uma doença que causa inchaço em regiões diferentes do corpo, mas atinge especialmente os membros inferiores. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido nos vasos linfáticos devido a alguma obstrução ou lesão local. As causas podem ser de origem genética ou devido a procedimentos cirúrgicos para tratamento de doenças como o câncer de mama, por exemplo. O linfedema deve ser tratado o quanto antes para evitar as complicações, das quais destacamos a erisipela por repetição e a elefantíase. Se você apresenta algum dos sintomas listados aqui, procure orientação médica o quanto antes.

 

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“Você é infértil”: como apresentar este diagnóstico a quem sonha engravidar

Fertilidade - seg, 02/08/2021 - 14:16

Descobrir que é infértil é um momento muito difícil para as mulheres e homens que desejam ter filhos, pois esse diagnóstico dificulta a realização de um sonho. Mas, esse momento não é difícil só para eles.

Dar o diagnóstico de infertilidade para quem sonha engravidar também é uma ocasião complicada para os médicos. Afinal, eles precisam ser muito cuidadosos e dar a notícia da maneira mais adequada já que ela mexe com o emocional dos pacientes.

Por isso, é importante que os profissionais conheçam a forma correta de dar essa informação. Sendo assim, continue lendo nosso artigo para conferir 7 dicas sobre como apresentar o diagnóstico de infertilidade para seus pacientes.

Dê a notícia em um local reservado

Dizer “você é infértil” para seu paciente com certeza vai mexer com o emocional dele. Um casal pode, por exemplo, ficar sem reação, chorar ou demorar alguns minutos para digerir a informação.

Então, é fundamental que todos os pacientes tenham privacidade nesse momento difícil. Por isso, sempre dê a notícia em um local reservado, como seu consultório. Além disso, lembre-se de dar total atenção aos pacientes nessa ocasião, ou seja, converse olhando diretamente para eles e não fique mexendo em papéis, no computador ou celular.

Dessa forma, você vai passar mais segurança, credibilidade e tranquilidade para os pacientes.

Use uma linguagem simples

Durante a conversa, é essencial usar sempre uma linguagem simples e clara. Assim, os pacientes vão entender de primeira o que você está dizendo e vão poder assimilar a informação dada.

Então, evite usar palavras rebuscadas ou ficar dando voltas na conversa para comunicar qual é o diagnóstico dos exames. Enrolar para dar a notícia ou passá-la de uma forma difícil é ruim não somente porque os pacientes podem não compreender a mensagem, mas também pois eles podem ficar ainda mais ansiosos e angustiados tentando entendê-la.

Ademais de se preocupar com a linguagem, tenha sempre em mente que é necessário explicar bem para os pacientes o motivo da infertilidade para que os pacientes entendam também mais sobre o caso deles.

Repita as informações quando os pacientes não entenderem

Receber o diagnóstico de infertilidade mexe muito com as emoções de quem sonha engravidar. Essa notícia pode trazer, por exemplo, sentimento de frustração, tristeza, ansiedade, estresse e medo.

Então, é comum que durante a conversa a paciente ou o casal fique confuso e não compreenda bem todas as explicações fornecidas. Por isso, pergunte sempre se seus pacientes entenderam tudo.

Dê um tempo para eles e repita as informações, caso seja necessário. Lembre-se de que o importante é que eles não só recebam o diagnóstico, mas saiam de seu consultório entendendo o caso deles e conhecendo as melhores opções para os seus próximos passos.

Reconheça e acolha as emoções dos pacientes

Além de fornecer as informações necessárias sobre o diagnóstico, é muito importante também que os pacientes se sintam acolhidos em seu consultório nesse momento complicado.

Dessa maneira, eles vão se sentir mais confortáveis, compreendidos e melhores em sua companhia. Então, primeiro o ideal é que essa consulta não tenha que acabar rapidamente. Ou seja, separe um tempo maior para ela, porque pode ser necessário.

E, segundo, reconheça e acolha as emoções expressadas pelos pacientes. Isto é, mostre que elas são perfeitamente normais e dê um tempo para que eles assimilem tudo o que foi dito. Assim, você vai fazer com que esse momento seja um pouco mais fácil para eles.

Apresente outras maneiras adequadas de engravidar

Dar o diagnóstico de infertilidade é difícil, mas é nessa hora que você também pode dar esperanças para os pacientes de acordo com cada caso. Após explicar a situação, dar o tempo e espaço necessário para cada um deles, fale também das opções de tratamento de fertilidade que são adequadas para o cenário em questão.

Deixe bem claro qual é a melhor opção para a paciente ou o casal, diga como esse tratamento funciona, quais são as chances de ele ser bem-sucedido no caso, quanto tempo dura e até o valor do procedimento.

Se houver mais de uma opção interessante, apresente todas elas e mostre quais têm mais chances de sucesso no caso em questão para que o casal ou paciente possa analisá-las de maneira consciente.

Aconselhe a procura de um psicólogo

Como foi dito, o diagnóstico de infertilidade pode mexer bastante com os sentimentos de quem sonha engravidar. Por isso, é importante recomendar a procura de um psicólogo para que os pacientes consigam aceitar a realidade, lidar com o sofrimento e até passar por um tratamento de fertilidade, se desejarem.

Um psicólogo é o profissional mais adequado para esse trabalho, porque ele sabe como orientar os pacientes nesse momento. E, caso os indivíduos desejem passar por um tratamento, cuidar do emocional é uma tarefa ainda mais essencial.

Isso é fundamental, porque os medos e expectativas podem interferir na fertilidade e, consequentemente, nas chances de as pessoas terem filhos.

Fale da importância do apoio de amigos e familiares

Além de indicar um psicólogo para seus pacientes, fale também da importância dos amigos e familiares nesse período. É comum que algumas pessoas não sintam vontade de contar para os conhecidos sobre o diagnóstico, mas explique que esse desabafo para determinados indivíduos queridos pode ajudar.

Ter o apoio de pessoas queridas pode auxiliar, porque os pacientes conseguem se sentir mais leves após dar a notícia, ademais de ganharem alguém para conversar sobre suas dúvidas e para pedir ajuda com o tratamento no dia a dia. Um amigo ou familiar pode, por exemplo, acompanhar o paciente em um exame ou procedimento.

Se é um casal que está enfrentando esse diagnóstico e pensando em realizar um tratamento, fale ainda da importância de eles se apoiarem durante esse momento. Esse apoio é muito significativo, pois ajuda o casal a não se culpar e carregar mágoas do outro. Ele também auxilia os parceiros a dividirem o peso do diagnóstico e do tratamento.

Se você aplicar essas dicas e, principalmente, respeitar seus pacientes para dizer que eles são inférteis, essa ocasião será mais fácil para todos. Então, não se esqueça delas na hora de dar um diagnóstico de infertilidade.

Agora que você sabe como dizer “você é infértil” para quem sonha engravidar, veja também qual é a taxa de sucesso de inseminação artificial para mostrá-la aos seus pacientes!

 

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Qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial?

Fertilidade - sex, 02/05/2021 - 18:59

A inseminação intrauterina (IIU), que também é conhecida como inseminação artificial, é um tratamento de baixa complexidade que auxilia casais a engravidar. Como ela não é uma opção tão complexa, muitos casais optam por esse tratamento para tentar ter um filho.

Antes de fazer essa escolha, os pacientes precisam se certificar de que a inseminação artificial é indicada para o caso deles e saber mais sobre o tratamento para que eles não tenham dúvidas sobre o procedimento. Dessa forma, o período do tratamento pode ser mais tranquilo.

Existem diversas informações importantes para o casal conferir sobre a inseminação intrauterina, sendo que uma delas é a taxa de sucesso do tratamento. É importante conhecê-la para entender qual é a ajuda que ela fornece e até para descobrir quais atividades podem auxiliar ou prejudicar essa taxa.

Então, neste artigo você vai conferir qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial e quais fatores influenciam nesse valor. Assim, o seu tratamento e de seu parceiro poderá ser mais seguro e tranquilo.

Taxa de sucesso da inseminação artificial

As taxas de sucesso de reprodução humana e de fertilidade variam de acordo com o país e com as clínicas em que os tratamentos são realizados. Afinal, as populações de cada local têm características diferentes, assim como os profissionais de cada clínica.

Um médico especialista em reprodução assistida que atua há bastante tempo, por exemplo, tem mais experiência que um profissional que acabou de começar a carreira e isso pode influenciar nas taxas de suas clínicas.

Por isso, é difícil determinar uma taxa exata de sucesso para os procedimentos. Mas, de acordo com estimativas feitas por especialistas, a taxa de sucesso da inseminação artificial na primeira tentativa oscila entre 15% e 20%.

Esse é um valor relativamente alto, o que é ótimo para quem está tentando engravidar. Mas, além da localização geográfica e da clínica, essa porcentagem também pode variar de acordo com as características do casal.

Fatores que influenciam na taxa de sucesso

Existem fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação artificial e, ainda, há fatores que impedem que esse tratamento seja uma opção para o casal. É fundamental conhecer esses elementos para entender, por exemplo, se você e seu parceiro vão ter essa taxa de 15% a 20% de sucesso, se ela será mais baixa e até se a inseminação não é uma boa alternativa para o seu caso.

Os principais fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação são:

  •         A idade da mulher;
  •         Qualidade do sêmen;
  •         A causa da infertilidade do casal.

A inseminação artificial não é indicada para mulheres com mais de 35 anos. Então, uma mulher de 37 anos, por exemplo, vai ter uma taxa de sucesso menor que a média.

Já a qualidade do sêmen do parceiro é importante, porque se ele não tiver espermatozoides suficientes ou estes tiverem problemas de mobilidade, ou na morfologia, dificilmente haverá a fecundação no útero da mulher.

A infertilidade do casal pode diminuir a taxa de sucesso quando ela interfere na permeabilidade das trompas ou quando o casal tem mais de um fator que provoca a infertilidade.

Mas, quando é uma infertilidade sem causa aparente, por exemplo, estudos indicam que a taxa de sucesso é de aproximadamente 19,9%. Ou seja, ela continua sendo relativamente alta.

Fatores que interferem na fertilidade

Além de fatores que influenciam especificamente na inseminação artificial, existem aqueles que interferem na fertilidade da mulher e também podem diminuir as chances de um tratamento para engravidar ser bem-sucedido.

Um exemplo é o peso da paciente. As taxas de fertilidade costumam diminuir em mulheres que são obesas ou muito magras. Os dados sobre o efeito de diversas dietas nesses casos ainda são escassos, mas existem determinadas ações que interferem na fertilidade e devem ser evitadas por quem está tentando engravidar.

Fumar ou beber regularmente bebidas alcoólicas, por exemplo, diminui os espermatozoides no homem e pode afetar a saúde do bebê. Então, essas práticas devem ser evitadas tanto pelos homens quanto pelas mulheres.

Por outro lado, manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos frequentemente melhora a saúde do casal. Consequentemente, as chances de ocorrer a gravidez também são aprimoradas.

Como saber se a inseminação artificial é para você

Na inseminação intrauterina, o especialista introduz o espermatozoide qualificado na cavidade uterina da mulher, quando ela está ovulando, para que ocorra a fertilização. Esse tratamento é recomendado principalmente nos casos em que há problemas no muco cervical, o parceiro possui poucos espermatozoides ou estes têm problemas na mobilidade.

Mas, a inseminação também pode ser uma opção de tratamento em outros cenários. É importante lembrar apenas que a mulher deve ter permeabilidade em pelo menos uma das trompas e o homem tem que ter um número mínimo de bons espermatozoides para que a inseminação tenha chances de ser bem-sucedida. Sem esses itens, o tratamento não funciona, porque é muito difícil ocorrer a fecundação.

Então, caso você ou seu parceiro apresentem algum desses problemas, a inseminação artificial não é o procedimento indicado para sua situação. Contudo, para ter certeza de qual é o tipo de tratamento mais adequado para o seu caso é necessário consultar um profissional especialista em reprodução assistida.

Isso é essencial, porque o médico vai analisar o diagnóstico de infertilidade do casal.  Após essa análise qualificada, ele saberá dizer com mais propriedade qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial para vocês ou se o melhor é fazer outro procedimento, como a fertilização in vitro.

Sendo assim, consulte um especialista na área para saber qual tratamento oferece a maior taxa de sucesso para vocês. Caso ainda não tenham feito exames para entender o motivo da dificuldade para engravidar, é necessário realizá-los para ter um diagnóstico.

Em seguida, o ideal é ir ao médico de reprodução assistida para saber qual é o melhor tratamento para vocês, saber mais sobre o procedimento e então decidir se vão realizá-lo.

A Clínica de Reprodução Humana do Amato – Instituto de Medicina Avançada possui uma equipe com profissionais de diferentes especialidades para ser capaz de oferecer uma ampla gama de tratamentos de fertilidade e, assim, ajudar diversos casais.

Então, se você e seu parceiro estão procurando um especialista na área, marque uma consulta conosco. Dessa forma, poderemos ajudá-los a encontrar o tratamento com a melhor taxa de sucesso para vocês. 

 

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O que é linfedema nas pernas?

Vascular Pro - sex, 02/05/2021 - 14:26

O linfedema é um problema de saúde causado pelo acúmulo de líquido nas pernas e também nos membros superiores. Apesar de ser uma doença bastante comum, não é tão divulgada como deveria, o que interfere negativamente no diagnóstico e impede o tratamento precoce. Veja a seguir o que é o linfedema, suas causas e tipos de tratamento.

O que é linfedema?

O linfedema, conhecido popularmente como inchaço nas pernas, é o acúmulo de líquido nos membros inferiores e também nos membros superiores, mais precisamente entre os vasos linfáticos. 

O líquido acumulado é chamado de linfa, uma mistura de proteínas, gorduras e outros componentes. Esse excesso de líquido é o que causa o inchaço nos braços e nas pernas, provocando um aumento no volume das regiões afetadas.

Quais são as causas do linfedema?

O linfedema pode ser de origem primária ou secundária. Dizemos que o linfedema é primário quando afeta o indivíduo desde o nascimento. Ou seja, existe uma má formação congênita, comprometendo os vasos linfáticos e causando o acúmulo de líquido.

Nesse caso, os sintomas do linfedema começam a aparecer antes dos 35 anos de idade e, por serem de origem congênita, surgem sem que haja qualquer intervenção no corpo.

Já o linfedema secundário surge devido a circunstâncias variadas, dentre elas:

  • Procedimentos cirúrgicos que provocam lesões na pele.
  • Processos inflamatórios e infecciosos que estimulam a produção de linfa, originando o excesso e o acúmulo.

Quando o linfedema ocorre nos membros superiores, geralmente é resultado de algum processo cirúrgico. Mulheres que passam pela cirurgia de mastectomia, para tratar o câncer de mama, por exemplo, costumam sofrer com linfedema nos braços, já que os gânglios linfáticos são retirados das axilas durante a operação cirúrgica.

Já quando o linfedema surge nos membros inferiores, a causa tem a ver com infecções de repetição e com a erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada geralmente por bactérias. Essa infecção atinge a região dos vasos linfáticos provocando, além de dores, vermelhidão e ferimentos na pele, dentre outros sintomas incômodos.


Como é feito o diagnóstico do linfedema

Apesar de ser uma doença muito comum, o linfedema não é um problema amplamente estudado e, por isso, também não é facilmente diagnosticado.

Como o principal sintoma é o inchaço das pernas e dos braços, o linfedema é, muitas vezes, confundido com outras doenças que também provocam esse sintoma como a insuficiência cardíaca, a insuficiência venosa, o mixedema e os problemas de tireoide.

Portanto, para que seja feito o diagnóstico correto é necessário que o médico vascular trabalhe eliminando outras possíveis causas do inchaço, como as doenças listadas acima, para descobrir se o paciente está sofrendo, de fato, com o linfedema.


Existe tratamento para o linfedema?

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento cujo objetivo é controlar a doença e promover para o paciente uma vida com mais qualidade. O tratamento para o linfedema possui quatro pilares extremamente necessários e importantes. São eles:


Drenagem linfática manual

A drenagem linfática é uma massagem realizada por um profissional especializado, como o cirurgião vascular ou um fisioterapeuta. É um procedimento bem diferente daquele executado em clínicas de estética, o que exige muita atenção do paciente na hora de aderir a essa prática.


Exercícios que estimulam a drenagem linfática

O sistema linfático, ao contrário de outros sistemas do organismo, não possui um mecanismo de bombeamento próprio. Ele precisa ser estimulado e isso acontece por meio de pressões sobre os vasos linfáticos, presentes em todo o corpo humano.

Os exercícios funcionais são indicados para estimular a drenagem do líquido acumulado. Algumas sugestões são:

  • Respiração profunda, com estímulo dos vasos linfáticos presentes na região do tórax;
  • Contrações musculares como rotação do pescoço, da cabeça e dos ombros. Girar a cabeça em sentidos diferentes, contrair e soltar os ombros são exemplos de exercícios eficientes para estimular a musculatura.
  • Prática diária de exercícios aeróbicos como corrida, caminhada, natação, hidroginástica, ciclismo etc. 30 minutos por dia, de 3 a 5 vezes por semana são suficientes.
  • Musculação, dentro das limitações de cada um, também é uma técnica valiosa para combater o linfedema. Os treinos de força dão mais flexibilidade e exercitam a musculatura.
  • Por fim, sugerimos o alongamento que é um exercício simples, fácil de realizar e cumpre bem o papel de relaxar a musculatura.

Terapia de compressão

A terapia de compressão também faz parte do tratamento contra o linfedema e consiste no uso de meias elásticas para auxiliar a drenagem do líquido acumulado e, assim, reduzir o inchaço dos membros inferiores.

É um procedimento que deve ser indicado por um médico especialista, que também vai ofertar mais orientações a respeito.


Cuidados locais com a pele

Os cuidados com a pele são os mesmos sugeridos para o pé diabético. O objetivo é evitar que os membros inferiores sofram qualquer tipo de ferimento que possa favorecer uma infecção, provocando ou piorando a situação de um linfedema. As orientações são:

  • Examinar os pés em busca de pequenas lesões que possam crescer e causar ferimentos mais graves.
  • Lavar os pés e secar bem, especialmente entre os dedos.
  • Seguir um tratamento com um médico especialista como o cirurgião vascular ou o endocrinologista. Ambos são profissionais habilitados a lidar com esse tipo de problema.
  • Usar talcos e meias especiais para evitar infecção provocada por desenvolvimento de fungos e bactérias.
  • Usar sapatos confortáveis, sem costura interna, que não machuquem os pés.
  • Antes de calçar um sapato verificar se existe algum objeto que possa causar algum machucado ou ferimento nos pés.
  • Evitar andar descalço e assim reduzir o risco de ferimentos.
  • Evitar sandália de dedo que também pode machucar a pele. Optar por calçados próprios para pés sensíveis e diabéticos.
  • Redobrar o cuidado na hora de cortar as unhas e remover calos, evitando qualquer produto ou objeto que possa provocar ferimentos ou irritações graves na pele.
  • Largar o cigarro. O tabagismo é um fator de risco para o linfedema. Logo, é um hábito que deve ser eliminado o quanto antes pelo paciente que sofre com o inchaço nas pernas.

 

Como vimos, o linfedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de líquido em diferentes áreas do corpo, especialmente nas pernas e nos braços. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento que consiste basicamente em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, fazer exercícios que estimulam a drenagem e ter cuidados com os pés. Para diagnóstico e tratamento corretos, busque sempre um médico especialista no assunto.

 

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Quais os sinais para a detecção do lipedema?

Vascular Pro - seg, 02/01/2021 - 20:36

O lipedema é uma doença crônica que tem as mulheres como alvo principal. Raramente o lipedema atinge os homens. É um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura doente em regiões específicas do corpo como pernas, coxas e, às vezes, os braços. Apesar de ser uma doença comum, o diagnóstico não é tão fácil de ser realizado. Por isso, é importante que as mulheres fiquem atentas aos sinais para a detecção precoce do problema. Vamos descobrir agora quais são esses sinais.

Principais sintomas do lipedema

É muito importante que a mulher observe o seu corpo e perceba alterações que possam indicar o surgimento do lipedema. Os sintomas mais comuns são:

Dor nas pernas durante o toque ou compressão

Quem sofre com lipedema sempre reclama muito de dor nas pernas. É uma dor generalizada, sem um local preciso. Essa dor também é percebida quando as pernas são tocadas ou comprimidas com um pouco mais de força.

Isso acontece por causa do acúmulo de gordura doente, que causa o desconforto. Quando está em estágio mais avançado, até o uso de roupas mais apertadas provocam dor. Essas dores costumam ser confundidas com outras doenças venosas, por isso é importante identificar outros sintomas.

Inchaço simétrico nas pernas

O inchaço também é um sinal bem característico do lipedema. Acontece sempre nas duas pernas, fazendo com que esses membros tenham uma aparência simétrica, um aspecto regular de acúmulo de líquidos e gordura. Assim, é muito comum que as duas pernas das mulheres estejam inchadas e com tecido gorduroso, com distribuição de gordura de maneira semelhante.

Assimetria entre tronco e membros inferiores

Os membros inferiores de quem tem lipedema costumam acumular mais gordura do que o restante do corpo. Assim, enquanto as pernas estão grossas, o tronco tem uma aparência padrão, sem acúmulo de gordura no abdômen, barriga e seios, por exemplo.

Algumas mulheres apresentam a cintura bastante fina, aliás, já que a gordura se acumula na região inferior do corpo, enquanto a região do bumbum e das pernas apresentam bastante gordura.

Hematomas que surgem facilmente

O lipedema provoca a fragilidade capilar, ou seja, os vasos sanguíneos ficam mais frágeis e, por isso, se rompem mais facilmente provocando equimoses, popularmente chamadas de hematomas ou manchas roxas na pele. Essas manchas surgem com frequência e sem que a pessoa tenha sofrido alguma pancada que pudesse surtir esse efeito.

Pele com celulite (aspecto de casca de laranja)

A celulite é uma inflamação da pele e que tem a ver com o excesso de gordura no corpo. A celulite também é um sintoma do lipedema e se caracteriza como uma pele disforme, com furinhos, semelhante à casca de laranja.

Além dos furinhos, a pele pode apresentar nódulos mais rígidos e ondulações, bem como dores e inchaço local.

Condição genética

Se alguém da família apresenta o lipedema, é muito provável que outra pessoa do mesmo núcleo também sofra com essa doença. Como dissemos, o lipedema tem um forte fator genético que favorece o surgimento. É bom ficar atenta e observar todos esses sinais que estamos listando aqui também nas outras mulheres do grupo familiar.

Gordura acumulada nas coxas, pernas e nos braços

A gordura do lipedema não atinge o corpo inteiro, ela se acomoda nas pernas e nas coxas, além dos braços. Os pés, por exemplo, nem sempre são atingidos pelo lipedema. É isso que, como já dissemos, causa uma desproporcionalidade entre tronco e membros. Enquanto o tronco aparenta normalidade, os membros apresentam acúmulo de gordura.

Ausência de depressão na pele após compressão

O inchaço, como já foi dito, é um dos sinais do lipedema, mas também é um sinal de outras doenças venosas. Quando é resultado do lipedema, o local inchado não sofre depressão quando é comprimido. Para fazer o teste, basta pressionar a perna inchada, por exemplo, com o dedo.

Ao realizar esse toque, a área pressionada não sofre afundamento, como acontece com o linfedema, por exemplo. A região comprimida permanece na posição original ou retorna em menos de 10 segundos.

Sensação de cansaço generalizado

Esse sintoma não é comum a todas as mulheres, mas é relatado por algumas pacientes. Elas se queixam da falta de disposição, do cansaço físico e mental e pouco estímulo para fazer atividades corriqueiras.

Dificuldade em emagrecer mesmo fazendo dieta e exercício físico

O acúmulo de gordura é o principal sintoma do lipedema, contudo, essa gordura não é igual à gordura provocada pela obesidade. É uma gordura doente que só pode ser removida através de tratamento cirúrgico. Quem está acima do peso pode sim reduzir os depósitos de gordura através de dieta e de exercício físico, o que não acontece no caso do lipedema.

Assim, quem não sabe que tem lipedema e tenta insistentemente emagrecer por meio de dieta comum e atividade física não direcionada e não vê resultados, acaba se frustrando. Obviamente, melhorar a alimentação e sair do sedentarismo são estratégias benéficas para prevenir diversas doenças e melhoram alguns sintomas de quem sofre com lipedema, contudo, a gordura doente não vai ser eliminada desta forma.

O acúmulo de gordura começou após um período de forte atuação hormonal

O período de gestação, a adolescência e a menopausa são situações que fazem com que a mulher esteja mais propensa a desencadear o lipedema. Isso acontece porque nesses períodos existem alterações frequentes e importantes nos hormônios.

Por isso, caso a gordura acumulada nas pernas, coxas e braços tenha surgido depois ou durante algumas dessas fases, é mais um motivo para buscar informações precisas sobre o lipedema. Essa, aliás, é uma das constatações de que a doença afeta apenas mulheres, uma vez que o público feminino é o que sofre com questões hormonais.

O lipedema é um distúrbio considerado crônico e afeta basicamente as mulheres. A característica principal é o depósito simétrico de gordura nas pernas, quadris e braços. Além disso, provoca dores, cansaço e inchaço na região. O seu surgimento tem forte ligação com o fator genético e com a alteração nos hormônios, por isso essa gordura doente aparece durante a puberdade, a gestação e a menopausa. É importante conhecer todos os sintomas para fazer o diagnóstico correto. Procure um médico especialista e tire todas as suas dúvidas a respeito dessa doença.

 

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Conheça alguns famosos que tiveram filhos graças ao tratamento de fertilidade

Fertilidade - seg, 02/01/2021 - 20:29

Descobrir problemas de fertilidade não é um momento fácil para um casal, uma mulher ou um homem. Nessa ocasião, é normal que muitas pessoas se sintam sozinhas, acreditando que são umas das poucas a passarem por esse desafio.

Mas, isso não é realidade. Diversos casais enfrentam esse tipo de problema, até mesmo os famosos. É cada vez mais comum, inclusive, ver celebridades revelando que enfrentaram dificuldades para engravidar e realizaram tratamentos de fertilidade para atingir esse sonho.

Conhecer outros casos de infertilidade é importante para perceber que isso acontece com diversas pessoas e, ainda, para comprovar que tratamentos de fertilidade podem ajudar mulheres e homens a realizarem a vontade de serem pais.

Por isso, neste post listamos alguns famosos que divulgaram que tiveram filhos graças ao tratamento de fertilidade.

Famosas que fizeram tratamento de fertilidade Ivete Sangalo

A cantora Ivete Sangalo já tinha um filho, Marcelo, quando decidiu engravidar novamente. Aos 42 anos, ela começou a congelar óvulos para fazer a fertilização in vitro (FIV). Ivete gerou embriões com o marido por esse método e eles também foram congelados para que ela pudesse implantá-los no futuro.

Aos 45 anos, Ivete fez o procedimento da fertilização in vitro com alguns desses embriões e engravidou. Hoje, ela é mãe das gêmeas Marina e Helena graças a esse tratamento.

Nicole Kidman

Celebridades internacionais também passam por dificuldades para engravidar e um exemplo é a atriz Nicole Kidman. Ela tem dois filhos adotivos (Isabella Jane e Connor) com o ex-marido, Tom Cruise, e duas meninas de seu relacionamento com o cantor Keith Urban.

A primeira filha do relacionamento atual, Sunday Rose, nasceu em 2008. Nicole tinha 41 anos e engravidou graças a uma fertilização in vitro. A atriz disse que fez algumas tentativas antes de conseguir engravidar pela FIV. Sua filha mais nova, Faith, nasceu por meio de uma barriga de aluguel.

Carolina Ferraz

Vinte anos após engravidar de Valentina, sua primeira filha, Carolina Ferraz ficou grávida novamente aos 46 anos. Em entrevista, ela contou que chegou a engravidar de forma natural, mas perdeu o bebê.

Pela idade, Carolina disse que não ficou surpresa e decidiu fazer um tratamento de fertilidade. Ela ficou grávida na segunda tentativa e seu tratamento durou cerca de 4 meses. Hoje, ela é mãe de Isabel devido ao procedimento.

Fátima Bernardes

A apresentadora Fátima Bernardes é uma celebridade constantemente lembrada no Brasil quando se fala em reprodução assistida. Isso porque ela recorreu a um tratamento de fertilidade ainda nos anos 90, quando não era tão comum ver famosos falando sobre o assunto.

Depois de tentar engravidar de forma natural, a apresentadora, que tinha 35 anos e era casada com William Bonner, decidiu fazer um tratamento de fertilidade. Da FIV, nasceram os trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz.

Karina Bacchi

A apresentadora e atriz Karina Bacchi teve hidrossalpinge, uma doença em que as tubas uterinas ficam obstruídas devido a um acúmulo de líquido na região. A hidrossalpinge pode ocorrer por diferentes motivos, como endometriose, uma infecção ou ser resultante de uma cirurgia abdominal.

No caso da apresentadora, ela teve que retirar suas trompas devido a essa doença. Então, ela decidiu fazer a fertilização in vitro para realizar o sonho de ser mãe. Karina usou o espermatozoide de um doador anônimo e hoje é mãe de Enrico.

Bianca Rinaldi

Outro exemplo de famosa que teve filhos graças a um tratamento de fertilidade é a atriz Bianca Rinaldi. Ela e o marido, Eduardo Menga, tentaram ter um filho de maneira natural, mas não conseguiram.

Por isso, ela decidiu fazer a fertilização in vitro. Na época, ela tinha 35 anos e o marido 55. O sonho de Bianca era ser mãe de gêmeos, então o médico responsável pelo tratamento transferiu dois embriões para o útero da atriz no procedimento.  O tratamento deu certo e hoje Bianca é mãe das gêmeas Sofia e Beatriz.

Dira Paes

A atriz Dira Paes também já falou publicamente sobre sua dificuldade de engravidar e a decisão de fazer um tratamento para ter um filho. De acordo com ela, a ideia de ter um bebê veio de seu primeiro filho, Inácio.

Ela tentou engravidar por quatro anos e, inclusive, conseguiu duas vezes. Mas, em ambas, Dira perdeu os bebês com nove semanas de gravidez. Foi nesse momento que ela e o marido, Pablo Baião, começaram a amadurecer a ideia de fazer um tratamento de fertilidade. A atriz realizou a fertilização in vitro e engravidou aos 46 anos. Hoje, ela é mãe de Inácio e de Martim.

Além dessas famosas listadas aqui, existem outras que fizeram tratamentos para ter filhos. Essas histórias mostram que a infertilidade é um problema que afeta muitos casais e isso não significa que os parceiros não conseguirão mais ter filhos de forma nenhuma.

Então, não desanime caso você e seu parceiro tenham um diagnóstico de infertilidade. Lembre-se de que é possível conferir outros meios para engravidar e cabe a vocês a decisão de realizar ou não um procedimento para se tornarem pais.

Como decidir realizar um tratamento para engravidar

Para tomar a decisão de realizar um tratamento para ter um filho, você e seu parceiro precisam seguir certos passos. Em primeiro lugar, por exemplo, vocês devem consultar um especialista para confirmar se são inférteis.

Caso o diagnóstico seja positivo, vocês têm que se informar sobre os tipos de tratamento, saber como são os procedimentos, quanto tempo duram e quanto custam. Com essas informações em mente, será mais fácil decidir se o tratamento é a opção ideal para o cenário.

E, se vocês optarem por um tratamento de fertilidade, é muito importante conhecer a clínica e o profissional antes de iniciar o procedimento. Isso é essencial, porque o tratamento é um período cheio de medos e expectativas.

Sendo assim, você e seu parceiro precisam ter certeza de que estão escolhendo bons profissionais, com experiência e que também sejam adequados para seus perfis. Afinal, por mais que um médico tenha anos de experiência, se ele não der atenção para o caso da maneira que os pacientes esperam, dificilmente esse tratamento será eficiente.

Então, se você e seu parceiro desejam fazer um diagnóstico de infertilidade ou saber mais sobre as opções de tratamento, marque uma consulta conosco. Assim, nossa equipe pode lhes ajudar nesse período!

 

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Como é o tratamento do lipedema?

Vascular Pro - sex, 01/29/2021 - 16:25

O lipedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo localizado de uma gordura doente, provocando alterações na pele e deixando o corpo desproporcional. É uma doença que atinge basicamente as mulheres e é responsável por vários desconfortos como dores, cansaço e inchaço na região, além do aspecto estético comprometido influenciando na autoestima da mulher. Veja a seguir qual é o tratamento indicado para lidar com o lipedema.

Como fazer o diagnóstico do lipedema

Apesar de ser uma doença bastante comum entre as mulheres, o lipedema não é diagnosticado tão facilmente simplesmente porque não há um exame direcionado que identifique a presença desse problema.

Geralmente, a mulher procura atendimento médico quando sente um desconforto nas pernas que não sabe dizer ao certo o que é ou quando tem muita dificuldade em perder peso. O médico, por sua vez, faz o diagnóstico por exclusão, eliminando outras doenças possíveis.

Além disso, observar a região onde há o desconforto apresentado pela mulher é uma maneira de perceber se há algo de errado. Isso porque, como vimos, o lipedema se caracteriza pela presença exacerbada de gordura em uma região do corpo, geralmente nas extremidades como pernas, pés, quadris e braços.

Dessa forma, o médico pode perceber alguma alteração na pele, uma assimetria no corpo com depósitos irregulares de gordura que podem sugerir o lipedema.

O lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura. É uma doença crônica que pode perdurar durante toda a vida da pessoa. Contudo, o tratamento adequado é suficiente para combater os sintomas desagradáveis provocados e garantir à mulher uma vida com mais qualidade.

É muito importante destacar que a eliminação dos sintomas do lipedema não é uma questão apenas estética. De fato, é um problema muito incômodo visualmente falando, uma vez que o corpo fica desproporcional por causa da gordura acumulada em partes específicas do corpo.

No entanto, as principais reclamações giram em torno do desconforto que o lipedema provoca, principalmente as dores, o inchaço e a sensação de peso nas pernas. O lipedema se torna então um impeditivo para a execução de muitas atividades, dificulta a locomoção e gera insatisfação pessoal por causa da dificuldade que a pessoa sente em perder peso.

Por isso, é muito importante que a mulher procure ajuda médica o quanto antes, logo que perceber alguma alteração no seu corpo, mesmo que inicialmente ela não saiba o que significa. Com a ajuda do médico será muito mais fácil decifrar esse problema e iniciar o tratamento.

Como é o tratamento do lipedema

Visto que o lipedema é uma doença que não tem cura, resta ao paciente que sofre com o problema aderir ao tratamento indicado pelo médico especialista. Esse tratamento se baseia em seis sugestões para a melhoria dos sintomas. Saiba mais sobre eles a seguir.

Exercícios Físicos

Mulheres que sofrem com lipedema encontram uma certa dificuldade em praticar atividade física por causa das dores, do inchaço na região e também porque a baixa mobilidade facilita quedas e limita os movimentos. Contudo, fazer exercício físico faz parte do tratamento contra o lipedema. E os melhores são os exercícios aeróbicos que estimulam o sistema cardiovascular.

Correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar, fazer hidroginástica, dançar e outras atividades aeróbicas estimulam a circulação sanguínea, reduzem o inchaço e ajudam na perda de peso, o que também é essencial para a melhora dos sintomas.

Terapia compressiva

A terapia compressiva consiste em usar roupas de compressão para ajudar na redução do inchaço corporal e também no alívio das dores locais. É uma técnica muito adotada e com ótimos resultados, principalmente para quem sofre bastante com as pernas inchadas e doloridas.

Dieta

A dieta é uma medida altamente eficaz para a redução de peso, outro ponto importante para quem está em tratamento do lipedema. A obesidade, de certa forma, tem relação com o lipedema porque dificulta ainda mais a mobilidade do paciente que tem a doença venosa e não se movimenta corretamente.

Fazer dieta e praticar exercícios físicos é uma combinação que dá muito certo quando o assunto é perder peso. Vale ressaltar que o lipedema, apesar de ter como característica básica a presença de uma gordura acumulada, não tem ligação direta com a obesidade.

Pessoas não obesas podem sofrer com o lipedema, apresentando um corpo disforme pela presença de gordura doente em uma certa parte do corpo. Contudo, emagrecer é uma necessidade para todas as pessoas que estão acima do peso e que, por conta disso, estão mais expostas à incidência de doenças.

Então, a dica é manter uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de frituras, industrializados, açúcar e sal em excesso. Em contrapartida, consuma mais legumes, verduras e frutas, cereais integrais, peixe, frango, leite e derivados desnatados. Além disso, mantenha-se hidratado o dia inteiro.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso também faz parte do combate ao lipedema e oferece bons resultados. Contudo, é um procedimento que deve ser indicado por um profissional especialista no assunto e de acordo com as particularidades de cada paciente e do problema apresentado.

Drenagem linfática

A drenagem linfática é uma massagem realizada por profissionais da área com o objetivo de eliminar o excesso de líquido no corpo, diminuir a inflamação, dissolver nódulos provocados por esse acúmulo e reduzir as dores.

Lembrando que a drenagem linfática é uma técnica profissional e não deve ser executada por qualquer pessoa porque pode piorar os sintomas da doença com o surgimento de hematomas e aumento das dores locais.

Tratamento cirúrgico para a retirada do tecido gorduroso

O tratamento considerado eficaz contra o lipedema é o procedimento cirúrgico que faz a retirada da gordura doente através da aspiração. É uma prática que acontece em etapas, respeitando o intervalo recomendado pelo médico. A quantidade de gordura aspirada também deve estar de acordo com as limitações de cada paciente.

Durante o pós-operatório, o uso de meias compressivas e a realização da drenagem linfática para a eliminação de líquidos e redução do inchaço ainda são indicados. São práticas que ajudam na recuperação do paciente durante aquele período e favorecendo o seu retorno às atividades do cotidiano.

Pudemos perceber que o lipedema é uma doença séria, que acomete as mulheres principalmente e que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É possível aliviar os sintomas do lipedema com a prática constante de hábitos saudáveis e alguns cuidados paliativos. Já para a remoção definitiva da gordura doente causadora do lipedema, a cirurgia de aspiração de gordura é uma opção. Em todos os casos, consultar um médico especialista é fundamental para o sucesso de qualquer procedimento.

 

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Qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro?

Fertilidade - sex, 01/29/2021 - 16:07

Há algumas décadas, geralmente as mulheres já estavam casadas e tinham filhos até os 30 anos. Atualmente, entre os 20 e 30 anos, boa parte das mulheres tem outras prioridades, como estudar, trabalhar e crescer no mercado de trabalho.

Sendo assim, as mulheres que têm vontade de gerar uma criança acabam deixando a gestação para mais tarde. Essa mudança é bastante compreensível e é importante deixar claro que não há uma idade certa na vida de ninguém para ter filhos, algo como o momento perfeito.

Contudo, as mulheres que desejam engravidar precisam saber que a idade influencia na fertilização e no sucesso de tratamentos de fertilidade. Dessa maneira, elas podem se planejar para realizar seus desejos.

Se você quer saber como esse fator influencia em sua fertilidade e qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro, continue lendo nosso artigo.

Relação entre idade e fertilidade

A idade influencia na fertilidade de uma mulher, porque toda menina já nasce com um número pré-definido de óvulos. Uma mulher costuma nascer com cerca de 5 milhões de óvulos e, ao longo do tempo, ela vai gastando esses gametas.

Quando acontece a menstruação, por exemplo, a mulher começa a gastar seus óvulos mensalmente já que ela ovula em todo ciclo menstrual. Então, aos 35 anos, normalmente a mulher já perdeu mais da metade de seus óvulos.

Por isso, os médicos afirmam que a idade ideal para uma mulher engravidar é até os 35 anos. Um casal fértil que não apresenta nenhum problema de saúde e tem menos de 35 anos, por exemplo, tem aproximadamente 20% de chance ao mês de engravidar de forma natural.

Essa porcentagem já é baixa, mas após os 35 anos ela diminui ainda mais. Cerca de 50% das mulheres com mais de 35 anos têm mais dificuldade para engravidar, sendo a chance mensal disso acontecer de 10% a 15%.

No caso dos homens, a idade não é um fator que prejudica tanto a fertilidade, porque eles continuam produzindo espermatozoides com o passar dos anos. Entretanto, é importante lembrar que a quantidade e qualidade dessa produção é afetada pela idade do homem.

Então, a idade do parceiro também pode diminuir as chances de gravidez do casal. O comum é que a partir dos 47 anos a qualidade e quantidade dos espermatozoides comecem a diminuir.

Melhor idade para fazer a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de fertilidade que ajuda casais a conseguirem engravidar, apesar de uma ou mais dificuldades que estejam impedindo os parceiros de realizarem esse desejo.

Nele, a fecundação é feita em laboratório e depois o embrião é transferido para o útero da paciente. Esse tratamento aumenta consideravelmente as chances de uma mulher engravidar, mas ele também é afetado pela idade da paciente. Isto é, as taxas de sucesso da FIV costumam diminuir conforme a idade da mulher avança.

Por essa razão, o indicado é que a mulher não deixe para fazer o tratamento com uma idade muito avançada. O Conselho Federal de Medicina recomenda fazer a fertilização até os 50 anos, pois depois dessa idade as possibilidades de haver complicações na gravidez aumentam.

Mas, assim como na forma natural, quanto mais nova a paciente, maiores serão as chances de o tratamento ser bem-sucedido. Então, se a mulher fizer o tratamento com 35 anos ou uma idade mais próxima dessa faixa, as chances de sucesso serão maiores.

Diferenças no tratamento de FIV de acordo com a idade

Existe uma ação realizada durante o tratamento da FIV que é usada como uma tentativa de fazer com que as chances de a paciente engravidar não diminuam drasticamente devido à sua idade.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que pode mudar conforme a idade da mulher é o número de embriões transferidos para seu útero. A regra é a seguinte:

  •         Até 35 anos: é permitido colocar 2 embriões, pois a chance de gravidez é alta;
  •         Dos 36 aos 40: é possível transferir 3 embriões para o útero da paciente;
  •         Acima dos 40 anos: até 4 embriões podem ser transferidos para o útero.

Essa é a legislação da Anvisa, porém é fundamental afirmar que o profissional especializado e a paciente decidem juntos quantos embriões serão transferidos para o útero. O número só não pode ultrapassar esses estipulados para cada faixa etária.

Além disso, é preciso lembrar que outros fatores influenciam no sucesso do tratamento, como a causa da infertilidade do casal. Mas, essa é uma técnica usada para diminuir a influência do fator idade.

Planejamento para engravidar

Além de aumentar a quantidade de embriões transferidos para o útero, o que toda mulher pode fazer para elevar suas chances de engravidar é um planejamento. Se a mulher tem certeza de que deseja ficar grávida no futuro, ela pode começar a se planejar anos antes da época em que deseja engravidar ou de ter um parceiro. Para isso, uma ótima opção é realizar um congelamento de óvulos.

Como funciona o congelamento de óvulos

No congelamento de óvulos, primeiro é feito um estímulo ovariano por meio de medicações para que seja possível recrutar vários óvulos da mulher. Em seguida, o especialista retira esses óvulos e os congela em laboratório para que a paciente possa usá-los no futuro.

Uma grande vantagem do congelamento de óvulos é que a idade em que esse procedimento é realizado é a idade que os gametas terão quando forem descongelados.

Então, digamos que uma mulher congelou seus óvulos com 33 anos. Se ela for utilizá-los quando tiver 40 anos, os seus óvulos ainda terão 33. Isso é muito relevante, porque quanto mais velho o óvulo, maiores são as chances de ele ter uma cromossomopatia.

Com o aumento da idade do óvulo, por exemplo, aumenta também a chance de o bebê nascer com algum tipo de síndrome, como a de Down. Sendo assim, ao congelar os óvulos, a mulher protege sua fertilidade e diminui as chances de ocorrer uma cromossomopatia na gravidez.

Por isso, se você deseja se tornar mãe após os 35 anos, fazer o congelamento de óvulos é uma forma interessante de se planejar, aumentar suas chances de engravidar e de ter uma gravidez mais tranquila.

Pense no assunto, analise suas vontades e caso queira saber mais sobre o congelamento de óvulos, marque uma consulta conosco. Dessa forma, vamos poder lhe ajudar em seu planejamento.

 

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O que é sinal de Godet?

Vascular Pro - ter, 01/26/2021 - 12:04

Você já ouviu falar em sinal de Godet? Apesar do nome ser um pouco desconhecido, o sinal de Godet é uma tática bastante comum quando queremos identificar algum inchaço especialmente nos membros inferiores. Esse procedimento é muito utilizado não só por profissionais da área da saúde, mas também por pessoas comuns. Vamos saber mais sobre esse assunto?

O que é sinal de Godet?

O sinal de Godet também é chamado de cacifo ou sinal de cacifo. Nada mais é do que a depressão que se forma na pele após a compressão desse local, por meio dos dedos das mãos, indicador e polegar, fazendo um movimento de pinça ou contra estrutura óssea.

 

Para que serve esse procedimento?

O objetivo desse simples exame clínico é identificar a presença de algum edema na região. Após ser pressionada por alguns segundos, a superfície examinada deve voltar ao normal em menos de 15 segundos. Nesse caso, dizemos que o alerta é negativo para o edema.

Por outro lado, se a área pressionada permanecer alterada por mais de 15 segundos, sem voltar ao normal, podemos dizer que o resultado é positivo. Isto é, há presença do sinal de Godet, sinalizando algum edema que deve ser analisado.

A partir dessas explicações, é possível verificarmos qual é a necessidade dessa técnica, uma vez que, através dela, podemos antecipar e facilitar o diagnóstico de algum edema. Lembrando que o edema pode sinalizar alguma alteração no organismo que pode ser uma doença, uma alergia, um trauma etc.

 

O que causa o sinal de Godet?

Quando o teste é positivo para o sinal de Godet quer dizer que o paciente está com um edema, ou seja, um inchaço provocado geralmente por acúmulo de líquido. Esse líquido, derivado do sangue, que deveria circular normalmente dentro dos vasos capilares, não segue o seu caminho natural. Em vez disso, fica acumulado em certas regiões, provocando o inchaço

É por isso que o sinal de Godet é muito utilizado pelo cirurgião vascular para tentar identificar na paciente a presença de alguma doença venosa como a trombose, as varizes e o linfedema.

O lipedema, por sua vez, não apresenta inchaço que possa ser verificado por meio da compressão da pele, isto é, o sinal de Godet não costuma surgir quando a paciente apresenta o lipedema.

Em resumo, o sinal de Godet pode estar presente no indivíduo caso ele apresente algum inchaço na pele, que seja resultado de acúmulo de líquidos na região afetada. Veja a seguir a classificação do sinal de Godet.

 

Qual é a classificação do sinal de Godet?

Já vimos que o sinal de Godet é evidenciado quando pressionamos uma parte do corpo humano, geralmente pernas e pés, e, em vez da pele retornar ao normal, ocorre uma depressão no local. Isto é, a região fica um pouco funda e demorar a retornar.

Essa demora para a pele voltar à normalidade é dividida em graus. Quanto maior o grau, mais acentuado é o cacifo e mais inchada é a região.

Grau I – a depressão ocasionada pela pressão dos dedos desaparece quase que instantaneamente.

Grau II – em 15 segundos a depressão desaparece.

Grau III – a depressão demora cerca de 1 minuto para desaparecer completamente.

Grau IV – a pelo retorna ao normal entre 2 e 5 minutos.

Ou seja, quanto maior o grau do edema mais inchaço o paciente apresenta.

Um lembrete importante é que, em alguns casos, esse inchaço na pele, o edema, vem acompanhado de dor. Por isso, esse ato de pinçar a pele com os dedos deve ser feito com cuidado para não provocar mais desconforto ainda ao paciente.

 

O que é e o que causa um edema?

O edema é resultado do aumento do líquido no organismo. O edema pode ser localizado, quando atinge apenas uma parte do corpo, geralmente as pernas, pés e tornozelos, e também pode ser generalizado quando o corpo inteiro sofre com o inchaço.

Quando o edema é localizado, ele é derivado de processos inflamatórios, doenças alérgicas, venosas e linfáticas. As principais doenças causadoras do edema são a trombose e a insuficiência venosa, a inflamação local como a tromboflebite e também é resultado de diversos pós-operatórios e traumas.

Essas doenças, por sua vez, são provocadas por obstruções nas veias, impedindo que o fluxo sanguíneo aconteça naturalmente.

O edema, nessas situações, surge de uma maneira mais rápida, às vezes até de forma repentina como é o caso de algumas crises alérgicas. Quando vem acompanhado de dor, o edema pode ser resultado de algum processo inflamatório.

Quando é generalizado, o inchaço ocorre no corpo inteiro, com acúmulo de líquido e sódio em diversas regiões do organismo. As principais causas são doenças cardíacas, hepáticas, insuficiência renal e alguns casos de desnutrição grave.

Nesses casos, o edema surge mais lentamente, de forma silenciosa. É o que acontece quando o indivíduo vai engordando aos poucos, com um aumento progressivo de peso, por exemplo. O indivíduo começa a sentir roupas, calçados e anéis apertados.

Outras condições que aceleram o surgimento do edema são:

  • Ingestão de líquidos em excesso;
  • Uso constante de medicamentos que provocam retenção líquida;
  • Produção baixa de urina;
  • Baixa quantidade de proteínas no sangue.

 

Outras características do edema

O principal sintoma do edema é a elevação da região afetada, o que é perceptível aos olhos e pode ser confirmada com o teste do sinal de Godet. Além disso, o edema geralmente vem acompanhando de outros sintomas como, por exemplo:

 

  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Cansaço;
  • Alteração na cor da pele, que passa a ficar com aspecto avermelhado ou escurecido;
  • Dificuldade para usar calçados, roupas e outros acessórios anteriormente utilizados tranquilamente;
  • Região mais aquecida do que o restante do corpo;
  • Depressões na pele causadas por roupas e outros objetos apertados;
  • Pele mais brilhante e lisa;
  • Pele com aspecto mais esticado;
  • Surgimento de pequenos ferimentos e úlceras;
  • Atrofia muscular;
  • Região mais sensível.

 

O sinal de Godet é uma demonstração clínica de que o corpo está sofrendo com retenção líquida ou inchaço, também conhecido como edema. Quando a pele é pressionada, usando o polegar e o indicador como pinça, a região sofre uma depressão, um leve afundamento da pele, que permanece nessa condição por, no mínimo, 15 segundos. O edema pode ser a indicação da presença de alguma doença ou mau funcionamento do organismo. É importante procurar ajuda médica para buscar mais orientações a respeito.

 

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Qual é a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

Fertilidade - seg, 01/25/2021 - 20:20

Um casal que está procurando um tratamento de fertilidade hoje em dia logo percebe que existem diversos procedimentos disponíveis que auxiliam mulheres a engravidarem. Mas, cada um deles possui características distintas e é indicado para casos específicos.

Com tantas opções, é comum que as pessoas façam confusão e não entendam exatamente como funciona cada procedimento. Uma dúvida comum entre os pacientes, por exemplo, é qual é a diferença entre a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Para acabar com as incertezas sobre os dois tratamentos, vamos explicar a seguir quais são as diferenças entre eles.

Como é a inseminação artificial

A inseminação intrauterina, conhecida também como artificial, é um tratamento de baixa complexidade em reprodução assistida. Nesse modelo, primeiro é realizada a indução da ovulação e um controle ultrassonográfico para monitorar o crescimento dos folículos (que contêm os óvulos).

Em seguida, perto da ovulação, o parceiro faz a coleta de espermatozoides e um profissional seleciona os melhores entre os colhidos. Após a seleção, os espermatozoides com maior potencial são colocados na cavidade uterina da mulher por meio de uma sonda. Essa etapa acontece quando a paciente está ovulando.

A inseminação artificial é um procedimento simples realizado no consultório do especialista e a mulher nem precisa tomar anestesia. Ela tem duração aproximada de 12 dias. Depois da inseminação dos espermatozoides, o casal tem que esperar cerca de 15 dias para conferir se a mulher está grávida.

Como funciona a fertilização in vitro

Já a fertilização in vitro (FIV) é considerada um tratamento de alta complexidade entre os realizados atualmente. Nesse procedimento, primeiro é feita a indução da ovulação e um monitoramento do crescimento dos folículos por meio de ultrassons transvaginais. Aqui, o ideal é que cresçam diversos folículos para aumentar as chances de gravidez.

Quando a mulher está perto de sua ovulação, ela vai até um laboratório especializado em reprodução assistida para fazer a aspiração dos óvulos. Esse procedimento é realizado através da ultrassom vaginal guiada por agulha e a paciente precisa tomar uma anestesia para fazê-lo.

Enquanto a mulher faz a aspiração dos óvulos, o parceiro realiza a coleta dos espermatozoides em laboratório. Um biólogo separa os melhores espermatozoides e, em seguida, os reúne com os óvulos para que a fecundação aconteça em laboratório. É por essa razão que a FIV é muito conhecida também como “bebê de proveta”.

Após a formação dos embriões, alguns dos que mostraram maior potencial são transferidos para o útero da mulher por meio de um cateter. Essa transferência é tranquila e a paciente não precisa de anestesia.

A FIV acontece principalmente em um laboratório especializado e geralmente ela dura de 15 a 20 dias. Depois da transferência embrionária, é preciso esperar aproximadamente duas semanas para conferir se o tratamento foi bem-sucedido.

Diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro

Ao conhecer as etapas de cada procedimento, já é possível perceber certas distinções. Contudo, nem todas elas ficam claras somente com esses detalhes. Por isso, listamos abaixo as principais diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro:

Fecundação

A principal diferença entre os dois tratamentos é o local da fecundação. Na inseminação, a fecundação do embrião é feita no interior do útero da mulher. O tratamento apenas auxilia no encontro do espermatozoide com o óvulo, que pode não acontecer naturalmente devido a um problema da parceira ou do parceiro. 

Algumas condições que dificultam esse encontro são, por exemplo, problemas na ejaculação e irregularidade na ovulação.

Já na fertilização in vitro, a fecundação acontece em um laboratório, onde são reunidos os melhores óvulos e espermatozoides do casal. E após a fertilização, embriões já desenvolvidos são transferidos para o útero da mulher. É por essa razão que a FIV é considerada mais complexa que os demais procedimentos.

Local do tratamento

A inseminação artificial é realizada predominantemente no consultório do médico responsável pelo tratamento. Afinal, o acompanhamento do crescimento dos folículos e a transferência dos espermatozoides para a cavidade uterina são feitos na clínica do especialista. Somente a coleta dos espermatozoides é feita em laboratório.

Por outro lado, a fertilização in vitro é distribuída entre laboratório e clínica, sendo que as principais etapas são realizadas no primeiro ambiente. Lá é onde acontece a aspiração dos óvulos, a coleta dos espermatozoides e a fertilização do embrião. Já na clínica, são feitos o monitoramento da indução da ovulação e a transferência dos embriões para o útero.

Custo

Como têm complexidades distintas, os custos de cada tratamento também são diferentes. A inseminação tem um valor mais acessível, pois demanda menos equipamentos de laboratórios e é realizada com procedimentos mais simples. Sendo assim, o honorário da equipe é mais baixo.

A FIV possui um custo maior, porque precisa de mais procedimentos e esses são mais complexos, como a aspiração dos óvulos e a transferência embrionária. Além disso, esse tratamento demanda uma estrutura e equipamentos melhores. O laboratório, por exemplo, deve oferecer um ambiente organizado, limpo, equipado e seguro para a fecundação dos óvulos e espermatozoides.

Indicação

Cada tratamento tem suas particularidades, portanto, eles são indicados para diferentes casos de infertilidade. A inseminação intrauterina é recomendada especialmente para casais que têm menos de 35 anos e não apresentam um fator de risco ou problema de saúde que impeça a inseminação (como obstrução tubária ou baixo nível de espermatozoides).

A FIV geralmente é recomendada para os pacientes que:

  •         Têm mais de 35 anos;
  •         Apresentam um problema de saúde que causa a infertilidade, como obstrução tubária, azoospermia ou um fator associado entre o homem e a mulher;
  •         Parceiros que estão tentando engravidar a bastante tempo e ainda não obtiveram sucesso.

Esse procedimento também é interessante para mulheres que têm problemas na ovulação e necessitam da doação de óvulos para engravidar.

Apesar de haver essas recomendações, lembre-se de que somente um médico especialista na área pode dizer qual é o tratamento mais adequado para você e seu parceiro. 

Isso é essencial, porque o profissional analisa o histórico de ambos, a causa da infertilidade e assim indica o procedimento que tem mais chances de oferecer um bom resultado para o casal.

Então, agora que você sabe quais são as diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro, marque uma consulta conosco para descobrir qual procedimento é o melhor para seu caso. 

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Como saber se tenho lipedema?

Vascular Pro - sab, 01/23/2021 - 19:16

O lipedema é uma doença difícil de ser diagnosticada porque nem todo profissional da área tem conhecimento aprofundado sobre o assunto. Infelizmente, essa é uma situação comum, pois o lipedema não é, de fato, uma questão muito estudada. Contudo, nos últimos tempos muitas informações têm surgido a respeito, o que vem facilitando bastante o diagnóstico, a partir da afinidade das pacientes com os sintomas.

O que é o lipedema

Lipedema é uma doença crônica, que atinge sobretudo mulheres e se caracteriza pelo excesso de gordura doente, geralmente nas extremidades do corpo como braços, pernas, coxas e quadris.

A desproporção corporal é outra característica do lipedema. Isso porque a gordura doente fica acumulada apenas em um determinado local, se tornando sobressalente e deixando aquela região assimétrica.

Apesar desses sinais, ainda é difícil para alguns especialistas identificar corretamente o lipedema. Por isso, mulheres que sofrem com o problema devem continuar a busca por um diagnóstico adequado e por um tratamento eficaz. A seguir, algumas dicas de como fazer isso.

Como diagnosticar o lipedema

Como não é um assunto estudado com profundidade, ainda há muitas dúvidas a respeito do diagnóstico do lipedema. Contudo, a partir de uma série de perguntas é possível traçar um panorama da situação que a paciente vem enfrentando e fazer uma investigação mais a fundo. Veja a seguir quais são essas perguntas.

Sente que tem algo de errado nas pernas, mas não sabe o quê?

Muitas mulheres relatam desconforto nas pernas, cansaço e dores, mas não conseguem definir bem o que seja e nem o motivo. Vão ao médico, mas ainda assim não saem satisfeitas com o diagnóstico. Em muitos casos, o próprio médico não consegue descobrir a causa daquele incômodo.

 

Suas pernas doem?

A dor é muito importante para o diagnóstico do lipedema. Não que o lipedema seja a única doença que cause dor. A trombose também é dolorida, assim como as varizes, por exemplo. Contudo, se a dor é um sintoma recorrente na sua vida e não há uma explicação óbvia, pode ser que você esteja sofrendo com lipedema.

 

Sente dificuldade em perder peso na parte inferior do corpo?

A gordura doente, que caracteriza o lipedema, se acumula na parte inferior do corpo e geralmente é uma gordura mais difícil de ser eliminada. Assim, quem tem lipedema, sente mais dificuldade de emagrecer nessa parte do que no restante do corpo.

Então se você tem mais facilidade para perder peso na parte superior do corpo e não consegue emagrecer do tronco para baixo, já é mais uma questão que deve ser avaliada pelo seu médico.

 

Apresenta desproporção corporal?

O seu corpo possui partes desproporcionais? A parte de cima da cintura e a parte de baixo são diferentes, com tamanhos diferentes? Essa também é uma característica comum em caso de lipedema.

Não quer dizer que a pessoa esteja obesa ou acima do peso. Uma pessoa que sofre de lipedema pode ter uma cintura bem fina, mas bastante gordura acumulada na parte inferior do corpo como quadris e pernas. E esse também é um ponto que serve para ajudar no diagnóstico da doença.

 

Suas pernas e braços apresentam hematomas com frequência?

Nesse caso, os hematomas são aquelas manchinhas roxas que surgem com uma certa frequência e sem uma motivação específica. Geralmente aparecem na região dos braços e das pernas. A equimose, nome científico do hematoma, surge por causa da fragilidade dos vasos capilares, outro sintoma do lipedema.

Assim, qualquer pancada, por menor que seja, pode desencadear um pequeno hematoma e nem sempre a pessoa sabe como surgiu aquele machucado, já que não lembra de ter sofrido nenhum impacto que tenha sido suficiente para formar aquela mancha.

No caso do lipedema, não precisa acontecer uma pancada violenta para que surja o hematoma. Como os vasos capilares dessas regiões estão sensíveis, qualquer colisão, por mínima que seja, já é capaz de desenvolver uma equimose.

 

Durante a puberdade você ganhou peso na região dos braços e pernas?

Pernas, quadris, coxas e braços são as regiões que mais acumulam gordura durante a puberdade quando a pessoa sofre com lipedema. É um fato comum entre as mulheres por causa dos hormônios que estão muito mais potentes não só nessa fase, mas também durante a gestação e a adolescência.

Portanto, se você também possui essa característica é importante ficar atento aos outros fatores já listados nesse artigo e procurar um especialista para que seja feito o diagnóstico correto.

 

Você percebeu algum ganho de gordura durante a amamentação ou menopausa?

Nessas duas situações, período da amamentação e menopausa, as mulheres também são mais propensas a ganhar peso nos braços, pernas e quadris quando sofrem com lipedema. A causa é a mesma já citada anteriormente: a ação mais intensa dos hormônios.

Esse acontecimento não atinge de forma rigorosa com todas as mulheres. Entretanto, ainda é um fator a ser considerado juntamente com a avaliação dos outros pontos listados aqui.

 

Qual especialista procurar?

O profissional especializado em doenças do sistema linfático, arterial e venoso é o cirurgião vascular. É esse médico que você deve procurar caso perceba alguma alteração com as características que acabamos de listar no artigo.

Como dissemos no início do texto, muitas mulheres sentem dificuldade em encontrar um profissional que tenha conhecimento aprofundado em lipedema. Por conta disso, muitas delas acabam não procurando o tratamento adequado e continuam tendo que lidar com os sintomas desagradáveis da doença.

A orientação é fazer uma pesquisa na Associação Brasileira de Lipedema, onde existe uma lista de profissionais que estudam esse problema. Depois, é só localizar algum especialista que esteja mais próximo da paciente e verificar a disponibilidade do médico para fazer uma consulta.

Como vimos, o lipedema é uma doença que atinge basicamente as mulheres. É um problema incômodo não só por causa do desconforto local, mas também devido às mudanças que ele provoca no corpo. Infelizmente, o diagnóstico da doença ainda não é frequente devido ao pouco conhecimento difundido a respeito. Enquanto isso, é importante que as mulheres fiquem atentas aos sinais que o corpo emite e possam reunir informações que facilitam o diagnóstico médico. 

E, claro, não deixem de buscar ajuda, mesmo que as tentativas iniciais sejam frustradas. Percebemos que novas informações estão chegando e esperamos que em breve os profissionais possam se capacitar e atender à demanda de tantas mulheres que sofrem com o lipedema.

Responda o questionário de auto-diagnóstico de lipedema aqui.

A equipe do Dr Alexandre Amato criou, validou e publicou trabalho científico sobre o assunto: Amato ACM, Amato FCM, Benitti DA, Amato LGL. Development of a questionnaire and screening model for lipedema. J Vasc Bras. 2020;19:1–7. 

 

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Como funciona a fertilização in vitro?

Fertilidade - sex, 01/22/2021 - 13:56

A fertilização in vitro (FIV) é um tipo de tratamento para fertilidade que é bastante falado, porém boa parte das pessoas não sabe realmente como ele funciona. É muito importante que os casais que estão pensando em fazer um tratamento para engravidar conheçam os detalhes desse procedimento.

Isso é fundamental, porque assim eles descobrem quais são as etapas do tratamento, entendem se ele é adequado para o cenário deles e ainda podem ficar mais tranquilos caso façam a FIV. Afinal, eles sabem por quais etapas têm que passar.

Então, se você e seu parceiro estão pensando em fazer um tratamento de fertilidade, precisam conhecer verdadeiramente a fertilização in vitro. Pensando nisso, vamos explicar neste post como ela funciona e suas principais características.

O que é a fertilização in vitro

A FIV é um tratamento de alta complexidade, em que é realizada a coleta de óvulos e espermatozoides, da mulher e do homem para que a fecundação seja feita em laboratório. Após a formação do embrião, esse é colocado no útero da mulher.

Muito conhecida também como bebê de proveta, a fertilização in vitro já é realizada no Brasil há mais de 30 anos, sendo que o primeiro bebê de FIV do país nasceu em 1984. Desde então, a técnica evoluiu e continua auxiliando casais inférteis a realizarem o sonho de serem pais.

Como funciona a FIV

A fertilização in vitro é realizada em etapas bem definidas e todos os pacientes que estão passando pelo tratamento precisam cumprir essas fases. Abaixo, explicamos detalhadamente cada etapa para que você entenda como funciona a FIV:

Indução da ovulação

O primeiro passo que deve ser realizado na FIV é sempre a indução da ovulação da mulher, que é feita por meio de medicações. Em casa, a paciente injeta em si mesma os medicamentos e a indução é monitorada com ultrassons transvaginais. Esses exames devem ser feitos em uma clínica  pelo médico ou médica especialista em tratamentos de fertilidade.

Com a indução da ovulação, os folículos da mulher crescem. A ideia na fertilização in vitro é justamente que mais de um folículo cresça, porque assim haverá um número maior de óvulos para realizar o tratamento. Dessa forma, as chances de a FIV ser bem-sucedida também são maiores.

Aspiração dos óvulos e coleta de espermatozoides

Quando a paciente está para ovular, começa a segunda etapa do tratamento: a aspiração dos óvulos e coleta dos espermatozoides. A aspiração dos óvulos deve acontecer sempre em um laboratório de reprodução assistida, que é o espaço onde é feita a manipulação de materiais biológicos.

No laboratório, a paciente toma uma anestesia e dorme entre 20 a 30 minutos. Nesse momento, por meio de um ultrassom transvaginal guiado por uma agulha, os óvulos são aspirados pelo profissional. Enquanto a paciente faz a aspiração dos óvulos, o parceiro realiza a coleta de espermatozoides.

Fertilização in vitro

Após a aspiração de óvulos e a coleta de espermatozoides, um biólogo especializado do laboratório seleciona os melhores entre todos os elementos coletados e faz a fertilização in vitro também em laboratório. Os embriões se formam e começam a evoluir ainda nesse ambiente.

Uma curiosidade é que essa escolha pelos melhores elementos pode levar até horas. Isso acontece porque o profissional responsável por essa etapa analisa diversos critérios para ter certeza de que está selecionando os melhores e, assim, está aumentando as chances de sucesso do tratamento.

Transferência do embrião

Após a formação dos embriões, os que mostrarem maior potencial são transferidos para o útero da paciente. Geralmente, mais de um embrião é colocado no útero para que haja mais chances de ocorrer a gravidez.

A transferência embrionária é um procedimento muito tranquilo, em que o médico insere os embriões no útero da mulher por meio de um cateter. Não é necessário tomar anestesia e após 20 ou 30 minutos, a paciente já pode ir para casa. Depois de, aproximadamente, duas semanas, a mulher deve fazer o teste de gravidez para descobrir se o tratamento funcionou.

Quanto tempo dura o tratamento

A fertilização in vitro, desde a ovulação até a fecundação em laboratório, dura aproximadamente de 15 a 20 dias. Depois da transferência embrionária, a paciente deve esperar cerca de duas semanas para realizar o exame de gravidez e conferir se o procedimento foi bem-sucedido.

Sendo assim, o tratamento completo da FIV geralmente dura cerca de 1 mês. Caso a primeira tentativa não funcione, se desejar, o casal pode tentar novamente a FIV. Nesse cenário, o indicado é descobrir o que motivou a falha na primeira tentativa e esperar pelo menos 2 ciclos naturais de ovulação para tentar novamente. Assim, os ovários da mulher já vão ter voltado ao tamanho normal e ao padrão de nível hormonal.

Para quem é indicado a FIV

Esse tipo de tratamento de fertilidade pode ser indicado em diversos casos. Em geral, ele é recomendado para:

  •         Casais que têm mais de 35 anos;
  •         Pacientes que têm algum problema de saúde conhecido que causa a infertilidade, como uma azoospermia, obstrução tubária ou quando há fator associado entre o homem e a mulher;
  •         Casais que estão tentando engravidar há bastante tempo e ainda não conseguiram.

A fertilização in vitro também é uma boa opção para as mulheres que têm dificuldades para produzir óvulos. Afinal, com a FIV, elas podem tentar engravidar com óvulos de doadoras.

Esse tratamento é considerado de alta complexidade, mas muitas pessoas optam por ele, porque a FIV é capaz de auxiliar em diversos casos e já trouxe bons resultados para milhares de famílias ao redor do mundo.

Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há algum tempo e ainda não obtiveram sucesso, a FIV pode ser uma boa opção para solucionar essa dificuldade. 

Contudo, lembre-se de que vocês devem consultar um especialista na área e fazer exames para que o profissional possa entender melhor o caso. Só então ele vai dizer se a fertilização in vitro é o tratamento adequado para vocês.

Aqui na Clínica Reprodução Humana e Fertilização do Amato – Instituto de Medicina Avançada temos profissionais capacitados e especializados em tratamentos de fertilidade. Então, se você e seu parceiro ainda não sabem aonde ir para descobrir mais sobre o seu caso, marque uma consulta conosco para que possamos ajudá-los. 


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Probióticos

Vascular Pro - qua, 01/20/2021 - 12:52

Os probioticos estão sendo cada vez mais utilizados na medicina. Os probióticos são bactérias vivas, chamadas de “boas bactérias” por serem benéficas ao ser humano, principalmente no aparelho digestivo.
“Os existentes em alimentos e suplementos são similares aos naturalmente presentes no intestino” Apesar das pessoas não precisarem de suplementação de probióticos para serem saudáveis, recentes estudos demonstram que eles podem auxiliar a saúde, pois:

  • Diminuem as bactérias ruins que causam inflamação e infecção;
  • Ajudam na digestão de alimentos;
  • Sintetizam minerais e produzem vitaminas e enzimas que mantém o intestino saudável.

Além disso, recentes pesquisas demonstraram que os probióticos podem melhorar a resposta a antibióticos, tratar diarréia, síndrome do cólon irritável, refluxo, inflamações da pele, eczema e, ultimamente, auxiliar no tratamento da depressão.
As mais comuns são:

  • Lactobacillus: encontrados em iogurtes e bebidas fermentadas, segundo estudos, eles auxiliam no tratamento e prevenção de diarreia, cólicas em bebês, infecções pulmonares, colite ulcerativa, sindrome do cólon irritável, infecções vaginais e eczema.
  • Bifidobacterium: também encontrados em iogurtes e queijos, de acordo com pesquisas, eles auxiliam no tratamento de constipação, sindrome do cólon irritável, infecção pulmonar e, mais recentemente, na depressão menor.

É necessário ter muita cautela antes de iniciar o uso de qualquer probiótico, passando por uma avaliação de um médico que entenda do assunto, para que o tipo e a dose certas sejam prescritas.
Ao mesmo tempo, é essencial atentar-se ao local da compra do probiótico, para não correr riscos de tomar bactérias erradas ou substâncias que poderão dar alergias.

Importante: mulheres grávidas ou que estejam amamentando e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido devem tomar cuidado extra antes de iniciar qualquer tratamento.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Qual hormônio ajuda a engravidar?

Fertilidade - ter, 01/19/2021 - 11:17

Hormônios são substâncias essenciais para o organismo humano, porque desempenham diversos papeis no corpo que contribuem para que ele funcione de forma adequada. Eles auxiliam, por exemplo, a regular a pressão arterial, a controlar a glicemia no organismo, no desenvolvimento dos indivíduos e até nas possibilidades de uma mulher engravidar.

Existe mais de um hormônio que influencia no sucesso de uma gravidez e, caso haja qualquer alteração neles, a mulher pode ter dificuldades para engravidar ou manter uma gestação.

É fundamental que uma mulher que deseja engravidar conheça esses hormônios, porque uma alteração em uma ou mais dessas substâncias pode ser a causa de infertilidade da paciente.

Então, para que você os conheça, listamos abaixo quais são os hormônios que ajudam uma mulher a engravidar!

Hormônios que ajudam a engravidar Estrogênio

O estrogênio é conhecido como o principal hormônio sexual feminino, porque ele é responsável pelo desenvolvimento físico e sexual das mulheres. É esse hormônio que atua, por exemplo, na formação e no amadurecimento do endométrio, do sistema reprodutor e dos seios.

Além disso, o estrogênio é importante para que ocorra a gravidez. Isso porque ele auxilia no crescimento folicular, no amadurecimento do óvulo, na circulação na membrana uterina e na união do espermatozoide com o óvulo.

Então, se uma mulher tiver pouco ou muito estrogênio no organismo, ela pode apresentar problemas para engravidar. Por isso, é muito importante que um especialista analise a quantidade de estrogênio no corpo da mulher que está tentando engravidar.

Dessa forma, ele saberá se a infertilidade é causada pelo estrogênio e qual é o melhor tratamento para o caso.

FSH e LH

O hormônio folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH) têm como principal função no organismo estimular o crescimento do folículo, que é um revestimento que protege o óvulo antes de ocorrer a ovulação.

O FSH e o LH também influenciam na produção e na liberação dos óvulos, porque eles atuam na regulação da função hormonal e do desenvolvimento dos ovários. Esses hormônios ainda são importantes para os homens que estão tentando ter filhos, pois eles atuam nos testículos aumentando a produção de espermatozoides.

Devido à importância do crescimento folicular para uma gravidez, atualmente existem diversos medicamentos de tratamento de fertilidade que possuem o FSH em suas composições.

Esses remédios podem ser usados em determinados tratamentos, como o de indução da ovulação e de inseminação artificial. Mas, é importante ressaltar que a utilização deles sempre deve ser recomendada e orientada pelo médico responsável pelo tratamento.

HCG

Gonadotrofina coriônica humana (HCG) é um hormônio que faz parte do mesmo grupo do FSH e LH, mas que possui diferentes funções no organismo. O HCG não auxilia a mulher a engravidar, porém ele é conhecido como hormônio da gravidez, porque só começa a ser produzido no corpo quando a mulher está grávida.

A função dele é manter o corpo lúteo, uma estrutura que se desenvolve no ovário após a ovulação, no início da gestação até que a placenta se forme e possa assumir a produção de estrogênio e progesterona. O HCG ainda é responsável por inibir a menstruação durante a gestação.

A molécula desse hormônio é dividida em duas partes. Uma é bem parecida com o FSH e o LH, já a outra é única. Esta, que é chamada de beta, é o elemento que os testes de gravidez verificam justamente porque ela geralmente só é produzida em altos níveis quando uma mulher está grávida.

Progesterona

A progesterona é um hormônio importante tanto antes da gravidez quanto durante. Ele é essencial para que a gestação aconteça, porque ele é produzido pelo ovário no ciclo menstrual justamente para preparar o endométrio para a implantação do embrião no útero. Ou seja, a progesterona prepara o organismo feminino para a gravidez.

Já durante a gestação, o hormônio garante que a gravidez seja segura e ainda atua na preparação das glândulas mamárias para a produção de leite depois que o bebê nascer.

Caso uma mulher grávida tenha um nível baixo de progesterona, ela pode tomar um suplemento do hormônio para que a gravidez seja mais segura. Entretanto, novamente quem deve indicar a suplementação é o médico que acompanha a gestação. 

Isso é essencial, porque ele sabe realmente se é necessário o suplemento e como a paciente deve consumir esse medicamento.

TSH

Os hormônios estimulantes da tireoide (TSH) realizam diversas atividades no organismo para garantir que ele vai funcionar de forma adequada. Em relação à gravidez eles são importantes, porque atuam com a progesterona e o estrogênio para promover o funcionamento dos ovários e auxiliar no amadurecimento dos óvulos.

Então, se a mulher apresenta falta ou excesso de TSH em seu organismo, ela pode ter problemas de infertilidade. Afinal, os ovários e o crescimento dos óvulos são afetados por essa alteração.

Por isso, quando uma mulher busca saber sua causa de infertilidade é necessário analisar os níveis de TSH em seu organismo.

Prolactina

A prolactina é bastante conhecida como o hormônio responsável pela produção de leite materno, já que atua nas glândulas mamárias estimulando a formação da bebida. Mas, ela também é importante para a gravidez, pois é a prolactina que libera a gonadotrofina (gnRH) no organismo durante o ciclo menstrual. E é a gnRH que libera o FSH e o LH que vão estimular o crescimento do folículo na mulher.

Sendo assim, níveis alterados de prolactina no organismo também podem prejudicar a fertilidade de uma mulher. Se uma moça apresenta esse hormônio em excesso, por exemplo, o cérebro entende que ela já está amamentando e para de colaborar com o desenvolvimento folicular.

Como os hormônios listados aqui ajudam a engravidar e a manter uma gestação segura, eles precisam estar equilibrados no organismo da mulher que deseja ter um filho.

Se você estiver enfrentando dificuldades para engravidar, deve se consultar com um especialista para que ele verifique se todos os hormônios estão equilibrados em seu organismo. De acordo com o diagnóstico, ele poderá lhe indicar o melhor tratamento para seu caso.

Agora que você sabe quais hormônios ajudam a engravidar, veja também se existem pré-requisitos para ser elegível a um tratamento de fertilidade!

Dra. Juliana Amato

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Lipedema: o que é?

Vascular Pro - ter, 01/19/2021 - 11:03

Você já ouviu falar em lipedema? A doença, considerada crônica por especialistas, atinge majoritariamente as mulheres e o surgimento tem a ver com fator genético e com hormônios. Algumas pessoas confundem lipedema com obesidade e com linfedema, mas são doenças diferentes. Veja a seguir o que de fato é o lipedema, características dessa doença e o que fazer para evitar e tratar esse problema.

O que é lipedema?

Lipedema é uma doença que atinge especialmente as mulheres. Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura em locais específicos do corpo, como quadris, nádegas, pernas e tornozelos, causando uma aparência disforme e desproporcional ao restante do corpo.

A doença é considerada crônica, uma vez que evolui de maneira progressiva e não tem cura. Além dos depósitos de gordura, outros sintomas que podem surgir são o inchaço na pele, dores, sensibilidade local, sensação de peso e desconforto na região.

Geralmente, o médico pode identificar a presença do lipedema apenas através do exame clínico e do relato de mulheres que sofrem com a doença. A partir daí, o médico sugere o melhor tratamento de acordo com o caso avaliado.

 

O que causa o lipedema?

Apesar de ser caracterizado como excesso de tecido adiposo, popularmente chamado de gordura, o lipedema não tem relação com o excesso de peso. Diversos médicos especialistas têm tentado descobrir o motivo do surgimento do lipedema. Inclusive nós!

Existem duas causas prováveis: a influência dos hormônios femininos e o fator genético. Por esse motivo é que as mulheres são as pessoas que mais sofrem com o lipedema, principalmente durante o período em que os hormônios estão desequilibrados como o período de gestação, a menopausa e na fase adulta, durante o uso de anticoncepcionais.

Em homens, esse problema pode até surgir, mas apenas quando eles estão fazendo algum tratamento relacionado à ingestão de hormônios, o que reforça mais ainda a tese de que fatores hormonais são causadores do lipedema.

 

Diferença entre lipedema e linfedema

Apesar dos nomes semelhantes, lipedema e linfedema são doenças diferentes. Enquanto o lipedema se caracteriza pelo acúmulo de gordura em uma específica do corpo, o linfedema tem como sintoma principal o acúmulo de linfa na região, provocado pela obstrução dos vasos linfáticos.

Linfa é o nome de um líquido, que se origina no sangue e é responsável pela condução de glóbulos brancos pelo organismo. Os glóbulos brancos, por sua vez, auxiliam na defesa do nosso organismo contra agentes nocivos e retorno à circulação das excretas das células do nosso corpo.

Essas duas doenças podem se relacionar. Ou seja, uma pessoa que sofre com lipedema também pode apresentar linfedema. Isso acontece porque as células de gordura do lipedema impedem a circulação natural que acontece dentro dos canais linfáticos, causando o acúmulo de líquido na região. Contudo, são problemas diferentes.

 

Lipedema e obesidade não são a mesma coisa

Há uma facilidade muito grande em confundir lipedema e obesidade, provavelmente porque os dois problemas apresentam acúmulo de gordura no corpo. Porém, são doenças diferentes em alguns aspectos.

Em primeiro lugar, a obesidade não atinge especificamente as mulheres. Homens também podem sofrer com o excesso de peso em diferentes fases da vida. Geralmente, no público masculino a gordura se acumula na região do abdômen, mas também pode afetar as mamas.

Outra diferença é a localização da gordura em excesso. Pessoas obesas quase sempre têm gordura em toda a extensão do corpo, apesar de também ter um acúmulo maior em regiões como seios, bumbum, abdômen, pernas e quadris, principalmente no caso das mulheres.

A gordura da obesidade pode ser reduzida com mudanças na alimentação e prática constante de atividade física. No caso do lipedema, o aspecto da gordura é reduzido, mas o problema não é completamente solucionado.

Por fim, o aspecto visual desse depósito de gordura também é diferente. Obesos apresentam nódulos e ondulações no corpo, de uma maneira mais uniforme. Enquanto isso, o lipedema surge como se fosse uma bolsa de gordura, deixando aquela região disforme, sobressalente e com aspecto anormal, diferente do resto do corpo.

 

Perder peso é eficaz contra o lipedema?

A resposta é não, o motivo é simples. Mesmo que o lipedema tenha como sintoma o acúmulo de gordura em determinadas partes do corpo, esse depósito de tecido adiposo não acontece por causa da ingestão exagerada de alimentos ou pela falta de atividade física.

A concentração de gordura é um fator patológico, provocado por uma doença. Logo, não adianta fazer dieta ou passar a se exercitar com frequência na intenção de eliminar o lipedema.

É claro que perder peso sempre é uma boa alternativa porque previne várias doenças, além de deixar o corpo mais leve e bem disposto. No caso do lipedema, esses hábitos podem minimizar e até ajudar a prevenir o problema, mas não o elimina.

 

Lipedema tem cura?

Não, o lipedema é uma doença crônica e não tem cura. Contudo, tem tratamento que, se realizado corretamente, reduz bastante o aspecto estético do problema e melhora o desconforto que a mulher sente não só na região afetada, como também na queda da autoestima.

Nesses casos, são indicadas as massagens terapêuticas, as roupas de compressão, dieta e exercícios físicos para reduzir a gordura no corpo todo, além de apoio psicológico para lidar também com a saúde mental da paciente.

Depressão e rejeição ao próprio corpo é muito comum em mulheres que têm lipedema, principalmente porque a estética da paciente é afetada. Por isso, é importante pensar também em tratamento psicológico para que a mulher aprenda a lidar melhor com a situação.

Outro tratamento eficaz para tratar o lipedema é o procedimento cirúrgico que consiste em várias seções de aspiração de gordura do local afetado. O ideal é que cada paciente seja avaliado por um especialista para que ele verifique a necessidade de um ou outro tratamento. O objetivo sempre deve ser o bem-estar do indivíduo e uma vida com mais saúde e qualidade.

Hoje, vimos que o lipedema é uma doença crônica, que atinge especialmente as mulheres e tem como causas prováveis os hormônios e a genética. Se alguém da sua família tem lipedema, é possível que você também passe a apresentar essa doença. O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura em regiões específicas do corpo, provocando um aspecto disforme e assimétrico. Apesar de não ter cura, é possível tratar o lipedema com as orientações corretas de um médico especialista.

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Como fazer a dieta do Mediterrâneo

Vascular Pro - sex, 01/15/2021 - 17:11

A dieta do Mediterrâneo, também conhecida como dieta mediterrânea, é mais do que um cardápio a seguir por alguns dias. É um estilo de vida e um jeito de se alimentar tendo como base os alimentos facilmente encontrados na natureza como frutas, legumes, cereais, sementes, peixes e outros.

Esse cardápio é típico dos moradores da região do mar Mediterrâneo, incluindo o sul de países como França, Itália, Espanha e Grécia. Por causa da alimentação natural, essas pessoas têm uma expectativa de vida maior, uma rotina mais saudável e com baixa incidência de doenças.

Comida de verdade: a base da dieta do Mediterrâneo

Quando falamos em comida de verdade, estamos falando de alimentos naturais, livres de processos industriais. Ou seja, são aqueles encontrados na natureza, que não têm embalagem. Por exemplo: frutas, legumes, verduras, peixes, ovos, sementes, mel, grãos integrais e carnes magras.

Esses devem ser a base de um cardápio inspirado em uma dieta mediterrânea. Contudo, é possível acrescentar outros alimentos que, apesar de naturais, ainda passam por algum processo industrial como o leite e seus derivados e o azeite, por exemplo.

O que deve ser prontamente evitado, ou ao menos reduzido para quem está começando, são os alimentos industrializados. São itens que passam por diversos processos de fabricação, com acréscimo de substâncias pouco saudáveis como corantes e conservantes, e acabam perdendo também ingredientes positivos dos alimentos como as fibras e demais nutrientes.

Com o passar do tempo, e com a ingestão contínua de uma alimentação baseada em produtos industrializados, o corpo acaba sofrendo as consequências, ficando doente frequentemente, com menos disposição física e mental.

Como fazer a dieta do Mediterrâneo

Se você pensa que fazer a dieta do Mediterrâneo é algo chato ou trabalhoso, está enganado. No começo, é possível que você sinta um pouco de dificuldade, porém com o passar do tempo e percepção dos benefícios, você verá o quanto vale a pena. Veja como funciona.

Prefira comer alimentos naturais

Como dissemos, os alimentos frescos e naturais devem ser a principal alimentação de quem segue a dieta mediterrânea. Então, sempre que tiver a opção de ingerir um alimento natural, dê preferência a ele. Coma mais ovos, carne de ave, peixe, frutas, legumes, verduras, cereais integrais, azeite e sementes.

Evite o consumo de industrializados

Reduza ao máximo o consumo de industrializados, embutidos e processados. No começo, pode ser um pouco difícil devido às inúmeras ofertas que temos disponíveis e também ao paladar já acostumado a esses alimentos, mas, com a prática e um olhar mais atento você saberá fazer escolhas melhores.

Exemplos: comidas prontas, congelados, linguiças, salame, salsichas, bebidas energéticas, refrigerantes, temperos prontos etc.

Inclua gorduras boas no seu cardápio

Por algum tempo, as gorduras boas eram consideradas ruins para o organismo. Com o avanço dos estudos na área, o que foi percebido é que essas gorduras boas fazem bem ao nosso corpo, especialmente para o nosso cérebro.

Inclua na sua dieta: abacate, azeitona e azeite de oliva.

Reduza o consumo de carne vermelha

A carne vermelha não deve ser eliminada, mas precisa ser consumida com moderação. Uma vez por semana é o suficiente e dando preferência aos cortes magros. Nos outros dias, coma mais ovos, carne branca e peixes.

Água e vinho para acompanhar as refeições

A água é o líquido principal da dieta mediterrânea e pode ser ingerida à vontade. O vinho, apesar do teor alcoólico, também pode ser consumido, desde que em pequena quantidade. O vinho contém polifenóis, ricos em antioxidantes que combatem inflamações e doenças como o câncer.

Prefira adoçantes naturais

Açúcar refinado, demerara e similares, além de adoçantes industrializados também devem ser evitados. No lugar deles, use mel para adoçar os alimentos ou acostume-se aos poucos com o sabor natural dos alimentos.

Consuma leites e derivados

Leite, queijo, requeijão e manteiga também são permitidos, porém com preferência para as versões mais magras como o leite desnatado, o queijo minas ou a ricota e o requeijão light. Quanto à manteiga, prefira aquela que tem menos ingredientes e evite a margarina.

Prefira frutas e legumes da estação

Frutas, legumes e verduras da estação são mais saborosas, têm um preço mais acessível e sofrem menos intervenções dos produtores. Portanto, monte o seu cardápio diário de acordo com o período de produção de cada alimento.

Benefícios da dieta do Mediterâneo

Por ser uma dieta baseada em alimentos naturais, com baixa gordura saturada e grande variedade de alimentos, a dieta do Mediterrâneo oferece muitos benefícios ao indivíduo, especialmente na qualidade de vida dele. Conheça a seguir os principais benefícios.

Organismo mais resistente

Os nutrientes existentes nos alimentos naturais fortalecem o organismo, mantendo-o mais saudável e menos propenso a sofrer com a incidência de diversas doenças. O corpo fica fortalecido e mais bem disposto.

Emagrecimento saudável e sustentável

Produtos industrializados, enlatados, açúcar e carboidratos refinados são as principais causas do aumento de peso. A dieta mediterrânea, por ter como base os alimentos naturais, leva ao emagrecimento saudável e a longo prazo, bem diferente do que acontece com as dietas restritivas que geralmente fazem com que a pessoa engorde tudo novamente depois.

Além disso, esses alimentos contém muitas fibras que dão saciedade, aumentam o metabolismo e a queima natural de gordura corporal.

Baixa incidência de doenças crônicas

Alzheimer, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, doenças vasculares, câncer, colesterol, doença de Parkinson e até a depressão podem ser prevenidas com a dieta do Mediterrâneo. Tudo isso é resultado não só do poder nutritivo dos alimentos, mas também por causa do bom funcionamento de todos os órgãos influenciados pela alimentação saudável.

Mais poder nutritivo

Alimentos naturais são ricos em nutrientes, não possuem conservantes e nenhum tipo de aditivo, garantindo mais sabor e saúde. Uma dica é investir em frutas, legumes e verduras respeitando o período de sazonalidade de cada alimento. Assim, você garante alimentos mais saborosos e com amadurecimento natural.

Alimentação mais limpa e mais variada

A dieta do Mediterrâneo oferece aos seus adeptos refeições mais simples, variadas e naturais, bem diferente de um cardápio comum atualmente, recheado de produtos industrializados. Temos à disposição uma infinidade de frutas, legumes e verduras, além de grãos e sementes diversos, o que facilita muito a elaboração de um cardápio diverso e gostoso.

Como pudemos ver, fazer a dieta do Mediterrâneo não é um desafio difícil de cumprir. Basta focar ao máximo em alimentos naturais, fazer as combinações necessárias e manipular os alimentos de forma que eles fiquem apetitosos. É possível preparar inúmeras receitas com a variedade de ingredientes que temos disponíveis, aliando sabor e nutrição. Assim, além de comer para se satisfazer, você também come para nutrir e fortalecer o seu organismo.

 

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