Medicina

Investigando a Linguagem do Tratamento de Fertilidade: IIU Explicada

Fertilidade - qui, 03/25/2021 - 18:08

Existem muitos diferentes procedimentos de tratamento para ajudar a engravidar. IIU, também conhecida como inseminação intrauterina ou inseminação artificial, é um dos mais comuns procedimentos para tratamento de fertilidade utilizados atualmente.

 

Para Que Serve a Inseminação Intra-uterina (IIU)?

 

IIUs são usadas para tratar muitos diagnósticos diferentes de infertilidade, incluindo:

 

O Que Acontece Durante um Procedimento de IIU?

 

IIU pode ser feita com ou sem medicamentos que impulsionam a ovulação. Se uma IIU é feita com medicamentos, em seguida, os ovários são estimulados para produzir uma pequena quantidade de óvulos maduros. Diferente da FIV (Fertilização In Vitro), onde os óvulos são retirados e então fertilizados, com uma IIU, a ênfase está em garantir que haja apenas alguns óvulos para emergir. Há uma possibilidade de gestações múltiplas quando é feita uma IIU e mais do que apenas alguns óvulos maduros emergem, então é preciso que haja um cuidadoso e consistente monitoramento.

Quando os óvulos estão maduros, há um “gatilho” de injeção – uma medicação que estimula os folículos (bolsas cheias de fluido que contêm os óvulos) para liberar os óvulos. Em seguida, o esperma é coletado, através de masturbação e dado ao laboratório do programa de fertilidade para ser preparado. O esperma é cuidadosamente preparado e então introduzido dentro do útero através do colo do útero, usando um pequeno cateter.

Muitos programas de fertilidade fazem duas inseminações em cada ciclo para maximizar a probabilidade dos espermatozoides atingirem os óvulos no momento ideal.

Há poucos cuidados após o procedimento que precisam ser feitos. As inseminações normalmente não causam dor. Não há atividades específicas que você precise evitar ou que você precise tomar precauções. Apesar disso, a maioria dos programas e clínicas de fertilidade desaconselha exercício físico muito intenso.

Alguns procedimentos de fertilidade incluem medicamentos após a IIU para a reforçar ainda mais a implantação precoce.

E depois há a espera.

Para obter mais informações sobre a IIU, por favor entre em contato conosco. Se você tem tentado engravidar há um ano, é hora de procurar ajuda.

 

 

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Anomalias das trompas

Fertilidade - qui, 03/25/2021 - 07:16

As trompas de Falópio são dois “tubos” contráteis anexados ao lado esquerdo e ao lado direito do útero. Cada tubo estende-se desde o útero para o ovário e sua função é pegar o óvulo, assim que ele é liberado do ovário. As extremidades das trompas de falópio são alargadas e têm delicadas estruturas semelhantes a dedos chamadas fímbrias. Quando o ovário libera um óvulo ou ovócito, as fímbrias pegam o óvulo e o direcionam para dentro do tubo. Enquanto o óvulo passa pelas trompas de Falópio, ele recebe nutrição e um ambiente perfeito para a fertilização. O óvulo e o espermatozoide geralmente se encontram na porção distal do tubo, onde ocorre a fecundação. É vital que a trompa de Falópio esteja aberta e funcionando corretamente para permitir que o óvulo e o espermatozoide se encontrem e que o óvulo fertilizado se mova até o útero para implantação.

Tubos que tenham sido danificados por infecção prévia ou endometriose podem afetar severamente a chance de um casal conseguir a gravidez. Também existem Anormalidades Congênitas das trompas de falópio que podem dificultar a captação do óvulo.

 

Obstrução Tubária

 

Mulheres que tiveram infecções pélvicas, endometriose ou cirurgia que envolvem inflamação podem causar cicatrizes ao redor do útero e das trompas de Falópio. Mulheres que tiveram uma gravidez ectópica podem também ter obstrução tubária. A obstrução pode ser causada por várias outras condições, tais como:

  • Infecções pélvicas (tais como a doença inflamatória pélvica e doenças sexualmente transmissíveis)
  • Uma ruptura do apêndice ou cirurgia na pelve ou abdômen inferior
  • Uma gravidez tubária ou ectópica, nas trompas de Falópio
  • Malformação das trompas de Falópio
  • Endometriose
  • Aderências pélvicas entre estruturas normalmente não conectadas no útero ou na pelve
  • Anormalidades Congênitas

 

Hidrossalpinge

 

Uma trompa de Falópio bloqueada que se torne preenchida com líquido é chamada de hidrossalpinge. Esta não só causa infertilidade, como também pode reduzir a eficácia de outros tratamentos de infertilidade. A condição ocorre quando há lesão nas Trompas de Falópio, geralmente devido a infecção, que faz com que a extremidade do tubo se feche. Como resultado, o fluido fica retido no tubo e faz com que ele inche. Este fluido normalmente vazaria para fora da extremidade do tubo, mas já que o tubo está bloqueado na verdade os vazamentos retornam para o útero. Este fluido mostrou ser capaz de diminuir as chances de engravidar, em uma quantidade significativa. Se um embrião é implantado no útero usando FIV, este refluxo das trompas no útero pode diminuir as chances de sucesso de um terço à metade, a menos que seja tratado antes do tempo.

O sintoma mais comum de obstrução tubária é a infertilidade.

 

Diagnóstico de Danos Tubais

 

Fator Tubário e infertilidade é um problema muito comum e por causa disso nós rotineiramente examinamos para determinar se os tubos estão abertos e se não estão danificados, como parte dos testes habituais de fertilidade. No Plano de FIV nós rotineiramente usamos um dos dois tipos de exames de diagnóstico para verificar a permeabilidade tubária em um histerosalpingograma (HSG) e em um procedimento cirúrgico, a laparoscopia diagnóstica.

 

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Conexão da endometriose com a Infertilidade

Fertilidade - qua, 03/24/2021 - 18:16

A Endometriose Pode Ser Responsável por Até 70% das Mulheres Afetadas por Infertilidade e Dor Pélvica

A endometriose é uma condição de hormônio sensibilizados – como os ovários produzem hormônios normalmente todo mês, a endometriose pode crescer e piorar. A dor da endometriose geralmente ocorre antes e durante um ciclo menstrual. Esta dor cíclica e o crescimento da endometriose pode ser tratado com medicamentos que inibem a função ovariana. Isso significa que os ovários não estão produzindo óvulos durante o mês, e isto também evitará que a gravidez ocorra. É por isso que é difícil de tratar a endometriose associada com infertilidade – para casais tentando engravidar, nossos tratamentos de fertilidade muitas vezes estimulam os ovários a produzirem mais óvulos e mais hormônios durante o ciclo menstrual, e isso nada faz para tratar a dor associada com a endometriose. Na verdade, pode aumentar a dor. Para as mulheres com infertilidade e dor pélvica relacionada com endometriose, nosso objetivo é ajudar a gravidez a ocorrer mais rapidamente, reduzindo a quantidade de tempo em que o paciente sente a dor que ocorre com o ciclo menstrual.

Ciclos de tratamento de fertilidade são geralmente a melhor forma de tratamento em vez de cirurgia laparoscópica para as mulheres que estão tentando engravidar com endometriose.  Às vezes, no entanto, a cirurgia para endometriose pode ser realizada antes do tratamento de fertilidade, especialmente se a dor pélvica for um fator significativo. A cirurgia para endometriose é muito boa para aliviar a dor pélvica, mas provavelmente apenas minimamente aumentará a probabilidade de uma gravidez natural ou diminuirá a necessidade de tratamento de fertilidade quando a mulher está pronta para engravidar.

A endometriose, infelizmente, não pode ser completamente curada. A dor pélvica pode ser minimizada e a infertilidade pode ser superada com o tratamento, mas a inflamação pélvica e a presença das células dentro da pelve com endometriose geralmente continuam ao longo da vida reprodutiva feminina. Às vezes a endometriose pode progredir e causar dor pélvica crônica, que é muito difícil de tratar.

O Que Mais Você Pode Fazer Se Você Tem Endometriose?

Como com qualquer condição crônica, existem algumas maneiras de administrar a endometriose. Novos medicamentos estão sendo explorados e o controle de natalidade continua a ser uma forma adequada para impedir que as células indesejáveis se proliferem. Existem também vários estudos que estão sendo realizados, incluindo o estudo ROSE. ROSE significa Research OutSmarts Endometriosis (Pesquisa para Superação da Endometriose) e está em conjunção com a Endometriosis Foundation of America, fundada por Padma Lakshmi, uma respeitada celebridade que quando diagnosticada com endometriose saiu publicamente para apoiar outras que sofrem com a dor da endometriose. Você pode ler mais sobre esse estudo e ver se é uma boa escolha para você. 

Se precisar de ajuda com a dor pélvica, com a infertilidade ou se tem suspeita de endometriose, estamos aqui para ajudar. 

 

 

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Taxa de fertilidade

Fertilidade - qua, 03/24/2021 - 08:29

As estatísticas da reprodução humana e taxa de fertilidade variam com o país, com as clínicas e com a causa da infertilidade. Os números aqui apresentados se referem a uma grande avaliação feita pela Red Lara (Red Latinoamericana de Reproducción Asistida).

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Congelamento de Óvulos

Fertilidade - ter, 03/23/2021 - 17:43
A dra. Juliana Amato (CRM 106.072) explica o processo de congelamento de óvulos e para quais mulheres ele é mais indicado. Confira tudo no vídeo!       ***** Transcrição: Eu sou a Doutora Juliana, sou especialista em ginecologia obstetrícia e reprodução assistida. Então, hoje nós vamos falar um pouquinho sobre congelamento de óvulos. As mulheres hoje em dia se casam mais tarde, querem estudar, fazer mestrado, doutorado, viajar, qualquer que seja o plano delas elas têm filhos mais tarde. O que a gente tem que colocar em mente que a mulher até os 35 anos ela pode engravidar com saúde, depois dos 35 anos a gente tem uma queda dessa reserva folicular, ou seja, uma queda da fertilidade e isso em estudos em várias populações mundiais a gente vê que isso acontece após os 35 anos. O que que a mulher ela deve ter em mente? Em preservar a sua fertilidade, e como isso não feito? Com congelamento de óvulos. Quais são as candidatas para congelamento de óvulos? Mulheres até 35 anos que não queiram engravidar por agora, que tenham algum plano de saúde ou que não tenha perspectiva de gravidez. Após os 35 anos o congelamento pode ser feito, mas as taxas de sucesso de descongelamento da fertilização in vitro são menores. Tem um diagnóstico de câncer de mama ou de câncer de ovário, converse primeiro com seu oncologista, o ideal é que se faça um ciclo de estimulação de ovulação antes do tratamento da quimioterapia ou da radioterapia se congele esses óculos para depois fazer o tratamento da quimioterapia ou da radioterapia, se congele esses óvulos para depois fazer o tratamento, pois os quimioterápicos eles tendem a reduzir muito drasticamente a reserva ovariana. Esses e outros assuntos vocês podem acessar também nas nossas redes sociais.   Leia mais em: Congelamento de óvulos

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Teste de Fertilidade: Uma dieta saudável para engravidar

Fertilidade - seg, 03/22/2021 - 20:17

Ao responder as questões nesse teste de fertilidade você será capaz de ver se sua dieta está tendo um efeito positivo ou negativo na sua fertilidade, assim como a sua saúde em geral.

Se você está ciente dos seus maus hábitos alimentares você pode mudá-los para melhor para que então você possa se ajudar a conceber um filho.

Quiz Dieta Saudável

Para começar o quiz simplesmente clique no botão abaixo

Nutrição é extremamente importante quando se trata de fertilidade. Ao analisar o que você come e fazer algumas mudanças, você irá melhorar suas chances de engravidar. Faça mudanças gradualmente, assim você poderá continuar com a sua vida normalmente e sem colocar muita pressão sobre você.

Como ter uma dieta saudável e balanceada:

  • Compre pequenas quantidades de comida frequentemente, para garantir que estejam sempre frescas
  • Coma frutos da estação
  • Tenha suas 5 porções ao dia de frutas e/ou vegetais
  • Corte alimentos processados e pré-prontos
  • Coma carboidratos complexos e alimentos integrais
  • Evite carnes gordurosas
  • Beba chás de ervas ao invés de chá comum e café

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Os 3 principais tratamentos para engravidar

Fertilidade - seg, 03/22/2021 - 11:37

Engravidar de maneira natural é o desejo de toda mulher que deseja ser mãe, contudo essa não é a realidade de muitas delas. Segundo dados da OMS, cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva apresentam algum problema de infertilidade. Felizmente, a medicina desenvolveu algumas técnicas eficazes que auxiliam o casal que sonha em ter um filho. A seguir, falaremos sobre os três principais tratamentos para engravidar e também sobre o melhor momento para buscar ajuda de uma clínica de fertilidade.

3 tratamentos mais comuns para engravidar

Existem vários tipos de tratamentos para gravidez. Hoje, falaremos dos três mais comuns e mais realizados atualmente. Para facilitar a compreensão, dividimos esses métodos em dois níveis de complexidade: baixa e alta. Veja a seguir:

Tratamentos de baixa complexidade

Os tratamentos de baixa complexidade são assim chamados porque exigem menos intervenções e procedimentos médicos ao longo do tratamento. São métodos mais simples, rápidos, acessíveis e de fácil execução. O processo de fecundação acontece dentro do útero da mulher.

  1. Coito programado ou namoro programado

O objetivo desse tratamento é fazer com que o casal consiga engravidar de maneira natural, mantendo relações sexuais dentro do período de maior ovulação da mulher, aumentando as chances de fecundação do óvulo pelo espermatozoide.

Para isso, a equipe médica acompanha e monitora aquele que será o período mais fértil da mulher e orienta o melhor momento para a relação sexual.

Quando a mulher apresenta uma ovulação irregular, o médico pode fazer a aplicação de hormônios que estimulam o amadurecimento e a liberação dos óvulos para um acompanhamento mais preciso do momento certo para o ato sexual.

  1. Inseminação intrauterina (Inseminação artificial)

A inseminação artificial também é um método de baixa complexidade que estimula a fecundação natural do óvulo, dentro do útero da mulher. A técnica consiste em algumas etapas. O primeiro passo é a coleta do esperma do homem na tentativa de capturar os espermatozoides mais fortes e resistentes.

Em seguida, esses espermatozoides são introduzidos dentro do útero da mulher para que eles fecundem o óvulo liberado. Para aumentar as chances de fecundação, pode ser que a mulher precise ter o ovário estimulado, assim como acontece no coito programado.

A inseminação artificial é um procedimento bastante popular e é indicado para aqueles casais que não conseguem engravidar, mesmo sem uma causa aparente ou quando o homem tem algum problema que atinja a qualidade dos seus espermatozoides.

Como vimos, é feita uma seleção criteriosa de espermatozoides, sendo introduzidos no útero apenas aqueles mais resistentes, com boa movimentação e ausência de má-formação.


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Tratamentos de alta complexidade

Os tratamentos de alta complexidade possuem etapas mais detalhadas e, por isso, mais complexas. De todos, a fertilização in vitro (FIV) é a mais comum e a mais utilizada.

  1. Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro é um tratamento de gravidez em que a fecundação acontece fora do útero da mulher. Todo o processo ocorre dentro de ambiente hospitalar, em um laboratório da clínica de reprodução.

O processo começa com a coleta dos óvulos, na mulher, e do sêmen, no homem. Mais uma vez, a mulher recebe hormônios para estimular a ovulação e o amadurecimento dos folículos e facilitar a captura. Em seguida, o melhor espermatozoide é escolhido, capturado e injetado no óvulo, ocorrendo a fecundação.

Os óvulos fecundados são monitorados por alguns dias até que atinjam as condições esperadas para serem, enfim, introduzidos no útero da mulher e assim continuar o processo de gravidez. Vale lembrar que há um limite de óvulos fecundados e introduzidos, uma medida importante para evitar a gestação múltipla.

A fertilização in vitro atende a um grande número de casos de infertilidade. É indicada em casos de vasectomia, laqueadura, doenças ginecológicas como a endometriose ou lesões uterinas que dificultem a gravidez, obstrução das tubas uterinas, mulheres com idade avançada, dentre outros casos.

Também é uma técnica eficaz para situações em que o casal já passou por diversas tentativas de engravidar, mas não obteve sucesso.


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Quando eu sei que preciso de tratamento para engravidar?

Essa dúvida é muito recorrente e é muito importante fazer esse esclarecimento porque pode auxiliar casais que há anos tentam engravidar naturalmente, não conseguem e acreditam que não existe nenhum problema de ordem biológica impedindo a gravidez.

Primeiro, é preciso saber que um casal jovem, com até 35 anos, com ótimas condições de saúde e que mantenha relação sexual frequente sem usar métodos contraceptivos, pode engravidar em pouco tempo após as primeiras tentativas.

Quando esse tempo ultrapassa 12 meses, um ano, é hora de buscar ajuda médica para saber o que está impedindo a gravidez.

Mulher com idade avançada tem menos chance de engravidar naturalmente

Para a mulher, o tempo se torna um fator impeditivo à medida que a idade vai chegando. Mulheres com idade entre 25 e 30 anos tem até 85% de chances de engravidar em um ano de tentativas. A partir dos 31 e até os 35 anos, essa taxa cai para 80%, mas ainda é muito grande, com ótimas chances de uma gravidez natural.

A partir dos 35 anos de idade, o tempo se torna mais escasso para a mulher. A sua capacidade de engravidar naturalmente cai para 50% ao ano. E, a partir dos 40 anos, a taxa de fertilidade cai mais ainda, dessa vez para 20% ao ano.

Portanto, uma mulher com mais de 35 anos que tenta uma gravidez há mais de seis meses e não tem resultados positivos, precisa fazer um tratamento para engravidar e contar com a ajuda da medicina para realizar o sonho de ser mãe.

Essas e outras informações devem ser levadas em conta na hora em que o casal para e avalia o motivo das tentativas de gravidez não estarem dando certo. É preciso analisar fatores como saúde biológica de ambos, idade da mulher, problemas genéticos e outras doenças que impedem a fertilidade.

Os tratamentos para engravidar surgiram como uma alternativa para aqueles casais que não conseguem gerar um filho de maneira natural. Esta é uma situação bastante comum, embora muitas pessoas não saibam que têm problemas de fertilidade. Em muitos casos, só há a percepção desse fato depois de inúmeras tentativas de engravidar que resultam em dolorosas frustrações. Nessa hora, a clínica de reprodução assistida surge como uma aliada apresentando ao casal o método que melhor se encaixa na sua individualidade e que possa ajudá-lo a alcançar o objetivo tão esperado: um resultado positivo.

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É necessário fazer repouso após transferência de embriões?

Fertilidade - sex, 03/19/2021 - 16:07

A transferência de embriões é a última etapa de um tratamento para gravidez, como a fertilização in vitro. É quando os embriões são inseridos no útero da mulher para que esta, finalmente, realize o tão esperado sonho de ser mãe. Nesse momento, sempre surgem algumas dúvidas a respeito da necessidade do repouso após o recebimento desses embriões. Os dias de repouso indicados variam de acordo com cada médico e isso deixa a mulher um pouco confusa. Hoje vamos falar qual é a importância desse descanso e por quanto tempo ele é necessário.

De onde vem a indicação do repouso após a transferência de embriões?

Em primeiro lugar, precisamos destacar que a dúvida da mulher em relação ao repouso após transferência de embriões é muito válida, uma vez que ela está ansiosa para que a gravidez seja confirmada, depois de ter passado por inúmeras etapas do tratamento.

Assim, o que estiver ao seu alcance para fazer com que a gravidez realmente aconteça ela deseja fazer. E o repouso é um dos pontos bastante debatidos não só entre médicos, mas também entre outras mulheres que realizam algum tipo de fertilização.

Segundo alguns médicos, o repouso seria uma maneira de garantir que os embriões injetados no útero não se desprendessem de lá, por causa de algum movimento mais brusco realizado pela mulher. Estando em repouso, o risco de perder esses embriões seria menor.

Contudo, essa afirmação não pode ser considerada totalmente correta porque em uma gravidez que acontece naturalmente não há esse descanso, pelo menos não nessa fase inicial. Quando a mulher tem uma gravidez de risco ela precisa de repouso, mas não é uma realidade de todo o público feminino.

Além do mais, o próprio útero se encarrega de armazenar esses embriões dentro da sua cavidade e realizar o processo de fecundação, mantendo-os seguros e prontos para a evolução. Portanto, o descanso é sim importante, como veremos a seguir, mas não é um pré-requisito obrigatório.

 

Repousar ou não após transferência de embriões?

Nós, enquanto equipe médica, realizamos os mais diversos tipos de tratamento para a fertilidade. A nossa recomendação em relação ao repouso da mulher após transferência de embriões é que ela descanse sim, mas apenas no dia exato da injeção de embriões no útero.

O ideal é que ela não faça atividades físicas e nem realize nenhum outro tipo de esforço que exija muito dela. Trata-se de uma forma de precaução, levando em conta que muitas mulheres que experimentam o tratamento para engravidar possuem dificuldades próprias para levar uma gravidez adiante.

O descanso também é uma maneira de fazer com que ela relaxe naquele dia que, por si só, já é muito cheio de ansiedade, que ela aproveite o momento para saborear esse passo tão esperado. A saúde mental da mulher, o alívio do estresse também são muito importantes para uma gravidez saudável.

Além de ser um fator interessante para aliviar a ansiedade, o repouso após transferência de embriões é válido para o conforto da mulher. Após receber os embriões, a mulher pode sentir algum desconforto na região do ventre como uma dor leve, por exemplo.

Nesse caso, o repouso é uma recomendação apenas pensada no bem-estar da mulher naquele momento. Ficar deitada, relaxar, descansar é importante para reduzir o incômodo do procedimento realizado momentos antes.

Quantos dias de descanso são necessários

Como dissemos, um dia de repouso é suficiente para que o corpo da mulher comece a se preparar para fazer crescer um bebê dentro dele. Alguns médicos recomendam o repouso absoluto de dois, três e até doze dias para garantir a gravidez, baseados na afirmação anterior de que os embriões poderiam se perder do útero.

Mas, além de não ser uma orientação com fundamentação científica, chega a ser também nada prático para a vida de uma mulher que, além de estar em tratamento para ser mãe, ainda precisa desempenhar diversos papéis ao longo do seu dia.

Ficar sem fazer nada durante todo esse tempo não acelera a gravidez e ainda pode elevar os níveis de ansiedade e frustração se, no final, a gravidez não vingar, o que pode acontecer por inúmeros fatores.

Voltando às atividades de rotina

Após o período de descanso, a mulher pode voltar à sua rotina normal de atividades. Ir ao trabalho, estudar, fazer tarefas domésticas etc. Porém, deve evitar exercícios físicos e outras atividades que exijam grande esforço físico como pegar peso, subir e descer escadas, limpeza pesada em casa dentre outras tarefas.

Esse cuidado deve permanecer até o 12º dia, que é quando é feito o exame beta-hcg que vai confirmar ou não a gravidez. É importante frisar que a coleta de óvulos é um procedimento cirúrgico e exige cuidados posteriores.

O que fazer para aumentar as chances da gravidez dar certo

Se o repouso absoluto por longos 12 dias não é indicação para a gravidez dar certo, o que a mulher pode fazer para aumentar as chances do resultado do exame dar positivo? Apesar de não haver nenhuma dica cem por cento eficaz, existem algumas orientações que podem ser úteis.

  • Manter uma alimentação saudável, evitando ingerir álcool, excesso de café e consumindo mais legumes, frutas e verduras.
  • Evitar manter relações sexuais dentro desse período inicial para que o útero não tenha contrações que possam prejudicar os embriões recentemente instalados.
  • Não usar produtos químicos no cabelo ou em outras partes do corpo, pois podem ser absorvidos pelo organismo e afetar os embriões.
  • Não se automedicar. Procurar sempre a orientação do médico que a acompanha antes de ingerir qualquer medicamento.
  • Evitar o cigarro, que é extremamente prejudicial para a saúde do corpo em geral.

Como vimos, o repouso após a transferência de embriões é uma recomendação médica importante porque ajuda a reduzir a ansiedade na mulher, a aliviar o estresse típicos desse momento delicado que é a busca pela gravidez. Também é útil caso a mulher sinta algum desconforto ou após alguma complicações durante o procedimento. Entretanto, o repouso não é uma maneira de aumentar as chances da gravidez dar certo. Por isso, um ou dois dias, no máximo, são suficientes para a mulher se sentir melhor após receber os embriões. Nos dias seguintes, evitar esforço em excesso e cultivar hábitos saudáveis em geral.

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Lipedema Fotos

Vascular Pro - qui, 03/18/2021 - 15:41

Todos querem ver fotos de lipedema para tentar se comparar. Separo alguns desenhos de lipedema baseados em fotos.

Fotos de Lipedema

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O que é a circulação periférica?

Vascular Pro - qui, 03/18/2021 - 10:11

Chamamos de circulação sanguínea o trajeto que o sangue faz dentro do nosso corpo, levando a todos os órgãos e tecidos o oxigênio e demais substâncias necessárias para o desempenho de suas funções. O coração é o responsável pelo bombeamento de sangue na área central do corpo. Quando essa circulação acontece na parte inferior do corpo e nos membros superiores, ela é chamada de circulação periférica e pode apresentar diversos problemas quando o fluxo sanguíneo se torna irregular. A seguir, vamos saber mais sobre circulação periférica, doenças relacionadas, sintomas e medidas de prevenção.

 

Circulação periférica: o que é

Circulação periférica é aquela que acontece em partes específicas do corpo como pernas, braços e abdômen. É isso que a diferencia da circulação geral, aquela que percorre todo o corpo humano, incluindo a região da cabeça.

Sempre que falamos em circulação é comum que as pessoas confundam com aquela que acontece no coração, uma vez que esse é o órgão responsável pelo bombeamento e distribuição geral de sangue. Então, para facilitar o entendimento, podemos dizer que ao falarmos em periférico, estamos nos referindo ao fluxo sanguíneo que não acontece no coração.

É importante fazer essa diferenciação porque ela elimina uma confusão também muito comum que é associar um problema de circulação periférica a problemas cardíacos, simplesmente porque envolvem o sistema circulatório. Fato que o nome “cardiovascular” ajuda a aumentar essa confusão. Contudo, não são problemas obrigatoriamente relacionados.

A circulação periférica pode ser comprometida por muitas doenças que não tem relação com problemas cardíacos, mas por insuficiência venosa provocada por lesões, doenças arteriais periféricas ou mau funcionamento de veias e vasos.

 

Má circulação periférica: o que é e por que acontece

A má circulação acontece quando o fluxo sanguíneo não segue o seu curso natural, sendo interrompido ou prejudicado por alguma doença que atinge os vasos sanguíneos. O resultado deste comprometimento é a ausência ou quantidade insuficiente de sangue nas pernas e pés.

Como vimos, o funcionamento correto do nosso corpo só acontece quando a circulação sanguínea segue seu fluxo normal. A má circulação periférica impede que pernas, pés e abdômen recebam o oxigênio necessário.

Sem oxigênio, os tecidos ficam comprometidos, fazendo surgir diversos sintomas. Em alguns casos mais graves, esses tecidos podem morrer, de fato, levando à amputação de membros inferiores. É uma situação muito comum em quem sofre com diabetes, por exemplo, e não mantém a doença controlada.

 

Causas da má circulação

A principal causa da má circulação periférica é o endurecimento das artérias, provocado por doenças como a aterosclerose. Nesse tipo de enfermidade, placas de gordura se acumulam dentro das artérias, bloqueando a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio.

A aterosclerose provoca também a doença arterial periférica (DAP ou DAOP), que se caracteriza pela diminuição do sangue nas artérias dos membros inferiores e que pode evoluir para a necrose dos tecidos afetados.

Outros fatores que causam a má circulação são as veias doentes, que também dificultam o fluxo sanguíneo, fazendo surgir um problema muito conhecido, especialmente, das mulheres que são as varizes. Estas são as principais consequências da insuficiência venosa.

 

Como identificar problemas na circulação periférica

Quando a má circulação sanguínea atinge a região periférica do corpo, existem alguns sintomas que logo indicam a presença de algum problema que merece ser investigado. Podemos citar:

  • Dor e cansaço nas pernas e pés;
  • Inchaço (edema);
  • Vermelhidão ou escurecimento da pele;
  • Presença de varizes e microvasos;
  • Pequenos ferimentos nas pernas e nos pés;
  • Sensação de formigamento nas pernas;
  • Cãibras;
  • Fadiga;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Úlceras de difícil cicatrização etc.

 

Como prevenir a má circulação sanguínea e periférica

Não existe uma maneira que seja totalmente eficaz para evitar a má circulação sanguínea, contudo existem alguns cuidados que podem retardar o aparecimento ou evitar que algumas alterações surjam ou se agravem. Seguem as dicas:

 

Manter uma alimentação saudável

Focar em uma alimentação balanceada, com ingestão de alimentos naturais e evitando processados e industrializados. Evitar também alimentos muito calóricos ricos em açúcar e gordura.

Veja alimentos antiinflamatórios

 

Fazer atividade física

Um fator que influencia diretamente a má circulação sanguínea é o sedentarismo. Ficar muito tempo sem mexer o corpo compromete o fluxo dos líquidos corporais.

 

Perder peso

O sobrepeso e a obesidade geram uma sobrecarga enorme para pernas e pés, piorando quadros já existentes de doenças e estimulando o aparecimento de outras. Dieta e exercícios são eficazes para a redução do percentual de gordura no corpo.

 

Combater o alcoolismo e o tabagismo

Beber e fumar são hábitos que comprometem severamente o funcionamento do corpo humano, especialmente seus órgãos internos, pois aceleram a morte precoce das células.

 

Evitar ficar muito tempo na mesma posição

Seja deitado ou em pé, ficar muito tempo em uma única posição é prejudicial à circulação sanguínea. Pessoas que trabalham o dia inteiro em pé ou sentadas ou em recuperação pós-cirurgia podem sofrer com problemas de circulação e insuficiência venosa como as varizes.

 

Consultar um médico vascular

O cirurgião vascular é a especialidade responsável pelo tratamento e cuidado das doenças relacionadas à má circulação periférica. Logo que sentir algum desconforto ou identificar alguma alteração na pele, a orientação é buscar o diagnóstico para facilitar o tratamento.

 

Cirurgião vascular ou cirurgião cardíaco? Qual procurar?

O cirurgião vascular trata do sistema circulatório, mas o coração não está entre os órgãos acompanhados por essa especialidade médica. Como dissemos, o cirurgião vascular cuida de problemas arteriais periféricos, que podem também atingir o coração, mas que, nesse caso, são tratados por outra especialidade, que é o cirurgião cardíaco ou cardiologista.

Em todo o caso, o indivíduo precisa procurar ajuda médica sempre que notar algum sintoma que sinalize o surgimento de alguma doença, seja ela de ordem periférica ou cardíaca. Caso o médico que o atenda verifique que o caso deve ser acompanhado por outra especialidade, ele mesmo fará essa recomendação ou encaminhamento do paciente.

Como vimos, a circulação periférica é aquela que percorre as áreas mais extremas do corpo como pernas, pés, abdômen e órgãos adjacentes. O coração, portanto, não está incluso. Assim, o médico que trata as doenças arteriais periféricas, cirurgião vascular, não é o mesmo que opera o coração que, no caso, é o cirurgião cardíaco.

Para evitar essas doenças, é preciso ficar atento aos sinais da má circulação sanguínea na região periférica do corpo, observando alterações desconfortáveis nas pernas e buscando ajuda médica logo que perceber algo fora do normal. E, claro, não se esquecer de cultivar hábitos saudáveis, fundamentais para a saúde não só do sistema vascular e circulatório, mas de todo o corpo humano.

 

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Por que é importante fazer exame de sífilis quando se está planejando uma gestação?

Fertilidade - seg, 03/15/2021 - 19:11

Durante o tratamento de gravidez, geralmente na primeira consulta, o médico que está atendendo aquele casal que deseja engravidar solicita uma série de exames para saber como está a saúde dos dois. E um deles é o exame de sífilis. É um exame simples e fácil de ser realizado, mas que muitas mulheres ficam um pouco apreensivas ao realizá-lo. Afinal, é preciso mesmo fazer esse exame? Qual a importância do exame de sífilis quando se está planejando uma gestação?

O que é a Sífilis?

A sífilis é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível, causada por uma bactéria. Ela provoca ferimentos, geralmente indolores, na região íntima do homem e da mulher. Além da transmissão sexual, há também a transmissão vertical, em que o bebê é infectado pela mãe ainda dentro do útero, através da placenta.

Quando é transmitida da mãe para o feto, a doença recebe o nome de sífilis congênita e é uma das principais causas de abortos, malformações e partos prematuros, trazendo riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

Felizmente, a sífilis é uma doença curável, mas precisa ser detectada o mais rápido possível, visto que pode se tornar uma doença crônica. O exame de sífilis é a melhor maneira de fazer esse diagnóstico, especialmente se a mulher estiver em tratamento para gravidez.

Exame de sífilis: o que é e como fazer?

O exame de sífilis mais comum e requisitado pelos médicos é o VDRL, um exame de sangue que atesta a presença de anticorpos combatentes da bactéria causadora da sífilis. É um exame simples e rápido, além de muito eficaz.

Além do VDRL, o médico também pode fazer um exame clínico, caso a gestante apresente alguma lesão, sinal ou sintoma que possa indicar a presença da sífilis. Geralmente, essa avaliação é feita a partir de uma análise da área lesionada.

Esse e outros exames devem ser realizados antes da gestação e ainda durante a gravidez, para garantir que a mulher e o bebê estejam livres da doença. A sífilis possui uma fase em que chamamos de latente, quando a bactéria não é detectada pelo exame.

Logo, o VDRL precisa ser refeito após dois ou três meses mesmo que o exame apresente resultado negativo.

Por que é tão importante fazer um exame de sífilis?

Como vimos, a sífilis é uma doença grave, com alto poder de transmissão entre casais que se relacionam sem proteção e entre mãe e filho durante a gestação. Apesar de ser uma doença muito conhecida por médicos e sociedade em geral, a sífilis ainda consegue infectar muitas pessoas.

A sífilis congênita, por exemplo, que passa de mãe para filho por meio da placenta, alcança índices altíssimos de transmissão. Uma das principais causas desse número elevado é o fato de a gestante não saber que tem a doença. Mas, se é uma doença tão conhecida, por que isso acontece?

A sífilis não costuma apresentar sinais claros, principalmente quando está em estágio inicial, mas é nesse período que a transmissão acontece com mais velocidade. Nas mulheres, geralmente, a doença se instala no canal vaginal, ânus ou colo do útero provocando ferimentos que não sangram e nem doem.

Até nas fases seguintes, a sífilis não provoca sintomas fáceis de perceber. Assim, a mulher não sabe que está doente, inicia uma gestação, permanece sem aparentar os sintomas e provavelmente só descobrirá a doença após algum problema no parto ou com o bebê.

Principais riscos da sífilis para o bebê

A sífilis pode ser transmitida da mãe para o bebê através da placenta ou na hora do parto, caso a lesão no canal vaginal esteja ativa. Os principais problemas apresentados são:

  • Aborto;
  • Bebê pode vir a óbito pouco tempo depois do parto;
  • Parto prematuro;
  • Malformação congênita ou tardia. Ou seja, a criança pode nascer com alguma deformação ou pode adquirir algum problema no futuro;
  • Malformação na região da boca como dentes, céu da boca ou fissura nos lábios;
  • Bebê com baixo peso;
  • Surdez;
  • Dificuldade de aprendizagem;
  • Deficiência mental;
  • Problemas ósseos.

Por todos esses motivos é que o exame de sífilis não pode ser negligenciado pelo médico e nem pelo casal que está pretendendo ter filhos. O resultado do exame sai rapidamente e caso seja positivo, é hora de fazer o tratamento adequado.

O resultado deu positivo para sífilis. E agora?

A sífilis é uma doença grave, mas que tem cura. O tratamento deve ser orientado pelo médico obstetra que acompanha a família e pode ser realizado, inclusive, durante a gestação. Se executado de forma precoce e corretamente, o tratamento da sífilis impede que o bebê seja infectado também.

Por isso, se o resultado do exame de sífilis der positivo, não há razão para desistir da gravidez ou acreditar que o bebê terá problemas ao nascer. O tratamento para a sífilis é eficaz no combate à doença e pode garantir uma gravidez segura para a gestante e para a criança.

Ao ser diagnosticada com a doença, a mulher deve se submeter ao tratamento, assim como o homem, uma vez que ambos podem estar igualmente infectados.

Contudo, é preciso saber que o tratamento cura a doença, mas não impede que a mulher seja infectada novamente, caso mantenha contato com a bactéria posteriormente. Por isso, a prevenção é essencial, com uso de preservativo durante todas as relações sexuais com o parceiro.

Exame de sífilis no bebê

Após o nascimento, o bebê, cuja mãe realizou tratamento para sífilis, também deve ser submetido ao exame VDRL a fim de identificar a presença de antígenos, os anticorpos que combatem a bactéria que causa a doença. O exame é mais uma medida de precaução para afastar de vez o risco da doença na criança.

É possível amamentar mesmo tendo sífilis?

Sim, a mãe pode amamentar o seu bebê desde que não existam ferimentos ou lesões nas auréolas, referentes à doença.

Vale salientar que, em alguns casos, mulheres que descobrem a sífilis durante a gravidez não terminam o tratamento e nem alcançam a cura da doença antes do nascimento da criança. Por isso, é fundamental ter esse cuidado ao amamentar o recém-nascido e não infectá-lo.

Como vimos, o exame de sífilis é essencial quando se está planejando uma gravidez porque, caso o resultado seja positivo, é possível começar o tratamento e impedir que o bebê seja infectado pela doença e venha sofrer sérias consequências antes e após o parto. A sífilis é uma doença grave, mas tem cura e o diagnóstico precoce é a melhor forma de controlá-la.

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Dieta para um tratamento de gravidez saudável

Fertilidade - sex, 03/12/2021 - 15:54

Muitos casais que desejam engravidar buscam uma dieta que garanta um tratamento de gravidez mais eficaz e saudável. Nós sabemos que um cardápio baseado em alimentos naturais, com ingredientes variados e de boa origem é fundamental para a saúde do nosso corpo em geral. Quando falamos em fertilidade, esse cuidado deve ser ainda maior.

Contudo, isso não quer dizer que exista uma fórmula alimentar que consiga eliminar todos os riscos e elevar cem por cento as chances de uma gravidez dar certo. O que existem são alguns alimentos e hábitos que podem influenciar de forma positiva ou negativa no tratamento para engravidar. Veja a seguir algumas dicas de alimentação que podem ser incluídas no seu dia a dia e melhorar a fertilidade.


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Dieta ideal para uma gravidez saudável

O objetivo de uma alimentação saudável é manter o indivíduo bem nutrido, com consumo equilibrado de fibras, vitaminas e outras substâncias essenciais ao bom funcionamento do corpo humano. 

Além de ter um corpo bem disposto e resistente a doenças, a boa alimentação também ajuda nos processos naturais do indivíduo como o processo de gravidez. Vamos às dicas:

Inclua proteína animal na sua dieta

Alguns estudos já identificaram uma redução considerável dos níveis de fertilidade em pessoas que se alimentam apenas de proteína vegetal em detrimento da proteína animal. Isso não quer dizer, contudo, que vegetarianos ou veganos não podem engravidar, mas sim que precisam encontrar outras maneiras de melhorar a fertilidade.

Quem já consome proteína animal não precisa aumentar a ingestão do alimento, apenas continuar mantendo-a no seu cardápio, até três vezes por semana. Além da carne bovina, inclua carne de frango, carne suína, ovos e peixes.

Evite o excesso de café e de álcool

Nada em excesso é benéfico e o mesmo acontece com o álcool e com o café, especialmente para quem está tentando engravidar. Então, quem é fã de um cafezinho diário ou de uma taça de vinho à noite, não precisa eliminar esses hábitos, mas diminuir a quantidade ingerida para garantir um tratamento mais saudável.

Perca peso e fique longe da obesidade

A obesidade também diminui a fertilidade em homens e mulheres. A mulher, quando está muito acima do peso, apresenta ciclo anovulatórios, ou seja, não ovulam, e isso compromete bastante a fertilização e a gravidez porque menos óvulos são liberados.

Já os homens, quando obesos, têm os seus hormônios alterados, o que interfere na saúde e na quantidade dos espermatozóides liberados.

Então, a dica para quem está tentando engravidar e está acima do peso é emagrecer através de hábitos saudáveis, melhorando a alimentação e fazendo atividade física. Diante da dificuldade em perder peso, é interessante buscar um endocrinologista.

Vitaminas podem ajudar

O uso de polivitamínicos é muito comum por mulheres que desejam engravidar e, de fato, eles podem ajudar a manter o corpo mais saudável, já que possuem doses equilibradas de várias vitaminas. Contudo, a melhora na fertilidade com o uso de polivitamínicos é bem pequena. Utilize polivitamínicos somente sob prescrição médica.

Ácido fólico

Já o ácido fólico é uma vitamina que não deve faltar e precisa estar em quantidades normais no organismo para evitar defeitos no tubo neural, durante a gestação. A ausência ou deficiência dessa vitamina pode contribuir para malformações fetais.

O ácido fólico está presente em folhas de cor escura como couve, espinafre e salsinha. Também é encontrado no brócolis, na beterraba, feijão, ervilha e lentilha.

Devido à baixa ingestão dessa vitamina pela gestante, muito comum, aliás, é recomendada a suplementação do ácido fólico durante a gestação para garantir a saúde do bebê.

Vitamina A

Temos também a vitamina A que, em excesso, pode estar associada a defeitos congênitos, segundo alguns estudos realizados. Por outro lado, a carência de vitamina A também pode influenciar no surgimento de doenças infecciosas.

Portanto, o ideal é sempre evitar os excessos, até mesmo de vitaminas, e tentar manter o equilíbrio no consumo de todas elas. A orientação de um nutricionista é fundamental antes e durante todo o processo de gravidez.

Reduza os laticínios

Os laticínios também são associados à diminuição da concentração de espermatozoides no esperma do homem. Por isso, devem ser consumidos com moderação e na sua versão mais magra, que são os desnatados.

São exemplos de laticínios o leite e seus derivados como a manteiga, o requeijão, o queijo e similares.

Consuma frutas e vegetais orgânicos

Em uma dieta saudável para tratamento da gravidez é muito importante ficar longe de alimentos que contenham algum vestígio de pesticidas, pois eles alteram a morfologia do espermatozóide do homem.

Evite a magreza excessiva

Se a obesidade atrapalha a fertilidade, a magreza em excesso também não ajuda. Quando têm um percentual de gordura muito baixo, essas mulheres deixam de menstruar e, consequentemente, não ovulam diminuindo as chances da gravidez, seja de maneira natural ou através de tratamento.

Inclua alimentos ricos em ômega 3 na sua dieta

O ômega 3 aumenta a produção de espermatozoides e eleva os níveis de fertilidade no homem. Além disso, previne doenças cardiovasculares, diabetes, inflamações e melhora a função cerebral sendo uma substância muito valiosa tanto para homens quanto para mulheres.

São fontes de ômega 3 os peixes, as sementes de chia, linhaça e girassol, além das castanhas e nozes.

Tenha hábitos saudáveis diários

Além de manter uma alimentação balanceada, é preciso que o casal que deseja engravidar mantenha hábitos igualmente saudáveis, com prática diária de atividades físicas, uma boa rotina do sono, mantendo o estresse sob controle e buscando ajuda médica sempre que perceber alguma alteração no organismo.

Lembrando que esses alimentos indicados para a melhora da fertilidade devem ser consumidos diariamente, mas de maneira equilibrada, dentro de uma alimentação amplamente saudável. As refeições devem ser diversificadas, com alimentos variados para melhor aproveitamento de todos os benefícios.

Como pudemos perceber, não existe uma dieta específica que possa garantir um tratamento de gravidez saudável, mas sim práticas e hábitos saudáveis tanto na alimentação quanto nos cuidados com o corpo em geral. Assim, em resumo, é importante evitar o consumo de produtos processados e industrializados, consumir frutas e vegetais livre de substâncias nocivas à saúde, incluir proteínas animais no cardápio, inclusive o peixe, e manter o peso equilibrado. Por fim, não esquecer de ficar longe do cigarro e do álcool em excesso e fugir do sedentarismo.

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Quais são as doenças vasculares periféricas?

Vascular Pro - sex, 03/12/2021 - 15:11

As doenças vasculares periféricas também são conhecidas como doenças arteriais periféricas e, como o nome sugere, são aquelas que atingem a extremidade do corpo, mais precisamente as pernas e os pés. Veja a seguir quais são os principais tipos dessa doença, seus fatores de risco e o que você pode fazer para evitar que elas surjam.

O que são doenças vasculares periféricas?

As doenças vasculares periféricas, (DVP), são distúrbios que afetam a circulação periférica do corpo, ou seja, a região das pernas e dos pés. A doença provoca estreitamento das artérias localizadas na região dos membros inferiores, prejudicando a circulação sanguínea local.

Quando não recebe o sangue de forma adequada, essa parte do corpo também não recebe oxigênio, essencial para a saúde e sobrevivência dos tecidos. A consequência da ausência de oxigênio, portanto, é a fragilidade dos tecidos que demoram a se recuperar após alguma lesão.

Mas, o que provoca esse estreitamento das artérias? A principal causa do comprometimento dos vasos sanguíneos é a formação de placas de gordura que, além de bloquear o fluxo sanguíneo, também endurece e lesiona as artérias por onde o sangue circula.

Além disso, existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade do indivíduo sofrer com a doença vascular periférica. Falaremos mais sobre esses fatores de risco no final deste artigo.

 

Principais doenças vasculares periféricas

As doenças vasculares periféricas que mais atingem a população são:

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma doença extremamente comum que atinge especialmente a região das pernas de homens e mulheres. O público feminino, contudo, é o que mais sofre com esse problema. A doença é provocada por má circulação nos vasos sanguíneos, geralmente ocasionada por bloqueios ou mau funcionamento das veias.

As varizes são uma das complicações da insuficiência venosa. São veias saltadas e tortuosas, que podem surgir como pequenos vasinhos e evoluir para condições mais graves da doença. A presença de varizes nas pernas é sinal de que há algum problema com a saúde dos vasos sanguíneos.

Sintomas

Além de veias aparentes e saltadas, outros sintomas da insuficiência venosa são veias de coloração arroxeada ou avermelhada, dor, cansaço e formigamento nas pernas, sensação de peso e desconforto geral na área afetada.

Quando não tratadas corretamente e precocemente, as varizes podem evoluir para complicações mais graves como trombose, úlceras e outras doenças.

Aterosclerose

A aterosclerose é a principal causa das doenças vasculares periféricas já que ela é responsável pelo acúmulo de placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos, bloqueando a passagem do sangue e evitando que o oxigênio, o sangue e outros nutrientes cheguem aos órgãos e tecidos.

A aterosclerose pode atingir várias partes do corpo e as pernas são um exemplo de área atingida com frequência.

Sintomas

O acúmulo de gordura nos vasos acontece ao longo da vida do indivíduo e, nem sempre, oferece sinais que indiquem um problema.

Quando está em estágio mais avançado e acontece o rompimento dessas placas é que a pessoa começa a sentir que algo não vai bem com o seu corpo. Além disso, os sintomas podem variar de acordo com a área afetada. 

Quando atinge as artérias do pescoço e da região da cabeça, a aterosclerose pode provocar acidente vascular cerebral (AVC), morte súbita e infarto.

A aterosclerose, quando atinge as veias localizadas nas pernas, costuma provocar desconforto, cansaço e dor sem causa aparente e até durante períodos de descanso, dor ao caminhar e também ferimentos.

Trombose venosa

A trombose venosa é causada pela presença de coágulos nas veias mais internas das pernas, por isso também é chamada de trombose venosa profunda. Geralmente, o trombo se instala na região da panturrilha, responsável pelo bombeamento de sangue para os membros inferiores.

A trombose venosa pode evoluir para uma complicação bem mais grave que é a embolia pulmonar. Acontece quando o coágulo presente nas veias das pernas se desprende e segue o fluxo da corrente sanguínea chegando até os pulmões, bloqueando as artérias do órgão, provocando falta de ar e dor no peito. A embolia pulmonar é uma das causas mais comuns de morte repentina.

Temos também a trombose arterial, que é quando o coágulo bloqueia uma artéria. Uma das principais consequências dessa doença é o AVC (Acidente Vascular Cerebral). É uma doença perigosa que precisa ser diagnosticada o mais rápido possível.

Mas, o que provoca a trombose venosa?

A trombose normalmente se manifesta quando uma pessoa passa muito tempo imóvel, em uma mesma posição. É o que acontece em voos muito longos, após a realização de cirurgias ou quando a pessoa tem alguma condição que a obriga a ficar por muito tempo sem se movimentar.

Além disso, como vimos, a trombose pode ser causada por alguma lesão ou mau funcionamento de veias e artérias que dificultam a passagem de sangue, formando os trombos. É o que caracteriza as doenças vasculares periféricas.

Sintomas

Os principais sintomas da trombose são: dor, inchaço local, vermelhidão, calor e musculatura rígida.

Fatores de risco para as doenças vasculares periféricas

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de uma pessoa sofrer com uma doença vascular periférica. São eles:

  • Predisposição genética;
  • Sedentarismo ou longos períodos em posição imóvel;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Idade avançada;
  • Doenças cardiovasculares e respiratórias;
  • Diabetes;
  • Altas taxas de colesterol;
  • Alimentação rica em gorduras e industrializados;
  • Varizes (fator de risco para a trombose);
  • Estresse.
Como prevenir

Não existe uma maneira cem por cento segura de prevenir o surgimento dessas doenças, mas é possível reduzir o risco de ser afetado por elas. O primeiro passo é conhecer todos os fatores de risco e tentar ficar longe deles.

Assim, é preciso melhorar a alimentação, perder peso, deixar de lado os hábitos pouco saudáveis, fazer atividade física e driblar o estresse realizando atividades relaxantes. Além disso, é preciso tratar doenças já existentes como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.

Por fim, realizar uma consulta com um médico vascular logo que identificar alguma alteração no corpo ou após os 35 anos de idade, especialmente se houver algum caso na família de doença vascular periférica ou similares.

Como pudemos perceber, as doenças que afetam o sistema vascular periférico são extremamente nocivas ao indivíduo causando não só problemas estéticos, como é o caso das varizes, mas, principalmente, impedindo uma vida com mais qualidade e mais longa, que é o mais importante.

 

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O que são distúrbios vasculares?

Vascular Pro - ter, 03/09/2021 - 18:06

Chamamos de distúrbios vasculares qualquer doença que comprometa de alguma forma os vasos sanguíneos, responsáveis pelo transporte de oxigênio, sangue e demais líquidos por todo o corpo humano.

Assim, todos os distúrbios vasculares, ao atingirem o sistema cardiovascular, também chamado de sistema circulatório, acaba atingindo também o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático, visto que eles se relacionam nas funções que executam.

Distúrbios vasculares: o que são?

Como vimos, distúrbios vasculares são doenças que atingem os sistemas venoso, arterial e linfático prejudicando o correto funcionamento de vasos, veias e artérias. Algumas doenças em outros órgãos também podem surgir por causa de vasos lesionados ou doentes, essa característica peculiar da especialidade que abrange todo o corpo humano.

Em resumo, toda e qualquer alteração que se instale e atrapalhe a função desses sistemas são chamados de distúrbios vasculares. A seguir, veremos alguns exemplos:

 

Quais os principais distúrbios vasculares?

O sistema cardiovascular pode sofrer com a incidência de vários tipos de doenças. Apesar dos pontos em comum, elas não são todas iguais. Confira.

Doenças do sistema linfático

O sistema linfático é o responsável pelo transporte de líquidos presentes nos tecidos para o sistema circulatório. É um sistema importante para o corpo porque transporta proteínas não absorvidas pelos vasos capilares, atua na função imunológica e auxilia na filtragem do sangue.

As doenças mais comuns que atacam o sistema linfático e que são frequentemente tratadas pelo cirurgião vascular são:

Erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada por uma bactéria que atinge os vasos linfáticos. A doença ataca a parte mais externa da pele e compromete especialmente a região das pernas e dos pés. Também é conhecida como vermelhidão por causa da aparência do local atingido.

Outros sintomas da erisipela são as feridas em tons avermelhados, inflamação e dor local. Se não for tratada, a erisipela pode evoluir e provocar ferimentos maiores e de difícil cicatrização. E se surgir com frequência, essa doença também pode gerar complicações causando a temida elefantíase.

A melhor forma de prevenção da erisipela é manter pernas e pés saudáveis, longe de infecções, ferimentos e micoses que podem ser porta de entrada para micro-organismos, causadores deste e de outros problemas.

Linfedema

O linfedema também é uma doença cardiovascular cuja principal característica é o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido proteico em diferentes partes do corpo, especialmente nas pernas e nos braços.

Esse acúmulo geralmente é ocasionado por alguma interrupção no fluxo da linfa pelos vasos, que pode acontecer por causa de algum obstáculo ou por causa de alguma alteração nas paredes dos vasos por onde a linfa circula.

Quando atinge as pernas, o linfedema pode ser resultado da erisipela de repetição, ou seja, quando ocorre muitas vezes em seguida, cada vez com sintomas mais fortes.

Já quando os braços são mais atingidos pelo linfedema, o inchaço costuma ter relação com tratamentos de câncer de mama, em que a cirurgia para retirar o nódulo maligno acaba também removendo alguns linfonodos, prejudicando o funcionamento do sistema linfático.

 

Doenças do sistema arterial

O sistema arterial é composto por vasos que saem do coração e se ramificam por toda a extensão do corpo. As principais doenças que o atingem são:

Aterosclerose

Uma doença muito comum que atinge o sistema arterial é a aterosclerose. Com o passar da idade, as artérias ficam mais endurecidas, estreitas e comprometidas, bloqueando o fluxo sanguíneo natural. Esse bloqueio provoca isquemias em diferentes partes do corpo como coração, pescoço e pernas.

Isquemias

Quando atinge as artérias do coração, a isquemia provoca diversas reações, dentre elas o ataque cardíaco. Já quando a isquemia acontece nas artérias do pescoço, o resultado é o AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico). O AVCI é uma doença que pode levar a óbito em pouquíssimo tempo, além de deixar sequelas que comprometem muito a vida do indivíduo. Portanto, o socorro nesses casos deve ser urgente.

Por fim, temos a isquemia nas pernas, chamada de doença arterial obstrutiva periférica – DAOP, que também é provocada pela má circulação sanguínea. A isquemia causa dor e cansaço nas pernas, mesmo em repouso, ferimentos no local e coloração arroxeada ou azulada nas pontas dos dedos.

Essa doença arterial é bastante grave e, se não for tratada, pode levar a amputações dos membros inferiores. Além disso, é um fator de risco para a incidência de outras doenças arteriais como o AVC.

Estenose

A estenose é o estreitamento das artérias impedindo a livre circulação de sangue e oxigênio para órgãos como o coração. É uma das causas de outras doenças vasculares como o AVC.

Aneurismas

As artérias também podem ficar dilatadas, provocando aneurismas. Essa dilatação é responsável pelo enfraquecimento dos vasos que, por sua vez, podem romper e causar hemorragias. Os principais tipos de aneurisma são:

  • Aneurisma de aorta: primeiro tipo de aneurisma mais comum e que pode atingir a região do tórax (aneurisma de aorta torácico) ou do abdômen (aneurisma de aorta abdominal), esse último caso sendo o mais comum.
  • Aneurisma de ilíaca: segundo tipo de aneurisma mais comum e que atinge as ramificações da aorta, na região abdominal.
  • Aneurisma de vasos viscerais: terceiro tipo mais comum de aneurisma e atinge órgãos específicos como fígado, intestino, rim e baço, ou seja, as vísceras abdominais.
  • Aneurisma de carótida: atinge as artérias localizadas ao lado do pescoço.
  • Aneurisma de artéria renal: compromete especificamente os rins.
Doenças do sistema venoso

O sistema nervoso é responsável pelo transporte do sangue das extremidades do corpo até o coração. 

Varizes

Dentre as doenças que atingem o sistema venoso, a principal delas são as varizes. As varizes se apresentam como veias dilatadas, saltadas e irregulares, que surgem nos membros inferiores de mulheres, grupo mais atingido.

Apesar de muitas pessoas considerarem as varizes como um problema apenas quando elas estão em estágio avançado, é preciso destacar que até os vasinhos pequenos, que aparecem como pequenas ramificações na pele, já são indícios de distúrbios vasculares e precisam de cuidados médicos.

As varizes provocam dor, cansaço, sensação de peso e outros desconfortos, especialmente quando a pessoa fica muito tempo em pé ou sentada. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para doenças mais graves, causando, inclusive, úlceras de difícil cicatrização.

Outras doenças do sistema venoso são:

Como vimos, os distúrbios vasculares podem se apresentar em uma enorme diversidade de doenças, atingindo sistemas diferentes, porém complementares. Diante de qualquer sintoma que possa sinalizar algum problema de circulação, o indivíduo precisa entrar em contato com o cirurgião vascular para identificar o problema e começar o tratamento antes da evolução da doença.

 

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Por quanto tempo um embrião pode ficar congelado

Fertilidade - ter, 03/09/2021 - 08:09

O congelamento de embriões é uma técnica bastante comum realizada durante um tratamento de gravidez. É uma medida de precaução que tem o objetivo de conservar a fertilidade e aumentar as chances de uma mulher engravidar no futuro, se houver esse interesse. É um procedimento que levanta muitas dúvidas e uma das mais recorrentes diz respeito ao tempo em que um embrião pode ficar congelado, além da qualidade desse embrião após certo tempo. É sobre isso que falaremos a partir de agora.

O que é e como funciona o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões, também chamado de criopreservação, é um procedimento médico, realizado em uma clínica especialista em fertilidade, no qual alguns embriões são congelados, estando à disposição da mulher quando esta desejar engravidar novamente.

Normalmente, esses embriões são aqueles não fertilizados durante o processo de Fertilização in vitro. Nesse tipo de tratamento, alguns óvulos são capturados e fecundados fora do corpo da mulher. Depois, alguns são introduzidos no útero para que o bebê seja gerado.

Contudo, é importante saber que sempre há uma fecundação maior de óvulos externamente. Entretanto, nem todos são inseridos na mulher porque há o risco de gestação múltipla, o que não é recomendado por questões médicas e legais.

Assim, alguns embriões não são utilizados naquele momento, mas podem ser congelados para uso posterior.

Quando é indicado o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões não acontece de forma aleatória. Existem algumas situações em que a criopreservação é muito útil e, por vezes, necessária. Vejamos a seguir:

Nova tentativa de fertilização

Quando um ou mais óvulos fecundados são injetados na mulher, a esperança de todos é que a gravidez, de fato, se confirme. Contudo, isso pode não acontecer e, em breve, a mulher terá que passar pelo mesmo processo de ovulação estimulada, captura de óvulos e recebimento de embriões.

Com os embriões congelados, as duas primeiras etapas são puladas e o primeiro passo se torna a introdução dos embriões, antes congelados, dentro do útero em uma nova tentativa de gravidez.

Mulher com muita produção de óvulos

Quando passa por um processo de tratamento de gravidez, a mulher pode ter uma superprodução de óvulos o que também viabiliza o congelamento de embriões para gestações futuras ou novas tentativas de fertilização in vitro.

Homem ou mulher pode ter algum problema de fertilização futura

Existem algumas doenças que, quando tratadas, podem prejudicar a fertilidade de homens e mulheres ou comprometer o sistema reprodutor de ambos. É o caso do câncer, por exemplo. Sabendo disso, o casal pode optar pelo congelamento de embriões, enquanto estes ainda estão saudáveis e fortes para a gestação.

Como é feito o congelamento de embriões?

A criopreservação acontece em três etapas, conforme veremos a seguir:

  • A primeira etapa é a inserção desse embrião em um ambiente que evita a formação de cristais de gelo dentro das células.
  • O segundo passo é o armazenamento desse embrião em um recipiente resfriado com nitrogênio líquido. Esse resfriamento acontece muito rapidamente para garantir o máximo de qualidade desses embriões e sobrevivência deles após o descongelamento.
  • Na última etapa, os embriões são etiquetados e permanecem no nitrogênio durante o tempo necessário até a sua utilização.

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Por quanto tempo um embrião fica congelado?

Não há um tempo limite para o congelamento de embriões. Temos casos de embriões congelados há mais de 30 anos. Esse período pode ser maior ou menor, dependendo das necessidades e interesses da pessoa interessada no processo de fertilização.

Uma dúvida muito comum é em relação à qualidade desses embriões após o tempo de congelamento, principalmente quando é um período muito longo. Podemos afirmar que esses embriões congelados são tão fortes e aptos para uma gestação quanto os embriões frescos.

Há casos, inclusive, que comprovam que a gravidez a partir de embriões congelados tem mais chance de dar certo porque a mulher não precisa mais se expor à estimulação de produção de óvulos, uma das etapas do tratamento de fertilização.

Apesar de essencial para o sucesso do tratamento, essa superestimulação provocada pelo uso de medicamentos específicos poderia causar pequenos danos às paredes do útero, interferindo na eficiência da gestação.

O que pode influenciar a qualidade desses embriões é o processo de congelamento, armazenamento e descongelamento, que é uma responsabilidade da clínica de fertilização. Daí a importância de buscar uma equipe médica e um consultório responsável e compromissado com os protocolos de segurança e qualidade dos procedimentos que realiza.

No geral, estima-se que 95% dos embriões congelados sobrevivam ao período de armazenamento, o que significa uma perda muito pequena, confirmando a importância da criopreservação.

Sucesso da gravidez a partir de embriões congelados

Como dissemos, os embriões congelados têm a mesma qualidade daqueles considerados frescos, produzidos naquele momento. Contudo, sempre há a possibilidade da mulher não conseguir engravidar com o uso desses embriões, o que também acontece quando são usados óvulos “novos”.

O sucesso dessa gravidez não depende exclusivamente da saúde dos embriões, mas também da idade da mulher e também das suas condições de saúde durante o recebimento dos embriões e no período de gestação.

O que acontece com o embrião congelado e não utilizado?

O congelamento dos embriões tem um objetivo. Contudo, quando a mulher ou o casal não deseja mais manter aquele embrião congelado há, basicamente, três maneiras de solucionar essa questão.

1. Doação para pesquisas de célula-tronco

Embriões com mais de três anos de preservação podem ser doados para pesquisas que estudam as células-tronco embrionárias.

2. Doação para outros casais

Outro casal que deseja engravidar pode receber o embrião congelado, se esse for o interesse de ambas as partes interessadas. A doação pode ocorrer com embriões congelados há mais de três anos e não pode ter fins lucrativos. Ou seja, não é permitido vender os embriões.

3. Descarte

Segundo o que consta na lei, após três anos de congelamento os embriões podem ser descartados definitivamente se nenhuma das opções anteriores fizer sentido para o casal, dono dos óvulos fecundados.

Como vimos, o congelamento de embriões é um procedimento bastante comum realizado nas clínicas de fertilização e não há tempo limite para esse armazenamento, que pode passar de 30 anos. Desde que seja realizado de maneira correta, a criopreservação é um método seguro, não prejudica a qualidade dos embriões, havendo, inclusive, casos de taxas maiores de gravidez com o uso de embriões congelados. A adesão, contudo, deve ser feita após acordo entre equipe médica e os pais, responsáveis pelo material armazenado.

 

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O que é um médico vascular?

Vascular Pro - seg, 03/08/2021 - 08:59

Você sabe o que é um médico vascular e qual o caminho que ele percorreu para alcançar esse posto e essa titulação? Hoje, falaremos um pouco sobre toda a trajetória do médico e cirurgião vascular, desde a graduação até as especializações. Veremos também por que é importante que o médico esteja atualizado constantemente dentro do seu ramo de atuação e como isso pode interferir na escolha do paciente na hora em que ele precisa tratar de alguma doença vascular.

Como é a formação do Médico Cirurgião Vascular

A formação do médico vascular começa quando ele decide que quer cursar medicina na faculdade e, para isso, se prepara para o vestibular de uma instituição de ensino superior que oferta o curso. Os vestibulares para as faculdades de medicina são sempre muito concorridos e, para conseguir uma vaga, é preciso muita dedicação.

Graduação e Internato

A graduação do médico vascular dura cerca de seis anos. Na graduação, o médico vai formar toda a sua bagagem teórica, aprendendo nos livros e com os professores, tudo relacionado às doenças humanas, seus sintomas e tratamentos.

Esses seis anos da graduação são divididos em quatro anos na faculdade de medicina e os dois últimos anos no internato, dentro do hospital, já cuidando dos pacientes e de suas doenças. Nessa fase, o médico é chamado de interno.

Residência em Cirurgia geral

Após o internato, vem a residência que é outro período em que o médico já atua dentro do hospital, dessa vez se dedicando à cirurgia geral. O período de residência na cirurgia geral dura entre 2 e 4 anos e o médico também é avaliado mediante uma prova final.

Nessa fase da residência, o médico já começa a buscar a sua subespecialização. Ou seja, ele já começa a decidir sobre qual área deseja atuar após a formação completa. Quem deseja atuar como cirurgião vascular precisa fazer a residência médica na cirurgia geral. Já quem deseja se tornar um angiologista, pode fazer a residência na clínica médica.

Após essa fase, o médico já tem a formação em cirurgia geral, concluída ao final da residência, e já pode tratar doenças como hérnia, hemorroidas, apendicite e outras doenças abdominais.

Residência em Cirurgia Vascular

A segunda residência que o médico tem que enfrentar para se tornar um médico vascular é a residência em cirurgia vascular que também dura entre 2 e 4 anos, com mais uma prova no final desse período.

Esse momento é bem mais dedicado à subespecialidade da cirurgia vascular. Ou seja, o médico está especificando mais ainda as doenças com as quais ele deseja lidar enquanto médico e já está se qualificando bastante com as experiências.

Nessa fase, ele vai tratar doenças vasculares que envolvem o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático. No sistema arterial, algumas doenças comuns são a aterosclerose, o aneurisma e as estenoses.

As doenças venosas mais comuns do sistema venoso são as varizes e a trombose. Por fim, o sistema linfático apresenta as doenças linfáticas como o linfedema e a erisipela.

Subespecialização

Após passar pela graduação, internato, residência em cirurgia médica e pela residência em cirurgia vascular, o profissional já é médico, já é cirurgião geral e cirurgião vascular. Agora ele também pode se subespecializar em:

  • Cirurgia endovascular: nesta especialização, o médico aprende os tratamentos mais modernos realizados dentro dos vasos como a colocação de stents e a fazer a embolização, além de outros procedimentos minimamente invasivos. É o que também chamamos de angiorradiologia.
  • Ecografia vascular: especialização em que o médico aprende a realizar exames ultrassonográficos e ecográficos dentro das patologias vasculares. Também é outro título que o médico vascular pode conseguir e acrescentar no seu currículo.

Quem regula essas titulações médicas

O MEC (Ministério da Educação) é o órgão federal que regula a profissão através das graduações e das residências. As faculdades que oferecem o curso de medicina, por exemplo, precisam passar pelo crivo do MEC antes de começarem as suas atividades. Isto é, precisam ser reconhecidas pelo órgão.

Já os títulos médicos que o profissional vai recebendo durante a sua carreira, como o de cirurgião vascular, especialista em cirurgia endovascular e outros, são ofertados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Carreira acadêmica

Outra opção disponível para o médico vascular é a carreira acadêmica. Após a graduação e todas as residências e especializações já listadas aqui, o médico pode fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado e, assim, se tornar professor em uma universidade pública ou privada.

Também é uma alternativa muito interessante e extremamente importante porque ele repassa para outros futuros médicos uma carga enorme de conhecimento, se tornando fundamental para a formação com excelência de outros profissionais.


A medicina avança e o médico deve estar preparado

O fato é que, para um médico vascular, assim como para outros especialistas, o estudo nunca acaba. Reunir um bom pacote de especializações pode durar até 12 anos ou mais até chegar naquilo que ele deseja para a sua vida de médico.

A medicina avança muito rapidamente e o médico precisa ficar atento a todas as novidades que surgirem para aprender e aplicar tudo na solução do problema que o seu paciente apresenta.

Muitos procedimentos que hoje são realizados de forma natural e contínua não são ensinados nem no período de graduação e nem nas residências. Muitas dessas inovações surgem depois da formação de muitos profissionais ou ainda não estão disponíveis aqui no nosso país.

Um exemplo é a cirurgia de varizes com laser que é uma técnica nova que chegou aqui no Brasil recentemente e começamos a fazer antes de outros profissionais.

Outro exemplo de procedimento novo é a cirurgia endovascular que também não era realizada no Brasil, mas que fomos procurar saber como funcionava em outros países como a Itália. E de lá trouxemos conhecimentos valiosos a respeito.

Por fim, e não menos importante, temos o lipedema. Um assunto sobre o qual praticamente ninguém falava nada e que conseguimos trazer para o público não apenas informações precisas que facilitam o diagnóstico, mas também excelentes maneiras de tratar a doença.

 

Escolhendo o seu médico vascular

O cirurgião vascular é ultraespecializado em tratamento vascular, arterial, venoso e linfático. Passou por muitos testes de aprendizagem e é capaz de lidar com diversas doenças que afetam as pessoas. Por isso, é importante buscar um cirurgião que tenha passado por todas essas fases, que tenha um bom currículo (que pode ser visto no sistema do curriculo lattes) respaldado pelo MEC e pela SBACV e que entenda que estudar faz parte de toda a vida de um médico. Se aperfeiçoar, buscar conhecimento demonstra comprometimento com o seu trabalho e também com as pessoas que depositam nele a solução dos seus problemas.


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Como prevenir as doenças vasculares?

Vascular Pro - seg, 03/08/2021 - 08:44

Prevenir a instalação de doenças vasculares é um fator importante na busca diária por uma vida mais saudável e longeva. As doenças vasculares são problemas graves responsáveis por uma porcentagem considerável de mortes no país. Além disso, seus sintomas e complicações comprometem severamente a mobilidade, a realização de atividades diárias, a estética e a saúde mental do indivíduo. Veja a seguir quais são as principais doenças vasculares e o que fazer para preveni-las.

O que são doenças vasculares?

Doenças vasculares são aquelas que atingem e prejudicam o bom funcionamento do sistema vascular, formado pelos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte de sangue e outras substâncias por toda a extensão do corpo humano.

O principal efeito das doenças vasculares é a interrupção da circulação sanguínea pelo corpo, causando complicações graves como acúmulo de líquido, acúmulo de sangue, formação de coágulos e lesões nas veias e nas artérias.

 

Principais doenças vasculares e como prevenir

Existe uma série de doenças que atingem o sistema vascular e o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. As principais serão listadas a seguir com suas respectivas medidas de prevenção.

Varizes

As varizes talvez sejam as doenças vasculares mais comuns e mais conhecidas da população em geral. Caracterizam-se por veias dilatadas, saltadas e avermelhadas, algumas com formatos semelhantes a teias de aranha e que provocam dor, inchaço e cansaço nas pernas.

As varizes podem ser de dois tipos: primárias, de origem genética e secundárias, adquiridas devido a algum fator externo.

Prevenção de varizes de origem genética

Ao identificar alguém na família com histórico de varizes, a mulher já deve tomar precauções para evitar que esse problema também a atinja, já que ela está dentro do fator de risco. O primeiro passo é procurar um cirurgião vascular para investigar e antecipar o tratamento da veia doente.

Outra técnica de prevenção é o uso da meia elástica de leve compressão. É um hábito que reduz bastante o surgimento das varizes. As meias de compressão estimulam a circulação sanguínea e aliviam sintomas como o inchaço e o cansaço, muito comum naquelas pessoas que ficam muito tempo em pé ou passam o dia sentadas por conta do trabalho.

A prática de hábitos saudáveis também é outra forma de prevenir as varizes. Portanto, é importante fazer atividade física, exercitar os músculos, especialmente da panturrilha e evitar hábitos nocivos como o uso do cigarro e o álcool em excesso.

Prevenção das varizes de origem secundária

As varizes secundárias geralmente são adquiridas após algum trauma ou devido a complicações como a trombose venosa. Nesse caso, é preciso evitar esses acidentes e tratar qualquer complicação vascular previamente identificada para evitar as varizes. E, claro, levar uma vida ativa com prática de hábitos saudáveis.


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Trombose venosa

A trombose venosa se caracteriza pela presença de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, impedindo a circulação. Pode ser superficial quando atinge a parte mais externa das veias e pode ser profunda quando está entre os músculos das pernas.

Por ser uma doença que também tem um fator genético forte, uma das medidas de prevenção é buscar orientação de um cirurgião vascular antes que surjam os primeiros sintomas. A trombose pode ser uma complicação das varizes e, por isso, é preciso ficar atento.

Outro ponto importante de prevenção é perder peso. A obesidade é uma das causas da trombose venosa. Além disso, é recomendado o uso de meias elásticas e a prática de atividades físicas de forma constante.

 

Aneurisma periférico

O aneurisma periférico caracteriza-se pela dilatação de uma artéria na região das pernas, devido à presença de coágulos, impedindo a circulação. Pode causar inchaço, dor e vermelhidão local, além de outros problemas de circulação.

A melhor prevenção é a consulta com o cirurgião vascular para diagnóstico precoce da doença, bem como o início do tratamento o quanto antes.

 

Pé diabético

O pé diabético é uma doença que atinge pessoas que têm diabetes e os principais sintomas são: calos, rachaduras, micoses, ferimentos, mudança na tonalidade da pele, dor e infecções. A má circulação sanguínea é um dos grandes causadores dessa doença.

Como medida de prevenção, o primeiro passo é manter o diabetes controlado. Aliado a isso, é necessário redobrar os cuidados com os pés usando calçados confortáveis, evitando andar descalço, evitar cortes na região dos membros inferiores, secar bem os pés para evitar micoses e tratar com urgência qualquer feridinha que possa surgir.

 

Doença arterial obstrutiva periférica

Ocorre quando há alguma obstrução ou estreitamento das artérias dos membros inferiores. Geralmente é provocada pelo acúmulo de placas de gordura no sangue, além do envelhecimento natural do corpo.

Algumas medidas de prevenção consistem em: controlar os índices de colesterol, manter uma alimentação saudável, perder peso, evitar o tabagismo, controlar o diabetes e a hipertensão e sair do sedentarismo.

Além disso, é fundamental buscar ajuda médica, já que a doença apresenta sintomas leves, porém, desconfortáveis e que exigem o tratamento correto.

 

Quais são os fatores de risco para as doenças vasculares

Além das causas comuns das doenças vasculares, existem os fatores de risco. São situações, hábitos ou condições que envolvem o indivíduo aumentando o risco da incidência dessas doenças. É importante conhecer esses fatores para aprender a lidar melhor com eles.

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Ficar muito tempo em pé
  • Ficar muito tempo sentado
  • Alimentação rica em gordura, frituras e demais alimentos pouco saudáveis
  • Histórico familiar de doenças vasculares
  • Sedentarismo
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Altos índices de colesterol
  • Idade avançada
  • Ter sofrido com outras doenças vasculares no passado
  • Problemas cardíacos

 

É muito importante estar ciente desses fatores de risco porque eles também podem funcionar como um método de prevenção geral para as doenças vasculares. Ao analisar os seus hábitos e o seu estilo de vida, o indivíduo pode promover mudanças na sua rotina e afastar o surgimento dessas e de outras enfermidades.

Como vimos, existem diferentes tipos de doenças vasculares e a prevenção de cada uma delas depende do conhecimento prévio das suas causas. Contudo, algumas orientações são básicas e comuns a todas, como a consulta periódica com um médico vascular, profissional especializado no tratamento dessas doenças e que pode antecipar o diagnóstico de algum problema, antes do surgimento dos sintomas. Além disso, é fundamental manter hábitos saudáveis e tentar evitar, dentro do possível, os fatores de risco que também influenciam no surgimento e agravamento da doença.

 

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Quais as chances de ter gêmeos na inseminação artificial?

Fertilidade - sab, 03/06/2021 - 08:40

Quando opta pela inseminação artificial para conseguir engravidar, a mulher não experimenta apenas a satisfação pela busca de um sonho, mas também a preocupação pela possibilidade de ter uma gestação múltipla, ou seja, engravidar de gêmeos. Na maioria das vezes, não é esse o objetivo da mulher, uma vez que a gravidez gemelar provoca realmente uma mudança bastante radical na vida da família, além dos riscos provocados. Mas, quais são, de fato, as chances de uma mulher ter uma gestação múltipla durante o processo de inseminação artificial? Vamos falar um pouco mais sobre isso?

Como ocorre a gestação múltipla espontânea

Em primeiro lugar, precisamos saber por quais razões uma mulher tem uma gestação múltipla. Entendemos por gestação múltipla, ou gravidez gemelar, aquela em que mais de um óvulo é fecundado, podendo gerar dois ou mais bebês de uma única vez.

A gravidez gemelar ocorre, geralmente, 1 vez a cada 80 gestações. Além disso, ela também acontece de forma espontânea de acordo com alguns fatores específicos:

Idade da mulher

A partir dos 35 anos de idade, o ovário da mulher já não funciona de forma equilibrada como antes e passa por momentos de grande produção do hormônio FSH, que é o hormônio responsável por regular e selecionar os óvulos considerados mais saudáveis para a fecundação.

Ao executar essa ação, o FSH pode recrutar mais de um óvulo que se encontra perfeito para a fecundação, resultando em uma gestação múltipla naturalmente espontânea.

Casos de gravidez múltipla na família

Outra razão para a gravidez gemelar espontânea é a presença de casos na família. Isso se deve às questões de hereditariedade. Não é uma regra, mas as chances de uma mulher engravidar de gêmeos, tendo ela algum caso na família, são maiores.

Tratamento de fertilidade

Os tratamentos de fertilidade e reprodução assistida também influenciam na gestação múltipla porque os especialistas criam uma situação mais favorável para a fecundação dos óvulos. Há um tratamento antes, durante e depois da fecundação para garantir que a gravidez, de fato, aconteça.

Por que a inseminação artificial aumenta as chances de ter gêmeos?

Na inseminação artificial a mulher recebe a injeção de hormônios como o FSH que estimula a ovulação, a maturação dos óvulos e seleciona naturalmente aqueles mais fortes para receber o espermatozoide.

Por causa da atuação desse e de outros hormônios, a mulher pode liberar mais de um óvulo saudável e pronto para a fecundação e é por isso que ela pode alcançar uma gravidez gemelar.

A reprodução assistida consiste em um trabalho amplo, em conjunto com os pais, para o alcance de um objetivo em comum: a gravidez saudável.

Para isso, são realizados procedimentos diversos para que o homem produza espermatozoides saudáveis e fortes e a mulher ovule com toda a sua capacidade natural. Potencializando o funcionamento do próprio corpo, as chances de acontecer uma gravidez de gêmeos são bem maiores.

Probabilidade de ter gêmeos na inseminação artificial

Mas, então quais são as chances de ter gêmeos em uma inseminação artificial? Uma gravidez múltipla espontânea pode ocorrer entre 10% e 20% dos casos de gestação. Quando há inseminação artificial, esse número sobe um pouco mais.

De acordo com estudos e resultados já obtidos, as chances de mulheres engravidarem de gêmeos em uma inseminação artificial aumenta para 20% e 30% dos casos assistidos. Obviamente, esse número não é estático e nem definitivo e diversos fatores podem influenciar nessa porcentagem.

Quando uma mulher tem uma gravidez múltipla, com mais de dois bebês, normalmente as pessoas associam o acontecimento a algum tratamento de reprodução assistida. E, de fato, há mais chances de isso acontecer pelos motivos já citados.

Posso escolher ter gêmeos em uma inseminação artificial?

Como já dissemos, tratamentos de fertilidade aumentam as chances de ocorrer uma gestação gemelar. Contudo, apesar de muitos casais terem o sonho de ter filhos gêmeos, essa não é uma opção recomendada e nem permitida pelo Conselho Federal de Medicina.

Na fertilização in vitro, em que há introdução de óvulos fecundados no útero da mulher, existe uma quantidade limite de óvulos injetados. 

  • Em mulheres com até 35 anos de idade, podem ser inseridos até 2 óvulos;
  • Mulheres com idade entre 35 e 40 podem ter até 3 óvulos introduzidos no útero;
  • Em mulheres acima dos 40 anos, o CFM permite a aplicação de apenas 4 óvulos no útero.

Mas, por que esse cuidado? Para evitar que a gestação múltipla aconteça de forma recorrente, já que há uma possibilidade maior de isso acontecer com os tratamentos de fertilidade. E nem sempre esse é o desejo da mulher, além de todos os riscos que esse tipo de gravidez envolve.

Gravidez de gêmeos é de risco?

Gravidez múltipla aumenta sim as probabilidades de riscos diversos tanto para a mulher quanto para os bebês. Bebês gêmeos podem não se desenvolver todos ao mesmo tempo, além de vários tipos de doenças que podem surgir durante os nove meses de gestação.

Por esses motivos é que existe o controle do Conselho Federal de Medicina em relação à injeção de óvulos no útero da mulher e, claro, a não permissão de que casais possam escolher ter filhos gêmeos em uma inseminação artificial ou na fertilização in vitro.

Contudo, cabe salientar que na inseminação artificial a gravidez de gêmeos acontece de maneira natural, com a liberação de dois ou mais óvulos fortes e prontos para a fecundação. Ainda assim, pode implicar em algum risco por causa de inúmeros fatores já conhecidos pela mulher durante o tratamento, como idade, situação do útero e ovários, dentre outros.

Como reduzir os riscos de uma gravidez múltipla?

Além de evitar a fecundação de muitos óvulos, é fundamental o acompanhamento completo da gravidez através de um pré-natal bem realizado e bem orientado por toda a equipe que acompanha a gestante. É o que chamamos de pré-natal de risco.

Assim, a gestante precisa visitar o médico com frequência, realizar um número maior de exames e seguir todas as orientações relatadas pelo médico como ter repouso, manter uma boa alimentação e evitar fazer muito esforço físico.

Hoje vimos que a inseminação artificial aumenta a probabilidade da mulher ter gêmeos. Contudo, essa informação não deve preocupar a mulher e nem afastá-la do sonho de ser mãe. É importante que ela saiba de todas as possibilidades existentes para, junto com a equipe médica, seguir todas as orientações recomendadas. Afinal, o objetivo da reprodução assistida é que a mulher tenha não só um sonho realizado, mas uma gestação saudável para todos.

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Como é a primeira consulta para um tratamento de gravidez?

Fertilidade - sab, 03/06/2021 - 08:32

A primeira consulta para um tratamento de gravidez é sempre envolta em muitas dúvidas, ansiedade e medo, mas também é cheia de esperança. Afinal, um grande sonho está prestes a ser realizado e é sempre muito difícil lidar com tantas transformações que estão por vir.

Pensando nisso, resolvemos falar um pouco mais sobre o primeiro encontro da família que pretende engravidar com o médico escolhido para participar desse processo tão delicado. O intuito é sanar algumas dúvidas e aliviar a ansiedade muito frequente nessa fase.

Primeira consulta para tratamento de gravidez: o que esperar?

Bem, o primeiro contato que a família terá com o médico responsável pelo processo de gravidez é básico e, ao mesmo tempo, é bem completo. É um acolhimento básico porque o médico precisa colher informações gerais sobre os futuros papais para ter uma visão ampla do caso.

E também é um encontro completo porque são captados dados essenciais ao sucesso do tratamento. São informações sobre a saúde do casal, doenças hereditárias e pontos similares.

Além disso, o médico pode usar esse encontro para explicar os diferentes tipos de tratamento para engravidar, riscos, possibilidades, sugestões e orientações, impedimentos físicos e legais, dentre outras dúvidas que sempre surgem a respeito. Veja tudo com mais detalhes a seguir.

Investigando a saúde do casal

Normalmente, quando o casal procura uma clínica de fertilidade é porque as tentativas de engravidar naturalmente não deram certo. Nesse momento, eles precisam de ajuda profissional para identificar o que está acontecendo de errado.

Sabendo disso, o médico inicia a conversa tentando entender como foram as tentativas de engravidar, quais técnicas já foram utilizadas, qual é o nível de conhecimento da mulher sobre o seu período de ovulação etc.

Depois, ele procura saber como está a saúde do casal, levando em conta a idade de cada um, sintomas frequentes, hábitos e estilo de vida. Esse momento exige muita honestidade e relato verdadeiro das informações. É a partir desses dados que o médico traçará um plano de ação para alcançar o resultado esperado.

O passo seguinte é o diagnóstico de possíveis impedimentos a uma gravidez natural. O médico solicita alguns exames para saber de onde vem o problema. Nem sempre a pessoa sabe que tem alguma dificuldade interna que impede a gravidez, o que só pode ser constatado através de exames.

Informações sobre a presença de doenças hereditárias

Outro ponto levantado é a existência de alguma doença hereditária na família que, também pode estar afetando algum dos pais, comprometendo a gravidez. Diante de alguma suposição do tipo, o médico também solicita exames para averiguar e confirmar ou não o diagnóstico.

Informações sobre familiares com dificuldade para engravidar

Casos de infertilidade na família também devem ser relatados porque podem estar relacionados a alguma doença genética. Portanto, é importante o casal fazer essa pesquisa com seus familiares para facilitar a análise médica.

Casos de menopausa precoce costumam ser averiguados, uma vez que é uma situação que pode se repetir entre as mulheres do mesmo grupo familiar. E também é um ponto que pode interferir na gravidez.

Solicitação de exames de diagnóstico

Os exames são solicitados para que o médico tenha uma visão mais próxima possível da saúde do casal que deseja engravidar. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em busca de pontos que possam dificultar uma gravidez.

Muitas vezes a mulher acredita que o problema está com ela, mas isso não é uma afirmação correta. O homem também pode ser o responsável pela não gestação. A ausência de sintomas não significa uma saúde em perfeito estado.

Portanto, o casal não deve se assustar com a quantidade ou com o tipo de exames solicitados pelo médico. Todos eles são necessários para um diagnóstico amplo, preciso e completo sobre a saúde de ambos.

Esclarecimentos e dúvidas

A primeira consulta para tratamento da gravidez também deve ser o momento utilizado pelo casal para tirar todas as suas dúvidas ou, pelo menos, aquelas que surgiram faz tempo.

Então, o casal é informado sobre os métodos de fertilidade existentes, possibilidades de uma gravidez múltipla, possíveis riscos da gestação, probabilidade de sucesso do tratamento dentre outras dúvidas que possam surgir.

É importante destacar que a primeira consulta não é utilizada para a indicação do tratamento ideal de gravidez. Apenas com o resultado dos exames em mãos é que o médico pode apresentar as opções que melhor se encaixam na realidade daquele casal.

Como se preparar para a primeira consulta?

Veja a seguir algumas dicas simples que facilitarão muito a sua primeira conversa com o médico responsável pelo seu tratamento.

Busque informações e anote as suas dúvidas

O primeiro contato com o médico tem o objetivo de formar uma base, o pilar do tratamento que será iniciado. Portanto, é importante que o casal tenha uma preparação prévia a respeito do assunto, que pode ser através de leituras e outras fontes de informação.

Em caso de dúvidas, estas podem e devem ser listadas para que, durante o encontro com o médico, elas sejam esclarecidas. Ter o cuidado de listar as dúvidas é importante porque impede o esquecimento momentâneo e a frustração depois.

Informe-se sobre a saúde da sua família

Outro ponto importante é a coleta de informações sobre a família. Fazer uma pesquisa ampla sobre a saúde geral dos familiares, saber se alguma mulher teve dificuldades para engravidar ou teve menopausa precoce é fundamental para ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso.

Seja honesto na entrega de informações

Por fim, precisamos destacar a honestidade nas informações e o cumprimento correto das solicitações. Como dissemos, o tratamento para gravidez cria um laço forte entre médico e casal e essa relação exige o compromisso com a verdade.

Então, é necessário responder a todos os questionamentos, ser verdadeiro nas respostas, ser paciente com a coleta de dados, realizar os exames solicitados e seguir todas as outras orientações repassadas pelo médico.

Como vimos, a primeira consulta para o tratamento de gravidez é um dos momentos mais importantes dessa nova fase na vida do casal que deseja ter um filho. É o momento de conhecer mais sobre o assunto, esclarecer dúvidas e alinhar expectativas. Também é hora de verificar como está a saúde desse casal e identificar o que está impedindo a gravidez espontânea. Por tudo isso, é essencial que a futura mamãe e o futuro papai estejam comprometidos com esse momento para que, juntos com a equipe médica, alcancem o objetivo tão aguardado que é a chegada de um lindo bebê.

 

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