Medicina

Obesidade e Hérnia de Disco

Neurocirurgia - 8 horas 25 minutos atrás

Obesidade e hérnia de disco, como tratar?
 
O sobrepeso é um dos fatores de risco para o aparecimento de hérnia de disco lombar. Considerando que o amortecimento do impacto nas vértebras é a principal função do disco intervertebral, é lógico pensar que a sobrecarga nessas articulações pode levar a problemas em seu funcionamento. O ânulo fibroso, camada mais grossa e externa do disco intervertebral, sofre com o abaulamento constante produzido pelo excesso de carga. O resultado são pequenas fissuras nas fibras do ânulo fibroso, por onde o núcleo pulposo (parte interna do disco) pode sair e causar compressão das estruturas nervosas. É importante ressaltar que a obesidade não é a única causa de hérnia de disco, pois esta é uma doença multifatorial e, geralmente, há uma predisposição genética para que ela ocorra.
 
O tratamento inicial da hérnia de disco nestes pacientes não difere muito dos demais, e deve incluir repouso relativo e uso de medicação sintomática e anti-inflamatória. Dependendo do estágio da hérnia de disco, diferentes tipos de fisioterapia podem ser indicados, além de educação postural e conscientização corporal. Nos pacientes obesos, a orientação nutricional e o acompanhamento conjunto do endocrinologista são importantes. Por causa da dor, geralmente os pacientes estão estimulados a atingir seus objetivos de emagrecimento e vida mais saudável. Momento, portanto, de aproveitar para iniciar o seguimento com profissionais capacitados.
 
Mas e se precisar de cirurgia?
 
Casos em que a dor não cessa com o tratamento clínico ou em que há deficit neurológico como perda de força, formigamentos, dormência e também dor insuportável, o tratamento cirúrgico pode ser escolhido pelo médico. Intervenções cirúrgicas tradicionais em obesos podem ser muito trabalhosas para o cirurgião e arriscadas para os pacientes, mas a cirurgia endoscópica da coluna traz uma enorme vantagem, pois tecnicamente não há diferença em operar um indivíduo magro e um com obesidade mórbida, precisando-se apenas um endoscópio (instrumento) mais curto ou mais longo. Isso acontece porque a “câmera” pode ser posicionada no ponto de interesse da coluna, independentemente da quantidade de tecido que há ao redor.
 
Lembrando que o alívio da dor nesses pacientes, é essencial para que consigam iniciar o quanto antes, atividades físicas que auxiliem na perda de peso, bem-estar e prevenção de novos problemas da coluna.

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Por que minhas mãos estão inchadas?

Vascular Pro - qui, 09/26/2019 - 13:04

Ter as mãos inchadas é muitas vezes irritante e desconfortável. Ninguém quer sentir que seus anéis estão apertando e prejudicando a sua circulação. O inchaço, também conhecido como edema, pode acontecer em qualquer parte do corpo. É comumente visto nas mãos, braços, pés, tornozelos e pernas.

O inchaço ocorre quando o líquido extracelular, aquele que fica fora das células, fica preso nos tecidos do seu corpo. Várias coisas podem causar isso, incluindo calor, exercício ou condições médicas. Embora mãos inchadas geralmente não sejam motivo de preocupação, às vezes podem ser um sinal de uma doença subjacente que precisa de tratamento.

O exercício aumenta o fluxo sanguíneo para o coração, pulmões e músculos. Também pode reduzir o fluxo sanguíneo para as mãos, tornando-as mais frias. Às vezes, os vasos sanguíneos em suas mãos neutralizam esse efeito, se abrindo (vasodilatação), o que pode fazer com que suas mãos inchem.

Além disso, o exercício faz com que seus músculos produzam calor. Em resposta, seu corpo empurra o sangue para os vasos mais próximos à superfície do seu corpo para se livrar de algum calor. Esse processo faz você suar, mas também pode causar inchaço nas mãos.

Na maioria dos casos, mãos inchadas durante o exercício não é nada a se preocupar. No entanto, se você é um atleta de resistência, pode ser um sinal de hiponatremia. Isso se refere a ter baixos níveis de sódio no sangue. Se você tiver hiponatremia, você provavelmente vai sentir náuseas e confusão mental também.

Aqui estão algumas etapas que você pode seguir para reduzir o inchaço nas mãos durante o exercício:

  • Remova todas as suas joias antes de se exercitar.
  • Faça círculos movimentando os braços durante o exercício.
  • Expanda os dedos e aperte-os em punho várias vezes durante o exercício.
  • Eleve suas mãos após o exercício.

Quando de repente você é exposto a temperaturas extraordinariamente quentes, seu corpo pode ter dificuldade para se refrescar. Normalmente, seu corpo empurra o sangue quente em direção à superfície da pele, que esfria suando. Em dias quentes e úmidos, esse processo pode não funcionar corretamente. Em vez disso, o líquido pode se acumular nas mãos, em vez de evaporar pelo suor.

Outros sintomas de exposição extrema ao calor incluem:

  • erupção cutânea
  • aumento da temperatura corporal
  • tonturas ou desmaios
  • confusão

Pode levar alguns dias para o seu corpo se acostumar ao clima quente. Quando isso acontecer, seu inchaço deve desaparecer. Você também pode tentar usar um ventilador ou desumidificador para obter alívio.

Seu corpo mantém um delicado equilíbrio de sal e água, fácil de se atrapalhar. Seus rins filtram seu sangue o dia todo, retirando as toxinas e líquidos indesejados e enviando-os para a bexiga e assim saem do corpo.

Comer muito sal dificulta a remoção de líquidos indesejados pelos rins. Isso permite que o fluido se acumule no seu sistema, onde ele pode se acumular em determinadas áreas, incluindo as mãos.

Quando o fluido se acumula, seu coração trabalha mais para circular o sangue, o que aumenta a pressão sanguínea. A pressão alta coloca pressão extra nos rins e impede que eles filtrem o fluido.

Seguir uma dieta pobre em sódio pode ajudar a restaurar o equilíbrio adequado.

O linfedema é o inchaço causado pelo acúmulo de líquido linfático. Essa condição é mais comum entre pessoas que tiveram seus linfonodos removidos ou danificados durante o tratamento do câncer.

Se você removeu os linfonodos da axila durante o tratamento do câncer de mama, você vai ter um risco maior de desenvolver linfedema nas mãos meses ou anos após o tratamento. Isso é conhecido como linfedema secundário.

Você também pode nascer com linfedema primário, embora seja mais comum tê-lo nas pernas do que nos braços.

Outros sintomas do linfedema incluem:

  • inchaço e dor no braço ou mão
  • uma sensação pesada no braço
  • dormência no braço ou mão
  • a pele fica tensa ou esticada no braço
  • jóias parecem ficar muito apertadas
  • diminuição da capacidade de flexionar ou mover o braço, mão ou punho
  • o inchaço costuma ser unilateral

Enquanto não há nenhuma cura para o linfedema, a drenagem linfática pode ajudar a reduzir o inchaço e evitar que o fluido se acumule.

A pré-eclâmpsia é uma condição em que a pressão arterial aumenta e causa disfunção de outros órgãos. É comum após 20 semanas de gestação, mas às vezes pode ocorrer mais cedo na gravidez ou mesmo no pós-parto. Essa é uma condição grave que pode ser fatal.

Espera-se uma certa quantidade de inchaço durante a gravidez, especialmente nas mãos e nos pés. No entanto, um aumento repentino da pressão arterial devido à pré-eclâmpsia pode causar retenção de líquidos e rápido ganho de peso. Se você está grávida e sentir algum desses seguintes sintomas com as mãos inchadas, contate o seu médico imediatamente:

A artrite psoriática é um tipo de artrite que afeta pessoas com psoríase. A psoríase é uma condição da pele marcada por manchas vermelhas na pele escamosa. A maioria das pessoas é primeiro diagnosticada com psoríase, mas é possível que os sintomas da artrite iniciem antes que os sintomas de pele apareçam.

A artrite psoriática pode afetar qualquer parte do seu corpo. Geralmente tende a afetar os dedos das mãos, dos pés, os pés e a parte inferior das costas. Seus dedos, em particular, podem ficar extremamente inchados e parecidos com uma salsicha. Você também pode notar inchaço nos dedos antes de ter qualquer sinal de dor nas articulações.

Outros sintomas da artrite psoriática incluem:

  • articulações doloridas e inchadas
  • juntas quentes ao tocar
  • dor na parte de trás do calcanhar ou na planta do pé
  • dor na região lombar

Não há nenhuma cura para a artrite psoriática. O tratamento se concentra no controle da dor e da inflamação, geralmente por meio de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides ou injeções de esteroides.

O angioedema é causado por uma reação alérgica a algo com o qual você entrou em contato. Durante uma reação alérgica, a histamina e outros produtos químicos são liberados na corrente sanguínea. Isso pode causar inchaço repentino embaixo da pele, com ou sem urticária. Geralmente afeta os lábios e os olhos, mas também pode aparecer nas mãos, pés e garganta.

O angioedema é muito parecido com as irritações cutâneas, mas acontece logo abaixo da superfície da pele. Outros sintomas incluem:

  • vergões grandes, grossos e firmes
  • inchaço e vermelhidão
  • dor ou calor nas áreas afetadas
  • inchaço no revestimento do olho

O angioedema geralmente desaparece por conta própria. Seus sintomas também podem ser tratados com anti-histamínicos orais.

Inchaço das mãos pode ser desconfortável, mas geralmente não é nada a se preocupar. Tente fazer algumas mudanças no estilo de vida e veja se isso ajuda. Se você estiver grávida ou tiver tido linfonodos removidos anteriormente, converse com seu médico. Você pode ter pré-eclâmpsia ou linfedema.

 

Síndrome do desfiladeiro torácico e a síndrome de Paget Schrotter

O desfiladeiro torácico é a compressão das veias e artérias em seu trajeto, dificultando o retorno venoso e podendo causar, entre outros sintomas, o edema de membro superior. A síndrome de Paget Schrotter é a trombose venosa do membro superior, também causando edema, e possivelmente desencadeada pela sindrome do desfiladeiro torácico. Era chamada de rombose venosa de esforço ou mesmo de "doença do andador de bonde", pelo posicionamento do braço e consequente oclusão venosa ao segurar o apoio do bonde.

 

 

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Pressão Alta na Gravidez? E agora?

Fertilidade - seg, 09/23/2019 - 12:31
Pressão Alta

Gravidez

Dra Juliana Amato, ginecologista do instituto Amato, deixa dicas e informações sobre a pressão alta na gestação.

-- transcrição --

Olá, meu nome Juliana Amato sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato, e hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre pressão alta na gravidez. O que é a pressão alta na gravidez? É a pressão que aparece a partir da 20ª semana de gestação alterada, acima de 14 x 9 ela pode acontecer previamente quando a paciente já tem algum problema de pressão e já vem tratando, e ela piora na gravidez ou ela pode ocorrer sem nenhuma alteração anterior. E o que está relacionado ao aparecimento dessa pressão? Aumento de peso. As mulheres que ganham muito peso durante a gravidez. Está associada ao aumento da idade materna, pacientes acima de 35 anos tem maior chance de desenvolver pressão alta na gravidez. A alimentação também está associada com o aumento da pressão arterial. Como eu disse ela pode ocorrer a partir da 20ª semana de gravidez. Qual que é o risco de pressão alta para mulheres na gravidez? Ela pode desenvolver eclampsia. O que é eclãmpsia? É uma situação que pode causar convulsões nessa paciente. É uma condição que já altera a circulação materna fetal podendo ocorrer menos paasagem de sangue e nutrientes para o embrião. Os sintomas mais comuns aumento de peso, dor de cabeça, aumento da dor abdominal, sente mais dor do que o comum. Inchaço: Esse inchaço ocorre mais em pernas e braços, mais para o final da gravidez. Ele pode ser generalizado. Como que a gente faz o controle dessa pressão alta durante a gravidez? Através de alimentação com menos sal, exercícios físicos regulares e um controle de pré-natal muito bem feito. Se com essas medidas. A pressão diminuir. Aí a gente pode entrar com antihipertensivos que tem que ser utilizados até o final da gravidez. O parto normalmente das mulheres com pressão alta são adiantados um pouco, então a partir da 38ª semana, dependendo do grau de sintomatologia dessa paciente e da evolução desse embrião. A gente antecipa o parto para uma segurança maior tanto do bebê quanto da mãe. Para evitar possíveis complicações. Se você gostou do nosso vídeo inscreva-se no canal, de seu like, deixe seu comentário e ative Sininho de notificação para receber mais vídeos. Obrigada.

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Tratando de vasinhos sem (e com) medo de agulha

Vascular Pro - seg, 09/23/2019 - 12:14
Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do instituto Amato, fala sobre como tratar os vasinhos se você tem medo de agulhas. Clique no video e saiba que hoje em dia tem solução. Melhor do que você imagina. #nopainnovein  

-- transcrição --     Olá sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre como tratar de vasinhos se você tem medo de agulha. Bom os vasinhos são aquelas veias bem fininhas que são varizes, a primeira fase das varizes, e que acometem tanto homens quanto mulheres, mas há uma preocupação estética com relação a elas. O tratamento principal mais conhecido é escleroterapia com injeçãozinha com agulha e muitas pessoas têm medo dessa injeção e acabam não fazendo um tratamento adequado porque têm esse medo ou até sentem dor. Então qual são as soluções disponíveis? Em primeiro lugar o laser. O laser é uma técnica onde não há necessidade da escleroterapia da agulha, embora possa ser feita associada, principalmente na técnica CLACs que é o criolaser com a crioanestesia e crioescleroterapia. Mas a gente pode fazer o laser sozinho evitando aí o uso de agulha, Para quem tem medo de agulha. Mas agora mais recentemente a gente pode fazer também com a sedação com óxido nitroso: o óxido nitroso é um gás conhecido como gás do riso e é um gás extremamente seguro para fazer uma uma sedação leve e essa sedação leve a pessoa não dorme e a pessoa fica em uma situação de conforto em que não sente a agulha, não sente dor e embora esteja ciente do que está acontecendo ao seu redor, possa conversar, falar, ouvir o que a gente está falando. Fica nessa sensação de conforto e  deixa a preocupação da agulha de lado. Então existem várias técnicas hoje em dia para evitar esse medo de agulha ou não passar por isso. Você não precisa deixar de fazer o tratamento. E converse com seu cirurgião vascular. Gostou do nosso vídeo? Assine nosso canal. Clica no Sininho e aguarde o próximo.Tags: varizesvenosovasinholaser Select ratingGive Tratando de vasinhos sem (e com) medo de agulha 1/5Give Tratando de vasinhos sem (e com) medo de agulha 2/5Give Tratando de vasinhos sem (e com) medo de agulha 3/5Give Tratando de vasinhos sem (e com) medo de agulha 4/5Give Tratando de vasinhos sem (e com) medo de agulha 5/5 Average: 5 (1 vote)
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Guia do paciente para o auto-diagnóstico de lipedema e lipo-linfedema

Vascular Pro - seg, 09/23/2019 - 09:58

O lipedema (ou "lipoedema") é uma condição crônica que causa um acúmulo anormal de gordura em áreas específicas do corpo. Essa gordura é acompanhada de retenção de líquidos e outras alterações que podem culminar no lipo-linfedema.

Indivíduos com lipedema são frequentemente diagnosticados erroneamente com sobrepeso ou a sua condição é confundida com uma condição de inchaço diferente, conhecida como linfedema

Mas o lipedema é uma condição distinta própria e não trivial. O lipedema é uma doença crônica e progressiva, com implicações únicas na saúde. Requer gerenciamento contínuo dos sintomas para aliviar o desconforto e impedir a progressão para estágios mais avançados, incluindo lipo-linfedema (mais sobre isso mais adiante).  

Uma paciente "típica" de lipedema parece ter a parte inferior do corpo desproporcionalmente acima do peso em comparação com a parte superior. Mas as pacientes com lipedema nem sempre são "típicas", e o acúmulo anormal de gordura é apenas o mais óbvio dos sintomas. Como é uma condição progressiva, os sintomas também pioram e mudam com o tempo. 

O lipedema é surpreendentemente comum, mas não é conhecido. Se você chegou a esta página da web, provavelmente tem alguma ideia sobre o que é e pode ter lido um pouco sobre isso na Wikipedia ou em algum outro recurso online. Com este artigo, espero oferecer muito mais: 

  1. Uma compreensão da biologia subjacente à condição
  2. Como diagnosticar o lipedema e discutir suas descobertas com seu médico de família
  3. Uma compreensão de como seus sintomas podem progredir com o tempo se não forem gerenciados de maneira eficaz

Se você acha que pode ter lipedema, pode aprender como administrar da melhor maneira e impedir a progressão de seus sintomas aqui: Guia do Paciente: Tratamento de Lipedema e Lipo-Linfedema. Não tem certeza se você tem lipedema? Continue lendo abaixo. 

COMO É O LIPEDEMA 'CLÁSSICO'? QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A apresentação clássica é uma mulher com a parte superior do corpo pequena e a parte inferior do corpo desproporcionalmente obesa. Mas há mais do que isso. Também existem apresentações não clássicas, sintomas que dependem do estágio de progressão da doença e sintomas compartilhados com outras doencás. Vamos começar examinando mais de perto os sintomas clássicos:   

SINTOMAS CLÁSSICOS DO LIPEDEMA:

  1. O lipedema ocorre quase exclusivamente em mulheres. Mas também foi observado em homens com desequilíbrio hormonal ou doença hepática.
  2. Parte inferior do corpo é afetada. Geralmente, apresenta-se como acúmulo excessivo de gordura na parte inferior do corpo, começando no topo da crista ilíaca (os ossos na cintura), enquanto a parte superior do corpo permanece fina. Se a parte superior do corpo parecer proporcionalmente obesa, não é provável que seja lipedema. No entanto, também foi demonstrado que o lipedema afeta os braços em cerca de 30% desses pacientes e, nesses casos, geralmente afeta a parte de cima do braço.
  3. Os tornozelos e pés não são afetados. Os pés não acumulam gordura como no ganho de peso regular (MAS podem ser afetados pelo inchaço secundário - mais sobre isso abaixo), e um "colar" de gordura geralmente pode ser visto logo acima dos tornozelos (veja a Figura 1).
  4. O acúmulo de gordura é simétrico. Ambos os lados do corpo são afetados, assim como no ganho de peso normal. Não há um padrão comum para o acúmulo de gordura. Pode fazer as pernas parecerem troncos colunares. Depósitos de gordura também podem aparecer logo abaixo do joelho.
  5. A gordura parece anormal e dolorosa. Ao contrário do acúmulo normal de gordura, as áreas de gordura resultantes do lipedema tendem a ficar muito macias se você aplicar pressão e são fáceis de machucar, formando roxos. Os depósitos de gordura também podem doer sem motivo aparente, e a pele pode se tornar menos elástica.

Figura 1: Lipedema em um paciente que mostra uma apresentação típica, incluindo um acúmulo desproporcional de gordura na parte inferior do corpo em comparação à parte superior e um colar de gordura nos tornozelos (fotografia reproduzida na bibliografia 3).

 

MAS OS SINTOMAS DO LIPEDEMA PODEM SER UM POUCO MAIS COMPLICADOS…

O lipedema também pode afetar os homens em alguns casos. Também não é uma condição estática, mas progressiva. Isso significa que os sintomas da doença geralmente começam leves e gradualmente mudam e pioram se medidas preventivas não forem tomadas. 

O lipedema precoce pode ser muito difícil de diferenciar do ganho de peso simples em indivíduos saudáveis, enquanto que nos estágios avançados do lipedema, a condição pode começar a assumir características adicionais, incluindo sintomas da condição crônica de inchaço conhecida como linfedema. Portanto, a facilidade de diagnosticar corretamente o lipedema muda com o estágio da apresentação. Mais sobre isso abaixo, mas primeiro é útil entender o que causa o lipedema e sua progressão.   

O QUE CAUSA LIPEDEMA?

A causa subjacente do lipedema permanece amplamente desconhecida.

Os sintomas geralmente começam a surgir por volta da puberdade, mas também podem ocorrer após a gravidez ou durante a menopausa ou durante outro evento da vida que desencadeia alterações hormonais significativas. Isso implica uma conexão entre o início e as alterações hormonais, o que não é surpreendente, dado o papel que os hormônios femininos (estrogênio e progesterona) desempenham na deposição normal de gordura. As células adiposas (chamadas adipócitos) possuem receptores de estrogênio (proteínas na membrana celular) que ligam o estrogênio e direcionam o comportamento celular. Os adipócitos também estão ligados às vias da inflamação.

Por que algumas mulheres tem lipedema e outras não? Parece haver um forte componente hereditário para a doença. Mulheres com parentes próximos que têm lipedema são mais propensas a desenvolvê-lo. 15% dos pacientes com lipedema têm histórico familiar da doença, e, na prática vemos bem mais que isso.   

LIPEDEMA É UMA CONDIÇÃO PROGRESSIVA E ISSO TORNA MAIS COMPLICADO O DIAGNÓSTICO.

CASOS MAIS AVANÇADOS TEM MAIS GORDURA?

Sim, casos mais avançados geralmente têm mais acúmulo de gordura. Mas há outras mudanças importantes que ocorrem também. Para entender o que acontece à medida que o lipedema progride, precisamos conhecer um pouco da fisiologia da gordura e das anormalidades subjacentes causadas pelo lipedema.

O QUE CAUSA A PROGRESSÃO DO LIPEDEMA?

Aqui está uma breve explicação de como as células de gordura funcionam e como o lipedema pode estar atrapalhando a função normal para criar uma condição que piora progressivamente. Embora os detalhes completos dessa condição não sejam claros, temos uma idéia geral que ajuda a explicar a causa e a progressão dessa condição. Como você verá, o acúmulo excessivo de fluidos desempenha um papel crítico:

  1. A gordura é composta de células que requerem muito fluxo sanguíneo. As células adiposas (conhecidas como adipócitos) sintetizam, armazenam e metabolizam (liberam a energia da) gordura. Com o ganho de peso, essas células não aumentam em número, mas aumentam de tamanho. As células adiposas são importantes e ativas na manutenção do equilíbrio de gorduras e carboidratos no sangue, e possuem muitos capilares sanguíneos que as alimentam (mais do que músculos). Assim, há muita troca de fluidos que ocorre na gordura.
  2. O tecido adiposo está sob pressão constante para manter o equilíbrio de fluidos ou inchaço. Uma grande quantidade de fluido entra continuamente no tecido adiposo e, da mesma forma, deve ser removida através do sistema venoso (veias e vênulas) e do sistema linfático (vasos linfáticos e linfonodos). Esses sistemas trabalham em conjunto para remover continuamente o fluido acumulado. Se esses sistemas forem insuficientes, ocorrerá inchaço. Por exemplo, a condição de inchaço crônica conhecida como linfedema resulta de dano ou anormalidade linfática.  
  3. A circulação dos líquidos em pacientes com lipedema parece ser anormal, o que pode promover inchaço. Observou-se que os vasos sanguíneos que alimentam os depósitos de gordura nos indivíduos com lipedema são frágeis e com vazamentos, assim como os pequenos vasos linfáticos, sugerindo que o tecido adiposo nos pacientes com lipedema pode estar propenso a acúmulo de líquidos. Também parece haver menos elasticidade na pele de indivíduos com lipedema. Isso aumentaria ainda mais sua suscetibilidade ao acúmulo excessivo de líquidos, uma vez que a tensão criada pela elasticidade da pele atua para aplicar pressão no tecido subjacente, e essa pressão ajuda o fluido a encontrar seu caminho no sistema linfático e também ajuda a bombear o sistema venoso sobre a contração dos músculos. A incapacidade de manter o equilíbrio de fluidos no tecido adiposo pode ser um fator essencial do lipedema. Isso também explicaria por que o lipedema é mais frequentemente observado na parte inferior do corpo do que na parte superior: 
  4. O tecido adiposo na metade inferior do corpo está sob maior pressão para manter o equilíbrio de fluidos do que a parte superior do corpo e, portanto, é mais propenso ao inchaço. A gravidade aumenta o acúmulo de líquido na parte inferior do corpo, especialmente no tecido adiposo. Isso aumenta as demandas nos sistemas venoso e linfático que drenam o líquido dessa área. O acúmulo de líquidos causado pela gravidade é a razão pela qual, mesmo em pessoas com sangue e vasos linfáticos saudáveis, seus pés podem ter um pouco mais de volume à noite do que pela manhã e podem inchar com tempo prolongado em pé ou sentadas. Assim, o tecido adiposo da parte inferior do corpo é desproporcionalmente propenso ao inchaço, e as pacientes com lipedema parecem ter anormalidades na circulação de fluidos que podem exacerbar esse inchaço. Isso sugere que pacientes com lipedema são mais propensas a acumular excesso de líquido nas pernas em comparação com a parte superior do corpo e mais propensas a inchaço nas pernas em comparação com pessoas sem lipedema.    
  5. O inchaço crônico parece promover o acúmulo de gordura. Como você pode inferir do exposto, o lipedema parece causar acúmulo anormal de líquidos, e o tecido adiposo da parte inferior do corpo é particularmente suscetível a isso. O acúmulo crônico de líquidos nas pernas de pacientes com lipedema pode acarretar depósitos anormais de gordura? Essa hipótese parece plausível, embora, como você verá abaixo, seja um problema do tipo quem veio antes, a galinha ou o ovo. Inchaço e seus processos inflamatórios associados têm demonstrado promover o acúmulo de gordura: o acúmulo crônico de excesso de líquido em tecidos tem demonstrado levar a insuficiência linfática, que por sua vez está ligada a um crescimento no tamanho das células de gordura e danos no tecido adiposo. Isso foi observado em pacientes com linfedema em estágio avançado, um distúrbio linfático que causa inchaço crônico.   
  6. O acúmulo de gordura promove ainda mais retenção de líquidos. À medida que um tecido se torna maior, em particular o tecido adiposo, ele atrai mais fluxo sanguíneo. Infelizmente, o sistema de drenagem linfática tem um limite superior de quantidade de líquido que pode remover de um tecido. De fato, foi sugerido que a obesidade crônica sozinha pode iniciar o aparecimento de linfedema secundário - uma condição crônica de inchaço causado pelo excesso de depósitos de gordura que sobrecarregam (e até danificam) os delicados vasos do sistema linfático. Isso significa que o acúmulo excessivo de gordura causado pelo lipedema aumentará o acúmulo de líquidos na parte inferior do corpo e, se exceder a capacidade do sistema linfático local, ocorrerá inchaço. É por isso que, no estágio avançado do lipedema (também conhecido como lipo-linfedema), o excesso de gordura está presente juntamente com um inchaço significativo.   

Embora ainda sejam necessárias muitas pesquisas para entender a biologia subjacente, as observações acima sugerem que um ciclo vicioso pode estar funcionando em pacientes com lipedema. Em resumo, a gordura na parte inferior do corpo é naturalmente suscetível ao acúmulo excessivo de líquidos (inchaço), mesmo em adultos normais. Mas essa suscetibilidade é agravada em pacientes com lipedema que têm excesso de gordura e também anormalidades em pequenos vasos. Infelizmente, o inchaço prolongado por líquidos está associado a um maior acúmulo de gordura, o que, por sua vez, causa mais acúmulo de líquidos - criando uma condição que piora progressivamente. Esse ciclo vicioso parece ser uma explicação para o motivo pelo qual a doença piora progressivamente sem tratamento eficaz e por que esse agravamento não resulta apenas em mais acúmulo de gordura, mas também em retenção de líquidos.     

Isso também oferece uma justificativa para a inclusão de roupas de compressão no tratamento contínuo do lipedema. Embora as roupas de compressão não possam reduzir a quantidade de gordura já presente, elas podem ajudar a diminuir o acúmulo de líquidos e impedir a progressão da doença. Clique aqui para saber mais sobre o uso de roupas de compressão para o tratamento de lipedema. Na ausência de aconselhamento personalizado, existem várias peças mais “genéricas” que parecem ser opções razoáveis, por exemplo as que tem um nível leve de compressão (12-17 mmHg), o que pode ser um bom ponto de partida para indivíduos que nunca usaram compressão antes - veja a Figura 2 abaixo.   

Figura 2: Um exemplo do vestuário genérico de compressão de lipedema da Bioflect, que é de cintura alta, comprimento total até o tornozelo e oferece um nível de compressão baixo a moderado.

SINTOMAS E ESTÁGIO DE LIPEDEMA E LIPO-LINFEDEMA - UMA IMAGEM MAIS COMPLETA

Os sintomas do lipedema mudam com a progressão da doença. Em estágios avançados, o acúmulo excessivo de gordura e a insuficiência e danos progressivos do sistema linfático induz linfedema secundário e acúmulo de líquidos na área. Essa condição combinada conhecida como “lipo-linfedema” (estágio 4) exibe sintomas de lipedema e linfedema de membros inferiores, incluindo inchaço abaixo dos tornozelos e nos pés, que normalmente não é observado no lipedema. 

Por outro lado, pacientes com casos avançados de linfedema não tratado podem começar a ver endurecimento do da pele devido a fibrose, perda de elasticidade da pele e deposição de gordura. Isso significa que casos avançados de lipedema e linfedema podem compartilhar sintomas semelhantes. Para complicar ainda mais o diagnóstico, a obesidade prolongada em indivíduos normais também parece induzir a formação de linfedema secundário e os sintomas associados.  

Então, uma paciente sofre de lipedema, lipedema avançado (lipo-linfedema), linfedema avançado, linfedema secundário induzido pela obesidade ou simplesmente obesidade? Para ajudar no diagnóstico correto (principalmente para casos mais avançados), precisamos entender o histórico de sintomas de uma paciente e como seus sintomas mudaram com o tempo. Em outras palavras, para diagnosticar com precisão o lipedema, precisamos entender o histórico de sintomas de uma paciente no contexto dos quatro estágios da doença:    

SINAIS E SINTOMAS DAS QUATRO ETAPAS DO LIPEDEMA:

1. Lipedema estágio I

Nesta fase, a aparência sozinha não pode ser usada para distinguir entre lipedema e um indivíduo saudável que carrega mais gordura nas pernas. Mas a aparência do paciente em conjunto com as outras características do lipedema do estágio 1 pode ser usada para efetivamente descartar ou descartar a condição em muitos casos. Considero a existência também de um estágio pré-clínico, onde as características ainda não estão evidentes, mas a história familiar e sintomas inflamatórios podem direcionar o diagnóstico

Características do Lipedema em Estágio I:

  1. As pernas parecem ter excesso de gordura desproporcional à parte superior do corpo e a perda de peso não diminui a gordura na área afetada. Essa gordura afeta as duas pernas na mesma extensão e é distribuída uniformemente dos quadris até os tornozelos. Acúmulos de gordura podem aparecer acima e abaixo dos joelhos, dificultando a visualização da forma normal. 
  2. Não há excesso de gordura ou inchaço nos tornozelos ou pés.
  3. A pele parece saudável e não há mudança de cor.
  4. A gordura é dolorosa com a pressão. Os depósitos de gordura causados ​​pelo lipedema geralmente são dolorosos se pressão for aplicada, diferentemente das mulheres saudáveis ​​com pernas mais gordas ou das mulheres com linfedema, nenhuma das quais normalmente consideraria dolorosa uma pressão semelhante.
  5. Os depósitos de gordura podem doer espontaneamente em alguns pacientes, mesmo sem pressão ou sem serem tocados. Essa dor normalmente não responde a medicamentos de venda livre. 
  6. A gordura é anormal. Os depósitos de gordura causados ​​pelo lipedema também são anormais de outras maneiras. O tecido é mais suscetível a contusões devido a uma fragilidade microvascular no tecido (manchas roxas/azuis podem aparecer após eventos menores), processos inflamatórios (que por sua vez causam complicações adicionais) e infecções bacterianas da pele ("celulite"). Embora seja macia, a gordura pode parecer diferente quando comparada a outras áreas de gordura na parte superior do corpo e pode incluir pequenos nódulos de gordura uniformemente dispersos.
  7. O "sinal de Stemmer" é negativo. Isso significa que você é capaz de beliscar e levantar a pele na parte superior dos dedos, perto de onde eles saem do pé. Se o sinal de Stemmer fosse positivo, a carne na parte superior do dedo do pé seria sólida e a pele não poderá ser separada e pinçada. Este teste procura a presença de inchaço e tecido fibrótico nos pés, o que não ocorre no estágio 1 do lipedema. O sinal de Stemmer é positivo nos casos de linfedema nos quais o pé é afetado.
  8. Não há depressão quando a pressão do dedo ou do polegar é aplicada à área de gordura. Este é outro teste para inchaço. Se a pressão do polegar deixar um recuo que gradualmente preenche e desaparece, isso é um sinal de que o inchaço é de natureza líquida e não devido a depósitos de gordura (veja a Figura 3). 
  9. Algum inchaço temporário nos tornozelos ou pés pode ocorrer no final do dia, mas com elevação ou sono, ele tende a desaparecer no lipedema do estágio 1. 

Figura 3: Edema “pontilhado” em paciente com insuficiência cardíaca congestiva (fotografia reproduzida da bibliografia 5).

 

2. Lipedema estágio II e III

Sem os devidos cuidados, o estágio I do lipedema geralmente progride gradualmente para o estágio II. O estágio II tem os mesmos sintomas do primeiro estágio, exceto:

  1. Nódulos de gordura do tamanho de um punho podem começar a se desenvolver na área afetada. 
  2. Nódulos gordurosos podem ser sentidos facilmente. Em vez da sensação suave de gordura, agora podem ser facilmente sentidos pequenos nódulos gordurosos e distribuídos de maneira desigual no tecido. 
  3. A aparência da pele é irregular, com uma aparência texturizada e pode ficar com alteração na coloração. 
O estágio III apresenta endurecimento e espessamento do subcutâneo com os nódulos grandes e protrusão de coxins/acúmulos de gordura especialmente nas coxas e em volta dos joelhos.  

3. Lipedema em estágio IV (também conhecido como lipo-linfedema)

Casos avançados de lipedema levam muitos anos para se desenvolver (uma estimativa sugere que, em média, isso pode levar 17 anos ou mais). O lipedema em estágio IV é caracterizado pelas seguintes alterações:

  1. Pele grossa e endurecida com alguma alteração de coloração.
  2. As pernas não são mais simétricas. Grandes nódulos de gordura deformados se desenvolveram assimetricamente nas pernas, o que pode impedir o movimento normal do membro
  3. Linfedema está presente. O sinal de Stemmer é positivo, e as costas dos tornozelos e pés estão inchadas, indicativos da presença de fluido causado por uma insuficiência linfática secundária que se desenvolveu. Esse inchaço não desaparece após uma noite de sono e se torna linfedema crônico. Se este linfedema não for tratado, ele avançará pelos estágios do linfedema, desabilitando ainda mais o paciente. 

DADA A VARIEDADE DE SINTOMAS, COMO O LIPEDEMA COMUM É DIAGNOSTICADO?

De um modo geral, não muito bem e não com muita frequência. Embora tenha sido relatado que 11% das mulheres sofrem da doença, a apreciação e o entendimento da doença ainda são limitados. De fato, ainda não sabemos ao certo qual é a verdadeira prevalência; as estimativas publicadas variam amplamente de 1 em 72.000 a 1 em 5 mulheres.  

Como o lipedema não é muito conhecido, muitas vezes é incorretamente diagnosticado como obesidade simples ou linfedema primário (uma forma congênita de linfedema que geralmente afeta os dois lados do corpo). Também não ajuda que não haja protocolos padrão ou exames para diagnosticar lipedema no momento.

O lipedema e o lipo-linfedema são diagnosticados com mais eficácia pelo exame físico com palpação, combinado com um exame do histórico clínico da paciente e do histórico familiar, e não através de exames diagnósticos. O histórico familiar pode ser útil porque o lipedema tem um componente hereditário; estima-se que 15% das pessoas com lipedema tenham um membro da família com a condição.  

COMO EU POSSO FAZER O DIAGNÓSTICO DO LIPEDEMA E LIPO-LINFEDEMA, E COMO POSSO OBTER UM DIAGNÓSTICO FORMAL?

Primeiro, se você tiver um inchaço inexplicável que apareceu muito recentemente, consulte um médico imediatamente. Existem muitas causas potenciais para o inchaço inexplicável, e algumas delas podem ser muito graves. Como a doença é crônica, e não aguda, qualquer queixa que tenha pouco tempo, diminui a probabilidade de ser lipedema. Você também deve consultar o seu médico de família para discutir quaisquer problemas de longa data que você está enfrentando com o inchaço. 

Fizemos esse questionário de lipedema para tentar direcionar as queixas. Quanto maior a pontuação, maior a probabilidade de ser lipedema, mas não há um valor de corte.

Pode ser difícil para quem sofre de lipedema obter um diagnóstico correto e oportuno. Infelizmente, não existe um teste simples, portanto, diagnosticá-lo geralmente requer um pouco de investigação. Encontrar o melhor médico para o diagnóstico e tratamento do lipedema pode não ser fácil.

Se você suspeitar que tem essa condição, use a estratégia descrita abaixo para tentar diagnosticar. Muitos médicos de família e clínicos têm um conhecimento limitado do lipedema e, portanto, sua auto-avaliação (veja questionário de lipedema) podem ajudar você a obter um diagnóstico formal. O autodiagnostico, obviamente, não pode substituir um diagnóstico formal por um profissional de saúde experiente, mas ajuda você a falar de forma eficaz sobre os sintomas, você pode ser capaz de direcionar melhor o seu cuidado e obter o diagnóstico que você precisa. Como alternativa, procure diretamente um profissional de saúde com conhecimento sobre lipedema, se puder.      

Veja como você pode diagnosticar lipedema e lipo-linfedema, bem como efetivamente procurar um diagnóstico formal: 

  1. Responda o questionário de lipedema
  2. Descubra se você tem um histórico familiar da doença. 
  3. Familiarize-se com os estágios de lipedema descritos acima e com os sintomas associados.
  4. Investigue seus sintomas e anote-os. Quais sintomas acima você está enfrentando atualmente? Isso inclui sentir diferenças de textura entre a gordura na área afetada e a gordura em outras áreas do corpo. Se sentem diferentes? Seus sintomas se encaixam em um dos estágios do lipedema acima? Lembre-se de que pode ser difícil fazer uma boa avaliação objetiva do próprio corpo (mesmo para profissionais de saúde) e, especialmente, sem experiência.   
  5. Como seus sintomas mudaram com o tempo?
  6. Anote uma linha do tempo para seus sintomas - quando você notou algo em desenvolvimento? Que sintomas você teve então, como progrediram desde então e em que período? Você tem outros sintomas que não se enquadram na descrição acima? Faça um registro deles também. 
  7. Depois de fazer o que disse acima, você poderá fazer uma tentativa razoável de excluir ou eliminar a possibilidade de ter lipedema. A parte complicada vem do fato de que existem outras condições que podem causar sintomas semelhantes, e é por isso que você definitivamente deve discutir suas descobertas com seu médico de confiança.
  8. Discuta seu cronograma de sintomas e histórico familiar com seu médico e informe-os de que você acredita ter lipedema. Seja paciente com seu médico, pois eles podem ter um conhecimento muito limitado do lipedema e ainda menos experiência em vê-lo em primeira mão. Por outro lado, eles podem acreditar que seus sintomas são atribuíveis completamente a outra condição, e não de fato devido ao lipedema. Ele fará o que é necessário para excluir outras possibilidades diagnósticas antes de aceitar ou ratificar o diagnóstico de lipedema. Por sua vez, você deve estar aberto à possibilidade de não ter lipedema e de que seus sintomas são atribuíveis a outra doeça.
  9. Se o seu médico se surpreender com os sintomas ou sentir que não possui conhecimento suficiente sobre o lipedema, você pode solicitar uma indicação ou procurar uma segunda opinião (às vezes terceira, quarta, quinta.... esperamos que não chegue nessa situação).  

Se você suspeitar que tem lipedema, pode aprender sobre como controlá-lo e impedir a progressão dos sintomas aqui: Guia do Paciente: Tratamento de Lipedema e Lipo-Linfedema

 

 

Bibliografia:

Földi E., and Földi M. Földi’s Textbook of Lymphology. 3rd Germany: Elsevier GmbH. 2012 p364 – 369. Herpertz U. Krankheitsspektrum des Lipödems an einer lymphologischen Fachklinik – Erscheinungsformen, Mischbilder und Behandlungsmöglichkeiten. Vasomed 1997 5:301–307. Buck D.W, Herbst K.L. Lipedema: A Relatively Common Disease with Extremely Common Misconceptions. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2016 Sep 28;4(9)  link to article Child A.H., Gordon K.D., Sharpe P., et al. Lipedema: an inherited condition. Am J Med Genet A. 2010. Apr;152A:970–6. https://doi.org/10.1002/ajmg.a.33313 Trayes K.P., Studdiford J.S. et al. Edema: Diagnosis and Management. Am Fam Physician. 2013 Jul 15;88(2):102-10. https://www.aafp.org/afp/2013/0715/p102.html Reich-Schupke S., Altmeyer P., Stucker M. Thick legs – not always lipedema. J Dtsch Dermatol Ges. 2013 Mar;11(3):225-33. https://doi.org/10.1111/ddg.12024 Weissleder H., Schuchhardt C. Lymphedema diagnosis and therapy. 4th Germany: Viavital Verlag. 2008 p294 – 323.Tags: lipedema Select ratingGive Guia do paciente para o auto-diagnóstico de lipedema e lipo-linfedema 1/5Give Guia do paciente para o auto-diagnóstico de lipedema e lipo-linfedema 2/5Give Guia do paciente para o auto-diagnóstico de lipedema e lipo-linfedema 3/5Give Guia do paciente para o auto-diagnóstico de lipedema e lipo-linfedema 4/5Give Guia do paciente para o auto-diagnóstico de lipedema e lipo-linfedema 5/5 Average: 5 (2 votes)
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6 sinais de que você tem intolerância alimentar - e o que você precisa fazer sobre isso

Vascular Pro - seg, 09/23/2019 - 09:52
  Sentir-se ansioso, cansado ou mesmo sofrendo de dor nas articulações é frequentemente considerado parte do estresse da vida moderna. Mas podem ser indicadores de intolerância alimentar, e simplesmente cortar algo da sua dieta, pode melhorar a sua saúde e bem-estar.  Veja agora os seis sintomas mais comuns que mostram que seu corpo está reagindo a um determinado alimento que você consome. As intolerâncias alimentares, muitas vezes confundidas com alergias, são completamente diferentes. Os sintomas podem levar até 72 horas para aparecerem e a gravidade pode variar de pessoa para pessoa.   Dra. Gill Hart, bioquímico, disse: “Uma intolerância alimentar pode ocorrer quando seu corpo tem problemas para digerir certos alimentos. Quando isso acontece, com o tempo, grandes partículas das proteínas dos alimentos podem entrar na corrente sanguínea. O sistema imunológico às vezes vê essas partículas como uma ameaça e produz anticorpos para 'atacá-las'. O sistema imunológico do seu corpo responde criando inflamação. É essa inflamação que pode desencadear sintomas que, se não forem tratados, podem se desenvolver ao longo do tempo e causar doenças. Aqui estão seis sinais de que você pode ter intolerância alimentar. 1. Cansaço ou fadiga A causa mais comum de cansaço é a falta de sono, mas a ciência mostrou que comida e bebida podem ter um grande impacto nos seus níveis de energia. Muitas pessoas associam intolerâncias alimentares a problemas digestivos, como o inchaço e a síndrome do intestino irritável (SII). No entanto, ter fadiga e pouca energia também são sintomas de intolerância alimentar. De fato, uma em cada cinco pessoas que fazem exames  de intolerância alimentar, o fazem por estar sentindo cansaço. 2. Coceira na pele ou eczema  A intolerância alimentar também pode contribuir para queixas relacionadas à pele. Se você estiver enfrentando crises prolongadas de comichão e coceiras na pele, sem uma causa óbvia, pode ser uma boa ideia analisar a sua dieta. As pessoas que tendem a desenvolver eczema são categorizadas como 'atópicas', o que significa que elas têm um sistema imunológico hiperativo, fazendo com que a pele fique facilmente inflamada. Se há algo que você está comendo que está causando inflamação no corpo, existe a possibilidade de que isso possa afetar a sua pele, o que significa que manter uma dieta "amiga" do eczema pode ser a chave no gerenciamento de crises. 3. Sintomas de SII Os sintomas da síndrome do intestino irritável (SII) incluem dores abdominais, gases, inchaço e constipação. A SII pode ser desencadeada por certos alimentos que irritam o sistema digestivo e também pode ser um sintoma de intolerância alimentar. Estudos descobriram que o intestino irritável está ligado a um intestino hipersensível e muitas pessoas encontram alívio ao eliminarem certos alimentos da sua dieta. 4. Dor nas articulações Você tem dores e desconfortos gerais que não podem ser explicados por uma condição subjacente? Seja sábio e olhe para o que você está comendo. Nós somos o que comemos. Se você sentir dores nas articulações em geral, pode valer a pena considerar qual o papel da sua dieta, porque uma intolerância alimentar pode estar contribuindo para esses problemas. Segundo a Associação de Artrite, o que você come pode causar inflamação no corpo e nas articulações, o que pode levar à dor.   Eles dizem que os alimentos que podem causar inflamação incluem açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans, encontradas em alimentos como pizza e queijo. 5. Ansiedade Se você se sente constantemente ansioso, pode valer a pena dar uma olhada no que está colocando em seu prato e consequentemente no seu corpo. Pesquisas mostraram que a inflamação gastrointestinal, um dos sintomas mais frequentes de intolerância alimentar, é frequentemente encontrada naqueles que mostram sinais de depressão e ansiedade. A relação entre o intestino e a saúde mental geralmente é bidirecional. Isso significa que, se você estiver se sentindo deprimido, é provável que a saúde do seu sistema digestivo sofra, e se você estiver com problemas gastrointestinais, a chance de sofrer de depressão e ansiedade aumenta. As reações aos alimentos variam muito de pessoa para pessoa e um ingrediente que pode causar problemas para uma pessoa pode ser bom para outra. Chamamos isso de nossa 'impressão digital de comida' pessoal, e é por isso que as intolerâncias alimentares podem ser tão difíceis de identificar sem ajuda. 6. Enxaqueca As enxaquecas são dores de cabeça intensas e latejantes, que também podem ser acompanhadas por náusea, vômito e sensibilidade à luz, barulho ou cheiro.   A Universidade de York conduziu uma pesquisa para entender os benefícios das dietas de eliminação com base nos resultados de um teste de intolerância alimentar. Das 259 pessoas que relataram ter enxaqueca, 76% relataram uma melhora ao remover seus alimentos "desencadeantes". O que você pode fazer e como pode ser examinado? A intolerância alimentar pode afetar muitas áreas, incluindo digestão, pele, níveis de energia, respiração, articulações, lipedema e até saúde psicológica. Em nossa experiência, os sintomas mais comuns de intolerância alimentar variam entre enxaquecas, eczema, sintomas e inchaço da SII, dor nas articulações, asma, cansaço e ansiedade. Atualmente, o teste de intolerância alimentar não é oferecido pelos convênios. Em vez disso, as pessoas são incentivadas a eliminar certos alimentos um a um para identificar uma intolerância. No entanto, isso geralmente pode ser complicado, pois os sintomas podem não aparecer até 72 horas depois de você ter comido um alimento 'problemático'. Existem testes clínicos, onde analisamos as reações IgG a uma ampla variedade de ingredientes de alimentos e bebidas. Sempre incentivamos as pessoas preocupadas com os sintomas a consultarem seu clínico geral para descartar quaisquer condições subjacentes.  Tags: dietaintolerância alimentar Select ratingGive 6 sinais de que você tem intolerância alimentar - e o que você precisa fazer sobre isso 1/5Give 6 sinais de que você tem intolerância alimentar - e o que você precisa fazer sobre isso 2/5Give 6 sinais de que você tem intolerância alimentar - e o que você precisa fazer sobre isso 3/5Give 6 sinais de que você tem intolerância alimentar - e o que você precisa fazer sobre isso 4/5Give 6 sinais de que você tem intolerância alimentar - e o que você precisa fazer sobre isso 5/5 Average: 5 (1 vote)
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Causas de sangramento vaginal

Fertilidade - qui, 09/19/2019 - 11:56

O sangramento vaginal pode não ser causado por doenças subjacentes. Algumas causas comuns incluem menstruação, objetos inseridos no corpo (como um DIU), efeitos colaterais de medicamentos ou parto.

O sangramento intermenstrual tem muitas causas possíveis. Por si só, não indica necessariamente uma condição séria.

O sangramento vaginal é considerado anormal se ocorrer:

  • Quando você não está esperando o período menstrual
  • Quando o fluxo menstrual é mais leve ou mais pesado do que o esperado
  • Em um momento inesperado, como antes de 9 anos de idade, durante a gravidez ou após a menopausa.

Durante a gravidez, um sangramento pode significar complicações graves, como gravidez ectópica ou aborto espontâneo. Nesses casos, sempre se deve procurar ajuda médica.

Outras causas de sangramento intermenstrual incluem:

Outras causas menos comuns de sangramento vaginal anormal que pode ser mais grave incluem:

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Gravidez + Diabetes = Diabetes Gestacional

Fertilidade - seg, 09/09/2019 - 09:48

Conheça os principais riscos de se ter diabetes gestacional e saiba como se prevenir. Assista ao vídeo e compartilhe. Dra Juliana Amato, ginecologista especialista do Instituto Amato explica o assunto.

-- transcrição --

Olá, meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra da Clínica Amato. Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre diabetes gestacional. E diabetes gestacional é a condição de diabetes que ocorre somente na gravidez. O que ocorre é que no início da gravidez a placenta é formada e com isso a placenta é responsável pela produção de vários hormônios que mantêm o equilíbrio hormonal. Diante das inúmeras alterações hormonais que a grávida vai ter durante a evolução da sua gestação. A placenta é formada nesse início de gravidez e o que ocorre é que essa essa vascularização da placenta ela não é bem formada e com isso tem uma alteração na homeostase da insulina. Então a diabetes ela começa a aparecer. A glicemia ela aumenta e começa a ter sintomas de diabetes e os sintomas são: aumento da ingestão de água, aumento da urina durante a gestação, vai mais vezes ao banheiro, para urinar. Mas não é toda a urina porque quando a gente está grávida o útero cresce então a gente vai mais vezes ao banheiro. Quando a gente está grávida o útero cresce e comprime a bexiga. Nós vamos mais vezes ao banheiro então tem um aumento dessa frequência de ir ao banheiro. Na diabetes gestacional já é uma coisa exagerada, já é uma urina mesmo em grande quantidade a urina ela pode ficar mais amarelada.  Para o feto, para o bebê, o que pode ocasionar? Aumento de peso então foram aqueles grandes, gordinhos, que nascem muito maiores do que o esperado e com isso quando ele nasce ele pode ter hipoglicemia. Ele pode ter obesidade quando mais velho e ele pode ter um maior risco de diabetes gestacional quando ele for adulto. Quais exames  são feitos para diagnosticar uma diabetes gestacional? Inicialmente no pré natal e avaliada com um exame de glicemia mas a partir da 24ª semana é solicitado um exame de teste de tolerância oral a glicose. Ele vai fazer o diagnóstico dessa diabetes gestacional. Como que a gente faz o manejo dessa diabetes gestacional? Como a gente faz o tratamento? Inicialmente o tratamento é adequar a alimentação à dieta, e exercícios físicos na medida da pessoa que ela está acostumada mas tem que fazer um exercício físico. Mudanças de hábitos mesmo ter hábitos mais saudáveis. Se a diminuição da ingestão de carboidratos, de açúcar como a frutose, como os açúcares em geral não melhorarem essa condição de diabetes gestacional, aí sim é indicado entrar com insulinoterapia. No caso de gestante, o mais usado é a insulina, não pode ser os hipoglicemiantes orais porque eles são contra indicados durante a gravidez. Normalmente esse controle  é até razoável se a paciente ajudar junto com a alimentação. Então leva-se uma gravidez até o termo, até o final, normal, mas depois da gravidez, ainda tem que fazer um acompanhamento porque a maioria das pacientes que adquiriram diabetes gestacional  passam após 12 semanas pós parto a não ter mais essa condição. Mas algumas dependendo do nível de glicemia se for bem controlado ou não elas continuam sendo diabéticas. Por isso é importante o acompanhamento com seu obstetra e fazer um pré natal muito bem feito. Se você gostou desse vídeo inscreva-se no nosso canal, ative a Sininho de notificação, deixe seu comentário, deixe seu like que você receberá novos vídeos. Obrigada.

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Classificação de gravidade para varizes. Onde vc está?

Vascular Pro - seg, 09/09/2019 - 09:35
Clique no video e veja a sua classificação. Sabendo a classificação é possível saber o melhor tratamento. Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do instituto amato (www.amato.com.br), explica como os cirurgiões vasculares usam essa classificação. #nopainnovein  

  -- transcrição --   Olá sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre a classificação de gravidade para varizes que é a classificação de CEAP. O C significa Clínico, o E de etiológico,  o P de fisiopatológico em inglês, e o A  de anatômico. Então classificação de CEAP, a gente usa para classificar o paciente na sua gravidade da sua doença e assim a gente consegue indicar o melhor tratamento. Então quando eu falo de CEAP 1 2 até 6 eu estou falando da classificação C que é a classificação clínica então a classificação C 1 ou CEAP 1 seria aquele paciente que tem as teleangiectasias, aqueles vasinhos bem fininhos nas pernas e esses vasinhos incomodam esteticamente. A classificação se CEAP 2 são as veias varicosas aquelas veias maiores podem ficar do tamanho de um dedo às vezes um pouquinho menor às vezes um pouquinho maior. São veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nu. Então a classificação 2. A aparência das veias não importa desde que elas já sejam maiores do que os vasinhos. Na classificação CEAP 3 ou C3 já tem inchaço então o edema é importante para colocar o paciente na classificação do CEAP 3 e na presença ou não de varizes então pode haver uma insuficiência venosa crônica , uma insuficiencia  venosa profunda algo que acaba colocando o paciente nessa classificação. A classificação CEAP 4 é aquele paciente que já tem os danos na pele por causa da insuficiência venosa então ele pode apresentar manchas na pele a hipercromia, lipodermatoesclerose,  que é essa pele mais endurecida parece um couro, pequenas manchas brancas como atrofia Alba, perda de pêlos eczema que leva coceira e várias outras lesões de pele. A classificação CEAP C5 é aquele paciente que já teve uma úlcera e conseguiu cicatrizar. Então ninguém que está na classificação CEAP 4 vai direto para CEAP 5 acaba indo pro CEAP 6 que é a úlcera venosa. A presença de feridas de longa duração passa a se chamar úlcera. As úlceras varicosas, úlceras venosas, úlcera hipertensão venosa. Elas são grandes feridas, muitas vezes não dói. Quando dói alguma coisa está associada com uma infecção ou uma doença arterial. Essas úlceras então a classificação de CEAP C6 é o paciente que consegue tratar uma úlcera CEAP C6 ele volta para uma classificação C5. Então quando a gente consegue classificar o paciente de C1 a C6, a gente consegue dizer qual que é o melhor tratamento para o caso. Então CEAP C1 o tratamento mais voltado para a estética, tratamento C2 será a micro cirurgia ou o tratamento estético, o tratamento do C3 a gente começa a ter que ser um pouquinho mais invasivo para diminuir a insuficiência venosa. Tratamento no CEAP C4 tem que ser mais invasivo. A gente tem que resolver o problema, porque o próximo passo é úlcera  venosa. O tratamento do C5, na verdade é a prevenção da abertura de uma nova úlcera e o tratamento de C6 que é a úlcera aberta. Existem várias técnicas mas sempre visando o fechamento da úlcera para depois o tratamento da insuficiência venosa. Gostou dos nossos vídeos? Assine nosso canal. Clica no Sininho aqui pra receber todas as notificações! E aguarde o nosso próximo vídeo. Até a próxima.Tags: amatotvvideovarizes Select ratingGive Classificação de gravidade para varizes. Onde vc está? 1/5Give Classificação de gravidade para varizes. Onde vc está? 2/5Give Classificação de gravidade para varizes. Onde vc está? 3/5Give Classificação de gravidade para varizes. Onde vc está? 4/5Give Classificação de gravidade para varizes. Onde vc está? 5/5 Sem avaliações
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Doenças da tireoide na gestação.

Fertilidade - ter, 09/03/2019 - 13:33

Tireóide e gestação. Qual o problema da doença de tireoide na gestação? A Dra Juliana Amato, ginecologista e obstetra do instituto Amato  explica como a tireóide influencia na gravidez.

 -- transcrição --

Olá meu nome é Juliana Amato. Eu sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre as doenças da tireoide na gestação. Existem casos em que a mulher  já pode ser portadora de um hipertireoidismo ou de hipotireoidismo na gravidez. E como é feito esse tratamento esse tratamento é feito com hormônio tireoidiano. Não é contra indicado durante a gravidez. O hormônio tireoidiano a mulher que já tem uma predisposição a ter alguma doença da tireoide pode fazer o seu tratamento normal que Não tem problema. Outra possibilidade que existe é você ter alguma alteração da tireoide durante a gravidez, sem que você tenha essa operação anterior, ou seja, a gestação ela muda muito o corpo da mulher, o funcionamento do seu organismo. A placenta produz muitos hormônios e durante a gestação esses hormônios podem ter um pouquinho de desequilíbrio e pode afetar a tireoide o que é importante durante a gravidez. Que você faça um acompanhamento com seu obstetra e que faça exames de tireoide periódicos como hormônio TSH. Para fazer esse diagnóstico precoce. Em casos de gravidez a gente tem  muito comum um hipotireoidismo subclínico onde a gente tem algumas alterações pequenas da tireoide que fora da gravidez não precisariam de tratamento mas, pela situação de gravidez, elas necessitam. E o que pode ocasionar o hiper ou hipotireoidismo na gravidez. Ele pode ocasionar sangramentos durante a gravidez. Alterações quanto à formação de placenta. Pode ocasionar perda gestacional precoces. Então é muito importante que no início da gravidez faça-se o diagnóstico e se não fizer no início da gravidez tem um acompanhamento periódico para se caso tiver alguma alteração na tireoide que seja de pronto visto e tratada. Se você gostou desse vídeo inscreva-se no nosso canal. Dê seu like. Deixe seu comentário e ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos. Obrigada.

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Cirurgia com laser elimina todas varizes?

Vascular Pro - ter, 09/03/2019 - 13:28
Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, responde pergunta muito frequente: Cirurgia com laser elimina todas varizes?  

  --- transcrição ---     Olá Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou responder uma pergunta muito frequente: se a cirurgia de varizes com o laser é capaz de eliminar todas as varizes. Bom a cirurgia com laser ela é muito eficaz no tratamento das veias maiores como safena: safena magna, safena parva pode ser usada também algumas veias não nominadas mas permitem a passagem da fibra ótica, mas há uma limitação do laser para resolver todas as varizes. Então a gente precisa associar alguma outra técnica com a micro cirurgia possivelmente, mas normalmente quem faz essa pergunta está preocupado com outra coisa. Está preocupado se vai fazer essa cirurgia com laser vai resolver o problema de varizes para o resto da sua vida. Então na verdade a doença varicosa  é uma doença genética, quando primária, essa doença genética você vai carregar a vida toda; não tem como a gente fazer o tratamento genético ainda. Então a gente faz o tratamento com laser com micro cirurgia. Com a cirurgia tradicional com a escleroterapia. Todas essas técnicas visam eliminar as veias presentes no momento. Hoje. Agora, outras veias podem se desenvolver no futuro devido à genética. É óbvio que existem medidas profiláticas que sabendo da prevalência das varizes você pode fazer exercício, pode fazer manter a panturrilha bem exercitada para bombear bem o sangue. Veja nossos vídeos sobre prevenção das varizes e, assim, a gente consegue fazer o tratamento adequado das varizes atuais. Agora, todo mundo que faz cirurgia de varizes vai precisar fazer uma nova cirurgia no futuro? Na verdade em torno de 10% dos pacientes que fazem cirurgia hoje vão precisar de algum outro procedimento no futuro. Então 90% dos pacientes resolvem o problema e não precisam se preocupar. Agora essa pequena parcela de 10% vão precisar fazer outro procedimento no futuro e isso pode ser uma nova  cirurgia. Mas isso também não significa que vai ser uma cirurgia grande ou uma cirurgia complicada. A cirurgia de varizes principalmente com laser é uma cirurgia minimamente invasiva que se feita hoje, se você possivelmente precisar fazer no futuro, ela é feita com sedação, anestesia local, é bem tranquilo. Não precisa evitar o tratamento das varizes hoje, pensando que talvez haja a necessidade de um tratamento no futuro. Resolva o problema hoje e se for necessário algum tratamento no futuro, a gente vai ver o que lá naquela época será o mais indicado. Gostou dos nossos vídeos? Assine nosso canal. Clica no Sininho! E aguarde o próximo.Tags: laservarizesamatotvvideo Select ratingGive Cirurgia com laser elimina todas varizes? 1/5Give Cirurgia com laser elimina todas varizes? 2/5Give Cirurgia com laser elimina todas varizes? 3/5Give Cirurgia com laser elimina todas varizes? 4/5Give Cirurgia com laser elimina todas varizes? 5/5 Average: 5 (1 vote)
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Saiba mais sobre trombose e avião

Vascular Pro - ter, 09/03/2019 - 11:56

Já falamos sobre trombose no avião antes e trombose em viagens prolongadas.

Os pontos principais são:

  • Trombo é um coágulo que se torna um vaso sanguíneo
  • Trombos podem ser formados em veias superficiais ou profundas da pele, mas só esses últimos são potencialmente perigosos
  • O trombo ou parte dele pode se desprender, se deslocar pela corrente sanguínea e se alojar em uma artéria pulmonar, por exemplo, obstruindo a passagem de sangue 
  • Quando está em movimento o trombo recebe o nome de êmbolo
  • O sangue das veias das pernas segue para o coração e, em seguida, para os pulmões.
  • Quando um êmbolo originado pela veia da perna obstrui uma ou mais artérias dos pulmões, tem-se uma embolia pulmonar.
  • A gravidade da embolia pulmonar depende do tamanho e da quantidade de êmbolos
  • Um êmbolo pulmonar grande pode obstruir todo ou quase todo o sangue que vai do lado direito do coração até os pulmões, causando rapidamente a morte.
  • Êmbolos em massa não são frequentes, mas não é possível prever quando uma trombose de uma veia profunda evoluirá para uma embolia maciça.

3 fatores contribuem para o desenvolvimento de uma trombose

  • Lesões no revestimento interno da veia
  • Hipercoagulabilidade
  • Atraso da corrente sanguínea nas veias por um repouso prolongado

Como Ocorre

  • Ao ficar muito tempo parado, o sangue pode estagnar numa veia profunda
  • O sangue parado propocia a formação de um coágulo no local
  • O coágulo pode prejudicar a passagem de sangue e causar uma trombose
  • O coágulo pode migrar para alguma artéria do pulmão, parar na região e causar uma embolia pulmonar

 

O QUE FAZER NOS VÔOS?

 

O que deve fazer:

  • Usar sapatos cômodos
  • Usar roupas confortáveis
  • Beber bastante líquidos
  • Sentar-se no corredor

 

O que Não deve fazer

  • Não usar salto alto
  • Não tomar calmantes
  • Não tomar bebidas alcoólicas

 

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Quem é o melhor médico para tratar de Lipedema?

Vascular Pro - sab, 08/31/2019 - 12:28

Bom, se você chegou até esta pergunta, já teve ter o diagnóstico de Lipedema e já deve ter percebido que não é fácil encontrar algum especialista no assunto. Quando tentam te corrigir, dizendo que deve ser linfedema, já passa pela cabeça que não sabe nada do assunto, e quando tentam dizer que a culpa é sua e que a obesidade só se deve a não conseguir controlar o que come, deve dar uma sensação de desamino gigante.

Ainda mais, se você pesquisa muito e encontra gente dedicada somente em São Paulo, ou longe de sua cidade natal, vem o desespero. Como tratar o lipedema sem ter a quem recorrer?

O problema vem de longe, se o lipedema não é ensinado nas escolas médicas, em nenhuma disciplina, como encontrar algum especialista? Bom, é um trabalho de formiguinha, eu, como professor de cirurgia vascular da UNISA, ensino os meus alunos sobre o Lipedema, então eles, quando estiverem no mercado, deverão, se bons alunos, estarem cientes e atentos a esse diagnóstico. A semente está plantada para o futuro. Mas e para o presente? Para a sua necessidade atual.

Nos Estados Unidos, a prof Karen Herbst é endocrinologista e dedicada ao assunto lipedema, na Alemanha, o especialista Stefan Rapprich é dermatologista, em outros lugares cirurgiões vasculares, flebologistas e linfologistas por se depararem em maior frequência com essa enfermidade pelo diagnóstico diferencial do linfedema podem estar atentos ao diagnóstico, principalmente de casos mais típicos e aparentes, como aqueles lipedemas abaixo do joelho. Alguns cirurgiões plásticos, por fazerem lipoaspiração em outras partes do corpo, podem se arriscar ao tratamento cirúrgico, principalmente das áreas mais proximais como coxas e culotes, muitas vezes sem nem fazer o diagnóstico do lipedema, mas por buscar a estética acabam melhorando “por tabela” os sintomas do lipedema, porém às vezes sem usar as melhores técnicas. Obviamente, a busca estética do lipedema é um pouco diferente da busca à melhora sintomática. Essa é uma diferenciação essencial. Outros especialistas como nutrólogos podem também acertar o tratamento inflamatório sem mesmo o diagnóstico preciso do lipedema. Pois o lipedema apresenta um aspecto inflamatório muito grande associado à deposição de gordura. Isso acontece porque sendo uma doença crônica e sistêmica, ao tentar melhorar algum aspecto secundário da doença, pode haver uma melhora parcial. Mas sem o conhecimento abrangente, você pode não atingir os melhores resultados.

Minha primeira dica é ter o diagnóstico certeiro com alguém especialista, mesmo que distante, ou pelo menos um alto grau de suspeita, com um questionário de direcionamento de diagnóstico. E, com essa certeza, começar sua busca.

A segunda dica é buscar serviços multiprofissionais que abordem os aspectos clínicos e cirúrgicos. A cirurgia não é solução definitiva e nem solução única. Assim como o tratamento clínico não é perfeito e nem definitivo. Os melhores resultados são obtidos ao fazer uma abordagem ampla. Portanto, serviços que disponham de fisioterapeuta, nutricionista, cirurgião vascular, cirurgia plástica e endocrinologista são os mais indicados. As comorbidades associadas ao lipedema, como o linfedema em fases avançadas e a lentificação do retorno linfático nas fases iniciais do lipedema fazem do cirurgião vascular peça essencial nessa abordagem, e aquele que, mesmo com conhecimento parcial da enfermidade, podem ajudar bastante ao propor medidas de melhora do retorno linfático. O nutricionista/nutrólogo/endocrinologista, caso estudioso do assunto, pode abordar a dieta cetogênica e anti-inflamatória úteis na melhora sintomática e deposição de gordura da doença. O fisioterapeuta, ao fazer a drenagem linfática correta, também melhora a doença e ajuda a prevenir a evolução. O endocrinologista pode auxiliar nas variações hormonais, muitas vezes associadas.

A terceira dica é, se não encontrar especialistas no assunto, procurar médicos dedicados e estudiosos que se interessariam pelo caso e estudariam o assunto. Médicos notórios por envolver-se com o problema do paciente são os bons clínicos gerais, médicos de família e geriatras. Leve artigos científicos sobre o lipedema, e estejam de cabeça aberta para ouvir que não sabem sobre o assunto, mas que estudariam e se colocariam a disposição para ajudar. Às vezes isso assusta, eu sei. Imagino ir a um médico que fala que não sabe nada sobre o assunto, a vontade é nunca mais voltar. A tendência é pular de médico em médico e não ter um acompanhamento prolongado, e assim, nenhum médico se desenvolve nesse assunto. Mas existem muitos médicos dedicados e estudiosos, que não tem vergonha em assumir desconhecer um assunto e estuda-lo. Também existem médicos que não estão abertos a novos conhecimentos. Diferenciá-los é uma arte. Esses que estão abertos a novos conhecimentos são os melhores médicos. Em algum momento há muitos anos eu também não tinha solução para o lipedema. Lembro de um colega médico que há anos me perguntou qual o tratamento do lipedema, pois as mulheres de sua família sofriam desse mal. Na época minha resposta foi muito exercício físico e meia elástica. Senti sua decepção ao ouvir isso, não era o que queria ouvir. Com o passar dos anos, muita dedicação ao assunto, congressos internacionais de lipedema, artigos científicos e capítulos médicos publicados e acompanhar o serviço do especialista alemão de lipedema Stefan Rapprich, encontrei-o novamente e disse que naquela época podia oferecer tratamento mais abrangente. Hoje, sua família é minha paciente e está com os sintomas controlados. Conto isso porque eu tive que estudar e me dedicar ao assunto após a faculdade e especialização em cirurgia vascular. O que eu podia oferecer de tratamento há 5 anos é muito diferente do que posso hoje, não só a medicina evoluiu, mas eu também. Se você tiver paciência e encontrar um médico dedicado em sua cidade, você pode ser a razão de criar um novo especialista no assunto. Invista nele, assim como ele pode investir em sua doença. Não coloque a culpa no sistema. Assuma postura diferente de participar da solução e não de procurar solução pronta.

O mundo está começando a se dedicar a esse assunto, com trabalhos científicos publicados mensalmente. O conhecimento médico está se ampliando. A genética do lipedema está sendo investigada. E sabemos que, por ser uma doença poligênica nenhuma paciente é igual a outra. A melhor solução para uma pode não ser para outra. Cuidado com todas as certezas que são apresentadas. Cuidado com as soluções prontas e definitivas. E cuidado com soluções definitivas significa não partir para a cirurgia de lipedema sem antes estudar sobre o assunto e entender que o tratamento clínico permite alterações e a cirurgia não tem volta. Estude sobre o assunto, entenda as limitações da medicina atual. Esteja preparada para compreender a doença às vezes até mais do que seu médico. Novamente, isso pode ser assustador. Imagino ir a um médico e saber mais do que ele sobre sua doença. Mas isso não o inviabiliza como cuidador. O conhecimento que ele possui em tratar outras doenças e outros sintomas pode lhe ser muito útil. E, mesmo que venha fazer o tratamento em São Paulo conosco, você vai precisar de um médico cuidadoso em sua residência. Entendo a vontade de divulgar o tratamento de sucesso em seu caso, mas entenda também essa característica poligênica da doença, não divulgue o que deu certo para você como única possibilidade de tratamento, outras incautas podem seguir seu conselho como verdade absoluta e pode não ser o ideal para elas. Ao participar da solução, entenda que a medicina não é ciência exata. Pode parecer até parecer, mas não é. Pense e medite sobre essa frase, ela resume tudo: “Medicina é a ciência das verdades transitórias transformadas em verdades absolutas apenas para fins didáticos”. Muitas variáveis desconhecidas influenciam os resultados, o que se sabe hoje pode mudar drasticamente com alguma informação nova que já está em fase de publicação. O que se sabia ontem pode não ser verdade hoje. É só lembrar do ovo, sim, do ovo. Inicialmente foi taxado como vilão do colesterol, hoje se sabe que não é bem assim. Ou da AIDS, inicialmente taxada como doença homosexual, e hoje sabe-se que não é.

Cuidado com oportunistas. Cheguei a ver um vídeo no Youtube de um dito especialista em Lipedema e Linfedema que falava o seguinte: “Lipedema não é doença, mas eu tenho o tratamento com a minha técnica XYZ, que é a única que pode funcionar”. Seja esperta, perceba o que está por trás disso. Se ele não reconhece o problema como doença, por que oferece um tratamento? E, pior ainda... por que somente o tratamento que ele oferece pode ser eficaz?

Medite sobre esta frase também: “Para todo bom martelo todo parafuso é prego”. Ou seja, se o oportunista tem apenas um tratamento disponível, ele vai tentar encaixar esse tratamento em todo paciente. Nesse caso o paciente que se adapta ao tratamento e não o ideal que é o tratamento se adaptar ao paciente. Vou contar uma história curiosa que aconteceu comigo fora medicina que exemplifica isso. Tenho um time sharing de um hotel, o qual tinha muita dificuldade de usar, ele foi vendido em uma abordagem comercial agressiva onde convidam hóspedes a uma palestra e pagam para você participar. Ao retornar nesse hotel, fiz algo diferente, aceitei participar da palestra para reclamar do time sharing e ver o que poderiam fazer. No meio da palestra expus o problema e obviamente me levaram para um canto para não atrapalhar a venda para os outros. Achei que conseguiria atenção. Mas propuseram a seguinte solução: eu comprava outro time sharing, que ao unificar os contratos todas as dificuldades deixariam de existir. Sério. A única ferramenta que eles tinham era vender novo produto, e conseguiram propor isso como solução. Transporte esse princípio para medicina. Se alguém sabe fazer uma coisa só, vai tentar fazer essa coisa ser solução para vários problemas. Escrevendo isso lembrei da história do laser. O laser no seu começo era considerado a “solução em busca do problema”. Servia para tudo. Queriam aplicar para tudo. Até que descobriram que ele era bom para algumas coisas mas não para outras. Hoje ele é usado com conhecimento, exatamente onde deve ser usado. Mas no inicio era muito perigoso. Chegou a ser usado em cirurgia vascular para tentar desobstruir vasos, e hoje se sabe que ele é excelente para obstruir vasos. Percebe a profundidade disso?

 

Participe da solução!

 

 

Depois de tudo isso, o que você pode fazer então, de forma objetiva?

  1. Estudar sobre lipedema
  2. Encontrar médico estudioso em sua cidade. Pode ser cirurgião vascular, clínico, endocrinologista, geriatra, cirurgião plástico, nutrólogo. Alguém que abrace a causa.
  3. Buscar a sua verdade. O tratamento que para você vai dar certo, evitando partir diretamente para soluções sem retorno.
  4. Conversar com outras portadoras da mesma doença.
  5. Se estiver de visita nos EUA, faça seu sequenciamento genético na 23andme e disponibilize para pesquisa científica.

 

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Dieta cetogênica

Vascular Pro - qui, 08/29/2019 - 10:54
A dieta low carb, sem carboidratos leva a formação de corpos cetônicos e tem efeitos profundos na saúde, muitas vezes benéficos. Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato fala sobre essa dieta e a influência em doenças vasculares, como no lipedema.  

  -- transcrição --     Olá pessoal sou Dr. Alexandre Amato cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre a dieta cetogênica. A Dieta cetogenica é uma dieta onde a gente diminui drasticamente a quantidade de carboidrato na alimentação. Então vamos lá nós temos três grandes grupos de alimentos que são os carboidratos, as proteínas e as gorduras. Os carboidratos são a fonte de energia mais rápida e mais prontamente utilizada pelo nosso organismo. Quando a gente retira o carboidrato da alimentação pode ser, por exemplo, o açúcar, trigo, farinhas, batata. Esses são os carboidratos. Quando a gente retira drasticamente abruptamente da alimentação o nosso corpo não encontra energia rápida então ele vai buscar em outras fontes. Inicialmente ele busca no glicogênio que está lá no fígado então há uma formação uma neoglicogênese e essa energia é retirada daquele ponto ali. Como a gente retira o carboidrato ocorre uma hipoglicemia uma diminuição drástica da quantidade de açúcar no sangue. O corpo vai atrás de energia lá no fígado quando essa energia se acaba. Ele busca energia no tecido gorduroso começa a quebrar o tecido gorduroso para formar energia para a gente sobreviver. A dieta cetogênica  muda drasticamente a maneira como o nosso corpo está obtendo energia e fazendo isso ela acaba causando a formação de corpos cetônicos. Esses corpos cetonicos trazem uma sensação de enjoo e náuseas que pode acabar causando um desconforto nessa dieta. Essa dieta não é indicada para todo mundo nem é a primeira indicada para perder peso. Ela tem suas vantagens no tratamento do lipedema por exemplo, é uma das dietas que tem os melhores resultados. Agora como fazer na prática essa dieta. Bom existem várias dietas no mercado algumas dietas famosas como a dieta Atkins, SouthBeach têm a dieta de Dukan todas ela se baseia numa diminuição drástica da quantidade de carboidrato e aumento da quantidade de proteína e gordura. E esse desbalanceamento acaba levando à perda de peso. Mas no caso do lipedema também há o controle da doença. Agora quando a gente tá falando de lipedema a gente tem que associar a dieta anti-inflamatória à dieta cetogênica também. Então muitas vezes a gente não pode seguir dietas prontas de livro porque  algum alimento pró inflamatório para você pode estar incluso numa dessas dietas de prateleira cetogênicas. Então muitas vezes é necessário fazer uma personalização dessa dieta, baseada então na retirada do carboidrato e sem utilizar os alimentos pró inflamatórios que já foram identificados anteriormente. Ou em um exame apropriado para isso ou mesmo fazendo uma dieta e um livro de log um diário com todos os alimentos por um tempo até você identificar o que está te causando mal. Então a dieta cetogênica é uma possibilidade de tratamento para perda de peso e uma possibilidade de tratamento para o lipedema. Uma desvantagem da dieta cetogênica é que a dieta ela traz uma perda de peso rápida inicialmente o que é um incentivo para quem está fazendo uma dieta. E a gente tem que encarar, para quem está fazendo dieta cetogênica do ponto de vista de tratamento ou de controle de uma doença como o lipedema não como uma dieta mas como uma reeducação alimentar. Existem várias fases e quantidades de carboidrato numa dieta cetogênica a dieta cetogênica mais drástica vai ter menos de 20 gramas de carboidrato por dia. Mas existem dietas menos impactantes e que podem ser a dieta inicial. Por isso é necessário fazer o acompanhamento com seu cirurgião vascular e com um nutricionista para transformar também toda essa teoria que é falada em um prato fácil e gostoso de comer. Gostou do nosso vídeo? Assine nosso canal! Compartilhe! Curta nosso vídeo e nos vemos no próximo.Tags: dietavideolipedemaamatotv Select ratingGive Dieta cetogênica 1/5Give Dieta cetogênica 2/5Give Dieta cetogênica 3/5Give Dieta cetogênica 4/5Give Dieta cetogênica 5/5 Average: 5 (1 vote)
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Gestação de alto risco

Fertilidade - qui, 08/29/2019 - 10:42
Gestação de alto risco

Gestação de alto risco

Clique e veja o video com a Dra Juliana Amato, ginecologista e obstetra do instituto amato (www.amato.com.br), falando sobre a gravidez de alto risco.

-- transcrição --

Meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre a definição de uma gravidez de alto risco. Muitas pacientes chegam ao consultório já com uma pré definição de gestação de alto risco e muitas vezes ela não sabe o que quer dizer isso. Então vamos tirar algumas dúvidas. Gestação de Alto Risco é um termo muito amplo que pode definir até uma gravidez normal em algum momento deu problema no seu curso ou uma gravidez onde a mulher já tinha uma doença pré existente. Então vamos lá. Uma gravidez de alto risco ela é tida como de alto risco principalmente pela idade. Ou seja mulheres menores do que 18 anos ou seja meninas têm uma imaturidade do sistema ginecológico e do útero. Então ela já tem uma gravidez mais propensa a ser mais arriscada tanto no termo de abortamento quanto perdas precoces, antes do nascimento. Mulheres acima dos 35 anos também são consideradas tendo uma gravidez de alto risco. Elas são propensas a ter mais intercorrências durante a gravidez como hipertensão arterial, diabetes gestacional, gestações gemelares também são consideradas de alto risco. O nosso corpo foi feito para engravidar e manter uma gestação única. Gestações mais do que um sobrecarregam o nosso organismo. Com isso podem levar a um parto prematuro ou indução de outros problemas dessa gravidez como uma doença hipertensiva específica da gravidez. Lembrando que essas doenças que ocorrem depois dos 35 anos de idade elas ocorrem mais depois das 20 semanas de gravidez. Outros fatores como obesidade, doenças metabólicas, problemas de tireoide também propiciam uma gravidez de alto risco mas é muito relativo, pois, se você tem uma mulher de 35 anos que leva uma vida adequada, mantêm uma alimentação saudável, ela pode ter uma gravidez normal sendo que uma mulher de 18 a 20 anos que fume que não faça exercícios pode ter uma gravidez de alto risco. É um termo muito amplo e só o seu obstetra vai conseguir definir se sua gravidez é de alto risco ou não. Essa gestação ela impede o parto normal? Na maioria das vezes não. Depende de caso a caso e tem que ser avaliada individualmente. Se você gostou do nosso vídeo se inscreva no nosso canal dê o seu like. Deixe seu comentário e ative o sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Varizes pélvicas

Vascular Pro - dom, 08/25/2019 - 21:30
Varizes pélvicas

Varizes pélvicas: causa de dor crônica abdominal em mulheres

As varizes pélvicas são veias dilatadas que surgem principalmente ao redor do útero, trompas e ovários, na mulher. As varizes pélvicas dificultam o retorno do fluxo do sangue para o coração e causam dores crônicas abdominais.  O plexo venoso localizado no útero se comunica com o plexo uterino, formando, assim, as veias gonadais ou ovarianas, que convergem diretamente para a veia cava inferior, do lado direito, e para a veia renal, do lado esquerdo. Essas veias contém válvulas e são de extrema importância para a drenagem venosa da pelve, por outro lado, quando elas se tornam insuficientes, irão resultar na formação de veias dilatadas e dolorosas, as varizes pélvicas. A dilatação das veias na pelve ocorre pelo mesmo motivo que a dilatação das veias nas pernas (varizes): a falha de suas válvulas e o aumento da pressão venosa.

 

O médico faz o diagnóstico e tratamento das varizes pélvicas nas mulheres, através de exames como eco-doppler, tomografia abdominal ou pélvica e angiorressonância. A flebografia, que é o melhor exame, é reservado para o momento do tratamento cirúrgico, pois o acesso para o exame é exatamente o mesmo do procedimento terapêutico.

 

Quem tem varizes pélvicas pode engravidar, mas deve fazer o tratamento antes. Sabendo também que a gravidez pode piorar as varizes pélvicas, agravando seu tamanho ou mesmo sintomas.

 

39,1% das mulheres em algum momento da vida terão dor pélvica crônica, que pode estar associada às varizes pelvicas.

 

Os sintomas das varizes pélvicas na mulher constituem a chamada dor crônica pélvica, e podem incluir:

 

  • Dor abdominal com piora no final do dia;
  • Dor durante e depois da relação sexual;
  • Sensação de peso na região íntima;
  • Incontinência urinária (perda de urina);
  • Aumento da menstruação.

 

Tratamento para varizes pélvicas

 

As varizes pélvicas podem ter seus sintomas controlados através de cirurgia e/ou remédios. O uso de medicamentos orais ajuda a diminuir a dilatação das veias e melhora os sintomas, mas nem sempre é efetivo. E é aí que a ginecologia e a cirurgia vascular/endovascular devem trabalhar juntos.

O diagnóstico inicial é feito pelo ginecologista, que deve sugerir a possibilidade do tratamento endovascular para as pacientes em que o tratamento medicamentoso não esteja sendo suficiente.

Pode ser necessário o tratamento cirúrgico com a embolização das varizes pélvicas. O procedimento é cirúrgico, mas minimamente invasivo, todo realizado através pequena punção na virilha ou na jugular. A embolização com molas deve então ser considerada naquelas pacientes que não respondem ao tratamento clínico, pois apresenta excelentes resultados técnicos (até 90% dos casos tratados apresentam resolução ou melhora dos sintomas, em estudos).

 

Como é feito o procedimento de embolização das varizes pélvicas?

 

O procedimento é feito em regime de day hospital, ou seja, com anestesia local, durando cerca de 2 horas e a paciente normalmente recebe alta 2-4 horas após o término do procedimento. Não há necessidade de internação prolongada.

 

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Candidíase de repetição

Fertilidade - qua, 08/21/2019 - 18:26
Candidíase de repetição

Candidíase de repetição

Este vídeo é especialmente dedicado às mulheres que sofrem com coceiras de repetição e que não melhoram com os tratamentos realizados. Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato explica a candidíase de repetição.

 

-- transcrição --

Olá meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre candidíase de repetição o que é candidíase. A candidíase é uma infecção vaginal. Normalmente ela ocorre como o corrimento esbranquiçado vaginal e que coça muito. A candidíase é causada por um fungo chamado Candida albicans que é o mais comum. Ele está presente na nossa vagina. Na vagina de todas as mulheres. Eles fazem parte da flora vaginal e ajudam a manter o pH nessa região com isso impedindo que outras infecções ocorram quando essa candidíase pode ocorrer? Principalmente quando a gente está com a imunidade mais baixa. Essa Candida aumenta sua população na região vaginal e ela com uma quantidade aumentada vai causar esses sintomas de coceira e corrimento esbranquiçado. O que mais pode propiciar é uma candidíase muito tempo em piscina muito tempo em praia biquíni molhado. Isso deixa a região muito úmida e também propicia ao desenvolvimento de mais candida nessa área. Mulheres imunosuprimidas também têm mais chances de ter candidíase de repetição. Assim como as usuárias de antibióticos em grande escala. Por exemplo têm uma infecção uma faringite ou uma amigdalite tomou um antibiótico não melhorou ou tomou da forma errada vai ter que repetir esse tratamento. A imunidade cai e com isso a candidíase pode proliferar. O que também ocorre e o uso de roupas muito apertadas então calça jeans muito apertada e shorts muito apertado, muito curto. Isso também causa uma atração nessa região vaginal, forma pequenas lesões e que podem infectar pelo fungo. Algumas dicas para prevenir a candidíase é ter uma boa alimentação e uma alimentação equilibrada. Evitar o uso excessivo de antibiótico quando não é necessário. Quando estiver na praia trocar o biquíni e não ficar muito tempo com esse biquíni molhado quando tiver na piscina tomar mais sol para secar esse biquíni. Evitar o uso de roupas muito apertadas também ajuda bastante a evitar candidíase. E se ela ocorrer. O que fazer?Procure seu médico porque nos casos de candidíase de repetição que ocorrem mais de três vezes em seis meses é feito um tratamento contínuo com medicações específicas. Se você curtiu o nosso vídeo inscreva no nosso canal comente aqui o seu like, ative o sininho de notificação para receber mais videos.

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Orientação pós aplicação de vasinhos

Vascular Pro - qua, 08/21/2019 - 18:01

Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular,  dá as orientações pós aplicação de vasinhos. Pós laser e pós escleroterapia. #nopainnovein

 

 

transcrição

 

Olá sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou dar as orientações pós procedimento de aplicação de vasinhos. Se você fez o procedimento comigo você tem o meu contato. Se tiver qualquer dúvida pode mandar mensagem pode mandar foto que eu vou ajudar no que for necessário. Se você não tiver feito comigo siga as orientações do seu médico as minhas orientações podem ser um pouquinho diferentes por causa das técnicas que eu utilizo e a maneira como ela é aplicada. Então vamos lá. Caso você tenha feito o procedimento com sedação consciente que a técnica Annox, a máscara com gás para não sentir nenhuma dor, e não ter medo das agulhas, pode ficar tranquila que após cinco minutos do procedimento 95% do óxido nitroso já saiu do seu corpo e ele não deixa sonolência e não deixa nenhum efeito colateral. Então com relação à sedação pode ficar tranquila que não muda nada no pós procedimento. Com relação aos curativos caso tenha sido feito curativos nem todos os casos são necessários mas caso tenham curativos eles podem ser retirados no mesmo dia. No final do dia pode ser no banho para deixar o curativo bem molhadinho e tirar sem causar dor ou incômodo ou pode ser retirado no dia seguinte. No começo do dia caso tenha sido prescrito medicamento via oral ou uma pomada ou creme siga as orientações que foram prescritas e estão na receita se tiver qualquer dúvida é só mandar mensagem. Normalmente é prescrita uma medicação via oral e um creme com intuito de baixar a possibilidade de inflamação que é uma das possíveis causas de uma mancha . Então diminuindo a inflamação com o uso da medicação de forma adequada. A gente diminui a possibilidade de formação de uma mancha. Caso tenha sido feita a técnica com laser é muito raro hoje em dia mas ainda pode acontecer a formação de pequenas crostas ou casquinha no local do laser. Caso isso ocorra novamente não é frequente mas caso ocorra não cutuque, não tire essa casquinha não não raspe ou coce porque isso pode deixar uma cicatriz indesejada. Normalmente o sol não influencia no tratamento. Agora se ficar muito bronzeada a tonalidade da pele mudar bastante. Isso pode acabar influenciando na potência do laser que eu consigo aplicar sendo necessário colocar potências menores para que o laser atravesse o pigmento e chegue no vaso. Então a sugestão é que não fique muito bronzeada enquanto estiver fazendo o tratamento. Agora se formarem hematomas, roxos, Evite o sol também para não formar manchas. Agora uma solução para isso é o uso de um protetor solar fator 50 para cima. Caso forme roxos, hematomas, equimoses pode ficar tranquilo que isso sai, não é nada para se preocupar. Possivelmente um extravasamento de sangue no momento em que o laser atingiu o vaso ou que a aplicação de agulha deixou extravasar um pouquinho de sangue para o tecido subcutâneo ou para a pele para a derme. Isso vai ser absorvido. Seu corpo foi feito de uma maneira que ele é capaz de reabsorver esses hematomas. Agora o que a gente pode fazer? Compressa morna no local três a quatro vezes ao dia acelera o processo de reabsorção desse hematoma. Além de diminuir o processo inflamatório então a compressa morna muitas vezes associada com o hiruoid pode fazer essa reabsorção seja muito mais rápida e que haja um desaparecimento dessa mancha muito mais rápida. Agora com relação ao uso de meia: nem sempre é necessário o uso de meias no tratamento dos vasinhos mas em alguns casos pode ser orientado principalmente quando são veias maiores e ou no uso de outras técnicas como a técnica de espuma por exemplo. Se for indicada meia elástica o cirurgião vascular vai indicar a meia correta para o uso e aí a maneira de utilizar é a seguinte: coloca de manhã, tira a noite, durante a noite não há necessidade do uso da meia elástica. Mas aí é necessário que coloque um calço no pé da cama e eleve o pé de forma que as pernas fiquem mais elevadas do que o coração enquanto está deitado. Novamente: a meia elástica não é necessária para todos os casos. Com relação à velocidade do tratamento nós fazemos normalmente em três sessões espaçadas por três semanas entre elas. As três semanas são necessárias para que passe toda a informação que o vaso seja reabsorvido que ele suma, de tempo pro corpo para o corpo para ele se recuperar. É possível fazer com menos tempo assim como também é possível fazer com mais tempo. A questão é se a gente fizer com menos do que três semanas. Às vezes a gente acaba disparando o laser num vaso em que era só esperar mais um pouquinho e que ele ia desaparecer naturalmente. E se a gente espera muito tempo. Às vezes a gente dá tempo para novos vasos se formarem então três semanas é o ideal caso não seja possível por alguma situação particular converse comigo. A gente tenta adequar a sua situação. Óbvio o tratamento varia de paciente para paciente. Então alguns necessitam de mais do que três sessões ou outros necessitam de menos e isso pode ser avaliado normalmente após a primeira sessão que é onde a gente já tem uma ideia de como o seu corpo vai reagir ao tratamento. óbvio, não esqueça, caso tenha alguma alergia avise seu médico para ele adequar a medicação à sua alergia. Em raros casos pode ocorrer a formação de pequenos trombos nesses vasos superficiais. Esses trombo são veias que ficam bem pretinhas, bem escuras mesmo e onde o sangue ficou coagulado ali dentro. Esse trombo não tem nada a ver com a trombose venosa que é grave. Nada disso. São trombos bem superficiais. A questão é que eles precisam ser retirados para que não manchem a pele. Então retorne em consulta a gente vai fazer um procedimento de retirada desse trombinho. é um procedimento muito rápido fácil. Só verificar com as meninas o horário em que eu estou no consultório. Eu atendo não tem problema nenhum em cinco minutinhos a gente resolve mas novamente esses pequenos trombinhos são raros, mas, se ocorrerem necessitam ser retirados. Com relação aos exercícios você pode voltar às atividades normais no dia seguinte tanto para exercícios quanto para as atividades laboriais. Então, hoje eu peço que não faça exercício evite pelo menos membros inferiores mas a partir do dia seguinte é possível fazer tudo normalmente. Quando a gente faz muito tratamento na região dos pés e tornozelo pode ocorrer um pequeno inchaço. Isso é normal. Pode acontecer mesmo. É uma das maneiras de evitar isso elevando o pé da cama. Uma das maneiras de levar ao pé da cama colocando um calço no pé da cama, um livro grosso ou mesmo um travesseiro embaixo do colchão que levanta a perna inteira vai se levantar apenas a panturrilha. Essas são as orientações pós procedimento de aplicação de vasinhos. Espero ter ajudado. Estou aqui à disposição. Entre em contato se tiver alguma dúvida. Curta o nosso vídeo. Compartilhe. Assine nosso canal e clique no Sininho. Muito obrigado. Até a próxima.

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No pain, no vein: campanha vasinhos sem dor

Vascular Pro - qua, 08/21/2019 - 16:54

Depois de muita pesquisa e diversas técnicas para minimizar a dor no tratamento dos vasinhos, passamos a fazer sedação consciente com gás seguro, de modo que não é mais necessário sentir dor na aplicação dos vasinhos, e, muito menos, medo da agulha.

Se você não faz a escleroterapia dos vasinhos por dor ou medo de agulha, saiba que agora há solução, sem a necessidade de ir ao centro cirúrgico para isso.

O laser para vasinhos foi o primeiro grande passo, excluindo a necessidade da agulha e diminuindo a sensibilidade dolorosa.

A crioanestesia foi o segundo grande passo, que, além de proteger a pele do calor do laser, também diminui a sensibilidade dolorosa. (CLACS)

Mas, apesar de tudo isso, ainda existiam pessoas com sensibilidade maior à dor, que ainda se sentiam incomodadas.

Agora, o último grande passo é a associação da sedação cosciente com gás (técnica Annox).

Com tudo isso, a sensibilidade é muito menor, sendo que a maioria das pacientes não sente nada.

Por isso, começamos a campanha "No pain, no vein", ou seja, "sem dor, sem veia". Pois não há necessidade de sentir dor ou medo para tratar as varizes. 

Essa mudança de paradigma com associação de técnicas seguras e comprovadas cientificamente permite ampliar as possibilidades de tratamento.

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Tratamento inovador de fibromiomas

Vascular Pro - seg, 08/12/2019 - 11:51

Realizado pela equipe de angiorradiologia e cirurgia endovascular, dirigido pelo professor Dr. Alexandre Amato.

O QUE SÃO FIBROMIOMAS?

Os fibromiomas, leiomiomas ou miomas são tumores benignos que nascem nas paredes do útero. A sua dimensão pode ir de alguns milímetros a mais de 20 cm. Entre 20 a 40% das mulheres em idade fértil são portadoras de fibromiomas, sendo a sua frequência de cerca de 70% das africanas

QUAIS OS SINTOMAS MAIS COMUNS?

Os sintomas variam conforme a localização e dimensões dos fibromiomas no útero.

Os sintomas mais frequentes são:

Quanto à sua localização os Fibromiomas classificam-se em:

Sub-serosos – desenvolvem-se na porção externa da parede do útero e crescem para fora

Intra-murais – os mais frequentes que se desenvolvem na parede uterina

Sub-mucosos – são os menos frequentes, desenvolvem-se na superfície interna das paredes da cavidade uterina

 

COMO SÃO OS FIBROMIOMAS DIAGNOSTICADOS?

Os fibromiomas são geralmente diagnosticados durante um exame ginecológico. A presença de Fibromiomas é conformada por ecografia (ultrassom) ou por ressonância magnética

 

COMO OS FIBROMIOMAS SÃO TRATADOS?

Anti-inflamatório são muitas vezes são o primeiro passo para o tratamento dos fibromiomas. Num segundo passo, podem prescrever-se medicamentos à base de hormonas cujo efeito é temporário verificando-se, após a sua interrupção aumento de dimensões dos miomas e das hemorragias.

Miomectomia

Consistem na remoção cirúrgica de cada um dos fibromiomas. Não deve ser efetuada se os fibromiomas forem numerosos ou de grandes dimensões, devido aos maus resultados. Nestas situações, a embolização dos miomas é a única alternativa à Histerectomia. A cirurgia aberta tradicional implica estadia hospitalar de vários dias, seguidos por um período de convalescença de uma a seis semanas. A miomectomia pode complicar gravidezes subsequentes, pois provoca cicatrização do musculo uterino.

Histerectomia

Envolve a remoção da totalidade do útero. Elimina definitivamente os fibromiomas, mas tanto a estadia hospitalar como o período de convalescença são longos. E, claro, a histerectomia elimina a possibilidade de uma futura gravidez.

 

EMBOLIZAÇÃO

A embolização das arteiras uterinas é um novo tratamento que se realiza desde 1995. No nosso país, nossa equipe realiza o procedimento desde 2007.

A embolização é uma técnica micro-invasiva, com menos riscos que as técnicas cirúrgicas, cujo objetivo é interromper a circulação sanguínea que irriga os fibromiomas, resolvendo o problema de forma rápida e duradoura e preservando o útero. Sem irrigação sanguínea o fibromioma atrofia-se e os sintomas desaparecem. Sob anestesia local, e sem perda de sangue efetua-se um pequeno orifício de 1,5mm de diâmetro na virilha, através da qual se coloca um fino plástico chamado cateter e mediante monitoração por aparelho de raio X digital sofisticado é dirigido para as artérias uterinas.

Partículas de plástico finas, como grãos de areia, são então injetadas nas artérias uterinas. Como os fibromiomas tem muito sangue comportam-se como uma esponja, absorvendo aquelas partículas que vão entupir os ramos e os irrigam. Nas pacientes que ainda desejam engravidar efetuamos embolização parcial, ocluindo apenas os pequenos ramos que irrigam os miomas, poupando os maiores, para que a fertilidade seja conservada.

 

PREPARAÇÃO

Deve iniciar anti-inflamatórios 2 dias antes da embolização. No dia da embolização deve tomar um bom pequeno-almoço e os medicamentos prescritos, porque após a embolização não poderá comer nem beber. Ao chegar a casa após o tratamento, poderá comer uma dieta leve e um chá ou sopa.

Ao chegar ao quarto é colocado um soro na veia do braço.

Cerca de 1 hora antes de se iniciar a embolização uterina começam-se a administrar, analgésicos e anti-inflamatórios, através de soro colocado na veia.

A técnica dura geralmente de 30 a 60 minutos, estando a paciente consciente podendo mesmo visualizar o tratamento no monitor de televisão. Completada a embolização, retira-se o cateter, efetua-se compressão manual durante cerca de 5 minutos a que se segue de curativo compressivo que deve ser mantido até a manhã seguinte. Duas horas após a embolização a doente já se pode levantar do seu leito.

A internação dura apenas algumas horas e a quase totalidade das pacientes vai para casa 4 a 6 horas depois. Neste período haverá um contato permanente com a equipe médica para avaliar queixas ou esclarecer quaisquer dúvidas. Ao regressar a casa pode comer apenas dieta leve, um chá ou uma sopa.

QUANTO TEMPO DURA A CONVALESCENÇA?

No dia seguinte a embolização a doente não deve ficar acamada, e pode, na maioria dos casos, retornar a sua vida normal. Algumas pacientes iniciam mesmo suas atividades profissionais, não devendo contudo dirigir.

RESULTADO DA EMBOLIZAÇÃO

Estudos mostram que cerca de 90% nas mulheres as quais foi efetuada a embolização teve melhoria significativa ou total da hemorragia, dor e outros sintomas. Com o aumento de números de fibromiomas e das artérias embolizadas, com aumento das suas dimensões verifica-se uma redução do percentagem de sucesso que pode baixar para 80% ou mesmo 70%. Ou seja, nessesas situações, que 20 ou 30% das pacientes podem não melhorar. Os fibromiomas que melhor respondem à embolização são os submucosos e os intramurais. Em caso de insucesso a embolização pode ser repetida.

COMPLICAÇÕES APÓS À EMBOLIZAÇÃO

A embolização é uma técnica muito segura, contudo podem ocorrer alguns riscos associados á qualquer cateterismo, mas que são raros. Geralmente não se sente qualquer sintoma durante a embolização. Algumas pacientes podem referir náuseas, vômitos ou dor, que são facilmente controlados por medicação apropriada. Podem ocorrer as seguintes alterações:

  • Alguma hemorragia, pouco abundante, que pode acompanhar alguns pequenos fragmentos de fibromiomas
  • Alguma dor de leve a média intensidade (controlada com medicação)
  • Expulsão dos fibromiomas, o que é raro e apenas em fibromiomas submucosos. Ocorre na maioria dos casos, semanas ou meses após o tratamento. Se ocorrer deverá colocar gelo no abdome em baixo ventre e tomar antibiótico
  • O abdôme pode tornar-se raramente duro e distendido. Frequentemente não tem importância e dura apenas alguns dias, desaparecendo sem qualquer terapêutica, mas deve ser avaliado.
  • A coxa ou o abdômen podem ficar roxos, desaparecendo lentamente
  • Aparecimento de um pequeno "calombo" no local onde foi introduzido o cateter. Frequentemente não tem importância e desaparece sozinho, mas deve ser avaliado.
  • Falta de apetite, forças e mau estar, que são transitórios e melhoram facilmente sem qualquer medicação.
  • A febre é rara, mas pode ocorrer
  • Corrimento, sem odor, durante alguns dias.

Todos esses sintomas fazem parte do tratamento e desaparecem espontaneamente decorridos alguns dias.

 

 

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