Medicina

Plano de Alimentação RAD

Vascular Pro - qua, 05/15/2019 - 10:44

A dieta RAD (distúrbios adiposos raros) foi desenvolvida pela Dra. Karen Herbst, endocrinologista da Universidade da Califórnia, em San Diego. Esta dieta é projetada para aqueles que sofrem com distúrbios relacionados com depósitos de gordura anormais. Promove alimentos fáceis de digerir e que reduzem a inflamação. Aqui está um guia prático:
COMA MENOS 
Alimentos refinados com alto teor de açúcar podem causar estragos em nossos corpos. Há muita informação por aí sobre quais alimentos são os piores culpados por isso na dieta de baixo índice glicêmico. Essas dietas são amplamente utilizadas para controlar diabetes tipo 2, bem como SOP (Síndrome do ovário policístico). Comer alimentos com baixo índice glicêmico (alimentos que são digeridos mais lentamente, controlando os níveis de açúcar no sangue e deixando mais satisfeita por mais tempo) reduzirá os níveis de insulina. Isso é importante porque a insulina faz a gordura aumentar.  
 
Aqui está uma lista básica de alimentos que devem ser evitados, mas você deve fazer uma regra geral de limitar alimentos e bebidas açucaradas, bem como qualquer coisa branca, refinada e processada.

  • Açúcares e adoçantes (incluindo mel, agave e outros)
  • Sucos de frutas (exceto limão e lima que são bons)
  • Arroz branco
  • Macarrão branco
  • Batatas
  • Cereais matinais (incluindo flocos de milho, arroz crocante, granola, aveia instantânea)
  • Bolos, muffins, doces e biscoitos
  • TODO álcool. Álcool é feito de açúcar, não existe álcool com 'baixo teor de açúcar'  

Fique avisada: muitos alimentos dietéticos irão ser comercializados como alimentos integrais, e continuam a ter quantidades excessivas de açúcar e ingredientes refinados.  
Laticínios 
A dieta RAD aconselha que você limite a quantidade de produtos lácteos que você consome. Isso inclui:

  • A maioria dos queijos 
  • Todos os produtos derivados do leite

Proteínas animais e gorduras 
Reduzir a ingestão de carnes vermelhas e gordurosas pode ser benéfico, porque as gorduras são absorvidas diretamente nos pacientes com lipedema. A seguir o que deve ser evitado:

  • Todas as carnes vermelhas (bife, carne moída, cordeiro, pato, carne de carneiro, cabra, porco)
  • Cortes de carne mais gordurentos - coxas de frango, peito, shoulder, cortes cozidos, bacon, pernil, salsicha, a maioria dos moídos   

Sal 
Abaixe sua ingestão de sal! Como o açúcar, quando consumido em quantidades excessivas, o sal é tóxico. Isto é especialmente verdadeiro para quem sofre de lipedema à medida que mais água/fluido é retido - o sal só tornará isso muito pior.
COMA MAIS 
Alimentos líquidos: A Dra. Herbst recomenda comer mais alimentos líquidos. Isso porque, a cada vez que comemos, geramos inflamação à medida que o sistema linfático circunda o intestino. "Descanse" o intestino tirando um dia de folga e comendo mais alimentos do tipo líquido, como:  

  • Sopas
  • Guisados ​​(se com carne, certifique-se de que esteja desfiada)
  • Shakes de proteína
  • Smoothies

Proteínas saudáveis ​​- carne magra e peixe 
As proteínas fazem parte de uma dieta equilibrada, embora nem todas sejam iguais. Atenha-se às seguintes proteínas quando estiver na dieta RAD (escolhendo sempre variedades orgânicas não cultivadas quando puder):

  • Peito de frango
  • Carne de peru ou de frango moída
  • Peixe e mariscos diversos (salmão, atum, bacalhau, arinca, solha, camarão, etc.)
  • Ovos

Frutas e vegetais orgânicos 
É claro que você é ilimitado na quantidade de frutas e vegetais que pode comer, embora alguns sejam melhores que outros. O Dr. Herbst recomenda aumentar a quantidade de vegetais crus que você come, porque isso aumenta os produtos finais de glicação avançada que podem causar danos no corpo. Aqui estão os melhores legumes (com base na classificação de índice glicêmico): 
 
Ervilhas, Pepino, Milho doce, Cenoura crua, Berinjela, Brócolis, Couve-flor, Repolho, Cogumelos, Tomate, Pimentões, Vegetais de folhas verdes escuras (espinafre, couve), Todas as alfaces, Pimentão vermelho, verde e amarelo, Cebola (de todos os tipos). 
 
Carboidratos de baixo índice glicêmico 
Carboidratos não são seus inimigos - você só tem que comê-los nas proporções corretas. Aqui está uma lista de carboidratos de baixo índice glicêmico: 

Farelo de aveia, Aveia em flocos, Muesli natural, Trigo triturado, Pães de soja e linhaça, Pão de centeio alemão (Pumpernickel), Pão de centeio, Mix de Sementes, Pães integrais, Ryvitas (especialmente centeio escuro). Massas de trigo. Arroz integral. Cevada perolada, Batata-doce, Tortilhas de trigo integral.

A dieta RAD não leva em consideração elementos pessoais inflamatórios, que considero importantes e devem ser investigados.
Dr Alexandre Amato

 
Fonte: RAD Eating Plan

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Drenagem Linfática

Vascular Pro - sab, 05/11/2019 - 10:23

Drenagem Linfática (Drenagem Linfática Manual) é uma forma de massagem suave que ajuda a mover o fluido linfático para fora do tecido adiposo e outros tecidos, desobstruir as vias linfáticas e os linfonodos e estimular o bombeamento normal dos vasos linfáticos. Sabe-se que a Drenagem Linfática reduz a dor e a fragilidade capilar no lipedema e doença de Dercum e tem sido utilizada para tratar a doença de Madelung e o inchaço associado à lipomatose múltipla familiar. Envolve pressão consistente e específica (menos de 30 mmHg) e um movimento circular rítmico para estimular a drenagem linfática. Executar a Drenagem em si mesma é chamado de "auto drenagem". Temos alguns vídeos sobre Drenagem Linfática no nosso canal do YouTube:

 

 

Durante a sessão, o terapeuta massageia suavemente a pele na direção que segue o fluxo do sistema linfático. Embora não tenham sido feitos estudos sobre a terapia de Drenagem Linfática e o lipedema, alguns pacientes que se submeteram a este tratamento relatam reduções tanto no inchaço quanto na dor.

Os profissionais da Drenagem Linfática podem ser fisioterapeutas e massoterapeutas capacitados. Dois métodos populares de Drenagem Linfática são Vodder e Leduc. Para encontrar alguém na sua região, fale com seu médico ou terapeuta para recomendações, ou consulte as escolas de treinamento de Drenagem Linfática.

Algumas companhias de seguros cobrirão a Drenagem Linfática com uma receita do seu médico; entre em contato com seu convênio para confirmar.

Como escolher o profissional? Como saber se está fazendo direito?

Conheça as qualificações do profissional O profissional para realizar a drenagem linfática do modo correto deve ser um profissional qualificado, como um esteticista, fisioterapeuta ou massoterapeuta. Por isso, antes de se entregar às mãos de um profissional conheça suas qualificações e saiba se ele é especialista na área. Profissionais que tenham algum curso específico, por exemplo, são mais indicados. Verifique as qualificações. Pergunte a formação, não tenha vergonha de perguntar. O bom profissional nunca se incomoda de mostrar suas qualificações. A drenagem linfática faz parte do currículo normal da fisioterapia, e existem cursos de reciclagem e aprofundamento no tema.   Preste atenção no atendimento O atendimento é parte fundamental do sucesso da drenagem, já que o profissional terá que fazer uma avaliação para saber se você pode realizar a drenagem. Isso porque pessoas com infecções ou problemas mais graves de circulação, por exemplo, não são elegíveis para esse tipo de massagem. Quando a drenagem foi orientada pelo médico, essa avaliação já foi realizada. Por isso, logo no primeiro contato o profissional deve ter a preocupação em avaliar o seu caso para saber se você pode realizar a drenagem – e você deve levar isso em consideração porque significa que o profissional é preparado para cuidar da sua saúde.   Avalie onde o profissional atende Se o profissional realiza o atendimento em uma clínica de estética é necessário que você conheça o local para saber se o profissional segue padrões mínimos de higiene. Lençóis descartáveis pra cada paciente e espaço exclusivo para a drenagem, por exemplo, são itens fundamentais. É possível, também, que o profissional atenda em casa, o que pode ser uma necessidade no seu caso. Se por algum motivo você não puder se locomover até o local de atendimento, o profissional certo para você é aquele que vem em casa.   Considere opiniões de outras pessoas Um profissional indicado por um médico tem mais chances de fornecer o resultado ideal para você, por exemplo. Por isso, antes de contratar o profissional procure indicações sobre ele para saber como foi a experiência de outras pessoas. Pedir recomendações a amigos e familiares é outra opção, já que assim você contratará um profissional de confiança.   Leve em conta o pacote oferecido Muitos profissionais também oferecem pacotes com mais de uma sessão, já que é preciso que a drenagem seja feita mais de uma vez para melhores resultados. Por isso, também é importante levar em consideração se o profissional faz pacotes de sessões e, se sim, quantas são as sessões. E como são as sessões. Adquirir pacotes fechados pode ser mais econômico, mas, por outro lado, só deve ser feito se o profissional for de confiança. Não feche pacotes antes da primeira sessão. Conheça o profissional antes de fechar tratamentos mais longos   Observe os movimentos Quando a drenagem linfática é realizada com movimentos muito intensos e fortes, os vasos dos líquidos do corpo são obstruídos e podem até mesmo ser danificados, com isso, a massagem pode não ter efeito. Por isso, se já tiver contratado um profissional para uma experiência observe atentamente os seus movimentos. Se forem leves e precisos, esse é o profissional de drenagem linfática certo para você. A pressão deve ficar em torno de 30mmHg. Quer saber quanto é 30mmHg? Se tiver um manguito de medir pressão arterial insufle até 30mmHg. A pressão é essa! Além disso a drenagem linfática correta nunca começa distalmente (nos pés), pois é preciso esvaziar os gânglios linfáticos proximais antes. A drenagem deve começar na virilha e ir progredindo para baixo lentamente.  Outra idéia muito boa é fazer com o profissional indicado pelo médico. Mesmo que não possa fazer todas as sessões, faça uma ou duas com esse profissional indicado. Assim você aprende como deve ser uma drenagem linfática correta e conseguirá julgar os próximos profissionais. Às vezes o preço ou a distância podem impedir a realização com o profissional indicado, mas aprender com esse profissional em poucas sessões pode ser de grande valia.    Dessa forma, sabendo como escolher o profissional para realizar a drenagem linfática o procedimento ocorrerá sem problemas e só trará benefícios para você e seu corpo.

Marque sua drenagem linfática com nossa fisioterapeuta indicada Ft. Mari

 

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Erisipela

Vascular Pro - sex, 05/10/2019 - 18:03
Lavar os pés é essencial

Você sabe o que é erisipela? Trata-se de uma infecção cutânea causada geralmente pela bactéria Streptcoccus. Ela e outras linfangites (inflamações de um ou mais vasos linfáticos) são doenças circulatórias que têm quadros clínicos semelhantes, com febre alta, vermelhidão e inchaço da perna, e podem ter em comum a mesma forma de contágio, a partir de uma lesão ou ferimento na pele. A prevenção consiste no combate às micoses interdigitais (lesões cutâneas entre os dedos), cuidados especiais na higiene dos pés, tratamento de pequenos traumatismos ou arranhões e de pequenas infecções da pele. Uma vez instalada a enfermidade, a pessoa deve procurar orientação medida imediata. Apenas uma crise já pode levar ao linfedema, que é o acúmulo do fluido linfático em determinada região do corpo.

 

A erisipela é uma doença infecciosa e não contagiosa, caracterizada por feridas avermelhadas, inflamadas e dolorosas na pele, especialmente nos membros inferiores como pernas e pés.   O nome pode até não ser muito comum, mas a erisipela é mais uma integrante do grupo das dermatoses infecciosas existentes e também pode ser atendida, popularmente, por zipra, esipra, zipla, mal-da-praia, vermelhão, entre outros nomes.   A doença não possui uma frequência exata para aparecer no organismo, podendo aparecer apenas uma ou várias vezes durante o ano todo ou, ainda, perdurar por toda a vida; mas sabe-se que após a primeira erisipela, a chance de outras virem é maior.   Se não tratada corretamente, a erisipela pode avançar tornando-se uma forma mais grave, a erisipela bolhosa, causando bolhas que possuem cerca de 10cm de comprimento e que contém um líquido que pode ser transparente, amarelo ou marrom. Se ocorrer surtos repetidos da doença, o linfedema que ela causa pode evoluir para elefantíase. Tardiamente a erisipela causa o linfedema.   Pelos seus sintomas serem muito parecidos com os de outra infecção de pele chamada celulite (que não é aquela irregularidade estética na pele que incomoda tanto as mulheres), muitas pessoas confundem uma doença com a outra. Porém, é válido saber que elas não são a mesma coisa, uma vez que a erisipela atinge as camadas mais externas da derme e a celulite atinge as camadas mais profundas, inclusive o tecido gorduroso, localizado na hipoderme. Erisepela ≠ Celulite ≠ celulite estética

Marque consulta com o especialista em Erisipela

 

Fonte: SBACVRJ

*Não é erizipela heim pessoal

Anatomia: 

Sistema linfático

Causa: 

Mas o que causa a Erisipela?

Normalmente encontramos uma porta de entrada para a bactéria causadora da erisipela o Streptococos. Essa porta de entrada pode ser uma pequena ferida, uma fissura ou mesmo uma picada de inseto. A bactéria oportunista entra pela lesão e causa infecção na região. Por vezes a lesão inicial é causada por um fungo, mas depois a bacteria entra e causa o estrago.

Diagnóstico Diferencial: 

O diagnóstico da Erisipela

O diagnóstico da doença é frequentemente feito por um cirurgião vascular, por ser doença que acomete o sistema linfático. Para outras dermatoses, o dermatologista saberá te indicar corretamente qual o tipo de tratamento para o seu caso.

Normalmente, por não ter necessidade, o especialista não pede nenhum exame além do clínico que ele mesmo faz. Porém, há alguns que solicitam um exame de sangue, ou até mesmo da pele, para confirmar qual é o tipo de bactéria causadora da doença.

Fatores de Risco: 

Quais são os grupos de maior risco para contrair a doença?

As pessoas mais propensas a contraírem a erisipela são:

 

  • Crianças com idade entre 2 e 6 anos;
  • Adultos com mais de 60 anos;
  • Pessoas com excesso de peso;
  • Portadores de diabetes não compensado;
  • Pessoas que apresentam diminuição no número de linfáticos, como portadores de linfedema ou recém saídos de mastectomia;
  • Pessoas com insuficiência venosa nos membros inferiores;
  • Pessoas cardiopatas e nefropatas com inchaço nas pernas;
  • Pessoas imunossuprimidas (AIDS ou outras doenças) ou com doenças crônicas debilitantes.

Se alguém que você conhece está nesse grupo de risco e apresenta os sintomas da doença, que estão a seguir, recomende-a a ir a um médico. Ah, e também não se preocupe com você, caso fique em contato direto com essa pessoa, pois a doença não é contagiosa.

 

 

Prevenção Primária: 

Como posso me prevenir da Erisipela?

Por mais que a doença não possa ser sempre prevenida, temos que diminuir suas chances. Você pode seguir algumas dicas para evitá-la:

  • Como em toda infecção, lave as mãos constantemente para evitar a proliferação da bactéria;
  • Mantenha sempre as feridas limpas;
  • Não ande descalço e troque de meias todos os dias, dando preferência às de algodão;
  • Se você tiver pé-de-atleta, ou outra infecção fúngica, trate-o;
  • Use hidratantes para evitar que sua pele fique seca e acabe tendo fissuras;
  • Tente não coçar a sua pele com muita frequência, e sem violência;
  • Tenha certeza de que você não tem nenhuma outra doença de pele, como psoríase e eczema.
  • Siga as orientações de cuidados para o pé diabético, mesmo não tendo diabetes. Os cuidados visam manter os pés sem lesões, que é essencial para prevenir a erisipela.
Sinais ou Sintomas: 

Os sintomas da Erisipela

Além das lesões avermelhadas outros principais sintomas da doença são:

 

  • Pequenas ou grandes bolhas na pele;
  • Febre;
  • Náuseas e vômito;
  • Calafrios;
  • Mal estar.

No caso da erisipela bolhosa, as bolhas possuem cerca de 10cm de comprimento e contém um líquido que pode ser transparente, amarelo ou marrom. Além disso, caso o ferimento seja nas pernas ou nos pés, ínguas (caroço que fica sob a pele e dói quando é apalpado) na virilha podem aparecer e a temperatura local pode aumentar.

 

Tratamentos Possíveis: 

Tratamentos da Erisipela

Existem alguns modos de se fazer o tratamento para a erisipela

 

Tratamento caseiro acompanhado pelo médico 

Ao constatar a doença, você deve:

  • Repousar na maior parte do dia com o local da infecção em uma posição mais elevada do que o seu corpo;
  • Repouso relativo: Revezar com o repouso algumas caminhadas pela casa;
  • Beber bastante líquido;
  • Fazer compressas com água gelada sobre as feridas.

Medicamentos 

Os medicamentos prescritos pelo seu cirurgião vascular normalmente são para uma semana, mais ou menos. Entre eles estão:

  • Penicilina (o mais utilizado em casos de erisipela);
  • Ampicilina;
  • Cefalexina;
  • Amoxicilina, frequentemente com clavulanato;
  • Cefradina;
  • Ciprofloxacino.

Para quem tem alergia a penicilina, os medicamentos geralmente usados são:

  • Eritromicina;
  • Claritromicina;
  • Clindamicina.

No caso da erisipela bolhosa, caso mais grave da doença, os medicamentos podem ser aplicados através das veias, internado em um hospital.

 

Cirurgia 

Cirurgias para o tratamento da erisipela só são requeridas em casos extremos da doença: quando ela se desenvolve no organismo de uma forma muito rápida e mata vários tecidos saudáveis do corpo. São casos gravíssimos que requerem cuidados intensivos do cirurgião. O procedimento da cirurgia, muito provavelmente, será a retirada desse tecido morto. As pessoas mais sujeitas a esses quadros graves são os imunodeprimidos.

 

Atenção! 

 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. 

 

Complicações Possíveis: 

Caso o tratamento não seja feito, há alguma complicação?

Toda erisipela diagnosticada necessita de um tratamento, caso contrário, algumas complicações podem acontecer. No caso da erisipela, elas são:

  • Abscesso (acúmulo de pús);
  • Surgimento de coágulos de sangue (trombose venosa);
  • Gangrena (isquemia e morte do tecido);
  • Envenenamento sanguíneo, que acontece quando a infecção ultrapassa a corrente sanguínea (sepse);
  • Infecção de válvulas sanguíneas;
  • Infecções de articulações e ossos;
  • Se a infecção estiver presente próximo aos olhos, é provável que ela atinja o cérebro.

No caso de suspeita de erisipela, vá a um pronto socorro ou ao cirurgião vascular mais rápido.

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Bombas Pneumáticas de Compressão

Vascular Pro - sex, 05/10/2019 - 17:28

Bombas Pneumáticas de Compressão (BCP) são usadas para mover a linfa dos membros de volta ao núcleo para processamento. As bombas hoje utilizam tecnologia que emprega configurações de pressão variáveis ​​projetadas especificamente para usar menos pressão. Podem até cobrir a área do tronco, impedindo o edema genital e abdominal.
As BCPs não substituem a terapia de Drenagem Linfática Manual (Drenagem Linfática), roupas de compressão ou qualquer outro tratamento prescrito. Em vez disso, seu objetivo é aumentar seu tratamento em casa. Pacientes que usaram BCPs relatam que sentem suas pernas mais leves, sua fibrose é mais suave e têm menos dor nas pernas após o tratamento. Seu médico e/ou terapeuta trabalhará com você para elaborar um plano de tratamento individualizado para tratar de seus problemas específicos.
Para obter uma BCP, você precisará de uma receita do seu médico. Alguns planos de saúde pagam por todo ou parte da sua BCP, então ligue para o seu para descobrir se está coberto pelo seu plano e para obter qualquer pré-aprovação necessária.
A bomba Doctor Life da Venosan tem 2 modelos. O  LX9, é um equipamento mais completo, possui 4 modos principais permitindo a utilização de até três componentes infláveis simultaneamente como bota, luva, cintura, ou calça. Normalmente é usado em clínicas de fisioterapia, estética e etc... Auxilia na prevenção de problemas circulatórios, oferecendo tratamentos como: drenagem linfática, ativação da circulação e massagem muscular.
A Phlebo Press DVT é o aparelho de compressão pneumática para prevenção de trombose venosa profunda. O DVT possui quatro câmaras independentes e sequenciais que comprimem do plexo venoso do pé até a panturrilha e previnem de forma eficiente a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar. 
Outras bombas populares que utilizam a tecnologia atual e aprimorada são Flexitouch e Lympha Press. O Flexitouch tem 32 câmaras por membro e menores pressões variáveis. No entanto, o velcro no Flexitouch é um pouco mais difícil de usar, embora seja ótimo para membros com formas anormais. O Lympha Press tem pressões mais altas e menos câmaras por lado (12), mas mais câmaras do que as bombas antigas. É fácil de puxar e se é muito grande para o membro, basta colocar um travesseiro na área.
A fim de garantir que o que você escolheu é seguro, você quer um BCP que é programável para compressão de luz, usa ajustes de pressão variável, e é projetado com várias câmaras. Faça sua lição de casa e fale com vários fornecedores sobre a tecnologia que eles usam e suas taxas de sucesso. O seu médico ou terapeuta pode recomendar uma bomba específica ao invés de outra para o seu caso individual, por isso certifique-se de obter a sua recomendação antes de encomendar.
Pacientes pós-cirúrgicos devem falar com seu cirurgião sobre o uso de BCP após a cirurgia.

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Tratamentos e Objetivos no Cuidado do Lipedema

Vascular Pro - sex, 05/10/2019 - 17:06

REDUZIR A INFLAMAÇÃO

GESTÃO DA DOR/SINTOMAS INFLAMATÓRIOS

  • Considerar suplementos e medicamentos com médico especialista em lipedema
  • Exercício
    • Exercício aquático
    • Caminhada
    • Ioga linfática
    • Trampolim
    • Ciclismo
    • Pilates

Marcar consulta com especialista em Lipedema: Dr Alexandre Amato
MELHORAR O FLUXO LINFÁTICO

AJUDE SEU CORPO

  • Construir força muscular (especialmente quadríceps)
  • Reduzir a gordura corporal não lipedêmica através de dieta e exercício, mesmo apesar da dificuldade
  • Considerar lipoaspiração

OBTENHA SUPORTE EMOCIONAL

  • Junte-se a grupos de pacientes
  • Faça amizade com pacientes
  • Considere o aconselhamento profissional

 
Nota: Comece devagar, não precisa fazer tudo de uma vez.

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A Contracepção com Base na Percepção da Fertilidade é a Ideal para Você?

Fertilidade - sex, 05/10/2019 - 11:41
Percepção da Fertilidade

Contracepção e Fertilidade

Se você enviou uma mensagem de texto, uma mensagem direta ou pronunciou em voz alta as palavras "controle de natalidade", ou "evitar gravidez" para seus amigos em algum momento nos últimos anos, provavelmente já viu anúncios proclamando que há um aplicativo para isso. Várias empresas prometem acompanhar seu ciclo menstrual com seu aplicativo e seu algoritmo que pode ajudar a evitar a gravidez - sem necessidade de hormônios, implantes ou inserções de DIU.

Todos os aplicativos de controle de natalidade dependem de uma técnica contraceptiva que existirá para sempre, chamada Percepção da Fertilidade (Tabelinha): Basicamente, você registra certas condições físicas todos os dias para rastrear seu ciclo menstrual até que você possa prever a ovulação como um relógio. Evite sexo desprotegido nos dias durante e ao redor da ovulação, e será improvável que você engravide. Quando feito corretamente, este método é relativamente efetivo - mas precisamente quão eficaz é, é uma questão que gera algum debate. Agora, se fiz o contrário, fazer sexo desprotegido nos dias durante e ao redor da ovulação pode aumentar a probabilidade de gestação. Para isso temos nossa calculadora de fertilidade online.

Esta é a raiz das recentes controvérsias em torno de aplicativos de controle de natalidade como Daysy e Natural Cycles. Como acontece com qualquer método de controle de natalidade, a eficácia da Percepção da Fertilidade depende de quão correta e consistentemente você está usando. Mas, ao contrário dos preservativos ou da pílula, não temos uma imagem clara do uso da percepção “média” da fertilidade - e há pouco consenso científico sobre a qualidade dos estudos por trás daqueles “93% de eficácia!”, afirma. Aprovado pela FDA, o aplicativo Natural Cycles teve suas alegações de eficácia investigadas e autorizadas pelas autoridades médicas suecas, mas o Reino Unido as considerou enganosas e baniu alguns dos seus anúncios. Apesar das alegações sérias de coleta e análise imprópria de dados, a Daysy ainda está no mercado hoje. Tudo isso torna complicado para as usuárias em potencial enxergarem além do hype e tomarem uma decisão contraceptiva informada.

Além disso, há muita desinformação por aí sobre contracepção com base na percepção da fertilidade em geral. Os maiores defensores frequentemente exageram sobre sua eficácia, enquanto os céticos são muito rápidos em descartá-la - fazendo algumas suposições bastante grosseiras ao longo do caminho sobre as pessoas que usam. Se você está intrigada com a ideia de um aplicativo para controle de natalidade, ou se você quer apenas saber mais sobre a Percepção da Fertilidade, aqui está (quase) tudo o que você precisa saber para decidir se é ideal para você.

O que é contracepção baseada na percepção da fertilidade?

Os métodos baseados na percepção de fertilidade, ou FABMs, visam evitar a gravidez, dividindo o ciclo menstrual em dias “férteis” e “não-férteis”. Em dias férteis, a probabilidade de engravidar por sexo desprotegido é mais alta; em dias não férteis, é mais baixa. Descobrir quais são os dias é feito por um rastreio cuidadoso dos biomarcadores ou indicadores físicos de há quanto tempo você está em seu ciclo.

Existem alguns biomarcadores relevantes que você pode acompanhar, o que significa que há vários FABMs para escolher. Estes são os tipos mais comuns:

Métodos de calendário, como o tradicional “método da tabelinha”, acompanha a fertilidade nos dias do calendário em um ciclo menstrual. Uma vez que você esteja familiarizada com a duração e a regularidade de seus ciclos, você pode usar o cronograma padrão do ciclo menstrual para identificar seus dias mais e menos férteis. No método de Dias Padrão, por exemplo, os dias do ciclo 8-19 são considerados férteis.

Métodos de muco cervical (ou ovulação) rastreie a ovulação observando as alterações no muco cervical, que é exatamente o que parece: muco que sai do colo do útero. Sua consistência e aparência mudam em resposta às flutuações hormonais do ciclo menstrual, tornando-se caracteristicamente elástico e escorregadio logo antes da ovulação. O método mais simples de muco é o método dos dois dias: qualquer dia que você observe, esse muco conta como fértil, como no dia anterior.

Métodos de temperatura corporal basal (BBT) também rastreia a ovulação, o que causa um ligeiro mas mensurável aumento na temperatura corporal. Todas as manhãs, antes de sair da cama, você mede a temperatura e grava a leitura em um aplicativo ou manualmente em papel milimetrado. No entanto, você registra as leituras e o objetivo é o mesmo: identificar os picos de temperatura que acompanham a ovulação. O popular e um pouco controverso aplicativo Natural Cycles é um exemplo de um método somente de BBT.

Métodos baseados em hormônios urinários usam um dispositivo chamado monitor de contracepção para testar os níveis de estrogênio e outros hormônios na sua urina. Essas medidas são inseridas em um algoritmo que calcula o período fértil.

Qualquer um desses métodos de biomarcador único pode prevenir a gravidez quando usado adequadamente, mas você também pode combiná-los para obter informações extras. Usar o método BBT em conjunto com métodos de calendário e/ou muco é um método sintotérmico; trocar BBT por hormônio urinário torna-se um método sintomatológico.

Isso parece muito com o Planejamento Familiar Natural (NFP). São a mesma coisa?

Sim e não. Cientificamente, não há diferença real - os NFP e os FABM usam as mesmas técnicas - mas muitas vezes há uma diferença significativa em suas estruturas sociais e morais. Como a Associação de Profissionais de Sensibilização em Fertilidade (AFAP) explica, O NFP é tradicionalmente ensinado em um contexto católico:

“A maioria dos métodos NFP defende abstinência pura (abstendo-se de toda atividade sexual) durante a fase fértil do ciclo, se um casal deseja evitar a gravidez. O NFP não tolera atividade sexual fora do casamento e frequentemente restringe a instrução a casais heterossexuais, noivos ou casados​​”.

Por outro lado, a Percepção da Fertilidade é deliberadamente inclusiva. A AFAP dá as boas-vindas a todas as pessoas, independentemente de sexo, orientação sexual, religião ou estado civil, e apoia explicitamente “toda a gama de opções reprodutivas” - incluindo preservativos, tratamentos de fertilidade e aborto.

Quais são os profissionais?

A coisa mais importante a lembrar sobre os FABMs é que eles são nada mais e nada menos que outra opção de controle de natalidade. Assim como qualquer outro método, você tem que pesar os prós e contras.

Nada de hormônio significa nada de efeitos colaterais

O controle de natalidade hormonal vem com efeitos colaterais; não há como evitar isso. Embora alguns possam ser positivos - fluxos mais leves, menos acne, TPM mais leve - encontrar o coquetel certo de hormônios pode literalmente levar anos de tentativa e erro. Por essa e outras razões, métodos não-hormonais como os FABMs têm suas vantagens: como o DIU de cobre e os preservativos, um FABM não causa efeitos colaterais hormonais desagradáveis. Mas, ao contrário dos DIUs, os FABMs não requerem nenhum processo doloroso de inserção e não alteram seus ciclos - e, diferentemente da maioria dos preservativos, a alergia ao látex não é um problema.

Muitos métodos são gratuitos ou de baixo custo

Acessibilidade física e financeira é outra vantagem para os FABMs. Depois de saber o que você está fazendo, o único equipamento que você precisa para verificar o seu muco cervical é o seu colo do útero, um dedo e um calendário ou gráfico. Você faz as medições sozinha, na sua própria programação, na privacidade da sua própria casa.

Naturalmente, algumas empresas estão ansiosas para monetizar a conscientização sobre a fertilidade, particularmente no campo da instrução. Em si, isso não é necessariamente uma coisa ruim: o uso adequado requer um nível de especialização. As aulas ou consultas individuais com profissionais licenciados não são gratuitas, mas muitas são de baixo custo ou levadas em uma escala móvel. E embora nenhuma delas seja estritamente necessária, um termômetro sofisticado e uma assinatura em um aplicativo ainda podem custar menos do que um compromisso com obstetra/ginecologista e uma receita mensal, dependendo do seu convênio.

Todo o poder está nas suas mãos (e do seu parceiro)

Rastrear e registrar biomarcadores todos os dias durante anos lhe dá uma visão mais completa da sua saúde reprodutiva do que tomar uma pílula ou, ocasionalmente, lembrar que seu DIU existe. Dependendo de quanto você gosta de acompanhar as métricas de saúde e suas experiências no sistema de assistência médica, isso pode ser extremamente estimulante.

Usar um FABM também requer uma forte comunicação com o seu parceiro(s) e médicos. Para as pessoas em relacionamentos saudáveis ​​e de apoio mútuo, o trabalho em equipe pode ser recompensador; do ponto de vista do clínico, tratar um paciente com um interesse informado e investido em sua saúde é um prazer. 

Quais são os contras?

Dependendo da sua perspectiva, a maior vantagem dos FABMs também pode ser sua maior desvantagem. Esses métodos são o oposto de “definir e esquecer” - eles exigem uma participação ativa diária de pelo menos duas pessoas, tornando-as especialmente suscetíveis a erros humanos. Mas, além disso, um dos obstáculos mais frustrantes ao aprender sobre os FABMs é quão pouco sabemos com certeza sobre seu uso e eficácia.

Não é imediatamente eficaz

Mudar para um FABM não é rápido e nem fácil. Há um período de adequação envolvido, durante o qual você rastreia seu(s) biomarcador(es) de escolha todos os dias, idealmente sem ter sexo algum. Mesmo que seus ciclos sejam como um relógio, esse período introdutório pode durar de um a três ciclos: você precisa saber o que é “normal”, mas também precisa de tempo para se acostumar com as técnicas.

Períodos irregulares complicam o processo de integração. Se você estiver saindo da pílula, recentemente após o parto e/ou amamentando, na perimenopausa ou tiver uma condição médica que cause períodos irregulares, pode levar mais tempo - até seis meses - para estabelecer essa linha de base. Até que você tenha realmente aprendido a seguir o rastreamento dos biomarcadores e feito por tempo suficiente para prever com precisão os dias férteis, você não pode confiar em um FABM sozinho para evitar a gravidez.

Não há proteção contra IST ou DST

Como acontece com qualquer contraceptivo sem barreira, os FABMs não protegem contra infecções ou doenças sexualmente transmissíveis. Se a sua vida sexual envolve algum risco de infecção e você confia em um FABM para prevenir a gravidez, certifique-se de usar um método de barreira, como preservativos.

Os FABMs realmente funcionam?

Quase todos os outros métodos contraceptivos foram estudados até a morte. Sabemos com um alto grau de certeza quantas pessoas usam a pílula, com que segurança elas a usam e com que frequência a pílula falha com o uso típico ou perfeito.

Praticamente nada disso vale para os FABMs, que raramente são o foco de testes clínicos. Como eles não são amplamente usados, isso faz algum sentido; o grupo potencial de participantes do estudo começa pequeno e continua encolhendo à medida que critérios de exclusão são aplicados. Os dados por trás dos aplicativos de fertilidade geralmente vêm de laboratórios financiados pelo setor privado, então são de propriedade exclusiva - você não pode simplesmente pesquisar os resultados do Google. Mesmo os artigos revisados ​​por pares sobre FABMs nem sempre são confiáveis: eles podem ser estatisticamente insuficientes, dependem de dados auto relatados ou escolhidos a dedo, exibem projetos experimentais seriamente falhos, ou todos os três. Alguns estudos até mesmo colocam todos os FABMs em um método, o que oculta a ampla variação em suas taxas de eficácia:

Infelizmente, tudo isso significa que há uma séria falta de dados revisados ​​por especialistas para os FABMs - e quando se trata de tomar decisões informadas, esse é o maior obstáculo para provedores e pacientes.

A eficácia do uso perfeito e típico não está bem definida

Dos aproximadamente zilhões de critérios a considerar ao escolher um contraceptivo, a maioria das pessoas se concentra em dois números: sua eficácia com uso perfeito, e sua eficácia com uso típico. Saber o que diferencia os dois - e sua tolerância a essa diferença - é crucialmente importante.

O uso perfeito é mais ou menos o que parece: usar o método contraceptivo exatamente como instruído a cada vez. Uso do método de forma correta e consistente. Obviamente, é quando a contracepção é mais eficaz; O uso perfeito resulta em alta eficácia ou baixas taxas de falha, dependendo da sua perspectiva.

O uso típico, é menos direto, mais próximo do real e factível. O uso típico é a eficácia que você pode esperar de uma pessoa comum... Inclui alguma margem de manobra para não seguir perfeitamente as instruções do método toda vez que você usá-lo. Isso significa que as taxas de eficácia de uso típico são menores (e as taxas de falha são mais altas) do que as que você obteria com o uso perfeito.

As definições de uso típico e perfeito não mudam de método para método, mas o que eles realmente parecem faz. No uso perfeito do FABM é necessário rastrear perfeitamente todos os biomarcadores envolvidos no uso desse método, interpretá-los perfeitamente e, então, evitar perfeitamente o sexo desprotegido em cada dia que é calculado como sendo fértil.

Se vocês puderem verificar consistentemente essas coisas, os FABMs são eficazes, mas dados confiáveis ​​de uso perfeito podem ser difíceis de obter.  Um estudo mostrou que o método de Ovulação Billings apenas do muco pode resultar em apenas uma gravidez não planejada a cada 100 pessoas-ano quando usado de forma absolutamente perfeita. Em outras palavras, se 100 pessoas usassem o método de Ovulação Billings perfeitamente durante um ano, esperamos ver uma gravidez não planejada. Para o método de calendário de Dias Padrão, esse número é 5; para o método de apenas dois dias de muco, é 3,5.

Dados típicos de uso para FABMs são um pouco mais fáceis de encontrar - por alguns métodos, é tudo o que temos -, mas os números são inconsistentes, mesmo dentro dos métodos. Com o uso típico, o método Billings pode resultar em apenas 10 ou até 33 gestações não planejadas por 100 pessoas-ano, dependendo do estudo. Para dias normais, são de 11 a 14 gestações; 14 para dois dias. Mesmo que você saiba que o uso típico reduz a eficácia e é realista em relação aos seus comportamentos, há uma grande diferença entre 10 e 33 gestações não planejadas.

Em grande parte, é por isso que o discurso em torno dos FABMs é tão maduro com desinformação. Sem dados de eficácia reprodutíveis e rigorosamente testados em estudos independentes, é difícil saber exatamente para o que você está se inscrevendo - especialmente quando o jargão de marketing se envolve. O Natural Cycles e o DaysyView, que usam o método BBT, recentemente enfrentaram reações adversas sobre suas taxas de eficácia de uso típicas anunciadas. Mas investigar o mérito dessas acusações e, em seguida, agir se elas são legítimas, pode ser um processo dolorosamente árduo. Uma crítica do estudo usado no marketing do DaysyView em Reproductive Health (que também publicou o estudo original), citando graves falhas analíticas e metodológicas. 

Como escolher um método que funcione para você

Se os prós e contras dos FABMs se alinharem com seu estilo de vida, e você gostaria de começar, você terá que fazer algumas pesquisas primeiro. Mas a pesquisa médica na Internet é complicada, confusa e potencialmente perigosa. Como você pode filtrar o trigo do joio?

Procure fontes de alta qualidade

A melhor coisa que você pode fazer é evitar o hype  e modinhas. Há muitas pessoas que gostariam de lucrar com sua decisão de usar um FABM, seja com um aplicativo elegante, um programa de treinamento caro ou até mesmo um livro. Tente evitar procurar por influenciadores de mídia social para ajudá-lo a tomar suas decisões contraceptivas. Com isso dito, é possível obter informações de qualidade de fontes com fins lucrativos contanto que você saiba o que procurar, que é uma explicação clara e detalhada de todos os riscos e benefícios.

Se você está apenas começando e não sabe para onde ir, temos muitos artigos sobre o assunto. 

Se você puder, encontre um profissional qualificado

Certos FABMs (especialmente o Método Billings, Marquette e Sensiplan) realmente exigem instrução de um profissional certificado para ensinar o método em particular. Não há um conselho de credenciamento federal; certificados variam por método. Se você está interessado em qualquer FABM, particularmente um que requeira instrução, converse com seu ginecologista.

Vale a pena notar que, embora um médico confiável possa ser um guia fantástico, seu obstetra/ginecologista pode não ser capaz de ajudar; os FABMs não fazem parte da educação formal de obstetrícia/ginecologia. A vantagem disso é que os médicos que o Fazem e oferecem aconselhamento sobre FABM geralmente fazem isso com uma paixão genuína pelo trabalho - então, se você puder encontrar um, eles provavelmente ficarão empolgados para trabalhar com você.

Seja honesto consigo mesma e com o seu médico

Ao aconselhar um paciente interessado nos FABMs, é entender seus planejamentos reprodutivos. Isso envolve muitas perguntas, todas as quais precisam ser respondidas de forma honesta e completa para que ela faça uma recomendação: “Você quer ter filhos? Você quer ter mais filhos? Quando você quer ter essas crianças? Como é seu relacionamento? … Quanto trabalho você quer fazer para garantir que seu método seja eficaz? Quais métodos de controle de natalidade você usou no passado, e como isso tem sido para você?” Ela também mencionou especificamente que a triagem de pacientes por violência causada pelo parceiro íntimo é uma parte crucial desta avaliação: FABMs requerem o tipo de confiança mútua, respeito, e honestidade que não existe em um relacionamento fisicamente ou emocionalmente abusivo.

Se isso parece muito para fazer, é. A escolha de um método contraceptivo é uma decisão maciça e potencialmente transformadora de vida - e você merece saber em que está se metendo. Conheça a si mesma, conheça suas opções e aproveite todo o tempo necessário para tomar a melhor decisão possível.

contracepçãoprevençãométodo anticoncepcionalO que você achou deste conteúdo?:  0 Sem avaliações
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Linfedema

Vascular Pro - ter, 04/30/2019 - 19:08
Linfedema

Inchaço nas pernas ou nos braços? Pode ser linfedema! Agora se quiser ler sobre outra causa de inchaço, o lipedema, o artigo é outro.

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

O linfedema é definido como um acúmulo de líquido e proteínas, que pode ocorrer em diversas regiões do corpo, mas com particular importância nas extremidades como braços e pernas. Várias doenças estão relacionadas ao comprometimento do sistema linfático, seja pelo seu bloqueio ou pela sua lesão direta. Como destaques para as situações mais frequentes podemos citar:

Linfedema nos membros superiores: ligado ao câncer de mama, geralmente pós-cirúrgico ou pós-radioterapia

Linfedema nos membros inferiores: ligado às infecções (erisipelas) de repetição

O sistema linfático é pouco conhecido, mas desempenha um importante papel  em nosso organismo. Geralmente localiza-se paralelo ao sistema de transporte de sangue:

Sistema arterial: vasos sanguíneos responsáveis pela distribuição de sangue oxigenado e rico em nutrientes a todos órgãos e tecidos

Sistema venoso: vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno deste sangue, agora com mais gás carbônico e sobras do metabolismo ao coração

Entre as artérias e as veias existe diferença de pressão de permite o fluxo de uma para a outra, mas desse diferencial de pressão decorre acúmulo de liquido e sobras metabólicas nos tecidos.

Como se inicia o problema?

O sistema linfático é responsável pela coleta do excesso de líquidos, proteínas e metabólitos que “sobram” em nosso corpo, pelo direcionamento destes de volta à circulação e pela defesa do organismo contra infecções. Mesmo com o sistema linfático funcionando normalmente, uma produção exagerada de líquidos e metabolitos pode levar ao seu acúmulo, nesse caso, caracterizando o edema simples ou inchaço naquela determinada região. Algumas situações comuns de inchaço sem comprometimento do sistema linfático são: insuficiência cardíaca, problema nos rins, alterações do fígado, varizes dos membros inferiores, hipotireoidismo crônico (mixedema) e o uso de medicações como corticoides, alguns anti-hipertensivos e até mesmo determinados diuréticos, que podem gerar desbalanço e ser a origem do problema.

Como posso fazer o diagnóstico?

A correta identificação da causa desse edema é importantíssima, visto que os tratamentos serão fundamentalmente diferentes. Na maioria das vezes, um minucioso exame médico é suficiente para fazer essa diferenciação. Eventualmente, exames complementares como dosagens sanguíneas (função renal, hepática, proteínas, etc), ultrassom venoso e testes cardíacos são úteis para afastar as outras causas. A linfocintilografia é o exame mais indicado para a visualização direta do sistema linfático, mas suas indicações são restritas.

Há tratamento?

Sim. Muito embora com a tecnologia e os recursos que dispomos atualmente o Linfedema não tem cura, é possível e importantíssimo fazer o tratamento adequado a fim de bloquear a evolução da doença e diminuir suas graves consequências. Tal tratamento é baseado em quatro pontos fundamentais, conhecido como terapia descongestiva complexa. Os componentes desse tratamento consistem na drenagem linfática manual, exercícios que estimulem a drenagem linfática (miolinfocinéticos), terapia de compressão (com meias/luvas elásticas ou bandagens compressivas) e os cuidados com a pele como hidratação e prevenção de infecções fúngicas ou simplesmente micoses. A associação de linfedema de membros inferiores e doença venosa (varizes ou insuficiência venosa crônica) é bastante frequente. Nestes casos o tratamento concomitante pode trazer benefícios e uso de medicações flebotômicas e/ou meias de compressão podem ajudar a minimizar os sintomas.

 

Dica: Se você apresenta inchaço nas pernas ou nos braços e pensa que pode ser linfedema, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que conhece as melhores técnicas de investigação e pode, em conjunto com o paciente, definir a forma mais adequada de prevenir e tratar esse problema.

Veja mais:

Anatomia: 

Sistema linfático

Causa: 

Adquirida (câncer de mama, erisipela, traumas) ou Congênita

Diagnóstico Diferencial: 

Lipedema

Fatores de Risco: 
  • tratamento de câncer de mama
  • infecção por nematódeos (filariose)
  • cirurgia perto de linfonodos axilares ou inguinais
  • estádio avançado de tumor, nódulo e metástase (TNM)
Evolução Natural: 

Depende da causa

Prevenção Primária: 

A prevenção rrequer alimentação saudável; em manter o peso atual ou perder peso, se necessário; realizar exercício físico – os movimentos forçam o líquido a ser drenado pela compressão dos músculos.

 

Visitas regulares ao seu médico  onde a área será examinada e medida; drenagem linfática manual, um procedimento que apenas deve ser realizado por um profissional de saúde qualificado; aplicação de meias (ou mangas) de compressão

Sinais ou Sintomas: 
  • Sensação de peso em alguns locais do corpo, como braço, perna, barriga ou genitais;
  • Edema/Inchaço.;
  • Alteração da textura da pele, como enrijecimento e vermelhidão;
  • Dor, formigamento ou outro desconforto na região;
  • Diminuição dos movimentos e da flexibilidade nas articulações próximas, como mãos, pulsos, tornozelos, pálpebras e lábios;
  • Sentir que roupas e sapatos parecem apertados sem qualquer ganho de peso, assim como colares, anéis, relógios ou pulseiras. 
Prognóstico: 

O prognóstico do linfedema é bastante difícil, devido à multiplicidade de causas. Pacientes que apresentam aplasia ou hipoplasia distal na linfocintilografia são considerados de bom diagnóstico, com uma evolução lenta do edema e de complicações. Por outro lado, em pacientes que apresentem hipoplasia proximal, associada ou não à distal, a progressão para edema severo é rápida e com complicações.

Tratamentos Possíveis: 

Quanto mais cedo descobrir o problema, mais fácil o tratamento. Devemos lembrar que o linfedema é uma doença crônica, e o tratamento é paliativo, visando evitar a piora ou evolução do problema.

 

Quando o edema ainda regride, a maioria das vezes resolvemos o problema com atitudes saudáveis como manter o peso equilibrado, atividade física regular, colocar as pernas elevadas sempre que puder, uso de meia elástica medicinal e drenagem linfática.

 

Para casos mais graves, além do que já foi dito, podemos usar a terapia física complexa, que, além da drenagem linfática manual, inclui compressão, exercícios miolinfocinéticos e cuidados com a pele. Também podemos usar medicação linfocinética. Em casos extremos existem opções cirúrgicas para retirar o excesso de tecido formado.

Complicações Possíveis: 

Infecção, como celulite e erisipela são complicaçõe spossíveis. É vital que os pacientes com linfedema estejam cientes dos sintomas da infeção, para que procurem tratamento aos primeiros sinais, uma vez que infeções recorrentes, além de seu perigo inerente, ainda (podem) danificar o sistema linfático e criar um círculo vicioso. A inflamação da pele e de tecidos conjuntivos, inflamação de vasos linfáticos, trombose venosa profunda são complicações do linfedema.

Muito raramente, em alguns casos extremamente graves, no caso do linfedema não ser tratado durante 6 e 10 anos, por exemplo, poderá surgir um tumor conhecido como linfangiossarcoma. O câncer começa como um nódulo avermelhado na pele, alastrando-se rapidamente. É  bastante agressivo, sendo tratado por amputação do membro afetado.

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Categorias: Medicina

O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal

Vascular Pro - seg, 04/22/2019 - 12:13
Aneurisma de Aorta Abdominal

Quando se investiga uma doença no paciente que não tem sintomas deve-se eticamente considerar que:

  • A doença tenha alta taxa de mortalidade.
  • O exame utilizado para o diagnóstico seja bem aceito pelo paciente, eficaz e de custo razoável.
  • principalmente  que o tratamento da doença diagnosticada na fase pré-sintomática faça diferença real na vida da pessoa. (ou seja, não adianta achar doenças que não necessitem de tratamento, ou que não mudem o prognóstico)

 

As duas principais organizações no mundo que definem as orientações para o rastreamento de doenças no paciente assintomático (check-up) são a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Canadian Task Force on Preventive Health Care (CTFPHC). São forças tarefas com diversos especialistas que revisam as melhores evidências científicas e determinam que exames devam ser realizados e em quais indivíduos.

Novamente na última recomendação da USPSTF publicada em 2014 a investigação do aneurisma da aorta abdominal é fortemente recomendada nos homens idosos (de 65 a 75 anos) fumantes.

Outros fatores de risco para essa doenças além do envelhecimento são:  doenças das artérias coronarianas, doença cerebrovascular, colesterol elevado, obesidade, hipertensão arterial e história de outros aneurismas.

O exame para a detecção é a ultrassonografia com doppler, que é fácil de ser realizado, não traz desconforto para o paciente e apresenta alta sensibilidade (94% a 100%) e especificidade (98 a 100%), ou seja,  detecta com segurança esse problema.

A grande vantagem do diagnóstico precoce do aneurisma da aorta abdominal é que a taxa de mortalidade na cirurgia eletiva é ao redor de 5% e na cirurgia de urgência de 21 a 76%. Ou seja, descobrindo cedo, tratando cedo com o cirurgião vascular, melhores prognósticos.

Fizemos um projeto no passado com um modelo de Check-up Virtual online, que chegou a ganhar prêmio Dr Cidadão.

 

Referências:

 

Moraes, IN Tratado de Clínica Cirúrgica

Amato, MCM, Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento

Internet Citation: Clinical Summary: Abdominal Aortic Aneurysm: Screening. U.S. Preventive Services Task Force. October 2014.

uspreventiveservicestaskforce

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Morillo.Anatomia: 

Artérias

Causa: 

Aterosclerose, degenerativo, infeccioso, congênito

Diagnóstico Diferencial: 

Doença arterial oclusiva

Fatores de Risco: 

Tabagismo
Hipertensão

Evolução Natural: 

A tendência dos aneurismas é crescer até, em algum momento, romper. Mas a velocidade de crescimento é muito importante, pois se crescerem lentamente e sendo pequenos, podem ser apenas acompanhados com observação e tratamento clínico.

Prevenção Primária: 

Não fumar, tratar hipertensão, tratar outras comorbidades

Sinais ou Sintomas: 

A maioria não tem sintomas, mas quando rompem podem causar choque e óbito

Tratamentos Possíveis: 

Cirurgia aberta de aneurismectomia
Cirurgia Endovascular de exclusão de aneurisma
Tratamento clínico

Complicações Possíveis: 

Ruptura, oclusão, embolização distal

Código: I71 Select ratingGive O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 1/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 2/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 3/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 4/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 5/5 Sem avaliações vascularaneurismageriatriaprevenção
Categorias: Medicina

Perda da visão

Vascular Pro - seg, 04/15/2019 - 12:31

Causas vasculares de perda da visão
 

Tags: sintomas Select ratingGive Perda da visão 1/5Give Perda da visão 2/5Give Perda da visão 3/5Give Perda da visão 4/5Give Perda da visão 5/5 Sem avaliações
Categorias: Medicina

Dor de cabeça

Vascular Pro - seg, 04/15/2019 - 12:27

Existem mais de 200 tipos de dor de cabeça. Seus sintomas de dor de cabeça podem ajudar o médico a determinar a causa e o tratamento adequado. A maioria das dores de cabeça não é resultado de uma doença grave, mas algumas podem resultar de uma condição com risco de vida que requer cuidados de emergência. Causas de dor de cabeça são muitas, entre elas:

  • Estresse
  • Calor
  • Dormir mal
  • Alguns Alimentos
  • Postura incorreta
  • Cheiros fortes
  • Esforço exagerado
  • Dor de cabeça tensional
  • Enxaqueca
  • Sinusite
  • Cefaléia em Salvas
  • Cefaléia Tensional
  • Cefaléia pós coito
  • Hemicranias paroxísticas
  • Sinusite aguda
  • Coágulo de sangue (trombose venosa) dentro do cérebro
  • Aneurisma cerebral
  • Cérebro com malformação arteriovenosa ou uma formação anormal de vasos sanguíneos do cérebro
  • Tumor cerebral
  • Intoxicação por monóxido de carbono
  • Síndrome de Arnold-Chiari (malformação rara e congênita do sistema nervoso central)
  • Concussão
  • Desidratação
  • Problemas dentários
  • Otite
  • Encefalite
  • Arterite (inflamação do revestimento das artérias)

  • Glaucoma
  • Ressaca
  • Gripe
  • Rupturas de vasos sanguíneos no cérebro
  • Medicamentos para o tratamento de outras doenças
  • Meningite
  • Uso excessivo de medicação para a dor
  • Ataques de pânico
  • Síndrome pós-concussão
  • Pressão na cabeça por conta de chapéus apertados, capacetes ou óculos de proteção
  • Aumento da pressão no interior do crânio
  • Toxoplasmose
  • Neuralgia do trigêmeo.
Tags: sintomasclínica Select ratingGive Dor de cabeça 1/5Give Dor de cabeça 2/5Give Dor de cabeça 3/5Give Dor de cabeça 4/5Give Dor de cabeça 5/5 Sem avaliações
Categorias: Medicina

Arterite temporal

Vascular Pro - seg, 04/15/2019 - 12:13
Arterite temporal

A arterite temporal (AT) é uma vasculite considerada emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes.

O que é a arterite temporal?

Também chamada de arterite de células gigantes ou vasculite necrotizante é uma inflamação das artérias do sistema carotídeo, particularmente as artérias cranianas.

Qual a população mais suscetível?

A arterite temporal ocorre principalmente em idosos com mais de 70 anos e é um pouco mais comum nos indivíduos de pele branca e do sexo feminino.

Quais os sintomas da arterite temporal?

Em 70 a 90% dos pacientes o sintoma inicial é uma dor de cabeça latejante e continua na região temporal (parte lateral anterior do crânio ou “têmporas”).

Ocorre também diminuição, turvação e/ou perda fugaz da visão.

É comum esse quadro ser precedido de dor muscular e fraqueza na região dos ombros e membros superiores (polimialgia reumática).  Febre baixa e inapetência também podem estar presentes.

Como é feito o diagnóstico?

Após a suspeita clinica deve-se palpar a artéria temporal (foto) que pode estar mais grossa, dolorosa e com a pulsação ausente ou diminuída. Às vezes a dor piora com movimentação da mandíbula.  O exame que define do diagnóstico é a biópsia da artéria temporal que deve ser feita por um cirurgião vascular nas primeiras 48horas e analisada por um patologista.

O exame de hemossedimentação (VHS) é muito elevado (>100) e reforça o diagnóstico.

Qual o tratamento?

Para prevenir a cegueira o tratamento com corticosteroides deve ser iniciado assim que houver a suspeita clinica e em doses efetivas. Se não for possível realizar a biópsia prontamente o tratamento não deve ser adiado, mas a biópsia da artéria é o exame padrão ouro para confirmar o diagnóstico e determinar o tempo de tratamento.

 

 

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Moriilo.

 

Bibliografia: Palheta Neto, F. X., Carneiro, K. L., Rodrigues Junior, O. M., Rodrigues Junior, A. G., Jacob, C. C. D. S., & Palheta, A. C. P. (2008). Aspectos clínicos da arterite temporal. Arq. Int. Otorrinolaringol. (Impr.), 12, 546–551. Retrieved from http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/acervo_port.asp?id=570

Anatomia: 

Artéria temporal

Causa: 

Autoimune ou desconhecido

Diagnóstico Diferencial: 

problemas odontológicos, neuralgia do trigêmeo, sinusites, otites, alterações nos vasos sangüíneos ou músculos dos oculares, entre outras várias causas de cefaléia 

Epidemiologia: 

A Doença de Horton é a vasculite mais prevalente em adultos acima de 50 anos, com pico de incidência entre os 70 e os 80 anos, sendo esta de cerca de 200 casos por 100.000 habitantes, especialmente em idosos, e a média de idade de 72 anos, com grande variação de país a país. As mulheres têm de 2 a 6 vezes mais chances de serem acometidas do que os homens, provavelmente devido a fatores hormonais, contudo observou-se que o predomínio do sexo feminino está associado à polimialgia reumática e não na sua forma pura. O percentual também é maior em pessoas com histórico de tabagismo. A doença não tem alta preferência por tipo racial, porém é ligeiramente superior em caucasianos, especialmente entre os descendentes escandinavos, o que provavelmente, está relacionado com a distribuição do antígeno HLA-DR4 entre as raças 

Sinais ou Sintomas: 

Sintomas sistêmicos incluem febre, adinamia, inapetência, perda de peso e mialgias inespecíficas, principalmente pela manhã, com rigidez do pescoço e da musculatura da cintura escapular e pélvica, além de sudorese noturna e anorexia.
A claudicação da mandíbula é um sintoma clássico da doença. O paciente tem dor quando mastiga ou conversa mais prolongadamente, melhorando com o repouso, ocorrendo nos casos em que há comprometimento da artéria facial. A claudicação dos músculos da língua e da deglutição e espasmos dos músculos da mastigação, denominado de trismo também pode ocorrer.
As manifestações oftalmológicas são diversas, dentre as quais destaca-se a neuropatia óptica isquêmica anterior (NOIA), constituindo uma das mais graves e mais comuns seqüelas da doença, tendo sido relatada entre 7% e 60% dos pacientes.
Defeitos campimétricos e cegueira cortical.
Dentre as manifestações neurológicas, a principal queixa é a cefaléia, sendo a manifestação cardinal da ACG e a queixa que mais freqüentemente leva o paciente ao médico: Dor intensa, persistente, unilateral ou bilateral, na região temporal e até mesmo occipital, lancinante ou pulsátil, com períodos de exacerbação, apresentando tumefação, amolecimento e hipersensibilidade na região temporal, em cerca de 25% dos casos. Alguns relatam dor em qualquer parte da cabeça ou difusamente, como na cefaléia por contração muscular.
Depressão, confusão mental, demência, psicose; infarto ou hemorragia cerebral, episódios isquêmicos transitórios; ataxia, tremor, surdez, tinitus, vertigem (manifestações relacionadas à artéria facial); paralisia facial; síncope, convulsões, meningismo, diabetes insípido; mielopatia transversa e neuropatias periféricas.
As principais manifestações otorrinolaringológicas são tosse seca persistente, odinofagia, disfonia, parestesias e claudicação linguais, zumbidos, glossite, isquemia e necrose linguais, e disacusia neussensorial, que pode variar da forma leve até a surdez, caso o tratamento não seja efetuado devidamente 

Prognóstico: 

O prognóstico da doença, quando bem tratada, é bom. A sobrevida dos pacientes não é diferente da população em geral com a mesma faixa etária. Com tratamento, a maioria dos indivíduos atinge a remissão completa; contudo, a perda da visão pode ser irreversível. Se a artéria aorta ou alguma de suas tributárias estão envolvidas, o prognóstico pode ser pior, pois esses vasos podem se alargar e até mesmo romper. Porém, a maior parte das complicações relacionadas à arterite de células gigantes é causada mais pela terapia com hormônios esteróides do que pela doença propriamente dita 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento de pacientes com arterite temporal é fundamental para evitar a perda da visão e a terapia deveria ser iniciada baseada na suspeita clínica, não nos resultados da biópsia. Utiliza-se um tipo de corticosteróide para o tratamento clínico. O principal objetivo da corticoterapia é a prevenção da cegueira, principalmente quando um dos olhos já foi atingido, ou de outras graves complicações da doença. 

Complicações Possíveis: 

Cegueira

Código: M31.5 Select ratingGive Arterite temporal 1/5Give Arterite temporal 2/5Give Arterite temporal 3/5Give Arterite temporal 4/5Give Arterite temporal 5/5 Average: 3 (1 vote) geriatriavasculararteritereumatologia
Categorias: Medicina

Varizes passa de pais para filhos?

Vascular Pro - qua, 04/10/2019 - 08:26

Isso é a mais pura verdade, na maioria dos casos varizes são hereditárias, são as chamadas varizes primárias. É claro que nem todos desenvolverão a os problemas da falha da bomba periférica, como dor nas pernas, inchaço/edema, coceira, eczema de estase, dermatite ocre (deposição de hemossiderina), lipodermatoesclerose (endurecimento da pele e subcutâneo), varicorragia (sangramento pelas varizes), úlceras venosas e varizes.
O fato de ter parentes com varizes ou problemas venosos aumenta a probabilidade de ter também, porém não significa que terá. Também o fato de ter varizes não significa que seus filhos terão, embora eles tenham uma probabilidade maior do que a população em geral.
O defeito genético não está completamente elucidado ainda, sendo multifatorial e com herança indefinida, um estudo mostra que é passado aos filhos em 90% dos casos se pai e mãe tiverem a doença; caso somente um dos dois possua a doença, há um risco de 62% em mulheres e 25% em homens; caso nenhum dos dois genitores possua a doença, ainda há um risco de 20%.

Fonte: https://www.veins.co.uk/
Berard A, Abenhaim I, Platt R, et al. (2002) Risk factors for the first time development of venous ulcers of the lower limb: The influence of heredity and physical activity. Angiology 53:647-657
David L. Rimoin, MD, PhD, J. Michael Connor, Reed E. Pyeritz, MD, PhD and Bruce R. Korf, MD, PhD Emery and Rimoin's Principles and Practice of Medical Genetics e-dition, 5th Edition, Churchill Livingstone, 2007

varizes
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Coceira nas pernas

Vascular Pro - qua, 04/10/2019 - 08:24

Suas pernas estão coçando? Quer saber quais são as possíveis causas de coceira nas pernas? Pernas que coçam podem ter várias causas:

  • Doenças
    • Insuficiência Venosa Crônica
      • Eczema
    • Lipedema
    • Alergia
    • Dermatite
      • Dermatite de contato
      • Dermatite atópica
    • Urticária
    • "Pele seca" / "Pele ressecada" / Xerose
    • Escabiose (sarna)
    • Doenças do fígado
      • tumores
      • cirrose biliar primária
    • Picada de inseto
      • estrófulo
    • Neuropatia diabética
    • Líquen plano
    • Falta de higiene
    • Fungos
      • tinea cruris
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Doença inflamatória pélvica

Fertilidade - ter, 04/09/2019 - 11:41
DIP

Doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. Geralmente ocorre quando as bactérias sexualmente transmissíveis se espalham da vagina para o útero, trompas de falópio ou ovários.

A doença inflamatória pélvica geralmente não causa sintomas ou dá sinais. Como resultado, você pode não perceber que tem a condição e não obter o tratamento necessário. A condição pode ser detectada mais tarde se você tiver problemas para engravidar ou se desenvolver dor pélvica crônica.

Sintomas

Sinais e sintomas da doença inflamatória pélvica podem incluir:

  • Dor no baixo ventre e na pelve
  • Corrimento vaginal pesado com odor desagradável
  • Sangramento uterino anormal, especialmente durante ou após a relação sexual, ou entre ciclos menstruais
  • Dor ou sangramento durante a relação sexual (dispareunia)
  • Febre, às vezes com calafrios (tremedeiras? temperatura acima de 38˚C?)
  • Micção dolorosa ou difícil (dói para fazer xixi?)

DIP pode causar apenas sinais e sintomas leves ou nenhum. Quando grave, a DIP pode causar febre, calafrios, dor abdominal ou dor pélvica grave - especialmente durante o exame pélvico - e desconforto intestinal.

Quando ver um médico

Consulte o seu médico ou procure assistência médica urgente se sentir:

  • Dor grave na parte baixa em seu abdome
  • Náuseas e vômitos, com uma incapacidade de manter qualquer coisa ingerida
  • Febre, com temperatura superior a 38,3°C 
  • Corrimento vaginal

Se os seus sinais e sintomas persistirem, mas não forem graves, consulte o seu médico assim que possível. Corrimento vaginal com odor, micção dolorosa ou sangramento entre os ciclos menstruais pode estar associado a uma infecção sexualmente transmissível (DSTs). Se estes sinais e sintomas ocorrerem, pare de fazer sexo e consulte o seu médico o mais breve possível. O tratamento imediato de uma DST pode ajudar a prevenir a DIP.

Marque agora consulta com ginecologista

 

Causas

Muitos tipos de bactérias podem causar DIP, mas as infecções por gonorreia ou clamídia são as mais comuns. Essas bactérias geralmente são adquiridas durante o sexo desprotegido.

Menos comumente, as bactérias podem entrar no trato reprodutivo sempre que a barreira normal criada pelo colo do útero sofrer irritação. Isso pode acontecer após o parto, aborto ou aborto espontâneo.

Fatores de risco

Vários fatores podem aumentar o risco de doença inflamatória pélvica, incluindo:

  • Ser uma mulher sexualmente ativa com menos de 25 anos de idade
  • Ter múltiplos parceiros sexuais
  • Estar em um relacionamento sexual com uma pessoa que tenha mais de um parceiro sexual
  • Fazer sexo sem camisinha
  • Fazer ducha regularmente, o que perturba o equilíbrio das bactérias boas contra bactérias nocivas na vagina e pode mascarar os sintomas
  • Ter um histórico de doença inflamatória pélvica ou uma infecção sexualmente transmissível

A maioria dos especialistas agora concorda que ter um dispositivo intrauterino (DIU) inserido não aumenta o risco de doença inflamatória pélvica. Qualquer risco potencial ocorre geralmente dentro das primeiras três semanas após a inserção.

Complicações

Doença inflamatória pélvica não tratada pode causar cicatrizes. Você também pode desenvolver coleções de líquidos infectados (abscessos) nas trompas de Falópio, que podem danificar os órgãos reprodutivos.

Outras complicações podem incluir:

  • Gravidez ectópica.   DIP é uma das principais causas de gravidez tubária (ectópica). Em uma gravidez ectópica, o tecido cicatricial da DIP impede que o óvulo fertilizado atravesse a trompa de falópio para implante no útero. As gravidezes ectópicas podem causar hemorragias graves e potencialmente fatais e requerem atenção médica de emergência.
  • Infertilidade.   DIP pode danificar seus órgãos reprodutivos e causar infertilidade - a incapacidade de engravidar. Quanto mais vezes você tiver DIP, maior o risco de infertilidade. Atrasar o tratamento para a DIP também aumenta drasticamente o risco de infertilidade.
  • Dor pélvica crônica.   A doença inflamatória pélvica pode causar dor pélvica que pode durar meses ou anos. Cicatrizes nas trompas de falópio e outros órgãos pélvicos podem causar dor durante a relação sexual e a ovulação.
  • Abscesso tubo-ovariano.   DIP pode causar um abscesso - uma coleção de pus – que pode se formar em seu tubo uterino e ovários. Se não for tratada, você pode desenvolver uma infecção com risco de vida.

 

Prevenção

Para reduzir o risco de doença inflamatória pélvica:

  • Pratique sexo seguro.   Use preservativos sempre que fizer sexo, limite o número de parceiros e pergunte sobre o histórico sexual de um possível parceiro.
  • Converse com seu médico sobre contracepção.   Muitas formas de contracepção não protegem contra o desenvolvimento de DIP. Usar métodos de barreira, como preservativo, pode ajudar a reduzir seu risco. Mesmo se você tomar pílulas anticoncepcionais, ainda é importante usar preservativo toda vez que fizer sexo para se proteger contra DSTs.
  • Faça o exame.   Se você estiver em risco de contrair uma DST, como clamídia, marque uma consulta com seu médico para fazer o exame. Configure um cronograma de exames regulares com seu médico, se necessário. O tratamento precoce de um DST oferece a melhor chance de evitar a DIP.
  • Solicite que seu parceiro faça o exame.   Se você tiver doença inflamatória pélvica ou DST, aconselhe seu parceiro a fazer o exame e, se necessário, o tratamento. Isso pode impedir a propagação de DSTs e a possível recorrência da DIP.
  • Não faça ducha.   Fazer ducha perturba o equilíbrio de bactérias em sua vagina.
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6 DSTs que podem afetar a fertilidade

Fertilidade - dom, 04/07/2019 - 09:21
DSTs

Doenças Sexualmente Transmissíveis

1. Clamídia

A clamídia é uma infecção bacteriana extremamente comum; há uma estimativa de três milhões de casos todos os anos nos Estados Unidos. Ela afeta desproporcionalmente jovens humanos com vaginas , como aquelas entre 15 e 24 anos, representando 68% de todos os casos relatados em 2013.

A clamídia pode resultar em doença inflamatória pélvica (DIP), que é quando os órgãos reprodutivos ficam inflamados porque são incomodados por bactérias indesejadas. Se você tem clamídia e órgãos reprodutivos femininos, você tem de 10 a 15% de chance de desenvolvimento de DIP. A DIP pode causar cicatrizes em seus órgãos pélvicos, o que pode causar uma barreira contra os espermatozoides, para que eles não consigam alcançar o seu óvulo. A DIP também pode causar gravidez tubária ou ectópica, uma situação extremamente perigosa na qual o óvulo e o espermatozoide se implantam na trompa de Falópio em vez do útero. Este é um grande problema, porque esses tubos não têm espaço suficiente para abrigar um feto em crescimento, para não mencionar toda a nutrição necessária para alimentá-lo; gravidez ectópica deve ser interrompida através da medicamentos ou cirurgia.

Além disso, a clamídia pode infectar as trompas de falópio, o que também pode resultar em infertilidade. Uma nova pesquisa também descobriu que se a pessoa com órgãos reprodutivos masculinos tiver clamídia, o casal tem cerca de um terço menos probabilidade de engravidar.

A clamídia, se não for tratada, também pode ser perigosa para os recém-nascidos. As mães podem passar as bactérias para os seus fetos, resultando em conjuntivite de inclusão, que você pode conhecer como olho cor-de-rosa. Cerca de 50% dos bebês nascidos de mães com clamídia não tratada adquirem essa doença ocular, o que faz com que seus pequenos olhos inchem e fiquem com pus. É importante ser curado; embora a clamídia provavelmente desapareça sozinha dentro de um ano, pode causar cicatrizes em seus pequeninos olhos.

Aqui está o problema: tudo isso pode acontecer sem você saber que tem clamídia, já que a maioria das pessoas não apresenta sintomas de infecção por clamídia. É importante fazer o exame rotineiramente para que você possa descobrir cedo, antes que cause estragos em seu bebê. Felizmente, a clamídia é curada com um ciclo de antibióticos, por isso, se você tiver um exame positivo para isso, o seu médico irá trata-la corretamente.

2. Gonorreia

Como a clamídia, a gonorreia é uma infecção bacteriana. Pode resultar em DIP, que sabemos agora não ser bom para o funcionamento interno do sistema reprodutivo feminino. Ela também pode mexer com a fertilidade em sistemas reprodutivos masculinos, especificamente, resultando em epididimite, que é quando o epidídimo (um tubo pelo qual o espermatozoide viaja antes de, você sabe, disparar em todos os lugares) fica inflamado. Se a epididimite não for tratada, pode levar a infertilidade.

Também como a clamídia, a bactéria que causa a gonorreia pode causar olho cor-de-rosa em recém-nascidos; quando isso resulta de gonorreia, é chamado de conjuntivite gonocócica. Se não for tratada, essa forma de conjuntivite pode causar cegueira - na verdade, costumava ser a principal culpada pela cegueira nos Estados Unidos.

Finalmente, como a clamídia, você também pode ser assintomático para a gonorreia. Há 820.000 casos anuais de gonorreia a cada ano nos Estados Unidos, então esta é outra que deve ser observada no exame regular de DSTs. Felizmente, como acontece com a clamídia, a gonorreia pode ser tratada com antibióticos. Infelizmente, algumas cepas de gonorreia estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, tornando-a menos facilmente tratável.

3. Papilomavírus Humano

Papilomavírus Humano, ou HPV para ser breve, é extremamente comum. Aproximadamente 79 milhões de pessoas nos Estados Unidos tem agora, e cerca de 14 milhões de pessoas são infectadas a cada ano. Essa DST é tão comum que, se você é sexualmente ativo, é basicamente inevitável que você tenha pelo menos uma estirpe dela em algum momento de sua vida.

Na verdade, existem mais de 100 cepas diferentes de HPV, e apenas cerca de 40 são sexualmente transmissíveis (as outras vivem em outro lugar da pele e causam verrugas). Destas 40, apenas algumas causam verrugas genitais, e apenas algumas causam câncer. O HPV atualmente não tem cura médica, mas, felizmente, na maioria dos casos, seu corpo limpa a própria infecção por HPV. Isso acontece muito rapidamente — a vida média de uma infecção pelo HPV é entre quatro e 20 meses, e a maioria dos corpos se livra dela dentro de dois anos.

Apenas ser positivo para o HPV não afeta suas habilidades para engravidar. Mas se você tem uma cepa cancerosa, você pode acabar com as células pré-cancerosas no colo do útero, e isso pode impactar a capacidade de fazer bebês no futuro. Especificamente, as técnicas médicas que removem essas células pré-cancerígenas podem mexer com o muco cervical, que ajuda os espermatozoides a alcançarem o óvulo. Se o procedimento remover uma quantidade significativa de tecido cervical, o colo do útero pode ficar enfraquecido. Isso aumenta o risco de aborto espontâneo, já que o colo do útero pode se abrir antes que o feto esteja pronto para sair.

O seu ginecologista verifica se você tem HPV toda vez que ela lhe faz um papanicolau, por isso é fácil saber o seu estado. Só porque você está infectada com uma cepa relacionada ao câncer, isso não significa que você terá células pré-cancerígenas e que terá que se submeter a qualquer tratamento que resulte em mais dificuldades para engravidar.

4. Sífilis

Um problema enorme antigamente, a sífilis é agora tratável com penicilina se pega em seus estágios iniciais. No entanto, está fazendo um tipo de retorno - em 2010, houve quase 46.000 casos de sífilis relatado nos Estados Unidos. Novos casos são principalmente atribuíveis a homens que fazem sexo com homens, mas a doença também está tendo um retorno problemático em humanos com vaginas.

Este ressurgimento é super importante para a fertilidade. Se engravidar enquanto estiver com sífilis não tratada, você tem 50% de aborto espontâneo ou natimorto. Se o seu bebê for infectado durante o parto, há 10% de chance de morte, muitas vezes apenas alguns dias depois de nascer. E se você contrair sífilis em algum momento nos quatro anos antes de engravidar, as chances de seu feto ser infectado é de 80%.

A sífilis também pode causar epididimite em pessoas com órgãos reprodutivos masculinos, que já sabemos que podem causar infertilidade. A sífilis também pode mexer com os testículos, o que pode afetar negativamente a fertilidade. Finalmente, se você deixar sua sífilis ficar sem tratamento por tempo suficiente, você pode desenvolver tabes dorsalis, que é quando a doença começa a degenerar seus nervos. Uma das consequências desta sífilis tardia é a disfunção erétil.

5. Herpes Genital

Herpes genital é causada pelo vírus de herpes simples (HSV). Humanos com vaginas são muito mais prováveis de obter esta infecção, que infelizmente é incurável (mesmo agora). Estima-se que um em cada quatro humanos com sistemas reprodutivos femininos têm herpes genital, comparado a quase um em oito com sistemas reprodutivos masculinos.

O herpes genital não atrapalha sua capacidade de engravidar, mas pode ser perigoso para o feto. Se você está grávida e tem um surto de herpes durante o terceiro trimestre, você pode passar o vírus ativado, que pode ser mortal para o seu recém-nascido. Felizmente, você pode impedir seu bebê de obter herpes através de medicação e por parto através de uma cesariana.

Estudos mostram a possíbilidade de influência em infertilidade, mas ainda é muito cedo para dizer.

6. HIV

Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) interfere em seu sistema imunológico, enfraquecendo-o para que ele não possa combater doenças. AIDS é a condição criada pelo HIV em que seu sistema imunológico está danificado e não pode lutar contra outras infecções, então você fica doente muito facilmente.

Como herpes, o HIV não impede sua capacidade de engravidar. No entanto, você pode transmitir HIV para um feto, dando-lhe uma doença que atualmente é vitalícia e incurável. Felizmente, se você souber o seu estado de HIV quando engravidar, você pode trabalhar com seu médico para obter medicação que irá garantir que seu bebê nasça HIV negativo. Você também pode fazer uma cesariana em vez de um parto vaginal para proteger ainda mais seu bebê. Seu novo ser humano será colocado sob medicação para o HIV nas primeiras seis semanas de sua vida para garantir que qualquer HIV que tenha chegado a esse minúsculo novo corpo seja erradicado. Finalmente, será solicitado que você não amamente, já que os bebês podem pegar o HIV através do leite materno.

Conclusão

Não compartilhamos essa informação para te assustar, mas a realidade é que se você pegar uma dessas DSTs e não a tratar (aquelas que são tratáveis) ou controlar ou mesmo tomar medidas preventivas, pode ser mais difícil para você ter um bebê saudável no futuro. É por isso que é super importante proteger-se (ou seja, usar preservativos com seus parceiros sexuais, a menos que você tenha certeza de que eles não têm uma DST) e fazer o exame regularmente - muitas dessas doenças não apresentam sintomas por um tempo, se alguma vez apresentam, você pode nem saber que você as tem, a menos que você as veja no resultado do exame.

Lembre-se de que nenhum sexo é 100% seguro; Estamos sempre assumindo um pouco de risco quando compartilhamos nosso corpo com outra pessoa. Mas é tão importante lembrar todas as coisas boas sobre sexo (seja o que for para você) e lembrar que as DSTs são um fato da vida. Faça o seu melhor para se proteger e para proteger a sua fertilidade, mas também não deixe o medo te paralisar.

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ClaCs

Vascular Pro - sab, 04/06/2019 - 21:56

Na última década diversas tecnologias amadureceram e passaram a integrar o arsenal terapêutico venoso.

Há muito se sabe que nenhuma técnica única é perfeita para o tratamento de todas as teleangiectasias, reticulares e varizes.

Não existe pílula milagrosa, ou pomada mágica.

Cada técnica é mais adequada para determinado tipo de vaso, e, por isso o planejamento terapêutico é essencial, e não pode ser escolhido como se escolhe diferentes marcas de shampoo.

O grande segredo está em identificar a melhor técnica para determinado tipo de lesão e paciente, o que deve ser realizado pelo cirurgião vascular.

Por exemplo, um paciente pode ter alguma contra indicação ou aversão a certo tratamento, que para outro pode ser o ideal.

Portanto, não existe a “receita de bolo”, um padrão que funciona para todo mundo, e deve ser personalizado pelo cirurgião vascular seguindo as características e necessidades de cada paciente.

Os aparelhos, tecnologias e métodos existentes são nada mais do que ferramentas na mão de um artista, que deve escolher a mais adequada para o objetivo do tratamento.

Imagine um pincel na mão de Leonardo da Vinci e o mesmo pincel na mão de outro mortal qualquer, o resultado será sempre diferente. Assim como tenho certeza que Leonardo talvez não conseguisse fazer sua melhor obra de arte usando um computador.

O uso que se faz das ferramentas é mais importante do que a ferramenta em si para o resultado final.

Porém, novas ferramentas, após adequada avaliação podem apresentar resultados mais consistentes, reprodutíveis e com menos riscos, e devemos sempre que possível acrescentá-los à pratica.

A associação de métodos no tratamento dos vasinhos há muito tempo é vista como uma alternativa mais eficaz para o tratamento, utilizando diferentes técnicas para diferentes vasos.

Ao associar métodos, aumenta-se a eficácia, sem atingir limites perigosos.

O CLaCs é acrônimo para CrioLaser e CrioEsclero, duas técnicas que quando associadas se potencializam.

O Criolaser consiste na aplicação de anestesia pelo frio e laser, ou seja a diminuição da temperatura local para atingir estado de ausência ou minimização de dor, a crioanestesia, além da proteção do calor gerado pelo laser.

No momento em que a anestesia pelo frio é atingida, é feito o disparo do laser que causa lesão térmica no vaso.

Após isso é realizado a crioesclero, que consiste na injeção de glicose, substância tradicional para a escleroterapia, mas nesse momento congelada a quase -30˚C.

A glicose congelada, causa dano térmico ao vaso, agora não pelo calor, mas pelo frio, e também dano osmolar pela sua alta concentração. Potencializando assim o efeito do laser inicial e trazendo resultados mais rápidos.

A glicose sozinha é muito segura, mas com potencial baixo de esclerosar os vasos. Sozinha, requer dezenas de sessões para funcionar.

Todo o procedimento é guiado por técnica de realidade aumentada, ou seja, a projeção na própria pele do paciente de suas veias, agora captadas por aparelho dedicado de infravermelho, o flebovisualizador.

Com o procedimento guiado pelo infravermelho e utilizando criolaser associado à crioesclerose, aumenta-se a gama dos vasos passíveis de serem tratados sem cirurgia, com menos dor e menos picadas.

A técnica não elimina a necessidade de cirurgia em alguns casos, mas aumenta a quantidade de vasos que podem ser tratados e com menos sessões.

A flebosuite consiste no local onde o procedimento é realizado, deve ser local de alta luminosidade, com os equipamentos necessários para congelar o ar e a glicose, e equipamento de laser e realidade aumentada para visualização de vasos difíceis.

Outros equipamentos que podem fazer parte da sala de procedimentos é a radiofrequência, termocoagulação, flebovisualizadores, lupas e outros.

Tags: clacsvenosotratamentolaser Select ratingGive ClaCs 1/5Give ClaCs 2/5Give ClaCs 3/5Give ClaCs 4/5Give ClaCs 5/5 Sem avaliações
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Cruzar as pernas quando sentado causa varizes?

Vascular Pro - sab, 04/06/2019 - 21:44

Cruzar as pernas aumenta momentaneamente a pressão nas veias superficiais, mas isso não parece ser um fator importante no desenvolvimento dos vasinhos na maioria das pessoas.

 

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Vasinhos ocorrem apenas em mulheres?

Vascular Pro - sab, 04/06/2019 - 21:44

Homens não são imunes, mas as mulheres procuram mais o tratamento por causa estética. Teleangiectasias em homens são mais visíveis, maiores e mais escuras, e, quando procuram conselho médico freqüentemente é por sintoma como dor ou desconforto.
Na prática o que acontece é que os homens procuram o tratamento tardiamente, frequentemente em fase mais avançada da doença.

 

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Dieta e Exercício previnem vasinhos?

Vascular Pro - sab, 04/06/2019 - 21:41

A principal causa de teleangiectasias e veias reticulares, os chamados vazinhos é a genética, como já elucidado previamente, sendo a gravidez e periodos prolongados de pé fatores agravantes.
Manter o peso ideal ajuda a prevenir uma pressão desnecessária em membros quando de pé, mas dieta e exercício não são fatores diretos.
Portanto, dieta e exercício físico ajudam a prevenir a obesidade, essa sim fator de risco de varizes e vasinhos.

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Sem tratar, vasinhos se tornam varizes grandes ?

Vascular Pro - ter, 04/02/2019 - 08:52

Os vasinhos em si não se transformam em grandes varizes, porém, como já dito anteriormente, podem alertar para um problema maior, como uma insuficiência venosa e, nesse caso, se não tratar, as veias podem se tornar varicosas. Por isso a importância de tratar os vasinhos com o cirurgião vascular, que se preocupa com o paciente por inteiro e não apenas com o aspecto estético. Sendo uma doença que apresenta um aspecto estético, é necessário tratar a doença e, assim, ter a possibilidade de resolução estética.

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