A conquista ou o jogo, o amor inumerável, a revolta absurda são homenagens que o homem presta à sua dignidade numa campanha em que ele está antecipadamente vencido.
A esperança de uma outra vida que é preciso 'merecer’ ou a trapaça dos que vivem não para a própria vida mas para alguma grande ideia que a ultrapassa ou a sublima, lhe dá um sentido e a atraiçoa.
A inocência já é realeza suficiente. À inocência não importam os títulos. É tão sublime coberta de farrapos como envolta num manto de arminho ornado de flores-de-lis.
A liberdade só é possível entre iguais, e acreditamos que as alegrias e recompensas de uma convivência livre sejam preferíveis aos prazeres duvidosos da detenção de domínio.