A música, ao menos, realiza em seu tempo harmônico suaves melodias, compostas de várias vozes; mas o poeta é privado dessa distribuição harmônica por causa do caráter sucessivo, e não simultâneo, de seu discurso.
A pintura supera em excelência e senhorio a música, porque não morre logo após dar à luz suas criações, como ocorre com a desventurada música; a pintura, ao contrário, prolonga sua existência mostrando-nos sobre uma simples superfície toda a sua vitalidade.