A comparação é uma armadilha porque parece razoável. Parece que olhar para fora é uma forma de calibrar o que é normal. Mas ela não calibra nada — ela distorce.
A distância entre o primeiro exame de sangue e um bebê nos braços ainda é enorme — e ninguém te avisa que o positivo não fecha essa distância, apenas a torna visível.
A infertilidade é, na maioria das vezes, uma história de dois corpos em diálogo. Tratá-la como história de um é perder metade das informações antes mesmo de começar.