O mais difícil em ser cirurgião é saber quando não fazer algo. Muitos não compreendem isso, mas é o que há de mais importante. A tendência natural é, claro, fazer algo, agir. No fundo, tudo se resume ao julgamento — que a maioria das pessoas não considera uma habilidade cirúrgica.
...não há base para se defender um único tipo de operação para os cânceres operáveis da mama, tampouco para se adotar uma política geral, a favor ou contra, no que diz respeito à irradiação, à remoção das glândulas endócrinas ou à terapia endócrina. Cirurgia, irradiação e terapia endócrina são espadas de dois gumes que tanto prejudicam quanto beneficiam. O desafio para o cirurgião é controlar o câncer da melhor forma possível e fazê-lo com o menor dano possível.