A experiência é como um tecido tecido com fios coloridos. Os pensamentos, sentimentos, sensações e percepções são como os fios: separados e distintos quando olhamos as cores, mas um todo indivisível quando olhamos o tecido.
A experiência não é experimentada por algo externo, separado ou distinto de si mesma; jamais entra em contato com nada que não seja ela mesma, como um objeto, eu ou mundo separado e com existência independente. A experiência apenas se experimenta a si mesma — uma totalidade inominável e indivisível, simultaneamente conhecendo e sendo unicamente ela mesma.
A experiência não está inerentemente dividida em uma parte que experimenta e outra que é experimentada; é um todo íntimo, indivisível e inominável. Amor e beleza são os nomes dados a essa intimidade quando é conhecida e sentida. São a condição natural de toda experiência.
A experiência se experimenta a si mesma como uma totalidade contínua, indivisível, inominável e eternamente presente. É apenas o pensamento, que em si mesmo é feito unicamente de experiência, que imagina que a experiência está fragmentada em objetos e indivíduos.