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Como dormir depois de uma cirurgia das varizes?

Vascular Pro - qua, 12/16/2020 - 18:11

As varizes são uma doença de caráter progressivo que começa com o surgimento de pequenos vasinhos nas pernas e evolui para veias dilatadas, grossas e saltadas na pele. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dores, inchaço e cansaço na região das pernas e, muitas vezes, podem provocar tromboses.

Felizmente, a cirurgia das varizes tem um resultado bastante satisfatório e o período de recuperação também é bem tranquilo, uma vez que o procedimento é pouco invasivo. Algumas mulheres têm dúvidas em relação aos cuidados a serem tomados na hora de dormir. Por isso, vamos falar um pouco sobre isso no artigo de hoje. As principais dicas são:

Durma com os pés elevados

Use um travesseiro macio e flexível para acomodar os pés durante as noites de sono. É uma maneira de manter os seus pés em uma altura diferente do restante do corpo, estimulando a circulação no local.

O travesseiro não deve servir de apoio para a extensão da perna que vai dos pés até o joelho, ou seja, a panturrilha, pois assim pode dificultar o retorno venoso.  Apoiar somente a panturrilha não é recomendado. Algumas pessoas relatam o uso de travesseiros anti-refluxo usados nas pernas.

Além de ativar a circulação, elevar os pés reduz o inchaço e diminui as dores, contribuindo também para uma noite de sono mais tranquila e revigorante.

Posição de Trendelemburg

Ficar com os pés acima da posição do corpo deitado também é chamada de posição de trendelemburg e é muito utilizada devido aos seus ótimos resultados. No pós-operatório da cirurgia de varizes, essa posição é recomendada para prevenir complicações, dentre elas a trombose venosa.

Friedrich Trendelemburg é o nome do cirurgião alemão que fez a descrição dessa posição, identificando-a como capaz de estimular a circulação sanguínea das pernas. 

Levantar os pés da cama

É importante que os pés do paciente fiquem elevados para facilitar a estimular a circulação sanguínea da área, mas como é um pouco difícil se manter nessa posição durante toda a noite a recomendação é elevar os pés da cama, pelo menos nos primeiros dias após a cirurgia.

Essa posição eleva não só os calcanhares e as pernas, mas toda a região abaixo do quadril, o que é muito benéfico para as pernas, pois facilita o trajeto do sangue que sai das pernas para o restante do corpo.

Essa estratégia também deve ser seguida durante o dia, porém, alternando com a posição normal. A partir ddo primeiro dia, já é possível se movimentar pela casa, sem excessos e fazendo o equilíbrio com os momentos de descanso.

Deixe a sua cama confortável

As primeiras 24 horas após a cirurgia de varizes são cruciais para a recuperação da paciente. Por isso, é recomendado o repouso relativo. Durante a noite, é importante que a paciente tome todas as precauções para ter uma noite de sono tranquila, mantendo-se em uma posição confortável e evitando a movimentação das pernas.

Tome um chá, use uma roupa de cama limpa, use um travesseiro macio e que acomode bem as pernas até o joelho e, se possível, conte com a ajuda de alguém durante a noite para beber água ou ir ao banheiro, por exemplo.

Às vezes pequenos sangramentos podem sujar a cama, para evitar, forre com toalhas.

Outros cuidados pós-operatórios importantes

Além de ter o cuidado na hora de dormir, também é de fundamental importância evitar certas práticas, comuns no cotidiano. São elas:

  • Evitar tomar sol durante os próximos 30 dias. Após esse período, usar sempre protetor solar.

  • Atividades físicas podem ser feitas, frequentemente, a partir do sétimo dia após a cirurgia, desde que sejam exercícios leves e liberados pelo cirurgião vascular. Outras práticas mais exigentes precisam da liberação do médico que acompanha a paciente.

  • Evite tomar banho nas primeiras 24 horas, evitando principalmente coçar ou esfregar a região dos curativos.
Acompanhamento médico é fundamental

O retorno ao médico vascular responsável pela cirurgia deve ser seguido à risca, de acordo com o estabelecido. Geralmente, essa consulta acontece em até duas semanas e é importante porque o médico precisa saber como está a paciente e o processo de recuperação. O retorno após um mês permite avaliar possíveis vasinhos estéticos que necessitem de escleroterapia.

Lembrando que, dentro desse prazo, a paciente pode identificar pequenos hematomas na pele, ocasionados pela cirurgia em si. Contudo, esses machucados tendem a desaparecer em pouco tempo e não devem ser motivo de preocupação.

E o que não fazer após uma cirurgia de varizes?

Assim como existem recomendações do que fazer, também há orientações a respeito do que deve ser evitado após a cirurgia de varizes. As mais comuns são:

Não use meias de compressão para dormir

As meias de compressão são indicadas tanto para o controle dos sintomas das varizes quanto para acelerar o período pós-operatório. No entanto, não é recomendado o uso durante o período da noite, quando a paciente estiver dormindo, apenas durante o dia. Com exceção do primeiro dia.

A não ser que seja uma recomendação do seu cirurgião vascular devido a alguma situação específica, mas, no geral, o uso de meias elásticas para dormir não é necessário. Use as meias ao acordar e retire-as antes de dormir.

Não mexa nos curativos

Os curativos presentes nas pernas podem ser um pouco incômodos, mas não devem ser mexidos e muito menos removidos antes do tempo indicado pelo médico. Durante o sono, é comum que a paciente coce as pernas na tentativa de se livrar do desconforto, mas é uma prática que deve ser evitada sempre.

Não tome analgésicos de forma indiscriminada

O pós-cirúrgico, geralmente, não é dolorido. O que pode acontecer são alguns desconfortos locais devido às intervenções nas pernas, mas totalmente suportáveis. Por isso, o uso de analgésicos deve ser prescrito pelo médico, se ele identificar a necessidade.

Tomar analgésicos por conta própria é prejudicial em todas as situações e não só após a cirurgia de varizes. Caso sinta alguma dor mais forte ou qualquer outro tipo de desconforto irregular, entre em contato com o seu médico e relate o ocorrido.

Só ele pode identificar alguma complicação que, porventura, possa ter acontecido que esteja causando dores além do normal e esperado.

Não fique deitada o tempo todo

O repouso após o pós-operatório é uma orientação geral e que deve durar 24 horas. Depois disso, a paciente já pode executar pequenos movimentos em casa, sem forçar muito as pernas.

Por isso, não há necessidade de ficar deitada todo o tempo que tiver disponível. Dormir muito durante o dia compromete totalmente o seu sono durante a noite, podendo provocar insônia e prejudicar o processo de recuperação.

Essas são algumas dicas que irão ajudar você a dormir melhor depois de uma cirurgia de varizes. O pós-cirúrgico é um período simples e tranquilo e após alguns dias a paciente já pode ter uma vida independente, porém, contando sempre com o acompanhamento do médico responsável.

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8 Dicas: Como lidar com os medos e as expectativas ao longo do tratamento de fertilidade?

Fertilidade - qua, 12/16/2020 - 08:51

Passar por um tratamento de fertilidade é uma ação que gera muitas expectativas em um casal que está tentando engravidar e até em familiares e amigos. Sendo assim, esse momento pode gerar medo, ansiedade, estresse e outras tensões em você e seu parceiro.

Mas, além de prejudicar sua qualidade de vida, esses sentimentos podem afetar o tratamento de fertilidade. Por isso, é essencial saber como lidar com seus medos e expectativas ao longo do processo.

Para lhe ajudar nesse período, listamos 8 dicas para você e seu parceiro saberem lidar com os medos e expectativas durante o seu tratamento de fertilidade.

Encontre um profissional de confiança

O primeiro passo para lidar com seus sentimentos durante o tratamento de fertilidade é encontrar um médico com experiência e que lhe transmita confiança.

Isso é fundamental, porque se você e seu parceiro não confiarem no profissional que está realizando o tratamento, será praticamente impossível ter tranquilidade durante esse período. Então, mesmo que vocês realizem outras ações que vamos indicar para lidar bem com o medo e as expectativas, elas provavelmente não vão surtir efeito nesse cenário. 

Por isso, antes de decidir onde fará seu tratamento, marque uma consulta com o médico, tire dúvidas e tenha certeza de que o profissional escolhido vai lhe acompanhar em todas as etapas do processo.

Converse com outros casais que passaram pelo tratamento

Falar com pessoas que já passaram pela mesma situação é muito importante, pois elas sabem exatamente quais são suas preocupações e conhecem o passo a passo do tratamento.

Dessa forma, elas conseguem realmente compreender seus anseios e podem até dar conselhos para que você e seu parceiro enfrentem esse desafio de maneira mais tranquila. Contudo, lembre-se de que cada caso é um caso.

Por isso, não tome medicamentos ou utilize estratégias de amigos para aumentar as chances de engravidar sem conversar com seu médico. Afinal, o que funcionou para uma mulher nem sempre vai ser benéfico para outra paciente.

Não se compare com outras mulheres

Conversar com casais que passaram pelo mesmo tratamento é essencial para ter um apoio especializado, mas tenha em mente que você não deve se comparar com outras mulheres que passaram pelo mesmo procedimento.

Cada casal é único, porque eles têm personalidades diferentes e causas distintas de infertilidade. Sendo assim, não é porque sua amiga fez o procedimento diversas vezes antes de conseguir engravidar ou engravidou na primeira tentativa que o mesmo vai acontecer com você.

O seu corpo e tratamento são únicos, então não se compare com as outras mulheres e com os resultados obtidos por elas. Essa não é uma ação fácil, por isso você tem que se lembrar dela todos os dias.

Crie uma rotina de exercícios físicos

Praticar exercícios físicos é indispensável para lidar com suas emoções, porque esse tipo de atividade auxilia a aliviar estresse, ansiedade e outras tensões que você pode sofrer durante o tratamento.

Além disso, é interessante praticar exercícios durante o seu tratamento, pois eles melhoram o seu sistema imunológico e o condicionamento físico. Ou seja, eles aprimoram a sua saúde em geral.

Mas, lembre-se de que antes de começar a praticar uma atividade, é preciso conversar com seu médico para conferir qual é a opção mais adequada de exercício de acordo com o tratamento.

Procure um auxílio psicológico

Quando as emoções causadas pelo tratamento de fertilidade começam a aparecer, muitos casais silenciam esses sentimentos e continuam focados no procedimento. Mas, esse é um grande erro.

Ignorar os sentimentos que surgem e se intensificam nesse período é um grande problema, porque isso pode aumentar o sofrimento de ambos, prejudicar a saúde mental e até física do casal.

Sendo assim, o silenciamento é capaz de dificultar o seu tratamento. Por isso, é importante conversar com casais que já passaram por um tipo de tratamento para ter apoio de pessoas queridas, mas é preciso ir além.

Um auxílio psicológico é essencial, porque um profissional dessa área é capacitado para escutar suas preocupações, problemas e ajudá-la nessa situação. O psicólogo vai saber guiar tanto você quanto seu parceiro para a compreensão, aceitação e até uma mudança de perspectiva.  

Essa ajuda consegue aumentar tanto a união entre vocês, que pode até melhorar o relacionamento após a finalização do tratamento.

Divirta-se com pessoas queridas

Ademais de ter um suporte para lidar com suas emoções, não se esqueça de separar um tempo para se divertir com amigos e familiares. Passar bons momentos com pessoas queridas é uma ótima forma de se alegrar e se acalmar durante o processo.

Então, ligue para eles, converse e, quando possível, encontre-os. Em alguns casos, compartilhar com os amigos e familiares os anseios sobre o tratamento também é interessante para incluí-los nesse momento especial e para aliviar seus sentimentos.

Contudo, tenha em mente que você e seu parceiro podem decidir quando desejam compartilhar com pessoas próximas as novidades sobre o tratamento e até com quais indivíduos conversar sobre o procedimento.

Isto é, vocês não são obrigados a contarem tudo a todo momento ou desde o início. O importante é que vocês estejam confortáveis e contem com o apoio de pessoas queridas da forma que preferirem.

Descubra hobbys

Praticar atividades de lazer que lhe relaxam também é fundamental para lidar com os medos e as expectativas de seu tratamento. Elas fazem bem para o seu emocional, porque liberam hormônios que proporcionam bem-estar ao corpo, como a serotonina, endorfina e oxitocina.

Portanto, teste diferentes atividades, como ler, pintar, praticar artesanato, e descubra aquelas que mais lhe agradam. Se você já tinha um hobby que foi deixado de lado devido à rotina corrida, que tal voltar a praticá-lo durante o tratamento?

Caso seu hobby seja algo que pode impactar no procedimento, como um exercício físico, é melhor conversar com seu médico antes de voltar a realizá-lo. Se não, aproveite o momento para renovar seus hobbys e aumentar o bem-estar ao longo do tratamento.

Seguindo essas dicas, será mais fácil lidar com os medos e expectativas durante o processo de fertilidade. E, caso você e seu parceiro precisem de mais ajuda, lembrem-se de conversar com o especialista responsável pelo tratamento de fertilidade.

Após conferir como encarar os sentimentos causados por esse período, veja também o que observar antes de iniciar um tratamento em uma clínica

 

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Categorias: Medicina

Confira 5 tipos de tratamentos de varizes

Vascular Pro - ter, 12/15/2020 - 10:43

As varizes atingem uma parcela considerável do público feminino. Além de comprometer a estética das pernas, as varizes também indicam problemas circulatórios e podem evoluir para doenças mais graves como a trombose. Felizmente, existem vários tratamentos para as varizes e é sobre eles que falaremos a seguir. Confira.

5 tratamentos contra as varizes

Os tratamentos para as varizes dividem-se em meios tradicionais, modernos, com aplicação isolada ou em conjunto. A escolha do procedimento depende da avaliação do médico especialista. Saiba mais a seguir.

1) Escleroterapia

A escleroterapia é um dos procedimentos mais usados no combate às varizes devido ao seu resultado satisfatório e simplicidade de execução. Esse tratamento consiste na aplicação de uma substância diretamente nas varizes, fazendo com que elas sequem e se tornem invisíveis.

A escleroterapia é indicada para o tratamento de varizes finas e vasinhos perceptíveis, que sempre causam muito incômodo estético nas mulheres. É um método invasivo e tanto a indicação quanto a sua aplicação deve ser realizada por um médico especialista como um cirurgião vascular.

Existem dois tipos de escleroterapia: a tradicional, com aplicação de glicose 75% e a com espuma, com aplicação de polidocanol. Vamos saber mais sobre elas a seguir.

a) Escleroterapia tradicional (aplicação de glicose)

Nesse tipo de tratamento, uma solução de glicose é injetada na área afetada com o intuito de fazer com que as varizes desapareçam. É uma técnica simples, apesar de invasiva e recomendada para vasos com até 2mm de diâmetro.

A glicose é uma substância natural e não provoca alergias ou rejeições no organismo. Apesar disso, é técnica de baixo poder esclerótico.

Algumas pessoas também podem se incomodar com o uso da agulha, mas, o incômodo provocado pelas aplicações é completamente suportável. Por isso podemos acrescentar a técnica Annox para sedação consciente.

Para que os resultados sejam satisfatórios é preciso realizar o tratamento completo, seguindo o número de aplicações recomendadas pelo médico que acompanha a paciente.

b) Escleroterapia com espuma (aplicação de polidocanol)

Essa modalidade é a mais indicada para vasos com até 4mm de diâmetro, embora possa funcionar com vasos de quase qualquer tamanho. Em vez da glicose, é aplicada nas veias uma solução esclerosante, com consistência de espuma, chamada de polidocanol. Essa substância é muito mais potente do que a glicose, mas tras outros riscos associados.

Esse procedimento não é recomendado para idosos, gestantes e pessoas que já tenham sofrido com embolia pulmonar.

2) Laser transdérmico

Nesse tipo de tratamento é utilizado um feixe de luz diretamente nas varizes, ocasionando o sumiço delas por causa do calor. O laser transdérmico pode ser aplicado de duas formas: isoladamente ou em conjunto com a escleroterapia.

Diferente da escleroterapia, o laser transdérmico é um método não invasivo. Sua aplicação é recomendada para tratar vasos de menor calibre e não é indicada para pessoas com histórico de câncer de pele ou outras doenças dermatológicas.

a) Tratamento isolado

Nessa opção, há apenas a aplicação do laser transdérmico, sem interferência de outros métodos.

b) Tratamento laser associado à escleroterapia (CLACS)

Nesse tipo de tratamento, são utilizados o laser e também a escleroterapia tradicional, com aplicação de glicose 75%. É uma metodologia recomendada e aplicada nas varizes de maior calibre que não são removidas totalmente apenas com a escleroterapia e nem com o laser.

Ao juntar esses dois tratamentos, o resultado é mais completo e satisfatório.

3) Microcirurgia

A microcirurgia é indicada para o tratamento de varizes de pequeno e médio porte e é considerado um procedimento minimamente invasivo. A cirurgia acontece após a aplicação de uma anestesia local e a sedação da paciente.

A microcirurgia é utilizada para a retirada da veia varicosa através de incisões mínimas e que não necessitam de suturas. A cicatrização é rápida e o pós-operatório também é tranquilo.

A única contraindicação é para pacientes que tenham alguma alergia às substâncias anestésicas ou que sofram de alguma doença grave cardiovascular.

4) Safenectomia tradicional (stripping)

Um dos tratamentos mais tradicionais das varizes, a safenectomia é recomendada para aquelas veias extremamente tortuosas e dilatadas, com funcionamento quase nulo. O procedimento consiste na retirada da veia safena, localizada nos membros inferiores.

É considerada a técnica mais agressiva de tratamento das varizes, mas têm ótimos resultados a longo prazo, além de execução simples.

5) Termoablação de safenas e perfurantes

Esse tratamento de varizes é uma modalidade recente, mas já com muitos adeptos e resultados excelentes. Fazemos a termoablação com laser há mais de 1 década e chegamos a publicar internacionalmente nossos resultados. A técnica consiste na aplicação de calor na veia safena para que a mesma deixe de funcionar.

O tratamento é minimamente invasivo e acontece por meio de uma punção da veia, sem incisões na pele. O médico é orientado pelo ultrassom durante todo o processo.

A termoablação pode ser executada de duas formas: a laser e por radiofrequência. Os dois tratamentos são eficazes, rápidos e com resultados duráveis. Veja a seguir detalhes dos dois tipos.

a) Termoablação a laser (endolaser)

No endolaser, o paciente é sedado por meio de anestesia local. A parede da veia doente é eliminada com a ação do calor emitido pela luz com apenas um comprimento de onda. É um procedimento que substitui a cirurgia tradicional.

b) Termoablação por radiofrequência

Essa opção de termoablação da veia acontece por meio de um eletrodo, localizado na extremidade de um cateter fazendo a liberação de energia de radiofrequência. É esse calor que destrói a veia doente.

Existem algumas vantagens nessas duas técnicas em relação aos meios tradicionais de tratamento de varizes: são menos invasivas, produzem menos hematomas e menos dores e garantem ao paciente uma recuperação mais rápida e satisfatória.

A termoablação não é recomendada para pacientes com histórico de trombose da veia safena. Por outro lado, obesos, idosos e pacientes que já tiveram linfedema respondem bem ao procedimento.

É importante salientar que um resultado eficaz do tratamento escolhido depende também do paciente e da sua disponibilidade em seguir as demais orientações repassadas no consultório como reduzir o peso, usar meias compressoras e manter uma alimentação saudável. Só assim é possível, de fato, usufruir de todos os benefícios oriundos do tratamento aplicado.

Como vimos, há diversos tipos de tratamentos de varizes. A indicação de um ou outro vai depender do médico que acompanha o caso, do tipo, tamanho das varizes e necessidade de cada paciente. Por serem procedimentos delicados, é crucial que sejam acompanhados por um especialista vascular. Também é de suma importância que o paciente siga todas as recomendações médicas para uma recuperação eficaz dentro do prazo estipulado.


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Candidíase de repetição

Fertilidade - sex, 12/11/2020 - 18:42

Este vídeo é especialmente dedicado às mulheres que sofrem com coceiras de repetição e que não melhoram com os tratamentos realizados. Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato explica a candidíase de repetição.


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— transcrição —

Olá meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre candidíase de repetição o que é candidíase. A candidíase é uma infecção vaginal. Normalmente ela ocorre como o corrimento esbranquiçado vaginal e que coça muito. A candidíase é causada por um fungo chamado Candida albicans que é o mais comum. Ele está presente na nossa vagina. Na vagina de todas as mulheres. Eles fazem parte da flora vaginal e ajudam a manter o pH nessa região com isso impedindo que outras infecções ocorram quando essa candidíase pode ocorrer? Principalmente quando a gente está com a imunidade mais baixa. Essa Candida aumenta sua população na região vaginal e ela com uma quantidade aumentada vai causar esses sintomas de coceira e corrimento esbranquiçado. O que mais pode propiciar é uma candidíase muito tempo em piscina muito tempo em praia biquíni molhado. Isso deixa a região muito úmida e também propicia ao desenvolvimento de mais candida nessa área. Mulheres imunosuprimidas também têm mais chances de ter candidíase de repetição. Assim como as usuárias de antibióticos em grande escala. Por exemplo têm uma infecção uma faringite ou uma amigdalite tomou um antibiótico não melhorou ou tomou da forma errada vai ter que repetir esse tratamento. A imunidade cai e com isso a candidíase pode proliferar. O que também ocorre e o uso de roupas muito apertadas então calça jeans muito apertada e shorts muito apertado, muito curto. Isso também causa uma atração nessa região vaginal, forma pequenas lesões e que podem infectar pelo fungo. Algumas dicas para prevenir a candidíase é ter uma boa alimentação e uma alimentação equilibrada. Evitar o uso excessivo de antibiótico quando não é necessário. Quando estiver na praia trocar o biquíni e não ficar muito tempo com esse biquíni molhado quando tiver na piscina tomar mais sol para secar esse biquíni. Evitar o uso de roupas muito apertadas também ajuda bastante a evitar candidíase. E se ela ocorrer. O que fazer?Procure seu médico porque nos casos de candidíase de repetição que ocorrem mais de três vezes em seis meses é feito um tratamento contínuo com medicações específicas. Se você curtiu o nosso vídeo inscreva no nosso canal comente aqui o seu like, ative o sininho de notificação para receber mais videos.

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8 dicas para ter pernas bonitas e saudáveis para o verão

Vascular Pro - sex, 12/11/2020 - 12:25

Não é porque você sofre com varizes que precisa se esconder na estação mais quente do ano. É totalmente possível exibir pernas bonitas e saudáveis no verão e nós vamos dizer agora como você pode se preparar para isso. Quer saber mais? Continue lendo.

8 dicas para garantir pernas lindas para o verão

Quem sofre com varizes nas pernas sabe que o verão é uma das estações mais difíceis de enfrentar. O calor pede roupas mais soltas e pernas à mostra, mas como fazer isso sem atrair olhares para as imperfeições na pele? Com as dicas de hoje vai ser muito mais fácil lidar com essa situação. Confira.

1. Não deixe o tratamento para a última hora

Muitas mulheres que sofrem com as varizes relatam que não perceberam quando exatamente surgiram os primeiros vasos aparentes. Contudo, esse é um cuidado que deve ser tomado pelo público feminino, já que ele é o principal fator de risco para as varizes.

As pernas são a região do corpo onde mais se concentram as varizes. Portanto, a mulher precisa se autoexaminar em busca de possíveis alterações e procurar um especialista vascular logo que perceber alguma imperfeição do tipo.

Portanto, se você quer aproveitar muito o verão e sem esconder as pernas precisa começar o tratamento das varizes pelo menos três meses antes do início da estação.

2. Continue tratando as varizes durante o ano

As varizes são veias doentes e sua causa principal é o fator genético. Logo, precisam ser acompanhadas durante todo o ano por um médico vascular, especialista no assunto, e não apenas durante o período de tratamento indicado por ele.

3. Prepare-se para um tratamento prolongado

O problema das varizes, muitas vezes, não se resolve em um único dia, como muitas pessoas pensam. Ao contrário, é um tratamento prolongado, que pode durar até três meses e que exige total atenção do paciente no cumprimento das orientações estipuladas pelo médico.

Portanto, para aproveitar bem o verão com tudo que você tem direito é necessário se planejar com antecedência, procurando um médico e iniciando o tratamento o mais rápido possível.

Ao deixar tudo para a última hora você corre um sério risco de não obter os resultados que tanto deseja.

4. Faça exercício físico com frequência

Já vimos que exercícios físicos são essenciais para a saúde do corpo como um todo, inclusive para as pernas. O exercício físico contribui para a perda de peso, estimula a circulação sanguínea, especialmente dos membros inferiores, e aumenta a disposição ao longo do dia.

Pratique atividade física ao menos três vezes por semana e por trinta minutos ou mais. Alguns exercícios que ajudam na circulação sanguínea e melhoram o aspecto e a incidência das varizes são:

  • Caminhada;
  • Natação;
  • Hidroginástica;
  • Bicicleta na água ou Acqua Cycling;
  • Caminhada.
5. Visite o seu médico vascular periodicamente

As varizes devem ser acompanhadas com frequência pelo seu médico vascular. É nessas consultas que o especialista pode perceber e identificar alguma alteração ou complicação que porventura esteja ocorrendo nas varizes.

E sabemos que quanto mais cedo for feito um diagnóstico sobre um determinado problema de saúde, maiores são as chances de tratar e curar esse problema.

As varizes não são apenas interferências estéticas que impedem a mulher de usar determinada roupa, por exemplo. As varizes são um problema sério de saúde que sinaliza que existe algo de errado com o sistema circulatório.

Os coágulos formados dentro das veias devido às varizes podem provocar trombose. Além disso, pedaços dos coágulos podem entupir as artérias, impedir a oxigenação dos pulmões e causar embolia pulmonar.

Diante de tantas complicações derivadas das varizes podemos afirmar que o acompanhamento médico deve ser feito constantemente e não apenas quando estiver faltando poucos dias ou meses para a chegada do verão.

6. Use meias elásticas para prevenir novas varizes

As meias elásticas ou meias de compressão são indicadas pelos médicos como parte do tratamento das varizes. As meias estimulam a circulação na região das pernas, reduzindo o inchaço, o cansaço e a sensação de peso nas pernas.

Além de tratar as varizes existentes, as meias elásticas também evitam que novas varizes surjam. Por questões estéticas, muitas mulheres relutam em usar as meias compressoras. Contudo, é uma orientação médica que deve ser seguida, pois influencia na saúde e beleza das pernas no futuro.

7. Reduza o excesso de peso

O excesso de peso é um fator de risco para as varizes porque gera uma pressão maior sobre as pernas, dificultando a circulação do sangue.

Para perder peso é preciso seguir uma regra básica: gastar mais calorias do que ingere. É o que chamamos de déficit calórico e acontece quando o corpo queima mais calorias do que a quantidade que foi consumida.

Para acelerar esse processo, existem duas maneiras: fazer atividade física e melhorar a alimentação, deixando de lado alimentos calóricos e incluindo aqueles mais saudáveis e que engordam menos.

Outras dicas para perder peso:

  • Coma de três em três horas de forma fracionada, ou seja, em pequenas porções. Assim, você se mantém alimentada ao longo do dia, sem exagerar em nenhuma refeição;
  • Escolha uma atividade física que você goste, assim é mais fácil praticá-la;
  • Beba bastante água. A água estimula a circulação e oxigenação do cérebro, alimenta, dribla a fome, reduz o inchaço e ajuda no funcionamento do intestino;
  • Faça trocas saudáveis. Substitua o pão refinado pelo integral, por exemplo. Faça o mesmo com o macarrão e o arroz. Use leite desnatado, troque o refrigerante pela água saborizada etc.
  • Veja tudo que já falamos sobre alimentação saudável.
8. Tenha uma alimentação saudável

Não existe uma dieta capaz de eliminar as varizes. No entanto, existem alguns alimentos que minimizam seus efeitos e colaboram para o alívio dos sintomas e outros que devem ser evitados. Confira:

  • Alimentos ricos em fibras: frutas, legumes, verduras, sementes e alimentos integrais possuem muitas fibras e ajudam no funcionamento do intestino. Consequentemente, também ajudam a evitar o surgimento das varizes;
  • Água: para que as fibras produzam efeito, é fundamental beber bastante água. Sem água, as fibras provocam o efeito não desejado que é a prisão de ventre;
  • Alimentos anti-inflamatórios como o peixe e a linhaça, ricos em ômega 3. Alho, tomate e cebola também são ótimas opções;
  • Alimentos ricos em vitamina C: laranja, acerola, amora, morango e frutas cítricas;
  • Evitar embutidos, enlatados, gorduras, frituras e demais industrializados em excesso.

Como você viu, é possível sim ter pernas lindas e saudáveis no verão e usufruir de todas as vantagens dessa estação calorosa e convidativa. Para isso, é preciso começar o tratamento das varizes o quanto antes, seguir todas as recomendações médicas, além de incluir na rotina a prática de hábitos saudáveis. 

 

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O que observar antes de iniciar o tratamento em uma clínica de fertilidade?

Fertilidade - sex, 12/11/2020 - 10:05

Após realizar diversas tentativas frustradas de engravidar, um casal que está desconfiando de infertilidade precisa procurar uma clínica especializada no assunto. Dessa forma, eles conseguirão descobrir a causa da infertilidade e fazer um tratamento para engravidar.

Mas, o casal não pode ir em qualquer clínica sem se informar sobre ela. É necessário observar vários itens antes de iniciar um tratamento, porque o consultório e o profissional escolhidos fazem muita diferença no sucesso do procedimento.

Pensando nisso, separamos aqui 8 ações que você deve realizar antes de iniciar o seu tratamento para escolher uma clínica de fertilidade adequada.

Faça pesquisas sobre a clínica e seus profissionais

Primeiro, você deve pesquisar sobre a clínica e seus profissionais para saber mais sobre ela. Verifique o site e as redes sociais da clínica para descobrir desde quando ela oferece serviços, ler os textos publicados, observar comentários de pacientes e conhecer sua equipe de profissionais.

Leia o currículo dos médicos e veja se eles têm experiência na área. Caso não haja muitas informações a respeito da equipe ou da clínica nas páginas oficiais, vale a pena pesquisar também em um buscador, como o Google, para conferir se há mais dados interessantes.

Lembre-se ainda de verificar se a equipe é composta por profissionais com diferentes especialidades. Um time diversificado e completo pensa em áreas distintas do seu bem-estar e faz com que o tratamento seja melhor.

Verifique quais tratamentos ela oferece

Durante a sua pesquisa sobre a clínica, dê uma atenção especial para a seção de tratamentos. Se você ainda não sabe qual é a causa de sua infertilidade, é interessante escolher uma clínica que forneça diversos tratamentos de diferentes complexidades, como indução da ovulação, fertilização in vitro e inseminação artificial.

Isso é importante, porque assim você tem uma garantia de que independente da causa da infertilidade, essa clínica poderá lhe atender. Já se ela oferecer apenas tratamentos mais simples ou só os mais complexos, talvez não seja possível continuar o tratamento neste local.

Descubra se o tratamento é individualizado

Um tratamento individualizado é aquele em que o médico analisa o seu caso e de seu parceiro para realizar o melhor procedimento de fertilidade para vocês. Ou seja, ele conhece o histórico do casal, solicita exames com base nas informações obtidas e busca descobrir qual é a causa da infertilidade.

Após essa etapa, ele ainda indica medicamentos e dosagens de acordo com suas características e necessidades. Fazer um tratamento individualizado é muito importante, porque os cenários de esterilidade e os casais não são sempre iguais. Sendo assim, o tratamento para cada caso também apresenta particularidades.

Confira as taxas de sucesso

Em um tratamento de fertilidade, existem diversas variáveis que podem influenciar no resultado, como a idade da mulher, a causa da infertilidade, a qualidade dos embriões, entre outros. Por isso, as taxas de sucesso desses procedimentos costumam variar bastante.

Mesmo com essa variação, é interessante analisar esse dado para saber mais sobre a clínica de fertilidade. O ideal é observar a taxa oferecida por ela e as taxas médias nacionais ou mundiais.

Se a clínica estiver muito abaixo dessas médias é um sinal de que talvez ela não seja tão qualificada. Por outro lado, se ela estiver bem acima das demais médias, desconfie da veracidade do dado. Afinal, existem diversas variáveis envolvidas nos tratamentos, o que dificulta o alcance de uma taxa muito alta.

Converse com ex-pacientes da clínica

Além de conferir informações na internet ou por telefone, peça a opinião de casais que já passaram pelo tratamento na clínica. Se você não conhecer ninguém, verifique com familiares e amigos se eles conhecem alguém que já realizou um tratamento de fertilidade neste local.

Peça indicações ainda para seu ginecologista e para outros casais que não necessariamente realizaram o procedimento na clínica que você está pesquisando. Dessa forma, você pode conseguir outras boas indicações.

Marque uma consulta com um médico da equipe

Marcar uma consulta com um médico da clínica é fundamental em sua escolha, pois você tem que confiar no profissional responsável pelo tratamento se deseja ter sucesso no processo.

E para ter certeza de que você confia no médico nada melhor que uma consulta presencial. Durante a visita, tire suas dúvidas, observe se ele tem paciência para respondê-las, para ouvir sua história e se é o tipo de profissional que vai lhe acompanhar durante todo o tratamento. Essas características com certeza lhe darão mais segurança e confiança para realizar o tratamento na clínica.

Avalie o valor do tratamento

Uma clínica de fertilidade não deve ser escolhida somente devido ao preço que ela oferece pelo tratamento, mas é importante avaliar o valor cobrado para saber se ele cabe em seu orçamento.

Além disso, se a clínica realizar o tratamento por um valor muito abaixo do mercado, desconfie. Os custos de equipamentos, medicamentos, processos de fertilidade e da manutenção de uma clínica não são baixos. Então, se o valor do tratamento é muito pequeno significa que talvez os profissionais não estejam utilizando produtos de qualidade.

Observe a estrutura e os equipamentos do espaço físico

Quando marcar sua consulta na clínica, peça para conhecer o espaço ou pergunte a respeito dele para o médico. Veja se o local tem estrutura para realizar exames e procedimentos, como ultrassons, coleta de óvulos e sêmen. Se tudo puder ser feito na própria clínica, o tratamento se torna mais prático e confortável para os pacientes.

Confira ainda com quais equipamentos a clínica trabalha e se eles são modernos. O ideal é que eles sejam bem tecnológicos, pois assim aumentam as chances de o procedimento ser bem-sucedido.

Com essas informações, será muito mais fácil saber qual é a clínica de fertilidade correta para o seu tratamento. Lembre-se de que observar a estrutura, os equipamentos e valores da clínica são atividades essenciais, mas se você não confiar no médico aquela não é a melhor opção.

Por essa razão, quando encontrar uma clínica que lhe agrade, marque uma consulta para tomar sua decisão. Caso ainda não tenha iniciado a sua pesquisa, navegue em nosso site para conhecer a nossa clínica e confirmar se ela é uma boa opção para você e seu parceiro. 

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Categorias: Medicina

A clamídia causa infertilidade?

Fertilidade - sex, 12/11/2020 - 06:41

A clamídia afeta muitos homens e mulheres em algum momento de suas vidas e é muito comum entre os jovens. É uma doença sexualmente transmissível que pode ser facilmente tratada com antibióticos. No entanto, muitas vezes permanece sem sintomas e, se não for tratada, pode ter sérios efeitos a longo prazo para homens e mulheres.

 

Quais efeitos a longo prazo a clamídia pode causar em mulheres?

A clamídia pode causar uma série de efeitos a longo prazo em homens e mulheres.

 

Nas mulheres, a infecção pode causar:

 

Nos homens, a clamídia pode causar:

 

A clamídia no ânus pode causar complicações em ambos os sexos, pois pode causar uma inflamação da membrana mucosa do ânus. Isso pode levar a sintomas como dor, corrimento, cólicas ou diarreia.

A presença de bactérias da clamídia também aumenta o risco de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis, incluindo HIV.

E se a clamídia não for tratada por vários anos?

Não há um intervalo de tempo específico em que você possa ter complicações devido à clamídia. É possível transportar as bactérias durante vários anos sem sofrer efeitos a longo prazo. Cada paciente é diferente e é difícil prever se uma infecção existente causou alguma complicação se você não notou nenhum sintoma de clamídia.

Quanto mais tempo a DST permanecer sem tratamento, maior o risco de complicações e danos permanentes, como infertilidade.

A clamídia torna homens e mulheres inférteis?

Estima-se que 10% a 40% das mulheres que contraem clamídia desenvolvam a doença inflamatória pélvica (DIP) como resultado. DIP pode afetar o útero, ovários ou as trompas de falópio. Se a inflamação persistir por um longo período de tempo, pode causar cicatrizes e bloquear as tubas uterinas. Se as trompas de falópio estão bloqueadas, o espermatozoide não chega a um óvulo, o que significa que você pode ficar infértil. Isso significa que a clamídia pode causar infertilidade após causar uma DIP.  

Não se sabe o quão comum é para as mulheres se tornarem inférteis após uma infecção por clamídia, mas alguns especialistas estimam que a clamídia é responsável por até um em cada cinco casos de infertilidade em mulheres.

No entanto, a clamídia não afeta apenas a fertilidade feminina, mas também pode afetar a fertilidade masculina. Pode levar a uma menor contagem de espermatozoides e ter um impacto negativo na qualidade do esperma. Também aumenta o risco de uma inflamação chamada epididimite (que afeta o tubo que transporta o esperma), o que pode levar a cicatrizes e resultar em infertilidade.

Quanto tempo leva para a clamídia torná-lo infértil?

Quanto tempo leva para a clamídia causar danos permanentes ao seu sistema reprodutivo não é sabido. Se isso afeta sua fertilidade vai depender se a infecção se alastra. A regra geral é: quanto mais rápido você tratar, melhor.  

No entanto, o fato de você ter tido clamídia por vários anos não significa necessariamente que você é infértil. Muitas pessoas carregam as bactérias por um longo tempo sem sofrer consequências.

Você pode morrer de clamídia?

A clamídia não é uma ameaça à vida e não causa nenhum impacto permanente na sua saúde se for tratada logo após você ter sido infectada.

Os bebês que contraem clamídia durante o parto podem desenvolver complicações perigosas, como pneumonia. No Brasil não é oferecido de rotina teste de clamídia no início de sua gravidez para garantir que o bebê não seja exposto à bactéria da clamídia, somente havendo sintomas.

Como evitar complicações

Embora a clamídia possa causar complicações graves em algumas pessoas, ela também é uma infecção tratável. Você pode evitar pegá-la ou deixá-la sem tratamento seguindo estas três etapas simples:

  1. Sempre use preservativo ao fazer sexo com um novo parceiro.
  2. Certifique-se de que você e seu parceiro façam o exame antes de fazer sexo pela primeira vez.
  3. Faça o exame para as ISTs uma vez por ano.

 

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Quais são os tipos de varizes que existem?

Vascular Pro - qui, 12/10/2020 - 11:53

Se você pensa que as varizes são todas iguais, está muito enganada. Existem diferentes tipos de varizes e elas podem se diferenciar pelo tamanho, pela coloração, pela profundidade e também pelos sintomas apresentados. Além disso, as varizes também são divididas em níveis de maior ou menor perigo. Quer saber qual o tipo de variz que incomoda você? Venha saber mais sobre o assunto.

Tipos de varizes

As varizes são veias doentes, de formato tortuoso que impedem a circulação regular do sangue. Esse defeito faz com que surjam os coágulos, também chamados trombos.

As veias varicosas são dilatadas e, em alguns casos, sensíveis. Geralmente, surgem nos membros inferiores e se apresentam sob diferentes características, podendo ser classificadas nos tipos a seguir:

Vasinhos ou aranhas vasculares

O nome técnico para essas varizes é telangiectasia, mas elas são mais conhecidas como aranhas vasculares ou vasinhos. São aquelas veias finas, com várias ramificações que se assemelham a uma aranha.

As varizes vasculares são menores do que os outros tipos e também são menos perigosas. Logo que surgem, afetam mais a estética das pernas do que a saúde propriamente dita já que não provocam sintomas. No entanto, isso não quer dizer que não devam ser tratadas.

Pelo contrário, a existência de varizes nas pernas, por menores que sejam indicam sim um problema circulatório e que podem evoluir para algo mais grave como tromboflebites, úlceras e trombose mais tardiamente.

Os vasinhos têm cerca de 1 mm de diâmetro, coloração arroxeada ou avermelhada e se localizam bem na superfície mais externa da pele. Por isso, podem ser vistos com facilidade.

Varizes reticulares

Também chamadas de microvarizes, as varizes reticulares têm entre 1 e 3 mm de diâmetro. Geralmente são azuladas ou esverdeadas e também estão localizadas na superfície da pele, só que um pouco mais internamente.

Apesar de serem visíveis a olho nú, essas varizes não têm o aspecto saltado, característica comum das varizes tronculares.

Varizes tronculares

As varizes tronculares são o tipo mais grave desse problema e, por isso, exigem tratamento imediato para evitar complicações mais graves. Tronculares são aquelas veias mais saltadas, inchadas e tortuosas. Elas também são mais largas e têm cerca de 4 mm de diâmetro.

Vale lembrar que nem todas as veias saltadas são varizes. Muitas pessoas apresentam veias salientes e se assustam com o grande volume das mesmas.

No entanto, veias volumosas são uma característica natural em determinadas pessoas e geralmente são provocadas pela pouca gordura na região e também pela grande carga muscular no local, o que faz com que as veias fiquem mais aparentes.

Veias saltadas, livres de outros sintomas como dores, coceira ou ardência não indicam insuficiência venosa.

Classificação das varizes

As varizes também são classificadas por especialistas de acordo com o risco que oferecem. A classificação varia de 0 a 6. Vamos ver mais detalhes.

C0: são varizes que não se destacam na pele e, erroneamente, fazem com que muitas mulheres não saibam que têm o problema. Nessa fase, não há nenhum sintoma o que retarda a procura ao médico e, consequentemente, o diagnóstico precoce.

C1: nessa classificação estão os vasinhos e as varizes reticulares. O sintoma mais nítido é a própria veia um pouco saltada. Não há relatos de dores, inchaços ou algo parecido, a não ser o desconforto estético uma vez que as veias varicosas marcam a região das pernas.

C2: são as veias tronculares que apresentam um estágio já avançado. São veias extremamente saltadas, tortuosas e que afetam tanto a saúde do corpo quanto a estética. Essa fase deve servir de alerta e a pessoa afetada deve buscar ajuda o quanto antes.

C3: nessa fase, as veias tronculares trazem também um edema que se caracteriza com um inchaço na região afetada ou nos tornozelos. Outros sintomas podem surgir como câimbras, coceira e cansaço nas pernas. A insuficiência venosa crônica fica evidente.

C4: nessa classificação, a pele apresenta forte coloração avermelhada ou arroxeada, geralmente com descamações chamadas de eczemas. Também é nessa fase que surgem manchas brancas em torno das varizes chamadas de atrofia branca.

C5: nessa fase, as pernas afetadas por varizes desenvolvem pequenas úlceras venosas que cicatrizam mais facilmente. As úlceras, únicas ou múltiplas, podem surgir na região onde se encontram as varizes ou também nos tornozelos.

C6: a última classificação das varizes indica veias varicosas que estão com úlceras ativas, ou seja, ferimentos de difícil cicatrização e que causam extremo desconforto nas pernas, locais onde elas mais se apresentam.

As úlceras costumam surgir após pequenos traumas na região como arranhões, por exemplo. Como a região está bastante fragilizada, em pouco tempo o ferimento evolui, cresce e se transforma em úlceras dolorosas e profundas.

Se não forem tratadas, esses ferimentos podem infeccionar rapidamente, agravando ainda mais o problema, especialmente se a pessoa sofrer com alguma doença crônica como a diabetes, por exemplo.

Devemos lembrar que, quanto mais varizes a pessoa apresentar, e quanto mais sintomas surgirem, maior é o grau de insuficiência circulatória.


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Como tratar as varizes

Pudemos perceber que as varizes seguem uma evolução de gravidade. Primeiro se apresentam como pequenos vasos, simples, que não doem e provocam desconforto estético. Depois, se agravam até se transformarem em úlceras intravenosas.

É por essa razão que existem tratamentos diferenciados para atender de forma direcionada e efetiva a todos os casos de varizes, de acordo com as especificidades de cada tipo.

Por isso, é de fundamental importância que a pessoa acometida por esse problema, em especial as mulheres, procurem ajuda médica logo que perceberem alguma alteração na pele e não esperem que as varizes comecem a doer para ir ao médico.


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Aliviando os sintomas das varizes

O tratamento é a solução adequada para conter as varizes e seus sintomas e apenas o médico especialista pode indicar a melhor solução para cada caso. Contudo, existem meios paliativos usados para reduzir o desconforto e diminuir a velocidade de progressão da doença. São exemplos:

  • Usar meias de compressão para estimular a circulação sanguínea;
  • Fazer atividade física com frequência;
  • Elevar as pernas para facilitar a circulação do sangue nos membros inferiores e permanecer assim por cerca de 30 minutos, de três a quatro vezes por semana.

Como vimos, as varizes não são todas iguais. Da mesma forma que se apresentam em formatos diferentes na pele, elas também têm características, sintomas, consequências específicas e únicas em cada caso. Por isso, é importante conhecer todos os tipos de varizes e fazer o tratamento correto, de acordo com a indicação do especialista.

 

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Categorias: Medicina

Endometriose

Fertilidade - qui, 12/10/2020 - 06:59
Fatos e definição de endometriose
  • Endometriose é o crescimento anormal de células (células endometriais) semelhantes às que se formam dentro do útero, mas em um local fora dele. Endometriose é mais comumente encontrada implantada em outros órgãos da pelve.
  • A causa exata da endometriose ainda não foi identificada.
  • A endometriose é mais comum em mulheres que estão passando pelo problema da infertilidade do que em mulheres férteis, mas a endometriose nem sempre causa infertilidade.
  • A maioria das mulheres com endometriose não têm sintomas, mas quando têm podem apresentar:
    • Menstruação
    • Relações sexuais dolorosas
    • Micção ou Evacuações dolorosas (dor para ir ao banheiro)
    • Infertilidade
  • Dor pélvica durante a menstruação ou ovulação pode ser um sintoma de endometriose, mas também pode ocorrer em mulheres normais.
  • A suspeita de Endometriose pode ser com base no padrão dos sintomas da mulher e às vezes durante um exame físico, mas o diagnóstico definitivo é geralmente confirmado por cirurgia, mais frequentemente por videolaparoscopia.
  • O tratamento da endometriose inclui medicamentos e cirurgia para alívio da dor e tratamento da infertilidade, se a gravidez é desejada.
O que é endometriose?

Endometriose é o crescimento anormal de tecido endometrial semelhante àquele que reveste o interior do útero, mas em um local fora do útero. Tecido endometrial é renovado a cada mês durante a menstruação. Áreas de tecido endometrial, encontradas em localizações ectópicas (fora do normal) são chamadas de implantes endometriais. Estas lesões são mais comumente encontradas nos ovários, trompas de Falópio, superfície do útero, intestino e no revestimento da membrana da cavidade pélvica (ou seja, o peritônio). São menos comumente encontradas envolvendo a bexiga, colo do útero e vagina. Raramente, a endometriose pode ocorrer fora da pelve. Endometriose tem sido relatada no fígado, cérebro, pulmão e em  cicatrizes cirúrgicas antigas. Os implantes endometriais, embora possam se tornar problemáticos, são geralmente benignos (ou seja, não cancerosos).

Quais são as fases da endometriose?

Endometriose é classificada em uma das quatro fases (I – mínima, II – leve, III – moderada e IV – grave) com base na exata localização, extensão e profundidade dos implantes de endometriose, bem como na presença e gravidade de tecido cicatricial e com a presença e o tamanho dos implantes endometrióticos nos ovários. A maioria dos casos de endometriose é classificada como mínima ou leve, o que significa que existem implantes superficiais e cicatrizes suaves. A Endometriose moderada e grave normalmente resulta em cistos e cicatrizes mais graves. O estágio da endometriose não está relacionado com o grau de sintomas que uma mulher experimenta. A infertilidade é comum em endometriose de estágio IV.

 Quais são os sinais e sintomas da endometriose?

Na verdade, a maioria das mulheres que têm endometriose, não têm sintomas. Das que possuem, os mais comuns incluem:

  • Dor (geralmente pélvica) que normalmente ocorre apenas antes da menstruação e diminui após a menstruação
  • Relações sexuais dolorosas
  • Cólicas durante a relação sexual
  • Cólicas ou dor durante os movimentos intestinais ou durante a micção
  • Infertilidade
  • Dor em exames pélvicos

A intensidade da dor pode variar de mês para mês e pode variar muito entre as pacientes afetadas. Algumas mulheres experimentam uma piora progressiva dos sintomas, enquanto outras podem ter uma resolução da dor sem nenhum tratamento.

A Dor pélvica em mulheres com endometriose depende em parte de onde se situam os implantes endometriais.

  • Implantes mais profundos e implantes em áreas com mais terminações nervosas são mais capazes de produzir dor.
  • Os implantes também podem liberar substâncias na corrente sanguínea que são capazes de provocar dor.
  • A dor pode ser resultante de quando os implantes endometrióticos incitam a cicatrização dos tecidos circundantes. Parece não haver nenhuma relação entre a severidade da dor e a quantidade de doença anatômica que está presente.

A Endometriose pode ser uma das razões para a causa da infertilidade em casais saudáveis. Quando os exames laparoscópicos são realizados para avaliar a infertilidade, os implantes são frequentemente encontrados em pacientes que eram totalmente assintomáticas. As razões da diminuição da fertilidade em muitas pacientes com endometriose não são totalmente compreendidas. A endometriose pode incitar a formação de tecido cicatricial dentro da pelve. Se os ovários e as trompas de Falópio estiverem envolvidos, os processos mecânicos envolvidos na transferência dos óvulos fertilizados para as trompas podem ser alterados. Alternativamente, as lesões endometriais podem produzir substâncias inflamatórias que afetam adversamente a ovulação, a fertilização e a implantação.

Outros sintomas que podem estar relacionados à endometriose incluem:

  • Dor no abdômen inferior (dor na barriga baixa)
  • Diarréia e/ou constipação
  • Lombalgia
  • Fatiga crônica
  • Menstruação forte ou irregular
  • Dor ao urinar, ou
  • Sangue ao urinar (especialmente durante a menstruação).

Sintomas raros da endometriose incluem dor no peito ou tosse com sangue devido a endometriose nos pulmões, dor de cabeça e/ou convulsões devido a endometriose no cérebro.

E o risco de endometriose e câncer?

Alguns estudos têm postulado que as mulheres com endometriose têm um risco aumentado para o desenvolvimento de certos tipos de câncer de ovário, conhecido como câncer epitelial de ovário (CEO). Este risco é maior em mulheres com endometriose e infertilidade primária (aquelas que nunca passaram por uma gravidez). O uso da combinação de pílulas orais contraceptivas (POC), que são por vezes utilizadas no tratamento da endometriose, parece reduzir significativamente este risco.

As razões para a associação entre endometriose e câncer epitelial de ovário não são claramente compreendidas. Uma teoria diz que os implantes de endometriose se submetem a uma transformação maligna para o câncer. Outra possibilidade é que a presença da endometriose pode estar relacionada a outros fatores genéticos ou ambientais que servem para aumentar o risco das mulheres de desenvolverem câncer de ovário.

Quais as causas da endometriose?

A causa da endometriose é desconhecida. Uma teoria diz que o tecido endometrial é depositado em locais incomuns pelo fluxo retrógrado de detritos menstruais através das trompas de Falópio para as cavidades abdominais e pélvicas. A causa desta menstruação retrógrada não é entendida claramente. É claro que a menstruação retrógrada não é a única causa da endometriose, já que muitas mulheres que têm menstruação retrógrada não desenvolveram a condição.

Outra possibilidade é que áreas que alinham os órgãos pélvicos possuem células primitivas que são capazes de evoluir para outras formas de tecidos, tais como o endométrio. (Este processo é denominado coelomic metaplasia.)

Também é provável que a transferência direta dos tecidos endometriais no momento da cirurgia seja responsável pelos implantes de endometriose ocasionalmente encontrados em cicatrizes cirúrgicas (por exemplo, episiotomia ou cicatrizes de cesariana). A transferência de células endometriais através da corrente sanguínea ou do sistema linfático é a explicação mais plausível para os raros casos de endometriose que são encontrados no cérebro e outros órgãos distantes da pelve.

Finalmente, há evidências de que algumas mulheres com endometriose têm uma resposta imunológica alterada que pode afetar a habilidade natural do corpo para reconhecer o tecido endometrial ectópico.

O que dizer sobre a Endometriose e a infertilidade?

A Endometriose é mais comum em mulheres inférteis, em oposição a aquelas que passaram por uma gravidez. No entanto, muitas mulheres com endometriose confirmada são capazes de engravidar sem dificuldade, especialmente se a doença é leve ou moderada. Estima-se que acima de 70% das mulheres com endometriose leve ou moderada conseguirão engravidar no prazo de três anos sem qualquer tratamento específico.

As razões para uma diminuição na fertilidade quando a endometriose está presente não são completamente compreendidas. É provável que fatores anatômicos e hormonais sejam contributivos à diminuição da fertilidade. A presença da endometriose pode incitar a formação de cicatriz significativa (adesão) na pelve que pode distorcer as estruturas anatômicas normais. Alternativamente, a endometriose pode afetar a fertilidade através da produção de substâncias inflamatórias que têm um efeito negativo na ovulação, na fertilização do óvulo, e/ou na implantação do embrião. Infertilidade associada com endometriose é mais comum em mulheres com formas anatomicamente graves da doença.

Opções de tratamento para infertilidade associada à endometriose são variados, mas a maioria dos médicos acreditam que, para a endometriose, a cirurgia é superior ao tratamento médico. Quando apropriada, a tecnologia de reprodução assistida pode também ser utilizada como adjuvante ou alternativa ao tratamento cirúrgico.

A dieta afeta a endometriose?

Não existem dados bem estabelecidos que mostram que as modificações dietéticas podem evitar ou reduzir os sintomas da endometriose. Um estudo mostrou que um alto consumo de verduras e frutas foi associado com um risco menor de desenvolver endometriose, enquanto uma maior ingestão de carnes vermelhas foi associada com um risco mais elevado. Nenhuma associação foi vista com o consumo de café, leite ou álcool. Mais estudos são necessários para determinar se dieta desempenha um papel importante no desenvolvimento da endometriose.

Quais especialidades médicas tratam a endometriose?

A Endometriose é mais comumente tratada por ginecologistas/obstetras.

Há um exame para diagnosticar a endometriose?

A suspeita de Endometriose pode surgir com base nos sintomas de dor pélvica e descobertas durante exames físicos. Ocasionalmente, durante um exame reto-vaginal (um dedo na vagina e um dedo no reto), o médico pode sentir nódulos (implantes endometriais) atrás do útero e ao longo dos ligamentos que unem a parede pélvica. Outras vezes, nenhum nódulo é sentido, mas o exame em si causa dor incomum ou desconforto.

Infelizmente, nem os sintomas, nem o exame físico pode ser confiável para conclusivamente, estabelecer o diagnóstico da endometriose. Exames de imagem, tais como o ultrassom, podem ser úteis para excluir outras doenças pélvicas e podem sugerir a presença de endometriose nas áreas vaginais e na bexiga, mas eles não podem diagnosticar a endometriose com certeza absoluta. Para um diagnóstico preciso, uma inspeção visual direta dentro da pelve e no abdômen, assim como uma biópsia do tecido dos implantes são necessárias.

Portanto, o único método definitivo (de certeza) para diagnosticar a endometriose é a cirurgia. Requer videolaparoscopia (por furinhos) ou laparotomia (abertura do abdômen, fazendo uma grande incisão).

A laparoscopia é o procedimento cirúrgico mais comumente empregado, utilizado para o diagnóstico da endometriose. Este é um pequeno procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral, ou em alguns casos, sob anestesia local. É geralmente realizada como um procedimento ambulatorial (a paciente não fica internada durante a noite). A laparoscopia é realizada primeiro inflando a cavidade abdominal com um gás (dióxido de carbono), através de uma pequena incisão no umbigo. Um instrumento fino, de visão tubular (laparoscópio) é inserido na cavidade abdominal inflada para inspecionar o abdômen e a pelve. Os implantes endometriais então podem ser vistos diretamente.

Durante a laparoscopia, biópsias (remoção de amostras minúsculas de tecido para exame sob um microscópio) também podem ser realizadas a fim de obter um diagnóstico do tecido. Às vezes biópsias aleatórias obtidas durante a laparoscopia mostrarão a endometriose microscópica, mesmo que os implantes não sejam visualizados.

Laparoscopia e ultrassom pélvico também são importantes na exclusão de neoplasias malignas (como câncer de ovário) que podem causar muitos dos mesmos sintomas que imitam os sintomas da endometriose.

Qual é o tratamento para a endometriose?

Endometriose pode ser tratada com medicamentos e/ou cirurgia. Os objetivos do tratamento da endometriose podem incluir alívio dos sintomas e/ou aumento da fertilidade.

Quais os medicamentos que tratam a endometriose? Antiinflamatórios não-esteroides (AINEs)

Medicamentos antiinflamatórios não-esteroides ou AINEs são comumente prescritos para ajudar a aliviar a dor pélvica e as cólicas menstruais. Esses medicamentos para aliviar a dor não têm efeito sobre os implantes endometriais ou a progressão da endometriose. No entanto, eles diminuem a produção de prostaglandinas, e as prostaglandinas são conhecidas por ter um papel na causa da dor. Como o diagnóstico da endometriose só pode ser definitivamente confirmado com uma biópsia, muitas mulheres com queixas, suspeitas de que possuem endometriose são tratadas para dor primeiro sem um diagnóstico firme ser estabelecido. Sob tais circunstâncias, os AINEs são comumente usados como um tratamento empírico de primeira linha. Se eles forem eficazes no controle da dor, outros procedimentos ou tratamentos médicos não serão necessários. Se eles são ineficazes, tratamento e uma avaliação adicional será necessária.

Como a endometriose ocorre durante os anos reprodutivos, muitos dos tratamentos médicos disponíveis para endometriose se baiseiam na interrupção da produção hormonal cíclica normal dos ovários. Estes medicamentos incluem os análogos GnRH, pílulas contraceptivas orais e progesterona prescritos pelo ginecologista.

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH)

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH) têm sido efetivamente usados para aliviar a dor e reduzir o tamanho dos implantes de endometriose. Estas drogas suprimem a produção de estrogênio pelos ovários, inibindo a secreção de hormônios reguladores da glândula pituitária. Como resultado, para os períodos menstruais, imitando a menopausa. Formas nasais e injeção de agonistas de GnRH estão disponíveis.

Os efeitos colaterais são do resultado da falta de estrogênio e incluem:

  • ondas de calor
  • secura vaginal
  • sangramento vaginal irregular
  • alterações de humor
  • fadiga, e
  • Perda da densidade óssea (osteoporose).

Felizmente, repor pequenas quantidades de progesterona em forma de pílula (semelhante aos tratamentos, por vezes, utilizados para o alívio dos sintomas da menopausa), pode evitar muitos dos efeitos colaterais irritantes devido à deficiência de estrogênio. “Adicionar terapia de reposição” é um termo que se refere a esta forma moderna de administrar agonistas de GnRH juntamente com progesterona, de forma a garantir a conformidade, eliminando a maioria dos indesejados efeitos colaterais da terapia de GnRH.

Pílulas contraceptivas

Pílulas contraceptivas orais (combinação de estrogênio e progesterona) são também por vezes utilizadas para tratar a endometriose. A combinação mais comum usada é em forma de pílula contraceptiva oral (PCO). Às vezes as mulheres que têm dor menstrual severa são convidadas a tomar a PCO continuamente, significando ignorar o placebo (hormonalmente inerte) como parte do ciclo. O uso contínuo, dessa maneira, geralmente irá parar a menstruação por completo. Ocasionalmente, ganho de peso, mastalgia, náusea, e sangramento irregular podem ocorrer. Pílulas contraceptivas orais são geralmente bem toleradas em mulheres com endometriose.

Progesterona

Progesterona [por exemplo, acetato de medroxiprogesterona (Provera, Cycrin, Amen), acetato de noretisterona, acetato de norgestrel (Ovrette)] são mais potentes do que os anticoncepcionais e foram recomendadas para mulheres que não obtêm alívio da dor ou não podem tomar uma pílula anticoncepcional. Elas podem ser úteis para as mulheres que não respondem a, ou não podem tomar (por razões médicas) contraceptivos orais.

Efeitos colaterais são mais comuns e incluem:

  • mastalgia
  • distenção abdominal
  • ganho de peso
  • sangramento uterino irregular, e
  • depressão.

Como a ausência de menstruação (amenorreia) induzida pelas altas doses de progesterona podem durar muitos meses após o término da terapia, estas drogas não são recomendadas para mulheres que estão planejando uma gravidez imediatamente após o término da terapia.

Outras drogas usadas para tratar a endometriose Danazol (Danocrine)

Danazol (derivado da etisterona, esteróide sintético) é uma droga sintética que cria um alto andrógeno (hormônio do sexo masculino) e baixo nível hormonal de estrogênio por interferir na ovulação e na produção ovariana de estrogênio. Oitenta por cento das mulheres que tomam esta droga têm alívio da dor e encolhimento dos implantes de endometriose, mas até 75% das mulheres desenvolvem efeitos colaterais da droga significativos. Estes incluem:

  • ganho de peso
  • edema (inchaço)
  • encolhimento da mama
  • acne
  • pele oleosa
  • Hirsutismo (crescimento de cabelo de padrão masculino)
  • intensificação da voz
  • dor de cabeça
  • ondas de calor
  • alterações da libido, e
  • alterações de humor.

Exceto para as alterações de voz, todos esses efeitos colaterais são reversíveis. Em alguns casos, a resolução dos efeitos colaterais pode levar muitos meses. Danazol não deve ser tomado por mulheres com certos tipos de doenças no fígado, rim ou doenças do coração. Este produto é raramente usado.

Inibidores da aromatase

Uma abordagem mais atual para o tratamento da endometriose envolve a administração de medicamentos conhecidos como inibidores da aromatase (por exemplo, anastrozole [Arimidex] e letrozole [Femara]). Estas drogas atuam interrompendo a formação do estrogênio local dentro dos implantes de endometriose. Elas também inibem a produção de estrogênio dentro do ovário e do tecido adiposo. Pesquisas estão em andamento para avaliar a eficácia dos inibidores de aromatase no tratamento da endometriose. Inibidores da aromatase podem causar perda óssea significativa com o uso prolongado. Devem também ser empregados em combinação com outras drogas em mulheres pré-menopáusicas devido aos seus efeitos sobre os ovários.

Cirurgia para endometriose?

Tratamento cirúrgico para endometriose pode ser útil quando os sintomas são graves ou quando há uma resposta inadequada à terapia médica. A cirurgia é o tratamento preferido quando há distorção anatômica dos órgãos pélvicos ou obstrução do intestino ou do trato urinário. Ela pode ser classificada como conservadora, em que o útero e tecido ovariano são preservados, ou definitiva, que envolve histerectomia (remoção do útero), com ou sem remoção dos ovários. Obviamente implicando na fertilidade da mulher.

A cirurgia conservadora é normalmente realizada por laparoscopia. Implantes endometriais podem ser extirpados ou destruídos por diferentes fontes de energia (por exemplo, laser, corrente elétrica). Se a doença for extensa e de anatomia distorcida, a laparotomia pode ser necessária.

Enquanto os tratamentos cirúrgicos podem ser muito eficazes na redução da dor, estima-se que a taxa de recorrência da endometriose após tratamento cirúrgico conservador é tão elevada quanto 40%. Muitos médicos recomendam realizar terapia médica após a cirurgia na tentativa de evitar a recorrência da doença sintomática.

Quem desenvolve endometriose?

Endometriose afeta as mulheres durante seus anos reprodutivos. A prevalência exata da endometriose não é conhecida, uma vez que muitas mulheres que são identificadas mais tarde como tendo a condição são assintomáticas. Estima-se que a endometriose afeta mais de 1 milhão de mulheres (as estimativas variam de 3% a 18% das mulheres) nos Estados Unidos. É uma das principais causas de dor pélvica e é a responsável por muitas das laparoscopias e histerectomias realizadas por ginecologistas. As estimativas sugerem que 20% a 50% das mulheres em tratamento para infertilidade têm endometriose, e que até 80% das mulheres com dor pélvica crônica podem estar afetadas.

Enquanto a maioria dos casos de endometriose é diagnosticada em mulheres com idade entre 25 a 35 anos, a endometriose tem sido relatada em meninas a partir dos 11 anos de idade. Endometriose é rara em mulheres pós-menopáusicas. Estudos ainda sugerem que a endometriose é mais comum em mulheres mais altas, finas, com uma baixa massa corporal (IMC). Atrasar a gravidez até uma idade avançada, nunca dar à luz, ou início precoce da menstruação e menopausa tardia foram apontados como fatores de risco para endometriose. Também é provável que existam fatores genéticos que predispõem a mulher a desenvolver endometriose, uma vez que ter um parente de primeiro grau com a condição aumenta a chance de que uma mulher vá desenvolver a condição.

Endometriose pode ser prevenida?

Como a causa da endometriose é mal compreendida, não existem formas conhecidas efetivas para impedir o seu desenvolvimento.

Qual é o prognóstico para uma mulher com endometriose?

A endometriose é comumente uma doença dos anos reprodutivos, e os sintomas geralmente desaparecem depois que a mulher atinge a menopausa. Para as mulheres que experimentam sintomas, algumas terapias estão disponíveis para socorro. Tratamentos para a infertilidade associada com endometriose também estão disponíveis para ajudar a aumentar as chances de uma mulher engravidar

 

Qual a diferença entre endometriose e varizes pélvicas?

Veja o video sobre as diferenças nos sintomas das varizes pélvicas e endometriose.

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Endometriose e infertilidade

A infertilidade pode ser o primeiro sinal de endometriose em muitas mulheres. Cerca de 30% a 40% das mulheres com endometriose têm alguns problemas para engravidar. A razão para isso não é bem compreendida, e cicatrizes do trato reprodutivo podem desempenhar um papel importante. Fatores hormonais também podem estar envolvidos. Felizmente, tratamentos para tratar a infertilidade são eficazes para muitas mulheres.

 

 

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Aborto recorrente e tardio: exames e tratamento de casais

Fertilidade - qua, 12/09/2020 - 19:27

Sofrer um aborto pode ser muito angustiante. Ter vários abortos ou um aborto tardio pode ser devastador. Esta página é para você que teve três ou mais abortos precoces ou um ou mais abortos tardios.

Vamos falar sobre

  • o que sabemos sobre as razões do aborto recorrente e aborto tardio
  • recomendações para exames e tratamento para casais nesta situação.


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Assim você pode se ajudar e a sua equipe de saúde pode tomar as melhores decisões sobre seus cuidados. Não substitui o aconselhamento de um médico.

O que é um aborto?

Se você perder um bebê antes das 24 semanas de gravidez, isso é chamado de aborto espontâneo. Se isso acontecer nos primeiros 3 meses da gravidez, é conhecido como um aborto precoce. Infelizmente, os abortos precoces são comuns, ocorrendo em cerca de 10 a 20 em cada 100 gestações (10-20%).

Abortos tardios, que ocorrem depois de 3 meses de gravidez, mas antes de 24 semanas, são menos comuns: 1 a 2 em cada 100 (1-2%) gestações culminam em aborto tardio.

O que é um aborto recorrente?

Quando um aborto espontâneo acontece três ou mais vezes seguidas, é chamado de aborto espontâneo recorrente. O aborto recorrente afeta 1 em cada 100 (1%) casais tentando ter um bebê.

Por que o aborto recorrente e o aborto tardio acontecem?

Às vezes, há uma causa encontrada para o aborto recorrente e tardio. Em outros casos, não há problema subjacente que possa ser descoberto. A maioria dos casais provavelmente terá uma gravidez bem sucedida no futuro, particularmente se os resultados dos exames e acompanhamento com médico estejam normais.

Há uma série de fatores que podem desempenhar um papel na causa do aborto recorrente e tardio:

  • Idade

Quanto mais idade, maior o risco de ter um aborto espontâneo. Se a mulher tem mais de 40 anos, mais de 1 em cada 2 gestações terminam em um aborto espontâneo. Abortos espontâneos também podem ser mais comuns se o pai for mais velho.

  • Síndrome antifosfolípide (APS)

APS (uma síndrome que torna o seu sangue mais provável coagular) é incomum, mas é uma causa de aborto recorrente e aborto tardio.

  • Trombofilia

Trombofilia (uma condição hereditária – genética ou não –  que significa que seu sangue está mais sujeito a coagular) pode causar aborto recorrente e, em particular, abortos tardios.

  • Fatores genéticos

Em aproximadamente 2 a 5 em cada 100 casais (2-5%) com aborto recorrente, um dos parceiro terá uma anormalidade em um dos seus cromossomos (estruturas genéticas dentro de nossas células que contêm o nosso DNA e as características que herdamos de nossos pais). Embora essa alteração possa não afetar o pai, às vezes pode causar um aborto.

  • Colo do útero fraco (insuficiência/imcompetência do colo uterino)

Fraqueza do colo do útero é conhecida por ser uma das causas de aborto entre 14 e 23 semanas de gravidez. Isto pode ser difícil de diagnosticar quando você não está grávida. Pode ser uma suspeita se em uma gestação anterior sua bolsa rompeu cedo, ou se o colo do útero abriu sem qualquer dor.

  • Problemas de desenvolvimento do bebê

Algumas anomalias do bebê podem levar a um aborto, mas é improvável que seja a causa de aborto espontâneo recorrente.

  • Infecção

Qualquer infecção que te fez muito mal pode provocar um aborto. Infecções mais leves que afetam o bebê também podem provocar um aborto. Desconhece-se o papel das infecções no aborto recorrente.

  • Forma do útero

Não é claro quanto um útero de forma anormal contribui para o aborto recorrente ou abortos tardios. No entanto, pequenas variações não parecem provocar aborto.

  • Problemas de tiroide e diabetes

Diabetes ou distúrbios da tireoide podem ser fatores dos abortos. Eles não causam aborto recorrente, enquanto são tratados e mantidos sob controle.

  • Fatores imunológicos

Tem sido sugerido que algumas mulheres abortam porque seu sistema imunológico não responde ao bebê da forma habitual. Isso é conhecido como uma reação auto-imune. Não há nenhuma evidência para apoiar essa teoria no momento. Pesquisa adicional é necessária.

Existem outros fatores de risco?

Excesso de peso aumenta o risco de aborto. Fumar e tomar muita cafeína também podem aumentar o risco. Excesso de álcool é conhecido por ser prejudicial para um bebê em desenvolvimento e beber cinco ou mais unidades por semana pode aumentar o risco de aborto.

A chance de mais um aborto aumenta ligeiramente com cada aborto. As mulheres com três abortos consecutivos têm uma chance de 4 em cada 10 de ter outro. Isto significa que 6 em cada 10 mulheres (60%) nesta situação vão ter um bebê na próxima vez.

Por que as investigações são úteis?

Descobrir se há uma causa para seu aborto recorrente ou aborto tardio é importante, pois assim seu médico será capaz de lhe dar uma ideia sobre a sua probabilidade de ter uma gravidez bem sucedida. Em um pequeno número de casos pode haver tratamento disponível para ajudá-la.

Que investigações/exames podem ser feitos?

Exames de sangue:

  • Para APS. APS é diagnosticada se der positivo em duas ocasiões com 12 semanas de intervalo, antes de você engravidar novamente.
  • Para trombofilia. Se você teve um aborto tardio, você pode fazer exames de sangue para certas trombofilias hereditárias.
  • Para checar os seus cromossomos e do seu parceiro para anormalidades. Você pode ser fazer este exame se seu bebê tiver demonstrado ter cromossomos anormais.

Exames para anomalias no bebê

Você pode precisar fazer exames para verificar se há anormalidades nos cromossomos de seu bebê. Isto não é sempre possível, mas pode ajudar a determinar a sua chance de abortar novamente.

Se você teve um aborto tardio, também pode ser indicado um exame pós-morte do seu bebê. Isto não acontecerá sem o seu consentimento, e você terá a oportunidade de discutir isso de antemão com sua equipe de saúde.

Exames para anormalidades na forma do seu útero.

Uma ultra-sonografia pélvica para verificar se há qualquer anormalidade na forma do seu útero. Se houver suspeita de uma anormalidade, outras investigações podem incluir uma histeroscopia (um procedimento para examinar o útero através de uma pequena câmera que é passada através da vagina e do colo do útero) ou uma laparoscopia (um procedimento no qual um cirurgião usa uma câmera bem fina para olhar dentro do abdômen e da pelve).

Exames para infecção

Se você já teve um aborto tardio, exames como amostras de sangue e papanicolau podem ser colhidos no momento para procurar por qualquer fonte de infecção.

Quais são minhas opções de tratamento?

Tratamento para APS

Se você tem APS e teve aborto irregular recorrente ou um aborto tardio, o tratamento com comprimidos de aspirina em baixa dose e injeções de heparina na gravidez podem aumentar sua chance de ter um bebê, desde que não tenha contra-indicações. Aspirina e heparina tornam o seu sangue menos provável de coagular e são seguras para tomar durante a gravidez.

Ter APS significa que você está com risco aumentado de complicações durante a gravidez, como pré-eclâmpsia, problemas com o crescimento do seu bebê e parto prematuro. Você deve ser monitorada cuidadosamente para que possa ser receber tratamento para quaisquer problemas que possam surgir.

Tratamento para trombofilia

Se você tem uma tendência genética de hipercoagulação do sangue (trombofilia) e teve um aborto espontâneo entre 12 e 24 semanas de gravidez, pode ser necessário receber tratamento com heparina.

Neste momento não há evidências suficientes para dizer se a heparina irá reduzir suas chances de aborto espontâneo, se você teve abortos precoces (até 12 semanas de gravidez). No entanto, você pode ser ainda indicada ao tratamento para reduzir o risco de um coágulo de sangue durante a gravidez. Seu médico irá discutir o que seria recomendado no seu caso em particular.

Encaminhamento para aconselhamento genético

Se você ou seu parceiro tem uma anomalia cromossômica, você deve ser indicada a oportunidade de ver um especialista chamado de geneticista clínico. Ele discutirá com você quais são suas chances para futuras gestações e irá explicar quais são as suas escolhas. Isso é conhecido como aconselhamento genético.

Monitoramento e tratamento para um colo do útero fraco

Se você já teve um aborto espontâneo entre 14 e 24 semanas e teve um diagnóstico de colo do útero fraco, pode ser necessário para uma cirurgia para colocar um ponto no colo do seu útero (cerclagem). Isso geralmente é feito através da vagina às 13 ou 14 semanas de gravidez sob anestesia geral ou raquianestesia. Seu médico deve discutir a cirurgia com você.

Se não está claro se seu aborto tardio foi causado por um cérvix fraco, podem ser indicados exames de ultra-som vaginal durante a gravidez para medir o comprimento do seu colo do útero. Isso pode dar informações sobre quão provável você está de abortar. Se o seu colo uterino é menor do que deveria ser antes de 24 semanas de gravidez, pode ser indicada uma operação para colocar um ponto no colo do seu útero.

Cirurgia do útero

Se uma anomalia é encontrada em seu útero, pode ser indicada uma operação para corrigir isso.

Tratamento hormonal

Foi tentado progesterona ou hormônios de gonadotrofina coriônica humana no início da gestação para evitar aborto recorrente, porém mais evidências são necessárias para mostrar se isso funciona.

Imunoterapia

O tratamento para prevenir ou modificar a resposta do sistema imunológico (conhecido como imunoterapia) não é recomendado para mulheres com aborto recorrente. Não foi provado que funciona, não melhora as chances de um nascimento vivo e pode levar a sérios riscos (incluindo a reação à transfusão, choque alérgico e hepatite).

E se nenhuma causa é encontrada?

Onde não há uma causa para o aborto recorrente ou aborto tardio, não há, atualmente, nenhuma evidência de que o tratamento de heparina e aspirina reduza a chance de um outro aborto espontâneo. Por esse motivo, este tratamento não é recomendado habitualmente, embora tenha relatos de êxito.

O que isso significa para nós no futuro?

Você e seu parceiro devem ser vistos juntos por um especialista em fertilidade. Dentro de uma clínica dedicada.

Seu médico conversará com você tanto sobre sua situação particular quanto a sua probabilidade de sofrer um novo aborto e uma gravidez bem sucedida. Se a causa foi encontrada, as opções possíveis de tratamento serão oferecidas para melhorar suas chances de uma gravidez bem sucedida.

As mulheres que têm cuidados de apoio com médico especialista desde o início da gravidez, têm mais chances de um parto bem sucedido. Para casais onde nenhuma causa para o aborto recorrente foi encontrada, 75 em cada 100 (75%) terão uma gravidez bem sucedida com este cuidado.

Vale lembrar que, estatisticamente, a maioria dos casais terá uma gravidez bem sucedida na próxima vez, mesmo depois de três abortos consecutivos

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Exames para mulheres

Fertilidade - qua, 12/09/2020 - 06:14

A fertilidade de uma mulher declina com a idade. Isso significa que as chances de engravidar, ambas naturalmente ou através de tratamento de fertilidade, caem conforme você envelhece. Seu clínico geral deve dar mais informações sobre isso.


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Seu ginecologista deve perguntar qual a frequência e quão regular é a sua menstruação. Se você tem menstruações mensais regulares (a cada 26 a 36 dias), é provável que você esteja ovulando. Você não será aconselhada a usar tabelas da sua temperatura corporal (conhecida como temperatura corporal basal) para verificar se você está ovulando normalmente, já que não são um teste confiável para isso.

Verificando os seus níveis hormonais

Você deve realizar exames de sangue para verificar seus níveis hormonais para ver se você está ovulando. Estes devem incluir um exame para medir um hormônio chamado progesterona, que é produzido pelos ovários depois que os óvulos são liberados. O momento do exame variará dependendo do quão regular são as suas menstruações.

Se as suas menstruações são irregulares, você deve realizar também um exame para medir hormônios chamados gonadotrofinas, que estimulam os ovários a produzirem óvulos.

Verificando seus ovários

Você também deverá realizar exames para ver quão bem seus ovários podem responder aos medicamentos de fertilidade. Isso envolve um exame de sangue para medir os níveis de hormônios (chamados hormônio folículo-estimulante e hormônio anti Mülleriano) ou um ultrassom para contar o número de folículos nos seus ovários.

Verificando suas trompas de falópio

Quando os resultados dos seus exames e do exame de sêmen do seu parceiro forem conhecidos, também será requerido um exame para ver se as suas trompas de falópio estão bloqueadas. Dependendo de suas circunstâncias e histórico médico, isso pode ser feito usando raio-X, ultrassom, ou por uma operação chamada laparoscopia. Antes que você faça esse procedimento, você deverá ser testada para uma infecção chamada clamídia. Clamídia pode danificar suas trompas de falópio se não for diagnosticada e tratada com antibióticos. Se você está infectada, você e o seu parceiro (ou parceiros) devem ser encaminhados para tratamento. Se você não tiver feito exames para clamídia, pode ser que lhe seja dado antibióticos antes do procedimento como uma precaução no caso de você ter a infecção.

Exames que não necessariamente devem ser solicitados

Você normalmente não deve ter os seguintes exames solicitados porque eles não mostraram ser úteis:

  • Exames do seu muco cervical depois da relação sexual (conhecido como teste pós-coital)
  • Um exame de sangue para medir os níveis de um hormônio chamado prolactina
  • Uma biópsia (um procedimento para tomar uma pequena amostra de tecido) do revestimento do seu útero
  • Um exame do seu útero, chamado de histeroscopia (em algumas circunstâncias seu médico pode precisar realizar uma histeroscopia mas será realizada como parte da sua laparoscopia).

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Idade e Fertilidade Feminina

Fertilidade - ter, 12/08/2020 - 19:45

Nem todas as mulheres estão cientes do quanto sua fertilidade declina com a idade. Devido aos casos de celebridades dando à luz na faixa dos 40 anos, as mulheres são, às vezes, erroneamente levadas a acreditar que a concepção nesta idade é bastante possível. O que muito frequentemente não é revelado é que estas celebridades usaram um óvulo ou embrião doados.


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As mulheres nascem com todos os óvulos que elas irão ter por toda vida. Dos 1.000.000 de óvulos que uma recém-nascida tem ao nascimento, apenas 300.000 restam no momento que ela alcança a puberdade. Deste número, apenas em torno de 300 óvulos serão ovulados durante os anos reprodutivos da mulher… na taxa de um óvulo por mês.
Geralmente, as mulheres são mais férteis na casa dos 20 anos, então a fertilidade começa a declinar à medida que ela vai atingindo o final de seus 20 anos. É importante saber que após os 35 anos de idade, as chances de uma mulher ter um bebê naturalmente declinam em média em 50%. Após os 40 anos, as chances diminuem em torno dos 90%.
Assim que a menopausa se aproxima, as capacidades reprodutivas da mulher vão diminuindo e se tornam menos efetivas em produzir óvulos maduros e saudáveis. À medida que a mulher envelhece e chega próximo à menopausa, seus ovários já não respondem bem aos hormônios que são responsáveis por ajudar na ovulação.
 

Com o passar do tempo, os riscos para o bebê e para a mãe também aumentam.

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Quais os possíveis efeitos colaterais de um tratamento de fertilidade?

Fertilidade - ter, 12/08/2020 - 17:23

Os tratamentos de fertilidade vêm evoluindo muito com o passar dos anos, mas mesmo assim eles continuam sendo procedimentos médicos. Portanto, eles possuem possíveis efeitos colaterais que devem ser esclarecidos para o casal que deseja engravidar.

Dessa forma, os parceiros serão avisados do que pode acontecer e, assim, conseguirão decidir se querem ou não passar por um tipo de tratamento. Pensando nisso, separamos neste artigo os principais efeitos que podem surgir devido a esses procedimentos.

Contudo, é importante ressaltar que quem faz um tratamento de fertilidade está sujeito a passar por efeitos colaterais, mas isso não significa que todas as mulheres vão apresentar as consequências listadas.

Com isso em mente, confira agora quais podem ser as implicações dos tratamentos para quem deseja engravidar.

Possíveis efeitos colaterais de um tratamento de fertilidade

Os efeitos colaterais podem variar de acordo com o tratamento realizado pela mulher. Por isso, separamos aqui os principais tipos de tratamento de fertilidade e quais são os efeitos que cada um deles pode provocar:

Indução da ovulação

A indução da ovulação é um dos tratamentos mais simples de fertilidade, porque ele não é muito invasivo. Como já diz o nome, nesse método os ovários da mulher são estimulados para induzir a ovulação. Depois, a gravidez pode ocorrer a partir de uma relação sexual.

Para induzir a ovulação, a mulher precisa consumir determinados remédios indicados por seu médico. O remédio pode variar de acordo com os pacientes e o motivo da infertilidade do casal. Mas, geralmente, eles têm em sua composição o hormônio folículo estimulante (FSH) e podem ser ingeridos por via oral ou injeções.

Devido à medicação, a mulher pode sentir alguns efeitos colaterais. Os mais comuns são:

  •         Náuseas;
  •         Ondas de calor;
  •         Alterações de humor;
  •         Dor de cabeça;
  •         Dores abdominais e/ou nos seios;
  •         Sudorese.

Além desses, existem outros efeitos colaterais da indução da ovulação, mas que costumam ser bem mais raros. São eles:

  •         “Secura” na vagina;
  •         Cistos no ovário;
  •         Síndrome da hiperestimulação ovariana.

Esta síndrome provoca um aumento nos ovários, causando dor nessas estruturas. Ela pode ser leve ou mais grave, sendo que os casos severos são ainda mais raros que os leves.

Como pode apresentar efeitos colaterais, é importante que o profissional responsável pelo tratamento sempre acompanhe o desenvolvimento deste. Dessa forma, caso algo aconteça, ele sabe rapidamente o que fazer e é capaz de evitar o aparecimento de complicações.

Inseminação artificial

A inseminação artificial é um tratamento um pouco mais complexo que a indução da ovulação, mas ainda é relativamente simples. Nesse tratamento, a mulher também deve tomar um medicamento para induzir a ovulação, e depois o espermatozoide é injetado no útero ou no cérvix da paciente para facilitar a gestação.

Esse tipo de tratamento pode ser indicado em diversos casos, sendo que ele é recomendado principalmente quando há problemas com o espermatozoide do parceiro ou quando a mulher apresenta problemas que dificultam a passagem e a permanência dos espermatozoides no útero.

Como para fazer a inseminação artificial também é necessário tomar medicamentos para induzir a ovulação, a mulher pode ter alguns dos mesmos efeitos colaterais que a indução apresenta. A parceira pode ter, por exemplo, náuseas, dores de cabeça e alterações de humor.

Além desses efeitos, a inseminação pode ter complicações após a realização do procedimento. É possível que a mulher tenha:

  •         Sangramento;
  •         Uma gravidez ectópica (fora do útero);
  •         Aborto espontâneo;
  •         Gravidez de gêmeos.

Essas complicações não são frequentes, porém o casal que deseja fazer um tratamento de fertilidade precisa saber que há a chance de elas acontecerem. Em casos de sangramento, o médico responsável deve ser avisado o mais rápido possível.

Fertilização in vitro (FIV)

Na fertilização in vitro, os espermatozoides e os óvulos são fecundados em um meio de cultura e, depois, um ou mais embriões são injetados no útero da mulher. Esse tratamento de fertilidade é um dos mais conhecidos e é indicado geralmente nos casos mais complexos de esterilidade.

Para ser bem-sucedido, o tratamento também exige que a mulher tome medicamentos para melhorar sua fertilidade. Esses remédios podem causar certos efeitos colaterais, como:

  •         Náuseas e vômitos;
  •         Alterações de humor;
  •         Fadiga;
  •         Dores leves ou reações alérgicas no local da injeção;
  •         Síndrome de hiperestimulação ovariana.

Assim como na indução da ovulação e na inseminação artificial, o surgimento da síndrome de hiperestimulação é raro. E, quando acontece, geralmente são casos leves.

Ademais da ingestão dos medicamentos, a transferência dos embriões para a mulher também pode apresentar certas consequências. São elas:

  •         Dores abdominais e pélvicas (durante ou após o procedimento);
  •         Infecção pélvica;
  •         Lesão na bexiga, intestino ou em outros órgãos que ficam perto dos ovários.

Os efeitos colaterais do procedimento são mais raros, já que atualmente os médicos estão cada vez mais experientes e sabem como realizar a transferência de forma segura. Mas, é importante explicá-los.

As dores abdominais e pélvicas podem ser sentidas até dois dias após o procedimento, porém com medicamentos simples elas são aliviadas. Já as infecções podem ser leves ou graves, podendo precisar de hospitalização no último caso, mas elas dificilmente ocorrem hoje em dia.

As lesões também são bem incomuns e são citadas principalmente para avisar o casal sobre essa possibilidade. Quando são severas, a mulher pode necessitar de cirurgia.

A importância do acompanhamento de uma clínica especializada

Como foi mostrado neste artigo, os efeitos colaterais de tratamentos de fertilidade mais comuns são os leves, causados por medicamentos. Contudo, as implicações mais graves dos tratamentos não podem ser ignoradas por serem mais incomuns.

Sendo assim, ter um acompanhamento de uma clínica especializada durante todo o tratamento, inclusive após a finalização do procedimento, é essencial para que não haja complicações e esse momento seja o mais tranquilo possível para o casal.

Então, antes de escolher um médico para cuidar do seu tratamento de fertilidade é fundamental que você saiba de forma detalhada como ele realiza os procedimentos e como acompanha seus pacientes.

Depois de conferir quais os possíveis efeitos colaterais de um tratamento de fertilidade, você já sabe quais são os principais riscos envolvidos. E agora, que tal saber se existem pré-requisitos para ser elegível a um procedimento?

 

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A Contracepção com Base na Percepção da Fertilidade é a Ideal para Você?

Fertilidade - ter, 12/08/2020 - 07:19

Se você enviou uma mensagem de texto, uma mensagem direta ou pronunciou em voz alta as palavras “controle de natalidade”, ou “evitar gravidez” para seus amigos em algum momento nos últimos anos, provavelmente já viu anúncios proclamando que há um aplicativo para isso. Várias empresas prometem acompanhar seu ciclo menstrual com seu aplicativo e seu algoritmo que pode ajudar a evitar a gravidez – sem necessidade de hormônios, implantes ou inserções de DIU.

Todos os aplicativos de controle de natalidade dependem de uma técnica contraceptiva que existirá para sempre, chamada Percepção da Fertilidade (Tabelinha): Basicamente, você registra certas condições físicas todos os dias para rastrear seu ciclo menstrual até que você possa prever a ovulação como um relógio. Evite sexo desprotegido nos dias durante e ao redor da ovulação, e será improvável que você engravide. Quando feito corretamente, este método é relativamente efetivo – mas precisamente quão eficaz é, é uma questão que gera algum debate. Agora, se fiz o contrário, fazer sexo desprotegido nos dias durante e ao redor da ovulação pode aumentar a probabilidade de gestação. Para isso temos nossa calculadora de fertilidade online.

Esta é a raiz das recentes controvérsias em torno de aplicativos de controle de natalidade como Daysy e Natural Cycles. Como acontece com qualquer método de controle de natalidade, a eficácia da Percepção da Fertilidade depende de quão correta e consistentemente você está usando. Mas, ao contrário dos preservativos ou da pílula, não temos uma imagem clara do uso da percepção “média” da fertilidade – e há pouco consenso científico sobre a qualidade dos estudos por trás daqueles “93% de eficácia!”, afirma. Aprovado pela FDA, o aplicativo Natural Cycles teve suas alegações de eficácia investigadas e autorizadas pelas autoridades médicas suecas, mas o Reino Unido as considerou enganosas e baniu alguns dos seus anúncios. Apesar das alegações sérias de coleta e análise imprópria de dados, a Daysy ainda está no mercado hoje. Tudo isso torna complicado para as usuárias em potencial enxergarem além do hype e tomarem uma decisão contraceptiva informada.

Além disso, há muita desinformação por aí sobre contracepção com base na percepção da fertilidade em geral. Os maiores defensores frequentemente exageram sobre sua eficácia, enquanto os céticos são muito rápidos em descartá-la – fazendo algumas suposições bastante grosseiras ao longo do caminho sobre as pessoas que usam. Se você está intrigada com a ideia de um aplicativo para controle de natalidade, ou se você quer apenas saber mais sobre a Percepção da Fertilidade, aqui está (quase) tudo o que você precisa saber para decidir se é ideal para você.

O que é contracepção baseada na percepção da fertilidade?

Os métodos baseados na percepção de fertilidade, ou FABMs, visam evitar a gravidez, dividindo o ciclo menstrual em dias “férteis” e “não-férteis”. Em dias férteis, a probabilidade de engravidar por sexo desprotegido é mais alta; em dias não férteis, é mais baixa. Descobrir quais são os dias é feito por um rastreio cuidadoso dos biomarcadores ou indicadores físicos de há quanto tempo você está em seu ciclo.

Existem alguns biomarcadores relevantes que você pode acompanhar, o que significa que há vários FABMs para escolher. Estes são os tipos mais comuns:

Métodos de calendário, como o tradicional “método da tabelinha”, acompanha a fertilidade nos dias do calendário em um ciclo menstrual. Uma vez que você esteja familiarizada com a duração e a regularidade de seus ciclos, você pode usar o cronograma padrão do ciclo menstrual para identificar seus dias mais e menos férteis. No método de Dias Padrão, por exemplo, os dias do ciclo 8-19 são considerados férteis.

Métodos de muco cervical (ou ovulação) rastreie a ovulação observando as alterações no muco cervical, que é exatamente o que parece: muco que sai do colo do útero. Sua consistência e aparência mudam em resposta às flutuações hormonais do ciclo menstrual, tornando-se caracteristicamente elástico e escorregadio logo antes da ovulação. O método mais simples de muco é o método dos dois dias: qualquer dia que você observe, esse muco conta como fértil, como no dia anterior.

Métodos de temperatura corporal basal (BBT) também rastreia a ovulação, o que causa um ligeiro mas mensurável aumento na temperatura corporal. Todas as manhãs, antes de sair da cama, você mede a temperatura e grava a leitura em um aplicativo ou manualmente em papel milimetrado. No entanto, você registra as leituras e o objetivo é o mesmo: identificar os picos de temperatura que acompanham a ovulação. O popular e um pouco controverso aplicativo Natural Cycles é um exemplo de um método somente de BBT.

Métodos baseados em hormônios urinários usam um dispositivo chamado monitor de contracepção para testar os níveis de estrogênio e outros hormônios na sua urina. Essas medidas são inseridas em um algoritmo que calcula o período fértil.

Qualquer um desses métodos de biomarcador único pode prevenir a gravidez quando usado adequadamente, mas você também pode combiná-los para obter informações extras. Usar o método BBT em conjunto com métodos de calendário e/ou muco é um método sintotérmico; trocar BBT por hormônio urinário torna-se um método sintomatológico.

Isso parece muito com o Planejamento Familiar Natural (NFP). São a mesma coisa?

Sim e não. Cientificamente, não há diferença real – os NFP e os FABM usam as mesmas técnicas – mas muitas vezes há uma diferença significativa em suas estruturas sociais e morais. Como a Associação de Profissionais de Sensibilização em Fertilidade (AFAP) explica, O NFP é tradicionalmente ensinado em um contexto católico:

“A maioria dos métodos NFP defende abstinência pura (abstendo-se de toda atividade sexual) durante a fase fértil do ciclo, se um casal deseja evitar a gravidez. O NFP não tolera atividade sexual fora do casamento e frequentemente restringe a instrução a casais heterossexuais, noivos ou casados​​”.

Por outro lado, a Percepção da Fertilidade é deliberadamente inclusiva. A AFAP dá as boas-vindas a todas as pessoas, independentemente de sexo, orientação sexual, religião ou estado civil, e apoia explicitamente “toda a gama de opções reprodutivas” – incluindo preservativos, tratamentos de fertilidade e aborto.

Quais são os profissionais?

A coisa mais importante a lembrar sobre os FABMs é que eles são nada mais e nada menos que outra opção de controle de natalidade. Assim como qualquer outro método, você tem que pesar os prós e contras.

Nada de hormônio significa nada de efeitos colaterais

O controle de natalidade hormonal vem com efeitos colaterais; não há como evitar isso. Embora alguns possam ser positivos – fluxos mais leves, menos acne, TPM mais leve – encontrar o coquetel certo de hormônios pode literalmente levar anos de tentativa e erro. Por essa e outras razões, métodos não-hormonais como os FABMs têm suas vantagens: como o DIU de cobre e os preservativos, um FABM não causa efeitos colaterais hormonais desagradáveis. Mas, ao contrário dos DIUs, os FABMs não requerem nenhum processo doloroso de inserção e não alteram seus ciclos – e, diferentemente da maioria dos preservativos, a alergia ao látex não é um problema.

Muitos métodos são gratuitos ou de baixo custo

Acessibilidade física e financeira é outra vantagem para os FABMs. Depois de saber o que você está fazendo, o único equipamento que você precisa para verificar o seu muco cervical é o seu colo do útero, um dedo e um calendário ou gráfico. Você faz as medições sozinha, na sua própria programação, na privacidade da sua própria casa.

Naturalmente, algumas empresas estão ansiosas para monetizar a conscientização sobre a fertilidade, particularmente no campo da instrução. Em si, isso não é necessariamente uma coisa ruim: o uso adequado requer um nível de especialização. As aulas ou consultas individuais com profissionais licenciados não são gratuitas, mas muitas são de baixo custo ou levadas em uma escala móvel. E embora nenhuma delas seja estritamente necessária, um termômetro sofisticado e uma assinatura em um aplicativo ainda podem custar menos do que um compromisso com obstetra/ginecologista e uma receita mensal, dependendo do seu convênio.

Todo o poder está nas suas mãos (e do seu parceiro)

Rastrear e registrar biomarcadores todos os dias durante anos lhe dá uma visão mais completa da sua saúde reprodutiva do que tomar uma pílula ou, ocasionalmente, lembrar que seu DIU existe. Dependendo de quanto você gosta de acompanhar as métricas de saúde e suas experiências no sistema de assistência médica, isso pode ser extremamente estimulante.

Usar um FABM também requer uma forte comunicação com o seu parceiro(s) e médicos. Para as pessoas em relacionamentos saudáveis ​​e de apoio mútuo, o trabalho em equipe pode ser recompensador; do ponto de vista do clínico, tratar um paciente com um interesse informado e investido em sua saúde é um prazer. 

Quais são os contras?

Dependendo da sua perspectiva, a maior vantagem dos FABMs também pode ser sua maior desvantagem. Esses métodos são o oposto de “definir e esquecer” – eles exigem uma participação ativa diária de pelo menos duas pessoas, tornando-as especialmente suscetíveis a erros humanos. Mas, além disso, um dos obstáculos mais frustrantes ao aprender sobre os FABMs é quão pouco sabemos com certeza sobre seu uso e eficácia.

Não é imediatamente eficaz

Mudar para um FABM não é rápido e nem fácil. Há um período de adequação envolvido, durante o qual você rastreia seu(s) biomarcador(es) de escolha todos os dias, idealmente sem ter sexo algum. Mesmo que seus ciclos sejam como um relógio, esse período introdutório pode durar de um a três ciclos: você precisa saber o que é “normal”, mas também precisa de tempo para se acostumar com as técnicas.

Períodos irregulares complicam o processo de integração. Se você estiver saindo da pílula, recentemente após o parto e/ou amamentando, na perimenopausa ou tiver uma condição médica que cause períodos irregulares, pode levar mais tempo – até seis meses – para estabelecer essa linha de base. Até que você tenha realmente aprendido a seguir o rastreamento dos biomarcadores e feito por tempo suficiente para prever com precisão os dias férteis, você não pode confiar em um FABM sozinho para evitar a gravidez.

Não há proteção contra IST ou DST

Como acontece com qualquer contraceptivo sem barreira, os FABMs não protegem contra infecções ou doenças sexualmente transmissíveis. Se a sua vida sexual envolve algum risco de infecção e você confia em um FABM para prevenir a gravidez, certifique-se de usar um método de barreira, como preservativos.

Os FABMs realmente funcionam?

Quase todos os outros métodos contraceptivos foram estudados até a morte. Sabemos com um alto grau de certeza quantas pessoas usam a pílula, com que segurança elas a usam e com que frequência a pílula falha com o uso típico ou perfeito.

Praticamente nada disso vale para os FABMs, que raramente são o foco de testes clínicos. Como eles não são amplamente usados, isso faz algum sentido; o grupo potencial de participantes do estudo começa pequeno e continua encolhendo à medida que critérios de exclusão são aplicados. Os dados por trás dos aplicativos de fertilidade geralmente vêm de laboratórios financiados pelo setor privado, então são de propriedade exclusiva – você não pode simplesmente pesquisar os resultados do Google. Mesmo os artigos revisados ​​por pares sobre FABMs nem sempre são confiáveis: eles podem ser estatisticamente insuficientes, dependem de dados auto relatados ou escolhidos a dedo, exibem projetos experimentais seriamente falhos, ou todos os três. Alguns estudos até mesmo colocam todos os FABMs em um método, o que oculta a ampla variação em suas taxas de eficácia:

Infelizmente, tudo isso significa que há uma séria falta de dados revisados ​​por especialistas para os FABMs – e quando se trata de tomar decisões informadas, esse é o maior obstáculo para provedores e pacientes.

A eficácia do uso perfeito e típico não está bem definida

Dos aproximadamente zilhões de critérios a considerar ao escolher um contraceptivo, a maioria das pessoas se concentra em dois números: sua eficácia com uso perfeito, e sua eficácia com uso típico. Saber o que diferencia os dois – e sua tolerância a essa diferença – é crucialmente importante.

O uso perfeito é mais ou menos o que parece: usar o método contraceptivo exatamente como instruído a cada vez. Uso do método de forma correta e consistente. Obviamente, é quando a contracepção é mais eficaz; O uso perfeito resulta em alta eficácia ou baixas taxas de falha, dependendo da sua perspectiva.

O uso típico, é menos direto, mais próximo do real e factível. O uso típico é a eficácia que você pode esperar de uma pessoa comum… Inclui alguma margem de manobra para não seguir perfeitamente as instruções do método toda vez que você usá-lo. Isso significa que as taxas de eficácia de uso típico são menores (e as taxas de falha são mais altas) do que as que você obteria com o uso perfeito.

As definições de uso típico e perfeito não mudam de método para método, mas o que eles realmente parecem faz. No uso perfeito do FABM é necessário rastrear perfeitamente todos os biomarcadores envolvidos no uso desse método, interpretá-los perfeitamente e, então, evitar perfeitamente o sexo desprotegido em cada dia que é calculado como sendo fértil.

Se vocês puderem verificar consistentemente essas coisas, os FABMs são eficazes, mas dados confiáveis ​​de uso perfeito podem ser difíceis de obter.  Um estudo mostrou que o método de Ovulação Billings apenas do muco pode resultar em apenas uma gravidez não planejada a cada 100 pessoas-ano quando usado de forma absolutamente perfeita. Em outras palavras, se 100 pessoas usassem o método de Ovulação Billings perfeitamente durante um ano, esperamos ver uma gravidez não planejada. Para o método de calendário de Dias Padrão, esse número é 5; para o método de apenas dois dias de muco, é 3,5.

Dados típicos de uso para FABMs são um pouco mais fáceis de encontrar – por alguns métodos, é tudo o que temos -, mas os números são inconsistentes, mesmo dentro dos métodos. Com o uso típico, o método Billings pode resultar em apenas 10 ou até 33 gestações não planejadas por 100 pessoas-ano, dependendo do estudo. Para dias normais, são de 11 a 14 gestações; 14 para dois dias. Mesmo que você saiba que o uso típico reduz a eficácia e é realista em relação aos seus comportamentos, há uma grande diferença entre 10 e 33 gestações não planejadas.

Em grande parte, é por isso que o discurso em torno dos FABMs é tão maduro com desinformação. Sem dados de eficácia reprodutíveis e rigorosamente testados em estudos independentes, é difícil saber exatamente para o que você está se inscrevendo – especialmente quando o jargão de marketing se envolve. O Natural Cycles e o DaysyView, que usam o método BBT, recentemente enfrentaram reações adversas sobre suas taxas de eficácia de uso típicas anunciadas. Mas investigar o mérito dessas acusações e, em seguida, agir se elas são legítimas, pode ser um processo dolorosamente árduo. Uma crítica do estudo usado no marketing do DaysyView em Reproductive Health (que também publicou o estudo original), citando graves falhas analíticas e metodológicas. 

Como escolher um método que funcione para você

Se os prós e contras dos FABMs se alinharem com seu estilo de vida, e você gostaria de começar, você terá que fazer algumas pesquisas primeiro. Mas a pesquisa médica na Internet é complicada, confusa e potencialmente perigosa. Como você pode filtrar o trigo do joio?

Procure fontes de alta qualidade

A melhor coisa que você pode fazer é evitar o hype  e modinhas. Há muitas pessoas que gostariam de lucrar com sua decisão de usar um FABM, seja com um aplicativo elegante, um programa de treinamento caro ou até mesmo um livro. Tente evitar procurar por influenciadores de mídia social para ajudá-lo a tomar suas decisões contraceptivas. Com isso dito, é possível obter informações de qualidade de fontes com fins lucrativos contanto que você saiba o que procurar, que é uma explicação clara e detalhada de todos os riscos e benefícios.

Se você está apenas começando e não sabe para onde ir, temos muitos artigos sobre o assunto. 

Se você puder, encontre um profissional qualificado

Certos FABMs (especialmente o Método Billings, Marquette e Sensiplan) realmente exigem instrução de um profissional certificado para ensinar o método em particular. Não há um conselho de credenciamento federal; certificados variam por método. Se você está interessado em qualquer FABM, particularmente um que requeira instrução, converse com seu ginecologista.

Vale a pena notar que, embora um médico confiável possa ser um guia fantástico, seu obstetra/ginecologista pode não ser capaz de ajudar; os FABMs não fazem parte da educação formal de obstetrícia/ginecologia. A vantagem disso é que os médicos que o Fazem e oferecem aconselhamento sobre FABM geralmente fazem isso com uma paixão genuína pelo trabalho – então, se você puder encontrar um, eles provavelmente ficarão empolgados para trabalhar com você.

Seja honesto consigo mesma e com o seu médico

Ao aconselhar um paciente interessado nos FABMs, é entender seus planejamentos reprodutivos. Isso envolve muitas perguntas, todas as quais precisam ser respondidas de forma honesta e completa para que ela faça uma recomendação: “Você quer ter filhos? Você quer ter mais filhos? Quando você quer ter essas crianças? Como é seu relacionamento? … Quanto trabalho você quer fazer para garantir que seu método seja eficaz? Quais métodos de controle de natalidade você usou no passado, e como isso tem sido para você?” Ela também mencionou especificamente que a triagem de pacientes por violência causada pelo parceiro íntimo é uma parte crucial desta avaliação: FABMs requerem o tipo de confiança mútua, respeito, e honestidade que não existe em um relacionamento fisicamente ou emocionalmente abusivo.

Se isso parece muito para fazer, é. A escolha de um método contraceptivo é uma decisão maciça e potencialmente transformadora de vida – e você merece saber em que está se metendo. Conheça a si mesma, conheça suas opções e aproveite todo o tempo necessário para tomar a melhor decisão possível.

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Categorias: Medicina

Varizes podem causar trombose?

Vascular Pro - seg, 12/07/2020 - 22:41

Uma das maiores preocupações de quem sofre com varizes é o medo de que elas possam causar outra doença bem mais grave: a trombose. Estudos já confirmaram que a trombose pode ser, de fato, uma consequência das varizes. Portanto, quanto mais cedo procurar ajuda com um especialista e tratar as varizes, maiores são as chances de passar longe dessa e de outras complicações.

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, danificadas que dificultam a circulação sanguínea. Assim, o sangue circula mais lentamente favorecendo o surgimento de coágulos que, por sua vez, podem provocar a temida trombose.

As varizes possuem algumas causas, mas a mais comum delas é o fator genético. Isso quer dizer que é uma doença hereditária, mas que pode ser agravada por outros fatores como ficar muito tempo na mesma posição, estar acima do peso, ser sedentário, dentre outros.

Varizes provocam trombose?

Sim, as varizes podem ocasionar a trombose por causa da formação dos coágulos. Mas como isso acontece? Vamos tentar explicar de uma maneira simples.

A coagulação do sangue é benéfica para o corpo humano. Acontece quando sofremos um corte e o corpo coagula o sangue para que ele não escorra infinitamente. Com o tempo, naturalmente esse coágulo se dissipa e o sangue volta a circular normalmente.

No caso das varizes, o coágulo surge por causa da má circulação sanguínea, do aspecto viscoso do sangue e de algum dano na parede da veia. Esse coágulo acumulado é o que chamamos de trombose ou tromboflebite que quer dizer: trombo (coágulo) e flebite (inflamação).

A tromboflebite pode ser superficial, quando a veia que originou o problema está na parte mais externa da pele, ou pode ser profunda quando as varizes se encontram em uma região mais interna, como dentro dos músculos da perna. Nesse caso, chamamos de trombose venosa profunda, que é um problema bem mais grave.

Varizes também provocam embolia pulmonar

Como vimos, os coágulos são formados dentro das veias e, por terem uma consistência sólida, partes desse coágulo podem se desprender e chegar até os pulmões, seguindo o mesmo fluxo sanguíneo das veias dilatadas.

Ao chegar aos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos, impedindo a oxigenação da região, função que deveria ser executada pelo sangue que não conseguiu chegar até o seu ponto final, no caso, os pulmões. O resultado desse entupimento é a embolia pulmonar.

A embolia pulmonar é, portanto, uma consequência da trombose. É uma complicação grave que pode causar morte súbita e que tem como uma de suas causas a obstrução das artérias provocadas pela presença de coágulos sanguíneos.

Quer dizer que todo mundo que tem varizes vai ter trombose?

Não. Mas, a possibilidade de que a pessoa com varizes venha a sofrer com a trombose é muito maior do que se ela não tivesse. Portanto, é preciso procurar ajuda médica o quanto antes para investigar o problema e evitar futuras complicações.

Principais sintomas da trombose

Nos seus estágios iniciais, a trombose pode não apresentar sintomas e é por isso que muitas pessoas são pegas de surpresas quando acontece algo mais grave. Com o passar do tempo, alguns sinais podem surgir. São eles:

  • Pernas doloridas e cansadas;
  • Dor muscular;
  • Dor em uma veia específica;
  • Dor no braço;
  • Veias com aspecto endurecido;
  • Aspecto arroxeado ou avermelhado nos pés;
  • Inchaço, vermelhidão e calor na região das veias dilatadas.

No caso de embolia pulmonar, o principal sintoma é a falta de ar uma vez que o trombo (coágulo) causa entupimento das veias, impedindo que o pulmão receba a oxigenação necessária. A embolia pode, inclusive, levar à morte.

Fatores de risco para a trombose

A presença de varizes é um dos principais fatores de risco e aumenta a probabilidade de incidência da doença. Além disso, existem outras condições que facilitam o surgimento do problema.

  • Excesso de peso;
  • Sedentarismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Gestação;
  • Ficar muito tempo sentado ou em pé;
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida, muito comum em pessoas acamadas;
  • Fator genético;
  • Maus hábitos: fumar, ingerir álcool em excesso, dormir mal;
  • Doenças crônicas;
  • Pessoas com câncer;
  • Idade: ter mais de 60 anos é um fator de risco. No entanto, a trombose também acomete muitas mulheres com idade entre 20 e 40 anos já que é o período em que elas mais usam anticoncepcional que é um dos causadores dessas veias dilatadas.
Quando começar o tratamento das varizes?

Como dissemos, os sintomas da trombose são silenciosos no início, mas isso não quer dizer que a doença não esteja prejudicando a saúde do indivíduo. Por isso, o tratamento das varizes deve começar logo que elas começarem a surgir.

O tratamento precoce das varizes é uma maneira eficaz de evitar o surgimento da tromboflebite, da trombose venosa e também da embolia pulmonar, três graves problemas de saúde.

 Além disso, com a devida ajuda de um especialista é possível evitar que as varizes se transformem em úlceras na região das pernas que, além de muito dolorosas, são ferimentos de difícil cicatrização.

O tratamento das varizes varia de acordo com a extensão do problema. Após uma avaliação, o médico pode optar por prescrever medicamentos anticoagulantes ou até mesmo por uma cirurgia para desentupir as veias que estão obstruídas.

É possível prevenir a trombose?

Como vimos, uma das causas da trombose são as varizes que, por sua vez, têm origem hereditária, além de inúmeros fatores de risco. Dessa forma, para evitar a trombose é preciso investir no tratamento para as varizes logo que houver alguma alteração na região das pernas.

Além disso, claro, é importante aderir aos hábitos saudáveis, fazendo atividade física com frequência, melhorando a alimentação, deixando o cigarro de lado e tratando outras doenças que por acaso estejam interferindo na sua saúde.

Por fim, é preciso investigar o histórico familiar para saber se há alguém na família com o problema de varizes e, a partir de então, ficar ainda mais atenta aos sintomas e imperfeições na pele.

Pudemos perceber que as varizes podem causar trombose sim e que as consequências são bastante danosas ao corpo. Para evitar essas complicações é fundamental buscar ajuda médica com um especialista logo que notar alguma veia saliente ou dor na região das pernas.

 

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Existem pré-requisitos para ser elegível para um tratamento de fertilidade?

Fertilidade - sex, 12/04/2020 - 20:28

Atualmente, existem diversos tratamentos de fertilidade que aumentam muito as chances de casais conseguirem engravidar. Por isso, o mais indicado quando os parceiros começam a desconfiar de infertilidade é consultar um médico para descobrir qual é o melhor tratamento e já iniciá-lo.

Mesmo com bons tratamentos disponíveis, esse período costuma ser difícil para o casal, que geralmente chega ao consultório cheio de ansiedade e inseguranças. Então, é normal que apareçam dúvidas sobre os tratamentos.

Uma pergunta frequente que mulheres e homens fazem durante esse período é se existem pré-requisitos para ser elegível a um procedimento de fertilidade. Pensando em facilitar esse momento para você, vamos explicar aqui se há pré-requisitos e quais são as recomendações para casais que desejam realizar um procedimento para engravidar.

Existem pré-requisitos para fazer um tratamento de fertilidade?

A medicina está sempre evoluindo e, por isso, hoje em dia existem diversas opções disponíveis para casais que desejam engravidar, como o coito programado, fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial, entre outros.

Na maioria dos casos, não há pré-requisitos que impedem parceiros de realizarem um tratamento. O que existe são ações que são recomendadas ou devem ser realizadas pelo casal antes de iniciar um procedimento para fertilidade. Abaixo, listamos 5 pontos que têm que ser considerados por um casal antes de tentar iniciar um tratamento para engravidar:

Tentativas de engravidar de forma natural por pelo menos 1 ano

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, casais podem começar a pensar que são inférteis depois de manterem relações sexuais regulares por 1 ano sem usar métodos contraceptivos e não engravidarem.

Nos casos em que a mulher tem 35 anos ou mais, após 6 meses de tentativas sem o uso de contraceptivos já se pode pensar em infertilidade e procurar a ajuda de um médico especialista.

Antes desses períodos, não é indicado já procurar um profissional e tratamento, porque as tentativas frustradas não significam necessariamente que ambos ou um dos parceiros são inférteis. Existem casos que casais têm dificuldades para engravidar, mas não devido à infertilidade.

Então, antes de procurar um tratamento, tente engravidar por um desses 2 períodos, de acordo com sua idade. Dessa forma, se for necessário ir ao médico, você poderá relatar ao profissional escolhido porque desconfia que seu parceiro ou você são inférteis.

Idade máxima

Desde 2015, o Conselho Federal de Medicina (CFM) não obriga mais mulheres com mais de 50 anos a obterem uma autorização do órgão para realizarem tratamentos de fertilidade.

Atualmente, elas podem se submeter a tratamentos de fertilização desde que assumam os riscos de uma gravidez em idade avançada. Os médicos responsáveis por esse tipo de caso também devem orientar os riscos junto às suas pacientes.

O Conselho faz isso devido às complicações que podem aparecer quando uma mulher com mais de 50 anos engravida. Alguns dos riscos envolvidos nesse cenário são: hipertensão, diabetes gestacional, parto prematuro e o nascimento de um bebê com baixo peso.

Além disso, assumir o risco do caso é o suficiente em clínicas privadas de fertilidade. Se a mulher buscar um tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela só poderá ficar na fila se tiver no máximo 38 anos, já que o órgão não realiza tratamentos de fertilidade em mulheres que estão acima dessa idade.

Descoberta do que está causando a infertilidade

Após desconfiar de infertilidade, os casais devem procurar um médico especialista na área para descobrir qual é a causa de esterilidade dos parceiros. Essa etapa é fundamental, porque dependendo do motivo da infertilidade existem tratamentos que são mais ou menos indicados. E, sem um diagnóstico, nenhum médico de confiança irá indicar um tratamento.

Sendo assim, o profissional deve fazer uma pesquisa detalhada e completa sobre os parceiros para dar um diagnóstico e recomendar o melhor tratamento para o casal. Em alguns casos, mesmo após muitas análises, a causa da infertilidade não é descoberta.

Contudo, continua sendo essencial fazer essa pesquisa, porque mesmo sem um motivo específico, o médico terá analisado ambos os parceiros e saberá indicar tratamentos que têm mais chances de serem bem-sucedidos com o casal.

Escolha do tratamento

Cada tratamento de fertilidade possui suas particularidades, então a mulher e o homem que vão realizá-lo precisam ter certos pré-requisitos para serem elegíveis ao tratamento escolhido.

Porém, se eles não têm os pré-requisitos para participarem de um procedimento, pode ser que eles tenham para outro. Ou seja, não ter o que necessário para realizar um tratamento não significa que o casal não poderá fazer nenhum tratamento.

Para fazer uma inseminação artificial intrauterina, por exemplo, a mulher deve ter pelo menos uma tuba uterina que funciona bem. Afinal, o óvulo precisa ser capaz de encontrar os espermatozoides nessa cavidade.

Mas, se a causa da infertilidade da mulher for justamente uma deficiência nas tubas, ela pode optar pela fertilização in vitro. Nesse caso, o embrião é formado em um meio de cultura e depois só é injetado no útero da paciente.

Já se o homem produz somente espermatozoides de baixa qualidade, que estão impossibilitando a gravidez, o casal pode utilizar espermatozoides doados anonimamente. E o tratamento escolhido pode ser tanto inseminação artificial quanto a fertilização in vitro, de acordo com que o médico recomendar depois de analisar também as particularidades da mulher.

Concordar com as fases do tratamento

Os tratamentos sempre exigem algum tipo de procedimento, como o acompanhamento da ovulação da mulher, a ingestão de medicamentos para estimular os ovários e induzir a ovulação, a coleta de espermatozoides ou a injeção de embriões.

Então, um pré-requisito para fazer qualquer tipo de tratamento é concordar em realizar todas as etapas necessárias para que o processo seja feito de forma adequada.

Como mostram essas recomendações, para ser elegível a um tratamento de fertilidade é necessário ter um sinal real de esterilidade e estar disposto a realizar o processo. Ou seja, encontrar a causa do problema, concordar com as etapas e escolher um tratamento que se adeque às condições do casal.

Sendo assim, se você possui esses pré-requisitos, pode marcar uma consulta com um especialista na área para descobrir o que está atrapalhando suas tentativas de engravidar.

Agora que você sabe quais são os pré-requisitos para ser elegível a um tratamento de fertilidade, confira também quanto tempo pode durar esse tipo de procedimento

 

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Doença inflamatória pélvica

Fertilidade - sex, 12/04/2020 - 08:07

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. Geralmente ocorre quando as bactérias sexualmente transmissíveis se espalham da vagina para o útero, trompas de falópio ou ovários.

A doença inflamatória pélvica geralmente não causa sintomas ou dá sinais. Como resultado, você pode não perceber que tem a condição e não obter o tratamento necessário. A condição pode ser detectada mais tarde se você tiver problemas para engravidar ou se desenvolver dor pélvica crônica.

Sintomas

Sinais e sintomas da doença inflamatória pélvica podem incluir:

  • Dor no baixo ventre e na pelve
  • Corrimento vaginal pesado com odor desagradável
  • Sangramento uterino anormal, especialmente durante ou após a relação sexual, ou entre ciclos menstruais
  • Dor ou sangramento durante a relação sexual (dispareunia)
  • Febre, às vezes com calafrios (tremedeiras? temperatura acima de 38˚C?)
  • Micção dolorosa ou difícil (dói para fazer xixi?)

DIP pode causar apenas sinais e sintomas leves ou nenhum. Quando grave, a DIP pode causar febre, calafrios, dor abdominal ou dor pélvica grave – especialmente durante o exame pélvico – e desconforto intestinal.

Quando ver um médico

Consulte o seu médico ou procure assistência médica urgente se sentir:

  • Dor grave na parte baixa em seu abdome
  • Náuseas e vômitos, com uma incapacidade de manter qualquer coisa ingerida
  • Febre, com temperatura superior a 38,3°C
  • Corrimento vaginal

Se os seus sinais e sintomas persistirem, mas não forem graves, consulte o seu médico assim que possível. Corrimento vaginal com odor, micção dolorosa ou sangramento entre os ciclos menstruais pode estar associado a uma infecção sexualmente transmissível (DSTs). Se estes sinais e sintomas ocorrerem, pare de fazer sexo e consulte o seu médico o mais breve possível. O tratamento imediato de uma DST pode ajudar a prevenir a DIP.

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Causas

Muitos tipos de bactérias podem causar DIP, mas as infecções por gonorreia ou clamídia são as mais comuns. Essas bactérias geralmente são adquiridas durante o sexo desprotegido.

Menos comumente, as bactérias podem entrar no trato reprodutivo sempre que a barreira normal criada pelo colo do útero sofrer irritação. Isso pode acontecer após o parto, aborto ou aborto espontâneo.

Fatores de risco

Vários fatores podem aumentar o risco de doença inflamatória pélvica, incluindo:

  • Ser uma mulher sexualmente ativa com menos de 25 anos de idade
  • Ter múltiplos parceiros sexuais
  • Estar em um relacionamento sexual com uma pessoa que tenha mais de um parceiro sexual
  • Fazer sexo sem camisinha
  • Fazer ducha regularmente, o que perturba o equilíbrio das bactérias boas contra bactérias nocivas na vagina e pode mascarar os sintomas
  • Ter um histórico de doença inflamatória pélvica ou uma infecção sexualmente transmissível

A maioria dos especialistas agora concorda que ter um dispositivo intrauterino (DIU) inserido não aumenta o risco de doença inflamatória pélvica. Qualquer risco potencial ocorre geralmente dentro das primeiras três semanas após a inserção.

Complicações

Doença inflamatória pélvica não tratada pode causar cicatrizes. Você também pode desenvolver coleções de líquidos infectados (abscessos) nas trompas de Falópio, que podem danificar os órgãos reprodutivos.

Outras complicações podem incluir:

  • Gravidez ectópica.   DIP é uma das principais causas de gravidez tubária (ectópica). Em uma gravidez ectópica, o tecido cicatricial da DIP impede que o óvulo fertilizado atravesse a trompa de falópio para implante no útero. As gravidezes ectópicas podem causar hemorragias graves e potencialmente fatais e requerem atenção médica de emergência.
  • Infertilidade.   DIP pode danificar seus órgãos reprodutivos e causar infertilidade – a incapacidade de engravidar. Quanto mais vezes você tiver DIP, maior o risco de infertilidade. Atrasar o tratamento para a DIP também aumenta drasticamente o risco de infertilidade.
  • Dor pélvica crônica.   A doença inflamatória pélvica pode causar dor pélvica que pode durar meses ou anos. Cicatrizes nas trompas de falópio e outros órgãos pélvicos podem causar dor durante a relação sexual e a ovulação.
  • Abscesso tubo-ovariano.   DIP pode causar um abscesso – uma coleção de pus – que pode se formar em seu tubo uterino e ovários. Se não for tratada, você pode desenvolver uma infecção com risco de vida.

 

Prevenção

Para reduzir o risco de doença inflamatória pélvica:

  • Pratique sexo seguro.   Use preservativos sempre que fizer sexo, limite o número de parceiros e pergunte sobre o histórico sexual de um possível parceiro.
  • Converse com seu médico sobre contracepção.   Muitas formas de contracepção não protegem contra o desenvolvimento de DIP. Usar métodos de barreira, como preservativo, pode ajudar a reduzir seu risco. Mesmo se você tomar pílulas anticoncepcionais, ainda é importante usar preservativo toda vez que fizer sexo para se proteger contra DSTs.
  • Faça o exame.   Se você estiver em risco de contrair uma DST, como clamídia, marque uma consulta com seu médico para fazer o exame. Configure um cronograma de exames regulares com seu médico, se necessário. O tratamento precoce de um DST oferece a melhor chance de evitar a DIP.
  • Solicite que seu parceiro faça o exame.   Se você tiver doença inflamatória pélvica ou DST, aconselhe seu parceiro a fazer o exame e, se necessário, o tratamento. Isso pode impedir a propagação de DSTs e a possível recorrência da DIP.
  • Não faça ducha.   Fazer ducha perturba o equilíbrio de bactérias em sua vagina.

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6 DSTs que podem afetar a fertilidade

Fertilidade - qui, 12/03/2020 - 20:22

1. Clamídia

A clamídia é uma infecção bacteriana extremamente comum; há uma estimativa de três milhões de casos todos os anos nos Estados Unidos. Ela afeta desproporcionalmente jovens humanos com vaginas , como aquelas entre 15 e 24 anos, representando 68% de todos os casos relatados em 2013.

A clamídia pode resultar em doença inflamatória pélvica (DIP), que é quando os órgãos reprodutivos ficam inflamados porque são incomodados por bactérias indesejadas. Se você tem clamídia e órgãos reprodutivos femininos, você tem de 10 a 15% de chance de desenvolvimento de DIP. A DIP pode causar cicatrizes em seus órgãos pélvicos, o que pode causar uma barreira contra os espermatozoides, para que eles não consigam alcançar o seu óvulo. A DIP também pode causar gravidez tubária ou ectópica, uma situação extremamente perigosa na qual o óvulo e o espermatozoide se implantam na trompa de Falópio em vez do útero. Este é um grande problema, porque esses tubos não têm espaço suficiente para abrigar um feto em crescimento, para não mencionar toda a nutrição necessária para alimentá-lo; gravidez ectópica deve ser interrompida através da medicamentos ou cirurgia.

Além disso, a clamídia pode infectar as trompas de falópio, o que também pode resultar em infertilidade. Uma nova pesquisa também descobriu que se a pessoa com órgãos reprodutivos masculinos tiver clamídia, o casal tem cerca de um terço menos probabilidade de engravidar.

A clamídia, se não for tratada, também pode ser perigosa para os recém-nascidos. As mães podem passar as bactérias para os seus fetos, resultando em conjuntivite de inclusão, que você pode conhecer como olho cor-de-rosa. Cerca de 50% dos bebês nascidos de mães com clamídia não tratada adquirem essa doença ocular, o que faz com que seus pequenos olhos inchem e fiquem com pus. É importante ser curado; embora a clamídia provavelmente desapareça sozinha dentro de um ano, pode causar cicatrizes em seus pequeninos olhos.

Aqui está o problema: tudo isso pode acontecer sem você saber que tem clamídia, já que a maioria das pessoas não apresenta sintomas de infecção por clamídia. É importante fazer o exame rotineiramente para que você possa descobrir cedo, antes que cause estragos em seu bebê. Felizmente, a clamídia é curada com um ciclo de antibióticos, por isso, se você tiver um exame positivo para isso, o seu médico irá trata-la corretamente.

2. Gonorreia

Como a clamídia, a gonorreia é uma infecção bacteriana. Pode resultar em DIP, que sabemos agora não ser bom para o funcionamento interno do sistema reprodutivo feminino. Ela também pode mexer com a fertilidade em sistemas reprodutivos masculinos, especificamente, resultando em epididimite, que é quando o epidídimo (um tubo pelo qual o espermatozoide viaja antes de, você sabe, disparar em todos os lugares) fica inflamado. Se a epididimite não for tratada, pode levar a infertilidade.

Também como a clamídia, a bactéria que causa a gonorreia pode causar olho cor-de-rosa em recém-nascidos; quando isso resulta de gonorreia, é chamado de conjuntivite gonocócica. Se não for tratada, essa forma de conjuntivite pode causar cegueira – na verdade, costumava ser a principal culpada pela cegueira nos Estados Unidos.

Finalmente, como a clamídia, você também pode ser assintomático para a gonorreia. Há 820.000 casos anuais de gonorreia a cada ano nos Estados Unidos, então esta é outra que deve ser observada no exame regular de DSTs. Felizmente, como acontece com a clamídia, a gonorreia pode ser tratada com antibióticos. Infelizmente, algumas cepas de gonorreia estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, tornando-a menos facilmente tratável.

3. Papilomavírus Humano

Papilomavírus Humano, ou HPV para ser breve, é extremamente comum. Aproximadamente 79 milhões de pessoas nos Estados Unidos tem agora, e cerca de 14 milhões de pessoas são infectadas a cada ano. Essa DST é tão comum que, se você é sexualmente ativo, é basicamente inevitável que você tenha pelo menos uma estirpe dela em algum momento de sua vida.

Na verdade, existem mais de 100 cepas diferentes de HPV, e apenas cerca de 40 são sexualmente transmissíveis (as outras vivem em outro lugar da pele e causam verrugas). Destas 40, apenas algumas causam verrugas genitais, e apenas algumas causam câncer. O HPV atualmente não tem cura médica, mas, felizmente, na maioria dos casos, seu corpo limpa a própria infecção por HPV. Isso acontece muito rapidamente — a vida média de uma infecção pelo HPV é entre quatro e 20 meses, e a maioria dos corpos se livra dela dentro de dois anos.

Apenas ser positivo para o HPV não afeta suas habilidades para engravidar. Mas se você tem uma cepa cancerosa, você pode acabar com as células pré-cancerosas no colo do útero, e isso pode impactar a capacidade de fazer bebês no futuro. Especificamente, as técnicas médicas que removem essas células pré-cancerígenas podem mexer com o muco cervical, que ajuda os espermatozoides a alcançarem o óvulo. Se o procedimento remover uma quantidade significativa de tecido cervical, o colo do útero pode ficar enfraquecido. Isso aumenta o risco de aborto espontâneo, já que o colo do útero pode se abrir antes que o feto esteja pronto para sair.

O seu ginecologista verifica se você tem HPV toda vez que ela lhe faz um papanicolau, por isso é fácil saber o seu estado. Só porque você está infectada com uma cepa relacionada ao câncer, isso não significa que você terá células pré-cancerígenas e que terá que se submeter a qualquer tratamento que resulte em mais dificuldades para engravidar.

4. Sífilis

Um problema enorme antigamente, a sífilis é agora tratável com penicilina se pega em seus estágios iniciais. No entanto, está fazendo um tipo de retorno – em 2010, houve quase 46.000 casos de sífilis relatado nos Estados Unidos. Novos casos são principalmente atribuíveis a homens que fazem sexo com homens, mas a doença também está tendo um retorno problemático em humanos com vaginas.

Este ressurgimento é super importante para a fertilidade. Se engravidar enquanto estiver com sífilis não tratada, você tem 50% de aborto espontâneo ou natimorto. Se o seu bebê for infectado durante o parto, há 10% de chance de morte, muitas vezes apenas alguns dias depois de nascer. E se você contrair sífilis em algum momento nos quatro anos antes de engravidar, as chances de seu feto ser infectado é de 80%.

A sífilis também pode causar epididimite em pessoas com órgãos reprodutivos masculinos, que já sabemos que podem causar infertilidade. A sífilis também pode mexer com os testículos, o que pode afetar negativamente a fertilidade. Finalmente, se você deixar sua sífilis ficar sem tratamento por tempo suficiente, você pode desenvolver tabes dorsalis, que é quando a doença começa a degenerar seus nervos. Uma das consequências desta sífilis tardia é a disfunção erétil.

5. Herpes Genital

Herpes genital é causada pelo vírus de herpes simples (HSV). Humanos com vaginas são muito mais prováveis de obter esta infecção, que infelizmente é incurável (mesmo agora). Estima-se que um em cada quatro humanos com sistemas reprodutivos femininos têm herpes genital, comparado a quase um em oito com sistemas reprodutivos masculinos.

O herpes genital não atrapalha sua capacidade de engravidar, mas pode ser perigoso para o feto. Se você está grávida e tem um surto de herpes durante o terceiro trimestre, você pode passar o vírus ativado, que pode ser mortal para o seu recém-nascido. Felizmente, você pode impedir seu bebê de obter herpes através de medicação e por parto através de uma cesariana.

Estudos mostram a possíbilidade de influência em infertilidade, mas ainda é muito cedo para dizer.

6. HIV

Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) interfere em seu sistema imunológico, enfraquecendo-o para que ele não possa combater doenças. AIDS é a condição criada pelo HIV em que seu sistema imunológico está danificado e não pode lutar contra outras infecções, então você fica doente muito facilmente.

Como herpes, o HIV não impede sua capacidade de engravidar. No entanto, você pode transmitir HIV para um feto, dando-lhe uma doença que atualmente é vitalícia e incurável. Felizmente, se você souber o seu estado de HIV quando engravidar, você pode trabalhar com seu médico para obter medicação que irá garantir que seu bebê nasça HIV negativo. Você também pode fazer uma cesariana em vez de um parto vaginal para proteger ainda mais seu bebê. Seu novo ser humano será colocado sob medicação para o HIV nas primeiras seis semanas de sua vida para garantir que qualquer HIV que tenha chegado a esse minúsculo novo corpo seja erradicado. Finalmente, será solicitado que você não amamente, já que os bebês podem pegar o HIV através do leite materno.

Conclusão

Não compartilhamos essa informação para te assustar, mas a realidade é que se você pegar uma dessas DSTs e não a tratar (aquelas que são tratáveis) ou controlar ou mesmo tomar medidas preventivas, pode ser mais difícil para você ter um bebê saudável no futuro. É por isso que é super importante proteger-se (ou seja, usar preservativos com seus parceiros sexuais, a menos que você tenha certeza de que eles não têm uma DST) e fazer o exame regularmente – muitas dessas doenças não apresentam sintomas por um tempo, se alguma vez apresentam, você pode nem saber que você as tem, a menos que você as veja no resultado do exame.

Lembre-se de que nenhum sexo é 100% seguro; Estamos sempre assumindo um pouco de risco quando compartilhamos nosso corpo com outra pessoa. Mas é tão importante lembrar todas as coisas boas sobre sexo (seja o que for para você) e lembrar que as DSTs são um fato da vida. Faça o seu melhor para se proteger e para proteger a sua fertilidade, mas também não deixe o medo te paralisar.

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Categorias: Medicina

Qual o motivo de ter varizes?

Vascular Pro - qui, 12/03/2020 - 17:26

As varizes atingem cerca de 38% da população adulta no país, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Mulheres são as mais atingidas e correspondem à metade desse percentual. As varizes não causam apenas um desconforto estético. Suas consequências podem ser bem mais graves. Saiba agora as causas das varizes, sintomas e a melhor forma de lidar com elas.  

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, mais largas do que o normal, de formato tortuoso que saltam na pele. Elas têm cerca de 3mm de diâmetro e geralmente estão presentes nos membros inferiores devido à pressão que essa região sofre quando o indivíduo fica muito tempo em pé, por exemplo.

As veias são responsáveis pelo transporte do sangue no corpo humano e, para isso, contam com a ajuda das válvulas que servem para empurrar o sangue e evitar que ele retorne.

Nas pernas, esse processo é mais exigente já que as veias têm que lutar contra a força da gravidade que puxa naturalmente o sangue para baixo.

Quando as válvulas não funcionam corretamente por algum motivo, o sangue não flui. Ele fica acumulado nas veias fazendo com que elas fiquem mais saltadas do que o normal.

Quais são as causas das varizes?

Existem basicamente duas causas das varizes. A primeira é de ordem genética. A segunda causa tem a ver com doenças que a mulher já tenha adquirido em algum momento da vida e que ocasionou o surgimento das varizes.

Genética

Se você tem alguém na sua família que sofre com varizes, certamente também terá esse problema porque essa é uma doença hereditária.

Trombose

A trombose é uma doença que tanto pode ser provocada pelas varizes, quanto pode ser uma causa do surgimento dessas veias dilatadas.

A trombose é o surgimento de um coágulo que impede o fluxo de sangue na veia, provocando dor e inflamação local.

Fatores de risco para as varizes

Além disso, existem outros fatores de risco que podem agravar a doença ou acelerar o seu surgimento. Por exemplo:

Público feminino

Mulheres são as que mais sofrem com as varizes e a razão são os hormônios femininos que enfraquecem as veias, impedindo que elas executem o seu trabalho corretamente.

Com o avanço da idade, o colágeno diminui o que deixa as veias fragilizadas e sem forças para transportar o sangue normalmente. Além disso, o uso de anticoncepcionais também piora o estado das varizes.

Idade

Com o passar do tempo, o colágeno presente no organismo vai se dissipando e enfraquecendo a parede das veias que, por sua vez, também vai perdendo força.

Ficar muito tempo parado

Ficar em pé ou sentada por muito tempo seguido dificulta a circulação sanguínea, contribuindo para o surgimento de coágulos nas pernas. É por isso que os obesos e os sedentários também são um fator de risco para as varizes já que não se movimentam como deveriam.

Além da válvula existente na veia, há outro mecanismo importante no bombeamento do sangue: a panturrilha que é estimulada quando praticamos alguma atividade física. Logo, manter-se em movimento é fundamental.

Além disso, quem sofre com prisão de ventre tem uma tendência maior de apresentar problemas de circulação. Ao fazer muita força para evacuar, o indivíduo também faz muita pressão sobre as pernas. A longo prazo, esse esforço pode desencadear as temíveis varizes.

Sintomas das varizes

As veias salientes são os sintomas mais visíveis dessa doença, mas não são os únicos. Podemos listar também:

  • Coceira na região;
  • Inchaço e dor;
  • Cansaço e sensação de peso nas pernas;
  • Câimbras frequentes;
  • Formigamento.

Alguns sintomas são mais graves e exigem do indivíduo um olhar mais atento. São eles:

  • Acúmulo de líquido na região;
  • Manchas nas pernas e na área do tornozelo;
  • Pele extremamente seca;
Consequência das varizes para o corpo humano

Especialmente para as mulheres, as varizes provocam um enorme desconforto estético. Muitas delas, inclusive, passam a adotar roupas longas para cobrir as imperfeições nas pernas. Contudo, apesar de desconfortável, esse não é o único problema provocado pelas varizes.

Além das dores, cansaço e todos os sintomas listados acima, as varizes também podem causar complicações como:

  • Trombose;
  • Ferimentos dolorosos;
  • Úlceras de difícil cicatrização.

Para evitar todos esses problemas provocados pelas varizes é fundamental procurar um médico especialista o quanto antes, fazer o diagnóstico precoce e seguir o tratamento recomendado.

É possível prevenir as varizes?

Como vimos, as varizes têm como causa principal o fator genético. Ou seja, é uma doença que passa de uma pessoa para outra dentro da mesma família. Se a sua avó, mãe ou tia sofre com as varizes é provável que você também terá que lidar com essa doença em algum momento. Nesse caso, não há o que fazer para evitar.

O que pode ser feito é se atentar aos fatores de risco, que facilitam o surgimento da doença, e encontrar maneiras de reduzi-los. Também é importante praticar medidas de alívio do incômodo nas pernas provocado pelas varizes. Algumas dicas são:

Evite ficar muito tempo parado, seja em pé ou sentado. Movimentar o corpo é fundamental para a circulação sanguínea. A panturrilha é considerada o coração da perna e, para funcionar, ela precisa estar em movimento.

Movimente-se durante o trabalho e faça atividade física ao menos três vezes por semana. Mexer o corpo ajuda a perder peso, afastar o sedentarismo e a obesidade, dois fatores de risco para as varizes.

Ao final do dia, eleve as pernas por alguns minutos para que elas fiquem da altura do coração e a circulação possa ocorrer mais facilmente.

Use meias de compressão com frequência. Elas auxiliam na circulação, reduzem a pressão e diminuem o inchaço.

Procure orientação médica logo que possível. As varizes são muito comuns e quem sofre com esse problema acha que é normal passar por todos os desagradáveis sintomas. Mas, a verdade é que é possível aliviar esse sofrimento com o tratamento correto.

Como vimos, as varizes são veias que, por não funcionarem direito, se dilatam e se tornam mais visíveis devido ao acúmulo de sangue na região. De origem genética em sua maioria, as varizes são dolorosas e interferem na autoestima da mulher. Além de aderir a hábitos saudáveis, é essencial procurar ajuda médica para o tratamento eficaz do problema.


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Categorias: Medicina

Poderia um tipo misterioso do vírus da herpes desencadear a infertilidade feminina?

Fertilidade - qui, 12/03/2020 - 05:45

“O vírus misterioso pode ser causa de infertilidade inexplicada”, informa o The Independent.

Pesquisadores italianos encontraram cópias do vírus HHV-6A – um tipo de vírus da herpes – no revestimento do útero de 43% das mulheres com infertilidade inexplicada, em comparação com 0% em mulheres com histórico de gravidez bem-sucedida.

Este pequeno estudo analisou células dos revestimentos de 30 mulheres com infertilidade sem explicação e 36 mulheres que tiveram uma gravidez bem sucedida. Os pesquisadores encontraram o vírus HHV-6A em células de quase metade das mulheres com infertilidade inexplicada, mas nenhuma das mulheres que tiveram bebês tinha o vírus HHV-6A.

Houve também alguma diferença nos níveis de certas moléculas do sistema imunológico, que os pesquisadores sugerem que poderiam afetar a capacidade de sustentar uma gravidez – mas isso é apenas especulação.

A maioria das pessoas é infectada com o vírus HHV-6 na primeira infância. Estes vírus (há um tipo A e B), causam uma erupção cutânea geralmente leve chamada roséola. Como outros vírus da herpes, eles vivem no corpo e permanecem inativos por muitos anos. No entanto, formas reativadas do vírus têm sido ligadas por diferentes pesquisadores, nos últimos anos, a mais de 50 condições diferentes, variando de amnésia a uveíte. Seu impacto nos resultados de saúde permanece incerto.  

Em última análise, esta é uma pesquisa em estágio inicial que deixa muitas perguntas sem resposta e mais estudos são necessários para descobrir se o HHV-6A realmente é uma causa de infertilidade e, em caso afirmativo, se tratar o vírus com antivirais melhoraria as chances de uma gravidez bem-sucedida.

De onde veio a história?

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Genebra, Universidade de Ferrara e do Centro de Reprodução Humana do Hospital Brunico e foi financiado pela Regione Emila Romagna. O estudo foi revisado por pares e publicado na revista PLOS One, uma revista de livre acesso, e é grátis para ler online. O Independent fornece o resumo mais preciso do estudo. Outras fontes de notícias não funcionam tão bem. A história do Mail Online, embora basicamente correta, pode aumentar as esperanças de uma cura antes que a causa da fertilidade inexplicável seja estabelecida. Times diz: “Quase metade das mulheres com problemas inexplicáveis ​​de fertilidade estão infectadas com um vírus misterioso”, embora não saibamos se a proporção de mulheres que tiveram infecção por HHV-6A neste pequeno estudo seria válida para todas as mulheres com infertilidade inexplicada. O Daily Telegraph tem uma manchete bizarra que assusta as pessoas a terem “Cuidado com quem você beija”, com base no fato de que o vírus pode ser transmitido pela saliva, apesar do fato de que a maioria das pessoas é infectada quando criança. A história do Telegraph também diz que a infertilidade primária inexplicada significa “a incapacidade de gerar um filho”, quando na verdade significa que uma mulher não conseguiu engravidar após um ano ou mais de tentativas, sem nenhuma causa óbvia.

Que tipo de pesquisa foi essa?

Este foi um estudo de coorte italiano no qual os pesquisadores pegaram células do revestimento do útero de mulheres com e sem infertilidade para procurar o DNA do vírus HHV-6. O HHV-6 (vírus do herpes humano 6) é um vírus com o qual a maioria das pessoas é infectada na infância e depois fica dormente no corpo. Foi descoberto em 1986 e pouco se sabe sobre o papel que ele pode desempenhar em relação à saúde humana.

A reativação do vírus tem sido associada a várias doenças, incluindo condições imunes e inflamatórias. Pesquisas anteriores sugeriram que o sistema genital e reprodutivo feminino poderia ser um local para o vírus ser reativado e esta foi a base para esta pesquisa.

Estudos de coorte podem mostrar diferenças entre grupos e ligações entre um fator (neste caso, infecção viral) e outro (infertilidade), mas eles não podem provar que um causa o outro.

O que a pesquisa envolveu?

A pesquisa envolveu a análise de amostras do útero tiradas de 30 mulheres que haviam comparecido a uma clínica para tratamento de infertilidade, para as quais nenhuma causa óbvia de infertilidade havia sido encontrada. Essas mulheres teriam participado de um ensaio randomizado, embora nenhuma outra informação sobre isso seja dada. Elas foram comparadas com outro grupo de 36 mulheres que tiveram pelo menos um filho, que estavam dentro da mesma faixa etária. O recrutamento do coorte de controle, ou o motivo de terem obtido amostras de útero, não é claro.  

Coletaram amostras de células do revestimento do útero de cada mulher, durante a mesma fase do período menstrual. Eles analisaram as células quanto à presença de HHV-6A e do vírus HHV-6B ativado, tanto nas células quanto no suprimento de sangue.

Em estudos posteriores, os pesquisadores observaram como as células infectadas pelo HHV-6A se comportavam e se isso era diferente das células não infectadas pelo HHV-6A. Eles também analisaram outros fatores, como níveis hormonais.

Quais foram os resultados básicos?

Os pesquisadores descobriram:

  • Um número similar de mulheres com e sem infertilidade tinha DNA de HHV-6B em suas células sanguíneas (8 inférteis, 10 férteis)
  • Nenhuma mulher com ou sem infertilidade tinha DNA de HHV-6B em suas células de revestimento do útero
  • Nenhuma mulher com ou sem infertilidade tinha DNA de HHV-6A no sangue
  • 13 mulheres (43%) com infertilidade tinham DNA de HHV-6A nas células do revestimento do útero em comparação com nenhuma sem infertilidade

Em pesquisas adicionais, eles descobriram que mulheres com DNA de HHV-6A em células de revestimento do útero também tinham níveis mais altos de um tipo de hormônio reprodutivo (estradiol) e diferentes níveis de certas moléculas de sinalização do sistema imune comparadas a mulheres sem DNA de HHV-6A em mulheres inférteis e férteis.  

Como os pesquisadores interpretaram os resultados?

Os pesquisadores dizem: “mais estudos são necessários para confirmar a associação”, mas “nosso estudo indica que a infecção por HHV-6A pode ser um fator importante na inexplicada infertilidade primária feminina”.

Eles sugerem que o vírus reativado no útero pode desencadear mudanças no sistema imunológico que promovem “um ambiente uterino disfuncional”, ou em outras palavras, condições no útero que são inadequadas para a gravidez.

Conclusão

A infertilidade inexplicada causa sofrimento a milhares de casais que estão tentando engravidar. Pode ser difícil aceitar que os médicos não encontram razão para a incapacidade de um casal engravidar, e muitos casais gastam muito tempo e dinheiro tentando tratamentos de fertilidade.

Encontrar uma causa potencial para a infertilidade inexplicada pode levantar muitas esperanças nas pessoas. Este estudo tem resultados interessantes, mas foi muito pequeno e precisa ser replicado em uma escala maior para garantir que os resultados sejam verdadeiros. Também precisamos lembrar que este estudo pode não mostrar causalidade (nexo-causal) – não pode nos dizer se o vírus é uma causa de infertilidade, apenas que parece ser mais comum em mulheres com infertilidade que não é explicada de outra forma. O que pode ser uma coincidência por alguma razão.

Dito isto, estas mulheres tinham infertilidade inexplicada e ainda há muito que ainda não sabemos sobre isso. Os pesquisadores dizem que não tiveram endometriose, nenhum problema com a ovulação ou quaisquer anormalidades estruturais do sistema reprodutivo.

No entanto, não sabemos mais do que isso, como a exploração dos fatores masculinos para a infertilidade, por quanto tempo a mulher/casal estiveram tentando engravidar, abortos anteriores ou o sucesso do tratamento futuro para a fertilidade. Nós também não sabemos nada sobre o grupo de controle – por exemplo, como foram recrutadas ou por que amostras do útero foram coletadas – além de que elas tiveram um bebê. Elas mesmas podem ter tido problemas para engravidar, por tudo que sabemos.

No geral, não se pode dizer que as mulheres com problemas de infertilidade e HHV-6A teriam necessariamente menos probabilidade de engravidar ou obter um resultado bem-sucedido da reprodução assistida.

Mesmo se descobríssemos que o HHV-6A era responsável por alguns casos de infertilidade, isso não é o mesmo que ser capaz de curar a doença. Uma variedade de medicamentos antivirais foram usados ​​para tratar outras condições ligadas à reativação do HHV-6A, mas nenhum foi desenvolvido especificamente para este vírus e não sabemos se eles seriam úteis no tratamento da infertilidade.

Muito mais pesquisas são necessárias antes de sabermos se metade dos casos de infertilidade inexplicada, como afirmam algumas fontes de notícias, poderiam ser tratados com o objetivo de combater esse vírus.

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