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Inseminação artificial

Fertilidade - dom, 08/18/2013 - 12:06

A inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida em que a fertilização acontece dentro do corpo da mulher, assim como ocorreria naturalmente após uma relação sexual, não sendo necessária a retirada de seus óvulos; é diferente do que ocorre na  fertilização in vitro, em que o encontro do óvulo com o espermatozoide (a fertilização) ocorre em laboratório, sendo o embrião posteriormente colocado no útero.
    Existem duas diferentes estratégias de inseminação artificial: a intracervical e a intrauterina. A primeira simula o que ocorre na relação sexual normal, isto é, os espermatozoides são depositados diretamente na cérvice feminina (a entrada do útero pela vagina - ou colo uterino). É indicada quando não é possível haver a penetração vaginal pelo parceiro, como no caso de impotência sexual ou algum outro distúrbio tanto masculino quanto feminino que possam impedir essa etapa da relação. O método intrauterino permite que os espermatozoides sejam injetados diretamente dentro do útero, aumentando enormemente as chances de seu encontro com o óvulo ali presente, além de não exigir a presença do muco vaginal em quantidade e qualidade adequadas para a gravidez, como é necessário com a estratégia intracervical ou mesmo na relação sexual normal.
Antes do depósito dentro do corpo feminino, o líquido seminal – expelido pelo homem ou retirado do mesmo - passa por um tratamento laboratorial em que os espermatozoides de melhor qualidade são selecionados para posterior realização do procedimento. Esse processo é importante para o sucesso da terapia. Outra etapa também essencial é a estimulação ovariana, isto é, a mulher faz uso de medicações que estimularão a sua produção de óvulos com o intuito de aumentar as chances de encontro entre pelo menos uma célula de cada parceiro. Essa estimulação deve ocorrer de forma controlada, limitada até certo ponto, para minimizar as chances de ocorrência de gravidez múltipla.
Para que esses métodos sejam possíveis, a mulher deve ter pelo menos uma tuba uterina viável (para permitir o fluxo do seu óvulo e posteriormente do embrião fecundado), assim como uma cavidade uterina também viável, para permitir o desenvolvimento adequado de uma gestação.
A inseminação artificial possui uma taxa de sucesso que varia entre 10 a 20%, e assim como qualquer terapia de reprodução assistida, e mesmo a concepção natural, pode ser influenciada por diversos aspectos da vida de cada parceiro individualmente, como seu estilo de vida, no compete sua alimentação, vícios, uso de medicação, doenças prévias etc. E por isso todo casal que deseja engravidar, principalmente aqueles que reconhecidamente apresentam dificuldade para tanto, devem buscar aconselhamento profissional para otimizar as suas chances de uma gravidez saudável 

 

Tags: inseminaçãotratamentofemininafeminino
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Bebê em formação na barriga da Mãe.

Fertilidade - qua, 08/14/2013 - 12:33

Incrível vídeo de formação do bebê na barriga da mamãe!

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Trombose Venosa Profunda

Vascular Pro - ter, 08/13/2013 - 12:26

Já falamos sobre TVP antes, mas como é um assunto muito importante e que necessita de tratamento rápido, é sempre bom relembrar.            

Como o nome já diz, a trombose venosa profunda é uma doença que acontece subitamente após a formação de um trombo (uma espécie de coágulo) dentro do sistema venoso mais profundo, especialmente nas pernas e coxas. Esse trombo pode ainda seguir o trajeto da veia e obstruir o fluxo sanguíneo mesmo distante do local em que se formou, levando a condições de saúde grave. 
            Como esse coágulo gera uma obstrução do fluxo de sangue, o corpo tenta combater essa agressão com inflamação. Assim, se essa trombose acontece nas veias profundas da perna, encontraremos uma perna inchada, dolorosa e mais quente se comparada com a outra perna. Se esse trombo chega ao pulmão, pode dificultar grande parte da troca gasosa, levando a uma intensa falta de ar súbita. A esse evento chamamos de tromboembolismo pulmonar.
            Essa doença nem sempre é identificada na fase inicial e pode levar a sequelas e mesmo a óbito pelo acometimento pulmonar. Ela acontece mais comumente em pessoas hospitalizadas e imobilizadas como em pós-cirurgias, em gestantes, em portadores de doenças inflamatórias ou degenerativas e, em algumas situações, em indivíduos previamente saudáveis.
            Os motivos pelo qual acontece já são conhecidos há mais de 100 anos e é denominado de  tríade de Virchow, ou seja, há três condições clássicas que predispõem à trombose: a lesão da parede de um vaso; o represamento do sangue venoso dentro das veias; e os estados em que há uma tendência de o sangue coagular mais facilmente.
O tratamento deve ser realizado na fase aguda com o objetivo de prevenir o aumento do trombo, prevenir a ocorrência da complicação pulmonar e reduzir o represamento venoso. São utilizados medicamentos anticoagulantes que devem ser indicados e manejados somente por médicos, pois possuem riscos. Podem ser necessárias outras medidas para evitar a complicação pulmonar, como a inserção de um filtro na veia cava – importante veia que leva o sangue até o coração, o uso de meias elásticas para a elastocompressão e uso de medicamentos sintomáticos.
            Fica fácil perceber que pessoas sedentárias e obesas têm uma maior tendência à trombose. O mesmo acontece após cirurgias, pois o estresse do corpo gera uma tendência à coagulação associada à imobilidade na cama. A prevenção ocorre pelo cultivo de hábitos de vida saudável, por estar em dia com seu check-up vascular e também por ter acompanhamento e orientação médica em relação a outras condições inerentes à saúde.

 

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O tratamento a laser para as varizes

Vascular Pro - ter, 08/13/2013 - 12:10

O tratamento para as varizes a laser é um procedimento minimamente invasivo que utiliza a energia térmica da luz para desidratar e inutilizar somente as veias que não funcionam. Esse tratamento é realizado preferencialmente nas veias mais superficiais como as safenas -- magna e parva -- ou outras veias acessórias e possivelmente perfurantes. Como todo tratamento, possui indicações e cuidados que devem ser tomados.
As indicações para uso do laser são as mesmas para outras técnicas, como radiofrequência, escleroterapia ou cirurgia aberta. É indicado, portanto, para pessoas que apresentam os “vasinhos” tortuosos salientes, com dor ao ficar muito tempo em pé, cansaço peso nas pernas ou outros sintomas que não melhoram com tratamento clínico. Deve haver indicações de que o fluxo de sangue realmente não flui corretamente, seja por meio de exames de imagem ou pela avaliação médica. Esse procedimento não deve ser realizado em gestantes e em pessoas que tiveram uma trombose recente (quando o sangue coagula dentro do vaso, o que leva a uma obstrução da passagem do sangue).
Há algumas condições em que os benefícios e riscos são avaliados pelo médico-cirurgião vascular, como  tortuosidades em excesso, que impedem a passagem do dispositivo, diâmetro muito grande das veias que se deseja retirar, entre outras. Essa cirurgia pode ser realizada somente com anestesia locorregional (raqui) e sedação ou com anestesia geral no centro cirúrgico. No momento do procedimento, o cirurgião também pode associar outras técnicas para melhorar os resultados.
Na primeira semana, o paciente realiza um ultrassom com doppler (que possibilita ver o fluxo vascular) para avaliar se não há anormalidades precoces. Se não há grandes desconfortos, o paciente só necessita retornar ao médico após um mês para avaliar se há necessidade de mais algum procedimento.
A dor e o desconforto após o procedimento, que são mínimas, vão se resolvendo gradativamente, devendo ser utilizadas as meias compressivas como auxílio. Quando comparada a outras técnicas mais invasivas, o tempo de retorno ao trabalho e atividades diárias é menor, bem como a satisfação dos pacientes.
O uso da técnica a laser para corrigir varizes é bastante complexa e exige conhecimento teórico e domínio prático. Por isso, a indicação e o tratamento devem ser feitos por um médico-cirurgião vascular devidamente habilitado. 

 

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Infertilidade Masculina

Fertilidade - ter, 08/13/2013 - 11:47

A infertilidade masculina, assim como ocorre com a mulher, pode resultar do acometimento de diferentes órgãos que compõem o seu sistema reprodutivo como testículos, vias espermáticas, glândulas anexas e pênis. Até um quarto das causas de infertilidade de um casal podem ser atribuídas ao parceiro masculino e, algumas vezes, as causas masculinas e femininas se sobrepõem, sendo necessário tratamento para ambos.
            A avaliação de um homem com possível infertilidade é feita pelo médico especialista que deve investigar minuciosamente sua saúde reprodutiva, a começar por relatos de exposição a substâncias tóxicas ou drogas, história de cirurgias prévias, infecções, doenças crônicas, dados da puberdade, etc. O médico realiza então o exame físico criterioso e solicita análise do sêmen por meio do espermograma – exame laboratorial que estuda a produção em termos de quantidade e qualidade dos espermatozoides.
A alteração em um dos parâmetros avaliados por esse exame pode ser causada por algum defeito na regulação hormonal, por defeitos no próprio testículo (resultante de infecção testicular, exposição a toxinas e ausência de cromossomo Y) ou pela presença de obstáculos no caminho que o sêmen percorre até a saída do corpo do homem (desde a vesícula seminal até a uretra). Nesse caminho, os espermatozoides são banhados por substâncias que irão compor o líquido seminal com qualidade ideal para a reprodução que também podem ser causa da infertilidade.
A criptorquidia é também uma causa comum de infertilidade, caracterizada pela não descida dos testículos para a bolsa escrotal durante o desenvolvimento do feto. Assim, os testículos permanecem sob altas temperaturas dentro da barriga e não se desenvolve corretamente, uma vez que precisa de temperaturas mais baixas encontradas na bolsa escrotal. Outras causas incluem a varicocele (dilatações das veias do escroto) e traumas.
O tratamento da infertilidade do homem depende da causa, por isso é muito importante defini-la. Dentre os tratamentos estão o uso de hormônios para estimular a produção de espermatozoides, procedimentos cirúrgicos (como a correção de varicocele) ou uso de técnicas de reprodução assistida para extração das células reprodutivas diretamente do local onde são produzidas ou estocadas na bolsa escrotal.

Para o casal infértil são necessários profissionais qualificados e verdadeiramente aptos a lidar com a complexidade da questão, bem como um bom entrosamento e persistência da família que espera um bebê. 

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Dor nas pernas: pode refletir um problema vascular?

Vascular Pro - sab, 08/10/2013 - 19:58

A dor nas pernas pode ser devida a múltiplas causas, entre elas uma caminhada ou corrida mais vigorosa, um trauma, uma desordem de origem nos músculos das pernas ou até mesmo devido a doenças infecciosas como gripe ou leptospirose. Quando a dor é decorrente de problema nos vasos sanguíneos, aparecem alguns sintomas peculiares e dessa forma alguns cuidados devem ser tomados.

Nossos vasos sanguíneos diferenciam-se em veias e artérias: as primeiras carregam o sangue pobre em oxigênio para o coração e depois para o pulmão e as segundas levam o sangue rico em oxigênio para os tecidos e órgãos do corpo.

As doenças vasculares que acometem as artérias podem acarretar oclusão do fluxo de uma hora para outra, chamada oclusão arterial aguda. Nessa situação, pode haver uma doença já existente no vaso chamada arteriosclerose que em um dado momento solta um pedaço de material calcificado que obstrui a luz do vaso repentinamente, ou esse chamado êmbolo pode ser proveniente do coração.  Além da dor intensa, as extremidades vão ficando com pouco aporte de oxigênio e nutrientes, tornando-se rapidamente frias e azuladas; o tratamento deve ser imediato. Nos eventos crônicos, para os quais a obstrução é gradativa e lenta, há dor nas pernas quando se caminha pequenas distâncias e que melhoram com o parar da caminhada, a chamada claudicação intermitente.

Quando os vasos doentes são as veias, pode ocorrer varizes visíveis e tortuosas, que doem bastante quando a pessoa permanece muito tempo em pé ou na mesma posição. Também, mesmo sem que haja varizes, pode-se haver desprendimento de material chamado trombo (que se forma em situações especiais) o que pode causar o aparecimento de dor e vermelhidão na panturrilha e aumento de volume dela. Esse trombo pode ainda se soltar (sofrendo embolização) por meio da circulação até o pulmão, fato que pode gerar o infarto pulmonar e, nesse caso, o tratamento também deve ser rápido. 

Portanto, dor nas pernas pode ser sinal de uma doença vascular de grande importância. Para todas essas dores, a prevenção está em ter uma vida saudável com dieta equilibrada, atividade física diária e check-up periódico. Para quem gosta de fumar e beber, lembre-se de que essas são armas poderosas contra a saúde de nossos vasos sanguíneos. Portanto, o acompanhamento médico é essencial para descartar casos mais graves, para tratá-los ou para obter dicas de como se tornar ainda mais saudável.

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Avaliação prostática e Câncer de próstata

Amato Consultório Médico - qui, 08/08/2013 - 12:04
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O que é a próstata?

A próstata é um órgão que faz parte do sistema urogenital masculino e encontra-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Tem um tamanho variável e o seu volume aumenta com a idade. A função da próstata é produzir uma boa parte do líquido seminal (que é exteriorizado na ejaculação) mantendo a viabilidade dos espermatozóides que são produzidos nos testículos.

Pelo fato da próstata englobar a uretra (canal que comunica a bexiga ao meio externo), o seu crescimento benigno pode causar sintomas urinários. Estes sintomas podem ter características obstrutivas (hesitação miccional, intermitência do jato, jato miccional fino, esvaziamento vesical incompleto) ou irritativas (polaciúria, urgência miccional, noctúria) para o paciente.

 

Importante !!!

O câncer de próstata, na grande maioria das vezes, é ASSINTOMÁTICO.

O crescimento benigno da próstata é que leva o paciente a manifestar os sintomas urinários. Isso porque as regiões da próstata que causam compressão da uretra e geram sintomas são as zonas centrais (zona de transição e zona central).

Diferentemente, o câncer de próstata acomete a zona periférica e por isso, não causa sintomas urinários nas fases iniciais. Essa região pode ser examinada com o toque retal. Daí a importância de realizarmos o exame, que poderá surpreender um tumor na zona periférica da próstata, mesmo que não haja nenhum sintoma específico.

 

Como é realizada a avaliação prostática?

O  exame deve ser realizado com o intuito de diagnosticar o câncer de próstata em estágios cada vez mais precoces. Consiste em basicamente 2 passos:

  1. exame de sangue (PSA = do inglês “prostate-specific antigen” ou antígeno prostático específico)
  2. exame de toque retal

 

O exame de PSA não é câncer-específico. Isso que dizer que, todo homem que tenha próstata, terá uma quantidade circulante de PSA. No entanto, em alguns casos de câncer de próstata, esses níveis aumentam além de um valor esperado e isso indica que pode haver alguma alteração.

O toque retal é realizado no consultório médico, por um especialista (Urologista) e faz parte do rastreamento para o câncer deste órgão. Nele, é possível sentir áreas de diferentes consistências que podem indicar algum problema. Assim como o PSA, também não é possível fazer diagnóstico de câncer de próstata somente através do toque retal.

O exame que faz o diagnóstico de câncer retal é a biópsia prostática, na qual são retirados alguns fragmentos da próstata e estes são analisados pelo patologista que procura células malignas.

 

O que há de novo na avaliação prostática?

Recentemente muitos avanços têm sido feitos na tentativa de detecção e tratamento do câncer de próstata. Hoje, existem calculadoras desenvolvidas no principais centros de Urologia do mundo que avaliam a chance do paciente ser portador de câncer de próstata apenas com seus dados clínicos.

Além disso, desenvolveram um marcador para o câncer de próstata, muito mais específico do que o PSA. O “PCA3” (do inglês “prostate cancer antigen”, ou antígeno do câncer de próstata) é um marcador genético específico para o câncer de próstata. Diferentemente do PSA que é “específico da próstata” este marcador é “específico para o câncer de próstata”. Dessa forma, a triagem dos pacientes que deverão ser submetidos a biópsias de próstata, tornou-se mais eficiente.

 

A partir de qual idade devo realizar a avaliação da próstata?

As diversas entidades médicas, nacionais e internacionais, têm opiniões diferentes com relação ao início das avaliações. No entanto, a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), AUA (“American Urological Association”) e NCCN (“National Comprehensive Cancer Network”) concordam que a pacientes possuem parentes com câncer de próstata, devem iniciar antes daqueles sem história familiar. Ao redor dos 40 anos de idade, é recomendável os pacientes realizarem um exame de PSA e a depender dos fatores de risco, devem já iniciar as consultas periódicas.

 

Com que frequëncia devo realizar a avaliação prostática?

A avaliação da próstata deve ser realizada anualmente. Caso seja surpreendido um tumor de próstata após um ano da avaliação prévia, normalmente não leva a piora do prognóstico da doença. Esse tempo não é suficiente para que um tumor de próstata localizado venha a apresentar-se avançado, o que prejudicaria o tratamento desta doença.

 

Dr Alvaro A. D. Bosco

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Cirurgia Endoscópica da Coluna

Neurocirurgia - ter, 07/30/2013 - 00:18

    A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o uso do endoscópio, não está limitado apenas às indicações clássicas como hérnia de disco, estenose  de canal vertebral e estenose de forame intervertebral; o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

     A endoscopia é portanto, uma técnica de mínima invasão e mínima agressividade, que permite visualizar o local exato da doença com um grande aumento através de monitores de alta definição (Full-HD).

Comparando com uma cirurgia clássica de hérnia de disco, as principais vantagens do uso do endoscópio são:

  • realizado com anestesia local e sedação, não necessita de anestesia geral como a cirurgia tradicional
  • possibilidade de conversar com o paciente durante a cirurgia
  • não há limite de idade ou de condição física para ser operado; na cirurgia tradicional, por ser necessária a anestesia geral, muitos pacientes com outras doenças não podem ser operados.
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento mais rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Durante o procedimento, geralmente é utilizado um aparelho de Laser ou de Radiofreqüência, portanto muitos conhecem este procedimento como "cirurgia de hérnia de disco a laser".

Para a técnica endoscópica pode se escolher o acesso posterior (A) ou transforminal (B) para a retirada do disco herniado. O instrumento incial (A,B) separa as fibras musculares e abre espaço para a introdução do endoscópio. Após incisão milimétrica e separação das fibras musculares, coloca-se o canal de trabalho e o endoscópio (C). Consegue-se visão em alta definição das estruturas nervosas e da hérnia de disco Na cirurgia tradicional, após incisão na pelo, o músculo é separado da coluna (flecha) e utiliza-se instrumentos para a retirada de fragmentos ósseos. O microscópio é geralmente utilizado para a vizualização das estruturas nervosas e retirada do disco herniado.

     A endoscopia para cirurgia da coluna não é apenas um procedimento, mas sim uma técnica cirúrgica que além das inúmeras vantagens, constitui uma maneira revolucionária de enxergar o problema. Assim como algumas décadas atrás o microscópio cirúrgico trouxe melhoria nos resultados operatórios e o endoscópio revolucionou a gastrocirurgia e neurocirurgia; esta técnica pode fazer o mesmo para a cirurgia de coluna quando bem utilizada. Apesar de já existir há bastante tempo, o seu uso demorou a se estabelecer devido a curva de aprendizado mais longa. Mas já está sendo utilizada corriqueiramente.

     Não deixe de consultar nossa equipe para tirar todas suas dúvidas!

 

Leia mais em:

 

Referências:

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders
Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.
Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.
 

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Saúde digna para todos, é o que os médicos desejam.

Vascular Pro - seg, 07/29/2013 - 18:31

Com todas as manifestações no Brasil, e, agora voltadas para a área da saúde sentimo-nos obrigados a alertar a todos que o objetivo dos médicos é apenas saúde com qualidade para todos. Apesar de toda propaganda contrária do governo (com dinheiro pago pelo seu imposto), os médicos querem apenas dignidade no trabalho e condições de exercer a profissão com o máximo de qualidade possível. O Conselho Federal de Medicina publicou carta aberta à população (leia, é interessante). 

A intransigência do governo associada à maquina de apagar incêndios encontrou como solução eleitoreira a importação de médicos extrangeiros sem revalidação do diploma como solução. Solução esta que apenas solucionará a falta de emprego nos países doadores. A criação de uma medicina de baixa qualidade segregará mais ainda a população e criará a medicina dos ricos e a medicina do pobre. Logo em seguida resolveram que aumentar a formação do médico brasileiro em dois anos e obrigá-lo a trabalhar onde falta profissional também resolverá o problema. A classe médica há anos alerta para a falta de infra estrutura e contínua piora da gestão, apesar disso, com nossos pedidos ignorados, trabalhamos incansavelmente para atender a todos. O estudo da saúde cabe aos profissionais da mesma, porém as decisões não estão sendo tomadas baseadas nas necessidades da mesma, ou mesmo nas necessidades da população. As decisões estão sendo tomadas para "apagar o fogo" das manifestações, visando um reeleição próxima.

Um país onde a lei diz que "a saúde é direito de todos e um dever do estado", a simples existência de um sistema de saúde suplementar, leia-se "convênios", é a maior prova de que o estado não cumpre com o seu dever.

E você que tem convênio ou seguro saúde, lembre-se que você paga pela saúde duas vezes, a primeira com seus impostos, e, provavelmente não usa ou nunca usou o SUS por não confiar no sistema. Saiba que com todas essas manifestações, desvio de atenção do governo e medidas tomadas, os únicos beneficiados são as empresas de convênio médico, que terão mão de obra mais barata e poderão oferecer menos ainda que continuarão melhores que o SUS. 

Todos os brasileiros serão afetados negativamente pela medidas que estão sendo tomadas, mesmo aqueles que não dependem do SUS. Portanto este é um assunto que interessa a todos. 

Todos aqui já dedicaram ou ainda dedicam anos de suas vidas ao atendimento do SUS, todos aqui já passaram por situações críticas de falta de material, exames, leitos e infra estrutura. Todos aqui já tomaram decisões difíceis por falta de infra estrutura. Todos aqui já estiveram em situações onde não puderam ajudar alguém simplesmente por falha do sistema. E todos, infelizmente, já viram fatalidades por falha de gestão. Médico não é mágico. Na era da medicina baseada em evidências, para as melhores decisões serem  tomadas são necessários gastos com exames, medicamentos e infra-estrutura. A medicina é cara, o médico é barato. Colocar um médico para trabalhar sem condições é voltar ao xamanismo.

O Brasil precisa de saneamento básicoeducação, e saúde. E, para isso, é preciso de uma coisa que todos esquecem: ética. Acabando com a corrupção, e com o jeitinho brasileiro, quem sabe haverá dinheiro para investir nas áreas que mais necessitam. Mas o exemplo tem que vir de cima. Tem que haver uma limpeza ética geral. O médico não pode ser responsabilizado e crucificado pelas mazelas da saúde numa situação criada por anos e anos de completa marginalização política da saúde. Assim como a população não pode receber migalhas de saúde apenas nas vésperas eleitoreiras. O Brasil precisa de um plano sólido e consistente de saúde, o que é apresentado repetidamente pela classe e entidades médicas, mas ignorado constantemente pelo governo por motivos marketeiros.

Enquanto você não se sensibilizar pela causa médica, continuará sendo manipulado a dar seus votos a quem oferecer migalhas à população, e continuará pagando o convênio e SUS ao mesmo tempo. E consequentemente terá que se contentar com menos.

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Saúde digna para todos, é o que os médicos desejam.

Amato Consultório Médico - dom, 07/28/2013 - 19:18
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Com todas as manifestações no Brasil, e, agora voltadas para a área da saúde sentimo-nos obrigados a alertar a todos que o objetivo dos médicos é apenas saúde com qualidade para todos. Apesar de toda propaganda contrária do governo (com dinheiro pago pelo seu imposto), os médicos querem apenas dignidade no trabalho e condições de exercer a profissão com o máximo de qualidade possível. O Conselho Federal de Medicina publicou carta aberta à população (leia, é interessante). 

A intransigência do governo associada à maquina de apagar incêndios encontrou como solução eleitoreira a importação de médicos extrangeiros sem revalidação do diploma como solução. Solução esta que apenas solucionará a falta de emprego nos países doadores. A criação de uma medicina de baixa qualidade segregará mais ainda a população e criará a medicina dos ricos e a medicina do pobre. Logo em seguida resolveram que aumentar a formação do médico brasileiro em dois anos e obrigá-lo a trabalhar onde falta profissional também resolverá o problema. A classe médica há anos alerta para a falta de infra estrutura e contínua piora da gestão, apesar disso, com nossos pedidos ignorados, trabalhamos incansavelmente para atender a todos. O estudo da saúde cabe aos profissionais da mesma, porém as decisões não estão sendo tomadas baseadas nas necessidades da mesma, ou mesmo nas necessidades da população. As decisões estão sendo tomadas para "apagar o fogo" das manifestações, visando um reeleição próxima.

Um país onde a lei diz que "a saúde é direito de todos e um dever do estado", a simples existência de um sistema de saúde suplementar, leia-se "convênios", é a maior prova de que o estado não cumpre com o seu dever.

E você que tem convênio ou seguro saúde, lembre-se que você paga pela saúde duas vezes, a primeira com seus impostos, e, provavelmente não usa ou nunca usou o SUS por não confiar no sistema. Saiba que com todas essas manifestações, desvio de atenção do governo e medidas tomadas, os únicos beneficiados são as empresas de convênio médico, que terão mão de obra mais barata e poderão oferecer menos ainda que continuarão melhores que o SUS. 

Todos os brasileiros serão afetados negativamente pela medidas que estão sendo tomadas, mesmo aqueles que não dependem do SUS. Portanto este é um assunto que interessa a todos. 

Todos aqui já dedicaram ou ainda dedicam anos de suas vidas ao atendimento do SUS, todos aqui já passaram por situações críticas de falta de material, exames, leitos e infra estrutura. Todos aqui já tomaram decisões difíceis por falta de infra estrutura. Todos aqui já estiveram em situações onde não puderam ajudar alguém simplesmente por falha do sistema. E todos, infelizmente, já viram fatalidades por falha de gestão. Médico não é mágico. Na era da medicina baseada em evidências, para as melhores decisões serem  tomadas são necessários gastos com exames, medicamentos e infra-estrutura. A medicina é cara, o médico é barato. Colocar um médico para trabalhar sem condições é voltar ao xamanismo.

O Brasil precisa de saneamento básico, educação, e saúde. E, para isso, é preciso de uma coisa que todos esquecem: ética. Acabando com a corrupção, e com o jeitinho brasileiro, quem sabe haverá dinheiro para investir nas áreas que mais necessitam. Mas o exemplo tem que vir de cima. Tem que haver uma limpeza ética geral. O médico não pode ser responsabilizado e crucificado pelas mazelas da saúde numa situação criada por anos e anos de completa marginalização política da saúde. Assim como a população não pode receber migalhas de saúde apenas nas vésperas eleitoreiras. O Brasil precisa de um plano sólido e consistente de saúde, o que é apresentado repetidamente pela classe e entidades médicas, mas ignorado constantemente pelo governo por motivos marketeiros.

Enquanto você não se sensibilizar pela causa médica, continuará sendo manipulado a dar seus votos a quem oferecer migalhas à população, e continuará pagando o convênio e SUS ao mesmo tempo. E consequentemente terá que se contentar com menos.

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Artéria Lusória - Caso publicado

Vascular Pro - dom, 07/21/2013 - 18:52

Artéria lusória: variação anatômica onde a artéria subclávia direita tem origem como último ramo do arco da aorta.

Caso publicado na Folha Vascular 151

Informativo da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - SP n 151 

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Inseminação intra-uterina

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 18:24

A inseminação é um procedimento simples que consiste em concentrar e introduzir os espermatozóides capacitados diretamente no interior do útero. É utilizada quando o volume ou a concentração dos espermatozóides não são suficientes ou quando a mobilidade dos gametas decresce. Esta técnica também pode ser usada quando o muco cervical apresenta problemas. Em geral, neste procedimento, recomenda-se também o estímulo da ovulação na mulher como forma de potencializar os resultados. A taxa de sucesso da inseminação artificial depende muito das causas de infertilidade diagnosticadas. É essencial a permeabilidade em pelo menos uma das trompas, assim como um número mínimo de espermatozoides, para que a técnica funcione.

Tags: inseminaçãotratamentointrauterino
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Fertilização in Vitro por ICSI

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:52

ICSI significa Intra Citoplasmatic Sperm Inject – Micro Manipulação de Gametas. A técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, introduzindo o espermatozóide dentro do óvulo com uma agulha sete ou mais vezes mais fina que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Isso tudo é uma complementação da própria técnica de FIV. Atualmente é utilizado nos casos de óvulos com zona pelúcida “enrijecida” (mulher > 40). 

O espermatozóide que vai fertilizar o óvulo é selecionado com uma micro agulha e depois é injetado dentro do óvulo.

Esta técnica é utilizada quando existem alterações na quantidade, na motilidade ou na forma dos espermatozóides, o que poderia impedir sua entrada no óvulo de maneira natural. Também se utiliza esta técnica quando o homem apresenta azoospermia e os espermatozóides devem ser recuperados por coleta alternativa. Também se utiliza esta técnica em pacientes com vasectomia.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, o óvulo é injetado com uma microagulha com ajuda de um equipamento especial (micromanipulador). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultra-sonografia pélvica via supra-púbica. Após 12 a 14 dias já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG).

A chance de sucesso é semelhante à FIV e a taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

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Doação de óvulos

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:50

Tratamento recomendado para mulheres incapazes de produzir seus próprios óvulos, nos casos de menopausa precoce, ooferectomizadas, menopausadas, ou aquelas com doenças genéticas. A doação de óvulos, também chamada de doação de oocitos, torna a gravidez possível para aquelas mulheres que de outra forma não ficariam grávidas usando os seus próprios óvulos. Todos os anos, cerca de 3000 bebês nascem de mulheres que usaram óvulos doados.

Quando a mulher já não produz óvulos ou os óvulos que produz são de baixa qualidade, ela pode utilizar óvulos de uma doadora.

Mulheres com menopausa precoce, endometriose, síndrome de Turner e outras doenças podem necessitar deste tipo de tratamento.

O tratamento realizado é a fertilização in vitro, porém os óvulos utilizados vêm de uma doadora. Estes óvulos são fecundados com os espermatozóides do marido da paciente e os embriões resultantes colocados dentro do útero.

As doadoras podem ser pacientes que estejam em tratamento de fertilização e que tenham óvulos excedentes ou mulheres voluntárias que se dispõem a doar. Todas elas devem ter menos de 36 anos de idade (devido à qualidade dos óvulos), não podem ter doenças como endometriose ou doenças hereditárias e são testadas para doenças infecciosas.

A doação de óvulos no Brasil é anônima. A doadora não conhece a paciente que receberá os óvulos, nem é permitido à paciente conhecer a identidade da doadora. Cabe à equipe médica selecionar a doadora com base nas características físicas do casal receptor e grupo sanguíneo.

Algumas situações onde a mulher deve considerar a doação de óvulos:

  • Mulheres que tenham diminuído a função ovariana e não tenham condições de produzir óvulos de qualidade. 
  • Mulheres que não tenham ovários.
  • Mulheres com ovários que não funcionam devido à quimioterapia, radiação ou menopausa prematura.
  • Mulheres que não tenham respondido bem à terapia medicamentosa para os ovários ou tenham repetidamente produzido óvulos de baixa qualidade durante tentativas anteriores de Fertilização in Vitro.
  • Mulheres que possuam doenças geneticamente transmissíveis.

 

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Risco de problemas com aumento da idade

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:42

Aborto
O risco de aborto espontâneo relacionado com o aumento da idade é causado, pelo menos em parte, por aumentos em anormalidades nos cromossomos. A maioria dos abortos espontâneos ocorre no 1º trimestre para mulheres de todas as idades. O risco de aborto espontâneo aumenta com o aumento da idade. Estudos sugerem as seguintes taxas de aborto espontâneo por idade:
•    Em torno de 10% nas idades entre 20-29 anos
•    Em torno de 20% nas idades entre 35-39 anos
•    Em torno de 35% nas idades entre 40-44 anos
•    Maior que 50% na idade de 45 anos

Síndrome de Down
O risco de uma mulher ter um bebê com certos defeitos congênitos envolvendo cromossomos (as estruturas das células que contêm os genes) aumenta com a idade. Síndrome de Down é o defeito congênito cromossômico mais comum. As crianças afetadas possuem retardo mental em diversos graus e defeitos físicos desde o nascimento. O risco de uma mulher ter um bebê com Síndrome de Down é:
•    Aos 25 anos, 1 em 1,250
•    Aos 30 anos, 1 em 1000
•    Aos 35 anos, 1 em 400
•    Aos 40 anos, 1 em 100
Especialistas recomendam que a todas as mulheres grávidas, independentemente da idade, seja oferecido um teste de rastreamento para Síndrome de Down e outros defeitos cromossômicos congênitos. 

NASCIMENTOS MÚLTIPLOS (Gêmeos)
Embora mulheres acima dos 35 anos tenham mais dificuldade em engravidar, elas também têm mais chances de terem gêmeos.  As chances de terem gêmeos aumentam naturalmente com a idade. 

OPÇÕES PARA CONSTRUÇÃO FAMILIAR
É devastador para uma mulher perceber que ela possui infertilidade ligada à idade. No entanto, é bom saber que existem outras formas de construir-se uma família. Algumas mulheres podem optar por adotar uma criança. Para aquelas que gostariam de gerar e dar à luz a uma criança, o uso de óvulo doado é uma opção viável.  Quando usado, é a idade da doadora do óvulo, não a idade da beneficiária (ou da mãe que vai gerar) que importa.

 

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Idade e Fertilidade Feminina

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:39

Nem todas as mulheres estão cientes do quanto sua fertilidade declina com a idade. Devido aos casos de celebridades dando à luz na faixa dos 40 anos, as mulheres são, às vezes, erroneamente levadas a acreditar que a concepção nesta idade é bastante possível. O que muito frequentemente não é revelado é que estas celebridades usaram um óvulo ou embrião doados.
As mulheres nascem com todos os óvulos que elas irão ter por toda vida. Dos 1.000.000 de óvulos que uma recém-nascida tem ao nascimento, apenas 300.000 restam no momento que ela alcança a puberdade. Deste número, apenas em torno de 300 óvulos serão ovulados durante os anos reprodutivos da mulher... na taxa de um óvulo por mês.
Geralmente, as mulheres são mais férteis na casa dos 20 anos, então a fertilidade começa a declinar à medida que ela vai atingindo o final de seus 20 anos. É importante saber que após os 35 anos de idade, as chances de uma mulher ter um bebê naturalmente declinam em média em 50%. Após os 40 anos, as chances diminuem em torno dos 90%.
Assim que a menopausa se aproxima, as capacidades reprodutivas da mulher vão diminuindo e se tornam menos efetivas em produzir óvulos maduros e saudáveis. À medida que a mulher envelhece e chega próximo à menopausa, seus ovários já não respondem bem aos hormônios que são responsáveis por ajudar na ovulação.
 

Com o passar do tempo, os riscos para o bebê e para a mãe também aumentam.

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Infarto do Miocárdio

Amato Consultório Médico - qua, 07/10/2013 - 17:12

Entrevista com a Prof. Dra. Marisa Amato sobre Infarto do Miocárdio:

1- O que é o infarto do miocárdio? Como se manifesta?

R- É a morte de uma região do coração, causada pela falta de chegada de sangue para irrigá-la. Pode manifestar-se, mais frequentemente com dor no peito, muito intensa, com ou sem irradiação para membros, pescoço ou região epigástrica, com ou sem outros sintomas como sudorese, náusea, palpitação, tontura e perda dos sentidos. 

2- Qual a idade mais propícia para sofrer um infarto?

R- Quanto maior a idade, maior é o risco de um infarto, porém quanto mais jovem o paciente, mais perigosa é a doença e com mais chance de ser fatal. O idoso no decorrer da vida estimula o aparecimento de  circulação colateral, que é uma adaptação para proteger o coração, quando existe lento e progressivo crescimento da aterosclerose. Essa circulação pode suprir a irrigação de uma artéria comprometida, não deixando que o tecido do coração sofra tanto, na eventualidade de uma obstrução ou espasmo de uma artéria importante.

3- Quais doenças/dependências podem levar ao infarto? Explique.

 Os fatores de risco para o infarto, podem ser classificados em três grupos: irremovíveis, controláveis e removíveis.

  • Irremovíveis – são aqueles que não podem ser retirados. São fatores inerentes ao indivíduo como idade, sexo, antecedentes familiares, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e alterações já existentes, mesmo que ainda ocu
  • Controláveis – são fatores que podem ser controlados, seja com medicamentos, ou com mudança do estilo de vida. É o caso da hipertensão arterial, hipercolesterolemia, diabetes, estresse, obesidade e outros.
  • Removíveis – estes fatores, como o nome sugere, dependem da vontade do indivíduo e somente dele para que sejam definitivamente afastados. É o caso do tabagismo, do sedentarismo e dos maus hábitos alimentares (qualidade, quantidade e freqüência de ingestão).

O tabagismo é o maior vilão de todos. Apesar de se saber o quanto faz mal à saúde, de um modo geral, não exclusivamente ao coração, ainda assim a prevalência de fumantes na população geral está em torno de 25%. Do ponto de vista da coronariopatia o cigarro acelera o processo e desencadeia eventos agudos através da liberação da nicotina que acelera o ritmo cardíaco e eleva a pressão arterial podendo levar a espasmos, principalmente em artérias comprometidas e do alcatrão que lesa a parede do endotélio.

A dislipidemia se for tratada chega até mesmo a reduzir o grau de estenose das artérias comprometidas, entretanto, o LDL colesterol, se elevado, acelera o processo através do seu depósito nas placas ateroscleróticas. Quanto mais baixo o colesterol, menor o risco de um evento cardiovascular.

Cada vez mais se comprova o impacto benéfico das medidas preventivas contra a aterosclerose. De nada adianta tratarmos as manifestações coronárias se não impusermos mudanças de hábito radicais. Os vasodilatadores e a própria revascularização são paliativos. O verdadeiro tratamento está na adoção de um estilo de vida saudável.

4- Pode-se confundir dor torácica com o infarto? Quanto tempo dura a dor?

R- Sim. A região do tórax é muito inervada e sensível. Um exercício muito intenso, um movimento brusco e muitas outra doenças podem causar dor nessa região. O tempo de duração é variável de minutos a horas.

5-  A pessoa que sofreu um infarto poderá levar uma vida normal?

R- Pode e deve. Vida normal eu entendo com hábitos saudáveis.

6- A vida moderna contribui para o aparecimento do infarto?

R- Sim.Tanto pela longevidade, quanto mais uma pessoa vive, maior a chance de desenvolver aterosclerose, quanto pelo estilo de vida moderno, que na conquista do conforto, acaba tornando os indivíduios mais sedentários, comendo mais e de maneira errada e levando à diabetes, hipertensão e dislipidemias.

7-  Infarto agudo do miocárdio e parada cardíaca são a mesma coisa? 

R-Não. Parada cardíaca, pode ocorrer por vários motivos, o infarto é um deles, mas qualquer outra doença que leve à morte, causa parada cardíaca.

8-  Exercícios físicos podem ser praticados por pessoas cardíacas ou que sofreram infarto? 

R-Sim e são muito benéficos se forem feitos com orientação médica e supervisão de profissionais capacitados.

9-  Como prevenir um infarto?

R- Primeiro lugar conhecendo a si próprio, controlando a própria saúde, quero dizer, sabendo seus níveis de glicemia, colesterol, pressão arterial e mantendo-os sempre dentro dos níveis recomendado. Praticando regularmente com intensidade adequada atividade física, comendo para viver e não vivendo para comer, quero dizer escolhendo os alimentos saudáveis nas quantidades suficientes, mantendo o peso dentro da normalidade. Não fumando, administrando o estresse da vida moderna, procurando ter horas de laser e tendo um bom relacionamento social.

10-  As pessoas que tiveram infarto, após o tratamento adequado estão ‘curadas’ e não precisam mais de acompanhamento

R- Não estão curadas. O infarto é apenas a manifestação clínica e localizada da arteriosclerose, que é uma doença sistêmica e progressiva, que acomete as artérias de todo o corpo. Quem já teve um infarto tem maior risco de ter outro, por isso o controle dos fatores de risco mencionados anteriormente, devem ser mais rigorosos e para a vida inteira.

11-  Ao sentir os sintomas do infarto, quais os primeiros socorros que devem ser prestados à vitima até a chegada do resgate?

R- Deve-se dar aspirina.

12-  Um aparelho desenvolvido no Brasil pode detectar um infarto. Qual sua opinião? 

R-Aparelho como esse existe há muito tempo, só que  ligado a uma única central. Para dizer a verdade eu mesma já tive em meu consultório, só que na época o paciente precisava ligar o telefone para transmitir seus dados na hora de qualquer evento. A proposta desse é estar ligado ao GPS e conectar-se à equipe de atendimento mais próxima. Não sei que condições esse projeto tem de funcionar em nosso meio. É interessante para pacientes que são muito doentes, mas não são úteis para pessoas em atividades normais e que desconhecem ter a doença.

 

Entrevista publicada originalmente na revista APM de Piracicaba

 

Entrevista Especial INFARTO DO MIOCÁRDIO by alexandre884

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Dicas para pacientes ajudarem seus médicos

Amato Consultório Médico - qua, 07/10/2013 - 16:58

Algumas dicas de como aumentar as chances de ser diagnosticado e tratado corretamente.

1) Conheça o histórico da sua família – e lembre seu médico disso: Não assuma que seu médico lembre daquela vez que você disse a ele que duas tias morreram de câncer de mama, ou que seu avô e seu pai tem histórico de malformação cerebrovascular. Estudos demonstram que o histórico familiar pode ser um melhor preditor de doença que testes genéticos. Descubra sobre sobre o histórico familiar, escreva, e assegure-se de que seu médico saiba disso – especialmente se você está doente e o médico está tentando definir o que está errado. Atualmente os melhores consultórios possuem prontuários eletrônicos e permitem que os médicos de diversas especialidades interajam e vejam o histórico armazenado, facilitando o diagnóstico e aumentando as chances de tratamento.

2) Pergunte: um médico típico atende aproximadamente 30 pacientes por dia, gastando 30 minutos ou menos com cada um. É muito comum ser referenciado a um especialista e começar o tratamento sem ter todas as suas questões respondidas. Aproveite para perguntar tudo que precisar antes de iniciar o tratamento.  

3) Não acredite que o Doutor Google irá te salvar: a melhor tecnologia existente está disponível nos dias de hoje, aliás, sempre esteve disponível. Estudos mostram que o melhor meio de se obter um diagnóstico correto é ter um médico que junte as peças da sua doença, com seu histórico familiar, com exames tradicionais e de baixa tecnologia. Se eu tivesse que escolher entre fazer um teste altamente tecnológico e um teste que o médico ficaria uma hora conversando comigo, pensando no meu caso, e juntando todas as peças, eu escolheria o médico.

4) Nem sempre confie nos exames de laboratório: alguns testes, como a revisão da biópsia, podem estar errados em até 40% das vezes. Por que? Porque interpretar esses exames é questão de julgamento e experiencia. Laboratórios podem ser confiáveis ou não, pergunte sempre para seu médico qual laboratório ele recomenda. Alguns exames, que são examinadores dependentes, como por exemplo o ultrassom e o ecodoppler, podem variar muito dependendo da experiência do examinador.

Há um número muito grande de doenças que podem parecer outras doenças. É aí que o julgamento clínico e a experiencia são essenciais. Apenas porque um teste te da a resposta de sim ou não, não significa que ele está certo. -  Dr. Lisa Sanders, Colunista do New York Times

Essas dicas para os pacientes podem nos ajudar muito na nossa prática clínica diária. São preciosidades que podem melhorar nosso raciocínio clínico e proporcionar uma maior resolutividade.

Fonte: Academia Médica

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Como se parecem 200 calorias?

Amato Consultório Médico - dom, 06/30/2013 - 19:57

Este video demonstra como se parecem 200 calorias, e como o volume pode ser diferente mudando o tipo de comida.

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Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

Amato Consultório Médico - ter, 06/25/2013 - 13:33

     O termo ciático se refere a um nervo formado pelas raízes nervosas dos segmentos L4, L5, S1, S2 e S3 da coluna lombo-sacra. Após seu trajeto na pelve, o nervo sai da bacia, passa entre a musculatura glútea próximo ao quadril (articulação da cabeça do fêmur com a bacia) e percorre a parte posterior da coxa. Na parte inferior da coxa ele se divide em dois nervos, o tibial e o peroneiro comum.
     Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo. Quando além da dor no trajeto do nervo, o paciente apresente dor lombar, utiliza-se o termo "lombociatalgia".

Quais são as causas de dor ciática?
      A causa mais comum de ciática é a lesão da raíz causada por um disco lombar herniado (hérnia de disco), mas existem diversas outras causas de ciática:
congênita: cisto meníngeo, cisto perineural, raízes nervosas unidas

  • adquirida: estenose de canal espinhal, espondilose (artrose da coluna), espondilolistese (escorregamento da coluna), cisto facetário, cisto sinovial, ossificação heterotópica em torno do quadril, lesões por injeção intra-muscular em torno do quadril, lesão do nervo após cirurgia do quadril, etc
  • infecciosa: discite (infecção do disco intervertebral), herpes zoster
  • neoplásica: tumores da coluna (mieloma múltiplo, metástases), tumores dos ossos ou tecidos moles ao longo do curso do nervo ciático (neoplasia intra-abdominal ou pélvica), tumores da coxa, tumores na panturrilha, etc
  • inflamatória:  bursite trocantérica, miosite do músculo bíceps-femoral
  • vascular: a ciática pode ser mimetizada pela claudicação intermitente
  • dor referida de origem não espinhal: cálculo (pedra) renal, infecção renal, cálculo (pedra) na vesícula, apendicite, endometriose, hérnia inguinal, úlcera duodenal, etc.
  • Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Produz dor na distribuição ciática e fraqueza para movimentar o quadril. Esta é uma causa bastante comum e que deve ser descartada antes de realizar uma cirurgia de hérnia de disco!
  • outros: neuropatia femoral, lesão do plexo sacral, neuropatia diabética (amiotrofia diabética), etc.

Como saber se a minha ciática é por causa hérnia de disco ou de alguma outra causa? Qual exame detecta a causa definitiva?
      Se fossemos investigar todas as causas acima citadas, seriam necessários incontáveis exames, por isso, o mais importante é procurar o especialista. Através da história clínica e do exame físico, que inclui algumas manobras para testar o nervo ciático, pode-se excluir algumas doenças e identificar qual o melhor exame complementar a ser solicitado. Uma manobra bastante realizada é o teste de Lasegue (Figura 1), que é a elevação da coxa com a perna estendida, se a manobra reproduzir a dor, é porque o problema é realmente no nervo ciático que está comprimido ou inflamado em algum ponto do seu trajeto desde a coluna até a extremidade inferior. Outros testes podem ajudar a determinar o local da compressão. O teste de Patrick (Figura 2) também é muito importante e geralmente é positivo se existe alguma doença do quadril, que muitas vezes é confundida com a compressão do nervo ciático.

Figura 1 - Teste de Lasegue Figura 2 - Teste de Patrick



Existe relação do cigarro com dor na coluna ou no ciático?
      A incidência de dor lombar, ciática e doença degenerativa da coluna é maior entre fumantes do que entre não fumantes. O tabagismo também retarda a cicatrização óssea e aumenta o risco de pseudoartrose após procedimento de fusão espinhal, especialmente na coluna lombar.

Leia mais em:


Referências:
Patten J. Diagnóstico diferencial em neurologia. Revinter 2000.
Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. Artmed 2003.

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