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Atualizado: 48 minutos 13 segundos atrás

Ergonomia e Higiene do Sono

seg, 05/13/2013 - 17:58

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

 

   Colchão ideal: a coluna fica reta

   Colchão macio ou gasto: pontos de apoio afundam muito, a coluna fica deformada    Colchão muito rígido: ombros e cintura não ficam confortáveis e a coluna fica torta    Dormir de lado: mantenha o alinhamento da coluna, o travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro.    De barriga pra cima: prefira um travesseiro mais fino do que o utilizado para dormir de lado.

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

 

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Espondilolistese (Escorregamento da Vértebra)

seg, 05/06/2013 - 19:36

     Espondilolistese, do grego spondilos, vértebra, e olisthesis, luxação, é o escorregamento ou a luxação de um corpo vertebral sobre o outro. Representa uma forma relativamente frequente de instabilidade da coluna vertebral, atingindo cerca de 5% da população geral. Na maioria das vezes são bem toleradas com o tratamento clínico ou apenas o seguimento, mas alguns casos podem precisar de cirurgia.

     O tipo mais frequente de espondilolistese é a ístmica, em que há lesão na porção interarticular, que pode estar fraturada (espondilólise) ou alongada. Acredita-se que seja decorrente de múltiplos processos de microfraturas e consolidações, que alteram a morfologia das vértebras, tornando-a mais alongada. Outros tipos são as congênitas ou displásicas, degenerativa, pós-traumática e patológica.

     A gravidade da situação é medida através do grau da listese. Um escorregamento de até 25% representa o grau I, de 25 a 50% grau II e assim por diante.

     O diagnóstico pode ser feito com RaioX simples, mas a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética fornecem informações relevantes para instituir o tratamento.

     O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

Raio X em Perfil mostrando o escorregamento da vértebra de L4 pra frente de L5 (anterolistese). A seta mostra a fratura da pars articularis, típica da espondilolistese ístmica. Olhos mais atentos notam a mesma fratura na vértebra de cima, ainda sem causar problemas. Sistema de fixação da coluna lombar vista no Raio-X em Perfil: parafusos pediculares com as extremidades anteriores localizadas nos corpos vertebrais, hastes de conexão, porcas e dispositivo intra-somático ou "cage" (3 pontos radiopacos entre as vértebras). Sistema de fixação da coluna lombar vista no Raio-X de frente: 4 parafusos pediculares, hastes de conexão e porcas.

 

Referência:

Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

Braga FM, Melo PMP. Neurocirurgia. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. UNIFESP / Escola Paulista de Medicina. Manole 2005.

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Endoscopia Cerebral

sab, 04/20/2013 - 21:06

Como é feita a cirurgia endoscópica cerebral ?

     O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose. No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

Em quais casos de hidrocefalia a Terceiroventriculostomia endoscópica pode ser realizada?

     A principal indicação para a Terceiroventriculostomia endoscópica é a hidrocefalia por estenose de aqueduto. Mas a maioria das hidrocefalias obstrutivas pode ser tratada por esta técnica, pois a idéia é realizar uma passagem alternativa para a circulação do líquor que está obstruida em algum ponto. Atualmente existe uma tendência a realizar inicialmente a cirurgia endoscópica mesmo para as hidrocefalias não obstrutivas, também chamadas de comunicantes, por ser uma técnica minimamente invasiva. Portanto, a Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser tratada inicialmente pela técnica endoscópica.

 

ASSISTA UM VÍDEO DA TERCEIROVENTRICULOSTOMIA ENDOSCÓPICA (HIDROCEFALIA - CIRURGIA ENDOSCÓPICA)

 

Leia também: Hidrocefalia, Hidrocefalia de Pressão Normal

Referências: Tratado de Clínica Cirúrgica, Neurocirurgia Pediátrica - Fundamentos e Estratégias

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Protrusão de disco

sab, 04/20/2013 - 20:07

Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de Disco, Dor Lombar, Hérnia de Disco Cervical - Tratamento Cirúrgico, Cirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

 

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A infertilidade feminina

sex, 04/19/2013 - 19:51

Para uma mulher ser considerada infértil ela precisa ser incapaz de engravidar naturalmente após um ano de tentativas, isto é, mesmo tendo relações sexuais frequentes, durante o seu período fértil, com um homem que tem a fertilidade preservada.

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O ginecologista especialista em reprodução humana

sex, 04/19/2013 - 19:49

O médico que atua na crescente área da reprodução humana percorre um caminho longo até a sua especialização. Sua formação inicia-se no curso de Medicina, que dura 6 anos, nos quais é estudado o homem sob a perspectiva biológica e humana.

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Aplicativo para criar seu calendário da fertilidade gratuito somente hoje

seg, 03/11/2013 - 08:35

 

With an Advanced Woman Calendar in your hands, you can view and print a calendar of your safe days and your most fertile days.

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Os principais tratamentos para infertilidade

seg, 01/14/2013 - 15:58

 


      Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes para engravidar, elas não são bem-sucedidas. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas desta infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento.

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Importância do planejamento e investigação da fertilidade na mulher

seg, 01/14/2013 - 15:47

 

O envelhecimento da mulher é acompanhado pelo envelhecimento de todas as suas funções corporais e com a função reprodutiva isso não é diferente. A fertilidade feminina, isto é, sua capacidade de se reproduzir, com o passar dos anos torna-se menor, portanto mulheres mais maduras podem ter bastante dificuldade para engravidar. Por isso, mesmo não sendo a realidade atual, é necessário se planejar para uma futura gestação.  

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Pseudotumor cerebral

sab, 11/10/2012 - 22:59

      Também chamado de hipertensão intracraniana benigna ou hipertensão intracraniana idiopática, é uma doença que causa principalmente dor de cabeça e alteração visual. O diagnóstico é feito ao determinar a pressão intracraniana elevada e edema no nervo óptico, após descartar outras doenças com estas características, como por exemplo, tumores cerebrais, hidrocefalia, infecções (meningite), encefalopatia hipertensiva e trombose de seio venoso dural. É uma causa evitável de cegueira, por isso o diagnóstico precoce é importante.
     O problema é mais frequente em mulheres obesas e jovens, especialmente após o uso de alguns medicamentos. A causa não é totalmente compreendida, pode melhorar espontaneamente e retornar sem explicação. Os exames de imagem do crânio são importantes para afastar a possibilidade de outras doenças, e o diagnóstico é confirmado pela medida da pressão do líquor através de punção lombar e pela avaliação oftalmológica. O tratamento clínico, inclui além do uso de medicamentos específicos, perda de peso, suspensão de alguns medicamentos, restrição de sal e líquidos, entre outras medidas. O tratamento cirúrgico é indicado quando o tratamento clínico não funciona ou quando a perda visual é progressiva, nesse caso diversas formas de derivação liquórica podem ser utilizadas.

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First Case

sab, 11/10/2012 - 04:13

this is first medical case related to fever.. give your treatments here.......... Thanks ........

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Convulsão e Epilepsia

sab, 11/03/2012 - 21:18

O que é epilepsia? E convulsão, é a mesma coisa?

     A epilepsia se caracteriza por crises epilépticas de repetição. É uma doença frequente que acomete cerca de 1 a 2% da população geral. Além disto, cerca de 4% das pessoas,  já apresentou pelo menos uma crise convulsiva na vida.  Na crise epiléptica, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira anormal, como se fosse um curto-circuito. A convulsão é um tipo de crise epiléptica.

     Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos. Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato.

O que causa uma crise convulsiva?

     As crises convulsivas se originam de focos ou regiões de mal-funcionamento do cérebro. Eventualmente todo o cérebro pode estar comprometido.

     Um episódio único não é indicativo de epilepsia. O médico precisa ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise para determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

     Algumas causas são reversíveis, como por exemplo, variação na quantidade de sal das células; outras estão presentes desde o nascimento, como as malformações do cérebro. Existem também epilepsias associadas à presença de lesões graves, potencialmente fatais, como tumores ou hemorragias cerebrais. Para o paciente, descobrir a doença que causa suas crises é fundamental, e atualmente os exames complementares disponíveis facilitam muito o diagnóstico. No entanto nem sempre isso é possível, e muitas vezes o tratamento é apenas sintomático, ou seja, baseado em medicações anti-epilépticas. 

Vale a pena ressaltar que ter epilepsia não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento ou retardo mental. Apesar do preconceito que envolve a doença, existem vários profissionais de todas as áreas que têm epilepsia e usam medicação regularmente.


Quais são os tratamentos disponíveis?

     Existem várias medicações capazes de tratar as crises epilépticas, que são escolhidas pelo profissional de acordo com as características individuais do paciente e o tipo de crise apresentada. Nos casos de epilepsia grave, incapacitante e refratária ao tratamento clínico, o paciente pode ser candidato ao tratamento cirúrgico. O avanço tecnológico e dos métodos diagnósticos têm tornado o tratamento medicamentoso e cirúrgico cada vez mais seguros e eficientes.

Posso suspender o medicamento para fazer uso de bebida alcoólica?

     Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. O controle das crises e a qualidade de vida depende do correto uso da medicação.

Posso pegar as receitas com meu médico sem consultá-lo?

     Mantenha visitas regulares ao médico, e não falte mesmo que esteja com bom controle da doença. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. Assim como prevenir o aparecimento dos efeitos colaterais ou de descompensar das crises epilépticas. Por isso que as receitas são controladas e só devem ser prescritas após consulta médica!

Acho que não estou precisando de tanto remédio, posso diminuir a dose?

     Não altere a dose do remédio por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso. A dose necessária pode variar de acordo com o peso do paciente e medicamentos que estejam sendo administrados em conjunto, portanto, as visitas regulares ao seu médico são necessárias!

Meu filho pode ter o mesmo problema que eu?

     Não se preocupe, a maiorias das doenças que cursam com epilepsia não são hereditárias, portanto a possibilidade de um filho nascer com epilepsia é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;

Tive um desmaio e me disseram que me contorci inteiro... mas foi só uma vez, preciso passar em consulta?

     Procure avaliação de um neurologista, mesmo que tenha apresentado apenas uma crise epiléptica;

Meu amigo tem convulsões com muita frequencia, o que posso fazer para ajudá-lo no momento da crise?

     Ao presenciar uma pessoa apresentando crise convulsiva, é importante manter a calma e tentar proteger a cabeça do paciente para evitar um traumatismo, e também tentar virar o rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva e impedir que se asfixie com o próprio vômito. Não se deve colocar objetos na boca ou tentar segurar a língua do paciente, sob o risco de tomar uma mordida, e não trará benefícios. Se o paciente demorar para retomar a consciência, deve ser encaminhado ao hospital. Em geral, se a crise estiver durando mais de 5 min, já vale a pena chamar uma ambulância!

Posso pegar alguma doença se me aproximar de alguém tendo convulsão?

     Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é contagioso, e nem sinal de loucura.

 

Dra. Mariluci Flavia da Silva (neurologista)

Dr. Marcelo Amato (neurocirurgião)

 

Referências

  • Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. 5a Ed. Porto Alegre. Artmed 2003.
  • Nitrini R e Bacheschi LA. A neurologia que todo médico deve saber. Editora Atheneu 2004.
  • Shah SM e Kelly KM. Principles and Practice of Emergency Neurology – Handbook for Emergency Physicians. Cambridge University Press 2003.
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Tenho hérnia de disco. Posso correr?

sex, 10/12/2012 - 20:26

Impedir uma pessoa de praticar atividades físicas com receio que a doença degenerativa piore pode ter consequências graves tanto psicológicas quanto físicas.

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. Os vasos sanguíneos não chegam em grande parte do disco, e a sua nutrição depende justamente do impacto para que ocorra. No entanto, estresse mecânico exagerado, frequente ou inadequado podem gerar problemas e causar a doença degenerativa discal (DDD). A hérnia de disco é uma fase da DDD.
     Para o tratamento da hérnia de disco em corredores ou atletas, é importante que sejam determinados os motivos que favoreceram a degeneração discal. Não é uma tarefa simples, por ter geralmente vários fatores: genética, postura, traumatismo, nutrição, treino inadequado e tipo de atividade física. Modalidades esportivas que envolvam carga axial demasiada, como levantamento de peso, ou impacto irregular ou imprevisível, como algumas artes marciais, podem certamente acelerar o processo degenerativo. Também deve ser considerado as expectativas do atleta com relação ao retorno às suas atividades e o risco a que pode estar se submetendo de manter atividades competitivas.
     No entanto, caminhar e correr, são funções básicas do nosso corpo, e devem ser estimuladas no processo de reabilitação de doenças da coluna. Certamente, que a melhor maneira de iniciar ou reiniciar essas atividades devem ser acompanhadas de perto por um médico e equipe multiprofissional para que não ocorra recidiva ou aparecimento de novo problema da coluna. Assim como correr maratonas ou provas de velocidade pode não ser indicado para todo tipo de pessoa, ficar parado também não é! De fato, pessoas que por alguma doença, ficam restritas de algum movimento por muito tempo, sofrem com o desuso e rigidez das articulações envolvidas, processo chamado de anquilose.
     O neurocirurgião pode ajudar a determinar a gravidade do problema, assim como se há indicação de algum procedimento para proporcionar melhora e retorno mais rápido às suas atividades físicas. O fisiatra pode ajudá-lo na reabilitação adequada que deve ser realizada independente de algum procedimento neurocirúrgico.

Leia também:
dor lombar
dor cervical
hernia de disco cervical
programa de educação - coluna lombar
programa de educação - coluna cervical

Agende uma consulta com:
Dr. Marcelo Amato (neurocirurgião)
Dr. Anderson Nakama (fisiatra)

Referencias:
1: Guten G. Herniated lumbar disk associated with running. A review of 10 cases. Am J Sports Med. 1981 May-Jun;9(3):155-9. PubMed PMID: 7235111.
2: Moore MN, Vandenakker-Albanese C, Hoffman MD. Use of partial body-weight support for aggressive return to running after lumbar disk herniation: a case
report. Arch Phys Med Rehabil. 2010 May;91(5):803-5. PubMed PMID: 20434621.
3: Chan SC, Ferguson SJ, Gantenbein-Ritter B. The effects of dynamic loading on the intervertebral disc. Eur Spine J. 2011 Nov;20(11):1796-812. Epub 2011 May 4. Review. Erratum in: Eur Spine J. 2011 Nov;20(11):1813. PubMed PMID: 21541667; PubMed Central PMCID: PMC3207351.

 

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Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN)

sab, 10/06/2012 - 22:05

     É uma doença caracterizada pela tríade de sintomas que inclui demência, incontinência urinária e distúrbio de marcha. Demência é a perda ou redução progressiva das funções cognitivas que incluem: memória, linguagem, atenção, habilidades construtivas, resolução de problemas, etc. O problema é causado por um distúrbio da circulação liquórica (líquido céfalo-raquidiano que protege e irrriga o sistema nervoso central); o cérebro para de funcionar adequadamente, porque o líquido não é reabsorvido corretamente ou então apresenta dificuldade de circulação.
     A HPN é geralmente diagnosticada entre a 6a e 7a década de vida. Acredita-se que o diagnóstico desta doença seja subestimado, e muitos pacientes diagnosticados com doença de Alzheimer, Parkinson ou outras demências, têm na verdade, Hidrocefalia de Pressão Normal. O SBT publicou uma reportagem recente declarando que a doença atinge 60 mil brasileiros… número exagerado, mas que serve para alertar a população sobre este problema.
     O diagnóstico da HPN não é simples, além do quadro clínico e de um bom exame de imagem como a Ressonância Nuclear Magnética, podem ser necessários exames funcionais como a Cisternocintilografia e o Tap Test. O Tap Test é um exame realizado através da drenagem de líquor pela punção lombar; cerca de 30ml de líquor é retirado em um procedimento realizado com anestesia local no consultório ou hospital. Se o paciente apresentar melhora dos sintomas com este exame, o diagnóstico de HPN é reforçado.
     O diagnóstico correto é importante pois os pacientes com HPN apresentam indicação de cirurgia para correção do distúrbio da circulação liquórica. A cirurgia mais tradicional é a derivação ventrículo-peritoneal, no entanto, recentemente a ventriculostomia endoscópica têm ganhado espaço no tratamento cirúrgico desta doença, principalmente pelo fato de não ser necessária a implantação de um corpo estranho no organismo do paciente.
    Para mais informações sobre estes procedimentos clique aqui, e não deixe de tirar todas suas dúvidas com o seu neurocirurgião.

Leia mais em:

Fontes: Tratado de Clínica Cirúrgica, Neurocirurgia Pediátrica - Fundamentos e Estratégias
 

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Exercícios de William

sab, 09/22/2012 - 23:27

Exercícios abdominais para quem tem problema de coluna.

OBS: se tiver alguma doença na coluna, consulte o seu médico antes de realizar os exercícios.

 

Exercícios de William - Amato

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Dor crônica

sab, 09/22/2012 - 23:08

Dor crônica, muita gente convive com ela 24 horas por dia. Adote 9 hábitos que minimizam o sintoma, melhorando a qualidade de vida.

Matéria publicada na edição de junho da revista Viva Saúde, da Editora Escala.

Dor Crônica

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Contato

seg, 09/17/2012 - 20:04

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Angioma Cavernoso do Sistema Nervoso Central (Angiomas, Cavernoma)

seg, 09/17/2012 - 19:55

 

     O angioma cavernoso também é conhecido como malformação cavernosa, hemangioma cavernoso, cavernoma ou malformação arteriovenosa criptogênica. Pode estar localizado no encéfalo (cérebro e cerebelo), medula espinhal e nervos cranianos. É uma doença relativamente rara, com incidência na população de 0,5 a 0,7%.      Acredita-se que na maioria das vezes estas lesões sejam congênitas, no entanto sabe-se que podem aparecer depois do nascimento, especialmente em casos de irradiação cerebral. Os angiomas cavernosos em 16 a 33% dos casos apresentam-se múltiplos e nestes há uma grande associação com a herança familiar.      A ausência de tecido nervoso normal no meio destas lesões é o que as diferencia de outras malformações como telangiectasias, malformações arterio-venosas (MAV) e angiomas venosos. A Ressonância Nuclear Magnética é bastante sensível e específica para se fazer o diagnóstico, diferenciar de tumores e programar a cirurgia. No entanto, após um sangramento agudo a identificação do angioma cavernoso pode ser difícil; o inchaço associado ao sangramento costuma desaparecer em 4 a 6 semanas, este é portanto o tempo adequado para se repetir uma Ressonância em caso de dúvida.      Geralmente, os angiomas cavernosos não causam sintomas. Quando os fazem, não costumam causar risco de vida devido ao baixo fluxo sanguíneo destas malformações vasculares. Há três principais tipos de manifestação clínica: 1.     crises epilépticas; 2.     dor de cabeça e dano neurológico progressivo 3.     sangramento no sistema nervoso (cerebral, cerebelar ou medular) com dano neurológico súbito      É importante conhecer a chance de sangramento destas lesões para que se possa programar o tratamento. Vários fatores incluindo idade, sexo, localização, tamanho, multiplicidade e forma de apresentação clínica tornam complexa a avaliação do risco de hemorragia, mas de uma forma geral, varia de 0,25% a 3,8% por ano.      Aparentemente existe um maior risco de hemorragia após o primeiro evento: 4,5% a 23%. Mulheres parecem apresentar maior risco de hemorragia, principalmente durante a gravidez devido às mudanças hormonais. Outro possível fator de risco é a idade, com maior probabilidade de sangramento em jovens.      Outro fator importante a ser considerado é o risco de um paciente com angioma cavernoso apresentar crises epilépticas (convulsão) que pode variar de 1,5% a 4,8% ao ano.      Quase todos os pacientes sem sintomas devem ser observados, pois eles podem assim permanecer por tempo indefinido, e se ocorrer uma hemorragia, geralmente é pequena e sem grandes danos neurológicos. O tratamento conservador também é relevado se a malformação estiver associada com epilepsia bem controlada clinicamente, e se o paciente for idoso ou não apresentar condições clínicas para o tratamento cirúrgico, ou se o paciente apresentar múltiplos angiomas e a lesão sintomática atual não puder ser determinada. Se a malformação estiver localizada em região crítica do cérebro, e o paciente apresentar apenas uma hemorragia ou sintomas mínimos o tratamento conservador também pode ser considerado. No tratamento conservador, sugere-se acompanhamento clínico e radiológico com Ressonância Magnética a cada 6 meses por 2 anos e se a lesão permanecer estável, pode-se ampliar o intervalo para 1 ano.      As lesões que causam sintomas devem ser tratadas agressivamente visto o alto índice de recorrência e os resultados positivos da cirurgia levando a maior expectativa e melhor qualidade de vida. Em pacientes com história curta e benigna de epilepsia, a remoção do angioma cavernoso e do hematoma adjacente está associada a alta taxa de sucesso no controle de crises epilépticas. Pacientes com sangramentos recorrentes também são geralmente submetidos à cirurgia. Em ambas situações o tratamento conservador pode ser considerado quando a lesão está localizada em uma região com grande risco cirúrgico.      Tratamento com radioterapia ou radiocirurgia não deve ser considerado, pois não há evidência de benefício e portanto não compensam as complicações envolvidas nesses procedimentos. Tags:
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