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Atualizado: 1 hora 5 minutos atrás

Espaçador interespinhoso

sex, 04/24/2015 - 09:10

O espaçador inter-espinhoso é utilizado para tratar doenças da coluna que causam compressão dos nervos espinhais, como hérnias de disco, estenose de canal lombar, artrose da coluna, doença degenerativa discal, etc. Sua utilização ainda é controversa e polêmica, mas vem ganhando espaço na prática cirúrgica e, muitos pacientes já podem se beneficiar deste procedimento, quando bem indicado.

 

Qual a vantagem de usar este dispositivo?

A grande vantagem deste procedimento é o fato de preservar a mobilidade segmentar e evitar a cirurgia de fusão (artrodese da coluna). É um procedimento minimamente invasivo e que não impede a realização da artrodese lombar, caso haja falha do método.

 

Quais são as indicações para esta cirurgia? Quais pacientes se beneficiam deste procedimento?

1- cirurgia de hernia de disco com ressecção de grande quantidade de material

2- 2a cirurgia de hérnia de disco, ou seja, para tratar recidiva

3- sofrimento neurológico causando dificuldade para andar, devido a estreitamento de canal vertebral em um segmento da coluna.

4- doença degenerativa discal em nível adjacente a cirurgia de fusão prévia (artrodese da coluna), ou ao mesmo tempo de uma cirurgia de fusão.

 

Do que é feito e como funciona este espaçador? (Figura)

O dispositivo inter-espinhoso pode ser feito de combinação de silicone com um tipo de polímero ou então de liga de titânio. Age promovendo suporte às articulações facetarias, localizadas na parte de trás da coluna. O raciocínio envolvido na utilização do espaçador inter-espinhoso é baseado no conceito de que ao fletir a coluna o canal espinhal se torna mais largo/amplo, a progressão posterior do disco intervertebral é reduzida uma vez que o ângulo fibroso posterior se alonga e os forames intervertebrais se alargam. A flexão de um segmento não parece resultar em extensão compensatória dos demais segmentos da coluna e estreitamento nos níveis adjacentes, como poderia se pensar. Durante o procedimento,  preserva-se o ligamento supra-espinhoso, pois este vai limitar flexão demasiada do segmento tratado e também impedir deslocamento do dispositivo. Portanto o espanador inter-espinhoso causa uma descompressão indireta do canal espinhal, reduzindo a lordose e abrindo os neuroforames. 

O forame intervertebral é a abertura entre as vertebras por onde passam os nervos espinhais. A lombociatalgia (ciática) muitas vezes é causada pelo nervo espinhal, por causa de uma hérnia de disco ou de um “bico de papagaio” que estejam comprimindo o nervo nesta abertura. O dispositivo interespinhoso promove o alargamento do forame intervertebral através de forças de distração que acabam resultando em mais espaço para o nervo espinhal e consequentemente alívio dos sintomas causados pela sua compressão. Para que não ocorra distração demasiada e para que o dispositivo não saia do lugar, o ligamento supra-espinhoso deve ser mantido intacto na cirurgia para colocação do espaçador inter-espinhoso. A tensão que causa protrusão/abaulamento do disco intervertebral também é aliviada com o uso deste dispositivo, o que pode proporcionar alívio dos sintomas causados pela doença degenerativa discal.

 

Como é feita a cirurgia? Quantos dias precisa ficar internado?

Esta cirurgia pode ser feita com anestesia local e sedação, mas quando precisa-se combinar ressecção do disco ou de parte da vértebra, a anestesia geral está mais indicada. O paciente pode ir para casa no mesmo dia ou no primeiro dia pós-operatório.

 

 

 

Referências

Vaccaro A.R., Baron E.M. Spine Surgery Operative Techniques. Saunders Elsevier 2008

Aebi M., Arlet V., Webb J.K. AOSpine Manual - Clinical Applications. AOSpine International - Thieme 2007

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Déficit de Atenção e Hiperatividade

seg, 04/06/2015 - 09:22

O que é TDAH?

É um transtorno neurobiológico caracterizado por sintomas como desatenção, hiperatividade, impulsividade, desorganização, distratibilidade entre outros.  É uma alteração no funcionamento do sistema nervoso que surge na infância e costuma acompanhar o indivíduo durante toda a sua vida.

O TDAH é uma das queixas mais comuns de pais que procuram um neurologista infantil, acometendo 8-10% das crianças em idade escolar. Mas o que poucos sabem, é que os sintomas podem não desaparecer e ter repercussões na vida adulta (presente em cerca de 2,5% da população).

 

O que causa o TDAH?

O TDAH é uma doença multifatorial, isto é, está relacionada a várias causas e fatores que interferem no funcionamento do sistema nervoso como um todo. Não se sabe ao certo ainda a causa exata do TDAH nem os genes a ele associados, mas acredita-se que alguns acontecimentos e exposições podem aumentar a chance da ocorrência de TDAH:

A)  História familiar de TDAH em parente de primeiro grau (pais e irmãos);

B)  Tabagismo e uso de álcool durante a gravidez;

C)  Peso ao nascimento inferior a 1.500 g e parto prematuro;

D)  Infecções e exposição a neurotoxinas nos primeiros meses de vida.

 

Quais são os sintomas do TDAH?

Os sintomas do TDAH envolvem uma combinação de queixas relacionadas a desatenção e hiperatividade/impulsividade, que na criança manifestam-se principalmente como hiperatividade em meninos e desatenção e baixo rendimento escolar em meninas.

Na idade adulta, muitas vezes, os sintomas são pouco reconhecidos, e ficam mascarados por desorganização, baixa produtividade, baixa autoestima, abuso de substâncias lícitas ou ilícitas, etc. Nesta fase predominam os efeitos da desatenção e a hiperatividade manifesta-se principalmente como impulsividade. Todos os adultos que tem TDAH apresentaram os sintomas na infância antes dos 12 anos de idade.

Pelo déficit de atenção, o indivíduo muitas vezes:

·     Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nas atividades do dia-a-dia;

·     Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou mesmo em atividades de lazer;

·     Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele;

·     Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;

·     Perde coisas (objetos, compromissos, etc).

 

Devido à hiperatividade, o indivíduo costuma:

·  Mudar de lugar ou de posição o tempo inteiro ou em outras situações em que se espera que fique sentado;

·  Tem dificuldade de envolver-se em atividades de lazer de forma calma;

·  Tem dificuldade de esperar sua vez;

·  Fala em excesso;

·  Interrompe os outros ou se intromete.

 

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico tem que ser dado por um médico!!! Não existe um exame que confirme o diagnóstico. Ressonâncias, tomografias e eletroencefalogramas não são necessários para fazer o diagnóstico. Em alguns casos estes exames podem ser solicitados para afastar outras doenças com sintomas parecidos.

 

Existe tratamento?

Sim! O TDAH pode e deve ser tratado! Quando não tratado pode prejudicar o aprendizado e o desempenho (escolar e no trabalho), atrapalhar nas relações sociais, além de cursar com diversos transtornos psicológicos (depressão, TOC – transtorno obsessivo-compulsivo, etc).

Medidas comportamentais fazem muita diferença! Terapia cognitivo-comportamental e organização são essenciais. Além disso existem medicações que podem corrigir as alterações bioquímicas que encontramos no TDAH, como a Ritalina®, Concerta®, Venvanse® entre outros.

 

Referência:

 

Agende uma consulta com a Neurologista pediátrica

Dra. Marcela Amaral Avelino Jacobina

 

 

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Enxaqueca

seg, 03/30/2015 - 09:59

 

Conheça mais sobre a enxaqueca e não deixe que este problema se torne uma dor de cabeça!

Toda dor de cabeça é enxaqueca?

     Não! Existem mais de 300 tpos diferentes de dor de cabeça. E, apesar de muito comum, enxaqueca não é a mais frequente delas. 

O que causa a enxaqueca?

     Sua causa é desconhecida, no entanto existem várias teorias. A mais aceita é a de que o sistema nervoso, quando submetido a mudanças bruscas corporais ou do ambiente externo, torna-se vulnerável, causando uma inflamação nos vasos sanguíneos do cérebro.

     O desencadeador deste processo pode ser uma associação entre a predisposição genética e agressões do meio ambiente: estresse, fortes emoções, cansaço, flutuações hormonais (incluindo o ciclo menstrual), luzes brilhantes, alimentação com excesso de frituras e gorduras, bebidas alcoólicas, sedentarismo, poucas horas de sono e até mesmo o uso exagerado de remédio para enxaqueca.

Como reconhecer a enxaqueca?

     O quadro clínico é bem característico:

  • dores de cabeça com duração de 4 a 72h
  • a freqüência destas dores é inconstante, não se manifesta em período integral
  • as dores são agravadas por atividades físicas ou qualquer movimento mais intenso
  • as dores se manifestam acompanhadas de náusea, sensibilidade à luz, som e odores fortes.

     Nem sempre o paciente apresenta todos os sintomas típicos da enxaqueca, no entanto, o médico é capaz de reconhecer a enxaqueca pelos sintomas descritos, evolução da doença e resposta ao tratamento instituído. Não são necessários exames complementares (tomografia ou ressonância) na maioria dos casos.

Crianças podem ter enxaqueca?

     Sim! Os pequenos podem ter esse tipo de dor de cabeça desde os 4 ou 5 anos. Mas neles pode ser ainda mais difícil reconhecer, pois não conseguem descrever bem o que sentem. Geralmente ficam mais quietos, choram e queixam-se de dor de cabeça, deixando os pais aterrorizados. Por não ser uma doença típica da infância, toda criança com dor de cabeça deve ser vista por um neurologista infantil. 

Como tratar a enxaqueca?

     Antes de mais nada, é muito importante consultar um médico para que ele avalie a gravidade e as causas de sua enxaqueca. Tratando as causas certamente haverá uma melhora dos sintomas. O uso de medicamentos anti-enxaquecosos sem prescrição médica pode aumentar a freqüência das crises de enxaqueca. Utilizar medicamentos para dores de cabeça comuns também podem agravar o quadro, além de não trazer resultados.

Como prevenir a enxaqueca?

     Seguem algumas medidas que podem ser tomadas e que baseiam-se principalmente na mudança de hábito:

  • alimentar-se corretamente é fundamental
  • não fique sem se alimentar por longos períodos de tempo
  • prefira verduras e frutas
  • evite o excesso de condimentos e defumados
  • faça refeições leves antes de dormir
  • tome muita água
  • evite álcool, refrigerantes e corantes amarelos
  • não fume
  • fique longe de cheiros fortes
  • faça exercícios regularmente
  • evite chá, café e chocolate
  • durma o tempo necessário
  • evite tensões e situações estressantes
  • evite queijos amarelos, clara de ovo e comida japonesa.

Técnicas para aliviar a enxaqueca

Relaxamento: o método de relaxamento mais utilizado é o tipo progressivo, que consiste em tensionar e depois relaxar os principais grupos de músculos, iniciando nos pés e repetindo os movimentos lentamente até chegar à cabeça

Massagens: massageie suavemente e em forma de círculos o couro cabeludo, passando lentamente para os músculos do pescoço e em seguida dos ombros.

Exercícios aeróbicos: recomenda que sejam feitos exercícios aeróbicos diariamente, tais como caminhada, natação, corrida, etc

Durante as crises procure ir para um lugar silencioso e escuro. Tente relaxar.

 

Diário da enxaqueca

  • Para um melhor acompanhamento dos resultados de seu tratamento, é ideal que você preencha diariamente este material
  • Assinale o mês em que se encontra no local indicado (alto à esquerda) e passe a registrar, a cada dia, a ocorrência ou não de enxaqueca.
  • Quando a dor surgir, marque os horários em que estiver presente (manhã, tarde ou noite) e alguns dos seus aspectos (intensidade, e sintomas que acompanhem o quadro), orientando-se pela legenda abaixo:

 

Mês:

Dias

 

01

02

03

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06

07

08

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13

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15

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17

18

19

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Período

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Intensidade da dor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Duração em horas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sintomas Associados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fatores Associados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Medicamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observações

 

 

Intensidade da dor

1

Não interfere nas atividades

2

Interfere nas atividades

3

Impede as atividades

OBS: deixar em branco os períodos sem dor

 

Sintomas associados

N

Náusea

V

Vômitos

FT

Fotofobia

Outros (Especificar)

 

Medicamentos utilizados (preencha com os nomes das medicações que costuma utilizar

1

 

2

 

3

 

4

 

5

 

 

Fatores Precipitantes (Exemplo: cheiro forte, comida, noite mal dormida...)

1

 

2

 

3

 

 

 

 

Consulte um neurologista, clique aqui para mais informações!

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Neuroestimulador

qui, 11/27/2014 - 09:19

“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.” Carlos Drummond de Andrade

 

O tratamento da dor inclui, em uma escala crescente de complexidade, o tratamento clínico, infiltrações, bloqueios, procedimentos minimamente invasivos e cirurgias para dor crônica. Quando a dor se torna insuportável, e os medicamentos, além de não fazerem mais efeito, passam a ter efeitos colaterais danosos, está na hora de considerar os procedimentos cirúrgicos. O implante de eletrodo epidural para estimulação da medula espinhal é uma técnica que tem se demonstrado eficiente e segura para esses pacientes que sofrem com dor crônica. 

 

Como funciona a estimulação da medula espinhal? O que o paciente sente?A estimulação elétrica do sistema nervoso central com eletrodos implantados visa a ativação das vias supressoras da dor e o bloqueio eletrofisiológico da recepção do estímulo de dor. O paciente refere uma sensação agradável, que lembra o TENS (métodos muito utilizado na fisioterapia analgésica) e que inibe a dor.

 

  Dispositivos que integram o kit do neuroestimualdor. 

 

Como são estes eletrodos? Qual o melhor tipo?

Os eletrodos podem ter diversos tamanhos e formas. Eletrodos cilíndricos podem ser aplicados através da pele, com anestesia local, porém as complicações com esta técnica são mais frequentes: migração do eletrodo, dificuldade de implantação em pacientes com artrose da coluna, necessidade de reposição. Os eletrodos em placa apresentam a facilidade de colocação através de pequena cirurgia realizada com anestesia geral, maior estabilidade e a possibilidade de estimular áreas mais específicas. Os eletrodos cilíndricos induzem campos elétricos multidirecionais, o que os torna menos eficiente, pois podem estimular estruturas que não são o alvo do tratamento. Os eletrodos em placa geram campos unidirecionais, que são mais eficientes e minimizam a estimulação de estruturas não desejadas, incluindo as fibras dolorosas e o ligamento amarelo. 

 

Exemplos de modelos disponíveis no mercado.

 

A cirurgia para implantação dos eletrodos é muito complicada?

É uma cirurgia simples, que dura menos de 30 minutos e é realizada com anestesia geral. A incisão é realizada sobre a coluna e tem aproximadamente 4cm. 

 

Onde o eletrodo e o gerador ficam exatamente?

O eletrodo fica dentro da coluna, na parte de trás da dura-máter, membrana que cobre a medula espinhal, entre ela e o osso. O local exato depende da região que se deseja estimular. Por exemplo, caso os sintomas sejam em membros inferiores, o alvo é a medula torácica; se os sintomas forem em membros superiores ou tronco, o alvo é a medula cervical. 

Geralmente o paciente é submetido a uma fase de testes em que os eletrodos são implantados, mas a estimulação elétrica é realizada através de gerador externo durante 1-2 semanas. Caso a estimulação elétrica, durante a fase de testes não beneficie o doente, os eletrodos são removidos; caso seja positiva, o gerador interno e definitivo é implantado. Neste caso, pode ficar alojado na região do abdome, ou no tórax, posição comumente utilizada para o marca-passo cardíaco.

 

Quanto tempo dura a bateria? Precisa trocar ou recarregar?

Os sistemas podem ser alimentados por radiofrequência ou conter bateria junto ao sistema de geração de estímulo. Os mais modernos são geralmente recarregados a cada 1-2 semanas; e a bateria dura em torno de 6-9 anos, precisando ser trocada após este período. Esses sistemas possuem a vantagem de maior longevidade do aparelho, possibilidade de acionamento de vários eletrodos ou contatos, de poder utilizar vários programas e modos de estimulação, possibilidade de utilização de mais energia e de terapêuticas mais amplas, maior potencial de aliviar a dor e de participação do paciente no controle de sua dor. Quando o sistema utiliza somente sua bateria, sem a possibilidade de recargas periódicas, as opções de programação e de magnitude de energia liberada pelo sistema são limitadas. 

 

 

Em quais casos esse sistema está indicado?

As indicações para neuroestimulador implantável para estimulação da medula espinhal incluem o tratamento de dor crônica e intratável dos membros ou do tronco, incluindo dores unilaterais ou bilaterais associadas as seguintes condições

 

Doenças neurológicas ou da coluna

- síndrome pós-laminectomia, dor lombar pós falha do traatmento cirúrgico (failed back syndrome)

- dor radicular ou radiculopatia resultante de sindrome pós laminectomia ou de hérnia de disco

- dor secundária a múltiplas cirurgias de coluna

- cirurgia de hérnia de disco mal sucedida

- doença degenerativa discal ou hérnia de disco refratária ao tratamento clínico conservador e às intervenções cirúrgicas

- causalgia periférica

- fibrose epidural

- aracnoidite

- neuralgia pós-herpética refratária ao tratamento conservador

- polineuropatia periférica refratária ao tratamento conservador

- síndrome da dor regional complexa, distrofia simpático reflexa ou causalgia

- dor mielopática segmentar

- dor decorrente de deaferentação plexular

 

Causas Vasculares

- dor no coto de amputação

- dor isquêmica de membros inferiores (aterosclerose grave)

 

Causas Cardiológicas

- angina intratável e de etiologia já estabelecida e controlada

 

Causas Oncológicas

- dor secundária a câncer com comprometimento ósseo, articular, deestruturas nervosas ou vísceras. 

 

 

 

Referências

https://professional.medtronic.com/index.htm#.VFkpk4eRoiM

Teixeira M.J. Neuroestimulação no Tratamento da Dor. In Aguiar P.H.P. Tratado de Técnica Operatória em Neurocirurgia. Ateneu 2009.

 

 

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Homem com Paralisia volta a andar

seg, 11/03/2014 - 18:37

Regeneração da medula espinhal em paciente submetido a transplante de células do bulbo olfatório

 

A matéria apresentada ontem no Fantástico mostra uma pesquisa promissora para o tratamento de pacientes com lesão completa de medula espinhal. Como não há regeneração espontânea dos axônios centrais (partes das células neuronais que percorrem a medula), a idéia foi propiciar um meio possível para a regeneração dessas estruturas. Partindo-se de estudos realizados em animais, que mostraram a reparação de raízes nervosas dorsais em ratos com a utilização de células do bulbo olfatório, foi traçado este estudo experimental em humano. É importante ressaltar que o paciente apresentava lesão completa da medula espinhal, ou seja, mesmo após meses de fisioterapia, não houve sinais de funcionamento dos músculos ou da sensibilidade abaixo do nível da lesão. A cirurgia foi dividida em 2 etapas, sendo que a primeira consistiu na realização de uma craniotomia (abertura do crânio) para a retirada de um dos bulbos olfatórios. Esta cirurgia pode ser realizada com segurança, porém existe risco considerável de fístula liquórica nasal. As células do bulbo olfatóáio removido foram então preparadas através de cultura celular específica. Doze dias após a remoção do bulbo olfatório, o paciente foi readmitido para a realização do transplante. esta segunda cirurgia consistiu na exploração do local da lesão, com ressecção de tecido cicatricial, colocação de enxerto de nervo da perna próprio paciente entre as 2 extremidades da medula lesionada e a injeção das células preparadas em meio de cultura específico. O paciente não apresentou complicações da cirurgia e apresentou evolução neurológica favorável com ganhos funcionais significativos.

 

Dr., sou um candidato a esta cirurgia?

Este foi um procedimento experimental, ou seja, ainda não faz sentido realizá-lo fora de um protocolo de estudo. Estudos realizados com apenas um paciente não podem ser extrapolados para a população em geral, pois não se sabe ao certo quais são os pacientes que vão realmente se beneficiar do procedimento, assim como quais os possíveis efeitos colaterais. As 2 cirurgias a que o paciente deve ser submetido são cirurgias neurológicas delicadas e que envolvem riscos não desprezíveis, portanto o benefício do procedimento deve estar bem claro para todos, para assim podermos avaliar se os possíveis resultados realmente superam os potenciais riscos. 

 

Como posso entrar em um protocolo de estudo?

Estudos como este, no Brasil, são geralmente realizados em serviços públicos como o HCFMUSP, HCMFRP e a UNIFESP. 

 

Quanto tempo vai demorar para eu poder fazer este procedimento no serviço privado?

Ainda não temos previsão, mas o fato de já terem publicado o estudo descrito, constitui um grande avanço e portas se abrem para pesquisadores trabalharem na mesma linha e progredirem cada vez mais rápido. Com estudos mais abrangentes, a disponibilidade no serviço privado começa a aparecer.

 

 

Referências:

Tabakow P et al. Functional reeneration of supraspinal connections in a patient with transected spinal cord following of bulbar olfactory ensheathing cells with peripheral nerve bridging. Cell Transplantation. 2014 oct 21.

 

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Endoscopia Cerebral - Cisto Colóide

seg, 10/27/2014 - 19:44

     Cistos colóides são lesões benignas que constituem cerca de 1% de todos os tumores intracranianos. Tipicamente estão localizados nos ventrículos cerebrais, que são bolsões de líquido cefalo-raquidiano (LCR), basicamente onde o líquor (LCR) é produzido. Estes cistos costumam crescer e obstruir o canal de passagem entre o ventrículo lateral e o terceiro ventrículo, chamado de forame de Monro; desta forma, os sintomas costumam ocorrer devido a hidrocefalia assimétrica, que é o acúmulo de líquido em apenas um dos ventrículos laterais. Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, para identificar o cisto colóide, geralmente a Ressonância Magnética é necessária. 

Imagens de Ressonância Nuclear Magnética mostrando em A a hidrocefalia assimétrica com um dos ventrículos laterais maior do que o outro (*), a seta mostra o septo interventricular desviado para o lado oposto pela pressão sobre ele exercida. Em B podemos identificar o cisto colóide, a seta mostra o forame de Monro obstruido pelo cisto (a esquerda da seta), causando alargamento do ventriculo lateral (a direita da seta). Em C podemos observar a trajetória programada para a entrada do endoscópio cerebral para a ressecção do cisto colóide (linha verde). 

     Diversas abordagens cirúrgicas foram descritas para a retirada do cisto e resolução da hidrocefalia mas, atualmente, o melhor método terapêutico é a cirurgia endoscópica. Neste procedimento minimamente invasivo, realizado através de apenas um orifício no crânio, pode-se retirar a maioria dos cistos e ainda resolver a hidrocefalia. 
 

Imagens obtidas através do endoscópio, quando localizado dentro do ventrículo lateral. Em A podemos observar o cisto colóide (*) obstruindo o forame de Monro, a seta mostra o plexo coróide, estrutura que auxilía na localização do forame de Monro, pois se dirige a ele.O instrumento localizado na parte superior do vídeo em A, é um eletrocautério, cuja função neste momento é coagular a parede do cisto. Em B, podemos observar a parede do cisto aberta (seta) e parte do forame de Monro já desobstruida. Em C, a seta aponta para a veia tálamo-estriada e o instrumento no canto superior do vídeo é uma pinça, cuja função neste momento é a retirada dos fragmentos soltos do cisto. Em D, podemos identificar o forame de Monro totalmente desobstruido (*), liberando a passagem do líquido céfalo-raquidiano para o terceiro ventrículo. 

 

 

     Para mais informações consulte o seu neurocirurgião.

 

 

Referências:

Abdou MS, Cohen AR: Endoscopic treatment of colloid cysts of the third ventricle. Technical note and review of the litera- ture. J Neurosurg 89:1062–1068, 1998 

Chen F, Nakaji P: Optimal entry point and trajectory for en- doscopic third ventriculostomy: evaluation of 53 patients with volumetric imaging guidance. Clinical article. J Neurosurg 116:1153–1157, 2012 

Azzazi A, AlMekawi S: Colloid cysts of the third ventricle: endoscopic versus microsurgical removal. Neurosurg Q 20:142–145, 2010

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Radiofrequência para a coluna

seg, 01/13/2014 - 21:52

     A Radiofreqüência é um procedimento minimamente invasivo, realizado com sedação e anestesia local, que se tornou uma grande esperança para o tratamento da dor crônica da coluna (dor cervical, dor lombar, hérnia de disco). O procedimento está indicado para pacientes que não melhoram com o tratamento clínico, pacientes que não podem ou não querem ser submetidos a cirurgias abertas (como a artrodese) e também para pacientes que já foram operados da coluna e não melhoraram.

      Quando o paciente apresenta boa resposta às infiltrações da coluna, ou seja, a estrutura responsável por gerar dor no paciente foi bem identificada a partir dos bloqueios diagnósticos e terapêuticos, a radiofreqüência pode ser utilizada. Este aparelho leva a lesão de ramos nervosos responsáveis pela dor, preservando a parte do nervo que é responsável pela sensibilidade e pela força. A Radiofreqüencia Convencional funciona através do calor, causando lesão térmica nas estruturas alvo. A Radiofreqüencia Pulsada gera ondas seguidas de pausa, ou seja, a temperatura não eleva tanto quanto na convencional, e a corrente elétrica gerada modula as sinapses nervosas, acabando com a transmissão dos estímulos dolorosos.

      A partir de janeiro de 2014 a utilização da Radiofreqüencia para dor lombar foi incluída no rol de procedimentos da ANS, ou seja, os convênios são obrigados a autorizar o procedimento se houver indicação para tal.

      A Rizotomia facetária por radiofrequência é a lesão dos ramos mediais dorsais do nervo espinhal. Este ramo nervoso é responsável pela inervação das articulações facetárias. Estas estruturas são freqüentemente responsáveis por quadros dolorosos na coluna, lombar, torácica e cervical. Se houve boa resposta ao bloqueio lombar, o procedimento tem altas chances de ser bem sucedido, deixando o paciente livre de dor por muito tempo e até mesmo resolvendo o problema, evitando cirurgias mais agressivas da coluna.

Como é feito o procedimento?
      Para procedimentos na coluna lombar, o paciente fica de bruços. Na coluna cervical, a posição pode variar de acordo com a estrutura alvo. Os parâmetros vitais ficam monitorizados por aparelhos. É realizada uma sedação com medicamentos endovenosos e anestesia no local de introdução da agulha. As agulhas são inseridas e posicionadas com precisão com auxílio do intensificador de imagens (Figura). Não existe corte. Durante o procedimento, o paciente conversa com o médico e pode relatar qualquer desconforto. O procedimento dura cerca de 45 minutos e, logo após, o paciente está liberado para ir pra casa.

Fotografias obtidas através do Intensificador de Imagens: agulhas posicionadas no ramo medial dorsal da coluna lombar para tratamento de dor lombar crônica por radiofrequência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências:
Rathmell JP. Atlas of Image-Guided Intervention in Regional Anesthesia and Pain Medicine. Lipincott Williams&Wilkins. Philadelphia 2006.
O’Connor T, Abram S. Atlas of Pain Injection Techniques. Churchill Livingstone. London 2003

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Infiltração na coluna - Bloqueios diagnósticos e terapêuticos

qua, 12/04/2013 - 10:52


      As infiltrações na coluna costumam trazer alívio da dor e melhora da movimentação da coluna de forma definitiva ou temporária e, ainda por cima, ajudam o médico a identificar a estrutura exata responsável pela dor.  Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas e, com a identificação da estrutura causadora da dor, novos bloqueios podem ser direcionados para esta região, ou outros procedimentos minimamente invasivos, como os tratamentos por radiofrequência podem ser indicados.
      A coluna é composta por diversas estruturas: ossos, articulações, ligamentos, nervos, músculos. As estruturas mais famosas por causarem dor na coluna são os discos interverterias, mas nem sempre são os responsáveis. Além das protrusões de disco e hérnias de disco, outras situações podem causar dor nas diversas estruturas citadas: osteoartrose (degeneração, desgaste, bicos de papagaio),  estenoses (compressões nervosas, estreitamentos), dor miofascial (contraturas musculares, encurtamentos). As infiltrações ou bloqueios ajudam a identificar a real causa da dor quando o exame clínico e as imagens deixam dúvida. Além disso, ajudam na reabilitação, quando o paciente não está mais conseguindo evoluir nos exercícios por sentir um pouco de dor, mesmo com o tratamento clínico corretamente instituído. Outro benefício claro do procedimento é a possibilidade de reduzir ou mesmo suspender os medicamentos ingeridos, que muitas vezes causam desconforto, além de efeitos colaterais gástricos, renais, entre outros.

As infiltrações podem ser realizadas no consultório médico?
      Infiltrações superficiais podem ser realizadas no consultório médico. Geralmente estão indicadas quando há dor muscular ou mio-fascial e a infiltração é realizada em um ou mais pontos específicos, geralmente denominados pontos de gatilho.
Infiltrações mais profundas são realizadas no centro cirúrgico com auxílio da fluoroscopia (aparelho que mostra imagem da coluna em tempo real) para poder localizar exatamente pontos específicos profundos na coluna.

Quando o procedimento está indicado?
      Está indicado para pacientes com dor na coluna cervical, torácica e lombar, acompanhada ou não de dor e/ou formigamento nos membros (dor nos braços acompanhando a dor cervical e dor nas pernas acompanhando a dor lombar). O melhor momento para a infiltração deve ser discutido com o médico, pois o bloqueio de forma isolada terá efeito temporário caso o tratamento clínico e físico não forem corretamente instituídos.

O que é o bloqueio facetário?
      As facetas articulares são pequenas articulações na parte de trás da coluna e são responsáveis por dor lombar, torácica  ou cervical em um grande número de pessoas. Nesses casos a dor aparece principalmente quando se movimenta a coluna para trás ou para os lados e a dor pode irradiar para os membros conforme a Figura 1. O bloqueio facetário consiste na injeção de medicamentos na região da coluna por onde passam nervos denominados ramos mediais dorsais que são responsáveis pela inervação dessas articulações. Este tipo de dor melhora com a infiltração da coluna em cerca de 70 a 80% dos casos.

Figura 1. Regiões do corpo que podem doer na doença facetária lombar, torácica e cervical.

O que é a infiltração foraminal ou radicular?
      Consiste em uma injeção de medicamentos na região da coluna chamada forâme intervertebral (foraminal). Os forâmes  são orifícios por onde passam os nervos ou raízes nervosas (radicular), que vão para a perna ou braço. Nesses casos, os nervos geralmente estão inflamados por uma hérnia de disco, protrusão fiscal ou osteófito (bico de papagaio) que está causando estenose do forâme intervertebral  e compressão nervosa.

Qual o objetivo da infiltração?
      Geralmente dois medicamentos são utilizados, um anestésico local e um corticóide. O anestésico tem a função de aliviar a dor nas primeiras horas após o procedimento e o corticóide, que tem ação antiinflamatória, costuma aliviar a dor e diminuir os sinais inflamatórios no local ao longo de semanas e até meses. Além do alívio da dor, costuma ocorrer aumento da amplitude de movimento da coluna, e os sintomas de formigamento ou dormência também podem melhorar. Outro objetivo da infiltração é identificar o exato ponto que está gerando a crise de dor (infiltração diagnóstica) para que novos procedimentos possam ser direcionados para esta região.

Como é feito o procedimento?
      Caso a infiltração seja na coluna lombar, o paciente fica de bruços. Na coluna cervical, a posição pode variar de acordo com o local a ser infiltrado. Os parâmetros vitais ficam monitorizados por aparelhos. Durante o procedimento, o paciente conversa com o médico e pode relatar qualquer desconforto. Não existe corte. A infiltração é realizada com anestesia local; sedação pode ser utilizada a critério do paciente e do médico. O procedimento dura cerca de 30 minutos e, logo após, o paciente está liberado para ir pra casa.

Figura 2. Agulhas localizadas na faceta articular lombar, imagem gerada pela fluoroscopia.

A infiltração irá doer?
      Antes da introdução da agulha que chega até a coluna, é realizada uma anestesia local na pele com agulha muito fina que costuma doer bem menos que anestesia de dentista, haja visto que a sensibilidade é menor do que na boca. A própria agulha que chega até a coluna, apesar de longa é bem fina. Geralmente a região da infiltração fica amortecida por algumas horas após o procedimento.

Posso trabalhar no dia seguinte?
      A maioria dos pacientes já consegue trabalhar no dia seguinte. Alguns pacientes ainda persistem com algum desconforto e dor na região da infiltração, então será recomendado repouso no dia seguinte. A resposta varia de acordo com a causa da dor, sucesso do procedimento e características individuais.
Quais são os efeitos colaterais, contra-indicações e riscos do procedimento?
As infiltrações são bem seguras e raramente observam-se efeitos colaterais. Podem ser realizadas em quase todas as pessoas, existindo apenas algumas contra-indicações relativas, que podem ser manejadas: problemas de coagulação, diabetes descompensado, doenças cardíacas descompensadas, gravidez e glaucoma. Pacientes que apresentam além da dor, comprometimento neurológico como perda de força ou perda grave de sensibilidade geralmente apresentam indicação de outras cirurgias da coluna e podem se prejudicar com os bloqueios, por este motivo a indicação deve ser feita por equipe especializada composta por neurocirurgião ou cirurgião de coluna.

Referências:
Rathmell JP. Atlas of Image-Guided Intervention in Regional Anesthesia and Pain Medicine. Lipincott Williams&Wilkins. Philadelphia 2006.
O’Connor T, Abram S. Atlas of Pain Injection Techniques. Churchill Livingstone. London 2003

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Cirurgia Endoscópica da Coluna

ter, 07/30/2013 - 00:18

    A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o uso do endoscópio, não está limitado apenas às indicações clássicas como hérnia de disco, estenose  de canal vertebral e estenose de forame intervertebral; o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

     A endoscopia é portanto, uma técnica de mínima invasão e mínima agressividade, que permite visualizar o local exato da doença com um grande aumento através de monitores de alta definição (Full-HD).

Comparando com uma cirurgia clássica de hérnia de disco, as principais vantagens do uso do endoscópio são:

  • realizado com anestesia local e sedação, não necessita de anestesia geral como a cirurgia tradicional
  • possibilidade de conversar com o paciente durante a cirurgia
  • não há limite de idade ou de condição física para ser operado; na cirurgia tradicional, por ser necessária a anestesia geral, muitos pacientes com outras doenças não podem ser operados.
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento mais rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Durante o procedimento, geralmente é utilizado um aparelho de Laser ou de Radiofreqüência, portanto muitos conhecem este procedimento como "cirurgia de hérnia de disco a laser".

Para a técnica endoscópica pode se escolher o acesso posterior (A) ou transforminal (B) para a retirada do disco herniado. O instrumento incial (A,B) separa as fibras musculares e abre espaço para a introdução do endoscópio. Após incisão milimétrica e separação das fibras musculares, coloca-se o canal de trabalho e o endoscópio (C). Consegue-se visão em alta definição das estruturas nervosas e da hérnia de disco Na cirurgia tradicional, após incisão na pelo, o músculo é separado da coluna (flecha) e utiliza-se instrumentos para a retirada de fragmentos ósseos. O microscópio é geralmente utilizado para a vizualização das estruturas nervosas e retirada do disco herniado.

     A endoscopia para cirurgia da coluna não é apenas um procedimento, mas sim uma técnica cirúrgica que além das inúmeras vantagens, constitui uma maneira revolucionária de enxergar o problema. Assim como algumas décadas atrás o microscópio cirúrgico trouxe melhoria nos resultados operatórios e o endoscópio revolucionou a gastrocirurgia e neurocirurgia; esta técnica pode fazer o mesmo para a cirurgia de coluna quando bem utilizada. Apesar de já existir há bastante tempo, o seu uso demorou a se estabelecer devido a curva de aprendizado mais longa. Mas já está sendo utilizada corriqueiramente.

     Não deixe de consultar nossa equipe para tirar todas suas dúvidas!

 

Leia mais em:

 

Referências:

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders
Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.
Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.
 

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Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

seg, 06/24/2013 - 21:28

     O termo ciático se refere a um nervo formado pelas raízes nervosas dos segmentos L4, L5, S1, S2 e S3 da coluna lombo-sacra. Após seu trajeto na pelve, o nervo sai da bacia, passa entre a musculatura glútea próximo ao quadril (articulação da cabeça do fêmur com a bacia) e percorre a parte posterior da coxa. Na parte inferior da coxa ele se divide em dois nervos, o tibial e o peroneiro comum.
     Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo. Quando além da dor no trajeto do nervo, o paciente apresente dor lombar, utiliza-se o termo "lombociatalgia".

Quais são as causas de dor ciática?
      A causa mais comum de ciática é a lesão da raíz causada por um disco lombar herniado (hérnia de disco), mas existem diversas outras causas de ciática:
congênita: cisto meníngeo, cisto perineural, raízes nervosas unidas

  • adquirida: estenose de canal espinhal, espondilose (artrose da coluna), espondilolistese (escorregamento da coluna), cisto facetário, cisto sinovial, ossificação heterotópica em torno do quadril, lesões por injeção intra-muscular em torno do quadril, lesão do nervo após cirurgia do quadril, etc
  • infecciosa: discite (infecção do disco intervertebral), herpes zoster
  • neoplásica: tumores da coluna (mieloma múltiplo, metástases), tumores dos ossos ou tecidos moles ao longo do curso do nervo ciático (neoplasia intra-abdominal ou pélvica), tumores da coxa, tumores na panturrilha, etc
  • inflamatória:  bursite trocantérica, miosite do músculo bíceps-femoral
  • vascular: a ciática pode ser mimetizada pela claudicação intermitente
  • dor referida de origem não espinhal: cálculo (pedra) renal, infecção renal, cálculo (pedra) na vesícula, apendicite, endometriose, hérnia inguinal, úlcera duodenal, etc.
  • Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Produz dor na distribuição ciática e fraqueza para movimentar o quadril. Esta é uma causa bastante comum e que deve ser descartada antes de realizar uma cirurgia de hérnia de disco!
  • outros: neuropatia femoral, lesão do plexo sacral, neuropatia diabética (amiotrofia diabética), etc.

Como saber se a minha ciática é por causa hérnia de disco ou de alguma outra causa? Qual exame detecta a causa definitiva?
      Se fossemos investigar todas as causas acima citadas, seriam necessários incontáveis exames, por isso, o mais importante é procurar o especialista. Através da história clínica e do exame físico, que inclui algumas manobras para testar o nervo ciático, pode-se excluir algumas doenças e identificar qual o melhor exame complementar a ser solicitado. Uma manobra bastante realizada é o teste de Lasegue (Figura 1), que é a elevação da coxa com a perna estendida, se a manobra reproduzir a dor, é porque o problema é realmente no nervo ciático que está comprimido ou inflamado em algum ponto do seu trajeto desde a coluna até a extremidade inferior. Outros testes podem ajudar a determinar o local da compressão. O teste de Patrick (Figura 2) também é muito importante e geralmente é positivo se existe alguma doença do quadril, que muitas vezes é confundida com a compressão do nervo ciático.

Figura 1 - Teste de Lasegue Figura 2 - Teste de Patrick

Existe relação do cigarro com dor na coluna ou no ciático?
      A incidência de dor lombar, ciática e doença degenerativa da coluna é maior entre fumantes do que entre não fumantes. O tabagismo também retarda a cicatrização óssea e aumenta o risco de pseudoartrose após procedimento de fusão espinhal, especialmente na coluna lombar.

Leia mais em:

Referências:
Patten J. Diagnóstico diferencial em neurologia. Revinter 2000.
Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. Artmed 2003.

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Artrodese da Coluna

sab, 06/15/2013 - 17:57

     A artrodese é um procedimento realizado para causar fusão óssea em uma articulação, causando sua imobilidade. A artrodese da coluna é um método de tratamento cirúrgico das doenças da coluna vertebral que causam instabilidade. Portanto ao realizar o procedimento causa-se a estabilidade da coluna através da imobilidade de algum(ns) de seu(s) segmento(s). Em geral, 2 a 3 segmentos da coluna podem ser artrodesados (fixados, fundidos) sem que haja prejuizo significativo da movimentação global da coluna, pois os segmentos sadios dão conta de realizar os movimentos mais importantes da coluna. Pacientes com dor ou sintomas neurológicos, que não melhoram com o tratamento conservador podem ter indicação de artrodese caso apresentem os seguintes diagnósticos:

 

  • Espondilolistese;
  • Instabilidade na coluna lombar;
  • Escoliose do adulto;
  • Artrose ou degeneração facetária;
  • História de cirurgia prévia em coluna lombar;
  • Estenose de canal vertebral;
  • Fratura vertebral de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa e/ou reumatológica.

      Essa cirurgia também pode ser benéfica em alguns casos de hérnia de disco quando há instabilidade da coluna. Pode ser realizada em qualquer segmento da coluna (cervical, torácica ou lombar) e é realizada tanto pela frente (anterior) como por trás (posterior), dependendo do caso. A artrodese pode necessitar de intrumental (materiais especiais):  parafusos, barras, placas, pinos, cages (dispositivos intersomáticos, substituto do disco), etc. Mas o que vai causar a fusão óssea é a colocação de enxerto, que pode ser obtido do próprio paciente ou ser industrializado.  Os equipamentos atuais permitem a realização da artrodese da coluna com a colocação de materiais de forma minimamente invasiva, através de pequenas incisões na pele (percutâneo) e com mínima agressão aos tecidos adjacentes.

Leia mais em:

Cirurgia da Coluna

Cirurgia: Hernia de Disco Cervical

Espondilolistese

Fratura osteoporótica

Referências:

AO Spine Manual - Clinical Applications

Kim S, MortazHedjri S, Coyte PC, Rampersaud YR. Cost-utility of lumbar decompression with or without fusion for patients with symptomatic degenerative lumbar spondylolisthesis. Spine J. 2012 Jan;12(1):44-54

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Ergonomia e Higiene do Sono

seg, 05/13/2013 - 17:58

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

 

   Colchão ideal: a coluna fica reta

   Colchão macio ou gasto: pontos de apoio afundam muito, a coluna fica deformada    Colchão muito rígido: ombros e cintura não ficam confortáveis e a coluna fica torta    Dormir de lado: mantenha o alinhamento da coluna, o travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro.    De barriga pra cima: prefira um travesseiro mais fino do que o utilizado para dormir de lado.

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

 

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Espondilolistese (Escorregamento da Vértebra)

seg, 05/06/2013 - 19:36

     Espondilolistese, do grego spondilos, vértebra, e olisthesis, luxação, é o escorregamento ou a luxação de um corpo vertebral sobre o outro. Representa uma forma relativamente frequente de instabilidade da coluna vertebral, atingindo cerca de 5% da população geral. Na maioria das vezes são bem toleradas com o tratamento clínico ou apenas o seguimento, mas alguns casos podem precisar de cirurgia.

     O tipo mais frequente de espondilolistese é a ístmica, em que há lesão na porção interarticular, que pode estar fraturada (espondilólise) ou alongada. Acredita-se que seja decorrente de múltiplos processos de microfraturas e consolidações, que alteram a morfologia das vértebras, tornando-a mais alongada. Outros tipos são as congênitas ou displásicas, degenerativa, pós-traumática e patológica.

     A gravidade da situação é medida através do grau da listese. Um escorregamento de até 25% representa o grau I, de 25 a 50% grau II e assim por diante.

     O diagnóstico pode ser feito com RaioX simples, mas a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética fornecem informações relevantes para instituir o tratamento.

     O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

Raio X em Perfil mostrando o escorregamento da vértebra de L4 pra frente de L5 (anterolistese). A seta mostra a fratura da pars articularis, típica da espondilolistese ístmica. Olhos mais atentos notam a mesma fratura na vértebra de cima, ainda sem causar problemas. Sistema de fixação da coluna lombar vista no Raio-X em Perfil: parafusos pediculares com as extremidades anteriores localizadas nos corpos vertebrais, hastes de conexão, porcas e dispositivo intra-somático ou "cage" (3 pontos radiopacos entre as vértebras). Sistema de fixação da coluna lombar vista no Raio-X de frente: 4 parafusos pediculares, hastes de conexão e porcas.

 

Referência:

Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

Braga FM, Melo PMP. Neurocirurgia. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. UNIFESP / Escola Paulista de Medicina. Manole 2005.

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Endoscopia Cerebral

sab, 04/20/2013 - 21:06

Como é feita a cirurgia endoscópica cerebral ?

     O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose. No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

Em quais casos de hidrocefalia a Terceiroventriculostomia endoscópica pode ser realizada?

     A principal indicação para a Terceiroventriculostomia endoscópica é a hidrocefalia por estenose de aqueduto. Mas a maioria das hidrocefalias obstrutivas pode ser tratada por esta técnica, pois a idéia é realizar uma passagem alternativa para a circulação do líquor que está obstruida em algum ponto. Atualmente existe uma tendência a realizar inicialmente a cirurgia endoscópica mesmo para as hidrocefalias não obstrutivas, também chamadas de comunicantes, por ser uma técnica minimamente invasiva. Portanto, a Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser tratada inicialmente pela técnica endoscópica.

 

ASSISTA UM VÍDEO DA TERCEIROVENTRICULOSTOMIA ENDOSCÓPICA (HIDROCEFALIA - CIRURGIA ENDOSCÓPICA)

 

Leia também: Hidrocefalia, Hidrocefalia de Pressão Normal

Referências: Tratado de Clínica Cirúrgica, Neurocirurgia Pediátrica - Fundamentos e Estratégias

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Protrusão de disco

sab, 04/20/2013 - 20:07

Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de Disco, Dor Lombar, Hérnia de Disco Cervical - Tratamento Cirúrgico, Cirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

 

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A infertilidade feminina

sex, 04/19/2013 - 19:51

Para uma mulher ser considerada infértil ela precisa ser incapaz de engravidar naturalmente após um ano de tentativas, isto é, mesmo tendo relações sexuais frequentes, durante o seu período fértil, com um homem que tem a fertilidade preservada.

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O ginecologista especialista em reprodução humana

sex, 04/19/2013 - 19:49

O médico que atua na crescente área da reprodução humana percorre um caminho longo até a sua especialização. Sua formação inicia-se no curso de Medicina, que dura 6 anos, nos quais é estudado o homem sob a perspectiva biológica e humana.

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Aplicativo para criar seu calendário da fertilidade gratuito somente hoje

seg, 03/11/2013 - 08:35

 

With an Advanced Woman Calendar in your hands, you can view and print a calendar of your safe days and your most fertile days.

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Os principais tratamentos para infertilidade

seg, 01/14/2013 - 15:58

 


      Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes para engravidar, elas não são bem-sucedidas. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas desta infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento.

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Importância do planejamento e investigação da fertilidade na mulher

seg, 01/14/2013 - 15:47

 

O envelhecimento da mulher é acompanhado pelo envelhecimento de todas as suas funções corporais e com a função reprodutiva isso não é diferente. A fertilidade feminina, isto é, sua capacidade de se reproduzir, com o passar dos anos torna-se menor, portanto mulheres mais maduras podem ter bastante dificuldade para engravidar. Por isso, mesmo não sendo a realidade atual, é necessário se planejar para uma futura gestação.  

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