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Atualizado: 1 hora 57 minutos atrás

Neurocirurgia Pediátrica

seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

neurocirurgia pediátricaneurocirurgião de criançasneuropediatrianeurocirurgião pediatrahidrocefaliamielomeningocelemeningoencefaloceleneurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebralcranioestenosecraniossinostosecraniosinostosedisrafismolipomaendoscopia cerebralescafocefaliabraquicefaliaplagiocefaliaapelidobullyingcabeçacriança
Categorias: Medicina

Neurocirurgia Pediátrica

seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

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Cirurgia cerebral minimamente invasiva

seg, 08/03/2015 - 22:18

As cirurgias cranianas são essenciais para o tratamento de diversas doenças neurocirúrgicas, entre elas estão os tumores intracranianos, hidrocefalia, aneurismas cerebrais, traumatismo crânio-encefálico e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos. 

O avanço tecnológico para a cirurgia minimamente invasiva cerebral envolve utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, o endoscópio, o neuronavegador, a monitorização neurofisiológica, a ressonância intraoperatória, entre outros. O objetivo é a máxima preservação da anatomia com mínima agressão ao organismo.

 

Entre estes procedimentos destacamos a neuroendoscopia. Os temas abaixo podem ser acessados para maiores informações:

- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

Técnicas modernas para a cirurgia craniana também estão presentes em:

- tratamento dos aneurismas cerebrais

- reconstrução de falhas ósseas cranianas

 

 

Leia mais sobre as doenças neurocirúrgica em:

- Tumores Intracranianos

- Meningioma

- Cisto Aracnóide

- Hidrocefalia de Pressão Normal

- Neuralgia do Trigêmeo

- Malformação de Arnold-Chiari Tipo 1

- Dor Crônica

- Neurocisticercose

- Pseudotumor Cerebral

- Angioma Cavernoso

 

 

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiaendoscopia cerebralcirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
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Cirurgia cerebral minimamente invasiva

seg, 08/03/2015 - 22:18

As cirurgias cranianas são essenciais para o tratamento de diversas doenças neurocirúrgicas, entre elas estão os tumores intracranianos, hidrocefalia, aneurismas cerebrais, traumatismo crânio-encefálico e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos. 

O avanço tecnológico para a cirurgia minimamente invasiva cerebral envolve utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, o endoscópio, o neuronavegador, a monitorização neurofisiológica, a ressonância intraoperatória, entre outros. O objetivo é a máxima preservação da anatomia com mínima agressão ao organismo.

 

Entre estes procedimentos destacamos a neuroendoscopia. Os temas abaixo podem ser acessados para maiores informações:

- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

Técnicas modernas para a cirurgia craniana também estão presentes em:

- tratamento dos aneurismas cerebrais

- reconstrução de falhas ósseas cranianas

 

 

Leia mais sobre as doenças neurocirúrgica em:

- Tumores Intracranianos

- Meningioma

- Cisto Aracnóide

- Hidrocefalia de Pressão Normal

- Neuralgia do Trigêmeo

- Malformação de Arnold-Chiari Tipo 1

- Dor Crônica

- Neurocisticercose

- Pseudotumor Cerebral

- Angioma Cavernoso

 

 

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Hérnia de Disco a Laser

ter, 07/21/2015 - 21:58
Descompressão percutânea de disco intervertebral a Laser

É um procedimento minimamente invasivo para tratamento da coluna, particularmente das hérnias de disco.

Procedimentos envolvendo a descompressão percutânea (através da pele) de disco destinam-se a aliviar a pressão intradiscal e eliminar os sintomas associados a compressão de estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente. Sinônimos: discectomia percutânea a laser, descompressão percutânea de disco a laser, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea a laser, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser. 

 

Para quem este procedimento está indicado?

Pacientes que apresentem dor na coluna, com ou sem irradiação para extremidades, que corresponda a presença de hérnia de disco confirmada por diagnóstico radiológico (ressonância magnética) e que não melhora com o tratamento conservador (medicamentos e fisioterapia).

 

Como o procedimento funciona?

A descompressão percutânea do laser não faz a remoção de material do disco. A técnica produz, de maneira assistida por imagem (radioscopia, Arco-C), a redução da presão intradiscal através de vaporização do núcleo pulposo. Ou seja, através da absorção da energia do laser por certo volume da porção nuclear do disco, promove a cirurgia promove o retorno da porção discal herniada em direção ao centro do mesmo devido ao gradiente de pressão gerado. 

O Laser pode ainda ser utilizado em conjunto com o endoscópio para auxiliar no tratamento das hérnias de disco, em que o laser isoladamente não trará benefício. 

 

Quais as vantagens deste procedimento?

O procedimento pode ser realizado com anestesia local e leve sedação. Como o acesso ao disco é realizado através de agulha, há menos risco de sangramento, o tempo operatório é mais curto, a cicatrização é mais rápida, o tempo de recuperação é mais rápido e há menos dor no pós-operatório quando comparado com a técnica microcirúrgica. 

 

Como o procedimento é realizado?

Após anestesia da pele, uma agulha de 18G é introduzida através da pele, até o centro do núcleo pulposo, com o auxílio do intensificador de imagem (Arco-C). Retira-se o mandril da agulho e introduz-se a fibra óptica que vai transportar o raio laser aé o centro do disco. É calculada uma quantidade adequada de energia com comprimento de onda certo para causar a vaporização do núcleo pulposo. Depois de poucos minutos, o paciente já apresenta os benefícios da redução da pressão intradiscal.

 

Se existe há tanto tempo, por quê esta técnica não substituiu totalmente a técnica convencional?

Esta técnica é utilizada nos EUA, Europa e Japão há muito tempo. Está aprovada pelo FDA desde 1993. No entanto, vem sendo considerada uma técnica experimental pela ausência de estudos que comprovassem sua eficácia. Em 2006, um estudo comparou 500 casos operados pela técnica convencional e 500 operados com a técnica a laser. O estudo mostrou que não há inferioridade da técnica a laser no que diz respeito a melhora da dor e, se forem levadas em conta as vantagens de ser uma técnica minimamente invasiva, o procedimento deve ser considerado como técnica válida e de extrema importância para a população.

 

Qualquer tipo de hérnia de disco pode ser tratada com a discectomia percutânea a laser?

Hérnias de disco com sequestramento ou seja, com a presença de fragmentos livres vistos na Ressonância não devem ser tratadas com esta técnica. Hérnias estrusas podem ter benefício da técnica, mas o procedimento apresenta maior eficácia em hérnias de disco contidas, também chamadas de protrusão, abaulamento ou bulging discal.

 

Após o procedimento, posso ir embora no mesmo dia? Quanto tempo precisarei ficar em repouso?

procedimento é realizado em esquema de day hospital, ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia. Recomenda-se o repouso em casa por 1 semana, e retorno as atividades após esse período, desde que o trabalho não exija esforço físico.

 

 

Referências:

 

Mancini MW, Lopes LA. Aspectos Gerais da Técnica de Descompressão Percutânea de Disco a Laser. Nupen.

Task GP. Comparison of Results of 500 Microdiscectomies and 500 Percutaneous Laser Disc Decompression Procedures for Lumbar Disc Herniation. 2006.

Choy DSJ. Percutaneous Laser Disc Decompression. A 17-Year Experience. 2004

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Hérnia de Disco a Laser

ter, 07/21/2015 - 21:58
Descompressão percutânea de disco intervertebral a Laser

É um procedimento minimamente invasivo para tratamento da coluna, particularmente das hérnias de disco.

Procedimentos envolvendo a descompressão percutânea (através da pele) de disco destinam-se a aliviar a pressão intradiscal e eliminar os sintomas associados a compressão de estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente. Sinônimos: discectomia percutânea a laser, descompressão percutânea de disco a laser, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea a laser, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser. 

 

Para quem este procedimento está indicado?

Pacientes que apresentem dor na coluna, com ou sem irradiação para extremidades, que corresponda a presença de hérnia de disco confirmada por diagnóstico radiológico (ressonância magnética) e que não melhora com o tratamento conservador (medicamentos e fisioterapia).

 

Como o procedimento funciona?

A descompressão percutânea do laser não faz a remoção de material do disco. A técnica produz, de maneira assistida por imagem (radioscopia, Arco-C), a redução da presão intradiscal através de vaporização do núcleo pulposo. Ou seja, através da absorção da energia do laser por certo volume da porção nuclear do disco, promove a cirurgia promove o retorno da porção discal herniada em direção ao centro do mesmo devido ao gradiente de pressão gerado. 

O Laser pode ainda ser utilizado em conjunto com o endoscópio para auxiliar no tratamento das hérnias de disco, em que o laser isoladamente não trará benefício. 

 

Quais as vantagens deste procedimento?

O procedimento pode ser realizado com anestesia local e leve sedação. Como o acesso ao disco é realizado através de agulha, há menos risco de sangramento, o tempo operatório é mais curto, a cicatrização é mais rápida, o tempo de recuperação é mais rápido e há menos dor no pós-operatório quando comparado com a técnica microcirúrgica. 

 

Como o procedimento é realizado?

Após anestesia da pele, uma agulha de 18G é introduzida através da pele, até o centro do núcleo pulposo, com o auxílio do intensificador de imagem (Arco-C). Retira-se o mandril da agulho e introduz-se a fibra óptica que vai transportar o raio laser aé o centro do disco. É calculada uma quantidade adequada de energia com comprimento de onda certo para causar a vaporização do núcleo pulposo. Depois de poucos minutos, o paciente já apresenta os benefícios da redução da pressão intradiscal.

 

Se existe há tanto tempo, por quê esta técnica não substituiu totalmente a técnica convencional?

Esta técnica é utilizada nos EUA, Europa e Japão há muito tempo. Está aprovada pelo FDA desde 1993. No entanto, vem sendo considerada uma técnica experimental pela ausência de estudos que comprovassem sua eficácia. Em 2014, um estudo comparou 500 casos operados pela técnica convencional e 500 operados com a técnica a laser. O estudo mostrou que não há inferioridade da técnica a laser no que diz respeito a melhora da dor e, se forem levadas em conta as vantagens de ser uma técnica minimamente invasiva, o procedimento deve ser considerado como técnica válida e de extrema importância para a população.

 

Qualquer tipo de hérnia de disco pode ser tratada com a discectomia percutânea a laser?

Hérnias de disco com sequestramento ou seja, com a presença de fragmentos livres vistos na Ressonância não devem ser tratadas com esta técnica. Hérnias estrusas podem ter benefício da técnica, mas o procedimento apresenta maior eficácia em hérnias de disco contidas, também chamadas de protrusão, abaulamento ou bulging discal.

 

Após o procedimento, posso ir embora no mesmo dia? Quanto tempo precisarei ficar em repouso?

procedimento é realizado em esquema de day hospital, ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia. Recomenda-se o repouso em casa por 1 semana, e retorno as atividades após esse período, desde que o trabalho não exija esforço físico.

 

 

Referências:

 

Mancini MW, Lopes LA. Aspectos Gerais da Técnica de Descompressão Percutânea de Disco a Laser. Nupen.

Task GP. Comparison of Results of 500 Microdiscectomies and 500 Percutaneous Laser Disc Decompression Procedures for Lumbar Disc Herniation. 2006.

Choy DSJ. Percutaneous Laser Disc Decompression. A 17-Year Experience. 2004

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Mielomeningocele - Tratamento Cirúrgico

ter, 07/14/2015 - 20:34
Cirurgia fetal ou após o nascimento?

A mielomeningocele é um defeito congênito da coluna e medula espinhal resultante do fechamento incompleto durante a 4a semana de gestação. O espectro e a gravidade das deformidades, assim como os déficits neurológicos, dependem do nível da lesão. Em geral, lesões mais altas como na coluna torácica, apresentam maior comprometimento neurológico. E, lesões mais baixas, lombo-sacrais, apresentam menos complicações. Na maioria dos casos a mielomeningocele é associada a hidrocefalia, herniação cerebral, comprometimento cognitivo e motor, disfunções do intestino e da bexiga. Aproximadamente 85% das crianças com mielomeningocele vão precisar de uma derivação ventricular ou de endoscopia cerebral logo após o nascimento. 75% terão quoeficiente de inteligência superior a 80 e a presença de hidrocefalia não muda esta estatística. Metade das crianças irá apresentar algum tipo de atraso no aprendizado. 

Pacientes com o diagnóstico intraútero de mielomeningocele necessitam de um acompanhamento multidisciplinar e multiprofissional com a participação do neurocirurgião, do obstetra, do cirurgião pediátrico, do ultrassonografista, do psicólogo, do assistente social e do enfermeiro.

 

Qual a vantagem do tratamento intraútero da mielomeningocele?

Os estudos para aprimorar o tratamento desta condição iniciaram utilizando modelos experimentais em animais na década de 1980, partindo do princípio que a correção intraútero, reduziria a exposição do tubo neural ao ambiente intrauterino que causaria traumatismo secundário à medula espinhal. É importante ressaltar que as conseqüências da doença são secundárias a um erro embriológico que não é possível alterar; o que esta técnica vem tentando mostrar é que existiria um mecanismo associado de lesão neurológica pela exposição do tecido neural durante a gestação.

 

Então, quais são os reais benefícios do tratamento intra-uterino da mielomeningocele?

Os estudos atuais têm mostrado que para um grupo específico de pacientes, a correção intrauterina pode reduzir a necessidade de colocação de válvula (tratamento cirúrgico da hidrocefalia), reduzindo a incidência e complicações da síndrome de Arnold-Chiari II, que costuma acompanhar a mielomeningocele. 

 

Mas não existe risco para o feto, por ter que passar por uma cirurgia ainda muito pequeno? E ainda acrescentaria risco à mãe?

Sim, existe risco considerável de trabalho de parto prematuro e ruptura prematura de membranas. Portanto, uma abordagem em equipe é essencial para uma cirurgia fetal bem sucedida. E precisa ficar claro que a cirurgia fetal para mielomeningocele NÃO resulta em CURA. Além disso, cirurgias fetais em geral, são os únicos procedimentos cirúrgicos que podem resultar em 200% de mortalidade, pois em um único procedimento, 2 vidas estão envolvidas. 

 

Para quais pacientes a técnica está indicada?

Não existe um protocolo bem definido, pois a técnica ainda está em evolução e, estudos futuros podem mudar tanto as indicações quanto detalhes da técnica cirúrgica. De qualquer forma, parece que um certo grupo de pacientes apresenta maior benefício desta técnica e, portanto, os riscos envolvidos seram compensados pelos potenciais benefícios: fetos com tamanho ventricular menor do que 14mm no momento da cirurgia, entre 20-25 semanas de gestação, com defeitos situados abaixo de L3-L4, com mielomeningocele como malformação isolada e ausência de anomalias cromossômica, tendo como critérios de exclusão a primiparidade e fetos com lesão abaixo de S1.

 

Qual a diferença da técnica convencional?

A técnica convencional é muito semelhante, porém é realizada após o nascimento da criança, geralmente nas primeiras 24-48h e, obviamente não necessita de laparotomia e histerotomia (cirurgia abdominal) realizadas na mãe para o tratamento fetal.

 

 

OBS:  a equipe Neurocirurgia.com, sediada no Instituto Amato, não realiza a cirurgia fetal de mielomeningocele pela ausência de equipe multidisciplinar completa para o seguimento dessas mães. No entanto, realiza a cirurgia pós-natal de mielomeningocele, assim como os tratamentos cirúrgicos de hidrocefalia e seguimento neurocirúrgico das crianças com mielomeningocele. As mães com evidente benefício da técnica intrauterina serão devidamente encaminhadas.

 

Referências

 

Zambelli, Helder. Cirurgia Fetal na MIelomeningocele. Em Oliveira, RS e Machado, HR. Neurocirurgia Pediátrica. Fundamentos e Estratégias. DiLivros 2009.

NaliN Gupta, et al. Open fetal surgery for myelomeningocele. J Neurosurg Pediatrics 9:026050–027003, 2012 

Kelly A. Bennett, et al. Reducing perinatal complications and preterm delivery for patients undergoing in utero closure of fetal myelomeningocele: further modifications to the multidisciplinary surgical technique. J Neurosurg Pediatrics 14:108–114, 2014

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Espondilolistese

sab, 06/20/2015 - 19:43
O que é espondilolistese?

     Espondilolistese, do grego spondilos, vértebra, e olisthesis, luxação, é o escorregamento ou a luxação de um corpo vertebral sobre o outro. Representa uma forma relativamente frequente de instabilidade da coluna vertebral, atingindo cerca de 5% da população geral. Na maioria das vezes são bem toleradas com o tratamento clínico ou apenas o seguimento, mas alguns casos podem precisar de cirurgia.

     O tipo mais frequente de espondilolistese é a ístmica, em que há lesão na porção interarticular, que pode estar fraturada (espondilólise) ou alongada. Acredita-se que seja decorrente de múltiplos processos de microfraturas e consolidações, que alteram a morfologia das vértebras, tornando-a mais alongada. Outros tipos são as congênitas ou displásicas, degenerativa, pós-traumática e patológica.

     A gravidade da situação é medida através do grau da listese. Um escorregamento de até 25% representa o grau I, de 25 a 50% grau II e assim por diante.

     O diagnóstico pode ser feito com RaioX simples, mas a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética fornecem informações relevantes para instituir o tratamento.

     O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

 

Referência:

Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

Braga FM, Melo PMP. Neurocirurgia. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. UNIFESP / Escola Paulista de Medicina. Manole 2005.

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Hérnia de Disco

sab, 06/20/2015 - 19:26

     A parte óssea da coluna vertebral é composta pelas vértebras.  No interior das vértebra existe um canal, por onde passa a medula espinhal e as raízes nervosas.  Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, que são estruturas cilíndricas, formadas por um anel (ânulo) fibroso na parte mais externa e uma porção mais gelatinosa (núcleo pulposo) no interior. A função destes discos é amortecer o impacto, absorver os choques, e evitar o atrito entre uma vértebra e outra.

     Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado. Nessas situações podem ocorrer  as hérnias de disco, ou seja, parte dos discos sai da posição normal e comprime a medula ou raizes nervosas. O problema é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. Além disso a região torácica é menos móvel e mais firme pela presença da caixa torácica.
     As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão nervosa.

O que causa a hernia de disco?
     Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, do sedentarismo e do tabagismo. O esforço físico inadequado, como carregar ou levantar muito peso, também pode comprometer a integridade do sistema ósteo-muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais. Atividades físicas de alto impacto, competitivas e que envolvam movimentos bruscos, se não forem acompanhadas de um preparo físico adequado também podem prejudicar a boa saúde da coluna. Má postura e obesidade também são fatores de risco.

Quais são os sintomas?
     A hérnia de disco pode ser assintomática. Esse é um dado muito importante, pois atualmente realiza-se muitos exames de imagem como Ressonâncias e Tomografias, e é muito comum a presença de hernias de disco que não são diretamente responsáveis pelos sintomas do paciente, no entanto este fica preocupado com o laudo e pode passar a tomar medidas que acabem prejudicando mais ainda a saúde da coluna, como por exemplo, a suspensão de atividades físicas. Após os 50 anos, 30% das pessoas apresentam alguma forma assintomática desse tipo de problema na coluna.
     A hernia de disco aguda pode provocar dor intensa nas costas, ou quando há compressão nervosa, a dor pode irradiar para a região correspondente ao nervo que foi atingido, a perna na região lombar e o braço na região cervical. Outros sintomas que podem estar associados à dor são parestesias (formigamento, dormência, anestesia) e paresias (fraqueza muscular), principalmente para movimentar o pé nos casos das hérnias lombares, e para movimentar o braço ou mãos nas hérnias cervicais.
     Uma compressão da medula espinhal na região cervical pode levar a estes sintomas em todos os membros, assim como espasmos, rigidez e dificuldade para caminhar.

Como é feito o diagnóstico?
     A suspeita diagnóstica parte da avaliação clínica, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como o Raio-X, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM) ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

Qual é o melhor tratamento pra hérnia de disco?
     Em algumas situações o tratamento cirúrgico deve ser considerado de maneira urgente: perda de força progressiva, dor incapacitante e refratária aos medicamentos realizados no hospital, síndrome de cauda equina (perda de sensibilidade na região genital e membros inferiores associada a perda de força) e síndrome de compressão medular.
    No entanto, na maioria das vezes, as hérnias de disco lombares costumam resolver com o tratamento clínico: analgésicos e antiinflamatórios, repouso e sessões de fisioterapia e acupuntura. Geralmente 90% dos pacientes retornam às suas atividades após um mês. O repouso absoluto não deve ser superior a 2 dias, a não ser que o médico tenha assim orientado, pois causa enfraquecimento da musculatura sustentadora da coluna.
     As hérnias de disco na coluna cervical também podem ser tratadas conservadoramente ou cirurgicamente, considerando a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia é indicada quando o paciente apresenta alguma disfunção neurológica grave como perda de força progressiva ou quando não melhora com o tratamento clínico.

O que posso fazer para prevenir esse problema?
     O principal é adquirir hábitos saudáveis de vida como prática regular de atividade física,exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura abdominal e paravertebral, assim como postura correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna. Veja os links: "Evolução ou involução?", "Dor Cervical" e "Dor Lombar".

Outras recomendações:
- manter uma boa postura em todas as posições do dia-a-dia: pra dormir, sentar, ficar em pé ou praticar atividade física
- qualquer coisa em excesso é ruim para saúde, evite, excesso de peso, de bebidas alcoólicas, de exercícios físicos, de cigarro..
- informe-se sobre a atividade física que melhor se adapta a sua faixa etária e problema de saúde
- siga as recomendações do neurocirurgião após a cirurgia, para evitar que nova hérniase forme naquele ou em outro local
 

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Protrusão de Disco

sab, 06/20/2015 - 19:20
Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de DiscoDor LombarHérnia de Disco Cervical - Tratamento CirúrgicoCirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

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Dor Cervical

sab, 06/20/2015 - 18:02

O que você precisa saber sobre cervicalgia, torcicolo, dor cevical ou nucalgia?

     A cabeça e a região do pescoço estão vulneráveis a muitos tipos diferentes de stress: postura inadequada, traumatismos, doenças da idade como desgaste ou artrite, disfunções da mordida e muitas outras causas. Atividades aparentemente inócuas como ler na cama ou mascar chiclete podem causar dor se realizadas incorretamente ou na presença de alguma disfunção. Como podemos evitar esses potenciais problemas? E se não pudermos evitar, como podemos nos recuperar o mais rápido possível?

     A dor cervical é muito comum e geralmente auto-limitada, os sintomas costumam melhorar em poucos dias ou semanas. Os casos que não resolvem em 2 meses viram problemas crônicos e além da dor podem resultar em perda de função como redução da amplitude de movimento, deformidades e em casos mais graves fraqueza e redução da sensibilidade dos membros. O médico deve ser procurado se o paciente apresentar qualquer sinal de alerta ou se tiver qualquer dúvida. Descartando necessidade de tratamento cirúrgico há a introdução do tratamento clínico e fisioterápico. A fisioterapia pode ajudar a recuperar função mais rapidamente e ensinar novos hábitos para reduzir o risco de mais dor ou mais injúria.
 

     Sinais de alerta
- traumatismo (acidentes)
- dor aguda não relacionada a trauma
- dor intensa
- dor noturna
- fraqueza nos braços ou nas pernas
- formigamento ou diminuição da sensibilidade nos braços ou nas pernas
- associação com outros sintomas: febre, perda de peso, cansaço.
 

Anatomia da região cervical

    A região mais flexível da coluna é a cervical que consiste de 7 vértebras, discos intervertebrais entre elas que são responsáveis por absorver o impacto, músculos e ligamentos que ajudam a manter a coluna no lugar (Figura). Na parte superior há a conexão da coluna cervical com a base do crânio. A medula espinhal, responsável por mandar impulsos nervosos do cérebro para toda parte do corpo, ocupa o canal vertebral que fica no centro de cada vértebra desde a região cervical até a lombar. As raízes nervosas provenientes da medula cervical saem do canal vertebral pelo forame intervertebral e se distribuem para o pescoço, braços e mãos, por causa disso, dor ou outros sintomas nos braços é motivo para rastrear problema na coluna cervical. E a possibilidade de lesão da medula na região cervical pode trazer problemas não só para os braços, mas também para o tronco e membros inferiores.

Possíveis causas de cervicalgia e cefaléia
 

     Uma das causas mais comuns de dor cervical e algumas vezes cefaléia é postura inadequada e que chamamos de cervicalgia postural. É fácil adquirir hábitos posturais ruins sem ao menos se conscientizar disso.
     A regra básica é simples: mantenha o pescoço em posição neutra sempre que possível. Em outras palavras, não curve o pescoço para frente e nem para trás por períodos muito longos. Também tente não ficar sentado em uma mesma posição por muito tempo, se for necessário, certifique-se de que a postura está adequada: cabeça em posição neutra, costas com apoio, joelhos ligeiramente abaixo do quadril e com os braços apoiados.

      Ler na cama pode causar tensão cervical, principalmente se estiver sem apoio, flexionando a cabeça e tentando manter os braços pra frente para segurar o livro (Figura). Se você lê na cama, considere adquirir um produto específico para este propósito como um travesseiro triangular ou uma mini-mesa portátil. Finalmente, lembre-se de não ficar em uma mesma posição por muito tempo, nossos corpos foram feitos para se movimentar.

      A posição de dormir é outra fonte possível de problemas cervicais (Figura). O seu travesseiro o força a dormir com o pescoço em um ângulo, seja ele muito alto ou muito baixo? Se sim, deve-se investir em um novo travesseiro que deixe a cabeça alinhada com a coluna e esta, paralela à cama. Deve-se certificar que o espaço entre a parte de trás do pescoço e a cama esteja preenchido por um travesseiro de maneira que o pescoço fique relaxado em posição neutra. Peça para alguém observar o alinhamento da coluna por trás se você dorme de lado ou pelo lado se você dorme de costas. Não durma de bruços, esta posição coloca grande pressão sobre o pescoço. Travesseiros de pena são geralmente melhor que os de espuma; eles se ajustam facilmente ao formato da cabeça. Não use muitos travesseiros. Lembre-se também que travesseiros não duram para sempre e depois de alguns anos, travesseiros tendem a diminuir e precisam ser substituídos. Além disso, uma cama que não ofereça suporte suficiente para as costas também pode ser uma fonte de desconforto cervical.

Algumas outras dicas para evitar tensão cervical e dor:

      Tente fazer exercícios de alongamento antes de dormir e logo ao acordar.

     A regra da posição neutra também vale para pessoas que passam muito tempo trabalhando em computadores (Figura). Novamente, não flexione o pescoço para frente. Ajuste a mesa, monitor e cadeira para uma altura confortável, para que o monitor fique na altura dos olhos e os joelhos ligeiramente abaixo do quadril. Um apoio para os pés pode ajudar a manter a posição correta. Sente perto suficiente do monitor para que não tenha que flexionar a cabeça para poder ver melhor. Use o apoio de braços, deixá-los suspensos força a musculatura cervical. Use os óculos se necessário. Consulte um profissional capacitado para encontrar a posição que é correta para você.

      Muitos se prepararam adequadamente para trabalhar em computadores (desktops) preocupando-se da maneira correta com a postura, daí recentemente houve o grande "boom" dos laptops e novamente a postura tornou-se um grande problema para a população.

     Laptops sobre a cama, sobre o colo e mesmo sobre a mesa são um perigo para a saúde da coluna. É importante lembrar que é essencial que o monitor esteja na mesma altura os olhos para evitar a deflexão da coluna e o sofrimento das estruturas cervicais. Para isso existem dispositivos, suportes que elevam o laptop deixando-o em uma posição aceitável (Figura)

      A posição neutra também deve ser encontrada ao se dirigir um carro. Ajuste o assento para que fique perto suficiente dos pedais e que não seja preciso trazer o pescoço para frente. Levante o banco o suficiente para que não haja extensão excessiva da coluna. O punhos devem estar no nível do volante quando os braços estiverem esticados para trazer conforto e segurança ao dirigir e apoios de braço devem ser utilizados quando possível

Maneira correta de levantar peso

     Outra causa de dor cervical é técnica incorreta para levantar peso. As pessoas sempre pensam na região lombar como área de risco, mas a região cervical é tão vulnerável quanto. Segue-se a maneira correta de se levantar peso:
- fique com a coluna reta, perto do objeto
- agache-se sobre o quadril e joelhos, mantendo as costas em posição neutra e a cabeça e ombros para cima
- agarre firmemente o objeto e levante com os músculos do quadril e da perna
- mantenha o objeto próximo ao corpo. Seu quadril e pernas absorvem a maior parte do peso, e mantendo-se próximo ao objeto coloca-se menos tensão nas costas e pescoço.
- os pés devem estar posicionados na mesma distância dos ombros, com um pé ligeiramente a frente do outro.

     Além disso, você pode perceber que colocando um pé a frente e um pé atrás deve facilitar o levantamento de um objeto, mas do que a posição de cócoras.

Evitando tensão cervical

     Evite carregar itens em um só ombro por muito tempo. Para tal, mochilas com 2 alças são adequadas por distribuírem melhor o peso a ser carregado.
     Evite carregar itens muito pesados. Para tal, uma mochila com rodinhas e alça retrátil pode resolver o problema.
     Preste atenção quando estiver ao telefone, principalmente se estiver falando e realizando outras atividades simultaneamente, isso pode trazer problemas cervicais. Algumas pessoas têm o hábito de espremer o telefone entre o ombro e o pescoço (Figura), isso não só trás tensão à região cervical, mas por um período longo pode levar à compressão das raízes nervosas no forame intervertebral por uma protusão discal por exemplo. Se você passa um período longo do dia no telefone, talvez seja interessante adquirir um produto específico tipo headset, atualmente a disponibilidade destes dispositivos sem fio e comunicação bluetooth ou wireless aumentou bastante.
 

Disfunções da articulação têmporo-mandibular (DATM)

     A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oclusão dentária, rangem os dentes, utilizam a articulação de maneira inadequada ou apresentam outras doenças. Como o pescoço e a ATM estão diretamente relacionadas, a DATM pode causar cervicalgia e vice-versa. Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, o que resulta em dor cervical. Em alguns casos o dentista deve criar um dispositivo oral que permita a articulação repousar e permite finalizar o tratamento da cervicalgia associada. O fisioterapeuta também pode ajudar a minimzar a dor na mandíula através de um programa de exercícios especial.
 

Enxaqueca e outros tipos de dor de cabeça

     A verdadeira enxaqueca geralmente não tem relação com cervicalgias. No entanto, alguns tipos de dores de cabeça podem se apresentar com sintomas semelhante e na verdade serem secundários a problemas cervicais. Os sintomas típicos de enxaqueca são: dor latejante, unilateral, de forte intensidade e duração, náusea ou vômitos, intolerância à luz e som, piora com exercícios.
     Repare se existe dor cervical associado à sua dor de cabeça. Seguir as medidas preventivas aqui citadas não fará mal se você realmente tiver enxaqueca., no entanto não deixe de procurar um profissional capacitado que possa orientar o melhor tratamento.
     A maioria das pessoas sabe por experiência própria que stress emocional pode causar dor de cabeça. Essas dores de cabeça simples podem ser tratadas de várias maneiras, desde medicações analgésicas simples a psicoterapia. A maioria dessas dores melhora espontaneamente; no entanto, se a dor for persistente ou recorrente procure um médico especialista e certifique-se de que tensão cervical, má postura, ou tensão ocular não sejam as causas iniciais. A tensão muscular na parte posterior do pescoço pode irritar alguns nervos da cabeça causando a dor. este problema pode ser tratado com medicamentos, fisioterapia e até pequenas infiltrações que são realizadas no próprio consultório.

Osteoartrite

     É a inflamação das articulações causada por desgaste devido ao uso. Todos nós apresentamos um certo grau de osteoartrite enquanto envelhecemos, mas esta condição também ocorre em jovens que apresentam predisposição à este tipo de doenças ou por lesões repetidas. A osteoartrite do pescoço ou espondilose é caracterizada por rigidez, limitação de movimento e disfunção neurológica nos casos mais graves.
     Fisioterapia pode ajudar no tratamento da osteoartrite através da hidroterapia, exercícios específicos, alongamento, massagem e outras técnicas terapêuticas, levando gentilmente e vagarosamente a uma melhora da rigidez e aumento da amplitude de movimento.

Lesão em chicote
 

     É uma movimentação brusca e violenta do pescoço para trás e para frente e é provavelmente a maior causa de lesão traumática da região cervical. Freqüentemente associada a acidentes automobilísticos, embora possa ocorrer em outras situações. Em casos agudos um colar cervical pode ser apropriado para descansar o pescoço e melhorar a inflamação. A fisioterapia nesta situação deve ser indicada de maneira cautelosa por um especialista, mas é instrumento importante para ajudar a recuperar força, função e amplitude de movimento.
 

É somente uma dor cervical?

     Dores cervicais podem vir acompanhadas de dores nos braços porque os nervos provenientes da região cervical inervam todas a região dos braços e mãos. Algumas vezes é difícil descobrir a real origem da dor.
     Outros sintomas nos braços além da dor, incluem falta de sensibilidade, formigamento, fraqueza. Esses sintomas podem ser confundidos com síndrome do túnel do carpo (STC), uma condição encontrada em pessoas que trabalham com movimentos repetidos por períodos prolongados. Na STC, o nervo que percorre o centro do antebraço torna-se inflamado e o seu deslizamento e movimentação torna-se restrito. Mas é possível que a compressão do nervo esteja ocorrendo mais acima na região do pescoço e até mesmo em ambos os lugares.

O que fazer quando o pescoço já está doendo?

     Diversas medidas podem ser tomadas para o tratamento da cervicalgia crônica. O benefício individual de cada terapia é difícil de ser comprovado, portanto o melhor tratamento está na combinação de medidas que se adéqüem melhor ao paciente e à doença em questão. É importante ter em vista a melhora a longo prazo e não apenas ao alívio sintomático imediato, e para isso deve-se respeitar a idéia básica de evitar novas lesões através da identificação e eliminação dos fatores causadores, reeducação postural e restabelecimento funcional da região cervical.
     A primeira medida a ser tomada após o diagnóstico de cervicalgia crônica, sem traumatismo associado, é descansar e, de preferência, deitado e com a coluna em posição neutra.
     Pode-se também aplicar compressa quente ou fria. Muitos profissionais preferem a compressa fria, devido seu efeito em reduzir a dor e a inflamação, e esta é a melhor estratégia de fato para dores agudas, podendo também ser utilizada em dores crônicas. Para usar uma compressa, adquira uma bolsa própria ou coloque gelo triturado em uma bolsa, coloque uma toalha sobre a área afetada e só então aplique a bolsa, não use-a diretamente sobre a área afetada. Calor também proporciona alívio para algumas pessoas, mas deve ser usado com cuidado porque pode algumas vezes piorar uma área inflamada.
     Aplique compressa quente ou fria por 15-20 minutos por vez com 40 minutos de descanso entre a aplicações. Pode-se também usar as duas compressas de maneira alternada.
 

Considerações quanto a fisioterapia

     O fisioterapeuta escolhe o tratamento, em conjunto com o médico, entre várias modalidades: exercícios para flexibilidade, força, estabilidade e recuperação de amplitude de movimento. Outras opções incluem gelo, calor, estimulação elétrica, tração ou mobilização e massagem. O fisioterapeuta avalia o ambiente em casa e no trabalho para garantir que você não esteja se machucando continuadamente.
     A hidroterapia é também uma excelente alternativa para tratamento da cervicalgia. Ela conta com vários fatores benéficos, só o fato de ser realizada em água aquecida em sessões de 40-60 min já auxilia no relaxamento da musculatura cervical aliviando dores musculares. Exercícios na água diminuem a tensão sobre as articulações, levando ao fortalecimento da musculatura sem prejuízo articular. E ainda exercícios passivos na água com movimentações do tronco e da região cervical promovem um restabelecimento do que é a postura correta pelo sistema nervoso central.
     Há muitas evidências de que exercícios aeróbicos de baixo impacto como natação, caminhada, e aeróbica d baixo impacto, bicicleta ergométrica podem ser úteis para reduzir a dor cervical. O fisioterapeuta ou educador físico capacitado pode realizar uma programação de exercícios não dolorosa exclusiva para você.
Uma vez alcançados os objetivos da fisioterapia, é necessário continuar a terapia em casa com uma programa domiciliar realizado para suprir as necessidades de cada pessoa individualmente. O objetivo da fisioterapia é conseguir com que o paciente retorne as suas atividades o mais rápido possível com o conhecimento necessário para minimizar ou eliminar o problema.

Que profissional devo procurar ?

     Não hesite em procurar um especialista em coluna, neurocirurgião, ortopedista, reumatologista ou fisiatra ao sentir dor, desconforto cervical ou torcicolo. Uma consulta precoce pode facilitar a eficácia das medidas preventivas e evitar problemas mais sérios no futuro. Se não houver queixa alguma, apenas dúvidas quanto a postura correta e as medidas preventivas para problemas de coluna, procure um fisioterapeuta. Tratamentos cirúrgicos, clínicos e fisioterápicos são continuamente desenvolvidos e aperfeiçoados para que possam auxiliar no bem estar de cada um e proporcionar melhor qualidade de vida.

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Dor Lombar

sab, 06/20/2015 - 17:53
Dor lombar. Se você ainda não teve, provavelmente vai ter... melhor prevenir!

     A dor lombar ou lombalgia é o segundo maior motivo de visita ao médico, só perdendo para o resfriado comum. Até os 20 anos, 50% da população vai ter apresentado lombalgia e aos 60 anos, cerca de 80%.

     As causas mais comuns de lombalgia são desconhecidas e nestes casos são denominadas de lombalgia mecânica, inespecífica ou postural. E felizmente, na grande maioria das vezes, os sintomas melhoram espontaneamente.

O exame identificou hérnia de disco, vou ter dores pro resto da vida?

     A Ressonância Nuclear Magnética (RNM) é excelente para a avaliação da coluna, no entanto estes exames tem sido solicitados em demasia para um problema em que a avaliação clínica é muito mais importante para o diagnóstico e tratamento corretos. Vale ressaltar que é quase impossível em uma ressonância de coluna lombar de adulto, não haver alguma  alteração degenerativa, ou seja por desgaste, como protrusão de disco, artroses ou osteófitos (“bico de papagaio”). E ainda, 25% das pessoas que não sentem nada têm hérnia de disco na ressonância. Portanto, se você tem uma hérnia de disco, saiba que não está sozinho na população e que em 90% dos casos o tratamento é clínico, e se for bem realizado não haverá necessidade de cirurgia ou outro procedimento invasivo.

Qual exame devo fazer então para descobrir qual o meu problema? Acredite ou não, apesar da tecnologia atual, a história e o exame físico realizados pelo especialista continuam sendo o alicerce para o correto diagnóstico e tratamento adequado; e geralmente, são mais que suficientes.

     O médico inicialmente descarta as causas grave de dor lombar como fratura, instabilidade, infecção e tumor e depois inicia o tratamento adequado. A identificação exata de qual estrutura está causando dor não é necessária na maioria dos casos pois o tratamento clínico é o mesmo. A não ser que haja persistência da dor e algum procedimento invasivo esteja sendo cogitado, neste caso o neurocirurgião deverá indicar o melhor exame complementar, que pode ser um Raio X simples, tomografia, ressonância, cintilografia ou eletroneuromiografia.

Como prevenir a lombalgia ?

     O principal objetivo é o fortalecimento da musculatura responsável pela sustentação do corpo: musculatura abdominal, dorsal e estabilizadora da coluna. Portanto, o combate ao sedentarismo é uma das principais medidas a ser tomada entre os novos hábitos (estilo de vida), que compreendem também a manutenção de peso corporal ideal, abandono do tabagismo, melhora da auto-estima, satisfação pessoal e profissional. As atividades físicas devem envolver, alem do fortalecimento da musculatura, atividades aeróbicas, alongamentos e reeducação postural. Atividades que envolvem várias modalidades de exercícios, incluindo o relaxamento da musculatura através de exercícios respiratórios, como yoga, meditação, Tai-chi-chuan são também bastante úteis e bem aceitos pelos pacientes.
     Faz parte da prevenção, a informação do paciente quanto a melhor forma de agir quando a dor aparecer. O repouso total na cama não deve ser superior a 2 dias, e a melhor forma de combater a dor é a associação de medidas locais, repouso relativo, cuidados com a postura e carregamento de peso, medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Não hesite em procurar o especialista para receber a melhor combinação de medicamentos! E lembre de não carregar o mundo nas costas!

 

 

O que é importante contar ao meu médico? 

     Essa pergunta é muito importante e facilita muito o diagnóstico quando o paciente consegue se lembrar de todos os itens abaixo!
• Quando começou a dor?
• Qual a duração dos sintomas?
• O que aconteceu no momento de início? Algum trauma, acidente, levantando peso, dirigindo?
• Qual é a hora do dia em que a dor é pior?
• Quando que a dor melhora? Em repouso? Em atividade? Adotando alguma posição?
• Quando a dor piora? Com stress, alguma posição, alguma atividade?
• Existe algum sintoma associado como perda de força, dormência ou formigamento das pernas, febre?
• Há alguma doença associada? Há história de câncer? Há disfunção da bexiga ou do intestino?
• Está vivenciando alguma situação de stress, depressão ou problema sócio-econômico?

Quais são os profissionais capacitados para o tratamento da dor lombar?

     Os clínicos (fisiatra e reumatologista) são capacitados a tratar clinicamente as dores articulares, em especial da coluna. Os cirurgiões (neurocirurgião e ortopedista de coluna) decidem pela necessidade do tratamento cirúrgico. Como o tratamento clínico é necessário mesmo quando se opta pelo tratamento cirúrgico, estes profissionais estão capacitados também a realizar o tratamento clínico. Fisioterapeutas e quiropraxistas auxiliam no tratamento clínico. De uma forma geral a visita ao cirurgião é sempre importante para descartar as causas graves ou que necessitem de intervenção cirúrgica!

OBS: as doenças renais podem causar dor lombar, no entanto, apresentam características distintas como dor em cólica e ausência de melhora com o repouso. Para mais informações, acesse:   http://doencarenal.com.br/doencas-renais/calculo-renal/

 
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Convulsão e Epilepsia

sab, 06/20/2015 - 17:47
O que é epilepsia? E convulsão, é a mesma coisa?

     A epilepsia se caracteriza por crises epilépticas de repetição. É uma doença frequente que acomete cerca de 1 a 2% da população geral. Além disto, cerca de 4% das pessoas,  já apresentou pelo menos uma crise convulsiva na vida.  Na crise epiléptica, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira anormal, como se fosse um curto-circuito. A convulsão é um tipo de crise epiléptica.

     Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos. Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato.

O que causa uma crise convulsiva?

     As crises convulsivas se originam de focos ou regiões de mal-funcionamento do cérebro. Eventualmente todo o cérebro pode estar comprometido.

     Um episódio único não é indicativo de epilepsia. O médico precisa ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise para determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

     Algumas causas são reversíveis, como por exemplo, variação na quantidade de sal das células; outras estão presentes desde o nascimento, como as malformações do cérebro. Existem também epilepsias associadas à presença de lesões graves, potencialmente fatais, como tumores ou hemorragias cerebrais. Para o paciente, descobrir a doença que causa suas crises é fundamental, e atualmente os exames complementares disponíveis facilitam muito o diagnóstico. No entanto nem sempre isso é possível, e muitas vezes o tratamento é apenas sintomático, ou seja, baseado em medicações anti-epilépticas. 

Vale a pena ressaltar que ter epilepsia não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento ou retardo mental. Apesar do preconceito que envolve a doença, existem vários profissionais de todas as áreas que têm epilepsia e usam medicação regularmente.


Quais são os tratamentos disponíveis? 

     Existem várias medicações capazes de tratar as crises epilépticas, que são escolhidas pelo profissional de acordo com as características individuais do paciente e o tipo de crise apresentada. Nos casos de epilepsia grave, incapacitante e refratária ao tratamento clínico, o paciente pode ser candidato ao tratamento cirúrgico. O avanço tecnológico e dos métodos diagnósticos têm tornado o tratamento medicamentoso e cirúrgico cada vez mais seguros e eficientes.

Posso suspender o medicamento para fazer uso de bebida alcoólica?

     Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. O controle das crises e a qualidade de vida depende do correto uso da medicação.

Posso pegar as receitas com meu médico sem consultá-lo?

     Mantenha visitas regulares ao médico, e não falte mesmo que esteja com bom controle da doença. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. Assim como prevenir o aparecimento dos efeitos colaterais ou de descompensar das crises epilépticas. Por isso que as receitas são controladas e só devem ser prescritas após consulta médica!

Acho que não estou precisando de tanto remédio, posso diminuir a dose?

     Não altere a dose do remédio por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso. A dose necessária pode variar de acordo com o peso do paciente e medicamentos que estejam sendo administrados em conjunto, portanto, as visitas regulares ao seu médico são necessárias!

Meu filho pode ter o mesmo problema que eu?

     Não se preocupe, a maiorias das doenças que cursam com epilepsia não são hereditárias, portanto a possibilidade de um filho nascer com epilepsia é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;

Tive um desmaio e me disseram que me contorci inteiro... mas foi só uma vez, preciso passar em consulta?

     Procure avaliação de um neurologista, mesmo que tenha apresentado apenas uma crise epiléptica;

Meu amigo tem convulsões com muita frequencia, o que posso fazer para ajudá-lo no momento da crise?

     Ao presenciar uma pessoa apresentando crise convulsiva, é importante manter a calma e tentar proteger a cabeça do paciente para evitar um traumatismo, e também tentar virar o rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva e impedir que se asfixie com o próprio vômito. Não se deve colocar objetos na boca ou tentar segurar a língua do paciente, sob o risco de tomar uma mordida, e não trará benefícios. Se o paciente demorar para retomar a consciência, deve ser encaminhado ao hospital. Em geral, se a crise estiver durando mais de 5 min, já vale a pena chamar uma ambulância!

Posso pegar alguma doença se me aproximar de alguém tendo convulsão?

     Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é contagioso, e nem sinal de loucura.

 

Dra. Mariluci Flavia da Silva (neurologista)

Dr. Marcelo Amato (neurocirurgião)

 

Referências

  • Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. 5a Ed. Porto Alegre. Artmed 2003.
  • Nitrini R e Bacheschi LA. A neurologia que todo médico deve saber. Editora Atheneu 2004.
  • Shah SM e Kelly KM. Principles and Practice of Emergency Neurology – Handbook for Emergency Physicians. Cambridge University Press 2003.
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Ergonomia e Higiene do Sono

sab, 06/20/2015 - 17:35

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

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Sono - Como dormir bem

sab, 06/20/2015 - 17:31

        Muitas doenças são precipitadas ou agravadas quando não estamos dormindo bem. Pequenas mudanças de hábito podem melhorar a qualidade do sono e conseqüentemente a qualidade de vida. Estes hábitos são chamados de higiene do sono e são essenciais não só para o tratamento de distúrbios como a insônia ou hipersonia, mas também para quem quer otimizar o tempo que está dormindo para viver melhor no dia seguinte. É fácil entender que podemos adquirir doenças se não realizarmos uma higiene corporal adequada, a higiene do sono é igualmente importante.

 

  • Mantenha horários relativamente regulares para dormir e acordar. Mudanças de hábito, como ocorre geralmente nos finais de semana, podem atrapalhar o sono.
  • Procure dormir somente o necessário. Manter-se acordado e deitado por muito tempo, “enrolando” na cama, só piora a qualidade do sono. Busque qualidade e não quantidade.
  • O quarto de dormir e a cama não devem ser utilizados para trabalhar, estudar, comer ou praticar atividades físicas (exceto relação sexual).
  • estas habituais não atrapalham o sono, entretanto se tem problemas para dormir a noite, não durma a tarde.
  • Exercícios físicos regulares ajudam a melhorar a qualidade do sono. Cada pessoa deve encontrar o melhor horário para praticá-los, mas a princípio deve-se evitar o período de 4 a 2 horas antes de ir para a cama.
  • Procure relaxar o corpo e a mente antes de ir para a cama. Não tente resolver problemas antes de dormir e nem busque problemas, por exemplo ao navegar na internet ou assistir a programas intrigantes na TV. Problemas pessoais e profissionais também devem ser esquecidos na hora de dormir.
  • Desenvolva um ritual do sono: escute uma música relaxante, tome uma ducha, relaxe os músculos, leia algo corriqueiro... isto ajuda a conciliar o sono.
  • Não tome café, chá preto, chocolate ou qualquer bebida estimulante a noite.
  • Bebidas alcoólicas, embora ajudem a relaxar, prejudicam a qualidade do sono. Principalmente pessoas que roncam devem evitá-las, pois pode haver piora do ronco e das pausas respiratórias, devido ao relaxamento provocado pelo álcool na musculatura respiratória.
  • Não fume antes de dormir pois a nicotina é estimulante, conseqüentemente favorece a insônia e um sono não reparador.
  • Procure fazer refeições mais leves, especialmente antes de dormir. Também não se deite com o estômago vazio.
  • calor e frio excessivos alteram bastante o sono, portanto tente Manter o quarto com temperatura agradável.
  • Produza um ambiente agradável. Ruídos ou iluminação excessiva podem ser a causa de um sono ruim.
  • Use roupas confortáveis. Durante o sono é importante que os movimentos do corpo não estejam limitados pela roupa ou pelo parceiro.
  • Escolha um colchão adequado, nem rígido nem macio demais.
  • Escolha posições confortáveis e que não forcem as articulações.

 

Se estiver com dificuldade para melhorar a qualidade do sono, procure um neurologista ou otorrinolaringologista. Lembre que passamos cerca de 1/3 da vida dormindo, que passemos este tempo dormindo bem!

 

 

Tags: sononeurologiaotorrinolaringologiaSAHOS
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Dor Crônica

sab, 06/20/2015 - 17:23
O que é dor crônica?

     A pessoa que sente dor por mais de 3 meses seguidos apresenta, por definição, dor crônica. Na maioria desses casos já existem mecanismos envolvidos na percepção da dor que impedem a resolução do problema apenas pela eliminação do evento que desencadeou a dor inicialmente. Por exemplo, uma pessoa que tem hérnia de disco lombar, não fez o tratamento correto e sofre com a dor há mais de 3 meses, dificilmente resolverá o seu problema apenas com o tratamento da hérnia de disco. Isso acontece por um mecanismo de sensibilização do sistema nervoso central (SNC) e aparecimento da dor neuropática: concomitante ao estímulo doloroso estabelece-se uma geração de sinal doloroso dentro do SNC, que acaba se tornando independente com o tempo e a continuidade do evento inicial. Isso acontece por um aumento da função dos circuitos neuronais que acabam criando uma “memória da dor”, ou seja, as vias nervosas se adaptam à inflamação persistente e à lesão neural. De uma forma semelhante a quando fazemos alguma coisa várias vezes e começamos a fazê-la sem perceber. Por exemplo, andar ou dirigir um carro fica fácil e automático porque o nosso SNC se adaptou e criou um circuito neuronal rápido para tais atividades. Um circuito neuronal criado para a percepção de dor é um grande problema...

Parece que a minha dor lombar está piorando com o tempo. Agora, só de encostar na região eu já sinto dor. Alguma coisa deve estar piorando na minha coluna.

     Sem dúvida, quando ocorre uma alteração dos sintomas deve-se investigar a presença um lesão que esteja piorando o problema. No entanto, a percepção da dor está sujeita a complexas influências positivas e negativas e a presença de dor por muito tempo acaba por diminuir o limiar da dor, aumentar a duração e intensidade do seu sinal e permitir que estímulos geralmente inocentes também gerem dor.

 

O que é possível fazer para evitar essa dor neuropática?

     O mais importante é tratar da melhor forma e o mais rápido possível o evento desencadeador da dor, pois muitas vezes pode-se prevenir a transformação do problema em dor crônica. Alguns pacientes são mais susceptíveis a desenvolver a dor neuropática por apresentarem alguma condição clínica que já tenha sensibilizado o SNC. Nestes casos, vale a pena considerar o tratamento com medicamentos específicos desde o início do quadro.

 

Meu médico receitou um anti-depressivo e um anticonvulsivante para tratar a minha dor. No entanto, não tenho depressão e nem convulsão. Devo tomar esses remédios controlados?

     Os anti-depressivos são excelentes medicamentos contra as dores crônicas especialmente por atuarem contra a sensibilização do SNC, fortalecendo as informações enviadas pelo cérebro para que a dor não seja percebida. Os anticonvulsivantes também são utilizados para muitos tipos de dor neuropática e estão indicados em alguns casos de dor crônica.  As doses destes medicamentos quando utilizados para tratar depressão e epilepsia são bem maiores. Apesar do tratamento da depressão não ser o objetivo na maioria dos casos, não é incomum que sintomas depressivos apareçam no contexto da dor crônica.

 

Referência

Nery SM. Atualização terapêutica em dor crônica e o uso de Duloxetina. Wolters Kluver. São Paulo 2010.

NICE CLinical Guideline. Neuropathic pain: the farmacological management of neuropathic pain in adults in non-specialist settings. Draft for consultation, Oct, 2009.

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Túnel do Carpo

sab, 06/20/2015 - 17:02

A sensação de formigamento nas mãos parece má circulação. A primeira coisa que passa em mente é que o sangue não está chegando bem nas mãos, e, assim, sentimos o formigamento ou mesmo uma dormência nas mãos.

É natural que essa sensação de falta de sangue faça procurar um cirurgião vascular, mas o médico que pode ajudar mais é o neurocirurgião, pois pode ser Síndrome do Tunel do Carpo!

Leia mais!

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Espaçador interespinhoso

sex, 04/24/2015 - 09:10

O espaçador inter-espinhoso é utilizado para tratar doenças da coluna que causam compressão dos nervos espinhais, como hérnias de disco, estenose de canal lombar, artrose da coluna, doença degenerativa discal, etc. Sua utilização ainda é controversa e polêmica, mas vem ganhando espaço na prática cirúrgica e, muitos pacientes já podem se beneficiar deste procedimento, quando bem indicado.

 

Qual a vantagem de usar este dispositivo?

A grande vantagem deste procedimento é o fato de preservar a mobilidade segmentar e evitar a cirurgia de fusão (artrodese da coluna). É um procedimento minimamente invasivo e que não impede a realização da artrodese lombar, caso haja falha do método.

 

Quais são as indicações para esta cirurgia? Quais pacientes se beneficiam deste procedimento?

1- cirurgia de hernia de disco com ressecção de grande quantidade de material

2- 2a cirurgia de hérnia de disco, ou seja, para tratar recidiva

3- sofrimento neurológico causando dificuldade para andar, devido a estreitamento de canal vertebral em um segmento da coluna.

4- doença degenerativa discal em nível adjacente a cirurgia de fusão prévia (artrodese da coluna), ou ao mesmo tempo de uma cirurgia de fusão.

 

Do que é feito e como funciona este espaçador? (Figura)

O dispositivo inter-espinhoso pode ser feito de combinação de silicone com um tipo de polímero ou então de liga de titânio. Age promovendo suporte às articulações facetarias, localizadas na parte de trás da coluna. O raciocínio envolvido na utilização do espaçador inter-espinhoso é baseado no conceito de que ao fletir a coluna o canal espinhal se torna mais largo/amplo, a progressão posterior do disco intervertebral é reduzida uma vez que o ângulo fibroso posterior se alonga e os forames intervertebrais se alargam. A flexão de um segmento não parece resultar em extensão compensatória dos demais segmentos da coluna e estreitamento nos níveis adjacentes, como poderia se pensar. Durante o procedimento,  preserva-se o ligamento supra-espinhoso, pois este vai limitar flexão demasiada do segmento tratado e também impedir deslocamento do dispositivo. Portanto o espanador inter-espinhoso causa uma descompressão indireta do canal espinhal, reduzindo a lordose e abrindo os neuroforames. 

O forame intervertebral é a abertura entre as vertebras por onde passam os nervos espinhais. A lombociatalgia (ciática) muitas vezes é causada pelo nervo espinhal, por causa de uma hérnia de disco ou de um “bico de papagaio” que estejam comprimindo o nervo nesta abertura. O dispositivo interespinhoso promove o alargamento do forame intervertebral através de forças de distração que acabam resultando em mais espaço para o nervo espinhal e consequentemente alívio dos sintomas causados pela sua compressão. Para que não ocorra distração demasiada e para que o dispositivo não saia do lugar, o ligamento supra-espinhoso deve ser mantido intacto na cirurgia para colocação do espaçador inter-espinhoso. A tensão que causa protrusão/abaulamento do disco intervertebral também é aliviada com o uso deste dispositivo, o que pode proporcionar alívio dos sintomas causados pela doença degenerativa discal.

 

Como é feita a cirurgia? Quantos dias precisa ficar internado?

Esta cirurgia pode ser feita com anestesia local e sedação, mas quando precisa-se combinar ressecção do disco ou de parte da vértebra, a anestesia geral está mais indicada. O paciente pode ir para casa no mesmo dia ou no primeiro dia pós-operatório.

 

 

 

Referências

Vaccaro A.R., Baron E.M. Spine Surgery Operative Techniques. Saunders Elsevier 2008

Aebi M., Arlet V., Webb J.K. AOSpine Manual - Clinical Applications. AOSpine International - Thieme 2007

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Déficit de Atenção e Hiperatividade

seg, 04/06/2015 - 09:22

O que é TDAH?

É um transtorno neurobiológico caracterizado por sintomas como desatenção, hiperatividade, impulsividade, desorganização, distratibilidade entre outros.  É uma alteração no funcionamento do sistema nervoso que surge na infância e costuma acompanhar o indivíduo durante toda a sua vida.

O TDAH é uma das queixas mais comuns de pais que procuram um neurologista infantil, acometendo 8-10% das crianças em idade escolar. Mas o que poucos sabem, é que os sintomas podem não desaparecer e ter repercussões na vida adulta (presente em cerca de 2,5% da população).

 

O que causa o TDAH?

O TDAH é uma doença multifatorial, isto é, está relacionada a várias causas e fatores que interferem no funcionamento do sistema nervoso como um todo. Não se sabe ao certo ainda a causa exata do TDAH nem os genes a ele associados, mas acredita-se que alguns acontecimentos e exposições podem aumentar a chance da ocorrência de TDAH:

A)  História familiar de TDAH em parente de primeiro grau (pais e irmãos);

B)  Tabagismo e uso de álcool durante a gravidez;

C)  Peso ao nascimento inferior a 1.500 g e parto prematuro;

D)  Infecções e exposição a neurotoxinas nos primeiros meses de vida.

 

Quais são os sintomas do TDAH?

Os sintomas do TDAH envolvem uma combinação de queixas relacionadas a desatenção e hiperatividade/impulsividade, que na criança manifestam-se principalmente como hiperatividade em meninos e desatenção e baixo rendimento escolar em meninas.

Na idade adulta, muitas vezes, os sintomas são pouco reconhecidos, e ficam mascarados por desorganização, baixa produtividade, baixa autoestima, abuso de substâncias lícitas ou ilícitas, etc. Nesta fase predominam os efeitos da desatenção e a hiperatividade manifesta-se principalmente como impulsividade. Todos os adultos que tem TDAH apresentaram os sintomas na infância antes dos 12 anos de idade.

Pelo déficit de atenção, o indivíduo muitas vezes:

·     Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nas atividades do dia-a-dia;

·     Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou mesmo em atividades de lazer;

·     Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele;

·     Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;

·     Perde coisas (objetos, compromissos, etc).

 

Devido à hiperatividade, o indivíduo costuma:

·  Mudar de lugar ou de posição o tempo inteiro ou em outras situações em que se espera que fique sentado;

·  Tem dificuldade de envolver-se em atividades de lazer de forma calma;

·  Tem dificuldade de esperar sua vez;

·  Fala em excesso;

·  Interrompe os outros ou se intromete.

 

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico tem que ser dado por um médico!!! Não existe um exame que confirme o diagnóstico. Ressonâncias, tomografias e eletroencefalogramas não são necessários para fazer o diagnóstico. Em alguns casos estes exames podem ser solicitados para afastar outras doenças com sintomas parecidos.

 

Existe tratamento?

Sim! O TDAH pode e deve ser tratado! Quando não tratado pode prejudicar o aprendizado e o desempenho (escolar e no trabalho), atrapalhar nas relações sociais, além de cursar com diversos transtornos psicológicos (depressão, TOC – transtorno obsessivo-compulsivo, etc).

Medidas comportamentais fazem muita diferença! Terapia cognitivo-comportamental e organização são essenciais. Além disso existem medicações que podem corrigir as alterações bioquímicas que encontramos no TDAH, como a Ritalina®, Concerta®, Venvanse® entre outros.

 

Referência:

 

Agende uma consulta com a Neurologista pediátrica

Dra. Marcela Amaral Avelino Jacobina

 

 

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Enxaqueca

seg, 03/30/2015 - 09:59

 

Conheça mais sobre a enxaqueca e não deixe que este problema se torne uma dor de cabeça!

Toda dor de cabeça é enxaqueca?

     Não! Existem mais de 300 tpos diferentes de dor de cabeça. E, apesar de muito comum, enxaqueca não é a mais frequente delas. 

O que causa a enxaqueca?

     Sua causa é desconhecida, no entanto existem várias teorias. A mais aceita é a de que o sistema nervoso, quando submetido a mudanças bruscas corporais ou do ambiente externo, torna-se vulnerável, causando uma inflamação nos vasos sanguíneos do cérebro.

     O desencadeador deste processo pode ser uma associação entre a predisposição genética e agressões do meio ambiente: estresse, fortes emoções, cansaço, flutuações hormonais (incluindo o ciclo menstrual), luzes brilhantes, alimentação com excesso de frituras e gorduras, bebidas alcoólicas, sedentarismo, poucas horas de sono e até mesmo o uso exagerado de remédio para enxaqueca.

Como reconhecer a enxaqueca?

     O quadro clínico é bem característico:

  • dores de cabeça com duração de 4 a 72h
  • a freqüência destas dores é inconstante, não se manifesta em período integral
  • as dores são agravadas por atividades físicas ou qualquer movimento mais intenso
  • as dores se manifestam acompanhadas de náusea, sensibilidade à luz, som e odores fortes.

     Nem sempre o paciente apresenta todos os sintomas típicos da enxaqueca, no entanto, o médico é capaz de reconhecer a enxaqueca pelos sintomas descritos, evolução da doença e resposta ao tratamento instituído. Não são necessários exames complementares (tomografia ou ressonância) na maioria dos casos.

Crianças podem ter enxaqueca?

     Sim! Os pequenos podem ter esse tipo de dor de cabeça desde os 4 ou 5 anos. Mas neles pode ser ainda mais difícil reconhecer, pois não conseguem descrever bem o que sentem. Geralmente ficam mais quietos, choram e queixam-se de dor de cabeça, deixando os pais aterrorizados. Por não ser uma doença típica da infância, toda criança com dor de cabeça deve ser vista por um neurologista infantil. 

Como tratar a enxaqueca?

     Antes de mais nada, é muito importante consultar um médico para que ele avalie a gravidade e as causas de sua enxaqueca. Tratando as causas certamente haverá uma melhora dos sintomas. O uso de medicamentos anti-enxaquecosos sem prescrição médica pode aumentar a freqüência das crises de enxaqueca. Utilizar medicamentos para dores de cabeça comuns também podem agravar o quadro, além de não trazer resultados.

Como prevenir a enxaqueca?

     Seguem algumas medidas que podem ser tomadas e que baseiam-se principalmente na mudança de hábito:

  • alimentar-se corretamente é fundamental
  • não fique sem se alimentar por longos períodos de tempo
  • prefira verduras e frutas
  • evite o excesso de condimentos e defumados
  • faça refeições leves antes de dormir
  • tome muita água
  • evite álcool, refrigerantes e corantes amarelos
  • não fume
  • fique longe de cheiros fortes
  • faça exercícios regularmente
  • evite chá, café e chocolate
  • durma o tempo necessário
  • evite tensões e situações estressantes
  • evite queijos amarelos, clara de ovo e comida japonesa.

Técnicas para aliviar a enxaqueca

Relaxamento: o método de relaxamento mais utilizado é o tipo progressivo, que consiste em tensionar e depois relaxar os principais grupos de músculos, iniciando nos pés e repetindo os movimentos lentamente até chegar à cabeça

Massagens: massageie suavemente e em forma de círculos o couro cabeludo, passando lentamente para os músculos do pescoço e em seguida dos ombros.

Exercícios aeróbicos: recomenda que sejam feitos exercícios aeróbicos diariamente, tais como caminhada, natação, corrida, etc

Durante as crises procure ir para um lugar silencioso e escuro. Tente relaxar.

 

Diário da enxaqueca

  • Para um melhor acompanhamento dos resultados de seu tratamento, é ideal que você preencha diariamente este material
  • Assinale o mês em que se encontra no local indicado (alto à esquerda) e passe a registrar, a cada dia, a ocorrência ou não de enxaqueca.
  • Quando a dor surgir, marque os horários em que estiver presente (manhã, tarde ou noite) e alguns dos seus aspectos (intensidade, e sintomas que acompanhem o quadro), orientando-se pela legenda abaixo:

 

Mês:

Dias

 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

Período

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Intensidade da dor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Duração em horas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sintomas Associados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fatores Associados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Medicamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observações

 

 

Intensidade da dor

1

Não interfere nas atividades

2

Interfere nas atividades

3

Impede as atividades

OBS: deixar em branco os períodos sem dor

 

Sintomas associados

N

Náusea

V

Vômitos

FT

Fotofobia

Outros (Especificar)

 

Medicamentos utilizados (preencha com os nomes das medicações que costuma utilizar

1

 

2

 

3

 

4

 

5

 

 

Fatores Precipitantes (Exemplo: cheiro forte, comida, noite mal dormida...)

1

 

2

 

3

 

 

 

 

Consulte um neurologista, clique aqui para mais informações!

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