Neurocirurgia

Subscrever feed Neurocirurgia
Atualizado: 1 hora 5 minutos atrás

Tratamentos minimamente invasivos para coluna

qui, 11/12/2015 - 16:43
Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Entrevista com Dr Marcelo Amato, neurocirurgião, sobre técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da coluna no programa Freud Explica.

 

Transcrição

 

 

Taty Ades: Olá, boa tarde, que bom ter vocês comigo mais uma vez. Eu sou Taty Ades, esse é o “Freud Explica”. Hoje gente, é um tema bem diferente... quando você sente dor na coluna, você procura qual médico, ortopedista? Vamos falar de coluna e neurocirurgia e para falar com a gente eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião, doutor obrigada pela presença.

Dr. Marcelo Amato: Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Taty Ades: E gente, para me ajudar a conduzir a entrevista mais uma vez o meu amigo Mauricio Andrade

Orador C; Boa tarde, boa tarde doutor.

Dr. Marcelo Amato: Boa tarde.

JB Oliveira: Boa tarde a todos.

Taty Ades: Então vamos lá, doutor para começar, na verdade é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna, como é que é, o que que é essa cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: é um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa, então dessa forma o paciente ele consegue ter uma recuperação mais rápido, um retorno mais rápido das atividades, então pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápido então ele tem menos dor no pós operatório então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com uma menor agressividade para o paciente.

Taty Ades: E o que eu falei agora a pouco, quer dizer, geralmente tem dor na coluna a gente busca o ortopedista, quer dizer, a gente realmente acho que é interessante essa pauta, porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia, é algo novo essa cirurgia ou não, ou estamos desinformados?

Dr. Marcelo Amato: Não é isso comum em todos os pacientes tem essa dúvida mesmo e quem mais encaminha paciente para o neurocirurgia é o ortopedista, então muitas vezes o paciente está com problema na coluna ele procura realmente o ortopedista que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna e ai ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna, existe essa possibilidade, então antigamente até... a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, a neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali, talvez mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas e hoje é um negócio meio misturado não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião, é aquela técnica que é melhor para o paciente é o que vai ser feito em cada caso.

Taty Ades: Pensando nessas, quais as possibilidades, quais os problemas de coluna que você pode de repente fazer essa cirurgia e serem resolvidos?

Dr. Marcelo Amato: Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas que são, as famosas hérnias de disco, famosas bico de papagaio, é logico que pacientes que tem fraturas, tumores ou deformidades da coluna eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas, mas realmente aquelas doenças relacionadas com a hérnia de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais.

Orador C; Então, doutor eu queria saber, interessante você é neurocirurgião e fazendo essa técnica minimamente invasiva com relação a coluna, então qual que é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação a parte da coluna do corpo?

Dr. Marcelo Amato: Da mesma forma que o crânio ele envolve o cérebro, a coluna ela envolve a medula e os nervos, então a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender que o neurocirurgião ele não opera só o cérebro ele opera o crânio também, mas se a gente for falar não, da medula e ai talvez a dúvida ele volte, “poxa, mas quem será que opera a medula? Ortopedista...” então, a relação é essa, a coluna ele envolve o tecido nervoso ainda, então por isso que a gente está... o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos como também da coluna.

JB Oliveira: É, a gente estava ali falando lá fora também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião, existe uma...quase não existe uma divisão com relação a isso quando se fala nos problemas relativos a coluna, aos crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra?

Dr. Marcelo Amato: Existem algumas doenças especificas que são mais tratadas pelo neurocirurgiões isso em relação a coluna e outras doenças que são historicamente ai mais tratadas pelos ortopedistas então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna como escolioses, desiquilíbrio sagital então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna geralmente são tratadas pelo ortopedista isso historicamente ai como eu disse isso já está se mesclando, então a gente tem... eu trabalho com ortopedista, tenho a chance a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas, a gente vê que a formação é diferente, mas a ideia realmente é chegar no melhor para o paciente.

Taty Ades: Pois é importante isso que você está falando é importante ter esse trabalho em equipe também...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: O ortopedista te passando informações ou vice-versa...?

Dr. Marcelo Amato: Uhum.

Orador C; Que assim, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem por enquanto eu não sei o que é uma hérnia de disco, como que você pode definir para nós explicar como acontece a hérnia de disco?

Orador A E tanta gente tem...

Orador C; Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: E geralmente a pessoa está com dor ela logo fala “nossa’ deve ser uma hérnia de disco” a primeira coisa que...

Dr. Marcelo Amato: É a maior culpada...

Taty Ades: Exatamente e realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia?

Dr. Marcelo Amato: O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta, para vocês terem uma ideia é a segunda maior causa de procura ao médico só perde para resfriado, infecções de vias aéreas superiores, é a dor na coluna então, é muito comum, agora eu digo que em 50 por cento desses casos de dor na coluna a gente nunca vai descobrir o que foi que causou, se foi uma hérnia de disco, se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação, a gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas faz um repouso toma medicação e melhora, quando a dor ela insiste mais tempo e que exige uma investigação é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E é assim, o disco ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento ele fica entre uma vertebra e outra então, quando a gente está andando ele está amortecendo ali o impacto entre uma vertebra e outra então, quando o disco ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora que a gente chama de ângulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, os pacientes gostam de comparar ele entendem muito quando a gente fala do bubbaloo então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro, então imagina naquele chiclete você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, não é tão liquido como no chiclete então, é mais cartilagem mesmo...

Taty Ades: Fica imaginando a dor.... ‘nossa’!

Dr. Marcelo Amato: E acontece que os nervos e alguns níveis da coluna também a medula passam muito próximo do disco então, quando extravasa essa parte de dentro que é o núcleo pulposo ocorre uma compressão do nervo e também uma reação inflamatória muito importante e isso é o que causa a dor a dor típica da hérnia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor começa na coluna e irradia para perna então, esses nervos eles vão, vão para a perna, no caso a coluna cervical vai para o braço eles estão eles dão essa dor irradiada.

Taty Ades: Tenho os problema de escoliose, lordose, e esse cifose, então eu sei que realmente é terrível porque assim, é uma dor que espalha até a planta do pé e a dor da coluna ela é cruel mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades:  Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hérnia vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor, ela tem essa possibilidade?

Dr. Marcelo Amato: Esse é o objetivo, então como eu vinha falando, 90 por cento dos casos de hérnia de disco, não são nem de dor na coluna a gente já chegou ao diagnóstico de hérnia de disco 90 por cento desses pacientes eles vão melhorar com tratamento clínico sem precisar da cirurgia, então a gente reserva cirurgia par aos casos mais graves quando existe uma perda de função neurológica, ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade e a dor é incapacitante esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que tem uma dor mais leve, moderado nem tem tanta ... não tem problema neurológico, mas está com a dor está tentando tratamento clinico ali um mês, dois meses, não resolveu ai esse paciente também tem indicação de cirurgia, mas de uma forma geral quanto mais rápido a gente opera maior a chance do paciente melhorar da dor, então é uma paciente que a gente tem que seguir de perto, porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, porque 90 por cento deles vão melhorar com tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia, porque senão a melhora da dor ela é parcial às vezes, então depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença de comodidade, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo.

Taty Ades: Ok.

JB Oliveira: E a longo prazo o não tratamento o que pode causar a pessoa?

Dr. Marcelo Amato: É... eu acho que esse ponto é muito importante, porque muitos pacientes tem medo da cirurgia, então ok, se o paciente acabou de começar com quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica e quer tentar mais tempo o tratamento clínico desde que esteja com acompanhamento m´médico é aceitável, mas se o paciente já está perdendo força num membro ou está perdendo sensibilidade ou a dor está atrapalhando o paciente não consegue mais trabalhar, esse paciente ele deve conversar bem com seu médico e esses casos tem muito benefício da cirurgia e se não operar realmente ele pode ficar com uma sequela.

Taty Ades: Doutor, a Paula pergunta o seguinte, “tenho uma dor que não se diagnostica nunca, espalha pelo corpo inicia na nuca sempre a nunca fica muito rígida como uma pedra e perco os movimentos além de formigamento no corpo, o que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também”. Paula

Dr. Marcelo Amato: Eu recebo muitas perguntas de pacientes como o caso dela e muito difícil a gente com algumas palavras tentar chegar num diagnóstico, então até os pacientes muitas vezes eles querem fazer o exame para... mas o mais importante é o exame neurológico, então essa paciente precisa fazer o exame neurológico detalhado para ver exatamente se esse formigamento se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hérnia de disco cervical, por exemplo, esse quadro que ela me diz ele é compatível com a hérnia de disco cervical, dor na nuca, formigamento nos braços, como a hérnia a coluna cervical no meio dela passa a medula que dá informação para o nosso cérebro do corpo inteiro, então teoricamente os sintomas eles podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores, então é uma possibilidade, mas por outro lado também uma fibromialgia é uma possibilidade para esse paciente então...

Taty Ades: Também, né?

Dr. Marcelo Amato: Também, não dá para gente saber só com essas informações.

Taty Ades:Ou uma artrite talvez...?

Taty Ades: é o meu caso, bom saber, porque eu tenho fibromialgia e é uma dor assim transtorna a gente. E ai nesse caso eu tenho até uma pergunta para vocês, a dor na coluna seja causada por uma hérnia de disco ou algum outro problema da própria coluna ela pode começar gerar algum tipo de transtorno psicológico da pessoa por causa da dor constante dia a dia, hora a hora e isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa?

Dr. Marcelo Amato: Sim, com certe e é muito comum a gente vê essas cosias caminhando junto então, paciente que tem dor crônica é muito cursar com depressão e o oposto é verdadeiro também, paciente que é deprimido também tem mais dor.

Taty Ades: Sim, eu recebo muito em consultório Mau e doutor, pessoas que tem se queixam de quadros de fibromialgia realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo, mas existe por exemplo, inclusive uma pessoa que eu estou pensando agora que em dois meses quer dizer, verbalizando que ela sentia e no processo terapêutico a dor desapareceu ela n ao tem mais sintoma algum, como outras coisas que ela tinha, ulcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo eu acho que é bom ficar atento sempre a esse lado emocional também, quer dizer... tem os dois lados um vai levar o outro.

Dr. Marcelo Amato: E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que tem fibromialgia que tem dor no corpo inteiro esses pacientes também podem ter hérnia de disco então, muitas vezes esses pacientes às vezes são mal interpretados e fala “ah, não, é fibromialgia” e não sei o que...

JB Oliveira: Mal orientados, na verdade, podem ser também...?

Dr. Marcelo Amato: Sim.

JB Oliveira: eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um auto diagnostico que é uma coisa perigosíssima, tanto em situações psicológicas, como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim muito parecida pode não ser a mesma coisa e ela acaba fazendo um auto diagnostico e entrando em situações que realmente acabam lesando a pessoa.

Taty Ades: Olha, aqui gente, do que a gente está falando, o Lucas de São Paulo ele diz, “Doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia?” Porque cada vez mais gente, casos de fibromialgia realmente está... a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não... como é que é?

Dr. Marcelo Amato: É... eu pessoalmente eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologia ou de um fisiatra para seguir esses paciente junto comigo, mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia ele pode ter uma dor relacionada a coluna e ele geralmente tem uma sensibilidade maior então, às vezes uma hérnia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer para ele e ai para esses casos específicos pode...

Taty Ades: Que ele fica mais sensível a dor seja qual for...

Dr. Marcelo Amato: Exatamente.

Taty Ades: a fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, não é?

Dr. Marcelo Amato: Tem alguns paciente com fibromialgia que cursaram com uma hérnia de disco lombar e ai alguns procedimento minimamente invasiva para ajudar na dor, às vezes o paciente que estava, que já estava controlando a fibromialgia apareceu essa outra dor, fez um procedimento melhorou ai ele voltou ao patamar estável dele, então assim um tratamento cirúrgico direto...

Taty Ades: Suportável, né...

Dr. Marcelo Amato: Tratamento direto assim, cirurgia para fibromialgia não tem, mas para as coisas que podem vir associada, sim.

JB Oliveira: Então, normalmente pós cirurgia, quanto tempo em recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja boa cirurgia vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida a pessoa pode ter alguma sequela, o pós operatório é demorado, como é que fica?

Dr. Marcelo Amato: Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa, eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar para uma gama maior ai de pacientes, então em geral para uma hérnia de disco simples ou essa cirurgia endoscópica ela é ambulatorial então, o paciente ele vai no dia para cirurgia para clínica, para o hospital e vai embora no mesmo dia então, a cirurgia ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, então dura em torno de 40 minutos a 1 hora.

Taty Ades: Que coisa, a gente imagina aquela...

Dr. Marcelo Amato: É cirurgia de coluna

JB Oliveira: Coisa da idade média...

Dr. Marcelo Amato: E então, logo depois o paciente fica ali umas duas, três horas no pós operatório depois vai para casa, vai andando para casa, então é logico que depois precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade do paciente na segunda semana ele pode voltar as atividades profissionais, a não ser que ele seja... use a força física para trabalhar ai a gente tem que deixar um pouco mais de tempo. A sua outra pergunta...? Ah, foi com relação a sequelas...

JB Oliveira: Sequelas, ahãm.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente lida muito próximo das estruturas nervosas, das raízes nervosas, da medula em alguns casos, isso é o que mais preocupa os pacientes se vai sair da cirurgia com alguma sequela neurológica, é importante ressaltar que a cirurgia ela é feita justamente para evitar uma sequela então, é aquele paciente que está piorando da força tem que operar logo para não....

Taty Ades: Sim, sim, para que não tenha outros problemas...

Dr. Marcelo Amato: É, então hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras e que minimizam o máximo esse risco, mas mesmo assim é possível, é um risco baixo, mas é um risco. Complicações da cirurgia minimamente invasivas elas são muito menores quando a gente comprar com a cirurgia convencional então, o corte é menor ou às vezes até inexistente, porque é muitas delas a gente faz com agulhas então a lesão do tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós operatório, a recuperação é mais rápida então, isso tudo traz um conforto melhor ai para o paciente, realmente e é uma cirurgia mais confortável digamos assim.

JB Oliveira: Fico imaginando como era antigamente isso, como é que...

Taty Ades: Nem imagine...

JB Oliveira: Como é que se tratava isso há 40 anos atrás...?

Taty Ades: Vou deixar essa resposta para o doutor responder depois do nossos intervalinho, tá bom gente, a gente já volta.

Orador D: Olá, eu sou o J.B.Oliveira, quero convidar você para assistir o nosso programa “Conversando com São Paulo”, pela TV Geração Z, conto com você.

Orador E: Alô, galera do bem, estou aqui para lembrar a vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa “Lucimara Parisi”, sobre os mais diversos assuntos, mas de cada 15 dias a gente fala sobre os Et’s, eu estou aqui com a maior ufóloga do país Ângela Pascoal, esclarecendo várias dúvidas, você internauta pode mandar a sua mensagem que a gente vai esclarecer, eles existem, eles estão perto ou não? Confira toda quartas-feiras ás 21 horas aqui na TV Geração Z.

Orador F: Olá, eu sou Amanda Pereira, quarta-feira as 19 horas ao vivo aqui na TV GZ, nós temos um encontro marcado, é nosso happy hour, o nosso programa “atualidade TV” com olhar para a mulher contemporânea atual múltipla ou para você que quer entender um pouquinho mais essa mulher.

Taty Ades: De volta com “Freud explica” hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões o Mauricio deixou uma questão para o doutor, Mau, por favor, só uma...

JB Oliveira: Eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecei, se existiam mais casos talvez de problema na cirurgia, isso 40 anos atrás como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: 40 anos atrás a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até para diagnosticar casos facilmente hoje diagnósticos como a ressonância magnética, por exemplo,

Taty Ades: Realmente, acho que seria uma (ininteligível) mesmo...

Dr. Marcelo Amato: e certamente existiam outros métodos de diagnostico era utilizado antes da ressonância, tomografia antes da tomografia o raio x com injeção de contraste que é a melografia, então a gente conseguia identificar o problemas e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eles eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia, então a cirurgia ela era ´pum pouco exploratória também, a gente tinha que explorar achar o problema e resolver, mas era resolvido.

JB Oliveira: Antes da Taty perguntar, eu queria a gente conversando aqui agora a pouco, sobre a questão da dor pontual, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito agudas às vezes, e isso é uma dor muscular e a gente confundir às vezes ‘não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna” eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Dr. Marcelo Amato: Realmente assim, a musculatura ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular ai, então a musculatura ela vai estar sempre envolvida na dor, então num caso de hérnia de disco a musculatura ela trava mesmo e o paciente às vezes “’nossa’ eu travei não consegui me mexer” porque a musculatura ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada e na ausência de uma hérnia de disco realmente a musculatura ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa dá contraturas e o paciente ter dor intensa mesmo e o que a gente estava comentando é que realmente quando a dor ela é mais muscular ela vai mudando às vezes de lugar, então uma hora ela está aqui do lado direito outra hora está do lado...

Taty Ades: É, vai migrando...

Dr. Marcelo Amato: Eu inverti os lados aqui, esquerdo, direito, tudo bem. Mas ela vai migrando, diferente da hérnia de disco que realmente se tem uma hérnia com compressão neurológica é um, dois nervos que estão apertados e vão doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna, então isso dá algumas dicas para gente se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se ele é da hérnia de disco.

JB Oliveira: ah, legal isso.

Taty Ades: Vamos ver Elaine Luz, Elaine, beijão para você. “Boa tarde Taty, há dois anos comecei apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo e o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva, a reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão, remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e com o tempo a dor começou a se manifestar no direito, hoje o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei ligeira redução de movimentos e o braço direito ainda está bem limitado apesar de ter diminuído as dores que são maiores em caso de esforço, paralelamente eu estava passando por um luto muito difícil, a capsulite adesiva pode ser também psicossomática tal como a fibromialgia?” Doutro o que seria capsulite adesiva?

Dr. Marcelo Amato: Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna, então foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Que ela migra de um para o outro.... e...

Dr. Marcelo Amato: provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço, então não... esses casos até pode ter alguma dor relacionada a coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna, quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor ao movimentação, provavelmente não é problema da coluna.

Taty Ades: Quando se inicia no ombro geralmente não é da coluna então...?

Dr. Marcelo Amato: Tem algumas raízes nervosas da coluna cervical, então hérnias de disco na coluna cervical elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro às vezes até para o braço.

Taty Ades: Mas é porque está irradiando do pescoço, ok.

Dr. Marcelo Amato: Porque está irradiando, então é difícil diferenciar então, realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna.

Taty Ades: OK. Então vamos lá...

JB Oliveira: De repente essa capsulite é uma bursite?

Orador B; Sim, pode ser.

Taty Ades: É possível, né...

Dr. Marcelo Amato: Realmente foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Pode ser, exatamente. E quanto à questão Elaine de psicossomático eu responderia que tudo pode ser, mas essa é uma visão minha, eu acho que muitas coisas podem ser. Aqui a Denise, “doutor Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva e como é essa procedimento?”.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente, então os cortes são menores às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas e diferente do procedimento convencional para uma hérnia de disco, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimento minimamente invasivos. A cirurgia convencional ela também não é, na hora que a gente fala não é coisa que era feita há 40 anos atrás, ela precisa direcionar, ele evoluiu...

JB Oliveira: Ela evoluiu....

Taty Ades: O Mau gostou dessa ideia...

JB Oliveira:  É uma dúvida medieval que eu tive...

Dr. Marcelo Amato: Mas ela evoluiu muito e importante falar isso, porque não são todos os pacientes que são candidatos ideias para uma cirurgia minimamente invasiva, então tem alguns tipos de doenças, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e ai parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas não é, cirurgia evoluiu muito também feita com muita segurança hoje em dia e estamos ai resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também.

Taty Ades: Olha aqui, a Camila gente, ela pergunta “Doutor, após a cirurgia para hérnia de disco poderei fazer ginastica?” a pessoa volta as atividades?

Dr. Marcelo Amato:  É, essa pergunta eu acho fantástica, porque os pacientes tem muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo de não especialistas de falar, não, pode fazer, porque está com medo de piorar a situação, então a ideia é que faça sim, logico que cada paciente vai precisar de um tempo de recuperação, pacientes que tem uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza, do que aquele que não faz nada e “não, gora eu tive a hérnia eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal” esse ai provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar as atividades, mas a ideia é que volte sim.

Taty Ades: Que volte, legal, legal.

Dr. Marcelo Amato: é que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para coluna, então atividades de muito impacto, atividade competitiva, de contato, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir.

Taty Ades: Aeróbica...

Dr. Marcelo Amato: É a atividade aeróbica dependendo do tipo dá para fazer.

JB Oliveira: Jiu jitsu...

Dr. Marcelo Amato: Pois é Jiu jitsu é... tem gente com disco cervical e que luta e quer muito voltar, difícil... porque é muito ariscado.

JB Oliveira: Você havia falado para gente com relação ao desgaste que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, mas normalmente a hérnia ela pode ser gerada, ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de uma atividade mais intensa, por que ela acontece?

Dr. Marcelo Amato: Bom, é uma doença degenerativa então, o paciente ele geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar hérnia de disco e tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla que é o envelhecimento da coluna, agora existe os fatores ambientais que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco.

Taty Ades: Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história, acertei? Sei porque ele sempre está.

Dr. Marcelo Amato: Existem muitos estudos que mostrando.

Taty Ades: Em tudo, não é?

Dr. Marcelo Amato: Com certeza, com certeza, prejudica sim, mas principalmente postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais também prejudica pode predispor o caso a uma hérnia de disco, alguma profissão da pessoa também tem algumas....

JB Oliveira: Sedentarismo também.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza sedentarismo também e é o que eu vejo hoje pessoas cada vez mais jovens tendo hérnia de disco pelo sedentarismo então, eu acho que eu respondi a sua pergunta.

Orador C; Sim, sim.

Taty Ades: Doutor a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, a Daniela pergunta o seguinte “Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical, meu medo de operar é de ficar tetraplégica, existe esse perigo?” a gente estava comentando no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, quer dizer, pode ter esse perigo ou...?

Dr. Marcelo Amato: Realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda função do nosso cérebro para o corpo, então uma lesão na medula cervical ela pode deixar o paciente tetraplégico, mas a cirurgia hoje em dia é o que a gente tem falado, ela é muito seguro a gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras trazendo esse risco lá para baixo então, falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos para coluna hoje em dia são baixos e é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam então, é questão a gente tem sempre que pesar o risco e o benefício do procedimento, a pessoa vai se beneficiar vai ficar sem risco de ficar tetraplégico pela doença eventualmente então, isso precisa ser pesado logico respeitando caso a caso.

JB Oliveira: é você disse uma coisa legal que é a cirurgia ela é para evitar e não para provocar, para evitar uma sequela em função do problema e não a pós cirurgia gerar o problema, na verdade a cirurgia é para evitar.

Taty Ades: é importante isso, ressaltar porque as pessoas ainda tem muito medo.

JB Oliveira: Que pensam que fazer a cirurgia elas vão ficar sequeladas.

Dr. Marcelo Amato: Só fazer uma ressalva para também não ficar mal interpretado que às vezes as pessoas tem uma hérnia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégico por causa da hérnia de disco, então é importante ressaltar que a hérnia de disco não é um tumor que vai crescendo e cada hora e um dia vai ficar tetraplégico, não é assim, então se o quadro está estável o sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada é tocar a vida, porque os pacientes eles ficam ansiosos, “não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hérnia de disco ai 3 anos atrás e depois eu nunca vi como que estava”, “não, mas você está sentindo alguma coisa?”, “não, não estou sentindo nada” eu falei “então, não precisa investigar dessa forma’ porque esses pacientes a gente vê que gera uma ansiedade muito grande neles e desnecessária, não é uma tumor não é que vai ficar.

Taty Ades: Por favor gente...

Dr. Marcelo Amato: É.

Taty Ades: Aqui a Rita de Belo Horizonte “A escoliose pode ser tratada com cirurgia? até hoje não achei tratamento adequado” eu também não Rita. E é uma dor realmente eu que tenho escoliose, olha, é complicado e a gente tem sempre que star ajeitando a postura, porque senão você percebe você já está, o ombro já vai indo é complicado mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Certamente existe cirurgia para escoliose, sempre os procedimentos para coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico então, certamente o paciente não pode jogar toda esperança na cirurgia então, como a gente falou, é uma doença degenerativa então, ela... para a hérnia de disco, para a escoliose vai operar aquele problema naquela região tem que lembrar que a coluna é grande tem outras regiões para cuidar, mas se ela está com sintomas certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim.

JB Oliveira: ai existe também algum tipo de vamos falar no sentido contrário vai, alguma medicina de prevenção no caso para evitar o que eu possa a vir a ter independente se ´é degenerativo ou se é uma coisa genética?

Dr. Marcelo Amato: Eu gosto de combater o sedentarismo, eu como melhor maneira de evitar os problemas de coluna então, não tem uma formula magica como eu falei exercício de mais ou de menos pode prejudicar então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado para ela, mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada de forma equilibrada é o que a gente pode fazer, a predisposição genética ou o envelhecimento não tem como lutar com isso então, a gente tem que realmente brigar para que a prevenção seja feita de forma adequada.

JB Oliveira: em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar ai o melhor situação possível da saúde da gente.

Taty Ades: é prevenção é muito importante.

JB Oliveira: É a prevenção sempre.

Taty Ades: Aqui o Carlos doutor diz o seguinte, “como saber se preciso procurar ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna, existem sintomas específicos?”

Dr. Marcelo Amato: Se o sintomas está relacionado a coluna ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião, no Brasil a gente tem essa livre escolha em outros países geralmente o paciente tem que passar com o clínico geral e ele encaminhas, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atende-lo como primeiro ate4ndimento sem dúvida.

Taty Ades: Ok, OK, Geralmente pensa no ortopedista primeiro...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

JB Oliveira: Aliás eu não tinha a mínima ideia de que podia entrar com neurocirurgião, não sabia, como muita gente também não deve saber e agora acho legal as pessoas estarem mais informadas, isso é extremamente importante, falou em osso como dizia meu avô, falou em osso vai no ortopedista.

Taty Ades: É verdade, é verdade.

JB Oliveira: E eu acho que umas das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja informação as pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas tratamento e acaba como eu disse assim, fazendo auto diagnostico e se tratando em casa com as coisas antigas pode funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento ir no médico, porque elas não sabem, porque elas não têm informação e eu acredito que informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde.

Dr. Marcelo Amato: concordo.

Taty Ades: Doutor, considerações finais eu gostaria de deixar, logico está passando no ‘gc’ o site Amato e o telefone, você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail?

Dr. Marcelo Amato: Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para eventualmente se eu consegui ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação eu já fico satisfeito.

Taty Ades: Com certeza ajudou muito.

Dr. Marcelo Amato: Então...

Taty Ades: Então, o contato é o...

Dr. Marcelo Amato: Do site...

Taty Ades: Do site que está passando, está ‘joia’, muito obrigada.

Dr. Marcelo Amato: Imagina, eu que agradeço.

Taty Ades: Mau, mais uma vez obrigada.

JB Oliveira: Obrigado, estamos aqui.

Taty Ades: Sempre ajudando aqui.

JB Oliveira: Obrigado doutor, você me ajudou muito hoje.

Taty Ades: ‘Gente’ a semana que vem a gente vai receber.... vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para gente essa experiência tão dolorosa e a superação como é que foi para ela superar, ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem, um beijo muito grande, até lá.

Fim da transcrição.

colunavideoentrevistalaser
Categorias: Medicina

Problemas da Coluna

qui, 10/15/2015 - 10:21

Muitas pessoas se surpreendem ao serem encaminhadas para o Neurocirurgião quando estão com algum problema na coluna, especialmente para hérnias de disco. É bem comum o paciente procurar o ortopedista quando sente alguma dor na lombar, nas costas ou no ciático e, posteriormente são encaminhadas para o neurocirurgião. A coluna vertebral protege a medula e as raízes nervosas, estas comunicam o encéfalo com o resto do corpo. Assim como o neurocirurgião trata de doenças do crânio que atingem o encéfalo, trata também de doenças da coluna que podem ou não afetar as estruturas nervosas.

 

Leia mais sobre os problemas da coluna em:

 

Evolução ou Involução

 

Dor Lombar

 

Dor Cervical

 

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

 

Protrusão de Disco

 

Hérnia de Disco

 

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Fratura osteoporótica

 

Hemangioma de corpo vertebral

 

Procedimentos e Cirurgias:

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Bloqueios e Infiltrações para Dor na Coluna

Tratamento da Coluna por Radiofrequência

Cirurgia de Hérnia de Disco Cervical

Cirurgia de Artrodese da Coluna

Hérnia de Disco a Laser

Implante de Neuroestimulador para Dores Intratáveis

Cirurgia de Implantação de Espaçador Interespinhoso para Estenose de Canal lombar

Tags: colunaespecialista em colunaespondilolistesecervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunalombalgianervo ciáticodor na coluna
Categorias: Medicina

Problemas da Coluna

qui, 10/15/2015 - 10:21

Muitas pessoas se surpreendem ao serem encaminhadas para o Neurocirurgião quando estão com algum problema na coluna, especialmente para hérnias de disco. É bem comum o paciente procurar o ortopedista quando sente alguma dor na lombar, nas costas ou no ciático e, posteriormente são encaminhadas para o neurocirurgião. A coluna vertebral protege a medula e as raízes nervosas, estas comunicam o encéfalo com o resto do corpo. Assim como o neurocirurgião trata de doenças do crânio que atingem o encéfalo, trata também de doenças da coluna que podem ou não afetar as estruturas nervosas.

 

Leia mais sobre os problemas da coluna em:

 

Evolução ou Involução

 

Dor Lombar

 

Dor Cervical

 

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

 

Protrusão de Disco

 

Hérnia de Disco

 

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Fratura osteoporótica

 

Hemangioma de corpo vertebral

 

Procedimentos e Cirurgias:

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Bloqueios e Infiltrações para Dor na Coluna

Tratamento da Coluna por Radiofrequência

Cirurgia de Hérnia de Disco Cervical

Cirurgia de Artrodese da Coluna

Hérnia de Disco a Laser

Implante de Neuroestimulador para Dores Intratáveis

Cirurgia de Implantação de Espaçador Interespinhoso para Estenose de Canal lombar

Tags: colunaespecialista em colunaespondilolistesecervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunalombalgianervo ciáticodor na coluna
Categorias: Medicina

Neurocirurgia Pediátrica

seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

neurocirurgia pediátricaneurocirurgião de criançasneuropediatrianeurocirurgião pediatrahidrocefaliamielomeningocelemeningoencefaloceleneurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebralcranioestenosecraniossinostosecraniosinostosedisrafismolipomaendoscopia cerebralescafocefaliabraquicefaliaplagiocefaliaapelidobullyingcabeçacriança
Categorias: Medicina

Neurocirurgia Pediátrica

seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

neurocirurgia pediátricaneurocirurgião de criançasneuropediatrianeurocirurgião pediatrahidrocefaliamielomeningocelemeningoencefaloceleneurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebralcranioestenosecraniossinostosecraniosinostosedisrafismolipomaendoscopia cerebralescafocefaliabraquicefaliaplagiocefaliaapelidobullyingcabeçacriança
Categorias: Medicina

Cirurgia cerebral minimamente invasiva

seg, 08/03/2015 - 22:18

As cirurgias cranianas são essenciais para o tratamento de diversas doenças neurocirúrgicas, entre elas estão os tumores intracranianos, hidrocefalia, aneurismas cerebrais, traumatismo crânio-encefálico e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos. 

O avanço tecnológico para a cirurgia minimamente invasiva cerebral envolve utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, o endoscópio, o neuronavegador, a monitorização neurofisiológica, a ressonância intraoperatória, entre outros. O objetivo é a máxima preservação da anatomia com mínima agressão ao organismo.

 

Entre estes procedimentos destacamos a neuroendoscopia. Os temas abaixo podem ser acessados para maiores informações:

- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

Técnicas modernas para a cirurgia craniana também estão presentes em:

- tratamento dos aneurismas cerebrais

- reconstrução de falhas ósseas cranianas

 

 

Leia mais sobre as doenças neurocirúrgica em:

- Tumores Intracranianos

- Meningioma

- Cisto Aracnóide

- Hidrocefalia de Pressão Normal

- Neuralgia do Trigêmeo

- Malformação de Arnold-Chiari Tipo 1

- Dor Crônica

- Neurocisticercose

- Pseudotumor Cerebral

- Angioma Cavernoso

 

 

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiaendoscopia cerebralcirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Cirurgia cerebral minimamente invasiva

seg, 08/03/2015 - 22:18

As cirurgias cranianas são essenciais para o tratamento de diversas doenças neurocirúrgicas, entre elas estão os tumores intracranianos, hidrocefalia, aneurismas cerebrais, traumatismo crânio-encefálico e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos. 

O avanço tecnológico para a cirurgia minimamente invasiva cerebral envolve utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, o endoscópio, o neuronavegador, a monitorização neurofisiológica, a ressonância intraoperatória, entre outros. O objetivo é a máxima preservação da anatomia com mínima agressão ao organismo.

 

Entre estes procedimentos destacamos a neuroendoscopia. Os temas abaixo podem ser acessados para maiores informações:

- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

Técnicas modernas para a cirurgia craniana também estão presentes em:

- tratamento dos aneurismas cerebrais

- reconstrução de falhas ósseas cranianas

 

 

Leia mais sobre as doenças neurocirúrgica em:

- Tumores Intracranianos

- Meningioma

- Cisto Aracnóide

- Hidrocefalia de Pressão Normal

- Neuralgia do Trigêmeo

- Malformação de Arnold-Chiari Tipo 1

- Dor Crônica

- Neurocisticercose

- Pseudotumor Cerebral

- Angioma Cavernoso

 

 

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiaendoscopia cerebralcirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Hérnia de Disco a Laser

ter, 07/21/2015 - 21:58
Descompressão percutânea de disco intervertebral a Laser

É um procedimento minimamente invasivo para tratamento da coluna, particularmente das hérnias de disco.

Procedimentos envolvendo a descompressão percutânea (através da pele) de disco destinam-se a aliviar a pressão intradiscal e eliminar os sintomas associados a compressão de estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente. Sinônimos: discectomia percutânea a laser, descompressão percutânea de disco a laser, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea a laser, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser. 

 

Para quem este procedimento está indicado?

Pacientes que apresentem dor na coluna, com ou sem irradiação para extremidades, que corresponda a presença de hérnia de disco confirmada por diagnóstico radiológico (ressonância magnética) e que não melhora com o tratamento conservador (medicamentos e fisioterapia).

 

Como o procedimento funciona?

A descompressão percutânea do laser não faz a remoção de material do disco. A técnica produz, de maneira assistida por imagem (radioscopia, Arco-C), a redução da presão intradiscal através de vaporização do núcleo pulposo. Ou seja, através da absorção da energia do laser por certo volume da porção nuclear do disco, promove a cirurgia promove o retorno da porção discal herniada em direção ao centro do mesmo devido ao gradiente de pressão gerado. 

O Laser pode ainda ser utilizado em conjunto com o endoscópio para auxiliar no tratamento das hérnias de disco, em que o laser isoladamente não trará benefício. 

 

Quais as vantagens deste procedimento?

O procedimento pode ser realizado com anestesia local e leve sedação. Como o acesso ao disco é realizado através de agulha, há menos risco de sangramento, o tempo operatório é mais curto, a cicatrização é mais rápida, o tempo de recuperação é mais rápido e há menos dor no pós-operatório quando comparado com a técnica microcirúrgica. 

 

Como o procedimento é realizado?

Após anestesia da pele, uma agulha de 18G é introduzida através da pele, até o centro do núcleo pulposo, com o auxílio do intensificador de imagem (Arco-C). Retira-se o mandril da agulho e introduz-se a fibra óptica que vai transportar o raio laser aé o centro do disco. É calculada uma quantidade adequada de energia com comprimento de onda certo para causar a vaporização do núcleo pulposo. Depois de poucos minutos, o paciente já apresenta os benefícios da redução da pressão intradiscal.

 

Se existe há tanto tempo, por quê esta técnica não substituiu totalmente a técnica convencional?

Esta técnica é utilizada nos EUA, Europa e Japão há muito tempo. Está aprovada pelo FDA desde 1993. No entanto, vem sendo considerada uma técnica experimental pela ausência de estudos que comprovassem sua eficácia. Em 2006, um estudo comparou 500 casos operados pela técnica convencional e 500 operados com a técnica a laser. O estudo mostrou que não há inferioridade da técnica a laser no que diz respeito a melhora da dor e, se forem levadas em conta as vantagens de ser uma técnica minimamente invasiva, o procedimento deve ser considerado como técnica válida e de extrema importância para a população.

 

Qualquer tipo de hérnia de disco pode ser tratada com a discectomia percutânea a laser?

Hérnias de disco com sequestramento ou seja, com a presença de fragmentos livres vistos na Ressonância não devem ser tratadas com esta técnica. Hérnias estrusas podem ter benefício da técnica, mas o procedimento apresenta maior eficácia em hérnias de disco contidas, também chamadas de protrusão, abaulamento ou bulging discal.

 

Após o procedimento, posso ir embora no mesmo dia? Quanto tempo precisarei ficar em repouso?

procedimento é realizado em esquema de day hospital, ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia. Recomenda-se o repouso em casa por 1 semana, e retorno as atividades após esse período, desde que o trabalho não exija esforço físico.

 

 

Referências:

 

Mancini MW, Lopes LA. Aspectos Gerais da Técnica de Descompressão Percutânea de Disco a Laser. Nupen.

Task GP. Comparison of Results of 500 Microdiscectomies and 500 Percutaneous Laser Disc Decompression Procedures for Lumbar Disc Herniation. 2006.

Choy DSJ. Percutaneous Laser Disc Decompression. A 17-Year Experience. 2004

cirurgia laser hernia discalhérnia de discohernia de disco a laserlaserpldddiscectomia percutânea a laserdescompressão percutânea de disco a lasernucleoplastia percutânea a lasernucleólise percutânea a laserdescompressão assistida a laseranuloplastia a lasercirurgia de coluna a laserneurocirurgia a laser
Categorias: Medicina

Hérnia de Disco a Laser

ter, 07/21/2015 - 21:58
Descompressão percutânea de disco intervertebral a Laser

É um procedimento minimamente invasivo para tratamento da coluna, particularmente das hérnias de disco.

Procedimentos envolvendo a descompressão percutânea (através da pele) de disco destinam-se a aliviar a pressão intradiscal e eliminar os sintomas associados a compressão de estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente. Sinônimos: discectomia percutânea a laser, descompressão percutânea de disco a laser, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea a laser, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser. 

 

Para quem este procedimento está indicado?

Pacientes que apresentem dor na coluna, com ou sem irradiação para extremidades, que corresponda a presença de hérnia de disco confirmada por diagnóstico radiológico (ressonância magnética) e que não melhora com o tratamento conservador (medicamentos e fisioterapia).

 

Como o procedimento funciona?

A descompressão percutânea do laser não faz a remoção de material do disco. A técnica produz, de maneira assistida por imagem (radioscopia, Arco-C), a redução da presão intradiscal através de vaporização do núcleo pulposo. Ou seja, através da absorção da energia do laser por certo volume da porção nuclear do disco, promove a cirurgia promove o retorno da porção discal herniada em direção ao centro do mesmo devido ao gradiente de pressão gerado. 

O Laser pode ainda ser utilizado em conjunto com o endoscópio para auxiliar no tratamento das hérnias de disco, em que o laser isoladamente não trará benefício. 

 

Quais as vantagens deste procedimento?

O procedimento pode ser realizado com anestesia local e leve sedação. Como o acesso ao disco é realizado através de agulha, há menos risco de sangramento, o tempo operatório é mais curto, a cicatrização é mais rápida, o tempo de recuperação é mais rápido e há menos dor no pós-operatório quando comparado com a técnica microcirúrgica. 

 

Como o procedimento é realizado?

Após anestesia da pele, uma agulha de 18G é introduzida através da pele, até o centro do núcleo pulposo, com o auxílio do intensificador de imagem (Arco-C). Retira-se o mandril da agulho e introduz-se a fibra óptica que vai transportar o raio laser aé o centro do disco. É calculada uma quantidade adequada de energia com comprimento de onda certo para causar a vaporização do núcleo pulposo. Depois de poucos minutos, o paciente já apresenta os benefícios da redução da pressão intradiscal.

 

Se existe há tanto tempo, por quê esta técnica não substituiu totalmente a técnica convencional?

Esta técnica é utilizada nos EUA, Europa e Japão há muito tempo. Está aprovada pelo FDA desde 1993. No entanto, vem sendo considerada uma técnica experimental pela ausência de estudos que comprovassem sua eficácia. Em 2014, um estudo comparou 500 casos operados pela técnica convencional e 500 operados com a técnica a laser. O estudo mostrou que não há inferioridade da técnica a laser no que diz respeito a melhora da dor e, se forem levadas em conta as vantagens de ser uma técnica minimamente invasiva, o procedimento deve ser considerado como técnica válida e de extrema importância para a população.

 

Qualquer tipo de hérnia de disco pode ser tratada com a discectomia percutânea a laser?

Hérnias de disco com sequestramento ou seja, com a presença de fragmentos livres vistos na Ressonância não devem ser tratadas com esta técnica. Hérnias estrusas podem ter benefício da técnica, mas o procedimento apresenta maior eficácia em hérnias de disco contidas, também chamadas de protrusão, abaulamento ou bulging discal.

 

Após o procedimento, posso ir embora no mesmo dia? Quanto tempo precisarei ficar em repouso?

procedimento é realizado em esquema de day hospital, ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia. Recomenda-se o repouso em casa por 1 semana, e retorno as atividades após esse período, desde que o trabalho não exija esforço físico.

 

 

Referências:

 

Mancini MW, Lopes LA. Aspectos Gerais da Técnica de Descompressão Percutânea de Disco a Laser. Nupen.

Task GP. Comparison of Results of 500 Microdiscectomies and 500 Percutaneous Laser Disc Decompression Procedures for Lumbar Disc Herniation. 2006.

Choy DSJ. Percutaneous Laser Disc Decompression. A 17-Year Experience. 2004

hérnia de discohernia de disco a laserlaserpldddiscectomia percutânea a laserdescompressão percutânea de disco a lasernucleoplastia percutânea a lasernucleólise percutânea a laserdescompressão assistida a laseranuloplastia a lasercirurgia de coluna a laserneurocirurgia a laser
Categorias: Medicina

Mielomeningocele - Tratamento Cirúrgico

ter, 07/14/2015 - 20:34
Cirurgia fetal ou após o nascimento?

A mielomeningocele é um defeito congênito da coluna e medula espinhal resultante do fechamento incompleto durante a 4a semana de gestação. O espectro e a gravidade das deformidades, assim como os déficits neurológicos, dependem do nível da lesão. Em geral, lesões mais altas como na coluna torácica, apresentam maior comprometimento neurológico. E, lesões mais baixas, lombo-sacrais, apresentam menos complicações. Na maioria dos casos a mielomeningocele é associada a hidrocefalia, herniação cerebral, comprometimento cognitivo e motor, disfunções do intestino e da bexiga. Aproximadamente 85% das crianças com mielomeningocele vão precisar de uma derivação ventricular ou de endoscopia cerebral logo após o nascimento. 75% terão quoeficiente de inteligência superior a 80 e a presença de hidrocefalia não muda esta estatística. Metade das crianças irá apresentar algum tipo de atraso no aprendizado. 

Pacientes com o diagnóstico intraútero de mielomeningocele necessitam de um acompanhamento multidisciplinar e multiprofissional com a participação do neurocirurgião, do obstetra, do cirurgião pediátrico, do ultrassonografista, do psicólogo, do assistente social e do enfermeiro.

 

Qual a vantagem do tratamento intraútero da mielomeningocele?

Os estudos para aprimorar o tratamento desta condição iniciaram utilizando modelos experimentais em animais na década de 1980, partindo do princípio que a correção intraútero, reduziria a exposição do tubo neural ao ambiente intrauterino que causaria traumatismo secundário à medula espinhal. É importante ressaltar que as conseqüências da doença são secundárias a um erro embriológico que não é possível alterar; o que esta técnica vem tentando mostrar é que existiria um mecanismo associado de lesão neurológica pela exposição do tecido neural durante a gestação.

 

Então, quais são os reais benefícios do tratamento intra-uterino da mielomeningocele?

Os estudos atuais têm mostrado que para um grupo específico de pacientes, a correção intrauterina pode reduzir a necessidade de colocação de válvula (tratamento cirúrgico da hidrocefalia), reduzindo a incidência e complicações da síndrome de Arnold-Chiari II, que costuma acompanhar a mielomeningocele. 

 

Mas não existe risco para o feto, por ter que passar por uma cirurgia ainda muito pequeno? E ainda acrescentaria risco à mãe?

Sim, existe risco considerável de trabalho de parto prematuro e ruptura prematura de membranas. Portanto, uma abordagem em equipe é essencial para uma cirurgia fetal bem sucedida. E precisa ficar claro que a cirurgia fetal para mielomeningocele NÃO resulta em CURA. Além disso, cirurgias fetais em geral, são os únicos procedimentos cirúrgicos que podem resultar em 200% de mortalidade, pois em um único procedimento, 2 vidas estão envolvidas. 

 

Para quais pacientes a técnica está indicada?

Não existe um protocolo bem definido, pois a técnica ainda está em evolução e, estudos futuros podem mudar tanto as indicações quanto detalhes da técnica cirúrgica. De qualquer forma, parece que um certo grupo de pacientes apresenta maior benefício desta técnica e, portanto, os riscos envolvidos seram compensados pelos potenciais benefícios: fetos com tamanho ventricular menor do que 14mm no momento da cirurgia, entre 20-25 semanas de gestação, com defeitos situados abaixo de L3-L4, com mielomeningocele como malformação isolada e ausência de anomalias cromossômica, tendo como critérios de exclusão a primiparidade e fetos com lesão abaixo de S1.

 

Qual a diferença da técnica convencional?

A técnica convencional é muito semelhante, porém é realizada após o nascimento da criança, geralmente nas primeiras 24-48h e, obviamente não necessita de laparotomia e histerotomia (cirurgia abdominal) realizadas na mãe para o tratamento fetal.

 

 

OBS:  a equipe Neurocirurgia.com, sediada no Instituto Amato, não realiza a cirurgia fetal de mielomeningocele pela ausência de equipe multidisciplinar completa para o seguimento dessas mães. No entanto, realiza a cirurgia pós-natal de mielomeningocele, assim como os tratamentos cirúrgicos de hidrocefalia e seguimento neurocirúrgico das crianças com mielomeningocele. As mães com evidente benefício da técnica intrauterina serão devidamente encaminhadas.

 

Referências

 

Zambelli, Helder. Cirurgia Fetal na MIelomeningocele. Em Oliveira, RS e Machado, HR. Neurocirurgia Pediátrica. Fundamentos e Estratégias. DiLivros 2009.

NaliN Gupta, et al. Open fetal surgery for myelomeningocele. J Neurosurg Pediatrics 9:026050–027003, 2012 

Kelly A. Bennett, et al. Reducing perinatal complications and preterm delivery for patients undergoing in utero closure of fetal myelomeningocele: further modifications to the multidisciplinary surgical technique. J Neurosurg Pediatrics 14:108–114, 2014

mielomeningocelecirurgia fetalcirurgia intraúterocirurgia intrauterinadisrafismo espinhalespinha bífidameningocelehidrocefaliaventriculostomia endoscópicaendoscopia cerebralcirurgia minimamente invasiva
Categorias: Medicina

Espondilolistese

sab, 06/20/2015 - 19:43
O que é espondilolistese?

     Espondilolistese, do grego spondilos, vértebra, e olisthesis, luxação, é o escorregamento ou a luxação de um corpo vertebral sobre o outro. Representa uma forma relativamente frequente de instabilidade da coluna vertebral, atingindo cerca de 5% da população geral. Na maioria das vezes são bem toleradas com o tratamento clínico ou apenas o seguimento, mas alguns casos podem precisar de cirurgia.

     O tipo mais frequente de espondilolistese é a ístmica, em que há lesão na porção interarticular, que pode estar fraturada (espondilólise) ou alongada. Acredita-se que seja decorrente de múltiplos processos de microfraturas e consolidações, que alteram a morfologia das vértebras, tornando-a mais alongada. Outros tipos são as congênitas ou displásicas, degenerativa, pós-traumática e patológica.

     A gravidade da situação é medida através do grau da listese. Um escorregamento de até 25% representa o grau I, de 25 a 50% grau II e assim por diante.

     O diagnóstico pode ser feito com RaioX simples, mas a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética fornecem informações relevantes para instituir o tratamento.

     O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

 

Referência:

Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

Braga FM, Melo PMP. Neurocirurgia. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. UNIFESP / Escola Paulista de Medicina. Manole 2005.

espondilolisteseespondilolistese grau 1listeselistese grau 1espondilolistese tratamento cirúrgicocirurgia para listeseespondilolistese grau 2espondilolistese ístmicalistese ístmicafratura vertebralartrodese da colunafixação da colunaespecialista espondilolistesehérnia de discoprotrusão de discoprotrusão fiscalabaulamento de discoabaulamento discalbico de papagaiohernia de disco tem curanervo ciáticodor no nervo ciáticosintomas da hernia de discocirurgia de colunacirurgia pra hernia de discocirurgia pra protrusão discalcirurgia para abaulamento de discocirurgia para abaulamento discalcirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia minimamente invasiva pra hernia de discocirurgia endoscópica da colunafisioterapia para colunaminimamente invasivoostreófitoshipertrofia facetáriaesclerose subcondralModick 1Modick 2
Categorias: Medicina

Hérnia de Disco

sab, 06/20/2015 - 19:26

     A parte óssea da coluna vertebral é composta pelas vértebras.  No interior das vértebra existe um canal, por onde passa a medula espinhal e as raízes nervosas.  Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, que são estruturas cilíndricas, formadas por um anel (ânulo) fibroso na parte mais externa e uma porção mais gelatinosa (núcleo pulposo) no interior. A função destes discos é amortecer o impacto, absorver os choques, e evitar o atrito entre uma vértebra e outra.

     Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado. Nessas situações podem ocorrer  as hérnias de disco, ou seja, parte dos discos sai da posição normal e comprime a medula ou raizes nervosas. O problema é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. Além disso a região torácica é menos móvel e mais firme pela presença da caixa torácica.
     As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão nervosa.

O que causa a hernia de disco?
     Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, do sedentarismo e do tabagismo. O esforço físico inadequado, como carregar ou levantar muito peso, também pode comprometer a integridade do sistema ósteo-muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais. Atividades físicas de alto impacto, competitivas e que envolvam movimentos bruscos, se não forem acompanhadas de um preparo físico adequado também podem prejudicar a boa saúde da coluna. Má postura e obesidade também são fatores de risco.

Quais são os sintomas?
     A hérnia de disco pode ser assintomática. Esse é um dado muito importante, pois atualmente realiza-se muitos exames de imagem como Ressonâncias e Tomografias, e é muito comum a presença de hernias de disco que não são diretamente responsáveis pelos sintomas do paciente, no entanto este fica preocupado com o laudo e pode passar a tomar medidas que acabem prejudicando mais ainda a saúde da coluna, como por exemplo, a suspensão de atividades físicas. Após os 50 anos, 30% das pessoas apresentam alguma forma assintomática desse tipo de problema na coluna.
     A hernia de disco aguda pode provocar dor intensa nas costas, ou quando há compressão nervosa, a dor pode irradiar para a região correspondente ao nervo que foi atingido, a perna na região lombar e o braço na região cervical. Outros sintomas que podem estar associados à dor são parestesias (formigamento, dormência, anestesia) e paresias (fraqueza muscular), principalmente para movimentar o pé nos casos das hérnias lombares, e para movimentar o braço ou mãos nas hérnias cervicais.
     Uma compressão da medula espinhal na região cervical pode levar a estes sintomas em todos os membros, assim como espasmos, rigidez e dificuldade para caminhar.

Como é feito o diagnóstico?
     A suspeita diagnóstica parte da avaliação clínica, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como o Raio-X, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM) ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

Qual é o melhor tratamento pra hérnia de disco?
     Em algumas situações o tratamento cirúrgico deve ser considerado de maneira urgente: perda de força progressiva, dor incapacitante e refratária aos medicamentos realizados no hospital, síndrome de cauda equina (perda de sensibilidade na região genital e membros inferiores associada a perda de força) e síndrome de compressão medular.
    No entanto, na maioria das vezes, as hérnias de disco lombares costumam resolver com o tratamento clínico: analgésicos e antiinflamatórios, repouso e sessões de fisioterapia e acupuntura. Geralmente 90% dos pacientes retornam às suas atividades após um mês. O repouso absoluto não deve ser superior a 2 dias, a não ser que o médico tenha assim orientado, pois causa enfraquecimento da musculatura sustentadora da coluna.
     As hérnias de disco na coluna cervical também podem ser tratadas conservadoramente ou cirurgicamente, considerando a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia é indicada quando o paciente apresenta alguma disfunção neurológica grave como perda de força progressiva ou quando não melhora com o tratamento clínico.

O que posso fazer para prevenir esse problema?
     O principal é adquirir hábitos saudáveis de vida como prática regular de atividade física,exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura abdominal e paravertebral, assim como postura correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna. Veja os links: "Evolução ou involução?", "Dor Cervical" e "Dor Lombar".

Outras recomendações:
- manter uma boa postura em todas as posições do dia-a-dia: pra dormir, sentar, ficar em pé ou praticar atividade física
- qualquer coisa em excesso é ruim para saúde, evite, excesso de peso, de bebidas alcoólicas, de exercícios físicos, de cigarro..
- informe-se sobre a atividade física que melhor se adapta a sua faixa etária e problema de saúde
- siga as recomendações do neurocirurgião após a cirurgia, para evitar que nova hérniase forme naquele ou em outro local
 

hérnia de discobico de papagaiotem curanervo ciáticocirurgia de colunasintomascirurgiafisioterapiaminimamente invasivonucleoplastia
Categorias: Medicina

Protrusão de Disco

sab, 06/20/2015 - 19:20
Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de DiscoDor LombarHérnia de Disco Cervical - Tratamento CirúrgicoCirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

hérnia de discoprotrusão de discoprotrusão discalabaulamento de discoabaulamento discalbico de papagaiohernia de disco tem curanervo ciáticodor no nervo ciáticosintomas da hernia de discocirurgia de colunacirurgia pra hernia de discocirurgia pra protrusão discalcirurgia para abaulamento de discocirurgia para abaulamento discalcirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia minimamente invasiva pra hernia de discocirurgia endoscópica da colunafisioterapia para colunaminimamente invasivoostreófitoshipertrofia facetáriaesclerose subcondralModick 1Modick 2
Categorias: Medicina

Dor Cervical

sab, 06/20/2015 - 18:02

O que você precisa saber sobre cervicalgia, torcicolo, dor cevical ou nucalgia?

     A cabeça e a região do pescoço estão vulneráveis a muitos tipos diferentes de stress: postura inadequada, traumatismos, doenças da idade como desgaste ou artrite, disfunções da mordida e muitas outras causas. Atividades aparentemente inócuas como ler na cama ou mascar chiclete podem causar dor se realizadas incorretamente ou na presença de alguma disfunção. Como podemos evitar esses potenciais problemas? E se não pudermos evitar, como podemos nos recuperar o mais rápido possível?

     A dor cervical é muito comum e geralmente auto-limitada, os sintomas costumam melhorar em poucos dias ou semanas. Os casos que não resolvem em 2 meses viram problemas crônicos e além da dor podem resultar em perda de função como redução da amplitude de movimento, deformidades e em casos mais graves fraqueza e redução da sensibilidade dos membros. O médico deve ser procurado se o paciente apresentar qualquer sinal de alerta ou se tiver qualquer dúvida. Descartando necessidade de tratamento cirúrgico há a introdução do tratamento clínico e fisioterápico. A fisioterapia pode ajudar a recuperar função mais rapidamente e ensinar novos hábitos para reduzir o risco de mais dor ou mais injúria.
 

     Sinais de alerta
- traumatismo (acidentes)
- dor aguda não relacionada a trauma
- dor intensa
- dor noturna
- fraqueza nos braços ou nas pernas
- formigamento ou diminuição da sensibilidade nos braços ou nas pernas
- associação com outros sintomas: febre, perda de peso, cansaço.
 

Anatomia da região cervical

    A região mais flexível da coluna é a cervical que consiste de 7 vértebras, discos intervertebrais entre elas que são responsáveis por absorver o impacto, músculos e ligamentos que ajudam a manter a coluna no lugar (Figura). Na parte superior há a conexão da coluna cervical com a base do crânio. A medula espinhal, responsável por mandar impulsos nervosos do cérebro para toda parte do corpo, ocupa o canal vertebral que fica no centro de cada vértebra desde a região cervical até a lombar. As raízes nervosas provenientes da medula cervical saem do canal vertebral pelo forame intervertebral e se distribuem para o pescoço, braços e mãos, por causa disso, dor ou outros sintomas nos braços é motivo para rastrear problema na coluna cervical. E a possibilidade de lesão da medula na região cervical pode trazer problemas não só para os braços, mas também para o tronco e membros inferiores.

Possíveis causas de cervicalgia e cefaléia
 

     Uma das causas mais comuns de dor cervical e algumas vezes cefaléia é postura inadequada e que chamamos de cervicalgia postural. É fácil adquirir hábitos posturais ruins sem ao menos se conscientizar disso.
     A regra básica é simples: mantenha o pescoço em posição neutra sempre que possível. Em outras palavras, não curve o pescoço para frente e nem para trás por períodos muito longos. Também tente não ficar sentado em uma mesma posição por muito tempo, se for necessário, certifique-se de que a postura está adequada: cabeça em posição neutra, costas com apoio, joelhos ligeiramente abaixo do quadril e com os braços apoiados.

      Ler na cama pode causar tensão cervical, principalmente se estiver sem apoio, flexionando a cabeça e tentando manter os braços pra frente para segurar o livro (Figura). Se você lê na cama, considere adquirir um produto específico para este propósito como um travesseiro triangular ou uma mini-mesa portátil. Finalmente, lembre-se de não ficar em uma mesma posição por muito tempo, nossos corpos foram feitos para se movimentar.

      A posição de dormir é outra fonte possível de problemas cervicais (Figura). O seu travesseiro o força a dormir com o pescoço em um ângulo, seja ele muito alto ou muito baixo? Se sim, deve-se investir em um novo travesseiro que deixe a cabeça alinhada com a coluna e esta, paralela à cama. Deve-se certificar que o espaço entre a parte de trás do pescoço e a cama esteja preenchido por um travesseiro de maneira que o pescoço fique relaxado em posição neutra. Peça para alguém observar o alinhamento da coluna por trás se você dorme de lado ou pelo lado se você dorme de costas. Não durma de bruços, esta posição coloca grande pressão sobre o pescoço. Travesseiros de pena são geralmente melhor que os de espuma; eles se ajustam facilmente ao formato da cabeça. Não use muitos travesseiros. Lembre-se também que travesseiros não duram para sempre e depois de alguns anos, travesseiros tendem a diminuir e precisam ser substituídos. Além disso, uma cama que não ofereça suporte suficiente para as costas também pode ser uma fonte de desconforto cervical.

Algumas outras dicas para evitar tensão cervical e dor:

      Tente fazer exercícios de alongamento antes de dormir e logo ao acordar.

     A regra da posição neutra também vale para pessoas que passam muito tempo trabalhando em computadores (Figura). Novamente, não flexione o pescoço para frente. Ajuste a mesa, monitor e cadeira para uma altura confortável, para que o monitor fique na altura dos olhos e os joelhos ligeiramente abaixo do quadril. Um apoio para os pés pode ajudar a manter a posição correta. Sente perto suficiente do monitor para que não tenha que flexionar a cabeça para poder ver melhor. Use o apoio de braços, deixá-los suspensos força a musculatura cervical. Use os óculos se necessário. Consulte um profissional capacitado para encontrar a posição que é correta para você.

      Muitos se prepararam adequadamente para trabalhar em computadores (desktops) preocupando-se da maneira correta com a postura, daí recentemente houve o grande "boom" dos laptops e novamente a postura tornou-se um grande problema para a população.

     Laptops sobre a cama, sobre o colo e mesmo sobre a mesa são um perigo para a saúde da coluna. É importante lembrar que é essencial que o monitor esteja na mesma altura os olhos para evitar a deflexão da coluna e o sofrimento das estruturas cervicais. Para isso existem dispositivos, suportes que elevam o laptop deixando-o em uma posição aceitável (Figura)

      A posição neutra também deve ser encontrada ao se dirigir um carro. Ajuste o assento para que fique perto suficiente dos pedais e que não seja preciso trazer o pescoço para frente. Levante o banco o suficiente para que não haja extensão excessiva da coluna. O punhos devem estar no nível do volante quando os braços estiverem esticados para trazer conforto e segurança ao dirigir e apoios de braço devem ser utilizados quando possível

Maneira correta de levantar peso

     Outra causa de dor cervical é técnica incorreta para levantar peso. As pessoas sempre pensam na região lombar como área de risco, mas a região cervical é tão vulnerável quanto. Segue-se a maneira correta de se levantar peso:
- fique com a coluna reta, perto do objeto
- agache-se sobre o quadril e joelhos, mantendo as costas em posição neutra e a cabeça e ombros para cima
- agarre firmemente o objeto e levante com os músculos do quadril e da perna
- mantenha o objeto próximo ao corpo. Seu quadril e pernas absorvem a maior parte do peso, e mantendo-se próximo ao objeto coloca-se menos tensão nas costas e pescoço.
- os pés devem estar posicionados na mesma distância dos ombros, com um pé ligeiramente a frente do outro.

     Além disso, você pode perceber que colocando um pé a frente e um pé atrás deve facilitar o levantamento de um objeto, mas do que a posição de cócoras.

Evitando tensão cervical

     Evite carregar itens em um só ombro por muito tempo. Para tal, mochilas com 2 alças são adequadas por distribuírem melhor o peso a ser carregado.
     Evite carregar itens muito pesados. Para tal, uma mochila com rodinhas e alça retrátil pode resolver o problema.
     Preste atenção quando estiver ao telefone, principalmente se estiver falando e realizando outras atividades simultaneamente, isso pode trazer problemas cervicais. Algumas pessoas têm o hábito de espremer o telefone entre o ombro e o pescoço (Figura), isso não só trás tensão à região cervical, mas por um período longo pode levar à compressão das raízes nervosas no forame intervertebral por uma protusão discal por exemplo. Se você passa um período longo do dia no telefone, talvez seja interessante adquirir um produto específico tipo headset, atualmente a disponibilidade destes dispositivos sem fio e comunicação bluetooth ou wireless aumentou bastante.
 

Disfunções da articulação têmporo-mandibular (DATM)

     A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oclusão dentária, rangem os dentes, utilizam a articulação de maneira inadequada ou apresentam outras doenças. Como o pescoço e a ATM estão diretamente relacionadas, a DATM pode causar cervicalgia e vice-versa. Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, o que resulta em dor cervical. Em alguns casos o dentista deve criar um dispositivo oral que permita a articulação repousar e permite finalizar o tratamento da cervicalgia associada. O fisioterapeuta também pode ajudar a minimzar a dor na mandíula através de um programa de exercícios especial.
 

Enxaqueca e outros tipos de dor de cabeça

     A verdadeira enxaqueca geralmente não tem relação com cervicalgias. No entanto, alguns tipos de dores de cabeça podem se apresentar com sintomas semelhante e na verdade serem secundários a problemas cervicais. Os sintomas típicos de enxaqueca são: dor latejante, unilateral, de forte intensidade e duração, náusea ou vômitos, intolerância à luz e som, piora com exercícios.
     Repare se existe dor cervical associado à sua dor de cabeça. Seguir as medidas preventivas aqui citadas não fará mal se você realmente tiver enxaqueca., no entanto não deixe de procurar um profissional capacitado que possa orientar o melhor tratamento.
     A maioria das pessoas sabe por experiência própria que stress emocional pode causar dor de cabeça. Essas dores de cabeça simples podem ser tratadas de várias maneiras, desde medicações analgésicas simples a psicoterapia. A maioria dessas dores melhora espontaneamente; no entanto, se a dor for persistente ou recorrente procure um médico especialista e certifique-se de que tensão cervical, má postura, ou tensão ocular não sejam as causas iniciais. A tensão muscular na parte posterior do pescoço pode irritar alguns nervos da cabeça causando a dor. este problema pode ser tratado com medicamentos, fisioterapia e até pequenas infiltrações que são realizadas no próprio consultório.

Osteoartrite

     É a inflamação das articulações causada por desgaste devido ao uso. Todos nós apresentamos um certo grau de osteoartrite enquanto envelhecemos, mas esta condição também ocorre em jovens que apresentam predisposição à este tipo de doenças ou por lesões repetidas. A osteoartrite do pescoço ou espondilose é caracterizada por rigidez, limitação de movimento e disfunção neurológica nos casos mais graves.
     Fisioterapia pode ajudar no tratamento da osteoartrite através da hidroterapia, exercícios específicos, alongamento, massagem e outras técnicas terapêuticas, levando gentilmente e vagarosamente a uma melhora da rigidez e aumento da amplitude de movimento.

Lesão em chicote
 

     É uma movimentação brusca e violenta do pescoço para trás e para frente e é provavelmente a maior causa de lesão traumática da região cervical. Freqüentemente associada a acidentes automobilísticos, embora possa ocorrer em outras situações. Em casos agudos um colar cervical pode ser apropriado para descansar o pescoço e melhorar a inflamação. A fisioterapia nesta situação deve ser indicada de maneira cautelosa por um especialista, mas é instrumento importante para ajudar a recuperar força, função e amplitude de movimento.
 

É somente uma dor cervical?

     Dores cervicais podem vir acompanhadas de dores nos braços porque os nervos provenientes da região cervical inervam todas a região dos braços e mãos. Algumas vezes é difícil descobrir a real origem da dor.
     Outros sintomas nos braços além da dor, incluem falta de sensibilidade, formigamento, fraqueza. Esses sintomas podem ser confundidos com síndrome do túnel do carpo (STC), uma condição encontrada em pessoas que trabalham com movimentos repetidos por períodos prolongados. Na STC, o nervo que percorre o centro do antebraço torna-se inflamado e o seu deslizamento e movimentação torna-se restrito. Mas é possível que a compressão do nervo esteja ocorrendo mais acima na região do pescoço e até mesmo em ambos os lugares.

O que fazer quando o pescoço já está doendo?

     Diversas medidas podem ser tomadas para o tratamento da cervicalgia crônica. O benefício individual de cada terapia é difícil de ser comprovado, portanto o melhor tratamento está na combinação de medidas que se adéqüem melhor ao paciente e à doença em questão. É importante ter em vista a melhora a longo prazo e não apenas ao alívio sintomático imediato, e para isso deve-se respeitar a idéia básica de evitar novas lesões através da identificação e eliminação dos fatores causadores, reeducação postural e restabelecimento funcional da região cervical.
     A primeira medida a ser tomada após o diagnóstico de cervicalgia crônica, sem traumatismo associado, é descansar e, de preferência, deitado e com a coluna em posição neutra.
     Pode-se também aplicar compressa quente ou fria. Muitos profissionais preferem a compressa fria, devido seu efeito em reduzir a dor e a inflamação, e esta é a melhor estratégia de fato para dores agudas, podendo também ser utilizada em dores crônicas. Para usar uma compressa, adquira uma bolsa própria ou coloque gelo triturado em uma bolsa, coloque uma toalha sobre a área afetada e só então aplique a bolsa, não use-a diretamente sobre a área afetada. Calor também proporciona alívio para algumas pessoas, mas deve ser usado com cuidado porque pode algumas vezes piorar uma área inflamada.
     Aplique compressa quente ou fria por 15-20 minutos por vez com 40 minutos de descanso entre a aplicações. Pode-se também usar as duas compressas de maneira alternada.
 

Considerações quanto a fisioterapia

     O fisioterapeuta escolhe o tratamento, em conjunto com o médico, entre várias modalidades: exercícios para flexibilidade, força, estabilidade e recuperação de amplitude de movimento. Outras opções incluem gelo, calor, estimulação elétrica, tração ou mobilização e massagem. O fisioterapeuta avalia o ambiente em casa e no trabalho para garantir que você não esteja se machucando continuadamente.
     A hidroterapia é também uma excelente alternativa para tratamento da cervicalgia. Ela conta com vários fatores benéficos, só o fato de ser realizada em água aquecida em sessões de 40-60 min já auxilia no relaxamento da musculatura cervical aliviando dores musculares. Exercícios na água diminuem a tensão sobre as articulações, levando ao fortalecimento da musculatura sem prejuízo articular. E ainda exercícios passivos na água com movimentações do tronco e da região cervical promovem um restabelecimento do que é a postura correta pelo sistema nervoso central.
     Há muitas evidências de que exercícios aeróbicos de baixo impacto como natação, caminhada, e aeróbica d baixo impacto, bicicleta ergométrica podem ser úteis para reduzir a dor cervical. O fisioterapeuta ou educador físico capacitado pode realizar uma programação de exercícios não dolorosa exclusiva para você.
Uma vez alcançados os objetivos da fisioterapia, é necessário continuar a terapia em casa com uma programa domiciliar realizado para suprir as necessidades de cada pessoa individualmente. O objetivo da fisioterapia é conseguir com que o paciente retorne as suas atividades o mais rápido possível com o conhecimento necessário para minimizar ou eliminar o problema.

Que profissional devo procurar ?

     Não hesite em procurar um especialista em coluna, neurocirurgião, ortopedista, reumatologista ou fisiatra ao sentir dor, desconforto cervical ou torcicolo. Uma consulta precoce pode facilitar a eficácia das medidas preventivas e evitar problemas mais sérios no futuro. Se não houver queixa alguma, apenas dúvidas quanto a postura correta e as medidas preventivas para problemas de coluna, procure um fisioterapeuta. Tratamentos cirúrgicos, clínicos e fisioterápicos são continuamente desenvolvidos e aperfeiçoados para que possam auxiliar no bem estar de cada um e proporcionar melhor qualidade de vida.

Categorias: Medicina

Dor Lombar

sab, 06/20/2015 - 17:53
Dor lombar. Se você ainda não teve, provavelmente vai ter... melhor prevenir!

     A dor lombar ou lombalgia é o segundo maior motivo de visita ao médico, só perdendo para o resfriado comum. Até os 20 anos, 50% da população vai ter apresentado lombalgia e aos 60 anos, cerca de 80%.

     As causas mais comuns de lombalgia são desconhecidas e nestes casos são denominadas de lombalgia mecânica, inespecífica ou postural. E felizmente, na grande maioria das vezes, os sintomas melhoram espontaneamente.

O exame identificou hérnia de disco, vou ter dores pro resto da vida?

     A Ressonância Nuclear Magnética (RNM) é excelente para a avaliação da coluna, no entanto estes exames tem sido solicitados em demasia para um problema em que a avaliação clínica é muito mais importante para o diagnóstico e tratamento corretos. Vale ressaltar que é quase impossível em uma ressonância de coluna lombar de adulto, não haver alguma  alteração degenerativa, ou seja por desgaste, como protrusão de disco, artroses ou osteófitos (“bico de papagaio”). E ainda, 25% das pessoas que não sentem nada têm hérnia de disco na ressonância. Portanto, se você tem uma hérnia de disco, saiba que não está sozinho na população e que em 90% dos casos o tratamento é clínico, e se for bem realizado não haverá necessidade de cirurgia ou outro procedimento invasivo.

Qual exame devo fazer então para descobrir qual o meu problema? Acredite ou não, apesar da tecnologia atual, a história e o exame físico realizados pelo especialista continuam sendo o alicerce para o correto diagnóstico e tratamento adequado; e geralmente, são mais que suficientes.

     O médico inicialmente descarta as causas grave de dor lombar como fratura, instabilidade, infecção e tumor e depois inicia o tratamento adequado. A identificação exata de qual estrutura está causando dor não é necessária na maioria dos casos pois o tratamento clínico é o mesmo. A não ser que haja persistência da dor e algum procedimento invasivo esteja sendo cogitado, neste caso o neurocirurgião deverá indicar o melhor exame complementar, que pode ser um Raio X simples, tomografia, ressonância, cintilografia ou eletroneuromiografia.

Como prevenir a lombalgia ?

     O principal objetivo é o fortalecimento da musculatura responsável pela sustentação do corpo: musculatura abdominal, dorsal e estabilizadora da coluna. Portanto, o combate ao sedentarismo é uma das principais medidas a ser tomada entre os novos hábitos (estilo de vida), que compreendem também a manutenção de peso corporal ideal, abandono do tabagismo, melhora da auto-estima, satisfação pessoal e profissional. As atividades físicas devem envolver, alem do fortalecimento da musculatura, atividades aeróbicas, alongamentos e reeducação postural. Atividades que envolvem várias modalidades de exercícios, incluindo o relaxamento da musculatura através de exercícios respiratórios, como yoga, meditação, Tai-chi-chuan são também bastante úteis e bem aceitos pelos pacientes.
     Faz parte da prevenção, a informação do paciente quanto a melhor forma de agir quando a dor aparecer. O repouso total na cama não deve ser superior a 2 dias, e a melhor forma de combater a dor é a associação de medidas locais, repouso relativo, cuidados com a postura e carregamento de peso, medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Não hesite em procurar o especialista para receber a melhor combinação de medicamentos! E lembre de não carregar o mundo nas costas!

 

 

O que é importante contar ao meu médico? 

     Essa pergunta é muito importante e facilita muito o diagnóstico quando o paciente consegue se lembrar de todos os itens abaixo!
• Quando começou a dor?
• Qual a duração dos sintomas?
• O que aconteceu no momento de início? Algum trauma, acidente, levantando peso, dirigindo?
• Qual é a hora do dia em que a dor é pior?
• Quando que a dor melhora? Em repouso? Em atividade? Adotando alguma posição?
• Quando a dor piora? Com stress, alguma posição, alguma atividade?
• Existe algum sintoma associado como perda de força, dormência ou formigamento das pernas, febre?
• Há alguma doença associada? Há história de câncer? Há disfunção da bexiga ou do intestino?
• Está vivenciando alguma situação de stress, depressão ou problema sócio-econômico?

Quais são os profissionais capacitados para o tratamento da dor lombar?

     Os clínicos (fisiatra e reumatologista) são capacitados a tratar clinicamente as dores articulares, em especial da coluna. Os cirurgiões (neurocirurgião e ortopedista de coluna) decidem pela necessidade do tratamento cirúrgico. Como o tratamento clínico é necessário mesmo quando se opta pelo tratamento cirúrgico, estes profissionais estão capacitados também a realizar o tratamento clínico. Fisioterapeutas e quiropraxistas auxiliam no tratamento clínico. De uma forma geral a visita ao cirurgião é sempre importante para descartar as causas graves ou que necessitem de intervenção cirúrgica!

OBS: as doenças renais podem causar dor lombar, no entanto, apresentam características distintas como dor em cólica e ausência de melhora com o repouso. Para mais informações, acesse:   http://doencarenal.com.br/doencas-renais/calculo-renal/

 
Categorias: Medicina

Convulsão e Epilepsia

sab, 06/20/2015 - 17:47
O que é epilepsia? E convulsão, é a mesma coisa?

     A epilepsia se caracteriza por crises epilépticas de repetição. É uma doença frequente que acomete cerca de 1 a 2% da população geral. Além disto, cerca de 4% das pessoas,  já apresentou pelo menos uma crise convulsiva na vida.  Na crise epiléptica, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira anormal, como se fosse um curto-circuito. A convulsão é um tipo de crise epiléptica.

     Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos. Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato.

O que causa uma crise convulsiva?

     As crises convulsivas se originam de focos ou regiões de mal-funcionamento do cérebro. Eventualmente todo o cérebro pode estar comprometido.

     Um episódio único não é indicativo de epilepsia. O médico precisa ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise para determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

     Algumas causas são reversíveis, como por exemplo, variação na quantidade de sal das células; outras estão presentes desde o nascimento, como as malformações do cérebro. Existem também epilepsias associadas à presença de lesões graves, potencialmente fatais, como tumores ou hemorragias cerebrais. Para o paciente, descobrir a doença que causa suas crises é fundamental, e atualmente os exames complementares disponíveis facilitam muito o diagnóstico. No entanto nem sempre isso é possível, e muitas vezes o tratamento é apenas sintomático, ou seja, baseado em medicações anti-epilépticas. 

Vale a pena ressaltar que ter epilepsia não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento ou retardo mental. Apesar do preconceito que envolve a doença, existem vários profissionais de todas as áreas que têm epilepsia e usam medicação regularmente.


Quais são os tratamentos disponíveis? 

     Existem várias medicações capazes de tratar as crises epilépticas, que são escolhidas pelo profissional de acordo com as características individuais do paciente e o tipo de crise apresentada. Nos casos de epilepsia grave, incapacitante e refratária ao tratamento clínico, o paciente pode ser candidato ao tratamento cirúrgico. O avanço tecnológico e dos métodos diagnósticos têm tornado o tratamento medicamentoso e cirúrgico cada vez mais seguros e eficientes.

Posso suspender o medicamento para fazer uso de bebida alcoólica?

     Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. O controle das crises e a qualidade de vida depende do correto uso da medicação.

Posso pegar as receitas com meu médico sem consultá-lo?

     Mantenha visitas regulares ao médico, e não falte mesmo que esteja com bom controle da doença. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. Assim como prevenir o aparecimento dos efeitos colaterais ou de descompensar das crises epilépticas. Por isso que as receitas são controladas e só devem ser prescritas após consulta médica!

Acho que não estou precisando de tanto remédio, posso diminuir a dose?

     Não altere a dose do remédio por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso. A dose necessária pode variar de acordo com o peso do paciente e medicamentos que estejam sendo administrados em conjunto, portanto, as visitas regulares ao seu médico são necessárias!

Meu filho pode ter o mesmo problema que eu?

     Não se preocupe, a maiorias das doenças que cursam com epilepsia não são hereditárias, portanto a possibilidade de um filho nascer com epilepsia é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;

Tive um desmaio e me disseram que me contorci inteiro... mas foi só uma vez, preciso passar em consulta?

     Procure avaliação de um neurologista, mesmo que tenha apresentado apenas uma crise epiléptica;

Meu amigo tem convulsões com muita frequencia, o que posso fazer para ajudá-lo no momento da crise?

     Ao presenciar uma pessoa apresentando crise convulsiva, é importante manter a calma e tentar proteger a cabeça do paciente para evitar um traumatismo, e também tentar virar o rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva e impedir que se asfixie com o próprio vômito. Não se deve colocar objetos na boca ou tentar segurar a língua do paciente, sob o risco de tomar uma mordida, e não trará benefícios. Se o paciente demorar para retomar a consciência, deve ser encaminhado ao hospital. Em geral, se a crise estiver durando mais de 5 min, já vale a pena chamar uma ambulância!

Posso pegar alguma doença se me aproximar de alguém tendo convulsão?

     Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é contagioso, e nem sinal de loucura.

 

Dra. Mariluci Flavia da Silva (neurologista)

Dr. Marcelo Amato (neurocirurgião)

 

Referências

  • Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. 5a Ed. Porto Alegre. Artmed 2003.
  • Nitrini R e Bacheschi LA. A neurologia que todo médico deve saber. Editora Atheneu 2004.
  • Shah SM e Kelly KM. Principles and Practice of Emergency Neurology – Handbook for Emergency Physicians. Cambridge University Press 2003.
convulsãoepilepsiacrise convulsivagardenalcirurgia de epilepsiacura da convulsãofenitoinahidantalneurologistaconsultaneurologiasao pauloneurocirurgiastatus epilepticusestado de malgrande maldesmaio
Categorias: Medicina

Ergonomia e Higiene do Sono

sab, 06/20/2015 - 17:35

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

  Tags: como dormirdicas pra dormirdicas bom sonohigiene do sonodor na colunador lombardor cervicaljeito correto de dormircolchão idealcomo escolher colchaocomo escolher travesseirofisiatrafisiatriareabilitação da colunadormir direitolombalgiacervicalgiadorsalgiador nas costas
Categorias: Medicina

Sono - Como dormir bem

sab, 06/20/2015 - 17:31

        Muitas doenças são precipitadas ou agravadas quando não estamos dormindo bem. Pequenas mudanças de hábito podem melhorar a qualidade do sono e conseqüentemente a qualidade de vida. Estes hábitos são chamados de higiene do sono e são essenciais não só para o tratamento de distúrbios como a insônia ou hipersonia, mas também para quem quer otimizar o tempo que está dormindo para viver melhor no dia seguinte. É fácil entender que podemos adquirir doenças se não realizarmos uma higiene corporal adequada, a higiene do sono é igualmente importante.

 

  • Mantenha horários relativamente regulares para dormir e acordar. Mudanças de hábito, como ocorre geralmente nos finais de semana, podem atrapalhar o sono.
  • Procure dormir somente o necessário. Manter-se acordado e deitado por muito tempo, “enrolando” na cama, só piora a qualidade do sono. Busque qualidade e não quantidade.
  • O quarto de dormir e a cama não devem ser utilizados para trabalhar, estudar, comer ou praticar atividades físicas (exceto relação sexual).
  • estas habituais não atrapalham o sono, entretanto se tem problemas para dormir a noite, não durma a tarde.
  • Exercícios físicos regulares ajudam a melhorar a qualidade do sono. Cada pessoa deve encontrar o melhor horário para praticá-los, mas a princípio deve-se evitar o período de 4 a 2 horas antes de ir para a cama.
  • Procure relaxar o corpo e a mente antes de ir para a cama. Não tente resolver problemas antes de dormir e nem busque problemas, por exemplo ao navegar na internet ou assistir a programas intrigantes na TV. Problemas pessoais e profissionais também devem ser esquecidos na hora de dormir.
  • Desenvolva um ritual do sono: escute uma música relaxante, tome uma ducha, relaxe os músculos, leia algo corriqueiro... isto ajuda a conciliar o sono.
  • Não tome café, chá preto, chocolate ou qualquer bebida estimulante a noite.
  • Bebidas alcoólicas, embora ajudem a relaxar, prejudicam a qualidade do sono. Principalmente pessoas que roncam devem evitá-las, pois pode haver piora do ronco e das pausas respiratórias, devido ao relaxamento provocado pelo álcool na musculatura respiratória.
  • Não fume antes de dormir pois a nicotina é estimulante, conseqüentemente favorece a insônia e um sono não reparador.
  • Procure fazer refeições mais leves, especialmente antes de dormir. Também não se deite com o estômago vazio.
  • calor e frio excessivos alteram bastante o sono, portanto tente Manter o quarto com temperatura agradável.
  • Produza um ambiente agradável. Ruídos ou iluminação excessiva podem ser a causa de um sono ruim.
  • Use roupas confortáveis. Durante o sono é importante que os movimentos do corpo não estejam limitados pela roupa ou pelo parceiro.
  • Escolha um colchão adequado, nem rígido nem macio demais.
  • Escolha posições confortáveis e que não forcem as articulações.

 

Se estiver com dificuldade para melhorar a qualidade do sono, procure um neurologista ou otorrinolaringologista. Lembre que passamos cerca de 1/3 da vida dormindo, que passemos este tempo dormindo bem!

 

 

Tags: sononeurologiaotorrinolaringologiaSAHOS
Categorias: Medicina

Dor Crônica

sab, 06/20/2015 - 17:23
O que é dor crônica?

     A pessoa que sente dor por mais de 3 meses seguidos apresenta, por definição, dor crônica. Na maioria desses casos já existem mecanismos envolvidos na percepção da dor que impedem a resolução do problema apenas pela eliminação do evento que desencadeou a dor inicialmente. Por exemplo, uma pessoa que tem hérnia de disco lombar, não fez o tratamento correto e sofre com a dor há mais de 3 meses, dificilmente resolverá o seu problema apenas com o tratamento da hérnia de disco. Isso acontece por um mecanismo de sensibilização do sistema nervoso central (SNC) e aparecimento da dor neuropática: concomitante ao estímulo doloroso estabelece-se uma geração de sinal doloroso dentro do SNC, que acaba se tornando independente com o tempo e a continuidade do evento inicial. Isso acontece por um aumento da função dos circuitos neuronais que acabam criando uma “memória da dor”, ou seja, as vias nervosas se adaptam à inflamação persistente e à lesão neural. De uma forma semelhante a quando fazemos alguma coisa várias vezes e começamos a fazê-la sem perceber. Por exemplo, andar ou dirigir um carro fica fácil e automático porque o nosso SNC se adaptou e criou um circuito neuronal rápido para tais atividades. Um circuito neuronal criado para a percepção de dor é um grande problema...

Parece que a minha dor lombar está piorando com o tempo. Agora, só de encostar na região eu já sinto dor. Alguma coisa deve estar piorando na minha coluna.

     Sem dúvida, quando ocorre uma alteração dos sintomas deve-se investigar a presença um lesão que esteja piorando o problema. No entanto, a percepção da dor está sujeita a complexas influências positivas e negativas e a presença de dor por muito tempo acaba por diminuir o limiar da dor, aumentar a duração e intensidade do seu sinal e permitir que estímulos geralmente inocentes também gerem dor.

 

O que é possível fazer para evitar essa dor neuropática?

     O mais importante é tratar da melhor forma e o mais rápido possível o evento desencadeador da dor, pois muitas vezes pode-se prevenir a transformação do problema em dor crônica. Alguns pacientes são mais susceptíveis a desenvolver a dor neuropática por apresentarem alguma condição clínica que já tenha sensibilizado o SNC. Nestes casos, vale a pena considerar o tratamento com medicamentos específicos desde o início do quadro.

 

Meu médico receitou um anti-depressivo e um anticonvulsivante para tratar a minha dor. No entanto, não tenho depressão e nem convulsão. Devo tomar esses remédios controlados?

     Os anti-depressivos são excelentes medicamentos contra as dores crônicas especialmente por atuarem contra a sensibilização do SNC, fortalecendo as informações enviadas pelo cérebro para que a dor não seja percebida. Os anticonvulsivantes também são utilizados para muitos tipos de dor neuropática e estão indicados em alguns casos de dor crônica.  As doses destes medicamentos quando utilizados para tratar depressão e epilepsia são bem maiores. Apesar do tratamento da depressão não ser o objetivo na maioria dos casos, não é incomum que sintomas depressivos apareçam no contexto da dor crônica.

 

Referência

Nery SM. Atualização terapêutica em dor crônica e o uso de Duloxetina. Wolters Kluver. São Paulo 2010.

NICE CLinical Guideline. Neuropathic pain: the farmacological management of neuropathic pain in adults in non-specialist settings. Draft for consultation, Oct, 2009.

Categorias: Medicina

Túnel do Carpo

sab, 06/20/2015 - 17:02

A sensação de formigamento nas mãos parece má circulação. A primeira coisa que passa em mente é que o sangue não está chegando bem nas mãos, e, assim, sentimos o formigamento ou mesmo uma dormência nas mãos.

É natural que essa sensação de falta de sangue faça procurar um cirurgião vascular, mas o médico que pode ajudar mais é o neurocirurgião, pois pode ser Síndrome do Tunel do Carpo!

Leia mais!

  cirurgia do tunel do carpomao dormentemao formigandomao fracadormencia na maofraqueza na maotunel do carpo cirurgiaespecialista tunel do carpo
Categorias: Medicina

Páginas

Não perca Frases do Einstein selecionadas a dedo.

Conhece alguma frase legal? Envie-nos.

Vote agora nas frases e citações que você mais gosta.

delorean