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Atualizado: 1 hora 36 minutos atrás

Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
Categorias: Medicina

Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
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Neuroendoscopia - Entrevista

dom, 01/29/2017 - 11:56
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Neuroendoscopia - Entrevista

dom, 01/29/2017 - 11:56
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Crianças com tumores cerebrais

seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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Crianças com tumores cerebrais

seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

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Categorias: Medicina

Escoliose

seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
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Escoliose

seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
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Neuroendoscopia

qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Neuroendoscopia

qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
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Exames de Imagem - DICOM

ter, 06/14/2016 - 09:35

Como enviar arquivos de imagem para o seu médico?

Em algumas situações, pode ser que o seu médico peça para enviar os arquivos referentes às imagens de seu exame. Os exames são gravados em um tipo de arquivo chamado DICOM. Esse arquivo é bem diferente de arquivos .jpg, .png, .gif, etc., pois são arquivos que quando avaliados em programas específicos, chamados de “DICOM Viewer”, permitem que o médico utilize diversas ferramentas que aumentam a possibilidade do diagnóstico correto. Entre essas ferramentas, as mais importantes para a neurocirurgia, são o “janelamento” e o “cross section”, este último permite que a junção de imagens em diferentes cortes (sagital, coronal e axial) seja vista em conjunto, determinando o exato local do problema. Além disso nos arquivos DICOM de imagens de Ressonância de crânio ou de coluna, existem diversas imagens, por exemplo, em apenas 1 sequencia de Ressonância de crânio, podem existir 160 imagens, e geralmente cerca de 10 sequências ou mais são realizadas em cada exame!

Por este motivo, a maneira mais fácil de transferir essas imagens para o computador do medico é a partir de um DVD. No entanto, a internet pode e deve ser utilizada!  Emails não são adequados, pois o arquivo DICOM costuma ser muito grande e ultrapassa os limites permitidos pela maioria dos servidores. No entanto, o paciente pode gravar o DVD em seu computador e, transferir os arquivos utilizando programas ou sites que foram feitos para a transferência de arquivos “pesados”. Sistemas de armazenamento em nuvem como o “Dropbox” podem ser utilizados, nesses casos o paciente grava os arquivos em uma pasta no seu Dropbox e depois escolhe compartilhar com o endereço de email do médico. 

Outros sistemas que podem ser utilizados são os que seguem:

- Infinit

- WeTransfer

- Itrnsfr

- Sendspace

- Dropsend

- Wikisend

- Mediafire

- Box

- Senduit

- Dropitto.me

 

É muito importante que os arquivos a serem transferidos sejam os DICOM e não jpg, .bmp, .gif, .exe, .png, etc.

 

DICA ANTES DE IR AO CONSULTÓRIO MÉDICO: tente gravar as imagens DICOM em um DVD ou pendrive para levar à consulta, pois os arquivos são bastante carregados e a internet no Brasil ainda está bem aquém do ideal, com oscilações frequentes, o que dificulta o download desses arquivos no momento da consulta!

Tags: DICOMressonânciatomografiaCDimagenscomo enviar examecomo enviar imagemimagens médicasexames médicos
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Exames de Imagem - DICOM

ter, 06/14/2016 - 09:35

Como enviar arquivos de imagem para o seu médico?

Em algumas situações, pode ser que o seu médico peça para enviar os arquivos referentes às imagens de seu exame. Os exames são gravados em um tipo de arquivo chamado DICOM. Esse arquivo é bem diferente de arquivos .jpg, .png, .gif, etc., pois são arquivos que quando avaliados em programas específicos, chamados de “DICOM Viewer”, permitem que o médico utilize diversas ferramentas que aumentam a possibilidade do diagnóstico correto. Entre essas ferramentas, as mais importantes para a neurocirurgia, são o “janelamento” e o “cross section”, este último permite que a junção de imagens em diferentes cortes (sagital, coronal e axial) seja vista em conjunto, determinando o exato local do problema. Além disso nos arquivos DICOM de imagens de Ressonância de crânio ou de coluna, existem diversas imagens, por exemplo, em apenas 1 sequencia de Ressonância de crânio, podem existir 160 imagens, e geralmente cerca de 10 sequências ou mais são realizadas em cada exame!

Por este motivo, a maneira mais fácil de transferir essas imagens para o computador do medico é a partir de um DVD. No entanto, a internet pode e deve ser utilizada!  Emails não são adequados, pois o arquivo DICOM costuma ser muito grande e ultrapassa os limites permitidos pela maioria dos servidores. No entanto, o paciente pode gravar o DVD em seu computador e, transferir os arquivos utilizando programas ou sites que foram feitos para a transferência de arquivos “pesados”. Sistemas de armazenamento em nuvem como o “Dropbox” podem ser utilizados, nesses casos o paciente grava os arquivos em uma pasta no seu Dropbox e depois escolhe compartilhar com o endereço de email do médico. 

Outros sistemas que podem ser utilizados são os que seguem:

- Infinit

- WeTransfer

- Itrnsfr

- Sendspace

- Dropsend

- Wikisend

- Mediafire

- Box

- Senduit

- Dropitto.me

 

É muito importante que os arquivos a serem transferidos sejam os DICOM e não jpg, .bmp, .gif, .exe, .png, etc.

 

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Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna

ter, 03/22/2016 - 22:00

 

O que é a cirurgia minimamente invasiva da coluna?

É um conjunto de procedimentos que visa o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo e, desta forma, trás uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades profissionais e habituais, e também apresenta menor risco de complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Por exemplo, o risco de sangramento e infecção é menor, haja visto que os cortes são menores e em muitos destes procedimentos, até mesmo inexistentes, pois podem ser feitos com agulhas ou com auxilio de endoscópio

 

Para que tipo de doença ou paciente essas técnicas estão indicadas?

As principais doenças tratadas com estas técnicas são as doenças degenerativas da coluna, que incluem as famosas hérnias de disco e os famosos bicos de papagaio. Outras doenças como fraturas, tumores e deformidades, também podem, muitas vezes, serem tratadas por técnicas minimamente invasivas da coluna. Porém os principais alvos são aqueles problemas relacionados à hérnia de disco. 

 

O que causa a hérnia de disco?

Bom, é uma doença degenerativa, então o paciente apresenta uma predisposição genética. Associa-se a isso, o envelhecimento da coluna; e, o único fator que podemos modificar, são os fatores ambientais. Postura inadequada, exercícios físicos feitos de forma errada, de mais ou de menos, também podem predispor ou agravar quadros de hérnia de disco. Algumas atividades profissionais também podem predispor. Mas é importante ressaltar a predisposição genética, existem pessoas que fazer tudo errado e não têm hérnia de disco, e outros que fazem tudo certo e acabam sofrendo com esse problema.

 

Quando que o paciente com hérnia de disco precisa realizar cirurgia?

90% das hérnias de disco melhoram com o tratamento clínico, ou seja apenas 10% vão precisar de cirurgia, mas como é uma doença muito frequente, realizam-se muitas cirurgias de coluna. Quando o paciente apresenta dor incapacitante, ou algum sintoma neurológico associado como perda de força ou sensibilidade, é um candidato a cirurgia. Caso o paciente não esteja melhorando com o tratamento clínico, também é candidato ao tratamento cirúrgico.

 

Uma grande preocupação dos paciente é o risco de sequela com uma cirurgia na coluna. Este risco é real? 

Hoje em dia, utilizamos técnicas muito seguras e que minimizam ao máximo esse risco. Geralmente os pacientes conhecem um vizinho ou um amigo que fez uma cirurgia de coluna e está muito mal, não melhorou ou ficou com uma sequela…. É importante entender que um dos objetivos da cirurgia é justamente evitar que o paciente evolua com tal sequela, então não devemos generalizar essas situações, pois não dá pra saber o que aconteceu com esses casos, é uma doença com uma variedade muito grande de apresentação. Uma hérnia grande pode causar sintomas apenas transitórios em um paciente, enquanto uma hérnia pequena pode causar disfunção neurológica grave em outro paciente… As cirurgias apresentam um risco que é controlável.

 

Como que é feita esta cirurgia? Como é a anestesia? Quanto tempo precisa ficar internado?

Eu vou ressaltar aqui a cirurgia endoscópica, pois é um método minimamente invasivo que vem crescendo bastante no país e que possui uma gama maior de aplicação clínica. Para uma hérnia de disco lombar simples, por exemplo, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, ou seja, o paciente recebe uma sedação e uma anestesia local, a cirurgia dura cerca de 40minutos a 1 hora, pode levantar logo após a cirurgia e vai embora em torno de 2 a 3 horas após a cirurgia. 

 

Quanto tempo de recuperação o paciente precisa depois de uma cirurgia minimamente invasiva pra hérnia de disco? Precisa ficar afastado por muito tempo?

A recuperação depende muito do paciente e do tipo de doença que ele apresenta, mas de uma forma geral, deixamos 1 semana de repouso em casa e logo reavaliamos para liberar para atividades. Profissões administrativas podem ser retornadas em 10 a 14 dias, mas é importante reservar um tempo para a reabilitação que é geralmente iniciada 1 a 2 semanas após o procedimento. E aos poucos, vamos liberando para atividades que exijam mais esforço.

 

Quais são as vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, quando comparada com a cirurgia convencional?

De uma forma geral: menor tempo de cirurgia, menor risco de sangramento ou de infecção, sem necessidade de anestesia geral, retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais, menos dor pós-operatória já que o corte é menor ou até mesmo inexistente e a musculatura é discretamente mobilizada e separada, ao contrário do que acontece nas cirurgias convencionais que a musculatura precisa ser “descolada” do osso.

  Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
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Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna

ter, 03/22/2016 - 22:00

 

O que é a cirurgia minimamente invasiva da coluna?

É um conjunto de procedimentos que visa o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo e, desta forma, trás uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades profissionais e habituais, e também apresenta menor risco de complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Por exemplo, o risco de sangramento e infecção é menor, haja visto que os cortes são menores e em muitos destes procedimentos, até mesmo inexistentes, pois podem ser feitos com agulhas ou com auxilio de endoscópio

 

Para que tipo de doença ou paciente essas técnicas estão indicadas?

As principais doenças tratadas com estas técnicas são as doenças degenerativas da coluna, que incluem as famosas hérnias de disco e os famosos bicos de papagaio. Outras doenças como fraturas, tumores e deformidades, também podem, muitas vezes, serem tratadas por técnicas minimamente invasivas da coluna. Porém os principais alvos são aqueles problemas relacionados à hérnia de disco. 

 

O que causa a hérnia de disco?

Bom, é uma doença degenerativa, então o paciente apresenta uma predisposição genética. Associa-se a isso, o envelhecimento da coluna; e, o único fator que podemos modificar, são os fatores ambientais. Postura inadequada, exercícios físicos feitos de forma errada, de mais ou de menos, também podem predispor ou agravar quadros de hérnia de disco. Algumas atividades profissionais também podem predispor. Mas é importante ressaltar a predisposição genética, existem pessoas que fazer tudo errado e não têm hérnia de disco, e outros que fazem tudo certo e acabam sofrendo com esse problema.

 

Quando que o paciente com hérnia de disco precisa realizar cirurgia?

90% das hérnias de disco melhoram com o tratamento clínico, ou seja apenas 10% vão precisar de cirurgia, mas como é uma doença muito frequente, realizam-se muitas cirurgias de coluna. Quando o paciente apresenta dor incapacitante, ou algum sintoma neurológico associado como perda de força ou sensibilidade, é um candidato a cirurgia. Caso o paciente não esteja melhorando com o tratamento clínico, também é candidato ao tratamento cirúrgico.

 

Uma grande preocupação dos paciente é o risco de sequela com uma cirurgia na coluna. Este risco é real? 

Hoje em dia, utilizamos técnicas muito seguras e que minimizam ao máximo esse risco. Geralmente os pacientes conhecem um vizinho ou um amigo que fez uma cirurgia de coluna e está muito mal, não melhorou ou ficou com uma sequela…. É importante entender que um dos objetivos da cirurgia é justamente evitar que o paciente evolua com tal sequela, então não devemos generalizar essas situações, pois não dá pra saber o que aconteceu com esses casos, é uma doença com uma variedade muito grande de apresentação. Uma hérnia grande pode causar sintomas apenas transitórios em um paciente, enquanto uma hérnia pequena pode causar disfunção neurológica grave em outro paciente… As cirurgias apresentam um risco que é controlável.

 

Como que é feita esta cirurgia? Como é a anestesia? Quanto tempo precisa ficar internado?

Eu vou ressaltar aqui a cirurgia endoscópica, pois é um método minimamente invasivo que vem crescendo bastante no país e que possui uma gama maior de aplicação clínica. Para uma hérnia de disco lombar simples, por exemplo, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, ou seja, o paciente recebe uma sedação e uma anestesia local, a cirurgia dura cerca de 40minutos a 1 hora, pode levantar logo após a cirurgia e vai embora em torno de 2 a 3 horas após a cirurgia. 

 

Quanto tempo de recuperação o paciente precisa depois de uma cirurgia minimamente invasiva pra hérnia de disco? Precisa ficar afastado por muito tempo?

A recuperação depende muito do paciente e do tipo de doença que ele apresenta, mas de uma forma geral, deixamos 1 semana de repouso em casa e logo reavaliamos para liberar para atividades. Profissões administrativas podem ser retornadas em 10 a 14 dias, mas é importante reservar um tempo para a reabilitação que é geralmente iniciada 1 a 2 semanas após o procedimento. E aos poucos, vamos liberando para atividades que exijam mais esforço.

 

Quais são as vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, quando comparada com a cirurgia convencional?

De uma forma geral: menor tempo de cirurgia, menor risco de sangramento ou de infecção, sem necessidade de anestesia geral, retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais, menos dor pós-operatória já que o corte é menor ou até mesmo inexistente e a musculatura é discretamente mobilizada e separada, ao contrário do que acontece nas cirurgias convencionais que a musculatura precisa ser “descolada” do osso.

  Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
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Vida pós-aneurisma

seg, 12/07/2015 - 20:18

 

Aneurisma Dr Marcelo

 

Entrevista completa

 

O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

  Tags: aneurisma cerebralembolizaçãotratamento minimamente invasivo do aneurisma cerebralcirurgia de aneurismaclipagemarteriografiaaneurisma por vídeo
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Vida pós-aneurisma

seg, 12/07/2015 - 20:18

 

Aneurisma Dr Marcelo

 

Entrevista completa

 

O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

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