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Atualizado: 2 horas 3 minutos atrás

Angioplastia de carótida

ter, 10/31/2017 - 18:14
A angioplastia é realizada para a desobstrução de artérias, neste caso, da artéria carótida. É uma cirurgia simples, porém sofisticada e minimamente invasiva, realizada através apenas de punção. Entre outros benefícios, previne a ocorrência de isquemia cerebral (AVC ou derrame). Para realizar o procedimento, um cateter é colocado dentro da artéria para abrir espaço, facilitar o fluxo sanguíneo e desta forma, permitir que o sangue chegue ao cérebro adequadamente.   Leia nossa coletânea de perguntas frequentes sobre carótida e seus tratamentos.   A colocação de stent por método endovascular em carótida é normalmente acompanhado da dilatação endovascular antes ou após o procedimento. Os pacientes que podem fazer angioplastia antes do procedimento são aqueles onde a estenose é tão grave que o material endovascular não passa pelo estreitamento, e aqueles que fazem após o procedimento, o fazem para acomodar o stent na sua posição ideal. A restauração do fluxo pela angioplastia e pelo stent  libera a passagem do sangue para o cérebro através da obstrução na artéria carótida. A aterosclerose, doença que mais acomete as carótidas, é muito conhecida por também acometer as artérias do coração. A angioplastia de carótida possui um risco menor de infarto do que a cirurgia aberta de carótida, mas a indicação do melhor tratamento deve ser realizada em conjunto com o seu médico.

 

 

Autor: Dr. Alexandre Amato

Tags: vascularcarótida
Categorias: Medicina

Angioplastia de carótida

ter, 10/31/2017 - 18:14
A angioplastia é realizada para a desobstrução de artérias, neste caso, da artéria carótida. É uma cirurgia simples, porém sofisticada e minimamente invasiva, realizada através apenas de punção. Entre outros benefícios, previne a ocorrência de isquemia cerebral (AVC ou derrame). Para realizar o procedimento, um cateter é colocado dentro da artéria para abrir espaço, facilitar o fluxo sanguíneo e desta forma, permitir que o sangue chegue ao cérebro adequadamente.   Leia nossa coletânea de perguntas frequentes sobre carótida e seus tratamentos.   A colocação de stent por método endovascular em carótida é normalmente acompanhado da dilatação endovascular antes ou após o procedimento. Os pacientes que podem fazer angioplastia antes do procedimento são aqueles onde a estenose é tão grave que o material endovascular não passa pelo estreitamento, e aqueles que fazem após o procedimento, o fazem para acomodar o stent na sua posição ideal. A restauração do fluxo pela angioplastia e pelo stent  libera a passagem do sangue para o cérebro através da obstrução na artéria carótida. A aterosclerose, doença que mais acomete as carótidas, é muito conhecida por também acometer as artérias do coração. A angioplastia de carótida possui um risco menor de infarto do que a cirurgia aberta de carótida, mas a indicação do melhor tratamento deve ser realizada em conjunto com o seu médico.

 

 

Autor: Dr. Alexandre Amato

Tags: vascularcarótida
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Hérnia de disco por endoscopia - Acesso Interlaminar

seg, 08/21/2017 - 19:08

Vídeo demonstrando o acesso interlaminar para o tratamento endoscópico da hérnia de disco.

 

Clique aqui para ver a técnica transforaminal!

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Hérnia de disco por endoscopia - Acesso Interlaminar

seg, 08/21/2017 - 19:08

Vídeo demonstrando o acesso interlaminar para o tratamento endoscópico da hérnia de disco.

 

Clique aqui para ver a técnica transforaminal!

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Potencial Evocado Somatossensitivo e Potencial Evocado Motor

sex, 08/18/2017 - 10:15

     Os potenciais evocados são sinais elétricos gerados pelo sistema nervoso em resposta a a algum estímulo. Em geral, estímulos sensitivos, visuais ou auditivos são utilizados para estudo da integridade das vias neuronais, desde o órgão captador do estímulo, passando ao longo dos nervos até as diferentes regiões do cérebro responsáveis pelo processamento de determinada informação. Por exemplo, no potencial somatossensitivo, estímulos sensitivos realizados no punho ou no tornozelo, passam pelo nervo periférico, pela medula espinhal, tronco encefálico e então alcançam diferentes áreas do córtex cerebral, onde os sinais são finalmente captados através de sensores posicionados no crânio. As respostas são gravadas em um equipamento que amplifica os sinais e produz gráficos que serão avaliados pelo médico neurofisiologista. Desta forma, é possível analisar a integridade da via neuronal da sensibilidade, de forma análoga a um circuito elétrico. 

 

     Os estímulos realizados nesse teste, são estímulos elétricos de baixa intensidade e são geralmente bem tolerados pelos pacientes, apesar de poder causar leve desconforto. O mesmo não acontece para o potencial evocado motor. Neste exame, o estímulo elétrico é gerado no crânio e captado nos membros, pois a idéia é testar a via neurológica responsável por levar as informações de movimento desde o cérebro até os músculos dos braços e pernas. Por esse motivo, o potencial evocado motor, apesar de extrema utilidade para diagnóstico de doenças neurológicas, só é realizado com a presença de anestesista para que o paciente fique sedado durante o exame.

 

     O potencial evocado motor faz parte da multimodalidade de testes neurofisiológicos hoje, amplamente utilizado para a monitorização intra-operatória em cirurgias neurológicas ou cirurgias de coluna, pois garante informação precisa da integridade das vias neurológicas para o cirurgião enquanto o paciente encontra-se anestesiado. Pode e deve ser também utilizado como exame diagnóstico de doenças que acometem a medula espinhal, como acompanhamento evolutivo dessas doenças ou para planejamento operatório. Sempre em sistema de hospital dia, ou seja, em ambiente preparado para sedação ou anestesia, sem necessidade de internação, sendo o paciente liberado alguns minutos após acordar. 

 

Para agendar o exame entre em contato com o Instituto Amato: clique aqui!

 

Dr. Marcelo Amato (neurocirurgião e cirurgião de coluna)

Dr. Ricardo Ferreira (neurofisiologista responsável)

 

 

 

Tags: potencial evocado motorpotencial evocado somatossensitivomonitorização intra-operatóriaMNIOPcirurgia de coluna
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Potencial Evocado Somatossensitivo e Potencial Evocado Motor

sex, 08/18/2017 - 10:15

     Os potenciais evocados são sinais elétricos gerados pelo sistema nervoso em resposta a a algum estímulo. Em geral, estímulos sensitivos, visuais ou auditivos são utilizados para estudo da integridade das vias neuronais, desde o órgão captador do estímulo, passando ao longo dos nervos até as diferentes regiões do cérebro responsáveis pelo processamento de determinada informação. Por exemplo, no potencial somatossensitivo, estímulos sensitivos realizados no punho ou no tornozelo, passam pelo nervo periférico, pela medula espinhal, tronco encefálico e então alcançam diferentes áreas do córtex cerebral, onde os sinais são finalmente captados através de sensores posicionados no crânio. As respostas são gravadas em um equipamento que amplifica os sinais e produz gráficos que serão avaliados pelo médico. Desta forma, é possível analisar a integridade da via neuronal da sensibilidade, de forma análoga a um circuito elétrico. 

 

     Os estímulos realizados nesse teste, são estímulos elétricos de baixa intensidade e são geralmente bem tolerados pelos pacientes, apesar de poder causar leve desconforto. O mesmo não acontece para o potencial evocado motor. Neste exame, o estímulo elétrico é gerado no crânio e captado nos membros, pois a idéia é testar a via neurológica responsável por levar as informações de movimento desde o cérebro até os músculos dos braços e pernas. Por esse motivo, o potencial evocado motor, apesar de extrema utilidade para diagnóstico de doenças neurológicas, só é realizado com a presença de anestesista para que o paciente fique sedado durante o exame.

 

     O potencial evocado motor é hoje, amplamente utilizado para a monitorização intra-operatória em cirurgias neurológicas ou cirurgias de coluna, pois garante informação precisa da integridade das vias neurológicas para o cirurgião enquanto o paciente encontra-se anestesiado. Pode e deve ser também utilizado como exame ou para planejamento operatório em sistema de hospital dia, ou seja, em ambiente preparado para sedação ou anestesia, sem necessidade de internação, o paciente será liberado alguns minutos após acordar.

 

 

 

Tags: potencial evocado motorpotencial evocado somatossensitivomonitorização intra-operatóriaMNIOPcirurgia de coluna
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Hérnia de disco a Laser: Tratamento coluna com laser

seg, 08/07/2017 - 11:24
O neurocirurgião dr. Marcelo Amato explica para quem a cirurgia a laser é recomendada, nos casos de hérnia de disco. Confira!  

*** Transcrição ****     Olá, eu sou doutor Marcelo Amato. E hoje nós vamos falar um pouco do tratamento a laser da hérnia de disco. Esse é o procedimento realizado nos Estados Unidos já desde a década de 80 e também em outros países da Europa, demorou um pouco para chegar aqui no Brasil, talvez por ter sido considerado um tratamento experimental por muito tempo. Hoje no entanto a literatura reforça o uso dessa técnica para o tratamento de algumas hérnia de disco principalmente as hérnias de disco contidas, ou seja, aquelas em que não houve o extravasamento do núcleo do disco através do ânulo fibroso, que é aquela cápsula, que envolve o núcleo do disco. Esse é o procedimento que é realizado no sistema de hospital dia, o paciente é realizado uma sedação e uma anestesia local através de inserção de uma agulha na região das costas do paciente, nós tentamos atingir o centro do disco, essa agulha ela posicionada na do centro do disco com o auxílio do arco cirúrgico, que é aquele equipamento de raio X que nos dá uma visão tridimensional do corpo. E aí através dessa agulha por dentro dela é passado uma fibra ótica essa fibra ela vai transmitir a energia do equipamento de laser até o centro do disco, essa energia fará com que o núcleo do disco se vaporize e dessa forma a redução a pressão dentro do disco, o volume e a pressão. A pressão reduzida dentro do disco faz muitas vezes com que o fragmento herniado retorne a sua posição habitual ou se isso não for possível a redução da pressão acaba reduzindo consequentemente a  pressão em cima das estruturas nervosas ao redor do disco, que pode ser o suficiente para trazer o alivio dos sintomas do paciente. É um procedimento que dura vinte minutos e o paciente pode ir embora para casa logo depois da cirurgia. Eu gostaria de reforçar também que assim como qualquer outro procedimento para as doenças degenerativas da colunas como as hérnias de disco, um procedimento ele nunca é suficiente, o paciente precisa adotar hábitos de vida saudável, precisa fazer uma reabilitação fortalecimento da musculatura que envolve a coluna. Adotar hábitos posturais bons como a gente já conversou aqui em outra oportunidade, porque senão muitas vezes a gente resolve o problema de um disco do paciente mas algum tempo depois ele vai ter problema no outro disco ou então em outra estrutura que seja de importância para o funcionamento correto da coluna. Bom, gente, hoje foi isso que eu quis mostrar para vocês. Para mais informações sobre esse ou outros procedimentos, acesse o nosso site e acompanhe nossas publicações nas redes sociais. Tags: videocirurgia laser hernia discal
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Hérnia de disco a Laser: Tratamento coluna com laser

seg, 08/07/2017 - 11:24
O neurocirurgião dr. Marcelo Amato explica para quem a cirurgia a laser é recomendada, nos casos de hérnia de disco. Confira!  

*** Transcrição ****     Olá, eu sou doutor Marcelo Amato. E hoje nós vamos falar um pouco do tratamento a laser da hérnia de disco. Esse é o procedimento realizado nos Estados Unidos já desde a década de 80 e também em outros países da Europa, demorou um pouco para chegar aqui no Brasil, talvez por ter sido considerado um tratamento experimental por muito tempo. Hoje no entanto a literatura reforça o uso dessa técnica para o tratamento de algumas hérnia de disco principalmente as hérnias de disco contidas, ou seja, aquelas em que não houve o extravasamento do núcleo do disco através do ânulo fibroso, que é aquela cápsula, que envolve o núcleo do disco. Esse é o procedimento que é realizado no sistema de hospital dia, o paciente é realizado uma sedação e uma anestesia local através de inserção de uma agulha na região das costas do paciente, nós tentamos atingir o centro do disco, essa agulha ela posicionada na do centro do disco com o auxílio do arco cirúrgico, que é aquele equipamento de raio X que nos dá uma visão tridimensional do corpo. E aí através dessa agulha por dentro dela é passado uma fibra ótica essa fibra ela vai transmitir a energia do equipamento de laser até o centro do disco, essa energia fará com que o núcleo do disco se vaporize e dessa forma a redução a pressão dentro do disco, o volume e a pressão. A pressão reduzida dentro do disco faz muitas vezes com que o fragmento herniado retorne a sua posição habitual ou se isso não for possível a redução da pressão acaba reduzindo consequentemente a  pressão em cima das estruturas nervosas ao redor do disco, que pode ser o suficiente para trazer o alivio dos sintomas do paciente. É um procedimento que dura vinte minutos e o paciente pode ir embora para casa logo depois da cirurgia. Eu gostaria de reforçar também que assim como qualquer outro procedimento para as doenças degenerativas da colunas como as hérnias de disco, um procedimento ele nunca é suficiente, o paciente precisa adotar hábitos de vida saudável, precisa fazer uma reabilitação fortalecimento da musculatura que envolve a coluna. Adotar hábitos posturais bons como a gente já conversou aqui em outra oportunidade, porque senão muitas vezes a gente resolve o problema de um disco do paciente mas algum tempo depois ele vai ter problema no outro disco ou então em outra estrutura que seja de importância para o funcionamento correto da coluna. Bom, gente, hoje foi isso que eu quis mostrar para vocês. Para mais informações sobre esse ou outros procedimentos, acesse o nosso site e acompanhe nossas publicações nas redes sociais. Tags: videocirurgia laser hernia discal
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Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
Categorias: Medicina

Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
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Neuroendoscopia - Entrevista

dom, 01/29/2017 - 11:56
Categorias: Medicina

Neuroendoscopia - Entrevista

dom, 01/29/2017 - 11:56
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Crianças com tumores cerebrais

seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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Crianças com tumores cerebrais

seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
Categorias: Medicina

Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
Categorias: Medicina

Escoliose

seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
Categorias: Medicina

Escoliose

seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
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Neuroendoscopia

qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
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Neuroendoscopia

qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
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