Neurocirurgia

Subscrever feed Neurocirurgia
Atualizado: 2 horas 45 minutos atrás

Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
Categorias: Medicina

Neuroendoscopia - Entrevista

dom, 01/29/2017 - 11:56
Categorias: Medicina

Crianças com tumores cerebrais

seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
Categorias: Medicina

Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
Categorias: Medicina

Escoliose

seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
Categorias: Medicina

Neuroendoscopia

qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Neuroendoscopia

qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Exames de Imagem - DICOM

ter, 06/14/2016 - 09:35

Como enviar arquivos de imagem para o seu médico?

Em algumas situações, pode ser que o seu médico peça para enviar os arquivos referentes às imagens de seu exame. Os exames são gravados em um tipo de arquivo chamado DICOM. Esse arquivo é bem diferente de arquivos .jpg, .png, .gif, etc., pois são arquivos que quando avaliados em programas específicos, chamados de “DICOM Viewer”, permitem que o médico utilize diversas ferramentas que aumentam a possibilidade do diagnóstico correto. Entre essas ferramentas, as mais importantes para a neurocirurgia, são o “janelamento” e o “cross section”, este último permite que a junção de imagens em diferentes cortes (sagital, coronal e axial) seja vista em conjunto, determinando o exato local do problema. Além disso nos arquivos DICOM de imagens de Ressonância de crânio ou de coluna, existem diversas imagens, por exemplo, em apenas 1 sequencia de Ressonância de crânio, podem existir 160 imagens, e geralmente cerca de 10 sequências ou mais são realizadas em cada exame!

Por este motivo, a maneira mais fácil de transferir essas imagens para o computador do medico é a partir de um DVD. No entanto, a internet pode e deve ser utilizada!  Emails não são adequados, pois o arquivo DICOM costuma ser muito grande e ultrapassa os limites permitidos pela maioria dos servidores. No entanto, o paciente pode gravar o DVD em seu computador e, transferir os arquivos utilizando programas ou sites que foram feitos para a transferência de arquivos “pesados”. Sistemas de armazenamento em nuvem como o “Dropbox” podem ser utilizados, nesses casos o paciente grava os arquivos em uma pasta no seu Dropbox e depois escolhe compartilhar com o endereço de email do médico. 

Outros sistemas que podem ser utilizados são os que seguem:

- Infinit

- WeTransfer

- Itrnsfr

- Sendspace

- Dropsend

- Wikisend

- Mediafire

- Box

- Senduit

- Dropitto.me

 

É muito importante que os arquivos a serem transferidos sejam os DICOM e não jpg, .bmp, .gif, .exe, .png, etc.

 

DICA ANTES DE IR AO CONSULTÓRIO MÉDICO: tente gravar as imagens DICOM em um DVD ou pendrive para levar à consulta, pois os arquivos são bastante carregados e a internet no Brasil ainda está bem aquém do ideal, com oscilações frequentes, o que dificulta o download desses arquivos no momento da consulta!

Tags: DICOMressonânciatomografiaCDimagenscomo enviar examecomo enviar imagemimagens médicasexames médicos
Categorias: Medicina

Exames de Imagem - DICOM

ter, 06/14/2016 - 09:35

Como enviar arquivos de imagem para o seu médico?

Em algumas situações, pode ser que o seu médico peça para enviar os arquivos referentes às imagens de seu exame. Os exames são gravados em um tipo de arquivo chamado DICOM. Esse arquivo é bem diferente de arquivos .jpg, .png, .gif, etc., pois são arquivos que quando avaliados em programas específicos, chamados de “DICOM Viewer”, permitem que o médico utilize diversas ferramentas que aumentam a possibilidade do diagnóstico correto. Entre essas ferramentas, as mais importantes para a neurocirurgia, são o “janelamento” e o “cross section”, este último permite que a junção de imagens em diferentes cortes (sagital, coronal e axial) seja vista em conjunto, determinando o exato local do problema. Além disso nos arquivos DICOM de imagens de Ressonância de crânio ou de coluna, existem diversas imagens, por exemplo, em apenas 1 sequencia de Ressonância de crânio, podem existir 160 imagens, e geralmente cerca de 10 sequências ou mais são realizadas em cada exame!

Por este motivo, a maneira mais fácil de transferir essas imagens para o computador do medico é a partir de um DVD. No entanto, a internet pode e deve ser utilizada!  Emails não são adequados, pois o arquivo DICOM costuma ser muito grande e ultrapassa os limites permitidos pela maioria dos servidores. No entanto, o paciente pode gravar o DVD em seu computador e, transferir os arquivos utilizando programas ou sites que foram feitos para a transferência de arquivos “pesados”. Sistemas de armazenamento em nuvem como o “Dropbox” podem ser utilizados, nesses casos o paciente grava os arquivos em uma pasta no seu Dropbox e depois escolhe compartilhar com o endereço de email do médico. 

Outros sistemas que podem ser utilizados são os que seguem:

- Infinit

- WeTransfer

- Itrnsfr

- Sendspace

- Dropsend

- Wikisend

- Mediafire

- Box

- Senduit

- Dropitto.me

 

É muito importante que os arquivos a serem transferidos sejam os DICOM e não jpg, .bmp, .gif, .exe, .png, etc.

 

Tags: DICOMressonânciatomografiaCDimagenscomo enviar examecomo enviar imagemimagens médicasexames médicos
Categorias: Medicina

Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna

ter, 03/22/2016 - 22:00

 

O que é a cirurgia minimamente invasiva da coluna?

É um conjunto de procedimentos que visa o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo e, desta forma, trás uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades profissionais e habituais, e também apresenta menor risco de complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Por exemplo, o risco de sangramento e infecção é menor, haja visto que os cortes são menores e em muitos destes procedimentos, até mesmo inexistentes, pois podem ser feitos com agulhas ou com auxilio de endoscópio

 

Para que tipo de doença ou paciente essas técnicas estão indicadas?

As principais doenças tratadas com estas técnicas são as doenças degenerativas da coluna, que incluem as famosas hérnias de disco e os famosos bicos de papagaio. Outras doenças como fraturas, tumores e deformidades, também podem, muitas vezes, serem tratadas por técnicas minimamente invasivas da coluna. Porém os principais alvos são aqueles problemas relacionados à hérnia de disco. 

 

O que causa a hérnia de disco?

Bom, é uma doença degenerativa, então o paciente apresenta uma predisposição genética. Associa-se a isso, o envelhecimento da coluna; e, o único fator que podemos modificar, são os fatores ambientais. Postura inadequada, exercícios físicos feitos de forma errada, de mais ou de menos, também podem predispor ou agravar quadros de hérnia de disco. Algumas atividades profissionais também podem predispor. Mas é importante ressaltar a predisposição genética, existem pessoas que fazer tudo errado e não têm hérnia de disco, e outros que fazem tudo certo e acabam sofrendo com esse problema.

 

Quando que o paciente com hérnia de disco precisa realizar cirurgia?

90% das hérnias de disco melhoram com o tratamento clínico, ou seja apenas 10% vão precisar de cirurgia, mas como é uma doença muito frequente, realizam-se muitas cirurgias de coluna. Quando o paciente apresenta dor incapacitante, ou algum sintoma neurológico associado como perda de força ou sensibilidade, é um candidato a cirurgia. Caso o paciente não esteja melhorando com o tratamento clínico, também é candidato ao tratamento cirúrgico.

 

Uma grande preocupação dos paciente é o risco de sequela com uma cirurgia na coluna. Este risco é real? 

Hoje em dia, utilizamos técnicas muito seguras e que minimizam ao máximo esse risco. Geralmente os pacientes conhecem um vizinho ou um amigo que fez uma cirurgia de coluna e está muito mal, não melhorou ou ficou com uma sequela…. É importante entender que um dos objetivos da cirurgia é justamente evitar que o paciente evolua com tal sequela, então não devemos generalizar essas situações, pois não dá pra saber o que aconteceu com esses casos, é uma doença com uma variedade muito grande de apresentação. Uma hérnia grande pode causar sintomas apenas transitórios em um paciente, enquanto uma hérnia pequena pode causar disfunção neurológica grave em outro paciente… As cirurgias apresentam um risco que é controlável.

 

Como que é feita esta cirurgia? Como é a anestesia? Quanto tempo precisa ficar internado?

Eu vou ressaltar aqui a cirurgia endoscópica, pois é um método minimamente invasivo que vem crescendo bastante no país e que possui uma gama maior de aplicação clínica. Para uma hérnia de disco lombar simples, por exemplo, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, ou seja, o paciente recebe uma sedação e uma anestesia local, a cirurgia dura cerca de 40minutos a 1 hora, pode levantar logo após a cirurgia e vai embora em torno de 2 a 3 horas após a cirurgia. 

 

Quanto tempo de recuperação o paciente precisa depois de uma cirurgia minimamente invasiva pra hérnia de disco? Precisa ficar afastado por muito tempo?

A recuperação depende muito do paciente e do tipo de doença que ele apresenta, mas de uma forma geral, deixamos 1 semana de repouso em casa e logo reavaliamos para liberar para atividades. Profissões administrativas podem ser retornadas em 10 a 14 dias, mas é importante reservar um tempo para a reabilitação que é geralmente iniciada 1 a 2 semanas após o procedimento. E aos poucos, vamos liberando para atividades que exijam mais esforço.

 

Quais são as vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, quando comparada com a cirurgia convencional?

De uma forma geral: menor tempo de cirurgia, menor risco de sangramento ou de infecção, sem necessidade de anestesia geral, retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais, menos dor pós-operatória já que o corte é menor ou até mesmo inexistente e a musculatura é discretamente mobilizada e separada, ao contrário do que acontece nas cirurgias convencionais que a musculatura precisa ser “descolada” do osso.

  Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
Categorias: Medicina

Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna

ter, 03/22/2016 - 22:00

 

O que é a cirurgia minimamente invasiva da coluna?

É um conjunto de procedimentos que visa o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo e, desta forma, trás uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades profissionais e habituais, e também apresenta menor risco de complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Por exemplo, o risco de sangramento e infecção é menor, haja visto que os cortes são menores e em muitos destes procedimentos, até mesmo inexistentes, pois podem ser feitos com agulhas ou com auxilio de endoscópio

 

Para que tipo de doença ou paciente essas técnicas estão indicadas?

As principais doenças tratadas com estas técnicas são as doenças degenerativas da coluna, que incluem as famosas hérnias de disco e os famosos bicos de papagaio. Outras doenças como fraturas, tumores e deformidades, também podem, muitas vezes, serem tratadas por técnicas minimamente invasivas da coluna. Porém os principais alvos são aqueles problemas relacionados à hérnia de disco. 

 

O que causa a hérnia de disco?

Bom, é uma doença degenerativa, então o paciente apresenta uma predisposição genética. Associa-se a isso, o envelhecimento da coluna; e, o único fator que podemos modificar, são os fatores ambientais. Postura inadequada, exercícios físicos feitos de forma errada, de mais ou de menos, também podem predispor ou agravar quadros de hérnia de disco. Algumas atividades profissionais também podem predispor. Mas é importante ressaltar a predisposição genética, existem pessoas que fazer tudo errado e não têm hérnia de disco, e outros que fazem tudo certo e acabam sofrendo com esse problema.

 

Quando que o paciente com hérnia de disco precisa realizar cirurgia?

90% das hérnias de disco melhoram com o tratamento clínico, ou seja apenas 10% vão precisar de cirurgia, mas como é uma doença muito frequente, realizam-se muitas cirurgias de coluna. Quando o paciente apresenta dor incapacitante, ou algum sintoma neurológico associado como perda de força ou sensibilidade, é um candidato a cirurgia. Caso o paciente não esteja melhorando com o tratamento clínico, também é candidato ao tratamento cirúrgico.

 

Uma grande preocupação dos paciente é o risco de sequela com uma cirurgia na coluna. Este risco é real? 

Hoje em dia, utilizamos técnicas muito seguras e que minimizam ao máximo esse risco. Geralmente os pacientes conhecem um vizinho ou um amigo que fez uma cirurgia de coluna e está muito mal, não melhorou ou ficou com uma sequela…. É importante entender que um dos objetivos da cirurgia é justamente evitar que o paciente evolua com tal sequela, então não devemos generalizar essas situações, pois não dá pra saber o que aconteceu com esses casos, é uma doença com uma variedade muito grande de apresentação. Uma hérnia grande pode causar sintomas apenas transitórios em um paciente, enquanto uma hérnia pequena pode causar disfunção neurológica grave em outro paciente… As cirurgias apresentam um risco que é controlável.

 

Como que é feita esta cirurgia? Como é a anestesia? Quanto tempo precisa ficar internado?

Eu vou ressaltar aqui a cirurgia endoscópica, pois é um método minimamente invasivo que vem crescendo bastante no país e que possui uma gama maior de aplicação clínica. Para uma hérnia de disco lombar simples, por exemplo, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, ou seja, o paciente recebe uma sedação e uma anestesia local, a cirurgia dura cerca de 40minutos a 1 hora, pode levantar logo após a cirurgia e vai embora em torno de 2 a 3 horas após a cirurgia. 

 

Quanto tempo de recuperação o paciente precisa depois de uma cirurgia minimamente invasiva pra hérnia de disco? Precisa ficar afastado por muito tempo?

A recuperação depende muito do paciente e do tipo de doença que ele apresenta, mas de uma forma geral, deixamos 1 semana de repouso em casa e logo reavaliamos para liberar para atividades. Profissões administrativas podem ser retornadas em 10 a 14 dias, mas é importante reservar um tempo para a reabilitação que é geralmente iniciada 1 a 2 semanas após o procedimento. E aos poucos, vamos liberando para atividades que exijam mais esforço.

 

Quais são as vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, quando comparada com a cirurgia convencional?

De uma forma geral: menor tempo de cirurgia, menor risco de sangramento ou de infecção, sem necessidade de anestesia geral, retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais, menos dor pós-operatória já que o corte é menor ou até mesmo inexistente e a musculatura é discretamente mobilizada e separada, ao contrário do que acontece nas cirurgias convencionais que a musculatura precisa ser “descolada” do osso.

  Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
Categorias: Medicina

Vida pós-aneurisma

seg, 12/07/2015 - 20:18

 

Aneurisma Dr Marcelo

 

Entrevista completa

 

O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

  Tags: aneurisma cerebralembolizaçãotratamento minimamente invasivo do aneurisma cerebralcirurgia de aneurismaclipagemarteriografiaaneurisma por vídeo
Categorias: Medicina

Vida pós-aneurisma

seg, 12/07/2015 - 20:18

 

Aneurisma Dr Marcelo

 

Entrevista completa

 

O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

  Tags: aneurisma cerebralembolizaçãotratamento minimamente invasivo do aneurisma cerebralcirurgia de aneurismaclipagemarteriografiaaneurisma por vídeo
Categorias: Medicina

Tratamentos minimamente invasivos para coluna

qui, 11/12/2015 - 16:43
Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Entrevista com Dr Marcelo Amato, neurocirurgião, sobre técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da coluna no programa Freud Explica.

 

Transcrição

 

 

Taty Ades: Olá, boa tarde, que bom ter vocês comigo mais uma vez. Eu sou Taty Ades, esse é o “Freud Explica”. Hoje gente, é um tema bem diferente... quando você sente dor na coluna, você procura qual médico, ortopedista? Vamos falar de coluna e neurocirurgia e para falar com a gente eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião, doutor obrigada pela presença.

Dr. Marcelo Amato: Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Taty Ades: E gente, para me ajudar a conduzir a entrevista mais uma vez o meu amigo Mauricio Andrade

Orador C; Boa tarde, boa tarde doutor.

Dr. Marcelo Amato: Boa tarde.

JB Oliveira: Boa tarde a todos.

Taty Ades: Então vamos lá, doutor para começar, na verdade é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna, como é que é, o que que é essa cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: é um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa, então dessa forma o paciente ele consegue ter uma recuperação mais rápido, um retorno mais rápido das atividades, então pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápido então ele tem menos dor no pós operatório então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com uma menor agressividade para o paciente.

Taty Ades: E o que eu falei agora a pouco, quer dizer, geralmente tem dor na coluna a gente busca o ortopedista, quer dizer, a gente realmente acho que é interessante essa pauta, porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia, é algo novo essa cirurgia ou não, ou estamos desinformados?

Dr. Marcelo Amato: Não é isso comum em todos os pacientes tem essa dúvida mesmo e quem mais encaminha paciente para o neurocirurgia é o ortopedista, então muitas vezes o paciente está com problema na coluna ele procura realmente o ortopedista que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna e ai ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna, existe essa possibilidade, então antigamente até... a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, a neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali, talvez mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas e hoje é um negócio meio misturado não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião, é aquela técnica que é melhor para o paciente é o que vai ser feito em cada caso.

Taty Ades: Pensando nessas, quais as possibilidades, quais os problemas de coluna que você pode de repente fazer essa cirurgia e serem resolvidos?

Dr. Marcelo Amato: Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas que são, as famosas hérnias de disco, famosas bico de papagaio, é logico que pacientes que tem fraturas, tumores ou deformidades da coluna eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas, mas realmente aquelas doenças relacionadas com a hérnia de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais.

Orador C; Então, doutor eu queria saber, interessante você é neurocirurgião e fazendo essa técnica minimamente invasiva com relação a coluna, então qual que é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação a parte da coluna do corpo?

Dr. Marcelo Amato: Da mesma forma que o crânio ele envolve o cérebro, a coluna ela envolve a medula e os nervos, então a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender que o neurocirurgião ele não opera só o cérebro ele opera o crânio também, mas se a gente for falar não, da medula e ai talvez a dúvida ele volte, “poxa, mas quem será que opera a medula? Ortopedista...” então, a relação é essa, a coluna ele envolve o tecido nervoso ainda, então por isso que a gente está... o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos como também da coluna.

JB Oliveira: É, a gente estava ali falando lá fora também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião, existe uma...quase não existe uma divisão com relação a isso quando se fala nos problemas relativos a coluna, aos crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra?

Dr. Marcelo Amato: Existem algumas doenças especificas que são mais tratadas pelo neurocirurgiões isso em relação a coluna e outras doenças que são historicamente ai mais tratadas pelos ortopedistas então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna como escolioses, desiquilíbrio sagital então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna geralmente são tratadas pelo ortopedista isso historicamente ai como eu disse isso já está se mesclando, então a gente tem... eu trabalho com ortopedista, tenho a chance a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas, a gente vê que a formação é diferente, mas a ideia realmente é chegar no melhor para o paciente.

Taty Ades: Pois é importante isso que você está falando é importante ter esse trabalho em equipe também...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: O ortopedista te passando informações ou vice-versa...?

Dr. Marcelo Amato: Uhum.

Orador C; Que assim, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem por enquanto eu não sei o que é uma hérnia de disco, como que você pode definir para nós explicar como acontece a hérnia de disco?

Orador A E tanta gente tem...

Orador C; Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: E geralmente a pessoa está com dor ela logo fala “nossa’ deve ser uma hérnia de disco” a primeira coisa que...

Dr. Marcelo Amato: É a maior culpada...

Taty Ades: Exatamente e realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia?

Dr. Marcelo Amato: O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta, para vocês terem uma ideia é a segunda maior causa de procura ao médico só perde para resfriado, infecções de vias aéreas superiores, é a dor na coluna então, é muito comum, agora eu digo que em 50 por cento desses casos de dor na coluna a gente nunca vai descobrir o que foi que causou, se foi uma hérnia de disco, se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação, a gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas faz um repouso toma medicação e melhora, quando a dor ela insiste mais tempo e que exige uma investigação é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E é assim, o disco ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento ele fica entre uma vertebra e outra então, quando a gente está andando ele está amortecendo ali o impacto entre uma vertebra e outra então, quando o disco ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora que a gente chama de ângulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, os pacientes gostam de comparar ele entendem muito quando a gente fala do bubbaloo então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro, então imagina naquele chiclete você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, não é tão liquido como no chiclete então, é mais cartilagem mesmo...

Taty Ades: Fica imaginando a dor.... ‘nossa’!

Dr. Marcelo Amato: E acontece que os nervos e alguns níveis da coluna também a medula passam muito próximo do disco então, quando extravasa essa parte de dentro que é o núcleo pulposo ocorre uma compressão do nervo e também uma reação inflamatória muito importante e isso é o que causa a dor a dor típica da hérnia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor começa na coluna e irradia para perna então, esses nervos eles vão, vão para a perna, no caso a coluna cervical vai para o braço eles estão eles dão essa dor irradiada.

Taty Ades: Tenho os problema de escoliose, lordose, e esse cifose, então eu sei que realmente é terrível porque assim, é uma dor que espalha até a planta do pé e a dor da coluna ela é cruel mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades:  Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hérnia vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor, ela tem essa possibilidade?

Dr. Marcelo Amato: Esse é o objetivo, então como eu vinha falando, 90 por cento dos casos de hérnia de disco, não são nem de dor na coluna a gente já chegou ao diagnóstico de hérnia de disco 90 por cento desses pacientes eles vão melhorar com tratamento clínico sem precisar da cirurgia, então a gente reserva cirurgia par aos casos mais graves quando existe uma perda de função neurológica, ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade e a dor é incapacitante esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que tem uma dor mais leve, moderado nem tem tanta ... não tem problema neurológico, mas está com a dor está tentando tratamento clinico ali um mês, dois meses, não resolveu ai esse paciente também tem indicação de cirurgia, mas de uma forma geral quanto mais rápido a gente opera maior a chance do paciente melhorar da dor, então é uma paciente que a gente tem que seguir de perto, porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, porque 90 por cento deles vão melhorar com tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia, porque senão a melhora da dor ela é parcial às vezes, então depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença de comodidade, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo.

Taty Ades: Ok.

JB Oliveira: E a longo prazo o não tratamento o que pode causar a pessoa?

Dr. Marcelo Amato: É... eu acho que esse ponto é muito importante, porque muitos pacientes tem medo da cirurgia, então ok, se o paciente acabou de começar com quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica e quer tentar mais tempo o tratamento clínico desde que esteja com acompanhamento m´médico é aceitável, mas se o paciente já está perdendo força num membro ou está perdendo sensibilidade ou a dor está atrapalhando o paciente não consegue mais trabalhar, esse paciente ele deve conversar bem com seu médico e esses casos tem muito benefício da cirurgia e se não operar realmente ele pode ficar com uma sequela.

Taty Ades: Doutor, a Paula pergunta o seguinte, “tenho uma dor que não se diagnostica nunca, espalha pelo corpo inicia na nuca sempre a nunca fica muito rígida como uma pedra e perco os movimentos além de formigamento no corpo, o que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também”. Paula

Dr. Marcelo Amato: Eu recebo muitas perguntas de pacientes como o caso dela e muito difícil a gente com algumas palavras tentar chegar num diagnóstico, então até os pacientes muitas vezes eles querem fazer o exame para... mas o mais importante é o exame neurológico, então essa paciente precisa fazer o exame neurológico detalhado para ver exatamente se esse formigamento se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hérnia de disco cervical, por exemplo, esse quadro que ela me diz ele é compatível com a hérnia de disco cervical, dor na nuca, formigamento nos braços, como a hérnia a coluna cervical no meio dela passa a medula que dá informação para o nosso cérebro do corpo inteiro, então teoricamente os sintomas eles podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores, então é uma possibilidade, mas por outro lado também uma fibromialgia é uma possibilidade para esse paciente então...

Taty Ades: Também, né?

Dr. Marcelo Amato: Também, não dá para gente saber só com essas informações.

Taty Ades:Ou uma artrite talvez...?

Taty Ades: é o meu caso, bom saber, porque eu tenho fibromialgia e é uma dor assim transtorna a gente. E ai nesse caso eu tenho até uma pergunta para vocês, a dor na coluna seja causada por uma hérnia de disco ou algum outro problema da própria coluna ela pode começar gerar algum tipo de transtorno psicológico da pessoa por causa da dor constante dia a dia, hora a hora e isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa?

Dr. Marcelo Amato: Sim, com certe e é muito comum a gente vê essas cosias caminhando junto então, paciente que tem dor crônica é muito cursar com depressão e o oposto é verdadeiro também, paciente que é deprimido também tem mais dor.

Taty Ades: Sim, eu recebo muito em consultório Mau e doutor, pessoas que tem se queixam de quadros de fibromialgia realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo, mas existe por exemplo, inclusive uma pessoa que eu estou pensando agora que em dois meses quer dizer, verbalizando que ela sentia e no processo terapêutico a dor desapareceu ela n ao tem mais sintoma algum, como outras coisas que ela tinha, ulcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo eu acho que é bom ficar atento sempre a esse lado emocional também, quer dizer... tem os dois lados um vai levar o outro.

Dr. Marcelo Amato: E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que tem fibromialgia que tem dor no corpo inteiro esses pacientes também podem ter hérnia de disco então, muitas vezes esses pacientes às vezes são mal interpretados e fala “ah, não, é fibromialgia” e não sei o que...

JB Oliveira: Mal orientados, na verdade, podem ser também...?

Dr. Marcelo Amato: Sim.

JB Oliveira: eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um auto diagnostico que é uma coisa perigosíssima, tanto em situações psicológicas, como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim muito parecida pode não ser a mesma coisa e ela acaba fazendo um auto diagnostico e entrando em situações que realmente acabam lesando a pessoa.

Taty Ades: Olha, aqui gente, do que a gente está falando, o Lucas de São Paulo ele diz, “Doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia?” Porque cada vez mais gente, casos de fibromialgia realmente está... a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não... como é que é?

Dr. Marcelo Amato: É... eu pessoalmente eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologia ou de um fisiatra para seguir esses paciente junto comigo, mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia ele pode ter uma dor relacionada a coluna e ele geralmente tem uma sensibilidade maior então, às vezes uma hérnia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer para ele e ai para esses casos específicos pode...

Taty Ades: Que ele fica mais sensível a dor seja qual for...

Dr. Marcelo Amato: Exatamente.

Taty Ades: a fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, não é?

Dr. Marcelo Amato: Tem alguns paciente com fibromialgia que cursaram com uma hérnia de disco lombar e ai alguns procedimento minimamente invasiva para ajudar na dor, às vezes o paciente que estava, que já estava controlando a fibromialgia apareceu essa outra dor, fez um procedimento melhorou ai ele voltou ao patamar estável dele, então assim um tratamento cirúrgico direto...

Taty Ades: Suportável, né...

Dr. Marcelo Amato: Tratamento direto assim, cirurgia para fibromialgia não tem, mas para as coisas que podem vir associada, sim.

JB Oliveira: Então, normalmente pós cirurgia, quanto tempo em recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja boa cirurgia vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida a pessoa pode ter alguma sequela, o pós operatório é demorado, como é que fica?

Dr. Marcelo Amato: Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa, eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar para uma gama maior ai de pacientes, então em geral para uma hérnia de disco simples ou essa cirurgia endoscópica ela é ambulatorial então, o paciente ele vai no dia para cirurgia para clínica, para o hospital e vai embora no mesmo dia então, a cirurgia ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, então dura em torno de 40 minutos a 1 hora.

Taty Ades: Que coisa, a gente imagina aquela...

Dr. Marcelo Amato: É cirurgia de coluna

JB Oliveira: Coisa da idade média...

Dr. Marcelo Amato: E então, logo depois o paciente fica ali umas duas, três horas no pós operatório depois vai para casa, vai andando para casa, então é logico que depois precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade do paciente na segunda semana ele pode voltar as atividades profissionais, a não ser que ele seja... use a força física para trabalhar ai a gente tem que deixar um pouco mais de tempo. A sua outra pergunta...? Ah, foi com relação a sequelas...

JB Oliveira: Sequelas, ahãm.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente lida muito próximo das estruturas nervosas, das raízes nervosas, da medula em alguns casos, isso é o que mais preocupa os pacientes se vai sair da cirurgia com alguma sequela neurológica, é importante ressaltar que a cirurgia ela é feita justamente para evitar uma sequela então, é aquele paciente que está piorando da força tem que operar logo para não....

Taty Ades: Sim, sim, para que não tenha outros problemas...

Dr. Marcelo Amato: É, então hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras e que minimizam o máximo esse risco, mas mesmo assim é possível, é um risco baixo, mas é um risco. Complicações da cirurgia minimamente invasivas elas são muito menores quando a gente comprar com a cirurgia convencional então, o corte é menor ou às vezes até inexistente, porque é muitas delas a gente faz com agulhas então a lesão do tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós operatório, a recuperação é mais rápida então, isso tudo traz um conforto melhor ai para o paciente, realmente e é uma cirurgia mais confortável digamos assim.

JB Oliveira: Fico imaginando como era antigamente isso, como é que...

Taty Ades: Nem imagine...

JB Oliveira: Como é que se tratava isso há 40 anos atrás...?

Taty Ades: Vou deixar essa resposta para o doutor responder depois do nossos intervalinho, tá bom gente, a gente já volta.

Orador D: Olá, eu sou o J.B.Oliveira, quero convidar você para assistir o nosso programa “Conversando com São Paulo”, pela TV Geração Z, conto com você.

Orador E: Alô, galera do bem, estou aqui para lembrar a vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa “Lucimara Parisi”, sobre os mais diversos assuntos, mas de cada 15 dias a gente fala sobre os Et’s, eu estou aqui com a maior ufóloga do país Ângela Pascoal, esclarecendo várias dúvidas, você internauta pode mandar a sua mensagem que a gente vai esclarecer, eles existem, eles estão perto ou não? Confira toda quartas-feiras ás 21 horas aqui na TV Geração Z.

Orador F: Olá, eu sou Amanda Pereira, quarta-feira as 19 horas ao vivo aqui na TV GZ, nós temos um encontro marcado, é nosso happy hour, o nosso programa “atualidade TV” com olhar para a mulher contemporânea atual múltipla ou para você que quer entender um pouquinho mais essa mulher.

Taty Ades: De volta com “Freud explica” hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões o Mauricio deixou uma questão para o doutor, Mau, por favor, só uma...

JB Oliveira: Eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecei, se existiam mais casos talvez de problema na cirurgia, isso 40 anos atrás como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: 40 anos atrás a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até para diagnosticar casos facilmente hoje diagnósticos como a ressonância magnética, por exemplo,

Taty Ades: Realmente, acho que seria uma (ininteligível) mesmo...

Dr. Marcelo Amato: e certamente existiam outros métodos de diagnostico era utilizado antes da ressonância, tomografia antes da tomografia o raio x com injeção de contraste que é a melografia, então a gente conseguia identificar o problemas e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eles eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia, então a cirurgia ela era ´pum pouco exploratória também, a gente tinha que explorar achar o problema e resolver, mas era resolvido.

JB Oliveira: Antes da Taty perguntar, eu queria a gente conversando aqui agora a pouco, sobre a questão da dor pontual, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito agudas às vezes, e isso é uma dor muscular e a gente confundir às vezes ‘não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna” eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Dr. Marcelo Amato: Realmente assim, a musculatura ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular ai, então a musculatura ela vai estar sempre envolvida na dor, então num caso de hérnia de disco a musculatura ela trava mesmo e o paciente às vezes “’nossa’ eu travei não consegui me mexer” porque a musculatura ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada e na ausência de uma hérnia de disco realmente a musculatura ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa dá contraturas e o paciente ter dor intensa mesmo e o que a gente estava comentando é que realmente quando a dor ela é mais muscular ela vai mudando às vezes de lugar, então uma hora ela está aqui do lado direito outra hora está do lado...

Taty Ades: É, vai migrando...

Dr. Marcelo Amato: Eu inverti os lados aqui, esquerdo, direito, tudo bem. Mas ela vai migrando, diferente da hérnia de disco que realmente se tem uma hérnia com compressão neurológica é um, dois nervos que estão apertados e vão doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna, então isso dá algumas dicas para gente se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se ele é da hérnia de disco.

JB Oliveira: ah, legal isso.

Taty Ades: Vamos ver Elaine Luz, Elaine, beijão para você. “Boa tarde Taty, há dois anos comecei apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo e o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva, a reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão, remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e com o tempo a dor começou a se manifestar no direito, hoje o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei ligeira redução de movimentos e o braço direito ainda está bem limitado apesar de ter diminuído as dores que são maiores em caso de esforço, paralelamente eu estava passando por um luto muito difícil, a capsulite adesiva pode ser também psicossomática tal como a fibromialgia?” Doutro o que seria capsulite adesiva?

Dr. Marcelo Amato: Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna, então foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Que ela migra de um para o outro.... e...

Dr. Marcelo Amato: provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço, então não... esses casos até pode ter alguma dor relacionada a coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna, quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor ao movimentação, provavelmente não é problema da coluna.

Taty Ades: Quando se inicia no ombro geralmente não é da coluna então...?

Dr. Marcelo Amato: Tem algumas raízes nervosas da coluna cervical, então hérnias de disco na coluna cervical elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro às vezes até para o braço.

Taty Ades: Mas é porque está irradiando do pescoço, ok.

Dr. Marcelo Amato: Porque está irradiando, então é difícil diferenciar então, realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna.

Taty Ades: OK. Então vamos lá...

JB Oliveira: De repente essa capsulite é uma bursite?

Orador B; Sim, pode ser.

Taty Ades: É possível, né...

Dr. Marcelo Amato: Realmente foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Pode ser, exatamente. E quanto à questão Elaine de psicossomático eu responderia que tudo pode ser, mas essa é uma visão minha, eu acho que muitas coisas podem ser. Aqui a Denise, “doutor Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva e como é essa procedimento?”.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente, então os cortes são menores às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas e diferente do procedimento convencional para uma hérnia de disco, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimento minimamente invasivos. A cirurgia convencional ela também não é, na hora que a gente fala não é coisa que era feita há 40 anos atrás, ela precisa direcionar, ele evoluiu...

JB Oliveira: Ela evoluiu....

Taty Ades: O Mau gostou dessa ideia...

JB Oliveira:  É uma dúvida medieval que eu tive...

Dr. Marcelo Amato: Mas ela evoluiu muito e importante falar isso, porque não são todos os pacientes que são candidatos ideias para uma cirurgia minimamente invasiva, então tem alguns tipos de doenças, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e ai parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas não é, cirurgia evoluiu muito também feita com muita segurança hoje em dia e estamos ai resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também.

Taty Ades: Olha aqui, a Camila gente, ela pergunta “Doutor, após a cirurgia para hérnia de disco poderei fazer ginastica?” a pessoa volta as atividades?

Dr. Marcelo Amato:  É, essa pergunta eu acho fantástica, porque os pacientes tem muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo de não especialistas de falar, não, pode fazer, porque está com medo de piorar a situação, então a ideia é que faça sim, logico que cada paciente vai precisar de um tempo de recuperação, pacientes que tem uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza, do que aquele que não faz nada e “não, gora eu tive a hérnia eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal” esse ai provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar as atividades, mas a ideia é que volte sim.

Taty Ades: Que volte, legal, legal.

Dr. Marcelo Amato: é que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para coluna, então atividades de muito impacto, atividade competitiva, de contato, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir.

Taty Ades: Aeróbica...

Dr. Marcelo Amato: É a atividade aeróbica dependendo do tipo dá para fazer.

JB Oliveira: Jiu jitsu...

Dr. Marcelo Amato: Pois é Jiu jitsu é... tem gente com disco cervical e que luta e quer muito voltar, difícil... porque é muito ariscado.

JB Oliveira: Você havia falado para gente com relação ao desgaste que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, mas normalmente a hérnia ela pode ser gerada, ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de uma atividade mais intensa, por que ela acontece?

Dr. Marcelo Amato: Bom, é uma doença degenerativa então, o paciente ele geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar hérnia de disco e tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla que é o envelhecimento da coluna, agora existe os fatores ambientais que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco.

Taty Ades: Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história, acertei? Sei porque ele sempre está.

Dr. Marcelo Amato: Existem muitos estudos que mostrando.

Taty Ades: Em tudo, não é?

Dr. Marcelo Amato: Com certeza, com certeza, prejudica sim, mas principalmente postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais também prejudica pode predispor o caso a uma hérnia de disco, alguma profissão da pessoa também tem algumas....

JB Oliveira: Sedentarismo também.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza sedentarismo também e é o que eu vejo hoje pessoas cada vez mais jovens tendo hérnia de disco pelo sedentarismo então, eu acho que eu respondi a sua pergunta.

Orador C; Sim, sim.

Taty Ades: Doutor a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, a Daniela pergunta o seguinte “Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical, meu medo de operar é de ficar tetraplégica, existe esse perigo?” a gente estava comentando no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, quer dizer, pode ter esse perigo ou...?

Dr. Marcelo Amato: Realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda função do nosso cérebro para o corpo, então uma lesão na medula cervical ela pode deixar o paciente tetraplégico, mas a cirurgia hoje em dia é o que a gente tem falado, ela é muito seguro a gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras trazendo esse risco lá para baixo então, falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos para coluna hoje em dia são baixos e é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam então, é questão a gente tem sempre que pesar o risco e o benefício do procedimento, a pessoa vai se beneficiar vai ficar sem risco de ficar tetraplégico pela doença eventualmente então, isso precisa ser pesado logico respeitando caso a caso.

JB Oliveira: é você disse uma coisa legal que é a cirurgia ela é para evitar e não para provocar, para evitar uma sequela em função do problema e não a pós cirurgia gerar o problema, na verdade a cirurgia é para evitar.

Taty Ades: é importante isso, ressaltar porque as pessoas ainda tem muito medo.

JB Oliveira: Que pensam que fazer a cirurgia elas vão ficar sequeladas.

Dr. Marcelo Amato: Só fazer uma ressalva para também não ficar mal interpretado que às vezes as pessoas tem uma hérnia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégico por causa da hérnia de disco, então é importante ressaltar que a hérnia de disco não é um tumor que vai crescendo e cada hora e um dia vai ficar tetraplégico, não é assim, então se o quadro está estável o sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada é tocar a vida, porque os pacientes eles ficam ansiosos, “não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hérnia de disco ai 3 anos atrás e depois eu nunca vi como que estava”, “não, mas você está sentindo alguma coisa?”, “não, não estou sentindo nada” eu falei “então, não precisa investigar dessa forma’ porque esses pacientes a gente vê que gera uma ansiedade muito grande neles e desnecessária, não é uma tumor não é que vai ficar.

Taty Ades: Por favor gente...

Dr. Marcelo Amato: É.

Taty Ades: Aqui a Rita de Belo Horizonte “A escoliose pode ser tratada com cirurgia? até hoje não achei tratamento adequado” eu também não Rita. E é uma dor realmente eu que tenho escoliose, olha, é complicado e a gente tem sempre que star ajeitando a postura, porque senão você percebe você já está, o ombro já vai indo é complicado mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Certamente existe cirurgia para escoliose, sempre os procedimentos para coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico então, certamente o paciente não pode jogar toda esperança na cirurgia então, como a gente falou, é uma doença degenerativa então, ela... para a hérnia de disco, para a escoliose vai operar aquele problema naquela região tem que lembrar que a coluna é grande tem outras regiões para cuidar, mas se ela está com sintomas certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim.

JB Oliveira: ai existe também algum tipo de vamos falar no sentido contrário vai, alguma medicina de prevenção no caso para evitar o que eu possa a vir a ter independente se ´é degenerativo ou se é uma coisa genética?

Dr. Marcelo Amato: Eu gosto de combater o sedentarismo, eu como melhor maneira de evitar os problemas de coluna então, não tem uma formula magica como eu falei exercício de mais ou de menos pode prejudicar então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado para ela, mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada de forma equilibrada é o que a gente pode fazer, a predisposição genética ou o envelhecimento não tem como lutar com isso então, a gente tem que realmente brigar para que a prevenção seja feita de forma adequada.

JB Oliveira: em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar ai o melhor situação possível da saúde da gente.

Taty Ades: é prevenção é muito importante.

JB Oliveira: É a prevenção sempre.

Taty Ades: Aqui o Carlos doutor diz o seguinte, “como saber se preciso procurar ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna, existem sintomas específicos?”

Dr. Marcelo Amato: Se o sintomas está relacionado a coluna ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião, no Brasil a gente tem essa livre escolha em outros países geralmente o paciente tem que passar com o clínico geral e ele encaminhas, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atende-lo como primeiro ate4ndimento sem dúvida.

Taty Ades: Ok, OK, Geralmente pensa no ortopedista primeiro...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

JB Oliveira: Aliás eu não tinha a mínima ideia de que podia entrar com neurocirurgião, não sabia, como muita gente também não deve saber e agora acho legal as pessoas estarem mais informadas, isso é extremamente importante, falou em osso como dizia meu avô, falou em osso vai no ortopedista.

Taty Ades: É verdade, é verdade.

JB Oliveira: E eu acho que umas das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja informação as pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas tratamento e acaba como eu disse assim, fazendo auto diagnostico e se tratando em casa com as coisas antigas pode funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento ir no médico, porque elas não sabem, porque elas não têm informação e eu acredito que informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde.

Dr. Marcelo Amato: concordo.

Taty Ades: Doutor, considerações finais eu gostaria de deixar, logico está passando no ‘gc’ o site Amato e o telefone, você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail?

Dr. Marcelo Amato: Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para eventualmente se eu consegui ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação eu já fico satisfeito.

Taty Ades: Com certeza ajudou muito.

Dr. Marcelo Amato: Então...

Taty Ades: Então, o contato é o...

Dr. Marcelo Amato: Do site...

Taty Ades: Do site que está passando, está ‘joia’, muito obrigada.

Dr. Marcelo Amato: Imagina, eu que agradeço.

Taty Ades: Mau, mais uma vez obrigada.

JB Oliveira: Obrigado, estamos aqui.

Taty Ades: Sempre ajudando aqui.

JB Oliveira: Obrigado doutor, você me ajudou muito hoje.

Taty Ades: ‘Gente’ a semana que vem a gente vai receber.... vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para gente essa experiência tão dolorosa e a superação como é que foi para ela superar, ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem, um beijo muito grande, até lá.

Fim da transcrição.

colunavideoentrevistalaser
Categorias: Medicina

Tratamentos minimamente invasivos para coluna

qui, 11/12/2015 - 16:43
Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Entrevista com Dr Marcelo Amato, neurocirurgião, sobre técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da coluna no programa Freud Explica.

 

Transcrição

 

 

Taty Ades: Olá, boa tarde, que bom ter vocês comigo mais uma vez. Eu sou Taty Ades, esse é o “Freud Explica”. Hoje gente, é um tema bem diferente... quando você sente dor na coluna, você procura qual médico, ortopedista? Vamos falar de coluna e neurocirurgia e para falar com a gente eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião, doutor obrigada pela presença.

Dr. Marcelo Amato: Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Taty Ades: E gente, para me ajudar a conduzir a entrevista mais uma vez o meu amigo Mauricio Andrade

Orador C; Boa tarde, boa tarde doutor.

Dr. Marcelo Amato: Boa tarde.

JB Oliveira: Boa tarde a todos.

Taty Ades: Então vamos lá, doutor para começar, na verdade é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna, como é que é, o que que é essa cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: é um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa, então dessa forma o paciente ele consegue ter uma recuperação mais rápido, um retorno mais rápido das atividades, então pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápido então ele tem menos dor no pós operatório então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com uma menor agressividade para o paciente.

Taty Ades: E o que eu falei agora a pouco, quer dizer, geralmente tem dor na coluna a gente busca o ortopedista, quer dizer, a gente realmente acho que é interessante essa pauta, porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia, é algo novo essa cirurgia ou não, ou estamos desinformados?

Dr. Marcelo Amato: Não é isso comum em todos os pacientes tem essa dúvida mesmo e quem mais encaminha paciente para o neurocirurgia é o ortopedista, então muitas vezes o paciente está com problema na coluna ele procura realmente o ortopedista que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna e ai ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna, existe essa possibilidade, então antigamente até... a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, a neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali, talvez mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas e hoje é um negócio meio misturado não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião, é aquela técnica que é melhor para o paciente é o que vai ser feito em cada caso.

Taty Ades: Pensando nessas, quais as possibilidades, quais os problemas de coluna que você pode de repente fazer essa cirurgia e serem resolvidos?

Dr. Marcelo Amato: Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas que são, as famosas hérnias de disco, famosas bico de papagaio, é logico que pacientes que tem fraturas, tumores ou deformidades da coluna eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas, mas realmente aquelas doenças relacionadas com a hérnia de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais.

Orador C; Então, doutor eu queria saber, interessante você é neurocirurgião e fazendo essa técnica minimamente invasiva com relação a coluna, então qual que é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação a parte da coluna do corpo?

Dr. Marcelo Amato: Da mesma forma que o crânio ele envolve o cérebro, a coluna ela envolve a medula e os nervos, então a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender que o neurocirurgião ele não opera só o cérebro ele opera o crânio também, mas se a gente for falar não, da medula e ai talvez a dúvida ele volte, “poxa, mas quem será que opera a medula? Ortopedista...” então, a relação é essa, a coluna ele envolve o tecido nervoso ainda, então por isso que a gente está... o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos como também da coluna.

JB Oliveira: É, a gente estava ali falando lá fora também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião, existe uma...quase não existe uma divisão com relação a isso quando se fala nos problemas relativos a coluna, aos crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra?

Dr. Marcelo Amato: Existem algumas doenças especificas que são mais tratadas pelo neurocirurgiões isso em relação a coluna e outras doenças que são historicamente ai mais tratadas pelos ortopedistas então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna como escolioses, desiquilíbrio sagital então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna geralmente são tratadas pelo ortopedista isso historicamente ai como eu disse isso já está se mesclando, então a gente tem... eu trabalho com ortopedista, tenho a chance a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas, a gente vê que a formação é diferente, mas a ideia realmente é chegar no melhor para o paciente.

Taty Ades: Pois é importante isso que você está falando é importante ter esse trabalho em equipe também...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: O ortopedista te passando informações ou vice-versa...?

Dr. Marcelo Amato: Uhum.

Orador C; Que assim, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem por enquanto eu não sei o que é uma hérnia de disco, como que você pode definir para nós explicar como acontece a hérnia de disco?

Orador A E tanta gente tem...

Orador C; Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: E geralmente a pessoa está com dor ela logo fala “nossa’ deve ser uma hérnia de disco” a primeira coisa que...

Dr. Marcelo Amato: É a maior culpada...

Taty Ades: Exatamente e realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia?

Dr. Marcelo Amato: O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta, para vocês terem uma ideia é a segunda maior causa de procura ao médico só perde para resfriado, infecções de vias aéreas superiores, é a dor na coluna então, é muito comum, agora eu digo que em 50 por cento desses casos de dor na coluna a gente nunca vai descobrir o que foi que causou, se foi uma hérnia de disco, se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação, a gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas faz um repouso toma medicação e melhora, quando a dor ela insiste mais tempo e que exige uma investigação é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E é assim, o disco ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento ele fica entre uma vertebra e outra então, quando a gente está andando ele está amortecendo ali o impacto entre uma vertebra e outra então, quando o disco ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora que a gente chama de ângulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, os pacientes gostam de comparar ele entendem muito quando a gente fala do bubbaloo então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro, então imagina naquele chiclete você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, não é tão liquido como no chiclete então, é mais cartilagem mesmo...

Taty Ades: Fica imaginando a dor.... ‘nossa’!

Dr. Marcelo Amato: E acontece que os nervos e alguns níveis da coluna também a medula passam muito próximo do disco então, quando extravasa essa parte de dentro que é o núcleo pulposo ocorre uma compressão do nervo e também uma reação inflamatória muito importante e isso é o que causa a dor a dor típica da hérnia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor começa na coluna e irradia para perna então, esses nervos eles vão, vão para a perna, no caso a coluna cervical vai para o braço eles estão eles dão essa dor irradiada.

Taty Ades: Tenho os problema de escoliose, lordose, e esse cifose, então eu sei que realmente é terrível porque assim, é uma dor que espalha até a planta do pé e a dor da coluna ela é cruel mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades:  Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hérnia vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor, ela tem essa possibilidade?

Dr. Marcelo Amato: Esse é o objetivo, então como eu vinha falando, 90 por cento dos casos de hérnia de disco, não são nem de dor na coluna a gente já chegou ao diagnóstico de hérnia de disco 90 por cento desses pacientes eles vão melhorar com tratamento clínico sem precisar da cirurgia, então a gente reserva cirurgia par aos casos mais graves quando existe uma perda de função neurológica, ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade e a dor é incapacitante esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que tem uma dor mais leve, moderado nem tem tanta ... não tem problema neurológico, mas está com a dor está tentando tratamento clinico ali um mês, dois meses, não resolveu ai esse paciente também tem indicação de cirurgia, mas de uma forma geral quanto mais rápido a gente opera maior a chance do paciente melhorar da dor, então é uma paciente que a gente tem que seguir de perto, porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, porque 90 por cento deles vão melhorar com tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia, porque senão a melhora da dor ela é parcial às vezes, então depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença de comodidade, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo.

Taty Ades: Ok.

JB Oliveira: E a longo prazo o não tratamento o que pode causar a pessoa?

Dr. Marcelo Amato: É... eu acho que esse ponto é muito importante, porque muitos pacientes tem medo da cirurgia, então ok, se o paciente acabou de começar com quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica e quer tentar mais tempo o tratamento clínico desde que esteja com acompanhamento m´médico é aceitável, mas se o paciente já está perdendo força num membro ou está perdendo sensibilidade ou a dor está atrapalhando o paciente não consegue mais trabalhar, esse paciente ele deve conversar bem com seu médico e esses casos tem muito benefício da cirurgia e se não operar realmente ele pode ficar com uma sequela.

Taty Ades: Doutor, a Paula pergunta o seguinte, “tenho uma dor que não se diagnostica nunca, espalha pelo corpo inicia na nuca sempre a nunca fica muito rígida como uma pedra e perco os movimentos além de formigamento no corpo, o que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também”. Paula

Dr. Marcelo Amato: Eu recebo muitas perguntas de pacientes como o caso dela e muito difícil a gente com algumas palavras tentar chegar num diagnóstico, então até os pacientes muitas vezes eles querem fazer o exame para... mas o mais importante é o exame neurológico, então essa paciente precisa fazer o exame neurológico detalhado para ver exatamente se esse formigamento se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hérnia de disco cervical, por exemplo, esse quadro que ela me diz ele é compatível com a hérnia de disco cervical, dor na nuca, formigamento nos braços, como a hérnia a coluna cervical no meio dela passa a medula que dá informação para o nosso cérebro do corpo inteiro, então teoricamente os sintomas eles podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores, então é uma possibilidade, mas por outro lado também uma fibromialgia é uma possibilidade para esse paciente então...

Taty Ades: Também, né?

Dr. Marcelo Amato: Também, não dá para gente saber só com essas informações.

Taty Ades:Ou uma artrite talvez...?

Taty Ades: é o meu caso, bom saber, porque eu tenho fibromialgia e é uma dor assim transtorna a gente. E ai nesse caso eu tenho até uma pergunta para vocês, a dor na coluna seja causada por uma hérnia de disco ou algum outro problema da própria coluna ela pode começar gerar algum tipo de transtorno psicológico da pessoa por causa da dor constante dia a dia, hora a hora e isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa?

Dr. Marcelo Amato: Sim, com certe e é muito comum a gente vê essas cosias caminhando junto então, paciente que tem dor crônica é muito cursar com depressão e o oposto é verdadeiro também, paciente que é deprimido também tem mais dor.

Taty Ades: Sim, eu recebo muito em consultório Mau e doutor, pessoas que tem se queixam de quadros de fibromialgia realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo, mas existe por exemplo, inclusive uma pessoa que eu estou pensando agora que em dois meses quer dizer, verbalizando que ela sentia e no processo terapêutico a dor desapareceu ela n ao tem mais sintoma algum, como outras coisas que ela tinha, ulcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo eu acho que é bom ficar atento sempre a esse lado emocional também, quer dizer... tem os dois lados um vai levar o outro.

Dr. Marcelo Amato: E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que tem fibromialgia que tem dor no corpo inteiro esses pacientes também podem ter hérnia de disco então, muitas vezes esses pacientes às vezes são mal interpretados e fala “ah, não, é fibromialgia” e não sei o que...

JB Oliveira: Mal orientados, na verdade, podem ser também...?

Dr. Marcelo Amato: Sim.

JB Oliveira: eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um auto diagnostico que é uma coisa perigosíssima, tanto em situações psicológicas, como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim muito parecida pode não ser a mesma coisa e ela acaba fazendo um auto diagnostico e entrando em situações que realmente acabam lesando a pessoa.

Taty Ades: Olha, aqui gente, do que a gente está falando, o Lucas de São Paulo ele diz, “Doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia?” Porque cada vez mais gente, casos de fibromialgia realmente está... a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não... como é que é?

Dr. Marcelo Amato: É... eu pessoalmente eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologia ou de um fisiatra para seguir esses paciente junto comigo, mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia ele pode ter uma dor relacionada a coluna e ele geralmente tem uma sensibilidade maior então, às vezes uma hérnia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer para ele e ai para esses casos específicos pode...

Taty Ades: Que ele fica mais sensível a dor seja qual for...

Dr. Marcelo Amato: Exatamente.

Taty Ades: a fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, não é?

Dr. Marcelo Amato: Tem alguns paciente com fibromialgia que cursaram com uma hérnia de disco lombar e ai alguns procedimento minimamente invasiva para ajudar na dor, às vezes o paciente que estava, que já estava controlando a fibromialgia apareceu essa outra dor, fez um procedimento melhorou ai ele voltou ao patamar estável dele, então assim um tratamento cirúrgico direto...

Taty Ades: Suportável, né...

Dr. Marcelo Amato: Tratamento direto assim, cirurgia para fibromialgia não tem, mas para as coisas que podem vir associada, sim.

JB Oliveira: Então, normalmente pós cirurgia, quanto tempo em recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja boa cirurgia vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida a pessoa pode ter alguma sequela, o pós operatório é demorado, como é que fica?

Dr. Marcelo Amato: Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa, eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar para uma gama maior ai de pacientes, então em geral para uma hérnia de disco simples ou essa cirurgia endoscópica ela é ambulatorial então, o paciente ele vai no dia para cirurgia para clínica, para o hospital e vai embora no mesmo dia então, a cirurgia ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, então dura em torno de 40 minutos a 1 hora.

Taty Ades: Que coisa, a gente imagina aquela...

Dr. Marcelo Amato: É cirurgia de coluna

JB Oliveira: Coisa da idade média...

Dr. Marcelo Amato: E então, logo depois o paciente fica ali umas duas, três horas no pós operatório depois vai para casa, vai andando para casa, então é logico que depois precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade do paciente na segunda semana ele pode voltar as atividades profissionais, a não ser que ele seja... use a força física para trabalhar ai a gente tem que deixar um pouco mais de tempo. A sua outra pergunta...? Ah, foi com relação a sequelas...

JB Oliveira: Sequelas, ahãm.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente lida muito próximo das estruturas nervosas, das raízes nervosas, da medula em alguns casos, isso é o que mais preocupa os pacientes se vai sair da cirurgia com alguma sequela neurológica, é importante ressaltar que a cirurgia ela é feita justamente para evitar uma sequela então, é aquele paciente que está piorando da força tem que operar logo para não....

Taty Ades: Sim, sim, para que não tenha outros problemas...

Dr. Marcelo Amato: É, então hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras e que minimizam o máximo esse risco, mas mesmo assim é possível, é um risco baixo, mas é um risco. Complicações da cirurgia minimamente invasivas elas são muito menores quando a gente comprar com a cirurgia convencional então, o corte é menor ou às vezes até inexistente, porque é muitas delas a gente faz com agulhas então a lesão do tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós operatório, a recuperação é mais rápida então, isso tudo traz um conforto melhor ai para o paciente, realmente e é uma cirurgia mais confortável digamos assim.

JB Oliveira: Fico imaginando como era antigamente isso, como é que...

Taty Ades: Nem imagine...

JB Oliveira: Como é que se tratava isso há 40 anos atrás...?

Taty Ades: Vou deixar essa resposta para o doutor responder depois do nossos intervalinho, tá bom gente, a gente já volta.

Orador D: Olá, eu sou o J.B.Oliveira, quero convidar você para assistir o nosso programa “Conversando com São Paulo”, pela TV Geração Z, conto com você.

Orador E: Alô, galera do bem, estou aqui para lembrar a vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa “Lucimara Parisi”, sobre os mais diversos assuntos, mas de cada 15 dias a gente fala sobre os Et’s, eu estou aqui com a maior ufóloga do país Ângela Pascoal, esclarecendo várias dúvidas, você internauta pode mandar a sua mensagem que a gente vai esclarecer, eles existem, eles estão perto ou não? Confira toda quartas-feiras ás 21 horas aqui na TV Geração Z.

Orador F: Olá, eu sou Amanda Pereira, quarta-feira as 19 horas ao vivo aqui na TV GZ, nós temos um encontro marcado, é nosso happy hour, o nosso programa “atualidade TV” com olhar para a mulher contemporânea atual múltipla ou para você que quer entender um pouquinho mais essa mulher.

Taty Ades: De volta com “Freud explica” hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões o Mauricio deixou uma questão para o doutor, Mau, por favor, só uma...

JB Oliveira: Eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecei, se existiam mais casos talvez de problema na cirurgia, isso 40 anos atrás como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: 40 anos atrás a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até para diagnosticar casos facilmente hoje diagnósticos como a ressonância magnética, por exemplo,

Taty Ades: Realmente, acho que seria uma (ininteligível) mesmo...

Dr. Marcelo Amato: e certamente existiam outros métodos de diagnostico era utilizado antes da ressonância, tomografia antes da tomografia o raio x com injeção de contraste que é a melografia, então a gente conseguia identificar o problemas e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eles eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia, então a cirurgia ela era ´pum pouco exploratória também, a gente tinha que explorar achar o problema e resolver, mas era resolvido.

JB Oliveira: Antes da Taty perguntar, eu queria a gente conversando aqui agora a pouco, sobre a questão da dor pontual, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito agudas às vezes, e isso é uma dor muscular e a gente confundir às vezes ‘não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna” eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Dr. Marcelo Amato: Realmente assim, a musculatura ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular ai, então a musculatura ela vai estar sempre envolvida na dor, então num caso de hérnia de disco a musculatura ela trava mesmo e o paciente às vezes “’nossa’ eu travei não consegui me mexer” porque a musculatura ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada e na ausência de uma hérnia de disco realmente a musculatura ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa dá contraturas e o paciente ter dor intensa mesmo e o que a gente estava comentando é que realmente quando a dor ela é mais muscular ela vai mudando às vezes de lugar, então uma hora ela está aqui do lado direito outra hora está do lado...

Taty Ades: É, vai migrando...

Dr. Marcelo Amato: Eu inverti os lados aqui, esquerdo, direito, tudo bem. Mas ela vai migrando, diferente da hérnia de disco que realmente se tem uma hérnia com compressão neurológica é um, dois nervos que estão apertados e vão doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna, então isso dá algumas dicas para gente se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se ele é da hérnia de disco.

JB Oliveira: ah, legal isso.

Taty Ades: Vamos ver Elaine Luz, Elaine, beijão para você. “Boa tarde Taty, há dois anos comecei apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo e o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva, a reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão, remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e com o tempo a dor começou a se manifestar no direito, hoje o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei ligeira redução de movimentos e o braço direito ainda está bem limitado apesar de ter diminuído as dores que são maiores em caso de esforço, paralelamente eu estava passando por um luto muito difícil, a capsulite adesiva pode ser também psicossomática tal como a fibromialgia?” Doutro o que seria capsulite adesiva?

Dr. Marcelo Amato: Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna, então foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Que ela migra de um para o outro.... e...

Dr. Marcelo Amato: provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço, então não... esses casos até pode ter alguma dor relacionada a coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna, quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor ao movimentação, provavelmente não é problema da coluna.

Taty Ades: Quando se inicia no ombro geralmente não é da coluna então...?

Dr. Marcelo Amato: Tem algumas raízes nervosas da coluna cervical, então hérnias de disco na coluna cervical elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro às vezes até para o braço.

Taty Ades: Mas é porque está irradiando do pescoço, ok.

Dr. Marcelo Amato: Porque está irradiando, então é difícil diferenciar então, realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna.

Taty Ades: OK. Então vamos lá...

JB Oliveira: De repente essa capsulite é uma bursite?

Orador B; Sim, pode ser.

Taty Ades: É possível, né...

Dr. Marcelo Amato: Realmente foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Pode ser, exatamente. E quanto à questão Elaine de psicossomático eu responderia que tudo pode ser, mas essa é uma visão minha, eu acho que muitas coisas podem ser. Aqui a Denise, “doutor Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva e como é essa procedimento?”.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente, então os cortes são menores às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas e diferente do procedimento convencional para uma hérnia de disco, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimento minimamente invasivos. A cirurgia convencional ela também não é, na hora que a gente fala não é coisa que era feita há 40 anos atrás, ela precisa direcionar, ele evoluiu...

JB Oliveira: Ela evoluiu....

Taty Ades: O Mau gostou dessa ideia...

JB Oliveira:  É uma dúvida medieval que eu tive...

Dr. Marcelo Amato: Mas ela evoluiu muito e importante falar isso, porque não são todos os pacientes que são candidatos ideias para uma cirurgia minimamente invasiva, então tem alguns tipos de doenças, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e ai parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas não é, cirurgia evoluiu muito também feita com muita segurança hoje em dia e estamos ai resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também.

Taty Ades: Olha aqui, a Camila gente, ela pergunta “Doutor, após a cirurgia para hérnia de disco poderei fazer ginastica?” a pessoa volta as atividades?

Dr. Marcelo Amato:  É, essa pergunta eu acho fantástica, porque os pacientes tem muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo de não especialistas de falar, não, pode fazer, porque está com medo de piorar a situação, então a ideia é que faça sim, logico que cada paciente vai precisar de um tempo de recuperação, pacientes que tem uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza, do que aquele que não faz nada e “não, gora eu tive a hérnia eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal” esse ai provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar as atividades, mas a ideia é que volte sim.

Taty Ades: Que volte, legal, legal.

Dr. Marcelo Amato: é que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para coluna, então atividades de muito impacto, atividade competitiva, de contato, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir.

Taty Ades: Aeróbica...

Dr. Marcelo Amato: É a atividade aeróbica dependendo do tipo dá para fazer.

JB Oliveira: Jiu jitsu...

Dr. Marcelo Amato: Pois é Jiu jitsu é... tem gente com disco cervical e que luta e quer muito voltar, difícil... porque é muito ariscado.

JB Oliveira: Você havia falado para gente com relação ao desgaste que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, mas normalmente a hérnia ela pode ser gerada, ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de uma atividade mais intensa, por que ela acontece?

Dr. Marcelo Amato: Bom, é uma doença degenerativa então, o paciente ele geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar hérnia de disco e tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla que é o envelhecimento da coluna, agora existe os fatores ambientais que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco.

Taty Ades: Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história, acertei? Sei porque ele sempre está.

Dr. Marcelo Amato: Existem muitos estudos que mostrando.

Taty Ades: Em tudo, não é?

Dr. Marcelo Amato: Com certeza, com certeza, prejudica sim, mas principalmente postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais também prejudica pode predispor o caso a uma hérnia de disco, alguma profissão da pessoa também tem algumas....

JB Oliveira: Sedentarismo também.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza sedentarismo também e é o que eu vejo hoje pessoas cada vez mais jovens tendo hérnia de disco pelo sedentarismo então, eu acho que eu respondi a sua pergunta.

Orador C; Sim, sim.

Taty Ades: Doutor a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, a Daniela pergunta o seguinte “Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical, meu medo de operar é de ficar tetraplégica, existe esse perigo?” a gente estava comentando no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, quer dizer, pode ter esse perigo ou...?

Dr. Marcelo Amato: Realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda função do nosso cérebro para o corpo, então uma lesão na medula cervical ela pode deixar o paciente tetraplégico, mas a cirurgia hoje em dia é o que a gente tem falado, ela é muito seguro a gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras trazendo esse risco lá para baixo então, falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos para coluna hoje em dia são baixos e é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam então, é questão a gente tem sempre que pesar o risco e o benefício do procedimento, a pessoa vai se beneficiar vai ficar sem risco de ficar tetraplégico pela doença eventualmente então, isso precisa ser pesado logico respeitando caso a caso.

JB Oliveira: é você disse uma coisa legal que é a cirurgia ela é para evitar e não para provocar, para evitar uma sequela em função do problema e não a pós cirurgia gerar o problema, na verdade a cirurgia é para evitar.

Taty Ades: é importante isso, ressaltar porque as pessoas ainda tem muito medo.

JB Oliveira: Que pensam que fazer a cirurgia elas vão ficar sequeladas.

Dr. Marcelo Amato: Só fazer uma ressalva para também não ficar mal interpretado que às vezes as pessoas tem uma hérnia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégico por causa da hérnia de disco, então é importante ressaltar que a hérnia de disco não é um tumor que vai crescendo e cada hora e um dia vai ficar tetraplégico, não é assim, então se o quadro está estável o sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada é tocar a vida, porque os pacientes eles ficam ansiosos, “não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hérnia de disco ai 3 anos atrás e depois eu nunca vi como que estava”, “não, mas você está sentindo alguma coisa?”, “não, não estou sentindo nada” eu falei “então, não precisa investigar dessa forma’ porque esses pacientes a gente vê que gera uma ansiedade muito grande neles e desnecessária, não é uma tumor não é que vai ficar.

Taty Ades: Por favor gente...

Dr. Marcelo Amato: É.

Taty Ades: Aqui a Rita de Belo Horizonte “A escoliose pode ser tratada com cirurgia? até hoje não achei tratamento adequado” eu também não Rita. E é uma dor realmente eu que tenho escoliose, olha, é complicado e a gente tem sempre que star ajeitando a postura, porque senão você percebe você já está, o ombro já vai indo é complicado mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Certamente existe cirurgia para escoliose, sempre os procedimentos para coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico então, certamente o paciente não pode jogar toda esperança na cirurgia então, como a gente falou, é uma doença degenerativa então, ela... para a hérnia de disco, para a escoliose vai operar aquele problema naquela região tem que lembrar que a coluna é grande tem outras regiões para cuidar, mas se ela está com sintomas certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim.

JB Oliveira: ai existe também algum tipo de vamos falar no sentido contrário vai, alguma medicina de prevenção no caso para evitar o que eu possa a vir a ter independente se ´é degenerativo ou se é uma coisa genética?

Dr. Marcelo Amato: Eu gosto de combater o sedentarismo, eu como melhor maneira de evitar os problemas de coluna então, não tem uma formula magica como eu falei exercício de mais ou de menos pode prejudicar então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado para ela, mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada de forma equilibrada é o que a gente pode fazer, a predisposição genética ou o envelhecimento não tem como lutar com isso então, a gente tem que realmente brigar para que a prevenção seja feita de forma adequada.

JB Oliveira: em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar ai o melhor situação possível da saúde da gente.

Taty Ades: é prevenção é muito importante.

JB Oliveira: É a prevenção sempre.

Taty Ades: Aqui o Carlos doutor diz o seguinte, “como saber se preciso procurar ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna, existem sintomas específicos?”

Dr. Marcelo Amato: Se o sintomas está relacionado a coluna ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião, no Brasil a gente tem essa livre escolha em outros países geralmente o paciente tem que passar com o clínico geral e ele encaminhas, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atende-lo como primeiro ate4ndimento sem dúvida.

Taty Ades: Ok, OK, Geralmente pensa no ortopedista primeiro...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

JB Oliveira: Aliás eu não tinha a mínima ideia de que podia entrar com neurocirurgião, não sabia, como muita gente também não deve saber e agora acho legal as pessoas estarem mais informadas, isso é extremamente importante, falou em osso como dizia meu avô, falou em osso vai no ortopedista.

Taty Ades: É verdade, é verdade.

JB Oliveira: E eu acho que umas das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja informação as pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas tratamento e acaba como eu disse assim, fazendo auto diagnostico e se tratando em casa com as coisas antigas pode funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento ir no médico, porque elas não sabem, porque elas não têm informação e eu acredito que informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde.

Dr. Marcelo Amato: concordo.

Taty Ades: Doutor, considerações finais eu gostaria de deixar, logico está passando no ‘gc’ o site Amato e o telefone, você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail?

Dr. Marcelo Amato: Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para eventualmente se eu consegui ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação eu já fico satisfeito.

Taty Ades: Com certeza ajudou muito.

Dr. Marcelo Amato: Então...

Taty Ades: Então, o contato é o...

Dr. Marcelo Amato: Do site...

Taty Ades: Do site que está passando, está ‘joia’, muito obrigada.

Dr. Marcelo Amato: Imagina, eu que agradeço.

Taty Ades: Mau, mais uma vez obrigada.

JB Oliveira: Obrigado, estamos aqui.

Taty Ades: Sempre ajudando aqui.

JB Oliveira: Obrigado doutor, você me ajudou muito hoje.

Taty Ades: ‘Gente’ a semana que vem a gente vai receber.... vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para gente essa experiência tão dolorosa e a superação como é que foi para ela superar, ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem, um beijo muito grande, até lá.

Fim da transcrição.

colunavideoentrevistalaser
Categorias: Medicina

Problemas da Coluna

qui, 10/15/2015 - 10:21

Muitas pessoas se surpreendem ao serem encaminhadas para o Neurocirurgião quando estão com algum problema na coluna, especialmente para hérnias de disco. É bem comum o paciente procurar o ortopedista quando sente alguma dor na lombar, nas costas ou no ciático e, posteriormente são encaminhadas para o neurocirurgião. A coluna vertebral protege a medula e as raízes nervosas, estas comunicam o encéfalo com o resto do corpo. Assim como o neurocirurgião trata de doenças do crânio que atingem o encéfalo, trata também de doenças da coluna que podem ou não afetar as estruturas nervosas.

 

Leia mais sobre os problemas da coluna em:

 

Evolução ou Involução

 

Dor Lombar

 

Dor Cervical

 

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

 

Protrusão de Disco

 

Hérnia de Disco

 

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Fratura osteoporótica

 

Hemangioma de corpo vertebral

 

Procedimentos e Cirurgias:

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Bloqueios e Infiltrações para Dor na Coluna

Tratamento da Coluna por Radiofrequência

Cirurgia de Hérnia de Disco Cervical

Cirurgia de Artrodese da Coluna

Hérnia de Disco a Laser

Implante de Neuroestimulador para Dores Intratáveis

Cirurgia de Implantação de Espaçador Interespinhoso para Estenose de Canal lombar

Tags: colunaespecialista em colunaespondilolistesecervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunalombalgianervo ciáticodor na coluna
Categorias: Medicina

Problemas da Coluna

qui, 10/15/2015 - 10:21

Muitas pessoas se surpreendem ao serem encaminhadas para o Neurocirurgião quando estão com algum problema na coluna, especialmente para hérnias de disco. É bem comum o paciente procurar o ortopedista quando sente alguma dor na lombar, nas costas ou no ciático e, posteriormente são encaminhadas para o neurocirurgião. A coluna vertebral protege a medula e as raízes nervosas, estas comunicam o encéfalo com o resto do corpo. Assim como o neurocirurgião trata de doenças do crânio que atingem o encéfalo, trata também de doenças da coluna que podem ou não afetar as estruturas nervosas.

 

Leia mais sobre os problemas da coluna em:

 

Evolução ou Involução

 

Dor Lombar

 

Dor Cervical

 

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

 

Protrusão de Disco

 

Hérnia de Disco

 

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Fratura osteoporótica

 

Hemangioma de corpo vertebral

 

Procedimentos e Cirurgias:

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Bloqueios e Infiltrações para Dor na Coluna

Tratamento da Coluna por Radiofrequência

Cirurgia de Hérnia de Disco Cervical

Cirurgia de Artrodese da Coluna

Hérnia de Disco a Laser

Implante de Neuroestimulador para Dores Intratáveis

Cirurgia de Implantação de Espaçador Interespinhoso para Estenose de Canal lombar

Tags: colunaespecialista em colunaespondilolistesecervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunalombalgianervo ciáticodor na coluna
Categorias: Medicina

Neurocirurgia Pediátrica

seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

neurocirurgia pediátricaneurocirurgião de criançasneuropediatrianeurocirurgião pediatrahidrocefaliamielomeningocelemeningoencefaloceleneurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebralcranioestenosecraniossinostosecraniosinostosedisrafismolipomaendoscopia cerebralescafocefaliabraquicefaliaplagiocefaliaapelidobullyingcabeçacriança
Categorias: Medicina

Páginas

Não perca Frases do Einstein selecionadas a dedo.

Conhece alguma frase legal? Envie-nos.

Vote agora nas frases e citações que você mais gosta.

delorean