Fertilidade

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Clinica de Reprodução Humana em São Paulo, SP. Tratamento de Infertilidade. Técnicas modernas de fertilização in vitro. Dicas para manter sua fertilidade.
Atualizado: 38 minutos 7 segundos atrás

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ter, 07/07/2015 - 11:41

As fotos de navegação do Google dentro da clínica ficaram ótimas. Se você nunca viu um centro cirúrgico e tem a curiosidade, visite o nosso e navegue dentro dele.
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Video sobre Infertilidade

qui, 02/26/2015 - 16:01

Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes, não consegue engravidar. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas dessa infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento para cada paciente. Nenhum caso é igual ao outro.
Os planos de saúde em geral não cobrem o tratamento da infertilidade, mas a consulta inicial para tirar dúvidas e fazer muitos dos exames de rastreamento pode ser feita pelo convênio, com direito a reembolso. As técnicas de reprodução humana requerem uso intensivo de alta tecnologia, laboratório e controle muito próximo e frequente do paciente a partir do momento que se decide fazer o tratamento. O tratamento mais conhecido é a fertilização in vitro. A fecundação é feita fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero preparado para que possa se desenvolver de modo saudável. A equipe Amato está preparada para oferecer os tratamentos mais modernos e utiliza os melhores laboratórios.Tags: videoinfertilidadereprodução humana
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Em busca da fertilidade

qua, 01/14/2015 - 09:18

Livro "Em Busca da Fertilidade" está disponível na Apple Store.

Atualidades sobre a infertilidade e seus tratamentos. A busca pela fertilidade é um processo com várias etapas, desde a identificação do problema até sua resolução. A compreensão é essencial e ocorre logo depois ou concomitante à aceitação. Nesse momento o casal passa a entender a função existencial do ser humano. Ao definir suas prioridades o casal está apto à proceder com os passos seguintes. A fase da compreensão varia muito, podendo ser suficiente apenas uma conversa no consultório com um profissional, ou necessário a opinião de diversos profissionais; assim como também tem aqueles que precisam fazer uma ampla pesquisa na Internet, procuram entrevistas, vídeos e muito mais. O mundo globalizado de hoje oferece a possibilidade de diversas fontes de informação e isso é muito saudável. Entretanto, por outro lado, também se faz necessário uma fonte coerente, concisa, atualizada e confiável, exatamente o que este livro se propõe a fazer.

Tags: livroibookfertilidade
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Conheça a oncofertilidade

qua, 12/03/2014 - 18:00

Ligada à oncologia, a oncofertilidade é a parte da medicina que cuida da fertilidade dos pacientes com câncer.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia cerca de 50% dos pacientes submetidos a tratamentos oncológicos têm risco de perder sua capacidade reprodutiva após o tratamento, podendo esta perda ser transitória ou até permanente.

Durante o tratamento de combate ao câncer os quimioterápicos e/ou radioterápicos, mesmo que sejam administrados em doses ou radiações pequenas, agridem os ovários e testículos, causando danos às células germinativas responsáveis pela fertilidade.

Como a oncofertilidade pode auxiliar na prevenção da fertilidade?

A principal aliada é a criopreservação, ou seja, o congelamento de espermatozoides, ovócitos, embriões ou até mesmo tecido ovariano e testicular, antes de serem iniciadas as seções de quimio e/ou rádio.

Para os homens o procedimento é feito através do recolhimento de amostras de sêmen, permitindo uma boa reserva produtiva. Já para as mulheres, alguns exames precisam ser realizados, como avaliação da reserva funcional dos ovários, dosagem dos hormônios, ultrassom e por fim uma estimulação ovariana, como no procedimento de fertilização in vitro, a fim de recolher alguns óvulos que serão guardados até que a paciente encerre o tratamento contra o câncer.

A oncofertilidade tem ajudado muitos pacientes e é importante que ambos os médicos, tanto o que trata do câncer, como o especialista em fertilidade, trabalhem juntos para o sucesso do tratamento e a garantia de que o paciente seja curado e realize o desejo de ter filhos.

  Tags: câncerfertilidade
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Outubro Rosa

ter, 10/14/2014 - 19:01

Mês da conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico do câncer de mama. De pé em frente do espelho observe o contorno das mamas. Note qualquer alteração na pele ou formato. Deitada, com as pontas dos dedos apalpe levemente cada mama. Se você notar algo diferente, como alterações na forma, saliências na pele, secreções ou nódulos procure seu médico. Faça seus exames periodicamente.

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Em busca da fertilidade.

sab, 07/19/2014 - 11:49

A Dra Juliana Amato acabou de publicar o livro "Em Busca da Fertilidade", de leitura fácil e respondendo as perguntas e dúvidas mais comuns encontradas no consultório de reprodução humana sobre o tratamento da infertilidade, tanto masculina quanto feminina. Quais são as doenças mais comuns, quais sao os tratamentos disponíveis e aplicáveis em cada caso.

O livro, por enquanto disponível pela editora Lulu, em breve estará amplamente disponível.

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Infertilidade e esterilidade: você conhece a diferença?

qua, 04/30/2014 - 17:09

Popularmente, fala-se de infertilidade quando um casal não consegue engravidar após um ano de vida sexual ativa e contínua, sem estar usando qualquer método contraceptivo.

Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (óvulos e espermatozoide) ou zigotos (resultado da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.

Assim, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos.

O diagnóstico de infertilidade/esterilidade deve ser feito através de uma pesquisa básica sobre fertilidade e sempre envolver o casal, desde o início.

Estatisticamente, a infertilidade decorre em 35% dos casos de fatores masculinos, 45% de fatores femininos (tubo-peritoneal, 35%, e ovulatório, 10%), 10% sem causa aparente e 5% de causas diversas e pouco frequentes. Entretanto, a divisão percentual em fatores é artificial. A associação de causas de infertilidade é freqüente, principalmente a concomitância de fatores masculinos e femininos¹.

Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade/esterilidade:

  • Ultrassonografia transvaginal: permite também fazer certos procedimentos da fertilização in vitro;
  • Histerossalpingografia: exame radiológico contrastado que avalia uma possível obstrução das tubas uterinas;
  • Histeroscopia: exame que permite uma visualização direta da cavidade uterina e complementa a histerossalpingografia e a histerossonografia;
  • Espermograma: visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozoides.

Outros exames a serem usados em casos específicos são: avaliação do muco cervical, biópsia endometrial, culturas cervicais, pesquisa de anticorpos anti-espermatozoides, exames imunológicos e laparoscopia.

 

 

¹Fonte: Speroff & Fritz, 2005.

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Infertilidade: causas e opções de tratamentos

qua, 04/30/2014 - 17:02

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

O primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.
  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.
  • A indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

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Estou grávida e não quero parar de fumar

ter, 03/18/2014 - 15:31

Quando uma mulher planeja ter filhos ela deve saber que, quando esse desejo se concretizar, sua vida nunca mais será a mesma. Agora mais do que mulher, esposa, filha, ela também será Mãe e seus desejos não serão mais a sua prioridade. Uma criança não pode se cuidar sozinha e depende daqueles que a amam para se manter saudável e feliz.

Antes de ser criança, antes de sequer ser um bebê, ainda na barriga de sua futura mamãe, aquele feto depende completamente das vontades e atitudes de seus pais e o que possui mais próximo de independência são obras do acaso.

Tudo aquilo com o qual a gestante entra em contato, o seu futuro bebê entra também. Todas as substâncias que entram em seu corpo e percorrem o seu sangue podem atravessar a placenta que alimenta o feto.

Substâncias como o cigarro podem provocar sérios danos a esse ser ainda em formação. Gestantes que fumam tem maiores chances de gerar um bebê sem vida ou que falece antes de completar uma semana de vida*.

O início da gestação é o momento em que cada estrutura do corpo é formada e é um processo que não deve ser perturbado. O final da gestação é o momento em que aquele feto, já formado, engorda e adquire condições para viver fora do ambiente seguro que o guardava até então.

Os futuros pais são responsáveis por manter esse ambiente de fato seguro o tempo todo; o acompanhamento do pré-natal dá suporte para que o homem e a mulher se preparem para, no momento certo, ser pai e mãe.





*Nicotine & Tobacco Research Advance Access published August 13, 2013

Influence of Snuff and Smoking Habits in Early Pregnancy on Risks for Stillbirth and Early Neonatal Mortality - Sachiko Baba, Anna-Karin Wikström, Olof Stephansson, Sven Cnattingius

 

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Estou grávida e não quero parar de beber

ter, 03/18/2014 - 15:28

O álcool que a mulher grávida consome chega com muita facilidade a todo corpo do feto e parece causar uma contração nos seus pequenos vasos sanguíneos, o que faz com que menos sangue alcance os seus órgãos, portanto menos oxigênio chega a suas células. Esse fenômeno impede que o feto cresça, aumenta as chances de aborto e de morte fetal.

Existem duas condições associadas ao consumo do álcool na gestação: a síndrome alcoólica fetal (SAF) e os efeitos relacionados ao álcool (ERA).

A síndrome alcoólica fetal tem como características a presença de alterações faciais (lábio superior fino, sobrancelha levantada, nariz rebaixado, pequena abertura dos olhos, nariz curto e largo, face plana, mandíbula pequena, entre outras), modificações também do sistema nervoso central (do crânio, do cérebro, da  coordenação) e do crescimento, que se torna muito restrito, apresentando inclusive perda de peso.

Os chamados efeitos relacionados ao álcool referem-se a defeitos durante a formação do coração, dos rins, do esqueleto, dos olhos e aos que causam problemas de surdez, de lábio leporino, de dificuldade posterior de aprendizado, de transtornos de comportamento, de problemas de memória, entre outros. Também está entre as causas de retardo mental no país.

Não existe uma quantidade de álcool considerada segura para ser consumida na gestação, por isso a indicação é que a gestante se abstenha completamente da bebida durante toda a gravidez.

Os cuidados realizados no pré-natal são fundamentais para assegurar a saúde do feto e do recém-nascido. Atualmente existem muitos meios de informação e a gestante deve, sim, manter-se informada. O médico que a acompanha durante toda a gravidez deve tirar todas as suas dúvidas de maneira realista e sincera, embasado em tudo o que a ciência oferece hoje como verdade. Dessa maneira, a gestante pode sentir-se acolhida e segura em seu suporte.


*SIAT – Sistema de Informação sobre Agentes Teratogênicos/Serviço de Genética Médica – HCPA/Departamento de Genética – UFRGS. 

* SEGRE, Conceição Aparecida de Mattos (Coord.). Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido.  São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2010.

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Tenho síndrome dos ovários policísticos e estou infeliz

dom, 01/26/2014 - 23:39

Essa não é uma frase incomum para muitas mulheres... A síndrome dos ovários policísticos é a doença hormonal mais frequente da mulher em idade reprodutiva. Costuma ser diagnosticada ainda na adolescência e está associada a um quadro de sintomas bem característico que compreende a irregularidade menstrual, a acne, a obesidade, aumento de pelos no rosto e corpo e em casos mais avançados a dificuldade para engravidar  - nem todos esses sintomas precisam estar presentes dependendo do grau da doença.

Apesar de ter características que podem ser medidas ou avaliadas por exame físico, exame de imagem e de laboratório (alterações hormonais típicas), a mulher com síndrome dos ovários policísticos também pode apresentar sintomas de ansiedade e de depressão, assim como dificuldade nos relacionamentos (pessoal e sexual).

A presença de sintomas psicológicos em mulheres com a síndrome muitas vezes exige tratamento específico, não podendo passar despercebida. A ausência de tratamento para esses distúrbios está associada a uma maior necessidade de tratamento de outras doenças como também aumenta a chance de desenvolver doenças cardiovasculares.

Algumas vezes as pacientes escondem os sintomas emocionais que sentem de determinado médico especialista, ou por medo ou por acreditarem que nada tem a ver com a “doença que apresentam” no momento.  Mas ambos, médico e paciente, não podem esquecer que não há queixas irrelevantes e que todos os problemas podem ser abordados no seu devido tempo.

Sofrer em silêncio é uma realidade para muitas mulheres que não se queixam, seguem em frente e muitas vezes esquecem de si mesmas. O efeito disso normalmente é uma sobreposição de doenças e transtornos em uma vida cansada, confusa e infeliz. É importante expressar o que se sente e, mais importante ainda, saber pedir ajuda e ter em quem confiar.

Bazarganipour et al. Health and Quality of Life Outcomes 2013, 11:141 - Psychological investigation in patients with polycystic ovary syndrome -Fatemeh Bazarganipour, Saeide Ziaei, Ali Montazeri, Fatemeh Foroozanfard, Anoshirvan Kazemnejad and Soghrat Faghihzadeh5

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Opções de tratamento para pacientes com síndrome dos ovários policísticos

dom, 01/26/2014 - 23:37

A síndrome dos ovários policísticos, ou SOP, é uma doença comum na população feminina. É considerada uma síndrome hiperandrogênica. Isso quer dizer que a mulher portadora possui características que refletem a ação de hormônios masculinos, como a distribuição de pelos e acne. A obesidade e a infertilidade (relacionada à irregularidade menstrual) também são comuns a essa condição. E a característica que dá nome à doença é a presença de pelo menos doze pequenos cistos ovarianos distribuídos na periferia dos ovários, ou um ovário aumentado de tamanho. Mas não é preciso detectar essa alteração para se fazer o diagnóstico.

As mulheres com SOP nem sempre apresentam todos esses sintomas ao mesmo tempo. É por isso que o tratamento pode variar bastante entre as pacientes, pois ele é direcionado pelo objetivo que a paciente pretende alcançar: regular a menstruação, combater a acne, engravidar, perder peso ou ainda melhorar a resistência à insulina, que também é característica da doença. A resistência à insulina (ou intolerância à glicose) representa a dificuldade que esse hormônio tem para exercer a sua ação no organismo podendo, a longo prazo, levar ao desenvolvimento do diabetes.

Dessa forma as opções de tratamento incluem anticoncepcionais orais (para regular o ciclo menstrual) e medicamentos que ajudam a amenizar os sintomas masculinizantes. Resistência a insulina e obesidade são tratados individualizando os casos e em acompanhamento com o Endocrinologista juntamente com o Ginecologista.

Independentemente do objetivo que se queira alcançar, ou do tratamento escolhido, todas as pacientes com síndrome dos ovários policísticos se beneficiam com controle nutricional adequado e atividade física regular, que podem amenizar todos os seus sintomas, incluindo a dificuldade para engravidar! Dessa forma, essa mudança de hábitos deve fazer parte do tratamento de todas as pacientes, o que também ajuda a combater a maior tendência que essas mulheres possuem de desenvolver doenças cardiovasculares.

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A obesidade e a saúde reprodutiva do homem

qua, 12/04/2013 - 20:37

A infertilidade masculina tem, em grande parte dos casos, uma causa idiopática, isto é, mesmo após investigação apropriada não é possível encontrar o que está causando a dificuldade para haver a reprodução. Aposta-se assim em  causas comuns como as doenças hormonais, obesidade, determinadas medicações, varicocele (varizes nos testículos que atrapalham a produção dos espermatozoides), infecções, uso de drogas, entre outras.
Uma dessas causas comuns, a obesidade masculina, está associada a diferentes condições urológicas como presença de pedra nos rins, aumento da próstata, redução nos níveis de testosterona, disfunção sexual e infertilidade. A urologia é a especialidade cirúrgica médica que estuda o trato urinário de ambos os sexos e o trato reprodutivo masculino. Em relação especificamente à reprodução assistida*, homens acima do peso (mesmo não sendo necessariamente obesos) apresentam menores taxas de concepção por meio da fertilização in vitro
Atualmente são feitos diversos estudos para justificar essas associações, mas as explicações ainda não estão muito claras, principalmente porque é muito comum que pacientes obesos apresentem outras questões como diabetes ou aterosclerose que podem ser de fato as responsáveis pelas associações encontradas nas diferentes pesquisas. Em relação à infertilidade, alguns estudos** já mostraram que a chance de produzir menos espermatozoides aumenta com o ganho de peso, o que também comumente ocorre com o avanço da idade.
Na verdade, o que se sabe é que a prática de atividade física regular, a alimentação balanceada e não ser fumante ajudam a melhorar grande parte das condições associadas à obesidade e à saúde reprodutiva do homem. Em relação à capacidade de reprodução, quando essas mudanças não forem o suficiente, em certos casos, o médico especialista poderá prescrever o uso de medicação; posteriormente, se essa também não surtir efeito, ainda seria possível buscar os benefícios da reprodução assistida.

Leia também:

*Obesity (Silver Spring). - Male adiposity impairs clinical pregnancy rate by in vitro fertilization without affecting day 3 embryo quality. - Merhi ZO, Keltz J, Zapantis A, Younger J, Berger D, Lieman HJ, Jindal SK, Polotsky AJ.

** International Journal of General Medicine - Association of body mass index with some fertility markers among male partners of infertile couples - Masoumeh Hajshafih, Rasul, Ghareaghaji, Sedigheh Salem, Nahid Sadegh-Asadi, Homayoun Sadeghi-Bazargani, 

 

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A saúde do recém-nascido pode ser afetada pela obesidade da mãe?

qua, 12/04/2013 - 20:28

A obesidade é uma condição sabidamente associada a diversos outros problemas de saúde. Na gestação ela se torna importante fator de risco para a mãe e para o feto. Gestantes obesas têm maiores chances de desenvolver diabetes gestacional, pressão alta (que pode ser grave ao ponto de ter que interromper a gestação) e fetos muito pesados. A gestação dessas mulheres pode se prolongar além do esperado e elas também apresentam maiores taxas de necessidade de cesariana.
Em relação especificamente ao feto*, a obesidade da gestante está associada ao nascimento de bebês prematuros, que apresentam dificuldades respiratórias, icterícia (amarelão na pele), queda do açúcar no sangue e, portanto, também maiores taxas de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 
O feto dessas mulheres parece ter maior dificuldade em se adaptar ao trabalho de parto do que o feto de mulheres com o peso adequado para a sua altura. A relação entre alguns desses fatores parece ser diretamente proporcional à obesidade, isto é, quanto mais obesa a gestante maior a chance de parto prematuro, por exemplo. 
Os benefícios da redução do peso são incontáveis. A alimentação balanceada e a prática de atividade física durante a gestação podem amenizar os possíveis efeitos negativos  da obesidade sobre a saúde do feto. 
Algumas dicas importantes às gestantes incluem beber bastante líquido, dividir as refeições em porções menores durante o dia, de modo a se alimentar a cada duas ou três horas no máximo, consumir bastante frutas e legumes e evitar  comer doces em excesso. 
A gestação não é período para fazer dieta para tentar emagrecer, muito pelo contrário, deve haver alimento o suficiente para suprir as necessidades da mãe e do feto, mas de forma balanceada. A amamentação é um processo que consome bastante energia e facilita a perda do peso adquirido na gestação.
O acompanhamento adequando no pré-natal é muito importante para se detectar precocemente algumas alterações que podem decorrer da obesidade e prevenir possíveis danos à gestante e ao bebê.

Leia também:

*JAMA, June 12, 2013—Vol 309, No. 22 - Maternal Obesity and Risk of Preterm Delivery Sven Cnattingius,Eduardo Villamor, Stefan Johansson, Anna-Karin Edstedt Bonamy, Martina Persson, Anna-Karin Wikstro¨m, Fr edrik Granath

*MC Pregnancy and Childbirth 2013 - Neonatal outcomes in obese mothers: a population-based analysis - Anne-Frederique Minsart, Pierre Buekens, Myriam De Spiegelaere and Yvon Englert, Minsart et al. B

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Infertilidade feminina sem explicação

qua, 12/04/2013 - 17:22

O desenvolvimento do sistema reprodutivo feminino e do seu ciclo ovulatório é um processo complexo que acontece naturalmente para todas as mulheres. Ovários, trompas, útero e secreção vaginal precisam estar todos em perfeita harmonia com o  ciclo hormonal para que a fertilidade esteja presente, de modo que, quando isso não acontece, deve ser realizada uma extensa investigação da paciente para determinar qual ponto de todo esse processo não está funcionando corretamente.
Para que a mulher consiga engravidar é preciso no mínimo que ela esteja produzindo óvulos e que as suas tubas uterinas (que são prolongamentos do útero que o conectam aos dois ovários) estejam abertas permitindo a passagem deles.
A investigação da infertilidade da mulher inicia com seu histórico de saúde e seu exame físico. Essa consulta inicial irá direcionar o especialista quanto às possíveis causas para a infertilidade. Podem ser necessários exames de sangue para dosagens hormonais e exames de imagem para avaliação dos órgãos reprodutivos. Em um momento mais tardio pode ser necessária a realização de videolaparoscopia, que é uma ferramenta tanto para diagnóstico quanto para tratamento em alguns casos e que consiste na introdução na cavidade abdominal (por meio de pequenos orifícios realizados pelo cirurgião) de uma câmera e alguns instrumentos para manipulação cirúrgica.
Quando não é possível definir a causa da dificuldade de engravidar (considerando que o parceiro também está sendo investigado), a infertilidade é chamada idiopática e pode ser devido a fatores genéticos ou imunológicos não muito bem compreendidos ainda. Mesmo para esses casos, existem diversos tratamentos propostos, como a indução da ovulação, com o uso de medicação, e a reprodução assistida, com inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.

 

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Infertilidade masculina sem explicação

qua, 12/04/2013 - 17:14

    Quando um casal procura um médico especialista com a queixa de não conseguir engravidar, inicia-se um processo de investigação que tem por objetivo identificar o que está causando essa dificuldade. As causas possíveis são inúmeras e podem resultar de um acometimento da mulher, do homem ou de ambos. Em um determinado número de vezes não é possível, mesmo com intensa busca, determinar a causa da infertilidade do casal.
    O estudo da fertilidade do homem começa com o seu histórico de saúde e seu exame físico. Nesta etapa alguns exames já podem ser realizados. Posteriormente a investigação continua com a realização de um espermograma, que é um exame que avalia a qualidade e a quantidade de espermatozoides presentes em uma ejaculação. Essa é a última etapa para a grande maioria dos homens, pois diversas condições podem ser diagnosticadas com esse exame. Mas para outros, a pesquisa deve continuar com a repetição do exame ou com dosagens hormonais. É importante que a parceira também seja investigada, pois algumas vezes a dificuldade em se achar o diagnóstico no homem se deve ao fato de não haver nada de errado com ele.
    Quando a busca se encerra sem uma explicação concreta para a infertilidade masculina, diz-se que ela é idiopática, isto é, sem causa definida. Esse diagnóstico pode acometer até 15%* dos homens inférteis, o que levou ao surgimento de muitas pesquisas e teorias sobre o assunto. Uma das explicações  é a presença de anticorpos contra os espermatozoides. Isso pode acontecer e seria devido à quebra de barreira no local onde eles ficam armazenados nos testículos (resultado de trauma ou infecção anteriores, por exemplo). Assim, o sangue quando entra em contato com agentes patogênicos pode estimular o sistema a produzir esses anticorpos. Outras possibilidades seriam o excesso de radicais livres - advindos de processos infecciosos ou do tabagismo -, o dano ao DNA dos espermatozoides ou defeito no processo de capacitação que os espermatozoides precisam realizar para conseguir fertilizar o óvulo.
    São diversas as explicações propostas, mas faltam exames adequados para que seja possível identificar essas condições. Os tratamentos disponíveis, dependendo do caso, incluem se abster do tabagismo, o uso de medicação hormonal ou antioxidante e a reprodução assistida.

* IBJU: Unexplained male infertility: a review - Alaa Hamada, Sandro C. Esteves, Mark Nizza, Ashok Agarwal. Vol. 38 (5): 576-594, September - October, 2012

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Qual a relação entre obesidade e infertilidade?

sab, 11/16/2013 - 00:00

A obesidade é medida na prática com uma conta que usa o valor do peso e da altura. Essa conta representa um índice chamado índice de massa corporal ou IMC, de modo que quanto mais alto o índice mais acima do peso ideal a pessoa está. Esse excesso de peso já está associado aos mais diversos problemas de saúde, sendo considerado, por si só, uma condição que merece tratamento. Inúmeras pesquisas são feitas atualmente para compreender qual a relação entre a obesidade e a infertilidade. Será que, como a maioria dos aspectos da saúde humana, a capacidade reprodutiva também é negativamente influenciada por ela?
Um estudo* recentemente publicado na revista “Obstetrics and Gynecology Clinics of North America” procurou compreender melhor essa possível associação. Nele foi explicado que o tecido adiposo produz substâncias chamadas adipocinas, que influenciam a boa comunicação entre as células do corpo. Com essa comunicação dificultada, fica mais complicado executar corretamente as suas funções; essa influência pode inclusive ser exercida sobre as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório.
O tecido adiposo em excesso é considerado tóxico para o organismo porque também permite que a gordura seja estocada em diferentes células e tecidos, inclusive nos óvulos, afetando a sua qualidade.
O ciclo menstrual irregular, que pode estar presente em mulheres obesas, reflete o controle desregulado do organismo sobre a ovulação, mas parece que mesmo aquelas com o ciclo regular demoram mais para conseguir engravidar, assim como as chances de abortamento nessas mulheres também parecem ser maiores.
O aconselhamento por médico especialista antes da gravidez é muito importante para orientar a paciente obesa em relação a maneiras de como promover a sua capacidade reprodutiva, inclusive para aquelas que irão se submeter a tratamentos para infertilidade. Embora a perda de peso melhore de modo geral a função dos ovários e o desfecho da gravidez, o tratamento dessas pacientes deve ser individualizado, isto é, “cada caso é um caso” .

 

*Obstet Gynecol Clin N Am 39 (2012) 479–493

 

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Não consegui engravidar com o tratamento: devo desistir?

sab, 11/16/2013 - 00:00

A dificuldade de engravidar é algo presente na vida de muitos casais que são considerados inférteis quando, mesmo após um ano de tentativas, não conseguem engravidar. Após procurarem um especialista e iniciarem um tratamento adequado - já que são inúmeras as causas de infertilidade - três resultados podem aparecer: a gravidez, a falha do tratamento ou a desistência precoce por parte dos casais.
A variedade de tratamento disponível inclui a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a injeção intracitoplasmática de esperma, assim como procedimentos cirúrgicos e o uso de medicações, hormonais ou não. Os motivos que os levam a desistir são os mais diversos, variando conforme o tipo de tratamento a que estão submetidos.
De modo geral a desistência acontece por desgaste físico e emocional, questões financeiras, problemas médicos ou quando já estão previstas baixas chances de sucesso com a terapia. Mas o desgaste emocional parece ser o aspecto que exerce a maior influência, algumas vezes pode ser necessário apoio psicológico profissional para auxiliar o casal a lidar com a frustração e o estresse emocional.
A decisão de desistir é rotineiramente tomada em conjunto pelo casal e parece não influenciar negativamente sobre a manutenção posterior do seu relacionamento, segundo pesquisas.
O tratamento da infertilidade, assim como qualquer outro tratamento médico, pode ser exaustivo e algumas vezes desestimulador, principalmente quando os resultados demoram a aparecer.
A decisão sobre continuar ou não o tratamento deve ser uma decisão bem informada, isto é, o médico que acompanha o casal deve fornecer a eles a realidade sobre o seu caso e as suas chances de sucesso, conforme o tempo passa. Fora a informação, também é bom haver o suporte social e emocional de parentes e amigos que possam ajudá-los a refletir sobre qual o melhor caminho a seguir.

 

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Não quero engravidar agora: devo congelar o meu óvulo?

ter, 11/12/2013 - 11:49

O momento “certo” para engravidar é um dilema moderno. Se por um lado a mulher sente que deve esperar ter estabilidade profissional e financeira, estar com alguém que realmente ama e com quem deseja ter um filho e, principalmente, esperar o momento em que tenha realmente maturidade para lidar com a maternidade, por outro lado ela sabe que, conforme o tempo passa, mais difícil será engravidar e conceber uma criança saudável.
A capacidade reprodutiva da mulher começa a cair por volta dos 35 anos de idade, se tornando bem inferior aos 40. Paralelamente a esse processo, aumentam-se as chances de defeitos genéticos no embrião, levando a gestação mais frequentemente ao abortamento. O que fazer? 
A criopreservação é a técnica que permite o congelamento de óvulos da mulher quando ainda jovem por um longo período. A ideia central é que ela possa usufruir dessas células congeladas para engravidar em um “momento mais adequado” na sua vida, quando estiver mais velha, por exemplo, e com uma maior dificuldade para gerar um óvulo saudável e conseguir engravidar naturalmente.
Ainda que a criopreservação seja uma opção disponível atualmente, a idade em que o óvulo é retirado e a idade em que é utilizado no futuro influenciam no sucesso da terapia, sendo tão mais bem sucedida quanto mais jovem a mulher em ambos os momentos.  
A conscientização precoce sobre a fertilidade como algo que faz parte da saúde e do dia a dia e que é fortemente influenciada pelas nossas atitudes, decisões e estilo de vida é de extrema importância tanto para o planejamento familiar pessoal quanto para o sucesso de futuras terapias de reprodução assistida.
A orientação e o suporte do médico especialista são uma ferramenta essencial no processo de decisão da mulher e do casal, porque, muitas vezes, os casais não sabem quais as tecnologias que estão disponíveis e quais as suas reais opções.

 

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Categorias: Medicina

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