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Clínica de Fertilidade e Reprodução Humana
Atualizado: 1 hora 17 minutos atrás

Prevenção do câncer de mama

seg, 10/19/2015 - 19:13

Como é o passo a passo para fazer um autoexame em casa?

O autoexame deve ser realizado de 5 a 7 dias após o início da menstruação. Para as mulheres que não menstruam, escolher um dia do mês para realizá-lo.

  1. De pé, em frente ao espelho, observe as mamas com os braços abaixados: a pele, os mamilos, presença de retrações ou abaulamentos.
  1. Levante os braços e observe se durante o movimento ocorre alguma retração ou alteração da textura da pele. 
  2. Coloque as mãos na cintura,aperte com força e observe novamente se ocorre alguma alteração na pele.
  3. Coloque a mão esquerda atrás da cabeça e com as pontas dos dedos da mão direita vá palpando a mama esquerda. Inicie pela região próximo à axila e vá dedilhando da periferia em direção ao mamilo. Faça isso no sentido horário ou anti-horário, até que toda a mama tenha sido palpada.
  4. Aperte o mamilo e veja se ocorre saída de secreção.
  5. Repita os passos 4 e 5 na outra mama.

 

 A partir de quantos anos a mulher precisa fazer mamografia?

 

A partir dos 40 anos.

 

De quanto em quanto tempo?

 

Uma vez ao ano.

 

 Antes dos 40, também é preciso ficar atenta ao risco de câncer de mama?

 

Sim. Apesar de ser menos frequente, o câncer de mama pode afetar mulheres antes dos 40 anos. Porém a mamografia não deve ser realizada rotineiramente nessa população, a não ser em pacientes com alto risco para câncer de mama, conforme indicação médica.

 

Existe um grupo de risco para o câncer de mama?

 

Sim. Mulheres com parentes de primeiro grau, isto é, mãe, irmãos ou filhas com câncer de mama antes dos 45 anos; história familiar de câncer de mama em homem; vários casos de câncer de mama na família; câncer de ovário na família. Tais condições indicam que pode haver alguma mutação genética na família. Na dúvida, procure um ginecologista ou mastologista para aconselhamento.

Mas é importante frisar que apenas cerca de 10% dos cânceres de mama têm história familiar. Portanto, todas as mulheres devem fazer seus exames periodicamente. Lembre-se, o câncer de mama diagnosticado no início tem cura!

 

 

Priscila Beatriz Oliveros dos Santos

Ginecologista/Obstetra/Mastologista

CRM-SP 128.956

 

Tags: prevençãocâncermastologia
Categorias: Medicina

Entrevista sobre Câncer de Mama.

qui, 10/08/2015 - 17:56

Conscientizando a todos sobre a importância da prevenção do câncer de mama neste outubro rosa, temos a entrevista com a Dra Priscila no programa Freud Explica.

 

 

Tati: Olá, seja muito bem vindo, que bom ter você de volta aqui no nosso programa, o (Freud Explica), sinta-se acolhido. Hoje, um tema muitíssimo importante, novamente vamos falar da saúde da mulher. A gente está aí quase em outubro, e o programa faz questão de falar sobre a prevenção do câncer de mama, então a gente traz hoje a doutora (Priscila Oliveira dos Santos), que é mastologista, e ela vai explicar para a gente sobre prevenção, tratamento... Agora corre aí no email [email protected], porque o tempo corre, e o segundo bloco são perguntas, tá bom? Então eu espero contar com a sua participação. Vamos lá então doutora (Priscila) muito obrigada pela presença.

Priscila: Boa tarde (Tati), muito obrigada, é um prazer estar aqui, e vamos conversar um pouquinho aí sobre essa doença que é tão importante.

Tati: Vamos sim. Me fala um pouquinho dessa questão do outubro rosa, que é o mês da prevenção, onde a gente vê inúmeras campanhas sobre a prevenção. Rapidamente, como é que surgiu, por que outubro?

Priscila: Outubro rosa é o mês da prevenção do câncer de mama, então é uma coisa mundial. Começou inicialmente nos (Estados Unidos), e acabou se espalhando. Começou com a iluminação de alguns monumentos públicos com a cor rosa, e isso foi se espalhando ao longo do mundo, com coisas como programas de conscientização, ou mesmo corridas, caminhadas para levantamento de fundos. Tem uma fundação nos (Estados Unidos) que chama (Susan G. Komen), que foi fundada pela irmã da (Susan). A (Susan) teve câncer de mama com 33 anos.

Tati: Quer dizer, bem jovem.

Priscila: Bem jovem. E ela acabou falecendo após 3 anos, e a irmã resolveu fazer alguma coisa para evitar que mais mulheres passassem por isso. E ela fez essa fundação. Eles promovem corridas, caminhadas, promovem coisas para angariar fundos para o tratamento, e para a pesquisa do câncer de mama.

Tati: O que é super bacana, porque a realmente a prevenção, eu acredito que seja essencial, porque hoje em dia, um câncer de mama diagnosticado rapidamente, ele vai ter uma probabilidade de morte muito pequena.

Priscila: Sim, um câncer de mama diagnosticado inicialmente, no estágio 1, que é o mais inicial, ele tem mais de 90% de chance de cura. Então o objetivo principal é que nós diagnostiquemos esses tumores inicialmente. E como se faz isso? Pela realização dos exames de rastreamento. Então o outubro rosa é importante. A gente não tem que lembrar disso só em outubro.

Tati: Claro, tem que lembrar sempre.

Priscila: Mas é legal porque isso entra muito na mídia, então a gente lembra as mulheres ''Olha, a partir dos 40 anos, faça a sua mamografia todo ano''. Por que? Se a gente diagnosticar bem inicialmente, a chance de cura é enorme.

Tati: Você falou agora pouco de como surgiu, a irmã com 32,33 anos teve câncer... Por que a mamografia só após os 40? A gente vê muitos casos de mulheres com 27, 30 anos... Então por que a mamografia não pode ser feita com menos idade?

Priscila: O que a gente sabe é, a incidência do câncer de mama ela aumenta com a idade. Então o pico de incidência é em torno dos 53 anos. E o que se sabe, por todas as pesquisas que já foram feitas, que a mamografia, ela reduz a mortalidade por câncer de mama, ela reduz em mais de 40% se realizada em mulheres a partir dos 40 anos. Essa redução é muito maior a partir dos 50 anos, mas ela já é visível a partir dos 40, né. Por isso que a (Sociedade Brasileira de Mastologia), a (SOGESP), a (Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos, para mulheres da população em geral, sem história nenhuma. Se a gente pegar o (INCA), que é o (Instituto Nacional do Câncer), e o (Ministério da Saúde), eles recomendam mamografias bianuais a partir dos 50 anos, justamente por isso. Porque assim, para você diagnosticar o câncer em uma mulher entre 40 e 50 anos, você precisa fazer muito mais mamografias do que se, a partir dos 50 que você tem mais casos, não sei se eu fui clara.

Tati: Certo, não, foi sim.

Priscila: Então os estudos mostram essa redução a partir dos 40, não se faz mamografia em menos de 40.

Tati: Então são outros aspectos que vão te levar a desconfiar se de repente uma mulher de 30 anos...

Priscila: Sim, e a gente tem uma limitação da técnica. A mamografia em uma mulher muito jovem, ela não é muito boa, porque mulher jovem tem as mamas densas, quer dizer, tem muito tecido mamário. Conforme a gente vai envelhecendo, o tecido mamário vai sendo substituído por gordura. E aí a mama vai ficando mais adiposa. E a mamografia, ela é boa para mamas mais adiposas. Quanto mais gordura tiver a mama, mais coisinhas a mamografia vai detectar. Então não adianta só ir fazendo mamografia em todo mundo, ''ah, 25 anos, vamos fazer mamografia''. Não, porque eu não vou enxergar nada, e eu vou ficar expondo essa mulher muito cedo à radiação, e eu vou predispô-la à ter câncer devido à radiação que ela está acumulando no corpo.

Tati: Certo, bacana. Uma pergunta, que também é uma curiosidade que as pessoas tem bastante, diferença entre a mastologista e o oncologista? Quer dizer, vamos lá, a mulher fez através do ginecologista o pedido da mamografia, ela descobre ali que realmente é um tumor maligno. Ele encaminha para vocês, mastologista diretamente, ou oncologista, ou depende, como é que é isso?

Priscila: Bom, a mastologia é uma especialidade relativamente nova, então muita gente nem sabe. Então mastologia é a especialidade que trata das mamas, então de doenças mamárias, dor mamária, nódulo mamário e câncer de mama. Então, se o ginecologista foi lá, pediu a mamografia de rastreamento, viu lá um nódulo suspeito. Ele encaminha pra quem? Para o mastologista. O mastologista vai lá, faz a biópsia... Vamos supor, fez o diagnóstico do câncer de mama, o mastologista vai ver ''Ó, essa paciente é candidata a qual tratamento? Eu vou fazer primeiro quimioterapia, eu vou operar primeiro?''. Porque existem várias modalidades para o tratamento, e a gente vai escolher, as vezes a mulher precisa fazer todos, as vezes só um, e as vezes muda a ordem, primeiro a quimioterapia, primeiro a cirurgia. Então o mastologista vai ver qual a doença, vai (inint) [00:07:53] e ver qual é o tratamento. Se essa paciente precisar fazer uma quimioterapia, ela vai...

Tati: Geralmente precisa da químico?

Priscila: Depende.

Tati: A Hormônioterapia também...

Priscila: Também depende. Quando a gente está frente à um tumor mamário, a gente fez a biópsia e descobriu. Então existe o exame que se chama imunosistoquímica. Esse exame, ele vê se tem receptor hormonal, qual é o grau de proliferação, se é um tumor que multiplica rápido ou devagar... Então para a gente saber se vai precisar ou não de quimioterapia, a gente tem que levar em consideração o tamanho do tumor, as características que a gente vê pela imonoistoquímica. A grosso modo, tumores maiores que 3 centímetros, precisam de quimioterapia. Mas isso à bem grosso modo. É muito individualizado hoje em dia. O que eu costumo falar para as pacientes é que assim, o câncer de mama é uma das doenças mais estudadas do mundo, então todo dia tem coisas novas surgindo, que nem, amanhã começa o outubro rosa, e amanhã começa o (Congresso Paulista de Mastologia). Então assim, a gente já soube que vai ter uma aula extra, porque saiu um estudo essa semana, que a gente vai ter já uma aula sobre um estudo novo que saiu.

Tati: E isso é bom né.

Priscila: Então as coisas vão surgindo todos os dias, vai mudando muito. Antigamente quimioterapia, quase todo mundo. Hoje em dia não. ''Ah, será que precisa?''. As vezes a gente faz um outro teste a mais para ver se realmente precisa ou não.

Tati: Eu estava dando uma pesquisada, parece que a incidência de câncer está em segundo lugar na mulher, o câncer de mama...

Priscila: O câncer de mama é o segundo câncer mais incidente na mulher. Ele só perde para o câncer de pele não-melanoma.

Tati: E isso, o câncer de pele em geral, mulher e o homem...

Priscila: Isso. E o segundo vem, que é o de mama.

Tati: Então é mais ou menos... Um número, se a gente falar por ano, quantas mulheres, por ano...

Priscila: Olha, as estimativas do (INCA), para esse ano de 2015 é que sejam feitas mais de 57 mil novos diagnósticos de câncer de mama.

Tati: Nossa, é bastante.

Priscila: É bastante. Então assim, é muito alto e é uma doença tratável e curável. Então eu acho que o que a gente precisa mais bater na tecla, é isso, no rastreamento, na mamografia no diagnóstico precoce. Infelizmente a gente não tem muito o que fazer para prevenir. Porque a gente sabe coisas que aumentam o risco. A mulher ter menstruado muito cedo, entrar na menopausa mais tardiamente, tabagismo, fazer reposição hormonal, usar pílula anticoncepcional por um tempo muito prolongado, são coisas que a gente sabe que aumentam um pouco o risco, mas não tem como, é multifatorial, não é uma coisa.

Tati: Tá, isso é interessante, o câncer de mama ele, obviamente tem uma parte hereditária...

Priscila: Sim.

Tati: ...genética, mas há uma parte ambiental.

Priscila: Sim. A parte genética, somente 10 à 15% de todos os cânceres de mama são hereditários.

Tati: Ela é menor.

Priscila: É muito pouco.

Tati: Interessante.

Priscila: A grande maioria é esporádico. Tanto que, as vezes, as mulheres falam assim ''Ah, mas eu não tenho nenhum caso de câncer na família, não preciso fazer, não vou ter''. Não é bem assim. Você não tem nenhum caso, graças à (Deus), que bom. Mas isso não te isenta de continuar fazer o roteamento.

Tati: E me diz uma coisa (Priscila), é até uma curiosidade minha, por que que a mulher que, por exemplo, a mulher que não tem filhos, tem uma maior probabilidade do câncer?

Priscila: O que acontece é o seguinte, a nossa mama só termina de ser formada quando a gente tem uma gestação a termo, ou seja, uma gestação que chegue até o final. Porque a mama começa a ser formada lá na vida intrauterina, então ela forma, a gente nasce, na puberdade continua esse amadurecimento, e só quando a mulher é preparada para lactação, é que termina a formação. Então a mulher que nunca amamentou, e mesmo a mulher que teve a primeira gestação mais tardiamente, ela ficou mais tempo com as glândulas mamárias mais imaturas. Não terminou essa maturação.

Tati: O processo, né?

Priscila: É, entendeu? Então isso é um dos ''fatores de risco''.

Tati: Ok. Moças que engravidam muito cedo, isso tem alguma relação? Essas meninas que estão engravidando hoje aí, com 15 anos... Não tem nada a ver?

Priscila: Não, isso aí seria até um fator protetor. Porque ela está terminando esse amadurecimento, ela está ficando esse período que ela está gestante, que ela está lactante, sem o estímulo hormonal mensal que a gente tem durante a menstruação, durante o ciclo menstrual, então seria de certa forma até protetor.

Tati: E doutora, quando a gente viu na mídia toda, a questão da (Angelina Jolie), que fez o teste genético, retirou os seios. Atualmente, retirou ovários também, útero, eu estava vendo...

Priscila: Sim, também.

Tati: As mulheres ficaram ''Eu quero fazer o teste'', parece que no caso dela deu que ela teria 70% de probabilidade. Como é que é, quem é que precisaria fazer o teste, vocês recomendariam pra quem?

Priscila: Uma coisa que é importante é que o que ela fez não é para todo mundo. Então primeiro, por que que ela foi fazer o teste? Ela tinha histórico, que a mãe dela tinha tido câncer de mama, e câncer de ovário e faleceu de câncer de ovário.

Tati: Então ela agiu corretamente, né?

Priscila: Sim, ela tinha uma história familiar muito importante, se eu não me engano a mãe dela já tinha a mutação do (BRCA1), isso eu não tenho certeza, mas eu acho que sim. Ela foi lá e fez o teste genético. O teste dela deu positivo. Então ela tem mutação, ela teria um risco ao longo da vida de 70% de ter câncer de mama.

Tati: Que é muito alto.

Priscila: É um risco muito alto. Então ela optou por fazer a cirurgia redutora de risco, que foi a masectomia profilática. A masectomia, ela reduz em 90% o risco de câncer de mama. Então o que é importante é que a masectomia não vai zerar, é impossível zerar o risco. A gente reduz muito, reduz 90%, mas não é total, porque na hora da cirurgia, é assim, a gente tem a mama, tem a pele, tecido subcutâneo que é a gordurinha, e aí começa a mama. Não dá para a gente saber onde acaba a mama e começa essa gordurinha. Então sempre um pouquinho de tecido mamário vai restar ali. Então não reduz em 100%.

Tati: Então ela ainda tem o risco... mas existe.

Priscila: Ainda tem um risco muito pequeno, mas existe. Então quem deve ser testada? Porque as vezes a paciente chega no consultório ''Ah doutora, eu quero tirar a mama''.

Tati: ''Eu quero tirar, a (Angelina Jolie) tirou, eu vou tirar''.

Priscila: É, vamos conversar, não é bem assim né. E outra coisa, tem que tirar o ovário também, porque o (BRCA1) aumenta o risco de câncer de mama e de ovário.

Tati: Ah, ok.

Priscila: Então é por isso que tem que ser feita as 2 cirurgias. Então, quem que deve ser testada? Pacientes que tenham uma história. Ou pacientes que tenham diagnóstico de câncer de mama muito jovens, então menos de 45 anos com câncer de mama, ou que tenham câncer de mama, e que tenham já um parente com câncer de mama em uma idade jovem, ou paciente que não tem câncer, mas a mãe teve câncer de mama com 35 anos, por exemplo. Ou tem outros cânceres que podem estar associados à algumas síndromes familiares, como câncer de tireoide, câncer de ovário. Tem que ver uma história familiar, o ideal é que a pessoa cometida seja testada. Então por exemplo, a mãe teve câncer de mama, o ideal é que a mãe faça o teste primeiro.

Tati: Ah certo.

Priscila: Porque a mãe é mutada? A mãe é positivo o (BRCA1)? Então tudo bem, vamos testar a filha.

Tati: Ok.

Priscila: Se a mãe não for mutada, a probabilidade da filha ser, é menor. Então é importante isso, a história familiar é a coisa mais importante, ter um aconselhamento genético. Porque na consulta, a gente até tira uma história, vê o heredograma, pais mães, avós... Mas o geneticista aprende à fazer isso muito bem.

Tati: E esse exame, ele é caro?

Priscila: É caro. Ele é um exame bem caro.

Tati: Uma população de (SUS) não tem acesso.

Priscila: Não, ainda não. Ele é um exame bem caro. E também o que é importante, o que eu vou fazer com esse exame? Porque eu já vi pacientes que não quiseram fazer. A mãe teve câncer, a irmã teve câncer, você quer fazer? ''Não, não quero''. Porque eu vou achar que eu sou uma bomba relógio, e eu não quero fazer. Então tendo um resultado positivo, aí sim a paciente tem que receber as informações do que ela pode fazer, então das terapias redutoras de risco, seja a cirurgia, tem medicação que dá para tomar também... Cirurgia da mama, cirurgia do ovário... Então saber, ter o exame positivo implica em fazer alguma coisa.

Tati: Sim. Eu fico imaginando a questão emocional da retirada dos seios.

Priscila: Também tem isso.

Tati: Você presencia isso, deve ser muito complicado para a mulher esse processo. Como é que é hoje em dia, qualquer mulher que retira o seio, ela pode ter uma prótese implantada ali no momento ou não necessariamente em todos os casos?

Priscila: Então, desde (2013) [00:18:26] existe uma lei, que toda mulher com câncer de mama, tem o direito à fazer uma reconstrução imediata no momento da cirurgia do câncer.

Tati: Ah legal, isso é uma lei então.

Priscila: É uma lei, a (Dilma) assinou em 2013, porém, desde que haja condições clinicas, que as vezes não tem como, as vezes é um tumor já muito avançado, enfim. Mas a grosso modo, toda mulher com câncer de mama tem o direito à uma cirurgia reconstrutora. Isso melhora muito a questão emocional, porque a mama é muito importante para as mulheres, é um símbolo da feminilidade, então é difícil dar um diagnóstico desses né.

Tati: Com certeza vai mexer com a auto estima.

Priscila: Então mesmo mais idosa, as vezes falam ''Ah, mas será que mais idosa não?'', as vezes a paciente idosa fala ''Não, pelo amor de Deus, eu não vou tirar a minha mama''.

Tati: É complicado.

Priscila: Então a coisa é complicada, é difícil.

Tati: Sei. Então gente, o papo está muito interessante, a gente vai entrar em um intervalinho, e não esquece, manda a sua pergunta aí, [email protected], e a doutora vai estar respondendo aí para vocês. Ok? Então até daqui a pouquinho.

Tati: Olá, voltando com o (Freud Explica), para você que perdeu, hoje a gente está falando sobre câncer de mama, prevenção, tratamento... A gente está com a doutora (Priscila) e vamos para as perguntas, porque o tempo corre, você percebeu doutora.

Priscila: Nossa, muito rápido.

Tati: Olha a (Elaine Luz), muito querida, (Elaine) um beijo. ''Boa tarde (Tati), é sempre um prazer ouvir você. É comum ouvirmos que câncer de mama não dói'', a gente estava falando isso (Elaine), antes do programa, ''Isso é verdade? Uma mulher que fez exames e não via anormalidade, mas que de repente começa a sentir dor no seio, deve investigar? Um grande abraço''. Eu fiz essa mesma questão para a doutora antes do programa. Quer dizer, isso é mito ou é realidade? O câncer geralmente não vai doer, né?

Priscila: Isso é uma verdade. O câncer de mama não dói. Eu não sei precisão em números, mas a queixa de dor mamária é a mais frequente no consultório. Então a paciente sente dor na mama, ela já fica preocupada, ''Ai meu Deus, será que eu estou com câncer?'', e acaba procurando atendimento.

Tati: Sim.

Priscila: Então, dor não é um sintoma de câncer de mama.

Tati: O que é perigoso, porque a mulher não vai perceber, ela não sente dor, e aí...

Priscila: Como que o câncer vai se manifestar normalmente? Com um nódulo palpável, com alteração de pele, a sua pele fica grossa, com aspecto de pele de casca de laranja, com saída de líquido pelo seio...

Tati: Então é importante o que você está falando para a mulher que as vezes tem alterações...

Priscila: Alterações que sejam perceptíveis. Nem sempre é câncer. Por exemplo, a saída de líquido ''Ah meu Deus, é câncer''. Não, o líquido suspeito geralmente é o líquido cor de sangue, ou transparente. O líquido marrom, esverdeado, isso aí pode ser pelos ductos, a gente tem os ductos mamários que são os caninhos que levam o leite até o bico do peito. E esses ductos, as vezes eles podem ficar um pouco dilatados, mesmo em quem nunca amamentou, e pode acumular liquido lá, e dar essa saída de líquido. Na dúvida, claro, é melhor procurar um especialista, mas a dor somente, realmente não é uma coisa que preocupe a gente.

Tati: Então não é mito, né?

Priscila: Não, não é mito.

Tati: Olha aqui, vamos ver do (Otávio), ele diz o seguinte ''Já ouvi dizer que homem pode ser câncer de mama, isso é real? Como o homem deve fazer a prevenção? É tão grave quanto o da mulher?''.

Priscila: É verdade que homem pode ter câncer de mama. Homem tem tecido mamário também, é bem menos que a mulher. O câncer de mama em homem corresponde à menos que 1% de todos os casos de câncer de mama, então é bem raro mesmo. Ele vai se manifestar, geralmente como nódulo palpável, alteração da pele. Não tem um exame de rastreamento, a gente não vai sair fazendo mamografia em todo homem. Então o que a gente pode recomendar é exame físico mesmo, se auto examinar. E existe o câncer de mama familiar, câncer de mama masculino com história familiar também. Tem uma mutação em um gene, que é o (BRCA2), então o (BRCA1), que é o da (Angelina Jolie), e tem o (BRCA2), que está presente em grande parte dos tumores de mama masculinos.

Tati: Então homem também precisa ficar atento. Porque geralmente, tem até essa questão com a próstata, de não querer, que gente, por favor né, precisa estar aí... Vamos ver aqui, (Camila) diz o seguinte ''Do ponto de vista psicológico, a mulher enfrenta melhor hoje o trauma de retirar a mama, já que existe a recomposição com silicone, ou mesmo assim, a perda de um seio, tem um significado mais profundo, mais psicanalítico?''. Doutora, eu acredito que a mulher sempre vai ter uma questão emocional forte quando há uma perda, principalmente do seio, que é uma representação da nossa feminilidade, o que você achar?

Priscila: Eu acho que o impacto é bem difícil para todas as mulheres. É muito difícil alguém levar em uma boa. Então, quando você dá o diagnóstico, é muito difícil. Quando você dá o diagnóstico de câncer de mama, as mulheres ficam devastadas.

Tati: Até se a gente pensar, até a questão da quimio, da perda do cabelo, também traz para a mulher. Então a questão da estética para a mulher é complicada.

Priscila: É bem difícil, eu acho que ter a reconstrução, ter as técnicas de simetrização mamária, isso melhorou muito para a mulher lidar com isso, porque fala ''Não, vai tirar, mas vai colocar a prótese no lugar, vai ficar parecido, não vai ser tão traumatizante'', eu acho que isso foi um grande ganho. Mas não deixa de ser uma coisa traumática, eu até falo para as pacientes, ofereço se elas querem encaminhamento para fazer um acompanhamento psicológico, falo que assim, não é demérito nenhum precisar disso, porque as pessoas tem muito preconceito de precisar de ajuda, seja psiquiátrica, seja psicológica. Então eu falo ''Não tem demérito nenhum, é muito difícil o que eu estou te contando aqui, lidar com isso é difícil, e as vezes a gente precisa de ajuda''. O que é importante, eu até falei para você que eu ia comentar aqui, o tratamento do câncer de mama, ele é multidisciplinar. Então não é assim ''A paciente é minha'', e acabou. Não, a paciente tem que ter o mastologista, tem o oncologista, tem o radioterapeuta para avaliar se ela vai precisar ou não da radio, acompanhamento psicológico, as vezes até psiquiatra com o uso de medicação. Porque é uma fase bem difícil, mas tendo esse acompanhamento multidisciplinar, as coisas são mais fáceis de passar por isso.

Tati: Bacana. Aqui ela é a (Janaína), ''Olá, sou (Janaína), tenho 32 anos e tenho uma curiosidade. Como acontece a metástase no nosso corpo? Ela pode se dar durante a retirada de um tumor?''. As vezes a gente escuta, em geral, a metástase pode acontecer na própria cirurgia ali, isso é mito ou pode acontecer?

Priscila: O câncer de mama é encarado como uma doença sistêmica, então não uma doença da mama, mas uma doença do corpo todo. Então as vezes, no momento do diagnóstico, por mais que a gente tenha um tumor pequenininho, a gente pode ter célula tumoral circulando, que pode vir a se instalar em algum órgão e dar metástase. Então a gente lida com probabilidades, então, um tumor de mama muito pequenininho, a probabilidade de ele ter metástase é muito pequena. Então a gente não investiga. Um tumor um pouco maior, já tem maior chance, a gente investiga se tem ou não metástase. Então, eu posso ter metástase já quando eu fiz o diagnóstico? Posso, as vezes metástase que eu não estou vendo. Muitas vezes a gente indica quimioterapia por causa disso, porque o que é a quimioterapia, é um tratamento sistêmico. É uma droga que vai na veia e vai agir no corpo todo, matando possíveis células tumorais que sejam circulantes.

Tati: Pra impedir justamente...

Priscila: Para impedir que venha acontecer uma metástase.

Tati: E quando acontece, é rápido né (Priscila), infelizmente...

Priscila: Olha, geralmente a metástase... A gente tem uma paciente por exemplo, teve câncer, foi tratada. No segmento, a gente geralmente não fica pedindo exames para procurar metástase direto. A gente espera para ver se aparece algum sintoma. Por que? A gente fazendo um exame, ficar rastreando e descobrir uma metástase pequenininha ou esperar essa metástase dar o sintoma, geralmente essa diferença é de cerca de 4 meses, e que não muda a sobrevida. Não muda o ganho que essa pessoa vai ter fazendo um tratamento mais precocemente. Geralmente ela vai dar sintomas.

Tati: E uma coisa, essa paciente já tratada, operada, ela vai continuar por quanto tempo precisando fazer acompanhamento? Para ver se voltou...

Priscila: Eu brinco que o paciente nunca vai ter alta, teoricamente a gente pode dar alta depois de 5 anos. Mas o acompanhamento é da seguinte forma, terminado o tratamento, vamos supor que ela fez cirurgia, radioterapia, quimioterapia e agora está tomando o hormônio que é por 5 ou 10 anos dependendo. Quando ela terminou esse tratamento e ela está só no hormônio, ela vai ter retornos com o seu mastologista à cada 3 ou 4 meses.

Tati: Ah, ela toma esse hormônio por 5 anos.

Priscila: 5 anos, se ela tiver indicação. Então ela vai ter retornos nos primeiros 2 anos, a cada 3,4 meses. Então retornos para exame físico, e mamografia uma vez por ano. Após 2 anos, do segundo ao quinto ano, retornos semestrais. Mamografia ainda continua anual. E a partir do quinto ano, retornos anuais.

Tati: A probabilidade cai muito.

Priscila: Cai muito.

Tati: Se não voltou em 5 anos...

Priscila: Pode voltar, pode. Mas já cai muito. A recorrência ela ocorre geralmente nos 2 primeiros anos, então por isso que os 2 primeiros anos que a gente faz um acompanhamento mais restrito, porque se aparecer alguma coisa a gente já pega.

Tati: Essa recorrência é alta a taxa, não necessariamente também...

Priscila: Depende do tamanho do tumor, depende de que tratamento a gente fez.

Tati: Aqui a (Flávia) diz o seguinte ''Boa tarde, muito bom o tema e o programa de hoje'', obrigada (Flávia) ''comecei a ter cistos duros nos seios, e sentir dores. Isso pode ser perigoso? Estou entrando na menopausa, tenho 48 anos''.

Priscila: Cistos são doenças mamárias benignas. Então eu brinco...

Tati: E eles doem.

Priscila: Doem. Eles doem, as vezes dá nódulo palpável, mas se ela foi ao médico, fez os exames, o médico falou que é cisto, não há o que se preocupar. Cisco é realmente benigno.

Tati: E essa questão de ela estar próxima da menopausa, pode trazer esses cistos, isso tem a ver ou não...

Priscila: Não, as vezes pode até melhorar com a menopausa. Porque quando vai ter uma queda hormonal, as vezes melhora justamente porque vai ter menos hormônio, menos variação hormonal que existe com o ciclo menstrual, então a tendência é que até melhore com a menopausa.

Tati: Certo. Aqui a (Amanda), ''Doutora (Priscila), o câncer de mama pode ser adquirido após um grande trauma emocional? Já li alguns relatos sobre isso. Algumas mulheres que adquiriram câncer de mama ou ovário após separações ou situações de perdas. Isso faz sentido?''. As pessoas, geralmente comentam muito essa relação do psicossomático, do o que eu adquiro com uma dor emocional, e na sua visão, você acha que é possível isso?

Priscila: Eu acho que não é que a pessoa adquire com o trauma emocional. O trauma emocional, ele faz cair a defesa do organismo, então tem uma queda da imunidade, e isso pode fazer, você já tem ali uma pré-disposição, já tem uma mutaçãozinha, com a queda da imunidade, aquela mutação começa a se replicar e aparece o tumor. Então, para mim, a explicação é essa.

Tati: E aí qualquer coisa, quer dizer, quando você está realmente no stress, em uma depressão, você está propensa a...

Priscila: Está propensa a deixar que o que não é para crescer, cresça. Porque as suas defesas não estão ali prontas para ir lá e frear isso.

Tati: Outra coisa que a gente percebe muito também, a pessoa que tem o câncer, é curioso mas realmente, quando ela tem aquela vontade de vencer, realmente há essa... Parece que o corpo reage melhor, acho bonito isso no ser humano, é bem interessante. Aqui da (Sandrinha), ''Boa tarde, gostaria de saber da doutora se existem cistos nos seios que não sejam câncer'', a gente falou do cisto, ''e mesmo assim perigosos'', existe algum cisto que seja um tumor maligno?

Priscila: Cisto é benigno. O que tem nódulo, nódulo sólido.

Tati: Cisto é diferente do nódulo.

Priscila: O cisto é uma bexiga, uma bolinha de líquido. O nódulo é sólido, e pode ser benigno ou maligno. Nódulo Palpável, a gente vai lá, faz exame, pelo exame, seja mamografia ou ultrassom, ele é suspeito ou não suspeito. E aí a gente vai optar por investigar ou não. Então a gente pode fazer uma biópsia, por exemplo, e dar que não é câncer. Mas, dá uma coisa benigna que pode ser câncer. Então existem coisas benignas que é melhor tirar, porque a gente não sabe se isso aí pode progredir. Ou as vezes, a biopsia, ela pode subestimar, porque assim, a biópsia ela é uma amostra, então, tem uma professora minha que fazia analogia da caixa da laranja. Se você pegar uma caixona daquelas de laranja, que tem 50 laranjas, e você tirar uma, e ela estiver boa, quer dizer que todas estão boas? Não, pode ter uma podre ali. Então a biópsia é uma amostra. Então as vezes, o resultado de biópsia pode vir benigno, mas um benigno que a gente fica na dúvida, então as vezes a gente tem que tirar esse nódulo mesmo sendo benigno. Então existem muitas coisas entre o benigno e o câncer...

Tati: Sim, a gente tá com o tempo, mas dá para ler mais uma questão aqui, do (Peres), ele diz o seguinte ''Boa tarde, passei por uma experiência muito traumática quando minha ex-esposa teve câncer de mama. Eu queria ajudar em tudo, mas a auto-estima dela acabou ficando muito baixa e ela me deixou. Não seria importante alertar os maridos, em como agir nessas situações? Ficamos com os pés fora do chão também. Obrigado, (Peres)''. Interessante, (Peres).

Priscila: Eu acho até...

Tati: Deve ser complicado realmente também para o home.

Priscila: Não só para o marido, mas para os filhos, para a família, porque isso altera a dinâmica familiar toda. Eu acho que é bem importante o marido, o companheiro, os filhos, estarem presentes, então se puderem acompanhar o paciente nas consultas, tirar as dúvidas também, porque é difícil para todo mundo. Então, as vezes a consulta acaba até sendo uma sessão de terapia, eu tenho paciente que eu conheço a família inteira, vai todo mundo na consulta e eles me contam das (DRs), um reclama do outro porque para mim...

Tati: É um momento de conflito, um momento tenso né, claro.

Priscila: Estar presente é bem importante, buscar ajuda, as vezes, também vale a pena, que nem eu falei antes, de buscar ajuda psicológica, para lidar com isso, porque realmente é complicado.

Tati: Sim, essa ajuda psicológica, não só a mulher mas de repente o homem, os filhos... Como é que eu vou lidar com essa pessoa que está com câncer.

Priscila: E o que eu acho que é mais importante, é não tratar a pessoa como doente. Eu tenho história pessoal, a minha mãe teve câncer, não foi de mama, mas as pessoas as vezes queriam tratá-la como doente, eu falava ''Não, para'', não trate a pessoa só como doente. Continue tratando como ela sempre foi, e eu falo para as minhas pacientes ''Seja egoísta. Se afaste de quem não traz coisas boas''.

Tati: Ah sim, é o egoísmo saudável.

Priscila: ''Mas ah, tem aquele meu vizinho que fica falando um monte de coisa'', não vai mais na casa dele, não deixa ele ir na sua casa. Conviva com pessoas que te trazem coisas boas. Acho que isso vale para tudo, mas nesse momento mais ainda, porque você precisa de pessoas que te puxem pra cima, e não o contrário. Então acho que isso é importante.

Tati: Doutora, adorei viu.

Priscila: Gostei muito.

Tati: Muito bom o tema, vamos voltar, porque é sempre bom estar falando sobre isso. Muito obrigada.

Priscila: Imagina. Obrigada à você pela oportunidade.

Tati: Gente é, eu até brinquei com ela, eu estou adotando a família (Amato) né, semana que vem a gente vai falar de cirurgia plástica, inclusive até voltar um pouco aí na questão dos seios também. Então eu vejo vocês na próxima quarta-feira, um beijo muito grande, até lá. 

  Tags: prevençãocâncermamamastologiaginecologiaentrevistavideo
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Nova resolução CFM

sex, 10/02/2015 - 19:26

As mulheres com mais de 50 anos que queiram engravidar usando as técnicas de reprodução assistida não mais precisarão do aval do sistema conselhal, desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. Esta é uma das novidades da Resolução nº 2.121/15, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualizou normativa anterior, aprovada em 2013.

Fonte: CFM

Tags: resoluçãolei
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Entrevista Infertilidade e Reprodução Humana no Freud Explica

qui, 09/17/2015 - 14:11

Entrevista com Dra Juliana no Freud Explica sobre infertilidade e reprodução humana. Apresentadora Taty Ades. Visão do psicológico da mulher no contexto desse drama pessoal.

 

Tags: videoentrevistainfertilidadedúvidas
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Entrevista sobre Infertilidade no "Gente que fala"

qui, 09/10/2015 - 19:09

Para quem não viu ao vivo no programa "Gente que fala", os melhores momentos da entrevista selecionados no vídeo abaixo.

Entrevista sobre reprodução humana

Tags: infertilidadeentrevistavideo
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Navegue por dentro da clínica

ter, 07/07/2015 - 11:41

As fotos de navegação do Google dentro da clínica ficaram ótimas. Se você nunca viu um centro cirúrgico e tem a curiosidade, visite o nosso e navegue dentro dele.
Fotos de Navegação 360˚

Tags: fotoclínica
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Video sobre Infertilidade

qui, 02/26/2015 - 16:01

Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes, não consegue engravidar. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas dessa infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento para cada paciente. Nenhum caso é igual ao outro.
Os planos de saúde em geral não cobrem o tratamento da infertilidade, mas a consulta inicial para tirar dúvidas e fazer muitos dos exames de rastreamento pode ser feita pelo convênio, com direito a reembolso. As técnicas de reprodução humana requerem uso intensivo de alta tecnologia, laboratório e controle muito próximo e frequente do paciente a partir do momento que se decide fazer o tratamento. O tratamento mais conhecido é a fertilização in vitro. A fecundação é feita fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero preparado para que possa se desenvolver de modo saudável. A equipe Amato está preparada para oferecer os tratamentos mais modernos e utiliza os melhores laboratórios.Tags: videoinfertilidadereprodução humana
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Em busca da fertilidade

qua, 01/14/2015 - 09:18

Livro "Em Busca da Fertilidade" está disponível na Apple Store.

Atualidades sobre a infertilidade e seus tratamentos. A busca pela fertilidade é um processo com várias etapas, desde a identificação do problema até sua resolução. A compreensão é essencial e ocorre logo depois ou concomitante à aceitação. Nesse momento o casal passa a entender a função existencial do ser humano. Ao definir suas prioridades o casal está apto à proceder com os passos seguintes. A fase da compreensão varia muito, podendo ser suficiente apenas uma conversa no consultório com um profissional, ou necessário a opinião de diversos profissionais; assim como também tem aqueles que precisam fazer uma ampla pesquisa na Internet, procuram entrevistas, vídeos e muito mais. O mundo globalizado de hoje oferece a possibilidade de diversas fontes de informação e isso é muito saudável. Entretanto, por outro lado, também se faz necessário uma fonte coerente, concisa, atualizada e confiável, exatamente o que este livro se propõe a fazer.

Tags: livroibookfertilidade
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Conheça a oncofertilidade

qua, 12/03/2014 - 18:00

Ligada à oncologia, a oncofertilidade é a parte da medicina que cuida da fertilidade dos pacientes com câncer.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia cerca de 50% dos pacientes submetidos a tratamentos oncológicos têm risco de perder sua capacidade reprodutiva após o tratamento, podendo esta perda ser transitória ou até permanente.

Durante o tratamento de combate ao câncer os quimioterápicos e/ou radioterápicos, mesmo que sejam administrados em doses ou radiações pequenas, agridem os ovários e testículos, causando danos às células germinativas responsáveis pela fertilidade.

Como a oncofertilidade pode auxiliar na prevenção da fertilidade?

A principal aliada é a criopreservação, ou seja, o congelamento de espermatozoides, ovócitos, embriões ou até mesmo tecido ovariano e testicular, antes de serem iniciadas as seções de quimio e/ou rádio.

Para os homens o procedimento é feito através do recolhimento de amostras de sêmen, permitindo uma boa reserva produtiva. Já para as mulheres, alguns exames precisam ser realizados, como avaliação da reserva funcional dos ovários, dosagem dos hormônios, ultrassom e por fim uma estimulação ovariana, como no procedimento de fertilização in vitro, a fim de recolher alguns óvulos que serão guardados até que a paciente encerre o tratamento contra o câncer.

A oncofertilidade tem ajudado muitos pacientes e é importante que ambos os médicos, tanto o que trata do câncer, como o especialista em fertilidade, trabalhem juntos para o sucesso do tratamento e a garantia de que o paciente seja curado e realize o desejo de ter filhos.

  Tags: câncerfertilidade
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Outubro Rosa

ter, 10/14/2014 - 19:01

Mês da conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico do câncer de mama. De pé em frente do espelho observe o contorno das mamas. Note qualquer alteração na pele ou formato. Deitada, com as pontas dos dedos apalpe levemente cada mama. Se você notar algo diferente, como alterações na forma, saliências na pele, secreções ou nódulos procure seu médico. Faça seus exames periodicamente.

Tags: campanhaprevenção
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Em busca da fertilidade.

sab, 07/19/2014 - 11:49

A Dra Juliana Amato acabou de publicar o livro "Em Busca da Fertilidade", de leitura fácil e respondendo as perguntas e dúvidas mais comuns encontradas no consultório de reprodução humana sobre o tratamento da infertilidade, tanto masculina quanto feminina. Quais são as doenças mais comuns, quais sao os tratamentos disponíveis e aplicáveis em cada caso.

O livro, por enquanto disponível pela editora Lulu, em breve estará amplamente disponível.

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Infertilidade e esterilidade: você conhece a diferença?

qua, 04/30/2014 - 17:09

Popularmente, fala-se de infertilidade quando um casal não consegue engravidar após um ano de vida sexual ativa e contínua, sem estar usando qualquer método contraceptivo.

Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (óvulos e espermatozoide) ou zigotos (resultado da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.

Assim, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos.

O diagnóstico de infertilidade/esterilidade deve ser feito através de uma pesquisa básica sobre fertilidade e sempre envolver o casal, desde o início.

Estatisticamente, a infertilidade decorre em 35% dos casos de fatores masculinos, 45% de fatores femininos (tubo-peritoneal, 35%, e ovulatório, 10%), 10% sem causa aparente e 5% de causas diversas e pouco frequentes. Entretanto, a divisão percentual em fatores é artificial. A associação de causas de infertilidade é freqüente, principalmente a concomitância de fatores masculinos e femininos¹.

Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade/esterilidade:

  • Ultrassonografia transvaginal: permite também fazer certos procedimentos da fertilização in vitro;
  • Histerossalpingografia: exame radiológico contrastado que avalia uma possível obstrução das tubas uterinas;
  • Histeroscopia: exame que permite uma visualização direta da cavidade uterina e complementa a histerossalpingografia e a histerossonografia;
  • Espermograma: visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozoides.

Outros exames a serem usados em casos específicos são: avaliação do muco cervical, biópsia endometrial, culturas cervicais, pesquisa de anticorpos anti-espermatozoides, exames imunológicos e laparoscopia.

 

 

¹Fonte: Speroff & Fritz, 2005.

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Infertilidade: causas e opções de tratamentos

qua, 04/30/2014 - 17:02

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

O primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.
  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.
  • A indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

Tags: infertilidadetratamentofeminino
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Estou grávida e não quero parar de fumar

ter, 03/18/2014 - 15:31

Quando uma mulher planeja ter filhos ela deve saber que, quando esse desejo se concretizar, sua vida nunca mais será a mesma. Agora mais do que mulher, esposa, filha, ela também será Mãe e seus desejos não serão mais a sua prioridade. Uma criança não pode se cuidar sozinha e depende daqueles que a amam para se manter saudável e feliz.

Antes de ser criança, antes de sequer ser um bebê, ainda na barriga de sua futura mamãe, aquele feto depende completamente das vontades e atitudes de seus pais e o que possui mais próximo de independência são obras do acaso.

Tudo aquilo com o qual a gestante entra em contato, o seu futuro bebê entra também. Todas as substâncias que entram em seu corpo e percorrem o seu sangue podem atravessar a placenta que alimenta o feto.

Substâncias como o cigarro podem provocar sérios danos a esse ser ainda em formação. Gestantes que fumam tem maiores chances de gerar um bebê sem vida ou que falece antes de completar uma semana de vida*.

O início da gestação é o momento em que cada estrutura do corpo é formada e é um processo que não deve ser perturbado. O final da gestação é o momento em que aquele feto, já formado, engorda e adquire condições para viver fora do ambiente seguro que o guardava até então.

Os futuros pais são responsáveis por manter esse ambiente de fato seguro o tempo todo; o acompanhamento do pré-natal dá suporte para que o homem e a mulher se preparem para, no momento certo, ser pai e mãe.





*Nicotine & Tobacco Research Advance Access published August 13, 2013

Influence of Snuff and Smoking Habits in Early Pregnancy on Risks for Stillbirth and Early Neonatal Mortality - Sachiko Baba, Anna-Karin Wikström, Olof Stephansson, Sven Cnattingius

 

Tags: gravidezfatores de riscoriscos
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Estou grávida e não quero parar de beber

ter, 03/18/2014 - 15:28

O álcool que a mulher grávida consome chega com muita facilidade a todo corpo do feto e parece causar uma contração nos seus pequenos vasos sanguíneos, o que faz com que menos sangue alcance os seus órgãos, portanto menos oxigênio chega a suas células. Esse fenômeno impede que o feto cresça, aumenta as chances de aborto e de morte fetal.

Existem duas condições associadas ao consumo do álcool na gestação: a síndrome alcoólica fetal (SAF) e os efeitos relacionados ao álcool (ERA).

A síndrome alcoólica fetal tem como características a presença de alterações faciais (lábio superior fino, sobrancelha levantada, nariz rebaixado, pequena abertura dos olhos, nariz curto e largo, face plana, mandíbula pequena, entre outras), modificações também do sistema nervoso central (do crânio, do cérebro, da  coordenação) e do crescimento, que se torna muito restrito, apresentando inclusive perda de peso.

Os chamados efeitos relacionados ao álcool referem-se a defeitos durante a formação do coração, dos rins, do esqueleto, dos olhos e aos que causam problemas de surdez, de lábio leporino, de dificuldade posterior de aprendizado, de transtornos de comportamento, de problemas de memória, entre outros. Também está entre as causas de retardo mental no país.

Não existe uma quantidade de álcool considerada segura para ser consumida na gestação, por isso a indicação é que a gestante se abstenha completamente da bebida durante toda a gravidez.

Os cuidados realizados no pré-natal são fundamentais para assegurar a saúde do feto e do recém-nascido. Atualmente existem muitos meios de informação e a gestante deve, sim, manter-se informada. O médico que a acompanha durante toda a gravidez deve tirar todas as suas dúvidas de maneira realista e sincera, embasado em tudo o que a ciência oferece hoje como verdade. Dessa maneira, a gestante pode sentir-se acolhida e segura em seu suporte.


*SIAT – Sistema de Informação sobre Agentes Teratogênicos/Serviço de Genética Médica – HCPA/Departamento de Genética – UFRGS. 

* SEGRE, Conceição Aparecida de Mattos (Coord.). Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido.  São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2010.

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Tenho síndrome dos ovários policísticos e estou infeliz

dom, 01/26/2014 - 23:39

Essa não é uma frase incomum para muitas mulheres... A síndrome dos ovários policísticos é a doença hormonal mais frequente da mulher em idade reprodutiva. Costuma ser diagnosticada ainda na adolescência e está associada a um quadro de sintomas bem característico que compreende a irregularidade menstrual, a acne, a obesidade, aumento de pelos no rosto e corpo e em casos mais avançados a dificuldade para engravidar  - nem todos esses sintomas precisam estar presentes dependendo do grau da doença.

Apesar de ter características que podem ser medidas ou avaliadas por exame físico, exame de imagem e de laboratório (alterações hormonais típicas), a mulher com síndrome dos ovários policísticos também pode apresentar sintomas de ansiedade e de depressão, assim como dificuldade nos relacionamentos (pessoal e sexual).

A presença de sintomas psicológicos em mulheres com a síndrome muitas vezes exige tratamento específico, não podendo passar despercebida. A ausência de tratamento para esses distúrbios está associada a uma maior necessidade de tratamento de outras doenças como também aumenta a chance de desenvolver doenças cardiovasculares.

Algumas vezes as pacientes escondem os sintomas emocionais que sentem de determinado médico especialista, ou por medo ou por acreditarem que nada tem a ver com a “doença que apresentam” no momento.  Mas ambos, médico e paciente, não podem esquecer que não há queixas irrelevantes e que todos os problemas podem ser abordados no seu devido tempo.

Sofrer em silêncio é uma realidade para muitas mulheres que não se queixam, seguem em frente e muitas vezes esquecem de si mesmas. O efeito disso normalmente é uma sobreposição de doenças e transtornos em uma vida cansada, confusa e infeliz. É importante expressar o que se sente e, mais importante ainda, saber pedir ajuda e ter em quem confiar.

Bazarganipour et al. Health and Quality of Life Outcomes 2013, 11:141 - Psychological investigation in patients with polycystic ovary syndrome -Fatemeh Bazarganipour, Saeide Ziaei, Ali Montazeri, Fatemeh Foroozanfard, Anoshirvan Kazemnejad and Soghrat Faghihzadeh5

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Opções de tratamento para pacientes com síndrome dos ovários policísticos

dom, 01/26/2014 - 23:37

A síndrome dos ovários policísticos, ou SOP, é uma doença comum na população feminina. É considerada uma síndrome hiperandrogênica. Isso quer dizer que a mulher portadora possui características que refletem a ação de hormônios masculinos, como a distribuição de pelos e acne. A obesidade e a infertilidade (relacionada à irregularidade menstrual) também são comuns a essa condição. E a característica que dá nome à doença é a presença de pelo menos doze pequenos cistos ovarianos distribuídos na periferia dos ovários, ou um ovário aumentado de tamanho. Mas não é preciso detectar essa alteração para se fazer o diagnóstico.

As mulheres com SOP nem sempre apresentam todos esses sintomas ao mesmo tempo. É por isso que o tratamento pode variar bastante entre as pacientes, pois ele é direcionado pelo objetivo que a paciente pretende alcançar: regular a menstruação, combater a acne, engravidar, perder peso ou ainda melhorar a resistência à insulina, que também é característica da doença. A resistência à insulina (ou intolerância à glicose) representa a dificuldade que esse hormônio tem para exercer a sua ação no organismo podendo, a longo prazo, levar ao desenvolvimento do diabetes.

Dessa forma as opções de tratamento incluem anticoncepcionais orais (para regular o ciclo menstrual) e medicamentos que ajudam a amenizar os sintomas masculinizantes. Resistência a insulina e obesidade são tratados individualizando os casos e em acompanhamento com o Endocrinologista juntamente com o Ginecologista.

Independentemente do objetivo que se queira alcançar, ou do tratamento escolhido, todas as pacientes com síndrome dos ovários policísticos se beneficiam com controle nutricional adequado e atividade física regular, que podem amenizar todos os seus sintomas, incluindo a dificuldade para engravidar! Dessa forma, essa mudança de hábitos deve fazer parte do tratamento de todas as pacientes, o que também ajuda a combater a maior tendência que essas mulheres possuem de desenvolver doenças cardiovasculares.

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A obesidade e a saúde reprodutiva do homem

qua, 12/04/2013 - 20:37

A infertilidade masculina tem, em grande parte dos casos, uma causa idiopática, isto é, mesmo após investigação apropriada não é possível encontrar o que está causando a dificuldade para haver a reprodução. Aposta-se assim em  causas comuns como as doenças hormonais, obesidade, determinadas medicações, varicocele (varizes nos testículos que atrapalham a produção dos espermatozoides), infecções, uso de drogas, entre outras.
Uma dessas causas comuns, a obesidade masculina, está associada a diferentes condições urológicas como presença de pedra nos rins, aumento da próstata, redução nos níveis de testosterona, disfunção sexual e infertilidade. A urologia é a especialidade cirúrgica médica que estuda o trato urinário de ambos os sexos e o trato reprodutivo masculino. Em relação especificamente à reprodução assistida*, homens acima do peso (mesmo não sendo necessariamente obesos) apresentam menores taxas de concepção por meio da fertilização in vitro
Atualmente são feitos diversos estudos para justificar essas associações, mas as explicações ainda não estão muito claras, principalmente porque é muito comum que pacientes obesos apresentem outras questões como diabetes ou aterosclerose que podem ser de fato as responsáveis pelas associações encontradas nas diferentes pesquisas. Em relação à infertilidade, alguns estudos** já mostraram que a chance de produzir menos espermatozoides aumenta com o ganho de peso, o que também comumente ocorre com o avanço da idade.
Na verdade, o que se sabe é que a prática de atividade física regular, a alimentação balanceada e não ser fumante ajudam a melhorar grande parte das condições associadas à obesidade e à saúde reprodutiva do homem. Em relação à capacidade de reprodução, quando essas mudanças não forem o suficiente, em certos casos, o médico especialista poderá prescrever o uso de medicação; posteriormente, se essa também não surtir efeito, ainda seria possível buscar os benefícios da reprodução assistida.

Leia também:

*Obesity (Silver Spring). - Male adiposity impairs clinical pregnancy rate by in vitro fertilization without affecting day 3 embryo quality. - Merhi ZO, Keltz J, Zapantis A, Younger J, Berger D, Lieman HJ, Jindal SK, Polotsky AJ.

** International Journal of General Medicine - Association of body mass index with some fertility markers among male partners of infertile couples - Masoumeh Hajshafih, Rasul, Ghareaghaji, Sedigheh Salem, Nahid Sadegh-Asadi, Homayoun Sadeghi-Bazargani, 

 

Tags: obesidademasculinoinfertilidade
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A saúde do recém-nascido pode ser afetada pela obesidade da mãe?

qua, 12/04/2013 - 20:28

A obesidade é uma condição sabidamente associada a diversos outros problemas de saúde. Na gestação ela se torna importante fator de risco para a mãe e para o feto. Gestantes obesas têm maiores chances de desenvolver diabetes gestacional, pressão alta (que pode ser grave ao ponto de ter que interromper a gestação) e fetos muito pesados. A gestação dessas mulheres pode se prolongar além do esperado e elas também apresentam maiores taxas de necessidade de cesariana.
Em relação especificamente ao feto*, a obesidade da gestante está associada ao nascimento de bebês prematuros, que apresentam dificuldades respiratórias, icterícia (amarelão na pele), queda do açúcar no sangue e, portanto, também maiores taxas de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 
O feto dessas mulheres parece ter maior dificuldade em se adaptar ao trabalho de parto do que o feto de mulheres com o peso adequado para a sua altura. A relação entre alguns desses fatores parece ser diretamente proporcional à obesidade, isto é, quanto mais obesa a gestante maior a chance de parto prematuro, por exemplo. 
Os benefícios da redução do peso são incontáveis. A alimentação balanceada e a prática de atividade física durante a gestação podem amenizar os possíveis efeitos negativos  da obesidade sobre a saúde do feto. 
Algumas dicas importantes às gestantes incluem beber bastante líquido, dividir as refeições em porções menores durante o dia, de modo a se alimentar a cada duas ou três horas no máximo, consumir bastante frutas e legumes e evitar  comer doces em excesso. 
A gestação não é período para fazer dieta para tentar emagrecer, muito pelo contrário, deve haver alimento o suficiente para suprir as necessidades da mãe e do feto, mas de forma balanceada. A amamentação é um processo que consome bastante energia e facilita a perda do peso adquirido na gestação.
O acompanhamento adequando no pré-natal é muito importante para se detectar precocemente algumas alterações que podem decorrer da obesidade e prevenir possíveis danos à gestante e ao bebê.

Leia também:

*JAMA, June 12, 2013—Vol 309, No. 22 - Maternal Obesity and Risk of Preterm Delivery Sven Cnattingius,Eduardo Villamor, Stefan Johansson, Anna-Karin Edstedt Bonamy, Martina Persson, Anna-Karin Wikstro¨m, Fr edrik Granath

*MC Pregnancy and Childbirth 2013 - Neonatal outcomes in obese mothers: a population-based analysis - Anne-Frederique Minsart, Pierre Buekens, Myriam De Spiegelaere and Yvon Englert, Minsart et al. B

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