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Clinica de Reprodução Humana em São Paulo, SP. Tratamento de Infertilidade. Técnicas modernas de fertilização in vitro. Dicas para manter sua fertilidade.
Atualizado: 2 horas 34 minutos atrás

Síndrome dos Ovários Policísticos: o distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais

ter, 11/28/2017 - 22:17

Transcrição: Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista e obstetra, especializada em reprodução assistida.  Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre síndrome dos ovários policísticos.  No que consiste essa síndrome?  Ela é uma síndrome caracterizada por irregularidade menstrual, hiperandroginismo e obesidade.  O que quer dizer isso?  São mulheres que têm irregularidade na menstruação, ou seja, elas têm ciclos muito curtos, muito longos, ou não menstruam por vários meses.  O hiperandroginismo, ele consiste no aumento de pelos, principalmente na região de maxilar, de buço, esssa região entre os seios, região lombar.  Pode ser de pequena ou grande intensidade.  E altera muito em relação ao grau de ovário policístico.  E aumento de peso.  O que consiste nesse aumento de peso?  Pode ser só um sobrepeso, ou pode ser uma obesidade mesmo.  Ou seja, pode ser só uns 20% de aumento de peso, ou muito mais do que isso.  Essa irregularidade menstrual, ela pode causar infertilidade, porque as pacientes que têm ovário policístico, ou elas não ovulam todos os meses, ovulam alguns meses esporádicos, ou se ela não estiver menstruando ela não ovula mesmo.  Então, fica mais difícil obter uma gravidez.  A síndrome dos ovários policísticos, ela se prevalece em 15% da população, e está associada com fator genético e fator ambiental.  Quais são as repercussões no corpo da mulher que tem ovário policístico?  Como ela tem a obesidade ou o sobrepeso, ela tem um aumento da resistência da insulina.  E esse aumento da resistência da insulina, com o passar do tempo, pode levar a uma diabetes mellitus do tipo II.  As pacientes com ovário policístico, elas têm um risco cardíaco aumentado podendo desenvolver hipertensão arterial e dislipidemia que é o colesterol alterado, o acúmulo de placa ateromatosa nos vasos.  O hiperandroginismo também aumenta as chances de desenvolver câncer do endométrio.  E a obesidade também pode causar distúrbios no sono, com apneia obstrutiva durante a noite.  O diagnóstico de ovário policístico se dá pela clínica.  Ou seja, aumento de pelos, ganho de peso e irregularidade menstrual.  E ele também tem que ser diagnosticado pelo ultrassom.  Ou seja, pela imagem, um ultrassom transvaginal que vai mostrar a presença de pequenos cistos no estroma do ovário.  O tratamento do ovário policístico é feito com pílulas combinadas que tenham progestogênio que tenha a ação de anti-androgênico. Ou seja, como a paciente com ovário policístico ela tem muito androgênio circulante no corpo, que é um hormônio masculino, essa pílula vai diminuir a ação desses androgênios. Pacientes que têm o desejo de engravidar, existem outras alternativas medicamentosas que diminuem esse androgênio para que ela perca peso, diminua a resistência à insulina e consiga ovular de novo.  Sempre lembrar que o tratamento de ovário policístico, ele é um tratamento a longo prazo.  Você começa o tratamento, porém ele vai demorar uns seis, sete meses para começar a surtir um efeito.  Em pacientes que têm hirusutismo, ou seja, aumento de pelos, a gente sempre orienta a fazer depilação a laser.

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Categorias: Medicina

Síndrome dos Ovários Policísticos: o distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais

ter, 11/28/2017 - 22:17

Transcrição: Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista e obstetra, especializada em reprodução assistida.  Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre síndrome dos ovários policísticos.  No que consiste essa síndrome?  Ela é uma síndrome caracterizada por irregularidade menstrual, hiperandroginismo e obesidade.  O que quer dizer isso?  São mulheres que têm irregularidade na menstruação, ou seja, elas têm ciclos muito curtos, muito longos, ou não menstruam por vários meses.  O hiperandroginismo, ele consiste no aumento de pelos, principalmente na região de maxilar, de buço, esssa região entre os seios, região lombar.  Pode ser de pequena ou grande intensidade.  E altera muito em relação ao grau de ovário policístico.  E aumento de peso.  O que consiste nesse aumento de peso?  Pode ser só um sobrepeso, ou pode ser uma obesidade mesmo.  Ou seja, pode ser só uns 20% de aumento de peso, ou muito mais do que isso.  Essa irregularidade menstrual, ela pode causar infertilidade, porque as pacientes que têm ovário policístico, ou elas não ovulam todos os meses, ovulam alguns meses esporádicos, ou se ela não estiver menstruando ela não ovula mesmo.  Então, fica mais difícil obter uma gravidez.  A síndrome dos ovários policísticos, ela se prevalece em 15% da população, e está associada com fator genético e fator ambiental.  Quais são as repercussões no corpo da mulher que tem ovário policístico?  Como ela tem a obesidade ou o sobrepeso, ela tem um aumento da resistência da insulina.  E esse aumento da resistência da insulina, com o passar do tempo, pode levar a uma diabetes mellitus do tipo II.  As pacientes com ovário policístico, elas têm um risco cardíaco aumentado podendo desenvolver hipertensão arterial e dislipidemia que é o colesterol alterado, o acúmulo de placa ateromatosa nos vasos.  O hiperandroginismo também aumenta as chances de desenvolver câncer do endométrio.  E a obesidade também pode causar distúrbios no sono, com apneia obstrutiva durante a noite.  O diagnóstico de ovário policístico se dá pela clínica.  Ou seja, aumento de pelos, ganho de peso e irregularidade menstrual.  E ele também tem que ser diagnosticado pelo ultrassom.  Ou seja, pela imagem, um ultrassom transvaginal que vai mostrar a presença de pequenos cistos no estroma do ovário.  O tratamento do ovário policístico é feito com pílulas combinadas que tenham progestogênio que tenha a ação de anti-androgênico. Ou seja, como a paciente com ovário policístico ela tem muito androgênio circulante no corpo, que é um hormônio masculino, essa pílula vai diminuir a ação desses androgênios. Pacientes que têm o desejo de engravidar, existem outras alternativas medicamentosas que diminuem esse androgênio para que ela perca peso, diminua a resistência à insulina e consiga ovular de novo.  Sempre lembrar que o tratamento de ovário policístico, ele é um tratamento a longo prazo.  Você começa o tratamento, porém ele vai demorar uns seis, sete meses para começar a surtir um efeito.  Em pacientes que têm hirusutismo, ou seja, aumento de pelos, a gente sempre orienta a fazer depilação a laser.

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Diagnóstico e tratamento da trombose venosa na gravidez e após o nascimento

ter, 11/28/2017 - 18:58
Trombose e gravidez

Se você ou alguém na família teve trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, aqui falaremos o que fazer durante a gravidez ou logo após o nascimento. As informações também podem ser úteis se você é o parceiro ou um parente de uma mulher nessa situação.

Se você gostaria de obter informações sobre como reduzir o risco de uma trombose venosa, consulte seu cirurgião vascular.

O que é a trombose venosa profunda?

Uma trombose é um coágulo de sangue em um vaso sanguíneo (veia ou artéria). Trombose venosa profunda ocorre em uma veia. As veias são vasos sanguíneos que levam sangue para o coração e os pulmões, considerando que as artérias levam o sangue do coração para os órgãos.

Uma trombose venosa profunda (TVP) é um coágulo de sangue que se forma em uma veia profunda da perna, panturrilha ou pelve.

Quanto comum é na gravidez?

A gravidez aumenta o risco de uma TVP, com o risco mais elevado no puerpério, ou seja, depois de ter tido seu bebê.

No entanto, a trombose venosa profunda é ainda rara na gestação ou nas primeiras 6 semanas após o nascimento, ocorrendo em apenas 1-2 em cada 1000 mulheres (0,1%).

A TVP pode ocorrer a qualquer momento durante a gravidez, incluindo os primeiros 3 meses.

Quais são os sintomas de uma TVP durante a gravidez?

Os sintomas de uma TVP geralmente ocorrem em uma perna só e podem incluir:

  • perna inchada, vermelha e quente
  • inchaço da perna inteira ou apenas parte dela, ou ela pode apenas parecer pesada.
  • dor e/ou sensibilidade – você só pode experimentar isto quando está em pé ou andando.

Se notar qualquer um destes sintomas, deve procurar aconselhamento imediatamente do seu médico.

Durante a gravidez, o inchaço e o desconforto em ambas as pernas é comum e nem sempre significa que há um problema. Pergunte ao seu médico obstetra se estiver preocupada.

Por que uma TVP é grave?

Trombose venosa pode ser grave porque o coágulo de sangue pode romper e viajar na corrente sanguínea, até que ela obtém alojamento em outra parte do corpo, tal como o pulmão. Isso é chamado de embolia pulmonar (EP) e pode ameaçar a vida. No entanto, morrer de uma EP é raro em mulheres que estão grávidas ou que tiveram um bebê.

Os sintomas de uma EP podem incluir:

  • dificuldade na respiração repentina e inexplicável
  • aperto no peito ou dor no peito
  • tosse com sangue (hemoptise)
  • sensação de indisposição ou desmaio.

Você deve procurar ajuda imediatamente se sentir algum destes sintomas. Ao diagnosticar e tratar uma TVP, reduz o risco de desenvolver uma EP.

O que aumenta o meu risco de TVP ou EP?

Você tem risco aumentado de trombose venosa se qualquer um dos seguintes se aplicam a você.

Antes da gravidez

Se você:

  • Tem mais de 35 anos de idade
  • Já teve três ou mais bebês
  • Teve trombose anterior
  • Tem mãe, pai, irmão ou irmã que teve trombose venosa profunda
  • Tem trombofilia (uma condição que torna um coágulo de sangue mais provável)
  • Tem condição médica como doença cardíaca, doença pulmonar ou artrite - seu médico ou parteira será capaz de dizer se qualquer condição médica que você tem aumenta o risco de uma TVP/EP
  • Têm varizes graves que são dolorosas ou estão acima do joelho com vermelhidão/inchaço
  • É usuário de cadeira de rodas (cadeirante).

Estilo de vida

Se você:

Durante a gravidez

Se você:

  • Foi admitida ao hospital
  • Está carregando mais de um bebê (gravidez múltipla)
  • Ficou desidratada ou menos móvel na gravidez devido, por exemplo, a vômitos no início da gravidez, estando no hospital com uma infecção grave, tal como apendicite ou infecção renal, ou se você está mal com o tratamento de fertilidade (síndrome de hiperestimulação ovariana)
  • Ficou imóvel por longos períodos de tempo, por exemplo, após uma cirurgia, ou quando viajou por 4 horas ou mais (pelo ar, carro ou trem)
  • Teve pré-eclâmpsia 

Após o nascimento do seu bebê

Se você:

  • Teve um trabalho de parto muito longo (mais de 24 horas) ou fez cesariana, perdeu muito sangue, depois de ter tido seu bebê ou recebeu uma transfusão de sangue.

Você deve fazer avaliação de risco durante a gravidez e depois de ter tido seu bebê durante a qual o seu médico obstetra perguntará se você tem qualquer dos fatores de risco acima. 

Como TVP e EP são diagnosticadas durante a gravidez?

TVP

Se estiver tendo sintomas, seu médico examinará a sua perna e pode recomendar uma ultra-sonografia da sua perna para avaliar se você tem uma trombose. Se a trombose não for vista, mas você ainda está tendo sintomas, a ultra-sonografia pode ser repetida alguns dias mais tarde.

EP

Os testes podem incluir:

  • raio-x – também pode identificar problemas comuns que poderiam ser a causa de seus sintomas, tais como uma infecção no peito
  • tomografia computadorizada (raio-x especializado) dos pulmões
  • ultra-sonografia de ambas as pernas, se você tiver quaisquer sintomas de uma TVP.

Existe algum risco de fazer os exames?

O raio-x e a tomografia computadorizada de tórax fazem uso de radiação. O raio-x do tórax utiliza uma pequena dose de radiação que não é considerada nociva para você ou seu bebê. Ainda mais usando protetor de chumbo.

As varreduras CT carregam um risco pequeno, mas isso precisa ser pesado contra o risco para você e seu bebê de uma EP não diagnosticada. O risco de seu bebê desenvolver câncer na infância após uma tomografia computadorizada é extremamente baixo.

 Seu médico conversará com você sobre os benefícios e riscos e fará o de melhor para você.

 

Qual é o tratamento para trombose venosa profunda?

Se seu médico suspeitar que tenha uma trombose venosa, será aconselhada a iniciar o tratamento com uma injeção de um medicamento chamado heparina para afinar o sangue. Existem vários tipos de heparina. O mais comumente usado na gravidez é heparina de baixo peso molecular (HBPM) - Clexane/Enoxaparina.

Para a maioria das mulheres, os benefícios da heparina são que:

  • funciona para evitar que o coágulo fique maior, então seu corpo gradualmente pode dissolver o coágulo
  • reduz o risco de uma EP
  • reduz o risco de desenvolver outra trombose venosa
  • reduz o risco de problemas a longo prazo se desenvolverem na perna.

O que envolve o tratamento de heparina?

Heparina é dada como uma injeção embaixo da pele (subcutânea) no mesmo horário diariamente (às vezes duas vezes por dia). A dose é ajustada para você de acordo com o seu peso no início da gravidez.

Você não precisa ficar no hospital durante o tratamento com heparina. Você (ou um membro da família) diz como e onde em seu corpo dar as injeções. Agulhas e seringas (já preparadas) são utilizadas e será dado orientações sobre como armazená-las e descartá-las. Sugere-se check-ups regulares em consultório.

Existe algum risco da heparina para meu bebê e para mim?

Heparina de baixo peso molecular, não atravessa a placenta e, portanto, não pode prejudicar seu bebê.

Podem ocorrer alguns hematomas onde você a injeta – que geralmente desaparecem em poucos dias.

Uma ou duas mulheres em cada 100 (1-2%) pode ter reação alérgica. Se notar uma erupção cutânea após a injeção, informe o seu médico para que o tipo de heparina possa ser alterado.

Por quanto tempo vou precisar tomar heparina?

O tratamento é geralmente recomendado para o restante de sua gravidez e por pelo menos 6 semanas após o nascimento. O tempo mínimo de tratamento é de 3 meses e você pode precisar continuá-lo por mais tempo.

O que mais posso fazer para ajudar, se eu tenho uma TVP?

  • Movimente-se, fique tão ativa quanto puder.
  • Será prescrita meia elástica especial (meia elástica de compressão graduada), que ajuda a reduzir o inchaço na perna.
  • Se precisar de alívio da dor, peça ao seu médico.

O que devo fazer quando começar o trabalho de parto?

Se você acha que está começando o trabalho de parto, não deve tomar mais injeções. Telefone para a sua maternidade, avise seu obstetra e diga-lhes que está em tratamento dcom heparina. Eles vão te aconselhar o que fazer.

Uma injeção peridural (injeção anestésica regional dada no espaço ao redor dos nervos nas suas costas para anestesiar a parte inferior do corpo) não pode ser dada até 24 horas após a última injeção de heparina. Você terá como opção de alívio da dor medicamentos alternativos.

Se o plano for induzir o trabalho de parto, você deve parar suas injeções 24 horas antes da data prevista.

E se eu fizer uma cesariana?

Se você for fazer uma cesariana planejada, sua última injeção de heparina deve ser 24 horas antes da data prevista. A heparina será reiniciada normalmente dentro de 4 horas após a operação.

Se o seu bebê precisar nascer por cesariana de emergência 24 horas depois de sua última injeção, você não será capaz de receber uma injeção epidural ou espinhal. Em vez disso, precisará de uma anestesia geral para sua operação.

O que acontece após o nascimento?

O tratamento deve ser continuado pelo menos 6 semanas após o nascimento, com acompanhamento pelo cirurgião vascular. Você provavelmente precisará de tratamento por mais tempo se a TVP ou EP foi diagnosticada tarde na gravidez ou após o nascimento.

Após o parto, há possibilidade de escolha de tratamento: continuar com injeções de heparina ou usar comprimidos de varfarina. Seu médico irá discutir suas opções com você.

Após o nascimento geralmente você fará uma consulta com seu médico, obstetra, cirurgião vascular ou hematologista. Na consulta o médico irá:

  • Perguntar sobre seu histórico familiar de trombose e discutir testes para uma condição que torna mais provável trombose (trombofilia) – estes testes devem ser feitos quando você tiver parado o tratamento e idealmente antes de qualquer futura gravidez
  • Discutir as suas opções de contracepção – você deve ser aconselhada a não tomar qualquer contracepção que contenha estrogênio, tais como a 'pílula combinada'
  • Discutir futuras gestações – você geralmente será recomendada ao tratamento de heparina durante e após a próxima gestação.

Posso amamentar?

Sim – Ambas heparina e varfarina são seguras para tomar enquanto amamentar.

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Diagnóstico e tratamento da trombose venosa na gravidez e após o nascimento

ter, 11/28/2017 - 18:58
Trombose e gravidez

Se você ou alguém na família teve trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, aqui falaremos o que fazer durante a gravidez ou logo após o nascimento. As informações também podem ser úteis se você é o parceiro ou um parente de uma mulher nessa situação.

Se você gostaria de obter informações sobre como reduzir o risco de uma trombose venosa, consulte seu cirurgião vascular.

O que é a trombose venosa profunda?

Uma trombose é um coágulo de sangue em um vaso sanguíneo (veia ou artéria). Trombose venosa profunda ocorre em uma veia. As veias são vasos sanguíneos que levam sangue para o coração e os pulmões, considerando que as artérias levam o sangue do coração para os órgãos.

Uma trombose venosa profunda (TVP) é um coágulo de sangue que se forma em uma veia profunda da perna, panturrilha ou pelve.

Quanto comum é na gravidez?

A gravidez aumenta o risco de uma TVP, com o risco mais elevado no puerpério, ou seja, depois de ter tido seu bebê.

No entanto, a trombose venosa profunda é ainda rara na gestação ou nas primeiras 6 semanas após o nascimento, ocorrendo em apenas 1-2 em cada 1000 mulheres (0,1%).

A TVP pode ocorrer a qualquer momento durante a gravidez, incluindo os primeiros 3 meses.

Quais são os sintomas de uma TVP durante a gravidez?

Os sintomas de uma TVP geralmente ocorrem em uma perna só e podem incluir:

  • perna inchada, vermelha e quente
  • inchaço da perna inteira ou apenas parte dela, ou ela pode apenas parecer pesada.
  • dor e/ou sensibilidade – você só pode experimentar isto quando está em pé ou andando.

Se notar qualquer um destes sintomas, deve procurar aconselhamento imediatamente do seu médico.

Durante a gravidez, o inchaço e o desconforto em ambas as pernas é comum e nem sempre significa que há um problema. Pergunte ao seu médico obstetra se estiver preocupada.

Por que uma TVP é grave?

Trombose venosa pode ser grave porque o coágulo de sangue pode romper e viajar na corrente sanguínea, até que ela obtém alojamento em outra parte do corpo, tal como o pulmão. Isso é chamado de embolia pulmonar (EP) e pode ameaçar a vida. No entanto, morrer de uma EP é raro em mulheres que estão grávidas ou que tiveram um bebê.

Os sintomas de uma EP podem incluir:

  • dificuldade na respiração repentina e inexplicável
  • aperto no peito ou dor no peito
  • tosse com sangue (hemoptise)
  • sensação de indisposição ou desmaio.

Você deve procurar ajuda imediatamente se sentir algum destes sintomas. Ao diagnosticar e tratar uma TVP, reduz o risco de desenvolver uma EP.

O que aumenta o meu risco de TVP ou EP?

Você tem risco aumentado de trombose venosa se qualquer um dos seguintes se aplicam a você.

Antes da gravidez

Se você:

  • Tem mais de 35 anos de idade
  • Já teve três ou mais bebês
  • Teve trombose anterior
  • Tem mãe, pai, irmão ou irmã que teve trombose venosa profunda
  • Tem trombofilia (uma condição que torna um coágulo de sangue mais provável)
  • Tem condição médica como doença cardíaca, doença pulmonar ou artrite - seu médico ou parteira será capaz de dizer se qualquer condição médica que você tem aumenta o risco de uma TVP/EP
  • Têm varizes graves que são dolorosas ou estão acima do joelho com vermelhidão/inchaço
  • É usuário de cadeira de rodas (cadeirante).

Estilo de vida

Se você:

Durante a gravidez

Se você:

  • Foi admitida ao hospital
  • Está carregando mais de um bebê (gravidez múltipla)
  • Ficou desidratada ou menos móvel na gravidez devido, por exemplo, a vômitos no início da gravidez, estando no hospital com uma infecção grave, tal como apendicite ou infecção renal, ou se você está mal com o tratamento de fertilidade (síndrome de hiperestimulação ovariana)
  • Ficou imóvel por longos períodos de tempo, por exemplo, após uma cirurgia, ou quando viajou por 4 horas ou mais (pelo ar, carro ou trem)
  • Teve pré-eclâmpsia 

Após o nascimento do seu bebê

Se você:

  • Teve um trabalho de parto muito longo (mais de 24 horas) ou fez cesariana, perdeu muito sangue, depois de ter tido seu bebê ou recebeu uma transfusão de sangue.

Você deve fazer avaliação de risco durante a gravidez e depois de ter tido seu bebê durante a qual o seu médico obstetra perguntará se você tem qualquer dos fatores de risco acima. 

Como TVP e EP são diagnosticadas durante a gravidez?

TVP

Se estiver tendo sintomas, seu médico examinará a sua perna e pode recomendar uma ultra-sonografia da sua perna para avaliar se você tem uma trombose. Se a trombose não for vista, mas você ainda está tendo sintomas, a ultra-sonografia pode ser repetida alguns dias mais tarde.

EP

Os testes podem incluir:

  • raio-x – também pode identificar problemas comuns que poderiam ser a causa de seus sintomas, tais como uma infecção no peito
  • tomografia computadorizada (raio-x especializado) dos pulmões
  • ultra-sonografia de ambas as pernas, se você tiver quaisquer sintomas de uma TVP.

Existe algum risco de fazer os exames?

O raio-x e a tomografia computadorizada de tórax fazem uso de radiação. O raio-x do tórax utiliza uma pequena dose de radiação que não é considerada nociva para você ou seu bebê. Ainda mais usando protetor de chumbo.

As varreduras CT carregam um risco pequeno, mas isso precisa ser pesado contra o risco para você e seu bebê de uma EP não diagnosticada. O risco de seu bebê desenvolver câncer na infância após uma tomografia computadorizada é extremamente baixo.

 Seu médico conversará com você sobre os benefícios e riscos e fará o de melhor para você.

 

Qual é o tratamento para trombose venosa profunda?

Se seu médico suspeitar que tenha uma trombose venosa, será aconselhada a iniciar o tratamento com uma injeção de um medicamento chamado heparina para afinar o sangue. Existem vários tipos de heparina. O mais comumente usado na gravidez é heparina de baixo peso molecular (HBPM) - Clexane/Enoxaparina.

Para a maioria das mulheres, os benefícios da heparina são que:

  • funciona para evitar que o coágulo fique maior, então seu corpo gradualmente pode dissolver o coágulo
  • reduz o risco de uma EP
  • reduz o risco de desenvolver outra trombose venosa
  • reduz o risco de problemas a longo prazo se desenvolverem na perna.

O que envolve o tratamento de heparina?

Heparina é dada como uma injeção embaixo da pele (subcutânea) no mesmo horário diariamente (às vezes duas vezes por dia). A dose é ajustada para você de acordo com o seu peso no início da gravidez.

Você não precisa ficar no hospital durante o tratamento com heparina. Você (ou um membro da família) diz como e onde em seu corpo dar as injeções. Agulhas e seringas (já preparadas) são utilizadas e será dado orientações sobre como armazená-las e descartá-las. Sugere-se check-ups regulares em consultório.

Existe algum risco da heparina para meu bebê e para mim?

Heparina de baixo peso molecular, não atravessa a placenta e, portanto, não pode prejudicar seu bebê.

Podem ocorrer alguns hematomas onde você a injeta – que geralmente desaparecem em poucos dias.

Uma ou duas mulheres em cada 100 (1-2%) pode ter reação alérgica. Se notar uma erupção cutânea após a injeção, informe o seu médico para que o tipo de heparina possa ser alterado.

Por quanto tempo vou precisar tomar heparina?

O tratamento é geralmente recomendado para o restante de sua gravidez e por pelo menos 6 semanas após o nascimento. O tempo mínimo de tratamento é de 3 meses e você pode precisar continuá-lo por mais tempo.

O que mais posso fazer para ajudar, se eu tenho uma TVP?

  • Movimente-se, fique tão ativa quanto puder.
  • Será prescrita meia elástica especial (meia elástica de compressão graduada), que ajuda a reduzir o inchaço na perna.
  • Se precisar de alívio da dor, peça ao seu médico.

O que devo fazer quando começar o trabalho de parto?

Se você acha que está começando o trabalho de parto, não deve tomar mais injeções. Telefone para a sua maternidade, avise seu obstetra e diga-lhes que está em tratamento dcom heparina. Eles vão te aconselhar o que fazer.

Uma injeção peridural (injeção anestésica regional dada no espaço ao redor dos nervos nas suas costas para anestesiar a parte inferior do corpo) não pode ser dada até 24 horas após a última injeção de heparina. Você terá como opção de alívio da dor medicamentos alternativos.

Se o plano for induzir o trabalho de parto, você deve parar suas injeções 24 horas antes da data prevista.

E se eu fizer uma cesariana?

Se você for fazer uma cesariana planejada, sua última injeção de heparina deve ser 24 horas antes da data prevista. A heparina será reiniciada normalmente dentro de 4 horas após a operação.

Se o seu bebê precisar nascer por cesariana de emergência 24 horas depois de sua última injeção, você não será capaz de receber uma injeção epidural ou espinhal. Em vez disso, precisará de uma anestesia geral para sua operação.

O que acontece após o nascimento?

O tratamento deve ser continuado pelo menos 6 semanas após o nascimento, com acompanhamento pelo cirurgião vascular. Você provavelmente precisará de tratamento por mais tempo se a TVP ou EP foi diagnosticada tarde na gravidez ou após o nascimento.

Após o parto, há possibilidade de escolha de tratamento: continuar com injeções de heparina ou usar comprimidos de varfarina. Seu médico irá discutir suas opções com você.

Após o nascimento geralmente você fará uma consulta com seu médico, obstetra, cirurgião vascular ou hematologista. Na consulta o médico irá:

  • Perguntar sobre seu histórico familiar de trombose e discutir testes para uma condição que torna mais provável trombose (trombofilia) – estes testes devem ser feitos quando você tiver parado o tratamento e idealmente antes de qualquer futura gravidez
  • Discutir as suas opções de contracepção – você deve ser aconselhada a não tomar qualquer contracepção que contenha estrogênio, tais como a 'pílula combinada'
  • Discutir futuras gestações – você geralmente será recomendada ao tratamento de heparina durante e após a próxima gestação.

Posso amamentar?

Sim – Ambas heparina e varfarina são seguras para tomar enquanto amamentar.

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Tratamento de Inseminação Intrauterina: deposição de espermatozoides no interior da cavidade uterina

ter, 11/28/2017 - 17:12
Inseminação Intrauterina

 

Transcrição: Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o tratamento de inseminação intrauterina.  O tratamento de inseminação intrauterina é um tratamento de baixa complexidade.  A indicação do tratamento é para casais jovens, casais que tenham um fator masculino leve, ou que tenham uma alteração pequena no espermograma, pacientes mulheres que têm dificuldade em manter relação sexual, como vaginismo, pacientes que têm alterações medulares, pacientes que tenham uma certa paralisia, não tenha ejaculação também é realizado a inseminação intrauterina, casais que vão utilizar o banco de sêmen para fazer uma inseminação intrauterina, ou por alguma alteração masculina mesmo grave ou por uma produção independente e casais soro discordantes.  Ou seja, quando a mulher é soropositiva e o homem não é soropositivo a gente faz a inseminação para que o homem não tenha contato durante o ato sexual e não tenha a probabilidade de ser infectado.  No caso do homem positivo e a mulher negativa faz-se um processamento seminal com análise da carga viral daquele sêmen para poder ser feita essa inseminação. Como é feita a investigação para se ter certeza se o casal tem indicação dessa inseminação intrauterina? É feita uma dosagem hormonal, tanto masculina quanto feminina, para ver se essa paciente está ovulando, se esse homem tem uma produção adequada de espermatozoides, é feito um ultrassom transvaginal para avaliar a reserva ovariana dessa mulher, um espermograma para avaliar a qualidade seminal deste homem, e é realizado um ultrassom transvaginal para avaliar também essa reserva pela imagem dá para se ter uma ideia de quantos folículos ela tem nos ovários para predizer o quanto ela tem ainda de reserva ovariana. Como que é essa rotina de tratamento de inseminação intrauterina? Então, o início do tratamento é sempre feito no início da menstruação.  Ou seja, a paciente menstrua e ela tem que vir ao médico para fazer uma avaliação ultrassonográfica, para ver se naquele ciclo ela tem cistos, pólipos que impeçam o tratamento neste mês.  Estando com o ultrassom transvaginal sem nenhuma alteração, ela inicia, entra o terceiro e o sétimo dia da menstruação, uma medicação que vai estimular a sua ovulação. E associado com essa medicação do terceiro ao sétimo dia, do quinto até provavelmente o décimo segundo dia desse ciclo ela vai usar um hormônio injetável.  Digo provavelmente porque isso depende muito da resposta que ela tenha a essa medicação, que vai ser avaliada por meio de ultrassom que ela vai fazer no consultório de seu médico entre dois e três dias.  Quando o médico vê que no ultrassom essa paciente formou folículos e estes folículos já estão em um tamanho de dezoito milímetros, vai ser utilizado uma nova medicação que é um hormônio que vai fazer ela ovular de vinte e quatro a trinta e seis horas depois.  E é nesse momento que o homem vai ao laboratório, colhe esse sêmen, é feito um processamento seminal, um preparado dos melhores espermatozoides, e trinta e seis horas depois coloca-se esses espermatozoides dentro do útero da mulher.  Isso é feito através de um cateter, é um procedimento simples que é realizado em consultório.  É como se fosse fazer um Papanicolau, onde coloca-se o espéculo, introduz na entradinha do colo do útero esse pequeno cateter que injeta o sêmen lá dentro.  Nesse dia a gente pede que a paciente fique de repouso.  Porém no dia seguinte ela já tem uma vida normal.  Não tem contraindicação de atividade física, de trabalho, ela pode manter as atividades normais no seu cotidiano.  Somente depois de doze dias feito esse procedimento é que a gente consegue saber se ele deu certo.  Por que só depois de doze dias?  Porque quando a gente injeta o sêmen dentro do útero da mulher, espera-se que ele encontre com o óvulo lá dentro e que ocorra a fertilização normalmente.  Esse embrião formado, ele tem que se fixar no útero e começar a produzir hormônios.  Então só depois desses doze dias é que a gente pode fazer um teste de Beta HCG e descobrir se realmente o tratamento deu certo. Após esse exame de Beta HCG indica-se que marque uma consulta com o seu médico, mesmo positivo ou negativo, ou para dar andamento ao pré-natal, ou para iniciar um outro ciclo de tratamento.  Para mais informações acesse nossas redes sociais.

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Tratamento de Inseminação Intrauterina: deposição de espermatozoides no interior da cavidade uterina

ter, 11/28/2017 - 17:12
Inseminação Intrauterina

 

Transcrição: Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o tratamento de inseminação intrauterina.  O tratamento de inseminação intrauterina é um tratamento de baixa complexidade.  A indicação do tratamento é para casais jovens, casais que tenham um fator masculino leve, ou que tenham uma alteração pequena no espermograma, pacientes mulheres que têm dificuldade em manter relação sexual, como vaginismo, pacientes que têm alterações medulares, pacientes que tenham uma certa paralisia, não tenha ejaculação também é realizado a inseminação intrauterina, casais que vão utilizar o banco de sêmen para fazer uma inseminação intrauterina, ou por alguma alteração masculina mesmo grave ou por uma produção independente e casais soro discordantes.  Ou seja, quando a mulher é soropositiva e o homem não é soropositivo a gente faz a inseminação para que o homem não tenha contato durante o ato sexual e não tenha a probabilidade de ser infectado.  No caso do homem positivo e a mulher negativa faz-se um processamento seminal com análise da carga viral daquele sêmen para poder ser feita essa inseminação. Como é feita a investigação para se ter certeza se o casal tem indicação dessa inseminação intrauterina? É feita uma dosagem hormonal, tanto masculina quanto feminina, para ver se essa paciente está ovulando, se esse homem tem uma produção adequada de espermatozoides, é feito um ultrassom transvaginal para avaliar a reserva ovariana dessa mulher, um espermograma para avaliar a qualidade seminal deste homem, e é realizado um ultrassom transvaginal para avaliar também essa reserva pela imagem dá para se ter uma ideia de quantos folículos ela tem nos ovários para predizer o quanto ela tem ainda de reserva ovariana. Como que é essa rotina de tratamento de inseminação intrauterina? Então, o início do tratamento é sempre feito no início da menstruação.  Ou seja, a paciente menstrua e ela tem que vir ao médico para fazer uma avaliação ultrassonográfica, para ver se naquele ciclo ela tem cistos, pólipos que impeçam o tratamento neste mês.  Estando com o ultrassom transvaginal sem nenhuma alteração, ela inicia, entra o terceiro e o sétimo dia da menstruação, uma medicação que vai estimular a sua ovulação. E associado com essa medicação do terceiro ao sétimo dia, do quinto até provavelmente o décimo segundo dia desse ciclo ela vai usar um hormônio injetável.  Digo provavelmente porque isso depende muito da resposta que ela tenha a essa medicação, que vai ser avaliada por meio de ultrassom que ela vai fazer no consultório de seu médico entre dois e três dias.  Quando o médico vê que no ultrassom essa paciente formou folículos e estes folículos já estão em um tamanho de dezoito milímetros, vai ser utilizado uma nova medicação que é um hormônio que vai fazer ela ovular de vinte e quatro a trinta e seis horas depois.  E é nesse momento que o homem vai ao laboratório, colhe esse sêmen, é feito um processamento seminal, um preparado dos melhores espermatozoides, e trinta e seis horas depois coloca-se esses espermatozoides dentro do útero da mulher.  Isso é feito através de um cateter, é um procedimento simples que é realizado em consultório.  É como se fosse fazer um Papanicolau, onde coloca-se o espéculo, introduz na entradinha do colo do útero esse pequeno cateter que injeta o sêmen lá dentro.  Nesse dia a gente pede que a paciente fique de repouso.  Porém no dia seguinte ela já tem uma vida normal.  Não tem contraindicação de atividade física, de trabalho, ela pode manter as atividades normais no seu cotidiano.  Somente depois de doze dias feito esse procedimento é que a gente consegue saber se ele deu certo.  Por que só depois de doze dias?  Porque quando a gente injeta o sêmen dentro do útero da mulher, espera-se que ele encontre com o óvulo lá dentro e que ocorra a fertilização normalmente.  Esse embrião formado, ele tem que se fixar no útero e começar a produzir hormônios.  Então só depois desses doze dias é que a gente pode fazer um teste de Beta HCG e descobrir se realmente o tratamento deu certo. Após esse exame de Beta HCG indica-se que marque uma consulta com o seu médico, mesmo positivo ou negativo, ou para dar andamento ao pré-natal, ou para iniciar um outro ciclo de tratamento.  Para mais informações acesse nossas redes sociais.

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CFM anuncia novas regras para o uso de técnicas de fertilização e inseminação no País

qui, 11/23/2017 - 17:15

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta quinta-feira (9) a atualização das normas para utilização das técnicas de reprodução assistida (RA) no Brasil. Por meio da Resolução CFM nº 2.168/2017, com publicação prevista no Diário Oficial da União ainda esta semana, a autarquia editou regras sobre temas como: descarte de embriões, gestação compartilhada e de substituição. Dentre as novidades, destaca-se a inclusão de questões sociais na avaliação médica para utilização de RA. Pacientes em tratamento oncológico também foram contemplados.

A Resolução CFM nº 2.168/2017 permite que pessoas sem problemas reprodutivos diagnosticados possam recorrer a técnicas disponíveis de reprodução assistida, como o congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos. Dessa forma, os pacientes ganham a possibilidade de planejar o aumento da família, segundo um calendário pessoal, levando em conta projetos de trabalho ou de estudos, por exemplo. Também são beneficiados pacientes que, por conta de tratamentos ou desenvolvimento de doenças, poderão vir a ter um quadro de infertilidade.

"Essa resolução é fruto de demandas da sociedade que o Conselho Federal de Medicina recebeu ao longo de quase três anos e vem contemplar situações tanto sociais quanto  epidemiológicas", ressaltou o diretor do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, José Hiran Gallo.

Sobre a preservação oncológica, a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Hitomi Nakagawa, apontou que, "com o avanço das técnicas tanto de diagnóstico quanto de tratamento em oncologia, nós temos taxas de sobrevida elevadas. É recorrente, no entanto, que pacientes oncológicos não tenham acesso ao congelamento de seus gametas para terem, no futuro, filhos com o próprio material genético. E a resolução do CFM enfatiza essa possibilidade de reprodução posterior".

Gestação – Dentre os destaques introduzidos na norma, que entra em vigor nos próximos dias, o CFM ainda estendeu a possibilidade de cessão temporária do útero para familiares em grau de parentesco consanguíneo descendente. Até então, de primeiro a quarto graus, somente mãe, avó, irmã, tia e prima poderiam participar do processo de gestação de substituição. Com a mudança na regra, filha e sobrinha também podem ceder temporariamente seus úteros. Pessoas solteiras também passam a ter direito a recorrer a cessão temporária de útero. De acordo com Hiran Gallo, tais alterações visam ampliar a possiblidade de procriação de indivíduos que assim desejarem.

O Plenário do Conselho Federal de Medicina definiu ainda no texto da Resolução o conceito de gestação compartilhada, opção já anteriormente contemplada para casos de união homoafetiva feminina. De acordo com o documento, considera-se que os casos que se enquadram nesta situação são aqueles em que o embrião obtido a partir da fecundação de oócito(s) de uma mulher é transferido para o útero de sua parceira, ainda que não exista diagnóstico de infertilidade.

Descarte e doação – Outro ponto alterado pela Resolução CFM nº 2.168/2017 é a redução de cinco para três anos no período mínimo para descarte de embriões. O novo critério vale tanto em casos de expressa vontade dos pacientes quanto em situação de abandono, caracterizada pelo descumprimento de contrato pré-estabelecido firmado pelos pacientes junto aos serviços de reprodução assistida que costumam relatar a não localização dos responsáveis pelo material genético criopreservado.

Por decisão da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, que preparou o texto da norma aprovada pelo Plenário do CFM, a alteração no prazo para descarte ocorreu para manter o texto em sintonia com a Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005), que permite a utilização para pesquisa de embriões congelados há três anos ou mais.

Em casos de doação voluntária de gametas, a Resolução do Conselho Federal abriu a possibilidade também para mulheres, sendo que os homens já eram contemplados. “Reconhecendo a autonomia da mulher, o CFM abriu a possibilidade para que ela opte por fazer a doação voluntária desde que seja devidamente esclarecida sobre o procedimento invasivo a que se submeterá e as possíveis consequências. Ressaltando que é de extrema importância o preenchimento por escrito do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”, apontou o diretor Hiran Gallo.

Ética – O texto ainda ratifica que a idade máxima para participação como doador em processos de RA será de 35 anos para mulheres e de 50 anos para homens. No caso da transferência do embrião para o útero de paciente, não podem se submeter a este tratamento mulheres com mais de 50 anos. Exceções devem ser justificadas pelo médico assistente, que deverá embasar sua decisão e ainda comprovar que a interessada está ciente dos riscos aos quais será exposta.
Da mesma forma, a Resolução CFM nº 2.168/2017 reafirma que o número máximo de embriões a serem transferidos será quatro, podendo ser menor de acordo com a idade da paciente: até 35 anos (máximo de dois embriões); entre 36 e 39 anos (até três embriões); e com 40 anos ou mais (limite de quatro embriões). 

Vale destacar que os interessados em participar de processos de reprodução assistida, no Brasil, estão proibidos e podem ser penalizados se for constatado o comércio de embriões; a prática de seleção de embriões por conta de características biológicas; e a redução embrionária em caso de gravidez múltipla, por exemplo, continuam vigentes. 

Finalmente, ressalta-se a importância do termo de consentimento livre e esclarecido e a defesa da autonomia de médicos e de pacientes que ganharam destaque na Resolução CFM nº 2.168/2017, com citações em vários pontos do documento e uma orientação objetiva de que casos não previstos na norma deverão obrigatoriamente receber autorização do CRM com jurisdição no estado, cabendo recurso ao CFM.

crmregrasreprodução humana
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CFM anuncia novas regras para o uso de técnicas de fertilização e inseminação no País

qui, 11/23/2017 - 17:15

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta quinta-feira (9) a atualização das normas para utilização das técnicas de reprodução assistida (RA) no Brasil. Por meio da Resolução CFM nº 2.168/2017, com publicação prevista no Diário Oficial da União ainda esta semana, a autarquia editou regras sobre temas como: descarte de embriões, gestação compartilhada e de substituição. Dentre as novidades, destaca-se a inclusão de questões sociais na avaliação médica para utilização de RA. Pacientes em tratamento oncológico também foram contemplados.

A Resolução CFM nº 2.168/2017 permite que pessoas sem problemas reprodutivos diagnosticados possam recorrer a técnicas disponíveis de reprodução assistida, como o congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos. Dessa forma, os pacientes ganham a possibilidade de planejar o aumento da família, segundo um calendário pessoal, levando em conta projetos de trabalho ou de estudos, por exemplo. Também são beneficiados pacientes que, por conta de tratamentos ou desenvolvimento de doenças, poderão vir a ter um quadro de infertilidade.

"Essa resolução é fruto de demandas da sociedade que o Conselho Federal de Medicina recebeu ao longo de quase três anos e vem contemplar situações tanto sociais quanto  epidemiológicas", ressaltou o diretor do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, José Hiran Gallo.

Sobre a preservação oncológica, a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Hitomi Nakagawa, apontou que, "com o avanço das técnicas tanto de diagnóstico quanto de tratamento em oncologia, nós temos taxas de sobrevida elevadas. É recorrente, no entanto, que pacientes oncológicos não tenham acesso ao congelamento de seus gametas para terem, no futuro, filhos com o próprio material genético. E a resolução do CFM enfatiza essa possibilidade de reprodução posterior".

Gestação – Dentre os destaques introduzidos na norma, que entra em vigor nos próximos dias, o CFM ainda estendeu a possibilidade de cessão temporária do útero para familiares em grau de parentesco consanguíneo descendente. Até então, de primeiro a quarto graus, somente mãe, avó, irmã, tia e prima poderiam participar do processo de gestação de substituição. Com a mudança na regra, filha e sobrinha também podem ceder temporariamente seus úteros. Pessoas solteiras também passam a ter direito a recorrer a cessão temporária de útero. De acordo com Hiran Gallo, tais alterações visam ampliar a possiblidade de procriação de indivíduos que assim desejarem.

O Plenário do Conselho Federal de Medicina definiu ainda no texto da Resolução o conceito de gestação compartilhada, opção já anteriormente contemplada para casos de união homoafetiva feminina. De acordo com o documento, considera-se que os casos que se enquadram nesta situação são aqueles em que o embrião obtido a partir da fecundação de oócito(s) de uma mulher é transferido para o útero de sua parceira, ainda que não exista diagnóstico de infertilidade.

Descarte e doação – Outro ponto alterado pela Resolução CFM nº 2.168/2017 é a redução de cinco para três anos no período mínimo para descarte de embriões. O novo critério vale tanto em casos de expressa vontade dos pacientes quanto em situação de abandono, caracterizada pelo descumprimento de contrato pré-estabelecido firmado pelos pacientes junto aos serviços de reprodução assistida que costumam relatar a não localização dos responsáveis pelo material genético criopreservado.

Por decisão da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, que preparou o texto da norma aprovada pelo Plenário do CFM, a alteração no prazo para descarte ocorreu para manter o texto em sintonia com a Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005), que permite a utilização para pesquisa de embriões congelados há três anos ou mais.

Em casos de doação voluntária de gametas, a Resolução do Conselho Federal abriu a possibilidade também para mulheres, sendo que os homens já eram contemplados. “Reconhecendo a autonomia da mulher, o CFM abriu a possibilidade para que ela opte por fazer a doação voluntária desde que seja devidamente esclarecida sobre o procedimento invasivo a que se submeterá e as possíveis consequências. Ressaltando que é de extrema importância o preenchimento por escrito do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”, apontou o diretor Hiran Gallo.

Ética – O texto ainda ratifica que a idade máxima para participação como doador em processos de RA será de 35 anos para mulheres e de 50 anos para homens. No caso da transferência do embrião para o útero de paciente, não podem se submeter a este tratamento mulheres com mais de 50 anos. Exceções devem ser justificadas pelo médico assistente, que deverá embasar sua decisão e ainda comprovar que a interessada está ciente dos riscos aos quais será exposta.
Da mesma forma, a Resolução CFM nº 2.168/2017 reafirma que o número máximo de embriões a serem transferidos será quatro, podendo ser menor de acordo com a idade da paciente: até 35 anos (máximo de dois embriões); entre 36 e 39 anos (até três embriões); e com 40 anos ou mais (limite de quatro embriões). 

Vale destacar que os interessados em participar de processos de reprodução assistida, no Brasil, estão proibidos e podem ser penalizados se for constatado o comércio de embriões; a prática de seleção de embriões por conta de características biológicas; e a redução embrionária em caso de gravidez múltipla, por exemplo, continuam vigentes. 

Finalmente, ressalta-se a importância do termo de consentimento livre e esclarecido e a defesa da autonomia de médicos e de pacientes que ganharam destaque na Resolução CFM nº 2.168/2017, com citações em vários pontos do documento e uma orientação objetiva de que casos não previstos na norma deverão obrigatoriamente receber autorização do CRM com jurisdição no estado, cabendo recurso ao CFM.

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O que é uma gravidez ectópica?

qua, 11/22/2017 - 15:58
Gestação ectópica

Uma gravidez ectópica é uma gestação onde o embrião começa a crescer fora do útero (ventre). No Reino Unido, uma em cada 90 gestações (pouco mais de 1%) é uma gravidez ectópica.

Quando você engravida, o esperma e o óvulo se encontram no tubo de Falópio (o tubo que transporta o óvulo do ovário para o útero). Geralmente, o óvulo fertilizado se move dentro do útero para o embrião crescer e se desenvolver. Se isso não ocorre, uma gravidez ectópica se desenvolve em um tubo de Falópio (às vezes conhecido como uma gravidez tubária). Uma gravidez ectópica pode ocorrer em outros lugares que não sejam uma tuba uterina, tais como no ovário (raramente) ou dentro do abdômen (muito raramente).

Aqui você tem informação sobre gravidez ectópica nas trompas de Falópio. Uma gestação não pode desenvolver nesta situação e, infelizmente, não pode chegar ao término com o nascimento de um bebê. Isso ocorre porque, conforme a gravidez se torna maior pode:

  • não haver espaço para crescer nas trompas de Falópio
  • romper (estourar) a trompa de Falópio, causando dor intensa e hemorragia interna. Uma situação potencialmente fatal para você.
  •  

Quais são os sintomas de uma gravidez ectópica?

A maioria das mulheres sentem sintomas físicos na sexta semana de gravidez – cerca de duas semanas após a falta da menstruação. Você pode ou não pode estar ciente que está grávida, se suas menstruações são irregulares, ou se você estiver usando uma contracepção que falhou.

Cada mulher é afetada de forma diferente por uma gestação ectópica. Algumas mulheres não têm sintomas, algumas têm poucos sintomas, enquanto outras têm muitos sintomas.

Como os sintomas variam muito, nem sempre é simples de fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica. Os sintomas de uma gravidez ectópica podem incluir:

  • Sangramento anormal
  • Pode ter alguma mancha ou sangramento diferente da sua menstruação normal.
  • O sangramento pode ser mais leve ou mais intenso do que o normal. Com o sangue mais escuro e mais diluido.
  • Dor no abdômen inferior
  • Pode ocorrer de repente, sem razão aparente, ou pode vir gradualmente por vários dias. 
  • Pode ser de um só lado.
  • Dor na ponta do ombro
    • Devido ao sangue vazando para o abdômen. Essa dor fica lá o tempo todo e pode ser pior quando você está deitada. Não melhora com o movimento e não pode ser aliviado por analgésicos.
  • Diarreia ou dor ao evacuar.
  • Dor grave ou mesmo colapso
  • Se a trompa de Falópio sofre ruptura e provoca hemorragia interna, você pode sentir dor intensa ou pode entrar em colapso/desmaio. 
    • Esta é uma situação de emergência. 
    • Em casos raros, o colapso é o primeiro sinal de uma gravidez ectópica.

Eu deveria procurar um médico imediatamente?

Sim! Uma gravidez ectópica pode representar um risco grave para sua saúde. Se você teve relações sexuais nos últimos 3 a 4 meses (mesmo se você tiver usado contracepção) e está tendo esses sintomas, busque ajuda médica imediatamente. Aconselhe-se com o médico mesmo que não ache que possa estar grávida.

Você pode obter aconselhamento médico do:

  • do seu clínico geral
  • do seu ginecologista ou obstetra
  • pronto socorro hospitalar

Eu tenho um risco acrescido de uma gravidez ectópica?

Qualquer mulher em idade fértil que tenha vida sexual ativa poderia ter uma gravidez ectópica. Mas você está em um risco maior de gravidez ectópica se:

Como posso fazer um diagnóstico?

A maioria das gestações ectópicas são suspeitas entre 6 e 10 semanas de gravidez.

Às vezes, o diagnóstico é feito rapidamente, mas se estiver na fase inicial da gravidez, pode levar mais tempo (uma semana ou mais) para fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica.

O diagnóstico será confirmado pelo seguinte:

Consulta e exame

O médico irá perguntar sobre seu histórico médico e sintomas. O médico irá examinar seu abdômen e pode também fazer um exame vaginal (interno).  Você também poderá trazer alguém para apoiá-la durante o seu exame.

Se você não teve um teste positivo de gravidez, será solicitada uma amostra de urina para que possa ser testada para a gravidez. Se o teste de gravidez der negativo, é muito improvável que seus sintomas sejam devido a uma gravidez ectópica.

Ultra-sonografia

É feito na maioria das mulheres um exame transvaginal (onde uma sonda é inserida suavemente na vagina) para olhar para o útero, ovários e trompas de Falópio. Se você estiver na fase inicial da gravidez, pode ser oferecido um outro ultra-som depois de alguns dias, quando pode ser mais fácil de ver a gestação.

Exames de sangue

  • Exame para o nível do hormônio da gravidez gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou uma mudança neste nível a cada poucos dias pode ajudar a dar um diagnóstico.
  • Exame para o nível do hormônio progesterona pode ser realizado.

Laparoscopia

Se o diagnóstico ainda é incerto, uma operação chamada de laparoscopia pode ser necessária. Esta cirurgia é realizada sob anestesia geral. O médico utiliza um pequeno telescópio para olhar a sua pélvis, fazendo um pequeno corte geralmente no umbigo (botão da barriga). Também é chamada de cirurgia guiada.

Se uma gravidez ectópica for detectada, o tratamento pode ser feito durante a mesma operação.

Quais são as opções para o tratamento?

Como uma gravidez ectópica não pode levar ao nascimento de um bebê, todas as opções terminam a gravidez para reduzir os riscos para a sua própria saúde. Suas opções dependem de:

  • quantas semanas de gestação
  • os sintomas
  • se tem havido muito sangramento dentro de seu abdômen
  • o nível de hCG
  • seu resultado do exame
  • sua saúde em geral
  • suas opiniões pessoais e preferências – isso deve envolver uma discussão sobre seus planos futuros de gravidez
  • as opções disponíveis no seu hospital local.

As opções de tratamento são listadas abaixo – nem todos serão adequados para você.

Gestão expectante (esperar e acompanhar)

A gravidez ectópica, por vezes, acaba por conta própria – semelhante a um aborto.

Dependendo de sua situação, pode ser possível monitorar os níveis de hCG com exames de sangue todos os dias até estar de volta ao normal. Embora não tenha que ficar no hospital, deve voltar ao hospital se tiver quaisquer sintomas.

A gestão expectante não é uma opção para todas as mulheres. Geralmente só é possível quando a gravidez está ainda nos estágios iniciais, e quando você tem poucos ou nenhum sintomas. Até 29 em cada 100 mulheres (29%) que estão passando por um tratamento expectante podem exigir tratamento médico adicional ou cirúrgico.

Tratamento medicamentoso

Em determinadas circunstâncias, uma gravidez ectópica pode ser tratada com medicação (drogas). A tuba uterina não é removida. Uma droga (metotrexate) impede o desenvolvimento da gravidez, e então a gravidez ectópica gradualmente desaparece.

A droga é dada como uma injeção. Se sua gravidez está além da fase inicial ou o nível de hCG está elevado, o metotrexate é menos provável de ter êxito. Muitas mulheres experimentam alguma dor nos primeiros dias, mas isso geralmente se resolve com paracetamol ou um semelhante para alívio da dor. Embora o tratamento a longo prazo com metotrexato para outras doenças possa causar efeitos colaterais significativos, raramente é o caso com uma ou duas injeções para tratar a gravidez ectópica.

Você pode precisar ficar no hospital durante a noite e então voltar para a clínica ou enfermaria alguns dias mais tarde. Pode ser mais cedo se você tiver quaisquer sintomas. É muito importante que você vá para suas consultas de acompanhamento.

  • Quinze entre 100 das mulheres (15%) precisam ter uma segunda injeção de metotrexato.
  • Sete entre 100 mulheres vão precisar de cirurgia (7%), mesmo após o tratamento médico.

Cirurgia

O objetivo da cirurgia é remover a gravidez ectópica. O tipo de operação que será feita vai depender de seus desejos ou planos para uma futura gravidez e do que seu cirurgião encontrará durante a operação (laparoscopia).

Para ter uma melhor chance de uma gravidez futura dentro de seu útero e para reduzir o risco de ter outra gravidez ectópica, você geralmente será aconselhada a ter sua trompa de Falópio removida (salpingectomia).

Se você tem somente uma trompa ou sua outra trompa não parece saudável, isso já afeta suas chances de engravidar. Nesta circunstância, você pode ser aconselhada a fazer uma operação diferente (salpingostomia). Esta operação visa eliminar a gravidez sem remover a trompa. Ela carrega um risco maior de uma futura gravidez ectópica, mas significa que você manterá a possibilidade de uma gravidez no útero no futuro. Algumas mulheres podem precisar fazer uma operação a mais para remover a trompa mais tarde, se a gravidez não for completamente removida.

Uma operação para remover a gravidez ectópica envolverá uma anestesia geral.

A cirurgia será:

  • Laparoscopia – a estadia no hospital é de cerca de 1 a 2 dias e a recuperação é de cerca de 2 a 4 semanas.
  • Cirurgia aberta – conhecida como uma laparotomia – é realizada por meio de um corte maior no seu abdômen. Geralmente é feita se houver suspeita de hemorragia interna grave. Você vai precisar ficar no hospital por 2 a 4 dias. Normalmente demora cerca de 4 a 6 semanas para se recuperar.

Há riscos associados com toda e qualquer operação. Pode ser devido ao uso de anestésico ou a operação em si. Seu cirurgião e anestesista irão discutir isso com você.

O que preciso saber para tomar uma decisão informada?

Quando uma gravidez ectópica é confirmada, e se a trompa de Falópio não rompeu, seu médico deve discutir suas opções com você.

Certifique-se de:

  • compreender plenamente todas as suas opções
  • pedir informações extras se há alguma coisa que você não entende
  • levantar suas preocupações
  • compreender o que significa cada opção para sua fertilidade, e o que pode ser feito para preservar a fertilidade
  • ter tempo suficiente para tomar sua decisão.

Em situações de emergência

Se rompeu a trompa de Falópio, a cirurgia de emergência é necessária para parar o sangramento. Isto é conseguido pela remoção da trompa de Falópio rompida e da gravidez.

Esta operação é muitas vezes um salva-vidas. Seus médicos precisarão agir rapidamente e isso pode significar que eles terão que tomar uma decisão de operar em seu nome. Nessa situação você pode precisar de uma transfusão de sangue.

Consultas de acompanhamento: o que acontece depois?

É importante que você vá para suas consultas de acompanhamento. Os check-ups e exames que você tiver vão depender do tratamento que você recebeu.

Tratamento expectante

Seu médico vai precisar verificar os seus níveis de hCG no sangue por uns dias até se atingirem os níveis normais. Isso é para garantir que a gravidez tenha terminado completamente. Você pode precisar de mais exames de ultrassom.

Tratamento medicamentoso

Você precisará retornar duas vezes na primeira semana e depois uma vez por semana para verificar os seus níveis de hCG no sangue. Podem levar algumas semanas para garantir que a gravidez tenha terminado completamente, e pode precisar de mais exames de ultrassom. Durante este tempo, não deve ter relação sexual. Você deve evitar ficar grávida usando contracepção confiável durante pelo menos 3 meses.

Tratamento cirúrgico

Pode ser necessário consulta de acompanhamento com seu ginecologista, especialmente se você fez uma operação de emergência. Se você não teve sua trompa de Falópio removida, precisará ter o seu nível de hCG verificado até que tudo volte ao normal.

E quanto a futuras gravidezes?

Para a maioria das mulheres, uma gravidez ectópica ocorre como um evento 'único' e não ocorrerá novamente. A chance de ter uma gravidez bem sucedida no futuro é boa.

Mesmo se você tiver apenas uma trompa uterina, sua chance de engravidar é apenas ligeiramente reduzida. A chance global de ter uma gravidez ectópica da próxima vez é entre 7 e 10 em cada 100 (7 a 10%). No entanto, isto depende do tipo de cirurgia que você fez e de qualquer dano subjacente para os tubos restantes.

Em uma futura gravidez, pode ser oferecida uma ultrassonografia entre 6 a 8 semanas para confirmar que a gravidez está se desenvolvendo no útero.

Se você não quer engravidar, procure conselhos adicionais do seu médico pois algumas formas de contracepção podem ser mais apropriadas após uma gestação ectópica.

Como me sentirei depois?

O impacto de uma gravidez ectópica pode ser muito significativo. Pode significar chegar a um acordo sobre a perda de um bebê, com o potencial impacto sobre a fertilidade futura ou com o fato de que você poderia ter perdido a sua vida. Cada mulher lida à sua maneira – uma gravidez ectópica é uma experiência muito pessoal. Esta experiência pode afetar o seu parceiro e outros membros em sua família, bem como amigos íntimos.

É importante lembrar que a gravidez não poderia ter continuado sem causar um risco grave para sua saúde.

Antes de tentar ter outro bebê, é importante esperar até que você se sinta preparada emocionalmente e fisicamente.

Por mais traumática que tenha sido a sua experiência de uma gravidez ectópica, pode ajudar saber que a possibilidade de uma gravidez normal da próxima vez é muito maior do que a possibilidade de ter outra gravidez ectópica. Se você tiver alguma dúvida, certifique-se de falar com seu médico ginecologista obstetra.

 

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Categorias: Medicina

O que é uma gravidez ectópica?

qua, 11/22/2017 - 15:58
Gestação ectópica

Uma gravidez ectópica é uma gestação onde o embrião começa a crescer fora do útero (ventre). No Reino Unido, uma em cada 90 gestações (pouco mais de 1%) é uma gravidez ectópica.

Quando você engravida, o esperma e o óvulo se encontram no tubo de Falópio (o tubo que transporta o óvulo do ovário para o útero). Geralmente, o óvulo fertilizado se move dentro do útero para o embrião crescer e se desenvolver. Se isso não ocorre, uma gravidez ectópica se desenvolve em um tubo de Falópio (às vezes conhecido como uma gravidez tubária). Uma gravidez ectópica pode ocorrer em outros lugares que não sejam uma tuba uterina, tais como no ovário (raramente) ou dentro do abdômen (muito raramente).

Aqui você tem informação sobre gravidez ectópica nas trompas de Falópio. Uma gestação não pode desenvolver nesta situação e, infelizmente, não pode chegar ao término com o nascimento de um bebê. Isso ocorre porque, conforme a gravidez se torna maior pode:

  • não haver espaço para crescer nas trompas de Falópio
  • romper (estourar) a trompa de Falópio, causando dor intensa e hemorragia interna. Uma situação potencialmente fatal para você.
  •  

Quais são os sintomas de uma gravidez ectópica?

A maioria das mulheres sentem sintomas físicos na sexta semana de gravidez – cerca de duas semanas após a falta da menstruação. Você pode ou não pode estar ciente que está grávida, se suas menstruações são irregulares, ou se você estiver usando uma contracepção que falhou.

Cada mulher é afetada de forma diferente por uma gestação ectópica. Algumas mulheres não têm sintomas, algumas têm poucos sintomas, enquanto outras têm muitos sintomas.

Como os sintomas variam muito, nem sempre é simples de fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica. Os sintomas de uma gravidez ectópica podem incluir:

  • Sangramento anormal
  • Pode ter alguma mancha ou sangramento diferente da sua menstruação normal.
  • O sangramento pode ser mais leve ou mais intenso do que o normal. Com o sangue mais escuro e mais diluido.
  • Dor no abdômen inferior
  • Pode ocorrer de repente, sem razão aparente, ou pode vir gradualmente por vários dias. 
  • Pode ser de um só lado.
  • Dor na ponta do ombro
    • Devido ao sangue vazando para o abdômen. Essa dor fica lá o tempo todo e pode ser pior quando você está deitada. Não melhora com o movimento e não pode ser aliviado por analgésicos.
  • Diarreia ou dor ao evacuar.
  • Dor grave ou mesmo colapso
  • Se a trompa de Falópio sofre ruptura e provoca hemorragia interna, você pode sentir dor intensa ou pode entrar em colapso/desmaio. 
    • Esta é uma situação de emergência. 
    • Em casos raros, o colapso é o primeiro sinal de uma gravidez ectópica.

Eu deveria procurar um médico imediatamente?

Sim! Uma gravidez ectópica pode representar um risco grave para sua saúde. Se você teve relações sexuais nos últimos 3 a 4 meses (mesmo se você tiver usado contracepção) e está tendo esses sintomas, busque ajuda médica imediatamente. Aconselhe-se com o médico mesmo que não ache que possa estar grávida.

Você pode obter aconselhamento médico do:

  • do seu clínico geral
  • do seu ginecologista ou obstetra
  • pronto socorro hospitalar

Eu tenho um risco acrescido de uma gravidez ectópica?

Qualquer mulher em idade fértil que tenha vida sexual ativa poderia ter uma gravidez ectópica. Mas você está em um risco maior de gravidez ectópica se:

Como posso fazer um diagnóstico?

A maioria das gestações ectópicas são suspeitas entre 6 e 10 semanas de gravidez.

Às vezes, o diagnóstico é feito rapidamente, mas se estiver na fase inicial da gravidez, pode levar mais tempo (uma semana ou mais) para fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica.

O diagnóstico será confirmado pelo seguinte:

Consulta e exame

O médico irá perguntar sobre seu histórico médico e sintomas. O médico irá examinar seu abdômen e pode também fazer um exame vaginal (interno).  Você também poderá trazer alguém para apoiá-la durante o seu exame.

Se você não teve um teste positivo de gravidez, será solicitada uma amostra de urina para que possa ser testada para a gravidez. Se o teste de gravidez der negativo, é muito improvável que seus sintomas sejam devido a uma gravidez ectópica.

Ultra-sonografia

É feito na maioria das mulheres um exame transvaginal (onde uma sonda é inserida suavemente na vagina) para olhar para o útero, ovários e trompas de Falópio. Se você estiver na fase inicial da gravidez, pode ser oferecido um outro ultra-som depois de alguns dias, quando pode ser mais fácil de ver a gestação.

Exames de sangue

  • Exame para o nível do hormônio da gravidez gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou uma mudança neste nível a cada poucos dias pode ajudar a dar um diagnóstico.
  • Exame para o nível do hormônio progesterona pode ser realizado.

Laparoscopia

Se o diagnóstico ainda é incerto, uma operação chamada de laparoscopia pode ser necessária. Esta cirurgia é realizada sob anestesia geral. O médico utiliza um pequeno telescópio para olhar a sua pélvis, fazendo um pequeno corte geralmente no umbigo (botão da barriga). Também é chamada de cirurgia guiada.

Se uma gravidez ectópica for detectada, o tratamento pode ser feito durante a mesma operação.

Quais são as opções para o tratamento?

Como uma gravidez ectópica não pode levar ao nascimento de um bebê, todas as opções terminam a gravidez para reduzir os riscos para a sua própria saúde. Suas opções dependem de:

  • quantas semanas de gestação
  • os sintomas
  • se tem havido muito sangramento dentro de seu abdômen
  • o nível de hCG
  • seu resultado do exame
  • sua saúde em geral
  • suas opiniões pessoais e preferências – isso deve envolver uma discussão sobre seus planos futuros de gravidez
  • as opções disponíveis no seu hospital local.

As opções de tratamento são listadas abaixo – nem todos serão adequados para você.

Gestão expectante (esperar e acompanhar)

A gravidez ectópica, por vezes, acaba por conta própria – semelhante a um aborto.

Dependendo de sua situação, pode ser possível monitorar os níveis de hCG com exames de sangue todos os dias até estar de volta ao normal. Embora não tenha que ficar no hospital, deve voltar ao hospital se tiver quaisquer sintomas.

A gestão expectante não é uma opção para todas as mulheres. Geralmente só é possível quando a gravidez está ainda nos estágios iniciais, e quando você tem poucos ou nenhum sintomas. Até 29 em cada 100 mulheres (29%) que estão passando por um tratamento expectante podem exigir tratamento médico adicional ou cirúrgico.

Tratamento medicamentoso

Em determinadas circunstâncias, uma gravidez ectópica pode ser tratada com medicação (drogas). A tuba uterina não é removida. Uma droga (metotrexate) impede o desenvolvimento da gravidez, e então a gravidez ectópica gradualmente desaparece.

A droga é dada como uma injeção. Se sua gravidez está além da fase inicial ou o nível de hCG está elevado, o metotrexate é menos provável de ter êxito. Muitas mulheres experimentam alguma dor nos primeiros dias, mas isso geralmente se resolve com paracetamol ou um semelhante para alívio da dor. Embora o tratamento a longo prazo com metotrexato para outras doenças possa causar efeitos colaterais significativos, raramente é o caso com uma ou duas injeções para tratar a gravidez ectópica.

Você pode precisar ficar no hospital durante a noite e então voltar para a clínica ou enfermaria alguns dias mais tarde. Pode ser mais cedo se você tiver quaisquer sintomas. É muito importante que você vá para suas consultas de acompanhamento.

  • Quinze entre 100 das mulheres (15%) precisam ter uma segunda injeção de metotrexato.
  • Sete entre 100 mulheres vão precisar de cirurgia (7%), mesmo após o tratamento médico.

Cirurgia

O objetivo da cirurgia é remover a gravidez ectópica. O tipo de operação que será feita vai depender de seus desejos ou planos para uma futura gravidez e do que seu cirurgião encontrará durante a operação (laparoscopia).

Para ter uma melhor chance de uma gravidez futura dentro de seu útero e para reduzir o risco de ter outra gravidez ectópica, você geralmente será aconselhada a ter sua trompa de Falópio removida (salpingectomia).

Se você tem somente uma trompa ou sua outra trompa não parece saudável, isso já afeta suas chances de engravidar. Nesta circunstância, você pode ser aconselhada a fazer uma operação diferente (salpingostomia). Esta operação visa eliminar a gravidez sem remover a trompa. Ela carrega um risco maior de uma futura gravidez ectópica, mas significa que você manterá a possibilidade de uma gravidez no útero no futuro. Algumas mulheres podem precisar fazer uma operação a mais para remover a trompa mais tarde, se a gravidez não for completamente removida.

Uma operação para remover a gravidez ectópica envolverá uma anestesia geral.

A cirurgia será:

  • Laparoscopia – a estadia no hospital é de cerca de 1 a 2 dias e a recuperação é de cerca de 2 a 4 semanas.
  • Cirurgia aberta – conhecida como uma laparotomia – é realizada por meio de um corte maior no seu abdômen. Geralmente é feita se houver suspeita de hemorragia interna grave. Você vai precisar ficar no hospital por 2 a 4 dias. Normalmente demora cerca de 4 a 6 semanas para se recuperar.

Há riscos associados com toda e qualquer operação. Pode ser devido ao uso de anestésico ou a operação em si. Seu cirurgião e anestesista irão discutir isso com você.

O que preciso saber para tomar uma decisão informada?

Quando uma gravidez ectópica é confirmada, e se a trompa de Falópio não rompeu, seu médico deve discutir suas opções com você.

Certifique-se de:

  • compreender plenamente todas as suas opções
  • pedir informações extras se há alguma coisa que você não entende
  • levantar suas preocupações
  • compreender o que significa cada opção para sua fertilidade, e o que pode ser feito para preservar a fertilidade
  • ter tempo suficiente para tomar sua decisão.

Em situações de emergência

Se rompeu a trompa de Falópio, a cirurgia de emergência é necessária para parar o sangramento. Isto é conseguido pela remoção da trompa de Falópio rompida e da gravidez.

Esta operação é muitas vezes um salva-vidas. Seus médicos precisarão agir rapidamente e isso pode significar que eles terão que tomar uma decisão de operar em seu nome. Nessa situação você pode precisar de uma transfusão de sangue.

Consultas de acompanhamento: o que acontece depois?

É importante que você vá para suas consultas de acompanhamento. Os check-ups e exames que você tiver vão depender do tratamento que você recebeu.

Tratamento expectante

Seu médico vai precisar verificar os seus níveis de hCG no sangue por uns dias até se atingirem os níveis normais. Isso é para garantir que a gravidez tenha terminado completamente. Você pode precisar de mais exames de ultrassom.

Tratamento medicamentoso

Você precisará retornar duas vezes na primeira semana e depois uma vez por semana para verificar os seus níveis de hCG no sangue. Podem levar algumas semanas para garantir que a gravidez tenha terminado completamente, e pode precisar de mais exames de ultrassom. Durante este tempo, não deve ter relação sexual. Você deve evitar ficar grávida usando contracepção confiável durante pelo menos 3 meses.

Tratamento cirúrgico

Pode ser necessário consulta de acompanhamento com seu ginecologista, especialmente se você fez uma operação de emergência. Se você não teve sua trompa de Falópio removida, precisará ter o seu nível de hCG verificado até que tudo volte ao normal.

E quanto a futuras gravidezes?

Para a maioria das mulheres, uma gravidez ectópica ocorre como um evento 'único' e não ocorrerá novamente. A chance de ter uma gravidez bem sucedida no futuro é boa.

Mesmo se você tiver apenas uma trompa uterina, sua chance de engravidar é apenas ligeiramente reduzida. A chance global de ter uma gravidez ectópica da próxima vez é entre 7 e 10 em cada 100 (7 a 10%). No entanto, isto depende do tipo de cirurgia que você fez e de qualquer dano subjacente para os tubos restantes.

Em uma futura gravidez, pode ser oferecida uma ultrassonografia entre 6 a 8 semanas para confirmar que a gravidez está se desenvolvendo no útero.

Se você não quer engravidar, procure conselhos adicionais do seu médico pois algumas formas de contracepção podem ser mais apropriadas após uma gestação ectópica.

Como me sentirei depois?

O impacto de uma gravidez ectópica pode ser muito significativo. Pode significar chegar a um acordo sobre a perda de um bebê, com o potencial impacto sobre a fertilidade futura ou com o fato de que você poderia ter perdido a sua vida. Cada mulher lida à sua maneira – uma gravidez ectópica é uma experiência muito pessoal. Esta experiência pode afetar o seu parceiro e outros membros em sua família, bem como amigos íntimos.

É importante lembrar que a gravidez não poderia ter continuado sem causar um risco grave para sua saúde.

Antes de tentar ter outro bebê, é importante esperar até que você se sinta preparada emocionalmente e fisicamente.

Por mais traumática que tenha sido a sua experiência de uma gravidez ectópica, pode ajudar saber que a possibilidade de uma gravidez normal da próxima vez é muito maior do que a possibilidade de ter outra gravidez ectópica. Se você tiver alguma dúvida, certifique-se de falar com seu médico ginecologista obstetra.

 

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Categorias: Medicina

Embolização de miomas melhora vida sexual

qua, 11/22/2017 - 15:10

Artigo muito interessante "Evaluation of Changes in Sexual Function Related to Uterine Fibroid Embolization (UFE): Results of the EFUZEN Study" publicado em março deste ano na revista CardioVascular and Interventional Radiology por equipe francesa mostrou que a embolização de miomas  melhora a vida sexual das pacientes após o procedimento, além de diminuir os miomas e melhorar os sintomas a eles relacionados.

A qualidade da vida sexual foi mensurada a partir do questionário Female Sexual Function Index (FSFI) por Rosen. Se você quiser saber o impacto dos miomas na sua vida sexual também pode preencher esse questionário. No trabalho acima referido, a melhora neste questionario ocorreu em 78% das pacientes que realizaram embolização de miomas.

 

questionário adaptado para portugues por Pacagnella et al.

embolizaçãomiomaendovascular
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Embolização de miomas melhora vida sexual

qua, 11/22/2017 - 15:10

Artigo muito interessante "Evaluation of Changes in Sexual Function Related to Uterine Fibroid Embolization (UFE): Results of the EFUZEN Study" publicado em março deste ano na revista CardioVascular and Interventional Radiology por equipe francesa mostrou que a embolização de miomas  melhora a vida sexual das pacientes após o procedimento, além de diminuir os miomas e melhorar os sintomas a eles relacionados.

A qualidade da vida sexual foi mensurada a partir do questionário Female Sexual Function Index (FSFI) por Rosen. Se você quiser saber o impacto dos miomas na sua vida sexual também pode preencher esse questionário. No trabalho acima referido, a melhora neste questionario ocorreu em 78% das pacientes que realizaram embolização de miomas.

 

questionário adaptado para portugues por Pacagnella et al.

embolizaçãomiomaendovascular
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Trombose Venosa Profunda (TVP)

qua, 11/15/2017 - 14:51
Trombose Venosa Profunda

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

 

A palavra trombose, que tanto nos assusta, significa a coagulação, uma espécie de solidificação do sangue dentro dos vasos sanguíneos. Muitas pessoas confundem a trombose venosa com a arterial, ou seja, aquela que ocorre nos vasos responsáveis pela condução do sangue para nutrir as extremidades. Não é. A trombose venosa ocorre nos vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno do sangue ao coração e pulmões, depois de passar pelos tecidos de nosso corpo. Ao contrario da trombose nas artérias, a trombose venosa raramente é causa de amputação, ainda assim, está longe de ser doença benigna.

 

Complicações ligadas à trombose venosa:

 

Existem pelo menos duas complicações importantes, uma de curto prazo e outra de longo prazo ligadas a TVP. Na fase aguda (que dura alguns dias), pode ocorrer o deslocamento do trombo ou a formação de novo trombo a partir do local de formação (90% se inicia nas pernas) e este material viaja através do sistema venoso até causar a oclusão de um vaso no pulmão. Isto é chamado embolia pulmonar. Se a oclusão for múltipla ou em vasos pulmonares maiores, há risco de falência cardíaca, infarto pulmonar e até morte. Passada a fase aguda, o trombo na veia costuma se estabilizar e a chance de embolia pulmonar diminui drasticamente. Entretanto, se a trombose na perna não for tratada adequadamente, a dificuldade do retorno do sangue ao longo dos anos pode causar o represamento do sangue nessa perna e isso é a causa da segunda complicação, a chamada síndrome pós trombótica. Esta é caracterizada pelo inchaço crônico, sensação de peso ou dor de forma geral, escurecimento das pernas e, nos estágios mais graves, a abertura de feridas geralmente próximas aos tornozelos. Podendo demorar meses ou até mesmo anos para cicatrizar, essa síndrome é fonte considerável de sofrimento ao portador.

 

Qual a origem da TVP?

 

A TVP pode ocorrer sem um motivo aparente, mas a maioria (7 em cada 10) pode ser relacionada a algum fator de risco como:

  • Cirurgia recente, em especial as prolongadas, ortopédicas, por câncer e em pacientes acima de 40 anos
  • Traumatismos, principalmente associado a fratura
  • Câncer em atividade
  • Imobilização prolongada
  • Insuficiência cardíaca
  • Trombose venosa prévia
  • Gestação no último trimestre, e logo após o parto
  • Familiares (pais e irmãos) com TVP sem causa identificada
  • E a hospitalização. A TVP é uma das principais causas de mortalidade – não ligada à doença primária da internação durante a hospitalização – que é passível de prevenção

 

Quais são os sintomas da TVP?

 

Um aspecto difícil com relação a esta doença é o fato de metade dos casos não apresentarem sintomas. Por outro lado, quando estes existem, em especial na presença de fatores de risco, devem ser valorizados. Dor em peso ou aperto associado ao inchaço em apenas uma das extremidades – que pode ser superior (braços), mas 90% dos casos envolvem os inferiores (pernas) – devem chamar a atenção para a possibilidade de TVP. Inchaços em ambos os lados sugerem outras causas, frequentemente sistêmicas como insuficiência cardíaca, renal, hepática, alterações da tireóide e outras.

 

Como se trata a TVP?

 

A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo.

Com relação a viagens, a chance exata de desenvolver trombose não está bem estabelecida. Sabemos que não é muito frequente, mas os portadores dos fatores de risco e, particularmente, em viagens aéreas de longa duração devem receber atenção especial. Beber agua em abundância, movimentar-se de hora em hora e, eventualmente, utilizar meias de compressão são medidas interessantes e suficientes para a maioria dos viajantes.

 

Dica:

 

Se você tem dúvidas sobre a prevenção, diagnóstico ou tratamento de trombose, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação, prevenção e tratamento podendo, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.

 

Veja no vídeo o coágulo se formando. Veja os sintomas da trombose venosa.

A trombose venosa profunda é assunto recorrente aqui simplesmente pela sua importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. Leia nossos outros artigos também:

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Fonte: SBACV, Trombose Venosa Profunda. 2015

tromboseLocal do corpo: veias profundas
Categorias: Medicina

Trombose Venosa Profunda (TVP)

qua, 11/15/2017 - 14:51
Trombose Venosa Profunda

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

 

A palavra trombose, que tanto nos assusta, significa a coagulação, uma espécie de solidificação do sangue dentro dos vasos sanguíneos. Muitas pessoas confundem a trombose venosa com a arterial, ou seja, aquela que ocorre nos vasos responsáveis pela condução do sangue para nutrir as extremidades. Não é. A trombose venosa ocorre nos vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno do sangue ao coração e pulmões, depois de passar pelos tecidos de nosso corpo. Ao contrario da trombose nas artérias, a trombose venosa raramente é causa de amputação, ainda assim, está longe de ser doença benigna.

 

Complicações ligadas à trombose venosa:

 

Existem pelo menos duas complicações importantes, uma de curto prazo e outra de longo prazo ligadas a TVP. Na fase aguda (que dura alguns dias), pode ocorrer o deslocamento do trombo ou a formação de novo trombo a partir do local de formação (90% se inicia nas pernas) e este material viaja através do sistema venoso até causar a oclusão de um vaso no pulmão. Isto é chamado embolia pulmonar. Se a oclusão for múltipla ou em vasos pulmonares maiores, há risco de falência cardíaca, infarto pulmonar e até morte. Passada a fase aguda, o trombo na veia costuma se estabilizar e a chance de embolia pulmonar diminui drasticamente. Entretanto, se a trombose na perna não for tratada adequadamente, a dificuldade do retorno do sangue ao longo dos anos pode causar o represamento do sangue nessa perna e isso é a causa da segunda complicação, a chamada síndrome pós trombótica. Esta é caracterizada pelo inchaço crônico, sensação de peso ou dor de forma geral, escurecimento das pernas e, nos estágios mais graves, a abertura de feridas geralmente próximas aos tornozelos. Podendo demorar meses ou até mesmo anos para cicatrizar, essa síndrome é fonte considerável de sofrimento ao portador.

 

Qual a origem da TVP?

 

A TVP pode ocorrer sem um motivo aparente, mas a maioria (7 em cada 10) pode ser relacionada a algum fator de risco como:

  • Cirurgia recente, em especial as prolongadas, ortopédicas, por câncer e em pacientes acima de 40 anos
  • Traumatismos, principalmente associado a fratura
  • Câncer em atividade
  • Imobilização prolongada
  • Insuficiência cardíaca
  • Trombose venosa prévia
  • Gestação no último trimestre, e logo após o parto
  • Familiares (pais e irmãos) com TVP sem causa identificada
  • E a hospitalização. A TVP é uma das principais causas de mortalidade – não ligada à doença primária da internação durante a hospitalização – que é passível de prevenção

 

Quais são os sintomas da TVP?

 

Um aspecto difícil com relação a esta doença é o fato de metade dos casos não apresentarem sintomas. Por outro lado, quando estes existem, em especial na presença de fatores de risco, devem ser valorizados. Dor em peso ou aperto associado ao inchaço em apenas uma das extremidades – que pode ser superior (braços), mas 90% dos casos envolvem os inferiores (pernas) – devem chamar a atenção para a possibilidade de TVP. Inchaços em ambos os lados sugerem outras causas, frequentemente sistêmicas como insuficiência cardíaca, renal, hepática, alterações da tireóide e outras.

 

Como se trata a TVP?

 

A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo.

Com relação a viagens, a chance exata de desenvolver trombose não está bem estabelecida. Sabemos que não é muito frequente, mas os portadores dos fatores de risco e, particularmente, em viagens aéreas de longa duração devem receber atenção especial. Beber agua em abundância, movimentar-se de hora em hora e, eventualmente, utilizar meias de compressão são medidas interessantes e suficientes para a maioria dos viajantes.

 

Dica:

 

Se você tem dúvidas sobre a prevenção, diagnóstico ou tratamento de trombose, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação, prevenção e tratamento podendo, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.

 

Veja no vídeo o coágulo se formando. Veja os sintomas da trombose venosa.

A trombose venosa profunda é assunto recorrente aqui simplesmente pela sua importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. Leia nossos outros artigos também:

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Fonte: SBACV, Trombose Venosa Profunda. 2015

tromboseLocal do corpo: veias profundas
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Restrições para FIV

qua, 11/15/2017 - 13:28
Restrições

FIV

Existem algumas restrições para pacientes que farão a FIV:

  • Atividade fisica: evitar atividade extenuante que envolva o levantamento de objetos pesados, certos exercicios aerobicos, corridas e levantamento de peso durante a estimulação ovariana
  • Medicações: Se estiver tomando medicamentos, é importante avisar seu médico especialista em reprodução humana porque as medicações podem interferir com as medicações de fertilidade, ovulação ou mesmo na implantação do embrião durante o ciclo de FIV
  • Álcool e Tabaco: É importante que você não consuma nenhum alcool a partir do momento que você começa os medicamentos de fertilidade até o teste de gravidez, e também após
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Restrições para FIV

qua, 11/15/2017 - 13:28
Restrições

FIV

Existem algumas restrições para pacientes que farão a FIV:

  • Atividade fisica: evitar atividade extenuante que envolva o levantamento de objetos pesados, certos exercicios aerobicos, corridas e levantamento de peso durante a estimulação ovariana
  • Medicações: Se estiver tomando medicamentos, é importante avisar seu médico especialista em reprodução humana porque as medicações podem interferir com as medicações de fertilidade, ovulação ou mesmo na implantação do embrião durante o ciclo de FIV
  • Álcool e Tabaco: É importante que você não consuma nenhum alcool a partir do momento que você começa os medicamentos de fertilidade até o teste de gravidez, e também após
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Aborto recorrente e tardio: exames e tratamento de casais

qua, 11/15/2017 - 13:28

Sofrer um aborto pode ser muito angustiante. Ter vários abortos ou um aborto tardio pode ser devastador. Esta página é para você que teve três ou mais abortos precoces ou um ou mais abortos tardios.

Vamos falar sobre

  • o que sabemos sobre as razões do aborto recorrente e aborto tardio
  • recomendações para exames e tratamento para casais nesta situação.

Assim você pode se ajudar e a sua equipe de saúde pode tomar as melhores decisões sobre seus cuidados. Não substitui o aconselhamento de um médico.

O que é um aborto?

Se você perder um bebê antes das 24 semanas de gravidez, isso é chamado de aborto espontâneo. Se isso acontecer nos primeiros 3 meses da gravidez, é conhecido como um aborto precoce. Infelizmente, os abortos precoces são comuns, ocorrendo em cerca de 10 a 20 em cada 100 gestações (10-20%).

Abortos tardios, que ocorrem depois de 3 meses de gravidez, mas antes de 24 semanas, são menos comuns: 1 a 2 em cada 100 (1-2%) gestações culminam em aborto tardio.

O que é um aborto recorrente?

Quando um aborto espontâneo acontece três ou mais vezes seguidas, é chamado de aborto espontâneo recorrente. O aborto recorrente afeta 1 em cada 100 (1%) casais tentando ter um bebê.

Por que o aborto recorrente e o aborto tardio acontecem?

Às vezes, há uma causa encontrada para o aborto recorrente e tardio. Em outros casos, não há problema subjacente que possa ser descoberto. A maioria dos casais provavelmente terá uma gravidez bem sucedida no futuro, particularmente se os resultados dos exames e acompanhamento com médico estejam normais.

Há uma série de fatores que podem desempenhar um papel na causa do aborto recorrente e tardio:

  • Idade

Quanto mais idade, maior o risco de ter um aborto espontâneo. Se a mulher tem mais de 40 anos, mais de 1 em cada 2 gestações terminam em um aborto espontâneo. Abortos espontâneos também podem ser mais comuns se o pai for mais velho.

  • Síndrome antifosfolípide (APS)

APS (uma síndrome que torna o seu sangue mais provável coagular) é incomum, mas é uma causa de aborto recorrente e aborto tardio.

  • Trombofilia

Trombofilia (uma condição hereditária - genética ou não - que significa que seu sangue está mais sujeito a coagular) pode causar aborto recorrente e, em particular, abortos tardios.

  • Fatores genéticos

Em aproximadamente 2 a 5 em cada 100 casais (2-5%) com aborto recorrente, um dos parceiro terá uma anormalidade em um dos seus cromossomos (estruturas genéticas dentro de nossas células que contêm o nosso DNA e as características que herdamos de nossos pais). Embora essa alteração possa não afetar o pai, às vezes pode causar um aborto.

  • Colo do útero fraco (insuficiência/imcompetência do colo uterino)

Fraqueza do colo do útero é conhecida por ser uma das causas de aborto entre 14 e 23 semanas de gravidez. Isto pode ser difícil de diagnosticar quando você não está grávida. Pode ser uma suspeita se em uma gestação anterior sua bolsa rompeu cedo, ou se o colo do útero abriu sem qualquer dor.

  • Problemas de desenvolvimento do bebê

Algumas anomalias do bebê podem levar a um aborto, mas é improvável que seja a causa de aborto espontâneo recorrente.

  • Infecção

Qualquer infecção que te fez muito mal pode provocar um aborto. Infecções mais leves que afetam o bebê também podem provocar um aborto. Desconhece-se o papel das infecções no aborto recorrente.

  • Forma do útero

Não é claro quanto um útero de forma anormal contribui para o aborto recorrente ou abortos tardios. No entanto, pequenas variações não parecem provocar aborto.

  • Problemas de tiroide e diabetes

Diabetes ou distúrbios da tireoide podem ser fatores dos abortos. Eles não causam aborto recorrente, enquanto são tratados e mantidos sob controle.

  • Fatores imunológicos

Tem sido sugerido que algumas mulheres abortam porque seu sistema imunológico não responde ao bebê da forma habitual. Isso é conhecido como uma reação auto-imune. Não há nenhuma evidência para apoiar essa teoria no momento. Pesquisa adicional é necessária.

Existem outros fatores de risco?

Excesso de peso aumenta o risco de aborto. Fumar e tomar muita cafeína também podem aumentar o risco. Excesso de álcool é conhecido por ser prejudicial para um bebê em desenvolvimento e beber cinco ou mais unidades por semana pode aumentar o risco de aborto.

A chance de mais um aborto aumenta ligeiramente com cada aborto. As mulheres com três abortos consecutivos têm uma chance de 4 em cada 10 de ter outro. Isto significa que 6 em cada 10 mulheres (60%) nesta situação vão ter um bebê na próxima vez.

Por que as investigações são úteis?

Descobrir se há uma causa para seu aborto recorrente ou aborto tardio é importante, pois assim seu médico será capaz de lhe dar uma ideia sobre a sua probabilidade de ter uma gravidez bem sucedida. Em um pequeno número de casos pode haver tratamento disponível para ajudá-la.

Que investigações/exames podem ser feitos?

Exames de sangue:

  • Para APS. APS é diagnosticada se der positivo em duas ocasiões com 12 semanas de intervalo, antes de você engravidar novamente.
  • Para trombofilia. Se você teve um aborto tardio, você pode fazer exames de sangue para certas trombofilias hereditárias.
  • Para checar os seus cromossomos e do seu parceiro para anormalidades. Você pode ser fazer este exame se seu bebê tiver demonstrado ter cromossomos anormais.

Exames para anomalias no bebê

Você pode precisar fazer exames para verificar se há anormalidades nos cromossomos de seu bebê. Isto não é sempre possível, mas pode ajudar a determinar a sua chance de abortar novamente.

Se você teve um aborto tardio, também pode ser indicado um exame pós-morte do seu bebê. Isto não acontecerá sem o seu consentimento, e você terá a oportunidade de discutir isso de antemão com sua equipe de saúde.

Exames para anormalidades na forma do seu útero.

Uma ultra-sonografia pélvica para verificar se há qualquer anormalidade na forma do seu útero. Se houver suspeita de uma anormalidade, outras investigações podem incluir uma histeroscopia (um procedimento para examinar o útero através de uma pequena câmera que é passada através da vagina e do colo do útero) ou uma laparoscopia (um procedimento no qual um cirurgião usa uma câmera bem fina para olhar dentro do abdômen e da pelve).

Exames para infecção

Se você já teve um aborto tardio, exames como amostras de sangue e papanicolau podem ser colhidos no momento para procurar por qualquer fonte de infecção.

Quais são minhas opções de tratamento?

Tratamento para APS

Se você tem APS e teve aborto irregular recorrente ou um aborto tardio, o tratamento com comprimidos de aspirina em baixa dose e injeções de heparina na gravidez podem aumentar sua chance de ter um bebê, desde que não tenha contra-indicações. Aspirina e heparina tornam o seu sangue menos provável de coagular e são seguras para tomar durante a gravidez.

Ter APS significa que você está com risco aumentado de complicações durante a gravidez, como pré-eclâmpsia, problemas com o crescimento do seu bebê e parto prematuro. Você deve ser monitorada cuidadosamente para que possa ser receber tratamento para quaisquer problemas que possam surgir.

Tratamento para trombofilia

Se você tem uma tendência genética de hipercoagulação do sangue (trombofilia) e teve um aborto espontâneo entre 12 e 24 semanas de gravidez, pode ser necessário receber tratamento com heparina.

Neste momento não há evidências suficientes para dizer se a heparina irá reduzir suas chances de aborto espontâneo, se você teve abortos precoces (até 12 semanas de gravidez). No entanto, você pode ser ainda indicada ao tratamento para reduzir o risco de um coágulo de sangue durante a gravidez. Seu médico irá discutir o que seria recomendado no seu caso em particular.

Encaminhamento para aconselhamento genético

Se você ou seu parceiro tem uma anomalia cromossômica, você deve ser indicada a oportunidade de ver um especialista chamado de geneticista clínico. Ele discutirá com você quais são suas chances para futuras gestações e irá explicar quais são as suas escolhas. Isso é conhecido como aconselhamento genético.

Monitoramento e tratamento para um colo do útero fraco

Se você já teve um aborto espontâneo entre 14 e 24 semanas e teve um diagnóstico de colo do útero fraco, pode ser necessário para uma cirurgia para colocar um ponto no colo do seu útero (cerclagem). Isso geralmente é feito através da vagina às 13 ou 14 semanas de gravidez sob anestesia geral ou raquianestesia. Seu médico deve discutir a cirurgia com você.

Se não está claro se seu aborto tardio foi causado por um cérvix fraco, podem ser indicados exames de ultra-som vaginal durante a gravidez para medir o comprimento do seu colo do útero. Isso pode dar informações sobre quão provável você está de abortar. Se o seu colo uterino é menor do que deveria ser antes de 24 semanas de gravidez, pode ser indicada uma operação para colocar um ponto no colo do seu útero.

Cirurgia do útero

Se uma anomalia é encontrada em seu útero, pode ser indicada uma operação para corrigir isso.

Tratamento hormonal

Foi tentado progesterona ou hormônios de gonadotrofina coriônica humana no início da gestação para evitar aborto recorrente, porém mais evidências são necessárias para mostrar se isso funciona.

Imunoterapia

O tratamento para prevenir ou modificar a resposta do sistema imunológico (conhecido como imunoterapia) não é recomendado para mulheres com aborto recorrente. Não foi provado que funciona, não melhora as chances de um nascimento vivo e pode levar a sérios riscos (incluindo a reação à transfusão, choque alérgico e hepatite).

E se nenhuma causa é encontrada?

Onde não há uma causa para o aborto recorrente ou aborto tardio, não há, atualmente, nenhuma evidência de que o tratamento de heparina e aspirina reduza a chance de um outro aborto espontâneo. Por esse motivo, este tratamento não é recomendado habitualmente, embora tenha relatos de êxito.

O que isso significa para nós no futuro?

Você e seu parceiro devem ser vistos juntos por um especialista em fertilidade. Dentro de uma clínica dedicada.

Seu médico conversará com você tanto sobre sua situação particular quanto a sua probabilidade de sofrer um novo aborto e uma gravidez bem sucedida. Se a causa foi encontrada, as opções possíveis de tratamento serão oferecidas para melhorar suas chances de uma gravidez bem sucedida.

As mulheres que têm cuidados de apoio com médico especialista desde o início da gravidez, têm mais chances de um parto bem sucedido. Para casais onde nenhuma causa para o aborto recorrente foi encontrada, 75 em cada 100 (75%) terão uma gravidez bem sucedida com este cuidado.

Vale lembrar que, estatisticamente, a maioria dos casais terá uma gravidez bem sucedida na próxima vez, mesmo depois de três abortos consecutivos

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Categorias: Medicina

Aborto recorrente e tardio: exames e tratamento de casais

qua, 11/15/2017 - 13:28

Sofrer um aborto pode ser muito angustiante. Ter vários abortos ou um aborto tardio pode ser devastador. Esta página é para você que teve três ou mais abortos precoces ou um ou mais abortos tardios.

Vamos falar sobre

  • o que sabemos sobre as razões do aborto recorrente e aborto tardio
  • recomendações para exames e tratamento para casais nesta situação.

Assim você pode se ajudar e a sua equipe de saúde pode tomar as melhores decisões sobre seus cuidados. Não substitui o aconselhamento de um médico.

O que é um aborto?

Se você perder um bebê antes das 24 semanas de gravidez, isso é chamado de aborto espontâneo. Se isso acontecer nos primeiros 3 meses da gravidez, é conhecido como um aborto precoce. Infelizmente, os abortos precoces são comuns, ocorrendo em cerca de 10 a 20 em cada 100 gestações (10-20%).

Abortos tardios, que ocorrem depois de 3 meses de gravidez, mas antes de 24 semanas, são menos comuns: 1 a 2 em cada 100 (1-2%) gestações culminam em aborto tardio.

O que é um aborto recorrente?

Quando um aborto espontâneo acontece três ou mais vezes seguidas, é chamado de aborto espontâneo recorrente. O aborto recorrente afeta 1 em cada 100 (1%) casais tentando ter um bebê.

Por que o aborto recorrente e o aborto tardio acontecem?

Às vezes, há uma causa encontrada para o aborto recorrente e tardio. Em outros casos, não há problema subjacente que possa ser descoberto. A maioria dos casais provavelmente terá uma gravidez bem sucedida no futuro, particularmente se os resultados dos exames e acompanhamento com médico estejam normais.

Há uma série de fatores que podem desempenhar um papel na causa do aborto recorrente e tardio:

  • Idade

Quanto mais idade, maior o risco de ter um aborto espontâneo. Se a mulher tem mais de 40 anos, mais de 1 em cada 2 gestações terminam em um aborto espontâneo. Abortos espontâneos também podem ser mais comuns se o pai for mais velho.

  • Síndrome antifosfolípide (APS)

APS (uma síndrome que torna o seu sangue mais provável coagular) é incomum, mas é uma causa de aborto recorrente e aborto tardio.

  • Trombofilia

Trombofilia (uma condição hereditária - genética ou não - que significa que seu sangue está mais sujeito a coagular) pode causar aborto recorrente e, em particular, abortos tardios.

  • Fatores genéticos

Em aproximadamente 2 a 5 em cada 100 casais (2-5%) com aborto recorrente, um dos parceiro terá uma anormalidade em um dos seus cromossomos (estruturas genéticas dentro de nossas células que contêm o nosso DNA e as características que herdamos de nossos pais). Embora essa alteração possa não afetar o pai, às vezes pode causar um aborto.

  • Colo do útero fraco (insuficiência/imcompetência do colo uterino)

Fraqueza do colo do útero é conhecida por ser uma das causas de aborto entre 14 e 23 semanas de gravidez. Isto pode ser difícil de diagnosticar quando você não está grávida. Pode ser uma suspeita se em uma gestação anterior sua bolsa rompeu cedo, ou se o colo do útero abriu sem qualquer dor.

  • Problemas de desenvolvimento do bebê

Algumas anomalias do bebê podem levar a um aborto, mas é improvável que seja a causa de aborto espontâneo recorrente.

  • Infecção

Qualquer infecção que te fez muito mal pode provocar um aborto. Infecções mais leves que afetam o bebê também podem provocar um aborto. Desconhece-se o papel das infecções no aborto recorrente.

  • Forma do útero

Não é claro quanto um útero de forma anormal contribui para o aborto recorrente ou abortos tardios. No entanto, pequenas variações não parecem provocar aborto.

  • Problemas de tiroide e diabetes

Diabetes ou distúrbios da tireoide podem ser fatores dos abortos. Eles não causam aborto recorrente, enquanto são tratados e mantidos sob controle.

  • Fatores imunológicos

Tem sido sugerido que algumas mulheres abortam porque seu sistema imunológico não responde ao bebê da forma habitual. Isso é conhecido como uma reação auto-imune. Não há nenhuma evidência para apoiar essa teoria no momento. Pesquisa adicional é necessária.

Existem outros fatores de risco?

Excesso de peso aumenta o risco de aborto. Fumar e tomar muita cafeína também podem aumentar o risco. Excesso de álcool é conhecido por ser prejudicial para um bebê em desenvolvimento e beber cinco ou mais unidades por semana pode aumentar o risco de aborto.

A chance de mais um aborto aumenta ligeiramente com cada aborto. As mulheres com três abortos consecutivos têm uma chance de 4 em cada 10 de ter outro. Isto significa que 6 em cada 10 mulheres (60%) nesta situação vão ter um bebê na próxima vez.

Por que as investigações são úteis?

Descobrir se há uma causa para seu aborto recorrente ou aborto tardio é importante, pois assim seu médico será capaz de lhe dar uma ideia sobre a sua probabilidade de ter uma gravidez bem sucedida. Em um pequeno número de casos pode haver tratamento disponível para ajudá-la.

Que investigações/exames podem ser feitos?

Exames de sangue:

  • Para APS. APS é diagnosticada se der positivo em duas ocasiões com 12 semanas de intervalo, antes de você engravidar novamente.
  • Para trombofilia. Se você teve um aborto tardio, você pode fazer exames de sangue para certas trombofilias hereditárias.
  • Para checar os seus cromossomos e do seu parceiro para anormalidades. Você pode ser fazer este exame se seu bebê tiver demonstrado ter cromossomos anormais.

Exames para anomalias no bebê

Você pode precisar fazer exames para verificar se há anormalidades nos cromossomos de seu bebê. Isto não é sempre possível, mas pode ajudar a determinar a sua chance de abortar novamente.

Se você teve um aborto tardio, também pode ser indicado um exame pós-morte do seu bebê. Isto não acontecerá sem o seu consentimento, e você terá a oportunidade de discutir isso de antemão com sua equipe de saúde.

Exames para anormalidades na forma do seu útero.

Uma ultra-sonografia pélvica para verificar se há qualquer anormalidade na forma do seu útero. Se houver suspeita de uma anormalidade, outras investigações podem incluir uma histeroscopia (um procedimento para examinar o útero através de uma pequena câmera que é passada através da vagina e do colo do útero) ou uma laparoscopia (um procedimento no qual um cirurgião usa uma câmera bem fina para olhar dentro do abdômen e da pelve).

Exames para infecção

Se você já teve um aborto tardio, exames como amostras de sangue e papanicolau podem ser colhidos no momento para procurar por qualquer fonte de infecção.

Quais são minhas opções de tratamento?

Tratamento para APS

Se você tem APS e teve aborto irregular recorrente ou um aborto tardio, o tratamento com comprimidos de aspirina em baixa dose e injeções de heparina na gravidez podem aumentar sua chance de ter um bebê, desde que não tenha contra-indicações. Aspirina e heparina tornam o seu sangue menos provável de coagular e são seguras para tomar durante a gravidez.

Ter APS significa que você está com risco aumentado de complicações durante a gravidez, como pré-eclâmpsia, problemas com o crescimento do seu bebê e parto prematuro. Você deve ser monitorada cuidadosamente para que possa ser receber tratamento para quaisquer problemas que possam surgir.

Tratamento para trombofilia

Se você tem uma tendência genética de hipercoagulação do sangue (trombofilia) e teve um aborto espontâneo entre 12 e 24 semanas de gravidez, pode ser necessário receber tratamento com heparina.

Neste momento não há evidências suficientes para dizer se a heparina irá reduzir suas chances de aborto espontâneo, se você teve abortos precoces (até 12 semanas de gravidez). No entanto, você pode ser ainda indicada ao tratamento para reduzir o risco de um coágulo de sangue durante a gravidez. Seu médico irá discutir o que seria recomendado no seu caso em particular.

Encaminhamento para aconselhamento genético

Se você ou seu parceiro tem uma anomalia cromossômica, você deve ser indicada a oportunidade de ver um especialista chamado de geneticista clínico. Ele discutirá com você quais são suas chances para futuras gestações e irá explicar quais são as suas escolhas. Isso é conhecido como aconselhamento genético.

Monitoramento e tratamento para um colo do útero fraco

Se você já teve um aborto espontâneo entre 14 e 24 semanas e teve um diagnóstico de colo do útero fraco, pode ser necessário para uma cirurgia para colocar um ponto no colo do seu útero (cerclagem). Isso geralmente é feito através da vagina às 13 ou 14 semanas de gravidez sob anestesia geral ou raquianestesia. Seu médico deve discutir a cirurgia com você.

Se não está claro se seu aborto tardio foi causado por um cérvix fraco, podem ser indicados exames de ultra-som vaginal durante a gravidez para medir o comprimento do seu colo do útero. Isso pode dar informações sobre quão provável você está de abortar. Se o seu colo uterino é menor do que deveria ser antes de 24 semanas de gravidez, pode ser indicada uma operação para colocar um ponto no colo do seu útero.

Cirurgia do útero

Se uma anomalia é encontrada em seu útero, pode ser indicada uma operação para corrigir isso.

Tratamento hormonal

Foi tentado progesterona ou hormônios de gonadotrofina coriônica humana no início da gestação para evitar aborto recorrente, porém mais evidências são necessárias para mostrar se isso funciona.

Imunoterapia

O tratamento para prevenir ou modificar a resposta do sistema imunológico (conhecido como imunoterapia) não é recomendado para mulheres com aborto recorrente. Não foi provado que funciona, não melhora as chances de um nascimento vivo e pode levar a sérios riscos (incluindo a reação à transfusão, choque alérgico e hepatite).

E se nenhuma causa é encontrada?

Onde não há uma causa para o aborto recorrente ou aborto tardio, não há, atualmente, nenhuma evidência de que o tratamento de heparina e aspirina reduza a chance de um outro aborto espontâneo. Por esse motivo, este tratamento não é recomendado habitualmente, embora tenha relatos de êxito.

O que isso significa para nós no futuro?

Você e seu parceiro devem ser vistos juntos por um especialista em fertilidade. Dentro de uma clínica dedicada.

Seu médico conversará com você tanto sobre sua situação particular quanto a sua probabilidade de sofrer um novo aborto e uma gravidez bem sucedida. Se a causa foi encontrada, as opções possíveis de tratamento serão oferecidas para melhorar suas chances de uma gravidez bem sucedida.

As mulheres que têm cuidados de apoio com médico especialista desde o início da gravidez, têm mais chances de um parto bem sucedido. Para casais onde nenhuma causa para o aborto recorrente foi encontrada, 75 em cada 100 (75%) terão uma gravidez bem sucedida com este cuidado.

Vale lembrar que, estatisticamente, a maioria dos casais terá uma gravidez bem sucedida na próxima vez, mesmo depois de três abortos consecutivos

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A colher cheia de açúcar pode influenciar na sua fertilidade?

seg, 10/30/2017 - 10:46
Açúcar e a fertilidade

Estudos recentes sugerem que bebidas açucaradas, mesmo aquelas com adoçantes artificiais podem influenciar negativamente as chances de gravidez . Não é só a gordura que influencia na dieta da fertilidade.

Açúcar e a fertilidade

Apesar de longe de ser conclusivo, diversos estudos sugerem que bebidas adoçadas podem afetar as chances de gestação, incluindo:

  • Médicos de Harvard viram que beber uma bebida açucarada por dia pode diminuir a taxa de sucesso na FIV em 12% e mais de uma bebida por dia diminui em 16%
  • Pesquisadores brasileiros mostraram que consumir bebidas açucaradas ou com adoçantes reduz a qualidade do embrião e as chances de implantação. 

Esse efeito não ocorreu com o café sem açucar/adoçante.

A razão para isso não está clara. Sabemos que obesidade e ovários policísticos estão associados com a infertilidade e aborto, além de mudanças em como o corpo lida com a açucar, que pode diminuir as chances de gravidez .

Então, o que fazer?

É uma boa idéia diminuir a quantidade de produtos açucarados/adoçados ingeridos diariamente para um mínimo quanto estiver tentando engravidar. Diminuir tanto o açúcar quanto os adoçantes.

Não entre em pânico. Mulheres que usam açúcar e adoçantes engravidam a todo momento, mesmo com chances menores. Ainda existem muitos fatores que influenciam a fertilidade , e os estudos estão longe de ser definitivos.

 

Fonte:

  1. ARTIFICIAL SWEETENERS - DO THEY BEAR AN INFERTILITY RISK?
  2. A Randomized Trial of Sugar-Sweetened Beverages and Adolescent Body Weight
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A colher cheia de açúcar pode influenciar na sua fertilidade?

seg, 10/30/2017 - 10:46
Açúcar e a fertilidade

Estudos recentes sugerem que bebidas açucaradas, mesmo aquelas com adoçantes artificiais podem influenciar negativamente as chances de gravidez. Não é só a gordura que influencia na dieta da fertilidade.

Apesar de longe de ser conclusivo, diversos estudos sugerem que bebidas adoçadas podem afetar as chances de gestação, incluindo:

  • Médicos de Harvard viram que beber uma bebida açucarada por dia pode diminuir a taxa de sucesso na FIV em 12% e mais de uma bebida por dia diminui em 16%
  • Pesquisadores brasileiros mostraram que consumir bebidas açucaradas ou com adoçantes reduz a qualidade do embrião e as chances de implantação. Interessante.

Esse efeito não ocorreu com o café sem açucar/adoçante.

A razão para isso não está clara. Sabemos que obesidade e ovários policísticos estão associados com a infertilidade e aborto, além de mudanças em como o corpo lida com a açucar, que pode diminuir as chances de gravidez.

Então, o que fazer?

É uma boa idéia diminuir a quantidade de produtos açucarados/adoçados ingeridos diariamente para um mínimo quanto estiver tentando engravidar. Diminuir tanto o açúcar quanto os adoçantes.

Não entre em pânico. Mulheres que usam açúcar e aadoçantes engravidam a todo momento, mesmo com chances menores. Ainda existem muitos fatores que influenciam a fertilidade, e os estudos estão longe de ser definitivos.

 

 

Fonte:

  1. ARTIFICIAL SWEETENERS - DO THEY BEAR AN INFERTILITY RISK?
  2. A Randomized Trial of Sugar-Sweetened Beverages and Adolescent Body Weight
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