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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 1 hora 14 minutos atrás

O idoso que viaja e o risco de tromboembolismo venoso

sab, 02/21/2015 - 16:47

As pessoas idosas têm viajado cada vez mais e muitas são viagens de longa distancia o que aumenta a preocupação com o risco de tromboembolismo venoso. Felizmente estudos mostram que algumas medidas podem prevenir essa perigosa situação.
Por que as viagens podem aumentar a chance de tromboembolismo venoso?
A imobilidade provoca estase venosa (fluxo lento) que pode levar a formação de coágulos nas veias profundas das pernas. Quando esses coágulos se formam e não se dissolvem ocorre a trombose venosa profunda. Se o coagulo se desprender e migrar para circulação pulmonar ocorre a chamada embolia pulmonar. Esse mecanismo denomina-se tromboembolismo venoso.
Todas as pessoas que viajam podem desenvolver tromboembolismo venoso?
Não. A chance de desenvolver o problema depende do número de fatores de risco que cada um apresenta. Quanto maior o número de fatores pré-existentes maior o risco.
Pesquisas mostram que 75% - 99,5 % dos casos ocorrem em quem tem mais de um fator de risco.
Quais são os fatores de risco para o tromboembolismo venoso?

  • Idade avançada (aumenta após os 40 anos)
  • Dificuldade de locomoção (exemplo osteoartrite de joelhos)
  • Insuficiência venosa periférica (varizes)
  • Tromboembolismo venoso prévio
  • Obesidade (IMC > 30 kg / m2)
  • Doença oncológica ativa ou tratamento recente de câncer
  • Doenças crônicas como a insuficiência cardíaca, doença inflamatória intestinal e doença renal.
  • Cirurgias recentes e hospitalização
  • Trauma e imobilização ortopédica
  • Terapia de reposição hormonal ou uso de anovulatórios (pílula anticoncepcional)
  • História familiar de trombose ou embolia pulmonar
  • Tabagismo
  • Uso de tamoxifeno ou raloxifeno
  • Gravidez e período pós-parto
  • Distúrbios de hipercoagulabilidade
  • Uso de cateter venoso central.

Por que preocupar-se com o idoso que viaja?
envelhecimento por si só é um fator de risco e quanto mais avançada a idade, maior a probabilidade. É frequente o idoso ter outros fatores de risco que se potencializam e aumentam a chance de um evento. Não é difícil imaginar uma pessoa idosa (> 60 a) com varizes, dificuldade de locomoção por doenças ortopédicas do joelho e/ou do quadril e portadora de uma doença oncogeriatrica.
A duração da viagem interfere na chance de eventos?
Quanto mais longa a viagem pior. Aquelas com duração superior a 4 horas tanto em avião, carro, ônibus ou trem são as mais preocupantes.
Quanto tempo depois da viagem pode surgir os sintomas?
Logo após o desembarque e até 4 a 8 semanas depois.
Por que se fala mais dessa situação nas viagens de avião?
Porque maior parte das pesquisas é feitas com indivíduos que utilizaram esse tipo de transporte. Viagens longas em transporte terrestre podem ser igualmente deletérias.
 O tamanho e o espaço entre os assentos faz diferença?
 Assentos altos não reguláveis e espaços pequenos entre a fileiras das aeronaves são fatores que podem contribuir para a formação do coágulo. Nas pessoas com menos de 1,60 m a parte anterior do assento pode comprimir a região poplítea (a parte posterior do joelho) dificultando o retorno venoso. Nos indivíduos com mais de 1,90 o pouco espaço entre os assentos dificulta a movimentação das pernas durante a viagem.
Quais os sintomas da trombose venosa e da embolia pulmonar?
Reconhecer os sintomas é muito importante, pois o inicio precoce do tratamento faz muita diferença.
Sintomas e sinais de trombose venosa

  • Aumento da temperatura na perna
  • Inchaço e rigidez na panturrilha (batata da perna)
  • Dor na panturrilha

Sintomas da embolia pulmonar

  • Falta de ar súbita
  • Dor no tórax de inicio súbito a inspiração
  • Desconforto ao respirar
  • Ansiedade e inquietação
  • Tosse com sangue
  • Dor e inchaço nas pernas (trombose prévia)

Infelizmente em 50% dos casos a trombose é assintomática e os sintomas de embolia inespecíficos.Ao suspeitar não negligencie e procure uma avaliação precoce.
 
Quais as medidas preventivas para viajantes de longas distâncias?
Especialmente os idosos devem consultar seu médico sobre a necessidade de meias elásticas e anticoagulantes.
Outras medidas preventivas são:

  •  Locomover-se durante o voo
  • Fazer exercícios musculares contraindo e relaxando a musculatura da panturrilha.
  • Tomar muito líquido para se hidratar evitar bebidas alcoólicas.
  • Preferir assento no corredor para não se inibir em levantar e caminhar.
  • Viajar com roupas confortáveis.
  • Evite usar indutores de sono para dormir durante o trajeto do voo.

Autor:
Dr. Marcos Galan Morillo -  CRM: 58571
Fontes:

  1. Amato, MCM, Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento
  2. Chandra D et al. Meta-analysis:travel and risk for venous thromboembolism. Ann Intern Med2009.
  3. Gavish I, Brenner B. Air travel and the risk of thromboembolism. Intern Emerg Med 2011.

 

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Entrevista na rádio sobre Reembolso Médico

qua, 02/18/2015 - 22:09

O que fazer quando um médico de confiança não está credenciado no plano de saúde contratado? Em alguns casos, é possível se consultar com o profissional e depois pedir reembolso pelo plano. Confira em que situações o ressarcimento é permitido. Entrevista com Dr Alexandre Amato sobre reembolso médico.

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O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal

seg, 02/09/2015 - 17:57

Quando se investiga uma doença no paciente que não tem sintomas deve-se eticamente considerar que:

  • A doença tenha alta taxa de mortalidade.
  • O exame utilizado para o diagnóstico seja bem aceito pelo paciente, eficaz e de custo razoável.
  • principalmente  que o tratamento da doença diagnosticada na fase pré-sintomática faça diferença real na vida da pessoa.

 
As duas principais organizações no mundo que definem as orientações para o rastreamento de doenças no paciente assintomático (check-up) são a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Canadian Task Force on Preventive Health Care (CTFPHC). São forças tarefas com diversos especialistas que revisam as melhores evidências científicas e determinam que exames devam ser realizados e em quais indivíduos.
Novamente na última recomendação da USPSTF publicada em 2014 a investigação do aneurisma da aorta abdominal é fortemente recomendada nos homens idosos (de 65 a 75 anos) fumantes.
Outros fatores de risco para essa doenças além do envelhecimento são:  doenças das artérias coronarianas, doença cerebrovascular, colesterol  elevado, obesidade, hipertensão arterial e história de outros aneursimas.
O exame para a detecção é a ultrassonografia com doppler, que é fácil de ser realizado, não traz desconforto para o paciente  e apresenta alta sensibilidade (94% a 100%) e especificidade (98 a 100%), ou seja,  detecta com segurança essa condição.
A grande vantagem do diagnóstico precoce do aneurisma da aorta abdominal é que a taxa de mortalidade na cirurgia eletiva é ao redor de 5% e na cirurgia de urgência de 21 a 76%. Ou seja descobrindo cedo, tratando cedo com o cirurgião vascular, melhores prognósticos.
 
Referências:
 
Moraes, IN Tratado de Clínica Cirúrgica
Amato, MCM, Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento
Internet Citation: Clinical Summary: Abdominal Aortic Aneurysm: Screening. U.S. Preventive Services Task Force. October 2014.
http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/ClinicalSummaryFinal/abdominalaorticaneurysmscreening

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Morillo.

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Arterite temporal

seg, 02/09/2015 - 17:44

A arterite temporal (AT) é considerada emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes.

O que é a arterite temporal?

Também chamada de arterite de células gigantes ou vasculite necrotizante é uma inflamação das artérias do sistema carotídeo, particularmente as artérias cranianas.

 Qual a população mais suscetível?

 A arterite temporal ocorre principalmente em idosos com mais de 70 anos e é um pouco mais comum nos indivíduos de pele branca e do sexo feminino.

Quais os sintomas da arterite temporal?

Em 70 a 90% dos pacientes o sintoma inicial é uma dor de cabeça latejante e continua na região temporal (parte lateral anterior do crânio ou “têmporas”).

Ocorre também diminuição, turvação e/ou perda fugaz da visão.

É comum esse quadro ser precedido de dor muscular e fraqueza na região dos ombros e membros superiores (polimialgia reumática).  Febre baixa e inapetência também podem estar presentes.

Como é feito o diagnóstico?

Após a suspeita clinica deve-se palpar a artéria temporal (foto) que pode estar mais grossa, dolorosa e com a pulsação ausente ou diminuída. Às vezes a dor piora com movimentação da mandíbula.  O exame que define do diagnóstico é a biópsia da artéria temporal que deve ser feita por um cirurgião vascular nas primeiras 48horas e analisada por um patologista.

O exame de hemossedimentação (VHS) é muito elevado (>100) e reforça o diagnóstico.

Qual o tratamento?

Para prevenir a cegueira o tratamento com corticosteroides deve ser iniciado assim que houver a suspeita clinica e em doses efetivas. Se não for possível realizar a biópsia prontamente o tratamento não deve ser adiado, mas a biópsia da artéria é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico e determinar o tempo de tratamento.

 

 

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Moriilo.

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Doutorado na USP

ter, 01/27/2015 - 10:17

Defesa de Doutorado do Dr Alexandre Amato ocorreu dia 26 de janeiro no Anfiteatro da Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Mais um passo na carreira acadêmica com êxito.

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Retrospectiva 2014

seg, 12/22/2014 - 18:23

O ano de 2014 ficará na história da equipe Amato. Tantas mudanças, tanto investimento de carinho e suor num projeto imenso para podermos melhor atender nossos pacientes. Foi um ano que deixou sua marca. E finalmente mudamos para Av Brasil, 2283. Ainda temos muito a fazer, mas para aqueles que sempre desejam melhorar, esse é um caminho sem fim.
Para o site não foi por menos. Mais de 215.446 visitas ao nosso conteúdo. Sempre buscando a melhor informação de saúde para você.
Artigos mais lidos em 2014 foram:

  1. Aplicação e Escleroterapia
  2. Perguntas Frequentes: Varizes e Vazinhos
  3. Perguntas Frequentes
  4. Trombose Venosa Profunda (TVP)
  5. O que é derrame?
  6. Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)
  7. O que é a Síndrome do Desfiladeiro Torácico?
  8. Dor nas pernas: pode refletir um problema vascular?
  9. Indicações de cirurgia vascular de carótidas
  10. Como é o pós-operatório da cirurgia de varizes?

Notamos que sempre varizes é uma preocupação maior, provavelmente pela prevalência na população. É uma doença que tem tanto um aspecto estético como funcional, então o envolvimento do cirurgião vascular é essencial para um bom resultado no tratamento. Além disso, notamos a trombose venosa profunda e a estenose carotídea como temas de destaque. Presenteamos os artigos mais lidos com vídeos explicativos, não perca. E Aproveite e curta nossa página no facebook.

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Como prevenir varizes?

dom, 12/07/2014 - 17:43

As varizes são veias superficiais que apresentam alguma alteração de circulação, estando mais dilatadas que o comum, marcando a pele e causando muitas vezes inchaço, queimação, dor e cansaço.

Quando existe o aparecimento de um desses sintomas, o principal procedimento é procurar um médico especialista, para uma melhor avaliação da inflamação e um esclarecimento sobre os tratamentos mais indicados.

De qualquer maneira, algumas dicas e medidas que podem ser tomadas para que se evite ou se retarde o aparecimento das varizes ou dos sintomas venosos. São elas:

Alimentação saudável: Consumir regularmente líquidos, ter uma alimentação rica em fibras, evitar o fumo e o sobrepeso ajudam a prevenir o aparecimento das varizes.

Manter uma rotina de exercícios: Caminhadas durante o dia, subir escadas ao invés de usar o elevador, se movimentar no trabalho, são exemplos que auxiliam na circulação sanguínea nas pernas; a prática da ginástica e da musculação, quando não exageradas e bem orientadas, também são bastante aconselháveis.

Uso de meias elásticas medicinais/ortopédicas: A compressão exercida por essas meias facilita o fluxo de sangue e evita inchaços. Quanto ao tamanho das meias é preciso ficar atento à medida da panturrilha da perna, evitando as que ficarem –muito apertadas. Meias terapêuticas são de indicação médica, e devem ser receitadas após consulta.

Uso de saltos moderados: O uso do salto alto é uma das maiores dúvidas entre as causas do aparecimentos das varizes. É preciso reconhecer que todo exagero pode causar problemas, assim, saltos muito altos e passar muito tempo com o mesmo calçado pode atrapalhar a circulação e também o movimento da panturrilha, assim, nada é proibido, mas cautelas são sempre importantes.

Relaxar as pernas: Deitar-se com as pernas elevadas é saudável. Deixar os pés mais altos que o coração auxilia o retorno venoso favorecendo uma melhor circulação sanguínea.

Através destas dicas e precauções, você prevenirá não apenas as varizes, mas terá uma vida mais saudável em todos os aspectos. E importante lembrar também sobre a importância de consultar um médico especialista que ajudará melhor na manutenção da sua saúde.

 

Já tínhamos falado sobre prevenção de varizes em 2011, mas não custa nada relembrar e reforçar os conceitos básicos de saúde das pernas.

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O que é vasculite?

qua, 12/03/2014 - 17:41

Vasculite ou angiite é o nome dado às inflamações ou necroses dos vasos sangüíneos. Seus danos causam estreitamento ou obstrução dos vasos, limitando ou até interrompendo o fluxo sanguíneo.

Causas

Diversos fatores podem ser responsáveis pela incidência das vasculites, como por exemplo, agentes infecciosos - bactérias, vírus, protozoário - que agem diretamente na parede do vaso; ou por medicamentos utilizados para combater tais agentes, como penicilina, quinina e antibióticos. Outro fator que causa vasculites é o uso de drogas ilícitas, como heroína e cocaína.

Sintomas

Com sintomas bastante variáveis, os exames realizados regularmente são a melhor opção para identificar e tratar a doença.

Febre de origem desconhecida, perda do apetite, fadiga, suores noturnos, dores nas articulações e músculos, além de pequenas lesões na pele, como nódulos ou úlceras - lesão superficial - podem ser alguns sinais, porém há casos em que o primeiro sintoma foi a necrose, estágio já avançado da inflamação que pode atingir praticamente todos os vasos do corpo humano.

Tratamento

É recomendável o acompanhamento de um especialista já nos primeiros sintomas, pois a  vasculite pode ser sinal para doenças mais graves, como a púrpura de Schönlein-Henoch (ou púrpura alérgica), doença do soro, periarterite nodosa, eritrema nodoso, arterite temporal ou doença de Buerger, a mais grave de todas, pois pode levar à grangena e até mesmo amputações.

Para o tratamento da vasculite é necessária a identificação do agente causador e assim administrado o uso de medicamentos antiinflamatórios, vasodilatadores, analgésicos ou anticoagulantes, e podendo, em casos mais graves, um tratamento cirúrgico ou endovascular ser o mais indicado.

Apesar de todos os cuidados, a vasculite é uma doença persistente e pode não responder corretamente aos tratamentos ou até mesmo aparecer novamente, mesmo depois de concluído o tratamento. Para um melhor acompanhamento desta doença, consultas regulares com profissionais especializados são indicadas.

Os especialistas na área são: angiologistas, cirurgiões vasculares e reumatologistas.

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ACP 2014 - 28˚ Congresso Internacional

seg, 11/17/2014 - 16:46

Compartilhando conhecimento sobre casos raros com os colegas americanos no American College of Phlebology, congresso internacional em Phoenix, Arizona.

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IX Congresso Brasileiro de Laser

sab, 11/01/2014 - 15:19

Compartilhando conhecimento sobre laser em varizes com colegas no IX Congresso Brasileiro de Laser. Aula sobre termoablação endovenosa de safenas. Mostramos a evolução do laser e as grandes vantagens do laser de 1470nm sobre o de 980nm.

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Retirada de cateter de quimioterapia

ter, 10/14/2014 - 17:49

Se tem um procedimento simples dentro da cirurgia vascular que é agradável de realizar é a retirada de um cateter de quimioterapia após o tratamento do câncer com êxito.
A passagem do cateter é um momento crítico, pois frequentemente vem acompanhado do diagnóstico do câncer, toda angústia e dúvida se aflora nesse procedimento, que é apenas um dos primeiros passos de uma grande batalha. O cirurgião vascular é um mero coadjuvante nessa doença, e quanto menos for necessário, melhor. Somos expectadores, participantes ocasionais, onde o maestro é o oncologista. Quer dizer que o cateter funcionando, não precisa de manutenção, não precisa do vascular. Mas, após vencida essa batalha, vem o momento da retirada do cateter, um momento único, e final da batalha. Tem um significado psicológico muito grande para o paciente, e é sempre bom participar desse momento: a guerra vencida. É um procedimento que o paciente realiza com prazer, pois sabe que não será necessário outro.

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Laser melhor que espuma e cirurgia

ter, 10/14/2014 - 17:35

Um artigo muito interessante saiu recentemente*, comparando as diversas modalidades de tratamento de varizes: espuma, cirurgia tradicional e cirurgia com laser.

Os resultados mostraram o que já sabemos: que todos os tratamentos funcionam e possuem boa eficácia. O tratamento que oferece menos complicações é a cirurgia a laser de varizes, e o tratamento que possui maior falha na oclusão das veias é a espuma.

As varizes e a insuficiência venosa são doenças crônicas, que podem causar dores, sensação de peso nas pernas e inchaço, mas além de tudo isso pode causar também uma queixa estética. Por isso é importante ao tratar a doença, escolher uma técnica que também ofereça um bom resultado estético. Consulte o cirurgião vascular com aptidão em todas as técnicas para saber qual a mais adequada no seu caso.

 

Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014): doi:10.1056/NEJMoa1400781.

 

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Pletismografia

qui, 07/10/2014 - 10:48

Pletismografia venosa de membros é um exame auxiliar muito importante para detectar insuficiência venosa e falha na bomba periférica. São dados muito úteis e que não se consegue com outros exames como a ecografia vascular. A pletismografia pertence ao laboratório vascular não invasivo. 

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Contato

ter, 05/20/2014 - 14:05

Entre em contato com o doutor.

Este portal não pretende realizar consultas, pareceres ou realizar diagnostico e tratamento via online. Consultas médicas não devem, e não podem ser realizadas via Internet. É vedado ao médico prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente. (Art. 114 do código de ética médica) É muito importante que os interessados entrem em contato com o seu médico de confiança. É preciso uma consulta presencial para estabelecer um bom tratamento.

Caso queira uma consulta, agende através deste formulário ou pelo telefone (11) 5053-2222.

nome * email * Cidade/Estado/País Local de atendimento Consultório Amato Consultório Albert Einstein Área de interesse Tratamento de varizes com laser / Endovascular Tratamento endovascular avançado de aneurismas Tratamento otimizado de estenose de carótidas Embolização de miomas Outros observação * CAPTCHAEsse desafio é para nos certificar que você é um visitante humano e serve para evitar que envios sejam realizados por scripts automatizados de SPAM. Qual é a sequência na imagem? * Digite o texto exibido na imagem.
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Você conhece o Bypass arterial?

qua, 04/30/2014 - 16:34

A cirurgia de ponte, ou Bypass, consiste na construção de um novo caminho para o fluxo de sangue através de um enxerto, que pode ser uma parte de uma das veias ou um tubo sintético conectado acima e abaixo de um bloqueio, permitindo que o sangue flua, contornando a lesão.

O Bypass é realizado quando a lesão aterosclerótica atinge a Aorta, as artérias Ilíacas ou artérias da perna. O procedimento pode ser realizado, no tratamento da Doença Arterial Periférica (DAP), quando o tubo é implantado em artérias das pernas ou mesmo dos braços. É uma das possibilidades de tratamento, visto que as angioplastias têm evoluido rapidamente.

Os sintomas podem ser identificados através de membros frios, perda de pelos, dores nos braços ou pernas durante atividades físicas (claudicação) ou, em casos mais graves, o desenvolvimento de úlceras que não cicatrizam ou gangrena (morte do tecido).

Para localizar o bloqueio e escolher os melhores lugares para conectar o enxerto, alguns testes podem ser realizados, como:

Os fatores de risco para a doença e que também são responsáveis por um resultado não desejado após a cirurgia são:

Por isso, o tratamento dessas doenças também deve ser realizado antes da realização da cirurgia.

A duração da hospitalização normalmente varia de 5 a 10 dias e os cuidados no pós-operatório baseiam-se em curativos, medicamentos e injeções de anticoagulante. Após a alta, consultas médicas são indicadas para o acompanhamento da evolução da doença.

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O que é Doença Arterial Periférica (DAP)?

qua, 04/16/2014 - 16:52

As artérias levam o sangue rico em oxigênio e nutrientes do seu coração para o resto do corpo. Quando as artérias das pernas ficam bloqueadas, as pernas não recebem sangue ou oxigênio suficiente, e você pode ter uma condição chamada de doença arterial periférica (DAP). Menos comum, mas também possível, pode acorrer o bloqueio de artérias nos braços.

 

Normalmente, as artérias são lisas e sem obstáculos no interior, mas podem tornar-se bloqueadas, causando inclusive o endurecimento das mesmas pelo acúmulo de gordura e tecido fibroso. Quando esse bloqueio acontece, o fluxo é reduzido causando a falta ou diminuição de oxigênio levado até as pernas e braços.

 

A DAP é mais comum em homens idosos; mas fumar, ter pressão alta, diabetes e níveis altos de colesterol, aumentam as chances de desenvolver a doença mais cedo.

 

Para identificá-la, alguns sintomas são as dores e o desconforto na região dos quadris, nádegas, coxas, joelhos, canelas e pés, que acontecem no movimento e param quando se descansa; cãibras, peso ou fraqueza nos membros também podem ser indícios.

 

Na doença arterial periférica grave, pode haver o desenvolvimento de úlceras dolorosas nos dedos ou pés, e caso a circulação não melhore, as úlceras podem trazer feridas e até tornar-se tecido morto (gangrena).

 

Para tratar a DAP, o principal é a mudança no estilo de vida, buscando uma alimentação saudável e a prática de exercícios assistidos, mas há outros procedimentos, como:

  • Medicação;  
  • Angioplastia e implante de stent;
  • Cirurgia Bypass;
  • Endarterectomia;
  • Amputação (em casos extremos).

 

O diagnóstico precoce e o tratamento é importante, afim de evitar um risco maior como a perda de membros, ou ainda um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

 

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Dissecção aórtica, o que é isso?

ter, 03/18/2014 - 15:20

Os vasos sanguíneos que levam o sangue do coração, rico em oxigênio, para o restante do corpo são chamados artérias. As artérias aumentam e diminuem de tamanho, são muito elásticas e comportam mais ou menos sangue conforme necessário. A aorta, que sai diretamente do coração, é a maior artéria do corpo e é dela que saem todas as outras artérias.

Esses vasos são como tubos compostos por três camadas que lhes dão força e elasticidade (íntima, média e adventícia). As camadas são bem unidas entre si, de modo que o sangue passa apenas por dentro do tubo (chamada luz do vaso).

Mas, existe um fenômeno em que a camada que reveste a parte de dentro do vaso se separa das outras duas que continuam unidas. Essa separação permite que o sangue, que antes circulava apenas pela luz do vaso, agora circule também nesse novo espaço (de fundo cego) que se abriu entre as camadas; a esse fenômeno dá-se o nome de dissecção; quando acontece com a artéria aorta é chamada de dissecção aórtica. É um delaminamento, ou seja, uma separação das camadas das artérias, que passa a levar o sangue pelo caminho errado.

Na grande maioria dos casos, a dissecção acontece devido à pressão arterial alta e à presença de placas de aterosclerose (resultantes do acúmulo de gordura nos vasos). Além disso, algumas doenças genéticas também podem colaborar para que ocorra esse fenômeno (Síndrome de MarfanEhler-Danlos e outras).

Por ser a artéria principal, ou seja a origem de todas as outras artérias, dependendo do ponto em que a aorta é acometida, a pessoa pode apresentar diferentes sintomas: pode ter uma dor intensa nas costas ou no peito, sentir falta de ar, desmaio, paralisia, parecendo muitas vezes um infarto do coração ou um derrame cerebral, dor nas pernas, e pode também apresentar pressão alta ou baixa. 

Essa condição é uma emergência médica muito grave que exige imediato tratamento hospitalar, algumas vezes necessitando cirurgia. É preciso avaliação imediata por um cirurgião vascular e endovascular para definir a necessidade de tratamento cirúrgico ou clínico.





 

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TEP, o que é isso?

ter, 03/18/2014 - 15:09

Tromboembolismo pulmonar (TEP) ou embolia pulmonar é um fenômeno que pode ocorrer devido à presença de um trombo nas veias, principalmente nas das pernas; as veias são os vasos sanguíneos que levam o sangue usado pelo corpo de volta ao coração, de onde é levado ao pulmão, local em que será enriquecido com oxigênio novamente.

Trombos são coágulos/plaquinhas formadas de células sanguíneas, plaquetas (responsáveis pela cicatrização das lesões) e proteínas. Eles são formados quando o organismo recebe um estímulo para fazer a coagulação de um vaso sanguíneo, é um evento que serve para controlar os sangramentos. Mas, quando o estímulo é excessivo ou surge mesmo sem ter havido uma lesão, esse “tratamento” natural do organismo pode ser danoso.

O local onde são formados com mais frequência é na panturrilha (batata da perna) e, uma vez formados, os trombos podem crescer dentro dos vasos e impedir completamente a passagem do sangue, podendo inclusive, muito raramente, levar à morte das células e dos tecidos e à perda do membro (Phlegmasia cerulea dolens).

Se um pedacinho do trombo se solta, ele muda de nome e passa a ser chamado de êmbolo e pode alcançar o coração. Do coração, ele alcança a artéria que irriga o pulmão, impedindo a passagem de sangue para esse órgão. Esse fenômeno é chamado de embolia pulmonar ou TEP e é muito grave.

A pessoa com TEP sente uma súbita falta de ar. Pode sentir também dor e chiado no peito, respiração rápida e tosse, que pode vir acompanhada de escarro com sangue; dor, palidez e formigamento. Sintomas que indicam que há um trombo nas pernas, também podem estar presentes. Além disso, o TEP é uma emergência médica, portanto a pessoa acometida deve ser levada prontamente a um hospital para tratamento.

Para ajudar a prevenir esse fenômeno, deve-se ter cuidado com situações que ajudam o sangue a ficar parado nas pernas, sem circular. No caso de pós-operatórios, o médico deve orientar a movimentação precoce e outras medidas de prevenção. Outras situações que necessitem de repouso, como viagens prolongadas, uso de cadeira de rodas, e outras também são fatores de risco. Pessoas muito obesas, ou com acometimento grave de varizes e mulheres que acabaram de ganhar bebê também estão sujeitos a risco aumentado. A presença de algumas doenças cardíacas e/ou renais e o uso de anticoncepcionais orais também podem colaborar com a doença.

O uso de meias elásticas de compressão, em pessoas que são propensas a esses eventos e que possuem fatores de risco, é uma medida de grande valia nessas horas e deve ser indicada pelo médico especialista. O mau uso da meia elástica também pode ser prejudicial. O ideal é procurar um médico cirurgião vascular que possa avaliar os riscos individuais e orientar sobre quais as melhores condutas a serem tomadas.

 

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Entendendo o seu corpo: o sistema vascular

qua, 12/04/2013 - 20:56

O sistema cardiovascular é composto por diferentes sistemas: o das veias (venoso), o das artérias (arterial), o dos vasos linfáticos (sistema linfático), os pequenos vasos de troca (capilares da microcirculação) e o coração. Quando se fala sobre esse sistema no dia a dia é muito comum a confusão entre alguns desses termos. A sua compreensão torna muito mais fácil o entendimento do funcionamento do corpo e  como atuam algumas doenças muito comuns.
O coração é a grande bomba responsável por enviar o sangue rico em oxigênio para todas as partes do corpo, que dependem dele para viver. Ele é um órgão muscular que tem a capacidade de gerar o seu ritmo de forma independente do nosso cérebro, por meio de uma corrente elétrica que ele mesmo produz. O marca-passo, por exemplo, é um dispositivo que gera estímulo elétrico para o coração quando ele não consegue mais fazer isso de forma correta - como em pessoas que sofrem de arritmia.
Assim como outros músculos, o coração contrai e relaxa (nesse caso sem o nosso controle). Quando ele contrai, o sangue é levado ao corpo; quando ele relaxa, é preenchido pelo sangue que volta do corpo pelo sistema venoso.
Para o fluxo alcançar todos os órgãos sai uma grande artéria do coração: a artéria aorta. Ela vai se dividindo em ramos cada vez menores para alcançar todas as partes do corpo. A dilatação e a contração das artérias permitem que a pressão sanguínea mude. Em certas regiões elas se tornam bem superficiais e podem ser sentidas pela palpação, como, por exemplo, a do pulso, a do punho e a do pescoço. Cada vez que o coração contrai, as artérias são preenchidas por sangue e é isso que sentimos.
Quando alcançam o seu destino, as artérias já estão bem pequenas e se unem a pequenas veias ali presentes por intermédio dos capilares (microcirculação). As veias vão até o coração carregando sangue agora pobre em oxigênio (que foi consumido pelas células) e rico em gás carbônico (que é o resultado do metabolismo das células, isto é, de suas reações químicas básicas); as pequenas veias vão se unindo nesse caminho e uma única grande veia entra no coração: a veia cava. A musculatura da panturrilha (a batata da perna) facilita o retorno do sangue ao coração, pois pressiona as veias ali presentes.
Já o sistema linfático é composto de vasos e órgãos (baço e linfonodos) que têm como funções principais remover excesso de líquido e substâncias presentes nos tecidos que não foram captados pelas veias. Comunicam-se com o coração, ligando-se na região do pescoço por meio do sistema venoso. Se um vaso linfático é obstruído, surge o edema (ou inchaço localizado); os linfonodos produzem células de defesa do corpo e é por isso que durante uma infecção é possível senti-los aumentados de tamanho (chamados popularmente de ínguas).
Em outras palavras, as artérias vão do coração para o corpo nutrindo as células e as veias fazem o caminho inverso levando o sangue “usado” de volta para o coração. Mas o que acontece ali no coração? Ali há comunicação dele com o pulmão, também por meio de veias e artérias. Essa comunicação permite que o pulmão elimine gás carbônico e oxigene novamente o sangue (graças a nossa respiração), enviando de volta para o coração um sangue “novo”, que possa ser levado mais uma vez das artérias ao corpo, dando continuidade a esse magnífico circuito...

 

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Entendendo o seu corpo: a doença venosa

qua, 12/04/2013 - 20:50

As veias são vasos que levam o sangue do corpo ao coração. O sangue é enriquecido com oxigênio pelos pulmões e, posteriormente, levado de volta ao corpo para nutri-lo. Dessa forma o sentido do seu percurso pelas veias se dá contra a gravidade, de baixo para cima.
Para que seja levado ao coração sem retornar ao ponto de origem (aos pés, por exemplo), as veias possuem válvulas no seu interior – elas impedem o refluxo do sangue. Os músculos possuem um papel importante nesse processo, pois quando contraem impulsionam o sangue presente nas veias no sentido do coração. É por isso que a caminhada ajuda na circulação sanguínea, pois permite a contração dos músculos, principalmente os da perna, facilitando esse processo; existe também uma importante rede de veias na planta dos pés que permite que, a cada passo, o sangue também seja levado de volta.
Há certos problemas que podem acontecer com essas válvulas que fazem com que elas não funcionem direito. Qual é o resultado disso? O sangue se acumula nas veias, e não retorna ao coração. É a chamada insuficiência venosa, que pode se manifestar de diferentes formas. Podemos observar pequenos vasinhos avermelhados dilatados na pele (telangiectasias), que não causam sintomas, ou varizes. Essas últimas representam os vasos tortos, dilatados e com sangue acumulado, sendo vistas pela pele com uma coloração mais roxa ou azul. Elas também podem chegar a provocar dor e inchaço. 
Casos mais complicados causam alterações na qualidade da pele, levando ao seu endurecimento e à presença de manchas escurecidas. Esse estágio ainda pode progredir para a formação de úlceras, que são feridas que ficam localizadas normalmente em uma região mais próxima ao tornozelo; elas podem provocar dor, coceira e uma sensação de peso nas pernas.
A gestação é uma causa conhecida para a formação de varizes, assim como trabalhar muito tempo em pé, pois são situações que dificultam o retorno do sangue ao coração, facilitando o seu acúmulo, o que pode danificar as válvulas. A atividade física, pelo contrário, facilita o trabalho das veias, assim, se for necessário permanecer muito tempo em pé, é importante se movimentar - caminhando de um lado para outro, por exemplo. A idade mais avançada, a obesidade e o histórico familiar de insuficiência venosa também são fatores de risco.
É aconselhável procurar um especialista para avaliar a presença de insuficiência venosa, pois existem diferentes terapias e orientações que podem ser oferecidas nos diferentes estágios de evolução da doença, mas é importante saber que cada paciente apresenta uma necessidade diferente e, portanto, o tratamento deverá ser personalizado.

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