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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 2 horas 57 minutos atrás

Como prevenir varizes?

dom, 12/07/2014 - 17:43

As varizes são veias superficiais que apresentam alguma alteração de circulação, estando mais dilatadas que o comum, marcando a pele e causando muitas vezes inchaço, queimação, dor e cansaço.

Quando existe o aparecimento de um desses sintomas, o principal procedimento é procurar um médico especialista, para uma melhor avaliação da inflamação e um esclarecimento sobre os tratamentos mais indicados.

De qualquer maneira, algumas dicas e medidas que podem ser tomadas para que se evite ou se retarde o aparecimento das varizes ou dos sintomas venosos. São elas:

Alimentação saudável: Consumir regularmente líquidos, ter uma alimentação rica em fibras, evitar o fumo e o sobrepeso ajudam a prevenir o aparecimento das varizes.

Manter uma rotina de exercícios: Caminhadas durante o dia, subir escadas ao invés de usar o elevador, se movimentar no trabalho, são exemplos que auxiliam na circulação sanguínea nas pernas; a prática da ginástica e da musculação, quando não exageradas e bem orientadas, também são bastante aconselháveis.

Uso de meias elásticas medicinais/ortopédicas: A compressão exercida por essas meias facilita o fluxo de sangue e evita inchaços. Quanto ao tamanho das meias é preciso ficar atento à medida da panturrilha da perna, evitando as que ficarem –muito apertadas. Meias terapêuticas são de indicação médica, e devem ser receitadas após consulta.

Uso de saltos moderados: O uso do salto alto é uma das maiores dúvidas entre as causas do aparecimentos das varizes. É preciso reconhecer que todo exagero pode causar problemas, assim, saltos muito altos e passar muito tempo com o mesmo calçado pode atrapalhar a circulação e também o movimento da panturrilha, assim, nada é proibido, mas cautelas são sempre importantes.

Relaxar as pernas: Deitar-se com as pernas elevadas é saudável. Deixar os pés mais altos que o coração auxilia o retorno venoso favorecendo uma melhor circulação sanguínea.

Através destas dicas e precauções, você prevenirá não apenas as varizes, mas terá uma vida mais saudável em todos os aspectos. E importante lembrar também sobre a importância de consultar um médico especialista que ajudará melhor na manutenção da sua saúde.

 

Já tínhamos falado sobre prevenção de varizes em 2011, mas não custa nada relembrar e reforçar os conceitos básicos de saúde das pernas.

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O que é vasculite?

qua, 12/03/2014 - 17:41

Vasculite ou angiite é o nome dado às inflamações ou necroses dos vasos sangüíneos. Seus danos causam estreitamento ou obstrução dos vasos, limitando ou até interrompendo o fluxo sanguíneo.

Causas

Diversos fatores podem ser responsáveis pela incidência das vasculites, como por exemplo, agentes infecciosos - bactérias, vírus, protozoário - que agem diretamente na parede do vaso; ou por medicamentos utilizados para combater tais agentes, como penicilina, quinina e antibióticos. Outro fator que causa vasculites é o uso de drogas ilícitas, como heroína e cocaína.

Sintomas

Com sintomas bastante variáveis, os exames realizados regularmente são a melhor opção para identificar e tratar a doença.

Febre de origem desconhecida, perda do apetite, fadiga, suores noturnos, dores nas articulações e músculos, além de pequenas lesões na pele, como nódulos ou úlceras - lesão superficial - podem ser alguns sinais, porém há casos em que o primeiro sintoma foi a necrose, estágio já avançado da inflamação que pode atingir praticamente todos os vasos do corpo humano.

Tratamento

É recomendável o acompanhamento de um especialista já nos primeiros sintomas, pois a  vasculite pode ser sinal para doenças mais graves, como a púrpura de Schönlein-Henoch (ou púrpura alérgica), doença do soro, periarterite nodosa, eritrema nodoso, arterite temporal ou doença de Buerger, a mais grave de todas, pois pode levar à grangena e até mesmo amputações.

Para o tratamento da vasculite é necessária a identificação do agente causador e assim administrado o uso de medicamentos antiinflamatórios, vasodilatadores, analgésicos ou anticoagulantes, e podendo, em casos mais graves, um tratamento cirúrgico ou endovascular ser o mais indicado.

Apesar de todos os cuidados, a vasculite é uma doença persistente e pode não responder corretamente aos tratamentos ou até mesmo aparecer novamente, mesmo depois de concluído o tratamento. Para um melhor acompanhamento desta doença, consultas regulares com profissionais especializados são indicadas.

Os especialistas na área são: angiologistas, cirurgiões vasculares e reumatologistas.

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ACP 2014 - 28˚ Congresso Internacional

seg, 11/17/2014 - 16:46

Compartilhando conhecimento sobre casos raros com os colegas americanos no American College of Phlebology, congresso internacional em Phoenix, Arizona.

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IX Congresso Brasileiro de Laser

sab, 11/01/2014 - 15:19

Compartilhando conhecimento sobre laser em varizes com colegas no IX Congresso Brasileiro de Laser. Aula sobre termoablação endovenosa de safenas. Mostramos a evolução do laser e as grandes vantagens do laser de 1470nm sobre o de 980nm.

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Retirada de cateter de quimioterapia

ter, 10/14/2014 - 17:49

Se tem um procedimento simples dentro da cirurgia vascular que é agradável de realizar é a retirada de um cateter de quimioterapia após o tratamento do câncer com êxito.
A passagem do cateter é um momento crítico, pois frequentemente vem acompanhado do diagnóstico do câncer, toda angústia e dúvida se aflora nesse procedimento, que é apenas um dos primeiros passos de uma grande batalha. O cirurgião vascular é um mero coadjuvante nessa doença, e quanto menos for necessário, melhor. Somos expectadores, participantes ocasionais, onde o maestro é o oncologista. Quer dizer que o cateter funcionando, não precisa de manutenção, não precisa do vascular. Mas, após vencida essa batalha, vem o momento da retirada do cateter, um momento único, e final da batalha. Tem um significado psicológico muito grande para o paciente, e é sempre bom participar desse momento: a guerra vencida. É um procedimento que o paciente realiza com prazer, pois sabe que não será necessário outro.

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Laser melhor que espuma e cirurgia

ter, 10/14/2014 - 17:35

Um artigo muito interessante saiu recentemente*, comparando as diversas modalidades de tratamento de varizes: espuma, cirurgia tradicional e cirurgia com laser.

Os resultados mostraram o que já sabemos: que todos os tratamentos funcionam e possuem boa eficácia. O tratamento que oferece menos complicações é a cirurgia a laser de varizes, e o tratamento que possui maior falha na oclusão das veias é a espuma.

As varizes e a insuficiência venosa são doenças crônicas, que podem causar dores, sensação de peso nas pernas e inchaço, mas além de tudo isso pode causar também uma queixa estética. Por isso é importante ao tratar a doença, escolher uma técnica que também ofereça um bom resultado estético. Consulte o cirurgião vascular com aptidão em todas as técnicas para saber qual a mais adequada no seu caso.

 

Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014): doi:10.1056/NEJMoa1400781.

 

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Pletismografia

qui, 07/10/2014 - 10:48

Pletismografia venosa de membros é um exame auxiliar muito importante para detectar insuficiência venosa e falha na bomba periférica. São dados muito úteis e que não se consegue com outros exames como a ecografia vascular. A pletismografia pertence ao laboratório vascular não invasivo. 

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Contato

ter, 05/20/2014 - 14:05

Entre em contato com o doutor.

Este portal não pretende realizar consultas, pareceres ou realizar diagnostico e tratamento via online. Consultas médicas não devem, e não podem ser realizadas via Internet. É vedado ao médico prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente. (Art. 114 do código de ética médica) É muito importante que os interessados entrem em contato com o seu médico de confiança. É preciso uma consulta presencial para estabelecer um bom tratamento.

Caso queira uma consulta, agende através deste formulário ou pelo telefone (11) 5053-2222.

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Você conhece o Bypass arterial?

qua, 04/30/2014 - 16:34

A cirurgia de ponte, ou Bypass, consiste na construção de um novo caminho para o fluxo de sangue através de um enxerto, que pode ser uma parte de uma das veias ou um tubo sintético conectado acima e abaixo de um bloqueio, permitindo que o sangue flua, contornando a lesão.

O Bypass é realizado quando a lesão aterosclerótica atinge a Aorta, as artérias Ilíacas ou artérias da perna. O procedimento pode ser realizado, no tratamento da Doença Arterial Periférica (DAP), quando o tubo é implantado em artérias das pernas ou mesmo dos braços. É uma das possibilidades de tratamento, visto que as angioplastias têm evoluido rapidamente.

Os sintomas podem ser identificados através de membros frios, perda de pelos, dores nos braços ou pernas durante atividades físicas (claudicação) ou, em casos mais graves, o desenvolvimento de úlceras que não cicatrizam ou gangrena (morte do tecido).

Para localizar o bloqueio e escolher os melhores lugares para conectar o enxerto, alguns testes podem ser realizados, como:

Os fatores de risco para a doença e que também são responsáveis por um resultado não desejado após a cirurgia são:

Por isso, o tratamento dessas doenças também deve ser realizado antes da realização da cirurgia.

A duração da hospitalização normalmente varia de 5 a 10 dias e os cuidados no pós-operatório baseiam-se em curativos, medicamentos e injeções de anticoagulante. Após a alta, consultas médicas são indicadas para o acompanhamento da evolução da doença.

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O que é Doença Arterial Periférica (DAP)?

qua, 04/16/2014 - 16:52

As artérias levam o sangue rico em oxigênio e nutrientes do seu coração para o resto do corpo. Quando as artérias das pernas ficam bloqueadas, as pernas não recebem sangue ou oxigênio suficiente, e você pode ter uma condição chamada de doença arterial periférica (DAP). Menos comum, mas também possível, pode acorrer o bloqueio de artérias nos braços.

 

Normalmente, as artérias são lisas e sem obstáculos no interior, mas podem tornar-se bloqueadas, causando inclusive o endurecimento das mesmas pelo acúmulo de gordura e tecido fibroso. Quando esse bloqueio acontece, o fluxo é reduzido causando a falta ou diminuição de oxigênio levado até as pernas e braços.

 

A DAP é mais comum em homens idosos; mas fumar, ter pressão alta, diabetes e níveis altos de colesterol, aumentam as chances de desenvolver a doença mais cedo.

 

Para identificá-la, alguns sintomas são as dores e o desconforto na região dos quadris, nádegas, coxas, joelhos, canelas e pés, que acontecem no movimento e param quando se descansa; cãibras, peso ou fraqueza nos membros também podem ser indícios.

 

Na doença arterial periférica grave, pode haver o desenvolvimento de úlceras dolorosas nos dedos ou pés, e caso a circulação não melhore, as úlceras podem trazer feridas e até tornar-se tecido morto (gangrena).

 

Para tratar a DAP, o principal é a mudança no estilo de vida, buscando uma alimentação saudável e a prática de exercícios assistidos, mas há outros procedimentos, como:

  • Medicação;  
  • Angioplastia e implante de stent;
  • Cirurgia Bypass;
  • Endarterectomia;
  • Amputação (em casos extremos).

 

O diagnóstico precoce e o tratamento é importante, afim de evitar um risco maior como a perda de membros, ou ainda um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

 

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Dissecção aórtica, o que é isso?

ter, 03/18/2014 - 15:20

Os vasos sanguíneos que levam o sangue do coração, rico em oxigênio, para o restante do corpo são chamados artérias. As artérias aumentam e diminuem de tamanho, são muito elásticas e comportam mais ou menos sangue conforme necessário. A aorta, que sai diretamente do coração, é a maior artéria do corpo e é dela que saem todas as outras artérias.

Esses vasos são como tubos compostos por três camadas que lhes dão força e elasticidade (íntima, média e adventícia). As camadas são bem unidas entre si, de modo que o sangue passa apenas por dentro do tubo (chamada luz do vaso).

Mas, existe um fenômeno em que a camada que reveste a parte de dentro do vaso se separa das outras duas que continuam unidas. Essa separação permite que o sangue, que antes circulava apenas pela luz do vaso, agora circule também nesse novo espaço (de fundo cego) que se abriu entre as camadas; a esse fenômeno dá-se o nome de dissecção; quando acontece com a artéria aorta é chamada de dissecção aórtica. É um delaminamento, ou seja, uma separação das camadas das artérias, que passa a levar o sangue pelo caminho errado.

Na grande maioria dos casos, a dissecção acontece devido à pressão arterial alta e à presença de placas de aterosclerose (resultantes do acúmulo de gordura nos vasos). Além disso, algumas doenças genéticas também podem colaborar para que ocorra esse fenômeno (Síndrome de MarfanEhler-Danlos e outras).

Por ser a artéria principal, ou seja a origem de todas as outras artérias, dependendo do ponto em que a aorta é acometida, a pessoa pode apresentar diferentes sintomas: pode ter uma dor intensa nas costas ou no peito, sentir falta de ar, desmaio, paralisia, parecendo muitas vezes um infarto do coração ou um derrame cerebral, dor nas pernas, e pode também apresentar pressão alta ou baixa. 

Essa condição é uma emergência médica muito grave que exige imediato tratamento hospitalar, algumas vezes necessitando cirurgia. É preciso avaliação imediata por um cirurgião vascular e endovascular para definir a necessidade de tratamento cirúrgico ou clínico.





 

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TEP, o que é isso?

ter, 03/18/2014 - 15:09

Tromboembolismo pulmonar (TEP) ou embolia pulmonar é um fenômeno que pode ocorrer devido à presença de um trombo nas veias, principalmente nas das pernas; as veias são os vasos sanguíneos que levam o sangue usado pelo corpo de volta ao coração, de onde é levado ao pulmão, local em que será enriquecido com oxigênio novamente.

Trombos são coágulos/plaquinhas formadas de células sanguíneas, plaquetas (responsáveis pela cicatrização das lesões) e proteínas. Eles são formados quando o organismo recebe um estímulo para fazer a coagulação de um vaso sanguíneo, é um evento que serve para controlar os sangramentos. Mas, quando o estímulo é excessivo ou surge mesmo sem ter havido uma lesão, esse “tratamento” natural do organismo pode ser danoso.

O local onde são formados com mais frequência é na panturrilha (batata da perna) e, uma vez formados, os trombos podem crescer dentro dos vasos e impedir completamente a passagem do sangue, podendo inclusive, muito raramente, levar à morte das células e dos tecidos e à perda do membro (Phlegmasia cerulea dolens).

Se um pedacinho do trombo se solta, ele muda de nome e passa a ser chamado de êmbolo e pode alcançar o coração. Do coração, ele alcança a artéria que irriga o pulmão, impedindo a passagem de sangue para esse órgão. Esse fenômeno é chamado de embolia pulmonar ou TEP e é muito grave.

A pessoa com TEP sente uma súbita falta de ar. Pode sentir também dor e chiado no peito, respiração rápida e tosse, que pode vir acompanhada de escarro com sangue; dor, palidez e formigamento. Sintomas que indicam que há um trombo nas pernas, também podem estar presentes. Além disso, o TEP é uma emergência médica, portanto a pessoa acometida deve ser levada prontamente a um hospital para tratamento.

Para ajudar a prevenir esse fenômeno, deve-se ter cuidado com situações que ajudam o sangue a ficar parado nas pernas, sem circular. No caso de pós-operatórios, o médico deve orientar a movimentação precoce e outras medidas de prevenção. Outras situações que necessitem de repouso, como viagens prolongadas, uso de cadeira de rodas, e outras também são fatores de risco. Pessoas muito obesas, ou com acometimento grave de varizes e mulheres que acabaram de ganhar bebê também estão sujeitos a risco aumentado. A presença de algumas doenças cardíacas e/ou renais e o uso de anticoncepcionais orais também podem colaborar com a doença.

O uso de meias elásticas de compressão, em pessoas que são propensas a esses eventos e que possuem fatores de risco, é uma medida de grande valia nessas horas e deve ser indicada pelo médico especialista. O mau uso da meia elástica também pode ser prejudicial. O ideal é procurar um médico cirurgião vascular que possa avaliar os riscos individuais e orientar sobre quais as melhores condutas a serem tomadas.

 

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Entendendo o seu corpo: o sistema vascular

qua, 12/04/2013 - 20:56

O sistema cardiovascular é composto por diferentes sistemas: o das veias (venoso), o das artérias (arterial), o dos vasos linfáticos (sistema linfático), os pequenos vasos de troca (capilares da microcirculação) e o coração. Quando se fala sobre esse sistema no dia a dia é muito comum a confusão entre alguns desses termos. A sua compreensão torna muito mais fácil o entendimento do funcionamento do corpo e  como atuam algumas doenças muito comuns.
O coração é a grande bomba responsável por enviar o sangue rico em oxigênio para todas as partes do corpo, que dependem dele para viver. Ele é um órgão muscular que tem a capacidade de gerar o seu ritmo de forma independente do nosso cérebro, por meio de uma corrente elétrica que ele mesmo produz. O marca-passo, por exemplo, é um dispositivo que gera estímulo elétrico para o coração quando ele não consegue mais fazer isso de forma correta - como em pessoas que sofrem de arritmia.
Assim como outros músculos, o coração contrai e relaxa (nesse caso sem o nosso controle). Quando ele contrai, o sangue é levado ao corpo; quando ele relaxa, é preenchido pelo sangue que volta do corpo pelo sistema venoso.
Para o fluxo alcançar todos os órgãos sai uma grande artéria do coração: a artéria aorta. Ela vai se dividindo em ramos cada vez menores para alcançar todas as partes do corpo. A dilatação e a contração das artérias permitem que a pressão sanguínea mude. Em certas regiões elas se tornam bem superficiais e podem ser sentidas pela palpação, como, por exemplo, a do pulso, a do punho e a do pescoço. Cada vez que o coração contrai, as artérias são preenchidas por sangue e é isso que sentimos.
Quando alcançam o seu destino, as artérias já estão bem pequenas e se unem a pequenas veias ali presentes por intermédio dos capilares (microcirculação). As veias vão até o coração carregando sangue agora pobre em oxigênio (que foi consumido pelas células) e rico em gás carbônico (que é o resultado do metabolismo das células, isto é, de suas reações químicas básicas); as pequenas veias vão se unindo nesse caminho e uma única grande veia entra no coração: a veia cava. A musculatura da panturrilha (a batata da perna) facilita o retorno do sangue ao coração, pois pressiona as veias ali presentes.
Já o sistema linfático é composto de vasos e órgãos (baço e linfonodos) que têm como funções principais remover excesso de líquido e substâncias presentes nos tecidos que não foram captados pelas veias. Comunicam-se com o coração, ligando-se na região do pescoço por meio do sistema venoso. Se um vaso linfático é obstruído, surge o edema (ou inchaço localizado); os linfonodos produzem células de defesa do corpo e é por isso que durante uma infecção é possível senti-los aumentados de tamanho (chamados popularmente de ínguas).
Em outras palavras, as artérias vão do coração para o corpo nutrindo as células e as veias fazem o caminho inverso levando o sangue “usado” de volta para o coração. Mas o que acontece ali no coração? Ali há comunicação dele com o pulmão, também por meio de veias e artérias. Essa comunicação permite que o pulmão elimine gás carbônico e oxigene novamente o sangue (graças a nossa respiração), enviando de volta para o coração um sangue “novo”, que possa ser levado mais uma vez das artérias ao corpo, dando continuidade a esse magnífico circuito...

 

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Entendendo o seu corpo: a doença venosa

qua, 12/04/2013 - 20:50

As veias são vasos que levam o sangue do corpo ao coração. O sangue é enriquecido com oxigênio pelos pulmões e, posteriormente, levado de volta ao corpo para nutri-lo. Dessa forma o sentido do seu percurso pelas veias se dá contra a gravidade, de baixo para cima.
Para que seja levado ao coração sem retornar ao ponto de origem (aos pés, por exemplo), as veias possuem válvulas no seu interior – elas impedem o refluxo do sangue. Os músculos possuem um papel importante nesse processo, pois quando contraem impulsionam o sangue presente nas veias no sentido do coração. É por isso que a caminhada ajuda na circulação sanguínea, pois permite a contração dos músculos, principalmente os da perna, facilitando esse processo; existe também uma importante rede de veias na planta dos pés que permite que, a cada passo, o sangue também seja levado de volta.
Há certos problemas que podem acontecer com essas válvulas que fazem com que elas não funcionem direito. Qual é o resultado disso? O sangue se acumula nas veias, e não retorna ao coração. É a chamada insuficiência venosa, que pode se manifestar de diferentes formas. Podemos observar pequenos vasinhos avermelhados dilatados na pele (telangiectasias), que não causam sintomas, ou varizes. Essas últimas representam os vasos tortos, dilatados e com sangue acumulado, sendo vistas pela pele com uma coloração mais roxa ou azul. Elas também podem chegar a provocar dor e inchaço. 
Casos mais complicados causam alterações na qualidade da pele, levando ao seu endurecimento e à presença de manchas escurecidas. Esse estágio ainda pode progredir para a formação de úlceras, que são feridas que ficam localizadas normalmente em uma região mais próxima ao tornozelo; elas podem provocar dor, coceira e uma sensação de peso nas pernas.
A gestação é uma causa conhecida para a formação de varizes, assim como trabalhar muito tempo em pé, pois são situações que dificultam o retorno do sangue ao coração, facilitando o seu acúmulo, o que pode danificar as válvulas. A atividade física, pelo contrário, facilita o trabalho das veias, assim, se for necessário permanecer muito tempo em pé, é importante se movimentar - caminhando de um lado para outro, por exemplo. A idade mais avançada, a obesidade e o histórico familiar de insuficiência venosa também são fatores de risco.
É aconselhável procurar um especialista para avaliar a presença de insuficiência venosa, pois existem diferentes terapias e orientações que podem ser oferecidas nos diferentes estágios de evolução da doença, mas é importante saber que cada paciente apresenta uma necessidade diferente e, portanto, o tratamento deverá ser personalizado.

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O que é derrame?

qua, 12/04/2013 - 17:38

O derrame é para o cérebro o que o infarto é para o coração. Em ambas as situações uma artéria que irriga o órgão, levando nutrientes para ele, é obstruída, causando o sofrimento de suas células pela falta de oxigênio em um processo chamado isquemia, que pode levar a morte e a perda do tecido.
Esse evento no cérebro é chamado acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE) e é a principal causa de morte no Brasil. Existem dois tipos de derrame: o isquêmico (a maioria dos casos) e o hemorrágico. Este último é causado pelo sangramento de uma artéria (normalmente uma artéria que tem uma porção dilatada, isto é, um aneurisma). O sangue preenche o espaço que recobre o tecido nervoso, aumentando a pressão sobre ele. São condições associadas ao AVC hemorrágico o tabagismo, a pressão alta, o alcoolismo e algumas doenças genéticas. O evento pode ser desencadeado por esforço físico e se manifesta subitamente com forte dor de cabeça, vômitos e sonolência, podendo levar ao desmaio. É possível também que a pessoa apresente dificuldade de encostar o queixo no peito, como acontece na meningite. Essa é uma situação de emergência, que necessita de atendimento médico imediato.
Já o AVC isquêmico é causado pela obstrução de uma artéria que irriga o cérebro. Essa obstrução pode resultar da presença de uma placa de aterosclerose nessa mesma artéria ou em artérias distantes, ou da presença de trombos no coração. Mas como uma placa distante pode obstruir um vaso dentro do cérebro? Isso acontece por meio de êmbolos. 
O êmbolo é um pedacinho de um trombo ou restos de uma placa, presente em alguma outra parte do corpo, que se soltou e percorreu os vasos sanguíneos até alcançar o cérebro. O trombo inicial pode estar presente no coração ou em alguma outra artéria. Ele se forma em cima de placas de aterosclerose presentes nos vasos ou se forma devido à presença de determinados tipos arritmia do coração.
O derrame pode se manifestar de diferentes formas, dependendo de qual parte do cérebro não está mais recebendo sangue e oxigênio. O paciente pode não conseguir mexer os braços, apresentar dificuldade para falar, não conseguir sorrir, ter sensações estranhas do tipo formigamento nos membros, não conseguir caminhar, sentir tontura (“leveza”), os olhos podem desviar para os lados, as pálpebras podem ficar caídas. Pode ser que somente um desses sintomas esteja presente, entre outros possíveis. Essa também é uma situação de emergência, necessitando de atendimento médico imediato.
Nem sempre o evento pode ser evitado, mas manter um estilo de vida saudável com a prática regular de atividade física, uma alimentação balanceada e evitar o tabagismo, assim como manter sob controle outras doenças como pressão alta e diabetes, ajudam na prevenção da doença aterosclerótica e, consequentemente, do derrame.

 

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Minha perna dói quando eu caminho

qua, 12/04/2013 - 17:34

É comum, para certas pessoas, andar alguns metros e ter que parar porque as pernas doem, depois disso caminhar mais um pouco e ter que parar novamente pela sensação de dor, câimbra, formigamento ou cansaço nas pernas. Essa situação recebe o nome de claudicação intermitente e reflete a presença de placas de aterosclerose nas artérias dos membros inferiores. 
As principais condições associadas à formação dessas placas são o tabagismo, o colesterol alto, o diabetes e a pressão alta. As mesmas condições relacionadas a doenças como o infarto do coração e o derrame cerebral, pois todas apresentam em sua base a doença aterosclerótica.
As pernas são nutridas por vasos que são ramos da grande artéria aorta (que sai do coração). Se esses vasos forem obstruídos, o sangue do coração não alcança os músculos da perna e eles sofrem com a falta de oxigênio. As placas de aterosclerose são responsáveis, na imensa maioria das vezes, por essa obstrução. A panturrilha, ou a batata da perna, é o local que sente seus maiores efeitos, pois é o músculo que mais trabalha durante a caminhada e, portanto, o que mais precisa de oxigênio. 
Em casos muito graves, é possível apresentar dor mesmo estando em repouso (o que piora ao se deitar com as pernas na horizontal) e também lesões dolorosas nos pés, as úlceras isquêmicas (a isquemia é a total falta de oxigênio que pode levar à morte das células e dos tecidos do corpo), situadas principalmente em cima dos dedos.
Quando se suspeita da presença de doença arterial nas pernas é de extrema importância procurar um cirurgião vascular, pois ele irá, por meio de uma consulta especializada, avaliar o grau de acometimento da doença e propor o tratamento mais adequado. A avaliação pode incluir a realização de alguns exames de imagem.
O tratamento por vezes exige mudanças no estilo de vida e  uso de determinadas medicações, quando necessário. Pacientes tabagistas devem parar de fumar, e aqueles com pressão alta e diabetes devem ter essas condições bem controladas. Em casos mais graves será preciso realizar cirurgia vascular, já a necessidade de amputação do membro é rara, mas pode acontecer.

 

Doença Obstrutiva das Artérias das Pernas/Claudicação Intermitente

 

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Doença obstrutiva da artérias renais

qua, 12/04/2013 - 17:03

Os rins são um par de órgãos que exercem diversas funções essenciais ao organismo: eles filtram o sangue eliminando as impurezas e o excesso de água e sal, também mantêm sob controle a acidez do corpo (a quantidade certa de ácidos é fundamental para todo o seu funcionamento); regulam a composição de diversas substâncias como o cálcio, o bicarbonato e o potássio; produzem hormônio que estimula o aumento das células vermelhas no sangue, da vitamina D e da substância chamada renina, todas necessárias para o controle da pressão arterial. 
Eles são irrigados pelas artérias renais, que saem diretamente da artéria aorta - a grande artéria que leva o sangue rico em oxigênio do coração para todo o corpo. As artérias renais podem ser acometidas por diferentes condições que levam à sua obstrução, diminuindo a quantidade de sangue que chega ao rim. A isso ele responde retendo substâncias que deveriam ser eliminadas e aumentando a pressão sanguínea, podendo chegar à insuficiência renal e à necessidade de diálise.
As condições que levam à obstrução dos rins são principalmente a estenose (estreitamento da artéria) e o embolismo. O que acontece neste último caso é que um pedacinho de um trombo do coração (principalmente em pessoas que sofrem de arritmia), ou de uma placa de aterosclerose da aorta, pode se soltar e alcançar uma artéria renal. Esse pedacinho é chamado êmbolo. Esses êmbolos podem ao mesmo tempo estar presentes em outras partes do corpo causando dor abdominal, dor muscular, manchas na pele e mudanças na coloração dos dedos.
Por ter a ver com a aterosclerose, os mesmos fatores relacionados à obstrução de artérias do coração (que levam ao infarto) e das artérias do cérebro (que levam ao derrame) também estão relacionados à obstrução das artérias renais. São eles: o diabetes, o tabagismo, o sedentarismo, colesterol alto, idade avançada, pressão alta entre outros.
Essa condição pode não causar sintomas, e a primeira indicação de sua presença é o tratamento para a pressão alta que, mesmo valendo-se de várias medicações em dose máxima, não representa melhora do paciente. Às vezes a doença é diagnosticada sem querer quando uma pessoa está investigando a artéria aorta por algum outro motivo por meio de exames de imagem 
    Uma vez diagnosticada, em alguns casos poderá ser feito o tratamento cirúrgico com dilatação das artérias renais; mas o melhor tratamento é a prevenção por meio do controle dos fatores associados mencionados, pois a cura completa da doença ainda não é possível. 

 

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O que é a Síndrome do Desfiladeiro Torácico?

qua, 12/04/2013 - 16:54

A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) ocorre devido à compressão neurovascular. E o que isso significa? Quer dizer que nervos (neuro) e vasos sanguíneos (vascular) são comprimidos causando sintomas. Por ser uma síndrome, pode-se dizer que existem diferentes causas que levam a esse mesmo quadro, e uma somatória de diferentes sintomas.
Mas a quais nervos e vasos se refere essa síndrome? Ela se refere às estruturas presentes no chamado desfiladeiro torácico, que é a região entre a primeira costela e a clavícula - esta pode ser palpada do ombro ao centro do corpo, em ambos os lados do pescoço. Aí também se encontram os músculos escalenos e o músculo peitoral.
Dentro dessa região passa um importante conjunto de nervos que vem da lateral do pescoço, chamado plexo braquial, assim como a artéria subclávia e a veia de mesmo nome. Se essas estruturas forem afetadas, a síndrome poderá se fazer presente. Uma síndrome de desfiladeiro comum e conhecida é o túnel do carpo.
Mas o que se sente? Como na maioria das vezes os nervos são os mais acometidos, o que se sente é fraqueza nos braços, dor e formigamento principalmente no quarto e quinto dedos das mãos. O comprometimento do fluxo sanguíneo pode causar inchaço e vermelhidão ou uma aparência azulada na pele, ou ainda uma sensação gelada nos braços; também pode se tornar difícil realizar atividades que exijam a elevação dos membros superiores.
E o que pode causar essa condição? Principalmente alterações de postura ou anatômicas, como a presença de uma pequena costela extra, na região do pescoço, alterações musculares, como o aumento do músculo (hipertrofia) que ocorre com atletas. Dessa forma, algumas vezes a pessoa nasce propensa a isso e em outras ela pode adquiri-la  no decorrer da vida.
Quando esses sintomas se fizerem presentes, é importante procurar um especialista (neurocirurgião, cirurgião ortopedista ou vascular), que avaliará a necessidade de tratamento cirúrgico para o caso ou irá orientar o tratamento clínico, que pode ser feito com medicação sintomática e exercícios posturais (fisioterapia). Às vezes torna-se necessária a redução do peso e adaptar as atividades do dia a dia, inclusive no trabalho, a uma nova postura. É importante manter em mente que pode demorar alguns meses até a melhora completa dos sintomas. 

 

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Entendendo o seu corpo: a doença arterial

ter, 11/05/2013 - 17:21

As artérias podem ser grandes, médias, pequenas ou muito pequenas, sendo que essas últimas são chamadas arteríolas. Cada órgão é irrigado por um grande número delas dependendo do seu tamanho e da função que exercem no organismo. A função básica delas é a de levar o sangue rico em nutrientes para todo o corpo, de modo que o bom funcionamento delas é essencial para todo o organismo estar saudável. Mas diversas situações podem provocar lesão no sistema arterial ocasionando um número também variado de doenças.           
Esses vasos também são elásticos e essa elasticidade permite que sejam dilatados ou contraídos conforme a necessidade. Quando acometidos por doenças, muitas vezes a elasticidade é perdida e a artéria endurece, não sendo mais capazes de manter um fluxo de sangue adequado como antes. Esse endurecimento pode ser resultado de um processo de aterosclerose e calcificação (depósito de cálcio nas paredes do vaso). Fatores mais comuns relacionados a isso, que agravam ainda mais o quadro, são a diabetes, o colesterol alto, a idade mais avançada, a falta de atividade física e a pressão alta.  Um possível efeito desse processo é o acometimento dos rins que, a longo prazo e sem o tratamento adequado, pode evoluir para insuficiência renal.
A estenose é outro tipo de acometimento arterial. Ela representa um ponto de estreitamento do vaso que acaba por impedir a passagem suficiente de fluxo sanguíneo para o órgão que ele irriga, além de facilitar a agressão do vaso pelo próprio fluxo.
O aneurisma, pelo contrário, representa uma área de dilatação do vaso arterial, que pode levar a diversos desfechos como o seu rompimento (ocasionando hemorragia interna) e também a um efeito de compressão sobre os órgãos que estão a sua volta. No cérebro, por exemplo, essa compressão pode levar ao aumento de pressão do órgão e diversos sintomas, como dor de cabeça, sonolência e náuseas e é de competencia do neurocirurgião.
A maioria das condições que afetam as artérias pode ser prevenida, por isso a manutenção de bons hábitos se faz essencial para evitar o surgimento dessas doenças.

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Entendendo o seu corpo: a doença linfática

ter, 11/05/2013 - 17:15

Os vasos, gânglios e os órgãos linfáticos constituem o sistema linfático. Esse sistema é responsável por transportar a linfa, que é uma substância muito parecida com o sangue, mas que não contém as suas células vermelhas, sendo por isso um líquido mais transparente.
A linfa resulta da filtração do sangue pelos órgãos desse sistema e carrega microorganismos, proteínas de grande tamanho, o excesso de líquido e células. Em outras palavras, o sistema linfático auxilia as veias na drenagem do organismo.  A linfa é inclusive um dos meios pelo qual alguns tipos de câncer podem se espalhar pelo corpo, causando metástases. 
Os linfonodos são barreiras de filtração dispostas estrategicamente no decorrer do percurso dos vasos linfáticos, protegendo o corpo de substâncias tóxicas e infecções, produzindo também células de defesa.
O baço, situado no lado esquerdo do corpo, próximo a um dos rins, também produz células de defesa, serve como um estoque de células sanguíneas e também elimina as células vermelhas do sangue quando elas estão velhas.
As amígdalas presentes na garganta (chamadas de tonsilas palatinas) são também parte do sistema linfático, assim como a adenoide - localizada na parte posterior da garganta, mais próximo da cavidade nasal. Como todo esse sistema reage a infecções, normalmente esses órgãos aumentam de tamanho na presenças delas. Os linfonodos, por exemplo, podem ser sentidos como “ínguas” no pescoço ou na região da virilha; as tonsilas e a adenoide também podem aumentar de tamanho, gerando, por exemplo, em casos mais graves, a dificuldade para respirar em determinadas crianças.
Quando uma infecção ou inflamação acomete um vaso linfático elas são chamadas de linfangites. Vários agentes podem causar linfangite como bactérias, vírus, fungos, além das doenças autoimunes, da radioterapia entre outros.
A erisipela é uma linfangite causada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Um pequeno corte na pele, como um arranhão ou uma micose entre os dedos do pé, pode permitir a entrada da bactéria (que muitas vezes já está naturalmente presente na nossa pele). A infecção causa vermelhidão e inchaço (esse último é chamado linfedema e representa o extravasamento de líquido para fora dos vasos linfáticos). O paciente pode sentir mal-estar, dor, febre e náuseas, e o tratamento é feito com antibioticoterapia, após avaliação médic, além da porta de entrada, que também deve ser tratada.
A higiene diária, com cuidados como secar bem a região entre os dedos, como prevenir-se de cortes, evitando andar descalço e usar sapatos desconfortáveis, assim como a atenção à presença de micoses nos pés são maneiras de evitar esse tipo de infecção. Qualquer sintoma sugestivo, principalmente para quem tem a doença com certa frequência, indica a necessidade de consulta com um especialista na área médica.

 

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