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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 2 horas 57 minutos atrás

Quimioembolização hepática

sex, 10/16/2015 - 12:01
Quimioembolização hepática

A quimioembolização hepática intra-arterial é um procedimento endovascular minimamente invasivo, que ganha a cada dia mais importância no tratamento das neoplasias hepáticas (câncer de fígado). É indicado para pacientes com neoplasias hepáticas primárias e para tumores de outras localizações que afetem secundariamente o fígado (metástases), podendo ser realizada em conjunto com quimioterapia sistêmica ou tratamento cirúrgico beneficiando um extenso grupo de pacientes.
O objetivo do procedimento é diminuir o tamanho dos tumores hepáticos ou limitar seu crescimento. Desta maneira proporciona aumento da sobrevida e da qualidade de vida, dimuinindo os sintomas e, em alguns casos, permitindo que o paciente seja submetido a uma cirurgia curativa com ressecção da lesão neoplásica.
A quimioembolização atua combinando duas frentes de tratamento contra os tumores: a embolização e a aplicação intra-tumoral de quimioterápico. A embolização é a oclusão dos vasos sanguíneos que nutrem os tumores por micropartículas específicas, que ficam impactadas e obstruem permanentemente os microvasos dentro do tumor, levando à morte de suas células. Estas partículas são desenvolvidas para receberem as medicações quimioterápicas e as absorverem, liberando-as dentro do tumor com uma concentração até 20 vezes maior que pelas vias sistêmicas, assim diminui efetivamente a taxa de crescimento das células neoplásicas e evita os efeitos colaterais. O sucesso da técnica consiste na caraterística peculiar da circulação sanguínea hepática, que recebe sangue por duas vias, a artéria hepática e a veia porta. Desta maneira é possível ocluir as artérias que nutrem o tumor, mantendo a irrigação hepática para as células saudáveis.

O procedimento é realizado por equipe qualificada, e orientado por exames de imagem em ambiente especializado. Realiza-se uma punção arterial, com identificação das artérias que nutrem os tumores, seguido do cateterismo seletivo destes vasos e da injeção das micropartículas carreadas de quimioterápicos. Após o procedimento o paciente permanece em média 6 a 24 horas em observação, retornando em poucos dias às suas atividades cotidianas. Em torno de um mês após o procedimento já podemos avaliar os resultados por exames de controle e caso seja necessário é possível repeti-lo em busca de uma resposta completa.

A quimioembolização hepática segue crescendo sua atuação no tratamento das neoplasias no figado, isolada ou em conjunto com outros tratamentos e vem trazendo benefícios importantes aos pacientes no combate às neoplasias hepáticas.

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DAOP: Quando a perna infarta

qua, 10/07/2015 - 11:09

A Claudicação Intermitente é a manifestação mais comum da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP).

É um desconforto ou dor no quadril, glúteos, coxas, panturrilha ou pés que limita a distância para caminhar e geralmente é aliviada com o repouso por 2 a 3 minutos. Entre os pacientes com DAOP mais grave há incidência de 60% de doença coronariana. Estima-se que 40% dos pacientes com DAOP sejam sintomáticos. Esse quadro resulta em riscos que podem ser evitados quando os pacientes seguem rigorosamente as orientações médicas, retornam às consultas quando solicitado e tomam corretamente os medicamentos prescritos pelo médico, além do controle absoluto dos fatores de risco como fumo, obesidade, diabetes e colesterol elevado.

Principais sintomas: 

A principio a claudicação intermitente aparece depois de caminhadas relativamente extensas ou grandes esforços, como o ato de subir escadas ou ladeiras. Porém, com a evolução do quadro obstrutivo, diminui a distância para o aparecimento da dor e aumenta o tempo necessário para recuperação. Sua manifestação mais comum é descrita como uma dor tipo cãimbra durante a caminhada, melhorando com a interrupção da mesma. A DAOP é provacada por um estreitamento gradual da luz (cavidade interior) das artérias geralmente causado por placas ateroscleróticas (placas de gordura) A dor pode ser referida como localizada mais comumente nos músculos da panturrilha, mas também pode se localizar nos pés, coxas ou nádegas, dependendo do nível da obstrução arterial.

Pode ocorrer ainda

  • dor nas pernas
  • sensibilidade ao frio (pés difíceis de aquecer ou frios)
  • Adormecimento ou formigamento dos pés ou dedos dos pés
  • impotência sexual
  • Alteração da cor da pele (coloração azulada ou avermelhada, palidez)
  • e em casos mais graves feridas que não cicatrizam

Fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Pressão Alta (hipertensão arterial)
  • Falta de exercício (sedentarismo)
  • Aumento de colesterol e triglicerides (dislipidemia)
  • Doença coronariana (angina, infarto)
  • História familiar de doença aterosclerótica

Mudança no estilo de vida

Para o sucesso de qualquer tratamento é fundamental que se tome algumas medidas visando mudar o estilo de vida:

  • prática de exercício físico
  • controle rigoroso do peso, hipertensão, colesterol e diabetes
  • abandono do tabagismo
  • abandono ou limitação de bebidas alcóolicas
  • dieta saudável e balanceada

Lembre sempre:

Siga rigorosamente as orientações médicas. O médico é o profissional mais indicado para cuidar do seu caso e tratar da forma mais adequada, visando sempre os melhores resultados para sua saúde. E o cirurgião vascular é o especialista na doença vascular periférica.

 

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Oclusão arterial subaguda

seg, 07/27/2015 - 17:58

A oclusão arterial ocorre quando, por algum motivo o sangue coagula dentro das artérias obstruindo a irrigação. Sem chegar sangue nos tecidos, a falta de oxigênio leva a isquemia, que pode acarretar desde poucas dores, claudicação até a necrose e gangrena. Nos casos de oclusão subaguda, onde o evento inicial foi desencadeado recentemente, ainda pode ser possível a desobstrução cirúrgica das artérias. Para isso existem várias técnicas, inclusive uma parecida com o "Roto Rooter" dos desentupidores, é um equipamento de destrói o coagulo e o aspira, retirando da circulação. Obviamente o evento que desencadeou a obstrução também deve ser tratado, e pode ser desde um problema cardíaco como um problema arterial local: aterosclerose.

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Aterosclerose

qui, 07/16/2015 - 12:03
Aterosclerose

Aterosclerose é a lesão degenerativa da artéria caracterizada pelo seu espessamento, com predomínio de placas de ateroma. Ocorre formação de placas de gordura, deposição de cálcio e outros elementos na parede das artérias do corpo inteiro.
O consumo excessivo de alimentos industrializados, bebidas alcoólicas e cigarro, a falta de atividades físicas e o excesso de peso modificam o LDL (lipoproteína de baixa densidade, o "mau colesterol"), agredindo os vasos sanguíneos e gradativamente levando ao entupimento das artérias. Com o passar dos anos, o diâmetro do vaso diminui, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com isso, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais. Mas a aterosclerose também acomete as artérias periféricas, causando isquemias de membros inferiores, claudicação, gangrenas e outros.
Veja como prevenir a aterosclerose.

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Conheça a clínica por dentro

ter, 07/07/2015 - 11:39

As fotos de navegação do Google dentro da clínica ficaram ótimas. Se você nunca viu um centro cirúrgico e tem a curiosidade, visite o nosso e navegue dentro dele.
Fotos de Navegação 360˚

Tags: clínicacentro cirúrgico
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Síndrome de Nutcracker (ou Quebra-Nozes)

seg, 07/06/2015 - 15:25
Síndrome de Nutcracker

A Síndrome de Nutcracker, também conhecida como Síndrome de Quebra-Nozes é a compressão da veia renal esquerda pela aorta e pela artéria mesentérica superior. Tem esse nome porque parece que a artéria esmaga a veia renal como um quebrador de nozes mesmo, veja as imagens, e é diferente da estenose da artéria renal. Essa compressão ocasiona uma congestão sanguínea na veia renal esquerda e consequentemente vários sintomas:

  • Síndrome da Congestão Pélvica, com varizes pélvicas;
  • Hematúria, ou seja, sangue na urina;
  • Dor no flanco esquerdo, ou seja na parte esquerda do abdome;
  • Varicocele esquerda;
  • Proteinúria ortostática, ou seja, perda de proteína na urina quando muito tempo de pé;
  • fadiga crônica, ou seja, cansaço.

Existem vários tratamentos, que devem ser avaliados caso a caso. Desde o tratamento cirúrgico aberto, como o autotransplante renal, ou a transposição da veia renal. Mais recentemente trabalhos tem demonstrado a possibilidade do uso de técnicas endovasculares com uso de stents.

O cirurgião endovascular é o médico capacitado a fazer o acompanhamento e tratamento.

 

 

MGL, CJGR, NMM, MSG. Síndrome de quebra-nozes (nutcracker) em uma mulher jovem em investigação por quadro de hematúria recorrente: um relato de caso. J. Bras. Nefrol.  [Internet]. 2012  June [cited  2015  July  06] ;  34( 2 ): 195-198. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-28002012000... http://dx.doi.org/10.1590/S0101-28002012000200014.

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Hipertensão Renovascular

sex, 06/12/2015 - 17:57
Estenose renal

Nos casos de estenose renal, o rim entra em isquemia, ou seja, não chega sangue o suficiente nele. Por isso ele alerta o corpo, através de substâncias, pedindo que envie mais sangue. O corpo entende que, aumentando a pressão, mais sangue acaba chegando. É verdade, chega mais sangue, mas as custas de uma pressão arterial bem alta. E essa pressão alta tem muitos efeitos colaterais. É um ciclo que deve ser quebrado, senão há uma deterioração da função renal e consequencias graves da hipertensão arterial.

A hipertensão renovascular pode ter duas origens: displasia fibromuscular (que acomete principalmente mulheres jovens) e a aterosclerótica (mais comum entre hipertensos resistentes). Sua prevalência não está bem estabelecida. Em hipertensos em geral varia de 0,5 a 5% enquanto entre hipertensos resistentes varia de 20 a 25%. A hipertensão, quando de difícil controle clínico, pode ter origem renovascular. É a chamada hipertensão secundária, e, nesses casos, o tratamento da estenose renal pode melhorar a pressão alta.

Os exames de diagnóstico podem ser vários: ecodoppler aorta e renais com medida de índice aorto-renal, arteriografia, angiotomografia e angioressonância.

O tratamento cirúrgico é realizado quando é estabelecido relação de causa-efeito com a estenose renal. A cirurgia aberta para retirada da placa aterosclerótica da artéria real não é mais realizada, tendo sido substituida pela angioplastia e stent por método minimamente invasivo.

O médico responsável pelo tratamento cirúrgico da pressão alta é o cirurgião vascular e endovascular.

doençarimhaspressão alta
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Varizes pélvicas

ter, 05/26/2015 - 19:06
Varizes pélvicas

Varizes pélvicas: causa de dor crônica abdominal em mulheres
As varizes pélvicas são veias dilatadas que surgem principalmente ao redor do útero, trompas e ovários, na mulher. As varizes pélvicas dificultam o retorno do fluxo do sangue para o coração e causam dores crônicas abdominais.  O plexo venoso localizado no útero se comunica com o plexo uterino, formando, assim, as veias gonadais ou ovarianas, que convergem diretamente para a veia cava inferior, do lado direito, e para a veia renal, do lado esquerdo. Essas veias contém válvulas e são de extrema importância para a drenagem venosa da pelve, por outro lado, quando elas se tornam insuficientes, irão resultar na formação de veias dilatadas e dolorosas, as varizes pélvicas. A dilatação das veias na pelve ocorre pelo mesmo motivo que a dilatação das veias nas pernas (varizes): a falha de suas válvulas e o aumento da pressão venosa.

 

O médico faz o diagnóstico e tratamento das varizes pélvicas nas mulheres, através de exames como eco-doppler, tomografia abdominal ou pélvica e angiorressonância. A flebografia, que é o melhor exame, é reservado para o momento do tratamento cirúrgico, pois o acesso para o exame é exatamente o mesmo do procedimento terapêutico.

 

Quem tem varizes pélvicas pode engravidar, mas deve fazer o tratamento antes. Sabendo também que a gravidez pode piorar as varizes pélvicas, agravando seu tamanho ou mesmo sintomas.

 

39,1% das mulheres em algum momento da vida terão dor pélvica crônica, que pode estar associada às varizes pelvicas.

 

Os sintomas das varizes pélvicas na mulher constituem a chamada dor crônica pélvica, e podem incluir:

 

  • Dor abdominal com piora no final do dia;
  • Dor durante e depois da relação sexual;
  • Sensação de peso na região íntima;
  • Incontinência urinária (perda de urina);
  • Aumento da menstruação.

 

Tratamento para varizes pélvicas

 

As varizes pélvicas podem ter seus sintomas controlados através de cirurgia e/ou remédios. O uso de medicamentos orais ajuda a diminuir a dilatação das veias e melhora os sintomas, mas nem sempre é efetivo. E é aí que a ginecologia e a cirurgia vascular/endovascular devem trabalhar juntos.

O diagnóstico inicial é feito pelo ginecologista, que deve sugerir a possibilidade do tratamento endovascular para as pacientes em que o tratamento medicamentoso não esteja sendo suficiente.

Pode ser necessário o tratamento cirúrgico com a embolização das varizes pélvicas. O procedimento é cirúrgico, mas minimamente invasivo, todo realizado através pequena punção na virilha ou na jugular. A embolização com molas deve então ser considerada naquelas pacientes que não respondem ao tratamento clínico, pois apresenta excelentes resultados técnicos (até 90% dos casos tratados apresentam resolução ou melhora dos sintomas, em estudos).

 

Como é feito o procedimento de embolização das varizes pélvicas?

 

O procedimento é feito em regime de day hospital, ou seja, com anestesia local, durando cerca de 2 horas e a paciente normalmente recebe alta 2-4 horas após o término do procedimento. Não há necessidade de internação prolongada.

 

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Anestesia pelo frio

qui, 05/14/2015 - 17:07
Anestesia pelo frio

A anestesia quer dizer ausência de sensações. Existem diversas maneiras de alcançar isso. Uma delas é com anestesia química, por meio de injeções ou medicamentos tópicos. O uso de métodos físicos, como a mudança da temperatura também alcança a desejada anestesia. Portanto a anestesia sem agulhas e sem medicamento já é possível. A anestesia proporciona ausência ou alívio da dor e outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos médicos.

Existem muitos métodos anestésicos, usados para determinados procedimentos e cirurgias, como gases inalatórios, medicamentos orais, injetaveis e outros. Mas o que realmente assusta o paciente é que a anestesia local, usada em procedimentos de pequeno porte, com injeção de medicamento dói. Antes de causar o efeito desejado, causa um ardor, tolerável porém desagradável.

Hoje em dia podemos oferecer outros métodos anestésicos compativeis com procedimentos de pequeno porte, como a anestesia térmica, que, com a diminuição da temperatura local, causa uma anestesia mais fisiológica.

Aqui, a anestesia térmica é utilizada nos tratamentos estéticos de crioescleroterapia e laser para vasinhos.

A clínica possui esse equipamento, e pode oferecer ao paciente maior conforto.

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Aneurismas venosos

sex, 05/08/2015 - 17:39
Imagem editada: foi simulado um aneurisma venoso em veia jugular (para não expor pacientes)

Por causa da grandiosidade e risco clínico dos aneurismas arteriais, os aneurismas venosos foram deixados de lado pela pesquisa científica e são pouco lembrados na prática vascular, apesar de muito frequentes. Podem ocorrer em qualquer veia do corpo, sendo relativamente frequentes na veia jugular, nas veias das pernas e nas veias das mãos. Aparecem clinicamente como uma "bolinha" que enche e esvazia de sangue venoso.
Ocorrem principalmente em veias varicosas, situação na qual o tratamento das varizes leva ao tratamento do aneurisma venoso. A técnica cirúrgica pode ser a ligadura, a exérese (a retirada), o laser, a espuma e outros; mas a melhor indicação depende da localização e deve ser discutida com o seu médico. Em alguns casos, dependendo do tamanho e localização, somente a observação clínica e acompanhamento com exames pode ser o suficiente.
O aneurisma venoso também pode se formar em decorrência de uma fístula artério venosa, mais comumente as realizadas para hemodiálise. As veias não suportam a pressão arterial e acabam diladando e formando brandes aneurismas em membro superior. Nesse caso, a decisão da ligadura ou não da fístula deve ser feita em conjunto com o nefrologista e com a perspectiva de um transplante renal.
 
 
PS: Aneurisma é a dilatação de um vaso (arterial ou venoso) em mais do que 50% do seu diâmetro

venosotratamentoaneurisma
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Tromboflebite superficial

qui, 05/07/2015 - 13:18
Tromboflebite superficial

A tromboflebite superficial de membros inferiores, também chamada de trombose venosa superficial é a presença de trombo dentro de uma veia superficial, o que provoca uma reação inflamatória na parede do vaso e ao redor. Os sintomas são um cordão palpável, endurecido, avermelhado, quente e doloroso no trajeto de uma veia superficial. Um “vergão” vermelho e dolorido no membro. Pode ocorrer em veias sadias previamente ou mesmo em veias varicosas. Sabe-se que as varizes são fator de risco para a tromboflebite superficial. Outros fatores de risco são as trombofilias, ou seja doenças do sangue que causam coagulação exagerada (Fator V Leiden, G2010A, etc) e as neoplasias. Por isso a investigação da causa se faz necessária, durante ou após o tratamento. A tromboflebite superficial pode estar associada a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar, ou seja, não é uma doença sem riscos e deve ser cuidada como tal. Existem vários tratamentos, desde o clínico com medicação e meias elásticas, até o cirúrgico. Mas a indicação depende de muitos fatores como localização, extensão, causa e outros. O médico capacitado para indicar o melhor procedimento em cada caso é o cirurgião vascular.
 
Fonte: Amato, ACM. Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento. Grupo Gen

doençavenosatrombose
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Sistema Linfático

dom, 05/03/2015 - 18:51
Sistema linfático: linfedema, erisipela

Doenças do Sistema Linfático:
Existem várias doenças do sistema linfático. A mais prevalente na prática diária do cirurgião vascular é a Erisipela. Mas também fazem parte os linfedemas.

linfáticosistemadoenças
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Entrevista sobre varizes e salto alto

qua, 03/18/2015 - 12:54
Entrevista na rádio sobre varizes e salto alto. Bem rápida e objetiva.

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O idoso que viaja e o risco de tromboembolismo venoso

sab, 02/21/2015 - 16:47

As pessoas idosas têm viajado cada vez mais e muitas são viagens de longa distancia o que aumenta a preocupação com o risco de tromboembolismo venoso. Felizmente estudos mostram que algumas medidas podem prevenir essa perigosa situação.
Por que as viagens podem aumentar a chance de tromboembolismo venoso?
A imobilidade provoca estase venosa (fluxo lento) que pode levar a formação de coágulos nas veias profundas das pernas. Quando esses coágulos se formam e não se dissolvem ocorre a trombose venosa profunda. Se o coagulo se desprender e migrar para circulação pulmonar ocorre a chamada embolia pulmonar. Esse mecanismo denomina-se tromboembolismo venoso.
Todas as pessoas que viajam podem desenvolver tromboembolismo venoso?
Não. A chance de desenvolver o problema depende do número de fatores de risco que cada um apresenta. Quanto maior o número de fatores pré-existentes maior o risco.
Pesquisas mostram que 75% - 99,5 % dos casos ocorrem em quem tem mais de um fator de risco.
Quais são os fatores de risco para o tromboembolismo venoso?

  • Idade avançada (aumenta após os 40 anos)
  • Dificuldade de locomoção (exemplo osteoartrite de joelhos)
  • Insuficiência venosa periférica (varizes)
  • Tromboembolismo venoso prévio
  • Obesidade (IMC > 30 kg / m2)
  • Doença oncológica ativa ou tratamento recente de câncer
  • Doenças crônicas como a insuficiência cardíaca, doença inflamatória intestinal e doença renal.
  • Cirurgias recentes e hospitalização
  • Trauma e imobilização ortopédica
  • Terapia de reposição hormonal ou uso de anovulatórios (pílula anticoncepcional)
  • História familiar de trombose ou embolia pulmonar
  • Tabagismo
  • Uso de tamoxifeno ou raloxifeno
  • Gravidez e período pós-parto
  • Distúrbios de hipercoagulabilidade
  • Uso de cateter venoso central.

Por que preocupar-se com o idoso que viaja?
envelhecimento por si só é um fator de risco e quanto mais avançada a idade, maior a probabilidade. É frequente o idoso ter outros fatores de risco que se potencializam e aumentam a chance de um evento. Não é difícil imaginar uma pessoa idosa (> 60 a) com varizes, dificuldade de locomoção por doenças ortopédicas do joelho e/ou do quadril e portadora de uma doença oncogeriatrica.
A duração da viagem interfere na chance de eventos?
Quanto mais longa a viagem pior. Aquelas com duração superior a 4 horas tanto em avião, carro, ônibus ou trem são as mais preocupantes.
Quanto tempo depois da viagem pode surgir os sintomas?
Logo após o desembarque e até 4 a 8 semanas depois.
Por que se fala mais dessa situação nas viagens de avião?
Porque maior parte das pesquisas é feitas com indivíduos que utilizaram esse tipo de transporte. Viagens longas em transporte terrestre podem ser igualmente deletérias.
 O tamanho e o espaço entre os assentos faz diferença?
 Assentos altos não reguláveis e espaços pequenos entre a fileiras das aeronaves são fatores que podem contribuir para a formação do coágulo. Nas pessoas com menos de 1,60 m a parte anterior do assento pode comprimir a região poplítea (a parte posterior do joelho) dificultando o retorno venoso. Nos indivíduos com mais de 1,90 o pouco espaço entre os assentos dificulta a movimentação das pernas durante a viagem.
Quais os sintomas da trombose venosa e da embolia pulmonar?
Reconhecer os sintomas é muito importante, pois o inicio precoce do tratamento faz muita diferença.
Sintomas e sinais de trombose venosa

  • Aumento da temperatura na perna
  • Inchaço e rigidez na panturrilha (batata da perna)
  • Dor na panturrilha

Sintomas da embolia pulmonar

  • Falta de ar súbita
  • Dor no tórax de inicio súbito a inspiração
  • Desconforto ao respirar
  • Ansiedade e inquietação
  • Tosse com sangue
  • Dor e inchaço nas pernas (trombose prévia)

Infelizmente em 50% dos casos a trombose é assintomática e os sintomas de embolia inespecíficos.Ao suspeitar não negligencie e procure uma avaliação precoce.
 
Quais as medidas preventivas para viajantes de longas distâncias?
Especialmente os idosos devem consultar seu médico sobre a necessidade de meias elásticas e anticoagulantes.
Outras medidas preventivas são:

  •  Locomover-se durante o voo
  • Fazer exercícios musculares contraindo e relaxando a musculatura da panturrilha.
  • Tomar muito líquido para se hidratar evitar bebidas alcoólicas.
  • Preferir assento no corredor para não se inibir em levantar e caminhar.
  • Viajar com roupas confortáveis.
  • Evite usar indutores de sono para dormir durante o trajeto do voo.

Autor:
Dr. Marcos Galan Morillo -  CRM: 58571
Fontes:

  1. Amato, MCM, Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento
  2. Chandra D et al. Meta-analysis:travel and risk for venous thromboembolism. Ann Intern Med2009.
  3. Gavish I, Brenner B. Air travel and the risk of thromboembolism. Intern Emerg Med 2011.

 

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Entrevista na rádio sobre Reembolso Médico

qua, 02/18/2015 - 22:09

O que fazer quando um médico de confiança não está credenciado no plano de saúde contratado? Em alguns casos, é possível se consultar com o profissional e depois pedir reembolso pelo plano. Confira em que situações o ressarcimento é permitido. Entrevista com Dr Alexandre Amato sobre reembolso médico.

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O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal

seg, 02/09/2015 - 17:57

Quando se investiga uma doença no paciente que não tem sintomas deve-se eticamente considerar que:

  • A doença tenha alta taxa de mortalidade.
  • O exame utilizado para o diagnóstico seja bem aceito pelo paciente, eficaz e de custo razoável.
  • principalmente  que o tratamento da doença diagnosticada na fase pré-sintomática faça diferença real na vida da pessoa.

 
As duas principais organizações no mundo que definem as orientações para o rastreamento de doenças no paciente assintomático (check-up) são a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Canadian Task Force on Preventive Health Care (CTFPHC). São forças tarefas com diversos especialistas que revisam as melhores evidências científicas e determinam que exames devam ser realizados e em quais indivíduos.
Novamente na última recomendação da USPSTF publicada em 2014 a investigação do aneurisma da aorta abdominal é fortemente recomendada nos homens idosos (de 65 a 75 anos) fumantes.
Outros fatores de risco para essa doenças além do envelhecimento são:  doenças das artérias coronarianas, doença cerebrovascular, colesterol  elevado, obesidade, hipertensão arterial e história de outros aneursimas.
O exame para a detecção é a ultrassonografia com doppler, que é fácil de ser realizado, não traz desconforto para o paciente  e apresenta alta sensibilidade (94% a 100%) e especificidade (98 a 100%), ou seja,  detecta com segurança essa condição.
A grande vantagem do diagnóstico precoce do aneurisma da aorta abdominal é que a taxa de mortalidade na cirurgia eletiva é ao redor de 5% e na cirurgia de urgência de 21 a 76%. Ou seja descobrindo cedo, tratando cedo com o cirurgião vascular, melhores prognósticos.
 
Referências:
 
Moraes, IN Tratado de Clínica Cirúrgica
Amato, MCM, Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento
Internet Citation: Clinical Summary: Abdominal Aortic Aneurysm: Screening. U.S. Preventive Services Task Force. October 2014.
http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/ClinicalSummaryFinal/abdominalaorticaneurysmscreening

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Morillo.

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Arterite temporal

seg, 02/09/2015 - 17:44

A arterite temporal (AT) é considerada emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes.

O que é a arterite temporal?

Também chamada de arterite de células gigantes ou vasculite necrotizante é uma inflamação das artérias do sistema carotídeo, particularmente as artérias cranianas.

 Qual a população mais suscetível?

 A arterite temporal ocorre principalmente em idosos com mais de 70 anos e é um pouco mais comum nos indivíduos de pele branca e do sexo feminino.

Quais os sintomas da arterite temporal?

Em 70 a 90% dos pacientes o sintoma inicial é uma dor de cabeça latejante e continua na região temporal (parte lateral anterior do crânio ou “têmporas”).

Ocorre também diminuição, turvação e/ou perda fugaz da visão.

É comum esse quadro ser precedido de dor muscular e fraqueza na região dos ombros e membros superiores (polimialgia reumática).  Febre baixa e inapetência também podem estar presentes.

Como é feito o diagnóstico?

Após a suspeita clinica deve-se palpar a artéria temporal (foto) que pode estar mais grossa, dolorosa e com a pulsação ausente ou diminuída. Às vezes a dor piora com movimentação da mandíbula.  O exame que define do diagnóstico é a biópsia da artéria temporal que deve ser feita por um cirurgião vascular nas primeiras 48horas e analisada por um patologista.

O exame de hemossedimentação (VHS) é muito elevado (>100) e reforça o diagnóstico.

Qual o tratamento?

Para prevenir a cegueira o tratamento com corticosteroides deve ser iniciado assim que houver a suspeita clinica e em doses efetivas. Se não for possível realizar a biópsia prontamente o tratamento não deve ser adiado, mas a biópsia da artéria é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico e determinar o tempo de tratamento.

 

 

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Moriilo.

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Doutorado na USP

ter, 01/27/2015 - 10:17

Defesa de Doutorado do Dr Alexandre Amato ocorreu dia 26 de janeiro no Anfiteatro da Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Mais um passo na carreira acadêmica com êxito.

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Retrospectiva 2014

seg, 12/22/2014 - 18:23

O ano de 2014 ficará na história da equipe Amato. Tantas mudanças, tanto investimento de carinho e suor num projeto imenso para podermos melhor atender nossos pacientes. Foi um ano que deixou sua marca. E finalmente mudamos para Av Brasil, 2283. Ainda temos muito a fazer, mas para aqueles que sempre desejam melhorar, esse é um caminho sem fim.
Para o site não foi por menos. Mais de 215.446 visitas ao nosso conteúdo. Sempre buscando a melhor informação de saúde para você.
Artigos mais lidos em 2014 foram:

  1. Aplicação e Escleroterapia
  2. Perguntas Frequentes: Varizes e Vazinhos
  3. Perguntas Frequentes
  4. Trombose Venosa Profunda (TVP)
  5. O que é derrame?
  6. Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)
  7. O que é a Síndrome do Desfiladeiro Torácico?
  8. Dor nas pernas: pode refletir um problema vascular?
  9. Indicações de cirurgia vascular de carótidas
  10. Como é o pós-operatório da cirurgia de varizes?

Notamos que sempre varizes é uma preocupação maior, provavelmente pela prevalência na população. É uma doença que tem tanto um aspecto estético como funcional, então o envolvimento do cirurgião vascular é essencial para um bom resultado no tratamento. Além disso, notamos a trombose venosa profunda e a estenose carotídea como temas de destaque. Presenteamos os artigos mais lidos com vídeos explicativos, não perca. E Aproveite e curta nossa página no facebook.

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Categorias: Medicina

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