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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 1 hora 12 minutos atrás

Tratamento para tumor no fígado: orientações para quimioembolização

qua, 01/06/2016 - 12:06
Quimioembolização hepática

O que é quimioembolização hepática?
Quimioembolização é a combinação da injeção local de medicamentos de quimioterapia com o procedimento de embolização para tratar o câncer.
As drogas anticancerígenas são injetadas diretamente no vaso sanguíneo que alimenta o tumor e o agente embólico. Um material sintético é introduzido dentro do vaso sanguíneo que fornece sangue ao tumor, de modo que o efeito é “prender” a medicação quimioterápica no tumor e entupir o vaso, diminuindo a irrigação do câncer. Sem sangue, que é seu alimento, e com muito medicamento no local, o tumor tente a regredir.
 
Quais são as utilizações mais comuns desse procedimento?
A quimioembolização tem eficácia comprovada em pacientes cuja doença é limitada ao fígado, seja o tumor primário desse órgão ou decorrente de metástase (tenha se espalhado a partir de outro órgão).
 
Os tumores que podem ser tratados por quimioembolização são:
 
·      Hepatoma ou carcinoma hepatocelular (câncer primário do fígado)
·      Colangiocarcinoma (câncer primário dos canais biliares no fígado)
·      Metástase (disseminação) para o fígado a partir de:
o   Câncer de cólon
o   Câncer da mama
o   Tumores carcinoides e outros tumores neuroendócrinos
o   Melanoma ocular
o   Sarcomas
o   Outros tumores primários vasculares no organismo
 
Dependendo da extensão e do tipo de tumor, a quimioembolização pode ser usada como o único tratamento ou em combinação com cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou radiofrequência.
 
Como devo me preparar?
Muitos dias antes do procedimento, consulte-se com o cirurgião endovascular ou angiorradiologista que será o responsável por esse procedimento.
Antes da quimioembolização, o seu sangue deverá ser testado para determinar o funcionamento dos seus rins e a coagulação.
Conte ao seu médico toda a medicação que está tomando, incluindo os suplementos naturais, e se tem alguma alergia, especialmente à medicação de anestesia local, anestesia geral ou para contraste que contenha iodo. O seu médico poderá aconselhá-lo a parar de tomar aspirina, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou anticoagulantes por um período específico antes do seu procedimento.
As mulheres devem sempre informar seu médico e o radiologista sobre qualquer possibilidade de estarem grávidas. Muitos exames de imagem não são realizados durante a gravidez para não expor o feto à radiação. Se o raio X for realmente necessário, deverão ser tomadas precauções para minimizar a exposição do bebê à radiação.
Você deve receber instruções específicas sobre como se preparar, incluindo quaisquer alterações que precisem ser feitas em seu horário habitual de medicação.
Será dado um sedativo durante o procedimento. Você deverá estar em jejum de quatro a oito horas antes do seu exame. Deverá também haver um familiar ou amigo para acompanhá-lo e levá-lo de volta após o procedimento. Às vezes, é necessário internação hospitalar; você deverá planejar passar a noite no hospital por um ou mais dias, conforme orientação.
Crianças poderão precisar de anestesia geral para o procedimento. O departamento de anestesia dará instruções à família.
 
Como é o equipamento?
O equipamento usado para este procedimento consiste em um raio X especial, um arco em C, com tubos de raio X, um monitor e a radioscopia (ou fluoroscopia), que converte raio X em imagens de vídeo, utilizada para observar e guiar o procedimento. O vídeo é produzido pela máquina de raio X e um detector que está suspenso sobre a mesa onde o paciente está deitado.
Um cateter é um tubo longo e fino de plástico que é consideravelmente menor que um lápis grafite, com aproximadamente 3,2mm de diâmetro.
Vários agentes de embolia são utilizados para obstruir ou bloquear os vasos sanguíneos, mas os mais comuns são microbolinhas de gel e plástico como embosferas e bead blocks.
Outro equipamento que pode ser utilizado durante o procedimento inclui o acesso venoso, o ultrassom e dispositivos para monitorização do coração e da pressão arterial.
 
Como o procedimento funciona?
A quimioembolização ataca o câncer de duas formas. Primeiro, proporciona uma grande concentração de quimioterapia, ou drogas anticâncer, diretamente no tumor, sem expor o corpo todo ao efeito dessas drogas. Segundo, o procedimento corta o fornecimento de sangue ao tumor, prendendo as drogas anticâncer no local e privando o tumor de oxigênio e dos nutrientes de que precisa para crescer.
O fígado tem característica única, pois possui dois tipos de fornecimento de sangue – uma artéria (a artéria hepática) e uma veia grande (a veia porta). O fígado normal recebe cerca de 75% do seu fornecimento de sangue através da veia porta e só 25% através da artéria hepática. Quando um tumor cresce no fígado, no entanto, ele recebe quase todo o seu fornecimento de sangue da artéria hepática.
Drogas de quimioterapia injetadas na artéria hepática alcançam o tumor diretamente, poupando a maior parte do tecido saudável do fígado. Então, quando a artéria é bloqueada, o sangue deixa de ser fornecido ao tumor, enquanto o fígado continua a receber sangue da veia porta. Isso também permite que uma alta concentração de drogas anticâncer esteja em contato com o tumor por mais tempo.
 
Como é realizado o procedimento?
Guiados por imagem, procedimentos minimamente invasivos como a quimioembolização são muitas vezes realizados por um angiorradiologista ou cirurgião endovascular especialmente treinado em uma sala de radiologia intervencionista ou, ocasionalmente, no centro cirúrgico.
Imagens de raio X serão feitas para mapear o caminho das artérias sanguíneas que alimentam o tumor.
Às vezes, medicamentos para proteção renal são utilizados, assim como antibióticos para prevenir infecções e sintomáticos para náuseas e dores.
O paciente é posicionado na mesa de exame e conectado a monitores que acompanham o seu batimento cardíaco, a pressão arterial e a pulsação durante o procedimento. Um enfermeiro ou técnico injetará uma veia da mão ou do braço para que o sedativo seja dado de forma intravenosa. Como alternativa, o paciente pode receber anestesia geral.
Uma pequena incisão na pele é feita na virilha. Com o guia do raio X, um fino cateter é inserido através da pele para a artéria femoral, um grande vaso na virilha, e avançado até ao fígado. Em seguida, um material contrastante é injetado pelo cateter. Realiza-se então outra série de raio X.
Uma vez posicionado o cateter nos ramos da artéria que alimenta o tumor, as drogas anticâncer e os agentes de embolia previamente misturados são injetados.
Radiografias adicionais serão tiradas para confirmar se todo o tumor foi tratado.
No final do procedimento, o cateter é removido e aplica-se pressão para controlar qualquer sangramento. A abertura na pele é então coberta com curativo compressivo. Não são feitos pontos, pois não é preciso.
O paciente ficará de repouso no quarto de recuperação por quatro a seis horas.
A quimioembolização dura, normalmente, 90 minutos.
 
O que experienciarei durante e depois do procedimento?
Dispositivos para monitorizar a sua frequência cardíaca e a sua pressão sanguínea serão ligados ao seu corpo. Você sentirá uma pequena picada quando a agulha for inserida na sua veia para a colocação do acesso venoso e quando a anestesia local for injetada. Não haverá sensibilidade nas artérias. A maior parte da sensação ocorre na incisão localizada na pele, que fica dormente com a anestesia local.
Se o procedimento for realizado com sedativos, o medicamento fará com que você se sinta relaxado e sonolento. Poderá ou não permanecer acordado, dependendo de quão sedado estiver.
Poderá sentir uma pequena pressão quando o cateter for inserido, mas nenhum desconforto maior.
À medida que o material contrastante passar pelo seu corpo, poderá sentir uma sensação de calor.
A maioria dos pacientes apresenta alguns efeitos secundários com o nome de síndrome pós-embolização, que incluem dor, náuseas, vômitos e febre. A dor é o efeito secundário mais comum porque o fornecimento de sangue à área tratada está cortado. Pode ser prontamente controlada por medicação oral ou intravenosa.
Você poderá deixar o hospital 48 horas após o procedimento, uma vez que a sua dor e as náuseas tenham diminuído. Irá para casa com prescrições de antibióticos via oral, bem como medicamentos para as dores e para as náuseas. É normal haver febre alta até uma semana depois do procedimento. Fadiga e perda de apetite também são comuns e podem durar duas ou mais semanas. Em geral, isso é sinal de uma recuperação normal.
Se a sua dor mudar de repente em grau ou caráter, se a sua febre repentinamente ficar mais alta ou se você notar outras mudanças fora do normal, entre em contato com o seu médico.
O seu fisioterapeuta dará instruções sobre como utilizar um aparelho para respirar com o nome de espirômetro de incentivo, a fim de ajudá-lo a encher seus pulmões para que não desenvolva pneumonia.
 
Como será minha recuperação?
Você conseguirá retomar as suas atividades normais em uma semana. No primeiro mês após o procedimento, deverá fazer um check-up de rotina para que o seu médico saiba como vai sua recuperação. Deverá submeter-se a uma tomografia computorizada ou ressonância magnética e a exames laboratoriais no sangue para determinar o tamanho do tumor tratado.
Se houver um tumor em ambos os lados do fígado, comumente só parte dele será tratado da primeira vez e, um mês depois, será necessário regressar ao hospital para uma quimioembolização adicional.
Tomografia computadorizada ou ressonância magnética serão realizadas de três em três meses para determinar o grau de diminuição do tumor e verificar se e quando novos tumores surgem no fígado. O tempo médio antes de um segundo ciclo de quimioembolização (por causa do tumor novo) é entre 10 e 14 meses.
A quimioembolização pode ser repetida muitas vezes no decorrer de vários anos, desde que permaneça tecnicamente possível e você continue a ser saudável o suficiente para suportar procedimentos repetidamente.
 
Quem interpreta os resultados e como os obtenho?
O angiorradiologista ou cirurgião endovascular irá informá-lo se o procedimento tiver sido um sucesso técnico quando terminado. Terá também marcações para tomografia computadorizada ou ressonância magnética adicionais e exames de sangue para determinar o tamanho do tumor tratado.
 
Quais são os benefícios e os riscos?
A - Benefícios
·      Em cerca de dois terços dos casos tratados, a quimioembolização pode fazer com que os tumores no fígado parem de crescer ou encolham. Esse benefício dura em média de 10 a 14 meses, dependendo do tipo de tumor, e normalmente pode ser repetido se o câncer voltar a crescer.
·      Outros tipos de terapia (remoção do tumor, quimioterapia, radiação) podem ser utilizados em combinação com a quimioembolização para controlar o tumor.
·      Quando o câncer é limitado ao fígado, a maior parte dos óbitos deve-se à insuficiência hepática causada pelo tumor em crescimento, não ao fato de o câncer estar espalhado pelo resto do corpo. A quimioembolização pode ajudar a prevenir esse crescimento do tumor, preservando o funcionamento do fígado e um estilo de vida relativamente normal.
B - Riscos
·      Qualquer procedimento no qual a pele seja penetrada envolve risco de infecção. A probabilidade de a infecção precisar de tratamento com antibiótico é muito baixa.
·      Qualquer procedimento que envolva a colocação de um cateter dentro de um vaso sanguíneo acarreta certos riscos. Esses riscos incluem dano ao vaso sanguíneo, hematomas ou sangramento no local da punção, além de infecção.
·      Há sempre a possibilidade de o material de embolização alojar-se no local errado e privar o tecido normal do seu fornecimento de sangue.
·      Há risco de infecção depois da embolização, mesmo que se tenha administrado antibiótico.
·      Como a angiografia faz parte do procedimento, há risco de reação alérgica ao material contrastante.
·      Como a angiografia faz parte do procedimento, há risco de deterioração da função renal em pacientes com diabetes ou outras doenças preexistentes.
·      Reações à quimioterapia podem incluir náuseas, perda de cabelo, redução de glóbulos brancos, redução de plaquetas e anemia. Como a quimioembolização prende a maior parte das drogas de quimioterapia no fígado, essas reações são normalmente suaves e menores que na quimioterapia sistêmica.
·      Complicações sérias da quimioembolização podem ocorrer em 5% dos casos. A maioria dessas complicações envolve infecção ou deterioração do fígado. Relatos indicam que aproximadamente um em cada 100 procedimentos resulta em morte, normalmente em razão de insuficiência hepática.
·      Crianças têm grande risco de formar coágulo de sangue na perna depois do procedimento.
 
Quais são as limitações da quimioembolização?
A quimioembolização não é recomendada em casos de disfunção grave do fígado ou rim, coagulação anormal do sangue, cirurgia anterior, stent no ducto biliar ou bloqueio do ducto biliar. Em alguns casos – apesar da disfunção do fígado – a quimioembolização pode ser realizada em pequenas quantidades e diluída em vários procedimentos para tentar minimizar o efeito no fígado.
A quimioembolização é um tratamento de controle e não de cura. Aproximadamente 70% dos pacientes terão melhorias e, dependendo no tipo de câncer, a taxa de sobrevida poderá ser maior.
 
Outros artigos que podem interessar:

 
Bibliografia
Grosso, Maurizio, Claudio Vignali, Pietro Quaretti, Antonio Nicolini, Fabio Melchiorre, Gabriele Gallarato, Irene Bargellini, and others. "Transarterial Chemoembolization for Hepatocellular Carcinoma with Drug-eluting Microspheres: Preliminary Results From An Italian Multicentre Study." Cardiovascular and interventional radiology 31, no. 6 (2008): doi:10.1007/s00270-008-9409-2.
Journal of chromatography. B, Analytical technologies in the biomedical and life sciences

quimioterapiaembolizaçãotratamento
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Embolização de mioma

qua, 12/23/2015 - 19:29

A embolização de miomas está inclusa no rol de procedimentos de cobertura obrigatória por convênios e planos de saúde. É uma técnica de radiologia intervencionista aplicada às áreas vascular e ginecológica para abordagem terapêutica de várias situações, como no tratamento dos miomas uterinos.

Os miomas uterinos são nódulos de tecido muscular liso e tecido conjuntivo fibroso que se desenvolvem na parede do útero. São os tumores benignos comuns que atingem mulheres em fase reprodutiva. As pacientes apresentam sintomas como sangramentos, cólicas e fluxos menstruais excessivos, sensação de peso no baixo ventre, dor durante a relação sexual, dificuldade para engravidar e até abortos espontâneos.

A embolização de miomas é um tratamento cirúrgico, que bloqueia os vasos sanguíneos que nutrem o tumor. O procedimento é realizado por uma equipe multidisciplinar (ginecologista e vascular intervencionista), em que o médico é guiado por imagens para acessar a artéria uterina que irriga o ovário. A partir da visualização dos nódulos, o médico faz a injeção do agente embolizante, que vai bloquear o fluxo de sangue nos vasos que alimentam o tumor. Sem irrigação a sanguinea, em seis meses após o procedimento, é possível ver uma redução média de 40% do volume do útero, com melhora dos sintomas.

A técnica é realizada com anestesia raquidiana ou peridural e o processo leva em torno de 1h30, incluindo preparo. A recuperação se dá em poucos dias e a paciente pode retomar em breve suas atividades normais. A embolização ainda permite o tratamento de mulheres que apresentam múltiplos miomas, mais difíceis de serem removidos pela miomectomia.

Quem pode se beneficiar da técnica:

- Mulheres portadoras de leiomiomas uterinos intramurais sintomáticos ou miomas múltiplos sintomáticos na presença do intramural (sintomas expressos através de queixa de menorragia/metrorragia, dismenorreia, dor pélvica, sensação de pressão supra púbica e/ou compressão de órgãos adjacentes).

Leia mais sobre:

Tags: miomaendovascularembolização
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Espuma vs Laser e Cirurgia tradicional para varizes

ter, 12/08/2015 - 17:34

Trabalho recentemente publicado mostra que o resultado após 5 anos da cirurgia de varizes com laser e a tradicional são superiores à técnica com espuma. O que não é novidade aqui no site, já comentamos sobre isso anteriormente aqui, onde o laser era melhor que a espuma e a cirurgia tradicional. As evidências científicas vão apenas acumulando, mostrando a melhor eficácia e menor invasividade do laser.

Por isso, é muito importante se informar adequadamente antes de tomar decisão relacionada a sua saúde. Está planejando tratamento de varizes e foi indicado algum procedimento? Pesquise e ouça outras opiniões. A espuma está na mídia, mas nem sempre é a melhor opção. Existem casos muito específicos onde a espuma é bem aplicada. O cirurgião vascular, principalmente aquele apto à realizar todos os procedimentos venosos, pode ajudar nessa decisão.

Fonte: EADV: Best treatments for great saphenous vein reflux

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Pé diabético

seg, 11/23/2015 - 15:07
Pé diabético

Uma das maiores causas de amputação no Brasil

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

 

A Diabetes é uma das doenças mais comuns na atualidade, atingindo cerca de 9% da população mundial. No Brasil as pesquisas indicam prevalência de 5%, podendo chegar a mais de 20% após os 50 anos de idade, sendo um pouco mais comum em mulheres. Em 2012, a Federação Internacional da Diabetes estimou em nosso país 13,4 milhões de doentes. Além do impressionante número, chama a atenção o fato de cerca de metade dos doentes não saberem que são portadores do problema. Isso é muito grave. Esta população não está tomando a única atitude que poderia minimizar o impacto da doença, que é o seu controle.

 

Como o problema se instala?

 

A diabetes começa de forma silenciosa  e sem dar sinais. Com os anos, o descontrole metabolico se acumula no organismo e, eventualmente, o primeiro sintoma pode ser uma complicação grave. Os pés dos portadores de diabetes estão particularmente em risco. Em sua evolução, a dibetes leva a perda de sensibilidade dos pés, à diminuição da circulação do sangue, a perda da capacidade de cicatrização e de defesa contra infecção. Segundo a American Diabetes Foundation, um diabético tem entre 15 e 45 vezes mais chance de sofrer uma amputação e isto está muito ligado a dois pontos que são justamente uma infecção e a falta de circulação de sangue. A falta de sensibilidade facilita a ocorrência de lesões nos pés, gerando o que chamamos de porta de entrada para germes ou bactérias. Como a capacidade de defesa nos diabéticos é diminuida, esta infecção pode se alastrar mais rapidamente, e pior, sem gerar sintomas em um primeiro momento, atrasando o diagnóstico e o tratamento. A presença de diabetes mal controlada leva à deterioração das artérias das pernas após algum tempo, prejudicando a condução do sangue até os pés, com chance de gangrena e amputação. Dois terços dessa população tem problemas circulatórios nas pernas e/ou em outros locais como o coração, rins e olhos (retina).

 

Prevenção:

 

A melhor forma de prevenir complicações é o diagnóstico e controle precoce do diabetes associado aos cuidados com os pés. O diabético deve examinar seus pés todos os dias à procura de pequenos ferimentos, evitar unhas mal cuidadas, tratar micoses entre os dedos, hidratar a pele e observar alterações da aparência normal do pé. Se houver limitação da visão, algo infelizmente não raro entre os diabéticos, uma segunda pessoa deve auxiliar nesta tarefa. O consumo excessivo de alcool acelera a perda de sensibilidade e deve ser evitado. O uso de sapatos adequados que sejam largos, macios e confortáveis é imprescindível, assim como sua inspeção antes de calçar a procura de objetos em seu interior. O diabético deve evitar ao máximo andar descalço ou com os pés desprotegidos, assim como colocar os pés em qualquer tipo de banho de imersão em água aquecida.

 

Tratamento:

 

O tratamento vai depender da forma como este pé está afetado e o grau de comprometimento dos diversos tecidos que o compõe. No caso de haver falta de circulação e na presença de uma ferida, é possível que seja necessário o restabelecimento da circulação para poder ocorrer a cicatrização dessa lesão. Esse restabelecimento se da por meio de cirurgias convencionais e endovasculares que permitem ao sangue fluir melhor em regiões onde antes não conseguia chegar de forma adequada e suficiente. Se houver uma ferida, mas a circulação estiver preservada, eventualmente cuidados locais baseados em curativos pode ser a terapia de escolha. Sempre que houver infecção associada, o emprego de antibióticos é recomendado. Infecções leves e superficiais podem ser inicialmente tratadas de forma ambulatorial com acompanhamento dos curativos e medicações por via oral, entretanto, quando a infecção for mais acentuada ou profunda, normalmente é recomendada a internação para cuidados específicos que envolvem além dos curativos, muitas vezes cirurgias para limpeza local e antibióticos injetáveis com maior poder de alcançar área em risco. Infelizmente, uma parte não desprezível dos pacientes portadores de pés diabéticos com complicações circulatórias e infecciosas graves procura o médico apenas em uma fase muito avançada. Em situações extremas, onde a chance de salvar este é ou mesmo esta perna gravemente comprometida for muito pequena, e ao mesmo tempo gera um grande risco de morte ao paciente. Nestas situações limites pode ser necessária a amputação desta parte do corpo. Todos os esforços devem ser empregados a fim de que se evite estas situações limites, e a melhor forma de evitá-las é a prevenção e o tratamento precoce, mesmo das menores e mais "inocentes" lesões.

 

Dica

 

Se você julga que seu pé, ou de um familiar, esteja em risco e possa ter um problema circulatório, converse com seu vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre prevenção, as melhores técnicas de investigação e sobre o tratamento desta perigosa complicação e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar este problema.

 

Fonte: SBACV e Prof. Dr. Alexandre Amato

diabetesarterial
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10 Perguntas sobre laser e varizes

dom, 11/15/2015 - 20:29

O reconhecimento do laser como melhor opção vem aumentando pelo mundo. A recente publicação das diretrizes europeias de 2015, e pela diretriz americana de 2012 reconhecendo o método como melhor opção trouxe mais força ao método. Não é um procedimento experimental, embora seja recente.

 

 

Como é o procedimento de varizes a laser?

O laser é energia ótica e térmica aplicada à veia para fechá-la. Existem duas maneiras de utilizá-lo. Por dentro da veia ou por fora. A tecnica endovenosa serve para as veias maiores e insuficientes como as safenas, e a técnica transdérmica serve para as varizes superficiais, como as teleangiectasias e reticulares, que sao os chamados vasinhos.

 

Qual a diferença em relação ao método tradicional?

Comparando com a cirurgia convencional, a técnica a laser não arranca a veia fora, e sim fecha e exclui ela da circulação. Dessa forma, sendo menos agressiva, a recuperação é bem mais comoda e rápida. 

Quando falamos do laser transdermico, devemos compará-lo à escleroterapia, ou "aplicação" dos vasinhos. Ele permite maior possibilidade de tratamento e menos sessões, principalmente quando associado a outras técnicas.

 

O método é menos invasivo?

Sim, muito menos. Enquanto a cirurgia tradicional requer cortes e dissecção, o laser endovenoso é feito através de punção, ou seja um furinho apenas. Além disso, como não há o arrancamento da safena, não há grandes sangramentos e portanto menos hematomas e equimoses

 

Quando o tratamento de varizes a laser é indicado ao paciente?

Recentemente o Guideline (diretriz) europeu colocou o laser venoso como indicação IA e a cirurgia tradicional como IIB, ou seja, o mundo já está percebendo os beneficios da técnica e não é nada experimental. Isso pode ser compreendido de várias maneiras e resumindo é: a cirurgia tradicional funciona, mas se há a possibilidade de oferecer o laser como tratamento, este deve ter a preferência.

 

Qual o tempo de recuperação da cirurgia de varizes a laser?

Em torno de uma semana. Muitos pacientes já estão bem muito antes. Enquanto na cirurgia tradicional a recuperação ficava em torno de 15 a 30 dias. Além disso, com o laser, no dia seguinte atividades diárias já devem ser retomadas.

 

Também pode ser usado na cirurgia da safena da perna?

Sim, o laser endovenoso deve ser usado nas safenas, e pode ser usado em outras veias doentes também, como as perfurantes insuficientes e outras veias menos famosas.

 

Com a cirurgia a laser é possível acabar de vez com as varizes?

Acabar de vez com as varizes é complicado. A doença, quando primária, tem um componente genético importante, então, por mais que todas as veias doentes sejam retiradas e tratadas, por carregar a genética para isso, outras veias podem ficar doentes no futuro. O que é possível, é eliminar todas, ou a maioria das veias doentes, tendo um benefício circulatório e consequentemente estético.

 

Como prevenir o aparecimento das varizes?

Como a genética não é possivel mudar, devemos atuar nos fatores predisponentes, como a obesidade, os hormônios e os fatores agravantes, como alterações posturais e a profissão. Ou seja, evitar a obesidade com dieta saudável e exercicio físico, que também melhora a musculatura da panturrilha. Evitar uso de hormônios, se possível. E, com relação à profissão, aqueles que ficam muito tempo de pé e parado, devem se movimentar mais, e, se indicado pelo vascular, usar meia elástica. 

 

A cirurgia pode ser feita por homens e mulheres?

Ambos sofrem de varizes, a diferença é que as mulheres procuram ajuda médica antes, porque se incomodam com a questão estética. Os homens muitas vezes chegam no consultorio em fases mais avançadas da doença. E, para ambos, a cirurgia pode ser o tratamento indicado.

 

É verdade que mulheres tem mais propensão a ter varizes? Por quê?

Como disse antes, tanto homens como mulheres sofrem de varizes, mas as mulheres procuram o tratamento mais cedo porque se incomodam com a estética das pernas. Por causa disso, a procura nos consultórios é maior pelas mulheres, mas isso não quer dizer que os homens não tem varizes, apenas que não estão procurando tratamento nas fases iniciais. As mulheres tem também a influencia dos hormonios e a piora por causa da gravidez, que aumentam as varizes.

 

 

 

Tags: laservarizesvenosofaq
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Tumor glômico carotídeo ou quemodectoma

dom, 11/15/2015 - 17:58

É um câncer neuroendócrino raro que se origina de células presentes na bifurcação da artéria carótida, também conhecidos como paragangliomas não cromafins ou tumor de corpo carotídeo. São células especiais, especializadas como quimioceptores, ou seja, regulam a pressão sanguinea arterial. A maioria das vezes não é maligno, mas apesar de benigno tem um crescimento lento mas contínuo que requer tratamento cirurgico pois acaba por dificultar a chegada de sangue no cérebro, um comportamento semelhante ao maligno.
É muito importante diferenciar de aneurisma de carótida. Ambos aumentam o tamanho da artéria e portanto podem ser confundidos, mas o tratamento é completamente diferente. Enquanto que o tumor glômico carotídeo consiste numa proliferação descontrolada das células aumentando de tamanho a bifurcação da carótida e deformando a anatomia cormal, o aneurisma é uma dilatação oca da artéria.

Quando esse tumor é ativo, ou seja, secretivo, ele pode secretar substãncias e hormônios que podem acelerar o coração ou mesmo aumentar a pressão arterial.
Os sintomas variam com o tamanho do tumor e secreção hormonal, podendo apresentar rouquidão, dificuldade e dor para engolir, dor de cabeça, sensação de pressão no angulo da mandíbula e desmaios. Derrame cerebral também pode acontecer com o crescimento do tumor, devido à pressão, alteração e estenose da artéria carótida. O melhor tratamento é o cirúrgico, sendo a embolização do tumor uma possibilidade para diminuir seu sangramento no intraoperatório, pois é um tumor altamente vascularizado. A radioterapia é uma possibilidade coadjuvante.

Essa é a arteriografia e a embolização do tumor glômico carotídeo, procedimento realizado antes da cirurgia de exérese para diminuir o risco de sangramento. O procedimento é minimamente invasivo, realizado em hemodinâmica.

Fonte: AMATO, Alexandre Campos Moraes; AMATO, Salvador José de Toledo Arruda; et al. . Aneurisma de carótida interna. 2002.
Durdik S, Malinovsky P Chemodectoma - carotid body tumor surgical treatment. Bratisl Lek Listy 2002
AMATO, ACM. Tumor do Glômus Carotídeo - chemodectoma. VascularIn 2011. Ano XI n34 p16

tumorglomicocarótidaartériaarterial
Categorias: Medicina

Linfedema

qua, 11/04/2015 - 18:27
Linfedema

Inchaço nas pernas ou nos braços? Pode ser linfedema!
A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.
O linfedema é definido como um acúmulo de líquido e proteínas, que pode ocorrer em diversas regiões do corpo, mas com particular importância nas extremidades como braços e pernas. Várias doenças estão relacionadas ao comprometimento do sistema linfático, seja pelo seu bloqueio ou pela sua lesão direta. Como destaques para as situações mais frequentes podemos citar:
Linfedema nos membros superiores: ligado ao câncer de mama, geralmente pós-cirúrgico ou pós-radioterapia
Linfedema nos membros inferiores: ligado às infecções (erisipelas) de repetição
O sistema linfático é pouco conhecido, mas desempenha um importante papel  em nosso organismo. Geralmente localiza-se paralelo ao sistema de transporte de sangue:
Sistema arterial: vasos sanguíneos responsáveis pela distribuição de sangue oxigenado e rico em nutrientes a todos órgãos e tecidos
Sistema venoso: vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno deste sangue, agora com mais gás carbônico e sobras do metabolismo ao coração
Entre as artérias e as veias existe diferença de pressão de permite o fluxo de uma para a outra, mas desse diferencial de pressão decorre acúmulo de liquido e sobras metabólicas nos tecidos.
Como se inicia o problema?
O sistema linfático é responsável pela coleta do excesso de líquidos, proteínas e metabólitos que “sobram” em nosso corpo, pelo direcionamento destes de volta à circulação e pela defesa do organismo contra infecções. Mesmo com o sistema linfático funcionando normalmente, uma produção exagerada de líquidos e metabolitos pode levar ao seu acúmulo, nesse caso, caracterizando o edema simples ou inchaço naquela determinada região. Algumas situações comuns de inchaço sem comprometimento do sistema linfático são: insuficiência cardíaca, problema nos rins, alterações do fígado, varizes dos membros inferiores, hipotireoidismo crônico (mixedema) e o uso de medicações como corticoides, alguns anti-hipertensivos e até mesmo determinados diuréticos, que podem gerar desbalanço e ser a origem do problema.
Como posso fazer o diagnóstico?
A correta identificação da causa desse edema é importantíssima, visto que os tratamentos serão fundamentalmente diferentes. Na maioria das vezes, um minucioso exame médico é suficiente para fazer essa diferenciação. Eventualmente, exames complementares como dosagens sanguíneas (função renal, hepática, proteínas, etc), ultrassom venoso e testes cardíacos são úteis para afastar as outras causas. A linfocintilografia é o exame mais indicado para a visualização direta do sistema linfático, mas suas indicações são restritas.
Há tratamento?
Sim. Muito embora com a tecnologia e os recursos que dispomos atualmente o Linfedema não tem cura, é possível e importantíssimo fazer o tratamento adequado a fim de bloquear a evolução da doença e diminuir suas graves consequências. Tal tratamento é baseado em quatro pontos fundamentais, conhecido como terapia descongestiva complexa. Os componentes desse tratamento consistem na drenagem linfática manual, exercícios que estimulem a drenagem linfática (miolinfocinéticos), terapia de compressão (com meias/luvas elásticas ou bandagens compressivas) e os cuidados com a pele como hidratação e prevenção de infecções fúngicas ou simplesmente micoses. A associação de linfedema de membros inferiores e doença venosa (varizes ou insuficiência venosa crônica) é bastante frequente. Nestes casos o tratamento concomitante pode trazer benefícios e uso de medicações flebotômicas e/ou meias de compressão podem ajudar a minimizar os sintomas.
 
Dica: Se você apresenta inchaço nas pernas ou nos braços e pensa que pode ser linfedema, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que conhece as melhores técnicas de investigação e pode, em conjunto com o paciente, definir a forma mais adequada de prevenir e tratar esse problema.
Veja mais:

linfáticalinfáticodoença
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Como evitar e tratar vasinhos e varizes.

ter, 11/03/2015 - 18:44
Como evitar e tratar vasinhos e varizes.

Entrevista com o Prof. Dr. Alexandre Amato sobre como Evitar e Tratar Vasinhos e Varizes no programa  "Análise Direta" com a entrevistadora Paty Biasi.

 

 

Transcrição

Paty: Olá, está começando mais um programa Análise Direta, com mais um assunto importante para debater hoje e você pode participar enviando as suas perguntas através do facebook.com/programasalisedireto. Nós transmitimos aqui diretamente dos estúdios de São Paulo para o Brasil inteiro e mais 55 países. Hoje vamos falar dos terríveis vasinhos e varizes, que surgem principalmente nas pernas. O principal fator determinante para o surgimento desse problema é a pré-disposição genética, em algum momento da vida eles podem até devem aparecer, mas a boa notícia é que esse surgimento pode ser retardado com bons hábitos de vida. Afinal quando você tira os sapatos no fim do dia as suas pernas ficam com marcas das meias? O meu convidado de hoje é o cirurgião vascular doutor Alexandre Amato, tudo bem? Seja bem-vindo.

Dr. Alexandre: Muito obrigado, muito prazer. Estou muito feliz d ter sido convidado aqui conversar sobre esse assunto que é muito importante.

Paty: O prazer é nosso, obrigada pela atenção. Qual é a diferença entre vasinho e varizes?

Dr. Alexandre: Pergunta difícil logo de cara? Bom, doença venosa ela atua em veias de diversos tamanhos. Os vasinhos são as veias menores mais finas com menos de 3 milímetros e seriam caracterizadas ai como os vasinhos dilatados e as varizes seriam os vasos maiores do que 3 milímetros, mas ambos fazem parte da mesma doença. Então no consultório chegam e falam “ah, doutor eu não tenho varizes, tenho varizes”, mas é a mesma coisa, são tamanhos diferentes de vasos só isso, a doença é a mesma...

Paty: É a mesma?

Dr. Alexandre: É a mesma e tratamento pode ser diferente, mas a doença é a mesma.

Paty: E precisa do tratamento...? É perigoso a pessoa deixar para lá e não tratar?

Dr. Alexandre: A doença venosa ela tem uma característica muito interessante, que ela é uma doença de uma progressão muito lenta e benigna, então, ninguém vai morrer de varizes, isso não acontece. O que não pode é ignorar a existência da doença, então é muito comum a pessoa ver um vaso ou uma veia varicosa pensa assim “ah, problema pequeno vou deixar lá para frente” vai empurrando, empurrando e com o tempo isso que era um probleminha pequeno no começo (ininteligível) problema maior ou mais difícil para resolver também no futuro. Então, o importante é não ignorar a doença, ela deve ser tratada, tem vários tratamentos, mas e ai a gente pode (ininteligível) sobre isso, mas não ignorar a existência desses vasinhos.

Paty: Pode trazer algum outro tipo de complicação, se a pessoa deixar para depois?

Dr. Alexandre: Pode. Varizes, primeiro que trazem sintomas, então os sintomas das doenças venosas são principalmente, inchaço e dor. O Inchaço normalmente ocorre mais para o final do dia dependendo da gravidade da doença pode começar mais cedo e a dor é uma sensação de cansaço, peso, muitas vezes as pessoas não consegue nem caracterizar como dor e como é uma doença de evolução muito lenta como eu disse, as pessoas imaginam que, “poxa, trabalhei o dia inteiro estou chegando em casa com a perna pesada isso é normal”, mas não, não é, isso pode ser um sintoma da doença venosa.

Paty: quais são os cuidados que a pessoa deve tomar para evitar o aparecimento da doença venosa?

Dr. Alexandre: Bom, como você mesmo já disse o principal é uma característica genética das varizes primárias, varizes secundária é secundária a alguma doença, não vamos entrar nesse aspecto da doença que é um pouquinho mais complicado, vamos falar das varizes primárias são mais prevalentes mais comum e acho o que é o que pode ser evitado. Então, tendo a doença genética a gente não consegue mudar, não existe terapia genica, não tem como mudar o DNA da pessoa para evitar o problema no futuro, o que a gente pode fazer é evitar os fatores de agravo ou os fatores predisponentes. Então, primeiro alimentação saudável para não ganhar peso, pois a obesidade é um dos fatores de risco importante, tendo a genética pode se fazer a prevenção com o suo de meia elástica obviamente indicado pelo seu médico e exercício físico, exercício físico é essencial, a musculatura da panturrilha quando ela contrai ela bombeia o sangue para cima, então se a gente tem uma musculatura boa atuante bombeando o sangue de volta para o coração a gente consegue evitar os sintomas venosos e muitas vezes até atrasa um pouquinho o aparecimento da doença. Então, evitar ganho de peso, uso da meia elástica se tiver algum problema e exercício físico, são os principais.

Paty: qual exercício físico que é mais apropriado para evitar que a pessoa tenha varizes?

Dr. Alexandre: Eu gosto muito de indicar os exercícios que não tem impacto, então porque chega-se no meu consultório com queixa de dor na perna e se eu passo um exercício que tem muito impacto eu posso trocar uma dor por outra, então... ah, começa a bater o pé no chão começa a ter dor no joelho resolve o problema da dor das varizes, mas passa a ter dor no joelho ou por alguma outra razão. Então, o que eu gosto de sugerir mesmo são os exercícios na água hidroginástica, natação, são exercícios saudáveis e não tem um impacto grande e que ajudam a fortalecer a musculatura, mas obviamente os outros exercícios também ajudam não é que não devem fazer, se caminha e tem um bom habito mantenha.

Paty: Ficar com as pernas para cima ajuda ou isso é mito?

Dr. Alexandre: Ficar com as pernas para cima é uma excelente maneira de facilitar o retorno venoso a gravidade ajuda a retornar o sangue para o coração então diminui sintoma quem tem doença e coloca a perna para cima sente um alivio dos sintomas.

Paty: Mas e fazer isso, por exemplo, todo dia a pessoa... para evitar ter adianta ou é mito?

Dr. Alexandre: Teoricamente pode ajudar, mas teria que ficar muito tempo com a perna para cima para ter um feito, eu se fosse focar em alguma coisa o exercício físico eu acredito que tem um efeito benéfico maior do que só ficar com a perna para cima.

Paty: Musculação também ajuda?

Dr. Alexandre: Musculação, bom, lógico, logico, fortalecer os grupos musculares das pernas.

Paty:E a questão da alimentação é só por causa mesmo do ganho de peso?

Dr. Alexandre: É, não existe nenhum alimento que piora as varizes ou que melhora, então não tem nenhum alimento milagroso ou um alimento infernal, vamos dizer assim, o que a gente tem que focar é manter um peso saudável nem muito magro, nem muito gordo, nem grandes variações, alimentar-se saudavelmente isso eu estou falando de varizes, obviamente tem outras doenças vasculares que se beneficiam de algumas dietas mais especificas, por exemplo, aterosclerose evitando alimento muito gorduroso e tudo mais. Então, quando a gente fala só de varizes é não ganhar peso.

Paty: A viagem de avião a gente ouve falar ai de gente que tem problemas no avião, teve agente até que já morreu por causa disso, ai foram ver era por causa das varizes que a pessoa tinha, o que aconteceu?

Dr. Alexandre: É a trombose venosa profunda evoluindo para uma embolia pulmonar, como eu disse logo no começo, varizes não mata, trombose venosa profunda também difícil, mas ainda a embolia pulmonar que é uma complicação disso tudo e é uma sequência pode sim matar. Então viagem de avião principalmente as viagens prolongadas eu não estou falando aqui de viagem de 1 hora, 2 horas eu estou falando viagens mais longas, quando  a gente fica muito tempo sentado parado a musculatura não está bombeando o sangue para cima então há uma estase venosa esse sangue fica represado com risco maior de formar coágulos que seriam então a trombose venal profunda, mas é bem interessante essa pergunta de avião, porque é muito difícil a gente fazer um trabalho cientifico avaliando todo mundo que entra no avião e se vai ter ou não vai ter trombose, imagina alguns cientista maluco falando “olha, eu vou colocar todo mundo no avião, quando a gente chegar numa viagem depois de 14 horas a gente vai fazer uma fila aqui e vamos fazer exame em todo mundo para ver se um teve trombose ou não” impossível, então a gente usa estratégias diferentes de pesquisa para chegar nessa conclusão, tem um trabalho muito interessante que eu gosto de citar que mostrou que quem tinha trombose e tinha viajado de avião estava sentado na janelinha, então...

Paty: ‘Nossa’!

Dr. Alexandre: É, é bem curioso isso. Então ele fez o caminho inverso, ele procurou as pessoas que tinham trombose procuraram o serviço de saúde e o que aconteceu com essas pessoas? “ah, estava no avião, ótimo, onde você estava sentado? Quem estava no corredor não tinha trombose quem tinha trombose estava sentado na janelinha” é assim, sugere-se, a gente não pode falar com certeza absoluta é porque quem está sentado na janelinha se movimenta menos, tem o receio de levantar ir ao banheiro, andar no corredor e acaba se movimentando menos e o risco acaba sendo maior” eu por prevenção sempre pego o corredor, mas existem alternativas como...

Paty: Engraçado eu sempre sentei na janela, voei sempre na janelinha.

Dr. Alexandre: Ainda bem que tem alguém que senta na janela, porque senão não vai ter vaga no corredor.

Paty: Não vai ter vaga para vocês...

Dr. Alexandre: Mas o uso da meia elástica pode fazer a mesma coisa, então uma meia elástica de leve compressão para quem não tem doença é o suficiente para comprimir o sistema venoso superficial e facilitar esse retorno venoso diminuindo não só a chance de ter uma trombose venosa no avião, como também o inchaço quem nunca tirou o sapato na avião, viajou e quando vai colocar o sapato no final o sapato não entra?

Paty: É aconteceu comigo já numa viagem longa que eu fiz.

Dr. Alexandre: É muito frequente.

Paty: Eu fui colocar falei “meu Deus como está inchado meu pé?” estava enorme.

Dr. Alexandre: É muito frequente. Antigamente quando tinha um espaço maior no avião a gente ainda tentava colocar a perna para cima, mas agora a classe foi diminuindo, diminuindo, diminuindo você não consegue colocar a perna para cima de jeito nenhum.

Paty: Muito apertado.

Dr. Alexandre: Pois é.

Paty: Mas funciona se, por exemplo, a pessoa se movimentar sentada mesmo? A perna às vezes.

Dr. Alexandre: Ajuda, fazer esse movimento aqui com os pés de contração da musculatura com certeza ajuda.

Paty: E procurar sempre dar uma levantadinha...

Dr. Alexandre: Esse é o ideal, esse é o ideal, caminha vai e volta no corredor a cada uma hora dá uma andadinha ai de 5 – 10 minutos é o suficiente para manter a bomba periférica o coração periférico... o coração periférico que é o coração funcionando e diminuindo os sintomas. Isso vale também para quem não tem doença venosa é uma pergunta genérica para todo mundo.

Paty: Tá, então até mesmo quem nunca tenha tido problema com isso é recomendável que use uma meia...?

Dr. Alexandre: Ou que pelo menos se movimente mais no avião, isso com certeza absoluta.

Paty: Isso é em viagens mais longas...?

Dr. Alexandre: Mais prolongadas ou pelo menos de 4 – 5 horas para cima a gente começa a se preocupar.

Paty: Agora, tem especifico na hora da escolha das meias, porque tem gente que vai compra ah, não sabe qual o tamanho ideal que deve usar, se tem que usar compressão média, tem fraca, média e forte...?

Dr. Alexandre: Essa pergunta é importantíssima e pega num ponto crucial da doença em si. Então, eu vou falar sem falar marca nenhuma de meia de uma forma genérica e que vale para todas, então meia elástica existe de várias compressões a gente separa normalmente em três grupos que é meia, leve e alta compressão, média e alta compressão são meias de indicação médica teoricamente não é para conseguir comprar uma meia dessas sem uma receita, porque elas possuem contraindicação e tem que ser avaliado se o paciente tem ou não essa contraindicação para usar a meia. Meia de leve compressão não, não tem essa obrigação, mas tem um porem muito grande ai, existem diversas marcas no mercado e existem diversas pernas no mundo, então existem pernas com panturrilha larga, canela fina o contrário canela larga, panturrilha mais fina e o princípio básico da meia elástica é uma compressão graduada então ela vai comprimindo mais embaixo e menos em cima. Se a gente usa uma meia genérica que teoricamente serviria em toda perna e um paciente com uma perna diferente do outro vai ter uma atuação diferente, como que funciona isso? Então, para comprar uma meia elástica sua perna tem que ser medida, então tem que se usar uma fita métrica e medir a circunferência da panturrilha, do tornozelo no mínimo e procurar a meia que se adapta a sua perna, então comprar uma meia ir na farmácia pegar uma meia da Stand porque é tamanho ‘p”, ‘m’, ou ‘g’ é certeza absoluta que vai estar usando uma meia que não é adequada no seu caso. Então, quem usa uma meia não adequada pode acontecer de tudo, desde não funcionar para nada até eu já vi até caso de trombose por causa de uso de meia inadequada.

Paty: ‘Nossa’ ‘gente’.

Dr. Alexandre: É ela forma um garrote aperta demais da conta e o sangue...

Paty:Em vez de ajudar, piora.

Dr. Alexandre: Exatamente. Então, eu não sugiro comprar em farmácia em casa de materiais médicos cirúrgicos normalmente, então obviamente eu estou generalizando aqui, o vendedor sabe medir a perna e ele vai usar uma tabelinha da marca da meia para identificar qual que é a meia que serve para aquela perna, esse negócio é tão importante que já existe a evolução que é o paciente entra num equipamento o scanner 3D que scaneia a sua perna e ai essa vai se procurar que serve para esse modelo de perna e se não tiver ele imprimi numa impressora 3D e vai imprimir a meia para essa pessoa. Então é o avanço esse...

Paty: Mas isso é só em lojas assim especificas.

Dr. Alexandre: Muito, muito, muito especificas. E eu acabo recomendando esse tipo de meia é só para quem tem uma perna muito fora do usual, porque quem tem uma perna mais comum é mais fácil encontrar meia no mercado.

Paty:Ok. Eu vou fazer uma pequena pausa agora para o intervalo, mas já, já a gente volta falando mais sobre varizes, Não sai daí. 

Paty: Estamos de volta com o programa Analise Direta, transmitido para o Brasil inteiro mais 55 países. Hoje nós estamos falando sobre varizes e vasinhos com o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular. A gente conversou ai sobre várias questões ai no primeiro bloco e eu ia perguntar da gravidez, mas tive que encerrar o bloco. Vamos conversar um pouquinho sobre a gravidez, ela pode provocar as varizes, os vasinhos?

Dr. Alexandre: Bom, a gravidez é um fator de piora importantíssimo, mas também quem engravida e não tem nada de varizes, por que? Porque a genética continua sendo um fator importante. Então, se a pessoa não tem o fator genético a probabilidade de ter varizes por causa da gravidez é pequena. Agora, quem tem a doença venosa, quem tem a genética e engravida a gravidez vai ser um fator de piora muito, muito importante, então, por que? Bom, a gravidez em primeiro lugar altera a questão hormonal da mulher assim abruptamente e com doses muito grandes de hormônio e o hormônio feminino ele atua diretamente na parede do vase e nas válvulas que fazem o retorno venoso, danificando essas válvulas, então existe o fator hormonal da gravidez para a piora das varizes, mas também tem o aumento da barriga e compressão das veias, isso também vai diminuir o retorno venoso que piora as varizes, também útero grande, bebê lá dentro, bebê precisa de sangue e vai haver uma competição de sangue entre a região pélvica da mulher e o útero e o bebê e essa competição também vai haver um roubo desse fluxo pelo sistema uterino também é um fator de piora.

Paty: ‘Nossa’ muitos fatores...

Dr. Alexandre: Muitos fatores. A mulher também quando está gravida ela caminha de forma diferente não sei se já percebeu, mas a mulher ela muda a maneira de pisar, essa maneira de pisar também muda a dinâmica da musculatura da panturrilha diminuindo o retorno venoso, então a gente soma vários fatores e a gravidez acaba sendo um problema grande para quem tem varizes, mas pelo amor de Deus, não deixem de engravidar por causa de medo de varizes, não é isso que eu estou falando, é só prevenir.

Paty: Com meias?

Dr. Alexandre: Existem meias adequadas para mulher gravida, então no início da gravidez são meias mais simples, depois tem as meias próprias para quem já está com a barriga.

Paty: Ah, eu usei ela tem, não sei se ainda é assim, mas ela é mais larga na barriga...?

Dr. Alexandre: Isso, isso, você se adaptou ao uso?

Paty: Super bem, melhorou bastante.

Dr. Alexandre: É diminui o inchaço e diminui a retenção venosa isso é muito importante, a barriga e o útero acaba comprimindo a veia cava, então tanto que uma das orientações para mulher gravida é não deitar virada para direita, deitar sempre virada para esquerda para o útero não cair em cima da veia cava e melhorar o retorno venoso, mas ai tem várias dicas, levantar o pé da cama, usar meia elástica, fazer exercício físico gravida pode e deve fazer, obvio que com acompanhamento adequado.

Paty: eu lembro que eu tive que usar essas meias na gravidez, tudo, tinha que colocar as pernas para cima antes de colocar as meias, ainda é assim ou as meias mudaram... a tecnologia?

Dr. Alexandre: Sim e não, eu acredito que há um desconhecimento e uma excesso de zelo com o uso da meia elástica. Então a meia ela tem... é mais fácil de colocar com a perna desinchada, então se você coloca a meia logo depois que acorda a sua perna está desinchada não tem que ficar com a perna para cima, ah eu levantei caminhei bastante, fiz minhas atividades, só depois vou colocar a meia, ai é bom ficar um pouquinho com a perna para cima diminui um pouquinho esse inchaço, depois colocar a meia. Mas isso tudo depende do grau da gravidade da doença quem tem uma doença muito grave que incha muito rápido é uma coisa, quem tem uma doença mais leve outra coisa, então quem não tem doença e que usa meia elástica? Que também existe isso ai são os fatores a falta de movimentação.

Paty: Aham, é a pessoa quando usa para prevenção ela não vai ficar com a perna inchada, então...

Dr. Alexandre: então, ano tem toda essa necessidade de ficar tanto tempo com a perna para cima, então vamos pensar assim, professor que fica muito tempo de pé, segurança, cirurgião também... fica muito tempo de pé.

Paty: Você usa?

Dr. Alexandre: Eu sou professor e cirurgião eu tenho que usar, então fica muito tempo de pé a gente não ativa a musculatura vai ter esse represamento ou retenção venosa, vai ter inchaço mesmo para quem não tem a doença então se é um paciente classe zero, ou seja, sem doença nenhuma, mas com sintomas da doença com dor e inchaço típico de quem tem doença venosa, mas sem a doença venosa esse paciente que se beneficiaria do uso profilático da meia elástica mesmo não tendo doença, obvio isso tem que ser avaliado caso a caso e converse com seu médico para avaliar se é necessário ou não.

Paty: Ah, é sempre bom conversar com médico antes...

Dr. Alexandre: Sempre, sempre, por que meia elástica tem contraindicação, quem tem uma doença arterial periférica, por exemplo, não pode usar a meia elástica.

Paty: Então não pode sair comprando e usando...?

Dr. Alexandre: Principalmente as mais apertadas, a gente pode até ser um pouquinho liberal com o uso da leve compressão, mas média e alta pelo amor de Deus não façam isso.

Paty: Muito perigoso...?

Dr. Alexandre: É.

Paty: Tem umas meias elásticas que são ¾, não?

Dr. Alexandre: Tem.

Paty: Isso é indicado ou não?

Dr. Alexandre: De novo vai depender de paciente para paciente, mas eu penso da seguinte maneira, “ah, a doença está na perna toda é indicado o uso de 7/8 ou meia calça, mas a musculatura da panturrilha continua sendo o principal sistema de bombeamento venosos, então se a gente consegue melhorar pelo menos a panturrilha já tem um benefício para o paciente mesmo se a doença dele é na perna toda, então se eu não consigo um paciente usar uma de 7/8, mas eu consigo uma de ¾ pode não ser o perfeito, pode ser no seu ideal, mas já vai ajudar, sabe aquela história do ótimo inimigo do bom? Às vezes a gente fica buscando a perfeição e não alcança nada.

Paty: Verdade, melhor fazer uma coisa boa do que nada.

Dr. Alexandre: Exatamente, exatamente.

Paty: E ai a pessoa fica pensando “ah, não, tem que ser tem que usar a meia inteira”

Dr. Alexandre: E ai acaba que não usa deixa no armário pendurada a meia elástica, isso é muito frequente, o paciente compra a meia usa duas, três vezes não se adapta ao uso...

Paty: é porque é incomodo...

Dr. Alexandre: Principalmente se a meia estiver mal adaptada, mal indicada e tem marcas de boas e ruins, então diferença de tecido tudo, então teste antes, então é muito frequente o paciente compra deixa no armário e não volta, ás vezes por vergonha até de falar para o médico “ó, doutor eu não consegui usar a meia” se você assume isso para o médico e passa o problema para mim, passa a ser um problema que eu tenho que resolver.

Paty: Melhor...

Dr. Alexandre: E ai vamos nos adaptar, uma meia de ¾ pode ser útil em determinados casos, pode não ser 100 por cento, mas poxa, se a gente ajuda 70 por cento já é alguma coisa.

Paty: Verdade, tem aquela 7/8 e aquela inteira também...

Dr. Alexandre: A meia calça, meia calça também, essa é mais difícil.

Paty: É sim, e ela é incomoda...

Dr. Alexandre: É.

Paty: Que era a que eu usava quando eu estava grávida, ela incomodava bastante. O verão ou o inverno, qual é a época... se isso existe, existe época em que piora a situação de quem tem..?

Dr. Alexandre: É, é interessante a relação da doença venosa com o verão e com o inverno por vários motivos, quem tem varizes quer ficar com a perna bonita para o verão e quem te varizes e quer operar quer operar no inverno, porque vai ter que usar a meia elástica e a meia elástica é quente e não quer fazer isso no verão, então primeiro que isso é um mito, dá para operar varizes em qualquer momento do ano ou tratar em qualquer momento do ano não precisa se preocupar com isso.

Paty: É só porque a meia é quente...

Dr. Alexandre: Porque a meia é quente, mas as meias atuais elas estão com tecido tão fino, tão fina que não tem razão para essa ser a limitação. Agora, o verão as pessoas costumam buscar mais o tratamento no verão porque começou a usar shortinho, começou a mostrar mais as pernas, começou a ver mais a veia e ai começa procurar o médico, e também o inchaço o inchaço aumenta no verão por causa do calor, retenção de liquido e às vezes faz essa associação, “ah, estou inchando por causa das varizes, mas é só no verão” às vezes não é só isso que está inchando pode ser distúrbio hormonal, quantidade de liquido que está tomando e várias outras razões, então primeiro, tem muito dessas conexão de verão e inverno, mas a maior parte é mito não precisa se preocupar com isso tratamento pode ser feito em qualquer momento.

Paty: Mas no verão a gente sente um pouquinho mais de cansaço nas pernas, é por causa da retenção de liquido ou...?

Dr. Alexandre: Retenção de liquido, o calor a gente acaba gastando um pouquinho de energia, tem vários fatores que influenciam.

Paty: O carregamento de peso muito peso, peso excessivo pode acarretar um problema ou a pessoa tem que ter a genética para piorar isso?

Dr. Alexandre: A genética tem que estar lá, tem muita gente que carrega muito peso e não tem problema nenhum, se não tiver a genética essa pessoa não vai ter problema nenhuma, mas fazer força aumenta a pressão venosa faz uma manobra chamada de manobra de valsalva, quando a gente comprime a barriga faz essa manobra de valsalva e ai aumenta a pressão no sistema venoso, para quem não tem doença isso ai não causa nada, mas quem tem pode ajudar ou favorecer um rompimento de uma válvula que seria então ai um início um desencadear da doença venoso.

Paty: O homem ou mulher, existe isso também ou é mito, quem tem mais tendência ater?

Dr. Alexandre: Essa pergunta é assim, todo mundo deve estar ouvindo “ah, é obvio que ele vai falar que é mulher”, mas não é tão simples assim. Primeiro, todos os trabalhos para avaliar se foi homem ou mulher que procurou um médico imagina que tem um viés ai da própria pesquisa, quem procura mais o médico por causa de varizes? A mulher sem dúvida nenhuma, porque ela já está preocupada com a estética antes da doença aparecer mais grave, o homem vai procurar quando o negócio já está catastrófico isso é natural...

Paty: Está doendo muito...

Dr. Alexandre: Exatamente. Isso é natural. Então, se a gente faz uma pesquisa cientifica eu abro uma mesinha falo, que venha todo mundo, quem vai vim? Vai vim mais mulher, agora, será que não tem um monte de homem em casa que não veio porque também não está preocupado com os pequenos vasinhos, perna peluda não enxerga, não vê e não está nem ai. Então, o certo para gente responder essa pergunta seria pegar um grupo de pessoas, então vamos pegar um estádio num show, não pode ser futebol senão é mais homem também, num show que tem homem e mulher e vamos examinar todo mundo e ver se a proporção é igual, alguns trabalhos que foram feitos nesse sentido que não chegaram em números muito grandes, mostraram que não tinha uma diferença muito grande entre homem e mulher, apesar disso, eu queria lembrar que os hormônios femininos são fatores de piora para doença venosa, então eu não respondi nem sim, nem não, dei uma volta inteira para falar que homem é mulher pode ser acometido pela doença.

Paty: É, mas esses hormônios femininos vem sempre... eles sempre acarretam um monte de...

Dr. Alexandre: Ah, não reclame dos hormônios femininos porque eles estão ajudando também a prevenir as doenças do coração e doenças ateroscleróticas, as doenças arteriais, a mulher tem muito menos do que o homem porque os hormônios estão protegendo, então tem o lado bom e o lado ruim da moeda.

Paty: Verdade. As pílulas podem acarretar um problema?

Dr. Alexandre: Podem, podem, mas não é para sair parando de tomar pílula, porque a gravidez também pode, então tem que colocar na balança o custo x benefício, se a pessoa não tem a genética não tem que se preocupar tanto, então converse sempre com o seu ginecologista, seu vascular que ele vai avaliar caso a caso para ver se é necessário parar com e pílula ou não.

Paty: Ok, eu vou chamar o intervalo mais uma vez daqui a pouco a gente volta falando mais sobre varizes, até já.

Paty: Estamos de volta com o programa Análise Direta, hoje nós estamos falando sobre varizes, eu estou conversando com o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular. Vamos falar um pouquinho sobre o tratamento?

Dr. Alexandre: Vamos, mas só um pouquinho, porque tem bastante coisa.

Paty: É, pois é, então a gente tem ai eu fiquei sabendo agora pela minha produtora que a gente tem 10 minutinhos finais, então a gente fala assim generalizado, depois a gente te convida a voltar para falar mais sobre o tratamento.

Dr. Alexandre: Maravilha.

Paty: Como é feito o tratamento hoje, quais são as formas que existem que a pessoa pode fazer?

Dr. Alexandre: então vamos lá, doença venosa tem várias classes desde a mais simples onde a estética onde é o que mais incomoda o paciente até as fases mais graves onde a ulcera venosa, feridas, então existe um tratamento para cada fase. Eu vou falar das fases mais comuns e mais frequentes são as fases iniciais da doença e mesmo assim ainda tem vários tratamentos e acredito que a grande dúvida e a validade aqui dessa entrevista é ouvir de todas essas técnicas e saber da existência delas para conversar com o seu médico. Então, primeiro lugar a gente tem que saber que varizes é uma doença benigna de evolução lenta e quem vários tratamentos o grande segredo está sem saber qual é o tratamento adequado para cada caso ou para cada pessoa, então se uma pessoa tem determinada varizes e outra tem o mesmo grau de lesão, mas são pessoas diferentes e com expectativas diferentes o tratamento pode ser completamente diferente, mesmo a veia sendo igual.

Paty: ‘Nossa’

Dr. Alexandre: Então, a expectativa também é importante entra dentro da expectativa se a pessoa tem um desejo estético, se a pessoa quer, não quer, pode ou não pode entrar num centro cirúrgico, se ela quer buscar as técnicas minimamente invasivas, existem técnicas que são cobertas pelo convênio, que não são cobertas, existem técnicas caras, existem técnicas mais baratas e a gente entender todo o contexto do paciente ajuda a encontrar o melhor tratamento.

Paty: Mas assim, os tratamentos tem aquela aplicação que se faz que deve ser bem doloridinha...

Dr. Alexandre: Não, não costuma ser a maior reclamação das minhas pacientes não costuma ser dores, existem técnicas para gente diminuir a dor da aplicação, então analgesia pelo frio é uma deles então a gente solta um jato de ar muito gelado menos 30 graus isso faz a pessoa sentir frio, mas não dor é bem interessante. Mas eu costumo dividir os tratamentos em três grupos, então, o tratamento clínico, o tratamento cirúrgico e o tratamento minimente invasivo ou as escleroterapias. Então, tratamento clínico da doença venosa consiste principalmente no uso da meia elástica, está cheio de medicamento no mercado esses medicamentos eles são bons para sintoma, então como se fosse um remédio para dor de cabeça, você trata lá o sintoma, mas não resolve a causa. A meia elástica atua um pouquinho diferente atuando na causa, mas ela não regride a doença, então a gente não pode usar a meia elástica e achar que a veia vai desaparecer porque usou a meia elástica, não, mas a gente estaciona a doença no tempo ela não progride. Os tratamento cirúrgicos, então existem vários desde a microcirurgia que são pequenos furinhos em que a gente retira essas veias até cirurgia grande como safenectomia onde a veia safena é retirada da perna se ela estiver doente ela não está fazendo benefício nenhum ela pode ser retirada, no método tradicional são corte cirúrgicos a gente tira essa veia através desses cortes cirúrgicos, mas tem a cirurgias menos invasivas, então o uso do laser ou da radiofrequência em que a gente faz um pequeno furinho atravessa com uma fibra ótica queima essa veia essa veia se fecha e ela é reabsorvida com o tempo é muito menos invasiva e a recuperação acaba sendo mais rápida. E quando a gente fala das técnicas as escleroterapias então, isso é debatido em tudo quanto é lugar, a espuma, então “ah, espuma como tratamento milagroso para doença venoso”

Paty:  eu nunca ouvi falar nisso.

Dr. Alexandre: Não?

Paty: Não. O que é?

Dr. Alexandre: Então, a espuma é muito utilizada nos países mais frios Europa principalmente, é um tratamento muito bom funciona. Então, você injeta essa espuma de uma substancia chamada polidocanol essa espuma vai causar tromboflebite naquela veia então, é uma trombose numa veia controlada do jeito que eu quero e isso com o tempo faz a veia fibrosar e fechar. Bom, mas tem as suas complicações também tem seus benefícios e seus riscos, então par aquém busca estética eu não acredito que seja uma técnica muito adequada tem um  risco muito alto de manchar a pele, não que as outras técnicas não tenha também tem, mas a gente tenta minimizar isso, então a espuma para as fases mais avançadas da doença onde já tem mancha, já tem ulcera pode ser indicado, então para as fases mais iniciais talvez não, mas para quem não quer o centro cirúrgico ou quer fugir das outras técnicas talvez seja adequado, então por isso que tem que conversar muito bem com o cirurgião vascular e a conversa não tem que ser só “ah, eu tenho essa doença essa veia é desse tipo e a única opção é essa?” não, eu tenho esse tipo de doença, tenho esse tipo de veia e eu tenho essa expectativa eu gostaria ou de fugir do centro cirúrgico ou gostaria de... não tenho problema em fazer várias sessões então isso tem que ser conversado. Dentro dessas técnicas de escleroterapia tem a radiofrequência, o laser transdermico também, todos eles aplicados sem a cirurgia com a capacidade de diminuir ou fechar até essas veias superficiais, obvio de novo depende do tamanho da veia, depende do paciente, depende do tipo de pele, que são muitas variáveis tem que ser avaliadas para indicar um tratamento correto.

Paty: Para quem está no comecinho da doença, que tem apenas alguns vasinhos e deseja fazer por causa da estética que é o caso de muitas mulheres, o laser é a melhor saída ou também pode ser a aplicação?

Dr. Alexandre: O laser é uma boa alternativa, mas não é a única então laser, escleroterapia, aplicação, glicose, crioglicose e várias outras substancias a termocoagulação, todas elas tem vantagens e desvantagens, eu acredito que se a gente usa o lado bom de cada técnica a gente consegue um resultado melhor, então quando a gente usa uma mescla de todas as técnicas então eu acerto a melhor técnica para aquele vaso, eu posso ter um resultado melhor, por que? O laser não é perfeito para todo tipo de veia, assim como a glicose não é perfeito para todo tipo de veia.

Paty: Ah, é? Ah, não sabia disso também. O tempo de tratamento varia muito?

Dr. Alexandre: Muito, muito, muito, varia da resposta do paciente ao tratamento isso a gente começa a ter uma ideia depois da primeira, segunda sessão, tem paciente que vai muito bem e tem paciente que é um pouquinho mais refratário ao tratamento ai a gente precisa ser ás vezes um pouquinho mais invasivo.

Paty: tem algum problema fazer essa cirurgia da retirada da safena, porque antes se dizia muito que não era recomendável porque se o paciente tiver depois algum problema no coração isso pode ser prejudicial porque ele não vai ter a safena, existe isso é mito ou verdade?

Dr. Alexandre: Isso era mais verdade antigamente e não virou mito, mas ficou um pouquinho mais longe da nossa realidade, porque antigamente não existia outro tratamento para as doenças cardíacas era ponte de safena e ponto final, se não tivesse a safena ia ter que dar um jeito, existem alternativas, mas hoje a cirurgia cardíaca está sendo tratado muito com stent, então cirurgias menos invasivas que não precisam da safena esse é um lado da história o outro lado da história é nós temos quatro safenas duas em cada perna então quando a gente trata uma eu ainda tenho outras três, então tenho um backup ali eu tenho uma segurança.

Paty: Quando a pessoa tem que fazer a cirurgia um pouco mais invasiva, qual é o tempo de tratamento quanto tempo ela tem que ficar ainda fazendo a manutenção em casa, quanto tempo ela vai demorar?

Dr. Alexandre: Depende da técnica a cirurgia tradicional costuma ser em torno de 15 dias, algumas pessoas isso acaba se prolongando até um mês, a cirurgias menos invasivas como laser, radiofrequência a recuperação é muito mais rápida, então como não tem grandes cortes como tem muito menos hematomas a recuperação é mais rápida e gira em torno ai de uma semana, mas de novo, depende de paciente para paciente tem paciente que em poucos dias já tinha retornado a atividade normal.

Paty: Ok, eu queria que você deixasse uma dica final para quem está assistindo a gente, se quiser passar o seu contato no facebook ou um site onde as pessoas possam fazer pergunta também... quem tiver alguma dúvida sobre o assunto, pode passar.

Dr. Alexandre: Ok, nosso site é www.amato.com.br e o da especialidade é www.vascular.pro, podem mandar perguntas que a gente responde sem problema nenhum. E a minha dica se eu for resumir tudo em uma dica só, mantenha-se ativo, faça exercício físico, não fique parado, ative a musculatura principalmente de membros inferiores e exercícios físicos com menos impacto melhor, acho que ´uma dica ai que vale genericamente para todo mundo.

Paty: Ok, muito obrigada então te agradeço muito pela presença, pela entrevista, obrigada.

Dr. Alexandre: Eu que agradeço.

Paty: E está convidado a retornar para a gente falar mais sobre o assunto, ok?

Dr. Alexandre: Maravilha.

Paty: E você que está em casa obrigada também pela audiência, não se esqueça de entrar na nossa página facebook.com/programaanalisedireta, você pode ir lá assistir essa edição outras edições do programa, você pode também mandar perguntas para nós que quando a gente trouxer o entrevistado aqui de novo a gente vai responder essas perguntas para vocês e agora vocês podem também participar de uma promoção é só você entrar na nossa pagina curtir, compartilhar e não se esqueça de clicar no botão quero participar, você vai concorrer num sorteio que vai ser feito que vai ser um kit de livros e cds de entrevistados que estiveram aqui no programa, ok? Então, um beijo e até a próxima, tchau, tchau. 

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Trombose Venosa Profunda (TVP)

sex, 10/30/2015 - 17:03

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.
 
 A palavra trombose, que tanto nos assusta, significa a coagulação, uma espécie de solidificação do sangue dentro dos vasos sanguíneos. Muitas pessoas confundem a trombose venosa com a arterial, ou seja, aquela que ocorre nos vasos responsáveis pela condução do sangue para nutrir as extremidades. Não é. A trombose venosa ocorre nos vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno do sangue ao coração e pulmões, depois de passar pelos tecidos de nosso corpo. Ao contrario da trombose nas artérias, a trombose venosa raramente é causa de amputação, ainda assim, está longe de ser doença benigna.
 
Complicações ligadas à trombose venosa:
 
Existem pelo menos duas complicações importantes, uma de curto prazo e outra de longo prazo ligadas a TVP. Na fase aguda (que dura alguns dias), pode ocorrer o deslocamento do trombo ou a formação de novo trombo a partir do local de formação (90% se inicia nas pernas) e este material viaja através do sistema venoso até causar a oclusão de um vaso no pulmão. Isto é chamado embolia pulmonar. Se a oclusão for múltipla ou em vasos pulmonares maiores, há risco de falência cardíaca, infarto pulmonar e até morte. Passada a fase aguda, o trombo na veia costuma se estabilizar e a chance de embolia pulmonar diminui drasticamente. Entretanto, se a trombose na perna não for tratada adequadamente, a dificuldade do retorno do sangue ao longo dos anos pode causar o represamento do sangue nessa perna e isso é a causa da segunda complicação, a chamada síndrome pós trombótica. Esta é caracterizada pelo inchaço crônico, sensação de peso ou dor de forma geral, escurecimento das pernas e, nos estágios mais graves, a abertura de feridas geralmente próximas aos tornozelos. Podendo demorar meses ou até mesmo anos para cicatrizar, essa síndrome é fonte considerável de sofrimento ao portador.
 
Qual a origem da TVP?
 
A TVP pode ocorrer sem um motivo aparente, mas a maioria (7 em cada 10) pode ser relacionada a algum fator de risco como:
·      Cirurgia recente, em especial as prolongadas, ortopédicas, por câncer e em pacientes acima de 40 anos
·      Traumatismos, principalmente associado a fratura
·      Câncer em atividade
·      Imobilização prolongada
·      Insuficiência cardíaca
·      Trombose venosa prévia
·      Gestação no último trimestre, e logo após o parto
·      Familiares (pais e irmãos) com TVP sem causa identificada
·      E a hospitalização. A TVP é uma das principais causas de mortalidade – não ligada à doença primária da internação durante a hospitalização – que é passível de prevenção
 
Quais são os sintomas da TVP ?
 
Um aspecto difícil com relação a esta doença é o fato de metade dos casos não apresentarem sintomas. Por outro lado, quando estes existem, em especial na presença de fatores de risco, devem ser valorizados. Dor em peso ou aperto associado ao inchaço em apenas uma das extremidades – que pode ser superior (braços), mas 90% dos casos envolvem os inferiores (pernas) – devem chamar a atenção para a possibilidade de TVP. Inchaços em ambos os lados sugerem outras causas, frequentemente sistêmicas como insuficiência cardíaca, renal, hepática, alterações da tireóide e outras.
 
Como se trata a TVP?
 
A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo.
Com relação a viagens, a chance exata de desenvolver trombose não está bem estabelecida. Sabemos que não é muito frequente, mas os portadores dos fatores de risco e, particularmente, em viagens aéreas de longa duração devem receber atenção especial. Beber agua em abundância, movimentar-se de hora em hora e, eventualmente, utilizar meias de compressão são medidas interessantes e suficientes para a maioria dos viajantes.
 
Dica:
 
Se você tem dúvidas sobre a prevenção, diagnóstico ou tratamento de trombose, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação, prevenção e tratamento podendo, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.
 
A trombose venosa profunda é assunto recorrente aqui simplesmente pela sua importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. Leia nossos outros artigos também:

 
Fonte: SBACV, Trombose Venosa Profunda. 2015

Tags: vascularvenosotrombose
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Procedimentos que realizamos

ter, 10/20/2015 - 15:36

 

PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS

 

  • Flebografia do membro inferior (unilateral ou bilateral)
  • Flebografia do membro superior (unilateral ou bilateral)
  • Arteriografia ou angiografia cerebral
  • Arteriografia da aorta abdominal e dos membros inferiores
  • Arteriografia de membro inferior
  • Arteriografia de membro superior
  • Arteriografia do arco aórtico e dos seus ramos
  • Arteriografia ou angiografia hepática
  • Arteriografia ou angiografia mesentérica
  • Arteriografia brônquica
  • Arteriografia pélvica
  • Arteriografia ou angiografia pulmonar
  • Arteriografia ou angiografia renal
  • Cavografia inferior ou superior
  • Coleta venosa para dosagens hormonais
  • Angiografias para pesquisa de hemorragias digestivas
  • Pletismografia

 

 

 

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS

 

procedimentostratamentoslista
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Quimioembolização hepática

sex, 10/16/2015 - 12:01
Quimioembolização hepática

A quimioembolização hepática intra-arterial é um procedimento endovascular minimamente invasivo, que ganha a cada dia mais importância no tratamento das neoplasias hepáticas (câncer de fígado). É indicado para pacientes com neoplasias hepáticas primárias e para tumores de outras localizações que afetem secundariamente o fígado (metástases), podendo ser realizada em conjunto com quimioterapia sistêmica ou tratamento cirúrgico beneficiando um extenso grupo de pacientes.
O objetivo do procedimento é diminuir o tamanho dos tumores hepáticos ou limitar seu crescimento. Desta maneira proporciona aumento da sobrevida e da qualidade de vida, dimuinindo os sintomas e, em alguns casos, permitindo que o paciente seja submetido a uma cirurgia curativa com ressecção da lesão neoplásica.
A quimioembolização atua combinando duas frentes de tratamento contra os tumores: a embolização e a aplicação intra-tumoral de quimioterápico. A embolização é a oclusão dos vasos sanguíneos que nutrem os tumores por micropartículas específicas, que ficam impactadas e obstruem permanentemente os microvasos dentro do tumor, levando à morte de suas células. Estas partículas são desenvolvidas para receberem as medicações quimioterápicas e as absorverem, liberando-as dentro do tumor com uma concentração até 20 vezes maior que pelas vias sistêmicas, assim diminui efetivamente a taxa de crescimento das células neoplásicas e evita os efeitos colaterais. O sucesso da técnica consiste na caraterística peculiar da circulação sanguínea hepática, que recebe sangue por duas vias, a artéria hepática e a veia porta. Desta maneira é possível ocluir as artérias que nutrem o tumor, mantendo a irrigação hepática para as células saudáveis.

O procedimento é realizado por equipe qualificada, e orientado por exames de imagem em ambiente especializado. Realiza-se uma punção arterial, com identificação das artérias que nutrem os tumores, seguido do cateterismo seletivo destes vasos e da injeção das micropartículas carreadas de quimioterápicos. Após o procedimento o paciente permanece em média 6 a 24 horas em observação, retornando em poucos dias às suas atividades cotidianas. Em torno de um mês após o procedimento já podemos avaliar os resultados por exames de controle e caso seja necessário é possível repeti-lo em busca de uma resposta completa.

A quimioembolização hepática segue crescendo sua atuação no tratamento das neoplasias no figado, isolada ou em conjunto com outros tratamentos e vem trazendo benefícios importantes aos pacientes no combate às neoplasias hepáticas.

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DAOP: Quando a perna infarta

qua, 10/07/2015 - 11:09

A Claudicação Intermitente é a manifestação mais comum da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP).

É um desconforto ou dor no quadril, glúteos, coxas, panturrilha ou pés que limita a distância para caminhar e geralmente é aliviada com o repouso por 2 a 3 minutos. Entre os pacientes com DAOP mais grave há incidência de 60% de doença coronariana. Estima-se que 40% dos pacientes com DAOP sejam sintomáticos. Esse quadro resulta em riscos que podem ser evitados quando os pacientes seguem rigorosamente as orientações médicas, retornam às consultas quando solicitado e tomam corretamente os medicamentos prescritos pelo médico, além do controle absoluto dos fatores de risco como fumo, obesidade, diabetes e colesterol elevado.

Principais sintomas: 

A principio a claudicação intermitente aparece depois de caminhadas relativamente extensas ou grandes esforços, como o ato de subir escadas ou ladeiras. Porém, com a evolução do quadro obstrutivo, diminui a distância para o aparecimento da dor e aumenta o tempo necessário para recuperação. Sua manifestação mais comum é descrita como uma dor tipo cãimbra durante a caminhada, melhorando com a interrupção da mesma. A DAOP é provacada por um estreitamento gradual da luz (cavidade interior) das artérias geralmente causado por placas ateroscleróticas (placas de gordura) A dor pode ser referida como localizada mais comumente nos músculos da panturrilha, mas também pode se localizar nos pés, coxas ou nádegas, dependendo do nível da obstrução arterial.

Pode ocorrer ainda

  • dor nas pernas
  • sensibilidade ao frio (pés difíceis de aquecer ou frios)
  • Adormecimento ou formigamento dos pés ou dedos dos pés
  • impotência sexual
  • Alteração da cor da pele (coloração azulada ou avermelhada, palidez)
  • e em casos mais graves feridas que não cicatrizam

Fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Pressão Alta (hipertensão arterial)
  • Falta de exercício (sedentarismo)
  • Aumento de colesterol e triglicerides (dislipidemia)
  • Doença coronariana (angina, infarto)
  • História familiar de doença aterosclerótica

Mudança no estilo de vida

Para o sucesso de qualquer tratamento é fundamental que se tome algumas medidas visando mudar o estilo de vida:

  • prática de exercício físico
  • controle rigoroso do peso, hipertensão, colesterol e diabetes
  • abandono do tabagismo
  • abandono ou limitação de bebidas alcóolicas
  • dieta saudável e balanceada

Lembre sempre:

Siga rigorosamente as orientações médicas. O médico é o profissional mais indicado para cuidar do seu caso e tratar da forma mais adequada, visando sempre os melhores resultados para sua saúde. E o cirurgião vascular é o especialista na doença vascular periférica.

 

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Oclusão arterial subaguda

seg, 07/27/2015 - 17:58

A oclusão arterial ocorre quando, por algum motivo o sangue coagula dentro das artérias obstruindo a irrigação. Sem chegar sangue nos tecidos, a falta de oxigênio leva a isquemia, que pode acarretar desde poucas dores, claudicação até a necrose e gangrena. Nos casos de oclusão subaguda, onde o evento inicial foi desencadeado recentemente, ainda pode ser possível a desobstrução cirúrgica das artérias. Para isso existem várias técnicas, inclusive uma parecida com o "Roto Rooter" dos desentupidores, é um equipamento de destrói o coagulo e o aspira, retirando da circulação. Obviamente o evento que desencadeou a obstrução também deve ser tratado, e pode ser desde um problema cardíaco como um problema arterial local: aterosclerose.

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Aterosclerose

qui, 07/16/2015 - 12:03
Aterosclerose

Aterosclerose é a lesão degenerativa da artéria caracterizada pelo seu espessamento, com predomínio de placas de ateroma. Ocorre formação de placas de gordura, deposição de cálcio e outros elementos na parede das artérias do corpo inteiro.
O consumo excessivo de alimentos industrializados, bebidas alcoólicas e cigarro, a falta de atividades físicas e o excesso de peso modificam o LDL (lipoproteína de baixa densidade, o "mau colesterol"), agredindo os vasos sanguíneos e gradativamente levando ao entupimento das artérias. Com o passar dos anos, o diâmetro do vaso diminui, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com isso, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais. Mas a aterosclerose também acomete as artérias periféricas, causando isquemias de membros inferiores, claudicação, gangrenas e outros.
Veja como prevenir a aterosclerose.

artériaarterialaterosclerosedoença
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Conheça a clínica por dentro

ter, 07/07/2015 - 11:39

As fotos de navegação do Google dentro da clínica ficaram ótimas. Se você nunca viu um centro cirúrgico e tem a curiosidade, visite o nosso e navegue dentro dele.
Fotos de Navegação 360˚

Tags: clínicacentro cirúrgico
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Síndrome de Nutcracker (ou Quebra-Nozes)

seg, 07/06/2015 - 15:25
Síndrome de Nutcracker

A Síndrome de Nutcracker, também conhecida como Síndrome de Quebra-Nozes é a compressão da veia renal esquerda pela aorta e pela artéria mesentérica superior. Tem esse nome porque parece que a artéria esmaga a veia renal como um quebrador de nozes mesmo, veja as imagens, e é diferente da estenose da artéria renal. Essa compressão ocasiona uma congestão sanguínea na veia renal esquerda e consequentemente vários sintomas:

  • Síndrome da Congestão Pélvica, com varizes pélvicas;
  • Hematúria, ou seja, sangue na urina;
  • Dor no flanco esquerdo, ou seja na parte esquerda do abdome;
  • Varicocele esquerda;
  • Proteinúria ortostática, ou seja, perda de proteína na urina quando muito tempo de pé;
  • fadiga crônica, ou seja, cansaço.

Existem vários tratamentos, que devem ser avaliados caso a caso. Desde o tratamento cirúrgico aberto, como o autotransplante renal, ou a transposição da veia renal. Mais recentemente trabalhos tem demonstrado a possibilidade do uso de técnicas endovasculares com uso de stents.

O cirurgião endovascular é o médico capacitado a fazer o acompanhamento e tratamento.

 

 

MGL, CJGR, NMM, MSG. Síndrome de quebra-nozes (nutcracker) em uma mulher jovem em investigação por quadro de hematúria recorrente: um relato de caso. J. Bras. Nefrol.  [Internet]. 2012  June [cited  2015  July  06] ;  34( 2 ): 195-198. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-28002012000... http://dx.doi.org/10.1590/S0101-28002012000200014.

doençavenosavenosorenal
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Hipertensão Renovascular

sex, 06/12/2015 - 17:57
Estenose renal

Nos casos de estenose renal, o rim entra em isquemia, ou seja, não chega sangue o suficiente nele. Por isso ele alerta o corpo, através de substâncias, pedindo que envie mais sangue. O corpo entende que, aumentando a pressão, mais sangue acaba chegando. É verdade, chega mais sangue, mas as custas de uma pressão arterial bem alta. E essa pressão alta tem muitos efeitos colaterais. É um ciclo que deve ser quebrado, senão há uma deterioração da função renal e consequencias graves da hipertensão arterial.

A hipertensão renovascular pode ter duas origens: displasia fibromuscular (que acomete principalmente mulheres jovens) e a aterosclerótica (mais comum entre hipertensos resistentes). Sua prevalência não está bem estabelecida. Em hipertensos em geral varia de 0,5 a 5% enquanto entre hipertensos resistentes varia de 20 a 25%. A hipertensão, quando de difícil controle clínico, pode ter origem renovascular. É a chamada hipertensão secundária, e, nesses casos, o tratamento da estenose renal pode melhorar a pressão alta.

Os exames de diagnóstico podem ser vários: ecodoppler aorta e renais com medida de índice aorto-renal, arteriografia, angiotomografia e angioressonância.

O tratamento cirúrgico é realizado quando é estabelecido relação de causa-efeito com a estenose renal. A cirurgia aberta para retirada da placa aterosclerótica da artéria real não é mais realizada, tendo sido substituida pela angioplastia e stent por método minimamente invasivo.

O médico responsável pelo tratamento cirúrgico da pressão alta é o cirurgião vascular e endovascular.

doençarimhaspressão alta
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Varizes pélvicas

ter, 05/26/2015 - 19:06
Varizes pélvicas

Varizes pélvicas: causa de dor crônica abdominal em mulheres
As varizes pélvicas são veias dilatadas que surgem principalmente ao redor do útero, trompas e ovários, na mulher. As varizes pélvicas dificultam o retorno do fluxo do sangue para o coração e causam dores crônicas abdominais.  O plexo venoso localizado no útero se comunica com o plexo uterino, formando, assim, as veias gonadais ou ovarianas, que convergem diretamente para a veia cava inferior, do lado direito, e para a veia renal, do lado esquerdo. Essas veias contém válvulas e são de extrema importância para a drenagem venosa da pelve, por outro lado, quando elas se tornam insuficientes, irão resultar na formação de veias dilatadas e dolorosas, as varizes pélvicas. A dilatação das veias na pelve ocorre pelo mesmo motivo que a dilatação das veias nas pernas (varizes): a falha de suas válvulas e o aumento da pressão venosa.

 

O médico faz o diagnóstico e tratamento das varizes pélvicas nas mulheres, através de exames como eco-doppler, tomografia abdominal ou pélvica e angiorressonância. A flebografia, que é o melhor exame, é reservado para o momento do tratamento cirúrgico, pois o acesso para o exame é exatamente o mesmo do procedimento terapêutico.

 

Quem tem varizes pélvicas pode engravidar, mas deve fazer o tratamento antes. Sabendo também que a gravidez pode piorar as varizes pélvicas, agravando seu tamanho ou mesmo sintomas.

 

39,1% das mulheres em algum momento da vida terão dor pélvica crônica, que pode estar associada às varizes pelvicas.

 

Os sintomas das varizes pélvicas na mulher constituem a chamada dor crônica pélvica, e podem incluir:

 

  • Dor abdominal com piora no final do dia;
  • Dor durante e depois da relação sexual;
  • Sensação de peso na região íntima;
  • Incontinência urinária (perda de urina);
  • Aumento da menstruação.

 

Tratamento para varizes pélvicas

 

As varizes pélvicas podem ter seus sintomas controlados através de cirurgia e/ou remédios. O uso de medicamentos orais ajuda a diminuir a dilatação das veias e melhora os sintomas, mas nem sempre é efetivo. E é aí que a ginecologia e a cirurgia vascular/endovascular devem trabalhar juntos.

O diagnóstico inicial é feito pelo ginecologista, que deve sugerir a possibilidade do tratamento endovascular para as pacientes em que o tratamento medicamentoso não esteja sendo suficiente.

Pode ser necessário o tratamento cirúrgico com a embolização das varizes pélvicas. O procedimento é cirúrgico, mas minimamente invasivo, todo realizado através pequena punção na virilha ou na jugular. A embolização com molas deve então ser considerada naquelas pacientes que não respondem ao tratamento clínico, pois apresenta excelentes resultados técnicos (até 90% dos casos tratados apresentam resolução ou melhora dos sintomas, em estudos).

 

Como é feito o procedimento de embolização das varizes pélvicas?

 

O procedimento é feito em regime de day hospital, ou seja, com anestesia local, durando cerca de 2 horas e a paciente normalmente recebe alta 2-4 horas após o término do procedimento. Não há necessidade de internação prolongada.

 

endovascularvenosotratamento
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Anestesia pelo frio

qui, 05/14/2015 - 17:07
Anestesia pelo frio

A anestesia quer dizer ausência de sensações. Existem diversas maneiras de alcançar isso. Uma delas é com anestesia química, por meio de injeções ou medicamentos tópicos. O uso de métodos físicos, como a mudança da temperatura também alcança a desejada anestesia. Portanto a anestesia sem agulhas e sem medicamento já é possível. A anestesia proporciona ausência ou alívio da dor e outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos médicos.

Existem muitos métodos anestésicos, usados para determinados procedimentos e cirurgias, como gases inalatórios, medicamentos orais, injetaveis e outros. Mas o que realmente assusta o paciente é que a anestesia local, usada em procedimentos de pequeno porte, com injeção de medicamento dói. Antes de causar o efeito desejado, causa um ardor, tolerável porém desagradável.

Hoje em dia podemos oferecer outros métodos anestésicos compativeis com procedimentos de pequeno porte, como a anestesia térmica, que, com a diminuição da temperatura local, causa uma anestesia mais fisiológica.

Aqui, a anestesia térmica é utilizada nos tratamentos estéticos de crioescleroterapia e laser para vasinhos.

A clínica possui esse equipamento, e pode oferecer ao paciente maior conforto.

anestesiacrioescleroterapiaescleroterapiafrioglicose
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Aneurismas venosos

sex, 05/08/2015 - 17:39
Imagem editada: foi simulado um aneurisma venoso em veia jugular (para não expor pacientes)

Por causa da grandiosidade e risco clínico dos aneurismas arteriais, os aneurismas venosos foram deixados de lado pela pesquisa científica e são pouco lembrados na prática vascular, apesar de muito frequentes. Podem ocorrer em qualquer veia do corpo, sendo relativamente frequentes na veia jugular, nas veias das pernas e nas veias das mãos. Aparecem clinicamente como uma "bolinha" que enche e esvazia de sangue venoso.
Ocorrem principalmente em veias varicosas, situação na qual o tratamento das varizes leva ao tratamento do aneurisma venoso. A técnica cirúrgica pode ser a ligadura, a exérese (a retirada), o laser, a espuma e outros; mas a melhor indicação depende da localização e deve ser discutida com o seu médico. Em alguns casos, dependendo do tamanho e localização, somente a observação clínica e acompanhamento com exames pode ser o suficiente.
O aneurisma venoso também pode se formar em decorrência de uma fístula artério venosa, mais comumente as realizadas para hemodiálise. As veias não suportam a pressão arterial e acabam diladando e formando brandes aneurismas em membro superior. Nesse caso, a decisão da ligadura ou não da fístula deve ser feita em conjunto com o nefrologista e com a perspectiva de um transplante renal.
 
 
PS: Aneurisma é a dilatação de um vaso (arterial ou venoso) em mais do que 50% do seu diâmetro

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