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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 2 horas 36 minutos atrás

Tratamento Conservador Da Doença Venosa

qua, 07/13/2016 - 16:27

Existe pouca dúvida que a prevenção tem um papel principal na evolução dos vasinhos e das veias varicosas. Pessoas que negligenciam os seus sintomas iniciais da sua doença venosa acabam por ver a doença progredir num período de meses ou anos.

Existem vários tratamentos naturais e terapias conservadoras que podem diminuir a progressão dos vasinhos e das veias varicosas. Adicionalmente esses tratamentos conservadores podem diminuir os sintomas das pessoas com doença venosa.

Enquanto algumas pessoas podem decidir por fazer apenas o tratamento conservador, outras podem preferir fazer alguma forma de tratamento que irá remover ou diminuir o seu problema venoso. Todo mundo com doença venosa pode se beneficiar do tratamento clínico conservador.

Basicamente existem duas categorias de tratamento conservador para doença venosa. O tratamento medicamentoso, como por exemplo, com medicamentos à base de plantas (fitoterápicos) no geral. No caso dos medicamentos fitoterápicos, acredita-se que algumas plantas têm o poder de aumentar a força da parede venosa ou diminuir a inflamação, que nós sabemos hoje que é um fator importante de causa e piora da doença venosa.

Isso pode melhorar os sintomas dos pacientes que sofrem da progressão da doença venosa. Os medicamentos que podem ajudar na doença venosa serão discutidos posteriormente.

A segunda categoria do tratamento clínico, ou geral, inclui as medidas conservadoras que, ou diminuem o volume de sangue acumulado nas veias varicosas, ou melhoram o retorno venoso, pelas veias dilatadas, para o coração.

Exemplo do tratamento geral é o uso das meias elásticas de compressão, fazer exercícios físicos e a perda de peso. Você vai descobrir que a maioria dos cirurgiões vasculares recomendam que você use meias de compressão elástica se tiver vasinhos ou veias varicosas ou insuficiência venosa.

Essas meias são muito efetivas em aliviar os sintomas, diminuir os inchaços e também diminuem a progressão da doença venosa. Embora a compressão elástica graduada pode ajudar, elas não eliminam as veias varicosas ou tratam diretamente o refluxo venoso.

O tratamento clínico conservador tem uma influência importante a longo prazo no controle da doença venosa.

O que são as meias de compressão graduada? Elas não são as meias comuns que se encontram nas lojas de departamento ou lojas de meias normais, mas sim, são meias desenvolvidas com tecnologia para prover uma compressão elástica com graduação desde os pés até a coxa.

A compressão maior é no tornozelo e vai gradualmente diminuindo quando sobe. As meias de compressão vêm com várias forças diferentes, que são expressas com milímetros de mercúrio (mmHg) no nível do tornozelo. As meias mais comuns ficam entre 15 a 20 mmHg, 20 a 30 mmHg e 30 a 40 mmHg.

Com essa compressão graduada, isso acaba facilitando o bombeamento do sangue para cima, para uma área de menor pressão e fica difícil para a gravidade puxar o sangue para baixo, pois tem uma pressão maior sendo exercida pela meia alí.

Algumas pessoas sentem que a meia de compressão elástica funciona espremendo o sangue para cima e acabam descrevendo a sensação de usar as meias como se uma massagem estivesse sendo feita ao usar a meia e caminhar ao mesmo tempo.

Acredita-se que a compressão aumenta a pressão nos tecidos logo abaixo da pele, reduzindo assim o vazamento de fluídos dos vasos sanguíneos e também aumentando a absorção desses fluídos.

A meia de compressão elástica, portanto, reduz o inchaço nas pernas. Outros benefícios da meia elástica são

  • A melhor entrega de oxigênio para os tecidos
  • Aumento da velocidade sanguínea nas veias, diminuindo o risco de trombose venosa profunda e uma diminuição do tamanho das veias, levando a um menor desconforto nas pernas.

As meias não precisam ser feias. Existem meias elásticas da moda, com cores, estilos e tecidos diferentes. Você pode encontrar meias de compressão para vestido, para calça, abaixo do joelho, acima do joelho, meia calça, com tecido transparente, com tecido opaco, com tecido mais confortável, menos confortável. Elas foram feitas para serem incluídas no seu dia a dia normal e devem ser consideradas como um tratamento natural para suas pernas.

As meias elásticas mais modernas são mais fáceis de colocar e mais confortáveis que anteriormente. Algumas vêm com luvas próprias que facilitam a colocação e o acomodamento da mesma na sua perna para ficar confortável. As meias elásticas custam sim, mais caro que as meias normais e não são reembolsadas pela maioria dos convênios. Entretanto o uso de uma meia elástica de qualidade é um investimento para a saúde da sua perna e vai funcionar por mais ou menos quatro a seis meses e, portanto, não precisam ser trocadas mais do que duas a quatro vezes por ano, desde que a qualidade seja boa.

Como mencionado anteriormente o uso de salto alto... ou melhor, evitar o uso de salto alto é uma medida para as mulheres que querem conservar a saúde de suas veias. O problema do salto alto é que ele limita a movimentação do tornozelo e isso diminui a eficácia da musculatura para bombear o sangue para cima.

Ao usar o salto alto, as mulheres frequentemente percebem o aumento na dor e no inchaço das pernas. Isso ocorre porque, diferente do coração, que bombeia o sangue continuamente através das artérias para a periferia, o bombeamento venoso depende da contração da musculatura da perna e dos pés.

Para que esses músculos se contraiam e espremam o sangue em direção ao coração, nós temos que conseguir flexionar e estender o tornozelo adequadamente. Da próxima vez que você vir alguém usando salto alto, note a limitação na movimentação do tornozelo durante a caminhada. Você vai ficar impressionado com o grau de limitação e a diminuição da contração da panturrilha ao usar o salto alto.

Se o uso do salto alto for essencial por causa do seu trabalho, existem algumas alternativas. Você pode usar as meias de compressão graduada, ou tirar alguns momentos de pausa e caminhadas sem o salto alto ou flexionar os tornozelos conscientemente para cima ou para baixo frequentemente.

Sem perceber, os seres humanos bombeiam o sangue de volta para o coração toda vez que ficam de pé, caminham, flexionam o tornozelo para cima e para baixo. Este conceito básico explica por que as pessoas que ficam restritas ao leito têm um risco maior de formar uma trombose, porque sua circulação diminui de velocidade, por causa da movimentação do tornozelo.

Se você vai precisar ficar deitado por muito tempo, restrito ao leito, lembre-se de flexionar os tornozelos frequentemente para ativar a movimentação do sangue pelas suas veias.

Outro modo importante, conservador, de melhorar o retorno venoso é o exercício físico. Exercícios físicos aeróbicos que melhoram a perna, têm benefícios na perna com doença venosa, particularmente quando a atividade utiliza os músculos da panturrilha. Como já explicado anteriormente esses músculos agem como bombas venosas nas pernas.

Então quando você faz exercícios, você está ativamente bombeando o sangue de volta para o coração. O treinamento, puxando peso, fortalece a musculatura, agora o exercício das panturrilhas aumenta a força da bomba da panturrilha para a sua circulação venosa.

Quando o cirurgião pede para fazer exercício, caminhadas por 30 minutos é uma boa forma de conseguir uma boa circulação para as veias. Exercícios físicos na água como a natação ou hidroginástica, têm a vantagem de não possuir impacto.

Por outro lado, exercícios extremos que envolvem uma atividade aeróbica mínima como a constrição da área abdominal (abdominais) podem ter um efeito negativo na circulação venosa. O aumento da pressão abdominal pode dificultar o retorno do sangue para o coração e, de certa forma, piorar o refluxo nas suas veias. Causar o aparecimento de novas veias e aumentar o desconforto nas pernas.

Exercícios que podem aumentar a pressão abdominal incluem algumas posições da ioga, abdominais, levantamento de peso pesado e agachamentos. Outro ponto importante do exercício é que o trauma de contato no esporte pode, algumas vezes, causar danos nas paredes venosas.

Jogadores de futebol, assim como lutadores de artes marciais podem desenvolver, após alguns anos, veias varicosas e varizes depois de um trauma na perna ou uma batida de bola.

Se você tem veias varicosas dilatadas, você vai notar que elas ficam piores ao ficar de pé. Pessoas que têm doença venosa, frequentemente sentem que suas pernas ficam desconfortáveis e incham mais à medida que o dia passa. Principalmente se ficam de pé ou paradas por muito tempo.

Nós sabemos que nas veias varicosas, as válvulas unidirecionais não funcionam mais prevenindo que o sangue tenha refluxo para os pés e isso acaba causando um acúmulo de sangue nas pernas. Nós também sabemos que a força da gravidade que força esse sangue para baixo é anormal nas veias.

Então como nós vamos impedir que a gravidade empurre o sangue para baixo e usar a gravidade a nosso favor?

Muitos pacientes já perceberam que levantar as suas pernas no final do dia pode aliviar os sintomas. Ao elevar suas pernas a gravidade acaba forçando o sangue de volta para o coração, voltando à circulação normal. Essas veias podem retornar ao tamanho normal, reduzindo o desconforto. Levantar as pernas funciona melhor quando você consegue levantá-las acima do nível do seu coração. Isso pode ser conseguido deitando de costas e colocando alguns travesseiros embaixo dos seus pés ou deitando no chão e colocando suas pernas contra a parede. Mas de certa forma, levantar as pernas e colocar em outra cadeira também pode trazer algum benefício.

Os cirurgiões vasculares há muito já falam nos benefícios de levantar as pernas para tratar casos leves de varizes. Fora a inconveniência e o tempo que se gasta levantando as pernas, não existe nenhuma contraindicação e os resultados aparecem alguns minutos após levantar as pernas.

A forma final de tratamento conservador envolve o uso de algumas medicações. Pesquisas recentes apontam a importância da inflamação no aparecimento e desenvolvimento da doença venosa. Pode ser por isso que os medicamentos anti-inflamatórios trazem uma sensação de alívio no desconforto para as pessoas que têm doença venosa.

Embora não se saiba se os medicamentos mudam a progressão da doença venosa, eles podem diminuir a gravidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida e o aproveitamento da vida.

O uso de anti-inflamatórios não esteroidais pode ser sugerido em alguns momentos, mas deve-se lembrar que eles podem causar irritação no estômago se tomados em jejum e outros efeitos colaterais também podem acontecer. Cuidado com a auto-medicação, medicamentos devem sempre ser indicados pelo seu médico.

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosotratamentoveiavarizes
Categorias: Medicina

Tratamento Conservador Da Doença Venosa

qua, 07/13/2016 - 16:27

Existe pouca dúvida que a prevenção tem um papel principal na evolução dos vasinhos e das veias varicosas. Pessoas que negligenciam os seus sintomas iniciais da sua doença venosa acabam por ver a doença progredir num período de meses ou anos.

Existem vários tratamentos naturais e terapias conservadoras que podem diminuir a progressão dos vasinhos e das veias varicosas. Adicionalmente esses tratamentos conservadores podem diminuir os sintomas das pessoas com doença venosa.

Enquanto algumas pessoas podem decidir por fazer apenas o tratamento conservador, outras podem preferir fazer alguma forma de tratamento que irá remover ou diminuir o seu problema venoso. Todo mundo com doença venosa pode se beneficiar do tratamento clínico conservador.

Basicamente existem duas categorias de tratamento conservador para doença venosa. O tratamento medicamentoso, como por exemplo, com medicamentos à base de plantas (fitoterápicos) no geral. No caso dos medicamentos fitoterápicos, acredita-se que algumas plantas têm o poder de aumentar a força da parede venosa ou diminuir a inflamação, que nós sabemos hoje que é um fator importante de causa e piora da doença venosa.

Isso pode melhorar os sintomas dos pacientes que sofrem da progressão da doença venosa. Os medicamentos que podem ajudar na doença venosa serão discutidos posteriormente.

A segunda categoria do tratamento clínico, ou geral, inclui as medidas conservadoras que, ou diminuem o volume de sangue acumulado nas veias varicosas, ou melhoram o retorno venoso, pelas veias dilatadas, para o coração.

Exemplo do tratamento geral é o uso das meias elásticas de compressão, fazer exercícios físicos e a perda de peso. Você vai descobrir que a maioria dos cirurgiões vasculares recomendam que você use meias de compressão elástica se tiver vasinhos ou veias varicosas ou insuficiência venosa.

Essas meias são muito efetivas em aliviar os sintomas, diminuir os inchaços e também diminuem a progressão da doença venosa. Embora a compressão elástica graduada pode ajudar, elas não eliminam as veias varicosas ou tratam diretamente o refluxo venoso.

O tratamento clínico conservador tem uma influência importante a longo prazo no controle da doença venosa.

O que são as meias de compressão graduada? Elas não são as meias comuns que se encontram nas lojas de departamento ou lojas de meias normais, mas sim, são meias desenvolvidas com tecnologia para prover uma compressão elástica com graduação desde os pés até a coxa.

A compressão maior é no tornozelo e vai gradualmente diminuindo quando sobe. As meias de compressão vêm com várias forças diferentes, que são expressas com milímetros de mercúrio (mmHg) no nível do tornozelo. As meias mais comuns ficam entre 15 a 20 mmHg, 20 a 30 mmHg e 30 a 40 mmHg.

Com essa compressão graduada, isso acaba facilitando o bombeamento do sangue para cima, para uma área de menor pressão e fica difícil para a gravidade puxar o sangue para baixo, pois tem uma pressão maior sendo exercida pela meia alí.

Algumas pessoas sentem que a meia de compressão elástica funciona espremendo o sangue para cima e acabam descrevendo a sensação de usar as meias como se uma massagem estivesse sendo feita ao usar a meia e caminhar ao mesmo tempo.

Acredita-se que a compressão aumenta a pressão nos tecidos logo abaixo da pele, reduzindo assim o vazamento de fluídos dos vasos sanguíneos e também aumentando a absorção desses fluídos.

A meia de compressão elástica, portanto, reduz o inchaço nas pernas. Outros benefícios da meia elástica são

  • A melhor entrega de oxigênio para os tecidos
  • Aumento da velocidade sanguínea nas veias, diminuindo o risco de trombose venosa profunda e uma diminuição do tamanho das veias, levando a um menor desconforto nas pernas.

As meias não precisam ser feias. Existem meias elásticas da moda, com cores, estilos e tecidos diferentes. Você pode encontrar meias de compressão para vestido, para calça, abaixo do joelho, acima do joelho, meia calça, com tecido transparente, com tecido opaco, com tecido mais confortável, menos confortável. Elas foram feitas para serem incluídas no seu dia a dia normal e devem ser consideradas como um tratamento natural para suas pernas.

As meias elásticas mais modernas são mais fáceis de colocar e mais confortáveis que anteriormente. Algumas vêm com luvas próprias que facilitam a colocação e o acomodamento da mesma na sua perna para ficar confortável. As meias elásticas custam sim, mais caro que as meias normais e não são reembolsadas pela maioria dos convênios. Entretanto o uso de uma meia elástica de qualidade é um investimento para a saúde da sua perna e vai funcionar por mais ou menos quatro a seis meses e, portanto, não precisam ser trocadas mais do que duas a quatro vezes por ano, desde que a qualidade seja boa.

Como mencionado anteriormente o uso de salto alto... ou melhor, evitar o uso de salto alto é uma medida para as mulheres que querem conservar a saúde de suas veias. O problema do salto alto é que ele limita a movimentação do tornozelo e isso diminui a eficácia da musculatura para bombear o sangue para cima.

Ao usar o salto alto, as mulheres frequentemente percebem o aumento na dor e no inchaço das pernas. Isso ocorre porque, diferente do coração, que bombeia o sangue continuamente através das artérias para a periferia, o bombeamento venoso depende da contração da musculatura da perna e dos pés.

Para que esses músculos se contraiam e espremam o sangue em direção ao coração, nós temos que conseguir flexionar e estender o tornozelo adequadamente. Da próxima vez que você vir alguém usando salto alto, note a limitação na movimentação do tornozelo durante a caminhada. Você vai ficar impressionado com o grau de limitação e a diminuição da contração da panturrilha ao usar o salto alto.

Se o uso do salto alto for essencial por causa do seu trabalho, existem algumas alternativas. Você pode usar as meias de compressão graduada, ou tirar alguns momentos de pausa e caminhadas sem o salto alto ou flexionar os tornozelos conscientemente para cima ou para baixo frequentemente.

Sem perceber, os seres humanos bombeiam o sangue de volta para o coração toda vez que ficam de pé, caminham, flexionam o tornozelo para cima e para baixo. Este conceito básico explica por que as pessoas que ficam restritas ao leito têm um risco maior de formar uma trombose, porque sua circulação diminui de velocidade, por causa da movimentação do tornozelo.

Se você vai precisar ficar deitado por muito tempo, restrito ao leito, lembre-se de flexionar os tornozelos frequentemente para ativar a movimentação do sangue pelas suas veias.

Outro modo importante, conservador, de melhorar o retorno venoso é o exercício físico. Exercícios físicos aeróbicos que melhoram a perna, têm benefícios na perna com doença venosa, particularmente quando a atividade utiliza os músculos da panturrilha. Como já explicado anteriormente esses músculos agem como bombas venosas nas pernas.

Então quando você faz exercícios, você está ativamente bombeando o sangue de volta para o coração. O treinamento, puxando peso, fortalece a musculatura, agora o exercício das panturrilhas aumenta a força da bomba da panturrilha para a sua circulação venosa.

Quando o cirurgião pede para fazer exercício, caminhadas por 30 minutos é uma boa forma de conseguir uma boa circulação para as veias. Exercícios físicos na água como a natação ou hidroginástica, têm a vantagem de não possuir impacto.

Por outro lado, exercícios extremos que envolvem uma atividade aeróbica mínima como a constrição da área abdominal (abdominais) podem ter um efeito negativo na circulação venosa. O aumento da pressão abdominal pode dificultar o retorno do sangue para o coração e, de certa forma, piorar o refluxo nas suas veias. Causar o aparecimento de novas veias e aumentar o desconforto nas pernas.

Exercícios que podem aumentar a pressão abdominal incluem algumas posições da ioga, abdominais, levantamento de peso pesado e agachamentos. Outro ponto importante do exercício é que o trauma de contato no esporte pode, algumas vezes, causar danos nas paredes venosas.

Jogadores de futebol, assim como lutadores de artes marciais podem desenvolver, após alguns anos, veias varicosas e varizes depois de um trauma na perna ou uma batida de bola.

Se você tem veias varicosas dilatadas, você vai notar que elas ficam piores ao ficar de pé. Pessoas que têm doença venosa, frequentemente sentem que suas pernas ficam desconfortáveis e incham mais à medida que o dia passa. Principalmente se ficam de pé ou paradas por muito tempo.

Nós sabemos que nas veias varicosas, as válvulas unidirecionais não funcionam mais prevenindo que o sangue tenha refluxo para os pés e isso acaba causando um acúmulo de sangue nas pernas. Nós também sabemos que a força da gravidade que força esse sangue para baixo é anormal nas veias.

Então como nós vamos impedir que a gravidade empurre o sangue para baixo e usar a gravidade a nosso favor?

Muitos pacientes já perceberam que levantar as suas pernas no final do dia pode aliviar os sintomas. Ao elevar suas pernas a gravidade acaba forçando o sangue de volta para o coração, voltando à circulação normal. Essas veias podem retornar ao tamanho normal, reduzindo o desconforto. Levantar as pernas funciona melhor quando você consegue levantá-las acima do nível do seu coração. Isso pode ser conseguido deitando de costas e colocando alguns travesseiros embaixo dos seus pés ou deitando no chão e colocando suas pernas contra a parede. Mas de certa forma, levantar as pernas e colocar em outra cadeira também pode trazer algum benefício.

Os cirurgiões vasculares há muito já falam nos benefícios de levantar as pernas para tratar casos leves de varizes. Fora a inconveniência e o tempo que se gasta levantando as pernas, não existe nenhuma contraindicação e os resultados aparecem alguns minutos após levantar as pernas.

A forma final de tratamento conservador envolve o uso de algumas medicações. Pesquisas recentes apontam a importância da inflamação no aparecimento e desenvolvimento da doença venosa. Pode ser por isso que os medicamentos anti-inflamatórios trazem uma sensação de alívio no desconforto para as pessoas que têm doença venosa.

Embora não se saiba se os medicamentos mudam a progressão da doença venosa, eles podem diminuir a gravidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida e o aproveitamento da vida.

O uso de anti-inflamatórios não esteroidais pode ser sugerido em alguns momentos, mas deve-se lembrar que eles podem causar irritação no estômago se tomados em jejum e outros efeitos colaterais também podem acontecer. Cuidado com a auto-medicação, medicamentos devem sempre ser indicados pelo seu médico.

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosotratamentoveiavarizes
Categorias: Medicina

Procurando Tratamento Médico Venoso

sex, 07/08/2016 - 11:04

Existem duas razões principais para as pessoas procurarem consulta médica por causa das veias varicosas, a primeira delas é a estética e a outra é porque as varizes são um problema de saúde.

Muitos que se preocupam com sua saúde, querem um alívio dos sintomas nas pernas, que incluem dor nas pernas, desconforto, sensação de peso, cãibras, fadiga muscular, coceira, queimação na área de veias, pernas balançantes, inchaço.

Como esses sintomas aparecem gradualmente e podem aparecer em outras situações médicas, pode ser uma surpresa descobrir que na realidade se trata de doença venosa. Os sintomas da doença venosa são muitas vezes confundidos com o envelhecimento, artrite, dor nas juntas e uma simples dor muscular. Algumas características desse desconforto na perna, que aumenta a probabilidade de ser um problema venoso são se ele piora quando você fica muito tempo de pé ou sentado, no calor ou associado ao período menstrual nas mulheres e se você se sente melhor quando começa a caminhar, eleva as pernas ou se usa meias de compressão elástica.

Outras pessoas começam a se preocupar somente quando a pele das pernas começa a mudar de cor. Quando as suas veias continuam a aumentar de tamanho ou parece que estão espalhando para outras partes da perna ou mesmo somente quando notam o inchaço nos tornozelos. Outros só vão ficar preocupados quando alguma veia perto do pé começa a sangrar.

Outra preocupação frequente é a história familiar. Se alguém tem um membro na família que sofre de veias varicosas isso acaba encorajando a procurar o cirurgião vascular com a queixa “Eu não quero ter as pernas da minha mãe.”

E como nós vimos anteriormente, também tem aqueles que buscam o tratamento estético quando na verdade existe uma doença maior que deve ser tratada por baixo do problema estético.

Como qualquer problema medico, encontrar um especialista em veias é a chave para os melhores resultados. O especialista em veias é o cirurgião vascular. Ele vai escutar a sua história, examinar as suas pernas, fazer um ultrassom e chegar a uma conclusão.

O ultrassom é um exame indolor que vai trazer informações sobre a saúde de suas veias, incluindo a evidência de coágulos nos vasos, se suas válvulas venosas estão funcionando bem e se as veias estão permitindo o fluxo sanguíneo na direção correta e quais veias estão levando o sangue para o sentido errado, ou seja, o refluxo. E se tem obstrução do fluxo sanguíneo em alguma veia. Toda essa informação é necessária para o cirurgião vascular diagnosticar e planejar o seu tratamento

Avanços recentes no campo da flebologia revolucionaram o tratamento venoso. Seu cirurgião vascular vai determinar se suas veias serão melhor tratadas com uma microcirurgia chamada de flebectomia (ou fleboextração ou microcirurgia de varizes), um procedimento vascular chamado termoablação endovenosa por laser, uma injeção chamada escleroterapia guiada por ultrassom, CLaCs (Laser associado com crioescleroterapia) ou uma combinação desses procedimentos. Essa decisão é baseada no resultado do ultrassom, na experiência do cirurgião vascular e as suas preferências.

O objetivo de todo o tratamento venoso é melhorar o seu fluxo sanguíneo. A insuficiência venosa já descrita anteriormente, ocorre quando as veias não funcionam com a eficácia necessária para retornar o sangue das pernas para o coração e, ao contrário, acabam permitindo que esse sangue volte para as pernas e para os pés.

Isso resulta num represamento do sangue nas veias das pernas e aumentam os sintomas. Causam alteração na pele e mesmo ulceração e feridas abertas podem ocorrer se a doença for ignorada. O tratamento das suas veias vai melhorar todas essas condições.

Embora o desejo de todo mundo seria consertar as veias que não estão funcionando bem ou mesmo reparar essas válvulas que estão permitindo o refluxo sanguíneo, não existe tecnologia atualmente para fazer isso. E como nós temos muito mais veias superficiais do que nós vamos precisar na nossa vida toda, nos sabemos que com a identificação dessas veias doentes, tanto a retirada quanto o fechamento dessas veias doentes funciona muito bem.

Isso acaba direcionando o fluxo do sangue através das veias saudáveis, que vão impulsionar o fluxo do sangue eficientemente para cima o sangue, prevenindo o acúmulo nas pernas.

Avanços recentes e pesquisas científicas no tratamento venoso, agora permitem que o cirurgião vascular faça o diagnóstico, de modo indolor, do refluxo, da obstrução ou da insuficiência venosa. Dessa maneira o especialista em veias consegue identificar a raiz do problema e recomendar o tratamento cirúrgico ou clínico que pode reduzir os sintomas, eliminando as veias anormais e diminuindo o risco de desenvolver graves consequências da doença venosa.

O objetivo final é você manter as suas veias saudáveis e, assim, consequentemente ter pernas mais saudáveis possíveis.

 

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoveiasestética
Categorias: Medicina

Procurando Tratamento Médico Venoso

sex, 07/08/2016 - 11:04

Existem duas razões principais para as pessoas procurarem consulta médica por causa das veias varicosas, a primeira delas é a estética e a outra é porque as varizes são um problema de saúde.

Muitos que se preocupam com sua saúde, querem um alívio dos sintomas nas pernas, que incluem dor nas pernas, desconforto, sensação de peso, cãibras, fadiga muscular, coceira, queimação na área de veias, pernas balançantes, inchaço.

Como esses sintomas aparecem gradualmente e podem aparecer em outras situações médicas, pode ser uma surpresa descobrir que na realidade se trata de doença venosa. Os sintomas da doença venosa são muitas vezes confundidos com o envelhecimento, artrite, dor nas juntas e uma simples dor muscular. Algumas características desse desconforto na perna, que aumenta a probabilidade de ser um problema venoso são se ele piora quando você fica muito tempo de pé ou sentado, no calor ou associado ao período menstrual nas mulheres e se você se sente melhor quando começa a caminhar, eleva as pernas ou se usa meias de compressão elástica.

Outras pessoas começam a se preocupar somente quando a pele das pernas começa a mudar de cor. Quando as suas veias continuam a aumentar de tamanho ou parece que estão espalhando para outras partes da perna ou mesmo somente quando notam o inchaço nos tornozelos. Outros só vão ficar preocupados quando alguma veia perto do pé começa a sangrar.

Outra preocupação frequente é a história familiar. Se alguém tem um membro na família que sofre de veias varicosas isso acaba encorajando a procurar o cirurgião vascular com a queixa “Eu não quero ter as pernas da minha mãe.”

E como nós vimos anteriormente, também tem aqueles que buscam o tratamento estético quando na verdade existe uma doença maior que deve ser tratada por baixo do problema estético.

Como qualquer problema medico, encontrar um especialista em veias é a chave para os melhores resultados. O especialista em veias é o cirurgião vascular. Ele vai escutar a sua história, examinar as suas pernas, fazer um ultrassom e chegar a uma conclusão.

O ultrassom é um exame indolor que vai trazer informações sobre a saúde de suas veias, incluindo a evidência de coágulos nos vasos, se suas válvulas venosas estão funcionando bem e se as veias estão permitindo o fluxo sanguíneo na direção correta e quais veias estão levando o sangue para o sentido errado, ou seja, o refluxo. E se tem obstrução do fluxo sanguíneo em alguma veia. Toda essa informação é necessária para o cirurgião vascular diagnosticar e planejar o seu tratamento

Avanços recentes no campo da flebologia revolucionaram o tratamento venoso. Seu cirurgião vascular vai determinar se suas veias serão melhor tratadas com uma microcirurgia chamada de flebectomia (ou fleboextração ou microcirurgia de varizes), um procedimento vascular chamado termoablação endovenosa por laser, uma injeção chamada escleroterapia guiada por ultrassom, CLaCs (Laser associado com crioescleroterapia) ou uma combinação desses procedimentos. Essa decisão é baseada no resultado do ultrassom, na experiência do cirurgião vascular e as suas preferências.

O objetivo de todo o tratamento venoso é melhorar o seu fluxo sanguíneo. A insuficiência venosa já descrita anteriormente, ocorre quando as veias não funcionam com a eficácia necessária para retornar o sangue das pernas para o coração e, ao contrário, acabam permitindo que esse sangue volte para as pernas e para os pés.

Isso resulta num represamento do sangue nas veias das pernas e aumentam os sintomas. Causam alteração na pele e mesmo ulceração e feridas abertas podem ocorrer se a doença for ignorada. O tratamento das suas veias vai melhorar todas essas condições.

Embora o desejo de todo mundo seria consertar as veias que não estão funcionando bem ou mesmo reparar essas válvulas que estão permitindo o refluxo sanguíneo, não existe tecnologia atualmente para fazer isso. E como nós temos muito mais veias superficiais do que nós vamos precisar na nossa vida toda, nos sabemos que com a identificação dessas veias doentes, tanto a retirada quanto o fechamento dessas veias doentes funciona muito bem.

Isso acaba direcionando o fluxo do sangue através das veias saudáveis, que vão impulsionar o fluxo do sangue eficientemente para cima o sangue, prevenindo o acúmulo nas pernas.

Avanços recentes e pesquisas científicas no tratamento venoso, agora permitem que o cirurgião vascular faça o diagnóstico, de modo indolor, do refluxo, da obstrução ou da insuficiência venosa. Dessa maneira o especialista em veias consegue identificar a raiz do problema e recomendar o tratamento cirúrgico ou clínico que pode reduzir os sintomas, eliminando as veias anormais e diminuindo o risco de desenvolver graves consequências da doença venosa.

O objetivo final é você manter as suas veias saudáveis e, assim, consequentemente ter pernas mais saudáveis possíveis.

 

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoveiasestética
Categorias: Medicina

Procurando Tratamento Estético para as pernas

qui, 07/07/2016 - 11:22

A maioria das mulheres adoraria ter lindas pernas que não mostram nenhum sinal de doença ou de envelhecimento.
Um bom tônus muscular, uma pele elástica e lisa e a ausência de veias varicosas, caracterizam pernas bonitas.
Por esta razão um dos mais frequentes motivos para homens e mulheres procurarem o tratamento para os vasinhos e veias varicosas é para melhorar o aspecto estético das pernas.
Sim, é verdade, tanto homens quanto mulheres procuram o tratamento estético das pernas. A sensação de confiança ao usar shorts ou roupa de piscina é uma das preocupações de adultos saudáveis. Alguns podem imaginar que seja vaidade, mas a aparência das pernas também é saúde.
À medida que você se resguarda de fazer atividades físicas por causa da aparência das pernas, isso vai comprometer também a sua saúde, além da qualidade de vida e de aspectos psicológicos.
O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas deve começar com uma consulta com o cirurgião vascular. O médico especialista na área. Existem muitas clínicas de estética onde fazem apenas o tratamento superficial, sem se preocupar com a doença adjacente, e muitas vezes a queixa estética é consequência da doença. Lembrando que a consulta inicial deve ser realizada para detectar alguma doença de base e insuficiências venosas que vão impedir o tratamento estético adequado e consequentemente vai ocorrer a recorrência dos vasinhos e veias varicosas.
Existem vários tratamentos excelentes para as veias, mas a chave para obter o melhor resultado está em determinar a causa do problema venoso. Se os seus vasinhos não estão associados a nenhuma doença venosa de base elas podem usualmente ser tratadas com uma injeção chamada escleroterapia, ou, para determinadas veias, o laser. A associação dos métodos, laser e crioescleroterapia, conhecida em nosso meio como CLaCs, permite tratar uma ampla gama de diferentes vasos.
Pesquisas mostram, no entanto, que a maior percentagem de homens e mulheres saudáveis que acreditam que tenham apenas veias estéticas nas pernas, podem estar, de fato, com doença venosa mais grave e que não foi detectada ainda.
Como ísso é possível? Como pode alguém não saber que tem um problema sério venoso?
A resposta é bem simples, a maioria dos problemas venosos aparecem lenta e gradualmente e as pessoas apenas notam essa modificação como sendo o envelhecimento natural, ou se acostumam com as mudanças. Dor nas pernas, fadiga muscular, cãibras, cansaço nas pernas, tudo isso pode ser atribuído ao envelhecimento ou a um longo dia de trabalho, mas muitas vezes pode ser consequência direta da doença venosa.
A boa notícia é que, quando identificada, a doença venosa crônica pode ser tratada, levando a uma melhora desses sintomas e à diminuição dos vasinhos e veias varicosas e da sua recorrência. O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas é altamente efetivo na eliminação desses vasos. O tratamento pode ser realizado em consultório com uma recuperação rápida.
Quando o tratamento é feito por um cirurgião vascular qualificado, com atuação na flebologia, isso aumenta as chances de ter um resultado estético bom e minimiza o risco de não detectar doença venosa mais grave, melhorando também as suas atividades diárias e qualidade de vida.
 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: estéticabelezavenoso
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Procurando Tratamento Estético para as pernas

qui, 07/07/2016 - 11:22

A maioria das mulheres adoraria ter lindas pernas que não mostram nenhum sinal de doença ou de envelhecimento.
Um bom tônus muscular, uma pele elástica e lisa e a ausência de veias varicosas, caracterizam pernas bonitas.
Por esta razão um dos mais frequentes motivos para homens e mulheres procurarem o tratamento para os vasinhos e veias varicosas é para melhorar o aspecto estético das pernas.
Sim, é verdade, tanto homens quanto mulheres procuram o tratamento estético das pernas. A sensação de confiança ao usar shorts ou roupa de piscina é uma das preocupações de adultos saudáveis. Alguns podem imaginar que seja vaidade, mas a aparência das pernas também é saúde.
À medida que você se resguarda de fazer atividades físicas por causa da aparência das pernas, isso vai comprometer também a sua saúde, além da qualidade de vida e de aspectos psicológicos.
O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas deve começar com uma consulta com o cirurgião vascular. O médico especialista na área. Existem muitas clínicas de estética onde fazem apenas o tratamento superficial, sem se preocupar com a doença adjacente, e muitas vezes a queixa estética é consequência da doença. Lembrando que a consulta inicial deve ser realizada para detectar alguma doença de base e insuficiências venosas que vão impedir o tratamento estético adequado e consequentemente vai ocorrer a recorrência dos vasinhos e veias varicosas.
Existem vários tratamentos excelentes para as veias, mas a chave para obter o melhor resultado está em determinar a causa do problema venoso. Se os seus vasinhos não estão associados a nenhuma doença venosa de base elas podem usualmente ser tratadas com uma injeção chamada escleroterapia, ou, para determinadas veias, o laser. A associação dos métodos, laser e crioescleroterapia, conhecida em nosso meio como CLaCs, permite tratar uma ampla gama de diferentes vasos.
Pesquisas mostram, no entanto, que a maior percentagem de homens e mulheres saudáveis que acreditam que tenham apenas veias estéticas nas pernas, podem estar, de fato, com doença venosa mais grave e que não foi detectada ainda.
Como ísso é possível? Como pode alguém não saber que tem um problema sério venoso?
A resposta é bem simples, a maioria dos problemas venosos aparecem lenta e gradualmente e as pessoas apenas notam essa modificação como sendo o envelhecimento natural, ou se acostumam com as mudanças. Dor nas pernas, fadiga muscular, cãibras, cansaço nas pernas, tudo isso pode ser atribuído ao envelhecimento ou a um longo dia de trabalho, mas muitas vezes pode ser consequência direta da doença venosa.
A boa notícia é que, quando identificada, a doença venosa crônica pode ser tratada, levando a uma melhora desses sintomas e à diminuição dos vasinhos e veias varicosas e da sua recorrência. O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas é altamente efetivo na eliminação desses vasos. O tratamento pode ser realizado em consultório com uma recuperação rápida.
Quando o tratamento é feito por um cirurgião vascular qualificado, com atuação na flebologia, isso aumenta as chances de ter um resultado estético bom e minimiza o risco de não detectar doença venosa mais grave, melhorando também as suas atividades diárias e qualidade de vida.
 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: estéticabelezavenoso
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Gravidez e Doença Venosa

ter, 07/05/2016 - 11:06

Um fato sobre os problemas venosos é certeiro: as telengiectasias e veias varicosas pioram muito durante os nove meses de gravidez e persistem durante o período de lactação, ou seja, de amamentação.
Se a mulher possui outros fatores de risco para o desenvolvimento das telengiectasias e das veias varicosas, como história familiar, trabalhar muito tempo de pé e outras, o mais provável é que essas veias não desapareçam após o nascimento do bebê.
Algumas vezes essas veias podem parecer que desapareceram, mas, após uma segunda gravidez elas aparecem mais evidentes e nas gestações em seguida, também. Quanto mais gestações a mulher tiver, mais doença venosa sobra após o nascimento.
Após décadas de pesquisa, ficou demonstrado que há grandes mudanças na fisiologia do corpo da mulher durante a gravidez e essas mudanças aumentam o risco de desenvolvimento dos vasinhos e veias varicosas.
As cinco maiores mudanças no corpo da mulher durante a gestação são:

  • Aumento do volume sanguíneo
  • Aumento da pressão no abdome e na pelve baixa à medida em que o bebê cresce
  • Aumento da dosagem de estrogênio e progesterona no sangue
  • Aumento da relaxina, hormônio que afeta o colágeno e pode contribuir para o enfraquecimento da parede venosa
  • E diminuição da atividade física.

Durante a gravidez, o corpo prepara para nutrir e suportar o crescimento do feto, aumentando a quantidade de sangue circulante. Esse aumento do volume sanguíneo aumenta a pressão nas veias das pernas, causando uma dilatação natural e elas acabam se expandindo.
Esse aumento do volume ocorre junto com o aumento da dosagem de estrogênio e progesterona diluída no sangue que atua enfraquecendo a parede venosa, permitindo que as veias dilatem para acomodar essa quantidade extra de sangue.
À medida que o feto cresce, a pressão dentro da pelve aumenta, colocando uma pressão maior nas veias das pernas e fazendo que seja mais difícil o retorno venoso. Por essas razões, o uso das meias elásticas por mulheres grávidas, pode auxiliar no retorno venoso.
Os hormônios estrogênio e progesterona são essenciais durante a gravidez, mas eles enfraquecem a parede das veias. Uma ação semelhante da progesterona e do colágeno também pode ser vista na pele. A mulher nota uma perda de elasticidade na pele dos seios e abdômen durante a gravidez, principalmente ao entrar no terceiro trimestre.
Hoje nós sabemos o quanto a gravidez pode piorar os vasinhos e as veias varicosas, fazendo as veias que já são visíveis ficarem maiores e mais desconfortáveis.
Anos atrás as mulheres tinham poucos tratamentos disponíveis, se estivessem planejando uma gestação. Os tratamentos tradicionais eram invasivos e, portanto, o tratamento era postergado para depois da gestação. À medida que os tratamentos foram ficando menos invasivos e com mais êxito, a ideia de tratar o vasinhos e veias varicosas antes da gravidez ou entre as gestações ficou mais atrativo.
Antigamente os cirurgiões recomendavam que as mulheres tivessem seus filhos e depois fizessem o tratamento. Atualmente, por essas razões e pelos tratamentos menos invasivos, os cirurgiões vasculares recomendam que as mulheres que têm varizes e que sofram com os sintomas, podem e devem tratar antes da próxima gestação.
Cirurgiões vasculares também recomendam que as mulheres procurem cedo o tratamento para os vasinhos e veias varicosas, antes mesmo da primeira gestação. Essa recomendação é mais importante ainda nas mulheres que têm uma história pessoal ou familiar muito grande de doença venosa.
Os tratamentos modernos venosos são frequentemente procedimentos menores que podem ser feitos no consultório ou em day hospital, e tem um alto grau de sucesso. É muito mais fácil e menos traumático tratar os problemas venosos quando eles estão nas fases iniciais do que esperar as suas complicações mais graves, como a insuficiência venosa crônica, que pode aparecer com o tempo.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosovarizesgestação
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Gravidez e Doença Venosa

ter, 07/05/2016 - 11:06

Um fato sobre os problemas venosos é certeiro: as telengiectasias e veias varicosas pioram muito durante os nove meses de gravidez e persistem durante o período de lactação, ou seja, de amamentação.
Se a mulher possui outros fatores de risco para o desenvolvimento das telengiectasias e das veias varicosas, como história familiar, trabalhar muito tempo de pé e outras, o mais provável é que essas veias não desapareçam após o nascimento do bebê.
Algumas vezes essas veias podem parecer que desapareceram, mas, após uma segunda gravidez elas aparecem mais evidentes e nas gestações em seguida, também. Quanto mais gestações a mulher tiver, mais doença venosa sobra após o nascimento.
Após décadas de pesquisa, ficou demonstrado que há grandes mudanças na fisiologia do corpo da mulher durante a gravidez e essas mudanças aumentam o risco de desenvolvimento dos vasinhos e veias varicosas.
As cinco maiores mudanças no corpo da mulher durante a gestação são:

  • Aumento do volume sanguíneo
  • Aumento da pressão no abdome e na pelve baixa à medida em que o bebê cresce
  • Aumento da dosagem de estrogênio e progesterona no sangue
  • Aumento da relaxina, hormônio que afeta o colágeno e pode contribuir para o enfraquecimento da parede venosa
  • E diminuição da atividade física.

Durante a gravidez, o corpo prepara para nutrir e suportar o crescimento do feto, aumentando a quantidade de sangue circulante. Esse aumento do volume sanguíneo aumenta a pressão nas veias das pernas, causando uma dilatação natural e elas acabam se expandindo.
Esse aumento do volume ocorre junto com o aumento da dosagem de estrogênio e progesterona diluída no sangue que atua enfraquecendo a parede venosa, permitindo que as veias dilatem para acomodar essa quantidade extra de sangue.
À medida que o feto cresce, a pressão dentro da pelve aumenta, colocando uma pressão maior nas veias das pernas e fazendo que seja mais difícil o retorno venoso. Por essas razões, o uso das meias elásticas por mulheres grávidas, pode auxiliar no retorno venoso.
Os hormônios estrogênio e progesterona são essenciais durante a gravidez, mas eles enfraquecem a parede das veias. Uma ação semelhante da progesterona e do colágeno também pode ser vista na pele. A mulher nota uma perda de elasticidade na pele dos seios e abdômen durante a gravidez, principalmente ao entrar no terceiro trimestre.
Hoje nós sabemos o quanto a gravidez pode piorar os vasinhos e as veias varicosas, fazendo as veias que já são visíveis ficarem maiores e mais desconfortáveis.
Anos atrás as mulheres tinham poucos tratamentos disponíveis, se estivessem planejando uma gestação. Os tratamentos tradicionais eram invasivos e, portanto, o tratamento era postergado para depois da gestação. À medida que os tratamentos foram ficando menos invasivos e com mais êxito, a ideia de tratar o vasinhos e veias varicosas antes da gravidez ou entre as gestações ficou mais atrativo.
Antigamente os cirurgiões recomendavam que as mulheres tivessem seus filhos e depois fizessem o tratamento. Atualmente, por essas razões e pelos tratamentos menos invasivos, os cirurgiões vasculares recomendam que as mulheres que têm varizes e que sofram com os sintomas, podem e devem tratar antes da próxima gestação.
Cirurgiões vasculares também recomendam que as mulheres procurem cedo o tratamento para os vasinhos e veias varicosas, antes mesmo da primeira gestação. Essa recomendação é mais importante ainda nas mulheres que têm uma história pessoal ou familiar muito grande de doença venosa.
Os tratamentos modernos venosos são frequentemente procedimentos menores que podem ser feitos no consultório ou em day hospital, e tem um alto grau de sucesso. É muito mais fácil e menos traumático tratar os problemas venosos quando eles estão nas fases iniciais do que esperar as suas complicações mais graves, como a insuficiência venosa crônica, que pode aparecer com o tempo.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Causas Da Doença Venosa

qua, 06/29/2016 - 11:56

Existem várias razões para a ocorrência de doença venosa. Os médicos chamam estas razões de fatores de risco. Alguns fatores de risco são muito bem documentados enquanto outros aparecem citados de vez em quando.
Aqui vamos falar sobre os diversos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento das telengiectasias e veias varicosas.
Se você tiver algum desses fatores de risco você pode se beneficiar da prevenção da doença que nós vamos conversar depois.
As pesquisas mostram que a idade, ou seja, ficar mais velho, é um dos fatores de risco mais importantes no desenvolvimento da doença venosa. À medida em que as pessoas envelhecem, os problemas venosos se tornam mais aparentes. Mas isso não quer dizer que jovens não possam ter a doença. Pequenos problemas que começaram cedo, vão progressivamente aumentando, tornando-se maiores e mais aparentes.
Há também uma diminuição da produção, do corpo, de colágeno, além do enfraquecimento da parede venosa e perda de material elástico com o passar do tempo. A dilatação da parede das veias, que ficam menos elásticas e mais facilmente propensas a “vazar” resultam nessas veias mais dilatadas, visíveis e no inchaço das pernas.
É por isso que há um aumento das veias varicosas na população mais idosa. É importante lembrar que, embora os pacientes idosos tenham 50% mais chances de sofrer de insuficiência venosa, não existe pesquisa científica que sugere que o tratamento venoso deles deva ser diferente do tratamento dos pacientes mais jovens.
Sabe-se também que a doença venosa ocorre em famílias. Existem estudos que mostram o alto índice de doença venosa em filhos daqueles que têm doença venosa. Ainda existe muita pesquisa e investigações para serem feitas nessa área, mas nós podemos dizer com certeza que se você tem algum membro da família que tenha veias varicosas, você tem uma probabilidade maior de desenvolver varizes ou telengiectasias.
Assim como a hereditariedade é importante, a etnia também é. Caucasianos têm uma incidência maior de veias varicosas quando comparados a hispânicos, asiáticos e negros. Enquanto a doença venosa tem um componente genético muito importante, temos que lembrar que também pode ser agravado pelo estilo de vida.
A doença é muito mais frequente em cidades grandes e industriais, onde ficar sentado muito tempo no carro ou na frente do computador ou televisão é muito mais frequente do que se movimentar pelo dia.
A habilidade de mover os tornozelos e os pés é muito importante e deve ser considerada. A musculatura da panturrilha funciona como uma bomba impulsionando o sangue contra a gravidade de baixo para cima, em direção ao coração. Se essa movimentação ou a amplitude de movimento não está adequada, a musculatura não vai bombear o sangue adequadamente, aumentando a chance dessa pessoa desenvolver a doença venosa.
Por essa razão, o uso de saltos altos é muitas vezes relacionado com a doença venosa e você pode notar que as suas pernas vão se sentir muito melhor se você usar sapatos planos que permitem a movimentação do tornozelo amplamente.
Ficar de pé parado por longos minutos, com ou sem salto alto, é também um fator de risco. Pesquisas têm mostrado que quanto mais tempo você fica de pé, mais provável que desenvolva doença venosa. Da mesma forma, ficar sentado ou deitado na mesma posição por muito tempo também pode causar problemas venosos.
Pacientes que estejam internados ou restritos ao leito, têm a sua circulação venosa prejudicada, o que pode acarretar um represamento do sangue nas extremidades. Isso pode levar a um coágulo de sangue nas veias profundas (trombose venosa profunda) ou nas veias superficiais (tromboflebite superficial)
O coágulo nas veias pode causar dor e levar a consequências mais sérias.
Muitos pacientes perguntam se cruzar as pernas pode causar veias varicosas. A resposta é: não existe uma pesquisa definitiva sobre o assunto, mas provavelmente a resposta seja não. Na realidade a maioria das pessoas cruza as pernas por pouco tempo, por períodos curtos e depois movem a perna para outra posição.
É importante lembrar que manter as suas pernas numa posição única por muito tempo não é uma boa coisa para suas veias e isso pode interferir no movimento do sangue nas pernas.
Muitas pessoas acreditam que o peso é um fator de risco na doença venosa. Enquanto que um paciente que se mantém num peso estável e saudável vai se sentir melhor, a influência desse peso no desenvolvimento das veias varicosas não está muito claro. O que se sabe é que estar acima do peso vai piorar a doença venosa que já existe.
Agora, o sexo com certeza é um fator importante no desenvolvimento das veias varicosas e outros problemas venosos. As mulheres são quase que duas vezes e meia mais sujeitas a ter doença venosa do que os homens. E, por estarem mais preocupadas com o aspecto estético, procuram o cirurgião vascular mais cedo. Portanto, a procura pelo tratamento pelas mulheres é maior, mas isso não significa que os homens não apresentam a doença, apenas que procuram o tratamento mais tarde.
Enquanto boa parte desse aumento de risco ocorre por aumento dos hormônios femininos, especialmente a progesterona, a progesterona permite que a parede das veias estique e isso acaba levando a um aumento do desconforto quando os níveis de progesterona são altos.
Durante a gravidez os níveis de progesterona ficam altos por muito tempo e é por isso que as mulheres desenvolvem as teleangectasias durante as gestações. Após o sofrimento venoso por nove meses, elas muito frequentemente não retornam ao tamanho original e podem nunca mais voltar a funcionar como antes.
Alguns fatores de risco como a história familiar ou a etnia são impossíveis de mudar, mas outros fatores de risco para a doença venosa podem ser evitados:
Nós podemos aumentar a movimentação das nossas pernas durante o dia, mesmo se tivermos uma profissão que requeira que fiquemos muito tempo de pé ou sentado, nós podemos mexer o tornozelo ou os pés, ou caminhar por alguns minutos, algumas vezes durante o dia.
As mulheres podem também, com certeza, diminuir o tempo em cima de salto alto. Também podem usar a meia elástica de compressão durante a gravidez. Se vamos ficar deitados, parados por muito tempo, podemos mexer, flexionar os tornozelos enquanto estamos deitados.
Manter um peso saudável e usar a meia elástica quando nós temos que sentar, ficar de pé ou viajar, também são maneiras de diminuir o impacto desses fatores de risco.
Enquanto os cirurgiões vasculares oferecem tratamentos que são altamente eficazes, a compreensão de como a doença ocorre e as medidas de prevenção são importantíssimas para manter as veias saudáveis. 
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
 
* Imagem do banco de imagens online Shutterstock

Tags: venosovarizes
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A Classificação de CEAP

ter, 06/28/2016 - 10:02

Como os cirurgiões vasculares classificam a doença venosa.
Embora a doença venosa seja muito comum nas pernas e coxas, elas podem aparecer de formas diferentes nas pessoas. Como já vimos, algumas pessoas podem apresentar teleangiectasias, outras veias varicosas e teleangiectasias, outras ainda nenhuma veia visível anormal, mas podem ter uma úlcera aberta na perna. Além disso a doença venosa pode apresentar vários sintomas diferentes.
Isso fez que fosse necessário comparar os tratamentos para as diferentes formas da doença. Para diminuir essa confusão e padronizar os estudos e o tratamento no mundo inteiro, um grupo de especialistas criou uma classificação chamada de CEAP.
CEAP significa
“C” significa clínica, ou seja, o que é visível das veias.
“E” de etiologia, ou seja, se o problema é herdado ou não.
“A” de anatomia, ou seja, quais veias estão envolvidas.
“P” de fisiopatologia, em inglês, significa qual a direção o sangue está fluindo, se existe refluxo, ou se o fluxo está bloqueado.
Em outras palavras esse sistema de classificação descreve o que o médico vê no exame físico, a causa do problema a localização na perna e o mecanismo responsável para a manifestação do problema.
A classificação de CEAP é usada no mundo inteiro e representa uma linguagem comum entre os médicos que tratam doença venosa. Ela funciona ajudando na pesquisa científica e na comunicação entre os médicos, que, como retorno para o paciente, melhora a qualidade do tratamento e os avanços tecnológicos.
A parte mais usada da classificação de CEAP é o C, que tem sete categorias, de 0 a 6.

  • O C0 é o paciente que tem a menor gravidade, ou seja, não tem nenhum sinal visível de doença ao examinar a perna, mas pode ter sintomas venosos.
  • C1 significa que a pessoa possui teleangiectasias e veias reticulares
  • C2 indica que veias varicosas estão presentes.
  • C3 indica a presença de edema, ou seja, inchaço na perna.
  • C4 já inclui alteração de pele e subcutâneo como a pigmentação, ou seja, a pele mais escura, o eczema, que seria a pele vermelha, coceira. A lipodermatoesclerose, que seria a pele e subcutâneo endurecido, e atrofia alba, que são pequenas áreas esbranquiçadas na pele.
  • C5 é quando o paciente já teve úlcera e essa úlcera cicatrizou.
  • E C6, que é a classe mais grave, significa que existe uma úlcera aberta e ativa na perna.

Em geral, o termo doença venosa refere todo o espectro de C1 a C6.
A insuficiência venosa é restrita a graus mais graves, como C3 a C6.
A classificação de CEAP ajuda muito os médicos a descrever a situação das veias do paciente, mas ela não classifica em nada os sintomas que os pacientes sentem ou como a doença venosa está afetando a sua vida. Para isso existe outro sistema de classificação, que é o Venous Clinical Severity Score, ou Escore de Gravidade de Clínica Venosa, que considera o quanto a doença venosa está interferindo na vida do paciente, na sua habilidade de trabalho e nas suas atividades diárias, ou seja, o quanto impacta na sua vida.
Esse escore ajuda o médico a melhor entender os pacientes que sofrem de doença venosa e ajuda a determinar se o tratamento está sendo efetivo ou não.
Em resumo, a classificação de CEAP é uma língua comum entre os médicos, facilitando a comunicação, melhorando os cuidados para os pacientes e consequentemente melhorando os resultados dos tratamentos.
O Dr Alexandre Amato desenvolveu software para auxiliar na aplicação prática das duas classificações.

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: varizesvenosoclassificação
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Síndrome Das Pernas Balançantes

ter, 06/21/2016 - 09:37

A Síndrome Das Pernas Balançantes afeta aproximadamente 10% das pessoas nos Estados Unidos e pode ser bastante incômoda se você tiver. Ela é caracterizada por uma vontade, impossível de controlar, de movimentar as pernas. Muitas vezes dificultando, à noite, de ter uma noite de sono tranquila.
A Síndrome Das Pernas Balançantes também pode vir acompanhada de outras sensações desagradáveis nas pernas, como sensação de puxão, de peso, de choques elétricos, de formigamento ou de uma tensão.
Como a síndrome frequentemente interfere no sono, as pessoas que sofrem dessa condição, muito frequentemente ficam cansadas, levando à dificuldade de concentração no trabalho, depressão e outras condições médicas.
A gravidade da Síndrome Das Pernas Balançantes é determinada pela intensidade e frequência dos sintomas, pelo velocidade que eles se resolvem quando você resolve movimentar as pernas e pelo quanto os sintomas interferem com o seu sono.
As formas mais leves da síndrome das pernas balançantes podem causar sintomas somente quando a pessoa não mexe a perna por longos períodos de tempo, como durante uma viagem de carro ou de avião. Alguns pacientes com Síndrome Das Pernas Balançantes acabam balançando as pernas frequentemente durante a noite e isso pode afetar não só a pessoa com a doença, mas também quem está dormindo com ela.
Existem duas formas da Síndrome Das Pernas Balançantes, o primeiro tipo começa antes dos 45 anos e piora com a progressão da vida. Normalmente ocorrem em famílias e o segundo tipo da Síndrome Das Pernas Balançantes não parece ser hereditário e normalmente aparece depois dos 45 anos. Aparece subitamente e os sintomas ficam estáveis.
Algumas vezes a Síndrome Das Pernas Balançantes pode ser desencadeadas por medicações como antidepressivos, anti-histamínicos, antinauseantes, uma classe de medicamentos para pressão alta chamados de bloqueadores de canal de cálcio.
Em outros pacientes as condições incluem a gravidez, diabetes, a doença de Parkinson, artrite reumatóide, falta de ferro, falência renal, que podem ser responsáveis pela Síndrome Das Pernas Balançantes.
Quando a doença causadora resolve ou melhora, os sintomas da Síndrome Das Pernas Balançantes também melhoram.
A pesquisa sugere que a Síndrome Das Pernas Balançantes pode resultar do uso inapropriado de ferro no cérebro. O ferro é necessário para fazer o neurotransmissor dopamina, que é uma substância que participa ativamente do controle da movimentação.
Não existe nenhum exame para diagnosticar a Síndrome Das Pernas Balançantes. O diagnóstico é completamente clínico, feito pelo médico baseado nos sintomas relatados pelo paciente, que são a necessidade de movimentação das pernas, sensação desagradável nas pernas, sintomas que ocorrem durante a noite, quando suas pernas não estão se movendo e sintomas que diminuem quando você começa a movimentar a perna ou caminhar.
Embora não tenha nenhum tratamento específico para a Síndrome Das Pernas Balançantes os pacientes que apresentam essa doença frequentemente sentem melhora quando dormem o suficiente, quando fazem exercício físico, ao evitar o tabaco e o álcool e tomar alguma medicação indicada pelo médico.
Por que os flebologistas e os cirurgiões vasculares se interessam pela Síndrome Das Pernas Balançantes? Porque os pacientes normalmente procuram o cirurgião vascular por causa dos sintomas nas pernas e com receio de que esses sintomas sejam devido a varizes.
Como já citado, a presença dos sintomas específicos pode indicar se você tem a Síndrome Das Pernas Balançantes. Embora não existam estudos específicos, que confirmam isso, muitos cirurgiões vasculares acreditam que o uso de meias elásticas de compressão melhoram os sintomas da síndrome.
Existem pesquisas que mostram também que quem possui a doença venosa como varizes, ao tratar, melhora os sintomas da Síndrome Das Pernas Balançantes, muito provavelmente porque a doença venosa desencadeia os sintomas da Síndrome Das Pernas Balançantes.
Também existe o caso onde a doença venosa coexiste com a Síndrome Das Pernas Balançantes e o tratamento da doença venosa pode melhorar suficientemente os sintomas para que o paciente sinta um benefício mesmo que a Síndrome Das Pernas Balançantes continue ocorrendo.
De qualquer modo o uso das meias elásticas e o tratamento das veias varicosas e teleangiectasias são sugestões razoáveis para o paciente que possui a Síndrome Das Pernas Balançantes associada à doença venosa.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Coágulos Sanguíneos, Trombose Venosa Profunda e Flebite Superficial

seg, 06/20/2016 - 08:19

Todo mundo fala ou já ouviu falar sobre trombose, mas a trombose tem diferentes aspectos e apresentações que devem ser elucidados. O termo trombose costuma vir acompanhado de um certo medo, isso porque várias pessoas já ouviram histórias e algumas pessoas famosas já sofreram e há alguns relatos de casos de morte por trombose.
Só para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a cada ano dois milhões de pessoas desenvolvem trombose e dessas, trezentas mil morrem por causa disso.
Mas o que leva a se formarem esses coágulos? Como você fica sabendo se você tem um coágulo ou uma trombose? E o que você deve fazer se você suspeitar que tem uma trombose.
Essas são as perguntas que ficam rodeando nossa mente. A boa notícia é que tem resposta para todas essas perguntas. O que pode aliviar o nosso receio e diminuir a nossa chance de desenvolver uma trombose, ou mesmo de ter as consequências graves de uma trombose.
Os fatores principais que contribuem para a formação de um coágulo no nosso corpo são o fluxo do sangue mais lento, o dano na parede da veia e mudanças na composição do sangue (tríade de Virchow). O fator mais comum é o fluxo sanguíneo mais lento. Quando o fluxo sanguíneo diminui, ele tende a coagular, por isso que os trombos normalmente são descobertos após a pessoa viajar de avião ou uma longa viagem de carro. Nesses casos, como nós não estamos movendo nossas pernas por um longo período durante a viagem, nossos músculos não têm a oportunidade de bombear o nosso sangue pelas veias de nossa perna.
A velocidade do sangue, portanto, acaba diminuindo e o trombo acaba se formando. Como nós ficamos muito apertados em assentos pequenos e isso acaba dificultando a movimentação em viagens de avião, a formação desses trombos acaba sendo chamada de “síndrome da classe econômica” ou “a trombose do viajante”.
Da próxima fizer uma viagem internacional de avião, preste atenção que nas revistas que estão à sua frente, normalmente tem um folheto explicativo sobre a trombose venosa profunda e, nesse folheto, há a sugestão de você flexionar as suas pernas e movimentar os seus pés durante o voo.
A intenção disso é contrair o músculo da panturrilha e fazer o seu sangue mover mais rapidamente, diminuindo a tendência de formar esse coágulo. O uso da meia elástica de compressão aumenta também o fluxo pelas veias. E essa é uma outra maneira efetiva de reduzir as chances de desenvolver um trombo durante a viagem.
A segunda razão ou situação que ajuda a formar o trombo nas veias, é quando a parede venosa fica danificada. A resposta do nosso corpo a esse dano é formar uma capa, uma camada protetora sobre a área danificada da veia. Essa camada é chamada de trombina e pode se expandir em um trombo que acaba bloqueando o fluxo sanguíneo.
Esses danos na parede venosa podem ocorrer quando o indivíduo machuca a sua perna ou faz uma cirurgia. Essa é uma das razões porque os pacientes devem tomar medicamentos que afinam o sangue antes ou após as cirurgias.
Outro motivo para danos nas paredes venosas é a movimentação repetida, como nos esportes, levando ao que é chamado de trombose de esforço. Isso normalmente acaba resultando em trombos nos braços que podem acontecer em nadadores, jogadores de tênis e outros que movem o ombro repetidamente. Esse movimento repetido pode acabar pinçando e comprimindo as veias dos braços, danificando-as.
O terceiro fator que contribui para formação dos trombos é a variação da composição do sangue. nós temos fatores sanguíneos que desenvolvem o coágulo se nós precisarmos de um. Lembre-se que o coágulo normalmente é uma coisa boa, nós podemos precisar de um coágulo se nós nos machucamos, para parar o sangramento. Quem não consegue coagular tem outro problema, que é a hemofilia e pode sangrar sem parar.
Outros fatores que nós temos em nosso sangue servem para dissolver o coágulo. Se nós temos um excesso ou uma falta de um desses fatores, nossa capacidade de formar ou dissolver os coágulos pode ser modificada.
Muitas dessas condições são genéticas e hereditárias, como por exemplo a mutação do Fator V de Leiden, a mutação da protrombina G20210A ou a deficiência da proteína C ou a deficiência da proteína S.
Outras alterações podem ser causadas pelo uso de medicações, como altas doses de hormônios, gravidez ou outras condições médicas, como um câncer, por exemplo.
Outra maneira do sangue mudar a sua composição é se nós ficarmos desidratados. Quanto mais desidratado, maior a chance de desenvolver um coágulo. Por isso é sábio tomar bastante líquido e ficar longe de outros que causam desidratação, como o uso de álcool em excesso em viagens.
Os coágulos podem se formar tanto em veias superficiais quanto nas veias profundas. Quando esses trombos se formam em veias profundas, a doença é chamada de trombose venosa profunda. Quando ela se forma em uma veia superficial, ela é chamada de tromboflebite superficial.
Quando ocorrem em veias superficiais, ela é bem próxima da pele e a pessoa acaba notando que a veia fica dura, vermelha e dolorosa quando a tromboflebite superficial está presente.
Em alguns casos a trombose venosa profunda pode ocorrer junto com a trombose venosa superficial e assim, o paciente deve passar em consulta com seu cirurgião vascular para fazer um ultrassom e determinar se é isso que está acontecendo.
Quando ocorre a formação de um coágulo, existem três desfechos para esse trombo:

  • Se desprender e mover através da circulação até os pulmões, causando um tromboembolismo pulmonar, que pode levar à falta de ar, dor no peito e até à morte. Em casos mais raros esse coágulo pode se mover através da circulação venosa e, no coração, encontrar uma conexão anormal que pode levar este trombo para a circulação arterial e, das artérias, ir para o cérebro ou para alguma outra
  • O coágulo pode também ser reabsorvido e formar uma cicatriz dentro da veia e essa cicatriz pode obstruir o fluxo sanguíneo e deformar a válvula. Deformando a válvula e havendo fluxo dentro da veia, esse sangue pode mover tanto para cima ou para baixo, o que não é normal. Esse fluxo para baixo é chamado de refluxo, e pode levar a vários problemas, como inchaço, dor crônica e ulceração da pele, com feridas de longa duração. Quando isto acontece, isso é chamado de síndrome pós trombótica, leva aos sintomas da insuficiência venosa crônica.
  • E o terceiro desfecho seria o trombo que se dissolve e deixa a veia em uma boa condição.

Obviamente nós gostaríamos que todos os coágulos se dissolvessem e deixassem a veia funcionando normalmente. Existe a chance disso acontecer se a pessoa procura os cuidados médicos quando o trombo se desenvolve.
Mas como saber se você pode ter um trombo dentro das veias?
Os sintomas da trombose venosa são

  • Dor nas pernas, normalmente no tornozelo, que piora quando você se move.
  • Inchaço das pernas.
  • Aparecimento súbito de cãibras que não melhoram.
  • Falta de ar ou dor no peito quando faz uma inspiração profundamente
  • Uma área dolorosa, vermelha, dura, na perna, principalmente no trajeto de uma veia varicosa.

No pronto socorro ou mesmo no consultório médico, um teste chamado D-dímero pode sugerir se a pessoa tem ou não a trombose, mas o diagnóstico preciso vai necessitar um exame de imagem.
Na perna, normalmente esse exame é um ultrassom ou ecodopler.
Para trombos nos pulmões o exame de preferência é a tomografia computadorizada, embora outros também possam ser realizados dependendo da sua disponibilidade.
Assim que um trombo é descoberto, sua localização identificada e sua extensão vista, o histórico médico levantado, pode-se determinar o melhor tratamento.
Para trombos que estão obstruindo o fluxo sanguíneo dos pulmões ou trombos muito grandes nas pernas ou na pelve e que estão causando sérios problemas se não forem dissolvidos, existe uma medicação que pode ser injetada por horas para dissolver esses coágulos. Essa é a terapia trombolítica, que requer que se fique internado no hospital, e só deve ser realizada em casos bem selecionados e precocemente.
Para a maioria das outras tromboses mais simples, o uso de uma medicação injetável ou via oral permite que você continue as suas atividades normais.
Essas medicações são chamadas de anticoagulantes e são tomadas diariamente por um período que pode variar de três, seis ou mesmo doze meses depois da formação do trombo, dependendo da sua situação.
Outra parte importante do tratamento é o uso das meias elásticas de compressão todos os dias. Isso aumenta sobremaneira a melhora dos sintomas e a chance de você desenvolver uma insuficiência venosa crônica, chamada de síndrome pós trombótica.
Caminhar ou fazer algum tipo de exercício vai fortalecer a musculatura que bombeia o sangue pelas suas pernas e melhorando a sua circulação. Se você desenvolveu uma trombose, existe uma grande chance de apresentar outra durante a sua vida. Então a melhor maneira é se prevenir.
Para fazer isso, fique consciente das suas pernas. Ou seja, se você está sentado por muito tempo ou de pé, parado por muito tempo, movimente os seus tornozelos repetidamente tentando se levantar ou caminhar por um minuto ou dois a cada trinta minutos parado.
Use meias elásticas de compressão quando estiver de pé, parado ou sentado por muito tempo, principalmente quando for viajar.
Se você ou alguém da sua família tiver história de trombose, pergunte para seu médico sobre os testes sanguíneos que podem determinar se você tem uma herança genética ou uma pré-disposição para formar trombose.
Em alguns casos pode ser necessário o uso de anticoagulantes antes de viagens ou cirurgias.
E se você desenvolver qualquer um dos sintomas listados anteriormente, certifique-se de procurar ajuda médica assim que possível. O cirurgião vascular é o médico recomendado para avaliação na vigência da trombose venosa, o hematologista é o especialista no tratamento das doenças do sangue e trombofilias, mas muitos outros profissionais podem atuar no seu tratamento durante a internação, como o pneumologista, o médico intensivista e outros.
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
* Imagens do banco de imagens: Dreamstime.com - Thrombosis

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Insuficiência Venosa Crônica (IVC)

qui, 06/16/2016 - 07:39

Algumas pessoas dizem “Se as suas veias te incomodam, você não precisa fazer nada com elas.” Ou pior: “Não adianta tratar porque elas voltam.”. Ou ainda “Junte todas as veias varicosas para tratar somente depois de todas as gestações.”
Da mesma maneira, pessoas que têm trombose venosa na perna, recebem um monte de informação sobre os medicamentos que afinam o sangue. A preocupação está focada no momento, mas poucos lembram sobre as complicações a longo prazo dessa trombose.
Por causa dessas informações incompletas, as pessoas acabam por muitas vezes não passando em consulta com o cirurgião vascular e surpreendem-se quando começam a desenvolver sintomas como inchaço nos pés, tornozelos e pernas, mancha escura, mancha ocre, em volta do tornozelo, um espessamento e endurecimento da pele em volta do tornozelo e feridas ou úlceras nas pernas ou tornozelos. A Insuficiência Venosa Crônica se refere aos danos causados pela hipertensão venosa e refluxo venoso na pele e subcutâneo.
Por que isso acontece e quem deve se preocupar com isso?
A cada ano que passa, mais pesquisas são feitas e mais nós entendemos sobre esse assunto. Dentre tantos problemas de saúde existentes, esse é um problema muito frequente, bem estudado, benigno e com muitas opções de controle e/ou tratamento. Então não há porque sofrer.
Para entender esse problema, o que acontece e o que se pode fazer para evitar, vamos entender como nossa circulação funciona. O que pode acontecer de errado e o que nós podemos fazer para prevenir problemas no futuro.
Nossa circulação começa quando o coração, que é uma bomba propulsora, bombeia o sangue através de nossas artérias e veias para todos os tecidos de nosso corpo. Para nossas artérias o trabalho é relativamente fácil, pois a  bomba cardíaca é muito forte e a força da gravidade ainda ajuda a empurrar o sangue até os pés.
Depois que os tecidos como músculo, pele, gordura e outros usam o oxigênio e os nutrientes do sangue, eles retornam o dióxido de carbono e outras substâncias que são consideradas restos de nosso metabolismo para nossas veias.
A partir daí nossas veias têm que bombear o sangue de volta para nosso coração. Para que isso aconteça, as veias utilizam a força dos músculos da perna para empurrar o sangue para cima. Para que isso funcione, as veias dependem das válvulas unidirecionais, que mantêm o sangue em uma direção só, em direção ao coração. Durante a contração da musculatura, as veias são “espremidas” e o sangue é forçado para cima.
Quando as doenças venosas acontecem normalmente ocorre porque as válvulas deixaram de funcionar. Nas nossas veias profundas, as válvulas se danificam quando a pessoa tem uma trombose venosa profunda, ou seja, um coágulo dentro da veia. E esse coágulo ao ser absorvido deixa cicatrizes na parede da veia.
Nas nossas veias superficiais, o dano ocorre quando há inflamação crônica no nosso corpo, que causa um enfraquecimento da parede venosa e a dilatação dessa veia. Quando essas veias dilatam, as válvulas se afastam e deixam de funcionar, deixando também de resistir à gravidade, de modo que o sangue acaba retornando com pressão inversa para os pés.
Quanto mais sangue vai para os pés, aumenta a pressão venosa no local, sendo que no tornozelo essa pressão é ainda maior. À medida que essa pressão aumenta, ocorre um estresse maior nas pequenas veias da superfície da pele e elas também dilatam, gerando o aparecimento de aglomerados de teleangiectasias, que ficam visíveis na parte interna e externa do tornozelo. Esse amontoado de veias próximo do tornozelo é conhecido como “coroa flebectásica”.
O aumento da pressão venosa, associado à fraqueza da parede da veia, permite que fluidos atravessem a veia, causando o edema (inchaço) nos pés, tornozelos e pernas. Em algum momento, além do fluido, células vermelhas também passam a sair das veias e a nossa pele a absorver o ferro contido dentro das células vermelhas, transformando-as numa cor marrom.
No começo esse marrom aparece como pequenos pontos ou manchas em volta do tornozelo, mas com o passar dos anos, a área inteira do tornozelo pode se tornar amarronzada. Essa mancha marrom é conhecida como hiperpigmentação ou dermatite ocre. Quando há inflamação na área, a cor pode estar mais vermelha do que marrom e isso é chamado de dermatite, que pode estar associada ao eczema.
Quando toda a parte inferior da perna perde a sua cor original e a pele fica mais espessa, dura ou parecendo couro, isso é uma condição chamada lipodermatoesclerose. Todas essas mudanças na aparência da perna e do tornozelo acusam para o mesmo problema, que é o aumento da pressão venosa. Quando muito alta, a hipertensão afeta a saúde da pele nessa região e se o problema venoso não for corrigido, essa pele vai sucumbir e uma ferida vai abrir, mesmo sem haver nenhum trauma. Essa ferida se chama úlcera venosa.
Quando a pessoa apresenta qualquer uma dessas complicações com as suas veias varicosas ou por causa de uma trombose venosa anterior é dito que ela tem insuficiência venosa crônica.
Se você já teve uma trombose venosa nas pernas ou se você tem veias varicosas ou qualquer um dos sintomas nas pernas, com edema, dor, sensação de peso, cãibras, você deveria se consultar com um especialista em veias, que é o cirurgião vascular.
Um dos exames importantes que o flebologista ou cirurgião vascular vai realizar é o ultrassom venoso, ecodopler venoso das pernas ou mapeamento venoso. O ecodopler é um exame não invasivo, que não dói e que identifica claramente se você possui veias que estão levando sangue no sentido errado. Consegue também avaliar a gravidade da situação. A pletismografia é outro exame utilizado para avaliar não só o tempo de enchimento venoso, que indica a insuficiência venosa, mas também a eficácia da bomba da panturrilha.
O exame visual das pernas também vai ajudar o médico a considerar se você possui veias que estão levando sangue no sentido errado. Consegue avaliar também a gravidade da situação. O exame das pernas também vai ajudar o médico a identificar se você possui doença venosa que já está afetando a pele e subcutâneo.
Se você apresenta qualquer uma dessas modificações na sua pele ou se o seu médico acredita que o fluxo venoso está colocando você em risco de ocorrer essas mudanças, existem vários procedimentos que podem mudar esta situação. O mais simples e mais econômico é o uso de meia elástica de compressão, que deve ser indicado pelo especialista. Existem doenças arteriais que contra indicam o uso da meia, além da alergia ao silicone e tecido da meia. Frequentemente o uso de meia 3/4 ou até o joelho é suficiente e pode ser comprada em qualquer casa de material médico cirúrgico.
Mas o bom uso da meia requer que a perna seja adequadamente medida. Meia elástica não se compra por aproximação do tamanho, é preciso medida precisa. O cirurgião vascular vai indicar qual o grau de compressão que essa meia deve ter: alta, média ou baixa. Ao usar essa meia todos os dias, principalmente nos momentos em que fica muito tempo de pé ou sentado, você vai ajudar o seu corpo a bombear o sangue de volta para o coração e vai dificultar a ação da gravidade que puxa o sangue para baixo evitando o aumento da pressão venosa nas pernas.
Alguns estudos também mostraram que o uso da meia de pressão graduada também aumenta o transporte de oxigênio para a pele. Então com o uso das meias elásticas a gente permite que a pele se torne mais saudável e muitas vezes há uma melhora nessa coloração, do inchaço e do endurecimento da pele. Sabemos das dificuldades de uso da meia no calor, por isso meias com tecidos de boa qualidade e bem medidas são essenciais para o êxito.
Recentemente atletas de alta performance tem utilizado a meia elástica como complemento e auxilio para melhores resultados. Isso ainda carece de maiores estudos.
Enquanto as meias elásticas são muito importantes no controle da insuficiência venosa crônica, para uma solução a longo prazo, você vai precisar mais do que apenas as meias elásticas.
Com o exame de ultrassom nós podemos ver exatamente quais veias estão funcionando e quais não estão e assim determinar qual o melhor tratamento para você.
Atualmente existem diversos tratamentos que permitem uma recuperação bem rápida. Dependendo do tratamento selecionado, pode ser feito no consultório ou Day Hospital ou em hospitais, com alta precoce, de modo que o retorno às atividades diárias ocorre no dia seguinte.
Por muito tempo as pessoas que possuíam insuficiência venosa crônica estavam fadadas a uma vida de pernas inchadas, dor e úlceras recorrentes. Atualmente os cirurgiões vasculares estão equipados com um conhecimento muito amplo da doença e tratamentos muito eficazes, portanto insuficiência venosa crônica no século XXI é uma condição tratável que não precisa limitar uma pessoa ou ser responsável por diminuição da qualidade de vida.

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Veias Varicosas e Varizes

qua, 06/15/2016 - 07:09

Veias varicosas afetam a vida de milhões de pessoas. E por causa dessa frequência e divulgação, a maioria das pessoas reconhece facilmente as veias varicosas como veias dilatadas e tortuosas, visíveis a olho nu e que saltam por sobre a pele. O diagnóstico muitas vezes é feito pelo próprio paciente.
Mas você sabia que você pode ter veias varicosas não tão aparentes e nem ficar sabendo?
Muitas dessas veias estão abaixo da superfície da pele e não são visíveis. As teleangectasias visíveis e as veias varicosas às vezes são apenas a ponta do iceberg. Embora a maioria dos pacientes procure ajuda médica porque esta descontente com a parte estética das teleangectasias e das veias varicosas, isso pode esconder, de fato, um problema venoso muito maior.
As teleangectasias e veias varicosas podem ser um sinal externo, ou um aviso, de que há um problema interno que é conhecido como insuficiência venosa. Pacientes que têm dor crônica, desconforto, sensação de peso ou câimbras, são pacientes que têm mais chance de possuir insuficiência venosa.
As veias varicosas normalmente aparecem em adultos e podem ser causadas por uma variedade de fatores genéticos, ambientais e ocupacionais. O histórico familiar de veias varicosas, múltiplas gravidezes, exposição ao hormônio estrogênio com medicamentos, um estilo de vida sedentário, trauma de tecidos moles e algumas profissões que requerem muito tempo sentado ou de pé. Histórico de trombose e idade avançada, podem todos contribuir para o desenvolvimento da doença venosa, como veias varicosas e insuficiência venosa.
As pessoas frequentemente pensam “O que causa a veia varicosa?”
Enquanto veias normais do nosso corpo trazem o sangue de volta para cima, trazem o sangue das pernas de volta para o coração, as veias varicosas permitem o fluxo sanguíneo nas duas direções, tanto para cima, para o coração, quanto para baixo, para os pés. Isso porque as veias perderam sua habilidade de vencer a gravidade, que está constantemente fazendo força para trazer o sangue para baixo.
Se a gravidade vencesse e todo o nosso sangue parasse em nossos pés, nós iríamos desmaiar. Para evitar que isso aconteça, nós temos válvulas na maior parte de nossas veias, que somente permitem o fluxo em um sentido.
Mas enquanto as veias começam o processo de se tornar varicosas, as paredes vão ficando mais fracas e dilatando. Enquanto elas dilatam, as paredes das veias ficam mais distantes, afastando as válvulas e permitindo que a gravidade vença, empurrando um pouquinho de sangue em direção aos nossos pés, que seria o refluxo.
O que causa esse enfraquecimento das paredes venosas?
Pesquisas recentes mostram que esse é um processo complicado que envolve a inflamação do corpo, que resulta no dano da parede da veia. Até o momento, não se sabe definitivamente o que desencadeia essa inflamação ou o que pode preveni-la, mas temos alguns indícios.
Os flebologistas têm a esperança de que um dia haverá uma maneira de impedir essa inflamação ou impedir o dano na parede venosa e prevenir a formação das veias varicosas completamente, mas até o momento ainda não há.
Além dos problemas estéticos que as veias dilatadas criam, elas também apresentam uma variedade de outros problemas para as pessoas que as possuem. Sempre que algo em nosso corpo começa a se esticar, ele começa a doer. Essa é a razão pela qual as pessoas que têm veias varicosas frequentemente experimentam sintomas desagradáveis nas pernas, incluindo dor, latejamento, queimação, peso ou fadiga nas pernas, além de uma coceira intensa sobre as veias dilatadas.
Algumas pessoas acordam com dor nas pernas, tipo câimbra, em decorrência das veias varicosas. Esses sintomas normalmente aparecem quando a pessoa tem que ficar muito tempo de pé ou sentada. Por esta razão as pessoas com profissões que não permitem uma movimentação frequente, notam que suas pernas podem ficar desconfortáveis durante, ou no final, do dia de trabalho e é por isso que deitar e elevar as pernas pode fazer se sentir melhor.
Algumas vezes em alguma área da perna que tenha veia varicosa e que sofre um pequeno trauma, como uma batida, ou após um longo período parado no carro ou no avião ou um período prolongado de descanso, um trombo pode se formar dentro de uma veia varicosa. Isto é chamado de trombose, e, se ocorre em uma veia da superfície, tromboflebite superficial
A veia se torna dura, vermelha e dolorosa. Nesses casos o cirurgião vascular ou flebologista pode indicar o uso de meia elástica de compressão, associado ao uso de medicamentos anti-inflamatórios, anti-coagulantes e movimentação frequente. Raramente pode ser necessário cirurgia.
Outras vezes, a formação de um trombo em uma veia do sistema venoso profundo também pode estar presente. Essa é uma situação muito mais séria e que tem um potencial risco de morte, pois a trombose venosa profunda pode desencadear a fatal embolia pulmonar.
Sempre que ocorrer a situação de suas veias ficarem vermelhas, quentes doloridas ou inchaço nas pernas, você deve procurar atendimento médico.
Em algumas pessoas as veias varicosas podem levar ao dano à pele na área do tornozelo. Devido ao refluxo e ao aumento de pressão nas veias da perna, a pressão no tornozelo, venosa, fica maior ainda. Após muito tempo dessa situação isso desencadeia uma reação em cadeia de eventos que podem resultar em uma mancha na pele, chamada dermatite ocre ou mesmo uma úlcera na parte interna ou externa do tornozelo. Essa inflamação duradoura pode também com o tempo endurecer a pele, causando a chamada dermatofibrose.
Tratando as veias varicosas e prevenindo o fluxo do sangue para baixo, esse processo pode ser interrompido e a úlcera pode ser prevenida, razão pela qual o tratamento cirúrgico da insuficiência venosa previne as complicações futuras. Muitas vezes o aparecimento da macha dermatite ocre é o primeiro sintoma, e o dermatologista vai encaminhar para o cirurgião vascular, pois, para ter êxito no tratamento da mancha é necessário primeiro o tratamento da sua causa, a insuficiência venosa.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
* Imagens do banco de imagens: © roblan | Dreamstime.com - Varicose veins

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Teleangiectasias e vasinhos

seg, 06/13/2016 - 08:03

Uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens, têm teleangiectasias, que são mais conhecidas como vasinhos. Teleangiectasias não aparecem do nada no nosso corpo. Elas ocorrem pela dilatação de algumas veias que ficam sob a pele, a superfície da pele e que são muito pequenas para serem vistas quando não estão doentes. Quando elas dilatam, elas acabam contendo mais sangue, ficam mais escuras e passam a ser visíveis a olho nu.
As teleangiectasias podem aparecer em vários formatos: pequenos vasinhos, aranhas vasculares ou aglomerados de veias que podem parecer ramos de árvores ou arbustos.
O aparecimento das teleangiectasias está associado a vários fatores:

  • História familiar: se você tem membros da família com teleangiectasias, as chances de você desenvolvê-las também existem.
  • Trauma: lesões de tecidos moles podem desenvolver teleangiectasias na área da perna. Isso pode acontecer como resultado de uma cirurgia ou com um machucado como uma batida por uma bola ou algum objeto duro.
  • Medicamentos: hormônios femininos, como estrogênio e progesterona podem causar teleangiectasias. Os medicamentos mais comuns são os anticoncepcionais orais, terapia de reposição hormonais e drogas para infertilidade.
  • Gravidez: por causa dos níveis de progesterona que ficam muito altos nos nove meses de gravidez, as veias das mulheres estão mais expostas ao efeito prolongado. A progesterona relaxa o músculo da parede venosa permitindo que ela se dilate. Muitas mulheres notam um aumento das teleangiectasias durante a gravidez por esta razão.
  • Ocupação: ficar muito tempo de pé ou muito tempo sentado pode piorar as teleangiectasias. As profissões que estão sujeitas são professores, enfermeiras, aeromoças, cabeleireiros, vendedores, cirurgiões ou qualquer outra profissão que fique de pé ou parado por muito tempo.
  • Doenças: doenças hepáticas, ou seja, do fígado, podem desencadear o aparecimento de teleangiectasias; e, obviamente, a doença insuficiência venosa causa teleangiectasias.

As teleangiectasias podem ser vistas em qualquer parte da perna, ou melhor, do membro inferior, incluindo tornozelo atrás do calcanhar, pé, coxa.
Também existem pessoas que desenvolvem teleangiectasias na face, no tórax, na barriga, nas costas e no braço. Acredita-se que algumas teleangiectasias da face são causadas por uma combinação de exposição solar e inflamação crônica da pele, a rosácea.
Frequentemente veias um pouco maiores e azuis podem ser vistas abaixo ou próximo das teleangiectasias. Essas veias são chamadas de reticulares e elas estão localizadas um pouco mais profundamente do que as teleangiectasias. Em algumas localizações da perna, somente as veias reticulares estarão visíveis sem as teleangiectasias por cima. As veias reticulares podem atuar como nutridoras, ou “raízes”, das teleangiectasias, e o tratamento de uma depende da outra.
Teleangiectasias podem ser uma preocupação puramente estética ou podem ser uma indicação de alguma coisa mais séria que está afetando o seu sistema venoso. Quando muitas teleangiectasias são vistas atrás do joelho ou em volta do seu tornozelo, próximo do maléolo, existe uma grande chance de ter um problema venoso mais grave. Nessas pessoas que possuem veias nesses locais, pode ser necessário a realização de um ultrassom para determinar se existe doença mais grave. O ultrassom vai informar ao flebologista ou ao cirurgião vascular se há insuficiência venosa, ou seja, se há doença venosa responsável pela formação das teleangiectasias.
A presença de teleangiectasias pode indicar a presença de insuficiência venosa, e, raramente, outras doenças.
Muitas pessoas se preocupam que as teleangiectasias e vasinhos irão se tornar veias varicosas. Na verdade tanto as teleangiectasias, quanto as veias varicosas são o mesmo problema, a fraqueza da parede da veia e sua dilatação, mas em veias de calibres diferentes. Dependendo de qual veia é acometida, pode aparecer como veia varicosa, teleangiectasia ou mesmo ambas.
Muito frequentemente você irá notar que as teleangiectasias causam um incômodo estético, causando uma sensação de perda de confiança ou mesmo vergonha de mostrar as pernas. Essa sensação pode limitar as atividades diárias de maneira que você acaba dizendo não para qualquer atividade que tenha que vestir shorts, roupa de praia ou mostrar as pernas.
Algumas vezes as teleangiectasias podem causar desconforto, como a sensação de queimação ou de peso, ou coceira sobre as veias. Esse desconforto é mais frequente quando as teleangiectasias ou as veias reticulares estão na parte de trás do seu joelho. Mas também pode ocorrer em outras localizações.
Todos esses sintomas podem ser melhorados com tratamento conservador, ou seja, clínico, com exercícios ou meias de compressão graduada. Além disso, o uso de sapatos planos ao invés de salto alto, manter um peso estável e saudável e tratar as teleangiectasias, também pode trazer sensação de bem estar nas pernas. 
O tratamento das teleangiectasias também pode fazer a sua perna parecer mais leve e com mais energia.
Em pessoas mais idosas que têm uma grande quantidade de teleangiectasias no pé ou na parte debaixo da perna, a pressão nas veias pode ser muito alta e a parede das veias também pode ser muito fraca. Isso pode levar até à ruptura da veia e sangramento através da pele e frequentemente ocorre quando a pessoa está tomando banho ou acabou de sair do chuveiro, sem nenhum corte aparente na pele ou outro machucado. Isso se chama varicorragia e é considerado uma emergência.
Como a pressão nas veias é muito alta, o sangue pode jorrar muito longe e isso pode ser alarmante. Enquanto o paciente estiver de pé a gravidade vai continuar a trazer mais sangue para essa veia danificada, mantendo a pressão venosa elevada nesse local e o sangramento vai continuar. A melhor coisa a se fazer é deitar, levantar as pernas e apertar firmemente com o dedo na área que está sangrando até que isso pare. Essa veia pode e deve ser tratada para que não sangre novamente e o flebologista ou cirurgião vascular é o médico que vai ajudar a tratar para evitar que isso ocorra novamente.
Se você tem teleangiectasias, você vai continuar a desenvolvê-las durante a sua vida. O tratamento é efetivo para fazer as veias atuais desaparecerem, mas não evita que novas teleangiectasias se formem.
Como as teleangiectasias são veias que não estão saudáveis e como nós temos centenas de milhares de veias, muito mais do que nos vamos precisar, nós podemos ir tratando essas teleangiectasias, na medida em que elas vão se desenvolvendo, sem nenhum dano para a sua circulação.
Algumas pessoas gostam de ter as veias tratadas de uma maneira regular, para manter o aspecto das pernas estáveis. Muitas pessoas fazem isso uma vez por ano para que as pernas fiquem mais claras durante o verão. Enquanto outras pessoas preferem juntar bastantes teleangiectasias ou esperam para que o desconforto comece a ser maior. Não existe certo ou errado, realmente depende de cada um.
Quando não há doença venosa adjacente e fora as teleangiectasias que estão na parte debaixo da perna e do tornozelo, que é uma preocupação médica, o tratamento das teleangiectasias depende única e exclusivamente da sua decisão.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
*Imagens: © Apatcha Muensaksorn | Dreamstime.com - Varicose veins on the legs

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Vasinhos são puramente estéticas e não precisam ser tratadas

seg, 06/13/2016 - 08:00

Os chamados popularmente de vasinhos são as teleangiectasias e veias reticulares que podem ser vistos através da pele como veias azuis ou verdes. Como essas veias podem ser vistas superficialmente aparentam ser o problema. Não são.
Essas veias freqüentemente não são o problema em si, são sinais de um outro problema adjacente, a falha da bomba periférica, principal responsável pelo retorno venoso. Com a falha da musculatura os efeitos disso serão percebidos e com o tempo piorarão.
Não adianta tratar somente a conseqüência, é necessário tratar a causa, no caso a falha da bomba periférica. Por isso a necessidade de exames especializados como ultra-som doppler e pletismografia.
O tratamento correto vai retirar as veias varicosas, mas também fará a bomba periférica trabalhar novamente. Reduzindo a probabilidade de novas veias varicosas, dores, eczema de estase (coceira e descamação: a pele parece seca), lipodermatoesclerose (endurecimento da pele) e úlceras (feridas crônicas).

varizes
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O Sistema Circulatório

ter, 05/17/2016 - 06:49

Nosso sistema circulatório tem o importante trabalho de bombear o sangue através do nosso corpo. As artérias e veias que fazem parte do sistema circulatório, existem nas suas mais variadas formas, tamanhos e comprimentos. Alguns desses vasos são tão pequenos que é impossível vê-los a olho nu, enquanto outros são tão grandes quanto o diâmetro de um dedo.

Nosso sistema circulatório é composto de duas partes separadas: as artérias, que levam o sangue contendo oxigênio e nutrientes do coração para todos os tecidos do nosso corpo e as veias, que trazem o sangue “usado” de volta para o coração. Um terceiro sistema, o linfático, que não carrega sangue é responsável pela drenagem dos restos produzidos pela células através do liquido chamado linfa.

Enquanto as artérias são bombeadas pelo coração e a gravidade ajuda a chegar na periferia, nossas veias precisam de energia para serem bombeadas de volta para o coração. Essa força de bombeamento tem que vencer a gravidade. As veias conseguem fazer esse difícil trabalho porque elas estão dispostas em duas camadas e cada camada contribui com uma maneira diferente, movimentando o sangue de volta para cima.

Nossas veias profundas passam por dentro de nossos músculos e toda a vez que nós comprimimos ou contraímos a musculatura da perna essas veias são espremidas e o sangue acaba sendo direcionado para cima, assim como uma pasta de dente. E como todas as nossas veias têm válvulas dentro delas, esse fluxo sempre vai em uma direção só, ou seja, da perna para o coração.

Enquanto nosso sistema venoso profundo bombeia o sangue, nosso sistema venoso superficial coleta o sangue dos tecidos superficiais. Essas veias superficiais estão dispostas em uma rede de milhares de vasos que estão distribuídos na superfície de nosso corpo e nos tecidos de nosso corpo.

Quando o sistema venoso profundo bombeia o sangue de volta para cima, o sistema venoso superficial coleta mais sangue da nossa pele e tecidos superficiais, movendo para o sistema venoso profundo. Aí, com a contração muscular, esse sangue volta para cima.

A maior parte das vezes esse sistema funciona bem, mas às vezes pode não funcionar. E isso acontece quando a parede dos vasos se dilata afastando as abas das válvulas, que é uma condição genética, hereditária, mas também pode acontecer na gravidez ou com o uso de algumas medicações ou com a idade. E quando essas válvulas não funcionam, o sangue não consegue voltar por nossas veias. Esse fluxo reverso, ou seja, esse sangue que vai na direção contrária, é chamado de refluxo.

Quando o refluxo acontece nas nossas veias, o sangue passa a se acumular em uma região das nossas pernas, causando inchaço. Essas válvulas unidirecionais, quando são danificadas, ou por trauma ou por outros fatores, permite que ocorra o refluxo, causando também o inchaço das pernas.

Um trombo ou coágulo, que pode ocorrer dentro de um sistema venoso profundo, é uma trombose e dificulta a passagem do sangue por ele, também causando danos nessas veias e válvulas. Isso acaba acarretando também o represamento de sangue abaixo do trombo. Quando ocorre um represamento sanguíneo, vários problemas podem acontecer: muitas pessoas sentem desconforto na perna, como dor, cãibra, cansaço, peso. E algumas pessoas desenvolvem sinais visíveis de doença venosa, como as veias em formato de aranha (teleangiectasias, reticulares), como os vasinhos, as veias varicosas e as úlceras. O represamento do sangue das pernas também pode formar os trombos, que seria a trombose venosa profunda.

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Aneurisma de Artéria Esplênica

seg, 05/16/2016 - 16:38

O Aneurisma de artéria esplênica consiste na dilatação da artéria que nutre o baço. Pode ocorrer por diversas causas associadas, incluindo a exposição ao hormonio feminino. Por isso, a frequencia é maior nas mulheres do que nos homens. Outras doenças que podem contribuir são a fibrodisplasia, a aterosclerose, a pancreatite a poliarterite nodosa e o trauma. O risco de ruptura é de 10%, porém em gestantes consiste em 20 a 50% dos aneurismas viscerais rotos. Quando a ruptura ocorre na gestação a mortalidade materna é de 70% e fetal de 75%. A ruptura é catastrófica, com 36% de mortalidade. Muitos não apresentam sintoma nenhum e são achados em exames.
Existem vários tratamentos, que devem ser avaliados pelo seu cirurgião vascular e endovascular.

  • Observação e acompanhamento
  • Correção por cirurgia aberta
  • Correçao por cirurgia endovascular

E isso depende do quê?

  • Do tamanho
  • Da localização
  • Dos riscos e comorbidades
  • Do tipo
  • Da forma (sacular, fusiforme)

Por isso é essencial o acompanhamento com o especialista: o cirurgião vascular.

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Algumas dúvidas frequentes sobre varizes.

qua, 03/23/2016 - 13:03

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas e tortuosas visíveis a olho nú nos membros inferiores. Se não tiver uma dessas características, não pode ser considerada uma veia varicosa.

 

Quais são as causas?

Dividimos as varizes em duas categorias, as primárias e as secundárias. As primárias são decorrentes da genética e da hereditariedade, enquanto que as secundárias ocorrem devido a alguma outra doença ou condição médica, como por exemplo uma trombose venosa prévia ou uma fístula arteriovenosa que é uma comunicação anormal entre as artérias e veias. 

 

Quem pode sofrer com esse problema?

Todos estão sujeitos à essa doença, mas quanto mais fatores de risco, maior a probabilidade de ocorrer. Um fator importante, por exemplo, é a idade. Quanto mais idade, mais provavel ter varizes. Crianças é bem mais raro, pois depende de alterações congênitas infrequentes. 

 

E em qual idade?

As varizes primárias começam a aparecer mais frequentemente na 2 e na 3 década de vida, enquanto que as varizes secundárias iniciam mais tardiamente na vida, em torno da 5 década de vida.

 

Fatores genéticos estão ligados a elas?

Sim, muito, pois é um defeito genético mesenquimatoso. Veja que interessante, quando pai e mãe apresentam a doença, a chance do filho ou filha herdar é de 90%. Quando pai ou mãe têm varizes, o risco vai de 25% a 62%. Mas, mesmo quando nenhum dos dois têm varizes, ainda há uma chance de 20%.

 

Quais são os fatores de risco?

Os Fatores desencadeantes são Idade, Gravidez, Hormônios (anticoncepcional, reposição hormonal) e Obesidade. Profissão e  Alterações Posturais são fatores agravantes e o fator predisponente principal é a hereditariedade, encontrada em 84% dos casos.

 

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas são dor, cansaço e sensação de peso na perna. Algumas pessoas relatam um desconforto, ardor, prurido ou coceira, formigamento, inchaço e cãimbras. Obviamente, como as varizes são visíveis a olho nú, o fato de ver as veias varicosas também é um sintoma.

 

Existe tratamento?

Sim, existem vários tratamentos. É uma doença benigna e muito frequente, de modo que é um assunto muito estudado pela medicina atualmente. Os tratamentos visam a retirada ou fechamento das veias doentes. Infelizmente não há tratamento gênico. A genética continua influenciando nas veias que sobram. Normalmente não há um procedimento que resolve todo o problema venoso, frequentemente temos que criar uma estratégia de tratamento, que envolve alguns procedimentos.

 

Se sim, qual?

Costumo dividir em três categorias: tratamento clínico, escleroterapia e cirurgia. As diversas técnicas que existem encaixam sempre em uma delas.

O tratamento clínico consiste basicamente no uso da meia elástica. Os medicamentos orais são sintomáticos mas não resolvem o problema, enquanto pomadas e cremes tópicos também não passam de sintomáticos na sua maioria.

Escleroteapia é um conjunto de técnicas que visam o fechamento do vaso por intermédio da injeção de alguma substância, do uso do laser ou radiofrequência. Aqui existem escleroterapias muito potentes como a espuma de polidocanol, que consegue fechar vasos grossos, mas com grandes riscos, e escleroterapias mais amenas, que fecham vasos finos e médios, mas com menos riscos. A escolha da técnica deve sempre ser feita em conjunto com cirurgião vascular habilitado. Esse é um procedimento exclusivamente médico, com potencial de causar danos como feridas, úlceras e manchas. Não arrisque fazendo com quem não é habilitado.

 

 

A atividade física tem alguma relação de melhora ou de evitar esse problema?

A atividade física é muito importante para evitar os fatores de risco como obesidade e além disso fortalece a musculatura da panturrilha, considerada o coração periférico, que bombeia o sangue de volta para cima. 

 

Autor: Dr Alexandre Amato

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Categorias: Medicina

Varizes internas

ter, 02/02/2016 - 10:50

O sistema venoso das pernas compreende 3 sistemas:

  • o sistema venoso superficial,
  • o sistema venoso profundo
  • e o sistema perfuro-comunicante (ou perfurantes). 

Quando veias do sistema venoso superficial dilatam e passam a transportar o sangue no sentido errado, por ser superficial, formam as varizes, que são veias dilatadas, tortuosas e visíveis a olho nú. São as varizes que todo mundo conhece e os vasinhos.
Quando o sistema perfuro comunicante está doente, este acaba comprometendo o sistema venoso superficial também e muitas vezes traz sintomas como 
Mas, quando o sistema venoso profundo está comprometido, essas veias não são visíveis. E o sistema venoso profundo (interno) é responsável por até 90% do retorno venoso. Quando há insuficiência venosa profunda, essas veias "internas" passam a levar o sangue no sentido errado, causando os sintomas como inchaço, coceira, manchas e até úlceras. O termo "varizes internas" apesar de incorreto, por sugerir uma veia dilatada e visivel, mas profunda, acaba significando que o sistema venoso profundo está doente. Frequentemente a insuficiência venosa profunda, ou "varizes internas" é mais grave que as varizes superficiais.
Obviamente pode haver comprometimento simultâneo dos sistemas venosos: É possível ter veias superficiais dilatadas, ou seja varizes, associado à insuficiência do sistema venoso profundo, ou interno.
Por isso é sempre muito importante ser avaliado por cirurgião vascular. O tratamento superficial das varizes às vezes esconde um problema maior por trás.

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