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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 1 hora 11 minutos atrás

Embolização de miomas

seg, 01/14/2013 - 14:14

O tratamento de miomas uterinos por via endovascular, com a técnica chamada de embolização uterina visa a obstrução das artérias nutridoras. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês e é realizado por especialistas em cirurgia endovascular e radiologia intervencionista.

Os critérios para indicação da cirurgia e regras para a liberação dos convênios foi bem estabelecida pela ANS.

O colega Dr Nestor publicou um video bem interessante sobre o assunto:

 

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Camera Infravermelha

seg, 10/29/2012 - 18:05

 

Material Necessário

 

Câmera fotográfica sem filtro IR $150-180

+

Filtro luz visível $6

 

Escolha da câmera fotográfica:

Qualquer câmera pode ser utilizada desde que não tenha o filtro infravermelho, ou que esse filtro seja retirado. Para não ter que desmontar ou até mesmo estragar uma câmera, procurei uma que já tivesse a opção de retirar o filtro. Essa câmera demonstrada permite colocar e retirar o filtro sempre que necessário. A maioria das câmeras Nightshot não possuem filtro IR.  Escolhi a câmera Midnight/Shot IR Night Vision Camera 

Filtro de luz no espectro visível

Existem filtros comerciais, mas são caros. Negativos de fotos antigas queimados são os filtros de luz visível mais baratos que podemos encontrar. O negativo tem que estar escuro, ou seja "queimado", ao pedir para revelar tem que alertar que você está ciente que o filme está queimado, caso contrario ao revelar ele não será um filtro de luz visível.

Filtro polarizado é fácil de encontrar, fazem parte dos óculos 3D de cinema, e quando usado em par e em angulos de 90˚ eles bloqueiam a luz visível, mas boa parte da infravermelha também.

A solução que optei foi dois filtros de luz, um vermelho e outro azul, são filtros específicos e puros, que quando somados bloqueiam exatamente o espectro da luz visível. 

106 Primary Red Gel Filter Sheet 10" x 10" 

181 Congo Blue Gel Filter Sheet 10" x 10" 

Os dois filtros foram recortados e colocados na frente da câmera, assim eles bloqueiam todo espectro de luz visível e permitem passagem do espectro infravermelho.

E como trazer isso tudo para o Brasil ? Eu utilizei o Skybox mas existem várias outras soluções.

O sangue absorve luz infravermelha, então essa câmera permite visualizar as veias superficiais. Para os cirurgiões vasculares isso permite o diagnóstico e marcação cirúrgica venosa.

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Campanha de doação de sangue.

qui, 10/04/2012 - 22:33

A Agência Nacional de Saúde do Reino Unido (UK's National Health Service) fez uma campanha para doação de sangue a campanha de marketing vestiu modelos com o sistema circulatório. Se você tem dúvidas de onde passa a aorta ou a veia cava, com essa roupa fica fácil entender.
Fonte: Blood

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Artigo científico publicado

qui, 07/26/2012 - 10:21

Mais um artigo da Disciplina de Cirurgia Vascular da UNISA publicado, agora com destaque na capa da revista !!!

O artigo relata uma técnica endovascular de tratamento de aneurisma tóraco abdominal chamada de chaminé, e suas possíveis complicações.

 

Fonte: Scielo

Endotension: rupture of abdominal aortic aneurysm

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EVLTraining

qua, 07/04/2012 - 15:54

Caros amigos cirurgiões vasculares: Meu primeiro aplicativo para iPhone, EVLTraining, foi aceito na Apple Store. É um aplicativo para treino do uso do laser endovenoso no tratamento de varizes. Tem um intuito educacional, mostrando os tiversos tipos de medição de energia (J, J/cm, LEED, etc), e treinando o cirurgião na velocidade de tração da fibra ótica.
Posso liberar 10 códigos para instalação gratuita. Aqueles que quiserem entrem em contato.
Endolaser Training Apple Store
Amato Software: EVLTraining
 

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Liga Paulista de Cirurgia Vascular

sex, 06/22/2012 - 19:17

Aconteceu, no último 12 de maio, a segunda aula da Liga Paulista Acadêmica de Cirurgia Vascular, na Associação Paulista de Medicina (APM). Na ocasião, houve as palestras "Osirix na prática médica", ministrada pelo Dr. Alexandre Amato, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro; "Endolaser para tratamento de varizes", ministrada pelo Dr Rodrigo Kikuchi; e uma aula sobre "Diagnóstico diferencial das úlceras de membros inferiores", proferida pela residente Débora Ortigosa, do 1˚ ano de Cirurgia Vascular, do Hospital Santa Marcelina.
Estiveram presentes 30 pessoas, entre elas residentes de Cirurgia Vascular da Escola Paulista de Medicina, da UNICAMP e do Hospital Santa Marcelina; e acadêmicos da Faculdade de medicina de Santo Amaro, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da Faculdade de Medicina do ABC e da Faculdade de Medicina da UNICID. O evento contou, também com a participação do presidente da SBACV-SP, Dr Adnan Neser, de seu secretário Dr Arual Giusti, do Diretor tesoureiro Dr Marcelo Calil Burihan e do Dr Henrique Guedes, da Santa Casa.
"Essa foi mais uma excelente reunião coroada com um almoço para todos", enfatizou o Dr Marcelo Calil Burihan.
 
Fonte: Folha Vascular

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Peixe Urbano e Groupon

qui, 06/14/2012 - 10:38

Tenho recebido recentemente e frequentemente pacientes com histórias que me assustam: compraram pacotes de tratamento estético de vazinhos, escleroterapia ou laser em sites de compras coletivas (Peixe Urbano e Groupon) e procuram o cirurgião vascular com complicações do procedimento realizado.
Preciso esclarecer algumas coisas: o procedimento escleroterapia, também conhecido popularmente como "aplicação em vazinhos" ou "queimar vazinhos" engloba um conjunto de procedimentos (laser, espuma, glicose, termocoagulação e outras) médicos, ou seja deve ser realizado por médico especialista, de preferência cirurgião vascular. Ao comprar um pacote bem baratinho em sites de compras coletivas, certifique-se que o médico que irá realizar o procedimento é registrado no conselho regional de medicina (CRM) e possui formação para tal.
Entidades médicas são proibidas perante o código de ética médica de realizar promoções e descontos em sites de compras, então somente o aparecimento nesses sites já é uma violação da ética.
Ao minimizar os custos, o material utilizado também será mais barato, e o tempo, quantidade ou qualquer outra medida de "sessão de aplicação"  que o profissional usa será menor. Não ache que encontrou o negócio dos sonhos, a qualidade é proporcional ao valor pago.
Porque eu digo tudo isso ? Porque escleroterapia pode parecer um procedimento inócuo, mas não é. Possui complicações não só estéticas. É possível o aparecimento de manchas, mas também lesões mais graves como úlceras. Embolizações da espuma, alergias e trombose são complicações seríssimas apesar de raras, e somente o especialista médico está apto a tratar. O médico é necessário nesses casos para tomar as devidas providências.
 
Consulte sempre seu médico de confiança!

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Prevenção de doença de carótida.

sex, 05/11/2012 - 15:01

Verifique se você precisa fazer um exame preventivo da carótida respondendo o questionário abaixo. Lembre-se que ele não substitui o médico, mas pode orientá-lo a procurar um cirurgião vascular se necessário.

1- Você tem mais que 65 anos ?

Sim Não

2- Você tem pressão alta ?

Sim Não

3- Você tem doença coronariana ? Teve infarto, angina ou dor no peito ?

Sim Não

4- Você fuma ?

Sim Não

5- Você teve câncer de cabeça ou pescoço que precisou de irradiação ?

Sim Não

6- Você já teve um derrame ou início de derrame ?

Sim Não

7- Você já teve uma cegueira momentânea ? Ficou sem enxergar por algum tempo e depois voltou ao normal ?

Sim Não

8- Já teve sua artéria carótida operada ?

Sim Não

9- Você tem doença arterial periférica ? Dor intensa em pernas que faz com que precise parar de caminhar ? Piora ao elevar as pernas ?

Sim Não
var score = new Array; function show_score() { var i, total; total = 0; for(i=1;i<=9;i++) { total += score[i]; } if (isNaN(total)){ alert('Preencha todas as respostas'); } else { if (total>=4) { alert("Você deve procurar seu médico, ou um cirurgião vascular ou um neurocirurgião para avaliar a necessidade de fazer um ultrassom de carótidas preventivo, como exame de triagem. "+total); } else { alert("O seu risco de doença carotídea é baixo, não sendo necessário ultrassom de triagem no momento. Converse com seu médico."+total); } } }

Você precisa fazer um exame preventivo? Então marque uma consulta com o cirurgião vascular ou com o neurocirurgião e aprenda abaixo como evitar o AVC (derrame).

Doenças de base, podem complicar o quadro. São elas a hipertensão, diabetes (veja seu risco de ter diabetes) e colesterol elevado.É preciso combater os fatores de risco e fazer exames específicos com acompanhamento médico. As doenças que não são curáveis devem ser controladas.

Estresse , obesidade, tabagismo e sedentarismo são outros fatores de risco. Além disso, a chance de um AVC aumenta com a idade.

- Mantenha a pressão arterial sob controle.
- Evite o consumo de sal em excesso.
- Modere a ingestão de bebidas alcoólicas.
- Não fume.
- Controle o peso.
- Tenha uma alimentação saudável: evite gorduras e frituras, coma bastante frutas, verduras e fibras.
- Pratique exercícios físicos regularmente.
- Evite o estresse: faça atividades relaxantes como uma caminhada ao ar livre, conversar com amigos, passear com o cachorro.

Faça um Check-up Virtual em sua saúde.

 

Questionário baseado em: Qureshi, Adnan I, Andrei V Alexandrov, Charles H Tegeler, Robert W Hobson, J Dennis Baker, L Nelson Hopkins, and Society of Vascular and Interventional Neurology. "Highlights of the Guidelines for Screening of Extracranial Carotid Artery Disease: A Statement for Healthcare Professionals From the Multidisciplinary Practice Guidelines Committee of the American Society of Neuroimaging; Cosponsored by the Society of Vascular and Interventional Neurology." Journal of endovascular therapy : an official journal of the International Society of Endovascular Specialists 14, no. 4 (2007): doi:10.1583/1545-1550(2007)14[469:HOTGFS]2.0.CO;2.   

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Tumor glômico carotídeo ou quemodectoma

ter, 05/01/2012 - 16:58

É um câncer neuroendócrino raro que se origina de células presentes na bifurcação da artéria carótida, também conhecidos como paragangliomas não cromafins ou tumor de corpo carotídeo. São células especiais, especializadas como quimioceptores, ou seja, regulam a pressão sanguinea arterial. A maioria das vezes não é maligno, mas apesar de benigno tem um crescimento lento mas contínuo que requer tratamento cirurgico pois acaba por dificultar a chegada de sangue no cérebro, um comportamento semelhante ao maligno.
É muito importante diferenciar de aneurisma de carótida. Ambos aumentam o tamanho da artéria e portanto podem ser confundidos, mas o tratamento é completamente diferente. Enquanto que o tumor glômico carotídeo consiste numa proliferação descontrolada das células aumentando de tamanho a bifurcação da carótida e deformando a anatomia cormal, o aneurisma é uma dilatação oca da artéria.

Quando esse tumor é ativo, ou seja, secretivo, ele pode secretar substãncias e hormônios que podem acelerar o coração ou mesmo aumentar a pressão arterial.
Os sintomas variam com o tamanho do tumor e secreção hormonal, podendo apresentar rouquidão, dificuldade e dor para engolir, dor de cabeça, sensação de pressão no angulo da mandíbula e desmaios. Derrame cerebral também pode acontecer com o crescimento do tumor, devido à pressão, alteração e estenose da artéria carótida.O melhor tratamento é o cirúrgico, sendo a embolização do tumor uma possibilidade para diminuir seu sangramento no intraoperatório, pois é um tumor altamente vascularizado. A radioterapia é uma possibilidade coadjuvante.

Fonte: AMATO, Alexandre Campos Moraes; AMATO, Salvador José de Toledo Arruda; et al. . Aneurisma de carótida interna. 2002.
Durdik S, Malinovsky P Chemodectoma - carotid body tumor surgical treatment. Bratisl Lek Listy 2002
AMATO, ACM. Tumor do Glômus Carotídeo - chemodectoma. VascularIn 2011. Ano XI n34 p16

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Kinking de artéria carótida interna

seg, 04/30/2012 - 11:50

As carótidas são artérias de extrema importância, pois levam sangue ao cérebro. Um dano pode causar derrame (AVC) ou mesmo óbito.
O kinking de carótida, ou tortuosidade de carótida (coiling) é quando a artéria sofre um processo de alongamento (dólicoartéria). Como o pescoço não se alonga, surge uma angulação da carótida. Dependendo dos movimentos da cabeça, pode haver uma compressão maior ou menor da artéria, gerando diminuição do fluxo sangüíneo e aparecimento de sintomas. Quando esta tortuosidade é muito grande, a ponto da artéria dar uma volta sobre ela mesma, passa a se chamar looping de carótida. Anomalias morfológicas da carótida podem causar danos cerebrais em 4-16% dos casos.

Existe uma discussão na literatura se a causa é aterosclerótica, sendo que as placas remodelariam a anatomia normal da carótida ou uma variação embriológica. Essa discussão remete à seguinte dúvida: essa tortuosidade é adquirida ao longo da vida, ou aparece ao nascimento, sendo congênita? Aparentemente é uma manifestação embriológica e o diagnóstico é tardio pois a avaliação das carótidas não é feita no início da vida. Muitas vezes, porém, está associada à aterosclerose ou placa de carótida, sendo necessário tratamento.
O ecodoppler de carótidas é um exame excelente e indispensável na avaliação inicial do kinking de carótida, mas muitas vezes, por dificuldade técnica é necessário realizar outros exames como arteriografia ou angiotomografia. A medida da velocidade do sangue na tortuosidade fica prejudicada e essa medida é muito importante para definir o melhor tratamento.
Não existe tratamento endovascular eficaz para o tratamento do kinking de carótida, sendo que a cirurgia aberta é a melhor opção quando há necessidade. O médico capacitado para indicar o tratamento é o cirurgião vascular e endovascular.
 

Sinônimos: Kinking de carótida, Coiling de Carótida, Looping de carótida, acotovelamento de carótida, alongamento de carótida
Fonte: Are Kinking and Coiling of Carotid Artery Congenital or Acquired?
R Beigelman, A M Izaguirre, M Robles, D R Grana, G Ambrosio and J Milei Angiology 61(1):107-112 (2009) PMID 19755398
Kinking, coiling, and tortuosity of extracranial internal carotid artery: is it the effect of a metaplasia?
G G La Barbera, G G La Marca, A A Martino, R R Lo Verde, F F Valentino, D D Lipari, G G Peri, F F Cappello and B B Valentino Surg Radiol Anat 28(6):573-80 (2006) PMID 17119858

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Embolização Uterina para tratamento de miomas

sex, 01/13/2012 - 20:55

Embolização Uterina é novamente incluída no rol de procedimentos de cobertura obrigatória por convênios e planos de saúde.

A embolização é uma técnica de radiologia intervencionista aplicada à área ginecológica para abordagem terapêutica de várias situações, como no tratamento do leiomioma uterino sintomático. Miomas uterinos são nódulos de tecido muscular liso e tecido conjuntivo fibroso que se desenvolvem na parede do útero. São os tumores benignos mais comuns observados na prática ginecológica.

Apesar do rol já apresentar uma opção terapêutica para o tratamento do mioma com preservação do útero – a miomectomia uterina – a embolização constitui uma alternativa minimamente invasiva ao tratamento cirúrgico para esta patologia.

A ANS resolve adotar os seguintes critérios:

1. Cobertura obrigatória nos casos de:

a. Mulheres portadoras de leiomiomas uterinos intramurais sintomáticos ou miomas múltiplos sintomáticos na presença do intramural (sintomas expressos através de queixa de menorragia/metrorragia, dismenorreia, dor pélvica, sensação de pressão supra-púbica e/ou compressão de órgãos adjacentes).

2. Não há indicação para realização do procedimento nos casos abaixo que, portanto, não teriam cobertura obrigatória pelo Rol de Procedimentos:
 

  • Mulheres assintomáticas;
  • Adenomiose isolada;
  • Mioma subseroso pediculado;
  • Leiomioma submucoso (50% do diâmetro na cavidade uterina);
  • Leiomioma intraligamentar;
  • Diâmetro maior que 10 cm;
  • Extensão do mioma acima da cicatriz umbilical.
  • Neoplasia ou hiperplasia endometriais;
  • Presença de malignidade;
  • Gravidez/amamentação;
  • Doença inflamatória pélvica aguda;
  • Vasculite ativa;
  • História de irradiação pélvica;
  • Coagulopatias incontroláveis;
  • Insuficiência renal;
  • Uso concomitante de análogos de GnRH

Fonte: ANS
 

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Aplicação e Escleroterapia

dom, 12/11/2011 - 18:31

O que é escleroterapia ?

A escleroterapia, também chamada de "aplicação" ou até mesmo de  "queimar vasinhos" é um procedimento médico realizado para o tratamento de vasos sanguineos dilatados ou mal formações, ou seja varizes nos mais diversos tamanhos. Na maior parte dos casos tem o objetivo estético, porém também é utilizado como tratamento da doença,
Um liquido, espuma, laser ou termocoagulador é utilizado como esclerosante, injetado ou aplicado sobre a veia, causando uma alteração nas células do vaso fechando-o. Quando o liquido ou espuma continua na circulação e atinge vasos maiores é diluido pelo sangue e perde seu efeito. O laser funciona apenas em um comprimento de onda, ou seja, ele possui um alvo, no caso a hemoglobina das células vermelhas. Ao atingir a hemoglogina, aumenta a temperatura local, a ponto de ebulição, fechando o vaso por causa do calor.

Como é feita a escleroterapia ?

É um tratamento sem necessidade de cirurgia, e, portanto, feito em consultório. Os "vasinhos" são tratados com a aplicação de medicamentos esclerosantes nas veias alteradas, obstruindo o fluxo sanguineo. Essas veias, doentes não são necessárias para a circulação, o sangue busca veias mais saudáveis para percorrer. Ao obstruir os vasinhos vermelhos, o aspecto estético das pernas melhora.
A escleroterapia será eficaz e não deve ser feita quando os vasinhos estão conectados as veias varicosas, suas nutridoras. Nesses casos, a microcirurgia deve ser indicada. O especialista capaz de identificar o problema e indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular.

O tratamento é doloroso?

Geralmente a dor é pequena ou ausente, com boa tolerância dos pacientes e minimizada com uso da termoanestesia, ou seja, diminuição da temperatura da pele.
 

Qual técnica de escleroterapia devo escolher?

A escleroterapia pode ser realizada com injeções, termocoagulação e laser. A escleroterapia quimica, conhecida como "aplicação" utiliza um líquido concentrado, o esclerosante que é injetado por microagulhas dentro dos vasinhos. O líquido mais utilizado é a glicose por sua segurança e eficácia. A glicose é aplicada congelada, próximo de 30 graus negativos. Nessa temperatura sua viscosidade aumenta, a dor diminui e a eficácia aumenta, essa técnica é chamada de crioescleroterapia. Na escleroterapia com espuma injeta-se, o polidocanol, substância esclerosante que já foi estudada como anestésico, em forma de espuma. A espuma apresenta densidade menor, mantém contato com a parede do vaso por mais tempo, empurrando o sangue, sendo mais eficaz em vasos maiores. A escleroterapia com laser elimina os vasinhos pela ação física da luz e calor
nas teleangiectasias. Cada técnica tem sua indicação e o cirurgião vascular é o especialista recomendado para escolher o melhor tratamento. As vantagens e desvantagens de cada técnica devem sempre ser consideradas, sabendo que não existe técnica perfeita, e sim, a melhor técnica para cada diferente vaso.

Qual o tempo de recuperação e os cuidados?

Após as sessões de escleroterapia pode-se ter vida normal, podendo voltar ao trabalho na mesma hora.
É muito importante que o paciente siga as orientações de pós escleroterapia do especialista, que podem variar de acordo com a técnica utilizada e calibre de veia tratada. O cirurgião vascular irá lhe dizer quando você pode retornar as atividades físicas, período sem tomar sol, uso de meias elásticas, cremes ou remédios necessários.

Vasinhos voltam?

A recidiva pode ocorrer, pois tratamos a consequencia, e não a causa da doença. Quando completa e corretamente tratada é normal a recidiva parcial em 1-3 anos, variando com o paciente e sua doença.

E os vasinhos do rosto e de outras partes?

As causas podem ser outras, porém o tratamento é semelhante. No rosto, o tratamento com laser ou termocoagulação é o mais eficaz.

Quantas sessões são necessárias?

O número varia muito entre os pacientes. Impossível precisar, dependendo da quantidade de vasos, expectativa de melhora, resposta ao tratamento, tolerância à dor, assiduidade e adesão às orientações pós escleroterapia. Alguns vasos desaparecem, outros diminuem e outros não respondem. Por isso é necessário novas sessões. Os intervalos entre as sessões devem ser em média de 15 dias.     

Efeitos colaterais esperados:
Ardência, coceira leve no local durando 12-24hs, pequenos hematomas por 3-15 dias
Efeitos colaterais indesejáveis:
Alergias, coágulos nos pequenos vasos (que devem ser puncionados), hiperpigmentação local (rara), ulceração (rara)

CUIDADOS GERAIS
Não queimar-se ao sol até o desaparecimento completo dos sinais (15-45 dias) e utilizar protetor solar;
Depilação, Massagem, Atividade Física são permitidos após 12-24 hs;
Faixas elásticas e meias elásticas - em caso de veias maiores podem ser necessárias e devem ser aplicadas pelo médico ao término da sessão e utilizadas por 1-6hs, não sendo necessário dormir com elas.
 

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