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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Atualizado: 1 hora 1 minuto atrás

Dermatite Ocre: manchas nas pernas

ter, 01/16/2018 - 14:01

Dermatite Ocre são manchas de tonalidade mostarda, que surgem nas pernas ocasionadas pela insuficiência venosa. Essa insuficiência acaba causando uma hipertensão nas veias resultando no extravasamento do conteúdo do sangue para o subcutâneo desse paciente. Assista ao vídeo e conheça mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (CRM 108.651).

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Embolia de miomas: tumores não malignos no útero

ter, 01/16/2018 - 13:54

Os miomas são tumores não malignos que nascem na parede do útero. Eles podem causar diversos sintomas que podem variar desde sangramento menstrual exagerado, dor abdominal, entre outras dores que abrangem muitas das queixas femininas. Assista ao vídeo e saiba como eles podem ser tratados com o Dr. Alexandre Amato (CRM 108.651).

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Embolia de miomas: tumores não malignos no útero

ter, 01/16/2018 - 13:54

Os miomas são tumores não malignos que nascem na parede do útero. Eles podem causar diversos sintomas que podem variar desde sangramento menstrual exagerado, dor abdominal, entre outras dores que abrangem muitas das queixas femininas. Assista ao vídeo e saiba como eles podem ser tratados com o Dr. Alexandre Amato (CRM 108.651).

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Lipedema: doença crônica do tecido adiposo

seg, 12/18/2017 - 10:59
O Lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, afetando geralmente as pernas, ancas e braços. É caracterizado por uma deposição maior de tecido gorduroso simétrico nos membros inferiores ou superiores, ocorrendo uma assimetria entre tronco e membros. Pode ser hereditária e ocorre quase exclusivamente em mulheres. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).  

--transcrição--     Olá! Sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vamos falar sobre lipedema, que é frequentemente confundido com o linfedema. O lipedema é uma doença crônica que atinge na maioria das vezes as mulheres. Aliás, é muito rara em homens.  É uma doença com características genéticas, hereditárias, embora não tenha sido identificado o gene específico, em que ocorre uma deposição maior de tecido gorduroso simétrico nos membros inferiores mais frequentemente, mas também nos membros superiores, ocorrendo uma assimetria entre a deposição de gordura no tronco e abdome com relação aos membros.  Então, são aquelas pessoas que têm as pernas muito gordas e têm dificuldade de perder o peso nas pernas quando fazem dieta, quando fazem exercício. Mas essa gordura também traz outros sintomas, sintomas que incomodam bastante. Sintomas como dor nos tecidos moles, tanto ao toque, com a sensibilidade maior, mas também uma dor generalizada nas pernas. Muitas vezes essa dor acaba se confundindo com outras causas de dor, como uma doença venosa, como o linfedema.  O paciente pode relatar também uma queixa de inchaço. Esses inchaço nas pernas que não diminui, não consegue controlar, pode estar associado ao lipedema.  Facilidade de formar hematomas, equimoses, qualquer pequena pancadinha forma grandes hematomas. Seria uma fragilidade capilar, mas isso também está associada ao lipedema. Normalmente os sintomas ocorrem após grandes alterações hormonais na mulher. Então após a puberdade, após a menopausa ou após uma gestação, pode acabar desencadeando a formação e a deposição de gordura do lipedema.  Existem outros sintomas que não são tão frequentes, mas que também estão associados, mas o importante é a gente diferenciar das outras causas de hedema de membros inferiores. Então a insuficiência venosa crônica, veja nosso vídeo sobre a insuficiência venosa crônica, e o linfedema, sobre o qual também temos um vídeo mostrando os principais sintomas.  Qualquer dúvida procure o cirurgião vascular. Se você curtiu esse vídeo, compartilhe. Tags: videolipedemaamatotv Select ratingGive Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 1/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 2/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 3/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 4/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 5/5 No votes yet
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Lipedema: doença crônica do tecido adiposo

seg, 12/18/2017 - 10:59
O Lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, afetando geralmente as pernas, ancas e braços. É caracterizado por uma deposição maior de tecido gorduroso simétrico nos membros inferiores ou superiores, ocorrendo uma assimetria entre tronco e membros. Pode ser hereditária e ocorre quase exclusivamente em mulheres. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).  

--transcrição--     Olá! Sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vamos falar sobre lipedema, que é frequentemente confundido com o linfedema. O lipedema é uma doença crônica que atinge na maioria das vezes as mulheres. Aliás, é muito rara em homens.  É uma doença com características genéticas, hereditárias, embora não tenha sido identificado o gene específico, em que ocorre uma deposição maior de tecido gorduroso simétrico nos membros inferiores mais frequentemente, mas também nos membros superiores, ocorrendo uma assimetria entre a deposição de gordura no tronco e abdome com relação aos membros.  Então, são aquelas pessoas que têm as pernas muito gordas e têm dificuldade de perder o peso nas pernas quando fazem dieta, quando fazem exercício. Mas essa gordura também traz outros sintomas, sintomas que incomodam bastante. Sintomas como dor nos tecidos moles, tanto ao toque, com a sensibilidade maior, mas também uma dor generalizada nas pernas. Muitas vezes essa dor acaba se confundindo com outras causas de dor, como uma doença venosa, como o linfedema.  O paciente pode relatar também uma queixa de inchaço. Esses inchaço nas pernas que não diminui, não consegue controlar, pode estar associado ao lipedema.  Facilidade de formar hematomas, equimoses, qualquer pequena pancadinha forma grandes hematomas. Seria uma fragilidade capilar, mas isso também está associada ao lipedema. Normalmente os sintomas ocorrem após grandes alterações hormonais na mulher. Então após a puberdade, após a menopausa ou após uma gestação, pode acabar desencadeando a formação e a deposição de gordura do lipedema.  Existem outros sintomas que não são tão frequentes, mas que também estão associados, mas o importante é a gente diferenciar das outras causas de hedema de membros inferiores. Então a insuficiência venosa crônica, veja nosso vídeo sobre a insuficiência venosa crônica, e o linfedema, sobre o qual também temos um vídeo mostrando os principais sintomas.  Qualquer dúvida procure o cirurgião vascular. Se você curtiu esse vídeo, compartilhe. Tags: videolipedemaamatotv Select ratingGive Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 1/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 2/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 3/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 4/5Give Lipedema: doença crônica do tecido adiposo 5/5 No votes yet
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Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele

seg, 12/18/2017 - 10:55
A erisipela é uma infecção da camada superficial da pele que provoca feridas vermelhas, inflamadas e dolorosas, e se desenvolve principalmente nas pernas, rosto ou braços, apesar de poder surgir em qualquer parte do corpo. Esta doença é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos de idade, obesos ou diabéticos. Pode ser causada por uma bactéria específica (Streptcoccus pyogenes), ou por celulites. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).  

--transcricao--     Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar um pouquinho sobre erisipela. A erisipela é uma infecção extremamente comum em que acaba causando um grande vermelhão na perna. Essa hiperemia, esse vermelhão decorrente de uma infecção por uma bactéria localizada no tecido subcutâneo e derme, em membro inferior.  A erisipela é causada por uma bactéria bem específica, mas existe também a celulite, que aí não é celulite estética que todo mundo fala. A celulite também é uma infecção que pode ocorrer em tecidos subcutâneos e aí por outras bactérias menos graves. Mas as duas funcionam mais ou menos do mesmo jeito, tanto a erisipela, quanto a celulite.  É uma infecção que precisa de uma porta de entrada. Essa porta de entrada normalmente ocorre em pequenas feridas no pé e a ferida mais comum é a micose. Então quem tem uma micose, a gente sabe que a micose ocorre por causa de um fungo. Não é esse fungo que acaba causando a erisipela, mas as pequenas rachaduras, as pequenas feridas acabam sendo então a porta de entrada para essa bactéria que vai desencadear essa infecção.  O paciente que tem então vermelhão na perna por causa de uma erisipela vai ter os sinais sistêmicos de uma infecção. Pode ter febre, pode ter calafrios, pode ter infecção mostrada no sangue também.  E a erisipela deve ser tratada rápida e deve ser tratada com antibiótico sistêmico indicado pelo seu médico. Muito frequentemente os pacientes procuram o cirurgião vascular para o tratamento da erisipela, mas não espere passar até o consultório do cirurgião vascular. Se for demorar muito, vá ao pronto socorro, já inicie o tratamento, que é importante começar cedo, para ter a menor quantidade de dano no nosso sistema linfático possível.  Quem tem a erisipela vai acabar tendo esse dano no tecido linfático, que pode acabar causando inchaço no futuro e predispor a novos eventos de erisipela.  Então se tiver a suspeita, se tiver a dúvida, procure o seu médico o mais rápido possível.  Muito obrigado pela atenção e estamos à disposição. Tags: videoerisipela Select ratingGive Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 1/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 2/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 3/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 4/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 5/5 Average: 4 (1 vote)
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Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele

seg, 12/18/2017 - 10:55
A erisipela é uma infecção da camada superficial da pele que provoca feridas vermelhas, inflamadas e dolorosas, e se desenvolve principalmente nas pernas, rosto ou braços, apesar de poder surgir em qualquer parte do corpo. Esta doença é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos de idade, obesos ou diabéticos. Pode ser causada por uma bactéria específica (Streptcoccus pyogenes), ou por celulites. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).  

--transcricao--     Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar um pouquinho sobre erisipela. A erisipela é uma infecção extremamente comum em que acaba causando um grande vermelhão na perna. Essa hiperemia, esse vermelhão decorrente de uma infecção por uma bactéria localizada no tecido subcutâneo e derme, em membro inferior.  A erisipela é causada por uma bactéria bem específica, mas existe também a celulite, que aí não é celulite estética que todo mundo fala. A celulite também é uma infecção que pode ocorrer em tecidos subcutâneos e aí por outras bactérias menos graves. Mas as duas funcionam mais ou menos do mesmo jeito, tanto a erisipela, quanto a celulite.  É uma infecção que precisa de uma porta de entrada. Essa porta de entrada normalmente ocorre em pequenas feridas no pé e a ferida mais comum é a micose. Então quem tem uma micose, a gente sabe que a micose ocorre por causa de um fungo. Não é esse fungo que acaba causando a erisipela, mas as pequenas rachaduras, as pequenas feridas acabam sendo então a porta de entrada para essa bactéria que vai desencadear essa infecção.  O paciente que tem então vermelhão na perna por causa de uma erisipela vai ter os sinais sistêmicos de uma infecção. Pode ter febre, pode ter calafrios, pode ter infecção mostrada no sangue também.  E a erisipela deve ser tratada rápida e deve ser tratada com antibiótico sistêmico indicado pelo seu médico. Muito frequentemente os pacientes procuram o cirurgião vascular para o tratamento da erisipela, mas não espere passar até o consultório do cirurgião vascular. Se for demorar muito, vá ao pronto socorro, já inicie o tratamento, que é importante começar cedo, para ter a menor quantidade de dano no nosso sistema linfático possível.  Quem tem a erisipela vai acabar tendo esse dano no tecido linfático, que pode acabar causando inchaço no futuro e predispor a novos eventos de erisipela.  Então se tiver a suspeita, se tiver a dúvida, procure o seu médico o mais rápido possível.  Muito obrigado pela atenção e estamos à disposição. Tags: videoerisipela Select ratingGive Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 1/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 2/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 3/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 4/5Give Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele 5/5 No votes yet
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Tratamento de Lipedema

seg, 12/18/2017 - 10:51
O tratamento do Lipedema é baseado em 5 pilares, que visam oferecer melhor qualidade de vida ao paciente. O mais indicado é a prática de exercícios físicos, terapia de compressão, dieta, medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas e a cirurgia para retirar o excesso de tecido gorduroso. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).  

--transcrição--   Olá! Sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vamos falar sobre outros aspectos do lipedema.  A história de quem tem o lipedema muitas vezes é dramática porque não existe um exame único que se faça e que determine a existência do lipedema. Então não tem um exame de sangue, não tem um exame de imagem. E acaba sendo um diagnóstico por exclusão.  Isso quer dizer que muitas pessoas passam a vida toda indo de médico em médico sem ter o diagnóstico do lipedema. E isso traz algumas angústias, algumas dificuldades. São pessoas que muitas vezes tiveram durante a vida tentativas de dieta, de exercício físico para perder peso, via a dificuldade, não conseguia perder o peso e em algum momento acaba desistindo desse tratamento e aí acaba tendo outro problema que é a obesidade.  Então essa sequência pode ocorrer, paciente com lipedema e que acaba tendo a obesidade depois, não por causa do lipedema, mas simplesmente porque deixou de se cuidar.  Agora a pergunta principal é: qual que é o tratamento do lipedema? O tratamento é baseado em cinco pilares. São os cinco pontos principais, não existe um remedinho milagroso, a gente tem que mudar vários aspectos.  O primeiro deles é exercício físico. É necessário fazer exercício físico, mesmo com a dificuldade da perda da gordura em membros inferiores, o exercício físico é muito importante. A terapia de compressão, elassocompressão, inelástica, elástica, tudo isso orientado pelo médico, pode auxiliar. A dieta também é muito importante. O medicamentoso, existem medicamentos que podem melhorar os sintomas e muitas vezes atingindo o objetivo. Mas também existe o tratamento cirúrgico. O tratamento medicamentoso não retira a célula doente. A única maneira de se retirar a célula doente é com a cirurgia. Então é possível cirurgicamente diminuir a quantidade desse tecido gorduroso, pode haver uma melhora estética, mas o objetivo para quem tem lipedema não é o tratamento estético, único e simplesmente, mas sim a diminuição dos sintomas que o lipedema acarreta, principalmente a dor, o inchaço e muito mais.  Então, qualquer dúvida nós estamos à disposição. Se você gostou desse nosso vídeo, curta e siga nosso canal no YouTube. Obrigado! Tags: lipedemavideo Select ratingGive Tratamento de Lipedema 1/5Give Tratamento de Lipedema 2/5Give Tratamento de Lipedema 3/5Give Tratamento de Lipedema 4/5Give Tratamento de Lipedema 5/5 No votes yet
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Tratamento de Lipedema

seg, 12/18/2017 - 10:51
O tratamento do Lipedema é baseado em 5 pilares, que visam oferecer melhor qualidade de vida ao paciente. O mais indicado é a prática de exercícios físicos, terapia de compressão, dieta, medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas e a cirurgia para retirar o excesso de tecido gorduroso. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).  

--transcrição--   Olá! Sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vamos falar sobre outros aspectos do lipedema.  A história de quem tem o lipedema muitas vezes é dramática porque não existe um exame único que se faça e que determine a existência do lipedema. Então não tem um exame de sangue, não tem um exame de imagem. E acaba sendo um diagnóstico por exclusão.  Isso quer dizer que muitas pessoas passam a vida toda indo de médico em médico sem ter o diagnóstico do lipedema. E isso traz algumas angústias, algumas dificuldades. São pessoas que muitas vezes tiveram durante a vida tentativas de dieta, de exercício físico para perder peso, via a dificuldade, não conseguia perder o peso e em algum momento acaba desistindo desse tratamento e aí acaba tendo outro problema que é a obesidade.  Então essa sequência pode ocorrer, paciente com lipedema e que acaba tendo a obesidade depois, não por causa do lipedema, mas simplesmente porque deixou de se cuidar.  Agora a pergunta principal é: qual que é o tratamento do lipedema? O tratamento é baseado em cinco pilares. São os cinco pontos principais, não existe um remedinho milagroso, a gente tem que mudar vários aspectos.  O primeiro deles é exercício físico. É necessário fazer exercício físico, mesmo com a dificuldade da perda da gordura em membros inferiores, o exercício físico é muito importante. A terapia de compressão, elassocompressão, inelástica, elástica, tudo isso orientado pelo médico, pode auxiliar. A dieta também é muito importante. O medicamentoso, existem medicamentos que podem melhorar os sintomas e muitas vezes atingindo o objetivo. Mas também existe o tratamento cirúrgico. O tratamento medicamentoso não retira a célula doente. A única maneira de se retirar a célula doente é com a cirurgia. Então é possível cirurgicamente diminuir a quantidade desse tecido gorduroso, pode haver uma melhora estética, mas o objetivo para quem tem lipedema não é o tratamento estético, único e simplesmente, mas sim a diminuição dos sintomas que o lipedema acarreta, principalmente a dor, o inchaço e muito mais.  Então, qualquer dúvida nós estamos à disposição. Se você gostou desse nosso vídeo, curta e siga nosso canal no YouTube. Obrigado! Tags: lipedemavideo Select ratingGive Tratamento de Lipedema 1/5Give Tratamento de Lipedema 2/5Give Tratamento de Lipedema 3/5Give Tratamento de Lipedema 4/5Give Tratamento de Lipedema 5/5 No votes yet
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Varizes: As veias retiradas na cirurgia não fazem falta?

seg, 12/18/2017 - 10:44

As veias são responsáveis por trazer o sangue de volta ao coração. Para isto ocorrer elas têm de estar com o funcionamento normal. As veias que são varicosas são as que não estão trabalhando adequadamente, ou seja, não estão cumprindo a função de levar o sangue na direção correta. Por isso, a retirada dessas veias não irá fazer falta. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).

 

transcrição:

Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou responder uma pergunta muito frequente sobre varizes, que é: a retirada das veias não vai fazer mal? Essas veias não vão fazer falta?

Em primeiro lugar, as veias são parte do nosso sistema circulatório e ela trazem o sangue de volta para o coração. Enquanto as artérias levam para a periferia, a veia traz o sangue de volta para o coração. Então ela tem um sentido, um fluxo muito bem definido que é da perna para cima. Isso é direcionado por válvulas que abrem e fecham dentro dessa veia.

As veias que estão varicosas, as veias que estão doentes, essa válvula, e consequentemente a direção desse fluxo, não funcionam mais. Então o sangue nas veias varicosas acaba tendo refluxo, ou seja, ele pode ir tanto para cima, quanto para baixo, causando a hipertensão venosa.

As veias que são varicosas não estão trabalhando adequadamente. Elas não estão levando o sangue na direção correta. Então a retirada dessas veias não vai fazer falta nenhuma.

Agora tem outro aspecto bem interessante e importante nessa pergunta. Nós temos dois sistemas venosos importantes na perna, que é o sistema venoso profundo e o sistema venoso superficial. O sistema venoso profundo é responsável por 90% do retorno venoso, enquanto o sistema venoso superficial é responsável somente por 10% do retorno venoso. Então a retirada das veias desse sistema venoso superficial simplesmente vai direcionar esse fluxo para o sistema venoso profundo que dá conta. Ele é capaz de fazer esse retorno venoso.

Veja, estou falando de uma pessoa que tem o sistema venoso profundo adequado, funcionando, que, na maior parte dos casos de varizes, é assim que ocorre. Algumas pessoas têm problema no sistema venoso profundo e aí a questão é completamente diferente.

Mas no caso comum de varizes onde não tem o acometimento do sistema venoso profundo, a retirada das veias doentes do sistema venoso superficial não acarreta problema no sistema circulatório, melhorando até o retorno venoso.

Se você gostou do nosso vídeo, curta. Obrigado! 

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Varizes: As veias retiradas na cirurgia não fazem falta?

seg, 12/18/2017 - 10:44

As veias são responsáveis por trazer o sangue de volta ao coração. Para isto ocorrer elas têm de estar com o funcionamento normal. As veias que são varicosas são as que não estão trabalhando adequadamente, ou seja, não estão cumprindo a função de levar o sangue na direção correta. Por isso, a retirada dessas veias não irá fazer falta. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).

 

transcrição:

Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje eu vou responder uma pergunta muito frequente sobre varizes, que é: a retirada das veias não vai fazer mal? Essas veias não vão fazer falta?

Em primeiro lugar, as veias são parte do nosso sistema circulatório e ela trazem o sangue de volta para o coração. Enquanto as artérias levam para a periferia, a veia traz o sangue de volta para o coração. Então ela tem um sentido, um fluxo muito bem definido que é da perna para cima. Isso é direcionado por válvulas que abrem e fecham dentro dessa veia.

As veias que estão varicosas, as veias que estão doentes, essa válvula, e consequentemente a direção desse fluxo, não funcionam mais. Então o sangue nas veias varicosas acaba tendo refluxo, ou seja, ele pode ir tanto para cima, quanto para baixo, causando a hipertensão venosa.

As veias que são varicosas não estão trabalhando adequadamente. Elas não estão levando o sangue na direção correta. Então a retirada dessas veias não vai fazer falta nenhuma.

Agora tem outro aspecto bem interessante e importante nessa pergunta. Nós temos dois sistemas venosos importantes na perna, que é o sistema venoso profundo e o sistema venoso superficial. O sistema venoso profundo é responsável por 90% do retorno venoso, enquanto o sistema venoso superficial é responsável somente por 10% do retorno venoso. Então a retirada das veias desse sistema venoso superficial simplesmente vai direcionar esse fluxo para o sistema venoso profundo que dá conta. Ele é capaz de fazer esse retorno venoso.

Veja, estou falando de uma pessoa que tem o sistema venoso profundo adequado, funcionando, que, na maior parte dos casos de varizes, é assim que ocorre. Algumas pessoas têm problema no sistema venoso profundo e aí a questão é completamente diferente.

Mas no caso comum de varizes onde não tem o acometimento do sistema venoso profundo, a retirada das veias doentes do sistema venoso superficial não acarreta problema no sistema circulatório, melhorando até o retorno venoso.

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Fibromialgia

ter, 11/28/2017 - 19:30

Fatos Rápidos

  • Fibromialgia afeta entre 2-4% das pessoas, mais frequentemente as mulheres do que os homens.
  • Fibromialgia não é uma doença autoimune ou uma doença com base em inflamação, mas a pesquisa sugere que o sistema nervoso esteja envolvido.
  • Os médicos diagnosticam fibromialgia com base em todos os sintomas relevantes do paciente (o que você sente), não mais com base apenas no número de lugares sensíveis durante um exame.
  • Não há nenhum teste para detectar esta doença mas você pode precisar fazer exames laboratoriais ou raios-x para descartar outros problemas de saúde.
  • Embora não haja nenhuma cura, medicamentos podem reduzir os sintomas em alguns pacientes.
  • Os pacientes também podem se sentir melhores com cuidados pessoais adequado, tais como exercícios e dormir o suficiente.

Fibromialgia é um problema de saúde neurológica comum que causa dor generalizada e sensibilidade à dor (sensibilidade ao toque). A dor e a sensibilidade tendem a ir e vir e mover-se pelo corpo. Na maioria das vezes, as pessoas com esta doença crônica (a longo prazo) são fatigadas (muito cansadas) e tem problemas de sono. O diagnóstico pode ser feito com um exame cuidadoso.

O que é fibromialgia?
Fibromialgia é uma condição de saúde crônica neurológica que causa dor por todo o corpo e outros sintomas. Outros sintomas da fibromialgia em pacientes com mais frequência são:

  • Sensibilidade ao toque ou pressão afetando os músculos e, algumas vezes, articulações ou até mesmo a pele
  • Fadiga severa
  • Problemas de sono (acordar não revigorado)
  • Problemas de memória ou de pensar claramente

Alguns pacientes também podem ter:

  • Depressão ou ansiedade
  • Dores de cabeça de enxaqueca ou tensão
  • Problemas digestivos: Síndrome do intestino irritável (comumente chamado de SII) ou doença do refluxo gastresofágico (muitas vezes referida como DRGE)
  • Bexiga hiperativa ou irritável
  • Dor pélvica
  • Desordem da articulação temporomandibular - muitas vezes chamado de ATM (um conjunto de sintomas, incluindo dor facial ou mandíbula, clique no maxilar e zumbido nos ouvidos)

 

O papel do reumatologista e do cirurgião vascular
Fibromialgia não é uma forma de artrite (doença de articulação). Não causa inflamação ou danos para as articulações, músculos ou outros tecidos. No entanto, pela fibromialgia poder causar cansaço semelhante à artrite e dor crônica, algumas pessoas podem aconselhá-lo a ver um reumatologista. Outras pessoas buscam o cirurgião vascular pelas queixas dolorosas. Como resultado, muitas vezes um reumatologista detecta essa doença (e exclui as doenças reumáticas) e o vascular exclui as doenças vasculares. Para cuidados a longo prazo, você não precisa continuar com o reumatologista ou cirurgião vascular. Seu especialista de atenção primária, o clínico geral, pode fornecer todos os cuidados e tratamento que você precisa para fibromialgia.

 

Anatomia: 

sistema nervoso central

Causa: 

As causas da fibromialgia não são claras. Elas podem ser diferentes em pessoas diferentes. A pesquisa atual sugere envolvimento do sistema nervoso, particularmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Fibromialgia não é uma doença autoimune, inflamatória ou transtornos articulares ou musculares. Fibromialgia pode ocorrer nas famílias. Provavelmente existem certos genes que podem tornar as pessoas mais propensas a ter fibromialgia e os outros problemas de saúde que podem ocorrer por causa dela. Apesar disso, os genes, sozinhos, não causam fibromialgia.
Na maioria das vezes, alguns fatores que desencadeiam a fibromialgia. Pode ser problemas de coluna, artrite, lesões ou outro tipo de estresse físico. Estresse emocional também pode desencadear essa doença. O resultado é uma mudança na forma como o corpo "fala" com a medula espinhal e o cérebro. Podem alterar os níveis de proteínas e substâncias químicas do cérebro. Mais recentemente, a fibromialgia tem sido descrita como transtorno de amplificação de dor central, ou seja, que o volume de sensação de dor no cérebro se torna muito alto.
Embora a fibromialgia possa afetar a qualidade de vida, ainda é considerado clinicamente benigna. Não provoca qualquer ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (derrame), câncer, deformidades físicas ou perda da vida.

Diagnóstico Diferencial: 

A síndrome da fibromialgia possui manifestações clínicas bem características e critérios diagnósticos estabelecidos. Entretanto, tem sido confundida com diversos outros distúrbios. O motivo é que diversas doenças reumáticas e não reumáticas podem se manifestar por dor difusa e fadiga crônica.
O paciente com hipotireoidismo pode apresentar um quadro clínico que aparenta fibromialgia. Outro distúrbio hormonal que pode causar confusão diagnóstica com a fibromialgia é o hiperparatireoidismo primário. Este distúrbio é causado, na maioria das vezes, por um adenoma de paratireoide (80 a 90% dos casos). Deficiência de vitamina D com hiperpatiroidismo secundário pode causar dores ósseas e musculares, que podem ser interpretadas como fibromialgia. Em certas situações, a osteomalácia pode fazer parte do diagnóstico diferencial, pois alguns pacientes iniciam o quadro com sensação de fraqueza, dor muscular e sensibilidade óssea, antes das manifestações radiográficas e metabólicas da doença.
A polimialgia reumática é uma condição que deve ser sempre lembrada no diagnóstico diferencial da fibromialgia. Às vezes, a polimiosite (assim como outras miosites) pode ser confundida com fibromialgia. Algumas doenças autoimunes do colágeno, particularmente a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico, podem inicialmente se manifestar com dor difusa e fadiga, conduzindo ao diagnóstico equivocado de fibromialgia. Em outras situações, pacientes com uma artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico estabelecido, com as variadas manifestações clínicas e laboratoriais dessas moléstias, podem apresentar, simultaneamente, um quadro de fibromialgia. Não raramente, a síndrome de Sjögren pode ter como manifestação inicial sintomas de dor muscular difusa e inespecífica, acompanhada de cansaço, podendo causar dificuldade diagnóstica até que parâmetros laboratoriais e outras características clínicas se façam presentes.
Certas reações adversas a determinados medicamentos podem causar mialgias difusas e atrapalhar o médico desinformado. Entre essas medicações, destacam-se os bloqueadores de receptores H2 (utilizados para doença péptica), os fibratos e as estatinas (empregados para o tratamento das dislipidemias) e comumente utilizados pelos pacientes vasculares.
Uso de drogas causa reações que se assemelham a um quadro de fibromialgia, particularmente nos pacientes viciados em cocaína e canabis.
Pacientes etilistas também podem apresentar quadros de dores musculares, seja durante o período do abuso do álcool ou do período de abstinência ao mesmo.
Certas infecções, em particular a hepatite C, o HIV e a doença de Lyme, podem provocar dores musculares difusas e impor dificuldade diagnóstica, principalmente quando não há febre ou outros sintomas típicos. As análises laboratoriais sorológicas podem contribuir para elucidar alguns casos.
Pacientes que realizaram corticoterapia por longos períodos, independentemente do motivo, podem sofrer de uma crise de abstinência ao corticoide, particularmente se a retirada do medicamento for feita de maneira abrupta e inadequada. Esses pacientes podem passar a experimentar dores musculares difusas, que respondem rapidamente à reutilização do medicamento.
Outra condição que deve ser considerada no diagnóstico diferencial da síndrome da fibromialgia é a síndrome paraneoplásica (paraneoplasia). Em raras situações, uma paraneoplasia pode se manifestar com quadro similar ao da fibromialgia e lançar um importante desafio diagnóstico, particularmente no caso do carcinoma broncogênico.
A síndrome da fadiga crônica também deve ser lembrada no diagnóstico diferencial. O antecedente de febre baixa ou de faringite recorrente, além da presença de linfadenopatia, pode contribuir para clarificar o diagnóstico. Nesta síndrome predomina o cansaço, enquanto na fibromialgia predomina a dor difusa.
Talvez a dificuldade diagnóstica maior seja diferenciar a fibromialgia de um reumatismo psicogênico. Em certas situações, o quadro clínico do paciente é expressão de um distúrbio psiquiátrico, particularmente de depressão.
LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são acrônimos para incorporar um grupo de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. 

Epidemiologia: 

Fibromialgia é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em homens. Na maioria das vezes começa no meio da idade adulta, mas pode ocorrer na adolescência e na velhice. Você está em maior risco para a fibromialgia se você tem uma doença reumática (problema de saúde que afeta as articulações, músculos e ossos). Estes incluem osteoartrite, lúpus, artrite reumatoide, ou espondilite anquilosante.

Evolução Natural: 

Viver com fibromialgia
Mesmo com muitas opções de tratamento, o autocuidado do paciente é vital para melhorar os sintomas e o funcionamento diário. Em conjunto com o tratamento médico, comportamentos de um estilo de vida saudável podem reduzir a dor, aumentar a qualidade do sono, diminuir a fadiga e ajudar você a lidar melhor com a fibromialgia. Com o tratamento adequado e o autocuidado você pode ficar melhor e viver uma vida mais normal. Aqui estão algumas dicas de autocuidado para viver com fibromialgia:

  • Arranje tempo para relaxar diariamente. Exercícios de respiração profunda e meditação ajudará a reduzir o estresse que os sintomas podem trazer.
  • Defina um padrão de sono regular. Vá para a cama e acorde todo dia no mesmo horário. Dormir o suficiente permite que seu corpo se repare fisicamente e mentalmente. Além disso, evite dormir durante o dia e limite a ingestão de cafeína, que pode interromper o sono. A nicotina é um estimulante, então os pacientes de fibromialgia com problemas de sono devem parar de fumar.
  • Se exercite frequentemente. Esta é uma parte muito importante do tratamento da fibromialgia. Embora difícil a princípio, exercício regular muitas vezes reduz os sintomas de dor e fadiga. Os pacientes devem seguir o ditado, "começar de leve, ir de boa". Lentamente adicione ginástica diária em sua rotina. Por exemplo, escolha as escadas em vez do elevador ou estacione ainda mais longe da loja. Com os sintomas diminuindo com o tratamentos com remédios, comece a aumentar sua atividade. Adicione algumas caminhadas, natação, hidroginástica e/ou exercícios de alongamento e comece a fazer coisas que você parou de fazer por causa de sua dor e dos outros sintomas. Leva tempo para criar uma rotina confortável. Mas continue se movendo, mantenha-se ativo e não desista!
  • Eduque-se. Organizações reconhecidas como a  ABRAFIBRO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FIBROMIÁLGICOS são grandes fontes para obter informações. Compartilhe essas informações com familiares, amigos e colegas de trabalho.
  • Olhe para a frente, não para trás. Foque no que você precisa fazer para melhorar, não o que causou a doença.

 

Sinais ou Sintomas: 

Um médico vai suspeitar de fibromialgia baseado nos seus sintomas. Os médicos podem exigir que você tenha sensibilidade à pressão ou pontos dolorosos em um número específico de determinados pontos antes de dizer que você tem fibromialgia, mas eles não são obrigados a fazer o diagnóstico (veja a tabela). Um exame físico pode ser útil para detectar a sensibilidade e para excluir outras causas de dor muscular. Existem testes diagnósticos (como radiografias ou exames de sangue) para este problema. Mesmo assim, você pode precisar de exames para descartar um outro problema de saúde que pode ser confundido com fibromialgia.
Como a dor generalizada do corpo é a principal característica da fibromialgia, prestadores de cuidados à saúde irão pedir para descrever a sua dor. Isso pode ajudar a distinguir entre fibromialgia e outras doenças com sintomas semelhantes. Outras condições, tais como hipotireoidismo (hipoatividade da glândula tireoide) e polimialgia reumática algumas vezes imitam a fibromialgia. Exames de sangue podem dizer se você tem qualquer um destes problemas. Às vezes, a fibromialgia é confundida com artrite reumatoide ou lúpus. Mas, novamente, há uma diferença nos sintomas e testes físicos e exames de sangue vão ajudar seu médico a detectar esses problemas de saúde. Ao contrário da fibromialgia, essas doenças reumáticas causam a inflamação nas articulações e tecidos.
 
Critérios necessários para um diagnóstico de fibromialgia

1. Dor e sintomas durante a semana passada com base no número total de áreas dolorosas de 19 partes do corpo mais o nível de gravidade destes sintomas:
a. fadiga
b. acordar não revigorado - sono não repousante
c. problemas cognitivos (de memória ou pensamento).
Somado o número de outros sintomas físicos gerais

2. sintomas durando pelo menos três meses em um nível semelhante

3. nenhum outro problema de saúde que explique a dor e outros sintomas

 

Fonte: Colégio Americano de Reumatologia, 2010

Tratamentos Possíveis: 

Não existe cura para a fibromialgia. Entretanto, sintomas podem ser tratados com base em tratamentos não-farmacológico ou com medicação. Muitas vezes os melhores resultados são alcançados por meio de vários tipos de tratamentos.
Terapias não-farmacológicas: Pessoas com fibromialgia devem usar tratamentos não-farmacológicos, assim como quaisquer medicamentos que os médicos sugerem. Pesquisa mostra que o tratamento mais eficaz para a fibromialgia é exercício físico. Exercício físico deve ser usado além de qualquer tratamento farmacológico. Os pacientes beneficiam-se mais dos exercícios aeróbicos regulares. Outras terapias baseadas no corpo, incluindo o Tai Chi e yoga, podem aliviar os sintomas da fibromialgia. Embora você possa estar sofrendo, exercício físico de baixo impacto não será prejudicial.
Terapia cognitiva comportamental é um tipo de terapia focada na compreensão de como pensamentos e comportamentos afetam a dor e outros sintomas. TCC e tratamentos relacionados, tais como atenção plena (Mindfulness), podem ajudar pacientes a aprender habilidades de redução de sintoma que diminui a dor. Atenção plena é uma prática de meditação não-espiritual que cultiva a consciência do momento presente. Redução do estresse baseado em atenção plena demonstrou melhorar significativamente os sintomas da fibromialgia.
Outras terapias complementares e alternativas (às vezes chamadas de TCA ou medicina integrativa), tais como acupuntura, quiropraxia e massagem terapêutica, podem ser úteis para controlar os sintomas da fibromialgia. Muitos destes tratamentos, no entanto, não foram bem testados em pacientes com fibromialgia.
É importante notar fatores de risco e gatilhos para a fibromialgia, incluindo distúrbios do sono, como apneia do sono e problemas de humor, tais como stress, ansiedade, transtorno do pânico e depressão. Isso pode exigir o envolvimento de outros especialistas tais como um doutor em medicina do sono, psiquiatra e terapeuta.
Medicamentos: O FDA aprovou três medicamentos para o tratamento da fibromialgia. Eles incluem dois medicamentos que mudam algumas das químicas cerebrais (serotonina e noradrenalina) que ajudam a controlar os níveis de dor: duloxetina (Cymbalta) e milnacipran (Savella). Medicamentos mais antigos que afetam esses mesmos produtos químicos cerebrais também podem ser utilizados para tratar a fibromialgia. Estes incluem a amitriptilina (Elavil) e ciclobenzaprina (Flexeril). Outras remédios antidepressivos podem ser úteis em alguns pacientes. Efeitos colaterais variam de acordo com o remédio. Pergunte ao seu médico sobre os riscos e benefícios de sua medicação.
A outras drogas aprovadas para fibromialgia é a pregabalina (Lyrica). Pregabalina e outra droga, gabapentina (Neurontin), trabalham bloqueando a atividade das células nervosas envolvidas na transmissão da dor. Estes medicamentos podem causar tonturas, sonolência, inchaço e ganho de peso.
É altamente recomendável evitar medicamentos opioides entorpecentes no tratamento da fibromialgia. A razão para isto é que a evidência da pesquisa mostra que essas drogas não são úteis para a maioria das pessoas com fibromialgia e irão causar maior sensibilidade a dor ou fazer a dor persistir. Tramadol (Ultram) pode ser usado para tratar a dor da fibromialgia se houver necessidade de uso a curto prazo de um narcótico de opioide. Medicamentos sem receita como o paracetamol (Tylenol) ou antiinflamatórios não esteroidais (comumente chamado de AINEs) como o ibuprofeno (Advil, Motrin) ou o naproxeno (Aleve, Anaprox) não são eficazes para dor da fibromialgia. No entanto, esses remédios podem ser úteis para tratar os gatilhos da dor da fibromialgia. Sendo assim, eles são mais úteis em pessoas que têm outras causas para a dor como a artrite, além de fibromialgia.
Para problemas com sono, alguns dos medicamentos que tratam a dor também melhoram o sono. Estes incluem ciclobenzaprina (Flexeril), amitriptilina (Elavil), gabapentina (Neurontin) ou pregabalina (Lyrica). Não se recomenda que os pacientes com fibromialgia tomem medicamentos para dormir como zolpidem (Ambien) ou medicamentos benzodiazepínicos.
Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Código: M79.7 Select ratingGive Fibromialgia 1/5Give Fibromialgia 2/5Give Fibromialgia 3/5Give Fibromialgia 4/5Give Fibromialgia 5/5 Average: 5 (1 vote) reumatologiadorneurologia
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Fibromialgia

ter, 11/28/2017 - 19:30

Fatos Rápidos

  • Fibromialgia afeta entre 2-4% das pessoas, mais frequentemente as mulheres do que os homens.
  • Fibromialgia não é uma doença autoimune ou uma doença com base em inflamação, mas a pesquisa sugere que o sistema nervoso esteja envolvido.
  • Os médicos diagnosticam fibromialgia com base em todos os sintomas relevantes do paciente (o que você sente), não mais com base apenas no número de lugares sensíveis durante um exame.
  • Não há nenhum teste para detectar esta doença mas você pode precisar fazer exames laboratoriais ou raios-x para descartar outros problemas de saúde.
  • Embora não haja nenhuma cura, medicamentos podem reduzir os sintomas em alguns pacientes.
  • Os pacientes também podem se sentir melhores com cuidados pessoais adequado, tais como exercícios e dormir o suficiente.

Fibromialgia é um problema de saúde neurológica comum que causa dor generalizada e sensibilidade à dor (sensibilidade ao toque). A dor e a sensibilidade tendem a ir e vir e mover-se pelo corpo. Na maioria das vezes, as pessoas com esta doença crônica (a longo prazo) são fatigadas (muito cansadas) e tem problemas de sono. O diagnóstico pode ser feito com um exame cuidadoso.

O que é fibromialgia?
Fibromialgia é uma condição de saúde crônica neurológica que causa dor por todo o corpo e outros sintomas. Outros sintomas da fibromialgia em pacientes com mais frequência são:

  • Sensibilidade ao toque ou pressão afetando os músculos e, algumas vezes, articulações ou até mesmo a pele
  • Fadiga severa
  • Problemas de sono (acordar não revigorado)
  • Problemas de memória ou de pensar claramente

Alguns pacientes também podem ter:

  • Depressão ou ansiedade
  • Dores de cabeça de enxaqueca ou tensão
  • Problemas digestivos: Síndrome do intestino irritável (comumente chamado de SII) ou doença do refluxo gastresofágico (muitas vezes referida como DRGE)
  • Bexiga hiperativa ou irritável
  • Dor pélvica
  • Desordem da articulação temporomandibular - muitas vezes chamado de ATM (um conjunto de sintomas, incluindo dor facial ou mandíbula, clique no maxilar e zumbido nos ouvidos)

 

O papel do reumatologista e do cirurgião vascular
Fibromialgia não é uma forma de artrite (doença de articulação). Não causa inflamação ou danos para as articulações, músculos ou outros tecidos. No entanto, pela fibromialgia poder causar cansaço semelhante à artrite e dor crônica, algumas pessoas podem aconselhá-lo a ver um reumatologista. Outras pessoas buscam o cirurgião vascular pelas queixas dolorosas. Como resultado, muitas vezes um reumatologista detecta essa doença (e exclui as doenças reumáticas) e o vascular exclui as doenças vasculares. Para cuidados a longo prazo, você não precisa continuar com o reumatologista ou cirurgião vascular. Seu especialista de atenção primária, o clínico geral, pode fornecer todos os cuidados e tratamento que você precisa para fibromialgia.

 

Anatomia: 

sistema nervoso central

Causa: 

As causas da fibromialgia não são claras. Elas podem ser diferentes em pessoas diferentes. A pesquisa atual sugere envolvimento do sistema nervoso, particularmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Fibromialgia não é uma doença autoimune, inflamatória ou transtornos articulares ou musculares. Fibromialgia pode ocorrer nas famílias. Provavelmente existem certos genes que podem tornar as pessoas mais propensas a ter fibromialgia e os outros problemas de saúde que podem ocorrer por causa dela. Apesar disso, os genes, sozinhos, não causam fibromialgia.
Na maioria das vezes, alguns fatores que desencadeiam a fibromialgia. Pode ser problemas de coluna, artrite, lesões ou outro tipo de estresse físico. Estresse emocional também pode desencadear essa doença. O resultado é uma mudança na forma como o corpo "fala" com a medula espinhal e o cérebro. Podem alterar os níveis de proteínas e substâncias químicas do cérebro. Mais recentemente, a fibromialgia tem sido descrita como transtorno de amplificação de dor central, ou seja, que o volume de sensação de dor no cérebro se torna muito alto.
Embora a fibromialgia possa afetar a qualidade de vida, ainda é considerado clinicamente benigna. Não provoca qualquer ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (derrame), câncer, deformidades físicas ou perda da vida.

Diagnóstico Diferencial: 

A síndrome da fibromialgia possui manifestações clínicas bem características e critérios diagnósticos estabelecidos. Entretanto, tem sido confundida com diversos outros distúrbios. O motivo é que diversas doenças reumáticas e não reumáticas podem se manifestar por dor difusa e fadiga crônica.
O paciente com hipotireoidismo pode apresentar um quadro clínico que aparenta fibromialgia. Outro distúrbio hormonal que pode causar confusão diagnóstica com a fibromialgia é o hiperparatireoidismo primário. Este distúrbio é causado, na maioria das vezes, por um adenoma de paratireoide (80 a 90% dos casos). Deficiência de vitamina D com hiperpatiroidismo secundário pode causar dores ósseas e musculares, que podem ser interpretadas como fibromialgia. Em certas situações, a osteomalácia pode fazer parte do diagnóstico diferencial, pois alguns pacientes iniciam o quadro com sensação de fraqueza, dor muscular e sensibilidade óssea, antes das manifestações radiográficas e metabólicas da doença.
A polimialgia reumática é uma condição que deve ser sempre lembrada no diagnóstico diferencial da fibromialgia. Às vezes, a polimiosite (assim como outras miosites) pode ser confundida com fibromialgia. Algumas doenças autoimunes do colágeno, particularmente a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico, podem inicialmente se manifestar com dor difusa e fadiga, conduzindo ao diagnóstico equivocado de fibromialgia. Em outras situações, pacientes com uma artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico estabelecido, com as variadas manifestações clínicas e laboratoriais dessas moléstias, podem apresentar, simultaneamente, um quadro de fibromialgia. Não raramente, a síndrome de Sjögren pode ter como manifestação inicial sintomas de dor muscular difusa e inespecífica, acompanhada de cansaço, podendo causar dificuldade diagnóstica até que parâmetros laboratoriais e outras características clínicas se façam presentes.
Certas reações adversas a determinados medicamentos podem causar mialgias difusas e atrapalhar o médico desinformado. Entre essas medicações, destacam-se os bloqueadores de receptores H2 (utilizados para doença péptica), os fibratos e as estatinas (empregados para o tratamento das dislipidemias) e comumente utilizados pelos pacientes vasculares.
Uso de drogas causa reações que se assemelham a um quadro de fibromialgia, particularmente nos pacientes viciados em cocaína e canabis.
Pacientes etilistas também podem apresentar quadros de dores musculares, seja durante o período do abuso do álcool ou do período de abstinência ao mesmo.
Certas infecções, em particular a hepatite C, o HIV e a doença de Lyme, podem provocar dores musculares difusas e impor dificuldade diagnóstica, principalmente quando não há febre ou outros sintomas típicos. As análises laboratoriais sorológicas podem contribuir para elucidar alguns casos.
Pacientes que realizaram corticoterapia por longos períodos, independentemente do motivo, podem sofrer de uma crise de abstinência ao corticoide, particularmente se a retirada do medicamento for feita de maneira abrupta e inadequada. Esses pacientes podem passar a experimentar dores musculares difusas, que respondem rapidamente à reutilização do medicamento.
Outra condição que deve ser considerada no diagnóstico diferencial da síndrome da fibromialgia é a síndrome paraneoplásica (paraneoplasia). Em raras situações, uma paraneoplasia pode se manifestar com quadro similar ao da fibromialgia e lançar um importante desafio diagnóstico, particularmente no caso do carcinoma broncogênico.
A síndrome da fadiga crônica também deve ser lembrada no diagnóstico diferencial. O antecedente de febre baixa ou de faringite recorrente, além da presença de linfadenopatia, pode contribuir para clarificar o diagnóstico. Nesta síndrome predomina o cansaço, enquanto na fibromialgia predomina a dor difusa.
Talvez a dificuldade diagnóstica maior seja diferenciar a fibromialgia de um reumatismo psicogênico. Em certas situações, o quadro clínico do paciente é expressão de um distúrbio psiquiátrico, particularmente de depressão.
LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são acrônimos para incorporar um grupo de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. 

Epidemiologia: 

Fibromialgia é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em homens. Na maioria das vezes começa no meio da idade adulta, mas pode ocorrer na adolescência e na velhice. Você está em maior risco para a fibromialgia se você tem uma doença reumática (problema de saúde que afeta as articulações, músculos e ossos). Estes incluem osteoartrite, lúpus, artrite reumatoide, ou espondilite anquilosante.

Evolução Natural: 

Viver com fibromialgia
Mesmo com muitas opções de tratamento, o autocuidado do paciente é vital para melhorar os sintomas e o funcionamento diário. Em conjunto com o tratamento médico, comportamentos de um estilo de vida saudável podem reduzir a dor, aumentar a qualidade do sono, diminuir a fadiga e ajudar você a lidar melhor com a fibromialgia. Com o tratamento adequado e o autocuidado você pode ficar melhor e viver uma vida mais normal. Aqui estão algumas dicas de autocuidado para viver com fibromialgia:

  • Arranje tempo para relaxar diariamente. Exercícios de respiração profunda e meditação ajudará a reduzir o estresse que os sintomas podem trazer.
  • Defina um padrão de sono regular. Vá para a cama e acorde todo dia no mesmo horário. Dormir o suficiente permite que seu corpo se repare fisicamente e mentalmente. Além disso, evite dormir durante o dia e limite a ingestão de cafeína, que pode interromper o sono. A nicotina é um estimulante, então os pacientes de fibromialgia com problemas de sono devem parar de fumar.
  • Se exercite frequentemente. Esta é uma parte muito importante do tratamento da fibromialgia. Embora difícil a princípio, exercício regular muitas vezes reduz os sintomas de dor e fadiga. Os pacientes devem seguir o ditado, "começar de leve, ir de boa". Lentamente adicione ginástica diária em sua rotina. Por exemplo, escolha as escadas em vez do elevador ou estacione ainda mais longe da loja. Com os sintomas diminuindo com o tratamentos com remédios, comece a aumentar sua atividade. Adicione algumas caminhadas, natação, hidroginástica e/ou exercícios de alongamento e comece a fazer coisas que você parou de fazer por causa de sua dor e dos outros sintomas. Leva tempo para criar uma rotina confortável. Mas continue se movendo, mantenha-se ativo e não desista!
  • Eduque-se. Organizações reconhecidas como a  ABRAFIBRO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FIBROMIÁLGICOS são grandes fontes para obter informações. Compartilhe essas informações com familiares, amigos e colegas de trabalho.
  • Olhe para a frente, não para trás. Foque no que você precisa fazer para melhorar, não o que causou a doença.

 

Sinais ou Sintomas: 

Um médico vai suspeitar de fibromialgia baseado nos seus sintomas. Os médicos podem exigir que você tenha sensibilidade à pressão ou pontos dolorosos em um número específico de determinados pontos antes de dizer que você tem fibromialgia, mas eles não são obrigados a fazer o diagnóstico (veja a tabela). Um exame físico pode ser útil para detectar a sensibilidade e para excluir outras causas de dor muscular. Existem testes diagnósticos (como radiografias ou exames de sangue) para este problema. Mesmo assim, você pode precisar de exames para descartar um outro problema de saúde que pode ser confundido com fibromialgia.
Como a dor generalizada do corpo é a principal característica da fibromialgia, prestadores de cuidados à saúde irão pedir para descrever a sua dor. Isso pode ajudar a distinguir entre fibromialgia e outras doenças com sintomas semelhantes. Outras condições, tais como hipotireoidismo (hipoatividade da glândula tireoide) e polimialgia reumática algumas vezes imitam a fibromialgia. Exames de sangue podem dizer se você tem qualquer um destes problemas. Às vezes, a fibromialgia é confundida com artrite reumatoide ou lúpus. Mas, novamente, há uma diferença nos sintomas e testes físicos e exames de sangue vão ajudar seu médico a detectar esses problemas de saúde. Ao contrário da fibromialgia, essas doenças reumáticas causam a inflamação nas articulações e tecidos.
 
Critérios necessários para um diagnóstico de fibromialgia

1. Dor e sintomas durante a semana passada com base no número total de áreas dolorosas de 19 partes do corpo mais o nível de gravidade destes sintomas:
a. fadiga
b. acordar não revigorado - sono não repousante
c. problemas cognitivos (de memória ou pensamento).
Somado o número de outros sintomas físicos gerais

2. sintomas durando pelo menos três meses em um nível semelhante

3. nenhum outro problema de saúde que explique a dor e outros sintomas

 

Fonte: Colégio Americano de Reumatologia, 2010

Tratamentos Possíveis: 

Não existe cura para a fibromialgia. Entretanto, sintomas podem ser tratados com base em tratamentos não-farmacológico ou com medicação. Muitas vezes os melhores resultados são alcançados por meio de vários tipos de tratamentos.
Terapias não-farmacológicas: Pessoas com fibromialgia devem usar tratamentos não-farmacológicos, assim como quaisquer medicamentos que os médicos sugerem. Pesquisa mostra que o tratamento mais eficaz para a fibromialgia é exercício físico. Exercício físico deve ser usado além de qualquer tratamento farmacológico. Os pacientes beneficiam-se mais dos exercícios aeróbicos regulares. Outras terapias baseadas no corpo, incluindo o Tai Chi e yoga, podem aliviar os sintomas da fibromialgia. Embora você possa estar sofrendo, exercício físico de baixo impacto não será prejudicial.
Terapia cognitiva comportamental é um tipo de terapia focada na compreensão de como pensamentos e comportamentos afetam a dor e outros sintomas. TCC e tratamentos relacionados, tais como atenção plena (Mindfulness), podem ajudar pacientes a aprender habilidades de redução de sintoma que diminui a dor. Atenção plena é uma prática de meditação não-espiritual que cultiva a consciência do momento presente. Redução do estresse baseado em atenção plena demonstrou melhorar significativamente os sintomas da fibromialgia.
Outras terapias complementares e alternativas (às vezes chamadas de TCA ou medicina integrativa), tais como acupuntura, quiropraxia e massagem terapêutica, podem ser úteis para controlar os sintomas da fibromialgia. Muitos destes tratamentos, no entanto, não foram bem testados em pacientes com fibromialgia.
É importante notar fatores de risco e gatilhos para a fibromialgia, incluindo distúrbios do sono, como apneia do sono e problemas de humor, tais como stress, ansiedade, transtorno do pânico e depressão. Isso pode exigir o envolvimento de outros especialistas tais como um doutor em medicina do sono, psiquiatra e terapeuta.
Medicamentos: O FDA aprovou três medicamentos para o tratamento da fibromialgia. Eles incluem dois medicamentos que mudam algumas das químicas cerebrais (serotonina e noradrenalina) que ajudam a controlar os níveis de dor: duloxetina (Cymbalta) e milnacipran (Savella). Medicamentos mais antigos que afetam esses mesmos produtos químicos cerebrais também podem ser utilizados para tratar a fibromialgia. Estes incluem a amitriptilina (Elavil) e ciclobenzaprina (Flexeril). Outras remédios antidepressivos podem ser úteis em alguns pacientes. Efeitos colaterais variam de acordo com o remédio. Pergunte ao seu médico sobre os riscos e benefícios de sua medicação.
A outras drogas aprovadas para fibromialgia é a pregabalina (Lyrica). Pregabalina e outra droga, gabapentina (Neurontin), trabalham bloqueando a atividade das células nervosas envolvidas na transmissão da dor. Estes medicamentos podem causar tonturas, sonolência, inchaço e ganho de peso.
É altamente recomendável evitar medicamentos opioides entorpecentes no tratamento da fibromialgia. A razão para isto é que a evidência da pesquisa mostra que essas drogas não são úteis para a maioria das pessoas com fibromialgia e irão causar maior sensibilidade a dor ou fazer a dor persistir. Tramadol (Ultram) pode ser usado para tratar a dor da fibromialgia se houver necessidade de uso a curto prazo de um narcótico de opioide. Medicamentos sem receita como o paracetamol (Tylenol) ou antiinflamatórios não esteroidais (comumente chamado de AINEs) como o ibuprofeno (Advil, Motrin) ou o naproxeno (Aleve, Anaprox) não são eficazes para dor da fibromialgia. No entanto, esses remédios podem ser úteis para tratar os gatilhos da dor da fibromialgia. Sendo assim, eles são mais úteis em pessoas que têm outras causas para a dor como a artrite, além de fibromialgia.
Para problemas com sono, alguns dos medicamentos que tratam a dor também melhoram o sono. Estes incluem ciclobenzaprina (Flexeril), amitriptilina (Elavil), gabapentina (Neurontin) ou pregabalina (Lyrica). Não se recomenda que os pacientes com fibromialgia tomem medicamentos para dormir como zolpidem (Ambien) ou medicamentos benzodiazepínicos.
Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

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Check-up vascular

seg, 11/27/2017 - 16:17
Check-up vascular

Os profissionais de saúde aderiram firmemente a um conceito precioso que permite investir na longevidade humana: a prevenção - o foco da medicina atualmente. De maneira prática, evitando as doenças ou as detectando de maneira precoce, é possível permitir que uma pessoa viva por mais tempo. E é nesse contexto que a ideia do check-up se torna uma vantagem na preservação da nossa saúde. 
check-up vascular consiste em uma consulta médica com o objetivo específico de detectar características no paciente que indiquem ele estar sob risco de acometimento cardiovascular. Além da história colhida pelo médico especialista, o angiologista/cirurgião vascular, e o exame físico realizado por ele, serão solicitados exames de sangue ou imagem, conforme se fizer necessário.
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de queda na qualidade de vida e de morte no mundo, e incluem o derrame (AVC), o infarto, a hipertensão, as amputações e os aneurismas (que consistem em dilatações localizadas das artérias de qualquer parte do corpo). Identificar fatores de risco para essas doenças ou diagnosticá-las precocemente é de grande valia para promover saúde e prevenir agravos até mesmo fatais. 
A base da grande maioria das principais doenças cardiovasculares é a aterosclerose. A aterosclerose é uma placa de gordura e outras células que se forma na parede interna das artérias, principalmente devido à hipertensão e ao colesterol alto, podendo obstrui-las ou gerar êmbolos que viajam pelos vasos podendo causar uma obstrução à distância, sendo essa uma das causas de derrame. No caso das veias, as varizes e as tromboses são as doenças mais comuns, que por si só podem gerar graves complicações como a produção de um êmbolo para o pulmão gerando grave insuficiência respiratória.
Dada a importância da prevenção de doenças do sistema cardiovascular, o check-up vascular está indicado para pessoas acima dos 40 anos e que apresentam fatores de risco sabidamente associados a grande maioria dessas doenças. São eles: hipertensão, obesidade, aumento de colesterol, diabetes, presença de varizes, pessoas que apresentam história familiar positiva para essas doenças, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, açúcar e sal, fumo, assim como também as gestantes - uma vez que a gestação aumenta o risco de trombose venosa profunda e acarreta grande demanda cardiovascular, é importante a mulher que deseja engravidar buscar avaliação para iniciar uma gestação mais tranquila e saudável. Após o check-up, que inclui diversas orientações gerais e específicas para o paciente, será possível para ele conscientizar-se da importância de todos esses aspectos sobre seu organismo e prosseguir com uma vida mais saudável e possivelmente mais longa.
Leia mais: Exames do checkup vascular
Médicos:
A equipe Vascular.pro e o Dr Alexandre Amato desenvolveram software gratuito para facilitar a execução do check-up vascular pelo clínico geral ou geriatra. Se tiver interesse, veja o check-up vascular.

Anatomia: 

Veias e artérias periféricas

Causa: 

Aterosclerose

Prevenção Primária: 

Check-up Vascular

Select ratingGive Check-up vascular 1/5Give Check-up vascular 2/5Give Check-up vascular 3/5Give Check-up vascular 4/5Give Check-up vascular 5/5 Average: 5 (2 votes) prevençãocheck-up
Categorias: Medicina

Check-up vascular

seg, 11/27/2017 - 16:17
Check-up vascular

Os profissionais de saúde aderiram firmemente a um conceito precioso que permite investir na longevidade humana: a prevenção - o foco da medicina atualmente. De maneira prática, evitando as doenças ou as detectando de maneira precoce, é possível permitir que uma pessoa viva por mais tempo. E é nesse contexto que a ideia do check-up se torna uma vantagem na preservação da nossa saúde. 
check-up vascular consiste em uma consulta médica com o objetivo específico de detectar características no paciente que indiquem ele estar sob risco de acometimento cardiovascular. Além da história colhida pelo médico especialista, o angiologista, e o exame físico realizado por ele, serão solicitados exames de sangue ou imagem, conforme se fizer necessário.
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de queda na qualidade de vida e de morte no mundo, e incluem o derrame (AVC), o infarto, a hipertensão, as amputações e os aneurismas (que consistem em dilatações localizadas das artérias de qualquer parte do corpo). Identificar fatores de risco para essas doenças ou diagnosticá-las precocemente é de grande valia para promover saúde e prevenir agravos até mesmo fatais. 
A base da grande maioria das principais doenças cardiovasculares é a aterosclerose. A aterosclerose é uma placa de gordura e outras células que se forma na parede interna das artérias, principalmente devido à hipertensão e ao colesterol alto, podendo obstrui-las ou gerar êmbolos que viajam pelos vasos podendo causar uma obstrução à distância, sendo essa uma das causas de derrame. No caso das veias, as varizes e as tromboses são as doenças mais comuns, que por si só podem gerar graves complicações como a produção de um êmbolo para o pulmão gerando grave insuficiência respiratória.
Dada a importância da prevenção de doenças do sistema cardiovascular, o check-up vascular está indicado para pessoas acima dos 40 anos e que apresentam fatores de risco sabidamente associados a grande maioria dessas doenças. São eles: hipertensão, obesidade, aumento de colesterol, diabetes, presença de varizes, pessoas que apresentam história familiar positiva para essas doenças, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, açúcar e sal, fumo, assim como também as gestantes - uma vez que a gestação aumenta o risco de trombose venosa profunda e acarreta grande demanda cardiovascular, é importante a mulher que deseja engravidar buscar avaliação para iniciar uma gestação mais tranquila e saudável. Após o check-up, que inclui diversas orientações gerais e específicas para o paciente, será possível para ele conscientizar-se da importância de todos esses aspectos sobre seu organismo e prosseguir com uma vida mais saudável e possivelmente mais longa.
Leia mais: Exames do checkup vascular
Médicos:
A equipe Vascular.pro e o Dr Alexandre Amato desenvolveram software gratuito para facilitar a execução do check-up vascular pelo clínico geral ou geriatra. Se tiver interesse, veja o check-up vascular.

Anatomia: 

Veias e artérias periféricas

Causa: 

Aterosclerose

Prevenção Primária: 

Check-up Vascular

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Categorias: Medicina

Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)

seg, 11/20/2017 - 20:00

As úlceras venosas são feridas crônicas dos membros inferiores. Por ficarem abertas estão sujeitas a infecções e complicações. Devido às secreções, mal cheiro e aparência, as pessoas que sofrem dessa efermidade passam a se isolar do convivio social, de modo que além de ser um problema grave de saúde, também é um problema social importante. Devido ao isolamento e necessidade de repouso, essas pessoas não conseguem trabalhar, passando também a ser um problema econômico. 

 

O especialista indicado para indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular. Converse com seu médico.    

 

Video: Técnica para criar a espuma de polidocanol

 

Para entender melhor a úlcera venosa, leia sobre a Insuficiência Venosa Crônica. O tratamento da causa é essencial e, para isso leia sobre o Tratamento Conservador Da Doença Venosa e Tratamento Corretivo Da Doença Venosa.

 

*Relato de caso: Relato de caso é um tipo de estudo epidemiológico onde não há comparação entre métodos e não é considerado evidência científica. Tem seu valor para ilustrar possibilidades evolutivas ou demonstrar casos infrequentes.

Anatomia: 

Membros Inferiores

Causa: 

Existem diversas causas de úlcera de membros inferiores, dentre elas, a úlcera venosa é uma das mais frequentes e a comentada nesse artigo, sendo causada pelo aumento da pressão venosa. A úlcera de origem venosa representa 70% de todas as feridas crônicas dos membros inferiores entre pacientes adultos. Pode acontecer como consequencia de uma síndrome pós trombótica, ou seja, anos após uma trombose venosa profunda, a constante pressão venosa não tratada determina a formação de feridas que acabam cronificando; ou pode ocorrer após anos e anos de varizes descompensadas não tratadas. Outras causas menos frequentes também existem.

 

Diagnóstico Diferencial: 
  • Pé Diabético
  • Aterosclerose
  • Isquemia
Epidemiologia: 

Prevalência entre 0,5 a 1%
Entre 75 a 80% de todas as úlceras de membros inferiores são de etiologia venosa.

Fatores de Risco: 
  • Todos os fatores de risco da doença venosa.
  • Trombose Venosa Profunda anterior
Prevenção Primária: 

Uso de meias elásticas, exercicio físico, fisioterapia.

Sinais ou Sintomas: 

Feridas que não cicatrizam em membros inferiores, com alterações tróficas da pele: manchas, eczema, lipedermatoesclerose - endurecimento da pele.

Prognóstico: 

Sem o tratamento da causa, a úlcera não costuma fechar, e, quando fecha, pode abrir novamente.

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento local da úlcera é essencial, mas não é suficiente, pois a ferida continuará aberta ou será facilmente reaberta por causa da hipertensão venosa. A causa da pressão venosa aumentada deve ser tratada também, caso contrário, mesmo fechando a úlcera, logo ela abrirá novamente. Não adianta tratar somente a consequencia da doença, a causa também deve ser eliminada. Muitos tratamentos foram propostos e cada um com a sua indicação: repouso com membros elevados, medicamentos hemorreolíticos, terapia compressiva com faixas elásticas/inelásticas e meias elásticas próprias, cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes, ligadura de croça da safena, bota de Unna, laser transdérmico, endolaser: laser endovenoso (laser de safenas e perfurantes), tratamento das varizes tronculares, radiofrequencia e outras. 
espuma de polidocanol associada a ligadura cirúrgica de croça de safena tem se mostrado efetiva no tratamento das úlceras venosas, eliminando o refluxo venoso do sistema superficial em casos selecionados. Certamente que os cuidados locais devem ser mantidos e incentivados e a associação de tratamentos é mais efetiva.
O curativo deve ser realizado por profissional e ensinado ao paciente ou cuidador de modo que possa ser reproduzido em casa e que a úlcera mantenha-se sempre limpa.

Complicações Possíveis: 
  • Infecção
  • trombose
Código: I83.0 Select ratingGive Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 1/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 2/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 3/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 4/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 5/5 Average: 4.5 (2 votes) venosoúlceracirurgiaespuma
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Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)

seg, 11/20/2017 - 20:00

As úlceras venosas são feridas crônicas dos membros inferiores. Por ficarem abertas estão sujeitas a infecções e complicações. Devido às secreções, mal cheiro e aparência, as pessoas que sofrem dessa efermidade passam a se isolar do convivio social, de modo que além de ser um problema grave de saúde, também é um problema social importante. Devido ao isolamento e necessidade de repouso, essas pessoas não conseguem trabalhar, passando também a ser um problema econômico. 

 

O especialista indicado para indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular. Converse com seu médico.    

 

Video: Técnica para criar a espuma de polidocanol

 

Para entender melhor a úlcera venosa, leia sobre a Insuficiência Venosa Crônica. O tratamento da causa é essencial e, para isso leia sobre o Tratamento Conservador Da Doença Venosa e Tratamento Corretivo Da Doença Venosa.

 

*Relato de caso: Relato de caso é um tipo de estudo epidemiológico onde não há comparação entre métodos e não é considerado evidência científica. Tem seu valor para ilustrar possibilidades evolutivas ou demonstrar casos infrequentes.

Anatomia: 

Membros Inferiores

Causa: 

Existem diversas causas de úlcera de membros inferiores, dentre elas, a úlcera venosa é uma das mais frequentes e a comentada nesse artigo, sendo causada pelo aumento da pressão venosa. A úlcera de origem venosa representa 70% de todas as feridas crônicas dos membros inferiores entre pacientes adultos. Pode acontecer como consequencia de uma síndrome pós trombótica, ou seja, anos após uma trombose venosa profunda, a constante pressão venosa não tratada determina a formação de feridas que acabam cronificando; ou pode ocorrer após anos e anos de varizes descompensadas não tratadas. Outras causas menos frequentes também existem.

 

Diagnóstico Diferencial: 
  • Pé Diabético
  • Aterosclerose
  • Isquemia
Epidemiologia: 

Prevalência entre 0,5 a 1%
Entre 75 a 80% de todas as úlceras de membros inferiores são de etiologia venosa.

Fatores de Risco: 
  • Todos os fatores de risco da doença venosa.
  • Trombose Venosa Profunda anterior
Prevenção Primária: 

Uso de meias elásticas, exercicio físico, fisioterapia.

Sinais ou Sintomas: 

Feridas que não cicatrizam em membros inferiores, com alterações tróficas da pele: manchas, eczema, lipedermatoesclerose - endurecimento da pele.

Prognóstico: 

Sem o tratamento da causa, a úlcera não costuma fechar, e, quando fecha, pode abrir novamente.

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento local da úlcera é essencial, mas não é suficiente, pois a ferida continuará aberta ou será facilmente reaberta por causa da hipertensão venosa. A causa da pressão venosa aumentada deve ser tratada também, caso contrário, mesmo fechando a úlcera, logo ela abrirá novamente. Não adianta tratar somente a consequencia da doença, a causa também deve ser eliminada. Muitos tratamentos foram propostos e cada um com a sua indicação: repouso com membros elevados, medicamentos hemorreolíticos, terapia compressiva com faixas elásticas/inelásticas e meias elásticas próprias, cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes, ligadura de croça da safena, bota de Unna, laser transdérmico, endolaser: laser endovenoso (laser de safenas e perfurantes), tratamento das varizes tronculares, radiofrequencia e outras. 
espuma de polidocanol associada a ligadura cirúrgica de croça de safena tem se mostrado efetiva no tratamento das úlceras venosas, eliminando o refluxo venoso do sistema superficial em casos selecionados. Certamente que os cuidados locais devem ser mantidos e incentivados e a associação de tratamentos é mais efetiva.
O curativo deve ser realizado por profissional e ensinado ao paciente ou cuidador de modo que possa ser reproduzido em casa e que a úlcera mantenha-se sempre limpa.

Complicações Possíveis: 
  • Infecção
  • trombose
Código: I83.0 Select ratingGive Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 1/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 2/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 3/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 4/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 5/5 Average: 5 (1 vote) venosoúlceracirurgiaespuma
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Trombofilia

qua, 11/15/2017 - 14:32
Trombofilia: formação de coágulo

Trombofilia é uma condição em que o sangue tem uma maior tendência a formar coágulos. Os coágulos de sangue podem causar problemas como a trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar. Existem diferentes tipos de trombofilia - algumas são hereditárias e algumas são adquiridas, o que significa que elas geralmente se desenvolvem na vida adulta. Muitas vezes a trombofilia é leve. Muitas pessoas com trombofilia não têm problemas relacionados à essa condição. Exames de sangue que avaliam a "cascata da coagulação" podem diagnosticar alguns problemas, mas nem todos. A trombofilia nem sempre requer tratamento, mas algumas pessoas precisam tomar antiagregantes e/ou anticoagulantes, como aspirina, varfarina, xarelto ou outro anticoagulante. Não se auto-medique de maneira nenhuma, este artigo não substitui o seu médico. Consulte o cirurgião vascular ou hematologista. Se você tem trombofilia, aprenda sobre os sintomas de um coágulo de sangue e busque tratamento imediatamente.
O que é trombofilia?
Trombofilia refere-se a um grupos de condições onde o sangue coagula (forma mais trombos) mais facilmente do que o normal. Isso pode levar à formação de coágulos sanguíneos indesejados (chamados de trombose), dentro dos vasos sanguíneos. Estes coágulos podem causar problemas como a trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar. 
O que é uma trombose?
Um coágulo de sangue que se forma dentro de um vaso sanguíneo é conhecido medicamente como um trombo. A trombose é o processo que ocorre para formar um trombo. Um trombo pode bloquear um vaso sanguíneo - esse bloqueio agora também é conhecido como uma tromboseTromboses é a versão no plural para trombose (ou seja, mais de uma).
Quais são os diferentes tipos de trombofilia?
Trombofilias podem ser classificadas como hereditárias ou adquiridas. As hereditárias são genéticas e podem ser transmitidas de pai/mãe para filho/a.
Trombofilias adquiridas não são hereditárias, ou seja, elas não têm nada a ver com seus genes. Geralmente, as trombofilias adquiridas aparecem na idade adulta, decorrentes de algum problema de saúde. Podem acontecer como resultado de outros problemas médicos que se desenvolveram, ou podem ser devido a problemas com o sistema imunológico.
É possível ter um misto de trombofilias, devido em parte a fatores genéticos e em parte à não-genéticos. E a somatória de causas multiplica o risco de trombose.
Conselhos gerais para pessoas com trombofilia

  • Se você estiver em tratamento médico ou planejamento de cirurgia, informe o seu médico/enfermeiro/farmacêutico sobre a trombofilia.
  • Esteja ciente dos sintomas de um aviso de coágulo de sangue - obtenha ajuda médica imediatamente se você suspeitar de um (Veja sintomas).
  • Evite a falta de líquido no corpo (desidratação) bebendo quantidades adequadas de fluidos. Desidratação pode contribuir para a formação de coágulos sanguíneos.
  • Mantenha-se ativo e evite ficar imóvel por longos períodos - imobilidade ajuda a causar coágulos sanguíneos nas pernas (TVP).
  • Cuidado com a medicação: alguns medicamentos aumentam o risco de um coágulo de sangue. Por exemplo, o contraceptivo oral combinado (COC) comprimido ou adesivo e terapia de reposição hormonal (TRH). Você pode ser aconselhada a evitar certos medicamentos, ou mudar para um que não afete a coagulação do sangue.
  • Mantenha um peso saudável - estar com sobrepeso ou obesidade aumenta o risco de coágulos de sangue nas pernas.
  • Para manter os vasos sanguíneos saudáveis (artérias em particular), não fume. Isto é importante se você tem trombofilia de um tipo que pode causar coágulos de sangue nas artérias, já que fumar também promove os coágulos arteriais.

Exame de Parentes
Se você ou sua família tem uma forma hereditária (genética) de trombofilia, você pode ser convidado a considerar exames para si mesmo ou seus parentes próximos. Isto serve para ver se você ou outras pessoas da família têm a mesma condição. No entanto, os benefícios da procura de pessoas com trombofilia que não tiveram um coágulo de sangue ainda, não foram provados. É por isso que existem orientações claras sobre quem deve ser testado.
 
 
 
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Anatomia: 

Veias e artérias periféricas

Causa: 

O que causa trombofilia?
O corpo tem um processo natural de coagulação no sangue, cientificamente chamado de cascata da coagulação, onde um evento quimico desencadeia outro evento até a formação do coágulo. Na trombofilia algum ponto dessa cascata é alterada.
O processo de coagulação normal é chamado hemostasia. E ela faz parte do equilibrio natural, pois a coagulação também é muito importante que ocorra no momento certo. A hemostasia ajuda a parar o sangramento caso você sofra uma lesão, como um corte. Quando um vaso sanguíneo é lesado, o processo de coagulação é ativado. Isto é chamado de cascata de coagulação. É uma reação em cadeia de diferentes substâncias químicas no sangue que são chamadas de fatores de coagulação. A cascata de coagulação faz com que o sangue solidifique em um coágulo, que se adere à parte lesada do vaso sanguíneo. Pequenas partículas no sangue, chamadas plaquetas, também ajudam a formar o coágulo.
Existem também substâncias químicas naturais no sangue que agem contra o sistema de coagulação, para impedir o sangue de coagular demais. 
A trombofilia ocorre se o equilíbrio normal do sistema de coagulação for perturbado. Pode haver muito de um fator de coagulação, ou muito pouco de uma substância que se opõe a coagulação.
 
A trombofilia pode causar coágulos sanguíneos indesejados (tromboses). Isso não significa que todas as pessoas com trombofilia irão desenvolver um coágulo de sangue. Mas, isso significa que você tem um risco maior do que o normal de ter coágulos. O risco extra vai depender do tipo de trombofilia que você possui.
Quais são os diferentes tipos de trombofilia?
Aqui explicamos os tipos mais comuns de trombofilia, embora não abranja todas as condições.
Trombofilias hereditárias
 
Fator V Leiden
Esta é pronunciada como 'fator V de Leiden'. É bastante comum em pessoas de origem europeia - cerca de 1 em cada 20 europeus têm gene fator V de Leiden. Este gene afeta a parte do fator V da cascata da coagulação, tornando o processo de coagulação prolongado. Aumenta o risco de um coágulo de sangue em uma veia em cerca de oito vezes. Ainda é um risco relativamente baixo de não desenvolver problemas, para a maioria das pessoas com fator V de Leiden. Algumas pessoas herdam dois genes de fator V de Leiden - um gene de cada pai (conhecido como 'homozigoto para o fator V de Leiden'). Isso é menos comum, mas torna o risco muito maior - cerca de oitenta vezes o risco normal.
Protrombina 20210
Protrombina é um fator de coagulação, e pessoas com o gene 20210 têm uma mudança em sua protrombina que torna mais fácil ter coágulo. Cerca de 1 em 50 pessoas de origem europeia têm este gene; é mais comum em pessoas de origem sul-europeia. Aumenta o risco de ter um coágulo de sangue em uma veia para o dobro do risco normal. Este é um risco relativamente baixo, de modo que a maioria das pessoas com a protrombina 20210 não desenvolve um coágulo de sangue.
Deficiência de proteína C
A proteína C é um anticoagulante natural químico no sangue. A deficiência pode ser genética, ou devido a outras condições, tais como a doença renal. Com deficiência de proteína C hereditária, o risco de formar um coágulo de sangue varia entre as famílias. Isso ocorre porque cada família tem uma alteração diferente no gene da proteína C. A melhor referência para o seu nível de risco é se você ou seus parentes tiveram um coágulo de sangue. Se uma criança herda dois genes com deficiência de proteína C (um de cada pai - isto é muito raro), ela terá um problema mais grave. Ela terá coágulos de sangue na pele logo após o nascimento (uma condição chamada púrpura fulminante neonatal). Isto é tratado com concentrados de proteínas C e medicação para afinar o sangue (anticoagulante).
Deficiência de proteína S
A proteína S é também um anticoagulante natural químico no sangue. Deficiência de proteína S é rara. O risco de formar um coágulo de sangue varia entre as famílias. O melhor guia para seu risco é ver se outros parentes tiveram um coágulo de sangue.
Deficiência de antitrombina
Antitrombina é outro dos produtos químicos anticoagulantes naturais no sangue. Existem diferentes tipos de deficiência de antitrombina, genética e devido a outras doenças. A forma hereditária é rara, afetando cerca de 1 em 2.000 pessoas.
A deficiência de antitrombina é um tipo bastante grave de trombofilia. O risco de ter um coágulo de sangue varia entre as famílias, mas pode ser aumentado em 25 a 50 vezes o risco normal. Com essa condição, um coágulo de sangue pode ocorrer não apenas nas pernas ou pulmão, mas também nas veias dos braços, barriga, cérebro ou fígado. Cerca de 1 em 2 pessoas com deficiência de antitrombina desenvolvem um coágulo de sangue antes da idade de 30 anos. Outros, no entanto, podem chegar a idade idosa sem problemas.
Com esta condição, se você desenvolver um coágulo de sangue, você pode ser aconselhado a tomar a medicação de varfarina a longo prazo. No entanto, isto deve ser decidido em uma base individual. Também, pode ser dado tratamento com concentrados de antitrombina, quando há um risco maior de ter um coágulo de sangue - por exemplo, se você fizer uma grande cirurgia.
Com a gravidez, o tratamento anticoagulante com heparina é geralmente necessário. Tratamento com concentrados de antitrombina também podem ser usados.
Nota: as crianças podem ter deficiência de antitrombina; os pais precisam estar cientes para que possam detectar sinais de um coágulo de sangue. Embora a maioria das crianças não desenvolvam um coágulo de sangue, elas estão em risco de situações tais como a cirurgia. Alguns bebês recém-nascidos desenvolvem coágulos de sangue também. Pode ser necessário tratamento anticoagulante ou concentrado de antitrombina. Os pais que têm deficiência de antitrombina em si e estão esperando um filho, devem discutir isto com seu médico.
Disfibrinogenemia
Este é um defeito genético raro onde um químico que dissolve o coágulo chamado fibrinogênio não funciona normalmente. Pode haver aumento de coagulação, aumento no sangramento ou ambos.
Combinado com trombofilia hereditária
Algumas pessoas herdam mais de um gene de trombofilia - por exemplo, fator V Leiden e mais protrombina 20210. Com trombofilias combinadas, o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo é multiplicado e há um risco muito maior do que em qualquer condição sozinha.
Trombofilias adquiridas
Trombofilias adquiridas não são hereditárias e geralmente começam na idade adulta.
Síndrome antifosfolípide (APS). Esta é também conhecida como síndrome de Hughes. É causada por certas substâncias químicas no sistema imunológico (anticorpos) no sangue, que são chamados de anticorpos antifosfolipídios. APS pode causar a formação de um coágulo de sangue nas artérias e em pequenos vasos sanguíneos, bem como nas veias. APS pode afetar a gravidez em alguns casos. Muitas mulheres com APS não tem problemas na gravidez. No entanto, a APS pode causar aborto, ou outros problemas - restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia ou, raramente, morte fetal. Estes problemas podem ser reduzidos pelo tratamento.
A APS/AAF pode ser tratada com aspirina em baixa dose, que é útil na gravidez. Se você teve um coágulo de sangue, então, é geralmente aconselhada a varfarina em vez disso (ou heparina se você estiver grávida). 
Outras condições adquiridas
Outras condições podem aumentar o risco de um coágulo de sangue. Alguns médicos as classificam como trombofilias. Exemplos são determinados por distúrbios que afetam as plaquetas, transtornos na medula óssea, alguns problemas renais, doença inflamatória intestinal e câncer avançado.
Misto de trombofilias hereditárias/adquiridas
Estas são devidas à genética e a causas não-genéticas.
Hiper-homocisteinemia
Esta se trata de um nível elevado no sangue de uma substância química chamada homocisteína, que serve para aumentar o risco de coágulos de sangue arteriais e venosos. Danifica os vasos sanguíneos. Esta é uma condição relativamente leve, mas pode adicionar ter um coágulo de sangue aos fatores de risco. Vitamina B12 e ácido fólico podem ajudar.
Hemoglobinúria paroxística noturna
Esta é uma condição rara que afeta a medula óssea. Pode levar à coágulos de sangue venosos, muitas vezes em locais incomuns tais como as veias do intestino, fígado ou cérebro. Pode ser necessária a anticoagulação e existem outros tratamentos também para essa condição.
Níveis elevados de fator VIII 
É pronunciado como 'fator 8'. É devido a níveis anormalmente elevados de fator VIII, que é uma das substâncias que promove a coagulação do sangue. Dependendo do nível real de fator VIII, pode aumentar o risco de coagulação por cerca de seis vezes - este é um risco relativamente baixo para o desenvolvimento de um coágulo de sangue.

Diagnóstico Diferencial: 

Como é diagnosticada a trombofilia?
Pode haver suspeita de Trombofilia se um parente de sangue teve um coágulo sanguíneo em uma idade jovem (menos de 40 anos). Também pode haver suspeita se você desenvolver um coágulo de sangue que não seria esperado, dado a sua idade e saúde geral.
Uma das coisas mais importantes é que exames de trombofilia não são feitos rotineiramente em todo mundo que tem um coágulo de sangue. Somente certas pessoas precisam fazer estes exames - onde o resultado vai mudar a forma como você é tratado. Os exames são caros e às vezes não se sabe como o resultado afetará suas chances no futuro de ter um coágulo de sangue. Isto pode ser muito difícil de entender, mas muitas vezes, se você acabou de ter um coágulo de sangue, você fará tratamento (anticoagulante) para diluir o sangue, e evitar novos trombos, em todo o caso. Isto vai ser feito se você tiver ou não tiver uma trombofilia. Se você teve um coágulo de sangue não provocado uma vez (o que significa que aconteceu sem causa aparente), você será classificado como tendo um risco mais elevado de um coágulo de sangue no futuro, de qualquer maneira. Este será o caso de ter ou não um exame positivo para trombofilia.
Quais são os exames para trombofilia?
A trombofilia é diagnosticada por exames de sangue.
Os exames são feitos algumas semanas ou meses depois de ter uma TVP ou embolia pulmonar, já que a presença dessas condições pode afetar os resultados. Normalmente você tem que esperar até que você tenha tido a diluição da medicação (anticoagulante), como a varfarina, por 4-6 semanas. Se você recentemente esteve grávida, os exames podem ter que ser adiados por oito semanas. Isso ocorre porque os resultados na gravidez podem ser muito mais difíceis de entender.
Uma amostra de sangue é tomada e um número de diferentes exames serão feitos sobre ela, para verificar as diferentes partes do processo de coagulação. Geralmente, os exames são feitos em dois estágios. O primeiro exame é uma sequencia de trombofilia que consiste em alguns exames básicos de coagulação. Se os resultados sugerem que a trombofilia é possível, em seguida, outra amostra de sangue será tirada para exames mais detalhados.
Você pode ser encaminhado para um médico especializado em doenças do sangue (hematologista) ou para o cirurgião vascular. Geralmente, o médico irá perguntar sobre seu histórico e histórico familiar. Isso ajudará com a interpretação dos resultados do exame.
Todas as trombofilias podem ser diagnosticadas em exames?
É provável que existam alguns tipos de trombofilia que ainda não podemos identificar ou testar. Isso ocorre porque existem algumas pessoas ou famílias que têm mais coágulos de sangue do que normalmente seria esperado, ainda que dê negativo nos exames de trombofilia. Nessa situação, pode ser aconselhável fazer tratamento de trombofilia, mesmo se você não tiver um diagnóstico definitivo.
Portanto, exames negativos não excluem a possibilidade de que você tenha herdado um risco aumentado de ter coágulos de sangue. Existem fatores desconhecidos ainda.
Quem deve ser testado para trombofilia?
As diretrizes atuais sugerem que exames de trombofilia devem ser considerados nas seguintes situações:

  • Se você teve uma trombose venosa profunda ou embolia pulmonar com menos de 40.
  • Se você teve repetidos episódios de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar ou veias inflamadas (tromboflebite).
  • Se você teve uma trombose venosa em um local incomum (por exemplo, a barriga  - abdômen - ou cérebro) - em algumas circunstâncias, pois estas podem ser causadas por outras condições.
  • Tromboses inexplicáveis em bebês recém-nascidos.
  • Bebês ou crianças com uma doença rara chamada púrpura fulminante neonatal.
  • Se você desenvolver necrose de pele, onde partes da pele são perdidas devido a coágulos em ou sob a pele, devido a medicamentos como a varfarina.
  • Se você tem uma trombose arterial ocorrendo com idade inferior a 40 anos.
  • Se você é um parente de sangue de alguém com certos tipos de trombofilia de alto risco - com as deficiências de proteína C e proteína S, em algumas circunstâncias.
  • Algumas mulheres grávidas que tiveram uma trombose no passado devido a um fator provocador leve. (No entanto, uma mulher grávida com um histórico de trombose não provocada não necessita de exame, já que ela precisa de medicação para afinar o sangue (anticoagulantes) de qualquer forma durante a gravidez).
  • Se você tem um histórico familiar de trombose venosa em pelo menos dois parentes.
  • Se você tiver determinados resultados no exame de sangue: um tempo prolongado de tromboplastina parcial ativada (TTPA) inexplicável - um resultado anormal em um determinado tipo de exame de coagulação do sangue. Algumas pessoas com outras condições médicas (porque às vezes, estas podem estar ligadas a trombofilia):

Mesmo se houver uma trombofilia conhecida na família, você pode não ser testado para isso se for leve, e se você não teve um coágulo de sangue. Isto porque você é assintomático (não têm sintomas). Saber se você tem esse defeito herdado não vai mudar como você é tratado. Você provavelmente não precisará de anticoagulantes porque não se sabe quão aumentado é o seu risco de coagulação anormal do sangue. O tratamento com medicação anticoagulante deve ser cuidadosamente avaliado, já que seu uso também tem certos riscos, como o sangramento.

 

Epidemiologia: 

Em termos epidemiológicos, a associação de dois ou mais fatores de risco congênitos gera aumento na incidência de trombose. Assim, a ocorrência de um fator de risco, não congênito, nos pacientes afetados, age cumulativamente e aumenta o risco da doença trombótica.

Fatores de Risco: 

Doenças genéticas da cascata da coagulação e doenças adquiridas.

Evolução Natural: 

Geralmente, não há nenhuma complicação, pois estatísticamente há muito mais casos de trombofilias leves do que graves. Muitas formas de trombofilia são leves, de modo que muitas pessoas com trombofilia não têm problemas gerados pela sua condição. Também, o tratamento feito com êxito pode prevenir complicações em muitos casos.

Prevenção Primária: 

Prevenção da TVP
Certas situações temporariamente podem colocá-lo em alto risco de ter um coágulo de sangue, e nessas situações, você pode ser aconselhado a ter um tratamento extra por um tempo. Exemplos disso são a gravidez e após o parto, uma doença grave, uma grande cirurgia, ou qualquer coisa que o imobilize, tal como viagens ou uma operação. Meias especiais como as meias de vôo ou meias de compressão também podem ser recomendadas para ajudar a prevenir uma TVP.
Veja também: Prevenção de trombose em viagem de avião.

 

Sinais ou Sintomas: 

Quais são os sintomas da trombofilia?
Não há nenhum sintoma a não ser a trombofilia resultante de um coágulo sanguíneo (trombose). Ou seja, muitas pessoas com trombofilia não irão desenvolver um coágulo de sangue e não apresentam sintomas. Os sintomas aparecem após a formação do trombo.
Quais são os sintomas de coágulos sanguíneos?
Coágulos de sangue podem se formar nas artérias e veias. As artérias são vasos sanguíneos que levam sangue para longe do coração, para os órgãos e tecidos do corpo. As veias são vasos sanguíneos que trazem o sangue do resto do corpo de volta ao coração.
Veja: TVP
 
 
 
Um coágulo de sangue em uma veia é o problema mais comum com a trombofilia - isso é chamado de trombose venosa. Sintomas possíveis são:

  • Dor e inchaço em uma perna. Isso ocorre se você tem um coágulo de sangue em uma grande veia em uma perna. Isto é comumente conhecido como uma trombose venosa profunda (TVP). Uma TVP pode ocorrer em qualquer veia do seu corpo, mas afeta mais frequentemente uma veia da perna.
  • O coágulo de sangue pode viajar para o coração e entrar em um pulmão, causando embolia pulmonar. Possíveis sintomas são dor no peito, dor na respiração profunda, falta de ar ou, raramente, colapso.
  • Alguns tipos de trombofilia podem provocar um coágulo sanguíneo em um local incomum, como o cérebro, intestino ou fígado. Isso pode causar sintomas na cabeça ou na barriga (abdômen). Um coágulo de sangue nas veias hepáticas é chamado de síndrome de Budd-Chiari.

Um coágulo de sangue em uma artéria pode ocorrer com alguns tipos de trombofilia. Isso é chamado de trombose arterial. Dependendo de qual artéria é afetada, um coágulo de sangue em uma artéria pode causar um acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou problemas com a placenta durante a gravidez. Portanto, os sintomas possíveis de trombose arterial devido à trombofilia são:

  • Ter um acidente vascular cerebral em uma idade relativamente jovem.
  • Abortos espontâneos repetidos.
  • Problemas de gravidez: pré-eclâmpsia, redução do crescimento fetal ou, raramente, morte fetal (morte fetal ou morte intrauterina).
  • Um ataque cardíaco.

É importante lembrar que todas estas condições podem ser devido a causas que não sejam a trombofilia. Por exemplo, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de problemas, tais como ataques cardíacos e derrames.
Por este motivo, nem todo mundo com um derrame ou ataque cardíaco é testado para trombofilia, pois não é uma causa comum.

 

Prognóstico: 

A doença genética não pode ser tratada. Não há terapia de genes para mudar os seus. O tratamento é feito para evitar a doença e suas complicações. Portanto, o prognóstico depende muito do tipo de trombofilia, da quantidade de fatores envolvidos e do tratamento necessário.

Tratamentos Possíveis: 

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

 
Qual é o tratamento para a trombofilia?
O primeiro passo que você e seu médico devem considerar é quanto risco há para o desenvolvimento de um coágulo de sangue. Esse risco depende de uma combinação de coisas, tais como:

  • Que tipo de trombofilia você tem (algumas são de mais alto risco de coágulo sanguíneo do que outras).
  • Sua idade, peso, estilo de vida e outras condições médicas.
  • Se você esteve grávida ou se tiver dado à luz recentemente.
  • Se você já teve um coágulo de sangue.
  • Histórico da sua família - se parentes próximos tiveram um coágulo de sangue.

Esta informação vai ajudar o médico a avaliar quanto risco você tem de desenvolver um coágulo de sangue e que tipo de coágulo de sangue poderia ocorrer. Então você e seu médico podem discutir os prós e contras do tratamento e, se necessário, qual o tipo de tratamento a tomar.
Possíveis tratamentos para trombofilia são:
 
Aspirina em baixa dose
Aspirina em baixa dose inibe a ação de plaquetas, para que possa ajudar a prevenir coágulos sanguíneos. Ela também pode ajudar a prevenir abortos ou problemas na gravidez, em alguns tipos de trombofilia.
 
Tratamento anticoagulante
A anticoagulação é muitas vezes chamada de afinamento do sangue. No entanto, ela não afina o sangue realmente. Ela altera certas substâncias químicas no sangue para impedir que coágulos de sangue se formem tão facilmente - com efeito, retarda o processo de coagulação. Ela não dissolve um coágulo de sangue (como algumas pessoas incorretamente pensam). Os mecanismos de cura do corpo podem então começar a trabalhar para romper qualquer coágulo de sangue existente.
A anticoagulação pode reduzir significativamente a chance de formação de um coágulo de sangue. Medicação anticoagulante é comumente usada para tratar uma trombose venosa (tal como uma TVP) ou uma embolia pulmonar.
Para trombofilia, a medicação anticoagulante pode ser recomendada se:

  • Você teve um coágulo de sangue, para evitar mais um.
  • Você não teve um coágulo de sangue... mas tem um alto risco de desenvolver um.
  • Você tem uma situação temporária que o coloca em risco elevado de um coágulo de sangue. Este pode ser o caso se você estiver grávida, no prazo de seis semanas após o parto, ou se esteve imóvel por um longo período.

Medicamentos anticoagulantes também são dados por injeção (por exemplo, heparina) ou podem ser tomados como um comprimido. A varfarina é o medicamento anticoagulante em comprimido mais comumente utilizado. Outros anticoagulantes tomados em forma de comprimido incluem apixaban, edoxaban, dabigatran (pradaxa) e rivaroxabana (xarelto).
Varfarina é o anticoagulante usual. No entanto, leva alguns dias para os comprimidos de varfarina funcionarem plenamente. Portanto, injeções de heparina (dadas frequentemente sob a pele) são usadas junto com varfarina nos primeiros dias (normalmente, cinco dias) para efeito imediato se você atualmente tiver um coágulo de sangue. Se você está começando a varfarina e não tem um coágulo de sangue (ou seja, é apenas para evitar um), você não vai precisar de injeções de heparina no começo.
O objetivo é apenas conseguir a dose de varfarina correta, para que o sangue não possa coagular facilmente. Muita varfarina pode causar problemas de sangramento. Para obter a dose certa, você vai precisar de um exame de sangue regular, chamado de Índice Internacional Normalizado (IINR), enquanto você toma varfarina. A dose é ajustada individualmente de acordo com o resultado deste exame de sangue. O INR é um exame de sangue que mede a sua capacidade de coagulação do sangue. Você precisa fazer os exames muitas vezes no início, mas fará menos frequentemente uma vez que a dose correta é encontrada.
Um INR de 2,5 é geralmente o objetivo se você tomar varfarina para impedir um coágulo de sangue na trombofilia ou para tratar uma TVP ou embolia pulmonar. No entanto, qualquer lugar na faixa de 2-3 geralmente é bom. Se você teve TVP recorrente, ou teve uma embolia pulmonar, enquanto na varfarina, talvez seja necessário um INR maior (um sangue ainda mais ‘fino’). Exames de sangue de INR geralmente podem ser feitos em um ambulatório, ou às vezes através do seu clínico geral. Você pode ser aconselhado a tomar varfarina ao longo da vida para prevenir coágulos sanguíneos, se você tiver trombofilia. Ou, você pode fazer tratamento a curto prazo para a sua atual TVP ou embolia pulmonar (geralmente 3-6 meses).
A heparina é um anticoagulante injetável. A heparina padrão é administrada por via intravenosa (IV), o que significa que é diretamente na veia - geralmente no braço. Este tipo de heparina é dada no hospital e monitorada com exames de sangue.
Heparina de baixo peso molecular (HBPM) é injetada na pele sobre a barriga inferior (abdômen). Pode ser dada em casa, ou por uma enfermeira local, ou você pode ser ensinado a se auto-injetar (ou um cuidador pode fazer por você). Não precisa de exames de sangue para monitorá-la. Doses diferentes são usadas para o tratamento de um coágulo de sangue existente e prevenção (profilaxia). Existem diferentes marcas de injeção de heparina; as mais comuns que você pode ver sendo usadas são Clexane® e Fragmin®.
 
Tratamento na gravidez
Se você está... grávida ou planejando uma gravidez, discuta com seu médico e informe sua parteira e o seu médico especializado em gravidez e parto (obstetra) sobre a trombofilia. O tratamento para trombofilia pode ser diferente na gravidez porque:

  • Algumas mulheres com certos tipos de trombofilia são aconselhadas a tomar aspirina em baixa dose durante a gravidez, para ajudar a evitar problemas de aborto ou gravidez.
  • A gravidez em si aumenta o risco de uma trombose venosa profunda - isso se aplica a toda a gravidez e especialmente nas seis semanas após o parto. Então você pode ser aconselhado a iniciar o tratamento anticoagulante durante a gravidez ou após o parto. Isso vai depender do seu tipo de trombofilia e do seu histórico médico.
  • Se você estava tomando varfarina, normalmente seria aconselhável mudar para heparina em vez disso. Isso porque a heparina é mais segura para o feto (há uma chance significativa de que a varfarina possa causar anormalidades fetais). Tanto heparina quanto a varfarina são seguras para amamentar.
Complicações Possíveis: 

Quais são as complicações da trombofilia - e qual é a perspectiva (prognóstico)?
Uma embolia pulmonar, acidente vascular cerebralataque cardíaco ou um coágulo de sangue no cérebro ou na barriga (abdômen) pode ser uma condição fatal. O tratamento precoce pode ser o seu salva-vidas e reduz as complicações. Portanto, é importante estar ciente dos sintomas e procurar tratamento imediatamente se você suspeitar de qualquer tipo de coágulo de sangue.
Como mencionado acima, alguns tipos (não todos) de trombofilia podem aumentar a chance de problemas na gravidez. Seu médico pode aconselhá-la, vai depender do tipo de trombofilia e também varia entre indivíduos. No entanto, muitas mulheres com trombofilia têm gestações bem sucedidas.
Também podem haver complicações devido ao tratamento para afinar o sangue (anticoagulantes). Aspirina, heparina, varfarina e xarelto, podem ter efeitos colaterais, principalmente sangramentos indesejados, como hemorragia interna no revestimento do estômago. Por este motivo, é importante para você e seu médico ponderar os prós e contras do tratamento. Sua situação individual e preferências precisam ser levadas em conta.

 

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Categorias: Medicina

Trombofilia

qua, 11/15/2017 - 14:32
Trombofilia: formação de coágulo

Trombofilia é uma condição em que o sangue tem uma maior tendência a formar coágulos. Os coágulos de sangue podem causar problemas como a trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar. Existem diferentes tipos de trombofilia - algumas são hereditárias e algumas são adquiridas, o que significa que elas geralmente se desenvolvem na vida adulta. Muitas vezes a trombofilia é leve. Muitas pessoas com trombofilia não têm problemas relacionados à essa condição. Exames de sangue que avaliam a "cascata da coagulação" podem diagnosticar alguns problemas, mas nem todos. A trombofilia nem sempre requer tratamento, mas algumas pessoas precisam tomar antiagregantes e/ou anticoagulantes, como aspirina, varfarina, xarelto ou outro anticoagulante. Não se auto-medique de maneira nenhuma, este artigo não substitui o seu médico. Consulte o cirurgião vascular ou hematologista. Se você tem trombofilia, aprenda sobre os sintomas de um coágulo de sangue e busque tratamento imediatamente.
O que é trombofilia?
Trombofilia refere-se a um grupos de condições onde o sangue coagula (forma mais trombos) mais facilmente do que o normal. Isso pode levar à formação de coágulos sanguíneos indesejados (chamados de trombose), dentro dos vasos sanguíneos. Estes coágulos podem causar problemas como a trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar. 
O que é uma trombose?
Um coágulo de sangue que se forma dentro de um vaso sanguíneo é conhecido medicamente como um trombo. A trombose é o processo que ocorre para formar um trombo. Um trombo pode bloquear um vaso sanguíneo - esse bloqueio agora também é conhecido como uma tromboseTromboses é a versão no plural para trombose (ou seja, mais de uma).
Quais são os diferentes tipos de trombofilia?
Trombofilias podem ser classificadas como hereditárias ou adquiridas. As hereditárias são genéticas e podem ser transmitidas de pai/mãe para filho/a.
Trombofilias adquiridas não são hereditárias, ou seja, elas não têm nada a ver com seus genes. Geralmente, as trombofilias adquiridas aparecem na idade adulta, decorrentes de algum problema de saúde. Podem acontecer como resultado de outros problemas médicos que se desenvolveram, ou podem ser devido a problemas com o sistema imunológico.
É possível ter um misto de trombofilias, devido em parte a fatores genéticos e em parte à não-genéticos. E a somatória de causas multiplica o risco de trombose.
Conselhos gerais para pessoas com trombofilia

  • Se você estiver em tratamento médico ou planejamento de cirurgia, informe o seu médico/enfermeiro/farmacêutico sobre a trombofilia.
  • Esteja ciente dos sintomas de um aviso de coágulo de sangue - obtenha ajuda médica imediatamente se você suspeitar de um (Veja sintomas).
  • Evite a falta de líquido no corpo (desidratação) bebendo quantidades adequadas de fluidos. Desidratação pode contribuir para a formação de coágulos sanguíneos.
  • Mantenha-se ativo e evite ficar imóvel por longos períodos - imobilidade ajuda a causar coágulos sanguíneos nas pernas (TVP).
  • Cuidado com a medicação: alguns medicamentos aumentam o risco de um coágulo de sangue. Por exemplo, o contraceptivo oral combinado (COC) comprimido ou adesivo e terapia de reposição hormonal (TRH). Você pode ser aconselhada a evitar certos medicamentos, ou mudar para um que não afete a coagulação do sangue.
  • Mantenha um peso saudável - estar com sobrepeso ou obesidade aumenta o risco de coágulos de sangue nas pernas.
  • Para manter os vasos sanguíneos saudáveis (artérias em particular), não fume. Isto é importante se você tem trombofilia de um tipo que pode causar coágulos de sangue nas artérias, já que fumar também promove os coágulos arteriais.

Exame de Parentes
Se você ou sua família tem uma forma hereditária (genética) de trombofilia, você pode ser convidado a considerar exames para si mesmo ou seus parentes próximos. Isto serve para ver se você ou outras pessoas da família têm a mesma condição. No entanto, os benefícios da procura de pessoas com trombofilia que não tiveram um coágulo de sangue ainda, não foram provados. É por isso que existem orientações claras sobre quem deve ser testado.
 
 
 
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Anatomia: 

Veias e artérias periféricas

Causa: 

O que causa trombofilia?
O corpo tem um processo natural de coagulação no sangue, cientificamente chamado de cascata da coagulação, onde um evento quimico desencadeia outro evento até a formação do coágulo. Na trombofilia algum ponto dessa cascata é alterada.
O processo de coagulação normal é chamado hemostasia. E ela faz parte do equilibrio natural, pois a coagulação também é muito importante que ocorra no momento certo. A hemostasia ajuda a parar o sangramento caso você sofra uma lesão, como um corte. Quando um vaso sanguíneo é lesado, o processo de coagulação é ativado. Isto é chamado de cascata de coagulação. É uma reação em cadeia de diferentes substâncias químicas no sangue que são chamadas de fatores de coagulação. A cascata de coagulação faz com que o sangue solidifique em um coágulo, que se adere à parte lesada do vaso sanguíneo. Pequenas partículas no sangue, chamadas plaquetas, também ajudam a formar o coágulo.
Existem também substâncias químicas naturais no sangue que agem contra o sistema de coagulação, para impedir o sangue de coagular demais. 
A trombofilia ocorre se o equilíbrio normal do sistema de coagulação for perturbado. Pode haver muito de um fator de coagulação, ou muito pouco de uma substância que se opõe a coagulação.
 
A trombofilia pode causar coágulos sanguíneos indesejados (tromboses). Isso não significa que todas as pessoas com trombofilia irão desenvolver um coágulo de sangue. Mas, isso significa que você tem um risco maior do que o normal de ter coágulos. O risco extra vai depender do tipo de trombofilia que você possui.
Quais são os diferentes tipos de trombofilia?
Aqui explicamos os tipos mais comuns de trombofilia, embora não abranja todas as condições.
Trombofilias hereditárias
 
Fator V Leiden
Esta é pronunciada como 'fator V de Leiden'. É bastante comum em pessoas de origem europeia - cerca de 1 em cada 20 europeus têm gene fator V de Leiden. Este gene afeta a parte do fator V da cascata da coagulação, tornando o processo de coagulação prolongado. Aumenta o risco de um coágulo de sangue em uma veia em cerca de oito vezes. Ainda é um risco relativamente baixo de não desenvolver problemas, para a maioria das pessoas com fator V de Leiden. Algumas pessoas herdam dois genes de fator V de Leiden - um gene de cada pai (conhecido como 'homozigoto para o fator V de Leiden'). Isso é menos comum, mas torna o risco muito maior - cerca de oitenta vezes o risco normal.
Protrombina 20210
Protrombina é um fator de coagulação, e pessoas com o gene 20210 têm uma mudança em sua protrombina que torna mais fácil ter coágulo. Cerca de 1 em 50 pessoas de origem europeia têm este gene; é mais comum em pessoas de origem sul-europeia. Aumenta o risco de ter um coágulo de sangue em uma veia para o dobro do risco normal. Este é um risco relativamente baixo, de modo que a maioria das pessoas com a protrombina 20210 não desenvolve um coágulo de sangue.
Deficiência de proteína C
A proteína C é um anticoagulante natural químico no sangue. A deficiência pode ser genética, ou devido a outras condições, tais como a doença renal. Com deficiência de proteína C hereditária, o risco de formar um coágulo de sangue varia entre as famílias. Isso ocorre porque cada família tem uma alteração diferente no gene da proteína C. A melhor referência para o seu nível de risco é se você ou seus parentes tiveram um coágulo de sangue. Se uma criança herda dois genes com deficiência de proteína C (um de cada pai - isto é muito raro), ela terá um problema mais grave. Ela terá coágulos de sangue na pele logo após o nascimento (uma condição chamada púrpura fulminante neonatal). Isto é tratado com concentrados de proteínas C e medicação para afinar o sangue (anticoagulante).
Deficiência de proteína S
A proteína S é também um anticoagulante natural químico no sangue. Deficiência de proteína S é rara. O risco de formar um coágulo de sangue varia entre as famílias. O melhor guia para seu risco é ver se outros parentes tiveram um coágulo de sangue.
Deficiência de antitrombina
Antitrombina é outro dos produtos químicos anticoagulantes naturais no sangue. Existem diferentes tipos de deficiência de antitrombina, genética e devido a outras doenças. A forma hereditária é rara, afetando cerca de 1 em 2.000 pessoas.
A deficiência de antitrombina é um tipo bastante grave de trombofilia. O risco de ter um coágulo de sangue varia entre as famílias, mas pode ser aumentado em 25 a 50 vezes o risco normal. Com essa condição, um coágulo de sangue pode ocorrer não apenas nas pernas ou pulmão, mas também nas veias dos braços, barriga, cérebro ou fígado. Cerca de 1 em 2 pessoas com deficiência de antitrombina desenvolvem um coágulo de sangue antes da idade de 30 anos. Outros, no entanto, podem chegar a idade idosa sem problemas.
Com esta condição, se você desenvolver um coágulo de sangue, você pode ser aconselhado a tomar a medicação de varfarina a longo prazo. No entanto, isto deve ser decidido em uma base individual. Também, pode ser dado tratamento com concentrados de antitrombina, quando há um risco maior de ter um coágulo de sangue - por exemplo, se você fizer uma grande cirurgia.
Com a gravidez, o tratamento anticoagulante com heparina é geralmente necessário. Tratamento com concentrados de antitrombina também podem ser usados.
Nota: as crianças podem ter deficiência de antitrombina; os pais precisam estar cientes para que possam detectar sinais de um coágulo de sangue. Embora a maioria das crianças não desenvolvam um coágulo de sangue, elas estão em risco de situações tais como a cirurgia. Alguns bebês recém-nascidos desenvolvem coágulos de sangue também. Pode ser necessário tratamento anticoagulante ou concentrado de antitrombina. Os pais que têm deficiência de antitrombina em si e estão esperando um filho, devem discutir isto com seu médico.
Disfibrinogenemia
Este é um defeito genético raro onde um químico que dissolve o coágulo chamado fibrinogênio não funciona normalmente. Pode haver aumento de coagulação, aumento no sangramento ou ambos.
Combinado com trombofilia hereditária
Algumas pessoas herdam mais de um gene de trombofilia - por exemplo, fator V Leiden e mais protrombina 20210. Com trombofilias combinadas, o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo é multiplicado e há um risco muito maior do que em qualquer condição sozinha.
Trombofilias adquiridas
Trombofilias adquiridas não são hereditárias e geralmente começam na idade adulta.
Síndrome antifosfolípide (APS). Esta é também conhecida como síndrome de Hughes. É causada por certas substâncias químicas no sistema imunológico (anticorpos) no sangue, que são chamados de anticorpos antifosfolipídios. APS pode causar a formação de um coágulo de sangue nas artérias e em pequenos vasos sanguíneos, bem como nas veias. APS pode afetar a gravidez em alguns casos. Muitas mulheres com APS não tem problemas na gravidez. No entanto, a APS pode causar aborto, ou outros problemas - restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia ou, raramente, morte fetal. Estes problemas podem ser reduzidos pelo tratamento.
A APS/AAF pode ser tratada com aspirina em baixa dose, que é útil na gravidez. Se você teve um coágulo de sangue, então, é geralmente aconselhada a varfarina em vez disso (ou heparina se você estiver grávida). 
Outras condições adquiridas
Outras condições podem aumentar o risco de um coágulo de sangue. Alguns médicos as classificam como trombofilias. Exemplos são determinados por distúrbios que afetam as plaquetas, transtornos na medula óssea, alguns problemas renais, doença inflamatória intestinal e câncer avançado.
Misto de trombofilias hereditárias/adquiridas
Estas são devidas à genética e a causas não-genéticas.
Hiper-homocisteinemia
Esta se trata de um nível elevado no sangue de uma substância química chamada homocisteína, que serve para aumentar o risco de coágulos de sangue arteriais e venosos. Danifica os vasos sanguíneos. Esta é uma condição relativamente leve, mas pode adicionar ter um coágulo de sangue aos fatores de risco. Vitamina B12 e ácido fólico podem ajudar.
Hemoglobinúria paroxística noturna
Esta é uma condição rara que afeta a medula óssea. Pode levar à coágulos de sangue venosos, muitas vezes em locais incomuns tais como as veias do intestino, fígado ou cérebro. Pode ser necessária a anticoagulação e existem outros tratamentos também para essa condição.
Níveis elevados de fator VIII 
É pronunciado como 'fator 8'. É devido a níveis anormalmente elevados de fator VIII, que é uma das substâncias que promove a coagulação do sangue. Dependendo do nível real de fator VIII, pode aumentar o risco de coagulação por cerca de seis vezes - este é um risco relativamente baixo para o desenvolvimento de um coágulo de sangue.

Diagnóstico Diferencial: 

Como é diagnosticada a trombofilia?
Pode haver suspeita de Trombofilia se um parente de sangue teve um coágulo sanguíneo em uma idade jovem (menos de 40 anos). Também pode haver suspeita se você desenvolver um coágulo de sangue que não seria esperado, dado a sua idade e saúde geral.
Uma das coisas mais importantes é que exames de trombofilia não são feitos rotineiramente em todo mundo que tem um coágulo de sangue. Somente certas pessoas precisam fazer estes exames - onde o resultado vai mudar a forma como você é tratado. Os exames são caros e às vezes não se sabe como o resultado afetará suas chances no futuro de ter um coágulo de sangue. Isto pode ser muito difícil de entender, mas muitas vezes, se você acabou de ter um coágulo de sangue, você fará tratamento (anticoagulante) para diluir o sangue, e evitar novos trombos, em todo o caso. Isto vai ser feito se você tiver ou não tiver uma trombofilia. Se você teve um coágulo de sangue não provocado uma vez (o que significa que aconteceu sem causa aparente), você será classificado como tendo um risco mais elevado de um coágulo de sangue no futuro, de qualquer maneira. Este será o caso de ter ou não um exame positivo para trombofilia.
Quais são os exames para trombofilia?
A trombofilia é diagnosticada por exames de sangue.
Os exames são feitos algumas semanas ou meses depois de ter uma TVP ou embolia pulmonar, já que a presença dessas condições pode afetar os resultados. Normalmente você tem que esperar até que você tenha tido a diluição da medicação (anticoagulante), como a varfarina, por 4-6 semanas. Se você recentemente esteve grávida, os exames podem ter que ser adiados por oito semanas. Isso ocorre porque os resultados na gravidez podem ser muito mais difíceis de entender.
Uma amostra de sangue é tomada e um número de diferentes exames serão feitos sobre ela, para verificar as diferentes partes do processo de coagulação. Geralmente, os exames são feitos em dois estágios. O primeiro exame é uma sequencia de trombofilia que consiste em alguns exames básicos de coagulação. Se os resultados sugerem que a trombofilia é possível, em seguida, outra amostra de sangue será tirada para exames mais detalhados.
Você pode ser encaminhado para um médico especializado em doenças do sangue (hematologista) ou para o cirurgião vascular. Geralmente, o médico irá perguntar sobre seu histórico e histórico familiar. Isso ajudará com a interpretação dos resultados do exame.
Todas as trombofilias podem ser diagnosticadas em exames?
É provável que existam alguns tipos de trombofilia que ainda não podemos identificar ou testar. Isso ocorre porque existem algumas pessoas ou famílias que têm mais coágulos de sangue do que normalmente seria esperado, ainda que dê negativo nos exames de trombofilia. Nessa situação, pode ser aconselhável fazer tratamento de trombofilia, mesmo se você não tiver um diagnóstico definitivo.
Portanto, exames negativos não excluem a possibilidade de que você tenha herdado um risco aumentado de ter coágulos de sangue. Existem fatores desconhecidos ainda.
Quem deve ser testado para trombofilia?
As diretrizes atuais sugerem que exames de trombofilia devem ser considerados nas seguintes situações:

  • Se você teve uma trombose venosa profunda ou embolia pulmonar com menos de 40.
  • Se você teve repetidos episódios de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar ou veias inflamadas (tromboflebite).
  • Se você teve uma trombose venosa em um local incomum (por exemplo, a barriga  - abdômen - ou cérebro) - em algumas circunstâncias, pois estas podem ser causadas por outras condições.
  • Tromboses inexplicáveis em bebês recém-nascidos.
  • Bebês ou crianças com uma doença rara chamada púrpura fulminante neonatal.
  • Se você desenvolver necrose de pele, onde partes da pele são perdidas devido a coágulos em ou sob a pele, devido a medicamentos como a varfarina.
  • Se você tem uma trombose arterial ocorrendo com idade inferior a 40 anos.
  • Se você é um parente de sangue de alguém com certos tipos de trombofilia de alto risco - com as deficiências de proteína C e proteína S, em algumas circunstâncias.
  • Algumas mulheres grávidas que tiveram uma trombose no passado devido a um fator provocador leve. (No entanto, uma mulher grávida com um histórico de trombose não provocada não necessita de exame, já que ela precisa de medicação para afinar o sangue (anticoagulantes) de qualquer forma durante a gravidez).
  • Se você tem um histórico familiar de trombose venosa em pelo menos dois parentes.
  • Se você tiver determinados resultados no exame de sangue: um tempo prolongado de tromboplastina parcial ativada (TTPA) inexplicável - um resultado anormal em um determinado tipo de exame de coagulação do sangue. Algumas pessoas com outras condições médicas (porque às vezes, estas podem estar ligadas a trombofilia):

Mesmo se houver uma trombofilia conhecida na família, você pode não ser testado para isso se for leve, e se você não teve um coágulo de sangue. Isto porque você é assintomático (não têm sintomas). Saber se você tem esse defeito herdado não vai mudar como você é tratado. Você provavelmente não precisará de anticoagulantes porque não se sabe quão aumentado é o seu risco de coagulação anormal do sangue. O tratamento com medicação anticoagulante deve ser cuidadosamente avaliado, já que seu uso também tem certos riscos, como o sangramento.

 

Epidemiologia: 

Em termos epidemiológicos, a associação de dois ou mais fatores de risco congênitos gera aumento na incidência de trombose. Assim, a ocorrência de um fator de risco, não congênito, nos pacientes afetados, age cumulativamente e aumenta o risco da doença trombótica.

Fatores de Risco: 

Doenças genéticas da cascata da coagulação e doenças adquiridas.

Evolução Natural: 

Geralmente, não há nenhuma complicação, pois estatísticamente há muito mais casos de trombofilias leves do que graves. Muitas formas de trombofilia são leves, de modo que muitas pessoas com trombofilia não têm problemas gerados pela sua condição. Também, o tratamento feito com êxito pode prevenir complicações em muitos casos.

Prevenção Primária: 

Prevenção da TVP
Certas situações temporariamente podem colocá-lo em alto risco de ter um coágulo de sangue, e nessas situações, você pode ser aconselhado a ter um tratamento extra por um tempo. Exemplos disso são a gravidez e após o parto, uma doença grave, uma grande cirurgia, ou qualquer coisa que o imobilize, tal como viagens ou uma operação. Meias especiais como as meias de vôo ou meias de compressão também podem ser recomendadas para ajudar a prevenir uma TVP.
Veja também: Prevenção de trombose em viagem de avião.

 

Sinais ou Sintomas: 

Quais são os sintomas da trombofilia?
Não há nenhum sintoma a não ser a trombofilia resultante de um coágulo sanguíneo (trombose). Ou seja, muitas pessoas com trombofilia não irão desenvolver um coágulo de sangue e não apresentam sintomas. Os sintomas aparecem após a formação do trombo.
Quais são os sintomas de coágulos sanguíneos?
Coágulos de sangue podem se formar nas artérias e veias. As artérias são vasos sanguíneos que levam sangue para longe do coração, para os órgãos e tecidos do corpo. As veias são vasos sanguíneos que trazem o sangue do resto do corpo de volta ao coração.
Veja: TVP
 
 
 
Um coágulo de sangue em uma veia é o problema mais comum com a trombofilia - isso é chamado de trombose venosa. Sintomas possíveis são:

  • Dor e inchaço em uma perna. Isso ocorre se você tem um coágulo de sangue em uma grande veia em uma perna. Isto é comumente conhecido como uma trombose venosa profunda (TVP). Uma TVP pode ocorrer em qualquer veia do seu corpo, mas afeta mais frequentemente uma veia da perna.
  • O coágulo de sangue pode viajar para o coração e entrar em um pulmão, causando embolia pulmonar. Possíveis sintomas são dor no peito, dor na respiração profunda, falta de ar ou, raramente, colapso.
  • Alguns tipos de trombofilia podem provocar um coágulo sanguíneo em um local incomum, como o cérebro, intestino ou fígado. Isso pode causar sintomas na cabeça ou na barriga (abdômen). Um coágulo de sangue nas veias hepáticas é chamado de síndrome de Budd-Chiari.

Um coágulo de sangue em uma artéria pode ocorrer com alguns tipos de trombofilia. Isso é chamado de trombose arterial. Dependendo de qual artéria é afetada, um coágulo de sangue em uma artéria pode causar um acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou problemas com a placenta durante a gravidez. Portanto, os sintomas possíveis de trombose arterial devido à trombofilia são:

  • Ter um acidente vascular cerebral em uma idade relativamente jovem.
  • Abortos espontâneos repetidos.
  • Problemas de gravidez: pré-eclâmpsia, redução do crescimento fetal ou, raramente, morte fetal (morte fetal ou morte intrauterina).
  • Um ataque cardíaco.

É importante lembrar que todas estas condições podem ser devido a causas que não sejam a trombofilia. Por exemplo, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de problemas, tais como ataques cardíacos e derrames.
Por este motivo, nem todo mundo com um derrame ou ataque cardíaco é testado para trombofilia, pois não é uma causa comum.

 

Prognóstico: 

A doença genética não pode ser tratada. Não há terapia de genes para mudar os seus. O tratamento é feito para evitar a doença e suas complicações. Portanto, o prognóstico depende muito do tipo de trombofilia, da quantidade de fatores envolvidos e do tratamento necessário.

Tratamentos Possíveis: 

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

 
Qual é o tratamento para a trombofilia?
O primeiro passo que você e seu médico devem considerar é quanto risco há para o desenvolvimento de um coágulo de sangue. Esse risco depende de uma combinação de coisas, tais como:

  • Que tipo de trombofilia você tem (algumas são de mais alto risco de coágulo sanguíneo do que outras).
  • Sua idade, peso, estilo de vida e outras condições médicas.
  • Se você esteve grávida ou se tiver dado à luz recentemente.
  • Se você já teve um coágulo de sangue.
  • Histórico da sua família - se parentes próximos tiveram um coágulo de sangue.

Esta informação vai ajudar o médico a avaliar quanto risco você tem de desenvolver um coágulo de sangue e que tipo de coágulo de sangue poderia ocorrer. Então você e seu médico podem discutir os prós e contras do tratamento e, se necessário, qual o tipo de tratamento a tomar.
Possíveis tratamentos para trombofilia são:
 
Aspirina em baixa dose
Aspirina em baixa dose inibe a ação de plaquetas, para que possa ajudar a prevenir coágulos sanguíneos. Ela também pode ajudar a prevenir abortos ou problemas na gravidez, em alguns tipos de trombofilia.
 
Tratamento anticoagulante
A anticoagulação é muitas vezes chamada de afinamento do sangue. No entanto, ela não afina o sangue realmente. Ela altera certas substâncias químicas no sangue para impedir que coágulos de sangue se formem tão facilmente - com efeito, retarda o processo de coagulação. Ela não dissolve um coágulo de sangue (como algumas pessoas incorretamente pensam). Os mecanismos de cura do corpo podem então começar a trabalhar para romper qualquer coágulo de sangue existente.
A anticoagulação pode reduzir significativamente a chance de formação de um coágulo de sangue. Medicação anticoagulante é comumente usada para tratar uma trombose venosa (tal como uma TVP) ou uma embolia pulmonar.
Para trombofilia, a medicação anticoagulante pode ser recomendada se:

  • Você teve um coágulo de sangue, para evitar mais um.
  • Você não teve um coágulo de sangue... mas tem um alto risco de desenvolver um.
  • Você tem uma situação temporária que o coloca em risco elevado de um coágulo de sangue. Este pode ser o caso se você estiver grávida, no prazo de seis semanas após o parto, ou se esteve imóvel por um longo período.

Medicamentos anticoagulantes também são dados por injeção (por exemplo, heparina) ou podem ser tomados como um comprimido. A varfarina é o medicamento anticoagulante em comprimido mais comumente utilizado. Outros anticoagulantes tomados em forma de comprimido incluem apixaban, edoxaban, dabigatran (pradaxa) e rivaroxabana (xarelto).
Varfarina é o anticoagulante usual. No entanto, leva alguns dias para os comprimidos de varfarina funcionarem plenamente. Portanto, injeções de heparina (dadas frequentemente sob a pele) são usadas junto com varfarina nos primeiros dias (normalmente, cinco dias) para efeito imediato se você atualmente tiver um coágulo de sangue. Se você está começando a varfarina e não tem um coágulo de sangue (ou seja, é apenas para evitar um), você não vai precisar de injeções de heparina no começo.
O objetivo é apenas conseguir a dose de varfarina correta, para que o sangue não possa coagular facilmente. Muita varfarina pode causar problemas de sangramento. Para obter a dose certa, você vai precisar de um exame de sangue regular, chamado de Índice Internacional Normalizado (IINR), enquanto você toma varfarina. A dose é ajustada individualmente de acordo com o resultado deste exame de sangue. O INR é um exame de sangue que mede a sua capacidade de coagulação do sangue. Você precisa fazer os exames muitas vezes no início, mas fará menos frequentemente uma vez que a dose correta é encontrada.
Um INR de 2,5 é geralmente o objetivo se você tomar varfarina para impedir um coágulo de sangue na trombofilia ou para tratar uma TVP ou embolia pulmonar. No entanto, qualquer lugar na faixa de 2-3 geralmente é bom. Se você teve TVP recorrente, ou teve uma embolia pulmonar, enquanto na varfarina, talvez seja necessário um INR maior (um sangue ainda mais ‘fino’). Exames de sangue de INR geralmente podem ser feitos em um ambulatório, ou às vezes através do seu clínico geral. Você pode ser aconselhado a tomar varfarina ao longo da vida para prevenir coágulos sanguíneos, se você tiver trombofilia. Ou, você pode fazer tratamento a curto prazo para a sua atual TVP ou embolia pulmonar (geralmente 3-6 meses).
A heparina é um anticoagulante injetável. A heparina padrão é administrada por via intravenosa (IV), o que significa que é diretamente na veia - geralmente no braço. Este tipo de heparina é dada no hospital e monitorada com exames de sangue.
Heparina de baixo peso molecular (HBPM) é injetada na pele sobre a barriga inferior (abdômen). Pode ser dada em casa, ou por uma enfermeira local, ou você pode ser ensinado a se auto-injetar (ou um cuidador pode fazer por você). Não precisa de exames de sangue para monitorá-la. Doses diferentes são usadas para o tratamento de um coágulo de sangue existente e prevenção (profilaxia). Existem diferentes marcas de injeção de heparina; as mais comuns que você pode ver sendo usadas são Clexane® e Fragmin®.
 
Tratamento na gravidez
Se você está... grávida ou planejando uma gravidez, discuta com seu médico e informe sua parteira e o seu médico especializado em gravidez e parto (obstetra) sobre a trombofilia. O tratamento para trombofilia pode ser diferente na gravidez porque:

  • Algumas mulheres com certos tipos de trombofilia são aconselhadas a tomar aspirina em baixa dose durante a gravidez, para ajudar a evitar problemas de aborto ou gravidez.
  • A gravidez em si aumenta o risco de uma trombose venosa profunda - isso se aplica a toda a gravidez e especialmente nas seis semanas após o parto. Então você pode ser aconselhado a iniciar o tratamento anticoagulante durante a gravidez ou após o parto. Isso vai depender do seu tipo de trombofilia e do seu histórico médico.
  • Se você estava tomando varfarina, normalmente seria aconselhável mudar para heparina em vez disso. Isso porque a heparina é mais segura para o feto (há uma chance significativa de que a varfarina possa causar anormalidades fetais). Tanto heparina quanto a varfarina são seguras para amamentar.
Complicações Possíveis: 

Quais são as complicações da trombofilia - e qual é a perspectiva (prognóstico)?
Uma embolia pulmonar, acidente vascular cerebralataque cardíaco ou um coágulo de sangue no cérebro ou na barriga (abdômen) pode ser uma condição fatal. O tratamento precoce pode ser o seu salva-vidas e reduz as complicações. Portanto, é importante estar ciente dos sintomas e procurar tratamento imediatamente se você suspeitar de qualquer tipo de coágulo de sangue.
Como mencionado acima, alguns tipos (não todos) de trombofilia podem aumentar a chance de problemas na gravidez. Seu médico pode aconselhá-la, vai depender do tipo de trombofilia e também varia entre indivíduos. No entanto, muitas mulheres com trombofilia têm gestações bem sucedidas.
Também podem haver complicações devido ao tratamento para afinar o sangue (anticoagulantes). Aspirina, heparina, varfarina e xarelto, podem ter efeitos colaterais, principalmente sangramentos indesejados, como hemorragia interna no revestimento do estômago. Por este motivo, é importante para você e seu médico ponderar os prós e contras do tratamento. Sua situação individual e preferências precisam ser levadas em conta.

 

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Lipedema

sex, 11/10/2017 - 18:04

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de grdura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Tambem conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

 

Diagnóstico diferencial

 

Doença

Lipedema

Linfedema

Obesidade

Lipo-linfedema

Insuficiencia Venosa

Característica

Depositos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés

Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos

Deposito de gordura generalizado

Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso

Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema

Sexo

F

M/F

M/F

F

M/F

Quando inicia

Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)

Após cirurgia que aferta o sistema linfático ou ao nascimento

Qualquer idade

Durante mudanças hormonais

Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão

Associação com dieta

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta e perda de peso são efetivas

Dieta com restrição calórica inefetiva

Sem relação com a ingestão calórica

Edema/Inchaço

Edema não depressível

Edema depressível

Sem edema

Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose

Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais

Sinal típico no exame físico

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer positivo

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer negativo ou positivo

 

Dor?

Provavelmente dor nas áreas afetadas

Sem dor inicialmente

Sem dor

Dor em áreas afetadas

Provavelmente dor

Frequencia na população

Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas

Baixa

>30% dos norte americanos

Desconhecido

30% dos norte americanos

Celulite/Erisipela

Sem história de celulite

História possível de celulite ou erisipela

 

Provavelmente história de celulite

Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite

Genética/Hereditariedade

Provavelmente história famíliar

História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar

Provavelmente história famíliar

Provavelmente história famíliar de lipedema

Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema condinua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de númeor e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestao completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consicente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  http://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm,  3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema, http://www.hanse-klinik.com/englisch/Lipoedema.pdf  5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184  6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnoed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported "However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population". [28] corresponds to "Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641  9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856  10) van der Krabben, Tatjana "Lipedema got a ICD-10 code!" http://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=... 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem http://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description Tags: linfáticalinfáticoedemalipedema Select ratingGive Lipedema 1/5Give Lipedema 2/5Give Lipedema 3/5Give Lipedema 4/5Give Lipedema 5/5 Average: 5 (1 vote)
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