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Amígdalas e Adenóide - Cirurgia

dom, 01/12/2014 - 22:45

As amígdalas e a adenóide são tecidos linfóides presentes na nossa oro e rinofaringe. É na infância que elas atingem seu maior tamanho, para depois regredirem na idade adulta.

Quando a cirurgia é necessária?
     

     Você já deve ter ouvido falar, ou conhece alguém, que teve que fazer a retirada das amígdalas e/ou da adenóide.  Hoje em dia, as indicações para esse tipo de cirurgia são bem estabelecidas, não sendo necessário a retirada “apenas porquê são grandes”, se elas não causarem nenhum prejuízo ao paciente.
     

     Há algumas situações em que pode ser necessário esse procedimento, por exemplo: quando elas dificultam a respiração e passagem do ar, ocasionando apnéia do sono ou quando as amígdalas são muito grandes que até dificultam a deglutição do alimento (geralmente em crianças, que não conseguem comer alimentos mais duros como carnes).
 Mas a cirurgia só pode ser indicada por um otorrinolaringologista.

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Extrassistolia deve ser tratada ?

seg, 01/06/2014 - 19:40

O que é estra-sístole?

Extra sístoles é a alteração na formação do impulso elétrico do coração e pode ser atrial ou ventricular.

O que causa extra-sístole?

Elas podem ser causadas por :
1-hiperexcitabilidade do coração, devido à estimulação adrenérgica excessiva, causada por drogas estimulantes; distúrbio eletrolítico, como falta de potássio; intoxicação medicamentosa, como por exemplo com o digital; metabolismo aumentado, no hipertireoidismo ou
2-doenças cardíacas, como dilatação do coração, cicatrizes miocárdicas; alterações isquêmicas; ou disfunção ventricular.

Extra-sístole causa sintoma?

Podem ou não provocar sintomas.

Quais são os sintomas que elas causam?

Podem provocar palpitações tipo falha no batimento cardíaco.
Quando aparece pré-síncope, síncope ou palpitações taquicárdicas sugere a presença de outras arritmias associadas que devem ser investigadas.

As extra-sístoles precisam ser tratadas?

Os fatores causais quando são identificados devem ser corrigidos e o tratamento medicamentoso só se justifica quando elas são muito sintomáticas.


ATENÇÃO!

O tratamento medicamentoso da extrassistolia não pode apresentar um risco maior do que seu benefício. Os medicamentos anti arrítmicos são também causadores de arritmia.

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Retrospectiva 2013

sex, 12/20/2013 - 16:33

O ano de 2013 ficará marcado na história da saúde no Brasil. Apesar de grandes equivocos e manobras eleitoreiras que marcarão negativamente a saúde em geral, vemos, por outro lado o público cada vez mais informado e querendo seus direitos. Todos estão percebendo que medicina de qualidade não se faz com mão de obra mal qualificada e muito menos com o curandeirismo proposto. Para uma política de saúde adequada não é necessário apenas médicos bons, mas toda a infraestrutura ao redor, além de outros profissionais de saúde bem formados, como enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos e muitos outros. Somente com informação, sabemos pelo quê almejar, e o desejo por informação, evidente neste ano de 2013, nos enche de esperanças.

Artigos mais lidos em 2013 foram:

Desejamos a todos muita saúde em 2014.

Equipe Amato Consultório Médico

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Falta de vitamina D - Problema da atualidade

qua, 11/13/2013 - 11:31

Qual a importância dessa vitamina?

 A vitamina D é fundamental para o equilíbrio do cálcio e do fósforo no organismo e para a saúde do esqueleto. A deficiência dessa vitamina prejudica a mineralização óssea em todas as fases da vida, causando  o raquitismo em crianças e a osteoporose e outras doenças em adultos.

Como conseguimos obter a vitamina D ?

O colecalciferol é a forma de vitamina D sintetizada na pele quando exposta ao Sol. A produção de colecalciferol pela pele depende não só da exposição solar mas também de fatores genéticos, do estado de saúde da pele, da sua cor, do seu estado de envelhecimento e outros fatores.  A quantidade de Vitamina D3 que adquirimos através da dieta é quase sempre insuficiente para as necessidades do nosso organismo, por isso é necessário outras fontes da Vitamina D além da dieta, como a síntese cutânea ou reposição com suplementos.

Como sabemos se temos falta de vitamina D?

A 25 hidroxiVitamina D (25 OH VD) que dosamos no sangue é o colecalciferol depois de passar pelo fígado. Já a 1,25 dihidroxiVitamina D é a forma ativa da Vitamina D que surge após sua passagem pelos rins.   

Quais são os níveis normais de 25 OH Vitamina D na dosagem sanguínea?

  • Suficiência: > 30 ng/mL
  • Insuficiência: 30-20 ng/mL
  • Deficiência: < 20 ng/mL
  • Deficiência grave: < 5 ng/mL

 

Quais são os efeitos da vitamina D no nosso organismo?

1- Há os efeitos chamados calcêmicos que são mediados pelo calcitriol, que é a forma ativa da Vitamina D e estão relacionado aos ossos e ao metabolismo do cálcio:

  • aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo
  • aumentar a reabsorção de cálcio nos rins 
  • reduz a secreção do Paratormônio (PTH): hormônio que dentre muitas outras funções induz a redução da densidade dos ossos (ou seja, ficam mais fracos quando este hormônio está alto)

2- Há os efeitos chamados não calcêmicos sendo que nem todos  ainda estão comprovados:

  • regulação do sistema autoimune - reduzindo a incidência de algumas doenças como Diabetes Mellitus tipo 1, Esclerose Múltipla, e melhorando imunidade contra algumas doenças infecciosas
  • redução da resistência periférica a insulina - reduzindo a incidência de Diabetes Mellitus tipo 2
  • redução da Hipertensão e do risco cardiovascular - através da redução da secreção renal de renina
  • redução da proliferação de alguns tipos celulares, reduzindo incidência de alguns tipos de câncer como o de cólon, de mama, de próstata, além de doenças como psoríase
  • redução da fraqueza e dor muscular, reduzindo incidência de quedas e de fraturas 

 

Seria possível conseguir todo esse aporte de Vitamina D somente através da alimentação, sem precisar de suplementos ou exposição solar? 

As fontes dessa vitamina na alimentação são basicamente ovos, peixes, óleos de peixes, gordura de leite e alimentos fortificados. Ou seja, está presente em uma dieta rica em gorduras, o que é contrário à tendência atual, que estimula a exclusão de alimentos gordurosos para manter ou diminuir o peso corporal e diminuir o risco de hipercolesterolemia.Veja alguns exemplos:

Alimento Porção Quantidade de Vitamina D Quantidade para suprir a necessidade mínima diária (200UI)* Queijo Cheddar 1 cubo de 2,5 cm 2UI 100 cubos Leite 250 mL 103UI 500 mL Ovo de galinha 1 ovo grande 16UI 12,5 ovos Sardinha 250 mL 428UI 125 mL

*não é recomendado suprir com apenas um alimento

Seria possível conseguir a Vitamina D necessária apenas com a luz solar?

 

A forma mais fácil e natural de obter Vitamina D é a partir da exposição à luz do Sol. Apenas 15 minutos por dia de exposição ao Sol de verão, mesmo que somente nos braços, rosto e mãos, já aumentam a produção de Vitamina D. No entanto esse hábito é contrário à tendência atual de diminuir a exposição solar: tanto para prevenir câncer de pele, como por fatores estéticos ou hábitos da vida moderna com escritórios fechados, jornadas noturnas. Ressalta-se também que quando os níveis estão muito baixos é difícil recuperea-lo apena com o sol, sendo importante a reposição com suplementos.

 

Qual a dose diária de vitamina D que necessitamos?

É difícil estabelecer a dose diária recomendada para a vitamina D, devido a influência da exposição ao sol e de outros fatores ambientais, como latitude, estação do ano, hora do dia e fatores relacionados ao próprio indivíduo e seus hábitos. Para a manutenção de um nível normal de Vitamina D no organismo em geral é recomendada a ingestão de  200 a 400 UI de colecalciferol por dia. Níveis maiores que 150 ng/mL são capazes de levar à toxicidade mas já se sabe que a suplementação com valores de até 10.000 UI/dia não levam à intoxicação.

 

 

Dra. Lorena Guimarães Lima

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GH e o Envelhecimento

qua, 10/30/2013 - 19:50

O hormônio do crescimento (GH) é capaz de retardar o envelhecimento?

 

É atribuído ao GH a função de retardar o processo de envelhecimento. Mas antes de qualquer conclusão é necessário compreender as maneiras de promover o envelhecimento saudável.

 

O GH é uma pequena proteína produzida pela hipófise - uma glândula do tamanho de uma ervilha, situada na base do cérebro. Tem a função de estimular o crescimento durante a infância e ajuda na manutenção dos tecidos e órgãos ao longo da vida. 

A hipófise libera o GH em pulsos: os níveis sobem com exercício, trauma, e durante o sono. Sob condições normais, a maior quantidade de GH é produzido durante a noite. Isto explica porque exames de sangue esporádicos para medir os níveis de GH não têm sentido, pois níveis altos e baixos alternam-se durante todo o dia. Para fazer o diagnóstico de deficiência de GH é necessário realizar o teste de estímulo da produção de GH.

Estudiosos que avaliaram cuidadosamente a produção de GH notaram que este se eleva durante a infância, tem picos durante a puberdade, e diminui a partir da meia idade.

O GH atua sobre diversos tecidos em todo o corpo. Em crianças e adolescentes, estimula o crescimento dos ossos e cartilagens. Em pessoas de todas as idades, o GH aumenta a produção de proteínas, promove a utilização de gordura, interfere na ação da insulina, e aumenta os níveis de açúcar no sangue.

Na meia idade, a hipófise lentamente diminui a produção do GH. Esta diminuição natural, levou ao interesse no uso de hormônio de crescimento sintético na tentativa de retardar o envelhecimento e seus sintomas.

Atualmente, há pouca evidência que o GH ajude adultos saudáveis a recuperar a juventude e a vitalidade.

 

Quem realmente precisa tomar GH?

 

O GH sintético é de uso injetável e está disponível apenas por prescrição. É aprovado para o tratamento de adultos que têm de fato deficiência de GH - e não para ser usado no declínio esperado com o envelhecimento.

A deficiência de GH em adultos é rara e pode ser causada por adenoma hipofisário - um tumor na glândula - ou por consequência ao tratamento de um tumor na hipófise com cirurgia ou radioterapia. Para os adultos que têm deficiência do GH, a reposição com o GH sintético pode:

  •  Aumentar a densidade óssea
  •  Aumentar a massa muscular
  •  Diminuir a gordura corporal
  •  Aumentar a capacidade à exercícios

O que o GH causar em adultos saudáveis?

 

Estudos com GH realizados em adultos saudáveis são limitados. Embora pareça que as injeções de GH possam aumentar a massa muscular e reduzir a quantidade de gordura corporal em idosos saudáveis, o aumento dos músculos não se traduz em aumento da força e da performance. Ainda não está claro se o GH pode proporcionar outros benefícios para adultos saudáveis.

Quais são os riscos de tomar GH, se você não precisa?

 

O GH pode provocar vários efeitos secundários em adultos saudáveis, incluindo:

  • Síndrome do túnel do carpo
  • Inchaço nos braços e pernas
  • Dor nas articulações
  • Acromegalia, aumento das extremidades
  • Dor muscular
  • Em homens, aumento do tecido mamário (ginecomastia)
  • Predisposição a condições como a diabetes e as doenças cardíacas .

Até 30% dos pacientes apresentam efeitos colaterais.

Algumas pesquisas sugerem que os efeitos colaterais do tratamento com GH podem ser mais frequentes em adultos mais velhos do que em adultos jovens. Como os estudos com adultos saudáveis são de curto prazo, ainda não está claro se os efeitos colaterais são piores ou menores. Além disso, a suspeita que o GH pode aumentar a incidência de câncer, especialmente o de próstata, ainda não está confirmada. 

 

O GH pode ser tomado em forma de pílula?

 

Alguns sites vendem GH em comprimido e afirmam que ele produz resultados semelhantes à forma injetável da droga, eventualmente, esses suplementos são chamados de liberadores de GH. Não há nenhuma prova de que essas afirmações são verdadeiras. Da mesma forma, não há nenhuma prova de que os remédios homeopáticos alegando conter GH contenham de fato.

 

Como viver mais com qualidade de vida ?

 

Todos desejam viver por muito tempo, mas ninguém quer se tornar velho. Até que mais estudos sejam feitos, o GH não parece ser seguro e eficaz para os atletas e homens idosos saudáveis. 

Mas isso não significa que devemos acreditar que não há como retardar os sinais do envelhecimento. A combinação dieta e exercício já demonstrou seus benefícios além se ser bem mais barata do que hormônios que apresentam comprovados efeitos colaterais. É importante fazer uma ingestão moderada de proteínas,  com um regime equilibrado de exercícios. Na programação da atividade física não se pode esquecer do treinamento resistivo (musculação) duas a três vezes por semana para aumentar a massa muscular e a força. Assim é possível reduzir o risco de muitas doenças crônicas, melhorar o  vigor e a energia para viver ainda mais,  retardando o lento o tique-taque do relógio.

 

Dra. Lorena Guimarães Lima   

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O criscimento Infantil e o uso de GH

dom, 10/27/2013 - 23:21

O crescimento  inicia-se  desde a vida intra uterina, e ocorre em diferentes velocidades conforme os diversos estágios da vida. No primeiro ano de vida o crescimento é em média de 25 cm, no segundo de 12 cm e no terceiro, em torno de 8 cm.

Na infância a média de crescimento é de 4 a 6 cm ao ano. Essa velocidade volta a se acelerar, na puberdade, podendo atingir de 8 a 12 cm ao ano durante o chamado “estirão puberal”. Nas meninas o estirão puberal ocorre mais precocemente do que nos meninos, e é o primeiro sinal de puberdade.

 

O que é o GH?

O GH (Growth Hormone - hormônio do crescimento) é uma proteína produzida pela hipófise, pequena glândula localizada na base do crânio. Ele age, dentre outras várias funções, estimulando as cartilagens de crescimento para que haja crescimento dos ossos levando a ganho de estatura.  Embora o ganho de altura seja o efeito mais conhecido do GH, esse hormônio também tem muitas outras funções metabólicas como aumentar a retenção de cálcio e aumentar a mineralização dos ossos; aumentar a massa muscular; induzir a síntese de proteínas e ao crescimento de vários órgãos do corpo.

 

A estatura depende só do GH ?

Não, a altura é influenciada por uma série de outros fatores além do GH, como: fatores genéticos familiares (estatura média da família), fatores ambientais (condições de nutrição, prática de esportes, sono adequado, estresse psicológico, doenças crônicas, uso de medicamentos) e até mesmo fatores relacionados à gestação e ao parto. A falta do GH está presente em somente 5% dos casos de baixa estatura. 

 

Como sabe-se que uma criança tem baixa estatura ?

A baixa estatura para ser confirmada precisa de avaliação médica especializada. Muitas vezes o que preocupa os pais em relação à estatura dos filhos é somente o que chamamos de “Retardo Constitucional do Crescimento e Desenvolvimento”, ou seja, a criança pode apenas estar demorando um pouco mais que as outras para ter o estirão puberal, mas este ocorrerá e a criança atingirá estatura adequada.

 

O que leva à deficiência de GH na infância?

Há várias causas: problemas genéticos, traumas durante o parto, radiação da região hipofisária por causa de tumores, traumas cranioencefálicos na infância.

 

O que acontece se uma criança não tiver GH? 

 A deficiência desse hormônio fará dela uma anã, portadora de nanismo, com altura final entre um metro e 1,20m,  no máximo. A baixa estatura é o que mais chama atenção mas certamente haverá outros comprometimentos sistêmicos pela deficiência de GH.

 

Como saber se a criança tem deficiência de Hormônio do Crescimento?

A dosagem aleatória do GH não tem fundamento pois este hormônio tem secreção cíclica durante o dia (podemos flagrar um pico ou um nadir). Usamos a dosagem de outros hormônios que refletem a função do GH no organismo (como o IGF1 por exemplo) e lançamos mão de testes médicos para avaliar se há deficiência de GH. Se a deficiência de GH for confirmada aí sim a criança se beneficiará com a reposição desse hormônio, que muitas vezes é cara e não isenta de efeitos colaterais, por isso precisa ser muito bem indicada. 

 

E sobre a reposição do GH em quem não tem deficiência de GH?

Em crianças que não tem deficiência de GH, como às que denominamos com baixa estatura constitucional, a reposição de GH pode levar a um pequeno ganho na estatura final. No entanto, o uso do GH nesses casos continua controverso pois os pequenos ganhos em estatura não compensariam os custos financeiros e os efeitos colaterais. A reposição de GH em quem não tem deficiência desse hormônio além de ter alto custo pode levar às complicações consequentes do excesso do GH no organismo.

 

Conclusão

Ter uma vida saudável, com prática de atividade física, alimentação diversificada e rica em frutas e verduras, horas de sono em quantidade adequada e de qualidade, e ambiente psicossocial saudável são as melhores maneiras de estimular uma criança a atingir seu alvo de estatura.  

 

 

Dra. Lorena Guimarães Lima   

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Mensagem

ter, 09/24/2013 - 23:18

Quem não tem tempo para cuidar da saúde terá que arrumar tempo para cuidar da doença!

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E se parássemos de sair de casa ?

seg, 09/09/2013 - 13:30
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O Salto Alto e a Circulação

ter, 09/03/2013 - 10:36
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Os perigos do colesterol elevado

dom, 08/18/2013 - 12:17
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O colesterol é uma molécula presente naturalmente e essencial no nosso organismo, e nele exerce diferentes funções: compõe a membrana que recobre e define as células do corpo, é a base para a fabricação de diferentes hormônios, incluindo a vitamina D e os hormônios sexuais, e também a base para a formação dos ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras. Dessa forma, é de extrema importância sua presença no organismo humano. 
A maior parte do colesterol que possuímos é produzido pelo nosso corpo, e apenas um terço é proveniente da dieta (derivado exclusivamente de produtos de origem animal, como laticínios e carnes). Existem dois tipos de colesterol: o HDL (colesterol “bom”, que ajuda na eliminação da gordura do corpo) e o LDL (colesterol “ruim”, que colabora com o acúmulo da gordura). Níveis aumentados de colesterol ruim (hipercolesterolemia) permitem a formação das chamadas placas de ateroma nos vasos podendo levar à sua obstrução e ao seu endurecimento. A aterosclerose é a condição resultante da existência dessas placas e está associada à presença de diversas doenças produzido pela dificuldade ou ao impedimento ao fluxo sanguíneo que se impõe.
    As doenças mais comuns associadas a essa condição são o derrame (AVC), o infarto do coração, o fígado gorduroso e a obesidade, com todas as suas repercussões. O aumento de colesterol decorre tanto de problemas hereditários (herdados da nossa herança genética e que não podem ser modificados), quanto daqueles relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, fumo, dieta alimentar inadequada. O próprio processo de envelhecimento colabora com esse aumento. 
    A fim de evitar os potenciais desfechos negativos resultantes de altos níveis de colesterol, deve-se tratar essa condição. A primeira e mais importante proposta de terapia gira em torno de mudanças no estilo de vida, que inclui a realização de atividade física regular, a cessação do fumo e a melhora na dieta alimentar, priorizando o consumo de frutas e vegetais, alimentos grelhados ou assados em detrimento dos fritos, e aumento do consumo de alimentos integrais (ricos em fibras). Se mesmo com essas mudanças não for possível a melhora dos níveis de colesterol no sangue, é indicado o início de medicação diária, que poderá ser usada por toda a vida. 
Dessa forma, o acompanhamento médico será capaz de orientar o melhor caminho para alcançar os benefícios de uma vida saudável.

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Avaliação prostática e Câncer de próstata

qui, 08/08/2013 - 12:04
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O que é a próstata?

A próstata é um órgão que faz parte do sistema urogenital masculino e encontra-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Tem um tamanho variável e o seu volume aumenta com a idade. A função da próstata é produzir uma boa parte do líquido seminal (que é exteriorizado na ejaculação) mantendo a viabilidade dos espermatozóides que são produzidos nos testículos.

Pelo fato da próstata englobar a uretra (canal que comunica a bexiga ao meio externo), o seu crescimento benigno pode causar sintomas urinários. Estes sintomas podem ter características obstrutivas (hesitação miccional, intermitência do jato, jato miccional fino, esvaziamento vesical incompleto) ou irritativas (polaciúria, urgência miccional, noctúria) para o paciente.

 

Importante !!!

O câncer de próstata, na grande maioria das vezes, é ASSINTOMÁTICO.

O crescimento benigno da próstata é que leva o paciente a manifestar os sintomas urinários. Isso porque as regiões da próstata que causam compressão da uretra e geram sintomas são as zonas centrais (zona de transição e zona central).

Diferentemente, o câncer de próstata acomete a zona periférica e por isso, não causa sintomas urinários nas fases iniciais. Essa região pode ser examinada com o toque retal. Daí a importância de realizarmos o exame, que poderá surpreender um tumor na zona periférica da próstata, mesmo que não haja nenhum sintoma específico.

 

Como é realizada a avaliação prostática?

O  exame deve ser realizado com o intuito de diagnosticar o câncer de próstata em estágios cada vez mais precoces. Consiste em basicamente 2 passos:

  1. exame de sangue (PSA = do inglês “prostate-specific antigen” ou antígeno prostático específico)
  2. exame de toque retal

 

O exame de PSA não é câncer-específico. Isso que dizer que, todo homem que tenha próstata, terá uma quantidade circulante de PSA. No entanto, em alguns casos de câncer de próstata, esses níveis aumentam além de um valor esperado e isso indica que pode haver alguma alteração.

O toque retal é realizado no consultório médico, por um especialista (Urologista) e faz parte do rastreamento para o câncer deste órgão. Nele, é possível sentir áreas de diferentes consistências que podem indicar algum problema. Assim como o PSA, também não é possível fazer diagnóstico de câncer de próstata somente através do toque retal.

O exame que faz o diagnóstico de câncer retal é a biópsia prostática, na qual são retirados alguns fragmentos da próstata e estes são analisados pelo patologista que procura células malignas.

 

O que há de novo na avaliação prostática?

Recentemente muitos avanços têm sido feitos na tentativa de detecção e tratamento do câncer de próstata. Hoje, existem calculadoras desenvolvidas no principais centros de Urologia do mundo que avaliam a chance do paciente ser portador de câncer de próstata apenas com seus dados clínicos.

Além disso, desenvolveram um marcador para o câncer de próstata, muito mais específico do que o PSA. O “PCA3” (do inglês “prostate cancer antigen”, ou antígeno do câncer de próstata) é um marcador genético específico para o câncer de próstata. Diferentemente do PSA que é “específico da próstata” este marcador é “específico para o câncer de próstata”. Dessa forma, a triagem dos pacientes que deverão ser submetidos a biópsias de próstata, tornou-se mais eficiente.

 

A partir de qual idade devo realizar a avaliação da próstata?

As diversas entidades médicas, nacionais e internacionais, têm opiniões diferentes com relação ao início das avaliações. No entanto, a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), AUA (“American Urological Association”) e NCCN (“National Comprehensive Cancer Network”) concordam que a pacientes possuem parentes com câncer de próstata, devem iniciar antes daqueles sem história familiar. Ao redor dos 40 anos de idade, é recomendável os pacientes realizarem um exame de PSA e a depender dos fatores de risco, devem já iniciar as consultas periódicas.

 

Com que frequëncia devo realizar a avaliação prostática?

A avaliação da próstata deve ser realizada anualmente. Caso seja surpreendido um tumor de próstata após um ano da avaliação prévia, normalmente não leva a piora do prognóstico da doença. Esse tempo não é suficiente para que um tumor de próstata localizado venha a apresentar-se avançado, o que prejudicaria o tratamento desta doença.

 

Dr Alvaro A. D. Bosco

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Saúde digna para todos, é o que os médicos desejam.

dom, 07/28/2013 - 19:18
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Com todas as manifestações no Brasil, e, agora voltadas para a área da saúde sentimo-nos obrigados a alertar a todos que o objetivo dos médicos é apenas saúde com qualidade para todos. Apesar de toda propaganda contrária do governo (com dinheiro pago pelo seu imposto), os médicos querem apenas dignidade no trabalho e condições de exercer a profissão com o máximo de qualidade possível. O Conselho Federal de Medicina publicou carta aberta à população (leia, é interessante). 

A intransigência do governo associada à maquina de apagar incêndios encontrou como solução eleitoreira a importação de médicos extrangeiros sem revalidação do diploma como solução. Solução esta que apenas solucionará a falta de emprego nos países doadores. A criação de uma medicina de baixa qualidade segregará mais ainda a população e criará a medicina dos ricos e a medicina do pobre. Logo em seguida resolveram que aumentar a formação do médico brasileiro em dois anos e obrigá-lo a trabalhar onde falta profissional também resolverá o problema. A classe médica há anos alerta para a falta de infra estrutura e contínua piora da gestão, apesar disso, com nossos pedidos ignorados, trabalhamos incansavelmente para atender a todos. O estudo da saúde cabe aos profissionais da mesma, porém as decisões não estão sendo tomadas baseadas nas necessidades da mesma, ou mesmo nas necessidades da população. As decisões estão sendo tomadas para "apagar o fogo" das manifestações, visando um reeleição próxima.

Um país onde a lei diz que "a saúde é direito de todos e um dever do estado", a simples existência de um sistema de saúde suplementar, leia-se "convênios", é a maior prova de que o estado não cumpre com o seu dever.

E você que tem convênio ou seguro saúde, lembre-se que você paga pela saúde duas vezes, a primeira com seus impostos, e, provavelmente não usa ou nunca usou o SUS por não confiar no sistema. Saiba que com todas essas manifestações, desvio de atenção do governo e medidas tomadas, os únicos beneficiados são as empresas de convênio médico, que terão mão de obra mais barata e poderão oferecer menos ainda que continuarão melhores que o SUS. 

Todos os brasileiros serão afetados negativamente pela medidas que estão sendo tomadas, mesmo aqueles que não dependem do SUS. Portanto este é um assunto que interessa a todos. 

Todos aqui já dedicaram ou ainda dedicam anos de suas vidas ao atendimento do SUS, todos aqui já passaram por situações críticas de falta de material, exames, leitos e infra estrutura. Todos aqui já tomaram decisões difíceis por falta de infra estrutura. Todos aqui já estiveram em situações onde não puderam ajudar alguém simplesmente por falha do sistema. E todos, infelizmente, já viram fatalidades por falha de gestão. Médico não é mágico. Na era da medicina baseada em evidências, para as melhores decisões serem  tomadas são necessários gastos com exames, medicamentos e infra-estrutura. A medicina é cara, o médico é barato. Colocar um médico para trabalhar sem condições é voltar ao xamanismo.

O Brasil precisa de saneamento básico, educação, e saúde. E, para isso, é preciso de uma coisa que todos esquecem: ética. Acabando com a corrupção, e com o jeitinho brasileiro, quem sabe haverá dinheiro para investir nas áreas que mais necessitam. Mas o exemplo tem que vir de cima. Tem que haver uma limpeza ética geral. O médico não pode ser responsabilizado e crucificado pelas mazelas da saúde numa situação criada por anos e anos de completa marginalização política da saúde. Assim como a população não pode receber migalhas de saúde apenas nas vésperas eleitoreiras. O Brasil precisa de um plano sólido e consistente de saúde, o que é apresentado repetidamente pela classe e entidades médicas, mas ignorado constantemente pelo governo por motivos marketeiros.

Enquanto você não se sensibilizar pela causa médica, continuará sendo manipulado a dar seus votos a quem oferecer migalhas à população, e continuará pagando o convênio e SUS ao mesmo tempo. E consequentemente terá que se contentar com menos.

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Infarto do Miocárdio

qua, 07/10/2013 - 17:12

Entrevista com a Prof. Dra. Marisa Amato sobre Infarto do Miocárdio:

1- O que é o infarto do miocárdio? Como se manifesta?

R- É a morte de uma região do coração, causada pela falta de chegada de sangue para irrigá-la. Pode manifestar-se, mais frequentemente com dor no peito, muito intensa, com ou sem irradiação para membros, pescoço ou região epigástrica, com ou sem outros sintomas como sudorese, náusea, palpitação, tontura e perda dos sentidos. 

2- Qual a idade mais propícia para sofrer um infarto?

R- Quanto maior a idade, maior é o risco de um infarto, porém quanto mais jovem o paciente, mais perigosa é a doença e com mais chance de ser fatal. O idoso no decorrer da vida estimula o aparecimento de  circulação colateral, que é uma adaptação para proteger o coração, quando existe lento e progressivo crescimento da aterosclerose. Essa circulação pode suprir a irrigação de uma artéria comprometida, não deixando que o tecido do coração sofra tanto, na eventualidade de uma obstrução ou espasmo de uma artéria importante.

3- Quais doenças/dependências podem levar ao infarto? Explique.

 Os fatores de risco para o infarto, podem ser classificados em três grupos: irremovíveis, controláveis e removíveis.

  • Irremovíveis – são aqueles que não podem ser retirados. São fatores inerentes ao indivíduo como idade, sexo, antecedentes familiares, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e alterações já existentes, mesmo que ainda ocu
  • Controláveis – são fatores que podem ser controlados, seja com medicamentos, ou com mudança do estilo de vida. É o caso da hipertensão arterial, hipercolesterolemia, diabetes, estresse, obesidade e outros.
  • Removíveis – estes fatores, como o nome sugere, dependem da vontade do indivíduo e somente dele para que sejam definitivamente afastados. É o caso do tabagismo, do sedentarismo e dos maus hábitos alimentares (qualidade, quantidade e freqüência de ingestão).

O tabagismo é o maior vilão de todos. Apesar de se saber o quanto faz mal à saúde, de um modo geral, não exclusivamente ao coração, ainda assim a prevalência de fumantes na população geral está em torno de 25%. Do ponto de vista da coronariopatia o cigarro acelera o processo e desencadeia eventos agudos através da liberação da nicotina que acelera o ritmo cardíaco e eleva a pressão arterial podendo levar a espasmos, principalmente em artérias comprometidas e do alcatrão que lesa a parede do endotélio.

A dislipidemia se for tratada chega até mesmo a reduzir o grau de estenose das artérias comprometidas, entretanto, o LDL colesterol, se elevado, acelera o processo através do seu depósito nas placas ateroscleróticas. Quanto mais baixo o colesterol, menor o risco de um evento cardiovascular.

Cada vez mais se comprova o impacto benéfico das medidas preventivas contra a aterosclerose. De nada adianta tratarmos as manifestações coronárias se não impusermos mudanças de hábito radicais. Os vasodilatadores e a própria revascularização são paliativos. O verdadeiro tratamento está na adoção de um estilo de vida saudável.

4- Pode-se confundir dor torácica com o infarto? Quanto tempo dura a dor?

R- Sim. A região do tórax é muito inervada e sensível. Um exercício muito intenso, um movimento brusco e muitas outra doenças podem causar dor nessa região. O tempo de duração é variável de minutos a horas.

5-  A pessoa que sofreu um infarto poderá levar uma vida normal?

R- Pode e deve. Vida normal eu entendo com hábitos saudáveis.

6- A vida moderna contribui para o aparecimento do infarto?

R- Sim.Tanto pela longevidade, quanto mais uma pessoa vive, maior a chance de desenvolver aterosclerose, quanto pelo estilo de vida moderno, que na conquista do conforto, acaba tornando os indivíduios mais sedentários, comendo mais e de maneira errada e levando à diabetes, hipertensão e dislipidemias.

7-  Infarto agudo do miocárdio e parada cardíaca são a mesma coisa? 

R-Não. Parada cardíaca, pode ocorrer por vários motivos, o infarto é um deles, mas qualquer outra doença que leve à morte, causa parada cardíaca.

8-  Exercícios físicos podem ser praticados por pessoas cardíacas ou que sofreram infarto? 

R-Sim e são muito benéficos se forem feitos com orientação médica e supervisão de profissionais capacitados.

9-  Como prevenir um infarto?

R- Primeiro lugar conhecendo a si próprio, controlando a própria saúde, quero dizer, sabendo seus níveis de glicemia, colesterol, pressão arterial e mantendo-os sempre dentro dos níveis recomendado. Praticando regularmente com intensidade adequada atividade física, comendo para viver e não vivendo para comer, quero dizer escolhendo os alimentos saudáveis nas quantidades suficientes, mantendo o peso dentro da normalidade. Não fumando, administrando o estresse da vida moderna, procurando ter horas de laser e tendo um bom relacionamento social.

10-  As pessoas que tiveram infarto, após o tratamento adequado estão ‘curadas’ e não precisam mais de acompanhamento

R- Não estão curadas. O infarto é apenas a manifestação clínica e localizada da arteriosclerose, que é uma doença sistêmica e progressiva, que acomete as artérias de todo o corpo. Quem já teve um infarto tem maior risco de ter outro, por isso o controle dos fatores de risco mencionados anteriormente, devem ser mais rigorosos e para a vida inteira.

11-  Ao sentir os sintomas do infarto, quais os primeiros socorros que devem ser prestados à vitima até a chegada do resgate?

R- Deve-se dar aspirina.

12-  Um aparelho desenvolvido no Brasil pode detectar um infarto. Qual sua opinião? 

R-Aparelho como esse existe há muito tempo, só que  ligado a uma única central. Para dizer a verdade eu mesma já tive em meu consultório, só que na época o paciente precisava ligar o telefone para transmitir seus dados na hora de qualquer evento. A proposta desse é estar ligado ao GPS e conectar-se à equipe de atendimento mais próxima. Não sei que condições esse projeto tem de funcionar em nosso meio. É interessante para pacientes que são muito doentes, mas não são úteis para pessoas em atividades normais e que desconhecem ter a doença.

 

Entrevista publicada originalmente na revista APM de Piracicaba

 

Entrevista Especial INFARTO DO MIOCÁRDIO by alexandre884

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Dicas para pacientes ajudarem seus médicos

qua, 07/10/2013 - 16:58

Algumas dicas de como aumentar as chances de ser diagnosticado e tratado corretamente.

1) Conheça o histórico da sua família – e lembre seu médico disso: Não assuma que seu médico lembre daquela vez que você disse a ele que duas tias morreram de câncer de mama, ou que seu avô e seu pai tem histórico de malformação cerebrovascular. Estudos demonstram que o histórico familiar pode ser um melhor preditor de doença que testes genéticos. Descubra sobre sobre o histórico familiar, escreva, e assegure-se de que seu médico saiba disso – especialmente se você está doente e o médico está tentando definir o que está errado. Atualmente os melhores consultórios possuem prontuários eletrônicos e permitem que os médicos de diversas especialidades interajam e vejam o histórico armazenado, facilitando o diagnóstico e aumentando as chances de tratamento.

2) Pergunte: um médico típico atende aproximadamente 30 pacientes por dia, gastando 30 minutos ou menos com cada um. É muito comum ser referenciado a um especialista e começar o tratamento sem ter todas as suas questões respondidas. Aproveite para perguntar tudo que precisar antes de iniciar o tratamento.  

3) Não acredite que o Doutor Google irá te salvar: a melhor tecnologia existente está disponível nos dias de hoje, aliás, sempre esteve disponível. Estudos mostram que o melhor meio de se obter um diagnóstico correto é ter um médico que junte as peças da sua doença, com seu histórico familiar, com exames tradicionais e de baixa tecnologia. Se eu tivesse que escolher entre fazer um teste altamente tecnológico e um teste que o médico ficaria uma hora conversando comigo, pensando no meu caso, e juntando todas as peças, eu escolheria o médico.

4) Nem sempre confie nos exames de laboratório: alguns testes, como a revisão da biópsia, podem estar errados em até 40% das vezes. Por que? Porque interpretar esses exames é questão de julgamento e experiencia. Laboratórios podem ser confiáveis ou não, pergunte sempre para seu médico qual laboratório ele recomenda. Alguns exames, que são examinadores dependentes, como por exemplo o ultrassom e o ecodoppler, podem variar muito dependendo da experiência do examinador.

Há um número muito grande de doenças que podem parecer outras doenças. É aí que o julgamento clínico e a experiencia são essenciais. Apenas porque um teste te da a resposta de sim ou não, não significa que ele está certo. -  Dr. Lisa Sanders, Colunista do New York Times

Essas dicas para os pacientes podem nos ajudar muito na nossa prática clínica diária. São preciosidades que podem melhorar nosso raciocínio clínico e proporcionar uma maior resolutividade.

Fonte: Academia Médica

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Como se parecem 200 calorias?

dom, 06/30/2013 - 19:57

Este video demonstra como se parecem 200 calorias, e como o volume pode ser diferente mudando o tipo de comida.

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Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

ter, 06/25/2013 - 13:33

     O termo ciático se refere a um nervo formado pelas raízes nervosas dos segmentos L4, L5, S1, S2 e S3 da coluna lombo-sacra. Após seu trajeto na pelve, o nervo sai da bacia, passa entre a musculatura glútea próximo ao quadril (articulação da cabeça do fêmur com a bacia) e percorre a parte posterior da coxa. Na parte inferior da coxa ele se divide em dois nervos, o tibial e o peroneiro comum.
     Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo. Quando além da dor no trajeto do nervo, o paciente apresente dor lombar, utiliza-se o termo "lombociatalgia".

Quais são as causas de dor ciática?
      A causa mais comum de ciática é a lesão da raíz causada por um disco lombar herniado (hérnia de disco), mas existem diversas outras causas de ciática:
congênita: cisto meníngeo, cisto perineural, raízes nervosas unidas

  • adquirida: estenose de canal espinhal, espondilose (artrose da coluna), espondilolistese (escorregamento da coluna), cisto facetário, cisto sinovial, ossificação heterotópica em torno do quadril, lesões por injeção intra-muscular em torno do quadril, lesão do nervo após cirurgia do quadril, etc
  • infecciosa: discite (infecção do disco intervertebral), herpes zoster
  • neoplásica: tumores da coluna (mieloma múltiplo, metástases), tumores dos ossos ou tecidos moles ao longo do curso do nervo ciático (neoplasia intra-abdominal ou pélvica), tumores da coxa, tumores na panturrilha, etc
  • inflamatória:  bursite trocantérica, miosite do músculo bíceps-femoral
  • vascular: a ciática pode ser mimetizada pela claudicação intermitente
  • dor referida de origem não espinhal: cálculo (pedra) renal, infecção renal, cálculo (pedra) na vesícula, apendicite, endometriose, hérnia inguinal, úlcera duodenal, etc.
  • Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Produz dor na distribuição ciática e fraqueza para movimentar o quadril. Esta é uma causa bastante comum e que deve ser descartada antes de realizar uma cirurgia de hérnia de disco!
  • outros: neuropatia femoral, lesão do plexo sacral, neuropatia diabética (amiotrofia diabética), etc.

Como saber se a minha ciática é por causa hérnia de disco ou de alguma outra causa? Qual exame detecta a causa definitiva?
      Se fossemos investigar todas as causas acima citadas, seriam necessários incontáveis exames, por isso, o mais importante é procurar o especialista. Através da história clínica e do exame físico, que inclui algumas manobras para testar o nervo ciático, pode-se excluir algumas doenças e identificar qual o melhor exame complementar a ser solicitado. Uma manobra bastante realizada é o teste de Lasegue (Figura 1), que é a elevação da coxa com a perna estendida, se a manobra reproduzir a dor, é porque o problema é realmente no nervo ciático que está comprimido ou inflamado em algum ponto do seu trajeto desde a coluna até a extremidade inferior. Outros testes podem ajudar a determinar o local da compressão. O teste de Patrick (Figura 2) também é muito importante e geralmente é positivo se existe alguma doença do quadril, que muitas vezes é confundida com a compressão do nervo ciático.

Figura 1 - Teste de Lasegue Figura 2 - Teste de Patrick



Existe relação do cigarro com dor na coluna ou no ciático?
      A incidência de dor lombar, ciática e doença degenerativa da coluna é maior entre fumantes do que entre não fumantes. O tabagismo também retarda a cicatrização óssea e aumenta o risco de pseudoartrose após procedimento de fusão espinhal, especialmente na coluna lombar.

Leia mais em:


Referências:
Patten J. Diagnóstico diferencial em neurologia. Revinter 2000.
Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. Artmed 2003.

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Cálculo Renal ("pedra no rim") e Cólica Renal

sex, 06/07/2013 - 15:37
AnexoTamanho Rim: urologista101.94 KB

A formação de cálculos renais (popularmente conhecida como "pedra nos rins" ou urolitíase) é muito comum.  Estudos demonstram que de 5 a 10 pessoas a cada 100, vão desenvolver cálculos na via urinária em algum momento das suas vidas. Estes cálculos são formações sólidas de uma série de substâncias como o oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato de cálcio ou cistina.

  • SINTOMAS

    Os cálculos são formados nos cálices renais e muitas vezes são assintomáticos enquanto estão localizados dentro deste órgão (chamados então de nefrolitíase). Quando os cálculos saem do rim e entram na pelve renal ou  no ureter (canal que transporta a urina do rim à bexiga), chamada de ureterolitíase, podem causar a cólica renal ("cólica nefrética"). Caracteriza-se por dor muito intensa na região lombar (nas costas) do lado acometido, muitas vezes com irradiação para a região genital do mesmo lado. 
    A dor é causada por dilatação de todo o sistema coletor devido à obstrução do sistema urinário, inclusive do rim acometido.

  • DIAGNÓSTICO

    O paciente com suspeita de nefrolitíase ou ureterolitíase deve consultar com o urologista e realizar exames de imagem na tentativa de determinar a presença de cálculos, localização  e o seu tamanho. Para isso, podemos lançar mão de exames como:

Raio-x: pouca radiação. Muitos cálculos são de difícil visibilização por este método. No entanto, quando é visível, é ótimo método para acompanhamento durante o tratamento.

Ultrassonografia: exame com boa acurácia para investigação de nefrolitíase (quando os cálculos são maiores do que 4mm). Quando o cálculo está no ureter médio, há muita dificuldade em se identificar a pedra, no entanto, pode-se determinar se há ou não dilatação do sistema coletor à montante.

 

Tomografia de Abdome e Pelve (sem contraste): exame considerado padrão-ouro para avaliação de urolitíase. Tem como desvantagem a alta radiação.

 

  • TRATAMENTO

1) NEFROLITÍASE (CÁLCULO NO RIM)

    LECO/LEOC (Litotripsia Externa por Ondas de Choque): método pouco invasivo, onde há fragmentação do cálculo renal ou no ureter proximal (próximo ao rim), sem incisões na pele ou necessidade de endoscopia do sistema urinário. Indicada em cálculos de 5mm a 1,5cm (a depender da sua localização). Contra-indicada em casos de infecção urinária, gestação ou em pacientes em uso de anticoagulantes ou AAS (ácido acetil salicílico) = pelo risco de sangramento e formação de hematoma renal.

URETEROSCOPIA FLEXÍVEL
    Procedimento realizado sem incisões, através da endoscopia do sistema urinário através de um instrumento flexível (ureteroscópio flexível) que permite alcançar o rim devido às deflexões que o aparelho proporciona. Utiliza como fontes de energia o laser. A retirada dos cálculos se faz através de sondas extratoras de cálculos.

NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA
    Procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão na pele (aproximadamente 3cm) com abertura e dilatação do rim até o seu sistema coletor (onde são encontrados os cálculos). Utiliza-se uma fonte de energia para se fragmentar os cálculos e uma pinça remove os fragmentos de cálculos. É recomendada para pacientes com cálculos maiores do que 2,0cm. Possui menor morbi mortalidade do que a cirurgia aberta (com grandes incisões).  Suas contra-indicações são pionefrose (infecção grave do rim com saída de pus do sistema coletor) e gestação. Anticoagulantes ou AAS devem ser suspensos, conforme orientação do médico, antes do procedimento.

2) URETEROLITÍASE (CÓLICA RENAL)
    URETEROLITOTRIPSIA SEMI-RÍGIDA ou FLEXÍVEL
    Procedimento endoscópico para a extração de cálculos no ureter. É um procedimento com baixa morbi mortalidade e alta taxa de sucesso. Utiliza-se um instrumento que pode ser semi-rígido ou flexível (optando-se pelo segundo quando o primeiro não consegue atingir o cálculo devido a dificuldades anatômicas ou pelo fato do cálculo encontrar-se muito próximo ao rim).
    Utiliza-se uma fonte de energia (laser, ultrassom ou pneumático) e a retirada dos fragmentos se faz através de sondas extratoras de cálculos.

Autor: Dr Alvaro Bosco

 

 

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Ergonomia e Higiene do Sono

sab, 05/18/2013 - 19:09

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

 

   Colchão ideal: a coluna fica reta

   Colchão macio ou gasto: pontos de apoio afundam muito, a coluna fica deformada    Colchão muito rígido: ombros e cintura não ficam confortáveis e a coluna fica torta    Dormir de lado: mantenha o alinhamento da coluna, o travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro.    De barriga pra cima: prefira um travesseiro mais fino do que o utilizado para dormir de lado.

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

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Devo ou não tomar vacina ?

qua, 04/24/2013 - 10:19

As vacinas são consideradas uma das dez grandes descobertas científicas que mudaram a história da humanidade. Segundo a organização mundial de saúde (OMS) em 2020, o Brasil terá a sexta maior população de idosos, (maiores 60 anos) sendo esse um dos grupos que mais se beneficia com esse tratamento preventivo. No idoso a vacinação favorece o envelhecimento saudável evitando infecções respiratórias, agravamento de doenças crônicas controladas, internações hospitalares e óbitos. 

O programa nacional de imunização recomenda e disponibiliza no posto público, para essa faixa etária, a aplicação das vacinas contra a influenza (gripe), tétano e doença pneumocócica.  Vacinas para outras doenças quando bem indicadas pelo médico podem ser aplicadas em clinicas privadas.

Vacina para gripe (influenza)

O vírus da gripe pode levar a graves complicações nos idosos com doenças cardíacas, respiratórias, renais e metabólicas. Pode causar pneumonias graves pelo vírus e predispor a infecção bacteriana. Não se deve confundir o resfriado comum, uma doença simples para qual não existem vacinas com a gripe causada especificamente pelos vírus do grupo influenza. A vacina é segura e a taxa de mortalidade em não vacinados não é desprezível.

Esquema vacinal: uma dose anual, preferencialmente antes do início do outono.

 

Vacina para tétano

O tétano é uma doença com altíssima mortalidade. Aproximadamente 2/3 dos casos ocorrem nos idosos. Nos postos públicos se aplica a vacina dupla bacteriana (dT) contra tétano e difteria. Nas clinicas privadas se da preferencia a tríplice bacteriana acelular (dTpa) que também previne contra  coqueluche (“tosse comprida”). A proteção conferida em quem já teve a doença é de no máximo 15 anos. É especialmente recomendada para idosos que convivem com crianças com menos de um ano. 

 Esquema vacinal: uma dose a cada 10 anos se tiver a vacinação básica completa (pelo menos três doses durante a vida). 

Vacina para o pneumococo

O pneumococo é uma bactéria que causa pneumonia, meningite e outras infecções. Indicada para todos os maiores de 60 anos e principalmente naqueles que são imunocomprometidos, tem doenças pulmonares ou cardíacas, diabéticos e pessoas que não tem o baço. Todos que vivem em instituições de longa permanência não devem deixar de ser vacinados.

Esquema vacinal: duas doses com intervalo mínimo de cinco anos entre elas

Vacina para Febre Amarela

Indicada para residentes em regiões de risco e nos indivíduos que viajam para essas localidades. Os maiores de 60 anos tem risco de eventos adversos mais graves. 

Esquema vacinal: uma dose a cada 10 anos

 

Vacina para Hepatite B

 A vacina contra a hepatite B tem indicação universal, os idosos com essa doença desenvolvem formas mais graves.

Esquema vacinal: três doses, com 0, 30 dias e 6 meses

Outras vacinas

Seguindo a orientação médica outras vacinas podem ser indicadas como para herpes, hepatite A e nas endemias vacinas para meningite e a tríplice viral (sarampo, caxumba rubéola).

 

“O maior problema com a vacinação é a sua não utilização”

 

Dr. Marcos Galan Morillo

Geriatria e Clínica Médica

Mestre pela Escola Paulista de Medicina daUniversidade Federal de São Paulo

 

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Protrusão de disco

qua, 04/24/2013 - 10:09

Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de Disco, Dor Lombar, Hérnia de Disco Cervical - Tratamento Cirúrgico, Cirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

 

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