Medicina

Escleroterapia

Vascular Pro - qua, 08/10/2016 - 19:34

Escleroterapia: guiada ou não pelo ultrassom.

Um dos tratamentos das veias varicosas é a escleroterapia, que significa literalmente terapia do endurecimento da veia. Aqui no Brasil é conhecida como aplicação de vasinhos, e secagem de vasinhos, mas é uma técnica que pode também ser aplicada em veias maiores. Na veia doente é injetada uma substancia chamada esclerosante, que irrita a parede da veia, fazendo-a endurecer e eventualmente desaparecer, muitas vezes com o objetivo estético. A escleroterapia foi descrita inicialmente lá pelos idos de 1800 e desde lá houve muita evolução e melhoras para transformá-la no tratamento seguro e útil de hoje em dia. Enquanto os primeiros esclerosantes causavam muitos efeitos colaterais graves e os esclerosantes de 20 a 30 anos atrás eram desconfortáveis para a paciente, as medicações atuais são mais seguras e raramente causam efeitos colaterais. São bem confortáveis e geralmente produzem um excelente resultado estético.

Por muitos anos os cirurgiões vasculares puderam apenas usar a escleroterapia para tratar veias que poderiam ser vistas na superfície da pele, entretanto em 1989 tentou-se pela primeira vez utilizar o ultrassom para guiar a escleroterapia. E essa tecnologia avançou e tornou possível a identificação de todas as veias anormais, mesmo aquelas não visíveis na superfície da pele. Atualmente além do ultrassom utiliza-se a fleboscopia com a projeção de realidade aumentada na pele do paciente.

Alguns dos esclerosantes mais comuns incluem:

  • o polidocanol, originalmente foi desenvolvido como anestésico e é provavelmente o esclerosante mais utilizado no mundo, ele é confortável para o paciente, tem uma incidência baixa de reação alérgica e geralmente produz bons resultados estéticos, ele também pode ser diluído para produzir concentrações adaptáveis a qualquer diâmetro de veia, mas sendo um detergente ele também pode ser usado para criar uma espuma que é muito efetiva para ao tratamento de veias grandes varicosas
  • a glicerina é considerada off label, ela é bem espessa e normalmente é diluída com anestésico para ficar mais fina e fácil de injetar, a glicerina é confortável e efetiva para o tratamento de telangectasias com bons resultados.
  • a glicose hipertônica é muito utilizada no Brasil e funciona pela sua alta osmolaridade, causando o fechamento das veias após lesão do endotélio venoso. É a substância esclerosante mais segura, mas com um poder esclerosante baixo. Por isso sua associação com outras técnicas, como o laser transdérmico (CLaCs) e radiofrequência é bem interessante, aumentando efetividade sem aumentar riscos.
  • a espuma pode ser feita a partir de diversos esclerosantes, como  polidocanol e o sódio tetradecil sulfato. Muitos médicos começaram a produzir a espuma para aumentar a potência ou diminuir a quantidade de medicação necessária, quando o liquido esclerosante é injetado, ele automaticamente se mistura com o sangue na veia, ficando diluído. Isso resulta em uma concentração menor do que ele tem a oferecer. Então, mais medicação é necessária para conseguir a irritação necessária da parede da veia. Quando o esclerosante é injetado na forma de espuma ele não se dilui tão fácil e tão rápido, e é capaz de irritar a parede da veia mais efetivamente e com uma menor quantidade de esclerosante atinge o mesmo efeito. Sendo assim as veias fecham mais rápido e mais facilmente. 

Em adição aos melhores medicamentos e técnicas e avanços na escleroterapia com o objetivo de melhorar a sua efetividade, o mais importante desses avanços recentes foi o o uso do ultrassom para visualizar a veia durante a injeção da substância esclerosante. Essa técnica altamente especializada está sendo cada vez mais utilizada no mundo, permitindo que o cirurgião vascular trate precisamente qualquer veia, mesmo aquelas que não são visíveis na superfície da pele, ao verificar a imagem ultrassonográfica durante o procedimento, o médico pode se assegurar que  agulha está dentro da veia para injeção e também observar a medicação caminhar dentro da veia, monitorando a reação venosa ao tratamento. Quando as imagens do ultrassom são usadas para escleroterapia direta o procedimento é conhecido como escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa.

A escleroterapia é frequentemente realizada ambulatorialmente sem a necessidade de internação ou anestesia. Após o tratamento escleroterápico a maioria dos pacientes veste meia de compressão graduada ou um enfaixamento compressivo por um período de tempo que depende do tamanho, número e localização das veias que foram tratadas. É importante caminhar regularmente e logo após a realização da escleroterapia você pode sentir que as suas pernas ficam melhores ao caminhar. A maioria dos pacientes volta ao trabalho ou imediatamente ou no dia seguinte. Repetir a escleroterapia é geralmente necessário para tratar numerosas veias doentes.

A percepção visual do desaparecimento das veias normalmente começa algumas semanas após o procedimento ou podem levar alguns meses para se completar. A quantidade de sessões de escleroterapia que você pode precisar deve ser avaliada e determinada de modo aproximado pelo o seu cirurgião vascular em consulta médica, com os dados clínicos e exames subsidiários. Embora a escleroterapia seja um tratamento excelente para telangectasias e veias varicosas, ela não vai prevenir a formação e dilatação de novas veias. Apesar disso, como é um procedimento simples, a maioria dos pacientes não se incomoda de repetir o tratamento sempre que as veias aparecem e voltam a incomodar.

A escleroterapia é um excelente exemplo da combinação da ciência e arte da medicina, pois ela é baseada em fundamentos científicos sólidos, mas sua prática não deixa de ser uma arte. Hoje em dia, os cirurgiões vasculares são artistas médicos que escolhem uma ampla gama de medicamentos e técnicas para alcançar o melhor resultado para cada paciente. A escleroterapia deve ser indicada e realizada por médico profissional e competente

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoveiaescleroterapia
Categorias: Medicina

Escleroterapia

Vascular Pro - qua, 08/10/2016 - 19:34

Escleroterapia: guiada ou não pelo ultrassom.

Um dos tratamentos das veias varicosas é a escleroterapia, que significa literalmente terapia do endurecimento da veia. Aqui no Brasil é conhecida como aplicação de vasinhos, e secagem de vasinhos, mas é uma técnica que pode também ser aplicada em veias maiores. Na veia doente é injetada uma substancia chamada esclerosante, que irrita a parede da veia, fazendo-a endurecer e eventualmente desaparecer, muitas vezes com o objetivo estético. A escleroterapia foi descrita inicialmente lá pelos idos de 1800 e desde lá houve muita evolução e melhoras para transformá-la no tratamento seguro e útil de hoje em dia. Enquanto os primeiros esclerosantes causavam muitos efeitos colaterais graves e os esclerosantes de 20 a 30 anos atrás eram desconfortáveis para a paciente, as medicações atuais são mais seguras e raramente causam efeitos colaterais. São bem confortáveis e geralmente produzem um excelente resultado estético.

Por muitos anos os cirurgiões vasculares puderam apenas usar a escleroterapia para tratar veias que poderiam ser vistas na superfície da pele, entretanto em 1989 tentou-se pela primeira vez utilizar o ultrassom para guiar a escleroterapia. E essa tecnologia avançou e tornou possível a identificação de todas as veias anormais, mesmo aquelas não visíveis na superfície da pele. Atualmente além do ultrassom utiliza-se a fleboscopia com a projeção de realidade aumentada na pele do paciente.

Alguns dos esclerosantes mais comuns incluem:

  • o polidocanol, originalmente foi desenvolvido como anestésico e é provavelmente o esclerosante mais utilizado no mundo, ele é confortável para o paciente, tem uma incidência baixa de reação alérgica e geralmente produz bons resultados estéticos, ele também pode ser diluído para produzir concentrações adaptáveis a qualquer diâmetro de veia, mas sendo um detergente ele também pode ser usado para criar uma espuma que é muito efetiva para ao tratamento de veias grandes varicosas
  • a glicerina é considerada off label, ela é bem espessa e normalmente é diluída com anestésico para ficar mais fina e fácil de injetar, a glicerina é confortável e efetiva para o tratamento de telangectasias com bons resultados.
  • a glicose hipertônica é muito utilizada no Brasil e funciona pela sua alta osmolaridade, causando o fechamento das veias após lesão do endotélio venoso. É a substância esclerosante mais segura, mas com um poder esclerosante baixo. Por isso sua associação com outras técnicas, como o laser transdérmico (CLaCs) e radiofrequência é bem interessante, aumentando efetividade sem aumentar riscos.
  • a espuma pode ser feita a partir de diversos esclerosantes, como  polidocanol e o sódio tetradecil sulfato. Muitos médicos começaram a produzir a espuma para aumentar a potência ou diminuir a quantidade de medicação necessária, quando o liquido esclerosante é injetado, ele automaticamente se mistura com o sangue na veia, ficando diluído. Isso resulta em uma concentração menor do que ele tem a oferecer. Então, mais medicação é necessária para conseguir a irritação necessária da parede da veia. Quando o esclerosante é injetado na forma de espuma ele não se dilui tão fácil e tão rápido, e é capaz de irritar a parede da veia mais efetivamente e com uma menor quantidade de esclerosante atinge o mesmo efeito. Sendo assim as veias fecham mais rápido e mais facilmente. 

Em adição aos melhores medicamentos e técnicas e avanços na escleroterapia com o objetivo de melhorar a sua efetividade, o mais importante desses avanços recentes foi o o uso do ultrassom para visualizar a veia durante a injeção da substância esclerosante. Essa técnica altamente especializada está sendo cada vez mais utilizada no mundo, permitindo que o cirurgião vascular trate precisamente qualquer veia, mesmo aquelas que não são visíveis na superfície da pele, ao verificar a imagem ultrassonográfica durante o procedimento, o médico pode se assegurar que  agulha está dentro da veia para injeção e também observar a medicação caminhar dentro da veia, monitorando a reação venosa ao tratamento. Quando as imagens do ultrassom são usadas para escleroterapia direta o procedimento é conhecido como escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa.

A escleroterapia é frequentemente realizada ambulatorialmente sem a necessidade de internação ou anestesia. Após o tratamento escleroterápico a maioria dos pacientes veste meia de compressão graduada ou um enfaixamento compressivo por um período de tempo que depende do tamanho, número e localização das veias que foram tratadas. É importante caminhar regularmente e logo após a realização da escleroterapia você pode sentir que as suas pernas ficam melhores ao caminhar. A maioria dos pacientes volta ao trabalho ou imediatamente ou no dia seguinte. Repetir a escleroterapia é geralmente necessário para tratar numerosas veias doentes.

A percepção visual do desaparecimento das veias normalmente começa algumas semanas após o procedimento ou podem levar alguns meses para se completar. A quantidade de sessões de escleroterapia que você pode precisar deve ser avaliada e determinada de modo aproximado pelo o seu cirurgião vascular em consulta médica, com os dados clínicos e exames subsidiários. Embora a escleroterapia seja um tratamento excelente para telangectasias e veias varicosas, ela não vai prevenir a formação e dilatação de novas veias. Apesar disso, como é um procedimento simples, a maioria dos pacientes não se incomoda de repetir o tratamento sempre que as veias aparecem e voltam a incomodar.

A escleroterapia é um excelente exemplo da combinação da ciência e arte da medicina, pois ela é baseada em fundamentos científicos sólidos, mas sua prática não deixa de ser uma arte. Hoje em dia, os cirurgiões vasculares são artistas médicos que escolhem uma ampla gama de medicamentos e técnicas para alcançar o melhor resultado para cada paciente. A escleroterapia deve ser indicada e realizada por médico profissional e competente

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoveiaescleroterapia
Categorias: Medicina

Tratamento Corretivo Da Doença Venosa

Vascular Pro - sex, 08/05/2016 - 14:45

Existem várias opções para o tratamento das varizes e vasinhos. Avanços tecnológicos recentes permitem que nós tratemos vasinhos e veias varicosas mais efetivamente e com mais segurança do que antes.

Você já deve ter lido sobre o tratamento conservador das veias varicosas e sobre os suplementos naturais para tratamento de varizes. Aqui vamos discutir os tratamentos que são considerados corretivos, ou seja, como remover ou fechar as veias anormais e fazer as veias varicosas e vasinhos desaparecerem.

A informação contida aqui não visa substituir a consulta com o cirurgião vascular. Todas essas decisões devem ser tomadas em conjunto com o seu médico.

Veias varicosas e vasinhos são conhecidas por causar dor, sensação de peso, fadiga e inchaço. Esses sintomas podem afetar a sua habilidade para passar um dia a dia normal.

Um dos problemas graves das doenças varicosas é a formação de coágulos no seu interior, causando a tromboflebite superficial, sangramento, ou mesmo úlcera nas pernas. Pessoas que sofrem desses problemas são candidatos mais imediatos ao tratamento corretivo. E os tratamentos mais comuns para os vasinhos e veias varicosas incluem a escleroterapia para vasinhos, tratamento com laser e luz; termoablação por laser endovenosa; escleroterapia guiada por ultrassom, para veias maiores; fleboextração e a safenectomia.

Na maior parte das vezes é necessário uma combinação de métodos.

Escleroterapia.

A escleroterapia pode ser usada para tratar tanto varizes quanto vasinhos e telengiectasias. Uma agulha é usada para injetar na veia uma substância especial chamada esclerosante. Esse esclerosante vai irritar a parede da veia causando um processo inflamatório que vai colapsar essa veia que, esperamos, seja absorvida pelo corpo.

A quantidade de sessões que você vai precisar é muito variável e depende do tamanho dos vasos, do número de vasos, do tipo dos vasos que devem ser tratados e a reação do seu corpo ao tratamento. Frequentemente os pacientes precisam de algumas sessões de escleroterapia. O procedimento é realizado em consultório médico de forma ambulatorial e não há necessidade de anestésico. Normalmente todas as atividades diárias podem continuar depois do tratamento como um dia normal. O uso de meias elásticas de compressão graduada pode ser necessário dependendo do tempo, do tamanho, do número e da localização das veias que foram tratadas.

Escleroterapia com laser e luz.

Uma grande variedade de tecnologias com laser e luz, como fontes de energia estão disponíveis hoje em dia. O laser e a luz como energia, foca calor dentro das veias que serão tratadas. Esse calor vai fazer a veia se selar e ser reabsorvida pelo corpo. O laser de superfície e a luz são geralmente utilizados para tratar vasinhos menores. E múltiplas sessões podem ser necessários. O tratamento com laser é feito em consultório médico e não requer anestesia. A atividade diária normal pode ser continuada logo após o tratamento.

Escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa

Também conhecida como escleroterapia guiada por ultrassom, a ablação química endovenosa é outro tratamento alternativo à cirurgia para remoção das veias varicosas. Durante o procedimento o cirurgião vascular injeta uma substância quimica irritante chamada esclerosante, dentro da veia, enquanto a injeção está sendo acompanhada por um ultrassom.

Isso permite que veias que estão abaixo da superficie da pele sejam tratadas com eficácia e segurança. A escleroterapia guiada por ultrassom causa um colapso e a veia sela e se fecha. Da mesma maneira que uma termoablação endovenosa e ela pode ser realizada com esclerosantes líquiodos ou em forma de espuma.

Este procedimento é realizado também em consultório, de modo ambulatorial e não requer anestesia. Após o tratamento é frequente a necessidade da compressão com faixas ou o uso da meia elástica de compressão graduada na perna tratada. É importante voltar a caminhar imediatamente após o procedimento e continuar as atividades diárias, incluindo o trabalho. Isso faz parte da prevenção.

Uma das vantagens da escleroterapia guiada por ultrassom é que ela pode ser utilizada para tratar qualquer veia que pode ser vista no ultrassom. Muitas veias são muito curvadas ou muito pequenas para permitir que a fibra ótica do laser ou o cateter da radiofrequência passem por elas. Nessas situações, a ablação química endovenosa oferece uma maneira fácil de tratar a veia.

CLaCs - Criolaser e Crioglicose

É a associação das técnicas de escleroterapia com o laser transdérmico. O uso do frio como método anestésico e analgésico permite a aplicação com menos sintomas dolorosos. A associação dos métodos amplifica sua eficácia. Veja mais sobre o CLaCs.

Termoablação endovenosa

A termoablação endovenosa refere-se a um procedimento que envolve aquecer dentro da veia para ela se fechar. Isso pode ser feito tanto com o uso do laser ou com a energia de radiofrequência. Ambas vão criar um calor e elas substituem o tratamento da safenectomia na maioria dos casos, ou do arrancamento das veias.

Durante a termoablação endovenosa, um cateter ou fibra ótica é passado por dentro de uma agulha na veia que está danificada. Energia térmica na forma ou de ondas de radiofrequência ou de laser é emitida dentro da veia para aquecê-la. Isso vai causar uma fibrose dessa veia e ela acaba se fechando.

Com o passar dos meses, o nosso corpo absorve essa veia tratada e ela acaba por desaparecer. O procedimento pode ser realizado em day hospital ou no hospital. Logo após o procedimento é necessário o enfaixamento ou uso de meia de compressão elástica própria na perna tratada. O paciente pode caminhar e voltar às suas atividades. A maioria dos pacientes tratados por essa técnica volta às suas atividades normais já no dia seguinte.

via GIPHY

Cirurgia de safenectomia ou "arrancamento" das veias

Técnicas mais antigas no tratamento de veias varicosas incluíam ligar e arrancar essas veias. Ligar e arrancar deveriam ser feitas no mesmo momento, numa sala cirúrgica, usando anestesia, raqui-anestesia ou anestesia geral.

No passado pacientes ficavam internados por alguns dias. Mas agora eles podem voltar para casa no final do mesmo dia da cirurgia ou no dia seguinte. É necessário usar a compressão elástica por algumas semanas após o procedimento e o uso do enfaixamento após a cirurgia.

Dependendo do tipo de procedimento que foi realizado, a maioria das atividades normais, incluindo o trabalho podem ser continuados depois de alguns dias. A atividade física forte deve aguardar um tempo um pouco maior.

Flebectomia

Flebectomia, também conhecido como microcirurgia é um procedimento venoso em que as veias anormais são retiradas por meio de um pequeno furinho na pele, usando um instrumento cirúrgico especial que parece um gancho, mas é uma agulha de crochê.

O procedimento pode ser feito de forma ambulatorial no consultório, com anestesia local, ou em hospital. Neste procedimento os pontos raramente são necessários. Após o procedimento é necessário um enfaixamento local e o uso de meia de compressão graduada de uma a três semanas. Na maioria das vezes os pacientes podem voltar às atividades normais já no dia seguinte.

A flebectomia é muito útil para as veias varicosas que estão saltadas na pele. Essas veias são eliminadas e pequenas cicatrizes dos furinhos necessários podem se formar, mas tendem a desaparecer com alguns meses.

Complicações dos tratamentos das veias varicosas

Complicações graves são muito raras, entretando nenhum tratamento médico é isento de riscos. Complicações que podem ser um risco de morte seriam uma reação alérgica, uma infecção, um coágulo sanguíneo que pode ocorrer após o tratamento de veias varicosas, mas eles são bem raros. Infecção e hemorragia após uma cirurgia venosa são bem infrequentes.

Queimaduras na pele podem ocorrer após o tratamento com laser e luz e alguns pacientes podem desenvolver pequenas feridas e ulcerações na pele após a escleroterapia. Novamente: essas complicações não são frequentes e quando acontecem podem se resolver rapidamente.

Outras complicações menores, como um desconforto temporário, uma sensação de queimação, inchaço, descoloração da pele ou uma mancha avermelhada na pele pode acompanhar qualquer procedimento venoso e também desaparecem com o tempo. Para entender as expectativas e as possibilidades dos tratamentos venosos é importante discutir todas as suas preocupações com o seu cirurgião vascular.

 

 

 

Imagem por © Jean Paul Chassenet | Dreamstime.com - Lower limb vascular examination by phlebologist

Tags: venosotratamentos
Categorias: Medicina

Tratamento Corretivo Da Doença Venosa

Vascular Pro - sex, 08/05/2016 - 14:45

Existem várias opções para o tratamento das varizes e vasinhos. Avanços tecnológicos recentes permitem que nós tratemos vasinhos e veias varicosas mais efetivamente e com mais segurança do que antes.

Você já deve ter lido sobre o tratamento conservador das veias varicosas e sobre os suplementos naturais para tratamento de varizes. Aqui vamos discutir os tratamentos que são considerados corretivos, ou seja, como remover ou fechar as veias anormais e fazer as veias varicosas e vasinhos desaparecerem.

A informação contida aqui não visa substituir a consulta com o cirurgião vascular. Todas essas decisões devem ser tomadas em conjunto com o seu médico.

Veias varicosas e vasinhos são conhecidas por causar dor, sensação de peso, fadiga e inchaço. Esses sintomas podem afetar a sua habilidade para passar um dia a dia normal.

Um dos problemas graves das doenças varicosas é a formação de coágulos no seu interior, causando a tromboflebite superficial, sangramento, ou mesmo úlcera nas pernas. Pessoas que sofrem desses problemas são candidatos mais imediatos ao tratamento corretivo. E os tratamentos mais comuns para os vasinhos e veias varicosas incluem a escleroterapia para vasinhos, tratamento com laser e luz; termoablação por laser endovenosa; escleroterapia guiada por ultrassom, para veias maiores; fleboextração e a safenectomia.

Na maior parte das vezes é necessário uma combinação de métodos.

Escleroterapia.

A escleroterapia pode ser usada para tratar tanto varizes quanto vasinhos e telengiectasias. Uma agulha é usada para injetar na veia uma substância especial chamada esclerosante. Esse esclerosante vai irritar a parede da veia causando um processo inflamatório que vai colapsar essa veia que, esperamos, seja absorvida pelo corpo.

A quantidade de sessões que você vai precisar é muito variável e depende do tamanho dos vasos, do número de vasos, do tipo dos vasos que devem ser tratados e a reação do seu corpo ao tratamento. Frequentemente os pacientes precisam de algumas sessões de escleroterapia. O procedimento é realizado em consultório médico de forma ambulatorial e não há necessidade de anestésico. Normalmente todas as atividades diárias podem continuar depois do tratamento como um dia normal. O uso de meias elásticas de compressão graduada pode ser necessário dependendo do tempo, do tamanho, do número e da localização das veias que foram tratadas.

Escleroterapia com laser e luz.

Uma grande variedade de tecnologias com laser e luz, como fontes de energia estão disponíveis hoje em dia. O laser e a luz como energia, foca calor dentro das veias que serão tratadas. Esse calor vai fazer a veia se selar e ser reabsorvida pelo corpo. O laser de superfície e a luz são geralmente utilizados para tratar vasinhos menores. E múltiplas sessões podem ser necessários. O tratamento com laser é feito em consultório médico e não requer anestesia. A atividade diária normal pode ser continuada logo após o tratamento.

Escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa

Também conhecida como escleroterapia guiada por ultrassom, a ablação química endovenosa é outro tratamento alternativo à cirurgia para remoção das veias varicosas. Durante o procedimento o cirurgião vascular injeta uma substância quimica irritante chamada esclerosante, dentro da veia, enquanto a injeção está sendo acompanhada por um ultrassom.

Isso permite que veias que estão abaixo da superficie da pele sejam tratadas com eficácia e segurança. A escleroterapia guiada por ultrassom causa um colapso e a veia sela e se fecha. Da mesma maneira que uma termoablação endovenosa e ela pode ser realizada com esclerosantes líquiodos ou em forma de espuma.

Este procedimento é realizado também em consultório, de modo ambulatorial e não requer anestesia. Após o tratamento é frequente a necessidade da compressão com faixas ou o uso da meia elástica de compressão graduada na perna tratada. É importante voltar a caminhar imediatamente após o procedimento e continuar as atividades diárias, incluindo o trabalho. Isso faz parte da prevenção.

Uma das vantagens da escleroterapia guiada por ultrassom é que ela pode ser utilizada para tratar qualquer veia que pode ser vista no ultrassom. Muitas veias são muito curvadas ou muito pequenas para permitir que a fibra ótica do laser ou o cateter da radiofrequência passem por elas. Nessas situações, a ablação química endovenosa oferece uma maneira fácil de tratar a veia.

CLaCs - Criolaser e Crioglicose

É a associação das técnicas de escleroterapia com o laser transdérmico. O uso do frio como método anestésico e analgésico permite a aplicação com menos sintomas dolorosos. A associação dos métodos amplifica sua eficácia. Veja mais sobre o CLaCs.

Termoablação endovenosa

A termoablação endovenosa refere-se a um procedimento que envolve aquecer dentro da veia para ela se fechar. Isso pode ser feito tanto com o uso do laser ou com a energia de radiofrequência. Ambas vão criar um calor e elas substituem o tratamento da safenectomia na maioria dos casos, ou do arrancamento das veias.

Durante a termoablação endovenosa, um cateter ou fibra ótica é passado por dentro de uma agulha na veia que está danificada. Energia térmica na forma ou de ondas de radiofrequência ou de laser é emitida dentro da veia para aquecê-la. Isso vai causar uma fibrose dessa veia e ela acaba se fechando.

Com o passar dos meses, o nosso corpo absorve essa veia tratada e ela acaba por desaparecer. O procedimento pode ser realizado em day hospital ou no hospital. Logo após o procedimento é necessário o enfaixamento ou uso de meia de compressão elástica própria na perna tratada. O paciente pode caminhar e voltar às suas atividades. A maioria dos pacientes tratados por essa técnica volta às suas atividades normais já no dia seguinte.

via GIPHY

Cirurgia de safenectomia ou "arrancamento" das veias

Técnicas mais antigas no tratamento de veias varicosas incluíam ligar e arrancar essas veias. Ligar e arrancar deveriam ser feitas no mesmo momento, numa sala cirúrgica, usando anestesia, raqui-anestesia ou anestesia geral.

No passado pacientes ficavam internados por alguns dias. Mas agora eles podem voltar para casa no final do mesmo dia da cirurgia ou no dia seguinte. É necessário usar a compressão elástica por algumas semanas após o procedimento e o uso do enfaixamento após a cirurgia.

Dependendo do tipo de procedimento que foi realizado, a maioria das atividades normais, incluindo o trabalho podem ser continuados depois de alguns dias. A atividade física forte deve aguardar um tempo um pouco maior.

Flebectomia

Flebectomia, também conhecido como microcirurgia é um procedimento venoso em que as veias anormais são retiradas por meio de um pequeno furinho na pele, usando um instrumento cirúrgico especial que parece um gancho, mas é uma agulha de crochê.

O procedimento pode ser feito de forma ambulatorial no consultório, com anestesia local, ou em hospital. Neste procedimento os pontos raramente são necessários. Após o procedimento é necessário um enfaixamento local e o uso de meia de compressão graduada de uma a três semanas. Na maioria das vezes os pacientes podem voltar às atividades normais já no dia seguinte.

A flebectomia é muito útil para as veias varicosas que estão saltadas na pele. Essas veias são eliminadas e pequenas cicatrizes dos furinhos necessários podem se formar, mas tendem a desaparecer com alguns meses.

Complicações dos tratamentos das veias varicosas

Complicações graves são muito raras, entretando nenhum tratamento médico é isento de riscos. Complicações que podem ser um risco de morte seriam uma reação alérgica, uma infecção, um coágulo sanguíneo que pode ocorrer após o tratamento de veias varicosas, mas eles são bem raros. Infecção e hemorragia após uma cirurgia venosa são bem infrequentes.

Queimaduras na pele podem ocorrer após o tratamento com laser e luz e alguns pacientes podem desenvolver pequenas feridas e ulcerações na pele após a escleroterapia. Novamente: essas complicações não são frequentes e quando acontecem podem se resolver rapidamente.

Outras complicações menores, como um desconforto temporário, uma sensação de queimação, inchaço, descoloração da pele ou uma mancha avermelhada na pele pode acompanhar qualquer procedimento venoso e também desaparecem com o tempo. Para entender as expectativas e as possibilidades dos tratamentos venosos é importante discutir todas as suas preocupações com o seu cirurgião vascular.

 

 

 

Imagem por © Jean Paul Chassenet | Dreamstime.com - Lower limb vascular examination by phlebologist

Tags: venosotratamentos
Categorias: Medicina

CLaCs - Laser e Escleroterapia no tratamento de vasinhos

Vascular Pro - seg, 08/01/2016 - 16:59

Criolaser e Crioescleroterapia - é um método que combina laser, escleroterapia, e anestesia tópica com jato de ar gelado sobre a pele.

A combinação do laser e da escleroterapia, é vantajosa, potencializando a ação dos métodos individualmente. O laser não é invasivo, sendo nada mais do que uma luz muito forte e focada num ponto bem pequeno. O equipamento emite pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos 30 vezes mais pelo sangue que pelo tecido cutâneo. Portanto, é possível ocluir as varizes sem danificar a pele. A glicose é aplicada apenas em cerca de 30% dos pontos tratados com laser, principalmente em locais onde a veia não fechou. Para diminuir a sensação de dor durante as aplicações, utiliza-se equipamento que sopra ar gelado, com temperaturas de até – 20º C, sobre a pele. A dormência da pele provocada pelo frio engana o cérebro e diminui a dor sem efeitos colaterais.

Isolado, o Criolaser também é indicado para o tratamento de telangiectasias (vasinhos) na face.

Vantagens:

  • Pode substituir a cirurgia em alguns casos,
  • Crioanestesia, ou seja a anestesia pelo frio reduz a dor,
  • Não precisa de repouso pós procedimento,
  • Pode fazer atividade física no dia após a sessão,
  • Não precisa de meias elásticas após o procedimento na maioria dos casos,
  • Com mais disparos de laser, menos sessões são necessárias para eliminar os vasinhos.

A técnica pode ser aplicada em alguns casos, por isso necessita de avaliação, possivelmente com exames subsidiários.

 

*Imagem por © Apatcha Muensaksorn  Dreamstime

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Categorias: Medicina

CLaCs - Laser e Escleroterapia no tratamento de vasinhos

Vascular Pro - seg, 08/01/2016 - 16:59

Criolaser e Crioescleroterapia - é um método que combina laser, escleroterapia, e anestesia tópica com jato de ar gelado sobre a pele.

A combinação do laser e da escleroterapia, é vantajosa, potencializando a ação dos métodos individualmente. O laser não é invasivo, sendo nada mais do que uma luz muito forte e focada num ponto bem pequeno. O equipamento emite pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos 30 vezes mais pelo sangue que pelo tecido cutâneo. Portanto, é possível ocluir as varizes sem danificar a pele. A glicose é aplicada apenas em cerca de 30% dos pontos tratados com laser, principalmente em locais onde a veia não fechou. Para diminuir a sensação de dor durante as aplicações, utiliza-se equipamento que sopra ar gelado, com temperaturas de até – 20º C, sobre a pele. A dormência da pele provocada pelo frio engana o cérebro e diminui a dor sem efeitos colaterais.

Isolado, o Criolaser também é indicado para o tratamento de telangiectasias (vasinhos) na face.

Vantagens:

  • Pode substituir a cirurgia em alguns casos,
  • Crioanestesia, ou seja a anestesia pelo frio reduz a dor,
  • Não precisa de repouso pós procedimento,
  • Pode fazer atividade física no dia após a sessão,
  • Não precisa de meias elásticas após o procedimento na maioria dos casos,
  • Com mais disparos de laser, menos sessões são necessárias para eliminar os vasinhos.

A técnica pode ser aplicada em alguns casos, por isso necessita de avaliação, possivelmente com exames subsidiários.

 

*Imagem por © Apatcha Muensaksorn  Dreamstime

Tags: venosotratamentolaser
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Remédio para varizes: 10+ Suplementos Naturais para melhora da saúde venosa

Vascular Pro - seg, 07/18/2016 - 19:19

A maioria dos suplementos que foram descobertos ajudam no tratamento da doença venosa diminuindo a inflamação, que se mostra crítica no enfraquecimento da parede venosa e no dano das válvulas venosas.
Um dos tratamentos naturais, derivado da árvore castanheiro da índia, que é uma árvore robusta, de 25m de altura, com uma copa enorme e abobadada. É o Aesculus Hipocastanum, que vem do sudeste da Europa. Extrato da castanha da índia mostraram que aliviam os sintomas da doença venosa e melhoram a saúde das veias, melhorando a dor, a sensação de peso e inchaço nas pernas.
O extrato da castanha-da-índia, no entanto, não previne as veias varicosas e também não as faz desaparecer com o tempo. O ingrediente ativo da castanha da índia é um composto natural chamado escina, que existe no interior da semente e parece apresentar propriedades inflamatórias.
O extrato da castanha-da-índia existe em formulação de pílulas, comprimidos e cremes tópicos que são usados por pacientes que optam pelo tratamento conservador. Lembrando que há apenas o alívio dos sintomas, sem o tratamento da causa.
Os bioflavonóides derivados de plantas estão recebendo mais atenção ultimamente devido às suas propriedades oxidantes, que ajudam a prevenir doença cardíaca e câncer. Mas, além disso, esses suplementos também possuem atividade anti-inflamatória e mostram algum efeito benéfico nas veias doentes também.
Você sabia que uma das fontes naturais com mais bioflavonóides é o grapefruit que também é chamada por toranja, jamboa, laranja melancia, laranja vermelha, laranja romã, entre outras denominações. Na verdade é a medula ou âmago, a parte branca que circunda ao centro com o sumo, que é a parte que concentra a maior quantidade de bioflavonóides. Ao descascar uma grapefruit e comer uma por dia, você vai estar tomando uma boa quantidade de bioflavonóides naturais.
Outras fontes naturais de bioflavonóides incluem: chá preto, branco e verde são ricos em flavonóides, o grão de soja é rico em isoflavonas. Frutas vermelhas como morango, amora e framboesa e mirtilo estão entre os alimentos mais ricos em flavonóides. O alho é rico em flavonóides e compostos sulfurados que têm propriedades anti-inflamatórias. Maçã é uma fruta rica em vitamina, sais minerais, fibras e um flavonóide chamado quercitina. O chocolate amargo contém altos níveis de um flavonóide chamado catequina. Uva e derivados como vinho tinto, suco de uva, são ricos em catequinas e estão associadas à redução do risco de doenças cardíacas, infarto do coração e redução do colesterol no sangue. Além disso, as sementes da uva são ricas em resveratrol, um polifenol que supostamente tem efeito no retardamento do envelhecimento celular, contra a diabetes e prevenção do câncer.
Isso significa que você deveria favorecer o uso da castanha-da-índia, do extrato-da-castanha da índia ou outro suplemento natural sobre o uso da meia elástica ou algum outro tratamento venoso para os seus sintomas? Não necessariamente.
Os suplementos naturais podem ser importantes como adição ao tratamento, mas eles não podem ser utilizados como tratamento da insuficiência venosa crônica, muito menos para todos os pacientes como se a doença fosse igual para todos.
E o que é mais importante de tudo, esses suplementos mostraram que melhoram a sensação de peso, inchaço nas pernas e dor, mas nunca foi demonstrado que eles podem prevenir a formação das veias varicosas ou fazer as veias que já estão doentes desaparecerem.
Pesquisa recente mostrou que medicações anti-inflamatórias experimentais, que conseguiram prevenir algumas mudanças na parede da veia, que causariam insuficiência venosa em animais. Então, no futuro, é possível que possa existir alguma medicação que previna a formação de veias varicosas, mas no momento esses suplementos são apenas isso, suplementos. Em adição a um tratamento que já existe.
Você pode discutir sobre o uso desses suplementos com o seu cirurgião vascular, mas discuta também o seu plano terapêutico.
 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
 
Fonte: American College of Phlebology. Healthy Veins…Healthy Legs. 2012. EUA

Tags: venosoprevençãonatural
Categorias: Medicina

Remédio para varizes: 10+ Suplementos Naturais para melhora da saúde venosa

Vascular Pro - seg, 07/18/2016 - 19:19

A maioria dos suplementos que foram descobertos ajudam no tratamento da doença venosa diminuindo a inflamação, que se mostra crítica no enfraquecimento da parede venosa e no dano das válvulas venosas.
Um dos tratamentos naturais, derivado da árvore castanheiro da índia, que é uma árvore robusta, de 25m de altura, com uma copa enorme e abobadada. É o Aesculus Hipocastanum, que vem do sudeste da Europa. Extrato da castanha da índia mostraram que aliviam os sintomas da doença venosa e melhoram a saúde das veias, melhorando a dor, a sensação de peso e inchaço nas pernas.
O extrato da castanha-da-índia, no entanto, não previne as veias varicosas e também não as faz desaparecer com o tempo. O ingrediente ativo da castanha da índia é um composto natural chamado escina, que existe no interior da semente e parece apresentar propriedades inflamatórias.
O extrato da castanha-da-índia existe em formulação de pílulas, comprimidos e cremes tópicos que são usados por pacientes que optam pelo tratamento conservador. Lembrando que há apenas o alívio dos sintomas, sem o tratamento da causa.
Os bioflavonóides derivados de plantas estão recebendo mais atenção ultimamente devido às suas propriedades oxidantes, que ajudam a prevenir doença cardíaca e câncer. Mas, além disso, esses suplementos também possuem atividade anti-inflamatória e mostram algum efeito benéfico nas veias doentes também.
Você sabia que uma das fontes naturais com mais bioflavonóides é o grapefruit que também é chamada por toranja, jamboa, laranja melancia, laranja vermelha, laranja romã, entre outras denominações. Na verdade é a medula ou âmago, a parte branca que circunda ao centro com o sumo, que é a parte que concentra a maior quantidade de bioflavonóides. Ao descascar uma grapefruit e comer uma por dia, você vai estar tomando uma boa quantidade de bioflavonóides naturais.
Outras fontes naturais de bioflavonóides incluem: chá preto, branco e verde são ricos em flavonóides, o grão de soja é rico em isoflavonas. Frutas vermelhas como morango, amora e framboesa e mirtilo estão entre os alimentos mais ricos em flavonóides. O alho é rico em flavonóides e compostos sulfurados que têm propriedades anti-inflamatórias. Maçã é uma fruta rica em vitamina, sais minerais, fibras e um flavonóide chamado quercitina. O chocolate amargo contém altos níveis de um flavonóide chamado catequina. Uva e derivados como vinho tinto, suco de uva, são ricos em catequinas e estão associadas à redução do risco de doenças cardíacas, infarto do coração e redução do colesterol no sangue. Além disso, as sementes da uva são ricas em resveratrol, um polifenol que supostamente tem efeito no retardamento do envelhecimento celular, contra a diabetes e prevenção do câncer.
Isso significa que você deveria favorecer o uso da castanha-da-índia, do extrato-da-castanha da índia ou outro suplemento natural sobre o uso da meia elástica ou algum outro tratamento venoso para os seus sintomas? Não necessariamente.
Os suplementos naturais podem ser importantes como adição ao tratamento, mas eles não podem ser utilizados como tratamento da insuficiência venosa crônica, muito menos para todos os pacientes como se a doença fosse igual para todos.
E o que é mais importante de tudo, esses suplementos mostraram que melhoram a sensação de peso, inchaço nas pernas e dor, mas nunca foi demonstrado que eles podem prevenir a formação das veias varicosas ou fazer as veias que já estão doentes desaparecerem.
Pesquisa recente mostrou que medicações anti-inflamatórias experimentais, que conseguiram prevenir algumas mudanças na parede da veia, que causariam insuficiência venosa em animais. Então, no futuro, é possível que possa existir alguma medicação que previna a formação de veias varicosas, mas no momento esses suplementos são apenas isso, suplementos. Em adição a um tratamento que já existe.
Você pode discutir sobre o uso desses suplementos com o seu cirurgião vascular, mas discuta também o seu plano terapêutico.
 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoprevençãonatural
Categorias: Medicina

Tratamento Conservador Da Doença Venosa

Vascular Pro - qua, 07/13/2016 - 16:27

Existe pouca dúvida que a prevenção tem um papel principal na evolução dos vasinhos e das veias varicosas. Pessoas que negligenciam os seus sintomas iniciais da sua doença venosa acabam por ver a doença progredir num período de meses ou anos.

Existem vários tratamentos naturais e terapias conservadoras que podem diminuir a progressão dos vasinhos e das veias varicosas. Adicionalmente esses tratamentos conservadores podem diminuir os sintomas das pessoas com doença venosa.

Enquanto algumas pessoas podem decidir por fazer apenas o tratamento conservador, outras podem preferir fazer alguma forma de tratamento que irá remover ou diminuir o seu problema venoso. Todo mundo com doença venosa pode se beneficiar do tratamento clínico conservador.

Basicamente existem duas categorias de tratamento conservador para doença venosa. O tratamento medicamentoso, como por exemplo, com medicamentos à base de plantas (fitoterápicos) no geral. No caso dos medicamentos fitoterápicos, acredita-se que algumas plantas têm o poder de aumentar a força da parede venosa ou diminuir a inflamação, que nós sabemos hoje que é um fator importante de causa e piora da doença venosa.

Isso pode melhorar os sintomas dos pacientes que sofrem da progressão da doença venosa. Os medicamentos que podem ajudar na doença venosa serão discutidos posteriormente.

A segunda categoria do tratamento clínico, ou geral, inclui as medidas conservadoras que, ou diminuem o volume de sangue acumulado nas veias varicosas, ou melhoram o retorno venoso, pelas veias dilatadas, para o coração.

Exemplo do tratamento geral é o uso das meias elásticas de compressão, fazer exercícios físicos e a perda de peso. Você vai descobrir que a maioria dos cirurgiões vasculares recomendam que você use meias de compressão elástica se tiver vasinhos ou veias varicosas ou insuficiência venosa.

Essas meias são muito efetivas em aliviar os sintomas, diminuir os inchaços e também diminuem a progressão da doença venosa. Embora a compressão elástica graduada pode ajudar, elas não eliminam as veias varicosas ou tratam diretamente o refluxo venoso.

O tratamento clínico conservador tem uma influência importante a longo prazo no controle da doença venosa.

O que são as meias de compressão graduada? Elas não são as meias comuns que se encontram nas lojas de departamento ou lojas de meias normais, mas sim, são meias desenvolvidas com tecnologia para prover uma compressão elástica com graduação desde os pés até a coxa.

A compressão maior é no tornozelo e vai gradualmente diminuindo quando sobe. As meias de compressão vêm com várias forças diferentes, que são expressas com milímetros de mercúrio (mmHg) no nível do tornozelo. As meias mais comuns ficam entre 15 a 20 mmHg, 20 a 30 mmHg e 30 a 40 mmHg.

Com essa compressão graduada, isso acaba facilitando o bombeamento do sangue para cima, para uma área de menor pressão e fica difícil para a gravidade puxar o sangue para baixo, pois tem uma pressão maior sendo exercida pela meia alí.

Algumas pessoas sentem que a meia de compressão elástica funciona espremendo o sangue para cima e acabam descrevendo a sensação de usar as meias como se uma massagem estivesse sendo feita ao usar a meia e caminhar ao mesmo tempo.

Acredita-se que a compressão aumenta a pressão nos tecidos logo abaixo da pele, reduzindo assim o vazamento de fluídos dos vasos sanguíneos e também aumentando a absorção desses fluídos.

A meia de compressão elástica, portanto, reduz o inchaço nas pernas. Outros benefícios da meia elástica são

  • A melhor entrega de oxigênio para os tecidos
  • Aumento da velocidade sanguínea nas veias, diminuindo o risco de trombose venosa profunda e uma diminuição do tamanho das veias, levando a um menor desconforto nas pernas.

As meias não precisam ser feias. Existem meias elásticas da moda, com cores, estilos e tecidos diferentes. Você pode encontrar meias de compressão para vestido, para calça, abaixo do joelho, acima do joelho, meia calça, com tecido transparente, com tecido opaco, com tecido mais confortável, menos confortável. Elas foram feitas para serem incluídas no seu dia a dia normal e devem ser consideradas como um tratamento natural para suas pernas.

As meias elásticas mais modernas são mais fáceis de colocar e mais confortáveis que anteriormente. Algumas vêm com luvas próprias que facilitam a colocação e o acomodamento da mesma na sua perna para ficar confortável. As meias elásticas custam sim, mais caro que as meias normais e não são reembolsadas pela maioria dos convênios. Entretanto o uso de uma meia elástica de qualidade é um investimento para a saúde da sua perna e vai funcionar por mais ou menos quatro a seis meses e, portanto, não precisam ser trocadas mais do que duas a quatro vezes por ano, desde que a qualidade seja boa.

Como mencionado anteriormente o uso de salto alto... ou melhor, evitar o uso de salto alto é uma medida para as mulheres que querem conservar a saúde de suas veias. O problema do salto alto é que ele limita a movimentação do tornozelo e isso diminui a eficácia da musculatura para bombear o sangue para cima.

Ao usar o salto alto, as mulheres frequentemente percebem o aumento na dor e no inchaço das pernas. Isso ocorre porque, diferente do coração, que bombeia o sangue continuamente através das artérias para a periferia, o bombeamento venoso depende da contração da musculatura da perna e dos pés.

Para que esses músculos se contraiam e espremam o sangue em direção ao coração, nós temos que conseguir flexionar e estender o tornozelo adequadamente. Da próxima vez que você vir alguém usando salto alto, note a limitação na movimentação do tornozelo durante a caminhada. Você vai ficar impressionado com o grau de limitação e a diminuição da contração da panturrilha ao usar o salto alto.

Se o uso do salto alto for essencial por causa do seu trabalho, existem algumas alternativas. Você pode usar as meias de compressão graduada, ou tirar alguns momentos de pausa e caminhadas sem o salto alto ou flexionar os tornozelos conscientemente para cima ou para baixo frequentemente.

Sem perceber, os seres humanos bombeiam o sangue de volta para o coração toda vez que ficam de pé, caminham, flexionam o tornozelo para cima e para baixo. Este conceito básico explica por que as pessoas que ficam restritas ao leito têm um risco maior de formar uma trombose, porque sua circulação diminui de velocidade, por causa da movimentação do tornozelo.

Se você vai precisar ficar deitado por muito tempo, restrito ao leito, lembre-se de flexionar os tornozelos frequentemente para ativar a movimentação do sangue pelas suas veias.

Outro modo importante, conservador, de melhorar o retorno venoso é o exercício físico. Exercícios físicos aeróbicos que melhoram a perna, têm benefícios na perna com doença venosa, particularmente quando a atividade utiliza os músculos da panturrilha. Como já explicado anteriormente esses músculos agem como bombas venosas nas pernas.

Então quando você faz exercícios, você está ativamente bombeando o sangue de volta para o coração. O treinamento, puxando peso, fortalece a musculatura, agora o exercício das panturrilhas aumenta a força da bomba da panturrilha para a sua circulação venosa.

Quando o cirurgião pede para fazer exercício, caminhadas por 30 minutos é uma boa forma de conseguir uma boa circulação para as veias. Exercícios físicos na água como a natação ou hidroginástica, têm a vantagem de não possuir impacto.

Por outro lado, exercícios extremos que envolvem uma atividade aeróbica mínima como a constrição da área abdominal (abdominais) podem ter um efeito negativo na circulação venosa. O aumento da pressão abdominal pode dificultar o retorno do sangue para o coração e, de certa forma, piorar o refluxo nas suas veias. Causar o aparecimento de novas veias e aumentar o desconforto nas pernas.

Exercícios que podem aumentar a pressão abdominal incluem algumas posições da ioga, abdominais, levantamento de peso pesado e agachamentos. Outro ponto importante do exercício é que o trauma de contato no esporte pode, algumas vezes, causar danos nas paredes venosas.

Jogadores de futebol, assim como lutadores de artes marciais podem desenvolver, após alguns anos, veias varicosas e varizes depois de um trauma na perna ou uma batida de bola.

Se você tem veias varicosas dilatadas, você vai notar que elas ficam piores ao ficar de pé. Pessoas que têm doença venosa, frequentemente sentem que suas pernas ficam desconfortáveis e incham mais à medida que o dia passa. Principalmente se ficam de pé ou paradas por muito tempo.

Nós sabemos que nas veias varicosas, as válvulas unidirecionais não funcionam mais prevenindo que o sangue tenha refluxo para os pés e isso acaba causando um acúmulo de sangue nas pernas. Nós também sabemos que a força da gravidade que força esse sangue para baixo é anormal nas veias.

Então como nós vamos impedir que a gravidade empurre o sangue para baixo e usar a gravidade a nosso favor?

Muitos pacientes já perceberam que levantar as suas pernas no final do dia pode aliviar os sintomas. Ao elevar suas pernas a gravidade acaba forçando o sangue de volta para o coração, voltando à circulação normal. Essas veias podem retornar ao tamanho normal, reduzindo o desconforto. Levantar as pernas funciona melhor quando você consegue levantá-las acima do nível do seu coração. Isso pode ser conseguido deitando de costas e colocando alguns travesseiros embaixo dos seus pés ou deitando no chão e colocando suas pernas contra a parede. Mas de certa forma, levantar as pernas e colocar em outra cadeira também pode trazer algum benefício.

Os cirurgiões vasculares há muito já falam nos benefícios de levantar as pernas para tratar casos leves de varizes. Fora a inconveniência e o tempo que se gasta levantando as pernas, não existe nenhuma contraindicação e os resultados aparecem alguns minutos após levantar as pernas.

A forma final de tratamento conservador envolve o uso de algumas medicações. Pesquisas recentes apontam a importância da inflamação no aparecimento e desenvolvimento da doença venosa. Pode ser por isso que os medicamentos anti-inflamatórios trazem uma sensação de alívio no desconforto para as pessoas que têm doença venosa.

Embora não se saiba se os medicamentos mudam a progressão da doença venosa, eles podem diminuir a gravidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida e o aproveitamento da vida.

O uso de anti-inflamatórios não esteroidais pode ser sugerido em alguns momentos, mas deve-se lembrar que eles podem causar irritação no estômago se tomados em jejum e outros efeitos colaterais também podem acontecer. Cuidado com a auto-medicação, medicamentos devem sempre ser indicados pelo seu médico.

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosotratamentoveiavarizes
Categorias: Medicina

Tratamento Conservador Da Doença Venosa

Vascular Pro - qua, 07/13/2016 - 16:27

Existe pouca dúvida que a prevenção tem um papel principal na evolução dos vasinhos e das veias varicosas. Pessoas que negligenciam os seus sintomas iniciais da sua doença venosa acabam por ver a doença progredir num período de meses ou anos.

Existem vários tratamentos naturais e terapias conservadoras que podem diminuir a progressão dos vasinhos e das veias varicosas. Adicionalmente esses tratamentos conservadores podem diminuir os sintomas das pessoas com doença venosa.

Enquanto algumas pessoas podem decidir por fazer apenas o tratamento conservador, outras podem preferir fazer alguma forma de tratamento que irá remover ou diminuir o seu problema venoso. Todo mundo com doença venosa pode se beneficiar do tratamento clínico conservador.

Basicamente existem duas categorias de tratamento conservador para doença venosa. O tratamento medicamentoso, como por exemplo, com medicamentos à base de plantas (fitoterápicos) no geral. No caso dos medicamentos fitoterápicos, acredita-se que algumas plantas têm o poder de aumentar a força da parede venosa ou diminuir a inflamação, que nós sabemos hoje que é um fator importante de causa e piora da doença venosa.

Isso pode melhorar os sintomas dos pacientes que sofrem da progressão da doença venosa. Os medicamentos que podem ajudar na doença venosa serão discutidos posteriormente.

A segunda categoria do tratamento clínico, ou geral, inclui as medidas conservadoras que, ou diminuem o volume de sangue acumulado nas veias varicosas, ou melhoram o retorno venoso, pelas veias dilatadas, para o coração.

Exemplo do tratamento geral é o uso das meias elásticas de compressão, fazer exercícios físicos e a perda de peso. Você vai descobrir que a maioria dos cirurgiões vasculares recomendam que você use meias de compressão elástica se tiver vasinhos ou veias varicosas ou insuficiência venosa.

Essas meias são muito efetivas em aliviar os sintomas, diminuir os inchaços e também diminuem a progressão da doença venosa. Embora a compressão elástica graduada pode ajudar, elas não eliminam as veias varicosas ou tratam diretamente o refluxo venoso.

O tratamento clínico conservador tem uma influência importante a longo prazo no controle da doença venosa.

O que são as meias de compressão graduada? Elas não são as meias comuns que se encontram nas lojas de departamento ou lojas de meias normais, mas sim, são meias desenvolvidas com tecnologia para prover uma compressão elástica com graduação desde os pés até a coxa.

A compressão maior é no tornozelo e vai gradualmente diminuindo quando sobe. As meias de compressão vêm com várias forças diferentes, que são expressas com milímetros de mercúrio (mmHg) no nível do tornozelo. As meias mais comuns ficam entre 15 a 20 mmHg, 20 a 30 mmHg e 30 a 40 mmHg.

Com essa compressão graduada, isso acaba facilitando o bombeamento do sangue para cima, para uma área de menor pressão e fica difícil para a gravidade puxar o sangue para baixo, pois tem uma pressão maior sendo exercida pela meia alí.

Algumas pessoas sentem que a meia de compressão elástica funciona espremendo o sangue para cima e acabam descrevendo a sensação de usar as meias como se uma massagem estivesse sendo feita ao usar a meia e caminhar ao mesmo tempo.

Acredita-se que a compressão aumenta a pressão nos tecidos logo abaixo da pele, reduzindo assim o vazamento de fluídos dos vasos sanguíneos e também aumentando a absorção desses fluídos.

A meia de compressão elástica, portanto, reduz o inchaço nas pernas. Outros benefícios da meia elástica são

  • A melhor entrega de oxigênio para os tecidos
  • Aumento da velocidade sanguínea nas veias, diminuindo o risco de trombose venosa profunda e uma diminuição do tamanho das veias, levando a um menor desconforto nas pernas.

As meias não precisam ser feias. Existem meias elásticas da moda, com cores, estilos e tecidos diferentes. Você pode encontrar meias de compressão para vestido, para calça, abaixo do joelho, acima do joelho, meia calça, com tecido transparente, com tecido opaco, com tecido mais confortável, menos confortável. Elas foram feitas para serem incluídas no seu dia a dia normal e devem ser consideradas como um tratamento natural para suas pernas.

As meias elásticas mais modernas são mais fáceis de colocar e mais confortáveis que anteriormente. Algumas vêm com luvas próprias que facilitam a colocação e o acomodamento da mesma na sua perna para ficar confortável. As meias elásticas custam sim, mais caro que as meias normais e não são reembolsadas pela maioria dos convênios. Entretanto o uso de uma meia elástica de qualidade é um investimento para a saúde da sua perna e vai funcionar por mais ou menos quatro a seis meses e, portanto, não precisam ser trocadas mais do que duas a quatro vezes por ano, desde que a qualidade seja boa.

Como mencionado anteriormente o uso de salto alto... ou melhor, evitar o uso de salto alto é uma medida para as mulheres que querem conservar a saúde de suas veias. O problema do salto alto é que ele limita a movimentação do tornozelo e isso diminui a eficácia da musculatura para bombear o sangue para cima.

Ao usar o salto alto, as mulheres frequentemente percebem o aumento na dor e no inchaço das pernas. Isso ocorre porque, diferente do coração, que bombeia o sangue continuamente através das artérias para a periferia, o bombeamento venoso depende da contração da musculatura da perna e dos pés.

Para que esses músculos se contraiam e espremam o sangue em direção ao coração, nós temos que conseguir flexionar e estender o tornozelo adequadamente. Da próxima vez que você vir alguém usando salto alto, note a limitação na movimentação do tornozelo durante a caminhada. Você vai ficar impressionado com o grau de limitação e a diminuição da contração da panturrilha ao usar o salto alto.

Se o uso do salto alto for essencial por causa do seu trabalho, existem algumas alternativas. Você pode usar as meias de compressão graduada, ou tirar alguns momentos de pausa e caminhadas sem o salto alto ou flexionar os tornozelos conscientemente para cima ou para baixo frequentemente.

Sem perceber, os seres humanos bombeiam o sangue de volta para o coração toda vez que ficam de pé, caminham, flexionam o tornozelo para cima e para baixo. Este conceito básico explica por que as pessoas que ficam restritas ao leito têm um risco maior de formar uma trombose, porque sua circulação diminui de velocidade, por causa da movimentação do tornozelo.

Se você vai precisar ficar deitado por muito tempo, restrito ao leito, lembre-se de flexionar os tornozelos frequentemente para ativar a movimentação do sangue pelas suas veias.

Outro modo importante, conservador, de melhorar o retorno venoso é o exercício físico. Exercícios físicos aeróbicos que melhoram a perna, têm benefícios na perna com doença venosa, particularmente quando a atividade utiliza os músculos da panturrilha. Como já explicado anteriormente esses músculos agem como bombas venosas nas pernas.

Então quando você faz exercícios, você está ativamente bombeando o sangue de volta para o coração. O treinamento, puxando peso, fortalece a musculatura, agora o exercício das panturrilhas aumenta a força da bomba da panturrilha para a sua circulação venosa.

Quando o cirurgião pede para fazer exercício, caminhadas por 30 minutos é uma boa forma de conseguir uma boa circulação para as veias. Exercícios físicos na água como a natação ou hidroginástica, têm a vantagem de não possuir impacto.

Por outro lado, exercícios extremos que envolvem uma atividade aeróbica mínima como a constrição da área abdominal (abdominais) podem ter um efeito negativo na circulação venosa. O aumento da pressão abdominal pode dificultar o retorno do sangue para o coração e, de certa forma, piorar o refluxo nas suas veias. Causar o aparecimento de novas veias e aumentar o desconforto nas pernas.

Exercícios que podem aumentar a pressão abdominal incluem algumas posições da ioga, abdominais, levantamento de peso pesado e agachamentos. Outro ponto importante do exercício é que o trauma de contato no esporte pode, algumas vezes, causar danos nas paredes venosas.

Jogadores de futebol, assim como lutadores de artes marciais podem desenvolver, após alguns anos, veias varicosas e varizes depois de um trauma na perna ou uma batida de bola.

Se você tem veias varicosas dilatadas, você vai notar que elas ficam piores ao ficar de pé. Pessoas que têm doença venosa, frequentemente sentem que suas pernas ficam desconfortáveis e incham mais à medida que o dia passa. Principalmente se ficam de pé ou paradas por muito tempo.

Nós sabemos que nas veias varicosas, as válvulas unidirecionais não funcionam mais prevenindo que o sangue tenha refluxo para os pés e isso acaba causando um acúmulo de sangue nas pernas. Nós também sabemos que a força da gravidade que força esse sangue para baixo é anormal nas veias.

Então como nós vamos impedir que a gravidade empurre o sangue para baixo e usar a gravidade a nosso favor?

Muitos pacientes já perceberam que levantar as suas pernas no final do dia pode aliviar os sintomas. Ao elevar suas pernas a gravidade acaba forçando o sangue de volta para o coração, voltando à circulação normal. Essas veias podem retornar ao tamanho normal, reduzindo o desconforto. Levantar as pernas funciona melhor quando você consegue levantá-las acima do nível do seu coração. Isso pode ser conseguido deitando de costas e colocando alguns travesseiros embaixo dos seus pés ou deitando no chão e colocando suas pernas contra a parede. Mas de certa forma, levantar as pernas e colocar em outra cadeira também pode trazer algum benefício.

Os cirurgiões vasculares há muito já falam nos benefícios de levantar as pernas para tratar casos leves de varizes. Fora a inconveniência e o tempo que se gasta levantando as pernas, não existe nenhuma contraindicação e os resultados aparecem alguns minutos após levantar as pernas.

A forma final de tratamento conservador envolve o uso de algumas medicações. Pesquisas recentes apontam a importância da inflamação no aparecimento e desenvolvimento da doença venosa. Pode ser por isso que os medicamentos anti-inflamatórios trazem uma sensação de alívio no desconforto para as pessoas que têm doença venosa.

Embora não se saiba se os medicamentos mudam a progressão da doença venosa, eles podem diminuir a gravidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida e o aproveitamento da vida.

O uso de anti-inflamatórios não esteroidais pode ser sugerido em alguns momentos, mas deve-se lembrar que eles podem causar irritação no estômago se tomados em jejum e outros efeitos colaterais também podem acontecer. Cuidado com a auto-medicação, medicamentos devem sempre ser indicados pelo seu médico.

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosotratamentoveiavarizes
Categorias: Medicina

Procurando Tratamento Médico Venoso

Vascular Pro - sex, 07/08/2016 - 11:04

Existem duas razões principais para as pessoas procurarem consulta médica por causa das veias varicosas, a primeira delas é a estética e a outra é porque as varizes são um problema de saúde.

Muitos que se preocupam com sua saúde, querem um alívio dos sintomas nas pernas, que incluem dor nas pernas, desconforto, sensação de peso, cãibras, fadiga muscular, coceira, queimação na área de veias, pernas balançantes, inchaço.

Como esses sintomas aparecem gradualmente e podem aparecer em outras situações médicas, pode ser uma surpresa descobrir que na realidade se trata de doença venosa. Os sintomas da doença venosa são muitas vezes confundidos com o envelhecimento, artrite, dor nas juntas e uma simples dor muscular. Algumas características desse desconforto na perna, que aumenta a probabilidade de ser um problema venoso são se ele piora quando você fica muito tempo de pé ou sentado, no calor ou associado ao período menstrual nas mulheres e se você se sente melhor quando começa a caminhar, eleva as pernas ou se usa meias de compressão elástica.

Outras pessoas começam a se preocupar somente quando a pele das pernas começa a mudar de cor. Quando as suas veias continuam a aumentar de tamanho ou parece que estão espalhando para outras partes da perna ou mesmo somente quando notam o inchaço nos tornozelos. Outros só vão ficar preocupados quando alguma veia perto do pé começa a sangrar.

Outra preocupação frequente é a história familiar. Se alguém tem um membro na família que sofre de veias varicosas isso acaba encorajando a procurar o cirurgião vascular com a queixa “Eu não quero ter as pernas da minha mãe.”

E como nós vimos anteriormente, também tem aqueles que buscam o tratamento estético quando na verdade existe uma doença maior que deve ser tratada por baixo do problema estético.

Como qualquer problema medico, encontrar um especialista em veias é a chave para os melhores resultados. O especialista em veias é o cirurgião vascular. Ele vai escutar a sua história, examinar as suas pernas, fazer um ultrassom e chegar a uma conclusão.

O ultrassom é um exame indolor que vai trazer informações sobre a saúde de suas veias, incluindo a evidência de coágulos nos vasos, se suas válvulas venosas estão funcionando bem e se as veias estão permitindo o fluxo sanguíneo na direção correta e quais veias estão levando o sangue para o sentido errado, ou seja, o refluxo. E se tem obstrução do fluxo sanguíneo em alguma veia. Toda essa informação é necessária para o cirurgião vascular diagnosticar e planejar o seu tratamento

Avanços recentes no campo da flebologia revolucionaram o tratamento venoso. Seu cirurgião vascular vai determinar se suas veias serão melhor tratadas com uma microcirurgia chamada de flebectomia (ou fleboextração ou microcirurgia de varizes), um procedimento vascular chamado termoablação endovenosa por laser, uma injeção chamada escleroterapia guiada por ultrassom, CLaCs (Laser associado com crioescleroterapia) ou uma combinação desses procedimentos. Essa decisão é baseada no resultado do ultrassom, na experiência do cirurgião vascular e as suas preferências.

O objetivo de todo o tratamento venoso é melhorar o seu fluxo sanguíneo. A insuficiência venosa já descrita anteriormente, ocorre quando as veias não funcionam com a eficácia necessária para retornar o sangue das pernas para o coração e, ao contrário, acabam permitindo que esse sangue volte para as pernas e para os pés.

Isso resulta num represamento do sangue nas veias das pernas e aumentam os sintomas. Causam alteração na pele e mesmo ulceração e feridas abertas podem ocorrer se a doença for ignorada. O tratamento das suas veias vai melhorar todas essas condições.

Embora o desejo de todo mundo seria consertar as veias que não estão funcionando bem ou mesmo reparar essas válvulas que estão permitindo o refluxo sanguíneo, não existe tecnologia atualmente para fazer isso. E como nós temos muito mais veias superficiais do que nós vamos precisar na nossa vida toda, nos sabemos que com a identificação dessas veias doentes, tanto a retirada quanto o fechamento dessas veias doentes funciona muito bem.

Isso acaba direcionando o fluxo do sangue através das veias saudáveis, que vão impulsionar o fluxo do sangue eficientemente para cima o sangue, prevenindo o acúmulo nas pernas.

Avanços recentes e pesquisas científicas no tratamento venoso, agora permitem que o cirurgião vascular faça o diagnóstico, de modo indolor, do refluxo, da obstrução ou da insuficiência venosa. Dessa maneira o especialista em veias consegue identificar a raiz do problema e recomendar o tratamento cirúrgico ou clínico que pode reduzir os sintomas, eliminando as veias anormais e diminuindo o risco de desenvolver graves consequências da doença venosa.

O objetivo final é você manter as suas veias saudáveis e, assim, consequentemente ter pernas mais saudáveis possíveis.

 

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoveiasestética
Categorias: Medicina

Procurando Tratamento Médico Venoso

Vascular Pro - sex, 07/08/2016 - 11:04

Existem duas razões principais para as pessoas procurarem consulta médica por causa das veias varicosas, a primeira delas é a estética e a outra é porque as varizes são um problema de saúde.

Muitos que se preocupam com sua saúde, querem um alívio dos sintomas nas pernas, que incluem dor nas pernas, desconforto, sensação de peso, cãibras, fadiga muscular, coceira, queimação na área de veias, pernas balançantes, inchaço.

Como esses sintomas aparecem gradualmente e podem aparecer em outras situações médicas, pode ser uma surpresa descobrir que na realidade se trata de doença venosa. Os sintomas da doença venosa são muitas vezes confundidos com o envelhecimento, artrite, dor nas juntas e uma simples dor muscular. Algumas características desse desconforto na perna, que aumenta a probabilidade de ser um problema venoso são se ele piora quando você fica muito tempo de pé ou sentado, no calor ou associado ao período menstrual nas mulheres e se você se sente melhor quando começa a caminhar, eleva as pernas ou se usa meias de compressão elástica.

Outras pessoas começam a se preocupar somente quando a pele das pernas começa a mudar de cor. Quando as suas veias continuam a aumentar de tamanho ou parece que estão espalhando para outras partes da perna ou mesmo somente quando notam o inchaço nos tornozelos. Outros só vão ficar preocupados quando alguma veia perto do pé começa a sangrar.

Outra preocupação frequente é a história familiar. Se alguém tem um membro na família que sofre de veias varicosas isso acaba encorajando a procurar o cirurgião vascular com a queixa “Eu não quero ter as pernas da minha mãe.”

E como nós vimos anteriormente, também tem aqueles que buscam o tratamento estético quando na verdade existe uma doença maior que deve ser tratada por baixo do problema estético.

Como qualquer problema medico, encontrar um especialista em veias é a chave para os melhores resultados. O especialista em veias é o cirurgião vascular. Ele vai escutar a sua história, examinar as suas pernas, fazer um ultrassom e chegar a uma conclusão.

O ultrassom é um exame indolor que vai trazer informações sobre a saúde de suas veias, incluindo a evidência de coágulos nos vasos, se suas válvulas venosas estão funcionando bem e se as veias estão permitindo o fluxo sanguíneo na direção correta e quais veias estão levando o sangue para o sentido errado, ou seja, o refluxo. E se tem obstrução do fluxo sanguíneo em alguma veia. Toda essa informação é necessária para o cirurgião vascular diagnosticar e planejar o seu tratamento

Avanços recentes no campo da flebologia revolucionaram o tratamento venoso. Seu cirurgião vascular vai determinar se suas veias serão melhor tratadas com uma microcirurgia chamada de flebectomia (ou fleboextração ou microcirurgia de varizes), um procedimento vascular chamado termoablação endovenosa por laser, uma injeção chamada escleroterapia guiada por ultrassom, CLaCs (Laser associado com crioescleroterapia) ou uma combinação desses procedimentos. Essa decisão é baseada no resultado do ultrassom, na experiência do cirurgião vascular e as suas preferências.

O objetivo de todo o tratamento venoso é melhorar o seu fluxo sanguíneo. A insuficiência venosa já descrita anteriormente, ocorre quando as veias não funcionam com a eficácia necessária para retornar o sangue das pernas para o coração e, ao contrário, acabam permitindo que esse sangue volte para as pernas e para os pés.

Isso resulta num represamento do sangue nas veias das pernas e aumentam os sintomas. Causam alteração na pele e mesmo ulceração e feridas abertas podem ocorrer se a doença for ignorada. O tratamento das suas veias vai melhorar todas essas condições.

Embora o desejo de todo mundo seria consertar as veias que não estão funcionando bem ou mesmo reparar essas válvulas que estão permitindo o refluxo sanguíneo, não existe tecnologia atualmente para fazer isso. E como nós temos muito mais veias superficiais do que nós vamos precisar na nossa vida toda, nos sabemos que com a identificação dessas veias doentes, tanto a retirada quanto o fechamento dessas veias doentes funciona muito bem.

Isso acaba direcionando o fluxo do sangue através das veias saudáveis, que vão impulsionar o fluxo do sangue eficientemente para cima o sangue, prevenindo o acúmulo nas pernas.

Avanços recentes e pesquisas científicas no tratamento venoso, agora permitem que o cirurgião vascular faça o diagnóstico, de modo indolor, do refluxo, da obstrução ou da insuficiência venosa. Dessa maneira o especialista em veias consegue identificar a raiz do problema e recomendar o tratamento cirúrgico ou clínico que pode reduzir os sintomas, eliminando as veias anormais e diminuindo o risco de desenvolver graves consequências da doença venosa.

O objetivo final é você manter as suas veias saudáveis e, assim, consequentemente ter pernas mais saudáveis possíveis.

 

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Procurando Tratamento Estético para as pernas

Vascular Pro - qui, 07/07/2016 - 11:22

A maioria das mulheres adoraria ter lindas pernas que não mostram nenhum sinal de doença ou de envelhecimento.
Um bom tônus muscular, uma pele elástica e lisa e a ausência de veias varicosas, caracterizam pernas bonitas.
Por esta razão um dos mais frequentes motivos para homens e mulheres procurarem o tratamento para os vasinhos e veias varicosas é para melhorar o aspecto estético das pernas.
Sim, é verdade, tanto homens quanto mulheres procuram o tratamento estético das pernas. A sensação de confiança ao usar shorts ou roupa de piscina é uma das preocupações de adultos saudáveis. Alguns podem imaginar que seja vaidade, mas a aparência das pernas também é saúde.
À medida que você se resguarda de fazer atividades físicas por causa da aparência das pernas, isso vai comprometer também a sua saúde, além da qualidade de vida e de aspectos psicológicos.
O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas deve começar com uma consulta com o cirurgião vascular. O médico especialista na área. Existem muitas clínicas de estética onde fazem apenas o tratamento superficial, sem se preocupar com a doença adjacente, e muitas vezes a queixa estética é consequência da doença. Lembrando que a consulta inicial deve ser realizada para detectar alguma doença de base e insuficiências venosas que vão impedir o tratamento estético adequado e consequentemente vai ocorrer a recorrência dos vasinhos e veias varicosas.
Existem vários tratamentos excelentes para as veias, mas a chave para obter o melhor resultado está em determinar a causa do problema venoso. Se os seus vasinhos não estão associados a nenhuma doença venosa de base elas podem usualmente ser tratadas com uma injeção chamada escleroterapia, ou, para determinadas veias, o laser. A associação dos métodos, laser e crioescleroterapia, conhecida em nosso meio como CLaCs, permite tratar uma ampla gama de diferentes vasos.
Pesquisas mostram, no entanto, que a maior percentagem de homens e mulheres saudáveis que acreditam que tenham apenas veias estéticas nas pernas, podem estar, de fato, com doença venosa mais grave e que não foi detectada ainda.
Como ísso é possível? Como pode alguém não saber que tem um problema sério venoso?
A resposta é bem simples, a maioria dos problemas venosos aparecem lenta e gradualmente e as pessoas apenas notam essa modificação como sendo o envelhecimento natural, ou se acostumam com as mudanças. Dor nas pernas, fadiga muscular, cãibras, cansaço nas pernas, tudo isso pode ser atribuído ao envelhecimento ou a um longo dia de trabalho, mas muitas vezes pode ser consequência direta da doença venosa.
A boa notícia é que, quando identificada, a doença venosa crônica pode ser tratada, levando a uma melhora desses sintomas e à diminuição dos vasinhos e veias varicosas e da sua recorrência. O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas é altamente efetivo na eliminação desses vasos. O tratamento pode ser realizado em consultório com uma recuperação rápida.
Quando o tratamento é feito por um cirurgião vascular qualificado, com atuação na flebologia, isso aumenta as chances de ter um resultado estético bom e minimiza o risco de não detectar doença venosa mais grave, melhorando também as suas atividades diárias e qualidade de vida.
 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Procurando Tratamento Estético para as pernas

Vascular Pro - qui, 07/07/2016 - 11:22

A maioria das mulheres adoraria ter lindas pernas que não mostram nenhum sinal de doença ou de envelhecimento.
Um bom tônus muscular, uma pele elástica e lisa e a ausência de veias varicosas, caracterizam pernas bonitas.
Por esta razão um dos mais frequentes motivos para homens e mulheres procurarem o tratamento para os vasinhos e veias varicosas é para melhorar o aspecto estético das pernas.
Sim, é verdade, tanto homens quanto mulheres procuram o tratamento estético das pernas. A sensação de confiança ao usar shorts ou roupa de piscina é uma das preocupações de adultos saudáveis. Alguns podem imaginar que seja vaidade, mas a aparência das pernas também é saúde.
À medida que você se resguarda de fazer atividades físicas por causa da aparência das pernas, isso vai comprometer também a sua saúde, além da qualidade de vida e de aspectos psicológicos.
O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas deve começar com uma consulta com o cirurgião vascular. O médico especialista na área. Existem muitas clínicas de estética onde fazem apenas o tratamento superficial, sem se preocupar com a doença adjacente, e muitas vezes a queixa estética é consequência da doença. Lembrando que a consulta inicial deve ser realizada para detectar alguma doença de base e insuficiências venosas que vão impedir o tratamento estético adequado e consequentemente vai ocorrer a recorrência dos vasinhos e veias varicosas.
Existem vários tratamentos excelentes para as veias, mas a chave para obter o melhor resultado está em determinar a causa do problema venoso. Se os seus vasinhos não estão associados a nenhuma doença venosa de base elas podem usualmente ser tratadas com uma injeção chamada escleroterapia, ou, para determinadas veias, o laser. A associação dos métodos, laser e crioescleroterapia, conhecida em nosso meio como CLaCs, permite tratar uma ampla gama de diferentes vasos.
Pesquisas mostram, no entanto, que a maior percentagem de homens e mulheres saudáveis que acreditam que tenham apenas veias estéticas nas pernas, podem estar, de fato, com doença venosa mais grave e que não foi detectada ainda.
Como ísso é possível? Como pode alguém não saber que tem um problema sério venoso?
A resposta é bem simples, a maioria dos problemas venosos aparecem lenta e gradualmente e as pessoas apenas notam essa modificação como sendo o envelhecimento natural, ou se acostumam com as mudanças. Dor nas pernas, fadiga muscular, cãibras, cansaço nas pernas, tudo isso pode ser atribuído ao envelhecimento ou a um longo dia de trabalho, mas muitas vezes pode ser consequência direta da doença venosa.
A boa notícia é que, quando identificada, a doença venosa crônica pode ser tratada, levando a uma melhora desses sintomas e à diminuição dos vasinhos e veias varicosas e da sua recorrência. O tratamento estético dos vasinhos e veias varicosas é altamente efetivo na eliminação desses vasos. O tratamento pode ser realizado em consultório com uma recuperação rápida.
Quando o tratamento é feito por um cirurgião vascular qualificado, com atuação na flebologia, isso aumenta as chances de ter um resultado estético bom e minimiza o risco de não detectar doença venosa mais grave, melhorando também as suas atividades diárias e qualidade de vida.
 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Gravidez e Doença Venosa

Vascular Pro - ter, 07/05/2016 - 11:06

Um fato sobre os problemas venosos é certeiro: as telengiectasias e veias varicosas pioram muito durante os nove meses de gravidez e persistem durante o período de lactação, ou seja, de amamentação.
Se a mulher possui outros fatores de risco para o desenvolvimento das telengiectasias e das veias varicosas, como história familiar, trabalhar muito tempo de pé e outras, o mais provável é que essas veias não desapareçam após o nascimento do bebê.
Algumas vezes essas veias podem parecer que desapareceram, mas, após uma segunda gravidez elas aparecem mais evidentes e nas gestações em seguida, também. Quanto mais gestações a mulher tiver, mais doença venosa sobra após o nascimento.
Após décadas de pesquisa, ficou demonstrado que há grandes mudanças na fisiologia do corpo da mulher durante a gravidez e essas mudanças aumentam o risco de desenvolvimento dos vasinhos e veias varicosas.
As cinco maiores mudanças no corpo da mulher durante a gestação são:

  • Aumento do volume sanguíneo
  • Aumento da pressão no abdome e na pelve baixa à medida em que o bebê cresce
  • Aumento da dosagem de estrogênio e progesterona no sangue
  • Aumento da relaxina, hormônio que afeta o colágeno e pode contribuir para o enfraquecimento da parede venosa
  • E diminuição da atividade física.

Durante a gravidez, o corpo prepara para nutrir e suportar o crescimento do feto, aumentando a quantidade de sangue circulante. Esse aumento do volume sanguíneo aumenta a pressão nas veias das pernas, causando uma dilatação natural e elas acabam se expandindo.
Esse aumento do volume ocorre junto com o aumento da dosagem de estrogênio e progesterona diluída no sangue que atua enfraquecendo a parede venosa, permitindo que as veias dilatem para acomodar essa quantidade extra de sangue.
À medida que o feto cresce, a pressão dentro da pelve aumenta, colocando uma pressão maior nas veias das pernas e fazendo que seja mais difícil o retorno venoso. Por essas razões, o uso das meias elásticas por mulheres grávidas, pode auxiliar no retorno venoso.
Os hormônios estrogênio e progesterona são essenciais durante a gravidez, mas eles enfraquecem a parede das veias. Uma ação semelhante da progesterona e do colágeno também pode ser vista na pele. A mulher nota uma perda de elasticidade na pele dos seios e abdômen durante a gravidez, principalmente ao entrar no terceiro trimestre.
Hoje nós sabemos o quanto a gravidez pode piorar os vasinhos e as veias varicosas, fazendo as veias que já são visíveis ficarem maiores e mais desconfortáveis.
Anos atrás as mulheres tinham poucos tratamentos disponíveis, se estivessem planejando uma gestação. Os tratamentos tradicionais eram invasivos e, portanto, o tratamento era postergado para depois da gestação. À medida que os tratamentos foram ficando menos invasivos e com mais êxito, a ideia de tratar o vasinhos e veias varicosas antes da gravidez ou entre as gestações ficou mais atrativo.
Antigamente os cirurgiões recomendavam que as mulheres tivessem seus filhos e depois fizessem o tratamento. Atualmente, por essas razões e pelos tratamentos menos invasivos, os cirurgiões vasculares recomendam que as mulheres que têm varizes e que sofram com os sintomas, podem e devem tratar antes da próxima gestação.
Cirurgiões vasculares também recomendam que as mulheres procurem cedo o tratamento para os vasinhos e veias varicosas, antes mesmo da primeira gestação. Essa recomendação é mais importante ainda nas mulheres que têm uma história pessoal ou familiar muito grande de doença venosa.
Os tratamentos modernos venosos são frequentemente procedimentos menores que podem ser feitos no consultório ou em day hospital, e tem um alto grau de sucesso. É muito mais fácil e menos traumático tratar os problemas venosos quando eles estão nas fases iniciais do que esperar as suas complicações mais graves, como a insuficiência venosa crônica, que pode aparecer com o tempo.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosovarizesgestação
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Gravidez e Doença Venosa

Vascular Pro - ter, 07/05/2016 - 11:06

Um fato sobre os problemas venosos é certeiro: as telengiectasias e veias varicosas pioram muito durante os nove meses de gravidez e persistem durante o período de lactação, ou seja, de amamentação.
Se a mulher possui outros fatores de risco para o desenvolvimento das telengiectasias e das veias varicosas, como história familiar, trabalhar muito tempo de pé e outras, o mais provável é que essas veias não desapareçam após o nascimento do bebê.
Algumas vezes essas veias podem parecer que desapareceram, mas, após uma segunda gravidez elas aparecem mais evidentes e nas gestações em seguida, também. Quanto mais gestações a mulher tiver, mais doença venosa sobra após o nascimento.
Após décadas de pesquisa, ficou demonstrado que há grandes mudanças na fisiologia do corpo da mulher durante a gravidez e essas mudanças aumentam o risco de desenvolvimento dos vasinhos e veias varicosas.
As cinco maiores mudanças no corpo da mulher durante a gestação são:

  • Aumento do volume sanguíneo
  • Aumento da pressão no abdome e na pelve baixa à medida em que o bebê cresce
  • Aumento da dosagem de estrogênio e progesterona no sangue
  • Aumento da relaxina, hormônio que afeta o colágeno e pode contribuir para o enfraquecimento da parede venosa
  • E diminuição da atividade física.

Durante a gravidez, o corpo prepara para nutrir e suportar o crescimento do feto, aumentando a quantidade de sangue circulante. Esse aumento do volume sanguíneo aumenta a pressão nas veias das pernas, causando uma dilatação natural e elas acabam se expandindo.
Esse aumento do volume ocorre junto com o aumento da dosagem de estrogênio e progesterona diluída no sangue que atua enfraquecendo a parede venosa, permitindo que as veias dilatem para acomodar essa quantidade extra de sangue.
À medida que o feto cresce, a pressão dentro da pelve aumenta, colocando uma pressão maior nas veias das pernas e fazendo que seja mais difícil o retorno venoso. Por essas razões, o uso das meias elásticas por mulheres grávidas, pode auxiliar no retorno venoso.
Os hormônios estrogênio e progesterona são essenciais durante a gravidez, mas eles enfraquecem a parede das veias. Uma ação semelhante da progesterona e do colágeno também pode ser vista na pele. A mulher nota uma perda de elasticidade na pele dos seios e abdômen durante a gravidez, principalmente ao entrar no terceiro trimestre.
Hoje nós sabemos o quanto a gravidez pode piorar os vasinhos e as veias varicosas, fazendo as veias que já são visíveis ficarem maiores e mais desconfortáveis.
Anos atrás as mulheres tinham poucos tratamentos disponíveis, se estivessem planejando uma gestação. Os tratamentos tradicionais eram invasivos e, portanto, o tratamento era postergado para depois da gestação. À medida que os tratamentos foram ficando menos invasivos e com mais êxito, a ideia de tratar o vasinhos e veias varicosas antes da gravidez ou entre as gestações ficou mais atrativo.
Antigamente os cirurgiões recomendavam que as mulheres tivessem seus filhos e depois fizessem o tratamento. Atualmente, por essas razões e pelos tratamentos menos invasivos, os cirurgiões vasculares recomendam que as mulheres que têm varizes e que sofram com os sintomas, podem e devem tratar antes da próxima gestação.
Cirurgiões vasculares também recomendam que as mulheres procurem cedo o tratamento para os vasinhos e veias varicosas, antes mesmo da primeira gestação. Essa recomendação é mais importante ainda nas mulheres que têm uma história pessoal ou familiar muito grande de doença venosa.
Os tratamentos modernos venosos são frequentemente procedimentos menores que podem ser feitos no consultório ou em day hospital, e tem um alto grau de sucesso. É muito mais fácil e menos traumático tratar os problemas venosos quando eles estão nas fases iniciais do que esperar as suas complicações mais graves, como a insuficiência venosa crônica, que pode aparecer com o tempo.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Causas Da Doença Venosa

Vascular Pro - qua, 06/29/2016 - 11:56

Existem várias razões para a ocorrência de doença venosa. Os médicos chamam estas razões de fatores de risco. Alguns fatores de risco são muito bem documentados enquanto outros aparecem citados de vez em quando.
Aqui vamos falar sobre os diversos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento das telengiectasias e veias varicosas.
Se você tiver algum desses fatores de risco você pode se beneficiar da prevenção da doença que nós vamos conversar depois.
As pesquisas mostram que a idade, ou seja, ficar mais velho, é um dos fatores de risco mais importantes no desenvolvimento da doença venosa. À medida em que as pessoas envelhecem, os problemas venosos se tornam mais aparentes. Mas isso não quer dizer que jovens não possam ter a doença. Pequenos problemas que começaram cedo, vão progressivamente aumentando, tornando-se maiores e mais aparentes.
Há também uma diminuição da produção, do corpo, de colágeno, além do enfraquecimento da parede venosa e perda de material elástico com o passar do tempo. A dilatação da parede das veias, que ficam menos elásticas e mais facilmente propensas a “vazar” resultam nessas veias mais dilatadas, visíveis e no inchaço das pernas.
É por isso que há um aumento das veias varicosas na população mais idosa. É importante lembrar que, embora os pacientes idosos tenham 50% mais chances de sofrer de insuficiência venosa, não existe pesquisa científica que sugere que o tratamento venoso deles deva ser diferente do tratamento dos pacientes mais jovens.
Sabe-se também que a doença venosa ocorre em famílias. Existem estudos que mostram o alto índice de doença venosa em filhos daqueles que têm doença venosa. Ainda existe muita pesquisa e investigações para serem feitas nessa área, mas nós podemos dizer com certeza que se você tem algum membro da família que tenha veias varicosas, você tem uma probabilidade maior de desenvolver varizes ou telengiectasias.
Assim como a hereditariedade é importante, a etnia também é. Caucasianos têm uma incidência maior de veias varicosas quando comparados a hispânicos, asiáticos e negros. Enquanto a doença venosa tem um componente genético muito importante, temos que lembrar que também pode ser agravado pelo estilo de vida.
A doença é muito mais frequente em cidades grandes e industriais, onde ficar sentado muito tempo no carro ou na frente do computador ou televisão é muito mais frequente do que se movimentar pelo dia.
A habilidade de mover os tornozelos e os pés é muito importante e deve ser considerada. A musculatura da panturrilha funciona como uma bomba impulsionando o sangue contra a gravidade de baixo para cima, em direção ao coração. Se essa movimentação ou a amplitude de movimento não está adequada, a musculatura não vai bombear o sangue adequadamente, aumentando a chance dessa pessoa desenvolver a doença venosa.
Por essa razão, o uso de saltos altos é muitas vezes relacionado com a doença venosa e você pode notar que as suas pernas vão se sentir muito melhor se você usar sapatos planos que permitem a movimentação do tornozelo amplamente.
Ficar de pé parado por longos minutos, com ou sem salto alto, é também um fator de risco. Pesquisas têm mostrado que quanto mais tempo você fica de pé, mais provável que desenvolva doença venosa. Da mesma forma, ficar sentado ou deitado na mesma posição por muito tempo também pode causar problemas venosos.
Pacientes que estejam internados ou restritos ao leito, têm a sua circulação venosa prejudicada, o que pode acarretar um represamento do sangue nas extremidades. Isso pode levar a um coágulo de sangue nas veias profundas (trombose venosa profunda) ou nas veias superficiais (tromboflebite superficial)
O coágulo nas veias pode causar dor e levar a consequências mais sérias.
Muitos pacientes perguntam se cruzar as pernas pode causar veias varicosas. A resposta é: não existe uma pesquisa definitiva sobre o assunto, mas provavelmente a resposta seja não. Na realidade a maioria das pessoas cruza as pernas por pouco tempo, por períodos curtos e depois movem a perna para outra posição.
É importante lembrar que manter as suas pernas numa posição única por muito tempo não é uma boa coisa para suas veias e isso pode interferir no movimento do sangue nas pernas.
Muitas pessoas acreditam que o peso é um fator de risco na doença venosa. Enquanto que um paciente que se mantém num peso estável e saudável vai se sentir melhor, a influência desse peso no desenvolvimento das veias varicosas não está muito claro. O que se sabe é que estar acima do peso vai piorar a doença venosa que já existe.
Agora, o sexo com certeza é um fator importante no desenvolvimento das veias varicosas e outros problemas venosos. As mulheres são quase que duas vezes e meia mais sujeitas a ter doença venosa do que os homens. E, por estarem mais preocupadas com o aspecto estético, procuram o cirurgião vascular mais cedo. Portanto, a procura pelo tratamento pelas mulheres é maior, mas isso não significa que os homens não apresentam a doença, apenas que procuram o tratamento mais tarde.
Enquanto boa parte desse aumento de risco ocorre por aumento dos hormônios femininos, especialmente a progesterona, a progesterona permite que a parede das veias estique e isso acaba levando a um aumento do desconforto quando os níveis de progesterona são altos.
Durante a gravidez os níveis de progesterona ficam altos por muito tempo e é por isso que as mulheres desenvolvem as teleangectasias durante as gestações. Após o sofrimento venoso por nove meses, elas muito frequentemente não retornam ao tamanho original e podem nunca mais voltar a funcionar como antes.
Alguns fatores de risco como a história familiar ou a etnia são impossíveis de mudar, mas outros fatores de risco para a doença venosa podem ser evitados:
Nós podemos aumentar a movimentação das nossas pernas durante o dia, mesmo se tivermos uma profissão que requeira que fiquemos muito tempo de pé ou sentado, nós podemos mexer o tornozelo ou os pés, ou caminhar por alguns minutos, algumas vezes durante o dia.
As mulheres podem também, com certeza, diminuir o tempo em cima de salto alto. Também podem usar a meia elástica de compressão durante a gravidez. Se vamos ficar deitados, parados por muito tempo, podemos mexer, flexionar os tornozelos enquanto estamos deitados.
Manter um peso saudável e usar a meia elástica quando nós temos que sentar, ficar de pé ou viajar, também são maneiras de diminuir o impacto desses fatores de risco.
Enquanto os cirurgiões vasculares oferecem tratamentos que são altamente eficazes, a compreensão de como a doença ocorre e as medidas de prevenção são importantíssimas para manter as veias saudáveis. 
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
 
* Imagem do banco de imagens online Shutterstock

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A Classificação de CEAP

Vascular Pro - ter, 06/28/2016 - 10:02

Como os cirurgiões vasculares classificam a doença venosa.
Embora a doença venosa seja muito comum nas pernas e coxas, elas podem aparecer de formas diferentes nas pessoas. Como já vimos, algumas pessoas podem apresentar teleangiectasias, outras veias varicosas e teleangiectasias, outras ainda nenhuma veia visível anormal, mas podem ter uma úlcera aberta na perna. Além disso a doença venosa pode apresentar vários sintomas diferentes.
Isso fez que fosse necessário comparar os tratamentos para as diferentes formas da doença. Para diminuir essa confusão e padronizar os estudos e o tratamento no mundo inteiro, um grupo de especialistas criou uma classificação chamada de CEAP.
CEAP significa
“C” significa clínica, ou seja, o que é visível das veias.
“E” de etiologia, ou seja, se o problema é herdado ou não.
“A” de anatomia, ou seja, quais veias estão envolvidas.
“P” de fisiopatologia, em inglês, significa qual a direção o sangue está fluindo, se existe refluxo, ou se o fluxo está bloqueado.
Em outras palavras esse sistema de classificação descreve o que o médico vê no exame físico, a causa do problema a localização na perna e o mecanismo responsável para a manifestação do problema.
A classificação de CEAP é usada no mundo inteiro e representa uma linguagem comum entre os médicos que tratam doença venosa. Ela funciona ajudando na pesquisa científica e na comunicação entre os médicos, que, como retorno para o paciente, melhora a qualidade do tratamento e os avanços tecnológicos.
A parte mais usada da classificação de CEAP é o C, que tem sete categorias, de 0 a 6.

  • O C0 é o paciente que tem a menor gravidade, ou seja, não tem nenhum sinal visível de doença ao examinar a perna, mas pode ter sintomas venosos.
  • C1 significa que a pessoa possui teleangiectasias e veias reticulares
  • C2 indica que veias varicosas estão presentes.
  • C3 indica a presença de edema, ou seja, inchaço na perna.
  • C4 já inclui alteração de pele e subcutâneo como a pigmentação, ou seja, a pele mais escura, o eczema, que seria a pele vermelha, coceira. A lipodermatoesclerose, que seria a pele e subcutâneo endurecido, e atrofia alba, que são pequenas áreas esbranquiçadas na pele.
  • C5 é quando o paciente já teve úlcera e essa úlcera cicatrizou.
  • E C6, que é a classe mais grave, significa que existe uma úlcera aberta e ativa na perna.

Em geral, o termo doença venosa refere todo o espectro de C1 a C6.
A insuficiência venosa é restrita a graus mais graves, como C3 a C6.
A classificação de CEAP ajuda muito os médicos a descrever a situação das veias do paciente, mas ela não classifica em nada os sintomas que os pacientes sentem ou como a doença venosa está afetando a sua vida. Para isso existe outro sistema de classificação, que é o Venous Clinical Severity Score, ou Escore de Gravidade de Clínica Venosa, que considera o quanto a doença venosa está interferindo na vida do paciente, na sua habilidade de trabalho e nas suas atividades diárias, ou seja, o quanto impacta na sua vida.
Esse escore ajuda o médico a melhor entender os pacientes que sofrem de doença venosa e ajuda a determinar se o tratamento está sendo efetivo ou não.
Em resumo, a classificação de CEAP é uma língua comum entre os médicos, facilitando a comunicação, melhorando os cuidados para os pacientes e consequentemente melhorando os resultados dos tratamentos.
O Dr Alexandre Amato desenvolveu software para auxiliar na aplicação prática das duas classificações.

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Síndrome Das Pernas Balançantes

Vascular Pro - ter, 06/21/2016 - 09:37

A Síndrome Das Pernas Balançantes afeta aproximadamente 10% das pessoas nos Estados Unidos e pode ser bastante incômoda se você tiver. Ela é caracterizada por uma vontade, impossível de controlar, de movimentar as pernas. Muitas vezes dificultando, à noite, de ter uma noite de sono tranquila.
A Síndrome Das Pernas Balançantes também pode vir acompanhada de outras sensações desagradáveis nas pernas, como sensação de puxão, de peso, de choques elétricos, de formigamento ou de uma tensão.
Como a síndrome frequentemente interfere no sono, as pessoas que sofrem dessa condição, muito frequentemente ficam cansadas, levando à dificuldade de concentração no trabalho, depressão e outras condições médicas.
A gravidade da Síndrome Das Pernas Balançantes é determinada pela intensidade e frequência dos sintomas, pelo velocidade que eles se resolvem quando você resolve movimentar as pernas e pelo quanto os sintomas interferem com o seu sono.
As formas mais leves da síndrome das pernas balançantes podem causar sintomas somente quando a pessoa não mexe a perna por longos períodos de tempo, como durante uma viagem de carro ou de avião. Alguns pacientes com Síndrome Das Pernas Balançantes acabam balançando as pernas frequentemente durante a noite e isso pode afetar não só a pessoa com a doença, mas também quem está dormindo com ela.
Existem duas formas da Síndrome Das Pernas Balançantes, o primeiro tipo começa antes dos 45 anos e piora com a progressão da vida. Normalmente ocorrem em famílias e o segundo tipo da Síndrome Das Pernas Balançantes não parece ser hereditário e normalmente aparece depois dos 45 anos. Aparece subitamente e os sintomas ficam estáveis.
Algumas vezes a Síndrome Das Pernas Balançantes pode ser desencadeadas por medicações como antidepressivos, anti-histamínicos, antinauseantes, uma classe de medicamentos para pressão alta chamados de bloqueadores de canal de cálcio.
Em outros pacientes as condições incluem a gravidez, diabetes, a doença de Parkinson, artrite reumatóide, falta de ferro, falência renal, que podem ser responsáveis pela Síndrome Das Pernas Balançantes.
Quando a doença causadora resolve ou melhora, os sintomas da Síndrome Das Pernas Balançantes também melhoram.
A pesquisa sugere que a Síndrome Das Pernas Balançantes pode resultar do uso inapropriado de ferro no cérebro. O ferro é necessário para fazer o neurotransmissor dopamina, que é uma substância que participa ativamente do controle da movimentação.
Não existe nenhum exame para diagnosticar a Síndrome Das Pernas Balançantes. O diagnóstico é completamente clínico, feito pelo médico baseado nos sintomas relatados pelo paciente, que são a necessidade de movimentação das pernas, sensação desagradável nas pernas, sintomas que ocorrem durante a noite, quando suas pernas não estão se movendo e sintomas que diminuem quando você começa a movimentar a perna ou caminhar.
Embora não tenha nenhum tratamento específico para a Síndrome Das Pernas Balançantes os pacientes que apresentam essa doença frequentemente sentem melhora quando dormem o suficiente, quando fazem exercício físico, ao evitar o tabaco e o álcool e tomar alguma medicação indicada pelo médico.
Por que os flebologistas e os cirurgiões vasculares se interessam pela Síndrome Das Pernas Balançantes? Porque os pacientes normalmente procuram o cirurgião vascular por causa dos sintomas nas pernas e com receio de que esses sintomas sejam devido a varizes.
Como já citado, a presença dos sintomas específicos pode indicar se você tem a Síndrome Das Pernas Balançantes. Embora não existam estudos específicos, que confirmam isso, muitos cirurgiões vasculares acreditam que o uso de meias elásticas de compressão melhoram os sintomas da síndrome.
Existem pesquisas que mostram também que quem possui a doença venosa como varizes, ao tratar, melhora os sintomas da Síndrome Das Pernas Balançantes, muito provavelmente porque a doença venosa desencadeia os sintomas da Síndrome Das Pernas Balançantes.
Também existe o caso onde a doença venosa coexiste com a Síndrome Das Pernas Balançantes e o tratamento da doença venosa pode melhorar suficientemente os sintomas para que o paciente sinta um benefício mesmo que a Síndrome Das Pernas Balançantes continue ocorrendo.
De qualquer modo o uso das meias elásticas e o tratamento das veias varicosas e teleangiectasias são sugestões razoáveis para o paciente que possui a Síndrome Das Pernas Balançantes associada à doença venosa.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venososíndrome
Categorias: Medicina

Coágulos Sanguíneos, Trombose Venosa Profunda e Flebite Superficial

Vascular Pro - seg, 06/20/2016 - 08:19

Todo mundo fala ou já ouviu falar sobre trombose, mas a trombose tem diferentes aspectos e apresentações que devem ser elucidados. O termo trombose costuma vir acompanhado de um certo medo, isso porque várias pessoas já ouviram histórias e algumas pessoas famosas já sofreram e há alguns relatos de casos de morte por trombose.
Só para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a cada ano dois milhões de pessoas desenvolvem trombose e dessas, trezentas mil morrem por causa disso.
Mas o que leva a se formarem esses coágulos? Como você fica sabendo se você tem um coágulo ou uma trombose? E o que você deve fazer se você suspeitar que tem uma trombose.
Essas são as perguntas que ficam rodeando nossa mente. A boa notícia é que tem resposta para todas essas perguntas. O que pode aliviar o nosso receio e diminuir a nossa chance de desenvolver uma trombose, ou mesmo de ter as consequências graves de uma trombose.
Os fatores principais que contribuem para a formação de um coágulo no nosso corpo são o fluxo do sangue mais lento, o dano na parede da veia e mudanças na composição do sangue (tríade de Virchow). O fator mais comum é o fluxo sanguíneo mais lento. Quando o fluxo sanguíneo diminui, ele tende a coagular, por isso que os trombos normalmente são descobertos após a pessoa viajar de avião ou uma longa viagem de carro. Nesses casos, como nós não estamos movendo nossas pernas por um longo período durante a viagem, nossos músculos não têm a oportunidade de bombear o nosso sangue pelas veias de nossa perna.
A velocidade do sangue, portanto, acaba diminuindo e o trombo acaba se formando. Como nós ficamos muito apertados em assentos pequenos e isso acaba dificultando a movimentação em viagens de avião, a formação desses trombos acaba sendo chamada de “síndrome da classe econômica” ou “a trombose do viajante”.
Da próxima fizer uma viagem internacional de avião, preste atenção que nas revistas que estão à sua frente, normalmente tem um folheto explicativo sobre a trombose venosa profunda e, nesse folheto, há a sugestão de você flexionar as suas pernas e movimentar os seus pés durante o voo.
A intenção disso é contrair o músculo da panturrilha e fazer o seu sangue mover mais rapidamente, diminuindo a tendência de formar esse coágulo. O uso da meia elástica de compressão aumenta também o fluxo pelas veias. E essa é uma outra maneira efetiva de reduzir as chances de desenvolver um trombo durante a viagem.
A segunda razão ou situação que ajuda a formar o trombo nas veias, é quando a parede venosa fica danificada. A resposta do nosso corpo a esse dano é formar uma capa, uma camada protetora sobre a área danificada da veia. Essa camada é chamada de trombina e pode se expandir em um trombo que acaba bloqueando o fluxo sanguíneo.
Esses danos na parede venosa podem ocorrer quando o indivíduo machuca a sua perna ou faz uma cirurgia. Essa é uma das razões porque os pacientes devem tomar medicamentos que afinam o sangue antes ou após as cirurgias.
Outro motivo para danos nas paredes venosas é a movimentação repetida, como nos esportes, levando ao que é chamado de trombose de esforço. Isso normalmente acaba resultando em trombos nos braços que podem acontecer em nadadores, jogadores de tênis e outros que movem o ombro repetidamente. Esse movimento repetido pode acabar pinçando e comprimindo as veias dos braços, danificando-as.
O terceiro fator que contribui para formação dos trombos é a variação da composição do sangue. nós temos fatores sanguíneos que desenvolvem o coágulo se nós precisarmos de um. Lembre-se que o coágulo normalmente é uma coisa boa, nós podemos precisar de um coágulo se nós nos machucamos, para parar o sangramento. Quem não consegue coagular tem outro problema, que é a hemofilia e pode sangrar sem parar.
Outros fatores que nós temos em nosso sangue servem para dissolver o coágulo. Se nós temos um excesso ou uma falta de um desses fatores, nossa capacidade de formar ou dissolver os coágulos pode ser modificada.
Muitas dessas condições são genéticas e hereditárias, como por exemplo a mutação do Fator V de Leiden, a mutação da protrombina G20210A ou a deficiência da proteína C ou a deficiência da proteína S.
Outras alterações podem ser causadas pelo uso de medicações, como altas doses de hormônios, gravidez ou outras condições médicas, como um câncer, por exemplo.
Outra maneira do sangue mudar a sua composição é se nós ficarmos desidratados. Quanto mais desidratado, maior a chance de desenvolver um coágulo. Por isso é sábio tomar bastante líquido e ficar longe de outros que causam desidratação, como o uso de álcool em excesso em viagens.
Os coágulos podem se formar tanto em veias superficiais quanto nas veias profundas. Quando esses trombos se formam em veias profundas, a doença é chamada de trombose venosa profunda. Quando ela se forma em uma veia superficial, ela é chamada de tromboflebite superficial.
Quando ocorrem em veias superficiais, ela é bem próxima da pele e a pessoa acaba notando que a veia fica dura, vermelha e dolorosa quando a tromboflebite superficial está presente.
Em alguns casos a trombose venosa profunda pode ocorrer junto com a trombose venosa superficial e assim, o paciente deve passar em consulta com seu cirurgião vascular para fazer um ultrassom e determinar se é isso que está acontecendo.
Quando ocorre a formação de um coágulo, existem três desfechos para esse trombo:

  • Se desprender e mover através da circulação até os pulmões, causando um tromboembolismo pulmonar, que pode levar à falta de ar, dor no peito e até à morte. Em casos mais raros esse coágulo pode se mover através da circulação venosa e, no coração, encontrar uma conexão anormal que pode levar este trombo para a circulação arterial e, das artérias, ir para o cérebro ou para alguma outra
  • O coágulo pode também ser reabsorvido e formar uma cicatriz dentro da veia e essa cicatriz pode obstruir o fluxo sanguíneo e deformar a válvula. Deformando a válvula e havendo fluxo dentro da veia, esse sangue pode mover tanto para cima ou para baixo, o que não é normal. Esse fluxo para baixo é chamado de refluxo, e pode levar a vários problemas, como inchaço, dor crônica e ulceração da pele, com feridas de longa duração. Quando isto acontece, isso é chamado de síndrome pós trombótica, leva aos sintomas da insuficiência venosa crônica.
  • E o terceiro desfecho seria o trombo que se dissolve e deixa a veia em uma boa condição.

Obviamente nós gostaríamos que todos os coágulos se dissolvessem e deixassem a veia funcionando normalmente. Existe a chance disso acontecer se a pessoa procura os cuidados médicos quando o trombo se desenvolve.
Mas como saber se você pode ter um trombo dentro das veias?
Os sintomas da trombose venosa são

  • Dor nas pernas, normalmente no tornozelo, que piora quando você se move.
  • Inchaço das pernas.
  • Aparecimento súbito de cãibras que não melhoram.
  • Falta de ar ou dor no peito quando faz uma inspiração profundamente
  • Uma área dolorosa, vermelha, dura, na perna, principalmente no trajeto de uma veia varicosa.

No pronto socorro ou mesmo no consultório médico, um teste chamado D-dímero pode sugerir se a pessoa tem ou não a trombose, mas o diagnóstico preciso vai necessitar um exame de imagem.
Na perna, normalmente esse exame é um ultrassom ou ecodopler.
Para trombos nos pulmões o exame de preferência é a tomografia computadorizada, embora outros também possam ser realizados dependendo da sua disponibilidade.
Assim que um trombo é descoberto, sua localização identificada e sua extensão vista, o histórico médico levantado, pode-se determinar o melhor tratamento.
Para trombos que estão obstruindo o fluxo sanguíneo dos pulmões ou trombos muito grandes nas pernas ou na pelve e que estão causando sérios problemas se não forem dissolvidos, existe uma medicação que pode ser injetada por horas para dissolver esses coágulos. Essa é a terapia trombolítica, que requer que se fique internado no hospital, e só deve ser realizada em casos bem selecionados e precocemente.
Para a maioria das outras tromboses mais simples, o uso de uma medicação injetável ou via oral permite que você continue as suas atividades normais.
Essas medicações são chamadas de anticoagulantes e são tomadas diariamente por um período que pode variar de três, seis ou mesmo doze meses depois da formação do trombo, dependendo da sua situação.
Outra parte importante do tratamento é o uso das meias elásticas de compressão todos os dias. Isso aumenta sobremaneira a melhora dos sintomas e a chance de você desenvolver uma insuficiência venosa crônica, chamada de síndrome pós trombótica.
Caminhar ou fazer algum tipo de exercício vai fortalecer a musculatura que bombeia o sangue pelas suas pernas e melhorando a sua circulação. Se você desenvolveu uma trombose, existe uma grande chance de apresentar outra durante a sua vida. Então a melhor maneira é se prevenir.
Para fazer isso, fique consciente das suas pernas. Ou seja, se você está sentado por muito tempo ou de pé, parado por muito tempo, movimente os seus tornozelos repetidamente tentando se levantar ou caminhar por um minuto ou dois a cada trinta minutos parado.
Use meias elásticas de compressão quando estiver de pé, parado ou sentado por muito tempo, principalmente quando for viajar.
Se você ou alguém da sua família tiver história de trombose, pergunte para seu médico sobre os testes sanguíneos que podem determinar se você tem uma herança genética ou uma pré-disposição para formar trombose.
Em alguns casos pode ser necessário o uso de anticoagulantes antes de viagens ou cirurgias.
E se você desenvolver qualquer um dos sintomas listados anteriormente, certifique-se de procurar ajuda médica assim que possível. O cirurgião vascular é o médico recomendado para avaliação na vigência da trombose venosa, o hematologista é o especialista no tratamento das doenças do sangue e trombofilias, mas muitos outros profissionais podem atuar no seu tratamento durante a internação, como o pneumologista, o médico intensivista e outros.
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato
* Imagens do banco de imagens: Dreamstime.com - Thrombosis

Tags: trombosevenosoveiatvp
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