Medicina

Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna

Neurocirurgia - ter, 03/22/2016 - 22:00

 

O que é a cirurgia minimamente invasiva da coluna?

É um conjunto de procedimentos que visa o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo e, desta forma, trás uma recuperação mais rápida, um retorno mais rápido às atividades profissionais e habituais, e também apresenta menor risco de complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Por exemplo, o risco de sangramento e infecção é menor, haja visto que os cortes são menores e em muitos destes procedimentos, até mesmo inexistentes, pois podem ser feitos com agulhas ou com auxilio de endoscópio

 

Para que tipo de doença ou paciente essas técnicas estão indicadas?

As principais doenças tratadas com estas técnicas são as doenças degenerativas da coluna, que incluem as famosas hérnias de disco e os famosos bicos de papagaio. Outras doenças como fraturas, tumores e deformidades, também podem, muitas vezes, serem tratadas por técnicas minimamente invasivas da coluna. Porém os principais alvos são aqueles problemas relacionados à hérnia de disco. 

 

O que causa a hérnia de disco?

Bom, é uma doença degenerativa, então o paciente apresenta uma predisposição genética. Associa-se a isso, o envelhecimento da coluna; e, o único fator que podemos modificar, são os fatores ambientais. Postura inadequada, exercícios físicos feitos de forma errada, de mais ou de menos, também podem predispor ou agravar quadros de hérnia de disco. Algumas atividades profissionais também podem predispor. Mas é importante ressaltar a predisposição genética, existem pessoas que fazer tudo errado e não têm hérnia de disco, e outros que fazem tudo certo e acabam sofrendo com esse problema.

 

Quando que o paciente com hérnia de disco precisa realizar cirurgia?

90% das hérnias de disco melhoram com o tratamento clínico, ou seja apenas 10% vão precisar de cirurgia, mas como é uma doença muito frequente, realizam-se muitas cirurgias de coluna. Quando o paciente apresenta dor incapacitante, ou algum sintoma neurológico associado como perda de força ou sensibilidade, é um candidato a cirurgia. Caso o paciente não esteja melhorando com o tratamento clínico, também é candidato ao tratamento cirúrgico.

 

Uma grande preocupação dos paciente é o risco de sequela com uma cirurgia na coluna. Este risco é real? 

Hoje em dia, utilizamos técnicas muito seguras e que minimizam ao máximo esse risco. Geralmente os pacientes conhecem um vizinho ou um amigo que fez uma cirurgia de coluna e está muito mal, não melhorou ou ficou com uma sequela…. É importante entender que um dos objetivos da cirurgia é justamente evitar que o paciente evolua com tal sequela, então não devemos generalizar essas situações, pois não dá pra saber o que aconteceu com esses casos, é uma doença com uma variedade muito grande de apresentação. Uma hérnia grande pode causar sintomas apenas transitórios em um paciente, enquanto uma hérnia pequena pode causar disfunção neurológica grave em outro paciente… As cirurgias apresentam um risco que é controlável.

 

Como que é feita esta cirurgia? Como é a anestesia? Quanto tempo precisa ficar internado?

Eu vou ressaltar aqui a cirurgia endoscópica, pois é um método minimamente invasivo que vem crescendo bastante no país e que possui uma gama maior de aplicação clínica. Para uma hérnia de disco lombar simples, por exemplo, a cirurgia é feita em regime ambulatorial, ou seja, o paciente recebe uma sedação e uma anestesia local, a cirurgia dura cerca de 40minutos a 1 hora, pode levantar logo após a cirurgia e vai embora em torno de 2 a 3 horas após a cirurgia. 

 

Quanto tempo de recuperação o paciente precisa depois de uma cirurgia minimamente invasiva pra hérnia de disco? Precisa ficar afastado por muito tempo?

A recuperação depende muito do paciente e do tipo de doença que ele apresenta, mas de uma forma geral, deixamos 1 semana de repouso em casa e logo reavaliamos para liberar para atividades. Profissões administrativas podem ser retornadas em 10 a 14 dias, mas é importante reservar um tempo para a reabilitação que é geralmente iniciada 1 a 2 semanas após o procedimento. E aos poucos, vamos liberando para atividades que exijam mais esforço.

 

Quais são as vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, quando comparada com a cirurgia convencional?

De uma forma geral: menor tempo de cirurgia, menor risco de sangramento ou de infecção, sem necessidade de anestesia geral, retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais, menos dor pós-operatória já que o corte é menor ou até mesmo inexistente e a musculatura é discretamente mobilizada e separada, ao contrário do que acontece nas cirurgias convencionais que a musculatura precisa ser “descolada” do osso.

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Endometriose, entrevista

Fertilidade - sex, 03/18/2016 - 11:38

Dra Juliana Amato tira dúvidas sobre endometriose em programa de rádio. Doença que acomete as mulheres. 

Entrevistador Você sabe qual a doença que mais atinge a população feminina? É a endometriose, cerca de 7 a 10 milhões de mulheres sofrem dessa patologia no Brasil e para falar sobre o assunto convidamos a ginecologista especializada em reprodução assistida Dra. Juliana Amato.

Doutora para começar a nossa entrevista o que é a endometriose, boa tarde e seja muito bem vinda.

 

Dra Juliana Amato:  Obrigada, boa tarde.

Bom a endometriose é uma doença da mulher moderna, ela é a presença do endométrio que é o tecido que reveste internamente o útero e esse tecido apresenta fora da cavidade uterina causando vários sintomas.

 

Entrevistador E quais são esses sintomas Dra. Juliana?

 

Dra Juliana Amato:  Esses sintomas eles variam um pouco, mas o principal é a cólica menstrual, é uma dor que varia de leve a forte, dependendo do grau da endometriose, torna a relação sexual, alteração no intestino durante a menstruação pode ter diarreia ou o intestino preso, sangramento anal, alterações na bexiga, nas vias urinárias pode ser percebido pelo aumento de número de vezes de ir ao banheiro, dor para fazer xixi e sangramento na urina, e essa é uma dor contínua independente da menstruação.

A cólica menstrual ela é muito comum na menstruação e ela pode começar até quatro dias antes da menstruação aparecer, é uma dor crônica e acíclica.

 

Entrevistador Mais toda a mulher que tem cólica menstrual mais intensa pode desencadear a endometriose?

 

Dra Juliana Amato:  A cólica ela existe na mulher normalmente, cada mulher ela tem um linear de dor no período menstrual, mulheres que tem um linear de baixa dor elas sentem mais dor e essa cólica e não necessariamente é endometriose. Mas a indicação é se a mulher tem cólica converse com o seu médico porque se for necessário eles fazem uma pesquisa de endometriose.

 

Entrevistador E no caso essa doença é hereditária?

 

Dra Juliana Amato:  Não é uma doença hereditária, mas mulheres que tem mães com endometriose elas tem maior chance de terem endometriose, mas não que seja hereditário.

 

Entrevistador E existe uma faixa etária onde a possibilidade dela surgir é maior?

 

Dra Juliana Amato:  Sim, são mulheres entre 30 a 35 anos, mulheres com uma vida mais agitada, mulheres modernas que pretendem ter filhos mais tarde, magras, esse é o perfil da mulher que desenvolve a endometriose.

 

Entrevistador Dra. Juliana a chances de desencadeamento da endometriose diminuem com a chegada da menopausa?

 

Dra Juliana Amato:  Sim, como a endometriose é uma doença da mulher mais nova, da mulher ativa e que está com os seus ciclos menstruais em dia, com a chegada da menopausa tem a diminuição da endometriose e não existe mais a menstruação então esse tecido de dentro do útero ele não tem mais a regularização pela trompa e não causa mais a endometriose.  

 

Entrevistador E qual o melhor tratamento para a endometriose? E quais as circunstâncias que a cirurgia é indicada?

 

Dra Juliana Amato:  O melhor tratamento para a endometriose é a suspensão da menstruação. Como é uma doença que cresce com o ciclo menstrual, com as alterações hormonais do ciclo menstrual, se a gente suspender a menstruação teoricamente à endometriose ela não cresce mais.

Só é necessária a cirurgia se essa endometriose estiver muito avançada, e em casos de mulheres que não conseguem engravidar ou em casos que a endometriose ela já atinge a bexiga e o intestino causando alterações nesses órgãos.

 

Entrevistador Sim, 2 horas da tarde mais 36 minutos, hora oficial de Brasília, nós estamos conversando com a Dra. Juliana Amato, ginecologista, especializada em reprodução assistida.

Agora o medo de muitas mulheres doutora é a infertilidade que essa doença pode causar, quais são os riscos disso acontecer? Após o tratamento quais as chances da mulher engravidar?

 

Dra Juliana Amato:  Depende muito do grau da endometriose, uma endometriose leve as chances de engravidar são maiores, agora quando essa endometriose ela é um pouquinho, de média para avançada existem algumas alterações inflamatórias no organismo que elas impedem de o embrião migrar para o útero e, além disso, pode causar obstruções tubárias e com isso a infertilidade, aí depende de cada caso, o médico tem que avaliar se é necessário só uma indução da ovulação ou se vai ser necessário uma fertilização em vitro, cada caso é um caso e tem que ser avaliado isoladamente porque existem realmente vários graus de endometriose.

 

Entrevistador Dra. Juliana Amato muito obrigada pela sua participação no programa Viver é Melhor de hoje nos esclarecendo sobre a endometriose. Agora a senhora gostaria de deixar alguma mensagem para os nossos ouvintes, as nossas ouvintes que estão acompanhando neste dia Internacional da Mulher?

 

Dra Juliana Amato:  Sim, as mulheres hoje em dia elas tem que pensar muito nelas então cuidado, ir ao ginecologista anualmente porque é muito importante as doenças da mulher estão aí, das mulheres modernas. Eu sei que é muito difícil a gente parar para ir ao médico, principalmente quem tem filhos e trabalha o dia inteiro, mais o diagnóstico precoce é o melhor tratamento da endometriose.

Uma boa tarde, e muito obrigada.

 

Entrevistador Obrigada. Conversamos com a Dra. Juliana Amato, ginecologista, especializada em reprodução assistida falando hoje sobre a endometriose.

Dúvida sobre o assunto, sugestões de tema você pode ligar agora, 2216-7940, DDD 21, 2 horas da tarde mais 39 minutos hora oficial de Brasília.

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Microcefalia

Fertilidade - qua, 02/24/2016 - 09:59

Entrevista com a Dra. Juliana Amato na revista Segredos da Mente sobre Microcefalia

 

microcefalia

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Varizes internas

Vascular Pro - ter, 02/02/2016 - 10:50

O sistema venoso das pernas compreende 3 sistemas:

  • o sistema venoso superficial,
  • o sistema venoso profundo
  • e o sistema perfuro-comunicante (ou perfurantes). 

Quando veias do sistema venoso superficial dilatam e passam a transportar o sangue no sentido errado, por ser superficial, formam as varizes, que são veias dilatadas, tortuosas e visíveis a olho nú. São as varizes que todo mundo conhece e os vasinhos.
Quando o sistema perfuro comunicante está doente, este acaba comprometendo o sistema venoso superficial também e muitas vezes traz sintomas como 
Mas, quando o sistema venoso profundo está comprometido, essas veias não são visíveis. E o sistema venoso profundo (interno) é responsável por até 90% do retorno venoso. Quando há insuficiência venosa profunda, essas veias "internas" passam a levar o sangue no sentido errado, causando os sintomas como inchaço, coceira, manchas e até úlceras. O termo "varizes internas" apesar de incorreto, por sugerir uma veia dilatada e visivel, mas profunda, acaba significando que o sistema venoso profundo está doente. Frequentemente a insuficiência venosa profunda, ou "varizes internas" é mais grave que as varizes superficiais.
Obviamente pode haver comprometimento simultâneo dos sistemas venosos: É possível ter veias superficiais dilatadas, ou seja varizes, associado à insuficiência do sistema venoso profundo, ou interno.
Por isso é sempre muito importante ser avaliado por cirurgião vascular. O tratamento superficial das varizes às vezes esconde um problema maior por trás.

Tags: venosovascularvarizes
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Entrevista sobre estenose de carótida

Vascular Pro - ter, 01/26/2016 - 11:46
Estenose de Carótida

Entrevista com o Prof. Dr. Alexandre Amato no programa "Gente que Fala" sobre estenose de carótida, doença frequentemente associada ao derrame (AVC).

O questionário que o Dr comenta sobre prevenção pode ser respondido aqui.

 

 

 

Zancopé: Alo amigos, bem vindos ao “gente que fala” sempre ao vivo de 12:00 horas às 13:00 horas pela rádio Trianon AM 740 –SP, Radio Universal AM – 810 Santos, ALLTV www.alltv.com.br com representação 18 :00 horas, também TV Guarulhos canal 20 UHD, canal 13 da NET em Guarulhos 23>30 horas, acesse nosso blog, conheça os nossos colunistas e colaboradores, gentequefala.com.br, nossa fanpage facebook/programagentequefala, para falar no chat, no site da ALL TV whatsapp 97401-2235 e o telefone de São Pulo 11-5052-6622, Nesta edição de “gente que fala” conosco Fábio Martins de França, prazer  tê-lo aqui Fábio.

Fabio: Prazer.

Zancopé: Você é especialista em ginastica para o cérebro, é correto isso?

Fabio: Correto isso mesmo. Por incrível que pareça ginástica para o cérebro é uma ginastica que nós podemos executar, onde que nós podemos melhorar algumas habilidades cognitivas, que é o foco, memória...

Zancopé:Mais próximo, por favor.

Fabio: ...e também a parte de raciocínio logico.

Zancopé: Porque o cérebro dele não é muito bom

Fabio: Melhorou agora?

Zancopé: Se falar muito longe o cérebro do microfone você vai ter que exercitá-lo mui.

Fabio: Está ótimo.

Zancopé: também conosco cirurgião vascular Alexandre Amato, prazer atê-lo aqui Alexandre.

Dr Alexandre Amato: Muito prazer, obrigado pelo convite.

Zancopé: Tua especialidade cirurgião vascular.

Dr Alexandre Amato: Cirurgia vascular, endovascular e estou aqui para responder as perguntas sobre acidente vascular cerebral, um outro foco, não o lado da neurologia.

Zancopé: Então você socorre quando a ginastica dele não dá certo?

Fabio: É, ele tem que atuar antes.

Zancopé: Por isso que eu digo, quando a ginastica não dá certo você entra.

Fabio: Exatamente ou quando a ginástica não ajuda mais, já passou do ponto.

Zancopé: você é do Amato Instituto de Medicina Avançada, é isso?

Dr Alexandre Amato: Isso, isso.

Zancopé: Ok. Também conosco a nutricionista Carolina Arbache, prazer tê-la aqui Carolina.

Carolina: O prazer é meu.

Zancopé: Você é nutricionista esportiva?

Carolina: Isso, nutricionista esportiva e clínica.

Zancopé: Mas próximo, meu bem.

Fabio: Nutricionista esportiva e nutricionista clínica funcional.

Zancopé: Qual é a diferença, porque houve uma correção aqui, apenas apresenta-la como nutricionista clínica e depois era nutricionista esportiva.

Carolina: na realidade nutricionista esportiva é pela minha especialização que eu sou especializada em nutrição esportiva e também não coloquei clínica porque eu não atuo em consultórios, clínicas, eu atuo na Natuie que é uma empresa, então essa diferença.

Zancopé: Perfeito. E conosco a enfermeira Karina de Araújo, prazer em tê-la aqui Karina.

Karina:  Prazer.

Zancopé: Mais próximo, por favor.

Karina: Prazer

Zancopé: Você não está acreditando que ele não te ouve. A tua especialidade, controle de infecção diretos aos profissionais, é isso?

Fabio: Não, na verdade eu enfermeira e a minha especialização é controle de infecção relacionada a assistência à saúde, dentro da minha especialização a gente cuida também da saúde do profissional que corre o risco de adquirir uma doença, uma infecção através da assistência, do seu cuidado. 

Zancopé: E a Sol Millenium?

Karina: A Sol Millenium é uma empresa que ela fornece dispositivos de segurança de proteção para o profissional na área da saúde, é uma multinacional, é a empresa que eu trabalho atualmente

Zancopé: Perfeito. Doutor Alexandra Amato, ataque isquêmico, qual é o, o senhor esclareça, este é um primeiro passo, este é um segundo passo? Porque tudo o que se refere a ataque isquêmico, AVC, alguma coisa assim, eu nem sei se AVC é o termo correto que eu possa usar, mas assusta.

Dr Alexandre Amato: Assusta, assusta todo mundo, qualquer problema no cérebro... por isso que existe o treinamento ai para tentar evitar, mas a AIT é o Acidente Isquêmico Transitório e o AVC é Acidente Vascular Cerebral, o correto hoje em dia é Acidente Encefálico, mas vamos falar o AVC que todo mundo conhece. A doença e o problema, normalmente são os mesmos, a única coisa que muda é a duração, o ataque isquêmico transitório dura por um dia no máximo, enquanto um AVC pode perdurar por mais tempo.

Zancopé: O que é essa duração de um dia?

Dr Alexandre Amato: É uma questão e definição, vamos pensar assim, quem teve um AIT é um aviso de que uma coisa bem grave está acontecendo, é uma chance de pesquisar e tentar tratar a doença de causa, quem tem um AVC vai ficar com uma sequela, essa sequela pode ser pequena, maior, quem tem um AIT mesmo que seja duração de um dia alguma lesão já se formou no cérebro, alguma coisa vai ser visível no exame de imagem, em algum exame subsidiário que vai mostrar que a lesão ainda está lá, mesmo não tendo sintoma depois de 24 horas.

Zancopé: AVC é uma siglas bastante conhecida por todos nós ai o senhor fala sobre AIT, não é?

Dr Alexandre Amato: Isso.

Zancopé: Quais são os sintomas?

Fabio: Bom, sintoma pode ter um desvio de rima é o desvio do rosto, desvio de língua, dificuldade de fala, dificuldade de movimentação, esses são os mais comuns, mas isso quando já aconteceu quinado a lesão já aconteceu, acho que é interessante a gente comentar sobre a prevenção quem são as pessoas que estão propensas para ter um AVC, um AIT, alguém problema vascular extra cerebral. Então, quando eu falo... porque um vascular está aqui falando e não um neurologista e não um neurocirurgião? Porque as carótidas são as artérias que irrigam o cérebro, temos as carótidas, temos as vertebrais e uma lesão dessa artéria pode levar ao derrame. Então, quando identifica essa lesão cedo, trata essa lesão cedo, a gente pode evitar os problemas maiores, quem são essas pessoas? São as pessoas que tem basicamente aterosclerose, aterosclerose é uma doença que todo já ouvir falar, deve ter sido comentado aqui no programa várias vezes, principalmente por cardiologistas e acredito que todo mundo já ouviu pelo menos de passagem quais são os fatores principais, tabagismo, fumo, que graças a Deus nós não somos um país na maioria tão fumante assim, hipertensão, diabetes, doença coronariana, todos esses são fatores eu elevam a aterosclerose ou são causados pela aterosclerose, quando a gente identifica tudo isso a gente tem que fazer um rastreamento de doença carotídea.

Zancopé: Ai é a prevenção, a prevenção seria essa?

Dr Alexandre Amato: Prevenção é para não chegar no cirurgião vascular. Com cardiologista, com o clínico, com o geriatra, com seu médico de confiança, à partir de determinada idade, começa a ganhar idade tem os fatores de risco, a gente tem que investigar.

Zancopé: Quando o senhor fala idade, esses fatores de risco começam a...

Dr Alexandre Amato: A se somar.

Zancopé: ... a se somar à partir de quando, tem um limite para isso, não tem?

Dr Alexandre Amato: Tem. Para quem vários fatores de risco agregados a gente já começa...

Zancopé: Você falou ai, diabetes, hipertensão, tabagismo...

Dr Alexandre Amato: Paciente que fuma, tem pressão alta à partir de 50 anos a gente já começa a ficar preocupado.

Zancopé: Uma idade seria essa 50 anos já é...

Fabio: Exato. Para quem não tem os fatores de risco a gente começa a se preocupar acima de 60 - 65 anos. Mas eu fiz uma coisa muito interessante que eu fiz um questionário para investigar quem precisa fazer rastreamento ou não está on-line, posso passar o site?

Zancopé: Por favor.

Dr Alexandre Amato: É vascular.pro/carótida sem o assento.

Zancopé: Repete, por favor.

Dr Alexandre Amato: vascular.pro/carótida sem o assento, é um questionário a pessoa responde lá algumas perguntinha e vai calcular o seu grau de risco.

Zancopé: Tem uma perguntinha aqui, que o senhor possa lembrar agora?

Dr Alexandre Amato: A principal é a idade.

Zancopé: Sim.

Dr Alexandre Amato: A idade, o paciente muito jovem não tem que fazer o rastreamento, quem não tem nenhum fator de risco e é jovem não precisa se preocupar, mas são perguntas bem focadas nisso que eu já falei, se já teve algum evento cardíaco, se tem pressão alta, se fuma, idade, e vai respondendo tudo isso vai somando pontos, quanto maior o ponto não quer dizer que tem a doença, pode não ter, mas que tem que fazer o rastreamento para evitar tem.

Zancopé: Deixa eu aproveitar o assunto, Fabio você que é especialista em ginastica para o cérebro, esse prevenção passa por você?

Fabio: Nós podemos trabalhar em dois momentos diferente, a gente pode trabalhar em pessoas que tiveram o AVC então, dependendo da lesão cerebral que a pessoa teve, talvez ela perca a parte de fala, coordenação motora fina então, na ginastica cerebral nós utilizamos algumas ferramentas...

Zancopé: O que é coordenação motora fina?

Fabio: É capacidade de você desenhar, pintar, segurar alguma coisa com a mão você precisa de coordenação motora fina então, por exemplo, para você conseguir dirigir para segurar o volante é coordenação motora fina então, dependendo da lesão que pessoa sobre com o AVC ela perde a coordenação motora fina. Nós temos algumas ferramentas conforme a pessoa vai praticando ela começa a retomar a coordenação motora fina então a gente trabalha em conjunto ai com o fisioterapeutas e também com neurologistas para que a gente possa definir qual é o melhor conjunto de ferramentas para atender as necessidades especificas da pessoa que teve o AVC. Então, a gente trabalha no momento depois e a gente também trabalha num primeiro momento na prevenção então, a única coisa que eu consigo trabalhar com o cliente lá são atividades preventivas então, sempre a gente trabalha para que a pessoa faça atividade física, tenha uma alimentação saudável e também faça atividades de estimulo cerebral. Então, eu entro diretamente no estimulo cerebral.

Zancopé: Exercício por si só, o exercício desses de academias que ´e mais fácil de ser identificado, é um princípio?

Fabio: Correto. O que a gente recomenda o exercício? A gente recomenda três tipos diferente de exercício, o cardiovascular então a pessoa andar com uma certa intensidade ou correr ou nadar, nós também recomendamos que a pessoa faça pelo menos 3 vezes por semana...

Zancopé: Andar ou correr?

Fabio: Correr. Correr, correr é o melhor, às vezes a pessoa ela está muito acima do peso então ela precisa ir consultar o médico para ver qual que é a melhor atividade, a segunda coisa seria musculação no mínimo três vezes por semana e a terceira coisa é atividade de equilíbrio então, yoga ou pilates. Então, é necessária que a pessoa faça essas atividades físicas, é necessário que a pessoa tenha uma alimentação saudável então, o que a gente vai pensar em alimentação saudável? Que a pessoa diminua fritura, produtos industrializados, coma mais verduras, frutas, beba bastante água, então o consumo de água é extremamente importante e também é importante que a pessoa tenha o que? Atividades onde que tenha estimulo cerebral então, durante a nossa infância e adolescência a maior parte do nosso tempo a gente passa estudando, então durante esse período a gente cria duas cosias uma reserva cerebral e uma reserva cognitiva, o que é reserva cerebral? Quando eu aprendo algo novo eu começo a criar novas conexões entre os meus neurônios então, imaginando que o neurônio é o local onde que eu armazeno as informações e as sinapses que é criado à partir do conhecimento de novidade, elas são formadas então, quanto mais conhecimento novo eu adquiro maior quantidade sinapses que eu tenho então isso aumenta a minha reserva cerebral e a reserva cognitiva é o próprio conhecimento em si, então eu tenho duas coisas ai que nós criamos durante a nossa infância e juventude. O que ocorre hoje em dia? Infelizmente a tecnologia ela acaba evitando que nós tenhamos alguma práticas que nós tínhamos no passado então, por exemplo, no passado você sabia de cor uns 20 telefones, quanto você sabe hoje de cor? Uns dois, três?

Zancopé: Os que estão na minha agenda do celular, nem o de casa eu sei.

Fabio: Então, por exemplo, antigamente a gente tinha prática da memoraria então a gente memorizava números, outra coisa antigamente não tinha mapas digitais, GPS ou alguma ferramentas que nós temos no nosso smartphone, a gente treinava a nossa memória a o que? Visual, como que nós chegávamos nos locais. Então, eram algumas coisas que n´só estimulávamos o nosso cérebro, que hoje a gente não tem esse estimula tão forte.

Zancopé: Tem uma doença que é antiga, mas recentemente ela está no vocabulário de todo mundo que é o Alzheimer.

Fabio: Sim.

Zancopé: Então, quando se começou a...antigamente a gente ficava caduco, vocês não são dessa época, mas falava fulano” está caduco” então, quando se começou a diagnosticar a coisa de 50 anos, o que eu entendo que é pouco tempo Alzheimer e tal, recentemente se falava em exercícios para evitar ou prolongar ou sei lá, adiar esse tipo de doença é palavra cruzada e agora está nas livrarias livros de colorir para os mais... para os da minha idade.

Dr Alexandre Amato: Aplicativos no iphone tem um monte de exercício.

Zancopé: Tem?

Dr Alexandre Amato: Tem, tem é até interessante.

Zancopé: Porque eu não cheguei na idade do iphone então....

Dr Alexandre Amato: É complicado pegar alguém com Alzheimer, primeiro você vai ter que explicar como liga o iphone, como usa, para depois chegar no jogo, deve ter uma certa complicação aí. Mas eu queria fazer uma pergunta, porque semana passada ou retrasada foi bem próximo mesmo, eu li um artigo sobre um desses aplicativos e que falaram que ele não estava sendo tão honesto com os resultados, eu não sei se você chegou a ler, deve ter chegado, porque isso é exatamente a sua área.

Fabio: Eu li, é uma empresa norte americana que ela tem um aplicativo que é muito divulgado, o que eles traçavam? Então, eles vendiam o aplicativo com a correlação direta, que uma vez que a pessoa fizesse utilização do aplicativo ela poderia evitar o Alzheimer então essa era a alegação que a empresa tinha, inclusive o governo americano multou essa empresa em U$ 2 milhões por causa da propaganda que era enganosa. O que acontece? Existem vários estudos onde eles mostram uma correlação então, pessoa que exercitam o cérebro tem uma menor incidência no caso de Alzheimer, não existe nenhum estudo que mostra a ligação especifica.

Dr Alexandre Amato: É aquela história de uma taça de vinho evita aterosclerose, todo mundo quer que isso seja verdade, mas a ligação direta ninguém conseguiu fazer ainda, esse é um problema de pesquisa cientifica, para fazer uma coisa que prova isso você tem que acompanhar a pessoa durante a sua vida toda então, é tecnicamente inviável.

Dr Alexandre Amato: Mas Zancopé, só voltando para a sua parte. Eu acho que hoje em dia o Alzheimer ele está muito mais na mídia, primeiro porque a população envelheceu então, qual que é a perspectiva da ONS, é que à partir de 2025 a cada um minuto no mundo seja identificado um novo caso de Alzheimer então, a cada minuto vai ter no mundo a identificação de um novo caso de Alzheimer e o Alzheimer, por enquanto não tem nenhuma cura, o que tem são fatores de risco então, o que é um fator de risco para a pessoa ter Alzheimer? É diabetes, obesidade ou sofrer uma lesão no cérebro então, eu tenho um fator de risco e eu tenho que?  Prevenção, a única coisa que a gente pode fazer é prevenção então, a prevenção são 6 pilares que estão relacionados a prevenção do Alzheimer, atividade física, alimentação saudável, estimulo cerebral, convívio social, gestão do estresse e o sono, esses são os pilares, se eu praticar esses pilares a incidência de Alzheimer ela é muito menor em relação as outras pessoas.

Zancopé: Só para esclarecer melhor, esses dois itens que eu citei, pintura, colorir e palavras cruzadas.

Fabio: é o estimulo cerebral.

Zancopé: Mas tem realmente alguma eficiência isso? Porque de repente é só para vender livrinho de palavra cruzada.

Fabio: O que acontece? É identificado que pessoas que tem uma maior reserva cognitiva então você fazendo palavra cruzada ou fazendo pintura, você aumenta a sua reserva cognitiva então, é o conhecimento. O Alzheimer como é que ele funciona no nosso cérebro? Ele começa a formar placas e essas placas elas começam a destruir essa sinapses que são as interligações até a destruição dos neurônios então, quanto mais informação eu tenho o efeito do Alzheimer ele doma mais tempo para ocorrer na pessoa, talvez você consiga ter os primeiros sintomas depois de 4 ou 8 anos depende ai da sua reserva cognitiva, essa é primeira coisa, a segunda coisa é quando a pessoa ela é acometida pela doença ela demora mais tempo para passar de uma fase para outra, porque a sua reserva cognitiva ela é maior. Imagina uma cidade que ela tem várias ruas e avenidas quanto maior quantidade de ruas e avenidas você mais tem mais caminhos possíveis para chegar do ponto ‘A’ ao ponto ‘B’ então, se você tem menos ruas, menos caminhos possíveis então, essa que é a característica, por isso que é importante eu ter uma reserva cognitiva maior. Naquele filme que a atriz ganhou o Oscar dois anos atrás “para sempre Alice” era isso, era uma professora universitária onde ele teve Alzheimer, mas para que ela seja acometida pelo sintomas demorou um pouco mais, porque ela era uma pessoa que era intelectualmente ativa, fazia exercício físico no filme aparece ela correndo então, você tem algumas características ali que a gente consegue observar.

Zancopé: Carolina, tanto o Fabio, quanto o doutor Alexandre citaram alimentação, nós estamos numa época que se fala muito de alimentação, mas unindo os dois assuntos deles aqui até que ponto eles falam em alimentação saudável?

Carolina: Acho que ali deu para exemplificar bem que alimentação é uma das bases de prevenção de muitas doenças.

Zancopé: todo mundo fala de alimentação saudável, ai saudável é tudo que é bom você não pode comer.

Carolina: não, não é assim. Acho que a primeiro passo para ter uma... que agora começo de ano querendo... cheio de resoluções, “ah, vou mudar de vida, vou ser saudável, agora eu vou me alimentar bem” e ai a pessoa já pensa “bom, então vou ter que cortar tudo o que for gostoso, tudo o que eu gosto eu corto” e já tem essa característica de encarar uma alimentação saudável como algo ruim ou que não é prazeroso.

Zancopé: O que o doutor Alexandre falou sobre a taça de vinho, isso é um mito é verdadeiro, o cara tem uma taça desse tamanho.

Carolina: não, é verdadeiro, o problema é que as pessoas...

Zancopé: O tamanho da taça...

Carolina: É, é o tamanho da taça, eles querem

Dr Alexandre Amato: Junta todas para tomar um dia só.

Carolina: Ai não funciona, não funciona. Mas é verdade, inclusive tem um estudo famoso, talvez vocês já conheçam que mostra que a relação entre o consumo de álcool e o vinho é uma opção mais saudável por conta porque além do álcool tem as propriedades antioxidantes das uvas e tudo mais, se você consumir uma dose, não é uma garrafa, uma dose por dia é melhor do que quem não consome nada, o problema que é muito difícil, você conhece alguém que toma uma dose só? Ou pessoa bebe, bebe, de verdade ou não toma nada então, acaba sendo melhor a pessoa que consome uma dose do que ninguém, quem bebe muito que é o mais comum ai é muito pior do que não tomar nada ou tomar só uma taça.

Zancopé: E nesse início de ano, nós estamos aqui no dia 13, as pessoas tem uma série de atitudes que deveriam tomar para limpar tudo o que conseguiu, tem alguém segredo nisso? Se tiver você tem que me contar urgente.

Carolina: O primeiro acho que é... a primeira mudança para ser duradoura não pode ser muito drástica, tem que ser lenta e aos poucos.

Zancopé: Nós temos uma rotina, como é que nós alteramos esta rotina de uma hora para outra? Porque nós saímos de um período muito bom, Natal, Ano Novo, Réveillon, aquele negócio todo e ai é uma alteração de rotina drástica.

Carolina: Sim, um período um pouco turbulento. Eu acho que o problema, a pessoa não pode querer mudar e resolver mudar de uma hora par a outra e começar a fazer uma dieta muito drástica, que é o que acontece, passou festas, férias, o pessoal quer emagrecer para o Carnaval.

Zancopé: Mas não dá nem tempo.

Carolina: não dá tempo, primeiro porque você não leva um mês para ganhar 10 quilos, também não vai ser em um mês que você vai perder esses 10 quilos, é algo que vai acontecendo ao longo do tempo. Então, acho que a primeira coisa é não colocar uma data assim, a pessoa não tem que emagrecer ou mudar de vida para uma festa ou para um carnaval, para um acontecimento daqui um mês, tem que ser algo para o resto da vida.

Zancopé: Como é essa rotina, eu tenho que pôr lá na geladeira uma relação?

Carolina: É pode ser uma tática. Tem que alteando aos poucos, primeiro identificar os problemas maiores, então de repente uma pessoa que bebe muito então, vamos ver como vai diminuir.

Zancopé: Vou ter que usar o Fabio para não chegar no doutor Alexandre.

Carolina: É, com certeza.

Zancopé: Vou ter que me socorrer ao Fabio...

Dr Alexandre Amato: Eu queria perguntar se é verdade, se a gente começar a jantar em prato de sobremesa ajuda ou não?

Zancopé: É um prato menor, pode ajudar.

Dr Alexandre Amato: Que você engana seu cérebro...

Zancopé: Depende de quantos pratos de sobremesa você vai usar para enganar o cérebro, não seria isso?

Carolina: É, são várias dicas que podem parecer bobas, mas que trazem efeito e traçando metas palpáveis e que sejam possíveis. Se você tem uma alimentação péssima, aquela pessoa que acorda tomando refrigerante com bolo...

Zancopé: Isso é bom.

Carolina: Claro, que não vai ser do dia para noite que ela vai ter uma alimentação perfeita, sem açúcar, super saudável, tem que ser aos poucos, até porque a chance dessa pessoa fazer no máximo uma semana e desistir querer voltar para o bolo com refrigerante vai ser maior. Então, tem que ir adotando hábitos saudáveis aos poucos. Alimentação é algo meio complexo porque envolve a parte social, envolve muito o psicológico então tem que ser aos poucos e também para a pessoa não ter essa sensação de que tudo o que eu quero, tudo o que gosto eu não posso comer e ai ela fica, tudo que é bom é proibido, muita vida agora é sem graça, porque eu estou de dieta é bem assim, eu não mais ser feliz, exatamente.

Dr Alexandre Amato: Acho que a palavra é essa, não é dieta, é reeducação alimentar, se você fica pensando que está de dieta tem um dia final, um dia vai acabar, reeducação não é para o fim da vida.

Carolina: É para o fim da vida.

Zancopé: Karina, você que é enfermeira especialista em controle de infecção, profissionais de saúde acho que estão mais sujeitos, mais vulneráveis seria isso?

Karina: Então, hoje o tema que eu venho trazer é um tema muito importante e sério, é que os profissionais da saúde eles estão ali para reestabelecer a saúde de vários pacientes então, eles estão para cuidar e ter um paciente saudável, só que esse profissional hoje, ele está adoecendo na linha frente, então ao invés de cuidar você tem uma pessoa doente cuidando de uma outra pessoa que está doente. Então, hoje em diversos hospitais a Organização Mundial da Saúde, ela diz o que? Que a gente tem 33 milhões de profissionais da saúde e desses 33 milhões, 3 milhões passam por acidentes com agulhas contaminadas por ano, que é um número bem significativo, mas a gente tem diversos estudos que os acidentes 91 por cento são subnotificados então se a gente pegar que tem 3 milhões notificados e que 91 por cento não são notificados, a gente tem muito acidente, a gente tem mais acidente do que a quantidade de profissionais que a gente tem na linha de frente hoje. E o acidente com perfuro cortante, vamos supor que eu Karina enfermeira eu vou atender um paciente fazer uma injeção (ininteligível) uma benzetacil que dói bastante, e ai eu tiro a agulha e me perfuro em seguida, eu tenho risco de contrair HIV, Hepatite, mais de 20 patógenas que são transmitidas pelo sangue. Então, o profissional ele pode ter o adoecimento pelo patógeno, mas também tem o transtorno emocional dele, porque ele não sabe se ele vai adquirir uma doença que vai mudar para a vida inteira os hábitos dele. Então, eu venho falar um pouquinho desse tema que é muito importante.

Zancopé: Vou aproveitar, me permita doutor Alexandre que está aqui, mas é...

Dr Alexandre Amato: Sendo um testemunho.

Zancopé: Mas eu imagino que se eu preciso dos trabalhos do doutor Alexandre, ele tem o cuidado de se proteger para exercer a...

Dr Alexandre Amato: O cuidado existe, só que existem várias variáveis que às vezes atrapalham. Então, eu vou contar época da residência que eu acho que é onde as coisas mais acontecem, mas faz mais de década atrás. Mas na época da residência a gente trabalha demais, a carga horaria é insana a ponto, teve um dia, um dia não, forma mais, foram 72 horas de plantão seguidos, não era rotina, rotina eram 36 – 48 horas com certeza então, se você entra na cirurgia depois de 48 horas de trabalho, esperar que tenha os mesmos cuidados é quase que impossível. Eu sofri vários acidentes com perfuro cortante, principalmente na época de residência, graças a Deus não aconteceu nada. E a subnotificação é importantíssima, porque imagina você estar 48 horas de plantão, entra numa cirurgia, perfura o dedo ai você vai falar com deve falar e descobre o protocolo de aviso de um acidente com perfuro cortante, que é uma coisa insana, você vai gastar mais umas 12 horas indo fazer exame, avisando todo mundo que tem que avisar. Então, eu subnotifiquei os acidentes da minha época com certeza absoluta, é um problema enorme. E tem outra coisa também, a gente está falando só de perfuro cortante, mas eu trabalho com raio x então, com a fluoroscopia que é um equipamento que emite raio x numa dose altíssima e esse controle também tem que ser feito. Tem um cirurgião americano recentemente que teve um tumor cerebral por causa do raio x que ele usou durante a vida toda então, imagine, ele salvou centenas ou mais, milhares de vidas fazendo isso e ele acabou adquirindo uma doença diretamente relacionada ao trabalho dele.

Zancopé: Mas Karina, você que é uma área especifica tua enfermagem, como se proteger, como os teus colegas de profissão podem fazer uma prevenção?

Karina: Isso. O acidente com perfuro cortante ele é multifatorial então, ele tem várias coisas que podem...

Zancopé: Perfuro cortante uma seringa, um...

Karina: É uma agulha contaminada. Doutor Alexandre, foi muito bem colocado a questão da dupla jornada de trabalho, é um fator que gera o risco de você ter o acidente com perfuro cortante, emergência é um outro fator, centro cirúrgico os artigos científicos eles demonstram o que? Que a maioria dos acidentes ocorrem no pronto socorro e no centro cirúrgico, são situações que você tem um grande estres, de emergência, então ali você está pensando em salvar a vida do paciente em primeiro lugar sempre e a sua vida fica de lado e muitos profissionais atendendo ao mesmo paciente. Então, a gente também tem outros setores que estão sendo afetados com acidentes de perfuro cortante como lavanderia, manutenção e o profissional da limpeza. Hoje dentro do hospital numa emergência uma seringa contaminada acaba indo para um lixo comum, o profissional da limpeza vai fazer a coleta desse lixo e se perfuro e ai ele não sabe nem quem procurar para ter uma medida de prevenção após o acidente. E essa questão da burocracia é uma questão também, por isso a gente tem 91 por cento de subnotificação. Quando você vai fazer a notificação desse acidente você precisa procurar vários setores e ai nisso a dificuldade que tem, então a gente não consegue ter esses 3 bilhões é pouco perto do cenário que a gente tem no Brasil hoje. Uma das maneiras de evitar o acidente com perfuro cortante em diversas situações são os dispositivos de segurança então, hoje no Brasil tem uma norma que chama NR32 que ele preconiza que todas as instituições de saúde disponibilizem os perfuros cortantes com dispositivo de segurança então, agulhas, lancetas, seringas com dispositivo de segurança. Então, esses dispositivos vão prevenir o acidente tanto no momento da aplicação no procedimento, quanto no descarte então, aqui doutor Zancopé, eu tenho um exemplo de como prevenir...

Zancopé: Gostei do doutor.

Karina: Então, vamos tomar uma injeção, doutor? Vamos aplicar agora uma injeção, eu trouxe uma agulha bem grande, então hoje aqui eu vou trazer um exemplo, de como prevenir um acidente com perfuro cortante, que é uma seringa que a gente chama de seringa inteligente, é uma seringa que ela via proteger o profissional da saúde para não ter o acidente com perfuro cortante, ela não altera em nada o procedimento do hospital e o cenário ideal seria que todos os hospitais utilizassem esse tipo de dispositivo de segurança, se tivesse isso em todas as instituições o número de acidentes ia reduzir muito e o profissional ia estar trabalhando com segurança na linha de frente e um profissional trabalhando com segurança é um profissional feliz e prestando o seu máximo na assistência, vamos tomar uma injeção, doutor?

Zancopé: Daqui a pouco, depois do intervalo você pode aplicar a injeção. ‘Gente que fala” retornará em instantes. O nosso “gente que fala” o Fabio Martins de França, que é especialista em ginástica para o cérebro, a nutricionista Carolina Arbache, a enfermeira Karina de Araújo e o cirurgião vascular Alexandre Amato. Doutor Alexandre o senhor citou em instantes em carótida existe cirurgia especifica para carótida?

Dr Alexandre Amato: Sim, sim. Quando há o estreitamento da carótida ou formação de placas ou nome que todo mundo conhece aterosclerose, dependendo do grau de estreitamento pode ser indicado o tratamento cirúrgico sim. Então, o que eu falei no primeiro bloco era sobre a prevenção então, como evitar de chegar de precisar do cirurgião vascular, à partir de certo ponto onde esse estreitamento já começa a dificultar que o sangue chegue no cérebro e pode enviar micro êmbolos, que também podem causar lesão cerebral, a cirurgia pode estar indicada. Existem basicamente dois tipos de cirurgia e é muito importante saber que elas existem. Então, a cirurgia aberta que é a tradicional que existe há décadas e décadas, seria a abertura e retirada dessa placa e existe agora cirurgia endo vascular e através de um furinho na virilha a gente consegue colocar um stent e esse stent abre essa carótida. Então, a princípio pode parecer, ah, a cirurgia mais moderna é o stent e é a melhor que tem, não, as duas continuam sendo usadas e tem a sua indicação precisa e isso é muito importante saber que se você procura um médico que só faz uma técnica ele vai indicar a única que ele sabe saber e tem que ir atrás do cirurgião vascular e endo vascular, que é o especialista que faz as duas técnicas e vai poder indicar a melhor em cada caso. Então, tem paciente que o stent não se aplica e tem paciente em que a cirurgia aberta não se aplica.

Zancopé: Isso que é importante que de repente eu encontro um cirurgião que a especialidade é cirurgia aberta, então ele quer mostrar as qualidades dele.

Dr Alexandre Amato: Exatamente. Também tem o radiologista, o radiologista intervencionista é médico que estudou o endo vascular só, ele sabe colocar stent, mas for necessário a cirurgia aberta ou ele tem essa abertura de enviar para o cirurgião vascular ou ele vai tentar indicar o que ele sabe fazer.

Zancopé: Por que apresenta risco de AVC?

Dr Alexandre Amato: Na manipulação, no intra operatório, a pergunta é no intra operatório, né?

Zancopé: eu acho que é, eu sou curioso, o senhor que tem que esclarecer.

Dr Alexandre Amato: Durante a manipulação tanto da cirurgia aberta, quanto na cirurgia indo vascular, pode se desprender algum pedacinho dessa placa e parar no cérebro, isso pode causar um AVC. A cirurgia, o ideal é que ela seja preventiva então, no momento que a gente identifica que o risco de não fazer nada é maior que o risco da cirurgia, ou seja, a cirurgia tem um risco vale a pena operar. Falar um pouquinho de número, então se o paciente é assintomático não tem sintoma nenhum, tem um risco de AVC entre 2 a 5 por cento, a cirurgia aberta vai ter um risco também entre 2 a 5 por cento, se o risco se empata não faz nada, se o risco da cirurgia é menor vale a pena operar profilaticamente par evitar que tenha um AVC no futuro, não existe cirurgia com risco zero, tanto o stent que é a técnica mais moderna quanto a cirurgia aberta, existem riscos e estes riscos tem que ser medidos, mensurados, para que tenha uma indicação boa para cada caso.

Zancopé: Para aqueles que acompanham o “gente que fala” eu sou repetitivo, mas os senhores que estão aqui participando do hoje, na tua especialidade, a do Fabio, da Karina e também da Carolina. Prevenção, nós não temos isso no Brasil?

Dr Alexandre Amato: Não.

Zancopé: Lamento, mas nós não temos.

Dr Alexandre Amato; Infelizmente o nosso foco é apagar incêndio.

Zancopé: Quando a Carolina fala sobre uma dieta, quando a Karina fala sobre cuidados, se pensarmos em termos de São Paulo, aí nós temos um universo maravilhoso e Fabio nem trabalha, porque essa (ininteligível) é fácil.

Dr Alexandre Amato: Tenho uma história curiosa para contar, que aconteceu esses dias recente. Um paciente que passou no consultório com lesão de aterosclerose grave já avançada ele virou para mim e falou assim “mas doutor, ninguém falou nada para mim antes, como que isso apareceu?” “Senhor, desculpa, essa doença tem mais de década, eu rasgo o meu diploma se nenhum médico falou para você parar de fumar” ai o familiar olhou para ele e falou assim “é”...

Zancopé: Não precisa nem ser médico para isso.

Dr Alexandre Amato: Mas isso faz parte da prevenção, isso faz parte da profilaxia.

Zancopé: Alexandre, o senhor fala para um paciente que ele tem que parar de fumar ele muda de médico, é mais fácil.

Dr Alexandre Amato: Exatamente.

Zancopé: Você vai lá e o Faio “ó, você tem que exercitar, fazer isso, aquilo, exercitar o teu cérebro”, já não vou mais com o Fabio, essas coisas são comuns, eu vou na Carolina ela me passa uma dieta eu vou embora.

Carolina: O máximo a dieta de um mês para o carnaval, ninguém quer...

Fabio: Você está correto mesmo Zancopé, a prevenção ela é muito difícil para o ser humano, porque você tem que trocar uma comodidade, uma satisfação imediata para uma coisa que você vai conseguir...

Dr Alexandre Amato: Sair da sua zona de conforto.

Fabio: Só no futuro que você vai ver o resultado.

Zancopé: Aí nesse momento em que o paciente foi o doutor Alexandre, o senhor há mais de 10 anos o senhor tem esse problema?

Dr Alexandre Amato: Isso mesmo.

Zancopé: Então mais de 10 anos eu estou mudando de médico, melhor do que fazer a prevenção.

Dr Alexandre Amato: Não tem um segmento, isso é importante também o segmento, as pessoas ouvem às vezes alguma coisa que não quer ouvir no médico, isso é muito frequente, “ah, ele não falou o que eu queria ouvir, eu vou procurar até encontrar alguém que fala o que eu quero ouvir” e infelizmente vai achar.

Zancopé: Conversei com doutor Letizio, em instantes, quando ele fala “não é recomendado”, se alguém por lá e ele disser “não é recomendado” esse paciente vai procurar outro que diz “ó, isso é muito bom e eu faço”

Karina: Doutor Zancopé, tem um dado bem interessante do Ministério do Trabalho, que cada um real investido em prevenção economize-se 4 então, a gente tem que pensar em prevenir para não chegar com essa questão. Quando a gente fala de acidente com perfuro, isso é uma coisa muita séria, você tem que pensar no antes para não correr atrás do prejuízo depois e o senhor não foge que eu vou fazer uma aplicação muscular em você ainda, eu não esqueci.

Zancopé: Pensei que você tivesse esquecido.

Karina: Não, não esqueci.

Fabio: A memória sua está excelente.

Karina: Minha memória está ótima. Eu estou aqui do lado eu estou só aguardando.

Zancopé: Eu estou exercitando mais para fugir da injeção.

Karina: Não fuja, olha a prevenção, vamos prevenir.

Zancopé: Carolina, o que é esquiate, é isso?

Carolina: Esquiate é uma bebida à base de chia, a chia todo mundo já conhece acho, né, já está bem famosa na mídia.

Zancopé: Originário do México, alguma coisa assim, não é?

Carolina: Isso. É uma bebida consumida por um povo e os índios que são conhecidos como os maiores corredores, tem até livros a respeito o “nascidos para correr” era uma tribo indígena que corria assim em cerca 150 quilômetros por dia, é o que eles sabiam fazem, eles saiam correndo por ai.

Dr Alexandre Amato; eu vou sair para dar uma corridinha.

Carolina: Dar uma corridinha de 150 quilômetros, coisa básica, não tem nada para fazer.

Zancopé: é chia, a base é chia, mas o que mais?

Carolina: É uma bebida à base de chia, água, limão e mel e eles utilizavam, consumiam bastante aí foram associar essa bebida com o desempenho esportivo que eles tinham que era incrível, quem corre 150 quilômetros? E atualmente a gente faz essa associação e realmente tem muitos benefícios, porque a chia está muito na moda, porque realmente é um superalimento, ela tem além de aminoácidos, fibra gorduras boas do ômega 3 que inclusive é muito legal para o cérebro, para prevenir Alzheimer e tudo mais.

Zancopé: Mas tem um a fórmula especifica desse esquiate, uma receitinha?

Carolina: Bem simples.

Zancopé: Que você citou ai chia.

Orador D; Bem simples para fazer em casa, uma colher de sopa de chia, um copo de água, espreme um limão e uma colher de sopa de mel ou melado de cana , coloca gelo chacoalha bem e ai toma antes do exercício ou durante.

Zancopé: Diabéticos não pode tomar?

Carolina: É ai o mel não é indicado, mas daí para tirar o mel e colocar um stevia, por exemplo, um adoçante natural.

Dr Alexandre Amato: Espero que nenhum diabético queira correr 100, 150 quilômetros sem o acompanhamento médico, por favor.

Zancopé: Fabio, exercício tem a ver com inteligência?

Fabio: Na verdade existem vários tipos de inteligência, então tem pessoas que tem uma inteligência matemática e tem esportistas que tem outro tipo de inteligência, uma inteligência corporal, imagina um jogador de futebol como é que ele consegue chutar uma bola e acertar no pé de uma outra pessoa que está em movimento então, ele tem uma inteligência, uma inteligência corporal, bailarino inteligência corporal, tem pessoas que tem inteligências linguísticas eu consigo aprender vários idiomas e eu consigo praticar esses idiomas então, existem vários tipos de inteligência, você não pode rotular uma pessoa que não tem habilidade em especifico de não ser inteligente, talvez ele não tenha aquela habilidade, eu sou péssimo jogador de futebol então eu não tenho uma inteligência corporal boa, então é um exemplo, então rotular pessoas é ruim. Mas então, está relacionado o esporte ele tem outro tipo de inteligência e é bastante interessante você ver isso e tem pessoas que tem mais facilidade para números, tem pessoas como eu mencionei facilidades para idiomas, a gente tem que identificar qual dessas inteligências é a melhor e utilizar isso como um benefício próprio e às vezes a gente tem que pegar uma deficiência e daí trabalhar esse deficiência e tentar melhorar essa deficiência. Tem três tipos de inteligência que são importantes para o trabalho e também para a vida social, a inteligência lógica matemática então, matemática você usa todo dia, quero estacionar o carro tem que determinar qual que é a proporção senão vou bater no carro do vizinho, então inteligência lógica matemática, a interpessoal todo mundo hoje convive em sociedade então, é difícil você ter uma pessoa que não consegue se relacionar e eu também preciso ter o que? A inteligência de conseguir definir ou identificar as emoções nas outras pessoas, então eu preciso ter essa inteligência emocional também. Então, essas são as três principais que todo mundo precisa ter e mais uma que talvez inata, a pessoa já nasce com aquilo, talvez ela fazendo uma atividade ela consegue potencializar, é o caso do jogador de futebol, pessoas que correm.

Zancopé: repetição, repetição do exercício.

Fabio: Isso. Existem alguns estudos que falam que uma pessoa se torna mestre numa determinada atividade com mais de 10 mil horas que é o caso de pianista, jogadores de xadrez e assim por diante, existem outros estudo que fala que à partir de 82 horas você já consegue dominar o assunto, não que você seja mestre naquele assunto então, 82 horas é o tempo mínimo para você dominar o assunto, eu sei o que é eu consigo conversar sobre aquele assunto então existem diferentes coisas.

Zancopé: O exercício simples, o exercício simples é importantíssimo...

Fabio: é importantíssimo. A repetição ele auxilia no processo de memorização, ah, então, quero me lembrar de alguma coisa, o que eu devo fazer? Estou lá em casa eu estou estudando o que eu devo fazer para conseguir reter a informação? Primeira coisa é escrever, então quando eu escrevo algo que eu quero aprender eu aumento em 188 por cento a capacidade de retenção, a segunda coisa é a repetição, então a repetição auxiliar no processo de memorização. Tem uma coisa que é extremamente importante, existe a chamada curva do esquecimento o que é a curva do esquecimento? É um processo que acontece com todo mundo, que uma informação que é exposta ela após um período de tempo eu não consigo reter essa informação então, um exemplo, de tudo o que a gente está falando aqui do preparo do chá por cento, amanhã eu vou lembrar 60 por cento, talvez eu esqueça do mel que tem que adicionar mel então, após 24 horas a gente esquece 60 por cento, após 7 dias a gente vai esquecer o que? A gente vai se lembrar só 30 por cento, talvez eu me lembre que é chia, eu não me lembro que eu tenho que...

Zancopé: Já esqueceu.

Fabio: ...Já esqueci, talvez eu não me lembro da quantidade, da colher e assim por diante e 30 dias depois, talvez eu me lembro que eu falo “‘nossa’ a gente conversou sobre o assunto” eu preciso ganhar da curva do esquecimento daí entra a repetição, é escrever, fazer uma revisão logo após 24 horas, 7 dias e 30 dias daí eu retenho essa informação adi eterno.

Zancopé: Karina, você está quietinha ai, não desistiu ainda da injeção?

Karina: Não desisti de maneira alguma.

Zancopé: Explica melhor sobre a seringa, que você diz que tem como é que é?

Karina: Solução, temos a solução para evitar os acidentes com perfuro cortante então, hoje não adianta relacionada a seringa a prevenção você só vamos falar “doutor Alexandre, toma cuidado na cirurgia” isso não é o suficiente, precisa ter algum mecanismo que proteja do perfuro cortante, o mecanismo a solução é uma coisa simples, que é uma seringa com dispositivo de segurança que vai prevenir que o profissional não tenha o acidente com a agulha contaminada. Então, vamos supor, que eu vou fazer uma benzetacil em você, que é uma medicação que não dói quase e aqui está o glúteo do senhor, vou pedir para segurar assim então...

Dr Alexandre Amato: Com implante ou sem implante (risos)

Karina: Esse está sem implante.

Zancopé: Sem implante.

Karina: E ai eu vou fazer a aplicação então, a técnica vai ser normal então, fiz aplicação uma picadinha não vai doer, sempre a gente fala isso, mas dói vai entrar um pouquinho e vou infundir, qual que é a diferença dela? Eu vou fazer um clique e a agulha vai sair de dentro do tecido do paciente para dentro do cilindro então, o profissional da saúde não tem contato nenhum com a agulha contaminada, a agulha está dentro do cilindro então, ela não vai se soltar daqui, vamos supor que numa emergência, numa cirurgia o doutor Alexandre está operando, ele está com vários colegas de trabalho, residente, alguém deixa do lado do paciente, se ele colocar a mão ele não tem o risco de sofrer acidente com a agulha contaminada, se for no meio da roupa de cama quando for para a lavanderia não vai ter o risco então, ela vai estar protegendo tanto no momento da assistência que manipula quanto no descarte então, essa é a solução, é uma solução simples. Os hospitais hoje tem uma norma que é a NR32, que obriga eles a utilizaram, porem falta fiscalização então, alguns hospitais utilizam, outros não e a gente tem número de profissionais contaminados com HIV, hepatite onde que uma simples seringa acabaria solucionando esse problema e não mudaria a vida inteira dele por conta de um acidente ocupacional.

Zancopé: Karina de Araújo, agradeço tua gentileza. Tem uma forma de entrar em contato contigo?

Karina: Tem, tem sim. Eu vou pedir para entrar pelo site que é www.sol-m.com.br.

Zancopé: Repete, como diz o Fabio, eu tenho que exercitar.

Karina: tem que exercitar a memória vamos todo mundo decorar o site www.sol-m.com.br.

Zancopé: Grato por ter vindo ao “gente que fala”.

Karina: Obrigada que eu agradeço.

Zancopé: Doutor Alexandre, muito bom tê-lo aqui, espero não precisar do senhor.

Dr Alexandre Amato: Se precisar eu estou à disposição.

Zancopé: É grave, se precisar é grave.

Dr Alexandre Amato: A gente faz o que pode.

Zancopé: Grato por ter vindo ao “gente que fala”. Tem uma forma de contato mais direto?

Dr Alexandre Amato: Tenho o nosso consultório o site www.amato.com.br.

Zancopé: Grato por ter vindo ao gente que fala. Fabio Martins de França, tem alguma forma de entrar contato direto contigo, um site?

Fabio: Tem sim. Eu queria também aproveitar para eu convidar todos os ouvintes, nós vamos ter na semana que vem a semana do “cérebro ativo” onde que nós vamos ter mini workshops, palestras e outras atividades ali na avenida Pompéia e caso vocês queiram participar do evento, por favor, entre em contato com telefone 3181-2166.

Zancopé: Repete 3181...

Fabio: 3181-2166, e os eventos vão ser na parte da manhã, à tarde e à noite.

Zancopé: Avenida Pompéia é no Método Supera Ginástica para o Cérebro, é isso?

Fabio: Isso mesmo. Então do dia 18 ao dia 23.

Zancopé: Grato por ter vindo ao nosso “gente que fala”.

Fabio: Obrigado você.

Zancopé: E você Carolina Arbache, bom tê-la aqui. Como é que se entra em contato direto contigo?

Carolina: pode ser pelo site também www.natuiee.com.br.

Zancopé: Grato por ter vindo, transmita um abraço para o doutor Carlos Arbache.

Carolina: Pode deixar.

Zancopé: “Gente que fala” tem a direção geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Haraela Brandão e Pedro Schiavon, pauta José Carlos Cicarelli, produção cultural Ricardo Godói, na Rádio Trianon Benebene, Cléo Rodrigues, Neildo Neres, Ricardo Valim, na direção da TV Guarulhos Fernando Mauro, na direção da ALLTV Alberto Luchetti, na técnica James Eduardo, Marcelo Fontana, Sérgio de Oliveira, Iago Matsumoto. Estaremos de volta amanhã 12:00 horas, gratos até lá.

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Categorias: Medicina

Entrevista Zika Virus e Higiene Intima

Fertilidade - seg, 01/18/2016 - 19:13

 

Apresentador: Alô amigos, bem vindos ao “Gente que fala” sempre ao vido de 12:00 horas à 13:00 horas pela rádio Trianon AM 740 -SP, rádio Universal AM 810 – Santos, ALLTV www.alltv.com.br com reapresentação 18:00 horas, também TV Guarulhos Canal 20 UHD, canal 3 da NET em Guarulhos 23:30 horas. Acesse nosso blog conheça nossos colunistas e colaboradores GENTEQUEFALA.COM.BR nossa Fanpage facebook/gentequefala, para você participar, chat no site da ALLTV, temos também whatsapp 97401-2235 e ainda um telefone sempre a sua disposição 5052-6622. Conosco nesta edição doutor Syuichi Fujisaki, doutor Syuichi, prazer tê-lo aqui.

Dr SF: O prazer é todo meu.

Apresentador: O senhor é urologista. Eu gosto de refirmar sempre especialista em andrologia e geriatria e peço insistentemente que o senhor me dê a diferenciação.

Dr SF: Pois não. Obrigado. Bom, urologia ele trata das vias urinarias, agora a geriatria é um campo que está aumentando, principalmente pelo expectativa de vida, então a faixa etária maior está tendo mais cuidados também.

Apresentador: Eu costumo dizer que homem tem dois médicos, o pediatra e o geriatra.

Dr SF: Exatamente.

Apresentador: Então, eu estou quase chegando...

Dr SF: é quando ele é levado, é isso mesmo?

Apresentador: Já estou quase chegando ao senhor, desde que alguém me conduza, é dessa forma?

Dr SF: Perfeitamente. Porque o homem é ele é relutante em buscar os cuidados com relação à saúde, tanto é que 70 por cento mais ou menos, as mulheres é que levam o homem ao consultório ou marido ou filho. Então, a tua colocação é correta mesmo, ele tem o pediatra quando a mãe leva, seria uma geriatria bem avançada quando alguém leva, porque ele está precisando realmente.

Apresentador: Juliana Amato, doutora Juliana Amato, prazer tê-la aqui doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: O prazer é meu.

Apresentador: Eu precisa que a senhora fique mais próxima do microfone. A senhora é ginecologista.

Dra Juliana Amato: Sim, ginecologista, ginecologista e obstetra e faço área de reprodução assistida também.

Apresentador: Esse nome é muito famoso. E é do instituto... Amato Instituto de Medicina Avançada, a senhora entrega o Instituto.

Dra Juliana Amato: Isso. Nós somos um grupo de quatorze médicos e a gente... de várias especialidades e a gente tem o hospital dia também, funciona como hospital dia.

Apresentador: O que eu coloquei com o doutor Syuichi, com relação ao homem, o homem é realmente relutante em procurar.

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza. A gente vê pela família e pelas pacientes que vão lá e contam dos maridos, que a gente pede um exame não faz de jeito nenhum.

Apresentador: não faz, tem isso também?

Dra Juliana Amato: É, demora para fazer, ele não quer fazer ou a gente tem que pedir para ir no urologista.

Apresentador: Mas é... eu acho...

Dra Juliana Amato: mesmo assim não vai.

Dr SF: É.

Apresentador: eu acho muito interessante e acho necessário que se destaque isso, porque o doutor Syuichi colocou o termo correto, o homem é relutante, quando a mulher já começa a sair da infância ela já é orientada a procurar cuidados médicos, isso é... a mulher com facilidade ela já na sua juventude, na sua puberdade, já está preocupada com isso, o homem quer distância de médico, falo por experiência própria.

Dra Juliana Amato: É, o homem tem medo, é, o homem tem mesmo. Realmente ele só vai no pediatra, no urologista quando precisa e no geriatra.

Apresentador: Tem uma explicação para isso?

Dr SF: Não sei, você que são homens vocês falam.

Apresentador: Tem explicação para isso doutor Syuichi?

Dr SF: Eu acredito, veja só, na infância ainda quem cuida é a mãe, a mulher, não é isso?

Apresentador: Sim.

Dr SF: Então, qualquer tipo de problema, dificuldade, ela vai levar ao médico, agora à partir da infância começa a pré-puberdade, a mocinha ela tem a menstruação e realmente a presença do sangue é... vamos dizer assim, a criança não vai entender aquilo.

Apresentador: Choca.

Dr SF: Choca. Então, a mãe tem que preparar, “olha se tiver um sangramento” e ela vai explicar, ou seja, a menina ela vai ver a presença do sangue e já vai ter orientações da mãe com relação aos cuidados e o garoto não, ele tem a fimose dele que deveria ser tratada e só vai tratar depois dos 20 – 30 e olha lá, não é verdade? Ele fica um tanto afastado mesmo com relação a orientação familiar, que o pai não fala, ele já não vai também e a mãe ela costuma orientar mais a filha.

Dra Juliana Amato: É isso é verdade, mãe leva no ginecologista, a filha entra na menarca menstruou 12 – 13 anos já leva na primeira consulta.

Apresentador: Eu ressalto isso sempre, porque há um aspecto que não Brasil não existe que é prevenção. Vocês trabalham em áreas próximas urologia e ginecologia, onde a prevenção é essencial, todos as áreas, mas especificamente nesses casos, e eu lamento que de parte dos homens não haja prevenção, o brasileiro não sabe o que é prevenção. Então, eu destaco, sempre faço em tom irônico, mas destaco sempre este problema que o homem e muitas vezes a mulher também não há prevenção. Então, se eu vou no doutor Syuichi lá e ele me diz que eu tenho algum problema é mais fácil eu trocar de médico do que eu voltar nele, sabe... lamentavelmente essa é a consciência do brasileiro, é isso o que acontece?

Dr SF: É, exatamente. Eu acredito o seguinte, também a natureza de repente ela fez com que ocorresse isto, pelo o seguinte, uma das doenças graves é o câncer, não é isto? Se for colocar quais são os tumores mais frequentes no homem e na mulher, entre eles estão o câncer do colo uterino e o câncer de mama na mulher e no homem da próstata, mas a natureza fez de tal forma que os problemas da próstata acontecem à partir dos 50 anos de idade, enquanto que das mulheres à partir do início após a puberdade, após o início das condições, mudanças orgânicas ela já está sujeita a ter um tumor, então a própria mãe ela também está fazendo anualmente de certa forma um controle de prevenção com relação ao câncer do colo uterino, isso desde de jovem e a mocinha também desde... não digo os 15, mas à partir dos 18 – 20 anos já é comum ela fazer exame que é o famoso Papanicolau, que é um teste, um exame. Então, a mulher desde jovem ela já está habituada a fazer esse controle.

Apresentador: Mas doutor Syuichi, o senhor esteve aqui no ‘Gente que fala” no mês de outubro, uma campanha fantástica do “outubro rosa” depois nós tivemos o “novembro azul” que é com relação a campanha do câncer de próstata e eu fico me perguntando com insistência, se essas campanhas realmente trazem resultado, principalmente no caso do “novembro azul”, “outubro rosa” é uma euforia, todo mundo...

Dra Juliana Amato: “Outubro rosa” é muito difundido, as mulheres procuram mesmo.

Apresentador: é uma euforia. Agora nós homens no “novembro azul”, eu fico imaginando se a campanha realmente trouxe um resultado positivo, para que o homem começa a se preocupar com a própria saúde, eu fico sempre questionando esse aspecto, me preocupa muito isso.

Dr SF: Sem dúvida, isso ocorre sim, a informação acaba gerando, vamos dizer, dissemina mais essa informação e os homens estão conscientizados. Tanto que eles têm, muitos pacientes já tem um agendamento anual dessa parte urológica, da próstata e junto com cardiologia, outras áreas também.

Apresentador: Mas no caso especifico agora, nós estamos em verão, nós estamos no verão, e uma informações que a gente tem é que... eu não entendi, cálculo renal e calculo urinário é a mesma coisa?

Dr SF: É a mesma coisa.

Apresentador: É a mesma coisa...

Dr SF: Exatamente.

Apresentador: Mas a terminologia...

Dr SF: É localização.

Apresentador: Terminologia mais comum é cálculo renal?

Dr SF: Sim.

Apresentador: O que tem a ver o verão com o aumento desse problema no homem?

Dr SF: Sim, exatamente. Pela própria, vamos dizer assim, a lei da física, hidrodinâmica, vamos colocar dessa forma, o que é um cálculo? Cálculo é uma pedra, se fala pedra nos rins também, o termo. Então, o cálculo ele é uma formação pétrea, que é um... inicia com cristais, então esses cristais eles têm diferentes origens, então ele pode ter uma conformação com a presença de cálcio, fosfato, então para formar um cristal, lógico, essas substancias quanto maior a concentração desse liquido, vai ser mais rápida a formação desses cristais. Então, existem dois fatores, uma condição congênita ou genética, uma tendência a ter esses cálculos e também o fluxo do liquido, quanto maior o fluxo do liquido no caso urinário ele vai lavando a região, esses pequenos cristais eles são eliminados normalmente. Então, quando se forma um cristal ele vai aumentando de tamanho, vamos dizer assim, até meio centímetro que seria um cálculo de meio centímetro 99 por cento ele é eliminado espontaneamente, de repente o paciente nem percebe.

Apresentador: Cálculo de meio centímetro é um grão de arroz?

Dr SF: Exatamente, veja que é relativamente pequeno.

Apresentador: eu estou fazendo uma comparação correta...

Dr SF: Ele pode ser eliminado espontaneamente, 90 por cento...

Apresentador: O homem nem percebe?

Dr SF: Nem percebe.

Apresentador: Sim.

Dr SF: eventualmente pode ter uma cólica, mas...(ininteligível)

Apresentador: O que tem a ver o verão com esse problema?

Dr SF: Exatamente, porque ele concentra o liquido a urina. Veja só, numa mesma quantidade de ingestão de liquido, no inverno praticamente o liquido é eliminado pela urina, pelas vias urinarias e no verão não, ele é dividido pela transpiração, pela respiração, tem outras formas de perder, da perda do liquido. Então, no sistema urinário se torna o volume menor a urina é mais concentrada, então a formação é maior dos cristais.

Apresentador: Mas não é no verão que se ingere maior quantidade de líquidos?

Dr SF: Sim, mas se perde muita quantidade também, deve-se ingerir mais, mas a perda é maior pela outras áreas. Veja, a maior ingestão de liquido, que seja, mas a perda no verão se soma, a perda pela transpiração.

Apresentador: Isso atinge as mulheres também?

Dr SF: Também, com certeza.

Dra Juliana Amato: Eu tenho uma dúvida. O Cálculo renal ele é mais comum em homem ou em mulher, tem essa diferenciação?

Dr SF: Existe uma frequência, sim, é maior nos homens. Provavelmente pela condição do dia a dia da vida e de alimentação também, de repente o homem ele é mais exagerado, ele era fumante, tem várias condições que devem interferir no metabolismo geral, que vai dar essa formação. Mas a evolução do tempo, o tempo atual a incidência do cálculo no homem é de uma vez e meia a mais que a mulher, naturalmente a mulher também já saiu de casa está tendo as mesmas atividades que o homem e o tipo de alimentação também.

Apresentador: Doutor Syuichi, o senhor falou de alimentação, existem alimentos que devem ser evitados, para que se...?

Dr SF: Sim, existem.

Apresentador: Com relação a cálculos renais?

Dr SF: Eu colocaria da seguinte forma, o indivíduo que não tem uma tendência genética ele não vai ter cálculo nunca na vida, mas aqueles que já tiveram uma vez a reincidência é muito grande, 70 – 80 por cento de quem teve cálculo vai ter de novo, ele vai ter várias vezes então, nesses casos vale a pena um cuidado, uma ingestão maior de liquido e alimentação. Então, que tipo de alimentos são, vamos dizer assim, bem vindos e devem ser evitados, bom, bem vindo é realmente água, liquido, deve ser evitado carne vermelha, amendoim, castanha, frituras.

Apresentador: Aquela história de tomate é verdadeira?

Dr SF: Não, não é assim também.

Apresentador: Não, é?

Dr SF: Porque o pessoal fala por causa da semente, acha que a semente do tomate vai se virar cálculo, é folclore.

Apresentador: Mas é bom desmistificar isso.

Dr SF: Não, não é, com certeza não. Agora, veja só...

Apresentador: Então eu peço desculpa, tomate, pepino, são os dois... são os dois alimentos, “você tem cálculo renal não coma tomate, não coma pepina, coisas desse tipo.

Oradora A: O povo fala, “não coma tomate, tomate, coisa muito condimentada”.

Dr SF: São frituras esses tipos de alimentos. Agora, o que é importante é ingerir bastante liquido sem dúvida, principalmente no verão, isso para quem já teve é obrigatório, agora para quem nunca teve, talvez não faça diferença.

Apresentador: Doutora Juliana, um problema que nós temos no Brasil e de maneira assustadora neste momento é microcefalia, nós tivemos...

Dra Juliana Amato: sim, causada pelo Zika vírus... É, o nosso país hoje vive uma epidemia do Zica vírus, esse Zika ele é um vírus causado pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue da chikungunya, começou mais na região norte o Zika apareceu em meados do anos passado e hoje em dia a gente vê que está bem disseminado, só do Natal... a gente já sabe que tem mais de 3 mil casos de Zika e do Natal até dia 02 199 casos novos, tem aumentado muito. E é um vírus que é transmitido por esse mosquito então, a gente tem que tomar muito cuidado, principalmente agora na região sudeste que começam a época de chuva a população de mosquito se a população não se conscientizar vai aumentar muito.

Apresentador: A senhora fala no nordeste, a senhora registra no nordeste, primeiro que não é novo esse... esse problema não é novo, foi detectado há bastante tempo.

Dra Juliana Amato: foi detectado há bastante tempo, mas agora que virou epidemia.

Apresentador: Agora que nós fomos surpreendidos realmente com...

Dr SF: Isso, agora que aumentou o número de casos e que esse número de casos é bastante significativo esse aumento, antes...

Apresentador: Até então o Aedes Aegypti era tratado problema de dengue, ah, porque a dengue, a dengue...

Dra Juliana Amato: Só a dengue.

Apresentador: Ai no ano passado se começou a falar no Chinkungunya....

Dra Juliana Amato: Chikungunya.

Apresentador: E agora no final do ano o Zica vírus, mas é tudo próximo, é tudo... ai a palavra que eu usei, prevenção, o Brasil não tem uma prevenção para isso, lamentavelmente.

Dra Juliana Amato: É então, não tem uma prevenção, mas a gente, essa questão da prevenção tem que ser bastante enfatizada, não deixar acumular água, tomar cuidado com as piscinas, com as casa vazias que tem piscinas, que tem um acumulo de água, pneu, lixo, água acumulada em calha, as mulheres tem usar uma proteção, usar o repelente quando estiver gravida, quando não estiver também, porque a dengue está ai, apesar do Zica ele um sintomas amenos e a gente muitas vezes não saber que tem a Zica, porque parece uma gripe normal, mas para gravida mais para frente isso dá problema.

Apresentador: Tem um motivo para que de repente isso tenha explodido assim, parece que é uma grande novidade isso daí, eu fico, porque esse aumento assustador?

Dra Juliana Amato: pelo aumento do número de mosquito, porque se a gente lembrar de uns tempos atrás a gente tinha muito pernilongo, mas está demais, de uns dois anos para cá eu acho que esse população de mosquito aumentou muito e do Aedes Aegypti então... triplicou, antigamente...

Apresentador: Fugiu ao controle realmente?

Dra Juliana Amato: Fugiu ao controle. Antigamente eu lembro que eu morava em São José dos Campos, quando era mais jovem, não tinha feito faculdade, mas no condomínio dos maus pais passava aquele fumasse, vários bairros e acho que aqui de São Paulo também, passava aquele carro com aquele fumasse e tinha a população de mosquito controlada, controlada não extinta, mas diminuída e de uns dois anos para cá a gente não vê isso.

Dr SF: Eu acredito que também, é lógico, tudo responde ao equilíbrio, o equilíbrio ecológico está mudando, na hora que você elimina um determinado tipo de agente, lógico que o outro vai proliferar com certeza e o Aedes Aegypti, veja é um... na verdade é aquele mosquito que já se conhece já a mais de 50 anos era transmissor de muitas doenças e agora por que mais o Zica? Porque com certeza a frequência dela está contaminando mais esse transmissor. Agora você fala por que o Aedes Aegypti? Todo mundo está ouvindo falar dele...

Apresentador: É relativo se tem mais mosquito e mais gente infectada, mais mosquitos infectados surgirão por aí.

Dr SF: Então essa explicação que tem o problema básico seria o saneamento, mas ai existe uma outra explicação também, que tem muitas casas aqui em São Paulo que é grande metrópole, abandonas que estão fechadas, esses quintais não estão sendo fiscalizados, tem as piscinas, as poças d’água e tal, mas eu acredito que isso não é relevante, sempre teve casas vazias e sempre teve poças também, o que realmente de repente esse mesmo mosquito não está tendo um agente que seja de controle natural, que não tem mais, de repente ele está sozinho.

Apresentador: Acaba o predador dele.

Dr SF: Esse que é o mesmo transmissor da dengue, porque de repente é o único mosquitinho que vem picar, não tem os outros já foram.

Dra Juliana Amato: E o Zica, já existiam casos de microcefalia, mas começaram a estudar o Zica como causador de microcefalia faz pouco tempo, tem alguns casos escritos, mas assim como um dos causadores, tem pouco tempo.

Dr SF: Doutra Juliana, dengue a primeira coisa dengue, ai Chikungunya, ai Zica, tem sintomas, os sintomas são parecidos? Como é que se consegue facilitar o diagnóstico?

Apresentador: O Zica ele parece uma virose então, pode ter coriza, nariz escorrendo, dor no corpo, sensação de fraqueza, parece uma gripe mesmo, por isso às vezes passa desapercebido, a pessoa que tem acha que é uma gripe comum. A dengue não, a dengue já cursa com febre alta, além das dores no corpo, pode ter um declínio... uma anemia, um declínio das plaquetas do sangue, uma anemia profunda depende do caso.

Dr SF: Mas dissimulado seria mesmo o Zica?

Dra Juliana Amato: É o mais dissimulado seria o Zica, o Chikungunya já tem alteração ocular também, pode ter uma conjuntivite, é bem parecido com a dengue, Chikungunya e dengue às vezes é difícil você diferenciar muito, agora o Zica é uma virose, é uma gripe.

Apresentador: Lamentável a desinformação e o descaso das autoridades.

Dr SF: A dengue tem basicamente na cefaleia e alterações intestinais também e até hemorragia, hemorragia...

Apresentador: Isso é importante destacar.

Dr SF: ... Tanto que os pacientes que tomam e muitos tomam como prevenção cardíaca, medicamentos que eles falam popularmente afinam o sangue, o AS e medicamentos tipo anticoagulante que é contraindicado quando se tem a dengue então, muitos pacientes estão com dengue e estão com hemorragia, ele deve suspender esses medicamentos.

Apresentador: E quando o senhor fala em desarranjo intestinal isso é...

Dr SF: Ah, sim, diarreia, exatamente. Isso no caso da dengue, pelos sintomas.

Apresentador: Muito pouco falado, doutor Syuichi.

Dr SF: Dá uma diarreia constante, deve-se suspeitar, sem dúvida.

Apresentador: As pessoas suspeitam de outras cosias.

Dr SF: Cefaleia e essa parte intestinal.

Apresentador: Cefaleia é a dor de cabeça.

Dr SF: Dor de cabeça.

Dra Juliana Amato: E causa desidratação pela diarreia.

Apresentador: Ai tadinho do brasileiro, é lamentável. Eu chamo muito a atenção, porque quando você conhece a realidade brasileira, nós vivemos num mundo São Paulo, que é uma realidade, ai onde estão acontecendo esses casos que são divulgados, fora de São Paulo, longe de São Paulo então, isso me assusta muito, porque é realmente falta de informação e mundos diferentes dentro do país que nós vivemos então, minha luta é sempre falar de prevenção, sempre alertar e tudo, há muito tempo eu faço isso, mas eu acho que... lógico, eu não sou nada neste universo todo e acho que as autoridades tem um descaso muito grande.

Dra Juliana Amato: Então, o que a gente diz para as gravidas em relação ao Zica, o Zica como eu disse, muitas vezes ele passa desapercebido então, as pacientes que estão engravidando agora ou que estão grávidas elas tem usar repelente todos os dias e tem que suar calça cumprida, de preferência blusa de manga cumprida para evitar...

Apresentador: São cuidados muitos simples.

Dra Juliana Amato: São cuidados muito simples, são cuidados simples.

Apresentador: Ótimo, ótimo, que se oriente nesse sentido doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: Para evitar que ela seja picada, porque o diagnóstico da microcefalia ela é só feita no sexto mês de gravides por ultrassom então, não é um diagnóstico que a gente saiba antes então, ela já vai estar lá no sexto mês dela e ela vai para fazer um ultrassom e descobre que o cérebro do bebê é hipodesenvolvido.

Dr SF: mas posso fazer uma colocação?

Dra Juliana Amato: Sim.

Dr SF: Vou fazer uma pergunta. Poderia, vou colocar, poderia ser de rotina um exame para uma mulher grávida quando ela visita o obstetra, o ginecologista no caso obstetra, quando ela vai fazer o pré-natal existem exames que ela poderia fazer de prevenção, já que estamos nesse...?

Dra Juliana Amato: Então, agora é que estão fazendo o exame de sangue que é recente também, que é o PCR, que é o método de biologia celular especifico para Zica vírus, para pacientes que têm esses sintomas, mas não é de rotina ainda, quem sabe um dia a gente consiga colocar isso na rotina.

Apresentador: Quem sabe um dia. Doutor Syuichi, voltando a falar de verão, férias de verão, cautela com DST, são doenças sexualmente transmissíveis.

Dr SF: Sem dúvida. Primeiro lugar que é um período de férias de modo geral, então período de férias, passeios, a moçada é lógico que vai ter mais atividade.

Apresentador: Mais oportunidades.

Dr SF: Mais oportunidades.

Apresentador: Sim.

Dr SF: Então, os cuidados devem ser maiores pela frequência, pela condições de disponibilidade. Agora, o próprio verão vamos dizer assim, o que que ocorre? Muitas doenças bacterianas ela desenvolve na presença de umidade e no verão a nossa pele ela é mais úmida então, o desenvolvimento de bactérias é maior então, essas infecções genitais tanto no homem quanto na mulher é maior também nesse período e logico uma infecção ela pode trazer outra pela enfraquecimento da resistência e com isso pode adquirir uma DST.

Apresentador: Não há um desprezo maior nesse momento atual da população com relação a DST, colocando melhor, há 30 anos quando foi difundido, doutora Juliana não está... ela é muito jovem ainda... mas há 30 anos quando surgiu a AIDS, surgiu aquele pavor da população com relação a essa doença que tomava vulto e tal, de lá para cá, eu estou colocando 3 décadas, hoje me parece que é um desprezo muito grande com relação a DST toda.

Dr SF: A população ela está de repente entendo, está perdendo esse receio, esse medo, de repente como se fosse uma condição mais natural, comum. Mas você comentou com relação a AIDS, por exemplo, no início o primeiro ato, a primeira atitude como não tinha tratamento seria o uso do preservativo, que na verdade que seja há 30 anos, até hoje é fundamental isso, todo relacionamento deve-se usar o condão então, ele deveria estar presente, até uma ocasião eu coloquei, que ele deveria estar presente do lado de uma maquininha de banco uma venda do condão, quem sabe de brinde até, porque muitos países dão, não estão vendendo, eles cedem, que é uma forma preventiva então, o uso de preservativo condão é muito importante para doença sexualmente transmissíveis.

Apresentador: O brasileiro usa já, ou não?

Dr SF: Nas farmácias vende.

Apresentador: não, não.

Dr SF: A moçada usa sim, com certeza. Agora você falou usa. O risco está sendo maior nos idosos, olha só, o idoso ele não usa muito preservativo, a formação dele é de uma outra época, mas o jovem ele tem mais consciência do uso.

Apresentador: O jovem já foi conscientizado da necessidade do uso.

Dr SF: Sim, exatamente.

Apresentador: Nós mais antigos não temos essa conscientização da necessidade do uso do preservativo.

Dr SF: É. Talvez também, porque as parceiras que ele tem não são muitas ou é uma só, então ele ficou casado por muito tempo de repente ele se torna viúvo, um exemplo, então ele ficou muito tempo sem usar preservativo ele nem sabe mais, não é verdade? É o habito.

Apresentador:  Isso incutia a necessidade disso em alguém que já tenha passado essa barreira?

Dr SF: Sem dúvida, sem dúvida.

Apresentador: Com relação as mulheres, doutora Juliana?

Dra Juliana Amato:  As mulheres elas usam sim, principalmente as mais novas as adolescentes elas fazem questão de usar, às vezes a dificuldade vem do parceiro mesmo que não quer usar, mas a maioria usa, mesmo porque dessas DST, a AIDS, tem também o HPV que é muito difundido nas mulheres hoje em dia e que causa câncer de colo de útero então, elas estão bem orientadas, algumas não usam, mas a maioria...

Apresentador: É interessantíssimo, de novo a mulher...

Dr SF: Está na frente.

Apresentador: Está na frente, sem um papel determinante no uso do preservativo masculino.

Dra Juliana Amato: Eu acho que a maioria usa, a maioria uns 80 por cento usa, faz questão de usar.

Apresentador: Machão não usa, doutor Syuichi.

Dr SF: Sem dúvida. Agora, a jovem eu acredito que ela não está conscientizada com relação a HPV, porque 90 por cento dos tumores do câncer uterino está presente o HPV, é pré-cancerígeno.

Dra Juliana Amato: Estão presente no HPV. Mas depois que difundiu a vacina, que teve a campanha, eu acho que as mulheres elas se conscientizaram mais, mesmo porque quando elas começam a ir no ginecologista, já tem a indicação da vacina, muito cedo 12 – 13 anos então, as meninas de uns 2 – 3 anos para cá, ela já tem essa percepção que existe o HPV.

Dr SF: Essa campanha à partir dos 9 anos de idade, tem que ser antes da idade sexual.

Dra Juliana Amato: Antes da idade sexual.

Dr SF: Não que tenha que ter atividade sexual, mas já à partir dos 9 anos já estão se dando essa vacina.

Apresentador: Já há uma conscientização.

Dr SF: Isso. Interessante que essa campanha dá impressão que é voltada as mulheres, as meninas e os rapazes? Ai volta aquele ponto, por que que eles não tomam vacina?

Apresentador:  E existe essa possibilidade?

Dr SF: Da mesma forma o HPV, ele vai acometer independendo do sexo então, se o garoto tiver ele vai transmitir.

Dra Juliana Amato: Eu tenho muita dificuldade no consultório, as mulheres elas vêm com diagnostico de HPV e ai elas tem um receio de falar com o parceiro, porque o parceiro ele fala “não, mas eu não tenho nada”

Dr SF: “Eu não tinha, de onde que apareceu?”

Dra Juliana Amato: É. “eu não tenho, como é que você tem?” e às vezes tem e não sabe.

Apresentador: Essa colocação do doutor Syuichi, é importantíssima, a conscientização do homem.

Dra Juliana Amato: É, a conscientização do homem é difícil e é um diagnóstico que no homem não é tão simples, que se ele não tem uma lesão ele...

Dr SF: Sim, ele não tem o material para exame.

Dra Juliana Amato: Exatamente.

Apresentador: Você está acompanhando “Gente que fala” e nós retornaremos em instantes.

 

Apresentador: Você está conosco no “Gente que fala” pela rádio Trianon AM – 740 São Paulo, radio Universal AM 810 – Santos, ALLTV www.alltv.com.br , TV Guarulhos canal 20 UHF, canal 13 da NET em Guarulhos 23:30 horas. Como toda quarta-feira, nosso contato com o doutor Nelson Letizio, que é cirurgião plástico. Doutor Letizio, prazer tê-lo mais uma vez aqui no “Gente que fala”

Dr Nelson: O prazer é nosso Zancopé, como é que você está, tudo bom de ano aí?

Apresentador: Tudo bem, começando o ano juntos. Doutor Letizio, vamos falar do verão, pleno verão cuidados preventivos para a pele, mas em sua clínica o senhor realiza uma série de tratamentos para recuperação da pele, como são esses tratamentos, doutor Letizio?

Dr Nelson: Olha, Zancopé, uma coisa interessante da gente falar até, o pessoal gosta, todo mundo gosto de tomar um solzinho ficar bronzeado, ficar e ficar com o corpo, o pessoal fala, cor de saúde, mas é interessante, eu fiz a consulta de uma paciente segunda-feira que ela tem uma pena de pavão, é uma senhora já ela tem os seus 63 anos e ela tem uma pena de pavão muito bonita desenhada no braço direito, no antebraço direito na projeção do dorso da mão do braço direito, uma pena muito bonita verde clara com detalhes em vermelho, bonita até, eu não gosto muito de tatuagem, mas eu achei uma tatuagem bonita e é interessante que para ela não danificar essa pena de pavão ela sua manguá cumprida mais de um lado do que do outro e ela cruzou os dois braços na minha frente, foi muito interessante, porque o braço da pena de pavão que ela protege do sol a pele estava muito mais bonita, muito melhor cuidada do que o outro braço que ela expõe sem medo. Eu quero dizer o que com isso, Zancopé? O sol é muito bom, é saudável a gente precisa de vitamina D, mas ele é muito agressivo para gente, ele está ficando cada vez mais. Conclusão, os cuidados da pele, primeiro evitar sol, segunda se a pessoa tem uma tendência a melasma que é aquela mancha gravídica ou mancha por hormônios, você não pode fazer o laser o CO2 que você pode tirar a mancha uma série de coisas, você tem que usar tratamento os canais e outras coisas para clarear a mancha, se você tem mancha senil você faz nos [pulsados] você faz laser de CO2, se você tem (ininteligível) que são as manchas da juventude, se você tem manchas por sol, manchas causadas pelo efeito orgânico do sol , você tem um outro tipo de tratamento, pode ser a luz pulsada ou só clareadores de pele associados ou não ao laser de CO2 . Então, Zancopé existe uma infinidade de tratamentos para que a gente possa fazer micro derma abrasão que você faz uma pequena abrasão da pele, você pode fazer pequenos peelings com ácido tricloracético então, Zancopé, depende de cada caso do tipo de pele, da classificação de fitzpatrick, que vai vim umas seis, o que a pessoa precisa, às vezes uma pele muito clara toma muito sol, toma muitos vasinhos você tem tele(ininteligível) então, você usa um laser especifico (ininteligível) para tirar aqueles vasinhos que aquela pele que a gente fala que o rosto parece que está com frio, o nariz fica vermelho e bochecha fica vermelha por excesso de vasinhos. Então, Zancopé, qual que é a grande recomendação do verão para cuidados da pele, evite o excesso de sol, tem que usar filtro solar e cuide da pele, tem tratamento? Sim. Mas tem alguns casos que mesmo com tratamento a pele fica tão foto envelhecida que não fica um bom resultado.

Apresentador: Doutro Letizio, agradeço tua gentileza mais uma vez com o “gente que fala” permanecermos juntos em 2016, um grande abraço doutor Letizio.

Dr SF: Zancopé, que Deus esteja conosco e com nosso Brasil, porque nós estamos precisando de uma certa ajuda aí, viu.

Apresentador: Ok, doutor Letizio.

Dr Nelson: Abraço Zancopé.

Apresentador: Conosco hoje nos estúdio, urologista dou Syuichi Fujisaki, a ginecologista doutora Juliana Amato. Doutora Juliana, o livro “em busca da fertilidade” a senhora lançou, publicou recentemente?

Dra Juliana Amato: Sim, eu publiquei recentemente, esse livro é voltado para as pacientes que estão em tratamento e para desmitificar um pouquinho dos tipos de tratamento que existe ainda muitas dúvidas, as causas de infertilidade feminina ou do próprio casal e os tipos de tratamento então, lá eu explico direitinho as diferenças dos tratamentos, as causas tanto masculinas, quanto femininas e o que ela deve fazer para buscar a fertilidade dela, para ela conseguir engravidar. Como a gente estava dizendo agora a prevenção da fertilidade dela.

Apresentador: E a senhora cita doenças mais comuns, o que seria essas mais comuns?

Dra Juliana Amato: As doenças mais comuns na infertilidade feminina é endometriose, são as [onivulações], a síndrome do ovário policísticos, que devem ser diagnosticas e tratadas para que esse casal consiga engravidar.

Apresentador: Doutor Syuichi, o senhor que é urologista, o exame de sangue basta para se diagnosticar o câncer de próstata?

Dr SF: Não. O exame preventivo da próstata são dois, um deles é o exame de sangue que é o PSA...

Apresentador: Eu pergunto se este exame basta para diagnosticar?

Dr SF: Não basta, são dois. O segundo exame é toque prostático, não é o segundo, os dois são obrigatórios e na dúvida sim ai tem outros exames, desde ultrassom e...

Apresentador: Mas o homem continua resistir na ideia de fazer o toque?

Dr SF: Na verdade ele resiste a tudo, até o exame de sangue, essa é a verdade, ele não vai ao laboratório.

Apresentador: Até o exame de sangue?

Dr SF: É, porque é comum.

Apresentador: a doutora Juliana disse que prescreve exame o homem não faz.

Dr SF: O marido não vai. Veja, é comum o paciente ligar para a clínica, o pessoal fala “olha, doutor o paciente tal ele pediu um novo pedido”, por que? Porque a data já venceu, é comum isto então, você pede faz um pedido tem que fazer o outro.

Apresentador: a doutora Juliana se referiu a isso...

Dr SF: Não é o toque não, qualquer exame.

Apresentador: Qualquer exame, doutora?

Dra Juliana Amato: Espermograma é um exame que eles também, quando já está muito tempo tentando engravidar até faz, mas numa primeira consulta assim dificilmente, protela um pouquinho.

Dr SF: Imagina Zancopé, o exame pré-nupcial que era muito comum nos anos passados, atualmente saiu fora... vamos dizer assim, da pauta.

Apresentador: Da moda.

Dr SF: saiu da moda, acho que talvez o casamente também de repente diminuíram, mas o exame pré-nupcial consistia numa avaliação também de uma fertilidade e com relação as doenças transmissíveis também, ou seja, noivo, noiva, deveriam fazer, passar por uma avaliação médica dessas doenças mais comuns, a sífilis, que seja o AIDS agora também, hepatite, essas doenças que são transmissíveis e junto com isso para o menino, para o homem ele fazia o exame de espermograma, mas o padre mandava fazer senão ele não celebrava o casamento, então ele fazia, agora... é verdade, ele tinha que ser aprovado, tinha que fazer o cursinho pré-nupcial, ai eram convidados psicólogos, etc, tal, e médicos também médicas, ai eles faziam a palestrinha “olha, muito importante para a fertilidade, tal, fazer o espermograma” ai...

Apresentador:  O padre tem mais incidência positiva do que o próprio médico.

Oradora A: Está com mais persuasão o padre do que os médicos.

Dr SF: Na verdade é um casamento.

Apresentador: Sim, sim. Mas existem fatores externos que comprometam a infertilidade?

Dr SF: Sem dúvida. Eu vou colocar da parte masculina. Então, na parte masculina no nascimento que é muito comum, não é a primeira incidência de fertilidade masculina, a primeira é varicocele, posso comentar rapidamente, mas na infância no nascimento é muito comum a não descida dos testículos na bolsa escrotal, chama criptorquidia, cripto é o [culto] escondido, criptografia – cripto, criptorquia seria o testículo que não aparece, ele não está no saquinho escrotal, porque ele está elevado, está no abdômen, porque a origem biológica dele é no abdômen então, ele vai descendo, então no nascimento é muito comum ele não estar no saquinho na bolsa, mas normalmente até o sexto mês, até um ano de vida ele deve descer, mas alguns casos não desce e quando esses testículos não está na bolsa escrotal ele está sofrendo, porque a temperatura é mais elevada na região abdominal então, esse tecido ele vai sofrendo no futuro ele vai produzir menos espermatozoide com células que engravidam o gameta masculino então, isso há tratamento então já poderia ter um tratamento preventivo logo após o nascimento ou no primeiro ano de vida do garoto, após isso tem as doenças infecciosas que é muito comum, uma doença transmissível também ela pode comprometer as vesículas seminais que é uma glândula que produz o liquido, o próprio testículo também, com isso levar uma obstrução, processo inflamatório ocluir a saída , por exemplo, uma epididimite pode afetar e tudo isso vai afetando a qualidade do espermatozoide e a varicocele são umas varizes na região escrotal, mas é a primeira causa que afeta a qualidade espermática.

Apresentador: Por causa da temperatura, elevação e temperatura, seria isso?

Dr SF: Na verdade seria... não, a primeira...

Apresentador: Sou leigo, estou perguntando o que eu ouço fora dos consultórios.

Dr SF: Eleva a temperatura, mas ela traz também o refluxo, porque os vasos dilatados ela acaba trazendo substancias que seriam, vamos dizer, do nível do rim ele acaba refluindo para a região escrotal, essa substancias seriam toxicas, isso é fácil de avaliar quem tem varicocele tem essas substancias na região escrotal, quem não tem, não tem essas substancias e a produção espermática vai declinando também, se tratado a tempo...

Apresentador: Doutora Juliana, infertilidade é sempre culpa da mulher, doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: O homem sempre passa esse peso para a mulher...

Dr SF: Isso é importante a colocação, o homem é que passa.

Apresentador: O homem nunca tem esse problema.

Dra Juliana Amato: É. E os homens que fazem muito exercício físico, essa infertilidade ela está mais associada a própria força do exercício, pegar muito peso ou mais a esses anabolizantes que eles usam? Hoje em dia já não se usa muito mais, porque testosterona...

Dr SF:é mais anabolizante mesmo, porque qualquer substancia que altere metabolismo geral pode refletir uma condição da produção espermática então, eu diria, mas exercício físico não, a não ser que traumatize o testículo, tanto se colocava no passado uso de vestimenta muito apertada, uma cueca apertada, andar a cavalo, andar de bicicleta, nada disso é verdade, senão ciclismo você não andaria de bicicleta.

Dra Juliana Amato: Mas mais anabolizante mesmo, essas proteínas em excesso...

Dr SF: Que alterem o metabolismo o equilíbrio, obesidade também que é um reflexo também.

Apresentador: Infertilidade com relação as mulheres, é tabu para os homens, é tabu para as mulheres, como é que é, doutora Juliana?

Dra Juliana Amato: Hoje em dia as mulheres elas chegam já nos 30 querendo saber se elas são férteis, porque hoje em dia s mulheres tem filhos mais tarde, elas vão protelando essa gravidez, essa maternidade então, elas já chegam no consultório, agora, essas pacientes novas de 30, elas chegam no consultório querendo saber se elas são férteis para no futuro elas conseguirem engravidar, por isso que está bem difundido o congelamento de óvulos hoje em dia as mulheres congelam esses óvulos, porque não tem uma perspectiva de casamento ou não tem uma perspectiva de ter filhos, porque está trabalhando, está em plena ascensão no seu trabalho, elas não querem engravidar, então estão muito difundido o congelamento de óvulos, mas logico, que existem os casais que chegam que já estão tentando a dois, três anos engravidar e que não conseguem, ai a gente tem que fazer uma investigação do casal, tanto do homem quanto da mulher, na mulher as causas mais comuns que eu falei são as causas anulatórias, endometriose, mas existem também  o casal, podem ter patologias tanto da mulher quanto do homem que associadas estão levando a uma infertilidade então, não é só da mulher é do homem também.

Dr SF: E a incompatibilidade, que muitas vezes na própria secreção, vamos dizer assim, do fluido da vagina no caso em contato com espermatozoide por uma condição imunológica pode até imobilizar o espermatozoide, mas há tratamento som supressores, sem dúvida.

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza há tratamento.

Apresentador: Doutor Syuichi, disfunção erétil ainda é tabu para ser tratado, aqueles que chegam lá procurando o doutor Syuichi, com uma... como é que eu posso dizer, qual é o termo? “Eu não tenho problema, mas...”

Dr SF:Veja, porque pegou o homem, e o homem ele relutante em fazer essa culta, ele foge então, seria mais o indivíduo que... o normal, o carro está andando, o pneu está murchando, ele está andando ele esquece a hora que não andar mais ai ele vai no borracheiro para ver o que pode ser feito então, essa disfunção erétil é mesma coisa, quando ele passa a não dar condição de.... ai ele vai procurar.

Apresentador: A preocupação, o desespero, quando chega no desespero...

Dr SF: E hoje a cobrança da companheira está aumentando também. Bom, mas de toda forma...

Apresentador: Mas continua ser um tabu, de parte do homem procurar o médico e realmente fazer a consulta e colocar o diagnóstico? “Doutor Syuichi, em vim aqui porque eu não estou funcionando mais”.

Dr SF: Com essa facilidade da mídia presente hoje, internet, TV, essas mídias, lógico que o homem ele tem essa informação, ele tem um acesso maior também de manter um contato e lógico quando ele vai na consulta ele não vai acompanhado, ele vai sozinho a grande maioria então, esse tabu, ninguém está vendo, ele só vê aquelas câmeras de segurança para ver se tem alguma coisa.

Apresentador: É a única hora que ele procura o médico sem a mulher, a mulher nem sabe que ele foi.

Dr SF:  Muitas vezes não, ela fala “mas por que você está tratando?”

Dra Juliana Amato: E hoje em dia está na moda reposição para homens.

Dr SF: Reposição hormonal?

Dra Juliana Amato: É. E o que o senhor acha disso?

Dr SF: Sem dúvida, a reposição nada mais é, veja, o próprio nome diz, está repondo os hormônios, mas isso ocorre quando o órgão que produz esse hormônio ele está de certa forma falido, então vai se repor e como a expectativa de vida está aumentando, logico quanto mais idade mais vai ter uma reposição hormonal, que normalmente à partir dos 50 anos, para o homem tudo acontece à partir dos 50.

Apresentador: Disfunção erétil... E vasectomia, ainda é um tabu?

Dr SF: Não, não é um tabu.

Apresentador: Ela pode ser revertida hoje?

Dr SF: Não, sempre pode, logica que hoje em melhores condições pela microcirurgia, com microscópio cirúrgico, mas nós temos um grande aliado hoje, nem sempre uma necessidade de uma recanalização, porque existe a fertilização artificial. A colocação é a seguinte, os resultados são bons em ambos, mas a única colocação seria o custo, a tendência é, eu diria, o custo da fertilização ir diminuindo, mas existe um custo do procedimento então, acho que o paciente ele tem que balancear os custos para ver qual é a melhor.

Apresentador: Custos é o valor, custos monetários?

Dr SF: Monetários, exatamente. Agora, vasectomia sim, veja, um casal, a conscientização isso é muito importante, o indivíduo quando ele, o casal ele está trabalhando para pegar os recursos e manter a família, quanto custa um filho? Em função disto é que eles buscam esse controle de anticoncepção, ai tem o lado, a mulher vai fazer a laqueadura, o homem já quer empurrar para lá, agora veja, a laqueadura é um procedimento de um porte maior então, vasectomia é mais simples, anestesia local, tal, mas é uma cirurgia.

Apresentador: Mais simples do que a laqueadura?

Dr SF: do que a laqueadura, sem dúvida.

Apresentador: Porque normalmente a laqueadura era feita num momento de uma cesariana que havia...

Dr SF: Sim no último filho, não era bem a recomendação na época, porque esperasse que a criança atingisse um ano de idade para depois se pensar.

Apresentador: Houve problemas jurídicos muito grave sobre isso, porque o médico já aproveitava nesses rincões todos ai.

Dr SF: Porque a criança cada vez menos, mas no passado a incidência de morte de um recém-nascido era muito grande, hoje é praticamente nulo, quase nada, mas imagine um casal que perde um filho até um ano de idade, ele vai querer um outro então, essa seria a não recomendação, mas hoje tem o congelamento também. E reforçando o congelamento, existe uma busca grande de congelamento tanto na parte masculina quanto da mulher com relação a tumores e câncer, antes do tratamento de tumores que com certeza vai levar a uma esterilidade através da radioterapia, até quimio, mas normalmente uma radioterapia se faz o congelamento tanto para o homem como da mulher, para preservar, isso não é novidade.

Apresentador: Doutora Juliana, aproveitando a presença da senhora aqui. Mitos e verdades sobre higiene feminina.

Dra Juliana Amato: Mitos e verdades, bom, vamos lá, o que a mulher tem que pensar quando se fala em higiene feminina? O órgão da mulher, o órgão genital da mulher ele fica muito escondidinho então, é uma região úmida, é uma região que fica mais quente então, tem propensão a ter mais infecção, a ter mais corrimento, o que é orientado é que ela use na hora do banho água para se lavar, não é indicado muito sabonete em pedra, se for usar sabonete o melhor é sabonete líquido e esses sabonetes de região intima que vendem em supermercado eles são bons, mas assim, eles não são essenciais para higiene da mulher, a higiene da mulher não precisa de sabão, só água e limpar bem direitinho os cantinhos e deixar sempre bem seco e nada de usar aqueles lencinhos umedecidos, porque aquilo tem um pouquinho de álcool, tem um pouquinho de hidratante e para região genital da mulher não é bom.

Apresentador: Com relação a roupas.

Dr SF: A roupas, que ela use mais calcinha de algodão, porque deixa a área respirar mais e que se utilize menos de lycra, que a lycra ela retém o calor e usar menos roupas apertadas, que as roupas apertadas também propiciam mais infecção genital.

Apresentador: Eu abordei muito o lado masculino do nosso programa hoje, até com muita ironia em várias vezes, que eu acho que é necessário a gente conscientizar as pessoas e a gente disse logo no começo que as mulheres são mais fáceis de procurarem especialistas, mas existem casos específicos que as mulheres se recusam a abordar esse assunto sobre higiene intima?

Dr SF: Dificilmente, normalmente quando elas têm um corrimento, alguma coisa elas já vão para o consultório e sempre tem uma orientação, até quando criança quando inicia a menstruação a gente já orienta como se limpar quando vai ao banheiro, evacuar que é de trás para frente... da frente para trás, quando vai ao banheiro se limpar para fazer xixi para não ficar passando muito o papel para dar uma limpadinha de leve só para secar.

Apresentador: Como eu encontro o livro “em busca da fertilidade”?

Dra Juliana Amato: A gente vende pela Amazon na internet.

Apresentador: Pela internet?

Dra Juliana Amato: Isso.

Apresentador: E tem um site especifico para doutora Juliana Amato?

Dr SF: Que eu posso localiza-la com facilidade?

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza. www.amato.com.br

Apresentador: Amato que é do instituto de medicina avançadas?

Dra Juliana Amato: Isso.

Apresentador: Agradeço a tua gentileza der ter vindo ao nosso “gente que fala”

Dra Juliana Amato: Obrigada, obrigada.

Apresentador: Doutor Syuichi, uma forma de encontrá-lo pela internet, como eu faço?

Dr SF: sim para qualquer dúvida, é saudeh4.com.br

Apresentador: Saúde do homem, saudeh?

Dr SF: Isso, só que h é minúsculo no caso, saudeh.com.br.

Apresentador: Muito bom, muito bom. Grato por ter vindo, mais uma vez ao nosso “gente que fala”.

Dr SF: O prazer é meu, o prazer é todo meu.

Apresentador: Espero reencontrá-los várias vezes neste ano de 2016.

Dra Juliana Amato: Com certeza.

Apresentador: “Gente que fala” tem a direção geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Haraela Brandão, Pedro Schiavon, na aputa José Carlos Cicarelli, produção cultural Ricardo Godói, na pauta José Carlos Cicarelli, na rádio Trianon Benebene, Cléu Rodrigues, Neildo neris Ricardo Valim, da direção da TV Guarulhos Fernando Mauro, na direção da ALLTV Alberto Luchetti, na técnica James Eduardo, Marcelo Fontana, Sergio de Oliveira, Iago Masutmoto. Estaremos de volta amanhã 12:00 horas, gratos, até lá.

Entrevistazikahigiene íntima
Categorias: Medicina

Entrevista Zika Virus e Higiene Intima

Fertilidade - seg, 01/18/2016 - 19:13

 

Apresentador: Alô amigos, bem vindos ao “Gente que fala” sempre ao vido de 12:00 horas à 13:00 horas pela rádio Trianon AM 740 -SP, rádio Universal AM 810 – Santos, ALLTV www.alltv.com.br com reapresentação 18:00 horas, também TV Guarulhos Canal 20 UHD, canal 3 da NET em Guarulhos 23:30 horas. Acesse nosso blog conheça nossos colunistas e colaboradores GENTEQUEFALA.COM.BR nossa Fanpage facebook/gentequefala, para você participar, chat no site da ALLTV, temos também whatsapp 97401-2235 e ainda um telefone sempre a sua disposição 5052-6622. Conosco nesta edição doutor Syuichi Fujisaki, doutor Syuichi, prazer tê-lo aqui.

Dr SF: O prazer é todo meu.

Apresentador: O senhor é urologista. Eu gosto de refirmar sempre especialista em andrologia e geriatria e peço insistentemente que o senhor me dê a diferenciação.

Dr SF: Pois não. Obrigado. Bom, urologia ele trata das vias urinarias, agora a geriatria é um campo que está aumentando, principalmente pelo expectativa de vida, então a faixa etária maior está tendo mais cuidados também.

Apresentador: Eu costumo dizer que homem tem dois médicos, o pediatra e o geriatra.

Dr SF: Exatamente.

Apresentador: Então, eu estou quase chegando...

Dr SF: é quando ele é levado, é isso mesmo?

Apresentador: Já estou quase chegando ao senhor, desde que alguém me conduza, é dessa forma?

Dr SF: Perfeitamente. Porque o homem é ele é relutante em buscar os cuidados com relação à saúde, tanto é que 70 por cento mais ou menos, as mulheres é que levam o homem ao consultório ou marido ou filho. Então, a tua colocação é correta mesmo, ele tem o pediatra quando a mãe leva, seria uma geriatria bem avançada quando alguém leva, porque ele está precisando realmente.

Apresentador: Juliana Amato, doutora Juliana Amato, prazer tê-la aqui doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: O prazer é meu.

Apresentador: Eu precisa que a senhora fique mais próxima do microfone. A senhora é ginecologista.

Dra Juliana Amato: Sim, ginecologista, ginecologista e obstetra e faço área de reprodução assistida também.

Apresentador: Esse nome é muito famoso. E é do instituto... Amato Instituto de Medicina Avançada, a senhora entrega o Instituto.

Dra Juliana Amato: Isso. Nós somos um grupo de quatorze médicos e a gente... de várias especialidades e a gente tem o hospital dia também, funciona como hospital dia.

Apresentador: O que eu coloquei com o doutor Syuichi, com relação ao homem, o homem é realmente relutante em procurar.

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza. A gente vê pela família e pelas pacientes que vão lá e contam dos maridos, que a gente pede um exame não faz de jeito nenhum.

Apresentador: não faz, tem isso também?

Dra Juliana Amato: É, demora para fazer, ele não quer fazer ou a gente tem que pedir para ir no urologista.

Apresentador: Mas é... eu acho...

Dra Juliana Amato: mesmo assim não vai.

Dr SF: É.

Apresentador: eu acho muito interessante e acho necessário que se destaque isso, porque o doutor Syuichi colocou o termo correto, o homem é relutante, quando a mulher já começa a sair da infância ela já é orientada a procurar cuidados médicos, isso é... a mulher com facilidade ela já na sua juventude, na sua puberdade, já está preocupada com isso, o homem quer distância de médico, falo por experiência própria.

Dra Juliana Amato: É, o homem tem medo, é, o homem tem mesmo. Realmente ele só vai no pediatra, no urologista quando precisa e no geriatra.

Apresentador: Tem uma explicação para isso?

Dr SF: Não sei, você que são homens vocês falam.

Apresentador: Tem explicação para isso doutor Syuichi?

Dr SF: Eu acredito, veja só, na infância ainda quem cuida é a mãe, a mulher, não é isso?

Apresentador: Sim.

Dr SF: Então, qualquer tipo de problema, dificuldade, ela vai levar ao médico, agora à partir da infância começa a pré-puberdade, a mocinha ela tem a menstruação e realmente a presença do sangue é... vamos dizer assim, a criança não vai entender aquilo.

Apresentador: Choca.

Dr SF: Choca. Então, a mãe tem que preparar, “olha se tiver um sangramento” e ela vai explicar, ou seja, a menina ela vai ver a presença do sangue e já vai ter orientações da mãe com relação aos cuidados e o garoto não, ele tem a fimose dele que deveria ser tratada e só vai tratar depois dos 20 – 30 e olha lá, não é verdade? Ele fica um tanto afastado mesmo com relação a orientação familiar, que o pai não fala, ele já não vai também e a mãe ela costuma orientar mais a filha.

Dra Juliana Amato: É isso é verdade, mãe leva no ginecologista, a filha entra na menarca menstruou 12 – 13 anos já leva na primeira consulta.

Apresentador: Eu ressalto isso sempre, porque há um aspecto que não Brasil não existe que é prevenção. Vocês trabalham em áreas próximas urologia e ginecologia, onde a prevenção é essencial, todos as áreas, mas especificamente nesses casos, e eu lamento que de parte dos homens não haja prevenção, o brasileiro não sabe o que é prevenção. Então, eu destaco, sempre faço em tom irônico, mas destaco sempre este problema que o homem e muitas vezes a mulher também não há prevenção. Então, se eu vou no doutor Syuichi lá e ele me diz que eu tenho algum problema é mais fácil eu trocar de médico do que eu voltar nele, sabe... lamentavelmente essa é a consciência do brasileiro, é isso o que acontece?

Dr SF: É, exatamente. Eu acredito o seguinte, também a natureza de repente ela fez com que ocorresse isto, pelo o seguinte, uma das doenças graves é o câncer, não é isto? Se for colocar quais são os tumores mais frequentes no homem e na mulher, entre eles estão o câncer do colo uterino e o câncer de mama na mulher e no homem da próstata, mas a natureza fez de tal forma que os problemas da próstata acontecem à partir dos 50 anos de idade, enquanto que das mulheres à partir do início após a puberdade, após o início das condições, mudanças orgânicas ela já está sujeita a ter um tumor, então a própria mãe ela também está fazendo anualmente de certa forma um controle de prevenção com relação ao câncer do colo uterino, isso desde de jovem e a mocinha também desde... não digo os 15, mas à partir dos 18 – 20 anos já é comum ela fazer exame que é o famoso Papanicolau, que é um teste, um exame. Então, a mulher desde jovem ela já está habituada a fazer esse controle.

Apresentador: Mas doutor Syuichi, o senhor esteve aqui no ‘Gente que fala” no mês de outubro, uma campanha fantástica do “outubro rosa” depois nós tivemos o “novembro azul” que é com relação a campanha do câncer de próstata e eu fico me perguntando com insistência, se essas campanhas realmente trazem resultado, principalmente no caso do “novembro azul”, “outubro rosa” é uma euforia, todo mundo...

Dra Juliana Amato: “Outubro rosa” é muito difundido, as mulheres procuram mesmo.

Apresentador: é uma euforia. Agora nós homens no “novembro azul”, eu fico imaginando se a campanha realmente trouxe um resultado positivo, para que o homem começa a se preocupar com a própria saúde, eu fico sempre questionando esse aspecto, me preocupa muito isso.

Dr SF: Sem dúvida, isso ocorre sim, a informação acaba gerando, vamos dizer, dissemina mais essa informação e os homens estão conscientizados. Tanto que eles têm, muitos pacientes já tem um agendamento anual dessa parte urológica, da próstata e junto com cardiologia, outras áreas também.

Apresentador: Mas no caso especifico agora, nós estamos em verão, nós estamos no verão, e uma informações que a gente tem é que... eu não entendi, cálculo renal e calculo urinário é a mesma coisa?

Dr SF: É a mesma coisa.

Apresentador: É a mesma coisa...

Dr SF: Exatamente.

Apresentador: Mas a terminologia...

Dr SF: É localização.

Apresentador: Terminologia mais comum é cálculo renal?

Dr SF: Sim.

Apresentador: O que tem a ver o verão com o aumento desse problema no homem?

Dr SF: Sim, exatamente. Pela própria, vamos dizer assim, a lei da física, hidrodinâmica, vamos colocar dessa forma, o que é um cálculo? Cálculo é uma pedra, se fala pedra nos rins também, o termo. Então, o cálculo ele é uma formação pétrea, que é um... inicia com cristais, então esses cristais eles têm diferentes origens, então ele pode ter uma conformação com a presença de cálcio, fosfato, então para formar um cristal, lógico, essas substancias quanto maior a concentração desse liquido, vai ser mais rápida a formação desses cristais. Então, existem dois fatores, uma condição congênita ou genética, uma tendência a ter esses cálculos e também o fluxo do liquido, quanto maior o fluxo do liquido no caso urinário ele vai lavando a região, esses pequenos cristais eles são eliminados normalmente. Então, quando se forma um cristal ele vai aumentando de tamanho, vamos dizer assim, até meio centímetro que seria um cálculo de meio centímetro 99 por cento ele é eliminado espontaneamente, de repente o paciente nem percebe.

Apresentador: Cálculo de meio centímetro é um grão de arroz?

Dr SF: Exatamente, veja que é relativamente pequeno.

Apresentador: eu estou fazendo uma comparação correta...

Dr SF: Ele pode ser eliminado espontaneamente, 90 por cento...

Apresentador: O homem nem percebe?

Dr SF: Nem percebe.

Apresentador: Sim.

Dr SF: eventualmente pode ter uma cólica, mas...(ininteligível)

Apresentador: O que tem a ver o verão com esse problema?

Dr SF: Exatamente, porque ele concentra o liquido a urina. Veja só, numa mesma quantidade de ingestão de liquido, no inverno praticamente o liquido é eliminado pela urina, pelas vias urinarias e no verão não, ele é dividido pela transpiração, pela respiração, tem outras formas de perder, da perda do liquido. Então, no sistema urinário se torna o volume menor a urina é mais concentrada, então a formação é maior dos cristais.

Apresentador: Mas não é no verão que se ingere maior quantidade de líquidos?

Dr SF: Sim, mas se perde muita quantidade também, deve-se ingerir mais, mas a perda é maior pela outras áreas. Veja, a maior ingestão de liquido, que seja, mas a perda no verão se soma, a perda pela transpiração.

Apresentador: Isso atinge as mulheres também?

Dr SF: Também, com certeza.

Dra Juliana Amato: Eu tenho uma dúvida. O Cálculo renal ele é mais comum em homem ou em mulher, tem essa diferenciação?

Dr SF: Existe uma frequência, sim, é maior nos homens. Provavelmente pela condição do dia a dia da vida e de alimentação também, de repente o homem ele é mais exagerado, ele era fumante, tem várias condições que devem interferir no metabolismo geral, que vai dar essa formação. Mas a evolução do tempo, o tempo atual a incidência do cálculo no homem é de uma vez e meia a mais que a mulher, naturalmente a mulher também já saiu de casa está tendo as mesmas atividades que o homem e o tipo de alimentação também.

Apresentador: Doutor Syuichi, o senhor falou de alimentação, existem alimentos que devem ser evitados, para que se...?

Dr SF: Sim, existem.

Apresentador: Com relação a cálculos renais?

Dr SF: Eu colocaria da seguinte forma, o indivíduo que não tem uma tendência genética ele não vai ter cálculo nunca na vida, mas aqueles que já tiveram uma vez a reincidência é muito grande, 70 – 80 por cento de quem teve cálculo vai ter de novo, ele vai ter várias vezes então, nesses casos vale a pena um cuidado, uma ingestão maior de liquido e alimentação. Então, que tipo de alimentos são, vamos dizer assim, bem vindos e devem ser evitados, bom, bem vindo é realmente água, liquido, deve ser evitado carne vermelha, amendoim, castanha, frituras.

Apresentador: Aquela história de tomate é verdadeira?

Dr SF: Não, não é assim também.

Apresentador: Não, é?

Dr SF: Porque o pessoal fala por causa da semente, acha que a semente do tomate vai se virar cálculo, é folclore.

Apresentador: Mas é bom desmistificar isso.

Dr SF: Não, não é, com certeza não. Agora, veja só...

Apresentador: Então eu peço desculpa, tomate, pepino, são os dois... são os dois alimentos, “você tem cálculo renal não coma tomate, não coma pepina, coisas desse tipo.

Oradora A: O povo fala, “não coma tomate, tomate, coisa muito condimentada”.

Dr SF: São frituras esses tipos de alimentos. Agora, o que é importante é ingerir bastante liquido sem dúvida, principalmente no verão, isso para quem já teve é obrigatório, agora para quem nunca teve, talvez não faça diferença.

Apresentador: Doutora Juliana, um problema que nós temos no Brasil e de maneira assustadora neste momento é microcefalia, nós tivemos...

Dra Juliana Amato: sim, causada pelo Zika vírus... É, o nosso país hoje vive uma epidemia do Zica vírus, esse Zika ele é um vírus causado pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue da chikungunya, começou mais na região norte o Zika apareceu em meados do anos passado e hoje em dia a gente vê que está bem disseminado, só do Natal... a gente já sabe que tem mais de 3 mil casos de Zika e do Natal até dia 02 199 casos novos, tem aumentado muito. E é um vírus que é transmitido por esse mosquito então, a gente tem que tomar muito cuidado, principalmente agora na região sudeste que começam a época de chuva a população de mosquito se a população não se conscientizar vai aumentar muito.

Apresentador: A senhora fala no nordeste, a senhora registra no nordeste, primeiro que não é novo esse... esse problema não é novo, foi detectado há bastante tempo.

Dra Juliana Amato: foi detectado há bastante tempo, mas agora que virou epidemia.

Apresentador: Agora que nós fomos surpreendidos realmente com...

Dr SF: Isso, agora que aumentou o número de casos e que esse número de casos é bastante significativo esse aumento, antes...

Apresentador: Até então o Aedes Aegypti era tratado problema de dengue, ah, porque a dengue, a dengue...

Dra Juliana Amato: Só a dengue.

Apresentador: Ai no ano passado se começou a falar no Chinkungunya....

Dra Juliana Amato: Chikungunya.

Apresentador: E agora no final do ano o Zica vírus, mas é tudo próximo, é tudo... ai a palavra que eu usei, prevenção, o Brasil não tem uma prevenção para isso, lamentavelmente.

Dra Juliana Amato: É então, não tem uma prevenção, mas a gente, essa questão da prevenção tem que ser bastante enfatizada, não deixar acumular água, tomar cuidado com as piscinas, com as casa vazias que tem piscinas, que tem um acumulo de água, pneu, lixo, água acumulada em calha, as mulheres tem usar uma proteção, usar o repelente quando estiver gravida, quando não estiver também, porque a dengue está ai, apesar do Zica ele um sintomas amenos e a gente muitas vezes não saber que tem a Zica, porque parece uma gripe normal, mas para gravida mais para frente isso dá problema.

Apresentador: Tem um motivo para que de repente isso tenha explodido assim, parece que é uma grande novidade isso daí, eu fico, porque esse aumento assustador?

Dra Juliana Amato: pelo aumento do número de mosquito, porque se a gente lembrar de uns tempos atrás a gente tinha muito pernilongo, mas está demais, de uns dois anos para cá eu acho que esse população de mosquito aumentou muito e do Aedes Aegypti então... triplicou, antigamente...

Apresentador: Fugiu ao controle realmente?

Dra Juliana Amato: Fugiu ao controle. Antigamente eu lembro que eu morava em São José dos Campos, quando era mais jovem, não tinha feito faculdade, mas no condomínio dos maus pais passava aquele fumasse, vários bairros e acho que aqui de São Paulo também, passava aquele carro com aquele fumasse e tinha a população de mosquito controlada, controlada não extinta, mas diminuída e de uns dois anos para cá a gente não vê isso.

Dr SF: Eu acredito que também, é lógico, tudo responde ao equilíbrio, o equilíbrio ecológico está mudando, na hora que você elimina um determinado tipo de agente, lógico que o outro vai proliferar com certeza e o Aedes Aegypti, veja é um... na verdade é aquele mosquito que já se conhece já a mais de 50 anos era transmissor de muitas doenças e agora por que mais o Zica? Porque com certeza a frequência dela está contaminando mais esse transmissor. Agora você fala por que o Aedes Aegypti? Todo mundo está ouvindo falar dele...

Apresentador: É relativo se tem mais mosquito e mais gente infectada, mais mosquitos infectados surgirão por aí.

Dr SF: Então essa explicação que tem o problema básico seria o saneamento, mas ai existe uma outra explicação também, que tem muitas casas aqui em São Paulo que é grande metrópole, abandonas que estão fechadas, esses quintais não estão sendo fiscalizados, tem as piscinas, as poças d’água e tal, mas eu acredito que isso não é relevante, sempre teve casas vazias e sempre teve poças também, o que realmente de repente esse mesmo mosquito não está tendo um agente que seja de controle natural, que não tem mais, de repente ele está sozinho.

Apresentador: Acaba o predador dele.

Dr SF: Esse que é o mesmo transmissor da dengue, porque de repente é o único mosquitinho que vem picar, não tem os outros já foram.

Dra Juliana Amato: E o Zica, já existiam casos de microcefalia, mas começaram a estudar o Zica como causador de microcefalia faz pouco tempo, tem alguns casos escritos, mas assim como um dos causadores, tem pouco tempo.

Dr SF: Doutra Juliana, dengue a primeira coisa dengue, ai Chikungunya, ai Zica, tem sintomas, os sintomas são parecidos? Como é que se consegue facilitar o diagnóstico?

Apresentador: O Zica ele parece uma virose então, pode ter coriza, nariz escorrendo, dor no corpo, sensação de fraqueza, parece uma gripe mesmo, por isso às vezes passa desapercebido, a pessoa que tem acha que é uma gripe comum. A dengue não, a dengue já cursa com febre alta, além das dores no corpo, pode ter um declínio... uma anemia, um declínio das plaquetas do sangue, uma anemia profunda depende do caso.

Dr SF: Mas dissimulado seria mesmo o Zica?

Dra Juliana Amato: É o mais dissimulado seria o Zica, o Chikungunya já tem alteração ocular também, pode ter uma conjuntivite, é bem parecido com a dengue, Chikungunya e dengue às vezes é difícil você diferenciar muito, agora o Zica é uma virose, é uma gripe.

Apresentador: Lamentável a desinformação e o descaso das autoridades.

Dr SF: A dengue tem basicamente na cefaleia e alterações intestinais também e até hemorragia, hemorragia...

Apresentador: Isso é importante destacar.

Dr SF: ... Tanto que os pacientes que tomam e muitos tomam como prevenção cardíaca, medicamentos que eles falam popularmente afinam o sangue, o AS e medicamentos tipo anticoagulante que é contraindicado quando se tem a dengue então, muitos pacientes estão com dengue e estão com hemorragia, ele deve suspender esses medicamentos.

Apresentador: E quando o senhor fala em desarranjo intestinal isso é...

Dr SF: Ah, sim, diarreia, exatamente. Isso no caso da dengue, pelos sintomas.

Apresentador: Muito pouco falado, doutor Syuichi.

Dr SF: Dá uma diarreia constante, deve-se suspeitar, sem dúvida.

Apresentador: As pessoas suspeitam de outras cosias.

Dr SF: Cefaleia e essa parte intestinal.

Apresentador: Cefaleia é a dor de cabeça.

Dr SF: Dor de cabeça.

Dra Juliana Amato: E causa desidratação pela diarreia.

Apresentador: Ai tadinho do brasileiro, é lamentável. Eu chamo muito a atenção, porque quando você conhece a realidade brasileira, nós vivemos num mundo São Paulo, que é uma realidade, ai onde estão acontecendo esses casos que são divulgados, fora de São Paulo, longe de São Paulo então, isso me assusta muito, porque é realmente falta de informação e mundos diferentes dentro do país que nós vivemos então, minha luta é sempre falar de prevenção, sempre alertar e tudo, há muito tempo eu faço isso, mas eu acho que... lógico, eu não sou nada neste universo todo e acho que as autoridades tem um descaso muito grande.

Dra Juliana Amato: Então, o que a gente diz para as gravidas em relação ao Zica, o Zica como eu disse, muitas vezes ele passa desapercebido então, as pacientes que estão engravidando agora ou que estão grávidas elas tem usar repelente todos os dias e tem que suar calça cumprida, de preferência blusa de manga cumprida para evitar...

Apresentador: São cuidados muitos simples.

Dra Juliana Amato: São cuidados muito simples, são cuidados simples.

Apresentador: Ótimo, ótimo, que se oriente nesse sentido doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: Para evitar que ela seja picada, porque o diagnóstico da microcefalia ela é só feita no sexto mês de gravides por ultrassom então, não é um diagnóstico que a gente saiba antes então, ela já vai estar lá no sexto mês dela e ela vai para fazer um ultrassom e descobre que o cérebro do bebê é hipodesenvolvido.

Dr SF: mas posso fazer uma colocação?

Dra Juliana Amato: Sim.

Dr SF: Vou fazer uma pergunta. Poderia, vou colocar, poderia ser de rotina um exame para uma mulher grávida quando ela visita o obstetra, o ginecologista no caso obstetra, quando ela vai fazer o pré-natal existem exames que ela poderia fazer de prevenção, já que estamos nesse...?

Dra Juliana Amato: Então, agora é que estão fazendo o exame de sangue que é recente também, que é o PCR, que é o método de biologia celular especifico para Zica vírus, para pacientes que têm esses sintomas, mas não é de rotina ainda, quem sabe um dia a gente consiga colocar isso na rotina.

Apresentador: Quem sabe um dia. Doutor Syuichi, voltando a falar de verão, férias de verão, cautela com DST, são doenças sexualmente transmissíveis.

Dr SF: Sem dúvida. Primeiro lugar que é um período de férias de modo geral, então período de férias, passeios, a moçada é lógico que vai ter mais atividade.

Apresentador: Mais oportunidades.

Dr SF: Mais oportunidades.

Apresentador: Sim.

Dr SF: Então, os cuidados devem ser maiores pela frequência, pela condições de disponibilidade. Agora, o próprio verão vamos dizer assim, o que que ocorre? Muitas doenças bacterianas ela desenvolve na presença de umidade e no verão a nossa pele ela é mais úmida então, o desenvolvimento de bactérias é maior então, essas infecções genitais tanto no homem quanto na mulher é maior também nesse período e logico uma infecção ela pode trazer outra pela enfraquecimento da resistência e com isso pode adquirir uma DST.

Apresentador: Não há um desprezo maior nesse momento atual da população com relação a DST, colocando melhor, há 30 anos quando foi difundido, doutora Juliana não está... ela é muito jovem ainda... mas há 30 anos quando surgiu a AIDS, surgiu aquele pavor da população com relação a essa doença que tomava vulto e tal, de lá para cá, eu estou colocando 3 décadas, hoje me parece que é um desprezo muito grande com relação a DST toda.

Dr SF: A população ela está de repente entendo, está perdendo esse receio, esse medo, de repente como se fosse uma condição mais natural, comum. Mas você comentou com relação a AIDS, por exemplo, no início o primeiro ato, a primeira atitude como não tinha tratamento seria o uso do preservativo, que na verdade que seja há 30 anos, até hoje é fundamental isso, todo relacionamento deve-se usar o condão então, ele deveria estar presente, até uma ocasião eu coloquei, que ele deveria estar presente do lado de uma maquininha de banco uma venda do condão, quem sabe de brinde até, porque muitos países dão, não estão vendendo, eles cedem, que é uma forma preventiva então, o uso de preservativo condão é muito importante para doença sexualmente transmissíveis.

Apresentador: O brasileiro usa já, ou não?

Dr SF: Nas farmácias vende.

Apresentador: não, não.

Dr SF: A moçada usa sim, com certeza. Agora você falou usa. O risco está sendo maior nos idosos, olha só, o idoso ele não usa muito preservativo, a formação dele é de uma outra época, mas o jovem ele tem mais consciência do uso.

Apresentador: O jovem já foi conscientizado da necessidade do uso.

Dr SF: Sim, exatamente.

Apresentador: Nós mais antigos não temos essa conscientização da necessidade do uso do preservativo.

Dr SF: É. Talvez também, porque as parceiras que ele tem não são muitas ou é uma só, então ele ficou casado por muito tempo de repente ele se torna viúvo, um exemplo, então ele ficou muito tempo sem usar preservativo ele nem sabe mais, não é verdade? É o habito.

Apresentador:  Isso incutia a necessidade disso em alguém que já tenha passado essa barreira?

Dr SF: Sem dúvida, sem dúvida.

Apresentador: Com relação as mulheres, doutora Juliana?

Dra Juliana Amato:  As mulheres elas usam sim, principalmente as mais novas as adolescentes elas fazem questão de usar, às vezes a dificuldade vem do parceiro mesmo que não quer usar, mas a maioria usa, mesmo porque dessas DST, a AIDS, tem também o HPV que é muito difundido nas mulheres hoje em dia e que causa câncer de colo de útero então, elas estão bem orientadas, algumas não usam, mas a maioria...

Apresentador: É interessantíssimo, de novo a mulher...

Dr SF: Está na frente.

Apresentador: Está na frente, sem um papel determinante no uso do preservativo masculino.

Dra Juliana Amato: Eu acho que a maioria usa, a maioria uns 80 por cento usa, faz questão de usar.

Apresentador: Machão não usa, doutor Syuichi.

Dr SF: Sem dúvida. Agora, a jovem eu acredito que ela não está conscientizada com relação a HPV, porque 90 por cento dos tumores do câncer uterino está presente o HPV, é pré-cancerígeno.

Dra Juliana Amato: Estão presente no HPV. Mas depois que difundiu a vacina, que teve a campanha, eu acho que as mulheres elas se conscientizaram mais, mesmo porque quando elas começam a ir no ginecologista, já tem a indicação da vacina, muito cedo 12 – 13 anos então, as meninas de uns 2 – 3 anos para cá, ela já tem essa percepção que existe o HPV.

Dr SF: Essa campanha à partir dos 9 anos de idade, tem que ser antes da idade sexual.

Dra Juliana Amato: Antes da idade sexual.

Dr SF: Não que tenha que ter atividade sexual, mas já à partir dos 9 anos já estão se dando essa vacina.

Apresentador: Já há uma conscientização.

Dr SF: Isso. Interessante que essa campanha dá impressão que é voltada as mulheres, as meninas e os rapazes? Ai volta aquele ponto, por que que eles não tomam vacina?

Apresentador:  E existe essa possibilidade?

Dr SF: Da mesma forma o HPV, ele vai acometer independendo do sexo então, se o garoto tiver ele vai transmitir.

Dra Juliana Amato: Eu tenho muita dificuldade no consultório, as mulheres elas vêm com diagnostico de HPV e ai elas tem um receio de falar com o parceiro, porque o parceiro ele fala “não, mas eu não tenho nada”

Dr SF: “Eu não tinha, de onde que apareceu?”

Dra Juliana Amato: É. “eu não tenho, como é que você tem?” e às vezes tem e não sabe.

Apresentador: Essa colocação do doutor Syuichi, é importantíssima, a conscientização do homem.

Dra Juliana Amato: É, a conscientização do homem é difícil e é um diagnóstico que no homem não é tão simples, que se ele não tem uma lesão ele...

Dr SF: Sim, ele não tem o material para exame.

Dra Juliana Amato: Exatamente.

Apresentador: Você está acompanhando “Gente que fala” e nós retornaremos em instantes.

 

Apresentador: Você está conosco no “Gente que fala” pela rádio Trianon AM – 740 São Paulo, radio Universal AM 810 – Santos, ALLTV www.alltv.com.br , TV Guarulhos canal 20 UHF, canal 13 da NET em Guarulhos 23:30 horas. Como toda quarta-feira, nosso contato com o doutor Nelson Letizio, que é cirurgião plástico. Doutor Letizio, prazer tê-lo mais uma vez aqui no “Gente que fala”

Dr Nelson: O prazer é nosso Zancopé, como é que você está, tudo bom de ano aí?

Apresentador: Tudo bem, começando o ano juntos. Doutor Letizio, vamos falar do verão, pleno verão cuidados preventivos para a pele, mas em sua clínica o senhor realiza uma série de tratamentos para recuperação da pele, como são esses tratamentos, doutor Letizio?

Dr Nelson: Olha, Zancopé, uma coisa interessante da gente falar até, o pessoal gosta, todo mundo gosto de tomar um solzinho ficar bronzeado, ficar e ficar com o corpo, o pessoal fala, cor de saúde, mas é interessante, eu fiz a consulta de uma paciente segunda-feira que ela tem uma pena de pavão, é uma senhora já ela tem os seus 63 anos e ela tem uma pena de pavão muito bonita desenhada no braço direito, no antebraço direito na projeção do dorso da mão do braço direito, uma pena muito bonita verde clara com detalhes em vermelho, bonita até, eu não gosto muito de tatuagem, mas eu achei uma tatuagem bonita e é interessante que para ela não danificar essa pena de pavão ela sua manguá cumprida mais de um lado do que do outro e ela cruzou os dois braços na minha frente, foi muito interessante, porque o braço da pena de pavão que ela protege do sol a pele estava muito mais bonita, muito melhor cuidada do que o outro braço que ela expõe sem medo. Eu quero dizer o que com isso, Zancopé? O sol é muito bom, é saudável a gente precisa de vitamina D, mas ele é muito agressivo para gente, ele está ficando cada vez mais. Conclusão, os cuidados da pele, primeiro evitar sol, segunda se a pessoa tem uma tendência a melasma que é aquela mancha gravídica ou mancha por hormônios, você não pode fazer o laser o CO2 que você pode tirar a mancha uma série de coisas, você tem que usar tratamento os canais e outras coisas para clarear a mancha, se você tem mancha senil você faz nos [pulsados] você faz laser de CO2, se você tem (ininteligível) que são as manchas da juventude, se você tem manchas por sol, manchas causadas pelo efeito orgânico do sol , você tem um outro tipo de tratamento, pode ser a luz pulsada ou só clareadores de pele associados ou não ao laser de CO2 . Então, Zancopé existe uma infinidade de tratamentos para que a gente possa fazer micro derma abrasão que você faz uma pequena abrasão da pele, você pode fazer pequenos peelings com ácido tricloracético então, Zancopé, depende de cada caso do tipo de pele, da classificação de fitzpatrick, que vai vim umas seis, o que a pessoa precisa, às vezes uma pele muito clara toma muito sol, toma muitos vasinhos você tem tele(ininteligível) então, você usa um laser especifico (ininteligível) para tirar aqueles vasinhos que aquela pele que a gente fala que o rosto parece que está com frio, o nariz fica vermelho e bochecha fica vermelha por excesso de vasinhos. Então, Zancopé, qual que é a grande recomendação do verão para cuidados da pele, evite o excesso de sol, tem que usar filtro solar e cuide da pele, tem tratamento? Sim. Mas tem alguns casos que mesmo com tratamento a pele fica tão foto envelhecida que não fica um bom resultado.

Apresentador: Doutro Letizio, agradeço tua gentileza mais uma vez com o “gente que fala” permanecermos juntos em 2016, um grande abraço doutor Letizio.

Dr SF: Zancopé, que Deus esteja conosco e com nosso Brasil, porque nós estamos precisando de uma certa ajuda aí, viu.

Apresentador: Ok, doutor Letizio.

Dr Nelson: Abraço Zancopé.

Apresentador: Conosco hoje nos estúdio, urologista dou Syuichi Fujisaki, a ginecologista doutora Juliana Amato. Doutora Juliana, o livro “em busca da fertilidade” a senhora lançou, publicou recentemente?

Dra Juliana Amato: Sim, eu publiquei recentemente, esse livro é voltado para as pacientes que estão em tratamento e para desmitificar um pouquinho dos tipos de tratamento que existe ainda muitas dúvidas, as causas de infertilidade feminina ou do próprio casal e os tipos de tratamento então, lá eu explico direitinho as diferenças dos tratamentos, as causas tanto masculinas, quanto femininas e o que ela deve fazer para buscar a fertilidade dela, para ela conseguir engravidar. Como a gente estava dizendo agora a prevenção da fertilidade dela.

Apresentador: E a senhora cita doenças mais comuns, o que seria essas mais comuns?

Dra Juliana Amato: As doenças mais comuns na infertilidade feminina é endometriose, são as [onivulações], a síndrome do ovário policísticos, que devem ser diagnosticas e tratadas para que esse casal consiga engravidar.

Apresentador: Doutor Syuichi, o senhor que é urologista, o exame de sangue basta para se diagnosticar o câncer de próstata?

Dr SF: Não. O exame preventivo da próstata são dois, um deles é o exame de sangue que é o PSA...

Apresentador: Eu pergunto se este exame basta para diagnosticar?

Dr SF: Não basta, são dois. O segundo exame é toque prostático, não é o segundo, os dois são obrigatórios e na dúvida sim ai tem outros exames, desde ultrassom e...

Apresentador: Mas o homem continua resistir na ideia de fazer o toque?

Dr SF: Na verdade ele resiste a tudo, até o exame de sangue, essa é a verdade, ele não vai ao laboratório.

Apresentador: Até o exame de sangue?

Dr SF: É, porque é comum.

Apresentador: a doutora Juliana disse que prescreve exame o homem não faz.

Dr SF: O marido não vai. Veja, é comum o paciente ligar para a clínica, o pessoal fala “olha, doutor o paciente tal ele pediu um novo pedido”, por que? Porque a data já venceu, é comum isto então, você pede faz um pedido tem que fazer o outro.

Apresentador: a doutora Juliana se referiu a isso...

Dr SF: Não é o toque não, qualquer exame.

Apresentador: Qualquer exame, doutora?

Dra Juliana Amato: Espermograma é um exame que eles também, quando já está muito tempo tentando engravidar até faz, mas numa primeira consulta assim dificilmente, protela um pouquinho.

Dr SF: Imagina Zancopé, o exame pré-nupcial que era muito comum nos anos passados, atualmente saiu fora... vamos dizer assim, da pauta.

Apresentador: Da moda.

Dr SF: saiu da moda, acho que talvez o casamente também de repente diminuíram, mas o exame pré-nupcial consistia numa avaliação também de uma fertilidade e com relação as doenças transmissíveis também, ou seja, noivo, noiva, deveriam fazer, passar por uma avaliação médica dessas doenças mais comuns, a sífilis, que seja o AIDS agora também, hepatite, essas doenças que são transmissíveis e junto com isso para o menino, para o homem ele fazia o exame de espermograma, mas o padre mandava fazer senão ele não celebrava o casamento, então ele fazia, agora... é verdade, ele tinha que ser aprovado, tinha que fazer o cursinho pré-nupcial, ai eram convidados psicólogos, etc, tal, e médicos também médicas, ai eles faziam a palestrinha “olha, muito importante para a fertilidade, tal, fazer o espermograma” ai...

Apresentador:  O padre tem mais incidência positiva do que o próprio médico.

Oradora A: Está com mais persuasão o padre do que os médicos.

Dr SF: Na verdade é um casamento.

Apresentador: Sim, sim. Mas existem fatores externos que comprometam a infertilidade?

Dr SF: Sem dúvida. Eu vou colocar da parte masculina. Então, na parte masculina no nascimento que é muito comum, não é a primeira incidência de fertilidade masculina, a primeira é varicocele, posso comentar rapidamente, mas na infância no nascimento é muito comum a não descida dos testículos na bolsa escrotal, chama criptorquidia, cripto é o [culto] escondido, criptografia – cripto, criptorquia seria o testículo que não aparece, ele não está no saquinho escrotal, porque ele está elevado, está no abdômen, porque a origem biológica dele é no abdômen então, ele vai descendo, então no nascimento é muito comum ele não estar no saquinho na bolsa, mas normalmente até o sexto mês, até um ano de vida ele deve descer, mas alguns casos não desce e quando esses testículos não está na bolsa escrotal ele está sofrendo, porque a temperatura é mais elevada na região abdominal então, esse tecido ele vai sofrendo no futuro ele vai produzir menos espermatozoide com células que engravidam o gameta masculino então, isso há tratamento então já poderia ter um tratamento preventivo logo após o nascimento ou no primeiro ano de vida do garoto, após isso tem as doenças infecciosas que é muito comum, uma doença transmissível também ela pode comprometer as vesículas seminais que é uma glândula que produz o liquido, o próprio testículo também, com isso levar uma obstrução, processo inflamatório ocluir a saída , por exemplo, uma epididimite pode afetar e tudo isso vai afetando a qualidade do espermatozoide e a varicocele são umas varizes na região escrotal, mas é a primeira causa que afeta a qualidade espermática.

Apresentador: Por causa da temperatura, elevação e temperatura, seria isso?

Dr SF: Na verdade seria... não, a primeira...

Apresentador: Sou leigo, estou perguntando o que eu ouço fora dos consultórios.

Dr SF: Eleva a temperatura, mas ela traz também o refluxo, porque os vasos dilatados ela acaba trazendo substancias que seriam, vamos dizer, do nível do rim ele acaba refluindo para a região escrotal, essa substancias seriam toxicas, isso é fácil de avaliar quem tem varicocele tem essas substancias na região escrotal, quem não tem, não tem essas substancias e a produção espermática vai declinando também, se tratado a tempo...

Apresentador: Doutora Juliana, infertilidade é sempre culpa da mulher, doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: O homem sempre passa esse peso para a mulher...

Dr SF: Isso é importante a colocação, o homem é que passa.

Apresentador: O homem nunca tem esse problema.

Dra Juliana Amato: É. E os homens que fazem muito exercício físico, essa infertilidade ela está mais associada a própria força do exercício, pegar muito peso ou mais a esses anabolizantes que eles usam? Hoje em dia já não se usa muito mais, porque testosterona...

Dr SF:é mais anabolizante mesmo, porque qualquer substancia que altere metabolismo geral pode refletir uma condição da produção espermática então, eu diria, mas exercício físico não, a não ser que traumatize o testículo, tanto se colocava no passado uso de vestimenta muito apertada, uma cueca apertada, andar a cavalo, andar de bicicleta, nada disso é verdade, senão ciclismo você não andaria de bicicleta.

Dra Juliana Amato: Mas mais anabolizante mesmo, essas proteínas em excesso...

Dr SF: Que alterem o metabolismo o equilíbrio, obesidade também que é um reflexo também.

Apresentador: Infertilidade com relação as mulheres, é tabu para os homens, é tabu para as mulheres, como é que é, doutora Juliana?

Dra Juliana Amato: Hoje em dia as mulheres elas chegam já nos 30 querendo saber se elas são férteis, porque hoje em dia s mulheres tem filhos mais tarde, elas vão protelando essa gravidez, essa maternidade então, elas já chegam no consultório, agora, essas pacientes novas de 30, elas chegam no consultório querendo saber se elas são férteis para no futuro elas conseguirem engravidar, por isso que está bem difundido o congelamento de óvulos hoje em dia as mulheres congelam esses óvulos, porque não tem uma perspectiva de casamento ou não tem uma perspectiva de ter filhos, porque está trabalhando, está em plena ascensão no seu trabalho, elas não querem engravidar, então estão muito difundido o congelamento de óvulos, mas logico, que existem os casais que chegam que já estão tentando a dois, três anos engravidar e que não conseguem, ai a gente tem que fazer uma investigação do casal, tanto do homem quanto da mulher, na mulher as causas mais comuns que eu falei são as causas anulatórias, endometriose, mas existem também  o casal, podem ter patologias tanto da mulher quanto do homem que associadas estão levando a uma infertilidade então, não é só da mulher é do homem também.

Dr SF: E a incompatibilidade, que muitas vezes na própria secreção, vamos dizer assim, do fluido da vagina no caso em contato com espermatozoide por uma condição imunológica pode até imobilizar o espermatozoide, mas há tratamento som supressores, sem dúvida.

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza há tratamento.

Apresentador: Doutor Syuichi, disfunção erétil ainda é tabu para ser tratado, aqueles que chegam lá procurando o doutor Syuichi, com uma... como é que eu posso dizer, qual é o termo? “Eu não tenho problema, mas...”

Dr SF:Veja, porque pegou o homem, e o homem ele relutante em fazer essa culta, ele foge então, seria mais o indivíduo que... o normal, o carro está andando, o pneu está murchando, ele está andando ele esquece a hora que não andar mais ai ele vai no borracheiro para ver o que pode ser feito então, essa disfunção erétil é mesma coisa, quando ele passa a não dar condição de.... ai ele vai procurar.

Apresentador: A preocupação, o desespero, quando chega no desespero...

Dr SF: E hoje a cobrança da companheira está aumentando também. Bom, mas de toda forma...

Apresentador: Mas continua ser um tabu, de parte do homem procurar o médico e realmente fazer a consulta e colocar o diagnóstico? “Doutor Syuichi, em vim aqui porque eu não estou funcionando mais”.

Dr SF: Com essa facilidade da mídia presente hoje, internet, TV, essas mídias, lógico que o homem ele tem essa informação, ele tem um acesso maior também de manter um contato e lógico quando ele vai na consulta ele não vai acompanhado, ele vai sozinho a grande maioria então, esse tabu, ninguém está vendo, ele só vê aquelas câmeras de segurança para ver se tem alguma coisa.

Apresentador: É a única hora que ele procura o médico sem a mulher, a mulher nem sabe que ele foi.

Dr SF:  Muitas vezes não, ela fala “mas por que você está tratando?”

Dra Juliana Amato: E hoje em dia está na moda reposição para homens.

Dr SF: Reposição hormonal?

Dra Juliana Amato: É. E o que o senhor acha disso?

Dr SF: Sem dúvida, a reposição nada mais é, veja, o próprio nome diz, está repondo os hormônios, mas isso ocorre quando o órgão que produz esse hormônio ele está de certa forma falido, então vai se repor e como a expectativa de vida está aumentando, logico quanto mais idade mais vai ter uma reposição hormonal, que normalmente à partir dos 50 anos, para o homem tudo acontece à partir dos 50.

Apresentador: Disfunção erétil... E vasectomia, ainda é um tabu?

Dr SF: Não, não é um tabu.

Apresentador: Ela pode ser revertida hoje?

Dr SF: Não, sempre pode, logica que hoje em melhores condições pela microcirurgia, com microscópio cirúrgico, mas nós temos um grande aliado hoje, nem sempre uma necessidade de uma recanalização, porque existe a fertilização artificial. A colocação é a seguinte, os resultados são bons em ambos, mas a única colocação seria o custo, a tendência é, eu diria, o custo da fertilização ir diminuindo, mas existe um custo do procedimento então, acho que o paciente ele tem que balancear os custos para ver qual é a melhor.

Apresentador: Custos é o valor, custos monetários?

Dr SF: Monetários, exatamente. Agora, vasectomia sim, veja, um casal, a conscientização isso é muito importante, o indivíduo quando ele, o casal ele está trabalhando para pegar os recursos e manter a família, quanto custa um filho? Em função disto é que eles buscam esse controle de anticoncepção, ai tem o lado, a mulher vai fazer a laqueadura, o homem já quer empurrar para lá, agora veja, a laqueadura é um procedimento de um porte maior então, vasectomia é mais simples, anestesia local, tal, mas é uma cirurgia.

Apresentador: Mais simples do que a laqueadura?

Dr SF: do que a laqueadura, sem dúvida.

Apresentador: Porque normalmente a laqueadura era feita num momento de uma cesariana que havia...

Dr SF: Sim no último filho, não era bem a recomendação na época, porque esperasse que a criança atingisse um ano de idade para depois se pensar.

Apresentador: Houve problemas jurídicos muito grave sobre isso, porque o médico já aproveitava nesses rincões todos ai.

Dr SF: Porque a criança cada vez menos, mas no passado a incidência de morte de um recém-nascido era muito grande, hoje é praticamente nulo, quase nada, mas imagine um casal que perde um filho até um ano de idade, ele vai querer um outro então, essa seria a não recomendação, mas hoje tem o congelamento também. E reforçando o congelamento, existe uma busca grande de congelamento tanto na parte masculina quanto da mulher com relação a tumores e câncer, antes do tratamento de tumores que com certeza vai levar a uma esterilidade através da radioterapia, até quimio, mas normalmente uma radioterapia se faz o congelamento tanto para o homem como da mulher, para preservar, isso não é novidade.

Apresentador: Doutora Juliana, aproveitando a presença da senhora aqui. Mitos e verdades sobre higiene feminina.

Dra Juliana Amato: Mitos e verdades, bom, vamos lá, o que a mulher tem que pensar quando se fala em higiene feminina? O órgão da mulher, o órgão genital da mulher ele fica muito escondidinho então, é uma região úmida, é uma região que fica mais quente então, tem propensão a ter mais infecção, a ter mais corrimento, o que é orientado é que ela use na hora do banho água para se lavar, não é indicado muito sabonete em pedra, se for usar sabonete o melhor é sabonete líquido e esses sabonetes de região intima que vendem em supermercado eles são bons, mas assim, eles não são essenciais para higiene da mulher, a higiene da mulher não precisa de sabão, só água e limpar bem direitinho os cantinhos e deixar sempre bem seco e nada de usar aqueles lencinhos umedecidos, porque aquilo tem um pouquinho de álcool, tem um pouquinho de hidratante e para região genital da mulher não é bom.

Apresentador: Com relação a roupas.

Dr SF: A roupas, que ela use mais calcinha de algodão, porque deixa a área respirar mais e que se utilize menos de lycra, que a lycra ela retém o calor e usar menos roupas apertadas, que as roupas apertadas também propiciam mais infecção genital.

Apresentador: Eu abordei muito o lado masculino do nosso programa hoje, até com muita ironia em várias vezes, que eu acho que é necessário a gente conscientizar as pessoas e a gente disse logo no começo que as mulheres são mais fáceis de procurarem especialistas, mas existem casos específicos que as mulheres se recusam a abordar esse assunto sobre higiene intima?

Dr SF: Dificilmente, normalmente quando elas têm um corrimento, alguma coisa elas já vão para o consultório e sempre tem uma orientação, até quando criança quando inicia a menstruação a gente já orienta como se limpar quando vai ao banheiro, evacuar que é de trás para frente... da frente para trás, quando vai ao banheiro se limpar para fazer xixi para não ficar passando muito o papel para dar uma limpadinha de leve só para secar.

Apresentador: Como eu encontro o livro “em busca da fertilidade”?

Dra Juliana Amato: A gente vende pela Amazon na internet.

Apresentador: Pela internet?

Dra Juliana Amato: Isso.

Apresentador: E tem um site especifico para doutora Juliana Amato?

Dr SF: Que eu posso localiza-la com facilidade?

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza. www.amato.com.br

Apresentador: Amato que é do instituto de medicina avançadas?

Dra Juliana Amato: Isso.

Apresentador: Agradeço a tua gentileza der ter vindo ao nosso “gente que fala”

Dra Juliana Amato: Obrigada, obrigada.

Apresentador: Doutor Syuichi, uma forma de encontrá-lo pela internet, como eu faço?

Dr SF: sim para qualquer dúvida, é saudeh4.com.br

Apresentador: Saúde do homem, saudeh?

Dr SF: Isso, só que h é minúsculo no caso, saudeh.com.br.

Apresentador: Muito bom, muito bom. Grato por ter vindo, mais uma vez ao nosso “gente que fala”.

Dr SF: O prazer é meu, o prazer é todo meu.

Apresentador: Espero reencontrá-los várias vezes neste ano de 2016.

Dra Juliana Amato: Com certeza.

Apresentador: “Gente que fala” tem a direção geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Haraela Brandão, Pedro Schiavon, na aputa José Carlos Cicarelli, produção cultural Ricardo Godói, na pauta José Carlos Cicarelli, na rádio Trianon Benebene, Cléu Rodrigues, Neildo neris Ricardo Valim, da direção da TV Guarulhos Fernando Mauro, na direção da ALLTV Alberto Luchetti, na técnica James Eduardo, Marcelo Fontana, Sergio de Oliveira, Iago Masutmoto. Estaremos de volta amanhã 12:00 horas, gratos, até lá.

Entrevistazikahigiene íntima
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Trombose e Embolia Pulmonar, quem precisa de prevenção em viagens?

Vascular Pro - qui, 01/14/2016 - 16:41

A trombose venosa profunda é uma doença que acontece subitamente após a formação de um trombo (uma espécie de coágulo) dentro do sistema venoso mais profundo, especialmente nas pernas e coxas. Esse trombo pode ainda seguir o trajeto da veia e obstruir o fluxo sanguíneo mesmo distante do local em que se formou, levando a condições de saúde grave.  Como esse coágulo gera uma obstrução do fluxo de sangue, o corpo tenta combater essa agressão com inflamação. Assim, se essa trombose acontece nas veias profundas da perna, encontraremos uma perna inchada, dolorosa e mais quente se comparada com a outra perna. A embolia pulmonar é um fenômeno que pode ocorrer devido à presença de um trombo nas veias que se desprende e é levado ao pulmão, impedindo a passagem de sangue para esse órgão. Esse fenômeno é chamado de embolia pulmonar ou TEP e é muito grave, podendo ocasionar a morte.
A pessoa com TEP sente uma súbita falta de ar. Pode sentir também dor e chiado no peito, respiração rápida e tosse, que pode vir acompanhada de escarro com sangue; dor, palidez e formigamento, e, nessa situação deve ser atendida prontamente por equipe médica, não há medida leiga que possa ajudar nessa situação.
Quando ocorre no avião, é descrita como síndrome da classe econômica, mas pode ocorrer tanto na business quanto na primeira classe. O problema não é restrito ao avião, podendo ocorrer no carro, no ônibus, no trem ou em qualquer meio de transporte, pois o que realmente importa é o tempo de imobilização, ou seja, “ficar parado".
Para fins de estudos, a viagem longa é considerada aquela com mais de 3 horas de duração, e a trombose pode ocorrer até 4 semanas depois do evento. Existem diversos estudos interessantes com os mais variados resultados, mas acredita-se que viagens prolongadas aumentam de 2 a 4 vezes o risco de tromboembolismo. A maior parte das pessoas que tem trombose numa viagem tem no mínimo um fator de risco, mas o que pode acontecer é que ela não sabe que tem esse risco aumentado.
Algumas pessoas possuem riscos maiores para desenvolver a trombose e a embolia pulmonar, são aqueles que já tiveram trombose ou embolia, têm câncer, derrame, doença cardíaca, trombofilia (doença do sangue associada a formação de trombos), cirurgia recente, doença grave (insuficiência cardíaca congestiva, doença inflamatória intestinal), paralisia, imobilidade por outra causa, uso de cateter venoso, idade > 40 anos, obesidade, gravidez, pós-parto e terapia hormonal (tanto anticoncepcional quanto reposição). Caso tenha algum desses fatores é recomendável conversar com seu cirurgião vascular ou angiologista antes de uma viagem longa. Não use medicação sem indicação médica. 
 
Os antiagregantes (como a aspirina) e os anticoagulantes, que deixam o sangue mais fino realmente diminuem a probabilidade de trombose, mas trazem outros riscos associados, como o risco de sangramento e reações ao medicamento. Uma reação inesperada, por causa de uma droga que não é utilizada de rotina, se ocorre num avião, pode ser catastrófico. Esses medicamentos não estão indicados na maioria dos casos.
 
 
O uso de meia elástica durante o vôo não só diminui os sintomas da imobilidade prolongada como previne a formação do trombo. Então, mesmo para quem não tem fatores de risco, o uso da meia elástica pode ser benéfica, diminuindo o inchaço, sensação de peso e dores nas pernas. Uma dica é não utilizar a meia pela primeira vez na vida no vôo, teste-a antes num dia normal. A meia elástica comprime o sistema venoso superficial, direcionando o fluxo para o sistema venoso profundo e consequentemente melhorando o fluxo venoso. Para o bom funcionamento, é essencial que a meia tenha sido adequadamente medida e adaptada para a sua perna. Não utilize meia elástica emprestada, ou velha, elas não só podem garrotear e piorar a situação como estarem frouxas e não ajudarem em nada. Compre a meia em casas de material médico-cirúrgico, com ajuda de vendedor que meça sua perna. A meia elástica indicada para quem não tem doença venosa é a de 3/4 com 15-30 mmHg de compressão.
 
Outra tática eficaz é a realização de exercícios musculares frequentes com as pernas durante o vôo e caminhadas frequentes. Levante e abaixe os pés em sequências de 10 movimentos com o intuito de contrair a batata da perna, isso ativa a musculatura da panturrilha, bombeando o sangue de volta para o coração e ativando a circulação.
 
Tome bastante liquido para deixar o sangue bem fluido. Quanto mais desidratado, o sangue fica mais espesso e com mais chance de trombosar. Não fique com receio de ter que ir no banheiro, indiretamente a movimentação para ir no banheiro também ajuda a evitar a trombose.
 
Evite o consumo exagerado de álcool e pílulas para dormir. O uso da medicação sonífera poderá colocar em estado quase de “hibernação”. A idéia de dormir e acordar no local de destino pode ser tentadora, mas se, para que isso ocorra tenha que ficar imobilizado dormindo, com certeza os riscos de trombose aumentam.
 
As roupas devem ser confortáveis e largas. Nada que aperte ou garroteie. Isso pode dificultar o retorno do sangue.
 
Duas curiosidades são: a probabilidade de se ter uma trombose sentado na janelinha é duas vezes maior do que sentado no corredor, e outra é que pessoas altas tem um risco maior de desenvolver a trombose no avião do que pessoas baixas. A razão é basicamente a mesma, quem senta na janelinha caminha e se movimenta menos, e o indivíduo alto tem menos espaço para se movimentar. Então, não conte essa dica para todo mundo, senão não teremos mais como escolher os assentos. Eu só escolho o corredor.
 
Recomendações gerais para todo mundo

  • Exercícios para panturrilha frequentes
  • Caminhar e se movimentar frequentemente
  • Escolher o assento do corredor

 
Recomendações extras para quem tem fatores de risco

  • Meia elástica 3/4 de 15-30mmHg, bem ajustada, sem garrotes ou engruvinhamentos
  • Uso de anticoagulante ou antiagregante somente com indicação médica naqueles pacientes que os benefícios superam os riscos
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Tratamento para tumor no fígado: orientações para quimioembolização

Vascular Pro - qua, 01/06/2016 - 12:06
Quimioembolização hepática

O que é quimioembolização hepática?
Quimioembolização é a combinação da injeção local de medicamentos de quimioterapia com o procedimento de embolização para tratar o câncer.
As drogas anticancerígenas são injetadas diretamente no vaso sanguíneo que alimenta o tumor e o agente embólico. Um material sintético é introduzido dentro do vaso sanguíneo que fornece sangue ao tumor, de modo que o efeito é “prender” a medicação quimioterápica no tumor e entupir o vaso, diminuindo a irrigação do câncer. Sem sangue, que é seu alimento, e com muito medicamento no local, o tumor tente a regredir.
 
Quais são as utilizações mais comuns desse procedimento?
A quimioembolização tem eficácia comprovada em pacientes cuja doença é limitada ao fígado, seja o tumor primário desse órgão ou decorrente de metástase (tenha se espalhado a partir de outro órgão).
 
Os tumores que podem ser tratados por quimioembolização são:
 
·      Hepatoma ou carcinoma hepatocelular (câncer primário do fígado)
·      Colangiocarcinoma (câncer primário dos canais biliares no fígado)
·      Metástase (disseminação) para o fígado a partir de:
o   Câncer de cólon
o   Câncer da mama
o   Tumores carcinoides e outros tumores neuroendócrinos
o   Melanoma ocular
o   Sarcomas
o   Outros tumores primários vasculares no organismo
 
Dependendo da extensão e do tipo de tumor, a quimioembolização pode ser usada como o único tratamento ou em combinação com cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou radiofrequência.
 
Como devo me preparar?
Muitos dias antes do procedimento, consulte-se com o cirurgião endovascular ou angiorradiologista que será o responsável por esse procedimento.
Antes da quimioembolização, o seu sangue deverá ser testado para determinar o funcionamento dos seus rins e a coagulação.
Conte ao seu médico toda a medicação que está tomando, incluindo os suplementos naturais, e se tem alguma alergia, especialmente à medicação de anestesia local, anestesia geral ou para contraste que contenha iodo. O seu médico poderá aconselhá-lo a parar de tomar aspirina, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou anticoagulantes por um período específico antes do seu procedimento.
As mulheres devem sempre informar seu médico e o radiologista sobre qualquer possibilidade de estarem grávidas. Muitos exames de imagem não são realizados durante a gravidez para não expor o feto à radiação. Se o raio X for realmente necessário, deverão ser tomadas precauções para minimizar a exposição do bebê à radiação.
Você deve receber instruções específicas sobre como se preparar, incluindo quaisquer alterações que precisem ser feitas em seu horário habitual de medicação.
Será dado um sedativo durante o procedimento. Você deverá estar em jejum de quatro a oito horas antes do seu exame. Deverá também haver um familiar ou amigo para acompanhá-lo e levá-lo de volta após o procedimento. Às vezes, é necessário internação hospitalar; você deverá planejar passar a noite no hospital por um ou mais dias, conforme orientação.
Crianças poderão precisar de anestesia geral para o procedimento. O departamento de anestesia dará instruções à família.
 
Como é o equipamento?
O equipamento usado para este procedimento consiste em um raio X especial, um arco em C, com tubos de raio X, um monitor e a radioscopia (ou fluoroscopia), que converte raio X em imagens de vídeo, utilizada para observar e guiar o procedimento. O vídeo é produzido pela máquina de raio X e um detector que está suspenso sobre a mesa onde o paciente está deitado.
Um cateter é um tubo longo e fino de plástico que é consideravelmente menor que um lápis grafite, com aproximadamente 3,2mm de diâmetro.
Vários agentes de embolia são utilizados para obstruir ou bloquear os vasos sanguíneos, mas os mais comuns são microbolinhas de gel e plástico como embosferas e bead blocks.
Outro equipamento que pode ser utilizado durante o procedimento inclui o acesso venoso, o ultrassom e dispositivos para monitorização do coração e da pressão arterial.
 
Como o procedimento funciona?
A quimioembolização ataca o câncer de duas formas. Primeiro, proporciona uma grande concentração de quimioterapia, ou drogas anticâncer, diretamente no tumor, sem expor o corpo todo ao efeito dessas drogas. Segundo, o procedimento corta o fornecimento de sangue ao tumor, prendendo as drogas anticâncer no local e privando o tumor de oxigênio e dos nutrientes de que precisa para crescer.
O fígado tem característica única, pois possui dois tipos de fornecimento de sangue – uma artéria (a artéria hepática) e uma veia grande (a veia porta). O fígado normal recebe cerca de 75% do seu fornecimento de sangue através da veia porta e só 25% através da artéria hepática. Quando um tumor cresce no fígado, no entanto, ele recebe quase todo o seu fornecimento de sangue da artéria hepática.
Drogas de quimioterapia injetadas na artéria hepática alcançam o tumor diretamente, poupando a maior parte do tecido saudável do fígado. Então, quando a artéria é bloqueada, o sangue deixa de ser fornecido ao tumor, enquanto o fígado continua a receber sangue da veia porta. Isso também permite que uma alta concentração de drogas anticâncer esteja em contato com o tumor por mais tempo.
 
Como é realizado o procedimento?
Guiados por imagem, procedimentos minimamente invasivos como a quimioembolização são muitas vezes realizados por um angiorradiologista ou cirurgião endovascular especialmente treinado em uma sala de radiologia intervencionista ou, ocasionalmente, no centro cirúrgico.
Imagens de raio X serão feitas para mapear o caminho das artérias sanguíneas que alimentam o tumor.
Às vezes, medicamentos para proteção renal são utilizados, assim como antibióticos para prevenir infecções e sintomáticos para náuseas e dores.
O paciente é posicionado na mesa de exame e conectado a monitores que acompanham o seu batimento cardíaco, a pressão arterial e a pulsação durante o procedimento. Um enfermeiro ou técnico injetará uma veia da mão ou do braço para que o sedativo seja dado de forma intravenosa. Como alternativa, o paciente pode receber anestesia geral.
Uma pequena incisão na pele é feita na virilha. Com o guia do raio X, um fino cateter é inserido através da pele para a artéria femoral, um grande vaso na virilha, e avançado até ao fígado. Em seguida, um material contrastante é injetado pelo cateter. Realiza-se então outra série de raio X.
Uma vez posicionado o cateter nos ramos da artéria que alimenta o tumor, as drogas anticâncer e os agentes de embolia previamente misturados são injetados.
Radiografias adicionais serão tiradas para confirmar se todo o tumor foi tratado.
No final do procedimento, o cateter é removido e aplica-se pressão para controlar qualquer sangramento. A abertura na pele é então coberta com curativo compressivo. Não são feitos pontos, pois não é preciso.
O paciente ficará de repouso no quarto de recuperação por quatro a seis horas.
A quimioembolização dura, normalmente, 90 minutos.
 
O que experienciarei durante e depois do procedimento?
Dispositivos para monitorizar a sua frequência cardíaca e a sua pressão sanguínea serão ligados ao seu corpo. Você sentirá uma pequena picada quando a agulha for inserida na sua veia para a colocação do acesso venoso e quando a anestesia local for injetada. Não haverá sensibilidade nas artérias. A maior parte da sensação ocorre na incisão localizada na pele, que fica dormente com a anestesia local.
Se o procedimento for realizado com sedativos, o medicamento fará com que você se sinta relaxado e sonolento. Poderá ou não permanecer acordado, dependendo de quão sedado estiver.
Poderá sentir uma pequena pressão quando o cateter for inserido, mas nenhum desconforto maior.
À medida que o material contrastante passar pelo seu corpo, poderá sentir uma sensação de calor.
A maioria dos pacientes apresenta alguns efeitos secundários com o nome de síndrome pós-embolização, que incluem dor, náuseas, vômitos e febre. A dor é o efeito secundário mais comum porque o fornecimento de sangue à área tratada está cortado. Pode ser prontamente controlada por medicação oral ou intravenosa.
Você poderá deixar o hospital 48 horas após o procedimento, uma vez que a sua dor e as náuseas tenham diminuído. Irá para casa com prescrições de antibióticos via oral, bem como medicamentos para as dores e para as náuseas. É normal haver febre alta até uma semana depois do procedimento. Fadiga e perda de apetite também são comuns e podem durar duas ou mais semanas. Em geral, isso é sinal de uma recuperação normal.
Se a sua dor mudar de repente em grau ou caráter, se a sua febre repentinamente ficar mais alta ou se você notar outras mudanças fora do normal, entre em contato com o seu médico.
O seu fisioterapeuta dará instruções sobre como utilizar um aparelho para respirar com o nome de espirômetro de incentivo, a fim de ajudá-lo a encher seus pulmões para que não desenvolva pneumonia.
 
Como será minha recuperação?
Você conseguirá retomar as suas atividades normais em uma semana. No primeiro mês após o procedimento, deverá fazer um check-up de rotina para que o seu médico saiba como vai sua recuperação. Deverá submeter-se a uma tomografia computorizada ou ressonância magnética e a exames laboratoriais no sangue para determinar o tamanho do tumor tratado.
Se houver um tumor em ambos os lados do fígado, comumente só parte dele será tratado da primeira vez e, um mês depois, será necessário regressar ao hospital para uma quimioembolização adicional.
Tomografia computadorizada ou ressonância magnética serão realizadas de três em três meses para determinar o grau de diminuição do tumor e verificar se e quando novos tumores surgem no fígado. O tempo médio antes de um segundo ciclo de quimioembolização (por causa do tumor novo) é entre 10 e 14 meses.
A quimioembolização pode ser repetida muitas vezes no decorrer de vários anos, desde que permaneça tecnicamente possível e você continue a ser saudável o suficiente para suportar procedimentos repetidamente.
 
Quem interpreta os resultados e como os obtenho?
O angiorradiologista ou cirurgião endovascular irá informá-lo se o procedimento tiver sido um sucesso técnico quando terminado. Terá também marcações para tomografia computadorizada ou ressonância magnética adicionais e exames de sangue para determinar o tamanho do tumor tratado.
 
Quais são os benefícios e os riscos?
A - Benefícios
·      Em cerca de dois terços dos casos tratados, a quimioembolização pode fazer com que os tumores no fígado parem de crescer ou encolham. Esse benefício dura em média de 10 a 14 meses, dependendo do tipo de tumor, e normalmente pode ser repetido se o câncer voltar a crescer.
·      Outros tipos de terapia (remoção do tumor, quimioterapia, radiação) podem ser utilizados em combinação com a quimioembolização para controlar o tumor.
·      Quando o câncer é limitado ao fígado, a maior parte dos óbitos deve-se à insuficiência hepática causada pelo tumor em crescimento, não ao fato de o câncer estar espalhado pelo resto do corpo. A quimioembolização pode ajudar a prevenir esse crescimento do tumor, preservando o funcionamento do fígado e um estilo de vida relativamente normal.
B - Riscos
·      Qualquer procedimento no qual a pele seja penetrada envolve risco de infecção. A probabilidade de a infecção precisar de tratamento com antibiótico é muito baixa.
·      Qualquer procedimento que envolva a colocação de um cateter dentro de um vaso sanguíneo acarreta certos riscos. Esses riscos incluem dano ao vaso sanguíneo, hematomas ou sangramento no local da punção, além de infecção.
·      Há sempre a possibilidade de o material de embolização alojar-se no local errado e privar o tecido normal do seu fornecimento de sangue.
·      Há risco de infecção depois da embolização, mesmo que se tenha administrado antibiótico.
·      Como a angiografia faz parte do procedimento, há risco de reação alérgica ao material contrastante.
·      Como a angiografia faz parte do procedimento, há risco de deterioração da função renal em pacientes com diabetes ou outras doenças preexistentes.
·      Reações à quimioterapia podem incluir náuseas, perda de cabelo, redução de glóbulos brancos, redução de plaquetas e anemia. Como a quimioembolização prende a maior parte das drogas de quimioterapia no fígado, essas reações são normalmente suaves e menores que na quimioterapia sistêmica.
·      Complicações sérias da quimioembolização podem ocorrer em 5% dos casos. A maioria dessas complicações envolve infecção ou deterioração do fígado. Relatos indicam que aproximadamente um em cada 100 procedimentos resulta em morte, normalmente em razão de insuficiência hepática.
·      Crianças têm grande risco de formar coágulo de sangue na perna depois do procedimento.
 
Quais são as limitações da quimioembolização?
A quimioembolização não é recomendada em casos de disfunção grave do fígado ou rim, coagulação anormal do sangue, cirurgia anterior, stent no ducto biliar ou bloqueio do ducto biliar. Em alguns casos – apesar da disfunção do fígado – a quimioembolização pode ser realizada em pequenas quantidades e diluída em vários procedimentos para tentar minimizar o efeito no fígado.
A quimioembolização é um tratamento de controle e não de cura. Aproximadamente 70% dos pacientes terão melhorias e, dependendo no tipo de câncer, a taxa de sobrevida poderá ser maior.
 
Outros artigos que podem interessar:

 
Bibliografia
Grosso, Maurizio, Claudio Vignali, Pietro Quaretti, Antonio Nicolini, Fabio Melchiorre, Gabriele Gallarato, Irene Bargellini, and others. "Transarterial Chemoembolization for Hepatocellular Carcinoma with Drug-eluting Microspheres: Preliminary Results From An Italian Multicentre Study." Cardiovascular and interventional radiology 31, no. 6 (2008): doi:10.1007/s00270-008-9409-2.
Journal of chromatography. B, Analytical technologies in the biomedical and life sciences

quimioterapiaembolizaçãotratamento
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Os principais tratamentos para infertilidade

Fertilidade - ter, 01/05/2016 - 17:19

Qual o melhor tratamento para engravidar?

Fertilização in vitro - FIV

IUI Inseminação intra uterina

       Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes para engravidar, elas não são bem-sucedidas. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas desta infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento.

         Uma das opções de tratamento disponíveis atualmente é a inseminação artificial, que permite a colocação dos espermatozoides (contidos no líquido seminal ou sêmen do homem) diretamente no útero da mulher, aumentando as chances de encontro entre essas células masculinas e o óvulo feminino. O sêmen pode ser depositado no fundo da vagina ou diretamente intraútero. Para tornar-se mais receptiva aos espermatozoides, a mulher passa por um tratamento medicamentoso que induz a sua ovulação. Fica fácil supor que a injeção do esperma diretamente no útero tem maiores chances de sucesso do que a injeção no fundo da vagina, uma vez que o primeiro caso diminui parte do caminho a ser percorrido pelos espermatozoides à procura do óvulo.

         Outra opção de tratamento para esses casais é a fertilização in vitro. Diferentemente da inseminação artificial, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide neste caso acontece fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero para que possa se desenvolver de forma saudável. Também neste caso é importante preparar a mulher para receber o embrião e promover o seu desenvolvimento.

         Algumas vezes, basta a indução da ovulação com medicação para que o casal consiga efetivamente engravidar, em outros casos faz-se necessário um procedimento cirúrgico. Mas tudo isso vai depender  de qual é o obstáculo que impede a gestação, bem como a identificação de qual é o momento no processo da concepção em que há erro.

         É imprescindível que o casal infértil procure auxílio médico para que possam juntos buscar a solução que melhor se adapte aos seus interesses e às suas necessidades. A medicina hoje possibilita que casais com dificuldade para engravidar por diferentes motivos, assim o façam, mas somente após diversos cuidados realizados pelo médico especialista, pois ele pode não somente orientar sobre a qualidade de vida necessária para permitir a gestação, como também oferecer o que está ao seu alcance para realizar o sonho do casal que deseja ter filhos.

 

Tratamentos:

 

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

tratamentoinfertilidadefertilidadefivengravidar
Categorias: Medicina

Os principais tratamentos para infertilidade

Fertilidade - ter, 01/05/2016 - 17:19

Fertilização in vitro - FIV

IUI Inseminação intra uterina

       Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes para engravidar, elas não são bem-sucedidas. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas desta infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento.

         Uma das opções de tratamento disponíveis atualmente é a inseminação artificial, que permite a colocação dos espermatozoides (contidos no líquido seminal ou sêmen do homem) diretamente no útero da mulher, aumentando as chances de encontro entre essas células masculinas e o óvulo feminino. O sêmen pode ser depositado no fundo da vagina ou diretamente intraútero. Para tornar-se mais receptiva aos espermatozoides, a mulher passa por um tratamento medicamentoso que induz a sua ovulação. Fica fácil supor que a injeção do esperma diretamente no útero tem maiores chances de sucesso do que a injeção no fundo da vagina, uma vez que o primeiro caso diminui parte do caminho a ser percorrido pelos espermatozoides à procura do óvulo.

         Outra opção de tratamento para esses casais é a fertilização in vitro. Diferentemente da inseminação artificial, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide neste caso acontece fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero para que possa se desenvolver de forma saudável. Também neste caso é importante preparar a mulher para receber o embrião e promover o seu desenvolvimento.

         Algumas vezes, basta a indução da ovulação com medicação para que o casal consiga efetivamente engravidar, em outros casos faz-se necessário um procedimento cirúrgico. Mas tudo isso vai depender  de qual é o obstáculo que impede a gestação, bem como a identificação de qual é o momento no processo da concepção em que há erro.

         É imprescindível que o casal infértil procure auxílio médico para que possam juntos buscar a solução que melhor se adapte aos seus interesses e às suas necessidades. A medicina hoje possibilita que casais com dificuldade para engravidar por diferentes motivos, assim o façam, mas somente após diversos cuidados realizados pelo médico especialista, pois ele pode não somente orientar sobre a qualidade de vida necessária para permitir a gestação, como também oferecer o que está ao seu alcance para realizar o sonho do casal que deseja ter filhos.

 

Tratamentos:

tratamentoinfertilidadefertilidadefiv
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Infertilidade: causas e opções de tratamentos

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 12:06

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.
  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.
  • indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

infertilidadetratamentofeminino
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Nova resolução CFM

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 12:03

As mulheres com mais de 50 anos que queiram engravidar usando as técnicas de reprodução assistida não mais precisarão do aval do sistema conselhal, desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. Esta é uma das novidades da Resolução nº 2.121/15, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualizou normativa anterior, aprovada em 2013.

Fonte: CFM

leiresoluçãocfm
Categorias: Medicina

Nova resolução CFM

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 12:03

As mulheres com mais de 50 anos que queiram engravidar usando as técnicas de reprodução assistida não mais precisarão do aval do sistema conselhal, desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. Esta é uma das novidades da Resolução nº 2.121/15, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualizou normativa anterior, aprovada em 2013.

Fonte: CFM

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Embolização de miomas

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:54

Embolização de miomas

O tratamento de miomas uterinos por via endovascular, com a técnica chamada de embolização uterina visa a obstrução das artérias nutridoras. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês e é realizado por especialistas em cirurgia endovascular e radiologia intervencionista.

Apesar de chamado de embolização de miomas, o termo mais correto é embolização uterina, pois os êmbolos utilizados vão para todo o tecido uterino, sendo que os miomas acabam sendo mais "atingidos". O procedimento permite o tratamento dos miomas e a preservação da fertilidade, diferentemente da histerectomia, que consiste na retirada do útero, e da miomectomia, que é a cirurgia aberta tradicional.

Trabalhamos com equipe vascular e endovascular habilitada para o procedimento.

 

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Categorias: Medicina

Embolização de miomas

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:54

Embolização de miomas

O tratamento de miomas uterinos por via endovascular, com a técnica chamada de embolização uterina visa a obstrução das artérias nutridoras. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês e é realizado por especialistas em cirurgia endovascular e radiologia intervencionista.

Apesar de chamado de embolização de miomas, o termo mais correto é embolização uterina, pois os êmbolos utilizados vão para todo o tecido uterino, sendo que os miomas acabam sendo mais "atingidos". O procedimento permite o tratamento dos miomas e a preservação da fertilidade, diferentemente da histerectomia, que consiste na retirada do útero, e da miomectomia, que é a cirurgia aberta tradicional.

Trabalhamos com equipe vascular e endovascular habilitada para o procedimento.

 

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O processo de tratamento da Fertilização in vitro

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:47

Fertilização in vitro (FIV)

O passo a passo da FIV:

Existem basicamente 5 passos no processo do tratamento da fertilização in vitro que incluem a transferência de embrião:


PASSO 1 – MONITORAMENTO E ESTIMULAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE ÓVULOS SAUDÁVEIS NOS OVÁRIOS
Medicações para fertilidade são prescritas para controlar o momento do amadurecimento do óvulo e aumentar a chance da coleta de múltiplos óvulos durante um dos ciclos femininos. Este processo é chamado de indução da ovulação.

Múltiplos óvulos são desejados porque alguns óvulos não irão se desenvolver ou fertilizar após sua obtenção. O desenvolvimento do óvulo é monitorado usando-se o ultrassom para o exame dos ovários e testes de amostras de urina ou sangue para checagem dos níveis hormonais.


PASSO 2  - OBTENÇÃO DOS ÓVULOS
Os óvulos são obtidos através de um pequeno procedimento cirúrgico minimamente invasivo no qual a imagem do ultrassom é usada para guiar uma agulha coletora através da cavidade pélvica. Sedação e anestesia local são administradas para a remoção de qualquer desconforto que se possa experimentar. Os óvulos são removidos dos ovários usando-se a agulha coletora, processo este chamado de aspiração folicular. O processo de obtenção do óvulo normalmente leva de 20 a 30 minutos, dependendo do número de folículos maduros presentes. Algumas mulheres podem experimentar cólicas no dia da obtenção, o que comumente alivia no dia seguinte; no entanto, uma sensação de preenchimento ou pressão pode durar por várias semanas subsequentes ao procedimento.


PASSO 3 – OBTENÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE
No dia da obtenção do óvulo, o parceiro masculino necessitará produzir uma amostra de esperma para o laboratório de fertilização in vitro utilizar na fertilização dos óvulos. Alternativamente, o sêmen deve ser obtido do doador. O homem que proverá o sêmen deve abster-se de ejacular de 3 a 5 dias antes da obtenção do óvulo.


PASSO 4 – FERTILIZAÇÃO E CRESCIMENTO PRECOCE DO EMBRIÃO
Em um processo chamado inseminação, o esperma e os óvulos são colocados em incubadoras localizadas no laboratório que possibilitam a ocorrência da fertilização. Em alguns casos onde suspeita-se que a fertilização seja baixa, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides pode ser usada. Através deste procedimento, o embriologista separa um único espermatozoide e o injeta diretamente no óvulo na tentativa de atingir a fertilização. Os óvulos são monitorados para que se confirme que a fertilização e a divisão celular estão ocorrendo. Uma vez isto ocorrendo, os óvulos fertilizados são considerados embriões. 


PASSO 5 – TRANSFERÊNCIA DOS EMBRIÕES PARA O ÚTERO
Os embriões são normalmente transferidos para o útero da mulher em algum momento entre o 1º e o 6º dia após a obtenção do óvulo, sendo mais frequente realizado entre o 2º e o 3º dias após a obtenção do óvulo. Neste momento, o óvulo fertilizado dividiu-se para tornar-se um embrião de 2 a 4 células. O processo de transferência envolve um espéculo que é inserido na vagina para expôr a cervix. Um número pré-determinado de embriões estão suspensos em um fluido e gentilmente colocados através de um cateter no útero. Este processo é frequentemente guiado por ultrassom. O procedimento é normalmente indolor, mas algumas mulheres experimentam cólicas moderadas. 
Estes passos são seguidos por repouso e observação de sintomas de uma gravidez precoce. Por volta de duas semanas após a obtenção, um teste sanguíneo, e, em alguns casos, um ultrassom, serão usados para determinar se a implantação e a gravidez ocorreram. 


EMBRIÕES EXCEDENTES
Algumas vezes os casais podem ter embriões excedentes à disposição após um procedimento de fertilização in vitro. Nesses casos, estes casais devem decidir por criopreservação (congelamento) para armazenar embriões para um futuro ciclo de fertilização in vitro. 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

técnicafivfertilização in vitropasso a passo
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O processo de tratamento da Fertilização in vitro

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:47

Fertilização in vitro (FIV)

O passo a passo da FIV:

Existem basicamente 5 passos no processo do tratamento da fertilização in vitro que incluem a transferência de embrião:


PASSO 1 – MONITORAMENTO E ESTIMULAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE ÓVULOS SAUDÁVEIS NOS OVÁRIOS
Medicações para fertilidade são prescritas para controlar o momento do amadurecimento do óvulo e aumentar a chance da coleta de múltiplos óvulos durante um dos ciclos femininos. Este processo é chamado de indução da ovulação.

Múltiplos óvulos são desejados porque alguns óvulos não irão se desenvolver ou fertilizar após sua obtenção. O desenvolvimento do óvulo é monitorado usando-se o ultrassom para o exame dos ovários e testes de amostras de urina ou sangue para checagem dos níveis hormonais.


PASSO 2  - OBTENÇÃO DOS ÓVULOS
Os óvulos são obtidos através de um pequeno procedimento cirúrgico minimamente invasivo no qual a imagem do ultrassom é usada para guiar uma agulha coletora através da cavidade pélvica. Sedação e anestesia local são administradas para a remoção de qualquer desconforto que se possa experimentar. Os óvulos são removidos dos ovários usando-se a agulha coletora, processo este chamado de aspiração folicular. O processo de obtenção do óvulo normalmente leva de 20 a 30 minutos, dependendo do número de folículos maduros presentes. Algumas mulheres podem experimentar cólicas no dia da obtenção, o que comumente alivia no dia seguinte; no entanto, uma sensação de preenchimento ou pressão pode durar por várias semanas subsequentes ao procedimento.


PASSO 3 – OBTENÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE
No dia da obtenção do óvulo, o parceiro masculino necessitará produzir uma amostra de esperma para o laboratório de fertilização in vitro utilizar na fertilização dos óvulos. Alternativamente, o sêmen deve ser obtido do doador. O homem que proverá o sêmen deve abster-se de ejacular de 3 a 5 dias antes da obtenção do óvulo.


PASSO 4 – FERTILIZAÇÃO E CRESCIMENTO PRECOCE DO EMBRIÃO
Em um processo chamado inseminação, o esperma e os óvulos são colocados em incubadoras localizadas no laboratório que possibilitam a ocorrência da fertilização. Em alguns casos onde suspeita-se que a fertilização seja baixa, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides pode ser usada. Através deste procedimento, o embriologista separa um único espermatozoide e o injeta diretamente no óvulo na tentativa de atingir a fertilização. Os óvulos são monitorados para que se confirme que a fertilização e a divisão celular estão ocorrendo. Uma vez isto ocorrendo, os óvulos fertilizados são considerados embriões. 


PASSO 5 – TRANSFERÊNCIA DOS EMBRIÕES PARA O ÚTERO
Os embriões são normalmente transferidos para o útero da mulher em algum momento entre o 1º e o 6º dia após a obtenção do óvulo, sendo mais frequente realizado entre o 2º e o 3º dias após a obtenção do óvulo. Neste momento, o óvulo fertilizado dividiu-se para tornar-se um embrião de 2 a 4 células. O processo de transferência envolve um espéculo que é inserido na vagina para expôr a cervix. Um número pré-determinado de embriões estão suspensos em um fluido e gentilmente colocados através de um cateter no útero. Este processo é frequentemente guiado por ultrassom. O procedimento é normalmente indolor, mas algumas mulheres experimentam cólicas moderadas. 
Estes passos são seguidos por repouso e observação de sintomas de uma gravidez precoce. Por volta de duas semanas após a obtenção, um teste sanguíneo, e, em alguns casos, um ultrassom, serão usados para determinar se a implantação e a gravidez ocorreram. 


EMBRIÕES EXCEDENTES
Algumas vezes os casais podem ter embriões excedentes à disposição após um procedimento de fertilização in vitro. Nesses casos, estes casais devem decidir por criopreservação (congelamento) para armazenar embriões para um futuro ciclo de fertilização in vitro. 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Categorias: Medicina

Fertilização in vitro (FIV/IVF)

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:44

O que é a fertilização in vitro (FIV)? Em quais situações o método é aplicável? A FIV pode ajudar a engravidar?

  • Clínica de Reprodução Humana em São Paulo

    Clínica de Fertilização em São Paulo

  • Fertilização in vitro

    reprodução humana, bebê de proveta

  • Como é feita a fertilização in vitro no laboratório

    Clínica de Reprodução Humana

  • Pipetagem no laboratório de fertilização

    Clínica de Fertilização in vitro

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências.
FIV é um tratamento para a infertilidade que envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro). O óvulo fertilizado é então transferido ao útero da paciente com a intenção de estabelecer uma gravidez de sucesso.
Usualmente, o tratamento da fertilização in vitro é preconizado uma vez que os outros tratamentos tenham falhado, seguidos meses de tentativas de engravidar sem sucesso.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

 

A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozóides (FIV clássica). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Aonde fazer fertilização in vitro? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222


Autor: Dra. Juliana Amato

Leia também:

O processo de tratamento da Fertilização in vitro

 

 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Fertilização in vitro (FIV/IVF)

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:44
Fertilização in vitro:

reprodução humana, bebê de proveta

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências.
FIV é um tratamento para a infertilidade que envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro). O óvulo fertilizado é então transferido ao útero da paciente com a intenção de estabelecer uma gravidez de sucesso.
Usualmente, o tratamento da fertilização in vitro é preconizado uma vez que os outros tratamentos tenham falhado, seguidos meses de tentativas de engravidar sem sucesso.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

 

A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozóides (FIV clássica). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Leia também:

O processo de tratamento da Fertilização in vitro

 

 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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