Medicina

Básicos de Fertilidade | O Sistema Reprodutivo

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 20:17
Reprodução Humana

Tratamento da Infertilidade

Cada um de nós tem um kit básico de partes da “fertilidade”. Você sabe quais são? Se você não sabe, ou não tem certeza, aqui está uma lista simples.

Se você é uma mulher:

  1. O útero
  2. Ovários (tipicamente dois)
  3. Trompas de Falópio (também tipicamente duas)
  4. O cérvix
  5. A vagina

Se você é um homem:

  1. O pênis
  2. Canais deferentes
  3. Testículos (tipicamente dois)
  4. A bolsa escrotal
  5. A próstata

 

Como Funcionam as Partes Básicas de Fertilidade

Basicamente, quando você está tentando ter um bebê, todas essas partes jogam um importante jogo. Elas não são as únicas partes de fertilidade, mas vamos focar nelas hoje. 

Cada uma das nossas partes básicas de fertilidade tem uma importante função. Se elas estão funcionando perfeitamente, e você tem programado corretamente as relações sexuais, as probabilidades de que uma gravidez ocorra é de 30% antes dos 30 anos e cerca de 15-20% depois dos 35 anos. Veja a influencia da idade na concepção.

É assim quando tudo está funcionando exatamente como deveria, porém, às vezes, não é isso o que acontece.

 

Partes da Fertilidade & Tratamento de Infertilidade

 

Precisarei fazer fertilização in vitro (FIV)?

Muitas vezes em se tratando de infertilidade, há apenas um pequeno ajuste que precisa ser feito para melhorar as chances ao seu favor para conseguir engravidar com sucesso. Às vezes, o momento do esperma encontrar o óvulo não está batendo e você precisa tentar mais cedo ou mais tarde no seu ciclo reprodutivo.

Às vezes uma baixa dose de medicação é o suficiente para garantir que a ovulação está ocorrendo no momento e da maneira correta.

Às vezes a solução é tão simples quanto usar um kit de previsão de ovulação para garantir que você está tentando conceber no momento certo.

Um grande fator para considerar é o esperma e os espermatozóides. Eles compreendem a metade das células necessárias para conceber. Muito frequentemente uma ênfase precoce é colocada no papel da mulher na infertilidade e ao seguir pensando assim, pode estar negligenciando algo que pode estar bem na sua frente. Por isso a avaliação do casal se faz necessária.

Será que conseguirei engravidar?

Infertilidade ou subfertilidade pode ser questão de um simples ajuste e voila, você estará grávida! Mas para isso é necessário avaliação clínica pelo especialista em reprodução humana.

Leia também:

Tem uma dúvida? Pergunte aqui. e veja nossa lista de perguntas frequentes.

básicotratamentodicas
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Minimum stimulation in IVF

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 19:58
Fertilização In Vitro

Doses baixas de medicamento na FIV

Dra. Juliana Amato apresentou no congresso internacional da Humboldt Kolleg (Federal University of São Carlos - UFSCar - November 3-5th 2016 trabalho sobre a estimulação ovariana mínima em tratamento com fertilização in vitro na reprodução humana.

trabalhoestudofiv
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Tudo o que você deseja saber sobre Fertilidade

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 19:48

O que você gostaria de saber se estivesse indo para uma consulta de infertilidade com um médico Esterileuta (especialista em fertilidade)?

Melhor ainda, o que você precisaria absolutamente entender e perguntar?

 

Dicas para a sua Primeira Consulta com um Especialista em Fertilidade

 

  1. Se a sua consulta for com um especialista em fertilidade, muitas das suas dúvidas serão respondidas dentro da própria consulta. Lembrando que nem todos ginecologistas são especializados na área de reprodução humana.
  2. Na consulta de fertilidade a especialista em fertilidade dará muitas informações, sendo que muitas delas, serão novidade para você.
  3. A clínica Fertilidade.org e Instituto Amato oferece no seu programas de fertilidade o livro "Em busca da fertilidade". O livro poderá ser dado ao paciente (dependendo do estoque), já que é muita informação para levar para casa e lembrar. Com o livro ficará mais fácil.
  4. Enquanto você imagina que irá lembrar de todas respostas para suas perguntas, pode não se dar conta da quantidade de informação e, obviamente, não quer que o pânico pela quantidade de informações te sobrecarregue.
  5. Se há dúvidas que deseja sanar durante a consulta, escreva-as num papel e deixe espaço em branco para escrever as respostas.
  6. Escreva no material que lhe foi dado, nas margens, para manter controle das suas dúvidas
  7. Certifique-se de que durante a consulta você consiga encaixar as suas perguntas e obter respostas que você consiga entender. Se não entendeu uma resposta, peça para que o especialista em fertilidade deixe mais claro.
  8. É perfeitamente aceitávei pedir ao seu médico para falar mais devagar ou para repetir alguma informação.

 

A Infertilidade é um “Problema das Mulheres”?

 

De quem é a culpa? Talvez essa questão seja desconfortável de perguntar, mas encare esse problema de frente, muitos de nós queremos saber. Talvez essa pergunta seja melhor reformulada como: “Nós poderemos saber qual é o nosso problema na concepção?” Porém, em até 30% dos casos o diagnóstico será de inexplicável ou idiopático

 

Dúvidas sobre Infertilidade que Você Deveria Considerar:

 

Nós tentamos tempo o bastante antes de vir ver você? Deveríamos tentar por mais tempo?

Como posso saber com certeza se eu estou ovulando?

Quando deveríamos realizar uma análise de sêmen?

Que coisas você sugere que eu comece a fazer e que coisas eu deveria parar de fazer?

Quais testes de fertilidade devem ser feitos? Eles podem ser feitos no mesmo dia? E se os testes já foram feitos por minha Obstetra/Ginecologista ou outro especialista em fertilidade? São válidos?

Qual tratamento de fertilidade eu devo fazer primeiro? Eu tenho escolhas?

 

Dúvidas sobre Infertilidade Masculina

 

Banheira quente é realmente ruim para um homem? É permitido beber café? Quanto de bebida alcóolica é permitida?

O que mais podemos fazer enquanto estamos no tratamento de fertilidade para ajudar as coisas a andarem?

O que eu como, bebo ou fumo faz diferença enquanto nós estamos tentando conceber?

Eu sou um corredor, um maratonista, tudo bem se eu continuar me exercitando desse jeito?

Não há nada de errado com o meu esperma. Eu não vejo razão para testá-lo. Por que isso é necessário?

Lembre-se de que passar em consulta com um especialista em fertilidade é o primeiro passo para aproximar do sonho de ter o bebê que você está tanto sonhando. E você não precisa fazer isso sozinho, pode passar em consulta acompanhada.

 

Mais dúvidas? Pergunte aqui.

dúvidasconsultaorientações
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Tratamento de varizes com espuma

Vascular Pro - dom, 12/11/2016 - 18:30

Últimamente tem-se falado muito da espuma como tratamento das varizes e vasinhos. É uma técnica que merece ser discutida com seu cirurgião vascular.

A espuma de polidocanol foi, no início estudada como anestésico, porém demonstrou-se mais eficaz em fechar veias do que para anestesiar. Mas esse efeito anestésico fraco traz o benefício de ser uma substância praticamente indolor ao ser injetada. O polidocanol é um detergente que quando agitado forma espuma, e, ao utilizar a técnica de Tessari para formar espuma, essa espuma torna-se densa (método da espuma densa), de modo que ocupa todo o espaço do vaso. Ao preencher o vaso, a espuma de polidocanol causa destruição do endotélio levando a trombose quimica localizada. Essa trombose quimica pode evoluir com a recanalização ou com a fibrose do vaso, que é o resultado desejado. Ao fechar o vaso, fecha-se as varizes.

Apesar de ter resultados animadores, a técnica possui características e desvantagens que devem ser consideradas, como o alto índice de manchas (entre 20 a 30% dos casos), a possibilidade de reações alérgicas e o risco de trombose, até mesmo óbito. Um caso foi recentemente publicado de óbito por embolia pulmonar (Bruijninckx, Cornelis Ma. "Fatal Pulmonary Embolism Following Ultrasound-guided Foam Sclerotherapy Combined with Multiple Microphlebectomies." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 31, no. 7 (2016) )

Um outro artigo que comparou o laser, a radiofrequência, cirurgia e a espuma mostrou claramente que as medidas de melhora na qualidade de vida é similar nas técnicas, porém o laser e radiofrequencia tiveram menos complicações, porém a espuma demonstrou uma melhora na qualidade de vida menor que nas outras técnicas, além de uma taxa de fechamento da veia menor, que significa que é necessário repetir o tratamento (e os riscos) para atingir o resultado desejado. (Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014)) Esse trabalho foi publicado numa das revistas mais respeitadas da área médica a NEJM.

Resumindo, para quem já tem manchas, está nas fases mais avançadas da doença, deseja evitar outros tipos de procedimento, ou possui riscos cirúrgicos elevados, a técnica da espuma densa para tratamento de varizes deve ser cogitada e discutida com seu vascular.

Porém, seguindo as melhores práticas e diretrizes internacionais*, para aqueles que buscam resultado estético além do tratamento da doença, e querem minimizar os riscos de recanalização, devem optar por técnicas mais definitivas, como o laser, radiofrequencia e mesmo a cirurgia tradicional. 

Todas as técnicas tem seu espaço no tratamento das varizes, simplesmente porque nenhuma delas atingiu excelência em todos os quesitos: preço, eficácia, eficiência, segurança, velocidade, invasividade, recorrência, riscos, etc. Existem técnicas excelentes para tratamento de varizes hoje em dia, técnicas muito melhores do que as disponíveis há 2 décadas, sendo uma área intensamente estudada e onde muitas novidades estão para aparecer, tanto com novas técnicas quanto a associação de técnicas já existentes.

O grande segredo está em identificar qual a melhor técnica para cada paciente em seu contexto pessoal, e essa escolha deve ser feita em conjunto com o cirurgião vascular.

Leia os seguintes artigos:

 

Fonte: "MANAGEMENT OF CHRONIC VENOUS DISORDERS OF THE LOWER LIMBS GUIDELINES ACCORDING TO SCIENTIFIC EVIDENCE." (2014).

De Maeseneer, M G R, and S K van der Velden. "Managing Chronic Venous Disease: An Ongoing Challenge." European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery 49, no. 6 (2015)

Gloviczki, P, and M L Gloviczki. "Guidelines for the Management of Varicose Veins." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 27 Suppl 1 (2012)

Tags: venosovarizestratamentofantástico
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Crianças com tumores cerebrais

Neurocirurgia - seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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Crianças com tumores cerebrais

Neurocirurgia - seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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O que é uma “sessão” de escleroterapia? Qual preço da sessão de aplicação de vasinhos?

Vascular Pro - qui, 12/01/2016 - 10:05

O que é combinado não é caro. E o barato pode sair caro. Entenda como funciona a proposta de sessões de seu cirurgião vascular, entenda as dificuldades e limitações não só do procedimento, mas do modo de pagamento.
O tratamento escleroterápico visa a melhora da circulação local com consequente melhora estética dos famigerados vasinhos que infestam as pernas. A maioria dos convênios não cobre o tratamento, enquanto alguns oferecem tratamento bem limitado. Não se engane ao fechar contrato com operadora com esse argumento.
São muitas as variáveis no tratamento venoso que podem ser mensuradas e utilizadas para definir o custo: tipo de veia, área a ser tratada, tipo e quantidade de substancia, numero de disparos de laser, número de picadas, tempo do médico, e outras.
Tipo de veia: veias vermelhas, teleangiectasias, reticulares, varicosas. Todas elas influenciam a sessão de escleroterapia, mas calcular uma a uma seria um trabalho maior do que a própria sessão em si.
Área: a área a ser tratada pode parecer uma boa medida, ou seja, se temos duas coxas a serem tratadas o valor é o dobro de uma coxa. Pode parecer simples, mas existe a densidade e complexidade dos vasos na região, às vezes são mais fáceis e outras vezes mais difíceis.
Tipo e quantidade de substância: alguns médicos optam por fazer da sessão uma “ampola” ou medida do medicamento. E cada medicamento com valores diferentes. E o que fazer quando falta ou sobra medicamento para a sessão? A medicação não pode ser guardada para depois. E a medida que o tratamento vai avançando e as veias melhorando, menos substância é necessária, porém sua aplicação se tarna mais difícil. Portanto não é um bom método para definir o que é uma sessão.
Número de disparos do laser: quando se usa equipamentos de laser é possível ter um número bem definido que é o numero de vezes que o laser foi ativado. É um bom método para estimar o custo. Permite a comparação fácil entre serviços. O equipamento de laser possui um numero de disparos pre determinados antes de começar a falhar e precisar de troca, por isso é fácil calcular o custo.
Tempo do médico: este deveria ser o melhor método para se definir o que é uma sessão, pois todo o conhecimento do médico esta sendo aplicado no tempo que ele necessita para fazer o procedimento. Mas, como não ter a sensação de que o médico esta sendo lento ao preparar o material ou ao examinar? A necessidade de ganhar a todo custo faz com que o paciente ache que o tempo pago esta sendo desperdiçado se o médico para para examinar, para trocar o material ou mudar a técnica. Talvez nossa cultura não facilite a aceitação desse modo de mensurar uma sessão.
Converse com seu médico, entenda como ele estipula uma sessão, que pode ser completamente diferente de outro. Não é fácil a comparação de preço e sessões entre médicos, exatamente porque não existe padronização da cobrança da sessão. Entenda que quando alguns precisam de 30 sessões para resolver um problema, outros podem necessitar de 3 sessões. Tudo depende do tempo e técnica investida em cada situação.
Portanto, o barato pode sair caro. Se a sessão for bem baratinha, mas precisar de dezenas delas, pode ficar muito mais caro no final do que um tratamento bem mais caro por sessão, mas que precisa de poucas sessões.
Lembre-se que ao considerar o tempo de uma sessão, o seu tempo gasto deve contar com o tempo de ida e volta ao consultório. Ou seja, para cada ida ao consultório, o seu tempo gasto também é importante (transporte, espera, etc), e, um menor número de sessões diminuiria esse gasto. Por isso, para economizar no valor total, procure fazer sessões maiores, com técnicas eficazes e que permitem bom controle do que foi feito.
Converse sempre com seu vascular.
 

Tags: venosoescleroterapialaser
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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

Neurocirurgia - ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

Neurocirurgia - ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
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Escoliose

Neurocirurgia - seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
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Escoliose

Neurocirurgia - seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

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Doença Carotídea: Doença da artéria carótida.

Vascular Pro - ter, 11/01/2016 - 09:11

O que é a doença da artéria carótida?

A doença da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias do pescoço. As artérias carótidas são os vasos principais que levam sangue rico de oxigênio para o cérebro. O estreitamento normalmente é causado por uma placa aterosclerótica.

A aterosclerose (espessamento e endurecimento das artérias) pode afetar todas as artérias do corpo. Quando as artérias do pescoço estão estreitadas ou mesmo bloqueadas, essa condição é chamada de doença da artéria carótida, estenose carotídea ou doença vascular extracraniana.

 

Quem tem risco de ter a doença da artéria carótida?

As condições que aumentam o risco da doença são chamadas de fatores de risco.

Os fatores de risco da doença carotídea são similares aos fatores de risco para aterosclerose, doença coronariana, ou doença do coração.

A doença da artéria carótida é, portanto, mais frequente em pacientes com maior idade, pacientes com diabetes, tabagistas (uso do cigarro), que possuem pressão alta (hipertensão arterial) e colesterol alto.

Ter aterosclerose ou placa aterosclerótica em outras áreas do corpo, como as artérias coronárias ou artérias da perna (conhecida como a doença arterial periférica), também aumenta o risco de ter a doença carotídea.

 

A doença carotídea pode causar sintomas?

A maior parte das pessoas com placas nas artérias carótidas não tem sintomas, porém, se as carótidas estiverem gravemente estreitadas, pequenos pedacinhos das placas podem se desprender e ir parar no cérebro causando perda de visão súbita e momentânea (amaurose fugaz), acidente vascular cerebral (AVC), derrame ou mesmo um ataque isquêmico transitório (AIT).

O AIT, também chamado o pequeno derrame, é como se fosse um derrame, a diferença é que os sintomas se resolvem dentro de 24 horas.

Se você suspeitar que alguém que você conhece está tendo um derrame você deve chamar a ambulância imediatamente. Os principais sinais de alerta de um derrame, são: alteração da fala, confusão mental, tontura, dor de cabeça, paralisia na face, fraqueza no braço/dormência e perda de força ou formigamento nos braços. Veja a tabela 1:

 

Tabela 1 - Sinais e sintomas do derrame.

Sinal

O que fazer?

O que você tá procurando?

Fraqueza facial

Peça para a pessoa sorrir

Uma face não simétrica ou um sorriso caído.

Fraqueza dos membros

Peça para pessoa levantar os dois braços.

Um braço não vai não vai conseguir levantar ou ele vai acabar caindo.

Dificuldade na fala

Peça para a pessoas repetir frases simples.

O ato de falar está difícil ou está difícil de entender.

 

 

Como é feito o diagnóstico da doença carotídea?

O seu médico provavelmente vai ouvir o seu pescoço com estetoscópio pois um som de sopro pode ser ouvido em alguns casos quando há estreitamento. Tendo sido ouvido um sopro, é necessário pedir um exame de ultrassom.

O sopro simplesmente sugere que o sangue está passando de forma turbulenta e não necessariamente que artéria está bloqueada, por isso, o ultrassom pode elucidar melhor.

É possível ter a doença carotídea sem ter um sopro no pescoço, portanto a maneira mais simples de diagnosticar a doença carotídea é com um ultrassom da carótida ou Eco Doppler carotídeo. Este exame não invasivo e indolor usa ondas sonoras de alta frequência para olhar dentro das artérias do pescoço: um gel condutor é aplicado na pele o ultrassonografia usa um transdutor para gravar as imagens das artérias carótidas; o ultrassom é usado para visualizar as placas aterosclerótica e determinar se a placa está interferindo com fluxo sanguíneo dentro das artérias, quando a artéria está estreitada, a velocidade do sangue aumenta, da mesma maneira que a velocidade da água aumenta quando você aperta no final de uma mangueira de jardim. Com o ultrassom o grau do bloqueio ou da estenose pode ser estimado medindo a velocidade do sangue. Não é necessário nenhum preparo especial exame de ultrassom das carótidas.

Se houver um bloqueio significante no exame no ultrassom da carótida, o cirurgião vascular pode solicitar outros exames para confirmar a localização e gravidade da doença. Esses testes podem incluir uma angiotomografia ou uma angiorresonância magnética.

 

Como que a doença carotídea é tratada?

O primeiro objetivo do tratamento da doença carotídea é evitar um derrame. Na maioria dos casos a doença carotídea pode ser tratada com a combinação de medicamentos que podem estabilizar a placa e evitar um bloqueio futuro da artérias, diminuindo o risco de derrame. Porém, se a carótida estiver gravemente estreitada, o cirurgião vascular também pode recomendar a cirurgia ou a colocação de um Stent, dependendo da situação de saúde do paciente e outros fatores médicos. Uma estenose acima de 50% já deve chamar a atenção para o cirurgião.

A cirurgia para a carótida é chamada de endarterectomia carotídea: uma incisão é feita no pescoço e a placa na artéria é removida. A angioplastia carotídea com a colocação de Stent é uma alternativa para restaurar o fluxo sanguíneo. A angioplastia com balão é usada para abrir caminho nos bloqueios e um Stent é colocado abrindo espaço no vaso.

Os pacientes ficam, após o procedimento, de um a dois dias no hospital quando não há intercorrências.

Pesquisas recentes têm comparado a cirurgia aberta com a angioplastia com Stent, e atualmente elas se mostram equivalentes, mas com fatores de riscos diferentes, portanto a escolha entre uma ou outra técnica, deve ser feita individualmente para cada paciente pelo cirurgião vascular com formação endovascular. O médico recomendado para tratar doença da carótida é aquele que pode oferecer tanto a cirurgia aberta quanto a cirurgia endovascular.  

De uma maneira geral, o benefício de restaurar o fluxo na artéria carótida é muito maior em pacientes que já tiveram sintomas neurológicos, como um AIT ou um derrame.

Após a cirurgia ou o Stent, exames de ultrassom de acompanhamento periódico são importantes para ter certeza que o bloqueio não vai recorrer e para monitorar a carótida do outro lado.

 

Quais são os tratamentos medicamentosos para a estenose carotídea?

A doença carotídea indica aterosclerose na maior parte das vezes, o que significa um risco maior de um infarto cardíaco e de um derrame.

Mesmo se o bloqueio na artéria não for grave o suficiente para necessitar de cirurgia ou do Stent, todos os pacientes com doença carotídea precisam de tratamento medicamentoso para a aterosclerose.

O tratamento medicamentoso foca na redução do risco cardiovascular. A tabela 2 enumera as recomendações principais no tratamento medicamentoso da esclerose.

Medicamentos que afinam o sangue como aspirina; e as estatinas, que são os medicamentos que abaixam o nível de colesterol, como atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina, são normalmente prescritas para reduzir o risco de infarto cardíaco e derrame que estão muito associadas a essa doença.

Parar de fumar é absolutamente essencial. Para parar pode se usar algumas medicações ou substituir o vício com nicotina, e fazer tratamento com o aconselhamento e psicoterapia. Acompanhamento médico é recomendado.

O tratamento da hipertensão arterial com medicamentos inibidores da ECA, como ramipril, lisinopril ou bloqueadores de angiotensina, devem ser prescritos.

Estudos sugerem que estatinas, IECA e exercício regular tem efeitos benéficos nas paredes das artérias carótidas.

 

O que atrasa a progressão da placa? Como a doença carotídea pode ser prevenida?

Todo mundo pode diminuir seu risco cardiovascular ou de alguma doença cardiovascular ao não fumar, manter um peso saudável, fazer exercício regular de pelo menos 30 minutos por dia na maior parte dos dias da semana. Fazer exames periódicos para medir a pressão arterial, colesterol e diabetes também são importantes.

 

Resumo -  A doença carotídea ou estreitamento das artérias do pescoço, normalmente é causado por uma placa aterosclerótica. O diagnóstico frequentemente é feito por ultrassom e aprofundado pela angiotomografia. O tratamento médico inclui: parar de fumar, medicamentos com o objetivo de diminuir o risco de infarto cardíaco e de um derrame, e exercícios físicos. Pacientes com doença grave arterial, principalmente com sintomas neurológicos como derrame e AIT, podem necessitar de procedimentos cirúrgicos para restaurar o fluxo sanguíneo, tanto com cirurgia aberta ou com colocação de Stent.

 

Tabela 2 - Tratamento medicamentoso para doença carotídea,

Prevenção do ataque cardíaco e derrame

Aspirina, estatina e Eca ou bloqueador de receptor de angiotensina

Controle dos fatores de risco cardiovascular

Controle da pressão arterial, colesterol, diabetes, peso e IMC

Modificação do estilo de vida

Parar de fumar

Dieta saudável para o coração

Exercício físico ao menos 30 minutos na maior parte dos dias.

 

 

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Técnicas Cirúrgicas para tratamento de varizes

Vascular Pro - seg, 10/03/2016 - 09:31

Opções de cirurgias venosas: Cirurgia de safena tradicional e fleboextração.

Existem varias razões para procurar o tratamento das veias anormais. Em alguns casos a decisão do tratamento se torna complicada, por causa da quantidade de opções disponíveis, e isso ocorre por uma razão: no campo da flebologia o tratamento venoso está constantemente evoluindo e aparecendo novas técnicas e tratamentos inovadores para as veias varicosas que são menos invasivos.

Tradicionalmente o tratamento aceito para veias varicosas era o tratamento cirúrgico tradicional, chamado de stripping. Essa cirurgia era relativamente invasiva e complicada para os pacientes, com riscos maiores de complicações, como coágulos sanguíneos, inchaço na perna, infecção e parestesias na perna (áreas insensíveis), e, mais importante do que isso, os resultados não eram tão bons ou não duravam tanto quanto as pessoas esperavam.

Então, os médicos acabavam reservando a cirurgia de varizes apenas para os casos mais graves da insuficiência venosa, após todas as gestações. Somente pacientes que tinham problemas venosos de longa duração que impactavam enormemente na sua qualidade de vida e na habilidade de ter uma vida livre de dor eram tratados cirurgicamente; pacientes com sintomas menores frequentemente tinham a opção apenas tratamentos conservadores.

O termo stripping ou “arranchamento” da veia, se refere a uma técnica cirurgia em particular, normalmente realizada em hospital sob anestesia geral ou raquianestesia e utilizando um instrumento chamado fleboextrator para remover as veias da perna. Por causa do aspecto invasivo do arranchamento da veia e o longo período de recuperação, a quantidade e frequência de complicações, o índice de recorrência, novos tratamentos menos invasivos foram desenvolvidos.

A própria cirurgia de “arranchamento” de veia teve a sua evolução com a eversão que permitia que a veia fosse removida com menos trauma nos tecidos adjacentes da perna. Apesar dessa melhora, o tratamento cirúrgico venoso superficial foi em parte substituído pelos métodos minimamente invasivos, que inclui o uso da laser, da escleroterapia e da termoablação endovenosa das safenas, que eliminam as veias selando-as de modo que elas se fecham, mas permanecem no local para serem naturalmente e lentamente absorvidas pelo corpo.

Outro tratamento menos invasivo é a fleboextração ou chamada de microcirurgia de varizes, que remove as veias do corpo através de pequenas incisões na pele. Hoje, todos esses procedimentos são utilizados para tratar as varizes superficiais, embora sejam muito diferentes entre si, todos funcionam com o objetivo de reduzir o refluxo venoso direcionando o fluxo das veias doentes para as veias que estão funcionando adequadamente.

A cirurgia de stripping, ou seja, cirurgia tradicional é mais frequentemente realizada em um tipo bem especifico  de veia, as veias safenas magnas e parvas que percorrem a parte interna e posterior da perna. Este procedimento requer um planejamento pré-operatório e normalmente é utilizado sob anestesia geral ou raquianestesia. O cirurgião faz incisões na virilha e no tornozelo, em alguns casos podem ser necessários modificações da técnica para a eversão, onde uma ferramenta cirúrgica especial remove a veia fazendo a passar por dentro dela mesma, da mesma maneira que uma meia sendo evertida.

Alguns cirurgiões chegaram a fazer esse procedimento apenas com anestesia local, mas é muito mais frequente o uso da anestesia raquianestesia ou anestesia geral. A safenectomia por eversão normalmente é menos traumática para os tecidos da perna do que a safenectomia tradicional.

Outro procedimento realizado é conhecido como a ligadura de veias e pode ser usado em alguns pacientes. Nessa técnica, incisões são feitas sobre veias doentes que são então amarradas e cortadas. A ligadura é popular, porque ela é tecnicamente fácil de ser realizada e tem habilidade de reduzir o refluxo anormal; entretanto, a ligadura sozinha produz um resultado a longo termo muito pobre e a maior parte dos pacientes relata que a melhora dos seus sintomas os sintomas não dura muito tempo.

A fleboextração ou microcirurgia pode ser realizada de modo ambulatorial, em day hospital ou hospitalar e consiste na remoção de veias doentes do corpo, mas, com apenas pequenas punções ou cortes na pele ao invés de grandes incisões.  A microcirurgia quando realizada em consultório necessita de uma recuperação mínima e comumente você pode voltar as atividades normais no dia seguinte do procedimento.

Antes da microcirurgia venosa o seu médico vai marcar as veias com você de pé, para identificar as veias que estão dilatadas e tortuosas. Assim que as marcas são feitas, a área é limpa e é injetado anestésico local. Pequenas punções são feitas e as veias são retiradas através de um gancho cirúrgico que parece uma agulha de crochê. Normalmente essas punções não precisam nem de pontos de tão pequenas que são. Enfaixamento compressivo e o uso da meia compressão elásticas são feitos após o procedimento.

A medida que você vai se recuperando, as pequenas feridas das punções vão desaparecendo ou minimizando com o tempo com o decorrer dos meses. A fleboextração ou microcirurgia é muito útil na remoção dessas veias dilatadas visíveis na superfície da pele.

A discussão das opções de técnicas cirúrgicas deve ser feita com seu cirurgião vascular e vários aspectos importantes devem ser considerados como: a invasividade do procedimento, o tempo de recuperação, os resultados a longo termo, quais veias necessitam ser tratadas e a possibilidade de realização de cada procedimento no seu caso. Cada técnica possui vantagens e desvantagens, e elas devem ser explicadas pelo o seu cirurgião vascular durante o tratamento das suas veias.

 

 

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Fatores masculinos

Fertilidade - sab, 10/01/2016 - 15:41
Masculino

Tratamentos da Infertilidade e Procedimentos

Quando o objetivo é engravidar, estão tentando engravidar faz tempo e precisam de ajuda, a avaliação do casal infértil se faz necessário. Algumas vezes, o homem pode querer planejar seu futuro com o congelamento de espermatozóides e outras vezes o fator preponderante pode ser masculino, sendo necessário a realização de procedimentos para tratamento.

Tratamentos que o homem pode ser submetido para aumentar a possibilidade da gestação, ou procedimentos necessários para realização da fertilização in vitro:

tratamentomasculino
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Como enviar exames de imagem (DICOM) para seu médico

Vascular Pro - qua, 09/28/2016 - 16:10

Como enviar arquivos de imagem para o seu médico?
Em algumas situações pode ser que o seu médico peça para enviar os arquivos referentes às imagens de seu exame. Os exames médicos modernos são gravados em um tipo de arquivo próprio chamado DICOM, em CD ou on-line. Esse arquivo é bem diferente de arquivos .jpg, .png, .gif, etc., pois são arquivos que quando avaliados em programas específicos, chamados de “DICOM Viewer”, permitem que o médico utilize diversas ferramentas que aumentam a possibilidade do diagnóstico correto, fazendo medidas precisas.
Entre essas ferramentas, as mais importantes para a cirurgia vascular, são o 3D MPR e o MIP, que permitem que a junção de imagens em diferentes cortes obliquos e tridimensionais, determinando o exato local do problema e medindo as artérias para acomodar as endopróteses e stents adequadamente.
Além disso, nos arquivos DICOM existem centenas, as vezes milhares de imagens, muito mais do que nas chapas impressas.
Por este motivo, a maneira mais fácil de transferir essas imagens para o computador do medico é a partir de um DVD. No entanto, a internet pode e deve ser utilizada! Emails não são adequados, pois o arquivo DICOM costuma ser muito grande e ultrapassa os limites permitidos pela maioria dos servidores. Você pode gravar o DVD em seu computador (todos os arquivos são importantes) e, transferir os arquivos comprimidos utilizando programas ou sites que foram feitos para a transferência de arquivos “pesados”. Sistemas de armazenamento em nuvem como o “Dropbox” podem ser utilizados. Você grava os arquivos em uma pasta no seu Dropbox e depois escolhe compartilhar com o endereço de email do médico. Outros sistemas que podem ser utilizados são os que seguem:

É muito importante que os arquivos a serem transferidos sejam os DICOM e não jpg, .bmp, .gif, .exe, .png, etc.
 
DICA ANTES DE IR AO CONSULTÓRIO MÉDICO: solicite para o laboratório ou tente gravar as imagens DICOM em um DVD ou pendrive para levar à consulta, pois os arquivos são enormes e a internet brasileira ainda está bem aquém do ideal, com oscilações frequentes, o que dificulta o download desses arquivos no momento da consulta!

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Dissecção de Aorta - Dissecção Aórtica

Vascular Pro - seg, 09/19/2016 - 12:30

O que é a dissecção de aorta?
Aorta é o principal vaso sanguíneo que sai do coração e provê o fluxo sanguíneo para o resto do corpo. A aorta é dividida em seções: a aorta ascendente começa do coração e vai até o tórax em direção à cabeça. Seus ramos principais são as coronárias, que fornecem sangue para o coração, o arco aórtico que faz uma curva e libera seus ramos que suprem o cérebro e os braços, a aorta descendente faz seu caminho também no tórax e passa pelo pelos pulmões e diafragma, transformando-se na aorta abdominal. Os ramos da aorta abdominal fornecem sangue para os principais órgãos como o fígado, os rins, o estômago e os intestinos, assim como também para as pernas.
A Aorta é a maior artéria de nosso corpo. A sua parede tem várias camadas, sendo a camada mais interna chamada de “íntima”. Essa camada é feita principalmente de células chamadas endoteliais que estão em contato direto com o sangue. A camada do meio da parede da aorta é chamada de “média”, e contém células musculares e fibras elásticas, que permitem que a aorta contraia e expanda durante o ciclo cardíaco. A camada mais externa é a “adventícia”, esta camada consiste de um tecido conectivo que dá um suporte adicional para a aorta.
A dissecção de aorta é uma condição médica potencialmente fatal, que ocorre quando a camada interna a “íntima”, sofre um dano causando a separação da camada “média. O sangue vai fluir entre as camadas criando um canal que separa as camadas, chamado de dissecção. Você pode ouvir seu médico falar de falso lumem, implicando o que o sangue não deveria estar passando por ali, enquanto que o lumem verdadeiro, onde as camadas não foram danificadas é onde o sangue deveria passar.
A diminuição do fluxo sanguíneo para a aorta dissecada pode levar a danos nos órgãos, ou, devido à fragilidade da parede, pode romper a última camada que é a “adventícia”, a rotura que pode ser fatal.
A dissecção de aorta normalmente ocorre na parte torácica da aorta e pode envolver tanto aorta ascendente quanto a descendente, ou ambas. As dissecções podem ocorrer também na aorta abdominal e outras artérias do corpo, mas é menos frequente.
Existem duas diferentes classificações que são usadas pelos médicos para descrever a localização e a extensão da dissecção de aorta. A classificação de Stanford refere as dissecções tipo A ou tipo B. Tipo A significa que a dissecção envolve aorta ascendente e tipo B significa que envolve a descendente ou a aorta abdominal, sem afetar aorta descendente.
A classificação de Debakey distingue entre a dissecção tipo I, tipo II, tipo III. A tipo I envolve toda a aorta, a tipo II envolve a aorta ascendente somente; e a tipo III envolve a aorta ascendente e o arco aórtico. A dissecção aguda tipo A que envolve a aorta ascendente é uma emergência cirúrgica. É frequentemente fatal se não for detectada  rápida, com uma taxa de mortalidade de 1 a 2% por hora no primeiro dia e até 50% nas primeiras 48 horas, se não for tratada. A dissecção aguda tipo B, que envolve somente a aorta descendente não é tão grave quanto à tipo A, mas a sua mortalidade também é muito alta, em torno de 10% no primeiro mês e, por isso, o tratamento médico rápido é crítico em ambos tipos de dissecção.
Muitas pessoas não estão familiarizadas com a dissecção aórtica, porque ela é relativamente incomum, mas é importante estarmos conscientes das complicações e do desfecho que é fatal para irmos atrás do tratamento mais rápido possível. A sobrevivência é muito melhor se a dissecção for diagnosticada cedo e tratada com o tratamento clínico e cirúrgico que for necessário.
 
Quem tem risco de ter dissecção e o que causa a dissecção?
A dissecção aórtica ocorre em 5 a 30 pessoas a cada um milhão de pessoas, isso afeta tanto homens quanto mulheres de todas as idades, mas ocorre mais frequentemente em homens entre 60 e 80 anos. Os fatores de riscos mais importantes da dissecção são a hipertensão arterial (pressão alta descontrolada) e a aterosclerose, que é o endurecimento da parede das artérias.
Pacientes mais jovens podem ter outros fatores predisponentes, como doenças pré-existentes como aneurisma de aorta, válvula aórtica bicúspide ou lesões inflamatórias como as vasculites, que são as inflamações da parede dos vasos. Algumas condições genéticas também aumentam a chance de uma dissecção aórtica, essas doenças do tecido conectivo chamado colágeno incluem: a síndrome de Marfan, a síndrome de Ehler-Danlos e a síndrome de Loeys-Dietz. Outras mutações genéticas associadas com a dissecção de aórtica também foram identificadas. Na maioria dos casos múltiplos membros de uma família já apresentaram a dissecção de aorta ou aneurisma aórtico. Outras causas menos comuns de dissecção de aorta incluem levantamento de peso de alta performance e uso de cocaína.
 
Quais são os sinais e sintomas da dissecção de aorta?
A maior parte dos pacientes com dissecção de aorta apresenta dor torácica súbita e muito intensa em pontada ou em rasgada, particularmente nas dissecções envolvendo aorta ascendente tipo A. Nas dissecções de aorta descendente tipo B a dor pode ser um pouco mais atrás no tórax ou no abdômen, em ambos os tipos de dor ela é muito intensa e frequentemente descrita como a pior dor que o paciente já sentiu.
Outros sintomas causados pela diminuição do fluxo sanguíneo para os órgãos do corpo incluem o desmaio, náusea, vômito, sudorese, falta de ar ou dor nas pernas. O descontrole da pressão arterial também é muito frequente. A dissecção de aorta também pode causar um ataque cardíaco, uma falha do aguda do coração ou mesmo um acidente isquêmico do cérebro (AVC) por falta de fluxo sanguíneo no coração ou no cérebro. Infelizmente, o diagnóstico da dissecção de aorta pode ser atrasado em alguns casos que não tenha os sintomas típicos ou uma dor muito forte no peito.
Outros sinais de dissecção de aorta em incluem: sopro cardíaco, pulsos fracos nos pés e punhos e uma diferença grande de pressão arterial nos membros superiores direito e esquerdo.
 
Como que é feito o diagnóstico da dissecção de aorta?
Quando há suspeita de dissecção de aorta exames de imagem bem acurados devem ser feitos imediatamente em pronto socorro. Os exames de imagem vão determinar se a dissecção está presente e, se estiver, qual a extensão dela e quais partes da aorta estão envolvidas.
A localização da dissecção determina a urgência da situação e se será necessária cirurgia de emergência.
A tomografia computadorizada é o exame mais frequentemente usado e pode ser feito na maior parte dos hospitais, sendo muito precisa no diagnóstico e para avaliar as características da dissecção, como a localização e extensão. Uma vantagem da tomografia, é que os ramos da aorta também podem ser vistos muito bem e determinar se estão comprometidos. Algumas desvantagens incluem a necessidade de raio x (radiação) e é necessário o uso de um contraste endovenoso (nefrotóxico) e alguns pacientes podem apresentar alergia ou problemas renais.
A ecocardiografia ou simplesmente Eco, pode ajudar no diagnóstico da dissecção de aorta. O eco é um ultrassom do coração e da aorta. O Eco mais simples utiliza um ultrassom sobre o tórax e é chamada de ecografia transtorácica. Em alguns casos, o transdutor pode ser colocado através do esôfago para um exame mais detalhado, sendo chamado de ecografia transesofágica. A vantagem da ecografia é que ela pode ser feita no leito do paciente e os resultados são imediatos. A dissecção de aorta é diagnosticada se dois canais de fluxo de sangue são vistos separadamente por um por um flap (membrana). Ecocardiografia transesofágica da aorta próximo do coração, avaliando um tipo A, enquanto ecografia transesofágica olha a aorta torácica procurando por um tipo A e tipo B, e tem a vantagem adicional da imagem de conseguir ver a válvula aórtica do coração e se ela está doente.
A ressonância magnética também é precisa ao mostrar a aorta, mas não é um exame tão facilmente disponível nas emergências. Então, muito frequentemente, não é utilizada. Além disso, a ressonância magnética é um exame que leva muito mais tempo do que uma tomografia. Tempo que é essencial nessa doença.
 
Como dissecção de aorta é tratada inicialmente?
A dissecção tipo A ou da aorta ascendente, é considerada emergência cirúrgica, porque o paciente possui uma mortalidade muito alta, de 1% a 2 % por hora desde o início dos sintomas. Cirurgia aberta para a dissecção tipo A, normalmente envolve a troca dessa parte da aorta com uma prótese (tubo sintético). A mortalidade da cirurgia para o reparo da dissecção tipo A é alta, mas sem a cirurgia a mortalidade é maior ainda. Algumas vezes a válvula aórtica também precisa ser corrigida ou trocada.
A dissecção tipo B ou dissecção da aorta descendente é muito frequentemente tratada com medicamentos e observação, às vezes sem necessidade de cirurgia imediata. Pacientes são monitorizados bem de perto em uma unidade de terapia intensiva UTI e o tratamento médico consiste em um controle muito rígido da frequência cardíaca e da pressão arterial com medicamentos administrados dentro da veia. Os medicamentos incluem: beta bloqueadores, nitroprussiato, além de outras medicações para controle de dor.
Se uma dissecção aórtica tipo B descendente está complicada com a redução do fluxo sanguíneo para algum órgão vital, como um rim, perna ou fígado a cirurgia pode ser necessária. O tratamento endovascular com a colocação de um Stent é um procedimento menos invasivo onde uma endoprótese é colocada na aorta através de uma artéria da virilha.
Em casos raros, a dissecção tipo B pode causar aumento da aorta, formando um aneurisma que tem risco de ruptura. Nesses casos uma endoprótese endovascular também pode ser uma medida salvadora.
 
E como é a vida após a dissecção de aorta? Como a dissecção de aorta é tratada e monitorizada ao longo dos anos?
Após a dissecção de aorta o controle médico é para vida toda para prevenir problemas da aorta ao longo da vida. Vários especialistas diferentes estarão envolvidos no tratamento médico do paciente com dissecção de aorta no hospital: o cirurgião cardiotorácico, cirurgião vascular e cardiologista, o intensivista, e o angiologista.
Após a alta do hospital o controle ambulatorial deve ocorrer com pelo menos um médico experiente no controle da doença da dissecção aórtica. Inicialmente, a alta hospitalar será focada no retorno à vida normal, o que é muitas vezes uma experiência de quase-morte.
A recuperação física e psicológica pode ser difícil, e a reabilitação pode ser necessária. A condição médica mais importante a ser cuidada é a pressão arterial. A pressão arterial normal é de 120x80 mmHg e pacientes que têm dissecção de aorta tem que ter como alvo este valor. Beta bloqueadores são prescritos para abaixar a frequência cardíaca e a pressão arterial, reduzindo o estresse na parede a aórtica. Porém, muitos pacientes utilizarão mais medicações para controle da pressão.
A monitorização da aorta com exames de imagem seriados é muito importante, porque a aorta pode vazar ou a parede da aorta pode ficar fraca e acabar evoluindo para um aneurisma, que é a dilatação desse vaso. Essas complicações podem ocorrer muitas vezes sem sintoma nenhum e quase um terço dos pacientes vão necessitar de cirurgia posteriormente. A monitorização periódica da aorta pode ser feita com a tomografia ou ressonância magnética, dependendo da preferência do especialista e algumas situações específicas do paciente. Alguns especialistas vão solicitar a tomografia ou a ressonância magnética após 3 meses, 6 meses e 12 meses após a dissecção da aorta para avaliar o risco de crescimento da dissecção de aorta e a fraqueza da parede. Se tudo estiver parecendo bem e estável após os 12 meses os testes de imagem passarão a ser feitos anualmente, com a tomografia ou ressonância.
Pacientes com dissecção de aorta, podem ter aterosclerose ou placas ateroscleróticas de cálcio nas artérias, que podem necessitar tratamento médico adicional para reduzir o risco de um evento cardiovascular, como um infarto cardíaco ou um AVC, por isso o acompanhamento com o cardiologista também é importante. Medicação para afinar o sangue (aspirina ou outras) podem ser prescritas para reduzir esse risco. As estatinas também são prescritas para o controle do colesterol e para reduzir o risco do ataque cardíaco e do AVC. Parar de fumar é simplesmente essencial, a diabetes deve ser controlada e um peso normal deve ser mantido.
 
E sobre os meus familiares?
Pacientes com dissecção aórtica podem ser encaminhados para avaliação genética para identificar alguma causa hereditária, principalmente se muitos membros da família tiverem apresentado algum problema na aorta ou a dissecção envolver aorta ascendente. Mesmo se o teste genético formal não for feito, é recomendado que parentes de primeiro grau sejam rastreados para doenças da aorta. Isso pode ser feito facilmente com o ecocardiograma ou ultrassom da aorta abdominal.
 
Quais as ações devem ser tomadas após a dissecção de aorta?
Exercício físico é importante para todo mundo. Adultos devem focar em pelo menos 30 minutos diários de exercício saudável. Caminhar é uma boa maneira de começar. Um objetivo de 10 mil passos por dia, exercícios leves ou moderados não são problema para dissecção de aorta, mas atividades envolvendo esforço extremo ou máximo devem ser evitados, assim como esportes de contato, exercícios extenuantes, exercícios isométricos, como flexões abdominais, levantamento de peso. Sobre-esforço pode aumentar a pressão arterial e consequente o estresse na parede da aorta, aumentando riscos. É importante que pacientes que sobreviveram a uma dissecção da aorta conversem bastante com seus médicos, sobre seus planos de exercício e a quantidade de peso que é saudável e seguro para se levantar. Uma boa regra e simples é: se alguma coisa não pode ser levantada dez vezes seguidamente então, provavelmente, está muito pesado. Além disso nenhum exercício deve ser feito até o ponto de exaustão.
 
Resumindo, a dissecção de aorta não é tão frequente. É causa de dor no peito e pode ser fatal. Os sintomas incluem: dor extenuante muito forte e a localização depende de que parte da aorta foi afetada. O diagnóstico precoce da dissecção de aorta é importantíssimo para aumentar a chance de sobrevivência. Cirurgia de emergência é sempre necessária para dissecção aórtica tipo A, enquanto tratamento clínico pode ser feito nas dissecções tipo B não complicadas. O controle da pressão arterial é o ponto mais importante do tratamento da dissecção da aorta, principalmente na fase crônica. O controle durante a vida toda por imagens e consultas frequentes ambulatoriais são necessários para monitorar complicações e um possível crescimento de um aneurisma tardio após a dissecção aórtica.
 
 
Leia mais:
O que é a dissecção de aorta?
Aneurisma de aorta abdominal.

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Termoablação Endovenosa

Vascular Pro - seg, 09/05/2016 - 14:20

Termoablação endovenosa – radiofrequência e laser da veias safena.

 

Pacientes com veias varicosas grandes, normalmente tem o que se conhece como refluxo, onde as válvulas venosas deixam de funcionar e o sangue passa a mover-se na direção errada, em direção aos pés. Isso resulta num acumulo de sangue nas pernas que pode lesar a vários sintomas que incomodam bastante, como, dor, inchaço e cansaço nas pernas, também pode levar a mudanças na pele, na perna e tornozelo, no pior caso a mudança da pele pode ser a abertura de uma ferida chamada úlcera. O cirurgião vascular pode identificar quais veias possuem refluxo examinando-as através do ultrassom.

Muito embora os pacientes procurem ajuda médica por causa das veias visíveis e saltadas na pele o ultrassom muitas vezes mostra que a raiz do problema venoso está mais profundamente nas pernas e não são visíveis olhando as veias, isso pode ser confuso para os pacientes que apenas vêem as veias superficiais e é muito frequente que o ultrassom mostre refluxo em duas veias mais frequentemente, a safena magna que é veia que corre na parte interna da perna ou safena parva que é a veia que corre na panturrilha.

Ao fazer um exame de ultrassom nós podemos determinar se o sangue está se movendo para cima ou para baixo nessas veias e enchendo as veias varicosas, o objetivo é remover ou fechar esse problema venoso de modo que o sangue seja redirecionado para as veias saudáveis e em direção ao coração.

Um dos tratamentos mais efetivos para o refluxo da veia safena é a termoablação endovenosa.

Muitas pessoas se preocupam com o fato de fechar a veia safena, que isso pode influenciar negativamente na sua circulação, mas isso está muito longe da verdade, a maior parte do nosso fluxo sanguíneo se faz através das veias mais profundas, veias que estão entre a musculatura da perna, toda vez que nós movemos as pernas os nossos músculos se contraem e espremem as veias de modo que o sangue é empurrado (bombeado) para cima em direção ao coração.

O tratamento da veia safena, não muda a direção das veias profundas, na verdade, ao fechar essas veias superficiais acaba ajudando as veias profundas a fazerem o seu trabalho, isso ocorre porque quando temos refluxo na veia safena o sangue acaba voltando para as pernas e essa quantidade maior de sangue começa a sobrecarregar o sistema venoso profundo, é como se fosse um barco com um buraco, toda vez que você tira água ele volta se encher. Então, ao fechar as veias safenas e fechando o refluxo das veias safenas, nosso sistema venoso profundo tem menos sangue para bombear e pode funcionar melhor.

Por mais de 100 anos o único tratamento existente para a veia safena era um procedimento chamado stripping, que é a cirurgia tradicional, o stripping nada mais é que um arrancamento da veia, por causa do modo como é feito o arrancamento da veia tem a recuperação mais prolongada, houve varias tentativas de minimizar o procedimento e faze-lo menos invasivo. Em 1999, a energia da radiofrequência foi usada pela primeira vez para tratar a veia safena por dentro e logo após o laser foi utilizado da mesma maneira. Essas duas técnicas são chamadas de termoablação endovenosa e são os métodos mais comumente utilizados para tratar a veia safena hoje em dia.

Ao usar um cateter ao invés de técnica cirúrgica, esses procedimentos se mostraram muito mais eficazes e menos invasivos do que a cirurgia tradicional, comparando com a cirurgia tradicional a termoablação endovenosa é menos dolorosa, mais rápida, sem cicatrizes ou com menos cicatrizes, permite ao paciente retornar a atividade normal quase que imediatamente, podendo ser feita de modo ambulatorial, com anestesia local e é mais barato, esse procedimento pode ser realizado em quase todos os pacientes que possuem  refluxo da veia safena e tem sido visto que ao longo prazo por mais de 5 anos, a efetividade desses tratamentos é tão boa ou melhor do que a técnica tradicional.

Termoablação endovenosa por radiofrequência

Existem diferentes técnicas que podem ser utilizadas na termoablação endovenosa. A primeira técnica é conhecida como a termoablação por radiofrequência, e é uma variação do procedimento que foi realizado há décadas atrás para tratar hemorroidas, esses sistema utiliza em cateter especializado venoso que emite ondas de rádio bem seguras, essa é uma frequência de rádio um pouco abaixo da rádio AM, ela vai esquentar e vai colapsar as veias doentes, fechando-as.

A primeira geração dos aparelhos de termoablação por termofrequencia, representaram um grande avanço no tratamento minimamente invasivo, apesar de suas limitações, desde então, a aparelhagem tem se desenvolvido e melhorado continuamente e agora apenas alguns minutos são necessários para esquentar e fechar permanentemente uma veia anormal, se você for fazer uma termoablação por termofrequencia, o seu cirurgião vascular vai limpar sua pele muito bem, depois colocar um anestésico na sua pele, o ultrassom é utilizado para visualizar a veia que vai ser tratada, uma pequena agulha é colocada na área da sua pele em que essa veia passa e através dessa agulha um cateter vai ser passado, esse cateter contem aparelhagem que emite a radiofrequência na sua veia, após isso será aplicado mais anestésico em volta de todo o trajeto da veia que vai ser tratado, de modo que você não sinta o calor gerado pelo aparelho. O fluido anestésico também age como uma camada de proteção do restante da perna do calor. Assim que o aparelho de radiofrequência é ligado, o tratamento leva alguns minutos para ser completado, a maior parte dos cirurgiões vasculares vai pedir que você utilize a meia de compressão elástica após o tratamento e que ande com frequência. As complicações do procedimento são raras, você pode e deve conversar com seu cirurgião vascular; a maior parte dos pacientes volta as suas atividades normais dentro de um dia e descobrem que é fácil encaixar o tratamento no meio de suas vidas atribuladas, resolvendo as veias doentes. Logo após o procedimento ou numa consulta posterior, o seu cirurgião vascular pode realizar um outro procedimento para a retirada das veias dilatadas na pele ou as veias reticulares. Muitas vezes entretanto, o tratamento da veia safena é realizado primeiro como um passo inicial para depois ter sucesso no tratamento das outras veias.

Termoablação endovenosa por laser.

 

Outra técnica de termoablação endovenosa faz o uso da energia luminosa proveniente do laser, este procedimento é chamado de termoablação endovenosa por laser e envolve a passagem de uma fibra ótica dentro da veia e o aquecimento dessa veia por intermédio da energia do laser, o procedimento é muito similar ao da radiofrequencia, utilizado um ultrassom para visualizar a veia é feito uma punção e através dessa punção é passado um cateter introdutor e dentro desse cateter introdutor a fibra ótica, após o posicionamento do laser é feito o anestésico em volta da veia e é necessário alguns minutos para realizar o tratamento após o laser ser colocado em posição. Com o tempo nós temos mais dados sobre a efetividade de longo termo das técnicas de tratamento endovenoso, mas novas técnicas continuam sendo desenvolvidas para um dia substituírem a termoablação por laser e radiofrequencia.

Atualmente tem se estudado a possibilidade de destruir as veias doentes com o vapor ou um dano mecânico na parede do vaso e a cola para o fechamento das paredes, esses sistemas que ainda estão em estudo podem mostrar as vantagens sobre o tratamento convencional e a termoablação, mas ainda necessitam muito mais investigação. O que é importante para você e para o seu cirurgião é que os pesquisadores continuam constantemente trabalhando para melhorar as possibilidades de tratamento e prover mais opções para você.

Novidades no tratamento de termoablação endovenosa, revolucionaram o tratamento do refluxo venoso e das veias varicosas, essas técnicas são seguras, efetivas, mais baratas, menos dolorosas e possibilitam um resultado estético melhor do que quando realizado com a cirurgia tradicional, embora não seja o objetivo principal. Independente do tipo de tratamento, você terá um melhor resultado, se você retornar periodicamente para realizar o ultrassom e exame físico seguido do procedimento, de modo que o seu cirurgião vascular possa minimizar as chances de aparecimento de mais veias doentes.

 

 

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Aplicação e Escleroterapia

Vascular Pro - dom, 09/04/2016 - 12:09
Escleroterapia para deixar as pernas bonitas

O que é escleroterapia ?

A escleroterapia, também chamada de "aplicação" ou até mesmo de  "queimar vasinhos" é um procedimento médico realizado para o tratamento de vasos sanguineos dilatados ou mal formações, ou seja varizes nos mais diversos tamanhos. Na maior parte dos casos tem o objetivo estético, porém também é utilizado como tratamento da doença.
Um liquido, espuma, laser ou termocoagulador é utilizado como esclerosante, injetado ou aplicado sobre a veia, causando uma alteração nas células do vaso fechando-o. Quando o liquido ou espuma continua na circulação e atinge vasos maiores é diluido pelo sangue e perde seu efeito. O laser funciona apenas em um comprimento de onda, ou seja, ele possui um alvo, no caso a hemoglobina das células vermelhas. Ao atingir a hemoglogina, aumenta a temperatura local, a ponto de ebulição, fechando o vaso por causa do calor.

Como é feita a escleroterapia ?

É um tratamento sem necessidade de cirurgia, e, portanto, feito em consultório. Os "vasinhos" são tratados com a aplicação de medicamentos esclerosantes nas veias alteradas, obstruindo o fluxo sanguineo. Essas veias doentes não são necessárias para a circulação, o sangue busca veias mais saudáveis para percorrer. Ao obstruir os vasinhos vermelhos, o aspecto estético das pernas melhora.
A escleroterapia será eficaz e não deve ser feita quando os vasinhos estão conectados as veias varicosas, suas nutridoras. Nesses casos, a microcirurgia deve ser indicada. O especialista capaz de identificar o problema e indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular.

O tratamento é doloroso?

Geralmente a dor é pequena ou ausente, com boa tolerância dos pacientes e minimizada com uso da termoanestesia, ou seja, diminuição da temperatura da pele. O frio diminui a sensibilidade à dor, e é aplicado com um jato de ar gelado.
 

Qual técnica de escleroterapia devo escolher?

A escleroterapia pode ser realizada com injeções, termocoagulação e laser. A escleroterapia quimica, conhecida como "aplicação" utiliza um líquido concentrado, o esclerosante que é injetado por microagulhas dentro dos vasinhos. O líquido mais utilizado é a glicose por sua segurança e eficácia. A glicose é aplicada congelada, próximo de 30 graus negativos. Nessa temperatura sua viscosidade aumenta, a dor diminui e a eficácia aumenta, essa técnica é chamada de crioescleroterapia. Na escleroterapia com espuma injeta-se, o polidocanol, substância esclerosante que já foi estudada como anestésico, em forma de espuma. A espuma apresenta densidade menor, mantém contato com a parede do vaso por mais tempo, empurrando o sangue, sendo mais eficaz em vasos maiores. A escleroterapia com laser elimina os vasinhos pela ação física da luz e calor
nas teleangiectasias. Cada técnica tem sua indicação e o cirurgião vascular é o especialista recomendado para escolher o melhor tratamento. As vantagens e desvantagens de cada técnica devem sempre ser consideradas, sabendo que não existe técnica perfeita, e sim, a melhor técnica para cada diferente vaso.

Qual o tempo de recuperação e os cuidados?

Após as sessões de escleroterapia pode-se ter vida normal, podendo voltar ao trabalho na mesma hora.
É muito importante que o paciente siga as orientações de pós escleroterapia do especialista, que podem variar de acordo com a técnica utilizada e calibre de veia tratada. O cirurgião vascular irá lhe dizer quando você pode retornar as atividades físicas, período sem tomar sol, uso de meias elásticas, cremes ou remédios necessários.

Vasinhos voltam?

A recidiva pode ocorrer, pois tratamos a consequencia, e não a causa da doença. Quando completa e corretamente tratada é normal a recidiva parcial em 1-3 anos, variando com o paciente e sua doença. A parte genética da doença ainda não tem cura, mas quando a insuficiência venosa é tratada, a velocidade de aparecimento de novos vasinhos e varizes diminui muito.

E os vasinhos do rosto e de outras partes?

As causas podem ser outras, porém o tratamento é semelhante. No rosto, o tratamento com laser ou termocoagulação é o mais eficaz.

Quantas sessões são necessárias?

O número varia muito entre os pacientes. Impossível precisar, dependendo da quantidade de vasos, expectativa de melhora, resposta ao tratamento, tolerância à dor, assiduidade e adesão às orientações pós escleroterapia. Alguns vasos desaparecem, outros diminuem e outros não respondem. Por isso é necessário novas sessões. Os intervalos entre as sessões devem ser em média de 15 dias.     

Efeitos colaterais esperados:
Ardência, coceira leve no local durando 12-24hs, pequenos hematomas por 3-15 dias
Efeitos colaterais indesejáveis:
Alergias, coágulos nos pequenos vasos (que devem ser puncionados), hiperpigmentação local (rara), ulceração (rara)

CUIDADOS GERAIS
Não queimar-se ao sol até o desaparecimento completo dos sinais (15-45 dias) e utilizar protetor solar;
Depilação, Massagem, Atividade Física são permitidos após 12-24 hs;
Faixas elásticas e meias elásticas - em caso de veias maiores podem ser necessárias e devem ser aplicadas pelo médico ao término da sessão e utilizadas por 1-6hs, não sendo necessário dormir com elas.

 

Veja entrevista como Dr Alexandre Amato:

 

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Safenectomia ou ponte de safena?

Vascular Pro - sex, 09/02/2016 - 15:50

Com cirurgia safenectomia (safenectomia) e o laser das safenas, como fica a situação quando precisa-se de uma ponte de safena?
 
A cirurgia de ponte de safena consiste na utilização da veia safena das pernas em outro lugar, mais frequentemente no coração, para substituir uma artéria entupida por aterosclerose. Então, o receio de se retirar a veia ou fazer o laser na safena para o tratamento de varizes é justificado. Como a veia safena magna é considerada o melhor substituto arterial, e pode ser usada em vários locais, a retirada dela impede seu uso futuro.  Apesar disso, a evolução de outras técnicas de tratamento permitiu o desenvolvimento de alternativas muitas vezes melhores.
Mas como é feito o tratamento das varizes se essa veia é tão importante?
Inicialmente, para as cirurgias cardíacas, técnicas alternativas de angioplastia e stents substituíram grande parte dos casos onde a ponte de safena era necessária. É um procedimento menos invasivo e com menos riscos. Além disso, safenas doentes já não eram utilizadas por não serem bons substitutos arteriais e a artéria mamária também pode ser utilizada. Na eventualidade de ainda precisar de um substituto venoso, outras veias do corpo ainda podem ser utilizadas, como as safenas parvas e as veias do braço.
Ou seja, veias doentes não são utilizadas para a cirurgia de ponte de safena, podem e devem ser retiradas em caso de insuficiência venosa. As técnicas tanto tradicional quanto o laser inutilizam a veia para uso futuro.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: vasculararterialvenosopergunta
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Laser e Luz Intensa Pulsada

Vascular Pro - sex, 08/26/2016 - 15:53

Uma das tecnologias mais recentes e interessantes para o tratamento de telangiectasias e veias varicosas é o tratamento com laser. O mundo fica fascinado com o uso do laser na medicina, parece que o laser consegue apagar vários problemas médicos com o apertar de um botão, mas você já se perguntou o que o laser realmente é?
Sabe-se que a luz do sol é composta por várias diferentes cores de luz, se você olha essa luz solar através de um prisma você verá um efeito muito interessante que é quando um pequeno raio de luz é dividido nas diversas cores do arco-íris, sendo que cada cor do arco-íris é criada por uma luz de um diferente comprimento de onda.
Cada comprimento de onda permite que a luz penetre em uma profundidade bem particular do nosso corpo, atingindo diferentes tecidos. O termo LASER é um acrônimo que significa: amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. Os lasers são uteis na medicina porque comprimentos de ondas individuais de cada luz podem ser focadas em um tecido particular e a radiação dessa luz irá esquentar e destruir somente esse tecido num processo chamado de termólise seletiva. Com esse conhecimento o campo do laser na medicina nasceu e lasers são então utilizados de várias maneiras, incluindo a destruição de células do sangue abaixo da pele, esticando a pele ao estimular a produção do colágeno ou aquecendo os folículos pilosos para remover pelos indesejáveis.
Alguns comprimentos de onda da luz de laser afetam as células sanguíneas, mas não a pele ou cabelo, outros lasers podem destruir pêlos, mas não células do sangue e a pele.
Luz Intensa Pulsada
A luz intensa pulsada é uma alternativa para o laser convencional e pode ser usada para tratar telangiectasias e veias varicosas de um modo similar. A diferença entre a terapia com laser e a luz intensa pulsada no tratamento das telangiectasias e veias varicosas é descrita abaixo.
Os especialistas em veias utilizam o laser de duas maneiras diferentes: para destruir as telangiectasias e veias reticulares visíveis embaixo da pele ou para destruir vasos mais profundos com o laser através de uma fibra ótica dentro dessa veia e então tratar a veia por dentro, fazendo com que eles se fechem. Tratamentos estéticos com laser são relativamente fáceis de fazer, mas requerem uma quantidade de planejamento, experiência, técnica, e responsabilidade muito grande, depois de uma ampla avaliação das telangiectasias e das veias reticulares abaixo da sua pele, o cirurgião vascular vai determinar qual das veias deve ser tratada com laser e qual laser irá servir melhor para determinado tamanho e localização de veia.
Telangiectasias e veias reticulares, normalmente requerem lasers com comprimentos de onda diferente, se você é propenso a hiper ou hipo-pigmentação que é a descoloração da pele ou a coloração com outros tons, seu especialista em veias pode recomendar um tratamento com cremes antes, se usado com antecedência isso pode prevenir a complicação chamada como hiper-pigmentação pós inflamatória, pergunte para o seu cirurgião vascular, se é indicado no seu caso. Seu tom de pele o uso de alguns medicamentos que aumentam a sensibilidade ao sol e o nível de atividade pode influenciar na decisão de usar um clareador de pele tópico.
Durante a sessão com tratamento com laser o cirurgião vascular irá direcionar o raio do laser sobre as áreas das veias indesejadas, o raio do laser vai ativar em milissegundos pulsos de luz que são detectados como flashes de luz, os pacientes necessitam usar óculos protetores para prevenir dano nos vasos sanguíneos dentro dos nossos olhos, os flashes do laser são sentidos na superfície da pele, a maior parte dos pacientes comparam a sensação como um estalar de um elástico na pele seguido de uma pequena queimação ou coceira, a superfície da pele fica vermelha e edemaciada na maior parte dos casos. O laser para tratamento estético de veias pode ser altamente efetivo se não houver insuficiência venosa associada. A associação com a crioanestesia, ou seja, a anestesia pelo frio não só protege a pele dos danos térmicos, como também diminui a sensibilidade a dor. A associação do laser com a escleroterapia e a crioanestesia, o CLaCs é técnica minimamente invasiva para tratamento das veias reticulares e teleangiectasias evitando a cirurgia.
Pacientes podem necessitar múltiplas sessões para limpar as áreas das veias indesejadas, a maior parte dos cirurgiões vasculares concordam que o tratamento das telangiectasias deve ser feito durante a vida toda  e que tratamentos adicionais em intervalos regulares durante a fase adulta, seu cirurgião vascular também pode recomendar o uso da luz intensa pulsada para o tratamento das veias superficiais, a luz intensa pulsada ou IPL, é um tratamento similar ao laser na ação e efeito, na prática ambos, o laser e o IPL, podem eliminar efetivamente as telangiectasias da pele.
Pergunte para o seu cirurgião qual o melhor laser ou IPL para você. Outra área muito interessante do uso do laser na medicina é conhecido como termoablação endovenosa por laser, essa técnica usa um laser especializado e fibras óticas para colapsar e destruir as veias mais profundas da perna e coxa. Assim como laser transdérmico para tratar telangiectasias e reticulares a termoablação por laser endovenoso é usado para aquecer e destruir veias bem especificas que tenha as válvulas não funcionantes, ao destruir essas veias com as válvulas danificas a circulação venosa melhora e o retorno do sangue é facilitado.
 
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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