Medicina

A próstata e a infertilidade masculina

Fertilidade - sex, 01/13/2017 - 17:14
Próstata

e a Reprodução Humana

A próstata é uma glândula do corpo humano, formada por várias zonas distintas, cuja secreção é associada ao líquido seminal.

A zona central, é por onde o esperma passa para a uretra, ao redor dos canais ejaculadores;
A zona de transição é a área onde ocorre o aumento benigno tão comum chamado de hiperplasia benigna da próstata;
A zona periférica é a área onde mais frequentemente se originam os tumores malignos (câncer);
A zona ou estroma fibromuscular anterior consiste na parte não glandular, composto por tecido muscular e fibroso.

Sua base está encostada na bexiga urinária e a primeira parte da uretra perfura a próstata longitudinalmente no seu centro. Por isso quando com hiperplasia dificulta a micção.

A função principal da próstata na reprodução humana é produzir e armazenar um liquido incolor e ligeiramente alcalino (pH 7.29) que constitui de 10 a 30% do volume do fluido seminal, que juntamente com os espermatozóides forma o sêmen. As enzimas e o antígeno prostático específico (PSA) são importantes para manter o esperma líquido, de modo que possa fluir adequadamente e ajudando no movimento adequado dos espermatozoides. Portanto, a próstata é um coadjuvante importantíssimo na fertilidade masculina.

As principais doenças que atingem a próstata são a hiperplasia prostática benigna, a prostatite e o câncer de próstata.

Correlação da próstata com a infertilidade masculina:

  • Prostatite: A prostatite é a segunda principal causa de infertilidade masculina. A prostatite é mais comum em homens com menos de 50 anos e, normalmente, é causada por bactérias (Escherichia coli, a mesma que causa as infecções urinárias). Aparece como uma dor na região genital e dor para urinar, aumento da frequência de idas ao banheiro e febre. Pode ser também uma doença crônica (que dura alguns meses) e que se manifesta com uma dor pévica (na bacia), disfunção erétil, presença de sangue no sêmen entre outras coisas. Às vezes a dor inomoda tanto que pode dificultar ou impedir o exame físico realizado pelo médico urologista. Para se fazer o diagnóstico, além da história do paciente e do exame físico, são importantes o exame de urina e a procura de bactérias no sêmen. A presença da infecçãopode ocasionar diminuição na produção e qualidade do líquido produzido pela próstata, o que pode acabar dificultando a reprodução. A prostatite pode levar também à ejaculação precoce e a dificuldades com a ereção, causas secundárias de infertilidade. O tratamento com antibióticos e anti-inflamatórios costuma melhorar a eventual disfunção sexual e a infertilidade provocada pela prostatite, mas deve ser acompanhada por médico especialista. O retorno da fertilidade vai depender de qual o estágio em que se encontra a doença - ela pode ser aguda ou evoluir para crônica. Em alguns casos de prostatite crônica, o homem desenvolve um distúrbio chamado de azospermia (falta de espermatozoides no sêmen). Isso acontece quando a infecção crônica obstrui as vias da próstata e impede o encontro do espermatozoide com o líquido seminal. Nesse estágio o homem vai conseguir engravidar sua parceira com o auxilio das técnicas de reprodução assistida: punção ou biópsia nos testículos.
  • Câncer de próstata: Tratamento para câncer de próstata pode causar efeitos colaterais que incluem a infertilidade. O câncer de próstata não tem relação direta com a fertilidade. Porém, a quimioterapia e radioterapia comprometem a fertilidade do homem. Nessa situação deve-se considerar a possibilidade do congelamento de sêmen, que pode ajudar a realizar o desejo de ter um filho. Independente da idade, e da origem do câncer, o homem deve considerar o congelamento, feito em clínica de reprodução humana.

Tratamentos de infertilidade masculina relacionadas com a próstata (direta ou indiretamente):

masculinopróstataanatomia
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Os tratamentos para engravidar em tempos de Zika.

Fertilidade - qui, 01/12/2017 - 22:52
Zika virus

e o tratamento para engravidar

Atualmente, a maior preocupação de gestantes e obstetras é a infecção pelo Zika Vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegipty, podem causar alterações no desenvolvimento do feto de acordo com a época gestacional em que ocorre de variados graus, a mais em evidência, a microcefalia.

A recomendação das autoridades é que se previna a gravidez em tempos de Zika. Porém é uma decisão do casal de ter ou não o filho neste momento, o papel do médico é orientá-la dos riscos e se a decisão for engravidar de orientar a prevenção a infecção.

Mulheres acima de 35 anos com desejo reprodutivo, esperar 2 anos ou mais tem impacto direto na qualidade e quantidade de seus óvulos podendo baixar sua capacidade reprodutiva. O bom senso deve ser levado em conta de acordo com a idade da mulher, desejo reprodutivo e a aréa aonde se vive, se é endêmica.

A orientação as gestantes é que usem roupas claras que cubram todo o corpo, uso de repelente até 3 vezes ao dia e previnam a proliferação do mosquito em torno de si.

 

Leia também:

zikavirusinfecçãogestação
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A bolsa escrotal e a infertilidade

Fertilidade - qua, 01/11/2017 - 11:56
Escroto

e a Infertilidade

O escroto ou bolsa escrotal é uma bolsa feita de músculo e pele onde estão contidos os testículos, epidídimo e a primeira parte dos ductos deferentes; órgãos indispensáveis quando falamos de fertilidade, infertilidade e reprodução humana, afinal, fazer um bebê precisa de conteúdo genético do homem e da mulher.

Cada conjunto desses órgãos (direito e esquerdo) ocupa um compartimento completamente separado do outro, já que o escroto é subdividido em duas partes por um septo, que superficialmente se corresponde a uma rafe cutânea, a linha rugosa mediana.

Fatores masculinos relativos à bolsa escrotal que determinam a infertilidade:

  • Criptorquidia – ou testículos que não desceram: em alguns casos após o nascimento, os testículos permanecem no interior do abdômen, que poderá levar à infertilidadea longo prazo. Se a descida dos testículos não ocorrer espontaneamente, este problema deverá ser corrigido através de cirurgia realizada ainda na infância.
  • Torção dos testículos: é um problema emergencial e pode causar infertilidade posteriormente.
  • Varicocele: dilatação das veias que ficam em volta sos testículos provocando um defeito valvular dessas veias. Acredita-se que esta alteração causa aumento da temperatura local prejudicando a produção dos espermatozoides. Embora muitos nunca tenham ouvido sequer falar na varicocele, é a principal causa de infertilidade masculina, pois associa-se a alterações na produção e qualidade dos espermatozoides.
  • Infecções: Infecções do trato genital (próstata, epidídimo ou testículo), podem causar a infertilidade. As infecções por clamídia, muitas vezes assintomáticas, têm sido uma das responsáveis pelo aumento das causas de infertilidade nos últimos anos e, por isso, merece atenção especial. Histórias de caxumba depois da puberdade são também muito importantes, porque até 30% dos homens poderão ter diminuição da produção de espermatozoides. A vacinação precoce ajuda a resolver este problema.

Tratamentos relacionados à bolsa escrotal:

homemanatomia
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O útero

Fertilidade - ter, 01/10/2017 - 19:22
Útero

O útero é um dos principais órgãos femininos pertencente ao aparelho reprodutor, juntamente com os ovários. Possui como função principal receber, implantar e abrigar os embriões, além de ser o responsável pela propulsão do feto no momento do parto, por meio de suas contrações. Nas clínicas de reprodução humana, o útero recebe o embrião de forma artificial, mas ele ainda tem que implantar e abrigar o embrião.

Durante a gravidez, o útero aumenta de tamanho e o feto se desenvolve em seu interior. 

Uma de suas extremidades, o cérvix, se abre na vagina; enquanto a outra é conectada às duas tubas uterinas (trompas de Falópio).

O útero é um órgão oco, impar (temos somente um) e mediano (está no meio do abdome), em forma de uma pêra invertida, achatada no interior da cavidade pélvica. O útero está situado entre a bexiga urinaria (armazena a urina), que esta para frente, e o reto, que esta atrás.

Possui parede grossa e composta por três camadas: a serosa (constituída por mesotélio e tecido conjuntivo) ou  adventícia (formada por tecido conjuntivo sem revestimento de mesotélio), o miométrio (espessa camada de músculo liso) e o endométrio (ou mucosa uterina).

O miométrio é a parede mais espessa do útero, sendo composta fibras musculares separadas por tecido conjuntivo. Durante o período gestacional, o miométrio passa por um grande crescimento devido à hiperplasia e hipertrofia das fibras musculares. Durante essa fase, muitas dessas células musculares lisas adquirem características de células secretoras de proteínas e sintetizam ativamente colágeno, cuja quantidade aumenta significativamente no útero. Após a gravidez, há degeneração de algumas células musculares lisas, diminuição do tamanho de outras e degradação enzimática de colágeno. Após o parto, o útero reduz seu tamanho para as dimensões aproximadas de antes da gravidez.

O endométrio consiste em um epitélio e uma lâmina própria que contém glândulas tubulares simples que às vezes se ramificam nas porções mais profundas. Pode ser dividido em duas camadas: a camada basal que é mais profunda, e a camada funcional, formada pelo restante do tecido conjuntivo da lâmina própria. Enquanto a camada funcional sofre grandes mudanças durante o período menstrual, a basal permanece quase inalterada.

Os vasos sangüíneos que nutrem o endométrio são muito importantes para o fenômeno da menstruação

Causas de infertilidade relacionadas ao útero:

  • Ausencia do útero. A cirurgia de retirada do útero é a histerectomia, e é grande causa de infertilidade no mundo atual.
  • Mioma. A falta de planejamento no tratamento dos miomas, por exemplo, pode levar a histerectomias desnecessárias. Existem técnicas menos invasivas, como a embolização dos miomas que preserva melhor a fertilidade.
  • Endometriose A endometriose é doença ginecológica caracterizada pela presença de fragmentos do endométrio fora de sua localização normal.  Estudos mostram que 50% das mulheres com endometriose têm problemas de fertilidade. A outra metade, não. Os problemas podem ser: alteração na ovulação, alteração das trompas (entupimento), deficiência no transporte do óvulo fecundado, dificuldade de fertilização do óvulo e dificuldade de aderência do óvulo fecundado.
  • Má formação uterina.  (útero didelfo, útero infantil)

Tratamentos de infertilidade relacionados ao útero:

  • Inseminação intrauterina. É um dos tipos da reprodução assistida. Consiste na injeção de espermatozoides vivos dentro do útero, geralmente 36 horas após a ovulação. Pode ser utilizada em casos de distúrbios da ovulação, de muco cervical hostil e endometriose leve (sem obstrução das trompas). É recomendada quando a causa da infertilidade é indeterminada. Apresenta uma taxa de 60% de chance de gravidez, após três ciclos.
  • Transplante uterino. Planejado (e esperado) como alternativa para a histerectomia. Em fevereiro de 2016 os Estados Unidos realizaram o primeiro transplante de útero, que teve complicações no pós operatório e teve que ser removido. Veja na Cleveland Clinic.

 

Leia mais:

anatomiaútero
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Aneurisma da Aorta Abdominal

Vascular Pro - qui, 01/05/2017 - 16:40

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, significa que está buscando informação de qualidade em cirurgia vascular. Você chegou ao Vascular.Pro, equipe médica especializada em cirurgia Vascular, Angiologia, Endovascular e Ecografia Vascular.

Introdução:

A Aorta é a maior artéria do nosso corpo, recebe todo o sangue que o coração bombeia a cada batimento e o distribui para todos os órgãos e tecidos do nosso corpo. Daí a sua importância. Para isto, entretanto este órgão precisa se acomodar a uma grande pressão e inúmeras forças que agem em seu interior.

Instalação da doença:

Após longos anos recebendo essa pressão, a aorta pode se fragilizar e ocorrer mudanças em sua estrutura, vindo a se dilatar como um balão. Quando esse aumento do diâmetro é superior a metade do tamanho normal ou esperado para aquela determinada região, isto é chamado aneurisma. Ocorre geralmente após os 50 anos e está muito ligado à outros problemas de saúde como a hipertensão arterial, o tabagismo e também existe um componente familiar muito importante. Irmãos ou filhos de portadores desta doença tem um risco oito vezes maior de desenvolvê-la.

O primeiro grande problema reside no fato da dilatação da aorta ser acompanhada de um enfraquecimento de sua estrutura, o que juntamente e com à alta pressão interna, aumento o risco de uma ruptura. Nesse caso, o sangramento geralmente é muito grande. Oito em cada dez pacientes com uma ruptura da aorta não sobrevivem devido ao sangramento interno. Uma parte da aorta, seu início, está localizada no tórax, e sua porção mais distal no abdome. A grande maioria dos aneurismas da aorta ocorre na sua porção abdominal.

Diagnóstico:

O segundo problema consiste no fato do aneurisma se instalar silenciosamente, não apresentando sintomas até geralmente estar muito grande. O diagnóstico costuma ser ao acaso, durante o exame abdominal realizado por um médico devido a outros motivos (consulta de rotina, check-up) ou em consequência de um exame de imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância) solicitado para investigação de outras doenças. Alguns fatores podem dificultar a identificação de um aumento da aorta no exame físico, o mais frequente destes é o excesso de peso. Uma vez feita a suspeita de um aneurisma, um exame de imagem específico se faz mandatório. O ultrassom abdominal (que pode incluir o Doppler) geralmente é suficiente para confirmar ou descartar a presença da dilatação na aorta, fornecendo os dados principais como diâmetro e extensão do aneurisma no abdome. Quando o aneurisma for grande ou extenso demais, geralmente exames com maior grau de definição como a angiotomografia ou a angiorressonância podem fornecer mais detalhes que terão grande relevância na decisão e planejamento de uma eventual correção dessa doença.

Qual o tratamento do AAA?

O tratamento do aneurisma da aorta depende de alguns aspectos, mas o principal é o seu diâmetro no ponto de maior dilatação. De forma geral, no sexo masculino um diâmetro maior que 5,5 cm e no feminino maior que 5,0 cm indicam a necessidade da eliminação desse aneurisma. Aneurismas menores que 4 cm, de forma geral, podem ser apenas vigiados por meio de um ultrassom abdominal anual ou semestral, por terem um risco de ruptura mais baixo. Faz parte do acompanhamento clínico dos portadores de aneurismas pequenos o controle dos fatores de risco como a hipertensão, o tabagismo e os níveis elevados de colesterol que podem de alguma forma interferir, acelerando o crescimento e aumentando o risco de ruptura do aneurisma. A correção de um aneurisma não é isenta de complicações – 1 a 6% dos pacientes podem apresentar problemas graves durante o procedimento de correção e até morte. Os principais agravantes dessa situação são doença cardíaca prévia, mal funcionamento dos rins, doença pulmonar (que pode ser decorrente do cigarro) e a idade avançada. Entretanto como a mortalidade passa dos 80% no caso de uma ruptura, e acima dos diâmetros limite previamente citadas há uma chance maior de 40% ao ano de ruptura, é fácil perceber uma clara vantagem na realização dessa correção fora de uma situação de urgência. Essa correção pode ser feita basicamente de duas formas, O método conhecido a mais tempo é a chamada cirurgia convencional, onde utilizando uma incisão abdominal (um corte na parede abdominal), faz-se a troca do segmento doente por uma prótese artificial. Como vantagens deste método, podemos citar a durabilidade no médio e longo prazo e a menor necessidade de vigilância do procedimento, A segunda forma de intervenção, mais recente, ocorre por via endovascular onde através do cateterismo das artérias femorais, coloca-se uma endoprótese que isola internamente o segmento da aorta doente, sem retirá-lo. Como vantagens, podemos observar uma recuperação mais rápida devido ao menor impacto inicial do procedimento que dispensa uma incisão cirúrgica. Ambas técnicas têm suas indicações e vantagens, bem como suas contraindicações e limitações técnicas. A utilização de uma ou outra é uma escolha extremamente particularizada, dependendo de uma série de características do aneurisma e do próprio doente.

Dica:

Se você tem parentes de primeiro grau com diagnóstico aneurisma da aorta ou tem mais de 60 anos e apresenta os fatores de risco citados, converse com seu vascular. Ele é um especialista que tem o conhecimento sobre técnicas de investigação e de tratamento dessa doença e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.

Para saber mais sobre essa e outras doenças vasculares consulte os outros textos desta série do Vascular.pro

Leia tambem:

Tags: artériaarterialaortadica
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10 artigos mais lidos sobre vascular: retrospectiva 2016

Vascular Pro - seg, 12/26/2016 - 21:21

2016 será mais um ano que ficará na história da equipe Vascular.pro e Instituto Amato. Foi um ano que deixou sua marca, com muitas dificuldades, mas também com muitas vitórias: visitamos a Mayo Clinic após receber prêmio internacional do SVS e visitamos também serviço de Vascular no Japão, também com prêmio internacional da sociedade japonesa de cirurgia, publicamos 2a edição de nosso livro "Procedimentos Médicos", curso de OsiriX voltou a funcionar, vários artigos científicos publicados e aceitos para publicação, viajei o Brasil divulgando a técnica de cirurgia de varizes com laser e anestesia local, e muito mais.

Para nosso site não foi diferente. Mais de 959.000 visitas ao nosso conteúdo, 21191 curtidas no Facebook (curta você também), com avaliação 4,5 estrelas. Sempre buscando a melhor informação em angiologia e cirurgia vascular para você.

Os artigos mais lidos em 2016 foram:

  1. Aplicação e Escleroterapia
  2. Cirurgia de Varizes com Laser
  3. Como é o pós-operatório da cirurgia de varizes?
  4. O que é derrame?
  5. Indicações de cirurgia vascular de carótidas
  6. Qual a melhor técnica para tratamento dos vasinhos? Glicose, crioglicose, polidocanol, espuma ou laser?
  7. TEP, o que é isso?
  8. Dor nas pernas: pode refletir um problema vascular?
  9. Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)
  10. A cirurgia de varizes

 

Os artigos onde os usuários dedicaram mais tempo lendo foram:

 

Se você ainda não leu, não perca a chance de ler os artigos vencedores.

Desejamos a todos muita saúde e muitos bebês em 2017.

 

Equipe Vascular.pro

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10 Artigos mais lidos sobre infertilidade. Retrospectiva 2016

Fertilidade - seg, 12/26/2016 - 21:01
Retrospectiva

Reprodução humana

2016 será mais um ano que ficará na história da equipe Fertilidade.org. Depois de tantos bebês colocados no mundo, temos que meditar nesse período do ano e traçar a rota que será seguida em 2017, sempre com o objetivo de ajudar mais mulheres a se tornarem mamães. Foi um ano que deixou sua marca, com muitas dificuldades, mas também com muitas vitórias. 
Para nosso site não foi diferente. Mais de 309.764 visitas ao nosso conteúdo, 6162 curtidas no Facebook (curta você também), com avaliação 4,1 estrelas. Sempre buscando a melhor informação em reprodução humana para você.
Os artigos mais lidos em 2016 foram:

  1. Calculadora de Fertilidade
  2. Como o esperma chega ao óvulo
  3. Calculadora Gestacional
  4. O processo do tratamento da fertilização in vitro (FIV)
  5. Convênios e o tratamento de reprodução humana
  6. Os principais tratamentos para infertilidade
  7. Idade e a Fertilidade feminina
  8. Inseminação artificial
  9. Fertilização in vitro (FIV)
  10. Congelamento de óvulos

Os artigos onde os usuários ficaram mais tempo lendo foram:

Se você ainda não leu, não perca a chance de ler os artigos vencedores.

Desejamos a todos muita saúde e muitos bebês em 2017.

 

Equipe Fertilidade.org

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Informações Urgentes sobre o Zika Vírus e o Tratamento de Fertilidade

Fertilidade - sab, 12/24/2016 - 11:46
Querendo engravidar?

E também querendo viajar?

Se você está tentando engravidar, especialmente através do tratamento de fertilidade, você pode estar considerando umas férias durante as festividades. Muitos programas de fertilidade fecham seus laboratórios (usados para coletas e transferências de Fertilização In Vitro, criopreservação, descongelamento de embriões e mais) por um curto período e por isso pode parecer um momento perfeito para descansar.

As preocupações sobre o Zika vírus são reais e complexas. A informação também está mudando rapidamente e mais informação é acumulada diariamente. Gravidez, viagem e sexo são aspectos que precisam ser considerados quando se trata desta perigosa infecção. As informações mais atualizadas sobre o Zika que você pode encontrar é do Centro de Controle de Doenças (CDC Americano) e da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e você deve cuidadosamente verificar aqui quando estiver planejando uma viagem.

Preocupações sobre o Zika Vírus ao Planejar uma Viagem

Se você estiver em qualquer estágio do planejamento familiar, incluindo os seguintes estágios - pensando em engravidar, possivelmente grávida, planejando engravidar, tentando engravidar ou possivelmente grávida acidentalmente, confira o website da FEBRASGO e CDC e considere falar com os seus médicos também. Se você está em tratamento de fertilidade, mesmo fora do ciclo (não atualmente em um tratamento de fertilidade mas planejando um ciclo de tratamento no futuro), você precisa ser ainda mais diligente. Para onde você vai viajar, quando você vai viajar, a quem você estará exposta, onde você vive - todas essas coisas precisam ser consideradas. Esses fatores são complicados e enquanto há muitos aspectos do Zika que são compreendidos, existem muitos que ainda são relativamente desconhecidos. O que se sabe é que os efeitos em uma gravidez que é exposta ao Zika são significantes. Não há nada a fazer além de ter muita cautela com essa infecção. Planeje suas férias e, enquanto você estiver fazendo isso, mantenha aberto o website do CCD para comparar as observações.

 

Como a infecção pelo vírus Zika é transmitida?
O vírus Zika é transmitido por meio da picada de mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite o vírus da dengue e o vírus Chikungunya. Por esse motivo, as medidas de prevenção e controle são as mesmas já adotadas contra a dengue e para o Chikungunya. Por esta razão, se evitar a multiplicação do mosquito eliminando os locais em que ele prolifera evita-se a infecção por estes três vírus. Na realidade esta é a única forma efetiva de controlar estas infecções.

Existe tratamento contra a infecção pelo vírus Zika?
Apenas tratamento sintomático, não havendo tratamento específico contra o vírus Zika. O tratamento sintomático baseia-se no uso de acetaminofen (paracetamol) para febre e dor, conforme orientação médica. Não está indicado o uso de ácido acetilsalicílico e drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como ocorre com a dengue. Orienta-se procurar o serviço de saúde e clínica médica para condução adequada. 

Como posso evitar ser infectada pelo vírus Zika?
Visto que o vírus Zika chega ao nosso organismo por meio da picada pelo Aedes aegypti é possível evitar a infecção pelo vírus Zika evitando a picada do deste mosquito. A melhor forma de evitar a infecção é controlar a proliferação do mosquito, mas se elas falham, devemos evitar a picada. As formas de evitar a picada consistem na proteção da pele, deixando o mínimo de pele exposta. Na pele exposta, proteger com repelente. Se usar tecido muito fino ou de trama larga, aplicar o repelente por cima do tecido. De forma geral, os repelentes naturais não são eficientes.

Grávida pode usar repelente?
Sim, a grávida pode usar alguns repelentes não naturais. Normalmente, eles trazem a informação se podem ou não serem usados em gestantes em suas embalagens. Os mais indicados são à base de “Icaridina”, nome comercial “Exposis®”, com tempo de ação que pode durar até 10 horas. Também podem ser utilizados o “DEET”, nome comercial “Off Repelex®”, (concentração de 15%) e o “IR3535”, nome comercial “Loção antimosquito Johnson®”. Cuidado para evitar o contato com olhos, boca e nariz. Os repelentes que funcionam quando são ligados na “tomada de luz elétrica” podem ser utilizados desde que estejam a mais de dois metros da gestante.

 

Veja mais:

zikaalertadica
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Autismo, Infertilidade e Procedimentos de Fertilização In Vitro – "Não há Risco Associado de Autismo"

Fertilidade - qua, 12/21/2016 - 11:41
Autismo

e a Fertilização in Vitro (FIV)

Se você já se perguntou se e como os procedimentos do tratamento de fertilidade afetam o embrião, que esperamos que se torne um bebê, aqui estão algumas respostas, pelo menos quando se trata de autismo. Dra. Juliana Amato, Diretora da Clinica de Reprodução Humana, dissipa a maioria dos medos que os procedimentos de fertilização in vitro FIV podem adicionar ao risco de autismo. Fale com um dos especialistas em fertilidade do Centro de Medicina Reprodutiva  para saber mais sobre tratamento de fertilidade e riscos de autismo.

FIV e Autismo – Quais são os Riscos?

Quais procedimentos de FIV parecem aumentar o risco de autismo?

Dra Juliana: A grande notícia é que esse novo estudo não encontrou nenhum risco de autismo associado com a grande maioria dos procedimentos de FIV. A única exceção foi a obtenção cirúrgica de esperma. Mesmo nela, o aumento global do risco foi modesto e desapareceu completamente quando os pesquisadores excluíram gravidezes que resultaram em prematuros ou nascimentos múltiplos (gêmeos, trigêmeos, etc.).

Nós sabemos, por estudos anteriores, que a idade da mulher, prematuros e nascimentos múltiplos podem levar à um aumento do risco de autismo, independentemente se eles resultam de uma concepção natural ou de uma FIV. Aqui estamos considerando a FIV.

O que podemos fazer com essa nova informação sobre o risco de autismo e a extração cirúrgica de esperma?

Dra. Juliana: Você pode querer compartilhar essas descobertas com o seu médico como parte de uma maior discussão sobre riscos. Se você está considerando FIV com obtenção cirúrgica de esperma, você provavelmente passou por rodadas e rodadas de exames e tratamentos. Da minha perspectiva, o modesto risco de autismo é compensado pela enorme vantagem de ter um filho. Mas converse com o seu médico especialista em infertilidade. Ele ou ela podem ter conselhos específicos para a sua situação. Por exemplo, você pode querer considerar o histórico de autismo da sua família ou os resultados de quaisquer testes genéticos que você tenha feito quando você começou o tratamento de fertilidade. Importante, siga os conselhso do seu médico para manter uma gravidez saudável. Vá para suas consultas de pré-natal regularmente, e tome as suas vitaminas conforme orientado pelo seu obstetra.

Enquanto o autismo é certamente um diagnóstico com o qual se pode viver, saber que a Fertilização In Vitro pode aumentar o risco não era a notícia que queríamos ouvir. Assim como podemos diminuir a transmissão de genes difíceis através do Diagnóstico Genético Pré-Implantação (PGD/PGS), é maravilhoso saber que nós não estamos aumentando as chances de autismo ao mesmo tempo.

 

 

Artigo citado: Cedars MI. In Vitro Fertilization and Risk of Autistic Disorder and Mental Retardation. JAMA. 2013;310(1):42-43. doi:10.1001/jama.2013.7223

autismoartigocomentário
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O Processo de Fertilização In Vitro: Um Passo de Cada Vez

Fertilidade - ter, 12/20/2016 - 13:35
Passo a Passo da FIV

Fertilização in Vitro

Como prometido, escrevemos mais uma versão das instruções passo a passo de um ciclo de FIV (fertilização in vitro). Digo que é uma nova versão pois colocamos um aspecto diferente, com um pouco de humor e com ênfases em outros pontos de vista. Outro médico pode explicar o processo de maneira ligeiramente diferente, e cada um dos estilos tem o seu próprio mérito. Este maravilhoso texto torna a leitura mais animada e, ao menos, divertida.

Compreendendo o processo de FIV  (Ciclo de Fertilização in Vitro) ainda melhor do que antes.

No Centro de Reprodução Humana (Fertilidade.org) nós reconhecemos o quão estressante é para você, nossa paciente, se submeter à um ciclo de Fertilização In Vitro. Infelizmente, nós não podemos tirar o seu estresse completamente. Nós podemos ajudar você a resolver essa tarefa com a mente tranquila, com um bom plano, e com o conforto de saber que você tem uma equipe de apoio torcendo por você a cada etapa da sua jornada (somos nós!). Nesse post daremos o nosso melhor para te dar uma visão geral do que esperar de um ciclo típico de Fertilização In Vitro… pense nisso como uma visão “ampliada”. (Fique tranquila, seu médico, enfermeira, e orientadora irão ajudar você a “focar” nos seus detalhes quando você começar).

Nosso primeiro passo é levantar informações sobre você. Nós queremos saber o quão forte são e quão bem funcionam os seus ovários e órgãos reprodutivos e confirmar se você está saudável e apta para a gravidez. Nós fazemos isso com uma série de exames de sangue e ultrassons. Dependendo de onde você está no seu ciclo menstrual, pode levar de 4-6 semanas para completar essa etapa.

Algumas vezes, mesmo este primeiro passo pode ser confuso – mas não se preocupe! Enquanto você estiver conosco, você terá o acompanhamento Dra. Juliana Amato e nossas enfermeiras que irão te ajudar em cada passo do caminho. Elas serão as pessoas à quem você poderá recorrer. Nossas recepcionistas ajudarão você a agendar consultas e direcionará suas dúvidas quando você não souber a quem dirigi-las. As enfermeiras ajudam você e nos ajudam. Nós as amamos e você provavelmente também irá. Uma vez que temos todas as informações necessárias, seu médico irá decidir se a Fertilização In Vitro é adequada para você, e se for, ela irá customizar um protocolo. Essa é uma “receita” bem afinada, cuidadosamente pensada (medicações e ultrassons) e bem específica para VOCÊ. Você irá seguir essa “receita” por várias semanas e nós iremos te monitorar cuidadosamente ao longo da jornada.

Objetivos do Tratamento de Fertilização in Vitro

Nosso primeiro objetivo no tratamento é ter certeza de que os seus hormônios naturais não vão interferir nas medicações de fertilização in vitro que nós iremos usar para estimular você a produzir folículos (bolsas contendo óvulos dentro dos ovários). Nós fazemos isso, em alguns casos, com o uso das pílulas anticoncepcionais (em outros casos, em vez disso, você pode usar outras medicações). Sua médica irá pedir para você informar quando for o seu próximo ciclo menstrual e ela irá te instruir sobre como iniciar as pílulas ou outras medicações.

Enquanto você está utilizando as pílulas anticoncepcionais ou medicações, nosso time financeiro estará trabalhando duro. Eles terão a complicada tarefa de conseguir fazer com que o os convênios médicos aprovem, pelo menos, os exames de ultrassom seriados antes do tratamento. Eles trabalham bem próximos a você para que você entenda tudo o que terá que pagar ao longo do caminho, sem surpresas inesperadas. Uma vez que o seu coordenador financeiro esteja confiante de que você e o convênio estão a bordo, eles nos darão “sinal verde” para você comprar as suas medicações de alto custo. Medicações para Fertilização In Vitro são compradas através de farmácias especializadas (você não pode simplesmente pegá-las na farmácia). Os convênios atualmente não pagam pelas medicações necessárias.

Durante a consulta inicial, sua médica te apresentou uma aula de Fertilização In Vitro, mas se ainda tiver dúvidas fique à vontade para retornar e saná-las. Para muitas das nossas pacientes, esse é o momento em que todas as partes do ciclo se unem com um “clique”, e elas sentem que agora têm uma compreensão mais clara do que esperar.

Uma vez que você tenha feito a aula e esteja com as suas medicações, nós vamos instruir você a parar com as pílulas anticoncepcionais. Um ou dois dias após ter parado com as pílulas anticoncepcionais, nós iremos pedir para que você venha fazer um exame de sangue e um ultrassom. Nós estaremos garantindo que tudo está “tranquilo”. De fato, você pode nos ouvir chamar essa checagem de “supressão” ou “linha de base”. Nós queremos ter certeza de que o revestimento do seu útero está fino, que os níveis dos seus hormônios estão apropriadamente baixos, e que não existem quaisquer folículos subservientes ou cistos crescendo nos seus ovários. Se tudo estiver bem, nós vamos instruir você a começar com as suas injeções. Se acontecer algo que nós não estávamos esperando, então você será instruída a continuar nas pílulas anticoncepcionais ou será lhe dado um novo plano. Isso potencialmente poderá atrasar você por uma ou duas semanas.

A maioria das mulheres precisam de injeções por 10-12 dias. A quantidade exata de tempo varia de mulher para mulher, então não fique surpresa se você precisar de um pouco menos ou um pouco mais de tempo. Isso não é uma corrida … e, por favor, mantenha em mente – nós não comparamos você com outras mulheres, então nem você deveria. Seus ovários vão nos dizer de quanto tempo eles precisam.

Durante o tempo em que você está se medicando, nós iremos te instruir a vir regularmente para fazer exames de sangue e checagens … tipicamente um dia sim, e um dia não. Conforme os folículos nos seus ovários crescem, nós contamos e medimos cada um deles. Contamos e medimos, contamos e medimos, contamos e medimos, até que TA DÃ! Seus ovários darão sua palavra final e você estará pronta para o procedimento (a recuperação) para coletar os óvulos.

No dia da coleta você deve esperar ficar no laboratório por 2 a 3 horas. Você irá receber uma anestesia intravenosa que fará dormir confortavelmente. O procedimento em si normalmente demorará 15 minutos e então nós iremos te monitorar por cerca de uma hora. Antes de você ir para casa seremos capazes de dizer quantos óvulos foram coletados. Nesse ponto, não sabemos muito sobre eles. Diremos para você ir para casa, tirar uma soneca, e começar a assistir uma maratona de séries no Netflix. Você pode sentir cólicas, inchaço ou cansaço. Medicamentos analgésicos comuns são o suficiente para o seu desconforto.

No dia seguinte à sua recuperação, uma enfermeira/biomédica te ligará para fazer uma checagem e te dizer quantos dos seus óvulos foram fertilizados. Dois dias depois a médica irá ligar para te atualizar, e depois de dois dias você vai dar entrada na sua transferência (recolocando um ou dois embriões de volta no seu útero) ou você receberá uma ligação para saber quantos dos seus embriões foram congelados para uso futuro. Se você for passar por uma transferência, nós vamos agendar o seu teste de gravidez 9 dias depois. Se você congelar os seus embriões, em vez disso, nós vamos pedir para você nos ligar quando a sua menstruação começar (geralmente duas semanas depois), então nós poderemos agendar uma TEC (transferência de embriões congelados).

Para algumas mulheres, os 9 dias entre a transferência de embriões e o teste de gravidez podem ser a parte mais desafiante do processo. Muitas de vocês reportam que se sentem estranhas de não terem que ir ao consultório regularmente (não se preocupe – nós ainda ligaremos para checar como você está). Algumas de vocês ficarão tentadas a fazer um teste de gravidez em casa. Por favor, não faça isso. Aqui está o motivo: As medicações do seu ciclo podem ainda estar no seu organismo. E, portanto, você pode ter um positivo mesmo se você não estiver grávida. No dia do seu teste de gravidez, a primeira coisa que nós vamos pedir é que você venha de manhã para fazer um exame de sangue. Aproximadamente 4-5 horas depois, nós ligaremos para você com as nossas novidades. Independentemente dos resultados, nós iremos para as próximas etapas. Nós diremos quais medicações você deverá continuar, quais você deverá parar, e o que esperar pelos próximos dias. Se o seu resultado for positivo, nós vamos instruir você a repetir a checagem dos níveis 2 dias depois, e a partir daí nós vamos começar a agendar os seus ultrassons.

Ocasionalmente, o teste de gravidez retorna positivo mas seus níveis estão mais baixos do que o esperado. Nessas situações, nós damos passos com muita cautela. Você será instruída a voltar 2 dias depois, para repetir o teste, para ver se se os seus números estão aumentando adequadamente. Nós estaremos otimistas de que eles irão dar certo, mas muito cautelosos. Infelizmente, a maioria dessas gravidezes não continuará normalmente.

O Tratamento de Fertilidade pode ser Intenso, mas também Empoderador

O tratamento de Fertilidade não é uma ciência perfeita. E, às vezes, nós temos que te dar notícias desapontadoras ao longo do caminho; seus ovários podem não responder às medicações do jeito como esperávamos, o número de óvulos que obtivemos na sala de cirurgia pode ser menor do que nós esperávamos, ou seus óvulos fertilizados podem não crescer para blastocistos normais. Se isso acontecer, nós temos consciência de que você pode se sentir triste, desmotivada, frustrada, ou talvez até mesmo zangada. Felizmente, essas notícias raramente nos pegam desprevenidos e nós estaremos comunicando quaisquer preocupações ao longo do caminho. Nós também temos um excelente time de provedores do bem-estar que estão disponíveis para ajudar você, caso você se sinta deprimida, ou se precisar de ajuda para tomar decisões e seguir em frente.

Então, sim, o Tratamento de Fertilização In Vitro pode ser intenso, mas também pode ser empoderador. Muitas mulheres se sentem animadas por poderem ser proativas e seguir à diante. Nós sabemos que uma grande responsabilidade recai sobre as pacientes. Nós sabemos que você estará reorganizando sua agenda como uma Administradora, misturando medicações como uma Química e aplicando injeções como uma Enfermeira. Nós daremos as ferramentas e você irá conquistar seu objetivo com confiança. Nós somos os seus maiores fãs, e nós te apoiaremos enquanto você enfrenta esta jornada. Boa sorte!

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Síndrome do Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Fertilidade - seg, 12/19/2016 - 19:44
Infertilidade

Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP), é um distúrbio gineco-endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que os aumentam de tamanho.

É doença caracterizada pela menstruação irregular por causa da alta produção do hormônio masculino (testosterona) e consequentemente aparecem cistos nos ovários.

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Acredita-se que tenha uma origem genética e vários estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

A Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva e é a causa mais frequente de infertilidade em mulheres com anovulação crônica.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e é considerada a causa mais frequente de infertilidade em mulheres que não ovulam/menstruam adequadamente.

É um distúrbio que geralmente se inicia na puberdade, causando um desequilíbrio hormonal lenta e progressivamente. O organismo passa a produzir alguns hormônios em maior quantidade (testosterona), e outros em menor quantidade, favorecendo o aparecimento de cistos no ovário e interferindo no processo de ovulação natural.

Sintomas

Os sintomas podem variar entre as mulheres, porém os mais comuns são:

  • ciclos menstruais irregulares,
  • menor frequência de ovulação normal e
  • dificuldade para engravidar e ter bebê.

Além desses, a síndrome favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Em mulheres com Síndrome do Ovário Policístico (SOP) os níveis de hormônios masculinos androgênios (como a testosterona) são produzidos em excesso nos ovários e dificultam a ovulação natural, dificultando a gravidez, seja natural ou artificial. Sinais do excesso de testosterona:

  • crescimento anormal de pêlos nas regiões do baixo ventre, queixo, seios e buço,
  • oleosidade da pele e maior aparecimento de cravos e espinhas,
  • queda de cabelos,
  • aumento de peso e obesidade e
  • manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

Diagnóstico

A causa da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é desconhecida pela medicina e mas é possível amenizar seus sintomas. O diagnóstico depende de uma avaliação clínica completa, que exclua possibilidades de outros problemas endócrinos com a tiroide ou a glândula supra-renal. O exame de ultrassom sozinho não é suficiente para confirmar a presença da síndrome, por isso, é preciso realizar um conjunto de exames e passar em avaliação médica especializada.

Tratamento

Quando fala-se em tratamento deve-se ter em mente se o objetivo é tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e seus sintomas ou tratar a infertilidade. Ao tratar a SOP, ameniza-se os sintomas, visa regularizar a menstruação e melhorar a qualidade de vida, enquanto que o tratamento da infertilidade causada pela síndrome dos ovários policísticos visa, como objetivo final, engravidar e ter um bebê. Portanto,  tratamento ginecológico da SOP é diferente do tratamento da infertilidade da SOP, e, para isso, é necessário o especialista em reprodução humana.

Essa síndrome pode ser controlada através do uso de medicamentos que variam de acordo com os sintomas da paciente e suas complicações.  Frequentemente é utilizado anticoncepcionais hormonais como pílulas, pois auxiliam na diminuição do hormônio masculino. Para controlar os sintomas da SOP é importante manter uma dieta saudável, especialmente quando a paciente apresenta aumento do peso e também praticar exercícios físicos. 

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Muitas mulheres só descobrem que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) quando tentam engravidar e não conseguem, pois os sintomas nem sempre são exuberantes. Quando a síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a única causa de infertilidade do casal, as chances de gravidez são excelentes após a correção do distúrbio ovulatório. Entretanto, essas pacientes podem responder demais à medicação e apresentarem, desconforto no tratamento característico do hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento de infertilidade das pacientes portadoras da síndrome dos ovários policísticos (SOP) deve ser individualizado, extremamente criterioso e realizado por especialista em reprodução humana. O tratamento ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente. E, no caso da infertilidade, o especialista pode indicar a indução da ovulação por medicamentos. Boa parte das mulheres portadoras da SOP respondem bem ao tratamento de infertilidade e conseguem engravidar.

Outra alternativa para essas pacientes é a fertilização in vitro (FIV), especialmente quando existem outras causas (fatores masculinos e fatores femininos) que dificultem a gestação além da ovulação comprometida. Outra opção é a cauterização ovariana laparoscópica ou drilling ovariano, que é uma técnica frequentemente criticada pelo risco de formação de aderências e pelo potencial de comprometer a reserva ovariana.

A suspensão do anticoncepcional depois da regularização dos ciclos menstruais aumenta a chance de ovulação natural e gravidez. Quando a portadora da SOP apresenta altos níveis de insulina os médicos usam alguns medicamentos específicos para reduzir a produção dessa substância pelo corpo. 

 

Resumo

Ciclos irregulares, menor freqüência de ovulação e dificuldade para engravidar são características comuns da síndrome dos ovários policísticos (SOP). Esse distúrbio favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade. As portadoras da síndrome dos ovários policísticos devem compreender que o tratamento da síndrome pode não ser o mesmo do tratamento da infertilidade e, por isso, o especialista em reprodução humana é essencial nesse processo. A consulta médica especializada é muito importante, apesar de toda boa vontade de seus médicos que a acompanham.

 

Causas da Infertilidade ligadas à Síndrome dos Ovários Policísticos

  • Excesso de hormônios masculinos
  • Distúrbio ovulatório

Possíveis tratamentos 

Leia também

 

 

Fonte: Sirmans SM, et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology. 2014;6:1.

ovárioscausadoença
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Processo da FIV (Fertilização in vitro)

Fertilidade - seg, 12/19/2016 - 12:29
Fertilização In Vitro

3 Passos da FIV

O básico da fertilização in vitro (FIV).

Existem muitos detalhes para se planejar e fazer uma FIV, mas, na realidade, todo o processo pode ser dividido em 3 partes simples:

  • Retirada dos óvulos dos ovários
  • Fertilização dos óvulos no laboratório
  • Colocação dos embriões no útero.

Quer saber mais sobre o processo da FIV? Veja aqui como é feito.

 

Veja também

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fivbásico
Categorias: Medicina

Fertilização in vitro

Fertilidade - seg, 12/19/2016 - 12:27

Fertilizacao in vitro (FIV)

fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida em que se promove o encontro, em laboratório, entre o óvulo e o espermatozoide extraídos dos futuros pais. A extração dessas células sexuais pode ser realizada de diferentes maneiras, sendo que, na mulher, ocorre após um estímulo à produção ovariana de folículos, um grupo de células que se tornarão óvulos, para que haja  fornecimento de número suficiente de folículos. O sucesso da terapia está diretamente relacionado ao número e a qualidade dos óvulos que serão obtidos.

Inúmeras podem ser as causas de infertilidade feminina que resultam de qualquer desequilíbrio no seu ciclo reprodutivo, seja na produção, na ação de um hormônio ou na constituição de um determinado órgão. Entretanto, não são todos os defeitos que levam à indicação do uso da fertilização in vitro: a avaliação da capacidade reprodutiva deve ser extensamente pesquisada e, em alguns casos, outros métodos mais simples são tentados primeiro.

Uma indicação acertada, por exemplo, é a que ocorre no caso de uma obstrução da tuba uterina (que liga o corpo do útero aos ovários) ou do próprio útero, impedindo o encontro natural do óvulo com o espermatozoide por bloquear o seu caminho. Outra é  quando a mulher possui uma baixa reserva ovariana, isto é, seu potencial para produzir óvulos é  baixo, como acontece no caso da “menopausa precoce”. Ainda outra é quando o ovário não produz óvulos (nesse caso devem ser usados os óvulos de uma doadora). Além disso, se a infertilidade masculina está presente ou se outros meios para engravidar mais simples já falharam (na presença de endometriose ou infertilidade sem explicação), pode também ser o método indicado pelo ginecologista.

Vale destacar que, em função da sua complexidade, a fertilização in vitro possui alto custo (existem alternativas), além de que a mulher é exposta a diferentes procedimentos e medicações, com o aumento do risco de gestação múltipla. Existem algumas condições que podem dificultar o sucesso da terapia, como a presença de miomas - dependendo de sua localização - obesidade, fumo, histórico de aborto ou de insucesso em tentativas anteriores por reprodução assistida.

A taxa de sucesso dessa terapia tem crescido nos últimos anos e hoje até 3% das crianças nascidas nos Estados Unidos são devido à fertilização in vitro, que é uma ferramenta de alto desenvolvimento tecnológico e exige manejo exclusivo de especialistas na área, composta pelo médico ginecologista, especialista em reprodução humana, e a sua equipe de embriologistas, enfermeiros e psicólogos.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

Veja Também

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Criopreservação de embriões.

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 18:45
Embrião

Congelamento de embriões

Assim como se congela sêmen e óvulos, pode-se congelar embriões.

O congelamento ou a criopreservação de embriões é um procedimento realizado quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após uma tentativa de Fertilização in Vitro (FIV) ou Fertilização in Vitro com Micromanipulação de Gametas (ICSI). Somente 20-30% dos ciclos de Fertilização in Vitro terminam com embriões excedentes e com qualidade adequada para congelar! Assim, ter embriões excedentes de bons para congelar é uma exceção e não a regra!

Uma outra indicação para congelamento de embriões cada vez mais usada na Fertilidade.org e nos grandes centros de reprodução assistida são os casos de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano. Nestes casos, para a segurança da paciente, evitamos algumas medicações que podem causar a Síndrome e utilizamos outras para fazer o amadurecimento final dos óvulos. Todos os embriões produzidos são criopreservados e a transferência é realizada em outro ciclo sem a necessidade de indução da ovulação e coleta de óvulos. Em algumas situações é realizado este procedimento de transferência de embriões congelados (TEC): o método conhecido como freeze-all, termo em inglês que significa congelar todos os embriões para transferir em ciclo posterior.

O que fazer com os embriões congelados (criopreservados) ?

  • Tentar nova gravidez e para isso a paciente não pode ter mais de 50 anos, limite máximo no Brasil definido pelo CFM, para utilização das técnicas de reprodução assistida.
  • Doação para pesquisa de Células Tronco-Embrionárias, desde que tenham mais de 3 anos de criopreservação (art. 5º, da Lei Federal de Biossegurança nº 11.105/2005).
  • Descarte dos embriões criopreservados com mais de 5 (cinco) anos (Resolução CFM Nº 2.013/13, artigo V).

 
Obs: Existe também a opção de doação dos embriões para outra pessoa ou casal com objetivo de reprodução, mas a Fertilidade.org não trabalha com esta opção.

Fale com a especialista em reprodução humana.

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Encontros de Família e a Infertilidade (Como lidar?)

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 18:25
Festas de final de ano

Festas de final de ano como Natal e Ano Novo podem ser difíceis

O que torna o período de festas mais difícil do que outras épocas do ano?

Interações com os amigos e a família durante uma época do ano que supostamente deveria ser alegre pode ser difícil por diversas razões. Os sentimentos não são fáceis de expressar. Em primeiro lugar, famílias e amigos costumam estar juntos durante as festas, e é geralmente um momento onde são dadas as notícias, como a “estamos grávidos”.  Mesmo que você se sinta feliz pelo parente ou amigo que dá essa notícia, é natural que você se sinta mal sobre o seu próprio desapontamento.

Além disso, os membros da família podem ser intrusivos ao fazer muitas perguntas, dando conselhos não requisitados, ou criticando você por não fazer as coisas de maneira diferente. Além disso, as festas podem marcar o final de outro ano sem um bebê. A resultante dor que pode ser experienciada pela paciente em tratamento de infertilidade pode ser enorme.

O que eu posso fazer para me ajudar a passar por essa difícil época enquanto estou lidando com o estresse adicional da infertilidade?

Essas interações podem ser realmente perturbadoras pelo estado emocional. Você pode preservar seus relacionamentos eao mesmo tempo tomar conta de você, considerando que essa época em sua vida é extremamente estressante, mas que não durará para sempre.

Nós sabemos que pacientes em tratamento de infertilidade que não obtiveram sucesso em engravidar podem passar por níveis de depressão que são similares aos dos pacientes em quimioterapia. Pacientes que estão tendo problemas para engravidar podem ter o mesmo nível de depressão que pacientes que estão lutando pelas suas vidas. Amigos e família raramente compreendem isso, pois não enxergam o problema com os mesmos olhos. Por isso, não se pode esperar que digam ou façam “a coisa certa”. É improvável que as notícias de bebê de pessoas próximas sejam adiadas, que a tia Maria se contenha de perguntar: “então, quando vocês dois terão filhos?” ou que uma cunhada se vanglorie sobre como era fácil engravidar.

Então, como você lida com as emoções desencadeadas durante as festas e possivelmente inflamadas pela reação dos outros? A resposta está no planejamento.

Entender que as festas podem trazer estresse adicional pode te ajudar a decidir se deve minimizar as interações com amigos e familiares ou se deve se preparar para ser direta com eles sobre seus sentimentos. Essa é uma decisão pessoal. Um amigo ou membro da família pode não entender imediatamente se você não participar de um evento familiar, mas deixar de comparecer em alguns eventos geralmente é aceito. Se ser direto é uma opção, deixe sua família e amigos saberem que esse pode não ser um bom momento para você para estarem juntos, e considere passar as festas com um grupo mais íntimo – mesmo que esse grupo seja só você e o seu parceiro ou amigos próximos. Quando indivíduos ou casais estão lutando contra a infertilidade, pode não parecer justo, ou parecer ser muito esforço planejar as festas e considerar os sentimentos dos outros. No entanto, a fim de cuidar de si mesmo, é importante lembrar que as relações especiais são dignas de serem preservadas. O Tratamento de Infertilidade não dura para sempre mas relacionamentos com a família e com os amigos podem e devem durar uma vida.

 

Lidando com a Infertilidade Durante as Festas

O que os membros da família podem dizer ou fazer?

Amigos e familiares precisam entender que a infertilidade é uma condição médica e que a dor da infertilidade pode levar à depressão, auto-culpa e diminuição da auto-estima. Frases como “apenas relaxe” e “olhe pelo lado bom” podem deixar uma impressão de criticismo e indiferença. Ao invés disso, pode ser de grande ajuda começar a conversa com uma declaração como, “Eu sei que você está passando por um momento difícil. Eu não sei como reagir mas eu quero que você saiba que eu me importo e que eu estou aqui para qualquer hora em que você precisar de apoio. Eu não serei intrusivo ao te fazer perguntas mas saiba que eu sempre vou querer saber como você está.”

Meu conselho para os amigos e a família é rever seus palpites sobre a paciente. Se não estiver claro o que a paciente precisa, pergunte.

O que eu posso fazer para ajudar o meu relacionamento com o meu parceiro durante esta difícil época do ano?

Para ajudar a manter um bom relacionamento com o seu parceiro, se dê algo de positivo para esperar ansiosamente, planejando um tempo juntos. As festas podem ser um bom momento para uma viagem para um resort somente para adultos. Se você planeja ficar na cidade, eu encorajo a procurar algo que você e o seu parceiro gostem de fazer juntos, talvez um filme ou um show. Também é bom sair de casa, mesmo se não estiver sempre animado a sair – faça uma caminhada, olhe as vitrines, ou tente um novo restaurante.

Pode haver muito a ser discutido e conversado, mas é importante não deixar que o tratamento de infertilidade consuma todas as energias. Sugerimos limitar as discussões sobre infertilidade a 20 minutos por dia, e depois coloca-las para descansar. Se algo mais surgir, anote para mais tarde. Amanhã virá.

Pode ser difícil imaginar que um dia toda dor da infertilidade vai diminuir e eventualmente desaparecer. Mas ela vai, e se você puder tomar um tempo para cuidar de si e planejar suas interações com os outros, a época de festas poderá não ser o melhor momento do ano, mas será o melhor que pode ser dentro das circunstâncias. Mais importante ainda, o bem-estar emocional e os relacionamentos serão mantidos intactos para que as futuras festas possam ser verdadeiramente maravilhosas.

 

dicas
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O cérvix (colo uterino)

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 09:51
Colo Uterino

Cérvix uterino e atuação na fertilidade

O cérvix (cérvice ou colo do útero), na anatomia da mulher, é a porção inferior e estreita do útero, onde ele se une com a porção final superior da vagina.

Em algumas mulheres, o muco cervical (muco presente no colo uterino), secretado no período préovulatório, torna-se hostil e acaba dificultando a entrada dos espermatozoides no útero. O muco é responsável por transportar e armazenar os espermatozoides no trato reprodutor feminino, levando-os de encontro com o óvulo. O muco cervical é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozoide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da histerossalpingografia, da ultrassonografia transvaginal, histerossonografia, da videohisteroscopia (histeroscopia diagnóstica) e da colposcopia.

Possibilidade do Espermatozóide não alcançar o cérvix uterino (Colo do Útero)

É preciso que os espermatozoides sejam adequadamente depositados no fundo da vagina. A penetração precisa acontecer para que o espermatozoide possa entrar no colo do útero, através do muco cervical. Outro pré-requisito importante é que o espermograma esteja normal. Baixa na quantidade e qualidade dos espermatozoides e estreitamentos da entrada do canal do colo uterino, as infecções, as dificuldades ou impedimentos da penetração do pênis, uso de lubrificantes não aquosos, uso de ducha vaginal logo após a relação sexual, impedem ou dificultam o espermatozoide alcançar o colo do útero. 
 

Causas de infertilidade relacionadas ao colo uterino:

  • Infecção do colo uterino
  • Alterações do muco cervical

Passe em consulta com médico da área de fertilidade para investigar e realizar o tratamento adequado.

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Histerossalpingografia

Fertilidade - ter, 12/13/2016 - 17:43
Histerossalpingografia

Exame das trompas de Falópio e útero

É o exame que avalia as trompas uterinas. Chamado histerossalpingografia pode ser visualizado no video abaixo.

 

 

O exame de raio-x com contraste tem fama de desconfortável, mas tudo depende do material usado pelo laboratório e da possibilidade de sedação. O Instituto Amato, onde localiza-se o Fertilidade.org, tem infraestrutura para realizar o exame com sedação e maior conforto para a paciente. Converse com sua especialista em reprodução humana.

A histerossalpingografia é um exame normalmente realizado para verificar se há alguma anomalia no útero ou nas trompas de pacientes que apresentam dificuldade para engravidar, mas também pode ser feito para investigação de outros problemas ginecológicos ligados à anatomia do útero e das trompas. Se a anatomia estiver muito alterada, poderá haverá haver problemas para conseguir ter um bebê.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias. Ocasionalmente o próprio exame pode acabar desobstruindo e liberando as trompas para a fertilização.

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Trompas de Falópio

Fertilidade - ter, 12/13/2016 - 17:37
Tubas uterinas

Trompas de Falópio

As tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio, são dois tubos contráteis, com 10 cm aproximadamente, que se estendem de cima do útero para os lados da pelve. As tubas uterinas transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário até a cavidade do útero. Por elas passam em direção oposta os espermatozoides e é onde, habitualmente, ocorre a fecundação. É através das trompas que ocorre a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, além dela ter o papel primordial na movimentação do embrião até o útero. As tubas uterinas estão subdivididas em quatro partes: uterina, istmo, ampola e infundíbulo.

A formação de cicatrizes nas trompas de Falópio pode impedir a gravidez por impossibilitar a passagem das células reprodutoras até ao útero. Os problemas da trompa de Falópio constituem a causa de aproximadamente 30% das situações de infertilidade feminina, isto porque as trompas têm papel fundamental para a ocorrência da gravidez. A lesão pode ter sido causada por uma cirurgia prévia, por uma gravidez ectópica (tubária) prévia e pela formação de cicatrizes tubárias secundárias a endometriose ou a doença inflamatória pélvica. Esta última é uma infecção bacteriana da região pélvica causada por bactérias sexualmente transmitidas, tais como a gonorreia (Gonococo) e a Chlamydia (Clamídia), que conduz frequentemente ao aparecimento de cicatrizes, lesões ou obstruções das trompas de Falópio. História de dores pélvicas, com ou sem febre, pode sugerir um diagnóstico de endometriose ou de infecção pélvica.

Mas alterações nas trompas uterinas também podem ser provocadas de forma intencional como, por exemplo, através da laqueadura tubária, na qual a Reanastomose Tubária pode ser uma das possibilidades terapêuticas.

Por isso, a avaliação das trompas uterinas é extremamente importante durante um tratamento para engravidar. O exame que avalia as trompas uterinas é chamado histerossalpingografia e pode ser visualizado no video abaixo.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias.

Principais causas de Infertilidade ligadas às trompas uterinas (não trombas uterinas) que necessitam de tratamento em reprodução humana:

  • Endometriose
  • Obstrução tubária
  • Doença Inflamatória Pélvica
  • Pós laqueadura

 

Leia mais

 

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Anatomia da Reprodução Humana

Fertilidade - seg, 12/12/2016 - 08:19
Anatomia

da Fertilidade e Reprodução Humana

Os diversos órgãos do corpo humano que atuam na concepção e na gestação. Cada um desses órgãos podem estar relacionados a alguma causa de infertilidade e terá um tratamento específico na reprodução humana.

Na Mulher:

No Homem:

  • O pênis
  • Canais deferentes
  • Testículos (tipicamente dois)
  • A bolsa escrotal
  • A próstata
anatomia
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Os ovários

Fertilidade - seg, 12/12/2016 - 08:16
Os ovários

Ovário na reprodução humana

Ovário, em todos os seres vivos com órgãos diferenciados, é o órgão onde são produzidos os gametas femininos, tanto nos animais como nas plantas. Os ovários têm uma região onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetros. São responsáveis pela formação do folículo e hormônios necessários para a concepção e gestação.

Sua região dos foliculos contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos. 

Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.

Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante. Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

A anovulação, isto é, a ausência de ovulação quando esta deveria estar presente, pode indicar graves endocrinopatias, sendo a mais relevante a síndrome do ovário policístico (SOP). A anovulação é uma das causas da infertilidade feminina e onde as técnicas de reprodução humana podem auxiliar.

Cistos nos ovários não significa infertilidade, com o tratamento adequado, é possível recuperar o equilíbrio hormonal e fertilidade. Muitas mulheres, ao receberem o diagnóstico de cistos no ovário, temem a impossibilidade de engravidar. E não são poucas, esse é um mal que atinge cerca de 25% das mulheres em idade fértil no Brasil. Ele aparece, sobretudo, nas que são portadoras de endometriose (afecção inflamatória provocada pelas células do endométrio que não foram expelidas durante o ciclo menstrual, pois migraram no sentido oposto e caíram nos ovários) ou que estão com doença inflamatória pélvica. O cisto no ovário não causa infertilidade na mulher, mas gera dificuldades para que ela engravide por causa das alterações hormonais produzidas pelo problema. Além disso, se houver irregularidade na menstruação ou apresentar ausência da mesma, o processo ovulatório pode ser afetado. Diante disso, para tratar a doença é imprescindível buscar ajuda médica.

Principais causas de infertilidade relacionadas aos ovários:

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