Medicina

Aneurisma de aorta

Vascular Pro - qui, 08/02/2018 - 17:45

Quais os sintomas associados aos aneurismas da Aorta Abdominal
A maior parte das pessoas não sente quaisquer sintomas que possam indicar a existência de um Aneurisma na Aorta Abdominal. Durante um exame físico de rotina, um médico poderá notar ou sentir algo a pulsar na parte central ou inferior do abdômen do doente. No entanto, a maioir parte dos aneurismas são identificados durante exames de diagnóstico imagiológico (como por exemplo, uma ecografia) realizados por outros motivos.
 
Quais os fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento do AAA
Os Aneurismas da Aorta Abdominal afetam, principalmente, pessoas com mais de 65 anos de idade e são mais comuns no sexo masculino. Outros fatores de risco incluem o tabagismo, diabetes, arterosclerose, colesterol elevado, hipertensão e doença cardiovascular.
Finalmente um doente com histórico familiar de AAA apresenta um risco maior e deverá falar e deverá falar com o seu médico sobre este fato.
 
Quando deverá consutar um médico
Se tem um ou mais dos fatores identificados fale com o seu médico.

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Cirurgia de varizes

Vascular Pro - seg, 06/18/2018 - 12:02

Tantos tipos de cirurgia de varizes, tantas opiniões por aí. O que fazer? Entenda com o Dr Alexandre Amato (CRM 108651), cirurgião vascular do Instituto Amato quais são as cirurgias realizadas hoje em dia, e para qual tipo de veia. A maioria das vezes o evento de uma cirurgia de varizes consiste em várias técnicas diferentes sendo aplicadas ao mesmo paciente, mas em veias de tipos diferentes: reticulares, tributárias, safenas e colaterais.

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Tantos tipos de cirurgia de varizes, tantas opiniões por aí. O que fazer? Entenda com o Dr Alexandre Amato (CRM 108651), cirurgião vascular do Instituto Amato quais são as cirurgias realizadas hoje em dia, e para qual tipo de veia. A maioria das vezes o evento de uma cirurgia de varizes consiste em várias técnicas diferentes sendo aplicadas ao mesmo paciente, mas em veias de tipos diferentes: reticulares, tributárias, safenas e colaterais.

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Vascular Pro - seg, 06/18/2018 - 12:02

Tantos tipos de cirurgia de varizes, tantas opiniões por aí. O que fazer? Entenda com o Dr Alexandre Amato (CRM 108651), cirurgião vascular do Instituto Amato quais são as cirurgias realizadas hoje em dia, e para qual tipo de veia. A maioria das vezes o evento de uma cirurgia de varizes consiste em várias técnicas diferentes sendo aplicadas ao mesmo paciente, mas em veias de tipos diferentes: reticulares, tributárias, safenas e colaterais.

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Como ocorre o AVC?

Vascular Pro - sex, 06/15/2018 - 09:46

O AVC Isquêmico
Os acidentes cerebrais isquêmicos respondem por 80% de todos os casos. O cérebro tem grande número de vasos e artérias que se ramificam no interior do tecido cerebral para levar oxigênio e as substâncias nutrientes necessárias para o seu funcionamento adequado. Quando uma dessas artérias sofre oclusão, o território que deveria ser irrigado sofre com a escassez de oxigênio e muitas células, principalmente neurônios, morrem. Esse é o AVC Isquêmico, quando áreas do cérebro morrem por falta de oxigenação.
A profilaxia para aterosclerose e avaliação da carótida podem ajudar a prevenir o AVC Isquêmico.
O AVC Hemorrágico
Já o hemorrágico acontece quando uma artéria se rompe e o sangue extravasa para o tecido cerebral, gerando uma hemorragia ou coágulo. Pode ocorrer como consequência de uma crise hipertensiva, quando a pressão no pequeno vaso cerebral é tão alta que determina a ruptura dele.

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Como ocorre o AVC?

Vascular Pro - sex, 06/15/2018 - 09:46

O AVC Isquêmico
Os acidentes cerebrais isquêmicos respondem por 80% de todos os casos. O cérebro tem grande número de vasos e artérias que se ramificam no interior do tecido cerebral para levar oxigênio e as substâncias nutrientes necessárias para o seu funcionamento adequado. Quando uma dessas artérias sofre oclusão, o território que deveria ser irrigado sofre com a escassez de oxigênio e muitas células, principalmente neurônios, morrem. Esse é o AVC Isquêmico, quando áreas do cérebro morrem por falta de oxigenação.
A profilaxia para aterosclerose e avaliação da carótida podem ajudar a prevenir o AVC Isquêmico.
O AVC Hemorrágico
Já o hemorrágico acontece quando uma artéria se rompe e o sangue extravasa para o tecido cerebral, gerando uma hemorragia ou coágulo. Pode ocorrer como consequência de uma crise hipertensiva, quando a pressão no pequeno vaso cerebral é tão alta que determina a ruptura dele.

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Como ocorre o AVC?

Vascular Pro - sex, 06/15/2018 - 09:46

O AVC Isquêmico
Os acidentes cerebrais isquêmicos respondem por 80% de todos os casos. O cérebro tem grande número de vasos e artérias que se ramificam no interior do tecido cerebral para levar oxigênio e as substâncias nutrientes necessárias para o seu funcionamento adequado. Quando uma dessas artérias sofre oclusão, o território que deveria ser irrigado sofre com a escassez de oxigênio e muitas células, principalmente neurônios, morrem. Esse é o AVC Isquêmico, quando áreas do cérebro morrem por falta de oxigenação.
A profilaxia para aterosclerose e avaliação da carótida podem ajudar a prevenir o AVC Isquêmico.
O AVC Hemorrágico
Já o hemorrágico acontece quando uma artéria se rompe e o sangue extravasa para o tecido cerebral, gerando uma hemorragia ou coágulo. Pode ocorrer como consequência de uma crise hipertensiva, quando a pressão no pequeno vaso cerebral é tão alta que determina a ruptura dele.

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Lipoedema

Vascular Pro - qui, 06/14/2018 - 13:43

Lipoedema é um dos termos para lipedema. Outros sinônimos são: Lipalgia, Lipofilia Membralis, Adipose dolorosa, Adiposalgia, Lipohipertrofia dolorosa, Lipedema, Lipödem, Lipoedema

E os diagnósticos diferenciais são: Linfedema, Obesidade, Lipo-linfedema e Insuficiência Venosa.

 

Leia mais sobre lipedema aqui.    

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E os diagnósticos diferenciais são: Linfedema, Obesidade, Lipo-linfedema e Insuficiência Venosa.

 

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Lipoedema

Vascular Pro - qui, 06/14/2018 - 13:43

Lipoedema é um dos termos para lipedema. Outros sinônimos são: Lipalgia, Lipofilia Membralis, Adipose dolorosa, Adiposalgia, Lipohipertrofia dolorosa, Lipedema, Lipödem, Lipoedema

E os diagnósticos diferenciais são: Linfedema, Obesidade, Lipo-linfedema e Insuficiência Venosa.

 

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Meralgia parestésica

Neurocirurgia - qui, 06/14/2018 - 13:30

Dor, queimação, ardência ou diminuição da sensibilidade na coxa?

 

 

Tags: meralgia parestésicaformigamento na coxaneuralgiaciatalgia
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Biópsia da coluna vertebral

Neurocirurgia - qui, 06/14/2018 - 13:20

O procedimento de biópsia da coluna é utilizado para obtenção de material para cultura ou análise tecidual em pacientes com tumor ou infecção vertebral. 

 

Situações em que pode haver dúvida quanto ao diagnóstico e que a biópsia precisa ou pode ser realizada:

- espondilite ou espondilodiscite (infeção da coluna): o material retirado é enviado para cultura, para identificação do microorganismo responsável pela infeção, desta forma, podendo direcionar o tratamento com os antibióticos corretos

- metástases envolvendo a coluna vertebral, quando ainda não se sabe de onde é o tumor primário e o paciente não é candidato a cirurgia para ressecção total do tumor

- tumores primários da coluna

- diagnóstico de mieloma múltiplo 

- fraturas da coluna, sem causa aparente

 

Como é feito o procedimento?

O procedimento pode ser feito em ambiente de hospital dia, ou seja com uma leve sedação e anestesia local, o procedimento é rapidamente realizado e o paciente pode ir para casa no mesmo dia.

 

 

Tags: biópsia vertebraltumor da colunabiópsia da colunainfecção da coluna
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Formigamento nas pernas

Vascular Pro - qua, 06/13/2018 - 12:05

Formigamento nas pernas é conhecido como parestesia, um sintoma comum neurológico, mas que leva as pessoas ao cirurgião vascular muito frequentemente.
A parestesia pode ser um sinal de que alguma coisa pode estar errada com o sistema vascular ou com o sistema neurológico, e é muito difícil separar as causas.
A sensação geralmente se dá quando a pessoa deita de mau jeito por cima do braço ou perna, mas existem outras causas e deve-se ficar atento.
A "dormência"  é uma reação natural do corpo quando o nervo é pressionado ou falta sangue na região, a maioria das pessoas já sentiu aquele "choque" seguido de um formigamento no braço após uma pancada no cotovelo. Nesses casos, basta mudar de posição ou movimentar-se para dissipar tal sensação.  Em outros casos, porém, esses sintomas são recorrentes, e aí existe a necessidade de investigação médica.
Doenças que podem levar ao formigamento como sintoma:

  • Doença venosa: Quem tem problemas de varizes tende a sentir peso e cansaço, queimação, inchaço no tornozelo no final do dia, cãibras (principalmente noturnas) e formigamento nas pernas.
  • Aterosclerose: O problema se dá quando as placas de gordura estreitam e endurecem a parede arterial. Acometem com mais frequência o coração, mas também podem afetar os membros inferiores, causando a chamada doença arterial periférica, que tem como sintoma o formigamento nas pernas. As causas do problema estão diretamente relacionadas ao tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e colesterol elevado. Além disso, a doença é mais comum em pacientes com idade avançada (acima dos 60 anos) e com histórico familiar de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.
  • Neuropatia diabética do pé diabético: Quem tem diabetes e não controla o nível de açúcar no sangue, pode sofrer graves consequência com o desenvolvimento de outras doenças, como a neuropatia diabética: danos nos nervos por conta da alta quantidade de glicose sanguínea. O diabetes é uma doença que afeta os vasos sanguíneos, tantos os grandes quanto os pequenos, mas começa na microcirculação, o chamado vasa nervorum, os vasos que irrigam os nervos. E os nervos funcionam como se fossem condutores que vão transmitir ao cérebro informações como frio, calor, dor, pressão, etc, e precisam receber sangue com oxigênio para funcionarem bem. No caso do diabetes, ocorre uma diminuição do oxigênio que chega aos nervos, o que pode gerar a inflamação, levando ao mau funcionamento dos nervos e causando a neuropatia periférica, que pode aparecer como parestesia/formigamento nas pernas.
  • Hérnia de disco: É uma compressão neurológica, cuidada pelo neurocirurgião. A má postura é considerada a grande vilã das patologias envolvendo coluna vertebral, como as hérnias de disco, pelo fato de haver uma pressão, com inflamação e compressão da raiz nervosa, que por vezes, causa dores insuportáveis. O tratamento fisioterápico é bastante indicado, como o pilates (melhora da postura, mobilidade, flexibilidade da coluna vertebral, além de melhor distribuição do tônus muscular e fortalecimento do abdome) e o RPG. Sugerimos a consulta com o neurocirurgião.
  • Mau posicionamento do corpo: Uma das causas mais comuns que provocam formigamento nas pernas e nos pés é ficar sentado, deitado ou parado na mesma posição durante muito tempo, como por exemplo ficar sentado em cima de uma perna, provocando a compressão do nervo no local. Postura inadequada é uma causa frequente de formigamentos.
  • Polineuropatia periférica: A polineuropatia periférica caracteriza-se por alterações nos nervos do corpo, fazendo com que a pessoa sinta muita dor, formigamento nas pernas, falta de força ou ausência de sensibilidade em algumas regiões específicas do corpo.
  • Pânico, ansiedade e estresse: Situações de estresse e ansiedade extremos podem provocar sintomas como formigamento das pernas, mãos, braços e língua, podendo ser acompanhados de outros sintomas como suores frios, palpitações cardíacas e dor no peito ou na barriga.
  • Esclerose múltipla:  Esclerose múltipla é uma doença crônica que se caracteriza por uma inflamação, na qual são destruídas as camadas de mielina que recobrem e isolam os neurônios, prejudicando assim a transmissão de informação que controla os movimentos do organismo como falar ou andar, levando à invalidez. Além de provocar sensação de formigamento nos membros, nesta doença também se podem manifestar movimentos involuntários nos músculos e dificuldade para caminhar.
  • Bériberi: O Beribéri é uma doença causada pela deficiência em vitamina B1 que pode causar sintomas como cãibras musculares, visão dupla, confusão mental e formigamento nas mãos e nos pés.
  • Síndrome de Guillian-Barré: A síndrome de Guillian-Barré é uma doença neurológica grave que se caracteriza pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular, podendo levar a morte. Na maior parte dos casos é diagnosticada após uma infecção provocada por um vírus, como dengue ou zika, por exemplo. Um dos sintomas mais comum é o formigamento e perda de sensibilidade de pernas e braços. 
  • Mordida e picadas de animais e insetos: A mordida de alguns animais como abelhas, cobras ou aranhas podem provocar formigamento no local, podendo ser acompanhado de outros sintomas como inchaço, febre ou queimação, por exemplo.

 
Independente de qual seja o problema que levou ao formigamento nas pernas, é importante seguir o tratamento corretamente, pois a parestesia pode retornar.

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Formigamento nas pernas

Vascular Pro - qua, 06/13/2018 - 12:05

Formigamento nas pernas é conhecido como parestesia, um sintoma comum neurológico, mas que leva as pessoas ao cirurgião vascular muito frequentemente.
A parestesia pode ser um sinal de que alguma coisa pode estar errada com o sistema vascular ou com o sistema neurológico, e é muito difícil separar as causas.
A sensação geralmente se dá quando a pessoa deita de mau jeito por cima do braço ou perna, mas existem outras causas e deve-se ficar atento.
A "dormência"  é uma reação natural do corpo quando o nervo é pressionado ou falta sangue na região, a maioria das pessoas já sentiu aquele "choque" seguido de um formigamento no braço após uma pancada no cotovelo. Nesses casos, basta mudar de posição ou movimentar-se para dissipar tal sensação.  Em outros casos, porém, esses sintomas são recorrentes, e aí existe a necessidade de investigação médica.
Doenças que podem levar ao formigamento como sintoma:

  • Doença venosa: Quem tem problemas de varizes tende a sentir peso e cansaço, queimação, inchaço no tornozelo no final do dia, cãibras (principalmente noturnas) e formigamento nas pernas.
  • Aterosclerose: O problema se dá quando as placas de gordura estreitam e endurecem a parede arterial. Acometem com mais frequência o coração, mas também podem afetar os membros inferiores, causando a chamada doença arterial periférica, que tem como sintoma o formigamento nas pernas. As causas do problema estão diretamente relacionadas ao tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e colesterol elevado. Além disso, a doença é mais comum em pacientes com idade avançada (acima dos 60 anos) e com histórico familiar de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.
  • Neuropatia diabética do pé diabético: Quem tem diabetes e não controla o nível de açúcar no sangue, pode sofrer graves consequência com o desenvolvimento de outras doenças, como a neuropatia diabética: danos nos nervos por conta da alta quantidade de glicose sanguínea. O diabetes é uma doença que afeta os vasos sanguíneos, tantos os grandes quanto os pequenos, mas começa na microcirculação, o chamado vasa nervorum, os vasos que irrigam os nervos. E os nervos funcionam como se fossem condutores que vão transmitir ao cérebro informações como frio, calor, dor, pressão, etc, e precisam receber sangue com oxigênio para funcionarem bem. No caso do diabetes, ocorre uma diminuição do oxigênio que chega aos nervos, o que pode gerar a inflamação, levando ao mau funcionamento dos nervos e causando a neuropatia periférica, que pode aparecer como parestesia/formigamento nas pernas.
  • Hérnia de disco: É uma compressão neurológica, cuidada pelo neurocirurgião. A má postura é considerada a grande vilã das patologias envolvendo coluna vertebral, como as hérnias de disco, pelo fato de haver uma pressão, com inflamação e compressão da raiz nervosa, que por vezes, causa dores insuportáveis. O tratamento fisioterápico é bastante indicado, como o pilates (melhora da postura, mobilidade, flexibilidade da coluna vertebral, além de melhor distribuição do tônus muscular e fortalecimento do abdome) e o RPG. Sugerimos a consulta com o neurocirurgião.
  • Mau posicionamento do corpo: Uma das causas mais comuns que provocam formigamento nas pernas e nos pés é ficar sentado, deitado ou parado na mesma posição durante muito tempo, como por exemplo ficar sentado em cima de uma perna, provocando a compressão do nervo no local. Postura inadequada é uma causa frequente de formigamentos.
  • Polineuropatia periférica: A polineuropatia periférica caracteriza-se por alterações nos nervos do corpo, fazendo com que a pessoa sinta muita dor, formigamento nas pernas, falta de força ou ausência de sensibilidade em algumas regiões específicas do corpo.
  • Pânico, ansiedade e estresse: Situações de estresse e ansiedade extremos podem provocar sintomas como formigamento das pernas, mãos, braços e língua, podendo ser acompanhados de outros sintomas como suores frios, palpitações cardíacas e dor no peito ou na barriga.
  • Esclerose múltipla:  Esclerose múltipla é uma doença crônica que se caracteriza por uma inflamação, na qual são destruídas as camadas de mielina que recobrem e isolam os neurônios, prejudicando assim a transmissão de informação que controla os movimentos do organismo como falar ou andar, levando à invalidez. Além de provocar sensação de formigamento nos membros, nesta doença também se podem manifestar movimentos involuntários nos músculos e dificuldade para caminhar.
  • Bériberi: O Beribéri é uma doença causada pela deficiência em vitamina B1 que pode causar sintomas como cãibras musculares, visão dupla, confusão mental e formigamento nas mãos e nos pés.
  • Síndrome de Guillian-Barré: A síndrome de Guillian-Barré é uma doença neurológica grave que se caracteriza pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular, podendo levar a morte. Na maior parte dos casos é diagnosticada após uma infecção provocada por um vírus, como dengue ou zika, por exemplo. Um dos sintomas mais comum é o formigamento e perda de sensibilidade de pernas e braços. 
  • Mordida e picadas de animais e insetos: A mordida de alguns animais como abelhas, cobras ou aranhas podem provocar formigamento no local, podendo ser acompanhado de outros sintomas como inchaço, febre ou queimação, por exemplo.

 
Independente de qual seja o problema que levou ao formigamento nas pernas, é importante seguir o tratamento corretamente, pois a parestesia pode retornar.

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Formigamento nas pernas

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Formigamento nas pernas é conhecido como parestesia, um sintoma comum neurológico, mas que leva as pessoas ao cirurgião vascular muito frequentemente.
A parestesia pode ser um sinal de que alguma coisa pode estar errada com o sistema vascular ou com o sistema neurológico, e é muito difícil separar as causas.
A sensação geralmente se dá quando a pessoa deita de mau jeito por cima do braço ou perna, mas existem outras causas e deve-se ficar atento.
A "dormência"  é uma reação natural do corpo quando o nervo é pressionado ou falta sangue na região, a maioria das pessoas já sentiu aquele "choque" seguido de um formigamento no braço após uma pancada no cotovelo. Nesses casos, basta mudar de posição ou movimentar-se para dissipar tal sensação.  Em outros casos, porém, esses sintomas são recorrentes, e aí existe a necessidade de investigação médica.
Doenças que podem levar ao formigamento como sintoma:

  • Doença venosa: Quem tem problemas de varizes tende a sentir peso e cansaço, queimação, inchaço no tornozelo no final do dia, cãibras (principalmente noturnas) e formigamento nas pernas.
  • Aterosclerose: O problema se dá quando as placas de gordura estreitam e endurecem a parede arterial. Acometem com mais frequência o coração, mas também podem afetar os membros inferiores, causando a chamada doença arterial periférica, que tem como sintoma o formigamento nas pernas. As causas do problema estão diretamente relacionadas ao tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e colesterol elevado. Além disso, a doença é mais comum em pacientes com idade avançada (acima dos 60 anos) e com histórico familiar de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.
  • Neuropatia diabética do pé diabético: Quem tem diabetes e não controla o nível de açúcar no sangue, pode sofrer graves consequência com o desenvolvimento de outras doenças, como a neuropatia diabética: danos nos nervos por conta da alta quantidade de glicose sanguínea. O diabetes é uma doença que afeta os vasos sanguíneos, tantos os grandes quanto os pequenos, mas começa na microcirculação, o chamado vasa nervorum, os vasos que irrigam os nervos. E os nervos funcionam como se fossem condutores que vão transmitir ao cérebro informações como frio, calor, dor, pressão, etc, e precisam receber sangue com oxigênio para funcionarem bem. No caso do diabetes, ocorre uma diminuição do oxigênio que chega aos nervos, o que pode gerar a inflamação, levando ao mau funcionamento dos nervos e causando a neuropatia periférica, que pode aparecer como parestesia/formigamento nas pernas.
  • Hérnia de disco: É uma compressão neurológica, cuidada pelo neurocirurgião. A má postura é considerada a grande vilã das patologias envolvendo coluna vertebral, como as hérnias de disco, pelo fato de haver uma pressão, com inflamação e compressão da raiz nervosa, que por vezes, causa dores insuportáveis. O tratamento fisioterápico é bastante indicado, como o pilates (melhora da postura, mobilidade, flexibilidade da coluna vertebral, além de melhor distribuição do tônus muscular e fortalecimento do abdome) e o RPG. Sugerimos a consulta com o neurocirurgião.
  • Mau posicionamento do corpo: Uma das causas mais comuns que provocam formigamento nas pernas e nos pés é ficar sentado, deitado ou parado na mesma posição durante muito tempo, como por exemplo ficar sentado em cima de uma perna, provocando a compressão do nervo no local. Postura inadequada é uma causa frequente de formigamentos.
  • Polineuropatia periférica: A polineuropatia periférica caracteriza-se por alterações nos nervos do corpo, fazendo com que a pessoa sinta muita dor, formigamento nas pernas, falta de força ou ausência de sensibilidade em algumas regiões específicas do corpo.
  • Pânico, ansiedade e estresse: Situações de estresse e ansiedade extremos podem provocar sintomas como formigamento das pernas, mãos, braços e língua, podendo ser acompanhados de outros sintomas como suores frios, palpitações cardíacas e dor no peito ou na barriga.
  • Esclerose múltipla:  Esclerose múltipla é uma doença crônica que se caracteriza por uma inflamação, na qual são destruídas as camadas de mielina que recobrem e isolam os neurônios, prejudicando assim a transmissão de informação que controla os movimentos do organismo como falar ou andar, levando à invalidez. Além de provocar sensação de formigamento nos membros, nesta doença também se podem manifestar movimentos involuntários nos músculos e dificuldade para caminhar.
  • Bériberi: O Beribéri é uma doença causada pela deficiência em vitamina B1 que pode causar sintomas como cãibras musculares, visão dupla, confusão mental e formigamento nas mãos e nos pés.
  • Síndrome de Guillian-Barré: A síndrome de Guillian-Barré é uma doença neurológica grave que se caracteriza pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular, podendo levar a morte. Na maior parte dos casos é diagnosticada após uma infecção provocada por um vírus, como dengue ou zika, por exemplo. Um dos sintomas mais comum é o formigamento e perda de sensibilidade de pernas e braços. 
  • Mordida e picadas de animais e insetos: A mordida de alguns animais como abelhas, cobras ou aranhas podem provocar formigamento no local, podendo ser acompanhado de outros sintomas como inchaço, febre ou queimação, por exemplo.

 
Independente de qual seja o problema que levou ao formigamento nas pernas, é importante seguir o tratamento corretamente, pois a parestesia pode retornar.

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Malformação arteriovenosa

Vascular Pro - ter, 06/12/2018 - 14:45
Foto proveniente de banco de fotos online Dreamstime

Malformação arteriovenosa (MAV) é uma conexão anormal entre o sistema arterial e venoso, sem passar pelo usual sistema capilar. Esta anomalia vascular é amplamente conhecida por causa de sua ocorrência no sistema nervoso central (cerebral), mas podem aparecer em qualquer local do corpo, e, quando fora do sistema nervoso, é o cirurgião vascular o responsável pelos cuidados. Embora muitos MAVs possam ser pequenos e assintomáticos, alguns podem causar intensa dor ou sangramento e levar a outros problemas médicos sérios.

MAVs são geralmente congênitos e os padrões de transmissão são desconhecidos. Não é geralmente uma doença hereditária, a não ser em algumas síndromes específicas.

A malformação arteriovenosa, na maioria das vezes, surge no desenvolvimento anormal do sistema vascular na vida embrionária, ou seja, ainda dentro da barriga da mãe.

As verdadeiras causas do desvio do desenvolvimento vascular normal no embrião, ou mesmo a transformação vascular que ocorre após o nascimento, permanecem até hoje desconhecidas.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico a maior parte das vezes. Muitas vezes estas malformações arteriovenosas são encontradas incidentalmente em exames de imagem de rotina ou para investigação de outras doenças.

Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia. 

Nenhum paciente é igual a outro, portanto a avaliação diagnóstica é essencial para o planejamento terapêutico.

 

Anatomia: 

Sistema arterial, venoso e linfático

Causa: 

Alteração do desenvolvimento embrionário.

Diagnóstico Diferencial: 

Tipos e classificação de malformações arteriovenosas

  • Capilar
    • Mancha em vinho do Porto localizada ou extensa 
    • Mancha em vinho do Porto sindrômica
    • Síndrome de Sturge-Weber
    • Facomatose pigmentar vascular
    • Síndrome de Beckwith-Wiedemann 
    • Síndrome de Robert
    • Mancha salmão
    • Mancha vascular telangiectásica medial sacral 
    • Telangiectasias
    • Síndrome de Rendu-Osler-Weber
    • Síndrome de Louis-Bar
    • Cútis marmórea telangiectásica congênita
    • Síndrome de Adams-Oliver
  • Linfática
  • Venosa
  • Arterial
    • Malformação arterial(aneurisma, ectasia, coarctação)
  • Complexa-combinada
    • Fístula arterio-venosa (FAV), malformação arterio-venosa (MAV), venosa-capilar (MVC), venosa-linfática (MVL), capilar-venosalinfática (MCVL), venosa-arterial-capilar (MVAC), arterial-linfática-capilar (MALC), arterial-linfática-venosa (MALV), capilar-venosa-linfática-arterial (MCVLA)
    • Regional / Regional
      • Fístula arteriovenosa (FAV)
      • Síndrome de Wyburn-Mason (MAV)
      • Síndrome de Brégeat (MAV)
      • Síndrome de Cobb (MAV)
      • Síndrome de Servelle-Martorell (MVC)
      • Síndrome de Klippel-Trenaunay (MCVL)
      • Síndrome de Parkes-Weber (MCVLA)
  • Difusa
    • Síndrome de Proteus (MVC)
    • Síndrome de Maffucci (MVL) 
    • Síndrome de Riley-Smith (MVL)
    • Síndrome de Solomon (MVAC) 
    • Síndrome de Bannayan (MVLAC) 

 

Epidemiologia: 

A epidemiologia é variável, dependendo do tipo de lesão. 

Evolução Natural: 

A evolução natural é muito variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Prevenção Primária: 

Por ser congênito e hereditário na maioria das vezes, não é possível a prevenção primária.

Sinais ou Sintomas: 

Os sintomas da MAV variam muito de acordo com a localização anatômica  da malformação. Cerca de quase 90% das pessoas com uma MAV são assintomáticos por muitos anos. Muitas vezes a malformação só é descoberta como parte de uma autópsia ou sem intenção durante o exame de outra doença ou check-up (achado incidental). Quando há sintomas, os mais comuns de uma MAV cerebral são dores de cabeça e crises de epilepsia. 

 

A malformação arteriovenosa é definida como um conjunto de lesões primárias da artéria, pois iniciam na fase embrionária do indivíduo.  Os indícios de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e dificilmente regridem espontaneamente. Fora do cérebro, estas lesões aumentam de forma proporcional ao crescimento do corpo e seu crescimento é desencadeado por estímulos fisiológicos, endócrinos, trauma, infecções e desnutrição dos tecidos, podendo predispor ao desenvolvimento de feridas e sangramentos.De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, prisão de ventre, sangramentos, entre outros sintomas. A malformação arteriovenosa nada mais é que uma má formação dos vasos que dificulta o fluxo sanguíneo, pulando o sistema capilar, e resulta no estresse de bombeamento de sangue ao coração, podendo levar à insuficiência cardíaca.

 

Prognóstico: 

O prognóstico é variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento para o MAV cerebral pode ser apenas sintomático e os pacientes podem ser observados periodicamente por um neurologista para qualquer convulsões, dores de cabeça, ou défices neurológicos focais. O tratamento específico pode envolver embolização endovascular, neurocirurgia aberta ou radiocirurgia. A embolização significa encher a MAV com partículas, acrilatos ou polímeros introduzido por um cateter radiograficamente guiado. As malformações arteriovenosas podem ser simples ou complexas, com estratégia de tratamento diferente para cada tipo. O importante é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e facilidade com a técnica que será utilizada.As malformações arteriovenosas de fluxo baixo, que consistem em componente venoso mais preponderante, apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo, com preponderância arterial, por embolização endovascular. A técnica de embolização é minimamente invasiva, ou seja, é realizada através de uma pequena punção sob anestesia local e sem cortes. Guiado por um equipamento de fluoroscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais (molas, esferas, partículas) que causam a oclusão da entrada dessa malformação. Assim, o fluxo que alimenta a malformação é interrompido, fazendo com que esta regrida e se degenere, diminuindo seu tamanho e levando ao alívio dos sintomas ao paciente.

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Complicações Possíveis: 

Trombose, sangramento, lesões, feridas, úlceras, edema, dor e outros.

Código: Q27.3 Select ratingGive Malformação arteriovenosa 1/5Give Malformação arteriovenosa 2/5Give Malformação arteriovenosa 3/5Give Malformação arteriovenosa 4/5Give Malformação arteriovenosa 5/5 Average: 5 (1 vote) vascularmal formaçãomavarterialvenosolinfático
Categorias: Medicina

Malformação arteriovenosa

Vascular Pro - ter, 06/12/2018 - 14:45
Foto proveniente de banco de fotos online Dreamstime

Malformação arteriovenosa (MAV) é uma conexão anormal entre o sistema arterial e venoso, sem passar pelo usual sistema capilar. Esta anomalia vascular é amplamente conhecida por causa de sua ocorrência no sistema nervoso central (cerebral), mas podem aparecer em qualquer local do corpo, e, quando fora do sistema nervoso, é o cirurgião vascular o responsável pelos cuidados. Embora muitos MAVs possam ser pequenos e assintomáticos, alguns podem causar intensa dor ou sangramento e levar a outros problemas médicos sérios.

MAVs são geralmente congênitos e os padrões de transmissão são desconhecidos. Não é geralmente uma doença hereditária, a não ser em algumas síndromes específicas.

A malformação arteriovenosa, na maioria das vezes, surge no desenvolvimento anormal do sistema vascular na vida embrionária, ou seja, ainda dentro da barriga da mãe.

As verdadeiras causas do desvio do desenvolvimento vascular normal no embrião, ou mesmo a transformação vascular que ocorre após o nascimento, permanecem até hoje desconhecidas.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico a maior parte das vezes. Muitas vezes estas malformações arteriovenosas são encontradas incidentalmente em exames de imagem de rotina ou para investigação de outras doenças.

Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia. 

Nenhum paciente é igual a outro, portanto a avaliação diagnóstica é essencial para o planejamento terapêutico.

 

Anatomia: 

Sistema arterial, venoso e linfático

Causa: 

Alteração do desenvolvimento embrionário.

Diagnóstico Diferencial: 

Tipos e classificação de malformações arteriovenosas

  • Capilar
    • Mancha em vinho do Porto localizada ou extensa 
    • Mancha em vinho do Porto sindrômica
    • Síndrome de Sturge-Weber
    • Facomatose pigmentar vascular
    • Síndrome de Beckwith-Wiedemann 
    • Síndrome de Robert
    • Mancha salmão
    • Mancha vascular telangiectásica medial sacral 
    • Telangiectasias
    • Síndrome de Rendu-Osler-Weber
    • Síndrome de Louis-Bar
    • Cútis marmórea telangiectásica congênita
    • Síndrome de Adams-Oliver
  • Linfática
  • Venosa
  • Arterial
    • Malformação arterial(aneurisma, ectasia, coarctação)
  • Complexa-combinada
    • Fístula arterio-venosa (FAV), malformação arterio-venosa (MAV), venosa-capilar (MVC), venosa-linfática (MVL), capilar-venosalinfática (MCVL), venosa-arterial-capilar (MVAC), arterial-linfática-capilar (MALC), arterial-linfática-venosa (MALV), capilar-venosa-linfática-arterial (MCVLA)
    • Regional / Regional
      • Fístula arteriovenosa (FAV)
      • Síndrome de Wyburn-Mason (MAV)
      • Síndrome de Brégeat (MAV)
      • Síndrome de Cobb (MAV)
      • Síndrome de Servelle-Martorell (MVC)
      • Síndrome de Klippel-Trenaunay (MCVL)
      • Síndrome de Parkes-Weber (MCVLA)
  • Difusa
    • Síndrome de Proteus (MVC)
    • Síndrome de Maffucci (MVL) 
    • Síndrome de Riley-Smith (MVL)
    • Síndrome de Solomon (MVAC) 
    • Síndrome de Bannayan (MVLAC) 

 

Epidemiologia: 

A epidemiologia é variável, dependendo do tipo de lesão. 

Evolução Natural: 

A evolução natural é muito variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Prevenção Primária: 

Por ser congênito e hereditário na maioria das vezes, não é possível a prevenção primária.

Sinais ou Sintomas: 

Os sintomas da MAV variam muito de acordo com a localização anatômica  da malformação. Cerca de quase 90% das pessoas com uma MAV são assintomáticos por muitos anos. Muitas vezes a malformação só é descoberta como parte de uma autópsia ou sem intenção durante o exame de outra doença ou check-up (achado incidental). Quando há sintomas, os mais comuns de uma MAV cerebral são dores de cabeça e crises de epilepsia. 

 

A malformação arteriovenosa é definida como um conjunto de lesões primárias da artéria, pois iniciam na fase embrionária do indivíduo.  Os indícios de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e dificilmente regridem espontaneamente. Fora do cérebro, estas lesões aumentam de forma proporcional ao crescimento do corpo e seu crescimento é desencadeado por estímulos fisiológicos, endócrinos, trauma, infecções e desnutrição dos tecidos, podendo predispor ao desenvolvimento de feridas e sangramentos.De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, prisão de ventre, sangramentos, entre outros sintomas. A malformação arteriovenosa nada mais é que uma má formação dos vasos que dificulta o fluxo sanguíneo, pulando o sistema capilar, e resulta no estresse de bombeamento de sangue ao coração, podendo levar à insuficiência cardíaca.

 

Prognóstico: 

O prognóstico é variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento para o MAV cerebral pode ser apenas sintomático e os pacientes podem ser observados periodicamente por um neurologista para qualquer convulsões, dores de cabeça, ou défices neurológicos focais. O tratamento específico pode envolver embolização endovascular, neurocirurgia aberta ou radiocirurgia. A embolização significa encher a MAV com partículas, acrilatos ou polímeros introduzido por um cateter radiograficamente guiado. As malformações arteriovenosas podem ser simples ou complexas, com estratégia de tratamento diferente para cada tipo. O importante é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e facilidade com a técnica que será utilizada.As malformações arteriovenosas de fluxo baixo, que consistem em componente venoso mais preponderante, apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo, com preponderância arterial, por embolização endovascular. A técnica de embolização é minimamente invasiva, ou seja, é realizada através de uma pequena punção sob anestesia local e sem cortes. Guiado por um equipamento de fluoroscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais (molas, esferas, partículas) que causam a oclusão da entrada dessa malformação. Assim, o fluxo que alimenta a malformação é interrompido, fazendo com que esta regrida e se degenere, diminuindo seu tamanho e levando ao alívio dos sintomas ao paciente.

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Complicações Possíveis: 

Trombose, sangramento, lesões, feridas, úlceras, edema, dor e outros.

Código: Q27.3 Select ratingGive Malformação arteriovenosa 1/5Give Malformação arteriovenosa 2/5Give Malformação arteriovenosa 3/5Give Malformação arteriovenosa 4/5Give Malformação arteriovenosa 5/5 Average: 5 (1 vote) vascularmal formaçãomavarterialvenosolinfático
Categorias: Medicina

Malformação arteriovenosa

Vascular Pro - ter, 06/12/2018 - 14:45
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Malformação arteriovenosa (MAV) é uma conexão anormal entre o sistema arterial e venoso, sem passar pelo usual sistema capilar. Esta anomalia vascular é amplamente conhecida por causa de sua ocorrência no sistema nervoso central (cerebral), mas podem aparecer em qualquer local do corpo, e, quando fora do sistema nervoso, é o cirurgião vascular o responsável pelos cuidados. Embora muitos MAVs possam ser pequenos e assintomáticos, alguns podem causar intensa dor ou sangramento e levar a outros problemas médicos sérios.

MAVs são geralmente congênitos e os padrões de transmissão são desconhecidos. Não é geralmente uma doença hereditária, a não ser em algumas síndromes específicas.

A malformação arteriovenosa, na maioria das vezes, surge no desenvolvimento anormal do sistema vascular na vida embrionária, ou seja, ainda dentro da barriga da mãe.

As verdadeiras causas do desvio do desenvolvimento vascular normal no embrião, ou mesmo a transformação vascular que ocorre após o nascimento, permanecem até hoje desconhecidas.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico a maior parte das vezes. Muitas vezes estas malformações arteriovenosas são encontradas incidentalmente em exames de imagem de rotina ou para investigação de outras doenças.

Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia. 

Nenhum paciente é igual a outro, portanto a avaliação diagnóstica é essencial para o planejamento terapêutico.

 

Anatomia: 

Sistema arterial, venoso e linfático

Causa: 

Alteração do desenvolvimento embrionário.

Diagnóstico Diferencial: 

Tipos e classificação de malformações arteriovenosas

  • Capilar
    • Mancha em vinho do Porto localizada ou extensa 
    • Mancha em vinho do Porto sindrômica
    • Síndrome de Sturge-Weber
    • Facomatose pigmentar vascular
    • Síndrome de Beckwith-Wiedemann 
    • Síndrome de Robert
    • Mancha salmão
    • Mancha vascular telangiectásica medial sacral 
    • Telangiectasias
    • Síndrome de Rendu-Osler-Weber
    • Síndrome de Louis-Bar
    • Cútis marmórea telangiectásica congênita
    • Síndrome de Adams-Oliver
  • Linfática
  • Venosa
  • Arterial
    • Malformação arterial(aneurisma, ectasia, coarctação)
  • Complexa-combinada
    • Fístula arterio-venosa (FAV), malformação arterio-venosa (MAV), venosa-capilar (MVC), venosa-linfática (MVL), capilar-venosalinfática (MCVL), venosa-arterial-capilar (MVAC), arterial-linfática-capilar (MALC), arterial-linfática-venosa (MALV), capilar-venosa-linfática-arterial (MCVLA)
    • Regional / Regional
      • Fístula arteriovenosa (FAV)
      • Síndrome de Wyburn-Mason (MAV)
      • Síndrome de Brégeat (MAV)
      • Síndrome de Cobb (MAV)
      • Síndrome de Servelle-Martorell (MVC)
      • Síndrome de Klippel-Trenaunay (MCVL)
      • Síndrome de Parkes-Weber (MCVLA)
  • Difusa
    • Síndrome de Proteus (MVC)
    • Síndrome de Maffucci (MVL) 
    • Síndrome de Riley-Smith (MVL)
    • Síndrome de Solomon (MVAC) 
    • Síndrome de Bannayan (MVLAC) 

 

Epidemiologia: 

A epidemiologia é variável, dependendo do tipo de lesão. 

Evolução Natural: 

A evolução natural é muito variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Prevenção Primária: 

Por ser congênito e hereditário na maioria das vezes, não é possível a prevenção primária.

Sinais ou Sintomas: 

Os sintomas da MAV variam muito de acordo com a localização anatômica  da malformação. Cerca de quase 90% das pessoas com uma MAV são assintomáticos por muitos anos. Muitas vezes a malformação só é descoberta como parte de uma autópsia ou sem intenção durante o exame de outra doença ou check-up (achado incidental). Quando há sintomas, os mais comuns de uma MAV cerebral são dores de cabeça e crises de epilepsia. 

 

A malformação arteriovenosa é definida como um conjunto de lesões primárias da artéria, pois iniciam na fase embrionária do indivíduo.  Os indícios de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e dificilmente regridem espontaneamente. Fora do cérebro, estas lesões aumentam de forma proporcional ao crescimento do corpo e seu crescimento é desencadeado por estímulos fisiológicos, endócrinos, trauma, infecções e desnutrição dos tecidos, podendo predispor ao desenvolvimento de feridas e sangramentos.De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, prisão de ventre, sangramentos, entre outros sintomas. A malformação arteriovenosa nada mais é que uma má formação dos vasos que dificulta o fluxo sanguíneo, pulando o sistema capilar, e resulta no estresse de bombeamento de sangue ao coração, podendo levar à insuficiência cardíaca.

 

Prognóstico: 

O prognóstico é variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento para o MAV cerebral pode ser apenas sintomático e os pacientes podem ser observados periodicamente por um neurologista para qualquer convulsões, dores de cabeça, ou défices neurológicos focais. O tratamento específico pode envolver embolização endovascular, neurocirurgia aberta ou radiocirurgia. A embolização significa encher a MAV com partículas, acrilatos ou polímeros introduzido por um cateter radiograficamente guiado. As malformações arteriovenosas podem ser simples ou complexas, com estratégia de tratamento diferente para cada tipo. O importante é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e facilidade com a técnica que será utilizada.As malformações arteriovenosas de fluxo baixo, que consistem em componente venoso mais preponderante, apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo, com preponderância arterial, por embolização endovascular. A técnica de embolização é minimamente invasiva, ou seja, é realizada através de uma pequena punção sob anestesia local e sem cortes. Guiado por um equipamento de fluoroscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais (molas, esferas, partículas) que causam a oclusão da entrada dessa malformação. Assim, o fluxo que alimenta a malformação é interrompido, fazendo com que esta regrida e se degenere, diminuindo seu tamanho e levando ao alívio dos sintomas ao paciente.

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Complicações Possíveis: 

Trombose, sangramento, lesões, feridas, úlceras, edema, dor e outros.

Código: Q27.3 Select ratingGive Malformação arteriovenosa 1/5Give Malformação arteriovenosa 2/5Give Malformação arteriovenosa 3/5Give Malformação arteriovenosa 4/5Give Malformação arteriovenosa 5/5 Average: 5 (1 vote) vascularmal formaçãomavarterialvenosolinfático
Categorias: Medicina

Entupimento de veia

Vascular Pro - ter, 06/12/2018 - 13:51

Para entendermos o entupimento das veias, necessitamos lembrar como funciona o sistema vascular, que contém o sistema arterial, venoso e linfático. Todos eles podem entupir em algum momento e as consequências e tratamentos são bem diferentes.
Quando falamos entupimento de veia, e entendemos literalmente, estamos falando do sistema venoso, que consiste em um sistema vascular responsável por trazer o sangue de volta ao coração. É um sistema de baixa pressão que não sofre as consequencias da aterosclerose, mas que, por causa do seu fluxo mais lento, pode "trombosar", ou seja, ocluir, entupir a veia. Quando o sistema venoso profundo é ocluído, ocorre a trombose venosa profunda e quando o sistema venoso superficial entope, ocorre a tromboflebite superficial. A trombose venosa profunda é mais grave, pois pode acarretar a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Tanto a trombose venosa profunda, quanto a tromboflebite superficial causam dor e inchaço, mais frequentemente nas pernas, mas a gravidade dos sintomas depende muito de acordo com o tipo e localização da veia acometida. O tratamento mais frequentemente realizado para o entupimento venoso (trombose venosa) é, portanto, a anticoagulação, com o intuito primário de evitar sua pior complicação que é a emboliza pulmonar. Em alguns casos específicos pode ser indicado a fibrinólise, com o objetivo de desentupir a veia e evitar uma complicação a longo prazo, que se chama síndrome pós trombótica. As varizes podem ocorrer pela síndrome pós trombótica, mas não são caracterizadas pelo entupimento das veias, e, sim a insuficiência venosa.
Agora, quando falamos entupimento de veias genericamente, podemos estar querendo dizer "entupimento arterial", ou seja, do sistema vascular responsável por levar o sangue do coração aos órgãos e membros, e, nesse caso, estamos falando de outras entidades que podem causar dificuldade na progressão desse sangue de alta pressão, sendo, mais frequente (>90% dos casos) a aterosclerose. A aterosclerose ocorre lenta e paulativamente, aumentando a espessura da parede das artérias e levando a um estrangulamento, ou fechamento dessas artérias, de moso que o sangue arterial, cheio de oxigênio, não chega aonde deveria, e os órgãos ou membros passam a sofrer com a falta de oxigênio. As áreas mais acometidas com a aterosclerose são: o coração e suas coronárias (podendo levar ao infarto), carótidas (podendo levar ao AVC) e membros inferiores (podendo levar à claudicação). O tratamento varia muito dependendo do local acometido, mas sempre inclui o controle dos fatores de risco, como parar de fumar, controle da pressão arterial, controle da diabetes e outras comorbidade, dieta adequada, exercício fisico sob observação médica e, em alguns casos as cirurgias podem ser necessárias.
Outra possibilidade seria o entupimento de um vaso linfático, que é menos comum, mas pode acontecer. A obstrução linfática mais frequentemente está associada à lesões e traumas, podendo ocorrer, por exemplo após cirurgias (cirurgia de câncer de mama é bem frequente quando se faz o esvaziamento linfático), ou mesmo após infecções (celulite ou erisipela). O tratamento consiste na compressão elástica ou inelástica.
Então, quando falamos entupimento, pode ser de qualquer estrutura tubular que leve ou traga alguma substância dentro do nosso corpo, se quisermos ser precisos e for referente ao sistema vascular, é necessário falar se é arterial, linfático ou venoso. As doenças são bem diferentes entre si, e com tratamentos mais diferentes ainda. É óbvio que as doenças podem aparecer concomitantemente, e pode ocorrer por exemplo as úlceras mistas, onde há o acomentimento venoso, arterial e até mesmo linfático.
 
 

Tags: trombosearterialvenosatvp Select ratingGive Entupimento de veia 1/5Give Entupimento de veia 2/5Give Entupimento de veia 3/5Give Entupimento de veia 4/5Give Entupimento de veia 5/5 Average: 5 (2 votes)
Categorias: Medicina

Entupimento de veia

Vascular Pro - ter, 06/12/2018 - 13:51

Para entendermos o entupimento das veias, necessitamos lembrar como funciona o sistema vascular, que contém o sistema arterial, venoso e linfático. Todos eles podem entupir em algum momento e as consequências e tratamentos são bem diferentes.
Quando falamos entupimento de veia, e entendemos literalmente, estamos falando do sistema venoso, que consiste em um sistema vascular responsável por trazer o sangue de volta ao coração. É um sistema de baixa pressão que não sofre as consequencias da aterosclerose, mas que, por causa do seu fluxo mais lento, pode "trombosar", ou seja, ocluir, entupir a veia. Quando o sistema venoso profundo é ocluído, ocorre a trombose venosa profunda e quando o sistema venoso superficial entope, ocorre a tromboflebite superficial. A trombose venosa profunda é mais grave, pois pode acarretar a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Tanto a trombose venosa profunda, quanto a tromboflebite superficial causam dor e inchaço, mais frequentemente nas pernas, mas a gravidade dos sintomas depende muito de acordo com o tipo e localização da veia acometida. O tratamento mais frequentemente realizado para o entupimento venoso (trombose venosa) é, portanto, a anticoagulação, com o intuito primário de evitar sua pior complicação que é a emboliza pulmonar. Em alguns casos específicos pode ser indicado a fibrinólise, com o objetivo de desentupir a veia e evitar uma complicação a longo prazo, que se chama síndrome pós trombótica. As varizes podem ocorrer pela síndrome pós trombótica, mas não são caracterizadas pelo entupimento das veias, e, sim a insuficiência venosa.
Agora, quando falamos entupimento de veias genericamente, podemos estar querendo dizer "entupimento arterial", ou seja, do sistema vascular responsável por levar o sangue do coração aos órgãos e membros, e, nesse caso, estamos falando de outras entidades que podem causar dificuldade na progressão desse sangue de alta pressão, sendo, mais frequente (>90% dos casos) a aterosclerose. A aterosclerose ocorre lenta e paulativamente, aumentando a espessura da parede das artérias e levando a um estrangulamento, ou fechamento dessas artérias, de moso que o sangue arterial, cheio de oxigênio, não chega aonde deveria, e os órgãos ou membros passam a sofrer com a falta de oxigênio. As áreas mais acometidas com a aterosclerose são: o coração e suas coronárias (podendo levar ao infarto), carótidas (podendo levar ao AVC) e membros inferiores (podendo levar à claudicação). O tratamento varia muito dependendo do local acometido, mas sempre inclui o controle dos fatores de risco, como parar de fumar, controle da pressão arterial, controle da diabetes e outras comorbidade, dieta adequada, exercício fisico sob observação médica e, em alguns casos as cirurgias podem ser necessárias.
Outra possibilidade seria o entupimento de um vaso linfático, que é menos comum, mas pode acontecer. A obstrução linfática mais frequentemente está associada à lesões e traumas, podendo ocorrer, por exemplo após cirurgias (cirurgia de câncer de mama é bem frequente quando se faz o esvaziamento linfático), ou mesmo após infecções (celulite ou erisipela). O tratamento consiste na compressão elástica ou inelástica.
Então, quando falamos entupimento, pode ser de qualquer estrutura tubular que leve ou traga alguma substância dentro do nosso corpo, se quisermos ser precisos e for referente ao sistema vascular, é necessário falar se é arterial, linfático ou venoso. As doenças são bem diferentes entre si, e com tratamentos mais diferentes ainda. É óbvio que as doenças podem aparecer concomitantemente, e pode ocorrer por exemplo as úlceras mistas, onde há o acomentimento venoso, arterial e até mesmo linfático.
 
 

Tags: trombosearterialvenosatvp Select ratingGive Entupimento de veia 1/5Give Entupimento de veia 2/5Give Entupimento de veia 3/5Give Entupimento de veia 4/5Give Entupimento de veia 5/5 Average: 5 (1 vote)
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