Medicina

10 artigos mais lidos sobre vascular: retrospectiva 2016

Vascular Pro - seg, 12/26/2016 - 21:21

2016 será mais um ano que ficará na história da equipe Vascular.pro e Instituto Amato. Foi um ano que deixou sua marca, com muitas dificuldades, mas também com muitas vitórias: visitamos a Mayo Clinic após receber prêmio internacional do SVS e visitamos também serviço de Vascular no Japão, também com prêmio internacional da sociedade japonesa de cirurgia, publicamos 2a edição de nosso livro "Procedimentos Médicos", curso de OsiriX voltou a funcionar, vários artigos científicos publicados e aceitos para publicação, viajei o Brasil divulgando a técnica de cirurgia de varizes com laser e anestesia local, e muito mais.

Para nosso site não foi diferente. Mais de 959.000 visitas ao nosso conteúdo, 21191 curtidas no Facebook (curta você também), com avaliação 4,5 estrelas. Sempre buscando a melhor informação em angiologia e cirurgia vascular para você.

Os artigos mais lidos em 2016 foram:

  1. Aplicação e Escleroterapia
  2. Cirurgia de Varizes com Laser
  3. Como é o pós-operatório da cirurgia de varizes?
  4. O que é derrame?
  5. Indicações de cirurgia vascular de carótidas
  6. Qual a melhor técnica para tratamento dos vasinhos? Glicose, crioglicose, polidocanol, espuma ou laser?
  7. TEP, o que é isso?
  8. Dor nas pernas: pode refletir um problema vascular?
  9. Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)
  10. A cirurgia de varizes

 

Os artigos onde os usuários dedicaram mais tempo lendo foram:

 

Se você ainda não leu, não perca a chance de ler os artigos vencedores.

Desejamos a todos muita saúde e muitos bebês em 2017.

 

Equipe Vascular.pro

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10 Artigos mais lidos sobre infertilidade. Retrospectiva 2016

Fertilidade - seg, 12/26/2016 - 21:01
Retrospectiva

Reprodução humana

2016 será mais um ano que ficará na história da equipe Fertilidade.org. Depois de tantos bebês colocados no mundo, temos que meditar nesse período do ano e traçar a rota que será seguida em 2017, sempre com o objetivo de ajudar mais mulheres a se tornarem mamães. Foi um ano que deixou sua marca, com muitas dificuldades, mas também com muitas vitórias. 
Para nosso site não foi diferente. Mais de 309.764 visitas ao nosso conteúdo, 6162 curtidas no Facebook (curta você também), com avaliação 4,1 estrelas. Sempre buscando a melhor informação em reprodução humana para você.
Os artigos mais lidos em 2016 foram:

  1. Calculadora de Fertilidade
  2. Como o esperma chega ao óvulo
  3. Calculadora Gestacional
  4. O processo do tratamento da fertilização in vitro (FIV)
  5. Convênios e o tratamento de reprodução humana
  6. Os principais tratamentos para infertilidade
  7. Idade e a Fertilidade feminina
  8. Inseminação artificial
  9. Fertilização in vitro (FIV)
  10. Congelamento de óvulos

Os artigos onde os usuários ficaram mais tempo lendo foram:

Se você ainda não leu, não perca a chance de ler os artigos vencedores.

Desejamos a todos muita saúde e muitos bebês em 2017.

 

Equipe Fertilidade.org

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Informações Urgentes sobre o Zika Vírus e o Tratamento de Fertilidade

Fertilidade - sab, 12/24/2016 - 11:46
Querendo engravidar?

E também querendo viajar?

Se você está tentando engravidar, especialmente através do tratamento de fertilidade, você pode estar considerando umas férias durante as festividades. Muitos programas de fertilidade fecham seus laboratórios (usados para coletas e transferências de Fertilização In Vitro, criopreservação, descongelamento de embriões e mais) por um curto período e por isso pode parecer um momento perfeito para descansar.

As preocupações sobre o Zika vírus são reais e complexas. A informação também está mudando rapidamente e mais informação é acumulada diariamente. Gravidez, viagem e sexo são aspectos que precisam ser considerados quando se trata desta perigosa infecção. As informações mais atualizadas sobre o Zika que você pode encontrar é do Centro de Controle de Doenças (CDC Americano) e da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e você deve cuidadosamente verificar aqui quando estiver planejando uma viagem.

Preocupações sobre o Zika Vírus ao Planejar uma Viagem

Se você estiver em qualquer estágio do planejamento familiar, incluindo os seguintes estágios - pensando em engravidar, possivelmente grávida, planejando engravidar, tentando engravidar ou possivelmente grávida acidentalmente, confira o website da FEBRASGO e CDC e considere falar com os seus médicos também. Se você está em tratamento de fertilidade, mesmo fora do ciclo (não atualmente em um tratamento de fertilidade mas planejando um ciclo de tratamento no futuro), você precisa ser ainda mais diligente. Para onde você vai viajar, quando você vai viajar, a quem você estará exposta, onde você vive - todas essas coisas precisam ser consideradas. Esses fatores são complicados e enquanto há muitos aspectos do Zika que são compreendidos, existem muitos que ainda são relativamente desconhecidos. O que se sabe é que os efeitos em uma gravidez que é exposta ao Zika são significantes. Não há nada a fazer além de ter muita cautela com essa infecção. Planeje suas férias e, enquanto você estiver fazendo isso, mantenha aberto o website do CCD para comparar as observações.

 

Como a infecção pelo vírus Zika é transmitida?
O vírus Zika é transmitido por meio da picada de mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite o vírus da dengue e o vírus Chikungunya. Por esse motivo, as medidas de prevenção e controle são as mesmas já adotadas contra a dengue e para o Chikungunya. Por esta razão, se evitar a multiplicação do mosquito eliminando os locais em que ele prolifera evita-se a infecção por estes três vírus. Na realidade esta é a única forma efetiva de controlar estas infecções.

Existe tratamento contra a infecção pelo vírus Zika?
Apenas tratamento sintomático, não havendo tratamento específico contra o vírus Zika. O tratamento sintomático baseia-se no uso de acetaminofen (paracetamol) para febre e dor, conforme orientação médica. Não está indicado o uso de ácido acetilsalicílico e drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como ocorre com a dengue. Orienta-se procurar o serviço de saúde e clínica médica para condução adequada. 

Como posso evitar ser infectada pelo vírus Zika?
Visto que o vírus Zika chega ao nosso organismo por meio da picada pelo Aedes aegypti é possível evitar a infecção pelo vírus Zika evitando a picada do deste mosquito. A melhor forma de evitar a infecção é controlar a proliferação do mosquito, mas se elas falham, devemos evitar a picada. As formas de evitar a picada consistem na proteção da pele, deixando o mínimo de pele exposta. Na pele exposta, proteger com repelente. Se usar tecido muito fino ou de trama larga, aplicar o repelente por cima do tecido. De forma geral, os repelentes naturais não são eficientes.

Grávida pode usar repelente?
Sim, a grávida pode usar alguns repelentes não naturais. Normalmente, eles trazem a informação se podem ou não serem usados em gestantes em suas embalagens. Os mais indicados são à base de “Icaridina”, nome comercial “Exposis®”, com tempo de ação que pode durar até 10 horas. Também podem ser utilizados o “DEET”, nome comercial “Off Repelex®”, (concentração de 15%) e o “IR3535”, nome comercial “Loção antimosquito Johnson®”. Cuidado para evitar o contato com olhos, boca e nariz. Os repelentes que funcionam quando são ligados na “tomada de luz elétrica” podem ser utilizados desde que estejam a mais de dois metros da gestante.

 

Veja mais:

zikaalertadica
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Autismo, Infertilidade e Procedimentos de Fertilização In Vitro – "Não há Risco Associado de Autismo"

Fertilidade - qua, 12/21/2016 - 11:41
Autismo

e a Fertilização in Vitro (FIV)

Se você já se perguntou se e como os procedimentos do tratamento de fertilidade afetam o embrião, que esperamos que se torne um bebê, aqui estão algumas respostas, pelo menos quando se trata de autismo. Dra. Juliana Amato, Diretora da Clinica de Reprodução Humana, dissipa a maioria dos medos que os procedimentos de fertilização in vitro FIV podem adicionar ao risco de autismo. Fale com um dos especialistas em fertilidade do Centro de Medicina Reprodutiva  para saber mais sobre tratamento de fertilidade e riscos de autismo.

FIV e Autismo – Quais são os Riscos?

Quais procedimentos de FIV parecem aumentar o risco de autismo?

Dra Juliana: A grande notícia é que esse novo estudo não encontrou nenhum risco de autismo associado com a grande maioria dos procedimentos de FIV. A única exceção foi a obtenção cirúrgica de esperma. Mesmo nela, o aumento global do risco foi modesto e desapareceu completamente quando os pesquisadores excluíram gravidezes que resultaram em prematuros ou nascimentos múltiplos (gêmeos, trigêmeos, etc.).

Nós sabemos, por estudos anteriores, que a idade da mulher, prematuros e nascimentos múltiplos podem levar à um aumento do risco de autismo, independentemente se eles resultam de uma concepção natural ou de uma FIV. Aqui estamos considerando a FIV.

O que podemos fazer com essa nova informação sobre o risco de autismo e a extração cirúrgica de esperma?

Dra. Juliana: Você pode querer compartilhar essas descobertas com o seu médico como parte de uma maior discussão sobre riscos. Se você está considerando FIV com obtenção cirúrgica de esperma, você provavelmente passou por rodadas e rodadas de exames e tratamentos. Da minha perspectiva, o modesto risco de autismo é compensado pela enorme vantagem de ter um filho. Mas converse com o seu médico especialista em infertilidade. Ele ou ela podem ter conselhos específicos para a sua situação. Por exemplo, você pode querer considerar o histórico de autismo da sua família ou os resultados de quaisquer testes genéticos que você tenha feito quando você começou o tratamento de fertilidade. Importante, siga os conselhso do seu médico para manter uma gravidez saudável. Vá para suas consultas de pré-natal regularmente, e tome as suas vitaminas conforme orientado pelo seu obstetra.

Enquanto o autismo é certamente um diagnóstico com o qual se pode viver, saber que a Fertilização In Vitro pode aumentar o risco não era a notícia que queríamos ouvir. Assim como podemos diminuir a transmissão de genes difíceis através do Diagnóstico Genético Pré-Implantação (PGD/PGS), é maravilhoso saber que nós não estamos aumentando as chances de autismo ao mesmo tempo.

 

 

Artigo citado: Cedars MI. In Vitro Fertilization and Risk of Autistic Disorder and Mental Retardation. JAMA. 2013;310(1):42-43. doi:10.1001/jama.2013.7223

autismoartigocomentário
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O Processo de Fertilização In Vitro: Um Passo de Cada Vez

Fertilidade - ter, 12/20/2016 - 13:35
Passo a Passo da FIV

Fertilização in Vitro

Como prometido, escrevemos mais uma versão das instruções passo a passo de um ciclo de FIV (fertilização in vitro). Digo que é uma nova versão pois colocamos um aspecto diferente, com um pouco de humor e com ênfases em outros pontos de vista. Outro médico pode explicar o processo de maneira ligeiramente diferente, e cada um dos estilos tem o seu próprio mérito. Este maravilhoso texto torna a leitura mais animada e, ao menos, divertida.

Compreendendo o processo de FIV  (Ciclo de Fertilização in Vitro) ainda melhor do que antes.

No Centro de Reprodução Humana (Fertilidade.org) nós reconhecemos o quão estressante é para você, nossa paciente, se submeter à um ciclo de Fertilização In Vitro. Infelizmente, nós não podemos tirar o seu estresse completamente. Nós podemos ajudar você a resolver essa tarefa com a mente tranquila, com um bom plano, e com o conforto de saber que você tem uma equipe de apoio torcendo por você a cada etapa da sua jornada (somos nós!). Nesse post daremos o nosso melhor para te dar uma visão geral do que esperar de um ciclo típico de Fertilização In Vitro… pense nisso como uma visão “ampliada”. (Fique tranquila, seu médico, enfermeira, e orientadora irão ajudar você a “focar” nos seus detalhes quando você começar).

Nosso primeiro passo é levantar informações sobre você. Nós queremos saber o quão forte são e quão bem funcionam os seus ovários e órgãos reprodutivos e confirmar se você está saudável e apta para a gravidez. Nós fazemos isso com uma série de exames de sangue e ultrassons. Dependendo de onde você está no seu ciclo menstrual, pode levar de 4-6 semanas para completar essa etapa.

Algumas vezes, mesmo este primeiro passo pode ser confuso – mas não se preocupe! Enquanto você estiver conosco, você terá o acompanhamento Dra. Juliana Amato e nossas enfermeiras que irão te ajudar em cada passo do caminho. Elas serão as pessoas à quem você poderá recorrer. Nossas recepcionistas ajudarão você a agendar consultas e direcionará suas dúvidas quando você não souber a quem dirigi-las. As enfermeiras ajudam você e nos ajudam. Nós as amamos e você provavelmente também irá. Uma vez que temos todas as informações necessárias, seu médico irá decidir se a Fertilização In Vitro é adequada para você, e se for, ela irá customizar um protocolo. Essa é uma “receita” bem afinada, cuidadosamente pensada (medicações e ultrassons) e bem específica para VOCÊ. Você irá seguir essa “receita” por várias semanas e nós iremos te monitorar cuidadosamente ao longo da jornada.

Objetivos do Tratamento de Fertilização in Vitro

Nosso primeiro objetivo no tratamento é ter certeza de que os seus hormônios naturais não vão interferir nas medicações de fertilização in vitro que nós iremos usar para estimular você a produzir folículos (bolsas contendo óvulos dentro dos ovários). Nós fazemos isso, em alguns casos, com o uso das pílulas anticoncepcionais (em outros casos, em vez disso, você pode usar outras medicações). Sua médica irá pedir para você informar quando for o seu próximo ciclo menstrual e ela irá te instruir sobre como iniciar as pílulas ou outras medicações.

Enquanto você está utilizando as pílulas anticoncepcionais ou medicações, nosso time financeiro estará trabalhando duro. Eles terão a complicada tarefa de conseguir fazer com que o os convênios médicos aprovem, pelo menos, os exames de ultrassom seriados antes do tratamento. Eles trabalham bem próximos a você para que você entenda tudo o que terá que pagar ao longo do caminho, sem surpresas inesperadas. Uma vez que o seu coordenador financeiro esteja confiante de que você e o convênio estão a bordo, eles nos darão “sinal verde” para você comprar as suas medicações de alto custo. Medicações para Fertilização In Vitro são compradas através de farmácias especializadas (você não pode simplesmente pegá-las na farmácia). Os convênios atualmente não pagam pelas medicações necessárias.

Durante a consulta inicial, sua médica te apresentou uma aula de Fertilização In Vitro, mas se ainda tiver dúvidas fique à vontade para retornar e saná-las. Para muitas das nossas pacientes, esse é o momento em que todas as partes do ciclo se unem com um “clique”, e elas sentem que agora têm uma compreensão mais clara do que esperar.

Uma vez que você tenha feito a aula e esteja com as suas medicações, nós vamos instruir você a parar com as pílulas anticoncepcionais. Um ou dois dias após ter parado com as pílulas anticoncepcionais, nós iremos pedir para que você venha fazer um exame de sangue e um ultrassom. Nós estaremos garantindo que tudo está “tranquilo”. De fato, você pode nos ouvir chamar essa checagem de “supressão” ou “linha de base”. Nós queremos ter certeza de que o revestimento do seu útero está fino, que os níveis dos seus hormônios estão apropriadamente baixos, e que não existem quaisquer folículos subservientes ou cistos crescendo nos seus ovários. Se tudo estiver bem, nós vamos instruir você a começar com as suas injeções. Se acontecer algo que nós não estávamos esperando, então você será instruída a continuar nas pílulas anticoncepcionais ou será lhe dado um novo plano. Isso potencialmente poderá atrasar você por uma ou duas semanas.

A maioria das mulheres precisam de injeções por 10-12 dias. A quantidade exata de tempo varia de mulher para mulher, então não fique surpresa se você precisar de um pouco menos ou um pouco mais de tempo. Isso não é uma corrida … e, por favor, mantenha em mente – nós não comparamos você com outras mulheres, então nem você deveria. Seus ovários vão nos dizer de quanto tempo eles precisam.

Durante o tempo em que você está se medicando, nós iremos te instruir a vir regularmente para fazer exames de sangue e checagens … tipicamente um dia sim, e um dia não. Conforme os folículos nos seus ovários crescem, nós contamos e medimos cada um deles. Contamos e medimos, contamos e medimos, contamos e medimos, até que TA DÃ! Seus ovários darão sua palavra final e você estará pronta para o procedimento (a recuperação) para coletar os óvulos.

No dia da coleta você deve esperar ficar no laboratório por 2 a 3 horas. Você irá receber uma anestesia intravenosa que fará dormir confortavelmente. O procedimento em si normalmente demorará 15 minutos e então nós iremos te monitorar por cerca de uma hora. Antes de você ir para casa seremos capazes de dizer quantos óvulos foram coletados. Nesse ponto, não sabemos muito sobre eles. Diremos para você ir para casa, tirar uma soneca, e começar a assistir uma maratona de séries no Netflix. Você pode sentir cólicas, inchaço ou cansaço. Medicamentos analgésicos comuns são o suficiente para o seu desconforto.

No dia seguinte à sua recuperação, uma enfermeira/biomédica te ligará para fazer uma checagem e te dizer quantos dos seus óvulos foram fertilizados. Dois dias depois a médica irá ligar para te atualizar, e depois de dois dias você vai dar entrada na sua transferência (recolocando um ou dois embriões de volta no seu útero) ou você receberá uma ligação para saber quantos dos seus embriões foram congelados para uso futuro. Se você for passar por uma transferência, nós vamos agendar o seu teste de gravidez 9 dias depois. Se você congelar os seus embriões, em vez disso, nós vamos pedir para você nos ligar quando a sua menstruação começar (geralmente duas semanas depois), então nós poderemos agendar uma TEC (transferência de embriões congelados).

Para algumas mulheres, os 9 dias entre a transferência de embriões e o teste de gravidez podem ser a parte mais desafiante do processo. Muitas de vocês reportam que se sentem estranhas de não terem que ir ao consultório regularmente (não se preocupe – nós ainda ligaremos para checar como você está). Algumas de vocês ficarão tentadas a fazer um teste de gravidez em casa. Por favor, não faça isso. Aqui está o motivo: As medicações do seu ciclo podem ainda estar no seu organismo. E, portanto, você pode ter um positivo mesmo se você não estiver grávida. No dia do seu teste de gravidez, a primeira coisa que nós vamos pedir é que você venha de manhã para fazer um exame de sangue. Aproximadamente 4-5 horas depois, nós ligaremos para você com as nossas novidades. Independentemente dos resultados, nós iremos para as próximas etapas. Nós diremos quais medicações você deverá continuar, quais você deverá parar, e o que esperar pelos próximos dias. Se o seu resultado for positivo, nós vamos instruir você a repetir a checagem dos níveis 2 dias depois, e a partir daí nós vamos começar a agendar os seus ultrassons.

Ocasionalmente, o teste de gravidez retorna positivo mas seus níveis estão mais baixos do que o esperado. Nessas situações, nós damos passos com muita cautela. Você será instruída a voltar 2 dias depois, para repetir o teste, para ver se se os seus números estão aumentando adequadamente. Nós estaremos otimistas de que eles irão dar certo, mas muito cautelosos. Infelizmente, a maioria dessas gravidezes não continuará normalmente.

O Tratamento de Fertilidade pode ser Intenso, mas também Empoderador

O tratamento de Fertilidade não é uma ciência perfeita. E, às vezes, nós temos que te dar notícias desapontadoras ao longo do caminho; seus ovários podem não responder às medicações do jeito como esperávamos, o número de óvulos que obtivemos na sala de cirurgia pode ser menor do que nós esperávamos, ou seus óvulos fertilizados podem não crescer para blastocistos normais. Se isso acontecer, nós temos consciência de que você pode se sentir triste, desmotivada, frustrada, ou talvez até mesmo zangada. Felizmente, essas notícias raramente nos pegam desprevenidos e nós estaremos comunicando quaisquer preocupações ao longo do caminho. Nós também temos um excelente time de provedores do bem-estar que estão disponíveis para ajudar você, caso você se sinta deprimida, ou se precisar de ajuda para tomar decisões e seguir em frente.

Então, sim, o Tratamento de Fertilização In Vitro pode ser intenso, mas também pode ser empoderador. Muitas mulheres se sentem animadas por poderem ser proativas e seguir à diante. Nós sabemos que uma grande responsabilidade recai sobre as pacientes. Nós sabemos que você estará reorganizando sua agenda como uma Administradora, misturando medicações como uma Química e aplicando injeções como uma Enfermeira. Nós daremos as ferramentas e você irá conquistar seu objetivo com confiança. Nós somos os seus maiores fãs, e nós te apoiaremos enquanto você enfrenta esta jornada. Boa sorte!

fivpasso a passo
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Síndrome do Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Fertilidade - seg, 12/19/2016 - 19:44
Infertilidade

Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP), é um distúrbio gineco-endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que os aumentam de tamanho.

É doença caracterizada pela menstruação irregular por causa da alta produção do hormônio masculino (testosterona) e consequentemente aparecem cistos nos ovários.

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Acredita-se que tenha uma origem genética e vários estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

A Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva e é a causa mais frequente de infertilidade em mulheres com anovulação crônica.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e é considerada a causa mais frequente de infertilidade em mulheres que não ovulam/menstruam adequadamente.

É um distúrbio que geralmente se inicia na puberdade, causando um desequilíbrio hormonal lenta e progressivamente. O organismo passa a produzir alguns hormônios em maior quantidade (testosterona), e outros em menor quantidade, favorecendo o aparecimento de cistos no ovário e interferindo no processo de ovulação natural.

Sintomas

Os sintomas podem variar entre as mulheres, porém os mais comuns são:

  • ciclos menstruais irregulares,
  • menor frequência de ovulação normal e
  • dificuldade para engravidar e ter bebê.

Além desses, a síndrome favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Em mulheres com Síndrome do Ovário Policístico (SOP) os níveis de hormônios masculinos androgênios (como a testosterona) são produzidos em excesso nos ovários e dificultam a ovulação natural, dificultando a gravidez, seja natural ou artificial. Sinais do excesso de testosterona:

  • crescimento anormal de pêlos nas regiões do baixo ventre, queixo, seios e buço,
  • oleosidade da pele e maior aparecimento de cravos e espinhas,
  • queda de cabelos,
  • aumento de peso e obesidade e
  • manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

Diagnóstico

A causa da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é desconhecida pela medicina e mas é possível amenizar seus sintomas. O diagnóstico depende de uma avaliação clínica completa, que exclua possibilidades de outros problemas endócrinos com a tiroide ou a glândula supra-renal. O exame de ultrassom sozinho não é suficiente para confirmar a presença da síndrome, por isso, é preciso realizar um conjunto de exames e passar em avaliação médica especializada.

Tratamento

Quando fala-se em tratamento deve-se ter em mente se o objetivo é tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e seus sintomas ou tratar a infertilidade. Ao tratar a SOP, ameniza-se os sintomas, visa regularizar a menstruação e melhorar a qualidade de vida, enquanto que o tratamento da infertilidade causada pela síndrome dos ovários policísticos visa, como objetivo final, engravidar e ter um bebê. Portanto,  tratamento ginecológico da SOP é diferente do tratamento da infertilidade da SOP, e, para isso, é necessário o especialista em reprodução humana.

Essa síndrome pode ser controlada através do uso de medicamentos que variam de acordo com os sintomas da paciente e suas complicações.  Frequentemente é utilizado anticoncepcionais hormonais como pílulas, pois auxiliam na diminuição do hormônio masculino. Para controlar os sintomas da SOP é importante manter uma dieta saudável, especialmente quando a paciente apresenta aumento do peso e também praticar exercícios físicos. 

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Muitas mulheres só descobrem que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) quando tentam engravidar e não conseguem, pois os sintomas nem sempre são exuberantes. Quando a síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a única causa de infertilidade do casal, as chances de gravidez são excelentes após a correção do distúrbio ovulatório. Entretanto, essas pacientes podem responder demais à medicação e apresentarem, desconforto no tratamento característico do hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento de infertilidade das pacientes portadoras da síndrome dos ovários policísticos (SOP) deve ser individualizado, extremamente criterioso e realizado por especialista em reprodução humana. O tratamento ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente. E, no caso da infertilidade, o especialista pode indicar a indução da ovulação por medicamentos. Boa parte das mulheres portadoras da SOP respondem bem ao tratamento de infertilidade e conseguem engravidar.

Outra alternativa para essas pacientes é a fertilização in vitro (FIV), especialmente quando existem outras causas (fatores masculinos e fatores femininos) que dificultem a gestação além da ovulação comprometida. Outra opção é a cauterização ovariana laparoscópica ou drilling ovariano, que é uma técnica frequentemente criticada pelo risco de formação de aderências e pelo potencial de comprometer a reserva ovariana.

A suspensão do anticoncepcional depois da regularização dos ciclos menstruais aumenta a chance de ovulação natural e gravidez. Quando a portadora da SOP apresenta altos níveis de insulina os médicos usam alguns medicamentos específicos para reduzir a produção dessa substância pelo corpo. 

 

Resumo

Ciclos irregulares, menor freqüência de ovulação e dificuldade para engravidar são características comuns da síndrome dos ovários policísticos (SOP). Esse distúrbio favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade. As portadoras da síndrome dos ovários policísticos devem compreender que o tratamento da síndrome pode não ser o mesmo do tratamento da infertilidade e, por isso, o especialista em reprodução humana é essencial nesse processo. A consulta médica especializada é muito importante, apesar de toda boa vontade de seus médicos que a acompanham.

 

Causas da Infertilidade ligadas à Síndrome dos Ovários Policísticos

  • Excesso de hormônios masculinos
  • Distúrbio ovulatório

Possíveis tratamentos 

Leia também

 

 

Fonte: Sirmans SM, et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology. 2014;6:1.

ovárioscausadoença
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Processo da FIV (Fertilização in vitro)

Fertilidade - seg, 12/19/2016 - 12:29
Fertilização In Vitro

3 Passos da FIV

O básico da fertilização in vitro (FIV).

Existem muitos detalhes para se planejar e fazer uma FIV, mas, na realidade, todo o processo pode ser dividido em 3 partes simples:

  • Retirada dos óvulos dos ovários
  • Fertilização dos óvulos no laboratório
  • Colocação dos embriões no útero.

Quer saber mais sobre o processo da FIV? Veja aqui como é feito.

 

Veja também

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fivbásico
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Fertilização in vitro

Fertilidade - seg, 12/19/2016 - 12:27

Fertilizacao in vitro (FIV)

fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida em que se promove o encontro, em laboratório, entre o óvulo e o espermatozoide extraídos dos futuros pais. A extração dessas células sexuais pode ser realizada de diferentes maneiras, sendo que, na mulher, ocorre após um estímulo à produção ovariana de folículos, um grupo de células que se tornarão óvulos, para que haja  fornecimento de número suficiente de folículos. O sucesso da terapia está diretamente relacionado ao número e a qualidade dos óvulos que serão obtidos.

Inúmeras podem ser as causas de infertilidade feminina que resultam de qualquer desequilíbrio no seu ciclo reprodutivo, seja na produção, na ação de um hormônio ou na constituição de um determinado órgão. Entretanto, não são todos os defeitos que levam à indicação do uso da fertilização in vitro: a avaliação da capacidade reprodutiva deve ser extensamente pesquisada e, em alguns casos, outros métodos mais simples são tentados primeiro.

Uma indicação acertada, por exemplo, é a que ocorre no caso de uma obstrução da tuba uterina (que liga o corpo do útero aos ovários) ou do próprio útero, impedindo o encontro natural do óvulo com o espermatozoide por bloquear o seu caminho. Outra é  quando a mulher possui uma baixa reserva ovariana, isto é, seu potencial para produzir óvulos é  baixo, como acontece no caso da “menopausa precoce”. Ainda outra é quando o ovário não produz óvulos (nesse caso devem ser usados os óvulos de uma doadora). Além disso, se a infertilidade masculina está presente ou se outros meios para engravidar mais simples já falharam (na presença de endometriose ou infertilidade sem explicação), pode também ser o método indicado pelo ginecologista.

Vale destacar que, em função da sua complexidade, a fertilização in vitro possui alto custo (existem alternativas), além de que a mulher é exposta a diferentes procedimentos e medicações, com o aumento do risco de gestação múltipla. Existem algumas condições que podem dificultar o sucesso da terapia, como a presença de miomas - dependendo de sua localização - obesidade, fumo, histórico de aborto ou de insucesso em tentativas anteriores por reprodução assistida.

A taxa de sucesso dessa terapia tem crescido nos últimos anos e hoje até 3% das crianças nascidas nos Estados Unidos são devido à fertilização in vitro, que é uma ferramenta de alto desenvolvimento tecnológico e exige manejo exclusivo de especialistas na área, composta pelo médico ginecologista, especialista em reprodução humana, e a sua equipe de embriologistas, enfermeiros e psicólogos.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

Veja Também

fivfertilização in vitrotratamento
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Criopreservação de embriões.

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 18:45
Embrião

Congelamento de embriões

Assim como se congela sêmen e óvulos, pode-se congelar embriões.

O congelamento ou a criopreservação de embriões é um procedimento realizado quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após uma tentativa de Fertilização in Vitro (FIV) ou Fertilização in Vitro com Micromanipulação de Gametas (ICSI). Somente 20-30% dos ciclos de Fertilização in Vitro terminam com embriões excedentes e com qualidade adequada para congelar! Assim, ter embriões excedentes de bons para congelar é uma exceção e não a regra!

Uma outra indicação para congelamento de embriões cada vez mais usada na Fertilidade.org e nos grandes centros de reprodução assistida são os casos de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano. Nestes casos, para a segurança da paciente, evitamos algumas medicações que podem causar a Síndrome e utilizamos outras para fazer o amadurecimento final dos óvulos. Todos os embriões produzidos são criopreservados e a transferência é realizada em outro ciclo sem a necessidade de indução da ovulação e coleta de óvulos. Em algumas situações é realizado este procedimento de transferência de embriões congelados (TEC): o método conhecido como freeze-all, termo em inglês que significa congelar todos os embriões para transferir em ciclo posterior.

O que fazer com os embriões congelados (criopreservados) ?

  • Tentar nova gravidez e para isso a paciente não pode ter mais de 50 anos, limite máximo no Brasil definido pelo CFM, para utilização das técnicas de reprodução assistida.
  • Doação para pesquisa de Células Tronco-Embrionárias, desde que tenham mais de 3 anos de criopreservação (art. 5º, da Lei Federal de Biossegurança nº 11.105/2005).
  • Descarte dos embriões criopreservados com mais de 5 (cinco) anos (Resolução CFM Nº 2.013/13, artigo V).

 
Obs: Existe também a opção de doação dos embriões para outra pessoa ou casal com objetivo de reprodução, mas a Fertilidade.org não trabalha com esta opção.

Fale com a especialista em reprodução humana.

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Encontros de Família e a Infertilidade (Como lidar?)

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 18:25
Festas de final de ano

Festas de final de ano como Natal e Ano Novo podem ser difíceis

O que torna o período de festas mais difícil do que outras épocas do ano?

Interações com os amigos e a família durante uma época do ano que supostamente deveria ser alegre pode ser difícil por diversas razões. Os sentimentos não são fáceis de expressar. Em primeiro lugar, famílias e amigos costumam estar juntos durante as festas, e é geralmente um momento onde são dadas as notícias, como a “estamos grávidos”.  Mesmo que você se sinta feliz pelo parente ou amigo que dá essa notícia, é natural que você se sinta mal sobre o seu próprio desapontamento.

Além disso, os membros da família podem ser intrusivos ao fazer muitas perguntas, dando conselhos não requisitados, ou criticando você por não fazer as coisas de maneira diferente. Além disso, as festas podem marcar o final de outro ano sem um bebê. A resultante dor que pode ser experienciada pela paciente em tratamento de infertilidade pode ser enorme.

O que eu posso fazer para me ajudar a passar por essa difícil época enquanto estou lidando com o estresse adicional da infertilidade?

Essas interações podem ser realmente perturbadoras pelo estado emocional. Você pode preservar seus relacionamentos eao mesmo tempo tomar conta de você, considerando que essa época em sua vida é extremamente estressante, mas que não durará para sempre.

Nós sabemos que pacientes em tratamento de infertilidade que não obtiveram sucesso em engravidar podem passar por níveis de depressão que são similares aos dos pacientes em quimioterapia. Pacientes que estão tendo problemas para engravidar podem ter o mesmo nível de depressão que pacientes que estão lutando pelas suas vidas. Amigos e família raramente compreendem isso, pois não enxergam o problema com os mesmos olhos. Por isso, não se pode esperar que digam ou façam “a coisa certa”. É improvável que as notícias de bebê de pessoas próximas sejam adiadas, que a tia Maria se contenha de perguntar: “então, quando vocês dois terão filhos?” ou que uma cunhada se vanglorie sobre como era fácil engravidar.

Então, como você lida com as emoções desencadeadas durante as festas e possivelmente inflamadas pela reação dos outros? A resposta está no planejamento.

Entender que as festas podem trazer estresse adicional pode te ajudar a decidir se deve minimizar as interações com amigos e familiares ou se deve se preparar para ser direta com eles sobre seus sentimentos. Essa é uma decisão pessoal. Um amigo ou membro da família pode não entender imediatamente se você não participar de um evento familiar, mas deixar de comparecer em alguns eventos geralmente é aceito. Se ser direto é uma opção, deixe sua família e amigos saberem que esse pode não ser um bom momento para você para estarem juntos, e considere passar as festas com um grupo mais íntimo – mesmo que esse grupo seja só você e o seu parceiro ou amigos próximos. Quando indivíduos ou casais estão lutando contra a infertilidade, pode não parecer justo, ou parecer ser muito esforço planejar as festas e considerar os sentimentos dos outros. No entanto, a fim de cuidar de si mesmo, é importante lembrar que as relações especiais são dignas de serem preservadas. O Tratamento de Infertilidade não dura para sempre mas relacionamentos com a família e com os amigos podem e devem durar uma vida.

 

Lidando com a Infertilidade Durante as Festas

O que os membros da família podem dizer ou fazer?

Amigos e familiares precisam entender que a infertilidade é uma condição médica e que a dor da infertilidade pode levar à depressão, auto-culpa e diminuição da auto-estima. Frases como “apenas relaxe” e “olhe pelo lado bom” podem deixar uma impressão de criticismo e indiferença. Ao invés disso, pode ser de grande ajuda começar a conversa com uma declaração como, “Eu sei que você está passando por um momento difícil. Eu não sei como reagir mas eu quero que você saiba que eu me importo e que eu estou aqui para qualquer hora em que você precisar de apoio. Eu não serei intrusivo ao te fazer perguntas mas saiba que eu sempre vou querer saber como você está.”

Meu conselho para os amigos e a família é rever seus palpites sobre a paciente. Se não estiver claro o que a paciente precisa, pergunte.

O que eu posso fazer para ajudar o meu relacionamento com o meu parceiro durante esta difícil época do ano?

Para ajudar a manter um bom relacionamento com o seu parceiro, se dê algo de positivo para esperar ansiosamente, planejando um tempo juntos. As festas podem ser um bom momento para uma viagem para um resort somente para adultos. Se você planeja ficar na cidade, eu encorajo a procurar algo que você e o seu parceiro gostem de fazer juntos, talvez um filme ou um show. Também é bom sair de casa, mesmo se não estiver sempre animado a sair – faça uma caminhada, olhe as vitrines, ou tente um novo restaurante.

Pode haver muito a ser discutido e conversado, mas é importante não deixar que o tratamento de infertilidade consuma todas as energias. Sugerimos limitar as discussões sobre infertilidade a 20 minutos por dia, e depois coloca-las para descansar. Se algo mais surgir, anote para mais tarde. Amanhã virá.

Pode ser difícil imaginar que um dia toda dor da infertilidade vai diminuir e eventualmente desaparecer. Mas ela vai, e se você puder tomar um tempo para cuidar de si e planejar suas interações com os outros, a época de festas poderá não ser o melhor momento do ano, mas será o melhor que pode ser dentro das circunstâncias. Mais importante ainda, o bem-estar emocional e os relacionamentos serão mantidos intactos para que as futuras festas possam ser verdadeiramente maravilhosas.

 

dicas
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O cérvix (colo uterino)

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 09:51
Colo Uterino

Cérvix uterino e atuação na fertilidade

O cérvix (cérvice ou colo do útero), na anatomia da mulher, é a porção inferior e estreita do útero, onde ele se une com a porção final superior da vagina.

Em algumas mulheres, o muco cervical (muco presente no colo uterino), secretado no período préovulatório, torna-se hostil e acaba dificultando a entrada dos espermatozoides no útero. O muco é responsável por transportar e armazenar os espermatozoides no trato reprodutor feminino, levando-os de encontro com o óvulo. O muco cervical é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozoide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da histerossalpingografia, da ultrassonografia transvaginal, histerossonografia, da videohisteroscopia (histeroscopia diagnóstica) e da colposcopia.

Possibilidade do Espermatozóide não alcançar o cérvix uterino (Colo do Útero)

É preciso que os espermatozoides sejam adequadamente depositados no fundo da vagina. A penetração precisa acontecer para que o espermatozoide possa entrar no colo do útero, através do muco cervical. Outro pré-requisito importante é que o espermograma esteja normal. Baixa na quantidade e qualidade dos espermatozoides e estreitamentos da entrada do canal do colo uterino, as infecções, as dificuldades ou impedimentos da penetração do pênis, uso de lubrificantes não aquosos, uso de ducha vaginal logo após a relação sexual, impedem ou dificultam o espermatozoide alcançar o colo do útero. 
 

Causas de infertilidade relacionadas ao colo uterino:

  • Infecção do colo uterino
  • Alterações do muco cervical

Passe em consulta com médico da área de fertilidade para investigar e realizar o tratamento adequado.

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Histerossalpingografia

Fertilidade - ter, 12/13/2016 - 17:43
Histerossalpingografia

Exame das trompas de Falópio e útero

É o exame que avalia as trompas uterinas. Chamado histerossalpingografia pode ser visualizado no video abaixo.

 

 

O exame de raio-x com contraste tem fama de desconfortável, mas tudo depende do material usado pelo laboratório e da possibilidade de sedação. O Instituto Amato, onde localiza-se o Fertilidade.org, tem infraestrutura para realizar o exame com sedação e maior conforto para a paciente. Converse com sua especialista em reprodução humana.

A histerossalpingografia é um exame normalmente realizado para verificar se há alguma anomalia no útero ou nas trompas de pacientes que apresentam dificuldade para engravidar, mas também pode ser feito para investigação de outros problemas ginecológicos ligados à anatomia do útero e das trompas. Se a anatomia estiver muito alterada, poderá haverá haver problemas para conseguir ter um bebê.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias. Ocasionalmente o próprio exame pode acabar desobstruindo e liberando as trompas para a fertilização.

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Trompas de Falópio

Fertilidade - ter, 12/13/2016 - 17:37
Tubas uterinas

Trompas de Falópio

As tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio, são dois tubos contráteis, com 10 cm aproximadamente, que se estendem de cima do útero para os lados da pelve. As tubas uterinas transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário até a cavidade do útero. Por elas passam em direção oposta os espermatozoides e é onde, habitualmente, ocorre a fecundação. É através das trompas que ocorre a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, além dela ter o papel primordial na movimentação do embrião até o útero. As tubas uterinas estão subdivididas em quatro partes: uterina, istmo, ampola e infundíbulo.

A formação de cicatrizes nas trompas de Falópio pode impedir a gravidez por impossibilitar a passagem das células reprodutoras até ao útero. Os problemas da trompa de Falópio constituem a causa de aproximadamente 30% das situações de infertilidade feminina, isto porque as trompas têm papel fundamental para a ocorrência da gravidez. A lesão pode ter sido causada por uma cirurgia prévia, por uma gravidez ectópica (tubária) prévia e pela formação de cicatrizes tubárias secundárias a endometriose ou a doença inflamatória pélvica. Esta última é uma infecção bacteriana da região pélvica causada por bactérias sexualmente transmitidas, tais como a gonorreia (Gonococo) e a Chlamydia (Clamídia), que conduz frequentemente ao aparecimento de cicatrizes, lesões ou obstruções das trompas de Falópio. História de dores pélvicas, com ou sem febre, pode sugerir um diagnóstico de endometriose ou de infecção pélvica.

Mas alterações nas trompas uterinas também podem ser provocadas de forma intencional como, por exemplo, através da laqueadura tubária, na qual a Reanastomose Tubária pode ser uma das possibilidades terapêuticas.

Por isso, a avaliação das trompas uterinas é extremamente importante durante um tratamento para engravidar. O exame que avalia as trompas uterinas é chamado histerossalpingografia e pode ser visualizado no video abaixo.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias.

Principais causas de Infertilidade ligadas às trompas uterinas (não trombas uterinas) que necessitam de tratamento em reprodução humana:

  • Endometriose
  • Obstrução tubária
  • Doença Inflamatória Pélvica
  • Pós laqueadura

 

Leia mais

 

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Anatomia da Reprodução Humana

Fertilidade - seg, 12/12/2016 - 08:19
Anatomia

da Fertilidade e Reprodução Humana

Os diversos órgãos do corpo humano que atuam na concepção e na gestação. Cada um desses órgãos podem estar relacionados a alguma causa de infertilidade e terá um tratamento específico na reprodução humana.

Na Mulher:

No Homem:

  • O pênis
  • Canais deferentes
  • Testículos (tipicamente dois)
  • A bolsa escrotal
  • A próstata
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Os ovários

Fertilidade - seg, 12/12/2016 - 08:16
Os ovários

Ovário na reprodução humana

Ovário, em todos os seres vivos com órgãos diferenciados, é o órgão onde são produzidos os gametas femininos, tanto nos animais como nas plantas. Os ovários têm uma região onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetros. São responsáveis pela formação do folículo e hormônios necessários para a concepção e gestação.

Sua região dos foliculos contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos. 

Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.

Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante. Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

A anovulação, isto é, a ausência de ovulação quando esta deveria estar presente, pode indicar graves endocrinopatias, sendo a mais relevante a síndrome do ovário policístico (SOP). A anovulação é uma das causas da infertilidade feminina e onde as técnicas de reprodução humana podem auxiliar.

Cistos nos ovários não significa infertilidade, com o tratamento adequado, é possível recuperar o equilíbrio hormonal e fertilidade. Muitas mulheres, ao receberem o diagnóstico de cistos no ovário, temem a impossibilidade de engravidar. E não são poucas, esse é um mal que atinge cerca de 25% das mulheres em idade fértil no Brasil. Ele aparece, sobretudo, nas que são portadoras de endometriose (afecção inflamatória provocada pelas células do endométrio que não foram expelidas durante o ciclo menstrual, pois migraram no sentido oposto e caíram nos ovários) ou que estão com doença inflamatória pélvica. O cisto no ovário não causa infertilidade na mulher, mas gera dificuldades para que ela engravide por causa das alterações hormonais produzidas pelo problema. Além disso, se houver irregularidade na menstruação ou apresentar ausência da mesma, o processo ovulatório pode ser afetado. Diante disso, para tratar a doença é imprescindível buscar ajuda médica.

Principais causas de infertilidade relacionadas aos ovários:

Leia mais:

Ovulação

básicoanatomiareprodução humana
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Básicos de Fertilidade | O Sistema Reprodutivo

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 20:17
Reprodução Humana

Tratamento da Infertilidade

Cada um de nós tem um kit básico de partes da “fertilidade”. Você sabe quais são? Se você não sabe, ou não tem certeza, aqui está uma lista simples.

Se você é uma mulher:

  1. O útero
  2. Ovários (tipicamente dois)
  3. Trompas de Falópio (também tipicamente duas)
  4. O cérvix
  5. A vagina

Se você é um homem:

  1. O pênis
  2. Canais deferentes
  3. Testículos (tipicamente dois)
  4. A bolsa escrotal
  5. A próstata

 

Como Funcionam as Partes Básicas de Fertilidade

Basicamente, quando você está tentando ter um bebê, todas essas partes jogam um importante jogo. Elas não são as únicas partes de fertilidade, mas vamos focar nelas hoje. 

Cada uma das nossas partes básicas de fertilidade tem uma importante função. Se elas estão funcionando perfeitamente, e você tem programado corretamente as relações sexuais, as probabilidades de que uma gravidez ocorra é de 30% antes dos 30 anos e cerca de 15-20% depois dos 35 anos. Veja a influencia da idade na concepção.

É assim quando tudo está funcionando exatamente como deveria, porém, às vezes, não é isso o que acontece.

 

Partes da Fertilidade & Tratamento de Infertilidade

 

Precisarei fazer fertilização in vitro (FIV)?

Muitas vezes em se tratando de infertilidade, há apenas um pequeno ajuste que precisa ser feito para melhorar as chances ao seu favor para conseguir engravidar com sucesso. Às vezes, o momento do esperma encontrar o óvulo não está batendo e você precisa tentar mais cedo ou mais tarde no seu ciclo reprodutivo.

Às vezes uma baixa dose de medicação é o suficiente para garantir que a ovulação está ocorrendo no momento e da maneira correta.

Às vezes a solução é tão simples quanto usar um kit de previsão de ovulação para garantir que você está tentando conceber no momento certo.

Um grande fator para considerar é o esperma e os espermatozóides. Eles compreendem a metade das células necessárias para conceber. Muito frequentemente uma ênfase precoce é colocada no papel da mulher na infertilidade e ao seguir pensando assim, pode estar negligenciando algo que pode estar bem na sua frente. Por isso a avaliação do casal se faz necessária.

Será que conseguirei engravidar?

Infertilidade ou subfertilidade pode ser questão de um simples ajuste e voila, você estará grávida! Mas para isso é necessário avaliação clínica pelo especialista em reprodução humana.

Leia também:

Tem uma dúvida? Pergunte aqui. e veja nossa lista de perguntas frequentes.

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Minimum stimulation in IVF

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 19:58
Fertilização In Vitro

Doses baixas de medicamento na FIV

Dra. Juliana Amato apresentou no congresso internacional da Humboldt Kolleg (Federal University of São Carlos - UFSCar - November 3-5th 2016 trabalho sobre a estimulação ovariana mínima em tratamento com fertilização in vitro na reprodução humana.

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Tudo o que você deseja saber sobre Fertilidade

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 19:48

O que você gostaria de saber se estivesse indo para uma consulta de infertilidade com um médico Esterileuta (especialista em fertilidade)?

Melhor ainda, o que você precisaria absolutamente entender e perguntar?

 

Dicas para a sua Primeira Consulta com um Especialista em Fertilidade

 

  1. Se a sua consulta for com um especialista em fertilidade, muitas das suas dúvidas serão respondidas dentro da própria consulta. Lembrando que nem todos ginecologistas são especializados na área de reprodução humana.
  2. Na consulta de fertilidade a especialista em fertilidade dará muitas informações, sendo que muitas delas, serão novidade para você.
  3. A clínica Fertilidade.org e Instituto Amato oferece no seu programas de fertilidade o livro "Em busca da fertilidade". O livro poderá ser dado ao paciente (dependendo do estoque), já que é muita informação para levar para casa e lembrar. Com o livro ficará mais fácil.
  4. Enquanto você imagina que irá lembrar de todas respostas para suas perguntas, pode não se dar conta da quantidade de informação e, obviamente, não quer que o pânico pela quantidade de informações te sobrecarregue.
  5. Se há dúvidas que deseja sanar durante a consulta, escreva-as num papel e deixe espaço em branco para escrever as respostas.
  6. Escreva no material que lhe foi dado, nas margens, para manter controle das suas dúvidas
  7. Certifique-se de que durante a consulta você consiga encaixar as suas perguntas e obter respostas que você consiga entender. Se não entendeu uma resposta, peça para que o especialista em fertilidade deixe mais claro.
  8. É perfeitamente aceitávei pedir ao seu médico para falar mais devagar ou para repetir alguma informação.

 

A Infertilidade é um “Problema das Mulheres”?

 

De quem é a culpa? Talvez essa questão seja desconfortável de perguntar, mas encare esse problema de frente, muitos de nós queremos saber. Talvez essa pergunta seja melhor reformulada como: “Nós poderemos saber qual é o nosso problema na concepção?” Porém, em até 30% dos casos o diagnóstico será de inexplicável ou idiopático

 

Dúvidas sobre Infertilidade que Você Deveria Considerar:

 

Nós tentamos tempo o bastante antes de vir ver você? Deveríamos tentar por mais tempo?

Como posso saber com certeza se eu estou ovulando?

Quando deveríamos realizar uma análise de sêmen?

Que coisas você sugere que eu comece a fazer e que coisas eu deveria parar de fazer?

Quais testes de fertilidade devem ser feitos? Eles podem ser feitos no mesmo dia? E se os testes já foram feitos por minha Obstetra/Ginecologista ou outro especialista em fertilidade? São válidos?

Qual tratamento de fertilidade eu devo fazer primeiro? Eu tenho escolhas?

 

Dúvidas sobre Infertilidade Masculina

 

Banheira quente é realmente ruim para um homem? É permitido beber café? Quanto de bebida alcóolica é permitida?

O que mais podemos fazer enquanto estamos no tratamento de fertilidade para ajudar as coisas a andarem?

O que eu como, bebo ou fumo faz diferença enquanto nós estamos tentando conceber?

Eu sou um corredor, um maratonista, tudo bem se eu continuar me exercitando desse jeito?

Não há nada de errado com o meu esperma. Eu não vejo razão para testá-lo. Por que isso é necessário?

Lembre-se de que passar em consulta com um especialista em fertilidade é o primeiro passo para aproximar do sonho de ter o bebê que você está tanto sonhando. E você não precisa fazer isso sozinho, pode passar em consulta acompanhada.

 

Mais dúvidas? Pergunte aqui.

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Tratamento de varizes com espuma

Vascular Pro - dom, 12/11/2016 - 18:30

Últimamente tem-se falado muito da espuma como tratamento das varizes e vasinhos. É uma técnica que merece ser discutida com seu cirurgião vascular.

A espuma de polidocanol foi, no início estudada como anestésico, porém demonstrou-se mais eficaz em fechar veias do que para anestesiar. Mas esse efeito anestésico fraco traz o benefício de ser uma substância praticamente indolor ao ser injetada. O polidocanol é um detergente que quando agitado forma espuma, e, ao utilizar a técnica de Tessari para formar espuma, essa espuma torna-se densa (método da espuma densa), de modo que ocupa todo o espaço do vaso. Ao preencher o vaso, a espuma de polidocanol causa destruição do endotélio levando a trombose quimica localizada. Essa trombose quimica pode evoluir com a recanalização ou com a fibrose do vaso, que é o resultado desejado. Ao fechar o vaso, fecha-se as varizes.

Apesar de ter resultados animadores, a técnica possui características e desvantagens que devem ser consideradas, como o alto índice de manchas (entre 20 a 30% dos casos), a possibilidade de reações alérgicas e o risco de trombose, até mesmo óbito. Um caso foi recentemente publicado de óbito por embolia pulmonar (Bruijninckx, Cornelis Ma. "Fatal Pulmonary Embolism Following Ultrasound-guided Foam Sclerotherapy Combined with Multiple Microphlebectomies." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 31, no. 7 (2016) )

Um outro artigo que comparou o laser, a radiofrequência, cirurgia e a espuma mostrou claramente que as medidas de melhora na qualidade de vida é similar nas técnicas, porém o laser e radiofrequencia tiveram menos complicações, porém a espuma demonstrou uma melhora na qualidade de vida menor que nas outras técnicas, além de uma taxa de fechamento da veia menor, que significa que é necessário repetir o tratamento (e os riscos) para atingir o resultado desejado. (Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014)) Esse trabalho foi publicado numa das revistas mais respeitadas da área médica a NEJM.

Resumindo, para quem já tem manchas, está nas fases mais avançadas da doença, deseja evitar outros tipos de procedimento, ou possui riscos cirúrgicos elevados, a técnica da espuma densa para tratamento de varizes deve ser cogitada e discutida com seu vascular.

Porém, seguindo as melhores práticas e diretrizes internacionais*, para aqueles que buscam resultado estético além do tratamento da doença, e querem minimizar os riscos de recanalização, devem optar por técnicas mais definitivas, como o laser, radiofrequencia e mesmo a cirurgia tradicional. 

Todas as técnicas tem seu espaço no tratamento das varizes, simplesmente porque nenhuma delas atingiu excelência em todos os quesitos: preço, eficácia, eficiência, segurança, velocidade, invasividade, recorrência, riscos, etc. Existem técnicas excelentes para tratamento de varizes hoje em dia, técnicas muito melhores do que as disponíveis há 2 décadas, sendo uma área intensamente estudada e onde muitas novidades estão para aparecer, tanto com novas técnicas quanto a associação de técnicas já existentes.

O grande segredo está em identificar qual a melhor técnica para cada paciente em seu contexto pessoal, e essa escolha deve ser feita em conjunto com o cirurgião vascular.

Leia os seguintes artigos:

 

Fonte: "MANAGEMENT OF CHRONIC VENOUS DISORDERS OF THE LOWER LIMBS GUIDELINES ACCORDING TO SCIENTIFIC EVIDENCE." (2014).

De Maeseneer, M G R, and S K van der Velden. "Managing Chronic Venous Disease: An Ongoing Challenge." European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery 49, no. 6 (2015)

Gloviczki, P, and M L Gloviczki. "Guidelines for the Management of Varicose Veins." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 27 Suppl 1 (2012)

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Crianças com tumores cerebrais

Neurocirurgia - seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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