Medicina

Endometriose: o Conselho de um Médico sobre Viver Com uma Doença Dolorosa

Fertilidade - sex, 03/24/2017 - 09:50
Endometriose

Conselho

Endometriose é uma doença inflamatória pélvica que pode causar infertilidade e dor pélvica. Muitas vezes é difícil de diagnosticar porque não existem testes simples que identifiquem positivamente a endometriose. Toda mulher que experimenta dor pélvica ou infertilidade pode ter presença de endometriose, mas esses sintomas também podem ser devido a outras doenças ou problemas.

Endometriose consiste em Células Uterinas Crescendo Fora do Útero

Endometriose ocorre quando pequenas células que normalmente crescem no interior do útero começam a crescer fora do útero e dentro da pelve, próximas das trompas de Falópio e ao redor dos ovários. Estas pequenas células crescem ao longo do tempo e produzem substâncias químicas inflamatórias que podem causar inflamação e dor pélvica. Esta inflamação pode então levar a cicatrizes pélvicas e distorção da pelve que atrapalha a implantação e a fertilização. Estes pequenos implantes de células, bem como cicatrizes causadas por estes implantes nem sempre podem ser vistos por qualquer exame de imagem como o ultrassom, e eles são difíceis de identificar em um exame físico normal. Não há evidências de que possam ser vistas em algum exame de sangue.

O único modo conclusivo para identificar e diagnosticar endometriose é a realização de um determinado tipo de cirurgia que investiga a pelve para identificar essas áreas anormais com tecido cicatricial associado. Uma cirurgia minimamente invasiva através do umbigo, chamada de laparoscopia, normalmente é realizada para identificar a endometriose como causa da dor pélvica. Se a endometriose for identificada, estas áreas de inflamação podem ser removidas e as mulheres podem ter menos dor pélvica, mas a presença da endometriose pode contribuir para a infertilidade, mesmo depois da cirurgia.

Às vezes, a endometriose pode crescer dentro do ovário, criando um grande cisto que nós chamamos de endometrioma. Este é o único aspecto da endometriose que pode ser visto durante a ecografia, e se este tipo de cisto é visto, há uma preocupação maior de que outras áreas de endometriose podem estar presentes dentro da pelve.

 

Veja a relação da endometriose com a infertilidade.

endometrioseinfertilidade
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Engravida

Fertilidade - dom, 03/19/2017 - 18:37
Clinica

Reprodução Humana

Se você está procurando uma clínica para engravidar em São Paulo, a Fertilidade.org atua no tradicional Instituto Amato em São Paulo. Seu parceiro não a engravida? Ou você que não consegue engravidar? Há mais de um ano? Veja quando deve procurar o especialista em reprodução humana.

A equipe multiespecialidades oferece ampla gama de opções de tratamentos ginecológicos, sempre com o foco nos melhores resultados clínicos.

Atuando há mais de 33 anos, o tradicional Amato - Instituto de Medicina Avançado oferece as mais diversas especialidades para a saúde da mulher. Com atendimento qualificado, o hospital dia na Av Brasil 2283 é o local mais recente e moderno de atendimento. Além das consultas médicas, realizamos no próprio consultório exames de ultrassonografia ginecológica e obstétrica, exames de Papanicolaou, pesquisa do vírus HPV, inserção de DIU, implantes e cauterizações de lesões na região genital. A Dra Juliana Amato, líder da equipe trabalha como ginecologista, obstetra e atua na área da reprodução humana e em diversos hospitais como Hospital Albert Einstein e Pro Matre. Possuimos também centro cirurgico para procedimentos minimamente invasivos.
 

clínica
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Problemas de fertilidade - Visão geral do tratamento

Fertilidade - dom, 03/19/2017 - 18:22
Visão geral

da infertilidade

Alguns problemas de fertilidade são tratados mais facilmente do que outros. Em geral, quando uma mulher envelhece, principalmente após os 35 anos de idade, as chances de engravidar caem. E as chances de aborto espontâneo sobem.

Se você tem 35 anos ou mais, seu médico pode recomendar que você ignore algumas das etapas que os casais mais jovens costumam passar, às vezes indo para tratamentos mais objetivos. Isso porque suas chances de ter um bebê diminuem a cada ano que passa.

É importante entender que mesmo se você for capaz de engravidar, nenhum tratamento pode garantir um bebê saudável. Por outro lado, cientistas neste campo tem feito muitos avanços que têm ajudado milhões de casais a terem bebês.

Tome tempo para planejar

Antes de você e seu parceiro iniciarem o tratamento, fale sobre até onde você quer ir com o tratamento. Por exemplo, você pode querer tentar o tratamento clinico hormonal, mas pode não querer fazer cirurgia. Obviamente você pode mudar sua mente durante o tratamento, com as informações adquiridas, mas é bom começar com uma ideia de quais seriam seus limites.

Tratamento para fertilidade também pode custar muito. E o convênio médico muitas vezes não cobre essas despesas, às vezes consegue-se o reembolso de consulta e alguns exames. Se o custo é uma preocupação para você, pergunte quanto ao custo dos medicamentos e procedimentos. Em seguida, descubra se o seu convênio cobre todos os custos. Converse com seu parceiro sobre o quanto vocês podem pagar.

Pensar sobre isso antes do tempo pode ajudar a evitar que você seja emocionalmente e financeiramente drenada ao tentar uma série de tratamentos que você não tinha planejado.

Infertilidade: Devo fazer tratamento? Tratamento inicial Tratamento para a mulher

Tratamentos para problemas de fertilidade em mulheres depende do que pode estar impedindo a mulher de engravidar. Às vezes a causa não é conhecida.

  • Problemas com ovulação. O tratamento pode incluir tomar medicamentos, tais como:
  • Infertilidade inexplicável. Se seu médico não consegue descobrir por que você e seu parceiro ainda não conseguiram engravidar, o tratamento pode incluir:
  • Trompas bloqueadas ou danificadas. Se suas trompas de falópio estão bloqueadas, o tratamento pode incluir cirurgia das trompas.
  • Endometriose. Se de leve a moderada, a endometriose parecer ser a principal razão para a sua infertilidade, o tratamento pode incluir cirurgia por laparoscopia para remover o crescimento do tecido endometrial. Este tratamento não pode ser uma opção se você tiver endometriose grave. Para obter mais informações, consulte o tópico Endometriose.
Tratamento para o homem

Seu médico pode recomendar que você primeiro tente a inseminação. Os espermatozoides são coletados e concentrados para então aumentar o número de espermatozoides saudáveis para inseminação.

Quando os tratamentos iniciais não funcionam

Muitos casais que têm problemas para engravidar chegam a um ponto em comum: eles precisam decidir se querem tentar a tecnologia de reprodução assistida (TRA).

Para saber mais, consulte os Tratamentos de Infertilidade.

Se você já não pensou sobre adoção, esse pode ser um momento para pensar sobre isso. Alguns casais decidiram neste momento gastar seus recursos em adoção ao invés de FIV. Outros casais viram a FIV como a melhor opção.

Clínicas de tratamento de fertilidade

Clínicas de Tratamento de Fertilidade não estão amplamente disponíveis em algumas partes do país, especialmente nas zonas rurais e distantes de grandes centros. Talvez você precise viajar para fazer o tratamento. Recebemos pacientes de todo o Brasil, e do exterior.

Ao analisar as taxas clínicas de sucesso, esteja ciente de que clínicas para tratamento de problemas de fertilidade mais graves podem ter taxas mais baixas de sucesso. Então é possível que uma clínica com uma menor taxa de sucesso tenha maior autoridade global que clínicas com maiores taxas de sucesso.

A taxa de sucesso de uma clínica é influenciada por muitas coisas, incluindo o laboratório utilizado, as habilidades dos médicos, a experiência e a causa ou causas do seu problema de fertilidade.

Quando você analisar taxas de sucesso do tratamento, lembre-se que as taxas de natalidade são sempre inferiores a ovulação e taxas de gravidez. Abortos são comuns entre todas as mulheres. Mas eles são mais prováveis em mulheres com fatores de risco tais como idade ou condição crônica de saúde mal controlada.

fertilidadetratamentoplanejamento
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Congelando sêmen, óvulos ou embriões antes do tratamento de câncer

Fertilidade - dom, 03/19/2017 - 17:59
Congelando

sêmen, óvulos e embriões

Sêmen, óvulos ou embriões podem ser congelados e armazenados para possível utilização no futuro. Isso é conhecido como criopreservação. Criopreservação de espermatozoides, óvulos ou embriões pode ser uma opção possível para as pessoas que foram diagnosticadas com câncer, se o tratamento do câncer é provável de causar infertilidade.

Se você for diagnosticado com câncer, você deve ter a oportunidade de discutir o seu diagnóstico e o efeito do tratamento do câncer sobre a sua fertilidade, tanto com a sua equipe do câncer quanto com um especialista em fertilidade.

A decisão de congelar alguns espermatozoides, óvulos ou embriões depende de várias coisas, incluindo o tipo de câncer que você tem, seu plano de tratamento e quão rápido seu tratamento precisa começar. Sua equipe de saúde também deve levar em conta se o tratamento futuro da fertilidade tem boa probabilidade de ser bem-sucedido, e se a amostra armazenada ainda será utilizável quando você precisar dela. Você deve ser capaz de ter sua amostra congelada e armazenada por pelo menos 10 anos.

Os critérios para ter tratamentos de fertilidade que foram descritos ao longo deste outros artigos não se aplicam a pessoas que foram diagnosticadas com câncer e desejam usar criopreservação para preservar sua fertilidade. No entanto, se você precisar usar sua amostra congelada no futuro, estes critérios poderão ser aplicados.

Sêmen

Se você é um homem ou adolescente, você deve ser capaz de produzir uma amostra de sêmen congelado antes do seu tratamento de câncer começar. O armazenamento do seu espermatozoide deve continuar por mais de 10 anos se você ainda estiver em risco de problemas de fertilidade após este período.

Óvulos e embriões

Mulheres (e meninas adolescentes, se apropriado) que estão bem o suficiente para fazer estimulação ovariana e coleta de ovos devem ser indicadas para armazenamento de óvulos ou embriões, dependendo do que for mais adequado, antes do início do tratamento.

Você e sua equipe de saúde devem discutir se há tempo suficiente para fazer esse procedimento antes de iniciar o tratamento para o câncer (o processo de coleta de óvulos pode levar várias semanas), levando em consideração se ele pode piorar sua condição ou sua expectativa.

congelamentotratamento
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Espaço Vascular

Vascular Pro - sex, 03/17/2017 - 10:29

A Vascular.pro ocupa o espaço vascular do Instituto Amato, de modo que a nossa equipe de cirurgiões vasculares, angiorradiologistas, angiologistas e ecografistas vasculares atendem ambulatorialmente e cirurgicamente no Instituto Amato. O Instituto é amplo e atende diversas outras especialidades, oferecendo suporte multidisciplinar para seus pacientes. A junta médica permite a discussão e acompanhamento de casos complexos por múltiplos profissionais.
Exames minimamante invasivos como:

  • Pletismografia
  • Ecodoppler vascular (duplex scan/ultrassom colorido com doppler)
  • Flebovisualização
  • e outros

E cirurgias como:

E procedimentos como:

São realizados no espaço vascular que consiste em sala de atendimento, 2 salas de procedimento e exame, além de 2 salas operatórias totalmente equipadas.

Tags: vascular
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Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

Neurocirurgia - ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

Tags: endoscopia da colunahérnia de disco por endoscopialaserhernia de disco a laserneuroendoscopiador lombarcolunaespecialista em colunacervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunalombalgianervo ciáticodor na colunacirurgia da colunatratamento colunamielopatia cervicalfisioterapiacirurgia de colunasao paulomoemahigienópolisperdizescentrocentro especializado em colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunainfiltraçõesbloqueiosbloqueio na colunainfiltração facetáriafacetaradiofrequenciarizotomia
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Infiltrações e bloqueios para dor na coluna - Entrevista

Neurocirurgia - ter, 03/14/2017 - 19:30

O neurocirurgião Dr. Marcelo Amato (CRM 116.579) fala sobre infiltrações na coluna ou "bloqueios", procedimentos que visam amenizar dores e limitações de movimento, além de possibilitar que o médico identifique qual estrutura da coluna que está causando o problema. Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas, e outros procedimentos minimamente invasivos  podem ser indicados, assim como a cirurgia endoscópica da coluna, os tratamento de hérnia de disco ou rizotomias com Laser ou com radiofrequencia. Assista e saiba mais!

 

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Fertilidade após a embolização uterina

Fertilidade - qui, 03/09/2017 - 16:24

Vários artigos descrevem gestações com êxito após o procedimento de embolização de miomas, entretanto, mulheres com mais de 40 anos são mais afetadas por miomas sintomáticos (>40% das mulheres acima de 40 anos), idade a partir da qual, por questões hormonais, naturalmente a fertilidade diminui. O questão sobre miomas e infertilidade ainda necessita de maiores pesquisas e investigações.  McLucas estudou mulheres com menos de 40 anos com intenção de engravidar e que foram submetidas à embolização de miomas, dessas 44 mulheres, 48% conseguiram engravidar com gestações a termo e bebês saudáveis. Entre elas, quatro tiveram duas gestações e uma teve três gestações após a EAU. Nesse grupo nenhuma apresentou placenta acreta, ruptura uterina, danos fetais ou déficit de crescimento, nenhuma apresentou complicações. Outros autores elencaram complicações como maior indice de perdas fetais, nascimento pre termo, placentas atopicas, hemorragia pos parto. Com a diminuição de 50% do volume dos miomas após a EAU esperaria-se um indice maior de trabalho de parto prematuro e má apresentações fetais, que são complicações associadas ao miomas em geral. Portanto, a EAU preserva o útero e a fertilidade. A EAU é alternativa valida para mulheres que desejam manter sua fertilidade, mas não é perfeita. O sucesso a longo termo para mulheres mais jovens é comparável às mulheres de mais idade, sugerindo que elas se beneficiam igualmente do procedimento. Poucas mulheres no grupo mais jovem apresentaram complicações que poderiam afetar a fertilidade, como a falência ovariana por exemplo.

A EAU oferece como benefício sobre a miomectomia para pacientes mais jovens o tratamento minimamente invasivo, deixando o útero intacto. A possibilidade da embolização da circulação ovariana existe, mas é uma complicação rara. O risco de recorrência é mais baixo que da miomectomia, de modo que a paciente pode planejar a gestação com maior liberdade de tempo após o procedimento. Os sintomas dos miomas melhoram e o planejamento familiar não ficará restrito a uma pequena janela de tempo.

Para miomas maiores em mulheres que desejam engravidar, um potencial planejamento terapêutico poderia ser a combinação da EAU com a miomectomia. A redução do volume dos miomas pela EAU permitiria o tratamento após 2 semanas com miomectomia de um modo menos invasivo. Principalmente em pacientes mais idosas que não querem esperar 6  meses para depois descobrir que os miomas não diminuiram o suficiente; mas também mulheres com uteros muito grandes, maiores que gestação de 18 semanas, que provavelmente não terão um utero pequeno o suficiente para a concepção. A embolização da artéria uterina prévia a miomectomia também diminui o sangramento intraoperatorio e também diminui a necessidade de nova miomectomia no futuro, 90% não precisarão de novo procedimento.

 

 

McLucas, Bruce, William D Voorhees, and Stephanie Elliott. "Fertility After Uterine Artery Embolization: A Review." Minim Invasive Ther Allied Technol 25, no. 1 (2016): doi:10.3109/13645706.2015.1074082.

Pron, Gaylene, John Bennett, Andrew Common, Jane Wall, Murray Asch, Kenneth Sniderman, and Ontario Uterine Fibroid Embolization Collaborative Group. "The Ontario Uterine Fibroid Embolization Trial. Part 2. Uterine Fibroid Reduction and Symptom Relief After Uterine Artery Embolization for Fibroids." Fertility and sterility 79, no. 1 (2003): 120-127.

Ravina, Jacques Henri, Nicole Ciraru Vigneron, Armand Aymard, Olivier Le Dref, and Jean Jacques Merland. "Pregnancy After Embolization of Uterine Myoma: Report of 12 Cases." Fertility and sterility 73, no. 6 (2000): 1241-1243.

vascularmioma
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Endometriose

Fertilidade - seg, 03/06/2017 - 19:12
Como engravidar

com endometriose

Fatos e definição de endometriose

  • Endometriose é o crescimento anormal de células (células endometriais) semelhantes às que se formam dentro do útero, mas em um local fora dele. Endometriose é mais comumente encontrada implantada em outros órgãos da pelve.
  • A causa exata da endometriose ainda não foi identificada.
  • A endometriose é mais comum em mulheres que estão passando pelo problema da infertilidade do que em mulheres férteis, mas a endometriose nem sempre causa infertilidade.
  • A maioria das mulheres com endometriose não têm sintomas, mas quando têm podem apresentar: 
    • Menstruação
    • Relações sexuais dolorosas
    • Micção ou Evacuações dolorosas (dor para ir ao banheiro)
    • Infertilidade
  • Dor pélvica durante a menstruação ou ovulação pode ser um sintoma de endometriose, mas também pode ocorrer em mulheres normais.
  • A suspeita de Endometriose pode ser com base no padrão dos sintomas da mulher e às vezes durante um exame físico, mas o diagnóstico definitivo é geralmente confirmado por cirurgia, mais frequentemente por videolaparoscopia.
  • O tratamento da endometriose inclui medicamentos e cirurgia para alívio da dor e tratamento da infertilidade, se a gravidez é desejada.

O que é endometriose?

Endometriose é o crescimento anormal de tecido endometrial semelhante àquele que reveste o interior do útero, mas em um local fora do útero. Tecido endometrial é renovado a cada mês durante a menstruação. Áreas de tecido endometrial, encontradas em localizações ectópicas (fora do normal) são chamadas de implantes endometriais. Estas lesões são mais comumente encontradas nos ovários, trompas de Falópio, superfície do útero, intestino e no revestimento da membrana da cavidade pélvica (ou seja, o peritônio). São menos comumente encontradas envolvendo a bexiga, colo do útero e vagina. Raramente, a endometriose pode ocorrer fora da pelve. Endometriose tem sido relatada no fígado, cérebro, pulmão e em  cicatrizes cirúrgicas antigas. Os implantes endometriais, embora possam se tornar problemáticos, são geralmente benignos (ou seja, não cancerosos).

Quais são as fases da endometriose?

Endometriose é classificada em uma das quatro fases (I - mínima, II - leve, III - moderada e IV - grave) com base na exata localização, extensão e profundidade dos implantes de endometriose, bem como na presença e gravidade de tecido cicatricial e com a presença e o tamanho dos implantes endometrióticos nos ovários. A maioria dos casos de endometriose é classificada como mínima ou leve, o que significa que existem implantes superficiais e cicatrizes suaves. A Endometriose moderada e grave normalmente resulta em cistos e cicatrizes mais graves. O estágio da endometriose não está relacionado com o grau de sintomas que uma mulher experimenta. A infertilidade é comum em endometriose de estágio IV.

 Quais são os sinais e sintomas da endometriose?

Na verdade, a maioria das mulheres que têm endometriose, não têm sintomas. Das que possuem, os mais comuns incluem:

  • Dor (geralmente pélvica) que normalmente ocorre apenas antes da menstruação e diminui após a menstruação
  • Relações sexuais dolorosas
  • Cólicas durante a relação sexual
  • Cólicas ou dor durante os movimentos intestinais ou durante a micção
  • Infertilidade
  • Dor em exames pélvicos

A intensidade da dor pode variar de mês para mês e pode variar muito entre as pacientes afetadas. Algumas mulheres experimentam uma piora progressiva dos sintomas, enquanto outras podem ter uma resolução da dor sem nenhum tratamento.

A Dor pélvica em mulheres com endometriose depende em parte de onde se situam os implantes endometriais.

  • Implantes mais profundos e implantes em áreas com mais terminações nervosas são mais capazes de produzir dor.
  • Os implantes também podem liberar substâncias na corrente sanguínea que são capazes de provocar dor.
  • A dor pode ser resultante de quando os implantes endometrióticos incitam a cicatrização dos tecidos circundantes. Parece não haver nenhuma relação entre a severidade da dor e a quantidade de doença anatômica que está presente.

A Endometriose pode ser uma das razões para a causa da infertilidade em casais saudáveis. Quando os exames laparoscópicos são realizados para avaliar a infertilidade, os implantes são frequentemente encontrados em pacientes que eram totalmente assintomáticas. As razões da diminuição da fertilidade em muitas pacientes com endometriose não são totalmente compreendidas. A endometriose pode incitar a formação de tecido cicatricial dentro da pelve. Se os ovários e as trompas de Falópio estiverem envolvidos, os processos mecânicos envolvidos na transferência dos óvulos fertilizados para as trompas podem ser alterados. Alternativamente, as lesões endometriais podem produzir substâncias inflamatórias que afetam adversamente a ovulação, a fertilização e a implantação.

Outros sintomas que podem estar relacionados à endometriose incluem:

  • Dor no abdômen inferior (dor na barriga baixa)
  • Diarréia e/ou constipação
  • Lombalgia
  • Fatiga crônica
  • Menstruação forte ou irregular
  • Dor ao urinar, ou
  • Sangue ao urinar (especialmente durante a menstruação).

Sintomas raros da endometriose incluem dor no peito ou tosse com sangue devido a endometriose nos pulmões, dor de cabeça e/ou convulsões devido a endometriose no cérebro.

E o risco de endometriose e câncer?

Alguns estudos têm postulado que as mulheres com endometriose têm um risco aumentado para o desenvolvimento de certos tipos de câncer de ovário, conhecido como câncer epitelial de ovário (CEO). Este risco é maior em mulheres com endometriose e infertilidade primária (aquelas que nunca passaram por uma gravidez). O uso da combinação de pílulas orais contraceptivas (POC), que são por vezes utilizadas no tratamento da endometriose, parece reduzir significativamente este risco.

As razões para a associação entre endometriose e câncer epitelial de ovário não são claramente compreendidas. Uma teoria diz que os implantes de endometriose se submetem a uma transformação maligna para o câncer. Outra possibilidade é que a presença da endometriose pode estar relacionada a outros fatores genéticos ou ambientais que servem para aumentar o risco das mulheres de desenvolverem câncer de ovário.

Quais as causas da endometriose?

A causa da endometriose é desconhecida. Uma teoria diz que o tecido endometrial é depositado em locais incomuns pelo fluxo retrógrado de detritos menstruais através das trompas de Falópio para as cavidades abdominais e pélvicas. A causa desta menstruação retrógrada não é entendida claramente. É claro que a menstruação retrógrada não é a única causa da endometriose, já que muitas mulheres que têm menstruação retrógrada não desenvolveram a condição.

Outra possibilidade é que áreas que alinham os órgãos pélvicos possuem células primitivas que são capazes de evoluir para outras formas de tecidos, tais como o endométrio. (Este processo é denominado coelomic metaplasia.)

Também é provável que a transferência direta dos tecidos endometriais no momento da cirurgia seja responsável pelos implantes de endometriose ocasionalmente encontrados em cicatrizes cirúrgicas (por exemplo, episiotomia ou cicatrizes de cesariana). A transferência de células endometriais através da corrente sanguínea ou do sistema linfático é a explicação mais plausível para os raros casos de endometriose que são encontrados no cérebro e outros órgãos distantes da pelve.

Finalmente, há evidências de que algumas mulheres com endometriose têm uma resposta imunológica alterada que pode afetar a habilidade natural do corpo para reconhecer o tecido endometrial ectópico.

O que dizer sobre a Endometriose e a infertilidade?

A Endometriose é mais comum em mulheres inférteis, em oposição a aquelas que passaram por uma gravidez. No entanto, muitas mulheres com endometriose confirmada são capazes de engravidar sem dificuldade, especialmente se a doença é leve ou moderada. Estima-se que acima de 70% das mulheres com endometriose leve ou moderada conseguirão engravidar no prazo de três anos sem qualquer tratamento específico.

As razões para uma diminuição na fertilidade quando a endometriose está presente não são completamente compreendidas. É provável que fatores anatômicos e hormonais sejam contributivos à diminuição da fertilidade. A presença da endometriose pode incitar a formação de cicatriz significativa (adesão) na pelve que pode distorcer as estruturas anatômicas normais. Alternativamente, a endometriose pode afetar a fertilidade através da produção de substâncias inflamatórias que têm um efeito negativo na ovulação, na fertilização do óvulo, e/ou na implantação do embrião. Infertilidade associada com endometriose é mais comum em mulheres com formas anatomicamente graves da doença.

Opções de tratamento para infertilidade associada à endometriose são variados, mas a maioria dos médicos acreditam que, para a endometriose, a cirurgia é superior ao tratamento médico. Quando apropriada, a tecnologia de reprodução assistida pode também ser utilizada como adjuvante ou alternativa ao tratamento cirúrgico.

A dieta afeta a endometriose?

Não existem dados bem estabelecidos que mostram que as modificações dietéticas podem evitar ou reduzir os sintomas da endometriose. Um estudo mostrou que um alto consumo de verduras e frutas foi associado com um risco menor de desenvolver endometriose, enquanto uma maior ingestão de carnes vermelhas foi associada com um risco mais elevado. Nenhuma associação foi vista com o consumo de café, leite ou álcool. Mais estudos são necessários para determinar se dieta desempenha um papel importante no desenvolvimento da endometriose.

Quais especialidades médicas tratam a endometriose?

A Endometriose é mais comumente tratada por ginecologistas/obstetras.

Há um exame para diagnosticar a endometriose?

A suspeita de Endometriose pode surgir com base nos sintomas de dor pélvica e descobertas durante exames físicos. Ocasionalmente, durante um exame reto-vaginal (um dedo na vagina e um dedo no reto), o médico pode sentir nódulos (implantes endometriais) atrás do útero e ao longo dos ligamentos que unem a parede pélvica. Outras vezes, nenhum nódulo é sentido, mas o exame em si causa dor incomum ou desconforto.

Infelizmente, nem os sintomas, nem o exame físico pode ser confiável para conclusivamente, estabelecer o diagnóstico da endometriose. Exames de imagem, tais como o ultrassom, podem ser úteis para excluir outras doenças pélvicas e podem sugerir a presença de endometriose nas áreas vaginais e na bexiga, mas eles não podem diagnosticar a endometriose com certeza absoluta. Para um diagnóstico preciso, uma inspeção visual direta dentro da pelve e no abdômen, assim como uma biópsia do tecido dos implantes são necessárias.

Portanto, o único método definitivo (de certeza) para diagnosticar a endometriose é a cirurgia. Requer videolaparoscopia (por furinhos) ou laparotomia (abertura do abdômen, fazendo uma grande incisão).

A laparoscopia é o procedimento cirúrgico mais comumente empregado, utilizado para o diagnóstico da endometriose. Este é um pequeno procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral, ou em alguns casos, sob anestesia local. É geralmente realizada como um procedimento ambulatorial (a paciente não fica internada durante a noite). A laparoscopia é realizada primeiro inflando a cavidade abdominal com um gás (dióxido de carbono), através de uma pequena incisão no umbigo. Um instrumento fino, de visão tubular (laparoscópio) é inserido na cavidade abdominal inflada para inspecionar o abdômen e a pelve. Os implantes endometriais então podem ser vistos diretamente.

Durante a laparoscopia, biópsias (remoção de amostras minúsculas de tecido para exame sob um microscópio) também podem ser realizadas a fim de obter um diagnóstico do tecido. Às vezes biópsias aleatórias obtidas durante a laparoscopia mostrarão a endometriose microscópica, mesmo que os implantes não sejam visualizados.

Laparoscopia e ultrassom pélvico também são importantes na exclusão de neoplasias malignas (como câncer de ovário) que podem causar muitos dos mesmos sintomas que imitam os sintomas da endometriose.

Qual é o tratamento para a endometriose?

Endometriose pode ser tratada com medicamentos e/ou cirurgia. Os objetivos do tratamento da endometriose podem incluir alívio dos sintomas e/ou aumento da fertilidade.

Quais os medicamentos que tratam a endometriose?

Antiinflamatórios não-esteroides (AINEs)

Medicamentos antiinflamatórios não-esteroides ou AINEs são comumente prescritos para ajudar a aliviar a dor pélvica e as cólicas menstruais. Esses medicamentos para aliviar a dor não têm efeito sobre os implantes endometriais ou a progressão da endometriose. No entanto, eles diminuem a produção de prostaglandinas, e as prostaglandinas são conhecidas por ter um papel na causa da dor. Como o diagnóstico da endometriose só pode ser definitivamente confirmado com uma biópsia, muitas mulheres com queixas, suspeitas de que possuem endometriose são tratadas para dor primeiro sem um diagnóstico firme ser estabelecido. Sob tais circunstâncias, os AINEs são comumente usados como um tratamento empírico de primeira linha. Se eles forem eficazes no controle da dor, outros procedimentos ou tratamentos médicos não serão necessários. Se eles são ineficazes, tratamento e uma avaliação adicional será necessária.

Como a endometriose ocorre durante os anos reprodutivos, muitos dos tratamentos médicos disponíveis para endometriose se baiseiam na interrupção da produção hormonal cíclica normal dos ovários. Estes medicamentos incluem os análogos GnRH, pílulas contraceptivas orais e progesterona prescritos pelo ginecologista.

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH)

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH) têm sido efetivamente usados para aliviar a dor e reduzir o tamanho dos implantes de endometriose. Estas drogas suprimem a produção de estrogênio pelos ovários, inibindo a secreção de hormônios reguladores da glândula pituitária. Como resultado, para os períodos menstruais, imitando a menopausa. Formas nasais e injeção de agonistas de GnRH estão disponíveis.

Os efeitos colaterais são do resultado da falta de estrogênio e incluem:

  • ondas de calor
  • secura vaginal
  • sangramento vaginal irregular
  • alterações de humor
  • fadiga, e
  • Perda da densidade óssea (osteoporose).

Felizmente, repor pequenas quantidades de progesterona em forma de pílula (semelhante aos tratamentos, por vezes, utilizados para o alívio dos sintomas da menopausa), pode evitar muitos dos efeitos colaterais irritantes devido à deficiência de estrogênio. "Adicionar terapia de reposição" é um termo que se refere a esta forma moderna de administrar agonistas de GnRH juntamente com progesterona, de forma a garantir a conformidade, eliminando a maioria dos indesejados efeitos colaterais da terapia de GnRH.

Pílulas contraceptivas

Pílulas contraceptivas orais (combinação de estrogênio e progesterona) são também por vezes utilizadas para tratar a endometriose. A combinação mais comum usada é em forma de pílula contraceptiva oral (PCO). Às vezes as mulheres que têm dor menstrual severa são convidadas a tomar a PCO continuamente, significando ignorar o placebo (hormonalmente inerte) como parte do ciclo. O uso contínuo, dessa maneira, geralmente irá parar a menstruação por completo. Ocasionalmente, ganho de peso, mastalgia, náusea, e sangramento irregular podem ocorrer. Pílulas contraceptivas orais são geralmente bem toleradas em mulheres com endometriose.

Progesterona

Progesterona [por exemplo, acetato de medroxiprogesterona (Provera, Cycrin, Amen), acetato de noretisterona, acetato de norgestrel (Ovrette)] são mais potentes do que os anticoncepcionais e foram recomendadas para mulheres que não obtêm alívio da dor ou não podem tomar uma pílula anticoncepcional. Elas podem ser úteis para as mulheres que não respondem a, ou não podem tomar (por razões médicas) contraceptivos orais.

Efeitos colaterais são mais comuns e incluem:

  • mastalgia
  • distenção abdominal
  • ganho de peso
  • sangramento uterino irregular, e
  • depressão.

Como a ausência de menstruação (amenorreia) induzida pelas altas doses de progesterona podem durar muitos meses após o término da terapia, estas drogas não são recomendadas para mulheres que estão planejando uma gravidez imediatamente após o término da terapia.

Outras drogas usadas para tratar a endometriose Danazol (Danocrine)

Danazol (derivado da etisterona, esteróide sintético) é uma droga sintética que cria um alto andrógeno (hormônio do sexo masculino) e baixo nível hormonal de estrogênio por interferir na ovulação e na produção ovariana de estrogênio. Oitenta por cento das mulheres que tomam esta droga têm alívio da dor e encolhimento dos implantes de endometriose, mas até 75% das mulheres desenvolvem efeitos colaterais da droga significativos. Estes incluem:

  • ganho de peso
  • edema (inchaço)
  • encolhimento da mama
  • acne
  • pele oleosa
  • Hirsutismo (crescimento de cabelo de padrão masculino)
  • intensificação da voz
  • dor de cabeça
  • ondas de calor
  • alterações da libido, e
  • alterações de humor.

Exceto para as alterações de voz, todos esses efeitos colaterais são reversíveis. Em alguns casos, a resolução dos efeitos colaterais pode levar muitos meses. Danazol não deve ser tomado por mulheres com certos tipos de doenças no fígado, rim ou doenças do coração. Este produto é raramente usado.

Inibidores da aromatase

Uma abordagem mais atual para o tratamento da endometriose envolve a administração de medicamentos conhecidos como inibidores da aromatase (por exemplo, anastrozole [Arimidex] e letrozole [Femara]). Estas drogas atuam interrompendo a formação do estrogênio local dentro dos implantes de endometriose. Elas também inibem a produção de estrogênio dentro do ovário e do tecido adiposo. Pesquisas estão em andamento para avaliar a eficácia dos inibidores de aromatase no tratamento da endometriose. Inibidores da aromatase podem causar perda óssea significativa com o uso prolongado. Devem também ser empregados em combinação com outras drogas em mulheres pré-menopáusicas devido aos seus efeitos sobre os ovários.

Cirurgia para endometriose?

Tratamento cirúrgico para endometriose pode ser útil quando os sintomas são graves ou quando há uma resposta inadequada à terapia médica. A cirurgia é o tratamento preferido quando há distorção anatômica dos órgãos pélvicos ou obstrução do intestino ou do trato urinário. Ela pode ser classificada como conservadora, em que o útero e tecido ovariano são preservados, ou definitiva, que envolve histerectomia (remoção do útero), com ou sem remoção dos ovários. Obviamente implicando na fertilidade da mulher.

A cirurgia conservadora é normalmente realizada por laparoscopia. Implantes endometriais podem ser extirpados ou destruídos por diferentes fontes de energia (por exemplo, laser, corrente elétrica). Se a doença for extensa e de anatomia distorcida, a laparotomia pode ser necessária.

Enquanto os tratamentos cirúrgicos podem ser muito eficazes na redução da dor, estima-se que a taxa de recorrência da endometriose após tratamento cirúrgico conservador é tão elevada quanto 40%. Muitos médicos recomendam realizar terapia médica após a cirurgia na tentativa de evitar a recorrência da doença sintomática.

Quem desenvolve endometriose?

Endometriose afeta as mulheres durante seus anos reprodutivos. A prevalência exata da endometriose não é conhecida, uma vez que muitas mulheres que são identificadas mais tarde como tendo a condição são assintomáticas. Estima-se que a endometriose afeta mais de 1 milhão de mulheres (as estimativas variam de 3% a 18% das mulheres) nos Estados Unidos. É uma das principais causas de dor pélvica e é a responsável por muitas das laparoscopias e histerectomias realizadas por ginecologistas. As estimativas sugerem que 20% a 50% das mulheres em tratamento para infertilidade têm endometriose, e que até 80% das mulheres com dor pélvica crônica podem estar afetadas.

Enquanto a maioria dos casos de endometriose é diagnosticada em mulheres com idade entre 25 a 35 anos, a endometriose tem sido relatada em meninas a partir dos 11 anos de idade. Endometriose é rara em mulheres pós-menopáusicas. Estudos ainda sugerem que a endometriose é mais comum em mulheres mais altas, finas, com uma baixa massa corporal (IMC). Atrasar a gravidez até uma idade avançada, nunca dar à luz, ou início precoce da menstruação e menopausa tardia foram apontados como fatores de risco para endometriose. Também é provável que existam fatores genéticos que predispõem a mulher a desenvolver endometriose, uma vez que ter um parente de primeiro grau com a condição aumenta a chance de que uma mulher vá desenvolver a condição.

Endometriose pode ser prevenida?

Como a causa da endometriose é mal compreendida, não existem formas conhecidas efetivas para impedir o seu desenvolvimento.

Qual é o prognóstico para uma mulher com endometriose?

A endometriose é comumente uma doença dos anos reprodutivos, e os sintomas geralmente desaparecem depois que a mulher atinge a menopausa. Para as mulheres que experimentam sintomas, algumas terapias estão disponíveis para socorro. Tratamentos para a infertilidade associada com endometriose também estão disponíveis para ajudar a aumentar as chances de uma mulher engravidar

 

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Endometriose e infertilidade

A infertilidade pode ser o primeiro sinal de endometriose em muitas mulheres. Cerca de 30% a 40% das mulheres com endometriose têm alguns problemas para engravidar. A razão para isso não é bem compreendida, e cicatrizes do trato reprodutivo podem desempenhar um papel importante. Fatores hormonais também podem estar envolvidos. Felizmente, tratamentos para tratar a infertilidade são eficazes para muitas mulheres.

 

 

endometrioseinfertilidadedoença
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Perguntas para serem feitas

Fertilidade - qui, 03/02/2017 - 14:26
Quais perguntas devo

fazer para o especialista em infertilidade?

Estas perguntas podem ajudá-la a discutir sua condição ou os tratamentos que foram oferecidos junto com seu médico especializado em reprodução humana. Abaixo algumas idéias de perguntas que podem surgir para serem feitas no momento da consulta inicial. A maior parte das perguntas já foram respondidas aqui no site, e algumas delas são bem personalizadas e só podem ser respondidas em consulta, mas é sempre bom ouvir o especialista.

Problemas de Fertilidade

Exames de Fertilidade

Tratamentos

Geral

  • Pode me dizer por que você decidiu me oferecer esse tipo específico de tratamento?
  • Quais são os prós e contras deste tratamento?
  • O que isso irá envolver?
  • Existe algum risco associado a este tratamento?
  • Quais são minhas opções para fazer tratamentos diferentes daqueles que me ofereceram?
  • Há mais algumas outras informações (como um folheto, DVD ou um site que eu possa acessar) sobre o tratamento que eu posso fazer?

Tratando as causas de problemas de fertilidade

  • Eu sou incapaz de ejacular: pode explicar as opções de tratamento disponíveis para me ajudar?
  • Eu tenho um distúrbio de ovulação: você pode explicar que tipo de tratamento de indução de ovulação seria mais adequado para mim?
  • Quais são minhas chances de ter uma gravidez múltipla com este tratamento?
  • Você pode explicar mais sobre a perfuração ovariana laparoscópica e se isso pode me ajudar?
  • Se eu tenho endometriose posso ainda engravidar naturalmente? Quais são as opções de tratamento para me ajudar?
  • Existe algum tratamento para infertilidade inexplicável que podemos tentar?

Inseminação intra-uterina

  • Se a contagem de espermatozoides do homem é baixa a IIU nos ajudaria a engravidar?
  • Você pode explicar mais sobre os procedimentos envolvidos na utilização de espermatozoides de um doador para IIU?

Tratamento de FIV

Congelamento de sêmen, óvulos e embriões

perguntasfaq
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A vagina

Fertilidade - qui, 03/02/2017 - 13:51
A Vagina

e a infertilidade

A vagina (do latim vagĭna, lit. "bainha") é um canal do órgão sexual feminino dos seres humanos, parte importante do aparelho reprodutor feminino, que se estende do colo do útero à vulva. A cada lado da abertura externa da vagina humana há duas glândulas pequenas, chamadas Glândulas de Bartholin, secretoras de um muco lubrificante na copulação.

A parte de fora da vulva é denominada vestíbulo vaginal. Lá existem dois orifícios: orifício urinário (uretra) e o orifício genital (vagina).

A função reprodutiva da vagina consiste em receber o pênis no coito e dar saída ao feto no momento do parto, além de expulsar o conteúdo menstrual. A vagina é inicialmente protegida somente pelo hímen, uma membrana fina com algumas perfurações que permitem a saída do sangramento menstrual. Sendo o hímen normalmente rompido na primeira relação sexual, causando um pequeno sangramento.

Relação da vagina com a infertilidade

Secreção vaginal alterada está entre os sintomas de doenças sexuais e de inflamações perigosas, que podem estar associadas à causas de infertilidade.

Em casos onde a secreção é resultado de alguma doença sexualmente transmissível (DST), a doença mais comum é a tricomoniase, que provoca um cheiro muito forte e um corrimento de cor meio amarelada e meio verde, sendo causada por um protozoário. O tratamento é feito à base de antibióticos orais, para o casal. Mas o perigo maior está no fato da mulher contrair clamídia, que causa infertilidade: doença que quase não apresenta sintomas, mas pode provocar grave infecção uterina, chamada de cervicite, que atinge as trompas e causa obstrução tubária.

Uma consequência da candidíase é a alteração do pH vaginal, sendo que isso ocasionalmente pode ocasional um ambiente hostil para os espermatozoides. Além disso, durante o tratamento com uso de antifúngicos e cremes vaginais, os espermatozoides terão ainda mais dificuldades de movimentação para chegar ao óvulo. Após o tratamento da candidíase, qualquer dificuldade que poderia estar dificultando a gravidez terá desaparecido.

O vaginismo é uma outra condição que dificulta a concepção:  os músculos vaginais de uma mulher se contraem involuntariamente, sempre que qualquer abordagem é feita em sua vagina. Este espasmo é muitas vezes tão doloroso que a relação sexual é impossível, e essa condição às vezes dura por anos. É uma dificuldade sexual mais comum do que se imagina e pode afetar as relações afetivas de suas portadoras. De todas as disfunções sexuais é, em alguns casos, uma das mais fáceis de se resolver pois o tratamento é através de técnicas físicas que a própria paciente pode fazer com a orientação médica adequada.

 

veja também: como o espermatozóide chega ao óvulo

anatomiamulher
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Problemas de Fertilidade

Fertilidade - qui, 03/02/2017 - 12:34
Problemas de Infertilidade

Cerca de 1 em cada 7 casais heterossexuais no Reino Unido procuram aconselhamento em algum momento de suas vidas por terem dificuldades em engravidar *, o que não é muito diferente do Brasil. O tempo que leva para conceber naturalmente varia e a idade pode ser um fator importante: ambas as fertilidades, das mulheres e (em menor grau) dos homens gradualmente declinam conforme eles envelhecem.

Uma mulher pode ter problemas de fertilidade pelo fato de seus ovários não produzirem óvulos regularmente, ou porque suas trompas de Falópio estão danificadas ou bloqueadas e o espermatozoide não consegue chegar até os óvulos. Nos homens, um problema de fertilidade geralmente ocorre devido ao baixo número ou a má qualidade do espermatozoide. Para até um quarto das pessoas, nenhuma razão pode ser encontrada para os seus problemas de fertilidade. Isso é chamado de infertilidade inexplicável (sem causa aparente).

 

*NHS

infertilidadeproblema
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Exames necessários na avaliação de varizes

Vascular Pro - ter, 02/28/2017 - 10:50

De acordo com o dr. Alexandre Amato (CRM 108.651), os exames mais solicitados dentro do Instituto, além dos essenciais clínico e físico, é o ecodoppler venoso, a pletismografia e a fleboscopia. Todos estes procedimentos visam checar como está a saúde vascular do paciente. Assista e saiba mais!

 

[Transcrição]   Sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, da equipe do Instituto Amato. E hoje nós vamos falar um pouquinho sobre os exames necessários na avaliação do paciente com varizes. O exame clínico com a conversa com o paciente, o exame físico é essencial, sem examinar o paciente é impossível avaliar a gravidade da doença.  Os exames subsidiários, os exames além do exame clínico, o mais frequentem-te solicitado é o ecodoppler venoso ou ultrassom com doppler das veias dos membros inferiores, esse é um exame que não é invasivo, que não doe e que traz muitas informações anatômicas e também funcionais das veias. Outros exames podem ser, pletismografia que é um exame muito útil atualmente que informa não só a existência ou não da insuficiência venosa, mas também como a eficácia da musculatura da panturrilha para bombear o sangue de volta para cima. Nós temos também as fleboscopias então, soa equipamentos que projetam as veias em realidade aumentada sobre a superfície da pele evidenciando as veias que estão doentes. Então atualmente esses são os exames mais realizados, tanto no diagnostico, tanto no planejamento terapêutico.   Tags: videovenosoexame
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Escleroterapia

Vascular Pro - ter, 02/28/2017 - 10:38

Dr. Alexandre Amato (CRM 108.651) explica sobre a escleroterapia, que é um procedimento médico realizado para o tratamento de vasos sanguineos dilatados ou mal formações, ou seja, varizes nos mais diversos tamanhos. Na maior parte dos casos o paciente tem o objetivo estético, porém é utilizado como tratamento da doença venosa. Assista ao vídeo e saiba mais!

[Transcrição]

Eu sou professor doutor Alexandre Amato, eu sou cirurgia vascular do Instituto Amato. E hoje nosso tema é, escleroterapia. A escleroterapia é uma parte do projeto de tratamento de varizes, significa o endurecimento e o tratamento que faz desaparecer as veias. Existem várias técnicas de escleroterapia, desde injeção de substancias liquidas que promovem uma trombose no local e consequentemente a fibrose e desaparecimento dessa veia, como outras técnicas como o laser, a espuma, a radiofrequência, a radioablação, normalmente a associação dessas técnicas apresentam resultados melhores, cada técnica é adequada para cada tipo de veia. Obviamente tendo a doença das varizes elas devem ser tratadas antes de se pensar na parte estética então a escleroterapia faz parte de um contexto maior sendo uma das ferramentas dentro do tratamento de varizes. Ultimamente a associação do laser com a escleroterapia com glicose tem mostrado bons resultados, por que? Nós utilizamos duas técnicas com baixo nível de complicação e essas técnicas associadas promovem um aumento na resolutividade então com menores riscos. Obviamente, as outras técnicas a espuma, a glicose unicamente, a radiofrequência e outros continuam tendo grande aplicação dentro do contexto do tratamento dos vasinhos.    Tags: videoescleroterapiavenoso
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Indicações para tratamento da infertilidade

Fertilidade - ter, 02/28/2017 - 10:30
Tratamento da Infertilidade

Principais indicações

[Transcrição]

Eu sou Juliana Amato, eu sou especialista em ginecologista obstetrícia e reprodução assistida. Hoje nós vamos falar sobre infertilidade, as orientações para quais pessoas devem procurar o tratamento ou o especialista. Quem deve procurar o tratamento são os casais que estão há 1 ano em tentativa de engravidar, as mulheres com mais de 35 anos que não tem o desejo de engravidar por agora ou que estão tentando engravidar a partir de agora, e os pacientes que tem algum tipo de doença como o câncer que deverá ser feito a preservação da fertilidade. Os casais que estão há um 1 ano sem engravidar, deverá ser feito uma avaliação do casal para saber qual que é a causa mais provável de infertilidade, se é masculina ou se é feminina. A causa mais comum de infertilidade das causas femininas são as anovulatórias a falta de ovulação e nas causas masculinas é as azoospermia ou alguma alteração do espermograma. Pacientes acima de 35 anos, sabe-se que com 35 anos a nossa fertilidade ela dá uma decaída, porque a mulher ela nasce com número de óvulos que ela vai gastar ao longo de sua vida, quando ela menstrua a primeira vez ela começa a gastar esses óvulos, a depletar esses óvulos e com 35 anos se vê que essa queda de óvulos se acentua cada vez mais então, ela tem uma quantidade diminuída e se ela quiser ter um filho ou mais, ela tem que pensar numa primeira gravidez antes dos 35 anos. E as pacientes que estão em tratamento de câncer tanto de ovário quanto câncer de mama tem que ser orientadas a preservação da fertilidade, elas vão ter que fazer uma quimioterapia então, elas precisam preservar os seus óvulos, ou seja, congelar

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Fundamentos sobre a Fertilidade - Reprodução Humana

Fertilidade - sab, 02/25/2017 - 11:38

Fertilidade - Reprodução Humana

A reprodução natural humana é um processo tão complexo e espetacular que parece miraculoso que a gravidez ocorra tão frequentemente como ocorre. As três principais fases da reprodução humana, como explicitadas abaixo, são: Ovulação, Fertilização e Implantação. 

 

 

O DNA é uma molécula comprida e espiralada, que se localiza no núcleo celular, nele está “escrita” toda a informação necessária para que a célula execute bem sua função, assim como um programa de computador. Se a célula é o computador, o DNA é o disco rígido de informações que dará a instrução para que ela funcione como um computador conectado numa rede muito maior; se a célula é do músculo, a instrução é para que ela funcione como uma célula muscular.
A molécula de DNA se assemelha a uma escada espiralada: há um corrimão de cada lado e degraus ligando esses corrimãos. Os degraus são a parte variável do DNA, representados pelas letras A, T, G e C - que são os compostos orgânicos adenina, timina, citosina e guanina, respectivamente. Estas substâncias estão em uma sequência que somente a célula consegue ler e cada uma recebe o nome de gene. Para que a leitura seja feita corretamente, a célula envia uma cópia do gene para fora do núcleo sob a forma de RNA.
No citoplasma existem elementos (os ribossomos) capazes de fazer a leitura do RNA e quando isto acontece dizemos que o gene está se expressando, pois o gene expressa sua informação por meio do RNA. Vários genes podem ser lidos ao mesmo tempo. A partir do conjunto de informações que essa leitura fornece, formam-se várias características, como cor do cabelo, forma do rosto, tamanho do corpo, cor dos olhos, propensão à certas doenças e muito mais. Estas características recebem o nome de fenótipo.
Por causa do seu grande comprimento, o DNA precisa se enrolar até ficar bem “apertado” para caber na célula, formando uma estrutura chamada cromossomo. Cada espécie de ser vivo possui um número de cromossomos, e o ser humano possui 46. Metade dos cromossomos, 23, vem da mãe e a outra metade é fornecida pelo pai. E é aí que entra a maravilha da reprodução humana: a mistura de dois seres formando um terceiro diferente.
Nos órgãos reprodutivos femininos (ovários) e masculinos (testículo) existem células especializadas em gerar gametas (células que possuem 23 cromossomos, ou seja, apenas metade dos 46) chamadas de óvulo e espermatozóide. A meiose é o processo pelo qual uma célula com 46 cromossomos produz outras com 23 cromossomos.
Quando óvulo e espermatozóide se unem dentro do útero forma-se o zigoto (com 46 cromossomos), que é a nossa primeira célula. O ser humano unicelular. Assim que gerado, o zigoto começa a se multiplicar, produzindo outras células idênticas. Para que uma célula produza duas, ela deve, em primeiro lugar, duplicar todas as estruturas existentes em seu interior, inclusive o DNA. Replicação é o nome do processo no qual o DNA se autoduplica, e, com a mitose ocorre a duplicação da célula inteira.
Depois de todo esse processo as células começam a formar diferentes tipos de órgãos: pele, nervos, músculo, ossos, intestino, rim, etc. Quando o organismo está completo, após se desenvolver e crescer de tamanho, chega o momento do nascimento.
 

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Como o esperma chega ao óvulo

Fertilidade - sab, 02/25/2017 - 11:21

Como o esperma chega o óvulo

O espermatozoide deixa o pênis masculino através da ejaculação e é depositado na vagina próximo ao limite superior do cervix (abertura para o útero). Os espermatozoides  imediatamente começam a nadar, e alguns irão encontrar o caminho para a cervix.

Curiosidade: Um pouco de história... Embora a existência dos espermatozoides tenha sido descoberta no século 17, foi só no século 19, no ano de 1890, que a forma como a fertilizaçãoe a fecundação acontece foi, finalmente, desvendada. Nessa época, alguns cientistas acreditavam que humanoides, minúsculos e pré-formados, ficavam presos na cabeça dos espermatozoides. Estes, por sua vez, se desenvolveriam no útero feminino, que só funcionava como uma espécie de forno.

Os espermatozoides então iniciam sua longa jornada em direção ao óvulo. Passando pela cervix, eles adentram ao útero. Aqui, eles nadam em direção aos tubos de falópio. A vagina e o útero são ambientes um tanto hostis para os espermatozoides, no entanto, uma vez que chegam aos tubos de falópio estão praticamente livres dos efeitos potencialmente negativos do sistema imunológico feminino. Apenas em 14 milhões dos espermatozoides ejaculados chegarão aos tubos de falópio, mas uma vez lá, os espermatozoides devem utilizar-se de sinais químicos advindos do óvulo para guiá-los no caminho de seu encontro.

Curiosidade: Como você imagina que seja a aparência um espermatozoide? Se você tem aquela imagem tradicional de uma cabeça e corpo oval e uma cauda, tipo um girino, saiba que essas células bonitinhas correspondem a apenas um terço do total. A grande maioria dos espermatozoides é bem desengonçada, com duas cabeças ou caudas curtas por exemplo.

Os espermatozoides finalmente aproximam-se do óvulo e pressionam a sua superfície (chamada de zona pelúcida). Vários espermatozoides ligam-se a esta superfície, mas apenas um espermatozoide receberá a permissão para ir através do óvulo e chegar ao seu interior.
Espermatozoides podem sobreviver por dois dias ou mais no muco cervical e, devido a isto, uma sincronização exata com o intercurso sexual (coito) não se faz necessária. Um espermatozoide ejaculado durante um intercurso realizado numa segunda-feira pode fertilizar um óvulo ovulado um ou dois dias após. 

Curiosidade: O espermetozóide vencedor, aquele fecundado, derrotou outros 300 milhões de concorrentes.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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8 Maneiras de Aumentar a Sua Fertilidade

Fertilidade - ter, 02/21/2017 - 13:13
8 Dicas para Engravidar

Coisas simples - dieta, momento do sexo e até o seu lubrificante - podem ajudar você a engravidar mais rápido.

 

Se vocês são como a maioria dos casais que estão tentando ter um filho, desejam engravidar o quanto antes. A pressa pode ser inimiga nessas situações...

Ter relações o mais próximo possível da ovulação definitivamente ajuda, e, para isso, nós temos a calculadora da fertilidade para ajudar. Mas especialistas em fertilidade dizem que há outras maneiras para os casais aumentarem a fertilidade. Algumas medidas simples podem fazer do próximo mês o mês em que você vai gritar: "Estamos grávidos!"

1. Impulso na fertilidade dela: Controle do peso

Estar abaixo do peso ou acima do peso pode atrasar o tempo que levará para uma mulher engravidar, além de influenciar na ovulação. O peso antes de engravidar é frequentemente um fator negligenciado na fertilidade, e é um dos fatores mais facilmente alcançáveis. Ou seja, manter um peso saudável pode ajudar a engravidar.

Em um estudo, os pesquisadores avaliaram o índice de massa corporal (IMC) de 2.112 mulheres grávidas. As mulheres no estudo que tinham um IMC pré-gravidez de 25-39 -consideradas acima do peso ou obesas - tinham o dobro de aumento no tempo que levaram para engravidar. O IMC menor que 19 (18,5 a 24,9 é o considerado normal) é ainda pior, concluíram os pesquisadores. O tempo para engravidar teve um aumento de quatro vezes mais em mulheres com um IMC abaixo de 19. Ou seja, nem acima do peso e nem abaixo do peso.

Dra Juliana Amato diz para as mulheres permanecerem em um peso saudável quando estiverem tentando engravidar.

Leia: Qual a relação entre a obesidade e infertilidade?

2. Impulso na fertilidade dele: Protegendo os espermatozoides

De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a ideia de que usar cuecas tipo box (boxers) em vez de cuecas apertadas aumenta a fertilidade, mantendo as temperaturas genitais baixas, é, basicamente, uma lenda urbana. Estudos anteriores parecem apontar para as boxers como a melhor escolha, mas estudos mais recentes não mostraram uma grande diferença.

E a respeito de expor os testículos à outras fontes de calor? A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva diz que o controlar a temperatura não representa muito no aumento da fertilidade. Alguns médicos, no entanto, recomendam ficar longe de certas fontes. Por exemplo, ficar sentado em uma banheira quente, dia após dia, deve ser evitado, mesmo que o homem não tenha identificado nenhum problema de fertilidade. Em pelo menos um estudo, a exposição repetida a águas em altas temperaturas através de banheiras quentes ou banhos quentes demonstraram afetar a fertilidade masculina.

Porém nenhuma pesquisa demonstrou claramente a ligação entre a exposição a outras fontes de calor e a fertilidade masculina. A ausência de evidência não é evidência da ausência. Um estudo mostrou que as temperaturas escrotais subiram em usuários de notebooks que deixavam o computador em seus colos e advertiu que as exposições a longo prazo a altas temperaturas podem prejudicar os espermatozoides. Outro estudo descobriu que a exposição à radiação de telefones celulares pode afetar adversamente o esperma que foi coletado dos participantes. Pesquisadores de um estudo especularam que manter um celular no bolso da calça poderia afetar a saúde do esperma do homem.

Embora nenhum estudo tenha sido suficiente para provar que a exposição a fontes de calor pode prejudicar o esperma o suficiente para afetar a fertilidade, acredita-se que um homem que quer ser pai provavelmente não deveria manter seu notebook no colo por períodos prolongados de tempo. Mas, mesmo levando em conta as conclusões acima expostas, a banheira quente por tempo prolongado pode ser mais influente.

Leia: Fatores masculinos de infertilidade

3. Impulso na fertilidade dela: Cuidado com as bebidas

Beber muito café ou álcool em excesso pode comprometer a fertilidade de uma mulher. Especialistas dizem que beber mais do que cinco xícaras de café por dia - o equivalente a cerca de 500 miligramas de cafeína - está associado com baixa fertilidade. Mas não desista do seu copo diário de café ainda.  O consumo moderado e controlado de cafeína, pode estar liberado. Tomar uma ou duas xícaras por dia é bom. Para as mulheres que são bebedoras de café ou refrigerante: fique abaixo dos 200 a 250 miligramas de cafeína por dia.

Estudos sobre a ingestão de álcool e a fertilidade feminina têm produzido resultados mistos. Mas os investigadores suecos descobriram que as mulheres que bebiam duas bebidas alcoólicas por dia diminuíram sua fertilidade por até 60%. Mais uma vez, moderação é a chave. Apesar dos níveis mais elevados de álcool - duas doses ou mais por dia – terem de ser evitados ao tentar engravidar, não há nenhuma evidência que mostra que o consumo moderado de álcool afeta negativamente a fertilidade.

Você vai, no entanto, querer cortar o álcool completamente, uma vez que você esteja grávida. Beber enquanto gestante aumenta o risco de sérios defeitos de nascimento.

Leia: Carros são culpados por infertilidade? Outras causas ambientais.

4. Impulso na fertilidade do casal: Parar de fumar

Fumar cigarros pode comprometer a fertilidade tanto da mulher, quanto do homem. Fumar afeta o quanto o útero é receptivo ao óvulo. E em homens, fumar pode reduzir a produção de espermatozoides e danificar o DNA. Os peritos sugerem também fortemente desistir de fumar antes que você esteja grávida. Fumar estando grávida aumenta o risco de aborto espontâneo.

Leia: Cigarro pode comprometer a fertilidade feminina.

5. Impulso na fertilidade do casal: O Período Fértil

Aproveitar o que os médicos chamam de "período fértil" pode aumentar suas chances de gravidez. O período fértil é os seis dias que terminam no dia da ovulação. A gravidez é mais provável de ocorrer com relações sexuais dentro dos três dias antes da ovulação. Utilize nosso calendário da fertilidade.

Casais muitas vezes esperam até o dia da ovulação ou depois para ter relações sexuais. Mas se você realmente quiser engravidar, comece antes da ovulação.

Mantenha também um registro aproximado da ovulação – seja pela tabelinha, calculando que a ovulação ocorre aproximadamente 14 dias antes do período menstrual, ou usando um kit de predição de ovulação, que são amplamente vendidos online e nas farmácias.

6. Impulso de fertilidade do casal: Fazer Sexo Frequentemente

Atrasar o ato de fazer amor -- ou como alguns casais dizem, "economizar" -- não vai aumentar as chances de gravidez. Depois de uma semana, a contagem de esperma aumenta um pouco, mas a motilidade diminui. Não fazer sexo por mais de cinco dias pode afetar a contagem de espermatozoides adversamente. Mas intervalos tão curtos quanto dois dias não prejudicam a densidade do esperma. Embora a prática diária tenha produzido a maior taxa de gravidez em um estudo, ela pode representar estresse demais para alguns casais. O mesmo estudo mostrou que ter sexo qualquer outro dia produziu uma taxa de gravidez quase tão boa.

Leia: Coito programado.

7. Impulso de fertilidade dos casais: Escolha Lubrificantes Sabiamente

Com relações sexuais mais frequentes, os casais podem usar mais lubrificantes vaginais.  Alguns lubrificantes podem, na verdade, diminuir a fertilidade. Quando você estiver tentando engravidar, certifique-se de evitar produtos que possuem agentes espermicidas.

Então como é um bom lubrificante para uso? Óleo de canola e até mesmo óleo de amendoim podem ser melhor que um lubrificante com espermicida segundo alguns especialistas. Mas os lubrificantes improvisados não são bons. 

Você deve evitar os lubrificantes comercialmente disponíveis à base de água. Lubrificantes à base de água, tais como, KY, podem inibir a motilidade dos espermatozoides de 60% a 100%.

8. Impulso de fertilidade do casal: Evitar Pesticidas e Outros Riscos Prejudiciais

Exposição a pesticidas, principalmente pesticidas agrícolas, pode prejudicar a fertilidade tanto quanto em homens quanto em mulheres. E a exposição a alguns solventes e toxinas - incluindo aqueles usados em empresas de impressão e estabelecimentos de limpeza a seco - pode afetar negativamente a fertilidade feminina.

 

 

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Óleo de coco pode aumentar a sua fertilidade?

Fertilidade - seg, 02/20/2017 - 21:08
Óleo de côco

e a Infertilidade

A verdade sobre o milagre dos alimentos: óleo de coco

Óleo de coco tem sido o "destaque" há um bom tempo. Ele parece curar qualquer coisa desde acne a zóster (herpes). De A a Z. Se você entendeu, o óleo de coco irá curá-lo. Muitas vezes magicamente ou no mínimo, de um dia para o outro. 

Sei sei sei...

Como a maioria das outras curas mágicas, esta é um pouco falsa também. 

O que é real é que o óleo de coco é ótimo para a sua pele. Muitas pessoas o usam como um auxiliador dental também. 

Cuidado com as dietas modinhas da internet! Consulte sempre seu médico.

Sabemos e insistimos na importância do peso (IMC) na fertilidade do homem e da mulher.

Agora, e quanto ao óleo de coco e a infertilidade?

Aqui está o que o Fertilidade.org quer que você saiba sobre ingerir óleo de coco e o impacto sobre a fertilidade:

  1. Estudos mostram que uma ingestão rica em gorduras saturadas aumenta a infertilidade, a ovulação irregular e o esperma de baixa qualidade.
  2. Oléo de Coco e de palma são, respectivamente, o primeiro e o segundo óleo mais ricos em gordura saturada. A ingestão elevada de gordura saturada contribui para um colesterol elevado e aumenta o risco de diabetes. **
  3. Estudos mostram que o colesterol elevado e níveis elevados de açúcar no sangue podem contribuir para um aumento no tempo para engravidar.

 

 

Veja os fatores relacionados aos hábitos de vida.

** Reiser R. Plasma lipid and lipoprotein response of humans to beef fat, coconut oil and safflower oil. 1985

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Amato TV: Indicações para o tratamento da infertilidade

Fertilidade - qua, 02/15/2017 - 18:45
Indicações

para tratamento de infertilidade

A dra. Juliana Amato (CRM 106.072), ginecologista e obstetra, explica quais são as principais indicações para buscar tratamento de infertilidade e como é realizado o procedimento. Assista e saiba mais!

Quer ver mais vídeos de dicas de saúde na Amato TV? Acesse aqui.

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