Medicina

Infertilidade feminina sem explicação

Fertilidade - qua, 12/04/2013 - 17:22

O desenvolvimento do sistema reprodutivo feminino e do seu ciclo ovulatório é um processo complexo que acontece naturalmente para todas as mulheres. Ovários, trompas, útero e secreção vaginal precisam estar todos em perfeita harmonia com o  ciclo hormonal para que a fertilidade esteja presente, de modo que, quando isso não acontece, deve ser realizada uma extensa investigação da paciente para determinar qual ponto de todo esse processo não está funcionando corretamente.
Para que a mulher consiga engravidar é preciso no mínimo que ela esteja produzindo óvulos e que as suas tubas uterinas (que são prolongamentos do útero que o conectam aos dois ovários) estejam abertas permitindo a passagem deles.
A investigação da infertilidade da mulher inicia com seu histórico de saúde e seu exame físico. Essa consulta inicial irá direcionar o especialista quanto às possíveis causas para a infertilidade. Podem ser necessários exames de sangue para dosagens hormonais e exames de imagem para avaliação dos órgãos reprodutivos. Em um momento mais tardio pode ser necessária a realização de videolaparoscopia, que é uma ferramenta tanto para diagnóstico quanto para tratamento em alguns casos e que consiste na introdução na cavidade abdominal (por meio de pequenos orifícios realizados pelo cirurgião) de uma câmera e alguns instrumentos para manipulação cirúrgica.
Quando não é possível definir a causa da dificuldade de engravidar (considerando que o parceiro também está sendo investigado), a infertilidade é chamada idiopática e pode ser devido a fatores genéticos ou imunológicos não muito bem compreendidos ainda. Mesmo para esses casos, existem diversos tratamentos propostos, como a indução da ovulação, com o uso de medicação, e a reprodução assistida, com inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.

 

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Infertilidade masculina sem explicação

Fertilidade - qua, 12/04/2013 - 17:14

    Quando um casal procura um médico especialista com a queixa de não conseguir engravidar, inicia-se um processo de investigação que tem por objetivo identificar o que está causando essa dificuldade. As causas possíveis são inúmeras e podem resultar de um acometimento da mulher, do homem ou de ambos. Em um determinado número de vezes não é possível, mesmo com intensa busca, determinar a causa da infertilidade do casal.
    O estudo da fertilidade do homem começa com o seu histórico de saúde e seu exame físico. Nesta etapa alguns exames já podem ser realizados. Posteriormente a investigação continua com a realização de um espermograma, que é um exame que avalia a qualidade e a quantidade de espermatozoides presentes em uma ejaculação. Essa é a última etapa para a grande maioria dos homens, pois diversas condições podem ser diagnosticadas com esse exame. Mas para outros, a pesquisa deve continuar com a repetição do exame ou com dosagens hormonais. É importante que a parceira também seja investigada, pois algumas vezes a dificuldade em se achar o diagnóstico no homem se deve ao fato de não haver nada de errado com ele.
    Quando a busca se encerra sem uma explicação concreta para a infertilidade masculina, diz-se que ela é idiopática, isto é, sem causa definida. Esse diagnóstico pode acometer até 15%* dos homens inférteis, o que levou ao surgimento de muitas pesquisas e teorias sobre o assunto. Uma das explicações  é a presença de anticorpos contra os espermatozoides. Isso pode acontecer e seria devido à quebra de barreira no local onde eles ficam armazenados nos testículos (resultado de trauma ou infecção anteriores, por exemplo). Assim, o sangue quando entra em contato com agentes patogênicos pode estimular o sistema a produzir esses anticorpos. Outras possibilidades seriam o excesso de radicais livres - advindos de processos infecciosos ou do tabagismo -, o dano ao DNA dos espermatozoides ou defeito no processo de capacitação que os espermatozoides precisam realizar para conseguir fertilizar o óvulo.
    São diversas as explicações propostas, mas faltam exames adequados para que seja possível identificar essas condições. Os tratamentos disponíveis, dependendo do caso, incluem se abster do tabagismo, o uso de medicação hormonal ou antioxidante e a reprodução assistida.

* IBJU: Unexplained male infertility: a review - Alaa Hamada, Sandro C. Esteves, Mark Nizza, Ashok Agarwal. Vol. 38 (5): 576-594, September - October, 2012

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Doença obstrutiva da artérias renais

Vascular Pro - qua, 12/04/2013 - 17:03

Os rins são um par de órgãos que exercem diversas funções essenciais ao organismo: eles filtram o sangue eliminando as impurezas e o excesso de água e sal, também mantêm sob controle a acidez do corpo (a quantidade certa de ácidos é fundamental para todo o seu funcionamento); regulam a composição de diversas substâncias como o cálcio, o bicarbonato e o potássio; produzem hormônio que estimula o aumento das células vermelhas no sangue, da vitamina D e da substância chamada renina, todas necessárias para o controle da pressão arterial. 
Eles são irrigados pelas artérias renais, que saem diretamente da artéria aorta - a grande artéria que leva o sangue rico em oxigênio do coração para todo o corpo. As artérias renais podem ser acometidas por diferentes condições que levam à sua obstrução, diminuindo a quantidade de sangue que chega ao rim. A isso ele responde retendo substâncias que deveriam ser eliminadas e aumentando a pressão sanguínea, podendo chegar à insuficiência renal e à necessidade de diálise.
As condições que levam à obstrução dos rins são principalmente a estenose (estreitamento da artéria) e o embolismo. O que acontece neste último caso é que um pedacinho de um trombo do coração (principalmente em pessoas que sofrem de arritmia), ou de uma placa de aterosclerose da aorta, pode se soltar e alcançar uma artéria renal. Esse pedacinho é chamado êmbolo. Esses êmbolos podem ao mesmo tempo estar presentes em outras partes do corpo causando dor abdominal, dor muscular, manchas na pele e mudanças na coloração dos dedos.
Por ter a ver com a aterosclerose, os mesmos fatores relacionados à obstrução de artérias do coração (que levam ao infarto) e das artérias do cérebro (que levam ao derrame) também estão relacionados à obstrução das artérias renais. São eles: o diabetes, o tabagismo, o sedentarismo, colesterol alto, idade avançada, pressão alta entre outros.
Essa condição pode não causar sintomas, e a primeira indicação de sua presença é o tratamento para a pressão alta que, mesmo valendo-se de várias medicações em dose máxima, não representa melhora do paciente. Às vezes a doença é diagnosticada sem querer quando uma pessoa está investigando a artéria aorta por algum outro motivo por meio de exames de imagem 
    Uma vez diagnosticada, em alguns casos poderá ser feito o tratamento cirúrgico com dilatação das artérias renais; mas o melhor tratamento é a prevenção por meio do controle dos fatores associados mencionados, pois a cura completa da doença ainda não é possível. 

 

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O que é a Síndrome do Desfiladeiro Torácico?

Vascular Pro - qua, 12/04/2013 - 16:54

A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) ocorre devido à compressão neurovascular. E o que isso significa? Quer dizer que nervos (neuro) e vasos sanguíneos (vascular) são comprimidos causando sintomas. Por ser uma síndrome, pode-se dizer que existem diferentes causas que levam a esse mesmo quadro, e uma somatória de diferentes sintomas.
Mas a quais nervos e vasos se refere essa síndrome? Ela se refere às estruturas presentes no chamado desfiladeiro torácico, que é a região entre a primeira costela e a clavícula - esta pode ser palpada do ombro ao centro do corpo, em ambos os lados do pescoço. Aí também se encontram os músculos escalenos e o músculo peitoral.
Dentro dessa região passa um importante conjunto de nervos que vem da lateral do pescoço, chamado plexo braquial, assim como a artéria subclávia e a veia de mesmo nome. Se essas estruturas forem afetadas, a síndrome poderá se fazer presente. Uma síndrome de desfiladeiro comum e conhecida é o túnel do carpo.
Mas o que se sente? Como na maioria das vezes os nervos são os mais acometidos, o que se sente é fraqueza nos braços, dor e formigamento principalmente no quarto e quinto dedos das mãos. O comprometimento do fluxo sanguíneo pode causar inchaço e vermelhidão ou uma aparência azulada na pele, ou ainda uma sensação gelada nos braços; também pode se tornar difícil realizar atividades que exijam a elevação dos membros superiores.
E o que pode causar essa condição? Principalmente alterações de postura ou anatômicas, como a presença de uma pequena costela extra, na região do pescoço, alterações musculares, como o aumento do músculo (hipertrofia) que ocorre com atletas. Dessa forma, algumas vezes a pessoa nasce propensa a isso e em outras ela pode adquiri-la  no decorrer da vida.
Quando esses sintomas se fizerem presentes, é importante procurar um especialista (neurocirurgião, cirurgião ortopedista ou vascular), que avaliará a necessidade de tratamento cirúrgico para o caso ou irá orientar o tratamento clínico, que pode ser feito com medicação sintomática e exercícios posturais (fisioterapia). Às vezes torna-se necessária a redução do peso e adaptar as atividades do dia a dia, inclusive no trabalho, a uma nova postura. É importante manter em mente que pode demorar alguns meses até a melhora completa dos sintomas. 

 

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Infiltração na coluna - Bloqueios diagnósticos e terapêuticos

Neurocirurgia - qua, 12/04/2013 - 10:52


      As infiltrações na coluna costumam trazer alívio da dor e melhora da movimentação da coluna de forma definitiva ou temporária e, ainda por cima, ajudam o médico a identificar a estrutura exata responsável pela dor.  Desta forma, cirurgias mais agressivas podem ser evitadas e, com a identificação da estrutura causadora da dor, novos bloqueios podem ser direcionados para esta região, ou outros procedimentos minimamente invasivos, como os tratamentos por radiofrequência podem ser indicados.
      A coluna é composta por diversas estruturas: ossos, articulações, ligamentos, nervos, músculos. As estruturas mais famosas por causarem dor na coluna são os discos interverterias, mas nem sempre são os responsáveis. Além das protrusões de disco e hérnias de disco, outras situações podem causar dor nas diversas estruturas citadas: osteoartrose (degeneração, desgaste, bicos de papagaio),  estenoses (compressões nervosas, estreitamentos), dor miofascial (contraturas musculares, encurtamentos). As infiltrações ou bloqueios ajudam a identificar a real causa da dor quando o exame clínico e as imagens deixam dúvida. Além disso, ajudam na reabilitação, quando o paciente não está mais conseguindo evoluir nos exercícios por sentir um pouco de dor, mesmo com o tratamento clínico corretamente instituído. Outro benefício claro do procedimento é a possibilidade de reduzir ou mesmo suspender os medicamentos ingeridos, que muitas vezes causam desconforto, além de efeitos colaterais gástricos, renais, entre outros.

As infiltrações podem ser realizadas no consultório médico?
      Infiltrações superficiais podem ser realizadas no consultório médico. Geralmente estão indicadas quando há dor muscular ou mio-fascial e a infiltração é realizada em um ou mais pontos específicos, geralmente denominados pontos de gatilho.
Infiltrações mais profundas são realizadas no centro cirúrgico com auxílio da fluoroscopia (aparelho que mostra imagem da coluna em tempo real) para poder localizar exatamente pontos específicos profundos na coluna.

Quando o procedimento está indicado?
      Está indicado para pacientes com dor na coluna cervical, torácica e lombar, acompanhada ou não de dor e/ou formigamento nos membros (dor nos braços acompanhando a dor cervical e dor nas pernas acompanhando a dor lombar). O melhor momento para a infiltração deve ser discutido com o médico, pois o bloqueio de forma isolada terá efeito temporário caso o tratamento clínico e físico não forem corretamente instituídos.

O que é o bloqueio facetário?
      As facetas articulares são pequenas articulações na parte de trás da coluna e são responsáveis por dor lombar, torácica  ou cervical em um grande número de pessoas. Nesses casos a dor aparece principalmente quando se movimenta a coluna para trás ou para os lados e a dor pode irradiar para os membros conforme a Figura 1. O bloqueio facetário consiste na injeção de medicamentos na região da coluna por onde passam nervos denominados ramos mediais dorsais que são responsáveis pela inervação dessas articulações. Este tipo de dor melhora com a infiltração da coluna em cerca de 70 a 80% dos casos.

Figura 1. Regiões do corpo que podem doer na doença facetária lombar, torácica e cervical.

O que é a infiltração foraminal ou radicular?
      Consiste em uma injeção de medicamentos na região da coluna chamada forâme intervertebral (foraminal). Os forâmes  são orifícios por onde passam os nervos ou raízes nervosas (radicular), que vão para a perna ou braço. Nesses casos, os nervos geralmente estão inflamados por uma hérnia de disco, protrusão fiscal ou osteófito (bico de papagaio) que está causando estenose do forâme intervertebral  e compressão nervosa.

Qual o objetivo da infiltração?
      Geralmente dois medicamentos são utilizados, um anestésico local e um corticóide. O anestésico tem a função de aliviar a dor nas primeiras horas após o procedimento e o corticóide, que tem ação antiinflamatória, costuma aliviar a dor e diminuir os sinais inflamatórios no local ao longo de semanas e até meses. Além do alívio da dor, costuma ocorrer aumento da amplitude de movimento da coluna, e os sintomas de formigamento ou dormência também podem melhorar. Outro objetivo da infiltração é identificar o exato ponto que está gerando a crise de dor (infiltração diagnóstica) para que novos procedimentos possam ser direcionados para esta região.

Como é feito o procedimento?
      Caso a infiltração seja na coluna lombar, o paciente fica de bruços. Na coluna cervical, a posição pode variar de acordo com o local a ser infiltrado. Os parâmetros vitais ficam monitorizados por aparelhos. Durante o procedimento, o paciente conversa com o médico e pode relatar qualquer desconforto. Não existe corte. A infiltração é realizada com anestesia local; sedação pode ser utilizada a critério do paciente e do médico. O procedimento dura cerca de 30 minutos e, logo após, o paciente está liberado para ir pra casa.

Figura 2. Agulhas localizadas na faceta articular lombar, imagem gerada pela fluoroscopia.

A infiltração irá doer?
      Antes da introdução da agulha que chega até a coluna, é realizada uma anestesia local na pele com agulha muito fina que costuma doer bem menos que anestesia de dentista, haja visto que a sensibilidade é menor do que na boca. A própria agulha que chega até a coluna, apesar de longa é bem fina. Geralmente a região da infiltração fica amortecida por algumas horas após o procedimento.

Posso trabalhar no dia seguinte?
      A maioria dos pacientes já consegue trabalhar no dia seguinte. Alguns pacientes ainda persistem com algum desconforto e dor na região da infiltração, então será recomendado repouso no dia seguinte. A resposta varia de acordo com a causa da dor, sucesso do procedimento e características individuais.
Quais são os efeitos colaterais, contra-indicações e riscos do procedimento?
As infiltrações são bem seguras e raramente observam-se efeitos colaterais. Podem ser realizadas em quase todas as pessoas, existindo apenas algumas contra-indicações relativas, que podem ser manejadas: problemas de coagulação, diabetes descompensado, doenças cardíacas descompensadas, gravidez e glaucoma. Pacientes que apresentam além da dor, comprometimento neurológico como perda de força ou perda grave de sensibilidade geralmente apresentam indicação de outras cirurgias da coluna e podem se prejudicar com os bloqueios, por este motivo a indicação deve ser feita por equipe especializada composta por neurocirurgião ou cirurgião de coluna.

Referências:
Rathmell JP. Atlas of Image-Guided Intervention in Regional Anesthesia and Pain Medicine. Lipincott Williams&Wilkins. Philadelphia 2006.
O’Connor T, Abram S. Atlas of Pain Injection Techniques. Churchill Livingstone. London 2003

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Otorrinolaringologia pediátrica usp

Otorrino.pro - sab, 11/23/2013 - 14:43

Dra. Flávia Silveira Amato

     Graduada em medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) em 2006, realizou residência médica de otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da FMRP-USP, e obteve título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) em 2010, premiada com a primeira colocação no concurso. Participou ativamente de diversos congressos nacionais e internacionais e publicou capítulo no livro "Procedimentos Médicos: Técnica e Tática" da editora Roca. Concluiu especialização (fellowship) na área de Otorrinolaringologia Pediátrica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) no ano de 2011.

 

Curriculo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0530014441747260

Figura: 
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Qual a relação entre obesidade e infertilidade?

Fertilidade - sab, 11/16/2013 - 00:00

A obesidade é medida na prática com uma conta que usa o valor do peso e da altura. Essa conta representa um índice chamado índice de massa corporal ou IMC, de modo que quanto mais alto o índice mais acima do peso ideal a pessoa está. Esse excesso de peso já está associado aos mais diversos problemas de saúde, sendo considerado, por si só, uma condição que merece tratamento. Inúmeras pesquisas são feitas atualmente para compreender qual a relação entre a obesidade e a infertilidade. Será que, como a maioria dos aspectos da saúde humana, a capacidade reprodutiva também é negativamente influenciada por ela?
Um estudo* recentemente publicado na revista “Obstetrics and Gynecology Clinics of North America” procurou compreender melhor essa possível associação. Nele foi explicado que o tecido adiposo produz substâncias chamadas adipocinas, que influenciam a boa comunicação entre as células do corpo. Com essa comunicação dificultada, fica mais complicado executar corretamente as suas funções; essa influência pode inclusive ser exercida sobre as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório.
O tecido adiposo em excesso é considerado tóxico para o organismo porque também permite que a gordura seja estocada em diferentes células e tecidos, inclusive nos óvulos, afetando a sua qualidade.
O ciclo menstrual irregular, que pode estar presente em mulheres obesas, reflete o controle desregulado do organismo sobre a ovulação, mas parece que mesmo aquelas com o ciclo regular demoram mais para conseguir engravidar, assim como as chances de abortamento nessas mulheres também parecem ser maiores.
O aconselhamento por médico especialista antes da gravidez é muito importante para orientar a paciente obesa em relação a maneiras de como promover a sua capacidade reprodutiva, inclusive para aquelas que irão se submeter a tratamentos para infertilidade. Embora a perda de peso melhore de modo geral a função dos ovários e o desfecho da gravidez, o tratamento dessas pacientes deve ser individualizado, isto é, “cada caso é um caso” .

 

*Obstet Gynecol Clin N Am 39 (2012) 479–493

 

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Não consegui engravidar com o tratamento: devo desistir?

Fertilidade - sab, 11/16/2013 - 00:00

A dificuldade de engravidar é algo presente na vida de muitos casais que são considerados inférteis quando, mesmo após um ano de tentativas, não conseguem engravidar. Após procurarem um especialista e iniciarem um tratamento adequado - já que são inúmeras as causas de infertilidade - três resultados podem aparecer: a gravidez, a falha do tratamento ou a desistência precoce por parte dos casais.
A variedade de tratamento disponível inclui a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a injeção intracitoplasmática de esperma, assim como procedimentos cirúrgicos e o uso de medicações, hormonais ou não. Os motivos que os levam a desistir são os mais diversos, variando conforme o tipo de tratamento a que estão submetidos.
De modo geral a desistência acontece por desgaste físico e emocional, questões financeiras, problemas médicos ou quando já estão previstas baixas chances de sucesso com a terapia. Mas o desgaste emocional parece ser o aspecto que exerce a maior influência, algumas vezes pode ser necessário apoio psicológico profissional para auxiliar o casal a lidar com a frustração e o estresse emocional.
A decisão de desistir é rotineiramente tomada em conjunto pelo casal e parece não influenciar negativamente sobre a manutenção posterior do seu relacionamento, segundo pesquisas.
O tratamento da infertilidade, assim como qualquer outro tratamento médico, pode ser exaustivo e algumas vezes desestimulador, principalmente quando os resultados demoram a aparecer.
A decisão sobre continuar ou não o tratamento deve ser uma decisão bem informada, isto é, o médico que acompanha o casal deve fornecer a eles a realidade sobre o seu caso e as suas chances de sucesso, conforme o tempo passa. Fora a informação, também é bom haver o suporte social e emocional de parentes e amigos que possam ajudá-los a refletir sobre qual o melhor caminho a seguir.

 

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Falta de vitamina D - Problema da atualidade

Amato Consultório Médico - qua, 11/13/2013 - 11:31

Qual a importância dessa vitamina?

 A vitamina D é fundamental para o equilíbrio do cálcio e do fósforo no organismo e para a saúde do esqueleto. A deficiência dessa vitamina prejudica a mineralização óssea em todas as fases da vida, causando  o raquitismo em crianças e a osteoporose e outras doenças em adultos.

Como conseguimos obter a vitamina D ?

O colecalciferol é a forma de vitamina D sintetizada na pele quando exposta ao Sol. A produção de colecalciferol pela pele depende não só da exposição solar mas também de fatores genéticos, do estado de saúde da pele, da sua cor, do seu estado de envelhecimento e outros fatores.  A quantidade de Vitamina D3 que adquirimos através da dieta é quase sempre insuficiente para as necessidades do nosso organismo, por isso é necessário outras fontes da Vitamina D além da dieta, como a síntese cutânea ou reposição com suplementos.

Como sabemos se temos falta de vitamina D?

A 25 hidroxiVitamina D (25 OH VD) que dosamos no sangue é o colecalciferol depois de passar pelo fígado. Já a 1,25 dihidroxiVitamina D é a forma ativa da Vitamina D que surge após sua passagem pelos rins.   

Quais são os níveis normais de 25 OH Vitamina D na dosagem sanguínea?

  • Suficiência: > 30 ng/mL
  • Insuficiência: 30-20 ng/mL
  • Deficiência: < 20 ng/mL
  • Deficiência grave: < 5 ng/mL

 

Quais são os efeitos da vitamina D no nosso organismo?

1- Há os efeitos chamados calcêmicos que são mediados pelo calcitriol, que é a forma ativa da Vitamina D e estão relacionado aos ossos e ao metabolismo do cálcio:

  • aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo
  • aumentar a reabsorção de cálcio nos rins 
  • reduz a secreção do Paratormônio (PTH): hormônio que dentre muitas outras funções induz a redução da densidade dos ossos (ou seja, ficam mais fracos quando este hormônio está alto)

2- Há os efeitos chamados não calcêmicos sendo que nem todos  ainda estão comprovados:

  • regulação do sistema autoimune - reduzindo a incidência de algumas doenças como Diabetes Mellitus tipo 1, Esclerose Múltipla, e melhorando imunidade contra algumas doenças infecciosas
  • redução da resistência periférica a insulina - reduzindo a incidência de Diabetes Mellitus tipo 2
  • redução da Hipertensão e do risco cardiovascular - através da redução da secreção renal de renina
  • redução da proliferação de alguns tipos celulares, reduzindo incidência de alguns tipos de câncer como o de cólon, de mama, de próstata, além de doenças como psoríase
  • redução da fraqueza e dor muscular, reduzindo incidência de quedas e de fraturas 

 

Seria possível conseguir todo esse aporte de Vitamina D somente através da alimentação, sem precisar de suplementos ou exposição solar? 

As fontes dessa vitamina na alimentação são basicamente ovos, peixes, óleos de peixes, gordura de leite e alimentos fortificados. Ou seja, está presente em uma dieta rica em gorduras, o que é contrário à tendência atual, que estimula a exclusão de alimentos gordurosos para manter ou diminuir o peso corporal e diminuir o risco de hipercolesterolemia.Veja alguns exemplos:

Alimento Porção Quantidade de Vitamina D Quantidade para suprir a necessidade mínima diária (200UI)* Queijo Cheddar 1 cubo de 2,5 cm 2UI 100 cubos Leite 250 mL 103UI 500 mL Ovo de galinha 1 ovo grande 16UI 12,5 ovos Sardinha 250 mL 428UI 125 mL

*não é recomendado suprir com apenas um alimento

Seria possível conseguir a Vitamina D necessária apenas com a luz solar?

 

A forma mais fácil e natural de obter Vitamina D é a partir da exposição à luz do Sol. Apenas 15 minutos por dia de exposição ao Sol de verão, mesmo que somente nos braços, rosto e mãos, já aumentam a produção de Vitamina D. No entanto esse hábito é contrário à tendência atual de diminuir a exposição solar: tanto para prevenir câncer de pele, como por fatores estéticos ou hábitos da vida moderna com escritórios fechados, jornadas noturnas. Ressalta-se também que quando os níveis estão muito baixos é difícil recuperea-lo apena com o sol, sendo importante a reposição com suplementos.

 

Qual a dose diária de vitamina D que necessitamos?

É difícil estabelecer a dose diária recomendada para a vitamina D, devido a influência da exposição ao sol e de outros fatores ambientais, como latitude, estação do ano, hora do dia e fatores relacionados ao próprio indivíduo e seus hábitos. Para a manutenção de um nível normal de Vitamina D no organismo em geral é recomendada a ingestão de  200 a 400 UI de colecalciferol por dia. Níveis maiores que 150 ng/mL são capazes de levar à toxicidade mas já se sabe que a suplementação com valores de até 10.000 UI/dia não levam à intoxicação.

 

 

Dra. Lorena Guimarães Lima

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Não quero engravidar agora: devo congelar o meu óvulo?

Fertilidade - ter, 11/12/2013 - 11:49

O momento “certo” para engravidar é um dilema moderno. Se por um lado a mulher sente que deve esperar ter estabilidade profissional e financeira, estar com alguém que realmente ama e com quem deseja ter um filho e, principalmente, esperar o momento em que tenha realmente maturidade para lidar com a maternidade, por outro lado ela sabe que, conforme o tempo passa, mais difícil será engravidar e conceber uma criança saudável.
A capacidade reprodutiva da mulher começa a cair por volta dos 35 anos de idade, se tornando bem inferior aos 40. Paralelamente a esse processo, aumentam-se as chances de defeitos genéticos no embrião, levando a gestação mais frequentemente ao abortamento. O que fazer? 
A criopreservação é a técnica que permite o congelamento de óvulos da mulher quando ainda jovem por um longo período. A ideia central é que ela possa usufruir dessas células congeladas para engravidar em um “momento mais adequado” na sua vida, quando estiver mais velha, por exemplo, e com uma maior dificuldade para gerar um óvulo saudável e conseguir engravidar naturalmente.
Ainda que a criopreservação seja uma opção disponível atualmente, a idade em que o óvulo é retirado e a idade em que é utilizado no futuro influenciam no sucesso da terapia, sendo tão mais bem sucedida quanto mais jovem a mulher em ambos os momentos.  
A conscientização precoce sobre a fertilidade como algo que faz parte da saúde e do dia a dia e que é fortemente influenciada pelas nossas atitudes, decisões e estilo de vida é de extrema importância tanto para o planejamento familiar pessoal quanto para o sucesso de futuras terapias de reprodução assistida.
A orientação e o suporte do médico especialista são uma ferramenta essencial no processo de decisão da mulher e do casal, porque, muitas vezes, os casais não sabem quais as tecnologias que estão disponíveis e quais as suas reais opções.

 

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Como se preparar para o tratamento de infertilidade?

Fertilidade - ter, 11/12/2013 - 11:42

Chega um momento na vida de cada casal em que a dúvida sobre ter ou não ter filhos se torna uma constante no seu dia a dia. Algumas vezes os parceiros querem coisas diferentes, ou em momentos diferentes, mas, ao final, quando a decisão é tomada, um misto de alívio e ansiedade toma conta. Depois de tanto ponderar, imaginar e querer, algo inesperado pode acontecer: não ser capaz de engravidar. E em grande parte das vezes é assim que a infertilidade aparece, sem aviso prévio. O casal pode decidir, então, por procurar um especialista.     
Ao procurar um ginecologista especialista em reprodução humana, o casal aceitou que algo está errado e que eles gostariam de receber ajuda. O médico iniciará um processo de investigação das possíveis causas para a sua infertilidade e irá oferecer a eles os tratamentos disponíveis. Também serão dadas orientações gerais sobre saúde, como a importância de cuidar do corpo, controlando os vícios, balanceando a dieta e até mesmo se exercitando, já que a saúde física também é importante para o sucesso da terapia e colabora com o bem-estar individual.
A ideia de não ser capaz de ter filhos é algo difícil de digerir, principalmente porque não é um tema que costuma fazer parte do nosso cotidiano. O casal que inicia o processo de enfrentamento da infertilidade se sente muitas vezes desamparado e tem dificuldade em buscar apoio das pessoas a sua volta por medo de dizer o que sentem ou o que está de fato acontecendo. Da decisão de ter filhos, dos meses de tentativa, da decisão de procurar um médico até de fato iniciar o tratamento, o casal enfrenta uma tempestade de diferentes emoções, e a habilidade para lidar com elas é algo que definitivamente será testada.
Atualmente, no meio científico, estuda-se bastante a importância do suporte social e a diferença que isso faz para os casais que estão vivenciando esse momento. Palavras positivas de familiares e amigos, poder expressar o que sente para o parceiro e o apoio do médico que os assiste são condições essenciais para seguir em frente e amenizar o estresse que quase invariavelmente irá surgir.
Dessa forma, cuidar da saúde do corpo, conversar com as pessoas que fazem parte da sua vida, principalmente com o parceiro, assim como o suporte de um profissional compreensivo e dedicado, são ferramentas ideais para enfrentar a infertilidade.

 

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Entendendo o seu corpo: a doença arterial

Vascular Pro - ter, 11/05/2013 - 17:21

As artérias podem ser grandes, médias, pequenas ou muito pequenas, sendo que essas últimas são chamadas arteríolas. Cada órgão é irrigado por um grande número delas dependendo do seu tamanho e da função que exercem no organismo. A função básica delas é a de levar o sangue rico em nutrientes para todo o corpo, de modo que o bom funcionamento delas é essencial para todo o organismo estar saudável. Mas diversas situações podem provocar lesão no sistema arterial ocasionando um número também variado de doenças.           
Esses vasos também são elásticos e essa elasticidade permite que sejam dilatados ou contraídos conforme a necessidade. Quando acometidos por doenças, muitas vezes a elasticidade é perdida e a artéria endurece, não sendo mais capazes de manter um fluxo de sangue adequado como antes. Esse endurecimento pode ser resultado de um processo de aterosclerose e calcificação (depósito de cálcio nas paredes do vaso). Fatores mais comuns relacionados a isso, que agravam ainda mais o quadro, são a diabetes, o colesterol alto, a idade mais avançada, a falta de atividade física e a pressão alta.  Um possível efeito desse processo é o acometimento dos rins que, a longo prazo e sem o tratamento adequado, pode evoluir para insuficiência renal.
A estenose é outro tipo de acometimento arterial. Ela representa um ponto de estreitamento do vaso que acaba por impedir a passagem suficiente de fluxo sanguíneo para o órgão que ele irriga, além de facilitar a agressão do vaso pelo próprio fluxo.
O aneurisma, pelo contrário, representa uma área de dilatação do vaso arterial, que pode levar a diversos desfechos como o seu rompimento (ocasionando hemorragia interna) e também a um efeito de compressão sobre os órgãos que estão a sua volta. No cérebro, por exemplo, essa compressão pode levar ao aumento de pressão do órgão e diversos sintomas, como dor de cabeça, sonolência e náuseas e é de competencia do neurocirurgião.
A maioria das condições que afetam as artérias pode ser prevenida, por isso a manutenção de bons hábitos se faz essencial para evitar o surgimento dessas doenças.

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Entendendo o seu corpo: a doença linfática

Vascular Pro - ter, 11/05/2013 - 17:15

Os vasos, gânglios e os órgãos linfáticos constituem o sistema linfático. Esse sistema é responsável por transportar a linfa, que é uma substância muito parecida com o sangue, mas que não contém as suas células vermelhas, sendo por isso um líquido mais transparente.
A linfa resulta da filtração do sangue pelos órgãos desse sistema e carrega microorganismos, proteínas de grande tamanho, o excesso de líquido e células. Em outras palavras, o sistema linfático auxilia as veias na drenagem do organismo.  A linfa é inclusive um dos meios pelo qual alguns tipos de câncer podem se espalhar pelo corpo, causando metástases. 
Os linfonodos são barreiras de filtração dispostas estrategicamente no decorrer do percurso dos vasos linfáticos, protegendo o corpo de substâncias tóxicas e infecções, produzindo também células de defesa.
O baço, situado no lado esquerdo do corpo, próximo a um dos rins, também produz células de defesa, serve como um estoque de células sanguíneas e também elimina as células vermelhas do sangue quando elas estão velhas.
As amígdalas presentes na garganta (chamadas de tonsilas palatinas) são também parte do sistema linfático, assim como a adenoide - localizada na parte posterior da garganta, mais próximo da cavidade nasal. Como todo esse sistema reage a infecções, normalmente esses órgãos aumentam de tamanho na presenças delas. Os linfonodos, por exemplo, podem ser sentidos como “ínguas” no pescoço ou na região da virilha; as tonsilas e a adenoide também podem aumentar de tamanho, gerando, por exemplo, em casos mais graves, a dificuldade para respirar em determinadas crianças.
Quando uma infecção ou inflamação acomete um vaso linfático elas são chamadas de linfangites. Vários agentes podem causar linfangite como bactérias, vírus, fungos, além das doenças autoimunes, da radioterapia entre outros.
A erisipela é uma linfangite causada pela bactéria Streptococcus pyogenes. Um pequeno corte na pele, como um arranhão ou uma micose entre os dedos do pé, pode permitir a entrada da bactéria (que muitas vezes já está naturalmente presente na nossa pele). A infecção causa vermelhidão e inchaço (esse último é chamado linfedema e representa o extravasamento de líquido para fora dos vasos linfáticos). O paciente pode sentir mal-estar, dor, febre e náuseas, e o tratamento é feito com antibioticoterapia, após avaliação médic, além da porta de entrada, que também deve ser tratada.
A higiene diária, com cuidados como secar bem a região entre os dedos, como prevenir-se de cortes, evitando andar descalço e usar sapatos desconfortáveis, assim como a atenção à presença de micoses nos pés são maneiras de evitar esse tipo de infecção. Qualquer sintoma sugestivo, principalmente para quem tem a doença com certa frequência, indica a necessidade de consulta com um especialista na área médica.

 

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GH e o Envelhecimento

Amato Consultório Médico - qua, 10/30/2013 - 19:50

O hormônio do crescimento (GH) é capaz de retardar o envelhecimento?

 

É atribuído ao GH a função de retardar o processo de envelhecimento. Mas antes de qualquer conclusão é necessário compreender as maneiras de promover o envelhecimento saudável.

 

O GH é uma pequena proteína produzida pela hipófise - uma glândula do tamanho de uma ervilha, situada na base do cérebro. Tem a função de estimular o crescimento durante a infância e ajuda na manutenção dos tecidos e órgãos ao longo da vida. 

A hipófise libera o GH em pulsos: os níveis sobem com exercício, trauma, e durante o sono. Sob condições normais, a maior quantidade de GH é produzido durante a noite. Isto explica porque exames de sangue esporádicos para medir os níveis de GH não têm sentido, pois níveis altos e baixos alternam-se durante todo o dia. Para fazer o diagnóstico de deficiência de GH é necessário realizar o teste de estímulo da produção de GH.

Estudiosos que avaliaram cuidadosamente a produção de GH notaram que este se eleva durante a infância, tem picos durante a puberdade, e diminui a partir da meia idade.

O GH atua sobre diversos tecidos em todo o corpo. Em crianças e adolescentes, estimula o crescimento dos ossos e cartilagens. Em pessoas de todas as idades, o GH aumenta a produção de proteínas, promove a utilização de gordura, interfere na ação da insulina, e aumenta os níveis de açúcar no sangue.

Na meia idade, a hipófise lentamente diminui a produção do GH. Esta diminuição natural, levou ao interesse no uso de hormônio de crescimento sintético na tentativa de retardar o envelhecimento e seus sintomas.

Atualmente, há pouca evidência que o GH ajude adultos saudáveis a recuperar a juventude e a vitalidade.

 

Quem realmente precisa tomar GH?

 

O GH sintético é de uso injetável e está disponível apenas por prescrição. É aprovado para o tratamento de adultos que têm de fato deficiência de GH - e não para ser usado no declínio esperado com o envelhecimento.

A deficiência de GH em adultos é rara e pode ser causada por adenoma hipofisário - um tumor na glândula - ou por consequência ao tratamento de um tumor na hipófise com cirurgia ou radioterapia. Para os adultos que têm deficiência do GH, a reposição com o GH sintético pode:

  •  Aumentar a densidade óssea
  •  Aumentar a massa muscular
  •  Diminuir a gordura corporal
  •  Aumentar a capacidade à exercícios

O que o GH causar em adultos saudáveis?

 

Estudos com GH realizados em adultos saudáveis são limitados. Embora pareça que as injeções de GH possam aumentar a massa muscular e reduzir a quantidade de gordura corporal em idosos saudáveis, o aumento dos músculos não se traduz em aumento da força e da performance. Ainda não está claro se o GH pode proporcionar outros benefícios para adultos saudáveis.

Quais são os riscos de tomar GH, se você não precisa?

 

O GH pode provocar vários efeitos secundários em adultos saudáveis, incluindo:

  • Síndrome do túnel do carpo
  • Inchaço nos braços e pernas
  • Dor nas articulações
  • Acromegalia, aumento das extremidades
  • Dor muscular
  • Em homens, aumento do tecido mamário (ginecomastia)
  • Predisposição a condições como a diabetes e as doenças cardíacas .

Até 30% dos pacientes apresentam efeitos colaterais.

Algumas pesquisas sugerem que os efeitos colaterais do tratamento com GH podem ser mais frequentes em adultos mais velhos do que em adultos jovens. Como os estudos com adultos saudáveis são de curto prazo, ainda não está claro se os efeitos colaterais são piores ou menores. Além disso, a suspeita que o GH pode aumentar a incidência de câncer, especialmente o de próstata, ainda não está confirmada. 

 

O GH pode ser tomado em forma de pílula?

 

Alguns sites vendem GH em comprimido e afirmam que ele produz resultados semelhantes à forma injetável da droga, eventualmente, esses suplementos são chamados de liberadores de GH. Não há nenhuma prova de que essas afirmações são verdadeiras. Da mesma forma, não há nenhuma prova de que os remédios homeopáticos alegando conter GH contenham de fato.

 

Como viver mais com qualidade de vida ?

 

Todos desejam viver por muito tempo, mas ninguém quer se tornar velho. Até que mais estudos sejam feitos, o GH não parece ser seguro e eficaz para os atletas e homens idosos saudáveis. 

Mas isso não significa que devemos acreditar que não há como retardar os sinais do envelhecimento. A combinação dieta e exercício já demonstrou seus benefícios além se ser bem mais barata do que hormônios que apresentam comprovados efeitos colaterais. É importante fazer uma ingestão moderada de proteínas,  com um regime equilibrado de exercícios. Na programação da atividade física não se pode esquecer do treinamento resistivo (musculação) duas a três vezes por semana para aumentar a massa muscular e a força. Assim é possível reduzir o risco de muitas doenças crônicas, melhorar o  vigor e a energia para viver ainda mais,  retardando o lento o tique-taque do relógio.

 

Dra. Lorena Guimarães Lima   

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Aneurisma de artéria Renal

Vascular Pro - qua, 10/30/2013 - 19:23

Imagem do mês publicada pelo Dr Alexandre Amato na Folha Vascular.

154 Folha Vascular - Outubro 2013 

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O criscimento Infantil e o uso de GH

Amato Consultório Médico - dom, 10/27/2013 - 23:21

O crescimento  inicia-se  desde a vida intra uterina, e ocorre em diferentes velocidades conforme os diversos estágios da vida. No primeiro ano de vida o crescimento é em média de 25 cm, no segundo de 12 cm e no terceiro, em torno de 8 cm.

Na infância a média de crescimento é de 4 a 6 cm ao ano. Essa velocidade volta a se acelerar, na puberdade, podendo atingir de 8 a 12 cm ao ano durante o chamado “estirão puberal”. Nas meninas o estirão puberal ocorre mais precocemente do que nos meninos, e é o primeiro sinal de puberdade.

 

O que é o GH?

O GH (Growth Hormone - hormônio do crescimento) é uma proteína produzida pela hipófise, pequena glândula localizada na base do crânio. Ele age, dentre outras várias funções, estimulando as cartilagens de crescimento para que haja crescimento dos ossos levando a ganho de estatura.  Embora o ganho de altura seja o efeito mais conhecido do GH, esse hormônio também tem muitas outras funções metabólicas como aumentar a retenção de cálcio e aumentar a mineralização dos ossos; aumentar a massa muscular; induzir a síntese de proteínas e ao crescimento de vários órgãos do corpo.

 

A estatura depende só do GH ?

Não, a altura é influenciada por uma série de outros fatores além do GH, como: fatores genéticos familiares (estatura média da família), fatores ambientais (condições de nutrição, prática de esportes, sono adequado, estresse psicológico, doenças crônicas, uso de medicamentos) e até mesmo fatores relacionados à gestação e ao parto. A falta do GH está presente em somente 5% dos casos de baixa estatura. 

 

Como sabe-se que uma criança tem baixa estatura ?

A baixa estatura para ser confirmada precisa de avaliação médica especializada. Muitas vezes o que preocupa os pais em relação à estatura dos filhos é somente o que chamamos de “Retardo Constitucional do Crescimento e Desenvolvimento”, ou seja, a criança pode apenas estar demorando um pouco mais que as outras para ter o estirão puberal, mas este ocorrerá e a criança atingirá estatura adequada.

 

O que leva à deficiência de GH na infância?

Há várias causas: problemas genéticos, traumas durante o parto, radiação da região hipofisária por causa de tumores, traumas cranioencefálicos na infância.

 

O que acontece se uma criança não tiver GH? 

 A deficiência desse hormônio fará dela uma anã, portadora de nanismo, com altura final entre um metro e 1,20m,  no máximo. A baixa estatura é o que mais chama atenção mas certamente haverá outros comprometimentos sistêmicos pela deficiência de GH.

 

Como saber se a criança tem deficiência de Hormônio do Crescimento?

A dosagem aleatória do GH não tem fundamento pois este hormônio tem secreção cíclica durante o dia (podemos flagrar um pico ou um nadir). Usamos a dosagem de outros hormônios que refletem a função do GH no organismo (como o IGF1 por exemplo) e lançamos mão de testes médicos para avaliar se há deficiência de GH. Se a deficiência de GH for confirmada aí sim a criança se beneficiará com a reposição desse hormônio, que muitas vezes é cara e não isenta de efeitos colaterais, por isso precisa ser muito bem indicada. 

 

E sobre a reposição do GH em quem não tem deficiência de GH?

Em crianças que não tem deficiência de GH, como às que denominamos com baixa estatura constitucional, a reposição de GH pode levar a um pequeno ganho na estatura final. No entanto, o uso do GH nesses casos continua controverso pois os pequenos ganhos em estatura não compensariam os custos financeiros e os efeitos colaterais. A reposição de GH em quem não tem deficiência desse hormônio além de ter alto custo pode levar às complicações consequentes do excesso do GH no organismo.

 

Conclusão

Ter uma vida saudável, com prática de atividade física, alimentação diversificada e rica em frutas e verduras, horas de sono em quantidade adequada e de qualidade, e ambiente psicossocial saudável são as melhores maneiras de estimular uma criança a atingir seu alvo de estatura.  

 

 

Dra. Lorena Guimarães Lima   

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Aneurismas

Vascular Pro - dom, 09/29/2013 - 21:03

Quando uma artéria aumenta de tamanho a ponto de dobrar seu diâmetro, chamamos esta nova forma de aneurisma. O problema do aneurisma não é somente o aumento do vaso, mas o enfraquecimento de sua parede, pois, quanto maior a dilatação, maior as chances de ruptura.

O aneurisma se forma pelo efeito de mais de uma variável: idade avançada, “pressão alta”, tabagismo, genética – a síndrome de Marfan e outros defeitos genéticos -  sedentarismo, entre outros. A grande maioria dessas variáveis ou “fatores de risco” pode ser  minimizada com adoção de bons hábitos durante toda a vida, embora, quem já tem aneurisma, somente poderá fazer um diagnóstico precoce. Como sintoma pode-se sentir uma massa pulsátil ou dor no local acometido, mas, também, pode ser que não se sinta nada.

O local de acometimento mais frequente é em nossa principal artéria, chamada de artéria aorta. Esta artéria tem um longo trajeto, começando nas “câmaras” cardíacas esquerdas, descendo pelo tórax até passar para a cavidade abdominal, quando recebe o nome de artéria aorta abdominal. É nesse segmento que encontramos, na maior parte das vezes, os aneurismas quando presentes. Da artéria aorta abdominal nascem duas artérias renais, uma de cada lado, e no seu trajeto principal segue emitindo outros pequenos ramos até tornarem-se as artérias ilíacas, direita e esquerda. Em todos esses pontos pode haver a formação dos aneurismas.

Vale lembrar que toda artéria pode tornar-se aneurismática principalmente quando há muitos “fatores de risco” (descritos anteriormente). Assim, dependendo do lugar em que surge, por sua fragilidade e possibilidade de ruptura,  representa maior ou menor gravidade: os casos mais preocupantes ocorrem no cérebro e na artéria aorta, pois por circular sangue com alta pressão, pode ocasionar grandes perdas sanguíneas rapidamente.

Uma vez identificado o aneurisma, o acompanhamento deve ser regular com um médico cirurgião vascular para verificar a velocidade de crescimento e se há indicação ou não de correção com cirurgia, bem como o tipo de tratamento cirúrgico mais adequado.  Atualmente,  utilizam-se técnicas menos invasivas, que vão por dentro dos vasos, chamadas endoproteses. Informe-se com seu médico e verifique a necessidade de consultar um especialista.

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Indução de ovulação e coito programado

Fertilidade - dom, 09/29/2013 - 20:55

            Existem diferentes motivos que podem levar um casal a não conseguir engravidar. Uma mulher que apresente um ciclo anovulatório (que não produz óvulo) pode representar até um quarto desses motivos. Quando o período menstrual demora pelo menos 35 dias para se repetir (podendo demorar até seis meses), considera-se que a mulher não está ovulando ou que, pelo menos, a sua ovulação não está ocorrendo em todos os seus ciclos, tornando a concepção para ela um evento bastante improvável.

A ausência de ovulação ou a ovulação ocasional podem resultar da falha do funcionamento do ovário, de órgãos do sistema nervoso central ou de hormônios específicos; a medicina organiza essas falhas em três diferentes “padrões”. Isso é importante ser definido porque cada um desses padrões exigirá uma conduta diferente por parte do especialista, mas, em todos os casos, é possível proceder com a indução da ovulação por meio do uso de diferentes tipos de medicação.

A indução é um estímulo ovariano à produção de um folículo -  conjunto de células que poderá gerar um óvulo posteriormente. Esse processo de indução é diferente do que é feito com mulheres que normalmente ovulam mas que precisam ser estimuladas a produzir muitos folículos para serem utilizados em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. As medicações mais utilizadas são o clomifeno, os chamados agonistas dopaminérgicos, as gonadotropinas, os inibidores de aromatase, entre outros.

Após a indução da ovulação com a medicação mais apropriada deve-se buscar evidências de que o ciclo menstrual se tornou ovulatório. Isso pode ser feito pela observação de sua regularização (intervalo de tempo definido entre um ciclo e outro), pela identificação de aumento cíclico da temperatura corporal, pela realização de exames de imagem (ultrassom) e de laboratório (exames de urina e de sangue). O reconhecimento do período ovulatório guia o momento mais adequado para se ter relações sexuais buscando a concepção. O acompanhamento e controle após o estímulo também são importantes para medir sua intensidade e seu efeito da medicação de modo a evitar a ocorrência potencial de gestações múltiplas (estimulação de múltiplos folículos).

Vale destacar que mulheres que se submetem a esse tipo de tratamento não estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama. O mesmo não pode ser dito em relação ao câncer de ovário, de modo que a orientação seguida é a de  limitar a terapia a longo prazo com certas medicações, como o clomifeno.

Este tratamento é seguro e há anos ajuda mulheres em todo o mundo a engravidar. Como todo tratamento médico, há indicações particulares para cada caso. Procure um médico atuante na reprodução humana para saber qual a melhor indicação para seu caso! 

Tags: coito programadoindução da ovulação
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Fertilização in vitro

Fertilidade - dom, 09/29/2013 - 20:49

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida em que se promove o encontro, em laboratório, entre o óvulo e o espermatozoide extraídos dos futuros pais. A extração dessas células sexuais pode ser realizada de diferentes maneiras, sendo que, na mulher, ocorre após um estímulo à produção ovariana de folículos, um grupo de células que se tornarão óvulos, para que haja  fornecimento de número suficiente de folículos. O sucesso da terapia está diretamente relacionado ao número e a qualidade dos óvulos que serão obtidos.

Inúmeras podem ser as causas de infertilidade feminina que resultam de qualquer desequilíbrio no seu ciclo reprodutivo, seja na produção, na ação de um hormônio ou na constituição de um determinado órgão. Entretanto, não são todos os defeitos que levam à indicação do uso da fertilização in vitro: a avaliação da capacidade reprodutiva deve ser extensamente pesquisada e, em alguns casos, outros métodos mais simples são tentados primeiro.

Uma indicação acertada, por exemplo, é a que ocorre no caso de uma obstrução da tuba uterina (que liga o corpo do útero aos ovários) ou do próprio útero, impedindo o encontro natural do óvulo com o espermatozoide por bloquear o seu caminho. Outra é  quando a mulher possui uma baixa reserva ovariana, isto é, seu potencial para produzir óvulos é  baixo, como acontece no caso da “menopausa precoce”. Ainda outra é quando o ovário não produz óvulos (nesse caso devem ser usados os óvulos de uma doadora). Além disso, se a infertilidade masculina está presente ou se outros meios para engravidar mais simples já falharam (na presença de endometriose ou infertilidade sem explicação), pode também ser o método indicado pelo ginecologista.

Vale destacar que, em função da sua complexidade, a fertilização in vitro possui alto custo (existem alternativas), além de que a mulher é exposta a diferentes procedimentos e medicações, com o aumento do risco de gestação múltipla. Existem algumas condições que podem dificultar o sucesso da terapia, como a presença de miomas - dependendo de sua localização - obesidade, fumo, histórico de aborto ou de insucesso em tentativas anteriores por reprodução assistida.

A taxa de sucesso dessa terapia tem crescido nos últimos anos e hoje até 3% das crianças nascidas nos Estados Unidos são devido à fertilização in vitro, que é uma ferramenta de alto desenvolvimento tecnológico e exige manejo exclusivo de especialistas na área, composta pelo médico ginecologista, especialista em reprodução humana, e a sua equipe de embriologistas, enfermeiros e psicólogos.

Tags: fivfertilização in vitro
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Exames do check-up vascular

Vascular Pro - dom, 09/29/2013 - 20:34

O check-up vascular constitui-se da realização de uma consulta médica especializada (que inclui o exame físico geral e direcionado) visando a busca de dados na história do paciente que revelem um potencial acometimento vascular, assim como a realização de exames de sangue e de imagem que auxiliem neste diagnóstico, de modo a fornecer uma orientação ou terapêutica específica para o paciente que procurou o angiologista ou cirurgião vascular (médico especialista nos vaso sanguíneos).
    Tanto as artérias (vasos que levam o sangue rico em oxigênio do coração para o corpo) quanto as veias (vasos que levam o sangue usado pelo corpo de volta ao coração) devem ser avaliadas. Os exames de imagem permitem avaliar a qualidade dos vasos e do fluxo sanguíneo que por eles percorre. As artérias podem ser avaliadas por meio do eco-doppler colorido e da angiotomografia arterial, e as veias por meio de pletismografia, ultrassom de ondas contínuas e mapeamento dúplex. Na prevenção utiliza-se somente os exames não invasivos, e, somente quando a história clínica sugere alteração. Destes, angiotomografia arterial é o único exame que necessita da aplicação de contraste para a sua realização. O contraste é uma substância injetada na veia do paciente que auxilia na visualização posterior dos vasos sanguíneos por meio do aparelho de tomografia. Após o exame, o paciente é orientado a ingerir bastante líquido com o intuito de ajudar na eliminação do contraste de seu organismo. 
O que se busca nesse estudo é identificar principalmente a presença de trombos (que possam obstruir os vasos), aneurismas (dilatações focais dos vasos) e estenoses (estreitamentos), assim como avaliar a velocidade do sangue e capacidade dos vasos em acomodá-lo de maneira adequada. A presença dessa condições pode levar a hemorragias graves ou impedir o fluxo sanguíneo normal e consequente oxigenação das células do corpo, podendo levar à morte dessas células, ocasionando diversos sintomas e doenças. Também se busca esclarecer possíveis queixas que o paciente apresente como varizes, dor nas pernas ao caminhar e inchaço nos membros.
O acompanhamento com o médico especialista é a melhor maneira de avaliar a sua saúde e saber como atuar de maneira preventiva, e curativa, em relação às diversas condições que possam acometer o organismo do ponto de vista cardiovascular. 

Leia também: Check-up Vascular

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