Medicina

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

Neurocirurgia - seg, 06/24/2013 - 21:28

     O termo ciático se refere a um nervo formado pelas raízes nervosas dos segmentos L4, L5, S1, S2 e S3 da coluna lombo-sacra. Após seu trajeto na pelve, o nervo sai da bacia, passa entre a musculatura glútea próximo ao quadril (articulação da cabeça do fêmur com a bacia) e percorre a parte posterior da coxa. Na parte inferior da coxa ele se divide em dois nervos, o tibial e o peroneiro comum.
     Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo. Quando além da dor no trajeto do nervo, o paciente apresente dor lombar, utiliza-se o termo "lombociatalgia".

Quais são as causas de dor ciática?
      A causa mais comum de ciática é a lesão da raíz causada por um disco lombar herniado (hérnia de disco), mas existem diversas outras causas de ciática:
congênita: cisto meníngeo, cisto perineural, raízes nervosas unidas

  • adquirida: estenose de canal espinhal, espondilose (artrose da coluna), espondilolistese (escorregamento da coluna), cisto facetário, cisto sinovial, ossificação heterotópica em torno do quadril, lesões por injeção intra-muscular em torno do quadril, lesão do nervo após cirurgia do quadril, etc
  • infecciosa: discite (infecção do disco intervertebral), herpes zoster
  • neoplásica: tumores da coluna (mieloma múltiplo, metástases), tumores dos ossos ou tecidos moles ao longo do curso do nervo ciático (neoplasia intra-abdominal ou pélvica), tumores da coxa, tumores na panturrilha, etc
  • inflamatória:  bursite trocantérica, miosite do músculo bíceps-femoral
  • vascular: a ciática pode ser mimetizada pela claudicação intermitente
  • dor referida de origem não espinhal: cálculo (pedra) renal, infecção renal, cálculo (pedra) na vesícula, apendicite, endometriose, hérnia inguinal, úlcera duodenal, etc.
  • Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Produz dor na distribuição ciática e fraqueza para movimentar o quadril. Esta é uma causa bastante comum e que deve ser descartada antes de realizar uma cirurgia de hérnia de disco!
  • outros: neuropatia femoral, lesão do plexo sacral, neuropatia diabética (amiotrofia diabética), etc.

Como saber se a minha ciática é por causa hérnia de disco ou de alguma outra causa? Qual exame detecta a causa definitiva?
      Se fossemos investigar todas as causas acima citadas, seriam necessários incontáveis exames, por isso, o mais importante é procurar o especialista. Através da história clínica e do exame físico, que inclui algumas manobras para testar o nervo ciático, pode-se excluir algumas doenças e identificar qual o melhor exame complementar a ser solicitado. Uma manobra bastante realizada é o teste de Lasegue (Figura 1), que é a elevação da coxa com a perna estendida, se a manobra reproduzir a dor, é porque o problema é realmente no nervo ciático que está comprimido ou inflamado em algum ponto do seu trajeto desde a coluna até a extremidade inferior. Outros testes podem ajudar a determinar o local da compressão. O teste de Patrick (Figura 2) também é muito importante e geralmente é positivo se existe alguma doença do quadril, que muitas vezes é confundida com a compressão do nervo ciático.

Figura 1 - Teste de Lasegue Figura 2 - Teste de Patrick

Existe relação do cigarro com dor na coluna ou no ciático?
      A incidência de dor lombar, ciática e doença degenerativa da coluna é maior entre fumantes do que entre não fumantes. O tabagismo também retarda a cicatrização óssea e aumenta o risco de pseudoartrose após procedimento de fusão espinhal, especialmente na coluna lombar.

Leia mais em:

Referências:
Patten J. Diagnóstico diferencial em neurologia. Revinter 2000.
Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. Artmed 2003.

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Estenose carotídea, caso publicado na SBACV

Vascular Pro - seg, 06/24/2013 - 19:13

Caso de estenose carotídea com aspecto bem característico de string sign publicado na Folha da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular n˚150.

Folha da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular n˚150.

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Artrodese da Coluna

Neurocirurgia - sab, 06/15/2013 - 17:57

     A artrodese é um procedimento realizado para causar fusão óssea em uma articulação, causando sua imobilidade. A artrodese da coluna é um método de tratamento cirúrgico das doenças da coluna vertebral que causam instabilidade. Portanto ao realizar o procedimento causa-se a estabilidade da coluna através da imobilidade de algum(ns) de seu(s) segmento(s). Em geral, 2 a 3 segmentos da coluna podem ser artrodesados (fixados, fundidos) sem que haja prejuizo significativo da movimentação global da coluna, pois os segmentos sadios dão conta de realizar os movimentos mais importantes da coluna. Pacientes com dor ou sintomas neurológicos, que não melhoram com o tratamento conservador podem ter indicação de artrodese caso apresentem os seguintes diagnósticos:

 

  • Espondilolistese;
  • Instabilidade na coluna lombar;
  • Escoliose do adulto;
  • Artrose ou degeneração facetária;
  • História de cirurgia prévia em coluna lombar;
  • Estenose de canal vertebral;
  • Fratura vertebral de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa e/ou reumatológica.

      Essa cirurgia também pode ser benéfica em alguns casos de hérnia de disco quando há instabilidade da coluna. Pode ser realizada em qualquer segmento da coluna (cervical, torácica ou lombar) e é realizada tanto pela frente (anterior) como por trás (posterior), dependendo do caso. A artrodese pode necessitar de intrumental (materiais especiais):  parafusos, barras, placas, pinos, cages (dispositivos intersomáticos, substituto do disco), etc. Mas o que vai causar a fusão óssea é a colocação de enxerto, que pode ser obtido do próprio paciente ou ser industrializado.  Os equipamentos atuais permitem a realização da artrodese da coluna com a colocação de materiais de forma minimamente invasiva, através de pequenas incisões na pele (percutâneo) e com mínima agressão aos tecidos adjacentes.

Leia mais em:

Cirurgia da Coluna

Cirurgia: Hernia de Disco Cervical

Espondilolistese

Fratura osteoporótica

Referências:

AO Spine Manual - Clinical Applications

Kim S, MortazHedjri S, Coyte PC, Rampersaud YR. Cost-utility of lumbar decompression with or without fusion for patients with symptomatic degenerative lumbar spondylolisthesis. Spine J. 2012 Jan;12(1):44-54

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Cálculo Renal ("pedra no rim") e Cólica Renal

Amato Consultório Médico - sex, 06/07/2013 - 15:37
AnexoTamanho Rim: urologista101.94 KB

A formação de cálculos renais (popularmente conhecida como "pedra nos rins" ou urolitíase) é muito comum.  Estudos demonstram que de 5 a 10 pessoas a cada 100, vão desenvolver cálculos na via urinária em algum momento das suas vidas. Estes cálculos são formações sólidas de uma série de substâncias como o oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato de cálcio ou cistina.

  • SINTOMAS

    Os cálculos são formados nos cálices renais e muitas vezes são assintomáticos enquanto estão localizados dentro deste órgão (chamados então de nefrolitíase). Quando os cálculos saem do rim e entram na pelve renal ou  no ureter (canal que transporta a urina do rim à bexiga), chamada de ureterolitíase, podem causar a cólica renal ("cólica nefrética"). Caracteriza-se por dor muito intensa na região lombar (nas costas) do lado acometido, muitas vezes com irradiação para a região genital do mesmo lado. 
    A dor é causada por dilatação de todo o sistema coletor devido à obstrução do sistema urinário, inclusive do rim acometido.

  • DIAGNÓSTICO

    O paciente com suspeita de nefrolitíase ou ureterolitíase deve consultar com o urologista e realizar exames de imagem na tentativa de determinar a presença de cálculos, localização  e o seu tamanho. Para isso, podemos lançar mão de exames como:

Raio-x: pouca radiação. Muitos cálculos são de difícil visibilização por este método. No entanto, quando é visível, é ótimo método para acompanhamento durante o tratamento.

Ultrassonografia: exame com boa acurácia para investigação de nefrolitíase (quando os cálculos são maiores do que 4mm). Quando o cálculo está no ureter médio, há muita dificuldade em se identificar a pedra, no entanto, pode-se determinar se há ou não dilatação do sistema coletor à montante.

 

Tomografia de Abdome e Pelve (sem contraste): exame considerado padrão-ouro para avaliação de urolitíase. Tem como desvantagem a alta radiação.

 

  • TRATAMENTO

1) NEFROLITÍASE (CÁLCULO NO RIM)

    LECO/LEOC (Litotripsia Externa por Ondas de Choque): método pouco invasivo, onde há fragmentação do cálculo renal ou no ureter proximal (próximo ao rim), sem incisões na pele ou necessidade de endoscopia do sistema urinário. Indicada em cálculos de 5mm a 1,5cm (a depender da sua localização). Contra-indicada em casos de infecção urinária, gestação ou em pacientes em uso de anticoagulantes ou AAS (ácido acetil salicílico) = pelo risco de sangramento e formação de hematoma renal.

URETEROSCOPIA FLEXÍVEL
    Procedimento realizado sem incisões, através da endoscopia do sistema urinário através de um instrumento flexível (ureteroscópio flexível) que permite alcançar o rim devido às deflexões que o aparelho proporciona. Utiliza como fontes de energia o laser. A retirada dos cálculos se faz através de sondas extratoras de cálculos.

NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA
    Procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão na pele (aproximadamente 3cm) com abertura e dilatação do rim até o seu sistema coletor (onde são encontrados os cálculos). Utiliza-se uma fonte de energia para se fragmentar os cálculos e uma pinça remove os fragmentos de cálculos. É recomendada para pacientes com cálculos maiores do que 2,0cm. Possui menor morbi mortalidade do que a cirurgia aberta (com grandes incisões).  Suas contra-indicações são pionefrose (infecção grave do rim com saída de pus do sistema coletor) e gestação. Anticoagulantes ou AAS devem ser suspensos, conforme orientação do médico, antes do procedimento.

2) URETEROLITÍASE (CÓLICA RENAL)
    URETEROLITOTRIPSIA SEMI-RÍGIDA ou FLEXÍVEL
    Procedimento endoscópico para a extração de cálculos no ureter. É um procedimento com baixa morbi mortalidade e alta taxa de sucesso. Utiliza-se um instrumento que pode ser semi-rígido ou flexível (optando-se pelo segundo quando o primeiro não consegue atingir o cálculo devido a dificuldades anatômicas ou pelo fato do cálculo encontrar-se muito próximo ao rim).
    Utiliza-se uma fonte de energia (laser, ultrassom ou pneumático) e a retirada dos fragmentos se faz através de sondas extratoras de cálculos.

Autor: Dr Alvaro Bosco

 

 

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O Médico Cirurgião Vascular

Vascular Pro - sab, 05/25/2013 - 19:53

 
Cirurgia vascular é a especialidade médica que se ocupa do tratamento cirúrgico de doenças das artérias, veias e vasos linfáticos. Atua no diagnóstico, estudo e tratamento cirúrgico das enfermidades dos vasos.
A formação do médico cirurgião vascular é longa e exige uma grande dedicação. Começa a cursar a graduação em medicina, com duração de 6 anos, dividida em 4 anos de teoria e prática e 2 anos de internato médico, quando as atividades são somente práticas e desenvolvidas em  hospitais e ambulatórios. Aprende, portanto, a cuidar das principais doenças, prevenir muitas delas e a assegurar o bem-estar físico e emocional dos seus pacientes.
Depois de receber o diploma de médico, sua formação segue composta de no minimo 2 anos de residência na área de cirurgia geral. Aprende a lidar e resolver casos cirúrgicos de alta e baixa complexidade e a cuidar do antes e após a cirurgia de seus pacientes, trabalhando até 60 horas semanais. Concluindo esses 2 anos, deve prestar um novo concurso para seguir a formação de 3 a 4 anos na residência de cirurgia vascular.
Assim, em aproximadamente 10 anos, acumula uma bagagem específica sólida e conhecimento geral vasto do processo de saúde e doença em todos os níveis. Assim, esse médico também é capaz de realizar procedimentos vasculares delicados, como em grandes e importantes vasos sanguíneos, além de procedimentos da cirurgia geral.
Por haver muitas doenças compreendidas no sistema cardiovascular, foi necessário separar os profissionais em cardiologistas – que cuidam das afecções no coração – e os angiologistas – que cuidam das afecções dos vasos – e ambos fazem diagnóstico, prevenção, prescrição de tratamento com medicamentos e de atividades físicas. Da mesma forma, com a crescente complexidade das formas de tratamento, foi necessário que houvesse médicos com grande experiência tanto nas cirurgias cardíacas como nas cirurgias vasculares, ou seja, no tratamento de doenças do coração e dos vasos sanguíneos e linfáticos.
O cirurgião vascular é capaz, portanto, de resolver problemas como aneurisma, doença aterosclerótica dos vasos, reconstrução de vaso delicado após trauma ou má-formação, varizes, etc. Atuando em conjunto com outras especialidades, pode garantir, não somente qualidade de vida, mas também salvar vidas em condições potencialmente fatais. Por tal motivo, é de extrema importância reconhecer os profissionais realmente habilitados para assegurarem a saúde circulatória de homens e mulheres.
 

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Como prevenir as Doenças Vasculares?

Vascular Pro - sab, 05/18/2013 - 19:52

 
Doença vascular é toda doença que altera a integridade dos vasos sanguíneos.  Pode ser causada por herança familiar ou genética, por hábitos de vida nocivos ou pela forma como trabalhamos, medicações e traumas acidentais que podem comprometer nossos vasos. Abaixo, as formas de prevenção para cada uma das causas:
doenças herdadas que predispõe a fomação de coágulos, as chamadas “trombofilias” ( “ fylia” significa afinidade – “ afinidade em formar trombos” ) que tanto obstruem localmente o fluxo de sangue, como podem viajar pela corrente sanguínea até alojar-se em outros orgãos, como o pulmão. A prevenção está ligada ao diagnóstico familiar e precoce que deve ser feita por um médico.
Os hábitos de vida nocivos como uma alimentação rica em gordura, refrigerantes e doces podem aumentar o colesterol “ruim” que, com o passar do tempo, “infiltra-se” dentro da parede dos vasos criando verdadeiras placas de gordura e cálcio. Esse processo chama-se aterosclerose e é agravado pelo hábito de fumar, pelo sedentarismo e pela obesidade, que são todos elementos que “inflamam” o corpo e ajudam a lesar os vasos. Estas placas podem acumular-se em diversos vasos e, quando despreendem tendem à coagulação e a obstruções nos vasos. A prevenção se dá pelo desenvolvimento de hábitos como atividade física regular (ao menos três vezes na semana) e alimentação balanceada, rica em alimentos frescos, verduras, carnes e aves, com pouca quantidade de frituras, gordura, sal e açúcar.
Trabalhar de pé, em uma posição fixa ou sedentarismo pode levar a uma redução do fluxo de sangue nas partes do corpo distantes do coração. Pode surgir veias “saltadas” – as varizes — que muitas vezes são dolororas e esteticamente comprometedoras. A prevenção se dá pela mudança e movimentação durante o expediente, estimulando a circulação. Para acidentes que lesam o vaso, pode-se somente evitar o evento em si.
Há também medicações que alteram o fluxo linear de sangue, como os anticoncepcionais, muito prescritos e usados indiscriminadamente. Já é sabido que, por exemplo, mulheres tabagistas acima de 35 anos, hipertensas não controladas, com história de trombose ou enxaqueca com aura, diabéticas por mais de 20 anos ou com doenças no fígado grave não devem usar anticoncepcionais orais que contenham estrogênio e progesterona, hormônios femininos. Essas mulheres devem buscar outras alternativas que não usem o estrogênio, como hormônio (encontrado como estradiol), para evitar a gravidez.
De uma forma geral, evitar doenças do sistema circulatório significa ter conhecimento do estado de saúde de todo o corpo. Para tanto, devem ser feitas visitas periódicas ao médico (quanto mais idoso, mais deve buscar orientação médica) e, principalmente, desenvolver hábitos como atividade física regular (ao menos três vezes na semana) e alimentação balanceada, rica em alimentos frescos, verduras, carnes e aves, com pouca quantidade de frituras, gordura, sal e açúcar. Nossa saúde vascular depende da ajuda do médico vascular sim, mas principalmente de nós, por meio do cultivo dos bons hábitos.

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Ergonomia e Higiene do Sono

Amato Consultório Médico - sab, 05/18/2013 - 19:09

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

 

   Colchão ideal: a coluna fica reta

   Colchão macio ou gasto: pontos de apoio afundam muito, a coluna fica deformada    Colchão muito rígido: ombros e cintura não ficam confortáveis e a coluna fica torta    Dormir de lado: mantenha o alinhamento da coluna, o travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro.    De barriga pra cima: prefira um travesseiro mais fino do que o utilizado para dormir de lado.

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

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Caso publicado na Folha SBACV

Vascular Pro - sab, 05/18/2013 - 19:09
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Ergonomia e Higiene do Sono

Neurocirurgia - seg, 05/13/2013 - 17:58

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

 

   Colchão ideal: a coluna fica reta

   Colchão macio ou gasto: pontos de apoio afundam muito, a coluna fica deformada    Colchão muito rígido: ombros e cintura não ficam confortáveis e a coluna fica torta    Dormir de lado: mantenha o alinhamento da coluna, o travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro.    De barriga pra cima: prefira um travesseiro mais fino do que o utilizado para dormir de lado.

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

 

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Congresso Internacional de Veias

Vascular Pro - qui, 05/09/2013 - 19:11

Equipe participou da edição 2013 do International Vein Congress. Muitas novidades venosas estão a caminho, muitas delas ainda em pesquisa, porém são promissoras. Aqui nos EUA a termoablação com laser já é considerada padrão ouro, sendo a técnica utilizada para comparação das novas técnicas. Muitos aparelhos novos e recriações antigas: como a famosa agulha de crochê, que aqui aparece de muitas maneiras diferentes, como canetas ou dentro da própria agulha.

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Espondilolistese (Escorregamento da Vértebra)

Neurocirurgia - seg, 05/06/2013 - 19:36

     Espondilolistese, do grego spondilos, vértebra, e olisthesis, luxação, é o escorregamento ou a luxação de um corpo vertebral sobre o outro. Representa uma forma relativamente frequente de instabilidade da coluna vertebral, atingindo cerca de 5% da população geral. Na maioria das vezes são bem toleradas com o tratamento clínico ou apenas o seguimento, mas alguns casos podem precisar de cirurgia.

     O tipo mais frequente de espondilolistese é a ístmica, em que há lesão na porção interarticular, que pode estar fraturada (espondilólise) ou alongada. Acredita-se que seja decorrente de múltiplos processos de microfraturas e consolidações, que alteram a morfologia das vértebras, tornando-a mais alongada. Outros tipos são as congênitas ou displásicas, degenerativa, pós-traumática e patológica.

     A gravidade da situação é medida através do grau da listese. Um escorregamento de até 25% representa o grau I, de 25 a 50% grau II e assim por diante.

     O diagnóstico pode ser feito com RaioX simples, mas a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética fornecem informações relevantes para instituir o tratamento.

     O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

Raio X em Perfil mostrando o escorregamento da vértebra de L4 pra frente de L5 (anterolistese). A seta mostra a fratura da pars articularis, típica da espondilolistese ístmica. Olhos mais atentos notam a mesma fratura na vértebra de cima, ainda sem causar problemas. Sistema de fixação da coluna lombar vista no Raio-X em Perfil: parafusos pediculares com as extremidades anteriores localizadas nos corpos vertebrais, hastes de conexão, porcas e dispositivo intra-somático ou "cage" (3 pontos radiopacos entre as vértebras). Sistema de fixação da coluna lombar vista no Raio-X de frente: 4 parafusos pediculares, hastes de conexão e porcas.

 

Referência:

Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

Braga FM, Melo PMP. Neurocirurgia. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. UNIFESP / Escola Paulista de Medicina. Manole 2005.

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Devo ou não tomar vacina ?

Amato Consultório Médico - qua, 04/24/2013 - 10:19

As vacinas são consideradas uma das dez grandes descobertas científicas que mudaram a história da humanidade. Segundo a organização mundial de saúde (OMS) em 2020, o Brasil terá a sexta maior população de idosos, (maiores 60 anos) sendo esse um dos grupos que mais se beneficia com esse tratamento preventivo. No idoso a vacinação favorece o envelhecimento saudável evitando infecções respiratórias, agravamento de doenças crônicas controladas, internações hospitalares e óbitos. 

O programa nacional de imunização recomenda e disponibiliza no posto público, para essa faixa etária, a aplicação das vacinas contra a influenza (gripe), tétano e doença pneumocócica.  Vacinas para outras doenças quando bem indicadas pelo médico podem ser aplicadas em clinicas privadas.

Vacina para gripe (influenza)

O vírus da gripe pode levar a graves complicações nos idosos com doenças cardíacas, respiratórias, renais e metabólicas. Pode causar pneumonias graves pelo vírus e predispor a infecção bacteriana. Não se deve confundir o resfriado comum, uma doença simples para qual não existem vacinas com a gripe causada especificamente pelos vírus do grupo influenza. A vacina é segura e a taxa de mortalidade em não vacinados não é desprezível.

Esquema vacinal: uma dose anual, preferencialmente antes do início do outono.

 

Vacina para tétano

O tétano é uma doença com altíssima mortalidade. Aproximadamente 2/3 dos casos ocorrem nos idosos. Nos postos públicos se aplica a vacina dupla bacteriana (dT) contra tétano e difteria. Nas clinicas privadas se da preferencia a tríplice bacteriana acelular (dTpa) que também previne contra  coqueluche (“tosse comprida”). A proteção conferida em quem já teve a doença é de no máximo 15 anos. É especialmente recomendada para idosos que convivem com crianças com menos de um ano. 

 Esquema vacinal: uma dose a cada 10 anos se tiver a vacinação básica completa (pelo menos três doses durante a vida). 

Vacina para o pneumococo

O pneumococo é uma bactéria que causa pneumonia, meningite e outras infecções. Indicada para todos os maiores de 60 anos e principalmente naqueles que são imunocomprometidos, tem doenças pulmonares ou cardíacas, diabéticos e pessoas que não tem o baço. Todos que vivem em instituições de longa permanência não devem deixar de ser vacinados.

Esquema vacinal: duas doses com intervalo mínimo de cinco anos entre elas

Vacina para Febre Amarela

Indicada para residentes em regiões de risco e nos indivíduos que viajam para essas localidades. Os maiores de 60 anos tem risco de eventos adversos mais graves. 

Esquema vacinal: uma dose a cada 10 anos

 

Vacina para Hepatite B

 A vacina contra a hepatite B tem indicação universal, os idosos com essa doença desenvolvem formas mais graves.

Esquema vacinal: três doses, com 0, 30 dias e 6 meses

Outras vacinas

Seguindo a orientação médica outras vacinas podem ser indicadas como para herpes, hepatite A e nas endemias vacinas para meningite e a tríplice viral (sarampo, caxumba rubéola).

 

“O maior problema com a vacinação é a sua não utilização”

 

Dr. Marcos Galan Morillo

Geriatria e Clínica Médica

Mestre pela Escola Paulista de Medicina daUniversidade Federal de São Paulo

 

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Protrusão de disco

Amato Consultório Médico - qua, 04/24/2013 - 10:09

Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de Disco, Dor Lombar, Hérnia de Disco Cervical - Tratamento Cirúrgico, Cirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

 

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Endoscopia Cerebral

Amato Consultório Médico - qua, 04/24/2013 - 10:07

Como é feita a cirurgia endoscópica cerebral ?

     O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose. No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

Em quais casos de hidrocefalia a Terceiroventriculostomia endoscópica pode ser realizada?

     A principal indicação para a Terceiroventriculostomia endoscópica é a hidrocefalia por estenose de aqueduto. Mas a maioria das hidrocefalias obstrutivas pode ser tratada por esta técnica, pois a idéia é realizar uma passagem alternativa para a circulação do líquor que está obstruida em algum ponto. Atualmente existe uma tendência a realizar inicialmente a cirurgia endoscópica mesmo para as hidrocefalias não obstrutivas, também chamadas de comunicantes, por ser uma técnica minimamente invasiva. Portanto, a Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser tratada inicialmente pela técnica endoscópica.

 

ASSISTA UM VÍDEO DA TERCEIROVENTRICULOSTOMIA ENDOSCÓPICA (HIDROCEFALIA - CIRURGIA ENDOSCÓPICA)

 

Leia também: Hidrocefalia, Hidrocefalia de Pressão Normal

Referências: Tratado de Clínica Cirúrgica, Neurocirurgia Pediátrica - Fundamentos e Estratégias

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Endoscopia Cerebral

Neurocirurgia - sab, 04/20/2013 - 21:06

Como é feita a cirurgia endoscópica cerebral ?

     O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose. No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

Em quais casos de hidrocefalia a Terceiroventriculostomia endoscópica pode ser realizada?

     A principal indicação para a Terceiroventriculostomia endoscópica é a hidrocefalia por estenose de aqueduto. Mas a maioria das hidrocefalias obstrutivas pode ser tratada por esta técnica, pois a idéia é realizar uma passagem alternativa para a circulação do líquor que está obstruida em algum ponto. Atualmente existe uma tendência a realizar inicialmente a cirurgia endoscópica mesmo para as hidrocefalias não obstrutivas, também chamadas de comunicantes, por ser uma técnica minimamente invasiva. Portanto, a Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser tratada inicialmente pela técnica endoscópica.

 

ASSISTA UM VÍDEO DA TERCEIROVENTRICULOSTOMIA ENDOSCÓPICA (HIDROCEFALIA - CIRURGIA ENDOSCÓPICA)

 

Leia também: Hidrocefalia, Hidrocefalia de Pressão Normal

Referências: Tratado de Clínica Cirúrgica, Neurocirurgia Pediátrica - Fundamentos e Estratégias

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Protrusão de disco

Neurocirurgia - sab, 04/20/2013 - 20:07

Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de Disco, Dor Lombar, Hérnia de Disco Cervical - Tratamento Cirúrgico, Cirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

 

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A infertilidade feminina

Neurocirurgia - sex, 04/19/2013 - 19:51

Para uma mulher ser considerada infértil ela precisa ser incapaz de engravidar naturalmente após um ano de tentativas, isto é, mesmo tendo relações sexuais frequentes, durante o seu período fértil, com um homem que tem a fertilidade preservada.

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O ginecologista especialista em reprodução humana

Neurocirurgia - sex, 04/19/2013 - 19:49

O médico que atua na crescente área da reprodução humana percorre um caminho longo até a sua especialização. Sua formação inicia-se no curso de Medicina, que dura 6 anos, nos quais é estudado o homem sob a perspectiva biológica e humana.

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