Medicina

Varizes são hereditárias?

Vascular Pro - seg, 02/17/2020 - 10:01

Sim, de fato, varizes possuem uma forte influência genética na sua origem.

Lógico que o surgimento dela não depende apenas da composição genética, vários fatores estão ligados ao surgimento ou piora do quadro.

 

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Angioressonância Magnética

Vascular Pro - qua, 02/12/2020 - 14:45

Existem diversos métodos de ressonância magnética para geração da imagem. O “Time-of-Flight” (TOF) não necessita do contraste derivado do gadolínio, mas as imagens não são tão boas para avaliação vascular. Quando contrastada com derivados de gadolínio e em resolução próxima da angiografia convencional, pode ser chamada de angiorresonância.

Angioressonância Magnética Vascular

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Tríade de Virchow

Vascular Pro - qua, 02/12/2020 - 14:14

tríade de Virchow é uma teoria elaborada pelo patologista alemão Rudolf Virchow (1821-1902). A tríade é composta por três categorias de fatores que contribuem para a trombose venosa e trombose arterial: Lesão ao endotélio vascular. Estase venosa (Diminuição no fluxo sanguíneo)

Causas de Lesão Endotelial:

  • Trauma ou cirurgia
  • Punção venosa
  • Irritação quimica (medicamento)
  • Valvulopatia ou substituição da válvula cardíaca
  • Aterosclerose
  • Cateteres permanentes

Hipercoagulabilidade

  • Doença maligna (câncer)
  • Gravidez e periodo pós parto
  • Estrogênio (uso hormonal)
  • Trauma ou cirurgia dos membros inferiores, anca, abdome ou pélvis
  • Doença inflamatória intestinal
  • Síndrome nefrótica
  • Sépsis
  • Trombofilia

Estase Venosa

  • Fibrilação auricular
  • Disfunção ventricular esquerda
  • Imobilidade ou paralisisa
  • Insuficiência venosa ou veias varicosas
  • Obstrução venosa devido à tumor, obesidade ou gravidez

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Angiotomografia

Vascular Pro - qua, 02/12/2020 - 14:01

A Tomografia Computadorizada, quando realizada sem contraste, permite avaliar outros órgãos não vasculares, a calcificação na parede arterial e aneurisma inflamatório.

Quando a tomografia computadorizada é feita com contraste arterial ou venoso, realizada em aparelho helicoidal com múltiplos canais, é chamada de angiotomografia.

Segmentação de Aorta por reconstrução tridimensional de angiotomografia

A avaliação da angiotomografia em computador é uma ciência a parte, o cirurgião vascular não deve ficar restrito ao laudo do radiologista e sim interpretar por si só as imagens. Por isso o Dr Alexandre Amato ministra o curso OsiriX de planejamento cirúrgico para cirurgiões vasculares há mais de uma década. Viajou o mundo conhecendo e aprendendo com os melhores: Equipe Prof Chiesa em Milão (2008), Equipe que criou o OsiriX – Rosset em Genebra na Suiça (2011) e Equipe Dr Maki Sugimoto na Universidade de Kobe no Japão (2016). Sempre trazendo novidades para o tratamento de seus pacientes no Brasil.     Anterior Próximo

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Não deixe a trombose te parar!

Vascular Pro - seg, 02/10/2020 - 18:30
O que é trombose?

É uma doença causada pelo formação do trombo, que nada mais é do que um coágulo nos vasos (artérias ou veias) que interrompe o fluxo de sangue, causando sintomas de dor, inchaço e dificuldades de locomoção quando atinge os membros inferiores (pernas e coxas). Além disso, ela pode causar EMBOLIA PULMONAR (EP) ou, em casos mais raros, um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

A CADA 37 SEGUNDOS UMA PESSOA MORRE POR CAUSA DE UM COÁGULO SANGUÍNEO.

 

A falta de movimento por um longo período é a principal causa da trombose, seja por conta de internações hospitalares, viagens de avião e ônibus, entre outros.

 

 

Fatores de Risco

 

HISTÓRICO FAMILIAR: pessoas com familiares que já tiveram trombose ou doenças cardiovasculares similares, como AVC e Embolia Pulmonar.

PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA: pessoas que apresentam trombofilia, responsável por aumentar a formação de coágulos e obstrução dos vasos sanguíneos.

VARIZES: as varizes são veias dilatadas nas quais o sangue circula mais lentamente, e que favorece a formação de coágulos.

TABAGISMO: o cigarro predispõe à diminuição do fluxo de sangue, o que pode formar coágulos. Pare de fumar!

OBESIDADE: o problema costuma dificultar a movimentação, o que pode levar a longos períodos na mesma posição.

GRAVIDEZ: devido ao aumento das substâncias pró-coagulantes no sangue durante a gravidez, o risco de desenvolvimento de trombose é 6x maior em grávidas.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: um coração fraco não bombeia a mesma quantidade de sangue que um coração saudável, aumentando os riscos de coágulos.

CÂNCER ATIVO: devido a múltiplos fatores, como o aumento de fatores pró-coagulantes (resultado em hipercoagulabilidade), internações prolongadas, uso de cateteres nas veias e até mesmo a própria quimioterapia, pacientes com câncer têm risco aumentado de desenvolver trombose.

TERAPIAS HORMONAIS: há um aumento no risco de desenvolvimento de coágulos em qualquer terapia com estrógeno combinado ou não com progestágenos, sejam anticoncepcionais, sejam terapias usadas na menopausa e, até mesmo, por transgêneros. Apesar disso, são raros os casos associados ao uso desses medicamentos, cuja prescrição deve ser feita por médicos, com base no perfil de cada paciente, após avaliação de elegibilidade.

 

Como prevenir a trombose?

 

Além do acompanhamento médico, algumas iniciativas que podem ajudar a prevenir a trombose são:

  • Ter uma alimentação balanceada;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Movimentar as pernas se ficar longos períodos sentado;
  • Não fumar;
  • Sempre que houver orientação médica, usar meias elásticas no caso de insuficiência venosa e/ou medicamentos, como anticoagulantes, caso seja necessário.

Em caso de histórico familiar ou sintomas como dor, aumento de temperatura, vermelhidão e rigidez da musculatura principalmente nos membros inferiores, comunique seu médico imediatamente.

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Dietas Cetogênicas. Não comer carboidrato é saudável?

Vascular Pro - seg, 02/10/2020 - 07:59

Dieta cetogênica (“ceto”) é uma dieta extremamente restritiva a carboidratos e rica em gorduras.

Uma dieta cetogênica restringe a ingestão de carboidratos a menos de 25 a 50 gramas por dia, na tentativa de melhorar o uso pelo corpo das gorduras ou cetonas (ácidos produzidos pelo fígado) como combustível durante a restrição calórica. Dietas cetogênicas geralmente recomendam que apenas 5% das calorias sejam provenientes de carboidratos, juntamente com 75% de gordura e 20% de proteínas.

A dieta cetogênica foi desenvolvida pela primeira vez na década de 1920 para o tratamento de diabetes e epilepsia pediátrica. Agora ela está associada com a perda de peso e o controle da glicose no sangue em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2.

Usos Médicos De Dietas Cetogênicas

As dietas cetogênicas foram usadas inicialmente para tratar diabetes antes da descoberta da insulina. Essas dietas também foram usadas para tratar epilepsia de difícil controle em crianças. Recentemente, dietas cetogênicas foram promovidas como dietas para perda de peso e para controle da glicemia em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2. As dietas ceto podem levar à perda de peso a curto prazo, mas essa perda é semelhante ao que é alcançado com outras abordagens alimentares a longo prazo. As dietas ceto podem melhorar a glicose no sangue a curto prazo em pacientes com diabetes tipo 2, mas há evidências científicas inconclusivas de que essas dietas são superiores a outros regimes de perda de peso a longo prazo. Alegações sobre os benefícios da dieta cetogênica para câncer, demência e doença de Parkinson não são cientificamente comprovadas. Recentemente a dieta tem sido aplicada em pacientes com lipedema com bastante êxito.

Dietas Cetogênicas Melhoram A Saúde?

Dietas cetogênicas resultam em perda de peso para quem usa essa estratégia para reduzir a ingestão calórica geral, limitando todos os alimentos ricos em carboidratos, como pães, massas, arroz, bolos, biscoitos e refrigerantes. A maioria das frutas, legumes e grãos integrais também são excluídas. Atualmente, faltam dados de longo prazo sobre dietas cetogênicas e riscos cardiovasculares, câncer e outras doenças crônicas, e dietas com pouco carboidrato têm sido associadas ao aumento da mortalidade.

Quem Pode Se Beneficiar De Uma Dieta Cetogênica?

Indivíduos que desejam perder peso usando uma abordagem muito estruturada podem se beneficiar de uma dieta ceto. Para pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2, limitar os carboidratos a 5% das calorias pode ajudar a controlar a glicose no sangue, se contribuir para a perda e manutenção do peso. Pacientes com lipedema têm tido melhora sintomática e diminuição da desproporção.

Riscos Potenciais E Efeitos Colaterais De Uma Dieta Cetogênica

É comum sentir fadiga durante o exercício, falta de energia mental, aumento da fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação, náusea e desconforto estomacal. A longo prazo, uma dieta na qual apenas 5% do total de calorias provém de carboidratos torna-se impossível obter quantidades adequadas de fitonutrientes antioxidantes de frutas e vegetais. Nas duas primeiras semanas da dieta, pode haver aumento significativo na produção de urina e nas mudanças de fluidos, o que pode exigir ajuste dos medicamentos para hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes. É importante consultar um médico antes de tentar uma dieta cetogênica. Você deve mudar sua dieta apenas sob a supervisão de um médico e um nutricionista.

Alimentos para comer:

  • + Laticínios integrais
  • + Carne e aves
  • + Vegetais sem amido
  • + Azeite de oliva e óleo de Coco
  • + Nozes, castanhas e sementes
  • + Abacate
  • + Azeitonas

Alimentos para evitar

  • – Cereais (produtos à base de pão)
  • – Farinha de aveia, arroz e quinoa
  • – Tortillas de milho ou farinha
  • – Vegetais ricos em amido
  • – Batata
  • – Feijão
  • – Massas

 

Riscos potenciais e efeitos adversos

Baixa energia física e mental, fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação e desconforto estomacal durante as primeiras 2 semanas da dieta. A produção aumentada de urina e as mudanças de fluidos no corpo podem exigir ajuste de pressão arterial, insuficiência cardíaca e medicamentos para diabetes.

 

Fonte: JAMA

 

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Lipedema: síndrome da gordura dolorosa

Vascular Pro - sex, 02/07/2020 - 18:33

O lipedema, também conhecido como “síndrome gordurosa dolorosa”, é uma doença crônica que ocorre principalmente em mulheres, caracterizada por excesso de tecido adiposo simétrico bilateral nos quadris e nas pernas superiores e/ou inferiores, combinado com uma tendência de inchaço nas pernas. A gordura pode se acumular nas pernas, coxas, culotes e mesmo braços. Veja área de distribuição do lipedema. A causa do lipedema é desconhecida, mas provavelmente inclui fatores genéticos, metabólicos, inflamatórios e/ou hormonais.

Os sintomas variam de acordo com os pacientes, mas podem incluir:

Excesso de gordura simétrica nas pernas
  • Gordura lipedêmica não afetada pela restrição calórica e/ou exercício
  • Início durante a puberdade, durante ou após a gravidez ou na menopausa
  • Pés, mãos e cabeça são menos afetados
  • Nos estágios iniciais, um tronco esbelto contrasta o excesso de gordura nos quadris, coxas, pernas e nádegas
  • Em fases posteriores, a gordura lipedêmica se manifesta no peito, torso, abdômen e extremidades superiores e a gordura torna-se fibrótica; síndrome metabólica é um risco
  • Braços são afetados em 80% dos casos de lipedema, embora geralmente menos que as pernas
Tegumentar
  • Dor nos tecidos afetados em repouso, em marcha e/ou quando tocado
  • Contusões/hematomas na pele de aparecimento fácil
  • Perda de elasticidade da pele
  • Acrocianose dos pés pode ser vista
Musculoesquelético
  • Marcha anormal devido à gordura da perna que afasta as pernas, levando a lesão no joelho, tornozelo e quadril, pronação do tornozelo
  • hipermobilidade
  • deterioração progressiva da mobilidade, se não tratada
Vascular
  • Inchaço piora com ortostase no verão
  • hipotermia da pele e queixas de extremidades frias
Critério de diagnóstico

O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e deve ser feito por exame físico sistemático. Os diagnósticos diferenciais incluem: obesidade e linfedema. Outras causas de edema da parte inferior das pernas (insuficiência venosa crônica, edema cíclico idiopático, edema devido a doença interna, medicamentos e edema ortostático) devem ser consideradas. É difícil distinguir entre formas leves de lipedema e variações “normais” de gordura. O uso de uma abordagem funcional com foco nas limitações das atividades da vida diária é recomendado.

Atualmente, não existe teste definitivo para lipedema. O diagnóstico é feito com base no histórico médico e inspeção manual e palpação de gordura. Os critérios para o diagnóstico incluem o seguinte:

  • Ocorrência quase exclusiva em mulheres
  • Manifestação bilateral e simétrica com envolvimento mínimo dos pés
  • Edema com depressão mínima com sinal negativo de Kaposi-Stemmer
  • Dor, sensibilidade à pressão
  • Maior fragilidade vascular; fácil sofrer contusões
  • Alargamento persistente após elevação das extremidades ou perda de peso

 

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Contato

Vascular Pro - qua, 01/29/2020 - 19:15

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  • Consultório no Hospital Albert Einstein - São Paulo/SP
  • Cord - São Caetano do Sul
Área de Interesse
  • Tratamento de varizes com laser / Endovascular
  • Tratamento de Lipedema
  • Tratamento endovascular avançado de aneurismas
  • Tratamento otimizado de estenose de carótidas
  • Embolização de miomas
  • Outros
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Lipedema

Vascular Pro - qua, 01/29/2020 - 09:00

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de gordura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”, “celulite”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Também conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

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Diagnóstico diferencial

 

Doença Lipedema Linfedema Obesidade Lipo-linfedema Insuficiencia Venosa Característica Depósitos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos Deposito de gordura generalizado Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema Sexo F M/F M/F F M/F Quando inicia Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa) Após cirurgia que afeta o sistema linfático ou ao nascimento Qualquer idade Durante mudanças hormonais Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão Associação com dieta Dieta com restrição calórica inefetiva Dieta com restrição calórica inefetiva Dieta e perda de peso são efetivas Dieta com restrição calórica inefetiva Sem relação com a ingestão calórica Edema/Inchaço Edema não depressível Edema depressível Sem edema Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais Sinal típico no exame físico Sinal de Stemmer negativo Sinal de Stemmer positivo Sinal de Stemmer negativo Sinal de Stemmer negativo ou positivo   Dor? Provavelmente dor nas áreas afetadas Sem dor inicialmente Sem dor Dor em áreas afetadas Provavelmente dor Frequencia na população Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas Baixa >30% dos norte americanos Desconhecido 30% dos norte americanos Celulite/Erisipela Sem história de celulite História possível de celulite ou erisipela   Provavelmente história de celulite Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite Genética/Hereditariedade Provavelmente história famíliar História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar Provavelmente história famíliar Provavelmente história famíliar de lipedema Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema continua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de número e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestão completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consciente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  https://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm, 3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema 5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184 6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnosed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported “However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population”. [28] corresponds to “Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641 9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856 10) van der Krabben, Tatjana “Lipedema got a ICD-10 code!” https://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LipeseBlog+%28LIPESE+Blog%29 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem https://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description



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Lipedema

Vascular Pro - qua, 01/29/2020 - 09:00

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de gordura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”, “celulite”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Também conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

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Diagnóstico diferencial

 

DoençaLipedemaLinfedemaObesidadeLipo-linfedemaInsuficiencia VenosaCaracterísticaDepósitos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pésDepósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãosDeposito de gordura generalizadoDepósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torsoEdema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edemaSexoFM/FM/FFM/FQuando iniciaDurante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)Após cirurgia que afeta o sistema linfático ou ao nascimentoQualquer idadeDurante mudanças hormonaisEm torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensãoAssociação com dietaDieta com restrição calórica inefetivaDieta com restrição calórica inefetivaDieta e perda de peso são efetivasDieta com restrição calórica inefetivaSem relação com a ingestão calóricaEdema/InchaçoEdema não depressívelEdema depressívelSem edemaMuito edema, um pouco depressível, alguma fibroseFrequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciaisSinal típico no exame físicoSinal de Stemmer negativoSinal de Stemmer positivoSinal de Stemmer negativoSinal de Stemmer negativo ou positivo Dor?Provavelmente dor nas áreas afetadasSem dor inicialmenteSem dorDor em áreas afetadasProvavelmente dorFrequencia na populaçãoMelhor estimativa é de 11% das mulheres adultasBaixa>30% dos norte americanosDesconhecido30% dos norte americanosCelulite/ErisipelaSem história de celuliteHistória possível de celulite ou erisipela Provavelmente história de celuliteFrequente coceira e manchas na pelo confundidas com celuliteGenética/HereditariedadeProvavelmente história famíliarHistória familiar não provável a não ser que seja linfedema familiarProvavelmente história famíliarProvavelmente história famíliar de lipedemaProvavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema continua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de número e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestão completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consciente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-2862)  https://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm,3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-164)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:1846)  C to provide7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnosed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported “However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population”. [28] corresponds to “Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27.8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/239396419) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2230185610) van der Krabben, Tatjana “Lipedema got a ICD-10 code!” https://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LipeseBlog+%28LIPESE+Blog%2911) Lipedema / Lipoedema / Lipödem https://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description



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Histerossalpingografia: Exame para infertilidade

Fertilidade - qua, 12/11/2019 - 17:47
Histerossalpingografia

Histerossalpingografia

Dra Juliana Amato, ginecologista do instituto Amato (www.amato.com.br) explica como é o exame de histerossalpingografia.

 

. -- transcrição -- Olá, meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato, e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre como é feito o exame de histerossalpingografia. Pacientes que têm problema de infertilidade que é a dificuldade para engravidar. Quando passa no ginecologista, este vai pedir esse exame de imagem que é chamado histerossapingografia. Aqui na clínica recebo muitas pacientes que têm muitas dúvidas quanto a esse exame porque ele tem uma fama de fazer um exame muito dolorido. Muitas têm medo de fazer e eu quero desmistificar um pouquinho esse exame. A histerossalpingografia é um exame de imagem. É um exame que avalia a permeabilidade das trompas uterinas. Como ele é feito? Ele é feito um exame de raio x. Então você deita numa maca coloca um espetáculo como se fosse escolher um Papanicolau e depois coloca-se uma cânula bem fininha dentro do útero. Por essa cânula injeta-se um contraste e esse contraste ele vai corar. Vai passar pelo útero ou vai corar o útero vai corar as trompas e vai sair na cavidade uterina. O que muitas pessoas falam que dói é quando esse contraste ele passa quando tem a injeção desse contraste dá uma cólica. Dá. Realmente ele dá uma cólica mas a dor é diferente para cada um. Tem pessoas que têm um limiar de dor menor e outras têm um limiar de dor maior. Então muitas falam. Doeu muito! Outras: doeu menos. Hoje em dia o que se sabe sobre esse exame é o que se tem feito para diminuir a dor. Então aqui na nossa clínica a gente faz esse exame no nosso centro cirúrgico. O anestesista dá uma sedação. Essa sedação é uma sedação leve. E a gente consegue fazer esse exame sem dor. Porém essa é uma sedação leve porque depois de EXAME a paciente tem que deambular para fazer as outras chapas deambulando. Ela sente um pouquinho de dor mas não como ela sentiria num laboratório normal. Num laboratório normal, essa injeção de contraste, pra diminuir a dor, ela é feita de maneira bem lenta e a maioria das pessoas que fazem em alguns laboratórios pré determinados, elas não não se queixam muito de dor. O que eu tenho pra falar para vocês é que esse exame é importante para quadros de infertilidade. Ele deve ser feito. Ele deve ser avaliado. Não precisa ter medo desse exame é um exame simples e um exame de imagem, onde você vai ter vários exames de raio x, várias chapas do contorno do seu útero e da movimentação desse contraste pela trompa. Esse exame a gente tem certeza absoluta que não tem nenhum problema de permeabilidade tubárea. Porque ele tem que ser feito? É o único exame que avalia a trompa. Então um ultrassom normal não vai avaliar a trompa. Ele avalia a anatomia de um útero e de ovário mas ele não consegue ver a trompa que ela é muito fininha. Então o ideal é que se o seu médico pedir esse exame, é importante fazer. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative a sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Planejamento familiar para mulheres espertas.

Fertilidade - seg, 12/02/2019 - 12:38

Planejamento familiar

Planeje sua vida, familia e filhos. Dra Juliana Amato, ginecologista do instituto Amato (www.amato.com.br) explica sobre o planejamento familiar.

 

-- transcrição -- Olá! Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre planejamento familiar. Meu nome é Juliana Amato. Eu sou ginecologista obstetra aqui do Instituto Amato e faço também a parte de reprodução assistida. Porque é importante ter um planejamento familiar? Aqui no consultório recebo muitas mulheres próximas dos 40 anos com desejo de engravidar. O que é importante nessas mulheres? Como as mulheres hoje em dia elas estudam mais elas estão no mercado de trabalho. Elas têm outras possibilidades. Elas cresceram muito em importância no nosso mercado. Essa maternidade vai ficando mais para frente... E com isso chega nos 38 a 39. Poxa! Da uma parada e fala "Não tive filhos agora... pretendo ter filhos". O planejamento familiar é importante para essas mulheres. Hoje em dia dá para você programar sua gravidez. Então a mulher a partir dos 30 anos já pode conversar com seu ginecologista e preparar/programar a sua gravidez mais pra frente. Hoje em dia a gente tem um congelamento de óvulos que permite à mulher estimular a ovulação, coletar seus óvulos e mantê-los congelados e guardados em um laboratório de reprodução assistida e usá-los quando ela quiser. Para fazer uma fertilização e engravidar nessa época. Porque é importante pensar nesse planejamento? Porque até os 35 anos esse congelamento de óvulos é muito tranquilo de ser feito. A gente consegue uma quantidade muito boa de óvulos para congelamento são óvulos jovens, não tem tanta influencia da idade na morfologia desses óvulos e permite que a mulher congele e quando ela tiver com 38/39 dias congele e use esse óvulo mais jovem com uma facilidade maior de engravidar num processo de fertilização in vitro. O que a gente vê" quanto maior a idade, maior do que 35 anos. A gente começa a ter uma queda da fertilidade nessa mulher, então o óvulo dela antes dos 35 anos tem uma maior chance de gravidez do que um óvulo maior do que 35 anos de 38 ou 39 anos. Então é importante pensar nisso. Hoje em dia a mulher ela tem essa facilidade. Converse com seu ginecologista e planeja sua vida. Hoje em dia nós mulheres, nós temos capacidade de planejar muita coisa na vida: emprego, casamento, família. Antigamente isso não era possível e hoje é. Se você gostou do nosso vídeo inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Como aplicar medicações de reprodução humana

Fertilidade - sex, 11/29/2019 - 13:05
Como aplicar medicações de reprodução humana

Como aplicar medicações de reprodução humana

A administração das medicações de reprodução humana é bem simples, mas precisa ser entendida antes para não haver erros, que podem prejudicar seu tratamento. A Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br) explica como fazer a auto aplicação desses medicamentos

. -- transcrição -- \ Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre a administração das medicações de reprodução assistida. Muitas pacientes têm muitas dúvidas quanto à aplicação. Tem receio de se aplicar uma injeção. Receio da agulha. Receio de errar. Receio de não saber calcular a dose ideal. Então hoje eu vou mostrar como é que se usa essa medicação. Essas são as canetas de medicação de FSH recombinante usados nos tratamentos de indução da ovulação de reprodução assistida tanto de fertilização quanto indução da ovulação. Como ela é aplicada? Ela é aplicada via subcutânea. Ela vem em canetas, diferenciadas por dosagens. Na farmácia vocês vão achar a dosagem de 300, dosagem de 600, ou dosagem de 900. O seu médico vai dizer qual é a melhor dosagem para você comprar de caneta, a partir da medicação a partir da dose que ele escolher. Você abre a caneta. Você coloca a agulha que vem junto nessa região. Aqui existem os números referentes à dosagem. Você vai girar a caneta para chegar até a dosagem indicada pelo seu médico. Chegou na dosagem indicada!? Você limpa a região do abdômen com um algodão com álcool. Faz uma dobrinha na região onde tem mais gordura. Coloca a caneta em 90 graus e aperta até o final. Conta até 10, e depois que contar até 10, você retira a caneta. Depois que você aplica a medicação, você tira a agulha da ponta, fecha a caneta e guarda na geladeira novamente. Para ser usada um próximo dia. O que é importante quando você administra essa injeção? Não coçar e não estimular essa região abdominal logo após a injeção. O que pode acontecer? Às vezes você pode pegar um vaso sanguíneo na região da injeção e formar um hematoma. É comum acontecer. Se acontecer não tem problema. Esse hematoma ele vai involuir, ele vai sumir em alguns dias. Indicado também se você escolheu aplicar numa região do abdômen essa medicação. Você não vai aplicar sempre no mesmo local. Você vai mudando os locais de aplicação no abdômen. Pode ser feito em todo o abdômen inferior na região onde tem mais tecido gorduroso. Então essa é uma medicação muito tranquila de ser aplicada. Essa medicação ela tem que ser aplicada no mesmo horário. Ou seja se você escolheu aplicar oito horas da noite. Todos os dias por volta das 8 horas da noite você tem que estar aplicando. Porque ela tem uma meia vida de 24 horas se você não aplicar no mesmo horário. Essa medicação não vai fazer o efeito desejado. Se acontecer da pessoa esquecer de aplicar naquele horário ou for aplicar duas horas depois saiba que seu tratamento pode estar comprometido. Ou se ela teve algum imprevisto e não conseguiu aplicar nesse dia. Tem que cancelar o ciclo! Se ela esquece não tem como aplicar depois e ter uma boa resposta a essa medicação. Normalmente os médicos possuem essas canetinha pra explicar para o paciente como que é utilizado. Então pergunte para seu médico. Peça uma orientação, uma demonstração. Essas medicações elas têm que ser guardadas em geladeira. O ideal é que não fique em porta de geladeira porque quando a gente abre entra aquele bafo da geladeira. Então fica uma temperatura adequada na porta da geladeira. Coloca sempre ela no fundo da geladeira. Dentro de um isopor ou pode ser até fora do isopor, mas lá no fundo para não não ter mudanças de temperatura nessa medicação que pode prejudicar sua eficácia. Se você gostou do nosso vídeo dê o seu like. Inscreva-se no nosso canal. Ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Congelamento de óvulos

Fertilidade - qua, 11/20/2019 - 11:34

Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br) , explica sobre o congelamento de óvulos.

-- transcrição -- 

Meu nome é Juliana Amato. Hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre o congelamento de óvulos. Qual a melhor idade para congelar os seus óvulos? Até os 35 anos de idade. E para quem é indicado o congelamento de óvulos? É indicado para mulheres que não têm nenhuma perspectiva de gravidez que queira postergar a sua gravidez pra estudar, para fazer um doutorado, mestrado ou mesmo para viajar e que não querem engravidar antes dos 35 anos. Para mulheres que foram diagnosticadas com câncer. Qualquer tipo de câncer. Porque? Quando tem o diagnóstico do câncer vai fazer a cirurgia para retirada do tumor e, provavelmente, vai ter que depois dessa cirurgia fazer um tratamento de radioterapia e quimioterapia o que vai diminuir a sua fertilidade. Porque? Essas medicações agem nas células cancerígenas mas elas agem nas células boas também. Então a gente tem que preservar as células ovarianas. A gente tem que preservar esses folículos esses óvulos dessas mulheres. Como é realizado o tratamento? O congelamento de óvulos a gente faz uma estimulação da ovulação. Essa estimulação da ovulação são com hormônios injetáveis mais ou menos de 10 a 12 dias de hormônios e a gente acompanha por meio de ultrassom transvaginal o crescimento desses folículos. A partir do momento que esses folículos estão em um tamanho adequado. Toma-se uma outra medicação injetável que vai fazer ovular 36 horas depois. Nessas 36 horas depois toma-se uma anestesia. Dorme  15 minutinhos e por meio de aspiração guiada por um ultrassom transvaginal a gente retira esses óvulos. Esses óvulo são classificados no mesmo dia pelo laboratório e são congelados os óvulos maduros. E por quanto tempo esses óvulos podem ser mantidos congelados? Não tenho uma data específica. Eles podem ficar congelados por vários anos e podem ser descongelados a qualquer momento. Depois dessa retirada de óvulos vida normal não precisa ter nenhum nenhum acompanhamento específico nem um tratamento específico. Podendo voltar as suas atividades no dia seguinte. E qual é a melhor época para se descongelar esses óvulos e fazer um tratamento de fertilização assistida? O ideal é que até 40 anos. Mas, se não for possível, tem casos de mulheres de 50 anos. Mas o ideal é que seja um pouquinho antes porque com 50, a mulher ja entra no processo de menopausa tem várias alterações hormonais e fico um pouquinho mais complexo que aumentam as chances de falhas de implantação, aumentam as chances de diabetes gestacional e hipertensão na gravidez é considerada uma gravidez de alto risco. Se você gostou desse vídeo se inscreva no canal. Deixe seu comentário. Ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Endometriose na reprodução assistida

Fertilidade - seg, 11/18/2019 - 11:42

Endometriose na reprodução assistida

Dificuldade para ter um bebê? Sabia que a endometriose interfere na reprodução humana? Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br) fala sobre a endometriose e tratamento de reprodução assistida.

-- transcrição --

Olá meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre a endometriose tratamento de reprodução assistida. Então a endometriose é uma doença inflamatória e ela ocorre pela presença de tecido de endométrio fora do útero o que pode ocorrer no intestino e cavidade abdominal, bexiga, ovários e está associado com baixa fertilidade. É mais comum em pacientes a partir dos 32 anos. O principal sintoma de endometriose é dor: dor pélvica, dor abdominal, principalmente no período pré menstrual e menstrual. Pode estar associado com dor à evacuação e também com dor à micção. Em casos mais graves pode estar associado até a um sangramento na hora da micção. As pacientes com a endometriose, dependendo do grau de endometriose elas têm uma dificuldade de engravidar. São pacientes que já vêm com diagnóstico de endometriose com uma dificuldade de engravidar há anos. O mais indicado é que se faça uma fertilização in vitro (FIV).  Antes de fazer essa fertilização é preciso uma avaliação da cavidade abdominal dessa paciente. Ou seja uma videolaparoscopia se for uma endometriose profunda muitas vezes é indicado fazer uma videolaparoscopia antes para retirar aqueles focos de endometriose. Diminuir esse processo inflamatório abdominal, para melhorar a implantação desse embrião quando for fazer uma fertilização in vitro (FIV). Muitas vezes se uma endometriose mais leve. Não precisa fazer uma cirurgia anterior mas quem decide isso é o médico que está acompanhando. E Porque é uma fertilização in vitro? Porque já se faz o embrião em laboratório coloca-se ele pronto dentro do útero, quebrando ou passando várias fases que poderiam ser prejudicadas pelo processo inflamatório da doença. Se você gostou do nosso vídeo Inscreva-se no nosso canal,  de o seu like, ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos. Obrigada.

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Tratamentos de alta complexidade na reprodução humana. FIV.

Fertilidade - qua, 11/06/2019 - 13:48

Dificuldade para ter um bebê? Já tentou de tudo e não consegue? Talvez seja necessário o uso das modernas técnicas de fertilização. Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br), fala sobre as técnicas de alta complexidade no tratamento da infertilidade.

-- transcrição --

Olá meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje nós vamos conversar um pouco sobre os tratamentos de alta complexidade em reprodução assistida. E o que consiste nesse tratamento? Esse tratamento consiste na fertilização in vitro com a técnica de ICSI que é injeção intra citoplasmática de espermatozoides ou a fertilização in vitro convencional. Qual que é a diferença desses dois procedimentos? A fertilização in vitro  convencional  é realizada com a colocação do sêmen do espermatozoide na placa de Petri junto com o óvulo e essa fertilização  ocorre sem nenhuma interferência de quem está fazendo essa fertilização (do biólogo). A fertilização in vitro pelo método de ICSI é realizado uma injeção dentro do óvulo para injetar o espermatozoide lá dentro. Então são duas técnicas de fertilização mas cada uma tem uma indicação específica. E para quem é indicado a fertilização in vitro? Então é indicado para pacientes que estão há muito tempo tentando engravidar que já tentaram outros tratamentos anteriores e não obtiveram sucesso. Para mulheres maiores de 35 anos que tem um problema tubáreo, uma obstrução tubárea e não é possível uma gravidez natural, e para pacientes também casais aonde tem algum problema de azoospermia oligoespermia  no homem. O que é isso? É uma baixa produção de espermatozoide ou esse homem ele não tem uma produção adequada de espermatozoides e essa produção pode estar até zerado.  Como é realizado a fertilização in vitro? Então é realizada uma estimulação da ovulação com medicações injetáveis de 10 a 12 dias para que se consiga estimular o crescimento dos folículos que foram pré determinados no início do ciclo. Aqui em fertilização in vitro. Diferentemente de uma inseminação artificial, essa indução da ovulação é feita para que cresçam vários folículos e não somente um. Essa indução da ovulação ela demora mais ou menos de 10 a 12 dias quando os folículos eles já estão num tamanho adequado para deflagrar a ovulação é realizada uma nova medicação que vai fazer essa ovulação ocorrer 36 horas depois. Depois dessas 36 horas esses óvulos são retirados. A mulher toma uma sedação uma anestesia ele é retirado através de uma aspiração folicular guiada por ultrassom e no mesmo dia o homem  colhe o seu sêmen no laboratório e esse sêmen é utilizado para fertilizar esses óvulos retirados da mulher. O tratamento todo entre estimulação da ovulação a retirada dos óvulos e a recolocação do embrião  dura aproximadamente de 10 a 15 dias depois que se retirou esses óvulos e se fertilizou em laboratório. Esse embrião ele fica sendo observado pela bióloga em laboratório e no terceiro dia ele é classificado como um embrião bom, ruim ou regular e a partir daí, De acordo com o médico, esse embrião já pode ser transferido para dentro do útero. Após 12 dias da transferência do embrião pode ser realizado um beta hCG para saber se essa gravidez  foi para frente ou seja se o procedimento deu certo. Muitas pessoas me perguntam quais as chances da fertilização in vitro dar certo de uma primeira vez?. É muito difícil responder essa pergunta porque cada casal é um casal. Tem um problema diferente de infertilidade. Então a gente não tem como falar generalizado uma possibilidade de gravidez nesse tratamento. Então o ideal é que você converse com seu médico e a partir do diagnóstico feito por ele, Você ter uma noção melhor da probabilidade de gravidez no procedimento para o seu caso. Se você gostou do nosso vídeo se inscreva no canal. De o seu like, ative o sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Tratamentos de baixa complexidade em reprodução assistida

Fertilidade - seg, 11/04/2019 - 12:52
Tratamentos de baixa complexidade em reprodução assistida

Tratamentos de baixa complexidade em reprodução assistida

Dificuldades em ter um bebê? A Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato explica as técnicas de baixa complexidade nos tratamentos de infertilidade em reprodução humana.

-- transcrição --

Meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra. Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre os tratamentos de baixa complexidade em reprodução assistida. Existem dois tratamentos de baixa complexidade que são o coito programado e a inseminação artificial. Quais os casais são indicados para fazer esse tipo de tratamento? São os casais que a mulher só tem um problema ovulatório. São casais onde a mulher tem menos de 35 anos onde o homem tem uma quantidade boa de espermatozoides o que permite fazer esse tipo de tratamento. Que consiste o coito programado? Ele é um tratamento onde se faz a indução da ovulação. Essa indução da ovulação vai fazer crescer o folículo e Esse folículo vai ovular no período que a gente quiser vai tomar uma medicação e a partir do momento que Esse folículo tiver um tamanho pré definido a gente dá uma outra medicação que vai fazer ovular 36 horas depois e com isso a gente consegue orientar o casal o melhor período para se ter relação para aumentar essa chance de gravidez. E a inseminação artificial? A inseminação artificial é indução da ovulação da mulher quando ela está no período ovulatório a gente deflagra essa ovulação com medicação e 36 horas depois a gente coloca o sêmen do marido processado com os melhores espermatozoides dentro do útero através de um cateter para aumentar essa chance de gravidez. Então são tratamentos bem diferentes e cada um tem sua indicação bem estabelecida. Mas pra você saber qual é o tipo de tratamento mais indicado o melhor é conversar com o médico de reprodução assistida porque não é todo tratamento que o casal é apto a fazer. Tem que ter uma avaliação de todos os hormônios. Uma avaliação do espermograma do marido. Tem que ter uma série de exames para ver qual o melhor tipo de tratamento para você. O que eu vejo muito em pacientes que chegam ao consultório são pacientes que tomam a medicação porque lêem na internet que tal medicação é indicada pra fazer ovular e elas tomam por vários meses consecutivos e vem ao consultório falando doutor eu já tomei  essa medicação por vários meses e nada aconteceu. Isso é muito perigoso porque essas medicações elas estimulam a ovulação mas a longo prazo elas podem causar uma injúria no ovário. Às vezes podem causar, até descrito em estudos, câncer de ovário. Então não tomem medicação sem orientação médica porque realmente é muito perigoso. Consulte o seu médico converse com ele que ele vai te falar o melhor tipo de tratamento adequado para você. Se você gostou do nosso vídeo se inscreva no canal dê o seu like, ative o sininho de notificações para receber novos vídeos. Obrigada.

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Meningioma e Radioterapia

Neurocirurgia - sex, 11/01/2019 - 06:04

Meningioma é um tumor benigno que surge nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, ou seja, a lesão cresce entre o tecido o nervoso e o osso, seja o crânio ou a coluna vertebral. É extremamente raro haver invasão do tecido nervoso pelo meningioma, ou seja, geralmente os sintomas aparecem pela compressão do cérebro, medula ou raizes nervosas. Na coluna vertebral, o meningioma pode simular um quadro de hérnia de disco, com dor, fraqueza e perda de sensibilidade nos membros. No crânio, dor de cabeça, vômitos, alterações visuais e crises epilépticas podem ocorrer, especialmente se o tumor for grande. Outros sintomas vão diferenciar de acordo com a região em que o meningioma se localiza. Por exemplo, na região frontal, o meningioma pode causar perda de visão e olfato, perda de força, além de depressão e alteração comportamental; na região temporal, pode causar perda de memória, alterações auditivas e da fala; na região occipital (posterior), pode causar perda de equilíbrio e coordenação; na região parietal pode causar perda de sensibilidade e também de força. 
Radioterapia é um tratamento que utiliza radiação ionizante para destruir as células de um tumor, e impedir que ele cresça novamente. Por esse motivo a radioterapia é utilizada para o tratamento de câncer. É importante ressaltar que para a radiação alcançar o alvo desejado, tecidos normais certamente sofrerão também com a radiação. O avanço tecnológico permitiu que os efeitos colaterais da radiação no tecido normal se minimizassem, o que expandiu o uso da radioterapia para outras situações que não o câncer. É o caso da radiocirurgia, que apesar do nome, não envolve nenhum corte e sim, a realização da radioterapia em uma única sessão.
 
Quando o meningioma é muito pequeno, não está causando problemas, e foi diagnosticado incidentalmente, pode ser possível a observação clínica e acompanhamento periódico com exames de imagem. Do contrário, o tratamento do meningioma é cirúrgico! Como esse tipo de tumor cresce fora do tecido nervoso, é possível retirar o tumor sem causar dano algum ao cérebro ou medula espinhal. O que não acontece com a radioterapia, que sempre irá causar dano ao tecido próximo à lesão. Alguns meninonas são de muito difícil acesso para a cirurgia, geralmente aqueles localizados no seio cavernoso, nesses casos o neurocirurgião pode indicar o tratamento com radioterapia, pela impossibilidade do tratamento cirúrgico. Em outro casos, a avaliação anatomo-patológica (biópsia) revela um meningioma agressivo e que tem chance maior de retorno, nesses casos a radioterapia realizada após a cirurgia, também é benéfica. Mas na grande maioria dos casos o tratamento do meningioma é cirúrgico e não radioterápico!

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Projeto Coluna e Bem Estar

Neurocirurgia - seg, 10/28/2019 - 23:09

Projeto Coluna e Bem Estar - Tratamento cirúrgico de hérnia de disco por endoscopia

Este projeto visa o tratamento cirúrgico minimamente invasivo de pacientes com hérnia de disco lombar que não tenham acesso a plano de saúde privado ou que estejam aguardando atendimento pelo SUS, e consequentemente, estejam sofrendo de dor com impacto em sua qualidade de vida e sem condições financeiras de realizar tratamento adequado. 
O Instituto Amato doará entre 5 e 10 cirurgias de hérnia de disco por endoscopia e realizará programa de orientação de cuidados de reabilitação!!
 
Serão incluídos pacientes:
- de 16 a 65 anos
- com dor ciática (irradiação para a perna) com pelo menos 6 semanas de dor
- sem melhora com o tratamento medicamentoso
- que possuam Ressonância Magnética recente (no máximo 6 meses) que mostre hérnia de disco única de L3L4, L4L5 ou L5S1. A ressonância deve justificar os sintomas apresentados. 
- exames pré-operatórios que incluem: hemograma, coagulograma, uréia, creatinina, sódio, potássio e glicemia de jejum
 
Não serão incluídos os pacientes que apresentarem:
- dor há mais de 1 ano
- ressonância com mais de 6 meses
- outras doenças da coluna concomitante à hérnia de disco, como estenose de canal, estenose foraminal, espondilolistese, deformidade como a escoliose, fratura, infecção ou tumor. 
- condições clínicas que contraindiquem a realização de procedimento cirúrgico em sistema de hospital dia como Diabetes descompensada, coagulopatia, hipertensão arterial descompensada ou grave e outros.
- motivo diverso após a avaliaçao pela equipe médica ou de enfermagem
- pacientes que possuam plano de saúde ou condições próprias de arcar com os custos da cirurgia
 
A primeira fase do projeto terá o seguinte cronograma:
 
Data para envio da documentação: 30 de novembro de 2019 *
Data para atendimento clínico: dezembro de 2019
Data para realização das cirurgias: até março de 2020
 
* enviar resumo da história e todos os exames, incluindo as imagens da ressonância para [email protected]
* imprimir, preencher e enviar o seguinte formulário: https://www.neurocirurgia.com/content/formulario-projeto-coluna-e-bem-estar
* responder o questionário através do link (no "Local de Atendimento", clicar na opção Projeto Coluna e Bem Estar): https://www.neurocirurgia.com/content/questionariolombar
 
 
Médicos responsáveis pelo Projeto
Dr. Marcelo Campos Moraes Amato
Dr. Bruno Cesar Aprile
Dr. Cezar Augusto Alves de Oliveira
Dr. André Tosta Ribeiro
Dr. Carlos Henrique Lemos
 
Para mais informações sobre a cirurgia, acesse os links:
 
https://www.neurocirurgia.com/content/video-endoscopia-da-coluna
 
https://www.neurocirurgia.com/content/video-acesso-transforaminal
 
https://www.neurocirurgia.com/content/video-pos-operatorio-de-hernia-de-disco
 
https://www.neurocirurgia.com/content/cirurgia-endoscópica-da-coluna
 
https://www.neurocirurgia.com/content/cirurgia-endoscópica-da-coluna
 
https://www.neurocirurgia.com/content/hernia-de-disco-acesso-interlaminar-endoscopico
 
 
Apoio:
Amato - Instituto de Medicina Avançada
GIEC - Grupo de Inovação Endoscópica da Coluna

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Obesidade e Hérnia de Disco

Neurocirurgia - qua, 10/16/2019 - 15:24

Obesidade e hérnia de disco, como tratar?
 
O sobrepeso é um dos fatores de risco para o aparecimento de hérnia de disco lombar. Considerando que o amortecimento do impacto nas vértebras é a principal função do disco intervertebral, é lógico pensar que a sobrecarga nessas articulações pode levar a problemas em seu funcionamento. O ânulo fibroso, camada mais grossa e externa do disco intervertebral, sofre com o abaulamento constante produzido pelo excesso de carga. O resultado são pequenas fissuras nas fibras do ânulo fibroso, por onde o núcleo pulposo (parte interna do disco) pode sair e causar compressão das estruturas nervosas. É importante ressaltar que a obesidade não é a única causa de hérnia de disco, pois esta é uma doença multifatorial e, geralmente, há uma predisposição genética para que ela ocorra.
 
O tratamento inicial da hérnia de disco nestes pacientes não difere muito dos demais, e deve incluir repouso relativo e uso de medicação sintomática e anti-inflamatória. Dependendo do estágio da hérnia de disco, diferentes tipos de fisioterapia podem ser indicados, além de educação postural e conscientização corporal. Nos pacientes obesos, a orientação nutricional e o acompanhamento conjunto do endocrinologista são importantes. Por causa da dor, geralmente os pacientes estão estimulados a atingir seus objetivos de emagrecimento e vida mais saudável. Momento, portanto, de aproveitar para iniciar o seguimento com profissionais capacitados.
 
Mas e se precisar de cirurgia?
 
Casos em que a dor não cessa com o tratamento clínico ou em que há deficit neurológico como perda de força, formigamentos, dormência e também dor insuportável, o tratamento cirúrgico pode ser escolhido pelo médico. Intervenções cirúrgicas tradicionais em obesos podem ser muito trabalhosas para o cirurgião e arriscadas para os pacientes, mas a cirurgia endoscópica da coluna traz uma enorme vantagem, pois tecnicamente não há diferença em operar um indivíduo magro e um com obesidade mórbida, precisando-se apenas um endoscópio (instrumento) mais curto ou mais longo. Isso acontece porque a “câmera” pode ser posicionada no ponto de interesse da coluna, independentemente da quantidade de tecido que há ao redor.
 
Lembrando que o alívio da dor nesses pacientes, é essencial para que consigam iniciar o quanto antes, atividades físicas que auxiliem na perda de peso, bem-estar e prevenção de novos problemas da coluna.

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