Medicina

A sua fertilidade pode ser um medidor de saúde?

Fertilidade - sab, 12/09/2017 - 13:39
Fertilidade

Saúde Geral

Pesquisas sugerem que mulheres inférteis poder estar sob risco de problemas de saúde no futuro.

Como especialista em fertilidade, ouço isso o tempo todo. Sou saudável e cuido de mim mesma, então não tem razão para não conseguir engravidar. Naturalmente passamos a conversar sobre a separação da fertilidade da saúde geral, o que é mais frequente. Mas, talvez, não seja inteiramente verdade.

Um estudo da Universidade da Pensilvânia e do Instituto Nacional do Câncer seguiu 78 mil mulheres a longo prazo, avaliando por problemas de saúde. Foram seguidas e rastreadas principalmente para câncer, mas foram perguntadas sobre problemas de infertilidade como parte do estudo. Foi apresentado em novembro de 2017 no encontro da  American Society of Reproductive Medicine Scientific Congress & Expo em San Antonio, Texas por Mitesh S. Patel.

Descobriram o seguinte:

  • no geral, mulheres com história de infertilidade tinham aumento de 10% de risco de morrer no período de 13 anos do estudo
  • mulheres inférteis tinham 20% de risco aumentado de morrer por câncer
  • mulheres com história de infertilidade tinham aumento de 44% de risco de morrer por câncer de mama
  • mulheres com história de infertilidade tinham aumento de 70% de risco de morrer por diabetes embora não tenham tido maior risco de ter diabetes
  • câncer uterino e ovariano não foram mais comuns em mulheres com história de infertilidade

Lembrando de o aumento no risco de algo não é o número absoluto do risco. Não interprete erroneamente estes numeros. Eles só tem validade em comparação com grupo saudável.

Isso significa que a infertilidade causa piora da saúde? Provavelmente não, mas pode significar que a infertilidade pode ser um sinal precoce de problemas de saúde.

Significa também que mulheres inférteis, tratadas ou não da infertilidade, com êxito ou malogro do tratamento, precisam prestar atenção na sua saúde geral e fazer check-ups periodicamente.

 

Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2017/11/171101141635.htm

https://www.pennmedicine.org/news/news-releases/2017/november/infertilit...

http://www.telegraph.co.uk/news/2017/10/30/infertility-women-could-sign-...

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A sua fertilidade pode ser um medidor de saúde?

Fertilidade - sab, 12/09/2017 - 13:39
Fertilidade

Saúde Geral

Pesquisas sugerem que mulheres inférteis poder estar sob risco de problemas de saúde no futuro.

Como especialista em fertilidade, ouço isso o tempo todo. Sou saudável e cuido de mim mesma, então não tem razão para não conseguir engravidar. Naturalmente passamos a conversar sobre a separação da fertilidade da saúde geral, o que é mais frequente. Mas, talvez, não seja inteiramente verdade.

Um estudo da Universidade da Pensilvânia e do Instituto Nacional do Câncer seguiu 78 mil mulheres a longo prazo, avaliando por problemas de saúde. Foram seguidas e rastreadas principalmente para câncer, mas foram perguntadas sobre problemas de infertilidade como parte do estudo. Foi apresentado em novembro de 2017 no encontro da  American Society of Reproductive Medicine Scientific Congress & Expo em San Antonio, Texas por Mitesh S. Patel.

Descobriram o seguinte:

  • no geral, mulheres com história de infertilidade tinham aumento de 10% de risco de morrer no período de 13 anos do estudo
  • mulheres inférteis tinham 20% de risco aumentado de morrer por câncer
  • mulheres com história de infertilidade tinham aumento de 44% de risco de morrer por câncer de mama
  • mulheres com história de infertilidade tinham aumento de 70% de risco de morrer por diabetes embora não tenham tido maior risco de ter diabetes
  • câncer uterino e ovariano não foram mais comuns em mulheres com história de infertilidade

Lembrando de o aumento no risco de algo não é o número absoluto do risco. Não interprete erroneamente estes numeros. Eles só tem validade em comparação com grupo saudável.

Isso significa que a infertilidade causa piora da saúde? Provavelmente não, mas pode significar que a infertilidade pode ser um sinal precoce de problemas de saúde.

Significa também que mulheres inférteis, tratadas ou não da infertilidade, com êxito ou malogro do tratamento, precisam prestar atenção na sua saúde geral e fazer check-ups periodicamente.

 

Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2017/11/171101141635.htm

https://www.pennmedicine.org/news/news-releases/2017/november/infertilit...

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Síndrome dos Ovários Policísticos: o distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais

Fertilidade - ter, 11/28/2017 - 22:17

Transcrição: Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista e obstetra, especializada em reprodução assistida.  Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre síndrome dos ovários policísticos.  No que consiste essa síndrome?  Ela é uma síndrome caracterizada por irregularidade menstrual, hiperandroginismo e obesidade.  O que quer dizer isso?  São mulheres que têm irregularidade na menstruação, ou seja, elas têm ciclos muito curtos, muito longos, ou não menstruam por vários meses.  O hiperandroginismo, ele consiste no aumento de pelos, principalmente na região de maxilar, de buço, esssa região entre os seios, região lombar.  Pode ser de pequena ou grande intensidade.  E altera muito em relação ao grau de ovário policístico.  E aumento de peso.  O que consiste nesse aumento de peso?  Pode ser só um sobrepeso, ou pode ser uma obesidade mesmo.  Ou seja, pode ser só uns 20% de aumento de peso, ou muito mais do que isso.  Essa irregularidade menstrual, ela pode causar infertilidade, porque as pacientes que têm ovário policístico, ou elas não ovulam todos os meses, ovulam alguns meses esporádicos, ou se ela não estiver menstruando ela não ovula mesmo.  Então, fica mais difícil obter uma gravidez.  A síndrome dos ovários policísticos, ela se prevalece em 15% da população, e está associada com fator genético e fator ambiental.  Quais são as repercussões no corpo da mulher que tem ovário policístico?  Como ela tem a obesidade ou o sobrepeso, ela tem um aumento da resistência da insulina.  E esse aumento da resistência da insulina, com o passar do tempo, pode levar a uma diabetes mellitus do tipo II.  As pacientes com ovário policístico, elas têm um risco cardíaco aumentado podendo desenvolver hipertensão arterial e dislipidemia que é o colesterol alterado, o acúmulo de placa ateromatosa nos vasos.  O hiperandroginismo também aumenta as chances de desenvolver câncer do endométrio.  E a obesidade também pode causar distúrbios no sono, com apneia obstrutiva durante a noite.  O diagnóstico de ovário policístico se dá pela clínica.  Ou seja, aumento de pelos, ganho de peso e irregularidade menstrual.  E ele também tem que ser diagnosticado pelo ultrassom.  Ou seja, pela imagem, um ultrassom transvaginal que vai mostrar a presença de pequenos cistos no estroma do ovário.  O tratamento do ovário policístico é feito com pílulas combinadas que tenham progestogênio que tenha a ação de anti-androgênico. Ou seja, como a paciente com ovário policístico ela tem muito androgênio circulante no corpo, que é um hormônio masculino, essa pílula vai diminuir a ação desses androgênios. Pacientes que têm o desejo de engravidar, existem outras alternativas medicamentosas que diminuem esse androgênio para que ela perca peso, diminua a resistência à insulina e consiga ovular de novo.  Sempre lembrar que o tratamento de ovário policístico, ele é um tratamento a longo prazo.  Você começa o tratamento, porém ele vai demorar uns seis, sete meses para começar a surtir um efeito.  Em pacientes que têm hirusutismo, ou seja, aumento de pelos, a gente sempre orienta a fazer depilação a laser.

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Síndrome dos Ovários Policísticos: o distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais

Fertilidade - ter, 11/28/2017 - 22:17

Transcrição: Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista e obstetra, especializada em reprodução assistida.  Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre síndrome dos ovários policísticos.  No que consiste essa síndrome?  Ela é uma síndrome caracterizada por irregularidade menstrual, hiperandroginismo e obesidade.  O que quer dizer isso?  São mulheres que têm irregularidade na menstruação, ou seja, elas têm ciclos muito curtos, muito longos, ou não menstruam por vários meses.  O hiperandroginismo, ele consiste no aumento de pelos, principalmente na região de maxilar, de buço, esssa região entre os seios, região lombar.  Pode ser de pequena ou grande intensidade.  E altera muito em relação ao grau de ovário policístico.  E aumento de peso.  O que consiste nesse aumento de peso?  Pode ser só um sobrepeso, ou pode ser uma obesidade mesmo.  Ou seja, pode ser só uns 20% de aumento de peso, ou muito mais do que isso.  Essa irregularidade menstrual, ela pode causar infertilidade, porque as pacientes que têm ovário policístico, ou elas não ovulam todos os meses, ovulam alguns meses esporádicos, ou se ela não estiver menstruando ela não ovula mesmo.  Então, fica mais difícil obter uma gravidez.  A síndrome dos ovários policísticos, ela se prevalece em 15% da população, e está associada com fator genético e fator ambiental.  Quais são as repercussões no corpo da mulher que tem ovário policístico?  Como ela tem a obesidade ou o sobrepeso, ela tem um aumento da resistência da insulina.  E esse aumento da resistência da insulina, com o passar do tempo, pode levar a uma diabetes mellitus do tipo II.  As pacientes com ovário policístico, elas têm um risco cardíaco aumentado podendo desenvolver hipertensão arterial e dislipidemia que é o colesterol alterado, o acúmulo de placa ateromatosa nos vasos.  O hiperandroginismo também aumenta as chances de desenvolver câncer do endométrio.  E a obesidade também pode causar distúrbios no sono, com apneia obstrutiva durante a noite.  O diagnóstico de ovário policístico se dá pela clínica.  Ou seja, aumento de pelos, ganho de peso e irregularidade menstrual.  E ele também tem que ser diagnosticado pelo ultrassom.  Ou seja, pela imagem, um ultrassom transvaginal que vai mostrar a presença de pequenos cistos no estroma do ovário.  O tratamento do ovário policístico é feito com pílulas combinadas que tenham progestogênio que tenha a ação de anti-androgênico. Ou seja, como a paciente com ovário policístico ela tem muito androgênio circulante no corpo, que é um hormônio masculino, essa pílula vai diminuir a ação desses androgênios. Pacientes que têm o desejo de engravidar, existem outras alternativas medicamentosas que diminuem esse androgênio para que ela perca peso, diminua a resistência à insulina e consiga ovular de novo.  Sempre lembrar que o tratamento de ovário policístico, ele é um tratamento a longo prazo.  Você começa o tratamento, porém ele vai demorar uns seis, sete meses para começar a surtir um efeito.  Em pacientes que têm hirusutismo, ou seja, aumento de pelos, a gente sempre orienta a fazer depilação a laser.

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Fibromialgia

Vascular Pro - ter, 11/28/2017 - 19:30

Fatos Rápidos

  • Fibromialgia afeta entre 2-4% das pessoas, mais frequentemente as mulheres do que os homens.
  • Fibromialgia não é uma doença autoimune ou uma doença com base em inflamação, mas a pesquisa sugere que o sistema nervoso esteja envolvido.
  • Os médicos diagnosticam fibromialgia com base em todos os sintomas relevantes do paciente (o que você sente), não mais com base apenas no número de lugares sensíveis durante um exame.
  • Não há nenhum teste para detectar esta doença mas você pode precisar fazer exames laboratoriais ou raios-x para descartar outros problemas de saúde.
  • Embora não haja nenhuma cura, medicamentos podem reduzir os sintomas em alguns pacientes.
  • Os pacientes também podem se sentir melhores com cuidados pessoais adequado, tais como exercícios e dormir o suficiente.

Fibromialgia é um problema de saúde neurológica comum que causa dor generalizada e sensibilidade à dor (sensibilidade ao toque). A dor e a sensibilidade tendem a ir e vir e mover-se pelo corpo. Na maioria das vezes, as pessoas com esta doença crônica (a longo prazo) são fatigadas (muito cansadas) e tem problemas de sono. O diagnóstico pode ser feito com um exame cuidadoso.

O que é fibromialgia?
Fibromialgia é uma condição de saúde crônica neurológica que causa dor por todo o corpo e outros sintomas. Outros sintomas da fibromialgia em pacientes com mais frequência são:

  • Sensibilidade ao toque ou pressão afetando os músculos e, algumas vezes, articulações ou até mesmo a pele
  • Fadiga severa
  • Problemas de sono (acordar não revigorado)
  • Problemas de memória ou de pensar claramente

Alguns pacientes também podem ter:

  • Depressão ou ansiedade
  • Dores de cabeça de enxaqueca ou tensão
  • Problemas digestivos: Síndrome do intestino irritável (comumente chamado de SII) ou doença do refluxo gastresofágico (muitas vezes referida como DRGE)
  • Bexiga hiperativa ou irritável
  • Dor pélvica
  • Desordem da articulação temporomandibular - muitas vezes chamado de ATM (um conjunto de sintomas, incluindo dor facial ou mandíbula, clique no maxilar e zumbido nos ouvidos)

 

O papel do reumatologista e do cirurgião vascular
Fibromialgia não é uma forma de artrite (doença de articulação). Não causa inflamação ou danos para as articulações, músculos ou outros tecidos. No entanto, pela fibromialgia poder causar cansaço semelhante à artrite e dor crônica, algumas pessoas podem aconselhá-lo a ver um reumatologista. Outras pessoas buscam o cirurgião vascular pelas queixas dolorosas. Como resultado, muitas vezes um reumatologista detecta essa doença (e exclui as doenças reumáticas) e o vascular exclui as doenças vasculares. Para cuidados a longo prazo, você não precisa continuar com o reumatologista ou cirurgião vascular. Seu especialista de atenção primária, o clínico geral, pode fornecer todos os cuidados e tratamento que você precisa para fibromialgia.

 

Anatomia: 

sistema nervoso central

Causa: 

As causas da fibromialgia não são claras. Elas podem ser diferentes em pessoas diferentes. A pesquisa atual sugere envolvimento do sistema nervoso, particularmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Fibromialgia não é uma doença autoimune, inflamatória ou transtornos articulares ou musculares. Fibromialgia pode ocorrer nas famílias. Provavelmente existem certos genes que podem tornar as pessoas mais propensas a ter fibromialgia e os outros problemas de saúde que podem ocorrer por causa dela. Apesar disso, os genes, sozinhos, não causam fibromialgia.
Na maioria das vezes, alguns fatores que desencadeiam a fibromialgia. Pode ser problemas de coluna, artrite, lesões ou outro tipo de estresse físico. Estresse emocional também pode desencadear essa doença. O resultado é uma mudança na forma como o corpo "fala" com a medula espinhal e o cérebro. Podem alterar os níveis de proteínas e substâncias químicas do cérebro. Mais recentemente, a fibromialgia tem sido descrita como transtorno de amplificação de dor central, ou seja, que o volume de sensação de dor no cérebro se torna muito alto.
Embora a fibromialgia possa afetar a qualidade de vida, ainda é considerado clinicamente benigna. Não provoca qualquer ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (derrame), câncer, deformidades físicas ou perda da vida.

Diagnóstico Diferencial: 

A síndrome da fibromialgia possui manifestações clínicas bem características e critérios diagnósticos estabelecidos. Entretanto, tem sido confundida com diversos outros distúrbios. O motivo é que diversas doenças reumáticas e não reumáticas podem se manifestar por dor difusa e fadiga crônica.
O paciente com hipotireoidismo pode apresentar um quadro clínico que aparenta fibromialgia. Outro distúrbio hormonal que pode causar confusão diagnóstica com a fibromialgia é o hiperparatireoidismo primário. Este distúrbio é causado, na maioria das vezes, por um adenoma de paratireoide (80 a 90% dos casos). Deficiência de vitamina D com hiperpatiroidismo secundário pode causar dores ósseas e musculares, que podem ser interpretadas como fibromialgia. Em certas situações, a osteomalácia pode fazer parte do diagnóstico diferencial, pois alguns pacientes iniciam o quadro com sensação de fraqueza, dor muscular e sensibilidade óssea, antes das manifestações radiográficas e metabólicas da doença.
A polimialgia reumática é uma condição que deve ser sempre lembrada no diagnóstico diferencial da fibromialgia. Às vezes, a polimiosite (assim como outras miosites) pode ser confundida com fibromialgia. Algumas doenças autoimunes do colágeno, particularmente a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico, podem inicialmente se manifestar com dor difusa e fadiga, conduzindo ao diagnóstico equivocado de fibromialgia. Em outras situações, pacientes com uma artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico estabelecido, com as variadas manifestações clínicas e laboratoriais dessas moléstias, podem apresentar, simultaneamente, um quadro de fibromialgia. Não raramente, a síndrome de Sjögren pode ter como manifestação inicial sintomas de dor muscular difusa e inespecífica, acompanhada de cansaço, podendo causar dificuldade diagnóstica até que parâmetros laboratoriais e outras características clínicas se façam presentes.
Certas reações adversas a determinados medicamentos podem causar mialgias difusas e atrapalhar o médico desinformado. Entre essas medicações, destacam-se os bloqueadores de receptores H2 (utilizados para doença péptica), os fibratos e as estatinas (empregados para o tratamento das dislipidemias) e comumente utilizados pelos pacientes vasculares.
Uso de drogas causa reações que se assemelham a um quadro de fibromialgia, particularmente nos pacientes viciados em cocaína e canabis.
Pacientes etilistas também podem apresentar quadros de dores musculares, seja durante o período do abuso do álcool ou do período de abstinência ao mesmo.
Certas infecções, em particular a hepatite C, o HIV e a doença de Lyme, podem provocar dores musculares difusas e impor dificuldade diagnóstica, principalmente quando não há febre ou outros sintomas típicos. As análises laboratoriais sorológicas podem contribuir para elucidar alguns casos.
Pacientes que realizaram corticoterapia por longos períodos, independentemente do motivo, podem sofrer de uma crise de abstinência ao corticoide, particularmente se a retirada do medicamento for feita de maneira abrupta e inadequada. Esses pacientes podem passar a experimentar dores musculares difusas, que respondem rapidamente à reutilização do medicamento.
Outra condição que deve ser considerada no diagnóstico diferencial da síndrome da fibromialgia é a síndrome paraneoplásica (paraneoplasia). Em raras situações, uma paraneoplasia pode se manifestar com quadro similar ao da fibromialgia e lançar um importante desafio diagnóstico, particularmente no caso do carcinoma broncogênico.
A síndrome da fadiga crônica também deve ser lembrada no diagnóstico diferencial. O antecedente de febre baixa ou de faringite recorrente, além da presença de linfadenopatia, pode contribuir para clarificar o diagnóstico. Nesta síndrome predomina o cansaço, enquanto na fibromialgia predomina a dor difusa.
Talvez a dificuldade diagnóstica maior seja diferenciar a fibromialgia de um reumatismo psicogênico. Em certas situações, o quadro clínico do paciente é expressão de um distúrbio psiquiátrico, particularmente de depressão.
LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são acrônimos para incorporar um grupo de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. 

Epidemiologia: 

Fibromialgia é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em homens. Na maioria das vezes começa no meio da idade adulta, mas pode ocorrer na adolescência e na velhice. Você está em maior risco para a fibromialgia se você tem uma doença reumática (problema de saúde que afeta as articulações, músculos e ossos). Estes incluem osteoartrite, lúpus, artrite reumatoide, ou espondilite anquilosante.

Evolução Natural: 

Viver com fibromialgia
Mesmo com muitas opções de tratamento, o autocuidado do paciente é vital para melhorar os sintomas e o funcionamento diário. Em conjunto com o tratamento médico, comportamentos de um estilo de vida saudável podem reduzir a dor, aumentar a qualidade do sono, diminuir a fadiga e ajudar você a lidar melhor com a fibromialgia. Com o tratamento adequado e o autocuidado você pode ficar melhor e viver uma vida mais normal. Aqui estão algumas dicas de autocuidado para viver com fibromialgia:

  • Arranje tempo para relaxar diariamente. Exercícios de respiração profunda e meditação ajudará a reduzir o estresse que os sintomas podem trazer.
  • Defina um padrão de sono regular. Vá para a cama e acorde todo dia no mesmo horário. Dormir o suficiente permite que seu corpo se repare fisicamente e mentalmente. Além disso, evite dormir durante o dia e limite a ingestão de cafeína, que pode interromper o sono. A nicotina é um estimulante, então os pacientes de fibromialgia com problemas de sono devem parar de fumar.
  • Se exercite frequentemente. Esta é uma parte muito importante do tratamento da fibromialgia. Embora difícil a princípio, exercício regular muitas vezes reduz os sintomas de dor e fadiga. Os pacientes devem seguir o ditado, "começar de leve, ir de boa". Lentamente adicione ginástica diária em sua rotina. Por exemplo, escolha as escadas em vez do elevador ou estacione ainda mais longe da loja. Com os sintomas diminuindo com o tratamentos com remédios, comece a aumentar sua atividade. Adicione algumas caminhadas, natação, hidroginástica e/ou exercícios de alongamento e comece a fazer coisas que você parou de fazer por causa de sua dor e dos outros sintomas. Leva tempo para criar uma rotina confortável. Mas continue se movendo, mantenha-se ativo e não desista!
  • Eduque-se. Organizações reconhecidas como a  ABRAFIBRO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FIBROMIÁLGICOS são grandes fontes para obter informações. Compartilhe essas informações com familiares, amigos e colegas de trabalho.
  • Olhe para a frente, não para trás. Foque no que você precisa fazer para melhorar, não o que causou a doença.

 

Sinais ou Sintomas: 

Um médico vai suspeitar de fibromialgia baseado nos seus sintomas. Os médicos podem exigir que você tenha sensibilidade à pressão ou pontos dolorosos em um número específico de determinados pontos antes de dizer que você tem fibromialgia, mas eles não são obrigados a fazer o diagnóstico (veja a tabela). Um exame físico pode ser útil para detectar a sensibilidade e para excluir outras causas de dor muscular. Existem testes diagnósticos (como radiografias ou exames de sangue) para este problema. Mesmo assim, você pode precisar de exames para descartar um outro problema de saúde que pode ser confundido com fibromialgia.
Como a dor generalizada do corpo é a principal característica da fibromialgia, prestadores de cuidados à saúde irão pedir para descrever a sua dor. Isso pode ajudar a distinguir entre fibromialgia e outras doenças com sintomas semelhantes. Outras condições, tais como hipotireoidismo (hipoatividade da glândula tireoide) e polimialgia reumática algumas vezes imitam a fibromialgia. Exames de sangue podem dizer se você tem qualquer um destes problemas. Às vezes, a fibromialgia é confundida com artrite reumatoide ou lúpus. Mas, novamente, há uma diferença nos sintomas e testes físicos e exames de sangue vão ajudar seu médico a detectar esses problemas de saúde. Ao contrário da fibromialgia, essas doenças reumáticas causam a inflamação nas articulações e tecidos.
 
Critérios necessários para um diagnóstico de fibromialgia

1. Dor e sintomas durante a semana passada com base no número total de áreas dolorosas de 19 partes do corpo mais o nível de gravidade destes sintomas:
a. fadiga
b. acordar não revigorado - sono não repousante
c. problemas cognitivos (de memória ou pensamento).
Somado o número de outros sintomas físicos gerais

2. sintomas durando pelo menos três meses em um nível semelhante

3. nenhum outro problema de saúde que explique a dor e outros sintomas

 

Fonte: Colégio Americano de Reumatologia, 2010

Tratamentos Possíveis: 

Não existe cura para a fibromialgia. Entretanto, sintomas podem ser tratados com base em tratamentos não-farmacológico ou com medicação. Muitas vezes os melhores resultados são alcançados por meio de vários tipos de tratamentos.
Terapias não-farmacológicas: Pessoas com fibromialgia devem usar tratamentos não-farmacológicos, assim como quaisquer medicamentos que os médicos sugerem. Pesquisa mostra que o tratamento mais eficaz para a fibromialgia é exercício físico. Exercício físico deve ser usado além de qualquer tratamento farmacológico. Os pacientes beneficiam-se mais dos exercícios aeróbicos regulares. Outras terapias baseadas no corpo, incluindo o Tai Chi e yoga, podem aliviar os sintomas da fibromialgia. Embora você possa estar sofrendo, exercício físico de baixo impacto não será prejudicial.
Terapia cognitiva comportamental é um tipo de terapia focada na compreensão de como pensamentos e comportamentos afetam a dor e outros sintomas. TCC e tratamentos relacionados, tais como atenção plena (Mindfulness), podem ajudar pacientes a aprender habilidades de redução de sintoma que diminui a dor. Atenção plena é uma prática de meditação não-espiritual que cultiva a consciência do momento presente. Redução do estresse baseado em atenção plena demonstrou melhorar significativamente os sintomas da fibromialgia.
Outras terapias complementares e alternativas (às vezes chamadas de TCA ou medicina integrativa), tais como acupuntura, quiropraxia e massagem terapêutica, podem ser úteis para controlar os sintomas da fibromialgia. Muitos destes tratamentos, no entanto, não foram bem testados em pacientes com fibromialgia.
É importante notar fatores de risco e gatilhos para a fibromialgia, incluindo distúrbios do sono, como apneia do sono e problemas de humor, tais como stress, ansiedade, transtorno do pânico e depressão. Isso pode exigir o envolvimento de outros especialistas tais como um doutor em medicina do sono, psiquiatra e terapeuta.
Medicamentos: O FDA aprovou três medicamentos para o tratamento da fibromialgia. Eles incluem dois medicamentos que mudam algumas das químicas cerebrais (serotonina e noradrenalina) que ajudam a controlar os níveis de dor: duloxetina (Cymbalta) e milnacipran (Savella). Medicamentos mais antigos que afetam esses mesmos produtos químicos cerebrais também podem ser utilizados para tratar a fibromialgia. Estes incluem a amitriptilina (Elavil) e ciclobenzaprina (Flexeril). Outras remédios antidepressivos podem ser úteis em alguns pacientes. Efeitos colaterais variam de acordo com o remédio. Pergunte ao seu médico sobre os riscos e benefícios de sua medicação.
A outras drogas aprovadas para fibromialgia é a pregabalina (Lyrica). Pregabalina e outra droga, gabapentina (Neurontin), trabalham bloqueando a atividade das células nervosas envolvidas na transmissão da dor. Estes medicamentos podem causar tonturas, sonolência, inchaço e ganho de peso.
É altamente recomendável evitar medicamentos opioides entorpecentes no tratamento da fibromialgia. A razão para isto é que a evidência da pesquisa mostra que essas drogas não são úteis para a maioria das pessoas com fibromialgia e irão causar maior sensibilidade a dor ou fazer a dor persistir. Tramadol (Ultram) pode ser usado para tratar a dor da fibromialgia se houver necessidade de uso a curto prazo de um narcótico de opioide. Medicamentos sem receita como o paracetamol (Tylenol) ou antiinflamatórios não esteroidais (comumente chamado de AINEs) como o ibuprofeno (Advil, Motrin) ou o naproxeno (Aleve, Anaprox) não são eficazes para dor da fibromialgia. No entanto, esses remédios podem ser úteis para tratar os gatilhos da dor da fibromialgia. Sendo assim, eles são mais úteis em pessoas que têm outras causas para a dor como a artrite, além de fibromialgia.
Para problemas com sono, alguns dos medicamentos que tratam a dor também melhoram o sono. Estes incluem ciclobenzaprina (Flexeril), amitriptilina (Elavil), gabapentina (Neurontin) ou pregabalina (Lyrica). Não se recomenda que os pacientes com fibromialgia tomem medicamentos para dormir como zolpidem (Ambien) ou medicamentos benzodiazepínicos.
Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Código: M79.7 Select ratingGive Fibromialgia 1/5Give Fibromialgia 2/5Give Fibromialgia 3/5Give Fibromialgia 4/5Give Fibromialgia 5/5 Average: 5 (1 vote) reumatologiadorneurologia
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Fibromialgia

Vascular Pro - ter, 11/28/2017 - 19:30

Fatos Rápidos

  • Fibromialgia afeta entre 2-4% das pessoas, mais frequentemente as mulheres do que os homens.
  • Fibromialgia não é uma doença autoimune ou uma doença com base em inflamação, mas a pesquisa sugere que o sistema nervoso esteja envolvido.
  • Os médicos diagnosticam fibromialgia com base em todos os sintomas relevantes do paciente (o que você sente), não mais com base apenas no número de lugares sensíveis durante um exame.
  • Não há nenhum teste para detectar esta doença mas você pode precisar fazer exames laboratoriais ou raios-x para descartar outros problemas de saúde.
  • Embora não haja nenhuma cura, medicamentos podem reduzir os sintomas em alguns pacientes.
  • Os pacientes também podem se sentir melhores com cuidados pessoais adequado, tais como exercícios e dormir o suficiente.

Fibromialgia é um problema de saúde neurológica comum que causa dor generalizada e sensibilidade à dor (sensibilidade ao toque). A dor e a sensibilidade tendem a ir e vir e mover-se pelo corpo. Na maioria das vezes, as pessoas com esta doença crônica (a longo prazo) são fatigadas (muito cansadas) e tem problemas de sono. O diagnóstico pode ser feito com um exame cuidadoso.

O que é fibromialgia?
Fibromialgia é uma condição de saúde crônica neurológica que causa dor por todo o corpo e outros sintomas. Outros sintomas da fibromialgia em pacientes com mais frequência são:

  • Sensibilidade ao toque ou pressão afetando os músculos e, algumas vezes, articulações ou até mesmo a pele
  • Fadiga severa
  • Problemas de sono (acordar não revigorado)
  • Problemas de memória ou de pensar claramente

Alguns pacientes também podem ter:

  • Depressão ou ansiedade
  • Dores de cabeça de enxaqueca ou tensão
  • Problemas digestivos: Síndrome do intestino irritável (comumente chamado de SII) ou doença do refluxo gastresofágico (muitas vezes referida como DRGE)
  • Bexiga hiperativa ou irritável
  • Dor pélvica
  • Desordem da articulação temporomandibular - muitas vezes chamado de ATM (um conjunto de sintomas, incluindo dor facial ou mandíbula, clique no maxilar e zumbido nos ouvidos)

 

O papel do reumatologista e do cirurgião vascular
Fibromialgia não é uma forma de artrite (doença de articulação). Não causa inflamação ou danos para as articulações, músculos ou outros tecidos. No entanto, pela fibromialgia poder causar cansaço semelhante à artrite e dor crônica, algumas pessoas podem aconselhá-lo a ver um reumatologista. Outras pessoas buscam o cirurgião vascular pelas queixas dolorosas. Como resultado, muitas vezes um reumatologista detecta essa doença (e exclui as doenças reumáticas) e o vascular exclui as doenças vasculares. Para cuidados a longo prazo, você não precisa continuar com o reumatologista ou cirurgião vascular. Seu especialista de atenção primária, o clínico geral, pode fornecer todos os cuidados e tratamento que você precisa para fibromialgia.

 

Anatomia: 

sistema nervoso central

Causa: 

As causas da fibromialgia não são claras. Elas podem ser diferentes em pessoas diferentes. A pesquisa atual sugere envolvimento do sistema nervoso, particularmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Fibromialgia não é uma doença autoimune, inflamatória ou transtornos articulares ou musculares. Fibromialgia pode ocorrer nas famílias. Provavelmente existem certos genes que podem tornar as pessoas mais propensas a ter fibromialgia e os outros problemas de saúde que podem ocorrer por causa dela. Apesar disso, os genes, sozinhos, não causam fibromialgia.
Na maioria das vezes, alguns fatores que desencadeiam a fibromialgia. Pode ser problemas de coluna, artrite, lesões ou outro tipo de estresse físico. Estresse emocional também pode desencadear essa doença. O resultado é uma mudança na forma como o corpo "fala" com a medula espinhal e o cérebro. Podem alterar os níveis de proteínas e substâncias químicas do cérebro. Mais recentemente, a fibromialgia tem sido descrita como transtorno de amplificação de dor central, ou seja, que o volume de sensação de dor no cérebro se torna muito alto.
Embora a fibromialgia possa afetar a qualidade de vida, ainda é considerado clinicamente benigna. Não provoca qualquer ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (derrame), câncer, deformidades físicas ou perda da vida.

Diagnóstico Diferencial: 

A síndrome da fibromialgia possui manifestações clínicas bem características e critérios diagnósticos estabelecidos. Entretanto, tem sido confundida com diversos outros distúrbios. O motivo é que diversas doenças reumáticas e não reumáticas podem se manifestar por dor difusa e fadiga crônica.
O paciente com hipotireoidismo pode apresentar um quadro clínico que aparenta fibromialgia. Outro distúrbio hormonal que pode causar confusão diagnóstica com a fibromialgia é o hiperparatireoidismo primário. Este distúrbio é causado, na maioria das vezes, por um adenoma de paratireoide (80 a 90% dos casos). Deficiência de vitamina D com hiperpatiroidismo secundário pode causar dores ósseas e musculares, que podem ser interpretadas como fibromialgia. Em certas situações, a osteomalácia pode fazer parte do diagnóstico diferencial, pois alguns pacientes iniciam o quadro com sensação de fraqueza, dor muscular e sensibilidade óssea, antes das manifestações radiográficas e metabólicas da doença.
A polimialgia reumática é uma condição que deve ser sempre lembrada no diagnóstico diferencial da fibromialgia. Às vezes, a polimiosite (assim como outras miosites) pode ser confundida com fibromialgia. Algumas doenças autoimunes do colágeno, particularmente a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico, podem inicialmente se manifestar com dor difusa e fadiga, conduzindo ao diagnóstico equivocado de fibromialgia. Em outras situações, pacientes com uma artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico estabelecido, com as variadas manifestações clínicas e laboratoriais dessas moléstias, podem apresentar, simultaneamente, um quadro de fibromialgia. Não raramente, a síndrome de Sjögren pode ter como manifestação inicial sintomas de dor muscular difusa e inespecífica, acompanhada de cansaço, podendo causar dificuldade diagnóstica até que parâmetros laboratoriais e outras características clínicas se façam presentes.
Certas reações adversas a determinados medicamentos podem causar mialgias difusas e atrapalhar o médico desinformado. Entre essas medicações, destacam-se os bloqueadores de receptores H2 (utilizados para doença péptica), os fibratos e as estatinas (empregados para o tratamento das dislipidemias) e comumente utilizados pelos pacientes vasculares.
Uso de drogas causa reações que se assemelham a um quadro de fibromialgia, particularmente nos pacientes viciados em cocaína e canabis.
Pacientes etilistas também podem apresentar quadros de dores musculares, seja durante o período do abuso do álcool ou do período de abstinência ao mesmo.
Certas infecções, em particular a hepatite C, o HIV e a doença de Lyme, podem provocar dores musculares difusas e impor dificuldade diagnóstica, principalmente quando não há febre ou outros sintomas típicos. As análises laboratoriais sorológicas podem contribuir para elucidar alguns casos.
Pacientes que realizaram corticoterapia por longos períodos, independentemente do motivo, podem sofrer de uma crise de abstinência ao corticoide, particularmente se a retirada do medicamento for feita de maneira abrupta e inadequada. Esses pacientes podem passar a experimentar dores musculares difusas, que respondem rapidamente à reutilização do medicamento.
Outra condição que deve ser considerada no diagnóstico diferencial da síndrome da fibromialgia é a síndrome paraneoplásica (paraneoplasia). Em raras situações, uma paraneoplasia pode se manifestar com quadro similar ao da fibromialgia e lançar um importante desafio diagnóstico, particularmente no caso do carcinoma broncogênico.
A síndrome da fadiga crônica também deve ser lembrada no diagnóstico diferencial. O antecedente de febre baixa ou de faringite recorrente, além da presença de linfadenopatia, pode contribuir para clarificar o diagnóstico. Nesta síndrome predomina o cansaço, enquanto na fibromialgia predomina a dor difusa.
Talvez a dificuldade diagnóstica maior seja diferenciar a fibromialgia de um reumatismo psicogênico. Em certas situações, o quadro clínico do paciente é expressão de um distúrbio psiquiátrico, particularmente de depressão.
LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são acrônimos para incorporar um grupo de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. 

Epidemiologia: 

Fibromialgia é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em homens. Na maioria das vezes começa no meio da idade adulta, mas pode ocorrer na adolescência e na velhice. Você está em maior risco para a fibromialgia se você tem uma doença reumática (problema de saúde que afeta as articulações, músculos e ossos). Estes incluem osteoartrite, lúpus, artrite reumatoide, ou espondilite anquilosante.

Evolução Natural: 

Viver com fibromialgia
Mesmo com muitas opções de tratamento, o autocuidado do paciente é vital para melhorar os sintomas e o funcionamento diário. Em conjunto com o tratamento médico, comportamentos de um estilo de vida saudável podem reduzir a dor, aumentar a qualidade do sono, diminuir a fadiga e ajudar você a lidar melhor com a fibromialgia. Com o tratamento adequado e o autocuidado você pode ficar melhor e viver uma vida mais normal. Aqui estão algumas dicas de autocuidado para viver com fibromialgia:

  • Arranje tempo para relaxar diariamente. Exercícios de respiração profunda e meditação ajudará a reduzir o estresse que os sintomas podem trazer.
  • Defina um padrão de sono regular. Vá para a cama e acorde todo dia no mesmo horário. Dormir o suficiente permite que seu corpo se repare fisicamente e mentalmente. Além disso, evite dormir durante o dia e limite a ingestão de cafeína, que pode interromper o sono. A nicotina é um estimulante, então os pacientes de fibromialgia com problemas de sono devem parar de fumar.
  • Se exercite frequentemente. Esta é uma parte muito importante do tratamento da fibromialgia. Embora difícil a princípio, exercício regular muitas vezes reduz os sintomas de dor e fadiga. Os pacientes devem seguir o ditado, "começar de leve, ir de boa". Lentamente adicione ginástica diária em sua rotina. Por exemplo, escolha as escadas em vez do elevador ou estacione ainda mais longe da loja. Com os sintomas diminuindo com o tratamentos com remédios, comece a aumentar sua atividade. Adicione algumas caminhadas, natação, hidroginástica e/ou exercícios de alongamento e comece a fazer coisas que você parou de fazer por causa de sua dor e dos outros sintomas. Leva tempo para criar uma rotina confortável. Mas continue se movendo, mantenha-se ativo e não desista!
  • Eduque-se. Organizações reconhecidas como a  ABRAFIBRO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FIBROMIÁLGICOS são grandes fontes para obter informações. Compartilhe essas informações com familiares, amigos e colegas de trabalho.
  • Olhe para a frente, não para trás. Foque no que você precisa fazer para melhorar, não o que causou a doença.

 

Sinais ou Sintomas: 

Um médico vai suspeitar de fibromialgia baseado nos seus sintomas. Os médicos podem exigir que você tenha sensibilidade à pressão ou pontos dolorosos em um número específico de determinados pontos antes de dizer que você tem fibromialgia, mas eles não são obrigados a fazer o diagnóstico (veja a tabela). Um exame físico pode ser útil para detectar a sensibilidade e para excluir outras causas de dor muscular. Existem testes diagnósticos (como radiografias ou exames de sangue) para este problema. Mesmo assim, você pode precisar de exames para descartar um outro problema de saúde que pode ser confundido com fibromialgia.
Como a dor generalizada do corpo é a principal característica da fibromialgia, prestadores de cuidados à saúde irão pedir para descrever a sua dor. Isso pode ajudar a distinguir entre fibromialgia e outras doenças com sintomas semelhantes. Outras condições, tais como hipotireoidismo (hipoatividade da glândula tireoide) e polimialgia reumática algumas vezes imitam a fibromialgia. Exames de sangue podem dizer se você tem qualquer um destes problemas. Às vezes, a fibromialgia é confundida com artrite reumatoide ou lúpus. Mas, novamente, há uma diferença nos sintomas e testes físicos e exames de sangue vão ajudar seu médico a detectar esses problemas de saúde. Ao contrário da fibromialgia, essas doenças reumáticas causam a inflamação nas articulações e tecidos.
 
Critérios necessários para um diagnóstico de fibromialgia

1. Dor e sintomas durante a semana passada com base no número total de áreas dolorosas de 19 partes do corpo mais o nível de gravidade destes sintomas:
a. fadiga
b. acordar não revigorado - sono não repousante
c. problemas cognitivos (de memória ou pensamento).
Somado o número de outros sintomas físicos gerais

2. sintomas durando pelo menos três meses em um nível semelhante

3. nenhum outro problema de saúde que explique a dor e outros sintomas

 

Fonte: Colégio Americano de Reumatologia, 2010

Tratamentos Possíveis: 

Não existe cura para a fibromialgia. Entretanto, sintomas podem ser tratados com base em tratamentos não-farmacológico ou com medicação. Muitas vezes os melhores resultados são alcançados por meio de vários tipos de tratamentos.
Terapias não-farmacológicas: Pessoas com fibromialgia devem usar tratamentos não-farmacológicos, assim como quaisquer medicamentos que os médicos sugerem. Pesquisa mostra que o tratamento mais eficaz para a fibromialgia é exercício físico. Exercício físico deve ser usado além de qualquer tratamento farmacológico. Os pacientes beneficiam-se mais dos exercícios aeróbicos regulares. Outras terapias baseadas no corpo, incluindo o Tai Chi e yoga, podem aliviar os sintomas da fibromialgia. Embora você possa estar sofrendo, exercício físico de baixo impacto não será prejudicial.
Terapia cognitiva comportamental é um tipo de terapia focada na compreensão de como pensamentos e comportamentos afetam a dor e outros sintomas. TCC e tratamentos relacionados, tais como atenção plena (Mindfulness), podem ajudar pacientes a aprender habilidades de redução de sintoma que diminui a dor. Atenção plena é uma prática de meditação não-espiritual que cultiva a consciência do momento presente. Redução do estresse baseado em atenção plena demonstrou melhorar significativamente os sintomas da fibromialgia.
Outras terapias complementares e alternativas (às vezes chamadas de TCA ou medicina integrativa), tais como acupuntura, quiropraxia e massagem terapêutica, podem ser úteis para controlar os sintomas da fibromialgia. Muitos destes tratamentos, no entanto, não foram bem testados em pacientes com fibromialgia.
É importante notar fatores de risco e gatilhos para a fibromialgia, incluindo distúrbios do sono, como apneia do sono e problemas de humor, tais como stress, ansiedade, transtorno do pânico e depressão. Isso pode exigir o envolvimento de outros especialistas tais como um doutor em medicina do sono, psiquiatra e terapeuta.
Medicamentos: O FDA aprovou três medicamentos para o tratamento da fibromialgia. Eles incluem dois medicamentos que mudam algumas das químicas cerebrais (serotonina e noradrenalina) que ajudam a controlar os níveis de dor: duloxetina (Cymbalta) e milnacipran (Savella). Medicamentos mais antigos que afetam esses mesmos produtos químicos cerebrais também podem ser utilizados para tratar a fibromialgia. Estes incluem a amitriptilina (Elavil) e ciclobenzaprina (Flexeril). Outras remédios antidepressivos podem ser úteis em alguns pacientes. Efeitos colaterais variam de acordo com o remédio. Pergunte ao seu médico sobre os riscos e benefícios de sua medicação.
A outras drogas aprovadas para fibromialgia é a pregabalina (Lyrica). Pregabalina e outra droga, gabapentina (Neurontin), trabalham bloqueando a atividade das células nervosas envolvidas na transmissão da dor. Estes medicamentos podem causar tonturas, sonolência, inchaço e ganho de peso.
É altamente recomendável evitar medicamentos opioides entorpecentes no tratamento da fibromialgia. A razão para isto é que a evidência da pesquisa mostra que essas drogas não são úteis para a maioria das pessoas com fibromialgia e irão causar maior sensibilidade a dor ou fazer a dor persistir. Tramadol (Ultram) pode ser usado para tratar a dor da fibromialgia se houver necessidade de uso a curto prazo de um narcótico de opioide. Medicamentos sem receita como o paracetamol (Tylenol) ou antiinflamatórios não esteroidais (comumente chamado de AINEs) como o ibuprofeno (Advil, Motrin) ou o naproxeno (Aleve, Anaprox) não são eficazes para dor da fibromialgia. No entanto, esses remédios podem ser úteis para tratar os gatilhos da dor da fibromialgia. Sendo assim, eles são mais úteis em pessoas que têm outras causas para a dor como a artrite, além de fibromialgia.
Para problemas com sono, alguns dos medicamentos que tratam a dor também melhoram o sono. Estes incluem ciclobenzaprina (Flexeril), amitriptilina (Elavil), gabapentina (Neurontin) ou pregabalina (Lyrica). Não se recomenda que os pacientes com fibromialgia tomem medicamentos para dormir como zolpidem (Ambien) ou medicamentos benzodiazepínicos.
Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Código: M79.7 Select ratingGive Fibromialgia 1/5Give Fibromialgia 2/5Give Fibromialgia 3/5Give Fibromialgia 4/5Give Fibromialgia 5/5 Average: 5 (1 vote) reumatologiadorneurologia
Categorias: Medicina

Diagnóstico e tratamento da trombose venosa na gravidez e após o nascimento

Fertilidade - ter, 11/28/2017 - 18:58
Trombose e gravidez

Se você ou alguém na família teve trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, aqui falaremos o que fazer durante a gravidez ou logo após o nascimento. As informações também podem ser úteis se você é o parceiro ou um parente de uma mulher nessa situação.

Se você gostaria de obter informações sobre como reduzir o risco de uma trombose venosa, consulte seu cirurgião vascular.

O que é a trombose venosa profunda?

Uma trombose é um coágulo de sangue em um vaso sanguíneo (veia ou artéria). Trombose venosa profunda ocorre em uma veia. As veias são vasos sanguíneos que levam sangue para o coração e os pulmões, considerando que as artérias levam o sangue do coração para os órgãos.

Uma trombose venosa profunda (TVP) é um coágulo de sangue que se forma em uma veia profunda da perna, panturrilha ou pelve.

Quanto comum é na gravidez?

A gravidez aumenta o risco de uma TVP, com o risco mais elevado no puerpério, ou seja, depois de ter tido seu bebê.

No entanto, a trombose venosa profunda é ainda rara na gestação ou nas primeiras 6 semanas após o nascimento, ocorrendo em apenas 1-2 em cada 1000 mulheres (0,1%).

A TVP pode ocorrer a qualquer momento durante a gravidez, incluindo os primeiros 3 meses.

Quais são os sintomas de uma TVP durante a gravidez?

Os sintomas de uma TVP geralmente ocorrem em uma perna só e podem incluir:

  • perna inchada, vermelha e quente
  • inchaço da perna inteira ou apenas parte dela, ou ela pode apenas parecer pesada.
  • dor e/ou sensibilidade – você só pode experimentar isto quando está em pé ou andando.

Se notar qualquer um destes sintomas, deve procurar aconselhamento imediatamente do seu médico.

Durante a gravidez, o inchaço e o desconforto em ambas as pernas é comum e nem sempre significa que há um problema. Pergunte ao seu médico obstetra se estiver preocupada.

Por que uma TVP é grave?

Trombose venosa pode ser grave porque o coágulo de sangue pode romper e viajar na corrente sanguínea, até que ela obtém alojamento em outra parte do corpo, tal como o pulmão. Isso é chamado de embolia pulmonar (EP) e pode ameaçar a vida. No entanto, morrer de uma EP é raro em mulheres que estão grávidas ou que tiveram um bebê.

Os sintomas de uma EP podem incluir:

  • dificuldade na respiração repentina e inexplicável
  • aperto no peito ou dor no peito
  • tosse com sangue (hemoptise)
  • sensação de indisposição ou desmaio.

Você deve procurar ajuda imediatamente se sentir algum destes sintomas. Ao diagnosticar e tratar uma TVP, reduz o risco de desenvolver uma EP.

O que aumenta o meu risco de TVP ou EP?

Você tem risco aumentado de trombose venosa se qualquer um dos seguintes se aplicam a você.

Antes da gravidez

Se você:

  • Tem mais de 35 anos de idade
  • Já teve três ou mais bebês
  • Teve trombose anterior
  • Tem mãe, pai, irmão ou irmã que teve trombose venosa profunda
  • Tem trombofilia (uma condição que torna um coágulo de sangue mais provável)
  • Tem condição médica como doença cardíaca, doença pulmonar ou artrite - seu médico ou parteira será capaz de dizer se qualquer condição médica que você tem aumenta o risco de uma TVP/EP
  • Têm varizes graves que são dolorosas ou estão acima do joelho com vermelhidão/inchaço
  • É usuário de cadeira de rodas (cadeirante).

Estilo de vida

Se você:

Durante a gravidez

Se você:

  • Foi admitida ao hospital
  • Está carregando mais de um bebê (gravidez múltipla)
  • Ficou desidratada ou menos móvel na gravidez devido, por exemplo, a vômitos no início da gravidez, estando no hospital com uma infecção grave, tal como apendicite ou infecção renal, ou se você está mal com o tratamento de fertilidade (síndrome de hiperestimulação ovariana)
  • Ficou imóvel por longos períodos de tempo, por exemplo, após uma cirurgia, ou quando viajou por 4 horas ou mais (pelo ar, carro ou trem)
  • Teve pré-eclâmpsia 

Após o nascimento do seu bebê

Se você:

  • Teve um trabalho de parto muito longo (mais de 24 horas) ou fez cesariana, perdeu muito sangue, depois de ter tido seu bebê ou recebeu uma transfusão de sangue.

Você deve fazer avaliação de risco durante a gravidez e depois de ter tido seu bebê durante a qual o seu médico obstetra perguntará se você tem qualquer dos fatores de risco acima. 

Como TVP e EP são diagnosticadas durante a gravidez?

TVP

Se estiver tendo sintomas, seu médico examinará a sua perna e pode recomendar uma ultra-sonografia da sua perna para avaliar se você tem uma trombose. Se a trombose não for vista, mas você ainda está tendo sintomas, a ultra-sonografia pode ser repetida alguns dias mais tarde.

EP

Os testes podem incluir:

  • raio-x – também pode identificar problemas comuns que poderiam ser a causa de seus sintomas, tais como uma infecção no peito
  • tomografia computadorizada (raio-x especializado) dos pulmões
  • ultra-sonografia de ambas as pernas, se você tiver quaisquer sintomas de uma TVP.

Existe algum risco de fazer os exames?

O raio-x e a tomografia computadorizada de tórax fazem uso de radiação. O raio-x do tórax utiliza uma pequena dose de radiação que não é considerada nociva para você ou seu bebê. Ainda mais usando protetor de chumbo.

As varreduras CT carregam um risco pequeno, mas isso precisa ser pesado contra o risco para você e seu bebê de uma EP não diagnosticada. O risco de seu bebê desenvolver câncer na infância após uma tomografia computadorizada é extremamente baixo.

 Seu médico conversará com você sobre os benefícios e riscos e fará o de melhor para você.

 

Qual é o tratamento para trombose venosa profunda?

Se seu médico suspeitar que tenha uma trombose venosa, será aconselhada a iniciar o tratamento com uma injeção de um medicamento chamado heparina para afinar o sangue. Existem vários tipos de heparina. O mais comumente usado na gravidez é heparina de baixo peso molecular (HBPM) - Clexane/Enoxaparina.

Para a maioria das mulheres, os benefícios da heparina são que:

  • funciona para evitar que o coágulo fique maior, então seu corpo gradualmente pode dissolver o coágulo
  • reduz o risco de uma EP
  • reduz o risco de desenvolver outra trombose venosa
  • reduz o risco de problemas a longo prazo se desenvolverem na perna.

O que envolve o tratamento de heparina?

Heparina é dada como uma injeção embaixo da pele (subcutânea) no mesmo horário diariamente (às vezes duas vezes por dia). A dose é ajustada para você de acordo com o seu peso no início da gravidez.

Você não precisa ficar no hospital durante o tratamento com heparina. Você (ou um membro da família) diz como e onde em seu corpo dar as injeções. Agulhas e seringas (já preparadas) são utilizadas e será dado orientações sobre como armazená-las e descartá-las. Sugere-se check-ups regulares em consultório.

Existe algum risco da heparina para meu bebê e para mim?

Heparina de baixo peso molecular, não atravessa a placenta e, portanto, não pode prejudicar seu bebê.

Podem ocorrer alguns hematomas onde você a injeta – que geralmente desaparecem em poucos dias.

Uma ou duas mulheres em cada 100 (1-2%) pode ter reação alérgica. Se notar uma erupção cutânea após a injeção, informe o seu médico para que o tipo de heparina possa ser alterado.

Por quanto tempo vou precisar tomar heparina?

O tratamento é geralmente recomendado para o restante de sua gravidez e por pelo menos 6 semanas após o nascimento. O tempo mínimo de tratamento é de 3 meses e você pode precisar continuá-lo por mais tempo.

O que mais posso fazer para ajudar, se eu tenho uma TVP?

  • Movimente-se, fique tão ativa quanto puder.
  • Será prescrita meia elástica especial (meia elástica de compressão graduada), que ajuda a reduzir o inchaço na perna.
  • Se precisar de alívio da dor, peça ao seu médico.

O que devo fazer quando começar o trabalho de parto?

Se você acha que está começando o trabalho de parto, não deve tomar mais injeções. Telefone para a sua maternidade, avise seu obstetra e diga-lhes que está em tratamento dcom heparina. Eles vão te aconselhar o que fazer.

Uma injeção peridural (injeção anestésica regional dada no espaço ao redor dos nervos nas suas costas para anestesiar a parte inferior do corpo) não pode ser dada até 24 horas após a última injeção de heparina. Você terá como opção de alívio da dor medicamentos alternativos.

Se o plano for induzir o trabalho de parto, você deve parar suas injeções 24 horas antes da data prevista.

E se eu fizer uma cesariana?

Se você for fazer uma cesariana planejada, sua última injeção de heparina deve ser 24 horas antes da data prevista. A heparina será reiniciada normalmente dentro de 4 horas após a operação.

Se o seu bebê precisar nascer por cesariana de emergência 24 horas depois de sua última injeção, você não será capaz de receber uma injeção epidural ou espinhal. Em vez disso, precisará de uma anestesia geral para sua operação.

O que acontece após o nascimento?

O tratamento deve ser continuado pelo menos 6 semanas após o nascimento, com acompanhamento pelo cirurgião vascular. Você provavelmente precisará de tratamento por mais tempo se a TVP ou EP foi diagnosticada tarde na gravidez ou após o nascimento.

Após o parto, há possibilidade de escolha de tratamento: continuar com injeções de heparina ou usar comprimidos de varfarina. Seu médico irá discutir suas opções com você.

Após o nascimento geralmente você fará uma consulta com seu médico, obstetra, cirurgião vascular ou hematologista. Na consulta o médico irá:

  • Perguntar sobre seu histórico familiar de trombose e discutir testes para uma condição que torna mais provável trombose (trombofilia) – estes testes devem ser feitos quando você tiver parado o tratamento e idealmente antes de qualquer futura gravidez
  • Discutir as suas opções de contracepção – você deve ser aconselhada a não tomar qualquer contracepção que contenha estrogênio, tais como a 'pílula combinada'
  • Discutir futuras gestações – você geralmente será recomendada ao tratamento de heparina durante e após a próxima gestação.

Posso amamentar?

Sim – Ambas heparina e varfarina são seguras para tomar enquanto amamentar.

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Diagnóstico e tratamento da trombose venosa na gravidez e após o nascimento

Fertilidade - ter, 11/28/2017 - 18:58
Trombose e gravidez

Se você ou alguém na família teve trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, aqui falaremos o que fazer durante a gravidez ou logo após o nascimento. As informações também podem ser úteis se você é o parceiro ou um parente de uma mulher nessa situação.

Se você gostaria de obter informações sobre como reduzir o risco de uma trombose venosa, consulte seu cirurgião vascular.

O que é a trombose venosa profunda?

Uma trombose é um coágulo de sangue em um vaso sanguíneo (veia ou artéria). Trombose venosa profunda ocorre em uma veia. As veias são vasos sanguíneos que levam sangue para o coração e os pulmões, considerando que as artérias levam o sangue do coração para os órgãos.

Uma trombose venosa profunda (TVP) é um coágulo de sangue que se forma em uma veia profunda da perna, panturrilha ou pelve.

Quanto comum é na gravidez?

A gravidez aumenta o risco de uma TVP, com o risco mais elevado no puerpério, ou seja, depois de ter tido seu bebê.

No entanto, a trombose venosa profunda é ainda rara na gestação ou nas primeiras 6 semanas após o nascimento, ocorrendo em apenas 1-2 em cada 1000 mulheres (0,1%).

A TVP pode ocorrer a qualquer momento durante a gravidez, incluindo os primeiros 3 meses.

Quais são os sintomas de uma TVP durante a gravidez?

Os sintomas de uma TVP geralmente ocorrem em uma perna só e podem incluir:

  • perna inchada, vermelha e quente
  • inchaço da perna inteira ou apenas parte dela, ou ela pode apenas parecer pesada.
  • dor e/ou sensibilidade – você só pode experimentar isto quando está em pé ou andando.

Se notar qualquer um destes sintomas, deve procurar aconselhamento imediatamente do seu médico.

Durante a gravidez, o inchaço e o desconforto em ambas as pernas é comum e nem sempre significa que há um problema. Pergunte ao seu médico obstetra se estiver preocupada.

Por que uma TVP é grave?

Trombose venosa pode ser grave porque o coágulo de sangue pode romper e viajar na corrente sanguínea, até que ela obtém alojamento em outra parte do corpo, tal como o pulmão. Isso é chamado de embolia pulmonar (EP) e pode ameaçar a vida. No entanto, morrer de uma EP é raro em mulheres que estão grávidas ou que tiveram um bebê.

Os sintomas de uma EP podem incluir:

  • dificuldade na respiração repentina e inexplicável
  • aperto no peito ou dor no peito
  • tosse com sangue (hemoptise)
  • sensação de indisposição ou desmaio.

Você deve procurar ajuda imediatamente se sentir algum destes sintomas. Ao diagnosticar e tratar uma TVP, reduz o risco de desenvolver uma EP.

O que aumenta o meu risco de TVP ou EP?

Você tem risco aumentado de trombose venosa se qualquer um dos seguintes se aplicam a você.

Antes da gravidez

Se você:

  • Tem mais de 35 anos de idade
  • Já teve três ou mais bebês
  • Teve trombose anterior
  • Tem mãe, pai, irmão ou irmã que teve trombose venosa profunda
  • Tem trombofilia (uma condição que torna um coágulo de sangue mais provável)
  • Tem condição médica como doença cardíaca, doença pulmonar ou artrite - seu médico ou parteira será capaz de dizer se qualquer condição médica que você tem aumenta o risco de uma TVP/EP
  • Têm varizes graves que são dolorosas ou estão acima do joelho com vermelhidão/inchaço
  • É usuário de cadeira de rodas (cadeirante).

Estilo de vida

Se você:

Durante a gravidez

Se você:

  • Foi admitida ao hospital
  • Está carregando mais de um bebê (gravidez múltipla)
  • Ficou desidratada ou menos móvel na gravidez devido, por exemplo, a vômitos no início da gravidez, estando no hospital com uma infecção grave, tal como apendicite ou infecção renal, ou se você está mal com o tratamento de fertilidade (síndrome de hiperestimulação ovariana)
  • Ficou imóvel por longos períodos de tempo, por exemplo, após uma cirurgia, ou quando viajou por 4 horas ou mais (pelo ar, carro ou trem)
  • Teve pré-eclâmpsia 

Após o nascimento do seu bebê

Se você:

  • Teve um trabalho de parto muito longo (mais de 24 horas) ou fez cesariana, perdeu muito sangue, depois de ter tido seu bebê ou recebeu uma transfusão de sangue.

Você deve fazer avaliação de risco durante a gravidez e depois de ter tido seu bebê durante a qual o seu médico obstetra perguntará se você tem qualquer dos fatores de risco acima. 

Como TVP e EP são diagnosticadas durante a gravidez?

TVP

Se estiver tendo sintomas, seu médico examinará a sua perna e pode recomendar uma ultra-sonografia da sua perna para avaliar se você tem uma trombose. Se a trombose não for vista, mas você ainda está tendo sintomas, a ultra-sonografia pode ser repetida alguns dias mais tarde.

EP

Os testes podem incluir:

  • raio-x – também pode identificar problemas comuns que poderiam ser a causa de seus sintomas, tais como uma infecção no peito
  • tomografia computadorizada (raio-x especializado) dos pulmões
  • ultra-sonografia de ambas as pernas, se você tiver quaisquer sintomas de uma TVP.

Existe algum risco de fazer os exames?

O raio-x e a tomografia computadorizada de tórax fazem uso de radiação. O raio-x do tórax utiliza uma pequena dose de radiação que não é considerada nociva para você ou seu bebê. Ainda mais usando protetor de chumbo.

As varreduras CT carregam um risco pequeno, mas isso precisa ser pesado contra o risco para você e seu bebê de uma EP não diagnosticada. O risco de seu bebê desenvolver câncer na infância após uma tomografia computadorizada é extremamente baixo.

 Seu médico conversará com você sobre os benefícios e riscos e fará o de melhor para você.

 

Qual é o tratamento para trombose venosa profunda?

Se seu médico suspeitar que tenha uma trombose venosa, será aconselhada a iniciar o tratamento com uma injeção de um medicamento chamado heparina para afinar o sangue. Existem vários tipos de heparina. O mais comumente usado na gravidez é heparina de baixo peso molecular (HBPM) - Clexane/Enoxaparina.

Para a maioria das mulheres, os benefícios da heparina são que:

  • funciona para evitar que o coágulo fique maior, então seu corpo gradualmente pode dissolver o coágulo
  • reduz o risco de uma EP
  • reduz o risco de desenvolver outra trombose venosa
  • reduz o risco de problemas a longo prazo se desenvolverem na perna.

O que envolve o tratamento de heparina?

Heparina é dada como uma injeção embaixo da pele (subcutânea) no mesmo horário diariamente (às vezes duas vezes por dia). A dose é ajustada para você de acordo com o seu peso no início da gravidez.

Você não precisa ficar no hospital durante o tratamento com heparina. Você (ou um membro da família) diz como e onde em seu corpo dar as injeções. Agulhas e seringas (já preparadas) são utilizadas e será dado orientações sobre como armazená-las e descartá-las. Sugere-se check-ups regulares em consultório.

Existe algum risco da heparina para meu bebê e para mim?

Heparina de baixo peso molecular, não atravessa a placenta e, portanto, não pode prejudicar seu bebê.

Podem ocorrer alguns hematomas onde você a injeta – que geralmente desaparecem em poucos dias.

Uma ou duas mulheres em cada 100 (1-2%) pode ter reação alérgica. Se notar uma erupção cutânea após a injeção, informe o seu médico para que o tipo de heparina possa ser alterado.

Por quanto tempo vou precisar tomar heparina?

O tratamento é geralmente recomendado para o restante de sua gravidez e por pelo menos 6 semanas após o nascimento. O tempo mínimo de tratamento é de 3 meses e você pode precisar continuá-lo por mais tempo.

O que mais posso fazer para ajudar, se eu tenho uma TVP?

  • Movimente-se, fique tão ativa quanto puder.
  • Será prescrita meia elástica especial (meia elástica de compressão graduada), que ajuda a reduzir o inchaço na perna.
  • Se precisar de alívio da dor, peça ao seu médico.

O que devo fazer quando começar o trabalho de parto?

Se você acha que está começando o trabalho de parto, não deve tomar mais injeções. Telefone para a sua maternidade, avise seu obstetra e diga-lhes que está em tratamento dcom heparina. Eles vão te aconselhar o que fazer.

Uma injeção peridural (injeção anestésica regional dada no espaço ao redor dos nervos nas suas costas para anestesiar a parte inferior do corpo) não pode ser dada até 24 horas após a última injeção de heparina. Você terá como opção de alívio da dor medicamentos alternativos.

Se o plano for induzir o trabalho de parto, você deve parar suas injeções 24 horas antes da data prevista.

E se eu fizer uma cesariana?

Se você for fazer uma cesariana planejada, sua última injeção de heparina deve ser 24 horas antes da data prevista. A heparina será reiniciada normalmente dentro de 4 horas após a operação.

Se o seu bebê precisar nascer por cesariana de emergência 24 horas depois de sua última injeção, você não será capaz de receber uma injeção epidural ou espinhal. Em vez disso, precisará de uma anestesia geral para sua operação.

O que acontece após o nascimento?

O tratamento deve ser continuado pelo menos 6 semanas após o nascimento, com acompanhamento pelo cirurgião vascular. Você provavelmente precisará de tratamento por mais tempo se a TVP ou EP foi diagnosticada tarde na gravidez ou após o nascimento.

Após o parto, há possibilidade de escolha de tratamento: continuar com injeções de heparina ou usar comprimidos de varfarina. Seu médico irá discutir suas opções com você.

Após o nascimento geralmente você fará uma consulta com seu médico, obstetra, cirurgião vascular ou hematologista. Na consulta o médico irá:

  • Perguntar sobre seu histórico familiar de trombose e discutir testes para uma condição que torna mais provável trombose (trombofilia) – estes testes devem ser feitos quando você tiver parado o tratamento e idealmente antes de qualquer futura gravidez
  • Discutir as suas opções de contracepção – você deve ser aconselhada a não tomar qualquer contracepção que contenha estrogênio, tais como a 'pílula combinada'
  • Discutir futuras gestações – você geralmente será recomendada ao tratamento de heparina durante e após a próxima gestação.

Posso amamentar?

Sim – Ambas heparina e varfarina são seguras para tomar enquanto amamentar.

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Tratamento de Inseminação Intrauterina: deposição de espermatozoides no interior da cavidade uterina

Fertilidade - ter, 11/28/2017 - 17:12
Inseminação Intrauterina

 

Transcrição: Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o tratamento de inseminação intrauterina.  O tratamento de inseminação intrauterina é um tratamento de baixa complexidade.  A indicação do tratamento é para casais jovens, casais que tenham um fator masculino leve, ou que tenham uma alteração pequena no espermograma, pacientes mulheres que têm dificuldade em manter relação sexual, como vaginismo, pacientes que têm alterações medulares, pacientes que tenham uma certa paralisia, não tenha ejaculação também é realizado a inseminação intrauterina, casais que vão utilizar o banco de sêmen para fazer uma inseminação intrauterina, ou por alguma alteração masculina mesmo grave ou por uma produção independente e casais soro discordantes.  Ou seja, quando a mulher é soropositiva e o homem não é soropositivo a gente faz a inseminação para que o homem não tenha contato durante o ato sexual e não tenha a probabilidade de ser infectado.  No caso do homem positivo e a mulher negativa faz-se um processamento seminal com análise da carga viral daquele sêmen para poder ser feita essa inseminação. Como é feita a investigação para se ter certeza se o casal tem indicação dessa inseminação intrauterina? É feita uma dosagem hormonal, tanto masculina quanto feminina, para ver se essa paciente está ovulando, se esse homem tem uma produção adequada de espermatozoides, é feito um ultrassom transvaginal para avaliar a reserva ovariana dessa mulher, um espermograma para avaliar a qualidade seminal deste homem, e é realizado um ultrassom transvaginal para avaliar também essa reserva pela imagem dá para se ter uma ideia de quantos folículos ela tem nos ovários para predizer o quanto ela tem ainda de reserva ovariana. Como que é essa rotina de tratamento de inseminação intrauterina? Então, o início do tratamento é sempre feito no início da menstruação.  Ou seja, a paciente menstrua e ela tem que vir ao médico para fazer uma avaliação ultrassonográfica, para ver se naquele ciclo ela tem cistos, pólipos que impeçam o tratamento neste mês.  Estando com o ultrassom transvaginal sem nenhuma alteração, ela inicia, entra o terceiro e o sétimo dia da menstruação, uma medicação que vai estimular a sua ovulação. E associado com essa medicação do terceiro ao sétimo dia, do quinto até provavelmente o décimo segundo dia desse ciclo ela vai usar um hormônio injetável.  Digo provavelmente porque isso depende muito da resposta que ela tenha a essa medicação, que vai ser avaliada por meio de ultrassom que ela vai fazer no consultório de seu médico entre dois e três dias.  Quando o médico vê que no ultrassom essa paciente formou folículos e estes folículos já estão em um tamanho de dezoito milímetros, vai ser utilizado uma nova medicação que é um hormônio que vai fazer ela ovular de vinte e quatro a trinta e seis horas depois.  E é nesse momento que o homem vai ao laboratório, colhe esse sêmen, é feito um processamento seminal, um preparado dos melhores espermatozoides, e trinta e seis horas depois coloca-se esses espermatozoides dentro do útero da mulher.  Isso é feito através de um cateter, é um procedimento simples que é realizado em consultório.  É como se fosse fazer um Papanicolau, onde coloca-se o espéculo, introduz na entradinha do colo do útero esse pequeno cateter que injeta o sêmen lá dentro.  Nesse dia a gente pede que a paciente fique de repouso.  Porém no dia seguinte ela já tem uma vida normal.  Não tem contraindicação de atividade física, de trabalho, ela pode manter as atividades normais no seu cotidiano.  Somente depois de doze dias feito esse procedimento é que a gente consegue saber se ele deu certo.  Por que só depois de doze dias?  Porque quando a gente injeta o sêmen dentro do útero da mulher, espera-se que ele encontre com o óvulo lá dentro e que ocorra a fertilização normalmente.  Esse embrião formado, ele tem que se fixar no útero e começar a produzir hormônios.  Então só depois desses doze dias é que a gente pode fazer um teste de Beta HCG e descobrir se realmente o tratamento deu certo. Após esse exame de Beta HCG indica-se que marque uma consulta com o seu médico, mesmo positivo ou negativo, ou para dar andamento ao pré-natal, ou para iniciar um outro ciclo de tratamento.  Para mais informações acesse nossas redes sociais.

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Tratamento de Inseminação Intrauterina: deposição de espermatozoides no interior da cavidade uterina

Fertilidade - ter, 11/28/2017 - 17:12
Inseminação Intrauterina

 

Transcrição: Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o tratamento de inseminação intrauterina.  O tratamento de inseminação intrauterina é um tratamento de baixa complexidade.  A indicação do tratamento é para casais jovens, casais que tenham um fator masculino leve, ou que tenham uma alteração pequena no espermograma, pacientes mulheres que têm dificuldade em manter relação sexual, como vaginismo, pacientes que têm alterações medulares, pacientes que tenham uma certa paralisia, não tenha ejaculação também é realizado a inseminação intrauterina, casais que vão utilizar o banco de sêmen para fazer uma inseminação intrauterina, ou por alguma alteração masculina mesmo grave ou por uma produção independente e casais soro discordantes.  Ou seja, quando a mulher é soropositiva e o homem não é soropositivo a gente faz a inseminação para que o homem não tenha contato durante o ato sexual e não tenha a probabilidade de ser infectado.  No caso do homem positivo e a mulher negativa faz-se um processamento seminal com análise da carga viral daquele sêmen para poder ser feita essa inseminação. Como é feita a investigação para se ter certeza se o casal tem indicação dessa inseminação intrauterina? É feita uma dosagem hormonal, tanto masculina quanto feminina, para ver se essa paciente está ovulando, se esse homem tem uma produção adequada de espermatozoides, é feito um ultrassom transvaginal para avaliar a reserva ovariana dessa mulher, um espermograma para avaliar a qualidade seminal deste homem, e é realizado um ultrassom transvaginal para avaliar também essa reserva pela imagem dá para se ter uma ideia de quantos folículos ela tem nos ovários para predizer o quanto ela tem ainda de reserva ovariana. Como que é essa rotina de tratamento de inseminação intrauterina? Então, o início do tratamento é sempre feito no início da menstruação.  Ou seja, a paciente menstrua e ela tem que vir ao médico para fazer uma avaliação ultrassonográfica, para ver se naquele ciclo ela tem cistos, pólipos que impeçam o tratamento neste mês.  Estando com o ultrassom transvaginal sem nenhuma alteração, ela inicia, entra o terceiro e o sétimo dia da menstruação, uma medicação que vai estimular a sua ovulação. E associado com essa medicação do terceiro ao sétimo dia, do quinto até provavelmente o décimo segundo dia desse ciclo ela vai usar um hormônio injetável.  Digo provavelmente porque isso depende muito da resposta que ela tenha a essa medicação, que vai ser avaliada por meio de ultrassom que ela vai fazer no consultório de seu médico entre dois e três dias.  Quando o médico vê que no ultrassom essa paciente formou folículos e estes folículos já estão em um tamanho de dezoito milímetros, vai ser utilizado uma nova medicação que é um hormônio que vai fazer ela ovular de vinte e quatro a trinta e seis horas depois.  E é nesse momento que o homem vai ao laboratório, colhe esse sêmen, é feito um processamento seminal, um preparado dos melhores espermatozoides, e trinta e seis horas depois coloca-se esses espermatozoides dentro do útero da mulher.  Isso é feito através de um cateter, é um procedimento simples que é realizado em consultório.  É como se fosse fazer um Papanicolau, onde coloca-se o espéculo, introduz na entradinha do colo do útero esse pequeno cateter que injeta o sêmen lá dentro.  Nesse dia a gente pede que a paciente fique de repouso.  Porém no dia seguinte ela já tem uma vida normal.  Não tem contraindicação de atividade física, de trabalho, ela pode manter as atividades normais no seu cotidiano.  Somente depois de doze dias feito esse procedimento é que a gente consegue saber se ele deu certo.  Por que só depois de doze dias?  Porque quando a gente injeta o sêmen dentro do útero da mulher, espera-se que ele encontre com o óvulo lá dentro e que ocorra a fertilização normalmente.  Esse embrião formado, ele tem que se fixar no útero e começar a produzir hormônios.  Então só depois desses doze dias é que a gente pode fazer um teste de Beta HCG e descobrir se realmente o tratamento deu certo. Após esse exame de Beta HCG indica-se que marque uma consulta com o seu médico, mesmo positivo ou negativo, ou para dar andamento ao pré-natal, ou para iniciar um outro ciclo de tratamento.  Para mais informações acesse nossas redes sociais.

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Check-up vascular

Vascular Pro - seg, 11/27/2017 - 16:17
Check-up vascular

Os profissionais de saúde aderiram firmemente a um conceito precioso que permite investir na longevidade humana: a prevenção - o foco da medicina atualmente. De maneira prática, evitando as doenças ou as detectando de maneira precoce, é possível permitir que uma pessoa viva por mais tempo. E é nesse contexto que a ideia do check-up se torna uma vantagem na preservação da nossa saúde. 
check-up vascular consiste em uma consulta médica com o objetivo específico de detectar características no paciente que indiquem ele estar sob risco de acometimento cardiovascular. Além da história colhida pelo médico especialista, o angiologista/cirurgião vascular, e o exame físico realizado por ele, serão solicitados exames de sangue ou imagem, conforme se fizer necessário.
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de queda na qualidade de vida e de morte no mundo, e incluem o derrame (AVC), o infarto, a hipertensão, as amputações e os aneurismas (que consistem em dilatações localizadas das artérias de qualquer parte do corpo). Identificar fatores de risco para essas doenças ou diagnosticá-las precocemente é de grande valia para promover saúde e prevenir agravos até mesmo fatais. 
A base da grande maioria das principais doenças cardiovasculares é a aterosclerose. A aterosclerose é uma placa de gordura e outras células que se forma na parede interna das artérias, principalmente devido à hipertensão e ao colesterol alto, podendo obstrui-las ou gerar êmbolos que viajam pelos vasos podendo causar uma obstrução à distância, sendo essa uma das causas de derrame. No caso das veias, as varizes e as tromboses são as doenças mais comuns, que por si só podem gerar graves complicações como a produção de um êmbolo para o pulmão gerando grave insuficiência respiratória.
Dada a importância da prevenção de doenças do sistema cardiovascular, o check-up vascular está indicado para pessoas acima dos 40 anos e que apresentam fatores de risco sabidamente associados a grande maioria dessas doenças. São eles: hipertensão, obesidade, aumento de colesterol, diabetes, presença de varizes, pessoas que apresentam história familiar positiva para essas doenças, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, açúcar e sal, fumo, assim como também as gestantes - uma vez que a gestação aumenta o risco de trombose venosa profunda e acarreta grande demanda cardiovascular, é importante a mulher que deseja engravidar buscar avaliação para iniciar uma gestação mais tranquila e saudável. Após o check-up, que inclui diversas orientações gerais e específicas para o paciente, será possível para ele conscientizar-se da importância de todos esses aspectos sobre seu organismo e prosseguir com uma vida mais saudável e possivelmente mais longa.
Leia mais: Exames do checkup vascular
Médicos:
A equipe Vascular.pro e o Dr Alexandre Amato desenvolveram software gratuito para facilitar a execução do check-up vascular pelo clínico geral ou geriatra. Se tiver interesse, veja o check-up vascular.

Anatomia: 

Veias e artérias periféricas

Causa: 

Aterosclerose

Prevenção Primária: 

Check-up Vascular

Select ratingGive Check-up vascular 1/5Give Check-up vascular 2/5Give Check-up vascular 3/5Give Check-up vascular 4/5Give Check-up vascular 5/5 Average: 5 (2 votes) prevençãocheck-up
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Check-up vascular

Vascular Pro - seg, 11/27/2017 - 16:17
Check-up vascular

Os profissionais de saúde aderiram firmemente a um conceito precioso que permite investir na longevidade humana: a prevenção - o foco da medicina atualmente. De maneira prática, evitando as doenças ou as detectando de maneira precoce, é possível permitir que uma pessoa viva por mais tempo. E é nesse contexto que a ideia do check-up se torna uma vantagem na preservação da nossa saúde. 
check-up vascular consiste em uma consulta médica com o objetivo específico de detectar características no paciente que indiquem ele estar sob risco de acometimento cardiovascular. Além da história colhida pelo médico especialista, o angiologista, e o exame físico realizado por ele, serão solicitados exames de sangue ou imagem, conforme se fizer necessário.
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de queda na qualidade de vida e de morte no mundo, e incluem o derrame (AVC), o infarto, a hipertensão, as amputações e os aneurismas (que consistem em dilatações localizadas das artérias de qualquer parte do corpo). Identificar fatores de risco para essas doenças ou diagnosticá-las precocemente é de grande valia para promover saúde e prevenir agravos até mesmo fatais. 
A base da grande maioria das principais doenças cardiovasculares é a aterosclerose. A aterosclerose é uma placa de gordura e outras células que se forma na parede interna das artérias, principalmente devido à hipertensão e ao colesterol alto, podendo obstrui-las ou gerar êmbolos que viajam pelos vasos podendo causar uma obstrução à distância, sendo essa uma das causas de derrame. No caso das veias, as varizes e as tromboses são as doenças mais comuns, que por si só podem gerar graves complicações como a produção de um êmbolo para o pulmão gerando grave insuficiência respiratória.
Dada a importância da prevenção de doenças do sistema cardiovascular, o check-up vascular está indicado para pessoas acima dos 40 anos e que apresentam fatores de risco sabidamente associados a grande maioria dessas doenças. São eles: hipertensão, obesidade, aumento de colesterol, diabetes, presença de varizes, pessoas que apresentam história familiar positiva para essas doenças, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, açúcar e sal, fumo, assim como também as gestantes - uma vez que a gestação aumenta o risco de trombose venosa profunda e acarreta grande demanda cardiovascular, é importante a mulher que deseja engravidar buscar avaliação para iniciar uma gestação mais tranquila e saudável. Após o check-up, que inclui diversas orientações gerais e específicas para o paciente, será possível para ele conscientizar-se da importância de todos esses aspectos sobre seu organismo e prosseguir com uma vida mais saudável e possivelmente mais longa.
Leia mais: Exames do checkup vascular
Médicos:
A equipe Vascular.pro e o Dr Alexandre Amato desenvolveram software gratuito para facilitar a execução do check-up vascular pelo clínico geral ou geriatra. Se tiver interesse, veja o check-up vascular.

Anatomia: 

Veias e artérias periféricas

Causa: 

Aterosclerose

Prevenção Primária: 

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CFM anuncia novas regras para o uso de técnicas de fertilização e inseminação no País

Fertilidade - qui, 11/23/2017 - 17:15

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta quinta-feira (9) a atualização das normas para utilização das técnicas de reprodução assistida (RA) no Brasil. Por meio da Resolução CFM nº 2.168/2017, com publicação prevista no Diário Oficial da União ainda esta semana, a autarquia editou regras sobre temas como: descarte de embriões, gestação compartilhada e de substituição. Dentre as novidades, destaca-se a inclusão de questões sociais na avaliação médica para utilização de RA. Pacientes em tratamento oncológico também foram contemplados.

A Resolução CFM nº 2.168/2017 permite que pessoas sem problemas reprodutivos diagnosticados possam recorrer a técnicas disponíveis de reprodução assistida, como o congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos. Dessa forma, os pacientes ganham a possibilidade de planejar o aumento da família, segundo um calendário pessoal, levando em conta projetos de trabalho ou de estudos, por exemplo. Também são beneficiados pacientes que, por conta de tratamentos ou desenvolvimento de doenças, poderão vir a ter um quadro de infertilidade.

"Essa resolução é fruto de demandas da sociedade que o Conselho Federal de Medicina recebeu ao longo de quase três anos e vem contemplar situações tanto sociais quanto  epidemiológicas", ressaltou o diretor do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, José Hiran Gallo.

Sobre a preservação oncológica, a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Hitomi Nakagawa, apontou que, "com o avanço das técnicas tanto de diagnóstico quanto de tratamento em oncologia, nós temos taxas de sobrevida elevadas. É recorrente, no entanto, que pacientes oncológicos não tenham acesso ao congelamento de seus gametas para terem, no futuro, filhos com o próprio material genético. E a resolução do CFM enfatiza essa possibilidade de reprodução posterior".

Gestação – Dentre os destaques introduzidos na norma, que entra em vigor nos próximos dias, o CFM ainda estendeu a possibilidade de cessão temporária do útero para familiares em grau de parentesco consanguíneo descendente. Até então, de primeiro a quarto graus, somente mãe, avó, irmã, tia e prima poderiam participar do processo de gestação de substituição. Com a mudança na regra, filha e sobrinha também podem ceder temporariamente seus úteros. Pessoas solteiras também passam a ter direito a recorrer a cessão temporária de útero. De acordo com Hiran Gallo, tais alterações visam ampliar a possiblidade de procriação de indivíduos que assim desejarem.

O Plenário do Conselho Federal de Medicina definiu ainda no texto da Resolução o conceito de gestação compartilhada, opção já anteriormente contemplada para casos de união homoafetiva feminina. De acordo com o documento, considera-se que os casos que se enquadram nesta situação são aqueles em que o embrião obtido a partir da fecundação de oócito(s) de uma mulher é transferido para o útero de sua parceira, ainda que não exista diagnóstico de infertilidade.

Descarte e doação – Outro ponto alterado pela Resolução CFM nº 2.168/2017 é a redução de cinco para três anos no período mínimo para descarte de embriões. O novo critério vale tanto em casos de expressa vontade dos pacientes quanto em situação de abandono, caracterizada pelo descumprimento de contrato pré-estabelecido firmado pelos pacientes junto aos serviços de reprodução assistida que costumam relatar a não localização dos responsáveis pelo material genético criopreservado.

Por decisão da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, que preparou o texto da norma aprovada pelo Plenário do CFM, a alteração no prazo para descarte ocorreu para manter o texto em sintonia com a Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005), que permite a utilização para pesquisa de embriões congelados há três anos ou mais.

Em casos de doação voluntária de gametas, a Resolução do Conselho Federal abriu a possibilidade também para mulheres, sendo que os homens já eram contemplados. “Reconhecendo a autonomia da mulher, o CFM abriu a possibilidade para que ela opte por fazer a doação voluntária desde que seja devidamente esclarecida sobre o procedimento invasivo a que se submeterá e as possíveis consequências. Ressaltando que é de extrema importância o preenchimento por escrito do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”, apontou o diretor Hiran Gallo.

Ética – O texto ainda ratifica que a idade máxima para participação como doador em processos de RA será de 35 anos para mulheres e de 50 anos para homens. No caso da transferência do embrião para o útero de paciente, não podem se submeter a este tratamento mulheres com mais de 50 anos. Exceções devem ser justificadas pelo médico assistente, que deverá embasar sua decisão e ainda comprovar que a interessada está ciente dos riscos aos quais será exposta.
Da mesma forma, a Resolução CFM nº 2.168/2017 reafirma que o número máximo de embriões a serem transferidos será quatro, podendo ser menor de acordo com a idade da paciente: até 35 anos (máximo de dois embriões); entre 36 e 39 anos (até três embriões); e com 40 anos ou mais (limite de quatro embriões). 

Vale destacar que os interessados em participar de processos de reprodução assistida, no Brasil, estão proibidos e podem ser penalizados se for constatado o comércio de embriões; a prática de seleção de embriões por conta de características biológicas; e a redução embrionária em caso de gravidez múltipla, por exemplo, continuam vigentes. 

Finalmente, ressalta-se a importância do termo de consentimento livre e esclarecido e a defesa da autonomia de médicos e de pacientes que ganharam destaque na Resolução CFM nº 2.168/2017, com citações em vários pontos do documento e uma orientação objetiva de que casos não previstos na norma deverão obrigatoriamente receber autorização do CRM com jurisdição no estado, cabendo recurso ao CFM.

crmregrasreprodução humana
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CFM anuncia novas regras para o uso de técnicas de fertilização e inseminação no País

Fertilidade - qui, 11/23/2017 - 17:15

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta quinta-feira (9) a atualização das normas para utilização das técnicas de reprodução assistida (RA) no Brasil. Por meio da Resolução CFM nº 2.168/2017, com publicação prevista no Diário Oficial da União ainda esta semana, a autarquia editou regras sobre temas como: descarte de embriões, gestação compartilhada e de substituição. Dentre as novidades, destaca-se a inclusão de questões sociais na avaliação médica para utilização de RA. Pacientes em tratamento oncológico também foram contemplados.

A Resolução CFM nº 2.168/2017 permite que pessoas sem problemas reprodutivos diagnosticados possam recorrer a técnicas disponíveis de reprodução assistida, como o congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos. Dessa forma, os pacientes ganham a possibilidade de planejar o aumento da família, segundo um calendário pessoal, levando em conta projetos de trabalho ou de estudos, por exemplo. Também são beneficiados pacientes que, por conta de tratamentos ou desenvolvimento de doenças, poderão vir a ter um quadro de infertilidade.

"Essa resolução é fruto de demandas da sociedade que o Conselho Federal de Medicina recebeu ao longo de quase três anos e vem contemplar situações tanto sociais quanto  epidemiológicas", ressaltou o diretor do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, José Hiran Gallo.

Sobre a preservação oncológica, a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Hitomi Nakagawa, apontou que, "com o avanço das técnicas tanto de diagnóstico quanto de tratamento em oncologia, nós temos taxas de sobrevida elevadas. É recorrente, no entanto, que pacientes oncológicos não tenham acesso ao congelamento de seus gametas para terem, no futuro, filhos com o próprio material genético. E a resolução do CFM enfatiza essa possibilidade de reprodução posterior".

Gestação – Dentre os destaques introduzidos na norma, que entra em vigor nos próximos dias, o CFM ainda estendeu a possibilidade de cessão temporária do útero para familiares em grau de parentesco consanguíneo descendente. Até então, de primeiro a quarto graus, somente mãe, avó, irmã, tia e prima poderiam participar do processo de gestação de substituição. Com a mudança na regra, filha e sobrinha também podem ceder temporariamente seus úteros. Pessoas solteiras também passam a ter direito a recorrer a cessão temporária de útero. De acordo com Hiran Gallo, tais alterações visam ampliar a possiblidade de procriação de indivíduos que assim desejarem.

O Plenário do Conselho Federal de Medicina definiu ainda no texto da Resolução o conceito de gestação compartilhada, opção já anteriormente contemplada para casos de união homoafetiva feminina. De acordo com o documento, considera-se que os casos que se enquadram nesta situação são aqueles em que o embrião obtido a partir da fecundação de oócito(s) de uma mulher é transferido para o útero de sua parceira, ainda que não exista diagnóstico de infertilidade.

Descarte e doação – Outro ponto alterado pela Resolução CFM nº 2.168/2017 é a redução de cinco para três anos no período mínimo para descarte de embriões. O novo critério vale tanto em casos de expressa vontade dos pacientes quanto em situação de abandono, caracterizada pelo descumprimento de contrato pré-estabelecido firmado pelos pacientes junto aos serviços de reprodução assistida que costumam relatar a não localização dos responsáveis pelo material genético criopreservado.

Por decisão da Câmara Técnica de Reprodução Assistida, que preparou o texto da norma aprovada pelo Plenário do CFM, a alteração no prazo para descarte ocorreu para manter o texto em sintonia com a Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005), que permite a utilização para pesquisa de embriões congelados há três anos ou mais.

Em casos de doação voluntária de gametas, a Resolução do Conselho Federal abriu a possibilidade também para mulheres, sendo que os homens já eram contemplados. “Reconhecendo a autonomia da mulher, o CFM abriu a possibilidade para que ela opte por fazer a doação voluntária desde que seja devidamente esclarecida sobre o procedimento invasivo a que se submeterá e as possíveis consequências. Ressaltando que é de extrema importância o preenchimento por escrito do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”, apontou o diretor Hiran Gallo.

Ética – O texto ainda ratifica que a idade máxima para participação como doador em processos de RA será de 35 anos para mulheres e de 50 anos para homens. No caso da transferência do embrião para o útero de paciente, não podem se submeter a este tratamento mulheres com mais de 50 anos. Exceções devem ser justificadas pelo médico assistente, que deverá embasar sua decisão e ainda comprovar que a interessada está ciente dos riscos aos quais será exposta.
Da mesma forma, a Resolução CFM nº 2.168/2017 reafirma que o número máximo de embriões a serem transferidos será quatro, podendo ser menor de acordo com a idade da paciente: até 35 anos (máximo de dois embriões); entre 36 e 39 anos (até três embriões); e com 40 anos ou mais (limite de quatro embriões). 

Vale destacar que os interessados em participar de processos de reprodução assistida, no Brasil, estão proibidos e podem ser penalizados se for constatado o comércio de embriões; a prática de seleção de embriões por conta de características biológicas; e a redução embrionária em caso de gravidez múltipla, por exemplo, continuam vigentes. 

Finalmente, ressalta-se a importância do termo de consentimento livre e esclarecido e a defesa da autonomia de médicos e de pacientes que ganharam destaque na Resolução CFM nº 2.168/2017, com citações em vários pontos do documento e uma orientação objetiva de que casos não previstos na norma deverão obrigatoriamente receber autorização do CRM com jurisdição no estado, cabendo recurso ao CFM.

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O que é uma gravidez ectópica?

Fertilidade - qua, 11/22/2017 - 15:58
Gestação ectópica

Uma gravidez ectópica é uma gestação onde o embrião começa a crescer fora do útero (ventre). No Reino Unido, uma em cada 90 gestações (pouco mais de 1%) é uma gravidez ectópica.

Quando você engravida, o esperma e o óvulo se encontram no tubo de Falópio (o tubo que transporta o óvulo do ovário para o útero). Geralmente, o óvulo fertilizado se move dentro do útero para o embrião crescer e se desenvolver. Se isso não ocorre, uma gravidez ectópica se desenvolve em um tubo de Falópio (às vezes conhecido como uma gravidez tubária). Uma gravidez ectópica pode ocorrer em outros lugares que não sejam uma tuba uterina, tais como no ovário (raramente) ou dentro do abdômen (muito raramente).

Aqui você tem informação sobre gravidez ectópica nas trompas de Falópio. Uma gestação não pode desenvolver nesta situação e, infelizmente, não pode chegar ao término com o nascimento de um bebê. Isso ocorre porque, conforme a gravidez se torna maior pode:

  • não haver espaço para crescer nas trompas de Falópio
  • romper (estourar) a trompa de Falópio, causando dor intensa e hemorragia interna. Uma situação potencialmente fatal para você.
  •  

Quais são os sintomas de uma gravidez ectópica?

A maioria das mulheres sentem sintomas físicos na sexta semana de gravidez – cerca de duas semanas após a falta da menstruação. Você pode ou não pode estar ciente que está grávida, se suas menstruações são irregulares, ou se você estiver usando uma contracepção que falhou.

Cada mulher é afetada de forma diferente por uma gestação ectópica. Algumas mulheres não têm sintomas, algumas têm poucos sintomas, enquanto outras têm muitos sintomas.

Como os sintomas variam muito, nem sempre é simples de fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica. Os sintomas de uma gravidez ectópica podem incluir:

  • Sangramento anormal
  • Pode ter alguma mancha ou sangramento diferente da sua menstruação normal.
  • O sangramento pode ser mais leve ou mais intenso do que o normal. Com o sangue mais escuro e mais diluido.
  • Dor no abdômen inferior
  • Pode ocorrer de repente, sem razão aparente, ou pode vir gradualmente por vários dias. 
  • Pode ser de um só lado.
  • Dor na ponta do ombro
    • Devido ao sangue vazando para o abdômen. Essa dor fica lá o tempo todo e pode ser pior quando você está deitada. Não melhora com o movimento e não pode ser aliviado por analgésicos.
  • Diarreia ou dor ao evacuar.
  • Dor grave ou mesmo colapso
  • Se a trompa de Falópio sofre ruptura e provoca hemorragia interna, você pode sentir dor intensa ou pode entrar em colapso/desmaio. 
    • Esta é uma situação de emergência. 
    • Em casos raros, o colapso é o primeiro sinal de uma gravidez ectópica.

Eu deveria procurar um médico imediatamente?

Sim! Uma gravidez ectópica pode representar um risco grave para sua saúde. Se você teve relações sexuais nos últimos 3 a 4 meses (mesmo se você tiver usado contracepção) e está tendo esses sintomas, busque ajuda médica imediatamente. Aconselhe-se com o médico mesmo que não ache que possa estar grávida.

Você pode obter aconselhamento médico do:

  • do seu clínico geral
  • do seu ginecologista ou obstetra
  • pronto socorro hospitalar

Eu tenho um risco acrescido de uma gravidez ectópica?

Qualquer mulher em idade fértil que tenha vida sexual ativa poderia ter uma gravidez ectópica. Mas você está em um risco maior de gravidez ectópica se:

Como posso fazer um diagnóstico?

A maioria das gestações ectópicas são suspeitas entre 6 e 10 semanas de gravidez.

Às vezes, o diagnóstico é feito rapidamente, mas se estiver na fase inicial da gravidez, pode levar mais tempo (uma semana ou mais) para fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica.

O diagnóstico será confirmado pelo seguinte:

Consulta e exame

O médico irá perguntar sobre seu histórico médico e sintomas. O médico irá examinar seu abdômen e pode também fazer um exame vaginal (interno).  Você também poderá trazer alguém para apoiá-la durante o seu exame.

Se você não teve um teste positivo de gravidez, será solicitada uma amostra de urina para que possa ser testada para a gravidez. Se o teste de gravidez der negativo, é muito improvável que seus sintomas sejam devido a uma gravidez ectópica.

Ultra-sonografia

É feito na maioria das mulheres um exame transvaginal (onde uma sonda é inserida suavemente na vagina) para olhar para o útero, ovários e trompas de Falópio. Se você estiver na fase inicial da gravidez, pode ser oferecido um outro ultra-som depois de alguns dias, quando pode ser mais fácil de ver a gestação.

Exames de sangue

  • Exame para o nível do hormônio da gravidez gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou uma mudança neste nível a cada poucos dias pode ajudar a dar um diagnóstico.
  • Exame para o nível do hormônio progesterona pode ser realizado.

Laparoscopia

Se o diagnóstico ainda é incerto, uma operação chamada de laparoscopia pode ser necessária. Esta cirurgia é realizada sob anestesia geral. O médico utiliza um pequeno telescópio para olhar a sua pélvis, fazendo um pequeno corte geralmente no umbigo (botão da barriga). Também é chamada de cirurgia guiada.

Se uma gravidez ectópica for detectada, o tratamento pode ser feito durante a mesma operação.

Quais são as opções para o tratamento?

Como uma gravidez ectópica não pode levar ao nascimento de um bebê, todas as opções terminam a gravidez para reduzir os riscos para a sua própria saúde. Suas opções dependem de:

  • quantas semanas de gestação
  • os sintomas
  • se tem havido muito sangramento dentro de seu abdômen
  • o nível de hCG
  • seu resultado do exame
  • sua saúde em geral
  • suas opiniões pessoais e preferências – isso deve envolver uma discussão sobre seus planos futuros de gravidez
  • as opções disponíveis no seu hospital local.

As opções de tratamento são listadas abaixo – nem todos serão adequados para você.

Gestão expectante (esperar e acompanhar)

A gravidez ectópica, por vezes, acaba por conta própria – semelhante a um aborto.

Dependendo de sua situação, pode ser possível monitorar os níveis de hCG com exames de sangue todos os dias até estar de volta ao normal. Embora não tenha que ficar no hospital, deve voltar ao hospital se tiver quaisquer sintomas.

A gestão expectante não é uma opção para todas as mulheres. Geralmente só é possível quando a gravidez está ainda nos estágios iniciais, e quando você tem poucos ou nenhum sintomas. Até 29 em cada 100 mulheres (29%) que estão passando por um tratamento expectante podem exigir tratamento médico adicional ou cirúrgico.

Tratamento medicamentoso

Em determinadas circunstâncias, uma gravidez ectópica pode ser tratada com medicação (drogas). A tuba uterina não é removida. Uma droga (metotrexate) impede o desenvolvimento da gravidez, e então a gravidez ectópica gradualmente desaparece.

A droga é dada como uma injeção. Se sua gravidez está além da fase inicial ou o nível de hCG está elevado, o metotrexate é menos provável de ter êxito. Muitas mulheres experimentam alguma dor nos primeiros dias, mas isso geralmente se resolve com paracetamol ou um semelhante para alívio da dor. Embora o tratamento a longo prazo com metotrexato para outras doenças possa causar efeitos colaterais significativos, raramente é o caso com uma ou duas injeções para tratar a gravidez ectópica.

Você pode precisar ficar no hospital durante a noite e então voltar para a clínica ou enfermaria alguns dias mais tarde. Pode ser mais cedo se você tiver quaisquer sintomas. É muito importante que você vá para suas consultas de acompanhamento.

  • Quinze entre 100 das mulheres (15%) precisam ter uma segunda injeção de metotrexato.
  • Sete entre 100 mulheres vão precisar de cirurgia (7%), mesmo após o tratamento médico.

Cirurgia

O objetivo da cirurgia é remover a gravidez ectópica. O tipo de operação que será feita vai depender de seus desejos ou planos para uma futura gravidez e do que seu cirurgião encontrará durante a operação (laparoscopia).

Para ter uma melhor chance de uma gravidez futura dentro de seu útero e para reduzir o risco de ter outra gravidez ectópica, você geralmente será aconselhada a ter sua trompa de Falópio removida (salpingectomia).

Se você tem somente uma trompa ou sua outra trompa não parece saudável, isso já afeta suas chances de engravidar. Nesta circunstância, você pode ser aconselhada a fazer uma operação diferente (salpingostomia). Esta operação visa eliminar a gravidez sem remover a trompa. Ela carrega um risco maior de uma futura gravidez ectópica, mas significa que você manterá a possibilidade de uma gravidez no útero no futuro. Algumas mulheres podem precisar fazer uma operação a mais para remover a trompa mais tarde, se a gravidez não for completamente removida.

Uma operação para remover a gravidez ectópica envolverá uma anestesia geral.

A cirurgia será:

  • Laparoscopia – a estadia no hospital é de cerca de 1 a 2 dias e a recuperação é de cerca de 2 a 4 semanas.
  • Cirurgia aberta – conhecida como uma laparotomia – é realizada por meio de um corte maior no seu abdômen. Geralmente é feita se houver suspeita de hemorragia interna grave. Você vai precisar ficar no hospital por 2 a 4 dias. Normalmente demora cerca de 4 a 6 semanas para se recuperar.

Há riscos associados com toda e qualquer operação. Pode ser devido ao uso de anestésico ou a operação em si. Seu cirurgião e anestesista irão discutir isso com você.

O que preciso saber para tomar uma decisão informada?

Quando uma gravidez ectópica é confirmada, e se a trompa de Falópio não rompeu, seu médico deve discutir suas opções com você.

Certifique-se de:

  • compreender plenamente todas as suas opções
  • pedir informações extras se há alguma coisa que você não entende
  • levantar suas preocupações
  • compreender o que significa cada opção para sua fertilidade, e o que pode ser feito para preservar a fertilidade
  • ter tempo suficiente para tomar sua decisão.

Em situações de emergência

Se rompeu a trompa de Falópio, a cirurgia de emergência é necessária para parar o sangramento. Isto é conseguido pela remoção da trompa de Falópio rompida e da gravidez.

Esta operação é muitas vezes um salva-vidas. Seus médicos precisarão agir rapidamente e isso pode significar que eles terão que tomar uma decisão de operar em seu nome. Nessa situação você pode precisar de uma transfusão de sangue.

Consultas de acompanhamento: o que acontece depois?

É importante que você vá para suas consultas de acompanhamento. Os check-ups e exames que você tiver vão depender do tratamento que você recebeu.

Tratamento expectante

Seu médico vai precisar verificar os seus níveis de hCG no sangue por uns dias até se atingirem os níveis normais. Isso é para garantir que a gravidez tenha terminado completamente. Você pode precisar de mais exames de ultrassom.

Tratamento medicamentoso

Você precisará retornar duas vezes na primeira semana e depois uma vez por semana para verificar os seus níveis de hCG no sangue. Podem levar algumas semanas para garantir que a gravidez tenha terminado completamente, e pode precisar de mais exames de ultrassom. Durante este tempo, não deve ter relação sexual. Você deve evitar ficar grávida usando contracepção confiável durante pelo menos 3 meses.

Tratamento cirúrgico

Pode ser necessário consulta de acompanhamento com seu ginecologista, especialmente se você fez uma operação de emergência. Se você não teve sua trompa de Falópio removida, precisará ter o seu nível de hCG verificado até que tudo volte ao normal.

E quanto a futuras gravidezes?

Para a maioria das mulheres, uma gravidez ectópica ocorre como um evento 'único' e não ocorrerá novamente. A chance de ter uma gravidez bem sucedida no futuro é boa.

Mesmo se você tiver apenas uma trompa uterina, sua chance de engravidar é apenas ligeiramente reduzida. A chance global de ter uma gravidez ectópica da próxima vez é entre 7 e 10 em cada 100 (7 a 10%). No entanto, isto depende do tipo de cirurgia que você fez e de qualquer dano subjacente para os tubos restantes.

Em uma futura gravidez, pode ser oferecida uma ultrassonografia entre 6 a 8 semanas para confirmar que a gravidez está se desenvolvendo no útero.

Se você não quer engravidar, procure conselhos adicionais do seu médico pois algumas formas de contracepção podem ser mais apropriadas após uma gestação ectópica.

Como me sentirei depois?

O impacto de uma gravidez ectópica pode ser muito significativo. Pode significar chegar a um acordo sobre a perda de um bebê, com o potencial impacto sobre a fertilidade futura ou com o fato de que você poderia ter perdido a sua vida. Cada mulher lida à sua maneira – uma gravidez ectópica é uma experiência muito pessoal. Esta experiência pode afetar o seu parceiro e outros membros em sua família, bem como amigos íntimos.

É importante lembrar que a gravidez não poderia ter continuado sem causar um risco grave para sua saúde.

Antes de tentar ter outro bebê, é importante esperar até que você se sinta preparada emocionalmente e fisicamente.

Por mais traumática que tenha sido a sua experiência de uma gravidez ectópica, pode ajudar saber que a possibilidade de uma gravidez normal da próxima vez é muito maior do que a possibilidade de ter outra gravidez ectópica. Se você tiver alguma dúvida, certifique-se de falar com seu médico ginecologista obstetra.

 

gravidezcomplicaçãoO que você achou deste conteúdo?:  5 Average: 5 (1 vote)
Categorias: Medicina

O que é uma gravidez ectópica?

Fertilidade - qua, 11/22/2017 - 15:58
Gestação ectópica

Uma gravidez ectópica é uma gestação onde o embrião começa a crescer fora do útero (ventre). No Reino Unido, uma em cada 90 gestações (pouco mais de 1%) é uma gravidez ectópica.

Quando você engravida, o esperma e o óvulo se encontram no tubo de Falópio (o tubo que transporta o óvulo do ovário para o útero). Geralmente, o óvulo fertilizado se move dentro do útero para o embrião crescer e se desenvolver. Se isso não ocorre, uma gravidez ectópica se desenvolve em um tubo de Falópio (às vezes conhecido como uma gravidez tubária). Uma gravidez ectópica pode ocorrer em outros lugares que não sejam uma tuba uterina, tais como no ovário (raramente) ou dentro do abdômen (muito raramente).

Aqui você tem informação sobre gravidez ectópica nas trompas de Falópio. Uma gestação não pode desenvolver nesta situação e, infelizmente, não pode chegar ao término com o nascimento de um bebê. Isso ocorre porque, conforme a gravidez se torna maior pode:

  • não haver espaço para crescer nas trompas de Falópio
  • romper (estourar) a trompa de Falópio, causando dor intensa e hemorragia interna. Uma situação potencialmente fatal para você.
  •  

Quais são os sintomas de uma gravidez ectópica?

A maioria das mulheres sentem sintomas físicos na sexta semana de gravidez – cerca de duas semanas após a falta da menstruação. Você pode ou não pode estar ciente que está grávida, se suas menstruações são irregulares, ou se você estiver usando uma contracepção que falhou.

Cada mulher é afetada de forma diferente por uma gestação ectópica. Algumas mulheres não têm sintomas, algumas têm poucos sintomas, enquanto outras têm muitos sintomas.

Como os sintomas variam muito, nem sempre é simples de fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica. Os sintomas de uma gravidez ectópica podem incluir:

  • Sangramento anormal
  • Pode ter alguma mancha ou sangramento diferente da sua menstruação normal.
  • O sangramento pode ser mais leve ou mais intenso do que o normal. Com o sangue mais escuro e mais diluido.
  • Dor no abdômen inferior
  • Pode ocorrer de repente, sem razão aparente, ou pode vir gradualmente por vários dias. 
  • Pode ser de um só lado.
  • Dor na ponta do ombro
    • Devido ao sangue vazando para o abdômen. Essa dor fica lá o tempo todo e pode ser pior quando você está deitada. Não melhora com o movimento e não pode ser aliviado por analgésicos.
  • Diarreia ou dor ao evacuar.
  • Dor grave ou mesmo colapso
  • Se a trompa de Falópio sofre ruptura e provoca hemorragia interna, você pode sentir dor intensa ou pode entrar em colapso/desmaio. 
    • Esta é uma situação de emergência. 
    • Em casos raros, o colapso é o primeiro sinal de uma gravidez ectópica.

Eu deveria procurar um médico imediatamente?

Sim! Uma gravidez ectópica pode representar um risco grave para sua saúde. Se você teve relações sexuais nos últimos 3 a 4 meses (mesmo se você tiver usado contracepção) e está tendo esses sintomas, busque ajuda médica imediatamente. Aconselhe-se com o médico mesmo que não ache que possa estar grávida.

Você pode obter aconselhamento médico do:

  • do seu clínico geral
  • do seu ginecologista ou obstetra
  • pronto socorro hospitalar

Eu tenho um risco acrescido de uma gravidez ectópica?

Qualquer mulher em idade fértil que tenha vida sexual ativa poderia ter uma gravidez ectópica. Mas você está em um risco maior de gravidez ectópica se:

Como posso fazer um diagnóstico?

A maioria das gestações ectópicas são suspeitas entre 6 e 10 semanas de gravidez.

Às vezes, o diagnóstico é feito rapidamente, mas se estiver na fase inicial da gravidez, pode levar mais tempo (uma semana ou mais) para fazer um diagnóstico de uma gravidez ectópica.

O diagnóstico será confirmado pelo seguinte:

Consulta e exame

O médico irá perguntar sobre seu histórico médico e sintomas. O médico irá examinar seu abdômen e pode também fazer um exame vaginal (interno).  Você também poderá trazer alguém para apoiá-la durante o seu exame.

Se você não teve um teste positivo de gravidez, será solicitada uma amostra de urina para que possa ser testada para a gravidez. Se o teste de gravidez der negativo, é muito improvável que seus sintomas sejam devido a uma gravidez ectópica.

Ultra-sonografia

É feito na maioria das mulheres um exame transvaginal (onde uma sonda é inserida suavemente na vagina) para olhar para o útero, ovários e trompas de Falópio. Se você estiver na fase inicial da gravidez, pode ser oferecido um outro ultra-som depois de alguns dias, quando pode ser mais fácil de ver a gestação.

Exames de sangue

  • Exame para o nível do hormônio da gravidez gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou uma mudança neste nível a cada poucos dias pode ajudar a dar um diagnóstico.
  • Exame para o nível do hormônio progesterona pode ser realizado.

Laparoscopia

Se o diagnóstico ainda é incerto, uma operação chamada de laparoscopia pode ser necessária. Esta cirurgia é realizada sob anestesia geral. O médico utiliza um pequeno telescópio para olhar a sua pélvis, fazendo um pequeno corte geralmente no umbigo (botão da barriga). Também é chamada de cirurgia guiada.

Se uma gravidez ectópica for detectada, o tratamento pode ser feito durante a mesma operação.

Quais são as opções para o tratamento?

Como uma gravidez ectópica não pode levar ao nascimento de um bebê, todas as opções terminam a gravidez para reduzir os riscos para a sua própria saúde. Suas opções dependem de:

  • quantas semanas de gestação
  • os sintomas
  • se tem havido muito sangramento dentro de seu abdômen
  • o nível de hCG
  • seu resultado do exame
  • sua saúde em geral
  • suas opiniões pessoais e preferências – isso deve envolver uma discussão sobre seus planos futuros de gravidez
  • as opções disponíveis no seu hospital local.

As opções de tratamento são listadas abaixo – nem todos serão adequados para você.

Gestão expectante (esperar e acompanhar)

A gravidez ectópica, por vezes, acaba por conta própria – semelhante a um aborto.

Dependendo de sua situação, pode ser possível monitorar os níveis de hCG com exames de sangue todos os dias até estar de volta ao normal. Embora não tenha que ficar no hospital, deve voltar ao hospital se tiver quaisquer sintomas.

A gestão expectante não é uma opção para todas as mulheres. Geralmente só é possível quando a gravidez está ainda nos estágios iniciais, e quando você tem poucos ou nenhum sintomas. Até 29 em cada 100 mulheres (29%) que estão passando por um tratamento expectante podem exigir tratamento médico adicional ou cirúrgico.

Tratamento medicamentoso

Em determinadas circunstâncias, uma gravidez ectópica pode ser tratada com medicação (drogas). A tuba uterina não é removida. Uma droga (metotrexate) impede o desenvolvimento da gravidez, e então a gravidez ectópica gradualmente desaparece.

A droga é dada como uma injeção. Se sua gravidez está além da fase inicial ou o nível de hCG está elevado, o metotrexate é menos provável de ter êxito. Muitas mulheres experimentam alguma dor nos primeiros dias, mas isso geralmente se resolve com paracetamol ou um semelhante para alívio da dor. Embora o tratamento a longo prazo com metotrexato para outras doenças possa causar efeitos colaterais significativos, raramente é o caso com uma ou duas injeções para tratar a gravidez ectópica.

Você pode precisar ficar no hospital durante a noite e então voltar para a clínica ou enfermaria alguns dias mais tarde. Pode ser mais cedo se você tiver quaisquer sintomas. É muito importante que você vá para suas consultas de acompanhamento.

  • Quinze entre 100 das mulheres (15%) precisam ter uma segunda injeção de metotrexato.
  • Sete entre 100 mulheres vão precisar de cirurgia (7%), mesmo após o tratamento médico.

Cirurgia

O objetivo da cirurgia é remover a gravidez ectópica. O tipo de operação que será feita vai depender de seus desejos ou planos para uma futura gravidez e do que seu cirurgião encontrará durante a operação (laparoscopia).

Para ter uma melhor chance de uma gravidez futura dentro de seu útero e para reduzir o risco de ter outra gravidez ectópica, você geralmente será aconselhada a ter sua trompa de Falópio removida (salpingectomia).

Se você tem somente uma trompa ou sua outra trompa não parece saudável, isso já afeta suas chances de engravidar. Nesta circunstância, você pode ser aconselhada a fazer uma operação diferente (salpingostomia). Esta operação visa eliminar a gravidez sem remover a trompa. Ela carrega um risco maior de uma futura gravidez ectópica, mas significa que você manterá a possibilidade de uma gravidez no útero no futuro. Algumas mulheres podem precisar fazer uma operação a mais para remover a trompa mais tarde, se a gravidez não for completamente removida.

Uma operação para remover a gravidez ectópica envolverá uma anestesia geral.

A cirurgia será:

  • Laparoscopia – a estadia no hospital é de cerca de 1 a 2 dias e a recuperação é de cerca de 2 a 4 semanas.
  • Cirurgia aberta – conhecida como uma laparotomia – é realizada por meio de um corte maior no seu abdômen. Geralmente é feita se houver suspeita de hemorragia interna grave. Você vai precisar ficar no hospital por 2 a 4 dias. Normalmente demora cerca de 4 a 6 semanas para se recuperar.

Há riscos associados com toda e qualquer operação. Pode ser devido ao uso de anestésico ou a operação em si. Seu cirurgião e anestesista irão discutir isso com você.

O que preciso saber para tomar uma decisão informada?

Quando uma gravidez ectópica é confirmada, e se a trompa de Falópio não rompeu, seu médico deve discutir suas opções com você.

Certifique-se de:

  • compreender plenamente todas as suas opções
  • pedir informações extras se há alguma coisa que você não entende
  • levantar suas preocupações
  • compreender o que significa cada opção para sua fertilidade, e o que pode ser feito para preservar a fertilidade
  • ter tempo suficiente para tomar sua decisão.

Em situações de emergência

Se rompeu a trompa de Falópio, a cirurgia de emergência é necessária para parar o sangramento. Isto é conseguido pela remoção da trompa de Falópio rompida e da gravidez.

Esta operação é muitas vezes um salva-vidas. Seus médicos precisarão agir rapidamente e isso pode significar que eles terão que tomar uma decisão de operar em seu nome. Nessa situação você pode precisar de uma transfusão de sangue.

Consultas de acompanhamento: o que acontece depois?

É importante que você vá para suas consultas de acompanhamento. Os check-ups e exames que você tiver vão depender do tratamento que você recebeu.

Tratamento expectante

Seu médico vai precisar verificar os seus níveis de hCG no sangue por uns dias até se atingirem os níveis normais. Isso é para garantir que a gravidez tenha terminado completamente. Você pode precisar de mais exames de ultrassom.

Tratamento medicamentoso

Você precisará retornar duas vezes na primeira semana e depois uma vez por semana para verificar os seus níveis de hCG no sangue. Podem levar algumas semanas para garantir que a gravidez tenha terminado completamente, e pode precisar de mais exames de ultrassom. Durante este tempo, não deve ter relação sexual. Você deve evitar ficar grávida usando contracepção confiável durante pelo menos 3 meses.

Tratamento cirúrgico

Pode ser necessário consulta de acompanhamento com seu ginecologista, especialmente se você fez uma operação de emergência. Se você não teve sua trompa de Falópio removida, precisará ter o seu nível de hCG verificado até que tudo volte ao normal.

E quanto a futuras gravidezes?

Para a maioria das mulheres, uma gravidez ectópica ocorre como um evento 'único' e não ocorrerá novamente. A chance de ter uma gravidez bem sucedida no futuro é boa.

Mesmo se você tiver apenas uma trompa uterina, sua chance de engravidar é apenas ligeiramente reduzida. A chance global de ter uma gravidez ectópica da próxima vez é entre 7 e 10 em cada 100 (7 a 10%). No entanto, isto depende do tipo de cirurgia que você fez e de qualquer dano subjacente para os tubos restantes.

Em uma futura gravidez, pode ser oferecida uma ultrassonografia entre 6 a 8 semanas para confirmar que a gravidez está se desenvolvendo no útero.

Se você não quer engravidar, procure conselhos adicionais do seu médico pois algumas formas de contracepção podem ser mais apropriadas após uma gestação ectópica.

Como me sentirei depois?

O impacto de uma gravidez ectópica pode ser muito significativo. Pode significar chegar a um acordo sobre a perda de um bebê, com o potencial impacto sobre a fertilidade futura ou com o fato de que você poderia ter perdido a sua vida. Cada mulher lida à sua maneira – uma gravidez ectópica é uma experiência muito pessoal. Esta experiência pode afetar o seu parceiro e outros membros em sua família, bem como amigos íntimos.

É importante lembrar que a gravidez não poderia ter continuado sem causar um risco grave para sua saúde.

Antes de tentar ter outro bebê, é importante esperar até que você se sinta preparada emocionalmente e fisicamente.

Por mais traumática que tenha sido a sua experiência de uma gravidez ectópica, pode ajudar saber que a possibilidade de uma gravidez normal da próxima vez é muito maior do que a possibilidade de ter outra gravidez ectópica. Se você tiver alguma dúvida, certifique-se de falar com seu médico ginecologista obstetra.

 

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Categorias: Medicina

Embolização de miomas melhora vida sexual

Fertilidade - qua, 11/22/2017 - 15:10

Artigo muito interessante "Evaluation of Changes in Sexual Function Related to Uterine Fibroid Embolization (UFE): Results of the EFUZEN Study" publicado em março deste ano na revista CardioVascular and Interventional Radiology por equipe francesa mostrou que a embolização de miomas  melhora a vida sexual das pacientes após o procedimento, além de diminuir os miomas e melhorar os sintomas a eles relacionados.

A qualidade da vida sexual foi mensurada a partir do questionário Female Sexual Function Index (FSFI) por Rosen. Se você quiser saber o impacto dos miomas na sua vida sexual também pode preencher esse questionário. No trabalho acima referido, a melhora neste questionario ocorreu em 78% das pacientes que realizaram embolização de miomas.

 

questionário adaptado para portugues por Pacagnella et al.

embolizaçãomiomaendovascular
Categorias: Medicina

Embolização de miomas melhora vida sexual

Fertilidade - qua, 11/22/2017 - 15:10

Artigo muito interessante "Evaluation of Changes in Sexual Function Related to Uterine Fibroid Embolization (UFE): Results of the EFUZEN Study" publicado em março deste ano na revista CardioVascular and Interventional Radiology por equipe francesa mostrou que a embolização de miomas  melhora a vida sexual das pacientes após o procedimento, além de diminuir os miomas e melhorar os sintomas a eles relacionados.

A qualidade da vida sexual foi mensurada a partir do questionário Female Sexual Function Index (FSFI) por Rosen. Se você quiser saber o impacto dos miomas na sua vida sexual também pode preencher esse questionário. No trabalho acima referido, a melhora neste questionario ocorreu em 78% das pacientes que realizaram embolização de miomas.

 

questionário adaptado para portugues por Pacagnella et al.

embolizaçãomiomaendovascular
Categorias: Medicina

Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)

Vascular Pro - seg, 11/20/2017 - 20:00

As úlceras venosas são feridas crônicas dos membros inferiores. Por ficarem abertas estão sujeitas a infecções e complicações. Devido às secreções, mal cheiro e aparência, as pessoas que sofrem dessa efermidade passam a se isolar do convivio social, de modo que além de ser um problema grave de saúde, também é um problema social importante. Devido ao isolamento e necessidade de repouso, essas pessoas não conseguem trabalhar, passando também a ser um problema econômico. 

 

O especialista indicado para indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular. Converse com seu médico.    

 

Video: Técnica para criar a espuma de polidocanol

 

Para entender melhor a úlcera venosa, leia sobre a Insuficiência Venosa Crônica. O tratamento da causa é essencial e, para isso leia sobre o Tratamento Conservador Da Doença Venosa e Tratamento Corretivo Da Doença Venosa.

 

*Relato de caso: Relato de caso é um tipo de estudo epidemiológico onde não há comparação entre métodos e não é considerado evidência científica. Tem seu valor para ilustrar possibilidades evolutivas ou demonstrar casos infrequentes.

Anatomia: 

Membros Inferiores

Causa: 

Existem diversas causas de úlcera de membros inferiores, dentre elas, a úlcera venosa é uma das mais frequentes e a comentada nesse artigo, sendo causada pelo aumento da pressão venosa. A úlcera de origem venosa representa 70% de todas as feridas crônicas dos membros inferiores entre pacientes adultos. Pode acontecer como consequencia de uma síndrome pós trombótica, ou seja, anos após uma trombose venosa profunda, a constante pressão venosa não tratada determina a formação de feridas que acabam cronificando; ou pode ocorrer após anos e anos de varizes descompensadas não tratadas. Outras causas menos frequentes também existem.

 

Diagnóstico Diferencial: 
  • Pé Diabético
  • Aterosclerose
  • Isquemia
Epidemiologia: 

Prevalência entre 0,5 a 1%
Entre 75 a 80% de todas as úlceras de membros inferiores são de etiologia venosa.

Fatores de Risco: 
  • Todos os fatores de risco da doença venosa.
  • Trombose Venosa Profunda anterior
Prevenção Primária: 

Uso de meias elásticas, exercicio físico, fisioterapia.

Sinais ou Sintomas: 

Feridas que não cicatrizam em membros inferiores, com alterações tróficas da pele: manchas, eczema, lipedermatoesclerose - endurecimento da pele.

Prognóstico: 

Sem o tratamento da causa, a úlcera não costuma fechar, e, quando fecha, pode abrir novamente.

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento local da úlcera é essencial, mas não é suficiente, pois a ferida continuará aberta ou será facilmente reaberta por causa da hipertensão venosa. A causa da pressão venosa aumentada deve ser tratada também, caso contrário, mesmo fechando a úlcera, logo ela abrirá novamente. Não adianta tratar somente a consequencia da doença, a causa também deve ser eliminada. Muitos tratamentos foram propostos e cada um com a sua indicação: repouso com membros elevados, medicamentos hemorreolíticos, terapia compressiva com faixas elásticas/inelásticas e meias elásticas próprias, cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes, ligadura de croça da safena, bota de Unna, laser transdérmico, endolaser: laser endovenoso (laser de safenas e perfurantes), tratamento das varizes tronculares, radiofrequencia e outras. 
espuma de polidocanol associada a ligadura cirúrgica de croça de safena tem se mostrado efetiva no tratamento das úlceras venosas, eliminando o refluxo venoso do sistema superficial em casos selecionados. Certamente que os cuidados locais devem ser mantidos e incentivados e a associação de tratamentos é mais efetiva.
O curativo deve ser realizado por profissional e ensinado ao paciente ou cuidador de modo que possa ser reproduzido em casa e que a úlcera mantenha-se sempre limpa.

Complicações Possíveis: 
  • Infecção
  • trombose
Código: I83.0 Select ratingGive Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 1/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 2/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 3/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 4/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 5/5 Average: 4.5 (2 votes) venosoúlceracirurgiaespuma
Categorias: Medicina

Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa)

Vascular Pro - seg, 11/20/2017 - 20:00

As úlceras venosas são feridas crônicas dos membros inferiores. Por ficarem abertas estão sujeitas a infecções e complicações. Devido às secreções, mal cheiro e aparência, as pessoas que sofrem dessa efermidade passam a se isolar do convivio social, de modo que além de ser um problema grave de saúde, também é um problema social importante. Devido ao isolamento e necessidade de repouso, essas pessoas não conseguem trabalhar, passando também a ser um problema econômico. 

 

O especialista indicado para indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular. Converse com seu médico.    

 

Video: Técnica para criar a espuma de polidocanol

 

Para entender melhor a úlcera venosa, leia sobre a Insuficiência Venosa Crônica. O tratamento da causa é essencial e, para isso leia sobre o Tratamento Conservador Da Doença Venosa e Tratamento Corretivo Da Doença Venosa.

 

*Relato de caso: Relato de caso é um tipo de estudo epidemiológico onde não há comparação entre métodos e não é considerado evidência científica. Tem seu valor para ilustrar possibilidades evolutivas ou demonstrar casos infrequentes.

Anatomia: 

Membros Inferiores

Causa: 

Existem diversas causas de úlcera de membros inferiores, dentre elas, a úlcera venosa é uma das mais frequentes e a comentada nesse artigo, sendo causada pelo aumento da pressão venosa. A úlcera de origem venosa representa 70% de todas as feridas crônicas dos membros inferiores entre pacientes adultos. Pode acontecer como consequencia de uma síndrome pós trombótica, ou seja, anos após uma trombose venosa profunda, a constante pressão venosa não tratada determina a formação de feridas que acabam cronificando; ou pode ocorrer após anos e anos de varizes descompensadas não tratadas. Outras causas menos frequentes também existem.

 

Diagnóstico Diferencial: 
  • Pé Diabético
  • Aterosclerose
  • Isquemia
Epidemiologia: 

Prevalência entre 0,5 a 1%
Entre 75 a 80% de todas as úlceras de membros inferiores são de etiologia venosa.

Fatores de Risco: 
  • Todos os fatores de risco da doença venosa.
  • Trombose Venosa Profunda anterior
Prevenção Primária: 

Uso de meias elásticas, exercicio físico, fisioterapia.

Sinais ou Sintomas: 

Feridas que não cicatrizam em membros inferiores, com alterações tróficas da pele: manchas, eczema, lipedermatoesclerose - endurecimento da pele.

Prognóstico: 

Sem o tratamento da causa, a úlcera não costuma fechar, e, quando fecha, pode abrir novamente.

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento local da úlcera é essencial, mas não é suficiente, pois a ferida continuará aberta ou será facilmente reaberta por causa da hipertensão venosa. A causa da pressão venosa aumentada deve ser tratada também, caso contrário, mesmo fechando a úlcera, logo ela abrirá novamente. Não adianta tratar somente a consequencia da doença, a causa também deve ser eliminada. Muitos tratamentos foram propostos e cada um com a sua indicação: repouso com membros elevados, medicamentos hemorreolíticos, terapia compressiva com faixas elásticas/inelásticas e meias elásticas próprias, cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes, ligadura de croça da safena, bota de Unna, laser transdérmico, endolaser: laser endovenoso (laser de safenas e perfurantes), tratamento das varizes tronculares, radiofrequencia e outras. 
espuma de polidocanol associada a ligadura cirúrgica de croça de safena tem se mostrado efetiva no tratamento das úlceras venosas, eliminando o refluxo venoso do sistema superficial em casos selecionados. Certamente que os cuidados locais devem ser mantidos e incentivados e a associação de tratamentos é mais efetiva.
O curativo deve ser realizado por profissional e ensinado ao paciente ou cuidador de modo que possa ser reproduzido em casa e que a úlcera mantenha-se sempre limpa.

Complicações Possíveis: 
  • Infecção
  • trombose
Código: I83.0 Select ratingGive Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 1/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 2/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 3/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 4/5Give Úlceras Venosas (úlcera de estase, úlcera varicosa) 5/5 Average: 5 (1 vote) venosoúlceracirurgiaespuma
Categorias: Medicina

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